Maria Eduarda Ferreira de Oliveira, 2022.
ESTRUTURA E FUNÇÃO DA PELE NORMAL – PROF. REBECCA
Interface entre epiderme e derme:
FUNÇÃO DA PELE
Ligação irregular entre epiderme e derme
A pele é constituída por epiderme e derme Papilas dérmicas se entrelaçam com invaginações da
epiderme (cristas)
Funções da pele:
Invaginações adicionais de derivados de epiderme
Barreira física: impede a entrada de elementos (folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas)
prejudiciais e impede a perda de elementos vitais,
Anexos da pele:
principalmente a água
Participa da imunidade: primeira barreia (física) Glândulas sudoríparas: controle da temperatura corporal
Papel social Glândulas sebáceas: impermeabiliza e lubrifica a
superfície
ANATOMIA DA PELE Pêlos: proteção mecânica e solar, impede a perda de calor
e umidade
A pele é formada por 2 camadas originadas de folículos
germinativos distintos: epiderme e derme
EPIDERME
Epiderme – ectoderme
Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, com 4
Derme – mesoderma (tecido conjuntivo subjacente)
tipos celulares: queratinócitos, melanócitos, células de
Langerhans e células de Merckel
1. QUERATINÓCITOS
Maior população de células da epiderme
Células mais superficiais, mais distantes da derme
Descamam constantemente
Atividade mitótica das células basais para renovação
Camadas/estratos:
Estrato córneo e lúcido: espessura variável e está
Na metade da gestação a pele já apresenta sua disposição presente, principalmente, em áreas de atrito (palmas e
definitiva que são 4 camadas – basal, espinhosa, granulosa e plantas), possui várias camadas celulares
córnea Estrato granuloso: mais delgado nas pálpebras, mais
espessos nos pés e é composto por células mais delgadas
que as espinhosas
Estrato espinhoso: número de camadas varia de acordo
com a localização, as células são maiores que as basais,
de formato poliglonais, emitem prolongamentos
citoplasmáticos parecendo espinhos e possui junções
intercelulares (desmossomas)
Zona de membrana basal: mantém a epiderme aderida à
derme
Maria Eduarda Ferreira de Oliveira, 2022.
2. MELANÓCITOS
Se localizam na junção dermo-epiderme (JDE)
Ordem de formação: melanoblastos melanócitos
formação de melanina
Sintetizam e distribuem melanina por meio de dendritos
Relação entre melanócito e queratinócito basais 1:10
Exposição repetida à luz UV aumenta a densidade de
melanócitos
Para determinar a cor tem-se: morfologia (melanócitos
em negros são maiores), quantidade de melanócito que
produz de melanina, transferência de melanina para
queratinócitos
Tipos de melanina: eumelanina (negros) e feomelanina
(brancos e pardos)
Paciente com vitiligo possui morte de melanócitos e, por
isso, não produz mais melanina local. O tratamento do
vitiligo é por meio da indução de novos melanócitos ou
retorno da produção de melanina com os melanócitos que
sobraram
DERME
Tecido fibroelástico denso e pouco celular
Presente nos anexos cutâneos, vasos e nervos
Matriz celular: abundante com presença de elementos
fibrosos (fibras elásticas e colágenas)
Substância fundamental: ácido hialurônico, condroitina e
mucina – mantém a célula hidrata, elástica e com
colágeno
Células residentes na derme: fibroblastos, dendrócitos
dérmicos, mastócitos e linfócitos e macrófagos
3. CÉLULAS DE LANGERHANS
Relacionadas com a imunidade
Principais células dendríticas da epiderme
Captura, processamento e apresentação de antígenos pelo
complexo MHC aos linfócitos TCD4 – células
apresentadoras de antígenos (CAA)
Exposição solar diminui a densidade dessas células –
excesso de sol diminui a imunidade do paciente
4. CÉLULAS DE MERCKEL
Relacionadas com a sensibilidade tátil
São células neuro secretoras, associadas a terminações
nervosas intraepidérmicas de nervos sensitivos –
receptoras da sensibilidade tátil
Situada entre os queratinócitos do estrato basal e tecido
conjuntivo da derme Derme papilar/adventicial:
Presentes na mucosa oral, tecido pulmonar e botões
Faixa fina sob a epiderme
gustativos
Abundantes na ponta dos dedos e regiões mais sensíveis Composta por colágeno frouxo (tipo 3) e fibras elásticas
ao toque Derme em torno dos anexos cutâneos
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Derme reticular: Bem desenvolvido na pele digital, palmoplantar e
escrotal
Mais espessa conforme a região do corpo
Predomínio dos elementos fibrosos Inervação:
Fibras de colágeno densas e fibras elásticas
Contém componentes neurais e microvasculares que Complexa e abundante
nutrem a epiderme Percepção de estímulos (tato, pressão, vibração, dor
temperatura)
Fibroblastos: Mediada por fibras mielinizadas e não mielinizadas,
terminações nervosas livres e corpúsculos sensitivos –
Produzem e organizam a matriz extracelular Meissner e Vater Pacina
Responsáveis pela regulação dos processos
fisiopatológicos da derme HIPODERME
Pode ter atividade fagocítica e atuam na cicatrização
Excesso de fibroblastos pode causar queloide ou cicatriz Origem no mesoderma
hipertrófica Armazena energia – estoque de lipídeos
Protege contra choques mecânicos e atua como isolante
térmico
Permite a mobilidade sobre estruturas mais profundas
Efeito cosmético – molda o contorno corporal
Dividido por lóbulos, contendo septos conjuntivos como
vasos sanguíneos, linfáticos e nervos
Dendrócitos dérmicos:
Tipo 1: abaixo da junção dermo-epiderme (JDE)
Tipo 2: entre os feixes colágenos da derme reticular e ao
redor dos anexos cutâneos
Mastócitos:
Mononucleados originários da medula óssea ANEXOS DA PELE
Situam-se ao redor dos vasos sanguíneos e junto dos
anexos cutâneos 1. GLÂNDULAS
Posteriormente torna-se macrófago (célula fagocitária) Células epiteliais que migraram mais profundamente na
derme e hipoderme
Linfócitos e Macrófagos: Glândulas sebáceas e Glândulas sudoríparas écrinas e
apócrinas
Linfócitos T situam-se ao redor das vesículas do plexo
vascular superficial e dos anexos cutâneos Glândulas sebáceas:
Macrófagos realizam fagocitose e situam-se ao redor de
estruturas vasculares, entre as fibras de colágeno Órgãos glandulares pequenos e saculiformes alojados na
derme, encontradas em muitas partes da pele, mas em
Vascularização: abundância no couro cabeludo e na faze
Cada glândula consiste em um simples ducto que emerge
Função de termorregulação, cicatrização, reações de um alvéolo – agrupamento ovalado ou em forma de
imunológicas, controle da pressão sanguínea garrafa
Secreção: triglicerídeos, ácidos graxos livres, estese de
Sistema linfático:
colesterol
Controle da pressão do fluido intersticial, remoção de Variam de acordo com o local em número, tamanho e
líquidos extracelulares, processos imunológicos atividade
cutâneos Maior quantidade: face, couro cabeludo, pavilhão
auricular, narinas, vulva e perianal
Maria Eduarda Ferreira de Oliveira, 2022.
Glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas: esforços); fatores que encurtam a fase anágena e aumenta
a proporção de fase telógena, com aumento da queda:
Invaginações da epiderme na derme parto, doenças febris (COVID, dengue), excesso de
Parte secretora, células mioepiteliais e ductos vitamina A, dietas rigorosas, cirurgias etc.; normalmente
há perda de 70 a 100 pelos telógenos diariamente
Glândulas sudoríparas écrinas:
Porção do ducto intradermica: acrosiríngeo (espiralada)
Presente em toda superfície corpórea, exceto em flande e
vermelhão dos lábios
Maior concentração em axilas e regiões palmoplantares
Produzem suor, controlam a temperatura
Secreção: água, minerais, hipotônica e inodora (se tem
odor, possivelmente tem-se a presença de bactéria)
Controlada por terminação nervosa simpática colinérgica
(botox ajuda paciente com hiperidrose)
Glândulas sudoríparas apócrinas:
Invaginação de epiderme que dá origem ao folículo
piloso
Ductos não se abrem na superfície da pele, se abrem na 3. UNHA / APARATO UNGUENAL
parte superior dos folículos Espessamento ectodérmicos: campos unguenais
São odoríferas, produzem ferormônios a partir do Matriz: raíz da unha (proximal), responsável pela
colesterol proliferação da unha
Se tornam funcionais na puberdade – hormônios sexuais Prega unguenal proximal
Secreção apócrina é rica em ferormônio Lâmina ou placa unguenal: corneificação das células
Controlada por terminações simpáticas adrenérgicas epiteliais proximais
Axilas, aréola mamária, região anogenital, face, couro Eponíquio: cutícula, queratina dura que não descama.
cabeludo e região umbilical Obtura a prega unguenal proximal
Hiponíquio: obtura a margem livre da unha
2. FOLÍCULOS PILOSOS Lúnula: área semilunar esbranquiçada, matriz do leito
Estruturas filamentosas queratinizadas unguenal
Não estão presentes nos lábios, palmas/plantas, glande, Matriz ventral; produção da unha
prepúcio, clitóris e pequenos lábios
Possui uma parte visível e outra porção intradérmica ou
dentro da hipoderme
Bulbo piloso: origem e crescimento do pelo
Primeiros pêlos: lanugo (finos e macios) se desprendem
após ao nascimento
Após o nascimento: pelos finos formados (vêlos)
Fases do ciclo do cabelo:
Anágena: 2 a 6 anos fase de crescimento do pelo, com
duração variável entre 3 a 5 anos; É a fase de maior
proliferação celular, mais susceptíveis a agentes
antiproliferativos (QTX); 85 a 95% dos folículos estão
nesta fase; Papila induz a diferenciação celular
Catágena: 2 a 3 semanas fase de involução do folículo,
com duração curta (10 dias); as celulas da matriz do pelo
param de proliferar; encolhimento da matriz e da papila
e retração dos dendritos dos melanócitos;
Telógena: 3 meses fase de repouso com duração
media de 100 dias; cerca de 10 a 15% dos folículos; pelo
superficializado e frouxamente ancorado ao folículo
(pode cair espontaneamente ou ser extraído sem