RESUMO
PROVA A1
por Mickaeli Saraiva
CRIOTERAPIA Durante as aplicações terapêuticas, o tecido em
geral é resfriado a uma temperatura superficial
de 1 a 10º C.
O centro responsável pelo controle da
temperatura corpórea se localiza na região EFEITOS DOS FRIO: ORDEM DAS SENSAÇÕES
pré-óptica do hipotálamo anterior.
diminuição da temperatura é a primeira 1. Formigamento
resposta fisiológica do organismo ao 2. Cócegas
resfriamento ocorrendo de forma 3. Frio
localizada e imediata. 4. Dor
5. Perda da sensação tátil
O QUE É CRIOTERAPIA?
aplicação terapêutica de qualquer RESFRIAMENTO
substância ao corpo que resulta em
velocidade de resfriamento dos tecidos e seu
remoção do calor corporal.
reaquecimento após a aplicação dependem:
técnica ou modalidade utilizada;
tecido que se está tentando resfriar;
OBJETIVOS DA CRIOTERAPIA
ambiente da aplicação;
Retirar calor do corpo: induz os tecidos a duração da aplicação.
um estado de hipotermia com uma
redução da taxa metabólica local,
promovendo assim uma redução das RESFRIAMENTO PROFUNDO
necessidades de oxigênio pela célula;
resposta dos tecidos profundos ao
preservando-a.
resfriamento superficial depende da
profundidade e do tipo de tecido.
CATEGORIAS temperatura só começa a diminuir alguns
minutos depois da aplicação do frio.
Atendimento imediato
Após a retirada do frio, a temperatura do
Reabilitação
tecido profundo continua a baixar.
Auxiliar cirúrgico
Criocirurgia
Diversas EFEITOS DO FRIO NO METABOLISMO
CELULAR
EFEITOS FISIOLÓGICOS DO FRIO redução da temperatura local diminui o
metabolismo, que por sua vez diminui a
Redução da dor e espasmo
demanda de oxigênio e a nutrição.
Melhora a ADM
menor consumo de oxigênio possibilita uma
Redução do metabolismo
sobrevida por um maior período de isquemia
Quebra do ciclo dor-espasmo-dor
ou de diminuição parcial da circulação,
Redução da inflamação, circulação e edema
evitando assim a hipóxia secundária e
consequentemente a morte celular.
A aplicação de frio aos tecidos envolve a
Esse processo leva a uma menor extensão do
transferência de energia térmica para fora dos
tecido lesado, o que diminui as proteínas livres
tecidos.
e a pressão oncótica do tecido, reduzindo
A velocidade de remoção de calor dos tecidos
assim o edema.
depende da: área, profundidade, duração,
intensidade, e método de resfriamento.
por Mickaeli Saraiva n.º 2
EFEITOS DO FRIO NA DOR
CRIOTERAPIA Uma elevação do limiar de dor ocorre como
efeito direto da diminuição da temperatura
das fibras e dos receptores nervosos.
EFEITOS DO FRIONO FLUXO SANGUÍNEO Indiretamente a dor é aliviada pelo frio pela
remoção de sua causa (espasmos,
resfriamento da pele provoca uma espasticidade e edema).
vasoconstrição imediata que reduz a perda
de calor corporal.
Termorreceptores existentes na pele são REDUÇÃO DO EDEMA E SANGRAMENTO
estimulados, produzindo uma vasoconstrição
reflexa autônoma sobre a superfície corporal. atribuída à vasoconstrição imediata das
Com resfriamento do corpo, ocorre um efeito arteríolas e vênulas, o que reduz a circulação
constritor direto do frio sobre a musculatura e o extravasamento de líquido para o espaço
lisa das arteríolas e vênulas. intersticial.
troca de calor contracorrente ajuda a
transferência de calor para periferia. Este REDUÇÃO DO ESPASMO
mecanismo é extremamente efetivo nos
membros, devido a presença de vias paralelas Lesão aguda: a redução do espasmo pode ser
relativamente longas entre as artérias e vias atribuída por redução da dor e também pode
profundas dever-se a uma redução na sensibilidade dos
aferentes dos fusos musculares;
A redução da sensibilidade do fuso e por
VIF conseguinte redução do tônus muscular,
favorece relaxamento e a uma precoce
vasodilatação induzida pelo frio, significa mobilização muscular.
dilatação de vaso sanguíneo em resposta à
aplicação de frio.
vasoconstrição permanece por um período TIPOS DE LESÕES
longo após a retirada do estímulo
hipotérmico, ocorrendo em sequência uma Lesões Agudas: Atendimento imediato
diminuição parcial da vasoconstrição, e não Reabilitação
uma vasodilatação, uma vez que o diâmetro Lesões Pós-agudas: Crônicas
do vaso após terapia não ultrapassa o
diâmetro inicial.
EFEITOS REFLEXOS DO FRIO PROLONGADO
EFEITOS DO FRIO NO FLUXO SANGUÍNEO VIF
abdômen: amplia a motilidade intestinal,
além de aumentar a secreção ácida do
a VIF ocorre por ação direta da baixa
estômago.
temperatura e, consequentemente, da
tronco de uma artéria: frio produz a
paralisia e contração da musculatura lisa dos
constrição da mesma, assim como de suas
vasos.
ramificações.
promove um eritema cutâneo importante
região pélvica: estimula os músculos dos
em decorrência da presença de mais
órgãos pélvicos, e isso é muito útil na
oxiemoglobina, e menos hemoglobina
subinvolução do útero.
reduzida no sangue.
por Mickaeli Saraiva n.º 3
EFEITOS PREJUDICIAIS DO RESFRIAMENTO Limitações da técnica:
1. Resfriam menos que as compressas de gelo;
elevação imediata na resistência vascular 2. Resfriam mais rápido
periférica - elevação da pressão sanguínea. 3. Oferecem mais perigos quanto as ulcerações
Diminuição da irrigação sanguínea; de pele
Aumenta a rigidez do tecido colagenoso.
COMPRESSAS DE CUBO DE GELO ARTIFICIAL
EFEITOS ADVERSOS DO FRIO PROLONGADO camadas de bolhas de vinil de 2,5 por 3,75 cm
de tamanho cheias de água e glicerina;
Urticária ao frio: eritema, coceira e dor Vantagens da técnica:
Rubor facial 1. Não escorrem como gelo;
Alterações gastrointestinais 2. São flexíveis;
Ulcerações 3. Maior vida útil;
Queimaduras e necroses 4. Mais seguras, tem revestimento de proteção
de nylon
CRIOTERAPIA - TÉCNICAS
IMERSÃO EM GELO
Gelo ou compressas geladas para
atendimento imediato de lesões agudas
resfriamento dos pés, tornozelos, mãos,
Massagem com gelo
braços e cotovelos durante a criocinética.
Criocinética
média oscila entre 2 a 4ºC.
Crioalongamento
Banhos de água fria
Criocirurgia PISCINAS GELADAS
Bandagens frias
Hidromassagem gelada – imersão em gelo
Vantagens: Imersão de áreas maiores e
USOS DA CRIOTERAPIA Combinação de água fria com a massagem
Limitações da técnica:
Redução da dor, edema e hipóxia secundária 1. banheira é maior, e requer uma maior
à lesão em casos agudos. quantidade de gelo para resfriamento
Redução da dor e do espasmo em distensão 2. imersão de mais de um membro é geralmente
muscular aguda. muito dolorosa
Auxílio no alongamento de tecido conjuntivo.
MASSAGEM COM GELO
COMPRESSAS DE GELO
copos de 150 a 300 ml;
Toalhas, Sacos de plásticos, Recipientes Método de aplicação: deslizar o cubo de gelo
especiais. paralelo à fibra muscular subjacente.
Vantagem: eficaz antes do crioalongamento e
COMPRESSAS DE GEL FRIO
criocinética nas articulações do joelhos, quadris e
ombros.
recipientes comerciais de vinil, os quais
Desvantagens:
contém: água, anticongelante e gelatina.
1. Aplicação é fásica; o gelo fica em contato direto
congeladas por pelo menos 2 a 3 horas
com uma área específica do tecido brevemente e
Cuidados: em seguida é exposto à temperatura ambiental.
1. Temperatura de congelamento é bastante 2. A massagem estimula os mecanorreceptores, o
inferior a 0 ºC, pode causar ulceração; que leva a dormência com mais rapidez.
2. Não aplicar por mais de 30 minutos;
3. Colocar um pano úmido intermediário
por Mickaeli Saraiva n.º 4
CRYO CUFF CRIOCINÉTICA: EFEITOS
combinação de frio e dispositivo de 1. Redução da dor
compressão. 2. exercício aumenta o fluxo sanguíneo
manguitos de nylon de parede dupla 3. exercício estabelece a função neuromuscular
conectados a um recipiente térmico, o qual
contém gelo e água, e um pouco vai para o CRIOCINÉTICA: VANTAGENS
manguito.
Ao se elevar o recipiente, mais água vai para o 1. Realização de exercícios antes do que o
manguito, aumentando a pressão. tratamento convencional;
usado após cirurgia e no atendimento 2. Retarda atrofia muscular;
imediato de lesões agudas 3. Eficaz na redução do edema;
Vantagens: Portátil e Fácil manuseio
Desvantagem: necessidade de refrigerar a
água do manguito CRIOCINÉTICA: INDICAÇÕES
Entorses: Tornozelos , dedos, ombros...
POLAR CARE
resfriador, bomba de várias almofadas de CRIOCINÉTICA: CONTRA-INDICAÇÕES
diferentes tamanhos.
bomba submergível de baixa voltagem tem Não realizar nenhum exercício ou atividade
um termômetro paralelo e uma válvula de que cause dor;
controle de fluxo. Não utilizar em indivíduos que apresentam
submersa em qualquer recipiente de tamanho hipersensibilidade ao frio
apropriado com gelo e água.
dispositivo foi criado para utilização no
póscirúrgico. CRIOCINÉTICA: PRECAUÇÕES
SPRAYS REFRIGERANTES critério: dor
lesões de MMII, os pacientes podem claudicar
líquidos que evaporam muito rápido , dor pode aumentar em 4 ou 8 horas após
retirando o calor da pele. tratamento
efeitos são muitos superficiais.
aplicação: embalagem a 30 cm do corpo e CRIOCINÉTICA: EQUIPAMENTO NECESSÁRIO
liberar jato fino, fazendo ângulo com o corpo -
Borrifar a área do corpo com movimento Balde ou compressas de gelo, Dedeira, Toalha
deslizante na velocidade de 10 cm por
segundo - Aplicar em uma só direção a área
CRIOCINÉTICA: PROCEDIMENTO
lesada até que esta seja coberta 2 vezes
Hipoestesia da parte do corpo
CRIOCINÉTICA 1. Imersão com gelo, massagem com gelo ou
compressa fria;
aplicações de frio para causar hipoestesia à
2. hipoestesia em geral demora de 12 a 20 min;
área lesionada e de exercício ativo graduado
3. dura de 2 a 3 min, durante os quais o paciente
e progressivo;
realiza o exercício
forma mais eficaz para a reabilitação de
entorses ligamentares
por Mickaeli Saraiva n.º 5
CRIOCINÉTICA: PROCEDIMENTO CRIOALONGAMENTO: EQUIPAMENTO
NECESSÁRIO
Todo o exercício deve ser ativo
1. Progressivo com intensidade e complexidade Balde, compressas de gelo ou Toalha
crescente e livre de dor;
2. exercício deve durar 2 a 3 min (fase da CRIOALONGAMENTO: PROCEDIMENTOS
hipoestesia) e quando esta diminuir, reaplique a DE APLICAÇÃO
modalidade do frio;
3. realizado sem dor e de modo normal rítmico e Provocar a hipoestesia da área do corpo:
coordenado; 1. Aplique gelo ao músculo lesionado:
4. Comece com atividades de ADM simples e criomassagem, compressas de gelo e compressa
progrida até atividade esportiva total fria
Fazer paciente participar do treinamento
CRIOALONGAMENTO neuromuscular
1. Propriocepção da contração muscular
3 técnicas para reduzir espasmo muscular: 2. Leve movimentação da área afetada –
Aplicação do frio, Alongamento estático alongamento: posição inicial, mova o membro
eTécnica contrair-e-relaxar da Facilitação em cerca de 70 a 80% da ADM, repita o
Neuromuscular Proprioceptiva movimento 3 vezes
Fazer paciente participar do crioalongamento:
CRIOALONGAMENTO: EFEITOS
1. Alongue o m. afetado, depois recue e mantenha
membro na posição por 20 seg. contraia
gelo diminui a dor e o espasmo muscular;
lentamente até o máximo;
alongamento estático supera o reflexo de
2. contração com mais energia;
alongamento;
3. Pare a contração-relaxamento “tensione a
relaxamento é frequentemente maior depois de
frouxidão até o limite da dor” ;
uma contração muscular máxima do que antes
4. Mantenha em alongamento estático por 10 seg;
da contração.
5. Repita a contração isométrica, tensione a
frouxidão e realize alongamento estático por 10
CRIOALONGAMENTO: INDICAÇÕES
seg, por 2 vezes;
6. Deixe a região afetada repousar em posição
músculo com espasmo muscular residual;
anatômica;
Distensão muscular de 1º grau;
7. Repita o conjunto de exercícios de 65 seg
Músculos rígidos por desuso
Realizar 2ª e 3ª sequências de nova hipoestesia
CRIOALONGAMENTO: CONTRA-INDICAÇÕES e de exercícios repetindo os passos 1 e 3 mais 2
vezes.
Não realizar nenhum exercício ou atividade que
cause dor; TÉCNICA DE REGECEE
Não utilizar em indivíduos que apresentam
hipersensibilidade ao frio
CRIOALONGAMENTO: PRECAUÇÕES
Critério: dor
dor pode aumentar em 4 ou 8 horas após
tratamento
músculo pode romper-se e ficar tracionado se o
exercício estático começar muito rápido
por Mickaeli Saraiva n.º 6
TÉCNICA DE REGECEE TÉCNICA DE REGECEE - FREQÜÊNCIA DE
APLICAÇÃO
Tratamento apropriado para atendimento
imediato das lesões agudas; Repouso: até cessar a dor
redução do: Tecido lesado, Edema, Espasmo Gelo: intermitente nas primeira 24h após lesão;
muscular e Dor Elevação: o máximo possível nas primeiras 24h;
Compressão: constante até o edema
TÉCNICA DE REGECEE - PRECAUÇÕES desaparecer;
Estabilização: até a área do corpo funcionar sem
Não aplicar compressa direto na pele por mais dor
de 30 a 60 minutos por vez
Compressas frias à temperatura de -17°C ou
inferior não devem ser aplicadas diretamente
sobre a pele
TÉCNICA DE REGECEE- EQUIPAMENTO
NECESSÁRIO
Compressa de gelo, Bandagem elástica de 15
cm, Travesseiros para elevação do membro,
Órtese ou material para tala, para estabilizar a
articulação lesada.
TÉCNICA DE REGECEE- ANTES DA
APLICAÇÃO
Avaliar o tipo de lesão;
Verificar as contra-indicações;
Preparar o paciente fisicamente, removendo os
sapatos, as roupas e as bandagens;
Posicionar em elevação a área lesada;
Informar ao paciente o objetivo da técnica e as
respostas sensitivas.
TÉCNICA DE REGECEE- PROCEDIMENTO
compressa de gelo diretamente sobre a pele
que reveste a lesão;
Fixar a compressa de gelo com bandagem
elástica de 15 cm;
Elevar a área lesada 15 a 25 cm acima do nível do
coração;
Estabilizar;
Após 30 a 45 min remover a compressa,
recolocar a bandagem e manter elevação;
Reaplicar compressa de gelo em casa a cada 2
horas até que o paciente vá se deitar;
bandagem elástica deve ser usada toda noite
por Mickaeli Saraiva n.º 7
TERMOTERAPIA EVAPORAÇÃO
necessidade de energia térmica para
transformação de um líquido em vapor, e a
TRANSFERÊNCIA DE CALOR velocidade com que isto se processa fica
determinada pela velocidade com que o vapor
processos que envolvem o movimento de
se difunde e afasta da superfície
energia térmica de um ponto para outro
são governados pela Lei da
Termodinâmica;
TRANSFERÊNCIA DE CALOR NO CORPO
Lei da Termodinâmica: “o calor não pode
por si apenas, passar de um corpo mais frio Na termorregulação, o calor é trocado por
para um corpo mais quente”; processos de transferência por condução,
convecção, radiação, e evaporação entre a
CONDUÇÃO superfície corporal e o ambiente, de modo que
a temperatura central do corpo permanece
troca de energia entre regiões de diferentes constante;
temperaturas da mais quente para mais fria, ocorre principalmente por condução e
que é efetuado por meio de colisões convecção;
moleculares diretas. distribuição da temperatura dependerá da:
1. quantidade de energia convertida em calor
as propriedades importantes envolvidas na numa determinada profundidade dos tecidos;
condução térmica nos tecidos são: 2. propriedades térmicas do tecido.
condutividade térmica, densidade e e o calor
específico do tecido.
CONVECÇÃO
transferência de calor ocorrente num fluido,
em decorrência de grandes movimentos das
moléculas no interior da massa do fluido
RADIAÇÃO TÉRMICA
radiação eletromagnética emitida pela
superfície de um corpo, cuja temperatura
superficial esteja acima de zero absoluto
aquecimento de certos átomos faz com que HOMEOSTASIA TÉRMICA
um elétron se desloque para uma órbita
eletrônica de maior energia. Ao retornar à sua Padrão de regulação da temperatura em que
órbita normal, a energia é liberada em forma variações cíclicas na temperatura corporal
de pulso de energia eletromagnética. profunda são mantidas dentro de limites
pode ser: arbitrários de +-2 ºC, a despeito das variações
1. Refletida pela superfície; muito maiores na temperatura ambiente
2. Transmitida através da superfície;
3. Absorvida.
por Mickaeli Saraiva n.º 8
TEMPERATURA CORPORAL CALOR: TÉCNICAS DE CONTATO
temperaturas da pele variam amplamente sobre Quando o calor de contato superficial é
a superfície corporal, especialmente em aplicado, a mudança de temperatura dos
situações de calor e frio. tecidos superficiais dependerá:
camada superficial, situada na interface entre 1. intensidade do calor
o corpo e o ambiente, esta sujeita a variações 2. duração da exposição ao calor
muito maiores de temperatura 3. meio térmico para aquecimento superficial
CONTROLE DA TEMPERATURA CORPORAL
NÍVEIS TERAPÊUTICOS DE AQUECIMENTO
termorregulação é integrada por meio de um
sistema de controle no SNC que responde ao Temperatura nos tecidos: entre 40 e 45 °C
conteúdo de calor dos tecidos, sinalizados por elevação máxima da temperatura da pele e do
termorreceptores; tecido muito superficial ocorrerá dentro de 6 a 8
receptores proporcionam sinais de feedback minutos;
para estruturas nervosas centrais situadas no Gordura funciona como isolante térmico
hipotálamo do cérebro
TERMORRECEPTORES EFEITOS FISIOLÓGICOS – TECIDOS CORPORAIS
Sinalizar a sensação de temperatura
Contribuir para o controle de temperatura Atividade metabólica: a taxa metabólica é
percepção da sensação térmica é também aumentada pelo aquecimento cerca de 13%
influenciada pelo tamanho da área estimulada por 1°C;
Viscosidade: a viscosidade dos líquidos do
sangue é reduzida pelo aquecimento;
CONTROLE DA TEMPERATURA CORPORAL Ocorre amolecimento do colágeno devido
hipotálamo: monitora a carga térmica ambiente aquecimento
ou a deficiência no equilíbrio térmico do corpo, Alterações nos vasos sanguíneos:
e inicia respostas fisiológicas apropriadas que vasodilatação imediata das arteríolas da pele
impedem qualquer desvio da temperatura devido aquecimento;
central Aumento no fluxo sanguíneo e na troca de
líquidos dos tecidos devido aquecimento.
AQUECIMENTO DOS TECIDOS
calor gerado no âmbito de qualquer tecido EFEITOS TERAPÊUTICOS DO
específico não fica confinado aquele tecido, ou AQUECIMENTO TECIDUAL LOCAL
seja ocorre uma distribuição pelas partes
adjacentes, de acordo com as leis de fluxo Encorajamento da cicatrização: ocorre por
térmico Aumento da taxa metabólica local, Maior
atividade celular e fluxo sanguíneo local
DISTRIBUIÇÃO DE CALOR Alívio da dor:
1. estimulação dos receptores sensoriais de calor
Fatores que interferem: pode ativar o mecanismo de comporta da dor;
1. Dimensões da área aquecida 2. Supressão da dor cortical por aumento dos
2. Profundidade de absorção de uma radiação níveis de endorfinas e inibição local de fibras
específica aferentes e eferentes
3. Duração de aquecimento 3. As alterações vasculares podem reduzir a dor
4. Intensidade de irradiação local
5. Método de aplicação 4. Redução do espasmo e efeito sedativo
por Mickaeli Saraiva n.º 9
Redução do espasmo muscular: aquecimento COMPRESSAS QUENTES
das terminações nervosas aferentes, inibe a
ação dos neurônios motores para diminuir a embrulhadas em uma toalha antes de serem
excitação muscular aplicadas na parte a ser tratada, a temperatura
da pele não pode exceder a 42º C
Efeito sedativo: associação da relação de calor,
sensação de conforto e relaxamento.
BANHOS DE CONTRASTE
Aumento da ADM articular
imersão alternada em água quente ou fria,
1. Efeito analgésico do calor;
produzindo hiperemia acentuada da pele
2. A viscosidade dos tecidos é reduzida
Método de aplicação: 2 recipientes de tamanhos
3. Aumento da extensibilidade do colágeno
apropriados com água quente 40 a 45ºC e fria
Redução de edema nos membros elevados:: a com 15 a 20ºC ( 3 min quente, 1min frio)
dilatação dos vasos induzidas pelo aquecimento
permite aumento nas taxas de troca de líquidos.
TURBILHÃO
Doenças de pele: a radiação com infravermelho
cuba de aço inoxidável ou outro reservatório,
tem também sido usada no tratamento da
podendo ser de diferentes tamanhos;
Psoríase, a hipertermia moderada pode afetar a
Tempo de aplicação é de 20 min, promove
multiplicação celular e portanto beneficiar no
relaxamento muscular, analgesia e pode agravar
caso da doença hiperproliferativa
edema
AQUECIMENTO SUPERFICIAL FORNO DE BIER
Calor do exterior transferido para pele por meio Indicações: Contraturas musculares, Distensões
de condução, convecção ou radiação musculares crônicas, Como preparação para
Não passa a barreira térmica massoterapia, Entorse fase crônica e Analgesia
TÉCNICAS DE AQUECIMENTO POR
CONDUÇÃO EFEITOS FISIOLÓGICOS DO CALOR
SUPERFICIAL NOS TECIDOS
Banhos de parafina , Compressas quentes
Alívio da dor e Relaxamento muscular;
Hidroterapia, Bolsas de água quente
alívio do espasmo, Sedação, Aumento no fluxo
Radiação de infravermelho
sanguíneo e aceleração da cicatrização;
Forno de Bier
Extensibilidade do colágeno, aumento na
amplitude de movimento ou alongamento de
BANHOS DE PARAFINA tecidos cicatriciais;
Facilitação de movimentos precisos.
42 ºC e 52 ºC
cera é mantida derretida em cubas de aço
inoxidável ou esmaltadas e são aquecidas
eletricamente CONTRAINDICAÇÕES PARA
Método de aplicação: ‘’mergulhe e embrulhe”, AQUECIMENTO SUPERFICIAL
pode ser feito apenas nas extremidades
Indicações: fibroses pós gesso, retrações pós- Ausência de sensibilidade térmica
cirúrgicas, artrites e tenossinovites Comprometimento circulatório
Áreas de sangramento ou hemorragia recente
Peles desvitalizadas, Feridas abertas
Carcinomas cutâneos, Tecidos altamente
úmidos e infectados
por Mickaeli Saraiva n.º 10
REFLEXÃO
ACTINOTERAPIA lugares abertos como na praia, recebemos, além
das radiações diretas, as radiações refletidas
pela atmosfera
DEFINIÇÕES
EFEITOS FISIOLÓGICOS
A RUV ocupa a região do espectro
eletromagnético entre a luz visível e o raio X Produção de eritema
entre 3.900 e 1.900 Å Pigmentação e espessamento da pele;
duas fontes básicas de RUV: natural (sol) e Efeito anti-raquítico
artificiais (lâmpadas de quartzo) Efeito bactericida
RUV- C (100-280 nm) é retida pela camada de Efeito sobre o metabolismo
ozônio. Essa forma de luz é encontrada em
lâmpadas germicidas
FILTROS SOLARES
RUV-B ou média (280-320 nm), a mais
energética, atinge as camadas mais superficiais bloqueiam somente a RUV-A e a RUV-B
da derme. É responsável pela pigmentação defendem a estrutura e as funções celulares da
indireta da pele pele ao absorverem e dissiparem os raios que
RUV-A ou longa (320-400 nm), denominada nela incidem
de luz negra, menos enérgica, chega até as produto mais utilizado é o ácido
camadas mais profundas da pele paraminobenzóico (Paba)
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Após a exposição da pele aos RUV nota-se o
aparecimento de um eritema, quando a
irradiação ultrapassa o limiar específico
Dose de eritema mínimo (D.E.M.) é quando o
eritema rosáceo é anulado com uma pequena
pressão
DOSE DE ERITEMA MÍNIMO
eritema ocorre devido à liberação de
CÁLCULO DO FPS
substâncias chamadas de histaminossimilares
ou substância de H de Lewis
pigmentação da pele também influencia a
sensibilidade à RUV
D.E.M. também varia com o sol e pode ser usada
como unidade de dosagem para a prescrição da
RUV PATOLOGIAS
Eritema de primeiro grau: é a dosagem do Câncer de pele;
eritema mínimo Efélides;
Eritema de segundo grau: é causado por uma Melasma;
dose de duas vezes e meia do eritema mínimo Urticária solar;
Eritema de terceiro grau: é causado por cinco Herpes labial e ou facial;
doses a mais do que o mínimo Elastose actínica.
Eritema de quarto grau: ou destrutivo é
produzido por cerca de dez D.E.M.
por Mickaeli Saraiva n.º 11
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PRECAUÇÕES E ORIENTAÇÕES
camada córnea: a epiderme sofre um Distância do aparelho: a distância do foco da
espessamento de 24 a 36 horas após a pele deve ser de 40 a 60 cm
irradiação Áreas sensíveis: pele fina, úlceras, cicatrizes e
secreção sudorípara: o ácido urocânico é o enxertos
componente ativo presente no suor, que possui Reflexão: hidratar a pele para diminuir reflexão
alta absorção das UV-B Dosagem: a D.E.M. deve ser adequada
melanina: tem ação fotoprotetora que ocorre Aparelho: manutenção das lâmpadas
de várias maneiras:
1. por meio da absorção da RUV e da sua
conversão em calor
2. por bloqueio físico-opacidade
3. por energia luminosa incidente
PIGMENTAÇÃO
pigmentação da pele decorre de um estímulo
nos melanócitos, que produzem a melanina
3 tipos de melanina:
1. As feomelaninas (vermelhas);
2. Eumelaninas (escuras);
3. Tricocomos (amarelas).
Em todas as raças a quantidade de
melanócitos é a mesma
As eumelaninas são produzidas para formar
uma camada protetora em relação as
radiações UV-B
Poucos minutos após a exposição ao UV, a
pele bronzeia em conseqüência de oxidação
da melanina
escurecimento da pele se da por
imediatamente após exposição solar:
1. devido ao fenômeno biofísico;
2. pela aceleração dos processos de biossíntese
da melanina.
PERIGOS DA EXPOSIÇÃO SOLAR
1. Efeitos agudos: queimadura solar;
2. Modificações actínicas: rugas
precoces,envelhecimento;
3. Ceratoses solares, carcinoma basocelular,
melanomas.
4. Formação de catarata nuclear;
5. Incompetência imune seletiva.
por Mickaeli Saraiva n.º 12
O tecido muscular contém mais moléculas
MICROONDAS dipolares que o tecido adiposo, levando a uma
elevação maior na temperatura muscular, ao ser
utilizada diatermia por microondas
PROMOVE
Cicatrização de tecidos moles EFEITOS FISIOLÓGICOS
Facilitação da mobilização
Alívio da dor Quando a energia é absorvida dentro dos
tecidos, ela provoca movimento iônico,
rotação de dipolos e distorção da órbita dos
DEFINIÇÕES
elétrons, que levam ao aquecimento.
Assim como as outras oscilações Quando qualquer radiação encontra a
eletromagnéticas, se propagam no vácuo à superfície de outro meio, essa pode ser refletida
velocidade da luz, e podem ser refletidas, ou penetrar. As que penetram causarão algum
refratadas, dispersadas e absorvidas. efeito se forem absorvidas.
Possuem alta absorção por tecidos com alto Ocorre uma reflexão considerável no
teor de água, possibilitando o aquecimento microondas, a porcentagem refletida varia
seletivo destes entre 50 e 75% dependendo da espessura da
gordura e da pele.
GERAÇÃO DE CALOR
EFEITOS MORFOLÓGICOS
provocam uma vibração muito rápida e o atrito
friccional entre milhões de moléculas, geram A forma dos tecidos onde o feixe de
calor. microondas está sendo aplicado afeta a
absorção de modo significativo.
COMPORTAMENTO FÍSICO Ocorre reflexão considerável a partir da pele e
essa é maior quando a aplicação não é
Ao atingir a superfície do corpo ou de qualquer perpendicular.
material, a energia radiante pode ser : A radiação que passa nos tecidos fica sujeita à
1. Absorvida: a energia de radiação é convertida refração à medida que a velocidade da onda
em alguma forma de energia calor; diminui indo do ar para a pele e gordura e então
2. Transmitida: penetra, passa através do material para o músculo.
sem ser absorvida;
3. Refratada: tem alterada sua direção de PADRÕES DE AQUECIMENTO
propagação;
4. Refletida: retornando de uma superfície são altamente irregulares e provavelmente
variam consideravelmente de um paciente para
COMPOSIÇÃO DOS TECIDOS E outro.
ABSORÇÃO DAS MICROONDAS
MICROONDAS
energia por microondas tem tendência a
aplicações são unilaterais e direcionais, não
penetrar nos tecidos com baixa condutividade
formam campo magnético de concentração
elétrica, sendo absorvida em tecidos com
de calor, como as ondas curtas.
elevada condutividade.
O aquecimento é adequado para tecidos como
tecidos com baixo teor de água, como a
músculos e estruturas articulares perto da
gordura, o efeito da energia das microondas
superfície, mas provavelmente não afeta
consiste na distorção das órbitas eletrônicas das
estruturas localizadas profundamente cobertas
moléculas, que promove algum aquecimento
com tecido muscular como a articulação do
nos tecidos relativamente avasculares.
quadril.
por Mickaeli Saraiva n.º 13
MICROONDAS
RISCOS
METAL: as microondas são fortemente
Orientar o paciente que o aumento de refletidas nas superfícies metálicas. O metal
temperatura na pele é discreto pelo fato da interfere estando sobre, sob ou internamente na
energia do microondas ser dissipada. superfície aplicada.
MARCAPASSOS: somente se for aplicado
O emissor deve ser posicionado em ângulo reto. diretamente na região
OLHOS: cuidado em aplicações anteriores.
A única informação sobre a intensidade e o local TESTÍCULOS: pela sua posição externa.
do aquecimento nos tecidos deriva das GESTAÇÃO: não aplicar no útero em gestação
sensações do paciente. nem em pacientes que estejam tentando
engravidar.
À medida em que vai aumentando a
temperatura do tecido, também aumenta o
INDICAÇÕES
fluxo sanguíneo e o calor pode ser dissipado
de modo relativamente rápido e eficiente Processos traumáticos
através da massa do tecido, e também para Processos inflamatórios
outros tecidos, em decorrência da condução e Processos bacterianos
convecção promovidas pelo sangue
circulante.
CONTRA-INDICAÇÕES
para cada 10ºC de elevação na temperatura
de um tecido, ocorre um aumento de 2 a 3 1. Circulação arterial deficiente.
vezes na atividade metabólica 2. Sensibilidade térmica alterada.
3. Inflamação aguda.
As temperaturas superiores à 45ºC as proteínas 4. Hemorragia recente.
enzimáticas começam a desnaturar. 5. Metal na área a ser tratada.
6. Malignidade.
Em níveis não destrutivos o aumento da 7. Marcapassos cardíacos implantados.
temperatura pode acelerar a velocidade de 8. Dispositivos intra-uterinos.
reparo dos tecidos e do controle da infecção, 9. Olhos e testículos
mediante o aumento da atividade metabólica 10. Útero em gestação.
das células fagocitárias e reparadoras.
O calor promove um efeito secundário de
alívio da dor, quando a vasodilatação acelera a
remoção dos produtos inflamatórios ou
metabólitos indutores da dor.
Em profundidades maiores do que 2 cm a
temperatura ainda está subindo após 10
minutos, por isso a aplicação geralmente dura
em torno de 20 minutos.
distância do organismo; entre 5 a 15 cm.
paciente tenha SENSIBILIDADE TÉRMICA E
DOLOROSA ÍNTEGRAS.
por Mickaeli Saraiva n.º 14
DIATERMIA POR ONDAS CURTAS
DIATERMIA POR Modo contínuo: produção de mudanças
térmicas perceptíveis
ONDAS CURTAS Modo pulsado: calor menos perceptível
Elevadas freqüências e intensidades de pulsos
podem levar a mudança térmica
baixas freqüências e intensidades de pulso
não podem provocar este fenômeno.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
freqüência, de 10 a 100MHz IAE
Conhecidas como ondas de radiofreqüência, a
A IAE depende das propriedades elétricas do
faixa de ondas mais curtas é utilizada na
tecido dentro do campo eletromagnético
diatermia terapêutica
As oscilações elétricas são responsáveis pela
CONDUTIVIDADE DO TECIDO
criação de campos elétricos e magnéticos
Campo elétrico (E) é criado como um facilidade com que um campo elétrico pode ser
resultado da presença de cargas elétricas criado no tecido
Campo magnético é produzido por uma carga Quanto maior a condutividade do tecido maior
elétrica móvel a concentração do campo elétrico
A interação do campo com os tecidos fica
afetada pela propriedade macroscópica do TIPOS DE MOLÉCULAS
tecido, denominada de permissividade
complexa Moléculas Carregadas:
1. São principalmente íons e certas proteínas
CONSTANTE DIELÉTRICA Moléculas Dipolares:
2. São principalmente água
fator que representa as características de Moléculas Apolares:
despolarização do tecido, dependendo 3. São principalmente moléculas de gordura
basicamente do teor de água
PRODUÇÃO DE CALOR EFEITOS FISIOLÓGICOS
relacionada com a resistência, a intensidade e o principalmente decorrentes do aquecimento; os
tempo aumentos reais de temperatura variam na pele
de 3 a 6,6°C e em músculos cerca de um grau a
DESLOCAMENTO DE CORRENTE (IC) menos
absorvem mais energia do campo
Ocorre um deslocamento da energia elétrica, Como os tecidos não são homogêneos o campo
como resultado da polarização do tecido, e elétrico sofrerá refração nas interfaces
sua magnitude depende:
1. capacitância do tecido e
2. freqüência da corrente alternada APLICAÇÃO
O nível de calor gerado depende da 2 a 4 cm entre a pele e o eletrodo
condutividade dos tecidos Um espaçamento largo produz um campo mais
Os tecidos com alto teor de água e íons são uniforme nos tecidos
aquecidos com maior rapidez O espaçamento mais próximo de um eletrodo
leva a concentração do campo naquele lado
por Mickaeli Saraiva n.º 15
EFEITOS TERAPÊUTICOS
resposta dos tecidos ao aquecimento é
similar, não importando a modalidade
utilizada na geração do calor, o que varia é a
profundidade do aquecimento, sendo
relatado como resultados:
Aumenta o fluxo sanguíneo
Ajuda na resolução da inflamação
Aumenta a extensibilidade do tecido
colagenoso profundo
Diminui a rigidez articular
Alivia as dores e espasmos musculares PERIGOS
profundos
Queimaduras
Concentração do campo elétrico: Zíperes,
PARÂMETROS ganchos, botões, etc.
Implantes, diu, etc.
mínimo 10 minutos e máximo 20 minutos Marcapasso cardíaco
FECHAMENTO CAMPO ELÉTRICO: Materiais sintéticos
1. SÉRIE Distância do aparelho de ondas curtas
2. PARALELO Pacientes obesos: maior aquecimento tecido
adiposo
DISPOSIÇÃO DOS ELETRODOS Olhos
Gravidez
CONTRAPLANAR: transversal - um em cada Cápsulas hormonais de liberação lenta
lado do membro implantadas
COPLANAR: ambos os eletrodos são
acoplados do mesmo lado do membro
LONGITUDINAL: um eletrodo é aplicado em CONTRA-INDICAÇÕES
cada extremidade do membro
Marcapassos implantados
Metais, implantados ou fixados nos tecidos
Sensibilidade térmica comprometida
Alteração cognitiva, crianças
Gestação
Sangramentos ou risco de
Tecidos isquêmicos
Neoplasias
Tuberculose ativa
Trombose Venosa recente
Paciente pirético
por Mickaeli Saraiva n.º 16
COLOCAÇÃO DE COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS ELETRODOS
COPLANAR – COPLANAR –
PERNA E PERNA E
PANTURRILHA PANTURRILHA
COLOCAÇÃO DE COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS ELETRODOS
LONGITUDINAL - LONGITUDINAL
TORNOZELO
COLOCAÇÃO DE COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS ELETRODOS
COPLANAR – CONTRAPLANAR -
COXA COXA
ANTERIOR
COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS
CONTRAPLANAR - COLOCAÇÃO DE
COXOFEMURAL ELETRODOS
LONGITUDINAL –
COXA EM
DECÚBITO
LATERAL
COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS
COPLANAR -
LOMBOCIATALGIA
por Mickaeli Saraiva n.º 17
COLOCAÇÃO DE COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS ELETRODOS
COPLANAR – LONGITUDINAL –
PIRAMIDAL E CIÁTICO
GLÚTEO POPLÍTEO
EXTERNO
COLOCAÇÃO DE
COLOCAÇÃO DE ELETRODOS
ELETRODOS PARA CONTRAPLANAR -
REGIÃO CERVICAL OMBRO
COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS COPLANAR -
COLOCAÇÃO DE PUBALGIA
ELETRODOS
LONGITUDINAL -
CERVICOBRAQUIA
LGIAS
COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS
LONGITUDINAL –
LER-DORT
COLOCAÇÃO DE COLOCAÇÃO DE
ELETRODOS ELETRODOS –
CONTRAPLANAR ATM FACE
PARA COTOVELO
por Mickaeli Saraiva n.º 18
DIATERMIA POR CICATRIZAÇÃO DE TECIDOS MOLES
Formação de colágeno;
Infiltração dos leucócitos sanguíneos;
ONDAS CURTAS Na fagocitose;
Na atividade de histiócitos;
Na atividade dos adipócitos;
PULSADO E na resolução de hematomas na velocidade de
cicatrização na coxa de 20 cães
ATUA EM
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Resolução de Hematomas
Consiste na aplicação de uma breves de rajadas Lesões recentes no tornozelo
(pulsos) de DOC Dor :alívio significativo da dor associada a lesões
Os tecidos serão submetidos a menor carga agudas
térmica Regeneração de nervos
Há três variáveis importante sob o controle do
terapeuta:
1. Potência DOSES
2. Duração do ciclo
agudos: baixas dose / FRP baixas < 80 Hz
3. Potência média
crônicos: altas doses / FRP > 80Hz
A duração do tratamento deve se situar entre 10
A única diferença da DOC para DOCP é que a
a 15 minutos
DOCP tende a transmitir uma potência média
mais baixa ao paciente = menor aquecimento
EFEITO TÉRMICO E ATÉRMICO
Efeito térmico: mínimas elevações de
temperatura
Efeito atérmico: calor imperceptível e outros
efeitos fisiológicos
EFEITOS TERAPÊUTICOS
Grande estimulação da circulação periférica
Rápida redução da dor INDICAÇÕES DA DOCP
Reabsorção de hematomas e edemas Enfermidades pós traumáticas
Rápida recuperação Enfermidades pós operatórias
Inflamações
AUMENTO DO FLUXO Transtornos circulatórios periféricos
SANGUÍNEO E DO METABOLISMO Transtornos em orgãos internos
ocorrência de fricção, deslocamento e colisões Dor aguda e Processo inflamatório agudo: DOCP
de pequenas partículas no interior dos tecidos
Dor crônica e Processo inflamatório crônico: DOC
contínuo
por Mickaeli Saraiva n.º 19
LASERTERAPIA CANETA
660 e 830 nm operam no modo contínuo e
pulsado com diferentes frequências de
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS modulação:
1. 2,5 Hz- indicado para lesões agudas
emissão de luz coerente, monocromática, com
2. 20 HZ- cicatrização de feridas
grande concentração de energia, capaz de
3. 150 Hz- alívio da dor/ hiperalgesia
provocar alterações físicas e biológica
4. 2 KHz- lesões e feridas crônicas.
Caneta 904nm opera somente no modo
LASER DE BAIXA POTENCIA pulsado.
Efeitos terapêutico: tróficos, regenerativos,
anti-inflamatórios, analgésicos.
Monocromaticidade: 1 único comprimento de
onda com frequência definida.
Colimação: raios de luz ou fótons são paralelos,
mantendo a potência óptica do aparelho.
Coerência: mesmo comprimento, mesma fase,
picos e depressoes ocorrem no mesmo tempo e
na mesma direção.
APLICAÇÃO
Moléculas de Absorção: Melanina,
Aplicação em pontos: determinado ponto
hemoglobina e mioglobina. Aminoácidos, ácidos
sobre o corpo do paciente. Cada ponto se
nucleicos e cromóforos.
distancia 1 cm do outro.
EFEITOS: Sem efeito térmico, efeito
Aplicação por zona: de uma só vez em uma
fotoquímico relacionado ao comprimento de
área maior do que um ponto.
onda (modulação bioestimulatória).
Aplicação por varredura: onde se movimenta, à
maneira de um pincel, a caneta aplicadora.
BIOQUÍMICO
estímulo na produção de ATP no interior das
células, originando e promovendo a aceleração
das mitoses;
BIOELÉTRICO
normalização do potencial de membrana,
atuando como fator de equilíbrio da atividade
funcional celular.
LASER X LUZ COMUM
BIOENERGÉTICO
Primárias: respostas celulares decorrentes da
absorção de energia
Secundárias: respostas celulares decorrentes
das alterações fisiológicas que ocorrem no
tecido.
por Mickaeli Saraiva n.º 20
BIOENERGÉTICO EFEITOS TERAPÊUTICOS: CICATRIZANTE
Efeitos secundários relacionados a reparação Incremento à produção de ATP: as células onde
tecidual: a produção de ATP é aumentada têm sua
1. Aumento do tecido de granulação; velocidade de replicação acelerada.
2. Regeneração das fibras nervosas; Estímulo à microcirculação
3. Neoformação dos vasos sanguíneos e linfáticos; Formação de novos vasos
4. Aumento do colágeno após a irradiação;
5. Aceleração do processo de cicatrização; e
6. Incremento da atividade fagocitária dos CONTRAINDICAÇÕES
linfócitos e macrófagos.
Irradiação sobre massas neoplásicas ou
EFEITOS TERAPÊUTICOS pacientes portadores de neoplasias.
Irradiação direta sobre a retina.
Analgésico Irradiação sobre focos de infecção bacteriana.
Anti-inflamatório Irradiação em gestantes.
Antiedematoso
Cicatrizante
EFEITOS TERAPÊUTICOS: ANALGÉSICO
redução da dor
Interferência na Mensagem Elétrica
Estímulo à liberação de beta-endorfinas
Evita redução do limiar de excitabilidade dos
receptores dolorosos
EFEITOS TERAPÊUTICOS: ANTI-INFLAMATÓRIO
liberadas substâncias como a histamina, a
serotonina, a bradicinina e a fosfolipase A, que
atuando sobre os fosfolipídios, levam à
formação de prostaglandinas, prostaciclinas e
tromboxano.
ocorre: a sensibilização dos receptores
dolorosos, aumento da permeabilidade de
vênulas e dilatação de artérias e arteríolas.
EFEITOS TERAPÊUTICOS: ANTIEDEMATOSO
Com o extravasamento do plasma, ocorre a
coagulação do líquido extracelular, causando
congestão o que dificulta a resolução do
processo inflamatório
Estímulo à microcirculação
Ação fibrinolítica: diminui o “edema duro”
por Mickaeli Saraiva n.º 21
COEFICIENTE DE ATENUAÇÃO
ULTRASSOM Quanto mais alta a frequência, maior é
atenuação do feixe quando este passa pelos
DEFINIÇÃO tecidos
O coeficiente de atenuação é dependente do
consiste em um gerador de corrente elétrica de coeficiente de absorção
alta frequência;
uma onda mecânica longitudinal não audível,
com frequência de 20 Khz PENETRAÇÃO DA ENERGIA ULTRASSÔNICA
gerado por um transdutor que transforma uma
forma de energia em outra profundidade de penetração da energia
ultrassônica nos tecidos biológicos varia de
modo inverso à sua frequência
INTENSIDADE penetram de 3 a 5 cm nos tecidos moles
pode variar de 0,1 e 3,0 w/cm²
energia é transmitida pelas vibrações das
COEFICIENTES DE ABSORÇÃO
moléculas do meio por onde a onda está se
propagando profundidade de penetração da energia
ultrassônica nos tecidos biológicos varia de
modo inverso à sua frequência
FAIXAS DE FREQÜÊNCIA
penetram de 3 a 5 cm nos tecidos moles
faixas de 0,75; 1,0; 1,5; ou 3 MHz
os dois mecanismos mais importantes são o
calor e a cavitação, exercendo um efeito sobre
as células e tecidos mediante dois mecanismos
físicos: térmico e atérmico.
FREQÜÊNCIAS DO ULTRASSOM
1,0 MHz e 3,0 MHz
VIBRAÇÕES ELÁSTICAS DO ULTRASSOM
sons e os ultrassons são vibrações elásticas,
com: Amplitude e comprimento de ondas
determinados e Comprimentos de onda e
velocidades diferentes em relação a cada meio
ONDAS ULTRA-SÔNICAS - FATORES
GERAÇÃO DAS ONDAS ULTRASÔNICAS 1.Intensidade
geradas por transdutores ultrassônicos, capazes 2.Freqüência
de converter energia elétrica em energia 3.Regime de pulso
mecânica e vice-versa 4.Área do transdutor
5.Tempo de aplicação
6.Técnica de aplicação
ATENUAÇÃO
7.Agente de acoplamento
onda ultrassônica atravessa um meio
homogêneo, como um tecido, há um
decréscimo de sua intensidade com a distância
decréscimo = é chamado de índice de
atenuação
por Mickaeli Saraiva n.º 22
REGIME DE PULSO TIPOS DE CAVITAÇÃO
Contínuo Estável: vibração dos corpos gasosos que
Pulsado oscilam de forma não linear, única considerada
terapêutica, sendo um pouco violenta.
ULTRASSOM PULSADO Instável: violenta implosão de bolhas, se o pico
redução média do aquecimento dos tecidos da intensidade for suficientemente alto,
conservando o mesmo nível instantâneo da promover danos teciduais de correntes de altas
estimulação mecânica dos tecidos temperaturas
ULTRASSOM CONTÍNUO
FORÇAS DE RADIAÇÃO
energia emitida pelo transdutor produz um
contínuo incremento no aquecimento dos deslocar-se, distorcer e/ou reorientar partículas
tecidos intercelulares
Evitando-se a cavitação instável, a força de
INTENSIDADE X REGIME DE PULSOS
radiação produz:
1. Uma alteração da permeabilidade da
membrana celular
2. Facilita o fluxo sanguíneo, o suprimento de
oxigênio e nutrientes
3. Aumenta o metabolismo celular
MICROFLUXO ACÚSTICO
circulação constante do fluido induzido por
forças de radiação
FONOFORESE
Ação localizada do fármaco
Ausência de efeitos colaterais
Somatória dos efeitos do UST e do fármaco
aplicado
EFEITO TÉRMICO DO ULTRASSOM
A substância administrada não precisa ser
absorção da onda ultrassônica pelo tecido, fato polarizada
que pode elevar a temperatura local cavitação ultrassônica é tida como responsável
absorção aumenta exponencialmente c/ a pela permeabilização de células e tecidos de
frequência do UST interesse para aplicações farmacêuticas
IMPEDÂNCIA ACÚSTICA
CAVITAÇÃO
a formação de cavidades ou bolhas no meio tecidos oferecem uma resistência à passagem
líquido, contendo quantidades variáveis de gás do ultrassom
ou vapor
o gerada pelo UST produz intensa ondas de ATENUAÇÃO
choque, aumentos instantâneos de temperatura
(perda da energia pelo feixe) se deve a estes
dois mecanismos
Ao penetrar o corpo o ultrassom pode exercer
um efeito sobre as células e tecidos mediante
dois mecanismos: térmico e atérmico
por Mickaeli Saraiva n.º 23
ATENUAÇÃO APLICAÇÃO DO ULTRASSOM
Quando o ultrassom desloca-se através dos Intensidade: 0,5 e 1,0 W/cm2 .
tecidos uma parte dele é absorvida, e isto Contínuo ou pulsado
conduz à geração de calor. A quantidade de
absorção depende da natureza do tecido, seu FREQÜÊNCIA
grau de vascularização, e da frequência do
↑ a frequência = ↓ o comprimento de onda
ultrassom
↑ a frequência = ↓ profundidade de penetração
↑ a frequência = ↑ temperatura tissular
ABSORÇÃO E EFEITO TÉRMICO ↑ a frequência = ↑ taxa de absorção de ultrassom
Tecidos com maior conteúdo proteico,
absorvem mais rapidamente o calor e quanto ABSORÇÃO
maior a frequência do ultrassom maior a ultrassom é bem absorvido por:
absorção. 1. Proteína em tecido nervoso
Com a elevação da temperatura em torno de 40 2. Ligamentos
à 450C por 5 min, pode trazer resultado 3. Capsulas intra-articulares
biológicos significativos como: 4. Tendões com alta concentração de colágeno
• alívio da dor 5. Proteína no músculo
• diminuição da rigidez articular 6. Hemoglobina
• aumento do fluxo sanguíneo
absorção do ultrassom depende de:
EFEITO ATÉRMICO 1. Impedância acústica do tecido
estimulação na regeneração dos tecidos 2. Densidade do tecido e suas interfaces
reparo de tecidos moles 3. Frequência do ultrassom
fluxo sangüíneo em tecidos crônicamente 4. Quantidade de proteína do tecido
isquêmicos 5. Quantidade de água e gordura
síntese de proteínas e reparo ósseo 6. Ângulo de incidência
7. Viscosidade do fluido
Alguns efeitos físicos estão envolvidos na 8. Reflexão
produção da atermia: 9. Refração
1. Cavitação 10. Ondas transversais
2. Correntes acústicas
3. Ondas estacionárias: RELAÇÕES DEPENDENTES
REPARO DAS LESÕES ↑ temperatura = ↑ absorção
↑ freqüência = ↑ absorção
1. Inflamação Quanto maior a freqüência, menor o
2. Proliferação/ formação de tecido de granulação comprimento da onda, maior será a absorção
3. Remodelagem superficial (↓ D/2)
↑ freqüência = efeito térmico é ainda maior
REPARO DAS LESÕES
(superficialmente)
1. Inflamação ↑ freqüência = ↑ coeficiente atenuação
2. Proliferação/ formação de tecido de granulação
3. Remodelagem
UST- REFLEXÃO
A eficácia do ultrassom vai depender da fase a impedância acústica dos meios forem
de reparo! diferentes;
Reparo do tecido ósseo A quantidade de reflexão depende: • Diferença
de densidade de um meio para outro. •
Frequência: ↑ frequência, ↑ reflexão •
Espessura da interface
por Mickaeli Saraiva n.º 24
PORCENTAGEM REFLETIDA PELAS INTERFACES Efeitos terapêuticos: TÉRMICOS
1. Para se atingir um efeito terapêutico útil através
do aquecimento, a temperatura deverá ser
mantida entre 40 a 45 ºC por pelo menos 5
minutos
2. ↑ da mobilidade da articulação: o calor causa
mudanças vasculares e o aumento das
propriedades viscoelásticas do tecido que
permitirão o estiramento passivo
3. ↑ da circulação sanguínea: ocorre por liberação
de estimulantes tissulares
4. Aumento da extensibilidade do colágeno: o
aquecimento das estruturas ricas em colágeno
TRANSMISSÃO ajuda no movimento de sua viscoelasticidade a
tal ponto que mesmos os tecidos com pouca
Ondas de ultrassom propagam-se mais espessura poderão ser alongados
facilmente em determinados tecidos que outros. 5. Alívio da dor: a dor é aliviada através da aplicação
Isto é determinado pela impedância acústica de calor. Deve-se isto ao efeito depressor pós-
característica de cada tecido excitatório sobre o sistema nervoso ou por
alterações da circulação
EFEITOS BIOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS DO ULTRASSOM 6. Resolução de processos inflamatórios crônicos:
quando o UST for usado com o propósito de
Efeitos não térmicos: MUDANÇAS
promover grande aquecimento, este poderá
BIOLÓGICAS
produzir uma reação inflamatória média e
1. ↑ a permeabilidade das membranas e difusão
aumentar o fluxo sanguíneo, contribuindo pra
celular
resolução de condições crônicas
2. ↑ o transporte de íons de cálcio através da
membrana
3. Degranulação de mastócitos RESUMO UST PULSADO
4. Liberação de histamina
5. ↑ a síntese de colágeno É melhor indicado quando:
6. ↑ a síntese de proteína 1. O calor produzir dores
7. ↑ atividade enzimática nas células 2. Houver necessidade de redução de velocidade
8. Promove oscilações nos tecidos, movimentos de da condução em fibras nervosas
fluido e alterações da circulação nos vasos 3. Houver necessidade de regeneração de tecidos
sanguíneos 4. A aplicação for feita em processos inflamatórios
na fase aguda e subaguda
Efeitos não térmicos: TERAPÊUTICOS
5. Houver a necessidade de efeitos não térmicos
1. Regeneração tissular
2. Síntese de proteína
3. Estimulação de calo ósseo RESUMO UST - CONTÍNUO
4. Aumento da circulação tissular
5. Diminuição de espasmos É melhor indicado quando:
6. Ativação dos ciclos de Cálcio 1. Resolução de problemas crônicos
Mudanças biológicas: TÉRMICOS 2. Houver a necessidade de aumentar a
1. Aumenta taxa metabólica dos tecidos extensibilidade do tecido colagenoso
2. ↑ necessidade de oxigênio 3. Ganhar amplitude e reduzir contraturas
3. ↑ fluxo sanguíneo capsulares
4. ↑ permeabilidade através da membranas
5. ↑ extensibilidade dos tecidos conjuntivos
6. ↑ as propriedades viscoelásticas do tecido
por Mickaeli Saraiva n.º 25
EFEITO DO UST NA FASE INFLAMATÓRIA DO REPARO
CONTÍNUO OU PULSADO?
alterar a permeabilidade da membrana de
diversos íons contínuo:
capacidade de efetuar o transporte de cálcio 1. distúrbios musculoesqueléticos, como espasmo
através de das membranas celulares é de muscular, rigidez articular e dor
considerável significado
pulsado:
1. reparo dos tecidos moles
EFEITO DO UST NA FASE PROLIFERATIVA DO REPARO
Intensidade
Os principais eventos decorrentes desta fase 0,1 a 0,25 W/cm² = lesões agudas pós traumáticas
são: infiltração celular no leito da ferida, a 0,25 W/cm² até 1 W/cm ² = lesões crônicas e em
angiogênese, a deposição da matriz, e a tecido cicatricial
contração e reepitelização da ferida
terapia por UST de 3 MHz, pulsado com Duração da sessão
intensidade de 0,2 W/cm² acelerou 1 a 2 minutos de aplicação para cada 10 cm²
significativamente a redução nas áreas de Tempos mínimos de aplicação de 1 a 2 min e os
úlceras varicosas máximos de 10 a 15 min
lesões crônicas necessitem de um tempo maior
EFEITO DO UST NA FASE DE REMODELAGEM DO REPARO
Durante esta fase a ferida torna-se POSSÍVEIS RISCO
relativamente acelular e avascular, aumenta o
conteúdo de colágeno e a resistência tênsil da Queimaduras
ferida Destruição do tecido por cavitação
Estase de células sanguíneas
EFEITO DO UST NO REPARO DE TECIDO ÓSSEO
A reparação do tecido ósseo é similar a dos CONTRAINDICAÇÕES
tecidos moles,sendo que a fase proliferativa é
subdividida na formação de calo mole e duro Tecidos que estejam dividindo-se rapidamente
Alastramento de infecções
Problema vasculares
APLICAÇÃO DO UST
Radioterapia
Em banho de imersão: quando o contato não é Implantes
possível devido ao formato irregular da parte a Áreas anestésicas
ser tratada. Trombose venosa recente
cabeçote é colocado m água e movido Tecido nervoso exposto
paralelamente a superfície a ser tratada e o mais
próximo possível da pele.
operador do UST deve usar uma luva de
borracha para não sofrer exposição da ondas
Com bolsa de água: superfícies irregulares
cabeçote é movido principalmente pela
deformação da bolsa
gel estéril sólido: não pode ser usado
diretamente sobre ferida infectada, neste caso
deve ser usado um gel de agar poliacramida em
folha de 3,3mm como meio de acoplamento
por Mickaeli Saraiva n.º 26