FACULDADE CATÓLICA DE BELÉM
CURSO DE TEOLOGIA
JEAN SOARES DOS SANTOS
RESENHA HOMILIA DO PAPA BENTO XVI SANTA MISSA DA CEIA
DO SENHOR
Ananindeua- PA
2025
JEAN SOARES DOS SANTOS
RESENHA HOMILIA DO PAPA BENTO XVI SANTA MISSA DA CEIA DO
SENHOR
Trabalho apresentado à Faculdade Católica de
Belém para obtenção de nota na disciplina
Sacramento II Eucaristia ministrada pelo Prof.
Msc. Pe. Cleber Yuri Ferreira Franco.
Ananindeua- PA
2025
Bento XVI. Papa. Santa Missa da Ceia do Senhor. A Santa Sé, 2011. Disponível em:
file:///C:/Users/jeans/Downloads/hf_ben-xvi_hom_20110421_coena-domini.pdf. Acesso em:
12 mar. 2025.
Em Primeiro Lugar, Bento XVI, inicia sua homilia mostrando os gestos de Jesus,
dizendo que, “Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer” (Lc
22,15): com estas palavras Jesus inaugurou a celebração do seu último banquete e da
instituição da sagrada Eucaristia. Jesus foi ao encontro daquela hora, desejando-a. no seu
íntimo, esperou aquele momento que deveria ser, de algum modo, as verdadeiras núpcias
messiânicas: a transformação dos dons desta terra e o fazer-se um só com os seus, para os
transformar e inaugurar assim a transformação do mundo”.
Nos quatros Evangelhos, que o último banquete de Jesus, antes da Paixão, foi também
uma lugar de anúncio. Jesus propôs, uma vez mais e com insistência, os elementos estruturais
da sua mensagem. Palavra e sacramento, mensagem e dom estão inseparavelmente unidos.
Mas, durante o último banquete, Jesus sobretudo rezou, Mateus, Marcos e Lucas usam duas
palavras para descrever a oração de Jesus no momento central da ceia: eucharistesas e
eulogesas – agradecer e abençoar. O movimento ascendente do agradecimento e o movimento
descendente da benção aparecem juntos. As palavras da transubstanciação são uma parte desta
oração de Jesus.
Jesus transforma sua paixão em oração, em oferta ao Pai pelos homens. Esta
transformação do seu sofrimento em amor possui uma força transformadora dos dons, nos
quais agora Jesus se dá a si mesmo. Ele no-los dá, para nós e o mundo sermos transformados.
O objetivo próprio e último da transformação eucarística é a nossa transformação na
comunhão com Cristo. A Eucaristia tem em vista o homem novo, com uma novidade tal que
assim só pode nascer a partir de Deus e por meio da obra do servo de Deus.
A partir de Lucas e sobretudo de João, sabemos que Jesus, nas sua oração durante a
última Ceia, dirigiu também súplicas ao Pai, súplicas que, ao mesmo tempo, contêm apelos
aos seus discípulos de então e de todos os tempos. Nesta hora, queria escolher somente uma
súplica que, segundo João, Jesus repetiu quatro vezes na oração sacerdotal.
Com a Eucaristia, nasce a Igreja. Todos nós comemos o mesmo pão, recebemos o
mesmo corpo do Senhor, e isto significa: Ele abre cada um de nós para além de si mesmo.
Torna-nos todos um só. A Eucaristia é o mistério da proximidade e comunhão íntima de cada
individuo com o Senhor. E, ao mesmo tempo, é a união visível entre todos. A Eucaristia é
sacramento da unidade. Ela chega até ao mistério trinitário, e assim cria, ao mesmo tempo, a
unidade visível.
“A Eucaristia é o encontro pessoalíssimo com o Senhor, e, no entanto, não é jamais
apenas um ato de devoção individual; celebramo-la necessariamente juntos. Em cada
comunidade, o Senhor está presente de modo total; mas Ele é um só em todas as
comunidades. Por isso, fazem necessariamente parte da oração Eucarística da Igreja as
palavras “uma cum Papa nostro et cum epíscopo nostro”. Isto não é um mero acréscimo
exterior àquilo que acontece interiormente, mas expressão necessária da própria realidade
eucarística. E mencionamos o Papa e o Bispo pelo nome: a unidade é totalmente concreta, tem
nome. Assim, a unidade torna-se visível, torna-se sinal para o mundo, e estabelece para nós
mesmo um critério concreto”.
São Lucas conservou-nos um elemento concreto da oração de Jesus pela unidade:
“Simão, Simão, Satanás reclamou o poder de vos joeirar como ao trigo. Mas Eu roguei por ti,
para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, confirma os teus irmão” (Lc 22,31-
32). Com pesar, constatamos novamente, hoje, que foi permitido a Satanás joeirar os
discípulos visivelmente diante de todo o mundo.
Sabemos que Pedro, que através das águas agitadas da história vai ao encontro do
Senhor e corre perigo de afundar, é sempre novamente sustentado pela mão do Senhor e
guiado sobre as águas. Mas vem depois um anúncio e uma missão. “Tu, uma vez convertido”.
Todos os seres humanos, à excepção de Maria, têm continuamente necessidade de conversão.
Jesus prediz a Pedro a sua queda e a sua conversão. De que é que Pedro teve de converter-se?
No início do seu chamamento, assombrado com o poder divino do Senhor e com a sua própria
miséria, Pedro dissera: “Senhor, afasta-te de mim, que eu sou um homem pecador” (Lc 5,8).
Todos nós temos necessidade da conversão que acolhe Jesus no seu ser Deus e ser-
homem. Temos necessidade da humildade do discípulo que segue a vontade do Mestre. Nesta
hora, queremos pedir-lhe que nos fixe como fixou Pedro, no momento oportuno, com os seus
olho benévolos, e nos converta.
O serviço da unidade tem o seu lugar visível na celebração da sagrada Eucaristia [...]
“Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa”. Senhor, vós tendes desejo de nós, de
mim. tendes desejo de nos fazer participantes de vós mesmo na sagrada Eucaristia, de vos unir
a nós. Senhor, suscitai também em nós o desejo de vós. Reforçai-nos na unidade convosco e
entre nós. Dai à vossa Igreja a unidade, para que o mundo creia.