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Reinado Persa

O Império Persa, originado no planalto iraniano, foi estabelecido por Ciro II, conhecido como Ciro, o Grande, que uniu tribos e conquistou vastos territórios. O Império Aquemênida, caracterizado pela tolerância cultural e pela administração em satrapias, alcançou seu auge sob Dario I, que promoveu melhorias significativas. A religião zoroastrista e a rica cultura persa, incluindo arquitetura e arte, também marcaram esse período, enquanto a economia era baseada na agricultura e comércio.
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Reinado Persa

O Império Persa, originado no planalto iraniano, foi estabelecido por Ciro II, conhecido como Ciro, o Grande, que uniu tribos e conquistou vastos territórios. O Império Aquemênida, caracterizado pela tolerância cultural e pela administração em satrapias, alcançou seu auge sob Dario I, que promoveu melhorias significativas. A religião zoroastrista e a rica cultura persa, incluindo arquitetura e arte, também marcaram esse período, enquanto a economia era baseada na agricultura e comércio.
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Reinado Persa

Alunos: Jonatas, Matheus, Rafael e Sebasthian

Origem
O Império Persa se desenvolveu na região do planalto iraniano,
onde fica a atual República Islâmica do Irã, mas que, na Antiguidade,
era a região vizinha da Mesopotâmia. A presença humana no planalto
iraniano de maneira semi sedentária remonta a 10.000 a.C. Desse
período em diante, estabeleceu-se uma série de tribos com estilos de
vida semelhantes, embora também com suas particularidades.

Grande parte dessas tribos se estabeleceram na região a partir do


terceiro milênio a.C., com destaque para os arianos, entendidos como o
grupo de povos de origem indo-ariana. O termo “ariano” é usado aqui
para se referir a uma série de povos, como os persas, os partas, os
medos, os alanos, entre outros.

Todos esses povos coexistiam no planalto iraniano, mas, em meados do


século VIII a.C., um deles, os medos, estabeleceu um pequeno império
na região, ao redor de sua principal cidade, Ecbátana. Daí em diante,
toda a região passou a ser dominada por eles.

Os persas eram um dos povos sob o domínio dos medos, e, no século


VI a.C., eles se rebelaram contra esse domínio. Eles eram formados por
algumas tribos, entre as quais estava Pasárgada, liderada pelo clã
aquemênida. Em 559 a.C., esse clã passou a ter um novo líder, Ciro II,
conhecido posteriormente como Ciro, o Grande.

Ciro conseguiu se unir com outras tribos que habitavam o planalto


iraniano e formar um exército que se rebelou contra os medos. Em 550
a.C., os persas, sob a liderança de Ciro, o Grande, derrotaram os
medos e passaram a dominar o planalto iraniano. No local da vitória foi
construída a nova capital persa: a cidade de Pasárgada. Dentre as suas
conquistas destacamos: a Babilônia, o Egito, os Reinos da Lídia,
Fenícia, Síria, Palestina e as regiões gregas da Ásia Menor.
Império Aquemênida

Como Ciro pertencia à Dinastia Aquemênida, convencionou-se


chamar o império formado por ele da mesma forma. Esse império, como
já vimos, era controlado pelos persas e foi um dos maiores e mais
organizados da Antiguidade. Os primeiros anos do domínio persa sobre
o planalto iraniano ficaram marcados pela necessidade de controlar
todos os povos que habitavam a região.

Ciro, o Grande teve de lidar com povos que tentaram se aproveitar da


queda dos medos para se rebelarem e conquistarem sua própria
independência. Além disso, uma série de conquistas territoriais
ocorreram durante seu reinado. Ele conquistou a cidade de Sardis, na
Lídia, em 546 a.C., e a Babilônia, em 539 a.C., formando um território
que se estendia da Turquia às portas da Índia.

Ciro, o Grande estabeleceu um princípio que foi a marca do Império


Aquemênida: o respeito à diversidade cultural. Os persas cobravam
tributos dos povos conquistados, mas permitiam que eles mantivessem
suas tradições culturais e religiosas. Isso, a princípio, contribuiu para
assegurar seu domínio.

Em 530 a.C., Ciro II faleceu e o poder foi transmitido para seu filho,
Cambises II. O reinado deste rei ficou marcado pela conquista do Egito
em 525 a.C. No entanto, em 522 a.C., Cambises II foi assassinado, e
Dario I assumiu o poder do Império Aquemênida. Dario I conseguiu
estender os domínios persas, conquistando terras no Vale do Rio Indo,
e organizou o seu império em satrapias.

As satrapias eram basicamente províncias, sendo 20 no total, e eram


entregues ao comando de homens nomeados pelo próprio imperador.
Os homens responsáveis pela administração das satrapias receberam o
nome de sátrapas. Para evitar que os sátrapas se rebelassem, Dario I
mantinha uma rede de espiões que o informavam qualquer ato de
infidelidade.

Dario I promoveu uma série de melhorias ao Império Aquemênida:


estabeleceu uma moeda comum para todo o reino; construiu Persépolis
e converteu-a na nova capital; construiu estradas para facilitar a
locomoção das tropas e dos mensageiros do rei; e melhorou o sistema
de envio de mensagens.

Guerras Médicas
Em 499 a.C., durante o reinado de Dario I, houve uma revolta de
cidades gregas na Jônia, região na Ásia Menor, dominada pelos persas.
O rei então decidiu realizar uma expedição militar punitiva contra
Atenas, cidade grega que forneceu apoio à rebelião grega na Jônia. Isso
deu início à Primeira Guerra Médica, em 492 a.C.

As tropas enviadas por Dario I tentaram subjugar os gregos, mas a


união de cidades gregas fez com que os persas fossem derrotados
nesse conflito, o que se concretizou em 490 a.C., durante a Batalha de
Maratona. No entanto, essa derrota não conteve o espírito conquistador
dos persas, que, anos depois, tentaram novamente anexar a Grécia.

Durante o reinado de Xerxes I, imperador persa entre 486 a.C. e 465


a.C., foi organizada a segunda invasão da Grécia pelos persas. Dessa
vez, os persas organizaram um exército de milhares de soldados, que
iniciaram a Segunda Guerra Médica, em 480 a.C. Novamente, os
persas foram derrotados, perdendo batalhas fundamentais, como as
travadas em Salamina e Plateia.

Com a nova derrota, os persas assinaram um acordo com os gregos,


assegurando que não tentariam invadir a Grécia novamente. Esse
tratado, no entanto, demorou décadas para ser assinado, uma vez que
as derrotas em Salamina e Plateia aconteceram em 480 a.C. e 479 a.C.
respectivamente. O acordo de paz entre gregos e persas ficou
conhecido como Paz de Cálias, sendo assinado em 449 a.C.

A política persa e o poder soberano


A expansão da Pérsia somente foi possível graças ao
empreendedorismo dos imperadores que estiveram no seu poder. Todos
os povos conquistados pelo Império Persa tinham de pagar imposto,
mas não eram obrigados a deixar de lado os seus costumes ou a sua
língua. A forma de administração dos persas tinha com característica
principal as satrapias, que consistiam em províncias, em organismos
locais, cujos governadores, chamados sátrapas, eram responsáveis por
cuidar da região segundo as orientações do rei esses eram
considerados os “olhos e ouvidos do rei”.

Religião
Inicialmente, os persas praticavam uma religião politeísta, isto é,
com um panteão formado por diferentes deuses. Uma dessas
divindades era Ahura Mazda, a quem eles acreditavam ser o criador do
Universo e da vida, inclusive dos outros deuses. No entanto, a religião
persa sofreu uma profunda alteração por meio das pregações de
Zoroastro.

Esse profeta viveu nas terras persas em algum momento entre os anos
de 1500 a.C. e 1000 a.C. Durante a vida de Zoroastro, sabe-se que ele
alegou ter recebido uma revelação que lhe trouxe uma nova verdade
religiosa. Nessa revelação, ele viu que Ahura Mazda era a única
divindade verdadeira e que todos deveriam seguir alguns princípios.

Esses princípios determinavam que Ahura Mazda era inteiramente bom


e que tinha um adversário chamado Angra Mainyu, considerado
inteiramente mal. Além disso, as pessoas deveriam manifestar a
bondade de Ahura Mazda por meio de ações, práticas e palavras. Cada
pessoa tinha livre-arbítrio para seguir o bem ou o mal.

Acredita-se que, por volta do século VI a.C., o zoroastrismo se tornou


popular entre os persas, sendo a principal religião do Império
Aquemênida, e os persas ficaram conhecidos por sua política de
tolerância religiosa. O zoroastrismo também foi muito popular no Império
Sassânida e no Império Parta.

Cultura, Arte e Sociedade Persa


Eles construíram grandes obras arquitetônicas e seus seus
palácios, além de grandes, eram bastante luxuosos. Os mosaicos e as
pinturas retratam os feitos dos imperadores assim como os deuses. A
cultura persa é famosa pelos belos tapetes persas reconhecidos em
todo o mundo. Seus desenhos elaborados formam um labirinto
geográfico ou com elementos da natureza.

A pirâmide social persa era diretamente influenciada pela visão de


mundo religiosa desse povo, e acreditava-se que o poder do rei havia
sido dado pelos deuses. Os persas chamavam essa graça divina dada
aos reis de farr, e quando se entendia que um rei perdia essa benção,
ele era deposto.

O rei e sua família eram o topo da sociedade persa, e havia ainda


outros grupos. Abaixo do rei, estavam os sacerdotes; os nobres, que
formavam a aristocracia e eram compostos por pessoas como os
sátrapas; os comandantes militares e membros de forças militares de
elite, como os imortais; os comerciantes; os artesãos; os camponeses;
e, por fim, os escravizados.

Na sociedade persa, homens e mulheres poderiam ter os mesmos


trabalhos e havia um notório respeito pelas mulheres, que poderiam
assumir posições de grande importância. Existem fontes persas que
apontam que o trabalho delas era remunerado de maneira igual ao dos
homens.

Economia persa
A base da economia persa eram os camponeses, que realizavam
o trabalho mais pesado nas terras. Eles poderiam possuir sua própria
terra, e nela criavam os seus animais. Também eram convocados para
trabalhar nas obras designadas pelo rei. Os escravizados eram o grupo
mais baixo e não poderiam ser tratados de maneira violenta, além de
receberem alguma compensação financeira pelo seu trabalho.

A atividade econômica persa era mesmo a agricultura, e os persas


comercializavam uma série de itens produzidos em suas plantações,
como cevada, uvas, gergelim, linho, feijões, entre outros. As boas
estradas no interior do Império Aquemênida facilitavam o deslocamento
dessas mercadorias, embora os persas também praticassem o comércio
marítimo. O pagamento das mercadorias acontecia pela moeda
circulante no Império Aquemênida: o dárico, adotado a partir do reinado
de Dario I.

Referências
[Link]
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