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O documento aborda a introdução à advocacia criminal, destacando a importância do advogado na administração da justiça e as funções do advogado criminalista na defesa de acusados e vítimas. Também discute os princípios básicos da advocacia criminal, como ética, respeito e lealdade, e as prerrogativas profissionais que garantem a atuação independente do advogado. Além disso, enfatiza que as prerrogativas são direitos fundamentais, não privilégios, essenciais para assegurar o amplo direito de defesa.

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O documento aborda a introdução à advocacia criminal, destacando a importância do advogado na administração da justiça e as funções do advogado criminalista na defesa de acusados e vítimas. Também discute os princípios básicos da advocacia criminal, como ética, respeito e lealdade, e as prerrogativas profissionais que garantem a atuação independente do advogado. Além disso, enfatiza que as prerrogativas são direitos fundamentais, não privilégios, essenciais para assegurar o amplo direito de defesa.

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Introdução à Advocacia Criminal

Tema: Orientações Preliminares


Prof. Leonardo Pantaleão

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Luan Marques de Andrade - 04795392439
ADVOGADO, PROFESSOR, ESCRITOR E PALESTRANTE, MESTRE
EM DIREITO DAS RELAÇÕES SOCIAIS PELA PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP),
PÓS-GRADUADO EM DIREITO PENAL ECONÔMICO
INTERNACIONAL PELO INSTITUTO DE DIREITO PENAL
ECONÔMICO E EUROPEU (IDPEE) DA UNIVERSIDADE DE
COIMBRA, EM PORTUGAL. FOI RELATOR DE TURMAS
DISCIPLINARES DO TRIBUNAL DE ÉTICA E DISCIPLINA DA
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL E INTEGRANTE DA
COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DA COMISSÃO DE
DIREITO PENAL DA OAB/SP.

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Luan Marques de Andrade - 04795392439
Reflexão: “Não há como viver o melhor dos dois mundos...”

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Luan Marques de Andrade - 04795392439
Não há como ser o melhor advogado estudando para
concurso.
Não há como ser o melhor marido traindo sua esposa
como se solteiro fosse.
Não há como ter o corpo escultural sem dieta e exercícios.
Não há como colher riqueza no futuro se você̂ gasta tudo
agora e não investe.

Conclusão
Todo bônus tem um ônus. Não há nenhum mundo que seja
só́ bônus. Aprenda isso!!

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Luan Marques de Andrade - 04795392439
Advocacia criminal: Penalista ou criminalista?

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Luan Marques de Andrade - 04795392439
A denominação Direito Penal é mais comum nos países
ocidentais, enquanto o termo Direito Criminal (expressão mais
abrangente) é utilizado pelos anglo-saxões. A questão é
meramente terminológica, embora alguns autores apontem que
o enfoque de um é maior no crime e do outro, na punição.

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Outros termos surgiram, porém, sem maiores expressões:

*Direito Repressivo (Puglia);


*Princípios de Criminologia (Luca);
*Direito Sancionador;
*Direito Protetor dos Criminosos (Dorado Montero);
*Direito de Luta contra o Crime (Thomsen);
*Direito de Defesa Social (José Agustín Martínez);
*Direito Restaurador;

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É interessante notar que essa questão não se limita à doutrina, pois
tem reflexos no plano normativo também.

Assim, no Brasil, já tivemos uma opção diferente na época do Código


Criminal do Império (1830).

Contudo, atualmente, a legislação adota a denominação “Direito


Penal”, como se nota pelo Decreto-Lei nº 2.848/40 (Código Penal), e
pela própria Constituição Federal, que usa essa terminologia em seu
artigo 22, inciso I.

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Relevância da advocacia

O Advogado é indispensável à Administração da Justiça (art. 133 da


CF) e, no seu ministério privado, presta serviço público e exerce
função social (art. 2º, §1º, da Lei n.º 8.906/1994).

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Atuação do advogado criminalista

Advogado Criminalista é o profissional que atua na defesa criminal


dos acusados (1) de infrações penais ou, ainda, na defesa criminal
dos interesses das vítimas (2).

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No primeiro caso, o criminalista defende não diretamente a
pessoa que praticou o crime, mas o sublime e valioso Direito de
Defesa, inerente a todos e que deve ser sempre respeitado,
para que, se houver condenação, esta seja justa e adequada e
permita a toda sociedade manter sua consciência serena, por
ter sido a lei aplicada com correção.

Essa função se amplia com a Investigação Defensiva


(Provimento 188/2018 – Conselho Federal da OAB);

“A função da defesa consiste em ser, ao lado do acusado,


inocente ou criminoso, a voz dos seus direitos legais."(Rui
Barbosa)
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Luan Marques de Andrade - 04795392439
Também pode o criminalista atuar em auxílio e defesa à vítima,
funcionando no processo como Assistente de Acusação.

* Trata-se de acompanhar a acusação e zelar para que nenhum


detalhe importante ou elemento de prova escape da
observação, permitindo ação mais concreta, fazendo com que
o processo siga de maneira mais pessoal, integrando os
esforços dos órgãos públicos com os do cidadão atingido pela
lesão.

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Princípios básicos da advocacia criminal

*Ética Profissional

*Respeito

*Lealdade

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Ética Profissional

Ética profissional é o conjunto de normas éticas que formam a


consciência do profissional e representam imperativos de sua
conduta.

Ética é uma palavra de origem grega (éthos), que significa


“propriedade do caráter”.

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Respeito

Respeito é um dos valores humanos que fundamentam a vida em


sociedade. Seja em relações interpessoais ou em vista de
normas, regras ou de um poder instituído.
O respeito é um dos valores mais importantes do ser humano e
tem grande importância na interação social. O respeito impede
que uma pessoa tenha atitudes reprováveis, autoritárias ou
injustas em relação a outra.
Respeitar não significa concordar plenamente com outra pessoa,
mas significa não discriminar, ofender ou impedir que uma
pessoa realize suas próprias escolhas.

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Lealdade

A lealdade é o cumprimento daquilo que exigem as leis da


fidelidade e da honra.
A lealdade é uma virtude que se desenvolve conscientemente e
que implica cumprir com um compromisso ainda que seja
perante circunstâncias constantemente em mudança ou
adversas. Trata-se de uma obrigação que se tem para com o
próximo.
O contrário da lealdade é a traição, que supõe a violação de um
compromisso expresso ou tácito.

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Prerrogativas profissionais

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O que são prerrogativas dos advogados?

As prerrogativas dos advogados estão previstas pela Lei n°


8.906/94 em seus artigos 6º e 7º. A lei garante a esse profissional
o direito de exercer a defesa plena de seus clientes, com
independência e autonomia, sem temor do magistrado, do
representante do Ministério Público ou de qualquer autoridade
que possa tentar constrangê-lo ou diminuir o seu papel enquanto
defensor das liberdades. Ou seja, são garantias fundamentais,
previstas em lei, criadas para assegurar o amplo direito de defesa.
Prerrogativas profissionais não devem ser confundidas com
privilégios, pois tratam apenas de estabelecer garantias para o
advogado enquanto representante de legítimos interesses de seus
clientes.

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Por que os advogados têm prerrogativas?

Advogados são a única linha de proteção que separa uma pessoa


comum, investigada ou acusada de um delito, do poderoso
aparato coercitivo do Estado, representado pelo juiz, promotor de
justiça e autoridade policial, por exemplo. Sem direitos e
garantias especiais para defender seus clientes, não haveria um
mínimo equilíbrio de forças.

O advogado exerce um papel de serviço público e de função social


ao atuar na defesa dos direitos do cidadão. As pessoas confiam
seus interesses aos advogados, outorgando poderes, fornecendo
informações e documentos. A lei garante que essa defesa possa
ser feita com autonomia, independência e em situação de
igualdade do advogado perante as autoridades.

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Principais prerrogativas

* Receber tratamento à altura da dignidade da advocacia. Não há hierarquia


nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério
Público, devendo todos tratarem-se com consideração e respeito recíprocos.
* Exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional.
* Ter respeitada, em nome da liberdade de defesa e do sigilo profissional, a
inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, de seus arquivos e
dados, de sua correspondência e de suas comunicações, inclusive
telefônicas ou afins, salvo caso de busca ou apreensão determinada por
magistrado e acompanhada de representante da OAB.

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* Estar frente a frente com o seu cliente, até mesmo quando se
tratar de preso incomunicável. A comunicação não se limita ao
contato físico, mas abrange também a troca de
correspondências, telefonemas ou qualquer outro meio de
contato, aos quais deve igualmente ser resguardado o sigilo
profissional.
* Ter a presença de representante da OAB, sob pena de nulidade do
ato praticado, quando preso em flagrante no efetivo exercício
profissional.
* Não ser preso cautelarmente, antes de sentença condenatória
transitada em julgado, senão em sala de Estado-Maior, com
instalações e comodidades condignas, e, na ausência desta, em
prisão domiciliar.
* Ter acesso livre às salas de sessões dos tribunais, inclusive ao
espaço reservado aos magistrados.
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* Ter acesso livre nas salas e dependências de audiências,
secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de
registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora
de expediente e independentemente da presença de seus
titulares.
* Ingressar livremente em qualquer edifício ou recinto em que
funcione repartição pública ou outro serviço público em que o
advogado deva praticar ato, obter prova ou informação de que
necessite para o exercício de sua profissão.
* Ingressar livremente em qualquer assembleia ou reunião de que
participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este
deve comparecer, desde que munido de poderes especiais.
* Permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais
indicados nos itens anteriores, independentemente de licença.

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* Dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de
trabalho, independentemente de horário previamente marcado
ou outra condição, observando-se a ordem de chegada.
* Sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo,
nas sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância
judicial ou administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se
prazo maior for concedido.
* Usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal,
mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou
dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações
que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou
censura que lhe forem feitas.
* Reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo,
tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei,
regulamento ou regimento.
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* Ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer
natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los
pelos prazos legais.
* Retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo
prazo de dez dias.

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Prerrogativas x Privilégios

As prerrogativas não são privilégios. Na verdade, elas asseguram


direitos tão elementares que causa espécie o fato de que ainda
sejam constantemente violadas. As regras previstas na lei não se
referem a regalias, mas, sim, de garantias fundamentais criadas
para assegurar o amplo direito de defesa.

Cogitar-se-ia de um benefício ou uma vantagem, caso fosse


concedida a um grupo social em detrimento do outro. O que
acontece, porém, é justamente o contrário, são direitos para se
garantir o livre exercício da advocacia na atividade de defesa de
qualquer cidadão.
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Violação das prerrogativas

Art. 7º-B Constitui crime violar direito ou prerrogativa de advogado


previstos nos incisos II, III, IV e V do caput do art. 7º desta Lei:
(Incluído pela Lei nº 13.869/2019)

Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.


(Redação dada pela Lei nº 14.365/2022)

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