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Exame Clinico - Sistema Cardiovascular - Semiologia

O documento aborda a semiologia do sistema cardiovascular, incluindo a avaliação venosa e cardíaca, com foco em anamnese, sinais e sintomas, e técnicas de exame físico como inspeção, palpação, percussão e ausculta. Destaca a importância da identificação de fatores de risco cardiovasculares e a mensuração de sinais vitais, além de descrever características das bulhas cardíacas e a técnica de ausculta. Também inclui exercícios de fixação sobre o exame físico do aparelho cardíaco.

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Exame Clinico - Sistema Cardiovascular - Semiologia

O documento aborda a semiologia do sistema cardiovascular, incluindo a avaliação venosa e cardíaca, com foco em anamnese, sinais e sintomas, e técnicas de exame físico como inspeção, palpação, percussão e ausculta. Destaca a importância da identificação de fatores de risco cardiovasculares e a mensuração de sinais vitais, além de descrever características das bulhas cardíacas e a técnica de ausculta. Também inclui exercícios de fixação sobre o exame físico do aparelho cardíaco.

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Ana Beatriz Bernardo Pacheco - FAMESC

Exame Clínico – Sistema Cardiovascular


Matéria: Semiologia

Avaliação Venosa: Estase de jugular –


anamnese interna e externa, Veias MMSS e MMII.
- Idade; - Sexo; - Fator racial; - Profissão; Avaliação do Coração: Inspeção,
- Naturalidade e residência atual; Palpação, Percussão e Ausculta.
- Antecedentes pessoais; - História
Familiar; - História Social; - Hábitos de Inspeção e palpação
Vida (tabagismo, etilismo, atividade física,
alimentação, gorduras, ingestão de sal); - Pesquisa abaulamentos;
- História familiar de doenças
- Avaliação com palpação, me permite
cardiovasculares. avaliar a presença do ictus cordis
- Fatores de risco para doenças (ponta do coração – ápice cardíaco):
cardiovasculares: Tabagismo; → O ictus pode ser percebido em cerca
Hiperlipidemia (aumento de gordura); de 25% dos pacientes.
Hipertensão; Diabetes Melitus; Obesidade → Análise de batimentos, dos
(circunferência abdominal) etc. movimentos visíveis ou palpáveis;
Localização:
Queixa principal: Dor torácica e em
Decúbito dorsal – pode ser percebido no
MMII (panturrilha); Alterações da
4º ou no 5º espaço intercostal esquerdo,
frequência cardíaca e ritmo; Alterações na linha hemiclavicular ou medialmente à
respiratórias; Tosse; Cianose; Fraqueza e mesma.
fadiga; Cefaleia; Alterações pressóricas. Decúbito lateral esquerdo – pode sofrer
um deslocamento de cerca de 2 cm,
Sinais e sintomas lateralmente, em direção à axila.

Dor cardíaca; Palpitações; Dispneia;


Tosse e expectoração; Chieira ou sibilo;
Hemoptise; Desmaio; Alterações do sono;
Cianose; Edema; Astenia (fraqueza).
Dor: Localização; Irradiação; Qualidade
(dor em aperto, queimação...);
Intensidade; Duração; Frequência (dor pulsos
contínua, intermitente...); Fatores
desencadeantes ou agravantes; Fatores - Movimento vibratório rítmico (sentindo,
atenuantes e sintomas concomitantes. palpando);
- Ondas de pressão sanguínea
Roteiro exame físico produzidas pela ação do bombeamento
cardíaco;
Avaliação Arterial: Pulsos, Perfusão - Expansão e retração regulares,
periférica (rede arterial). repetidas de uma artéria, provocadas pela
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Ana Beatriz Bernardo Pacheco - FAMESC
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ejeção do sangue pelo VE (pulso Turgência jugular em 45º: é caracterizada


arterial). pelo aumento do enchimento venoso
- Avaliar (comparando as artérias jugular. Paciente sem travesseiro,
homólogas) decúbito de 45º → avaliar o grau de
- Examinar os pulsos. enchimento das jugulares (>2/3).
Pode ter relação ao tamponamento
cardíaco.

Percussão
A pressão arterial é a força exercida
pelo sangue contra as paredes
arteriais. A pressão arterial sistólica é a
pressão durante a contração cardíaca,
quando o sangue é forçado dos
ventrículos sob alta pressão dentro da
aorta. A pressão arterial diastólica é a
pressão presente quando os
Fatores que podem interferir nos ventrículos estão relaxados e há
pulsos: mínima pressão exercida contra a
Fatores Fisiológicos: Exercício; Emoção; parede arterial.
Gravidez; Temperatura ambiente. - Ex: 120 por 80 mmHg
Fatores patológicos: Estados febris; - Pressão ótima: MENOR que 120
Volume sistólico (volume ejetado), dentre
muitos outros. - Utiliza-se o esfigmomanômetro.
Características semiológicas - Esperar de 5 a 10 min para aferir a
pressão do paciente, ele tem que estar
Frequência: 60-100 bpm. de repouso esse tempo.
Ritmo: regular / irregular (arritmias). - Esperar pelo menos 30min para aferir a
Amplitude: cheio ou filiforme (pulso fraco, pressão da pessoa que acabou de fumar.
vazio). - Esperar pelo menos de 30 a 60 min
Simetria: amplitude em comparação ao para aferia a pressão da pessoa que fez
contralateral (os dois lados). algum tipo de exercício físico.
- Rastreamento de pressão arterial em
Enchimento capilar: velocidade com que pessoal acima de 18 anos.
as arteríolas restabelecem seu
enchimento após uma isquemia - Aferir pressão arterial do paciente em
localizada provocada. posição sentada, com dorso recostado,
em posição tranquila, pernas
Sistema Venoso: descruzadas e pés no chão.
MMSS: posso pensar em procedimentos: - Aferir de preferência no braço
condições da rede venosa para punção, esquerdo, com ele levemente fletido,
flebites, acesso venoso. com a palma da mão para cima, dessa
MMII: relacionado ao retorno venoso: forma, irá ajudar no bom posicionamento
paciente em pé, varizes, edema, e a leitura adequada da arterial
queimação, sensação de peso nas braquial (auscultar) e radial.
pernas, flebite, dermatite ocre.

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Ana Beatriz Bernardo Pacheco - FAMESC
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percussão
- DIÁSTOLE
- Dígito-digital; AS válvulas aórtica e pulmonar
- Pode ajudar a localizar as bordas (semilunares) se FECHAM 2ª BULHA
cardíacas; (“TA”).
- Inicie na linha axilar anterior e continue
em direção ao esterno;
- Macicez cardíaca. ausculta
- Ambiente silencioso
Sistema cardiovascular - Posicionamento do paciente
- Exige abordagem metódica
- Palpação do pulso carotídeo –
diferenciação das bulhas
- Identificar os locais de ausculta

Focos de Ausculta Cardíaca


→ Aórtico - 2˚ EIC (espaço intercostal),
paraesternal direito. (Único foco de
ausculta cardíaca a direita).
→ Pulmonar - 2˚ EIC, paraesternal
AVALIAÇÃO CARDÍACA esquerdo.
→ Mitral – 5º EIC, linha hemiclavicular;
Características da 1ª bulha (B1): corresponde ao ictus cordis.
→ Coincide com o ictus cordis e com → Tricúspide - Próximo ao apêndice
o pulso carotídeo. xifoide, à esquerda.
→ É de timbre grave e maior duração que
a B2. - A B1 ausculta melhor na mitral (por
→ Normalmente tem maior intensidade causa do ápice cardíaco) ou na
no foco mitral. tricúspide.
→ Tem som semelhante ao “TUM”. - A B2 ausculta melhor na aórtico ou na
pulmonar.
Características da 2ª bulha (B2):
→ Depois do pequeno silêncio após B1,
ouve-se a 2ª bulha, mais aguda e
seca.
→ Tem som de “TA”.
→ No foco aórtico e pulmonar, a 2ª
bulha é mais audível que a B1.
→ Situações de DESDOBRAMENTO DA
B2 – ausculta o som de “TLA”.
CICLO CARDÍACO
- SÍSTOLE
As válvulas tricúspide e mitral
(atrioventriculares) se FECHAM na 1ª
BULHA (“TUM”).

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D) Inspeção e palpação também


Posições do Paciente para fazem parte da propedêutica.
Ausculta Cardíaca E) Frequência cardíaca é mensurada
pelo número de contrações
→ Decúbito Dorsal
cardíacas por minuto.
→ Sentado
→ Decúbito Lateral esquerdo, com a A pulsação do ápice do coração, cuja
mão esquerda na cabeça, usado para localização pode variar de acordo com o
tornar mais audível o rufar diastólico biotipo do paciente é denominada:
da estenose mitral.
→ Paciente em pé, com o tórax fletido, A) impulsão paraesternal esquerda
para ausculta quando as bulhas estão B) ictus cordis
hipofonéticas. C) abaulamento e cicatrizes
D) turgência jugular
AUSCULTA Na consulta de enfermagem para a
- Observe a frequência e o ritmo cardíaco estratificação de risco cardiovascular na
Atenção Básica, recomenda-se a
- Identifique as bulhas cardíacas
(palpação do pulso carotídeo) utilização do escore de Framingham.
- Investigue sons anormais: 3ª bulha; 4ª Existem fatores de risco baixo,
bulha; Sopros; Atritos, cliques, estalidos. intermediário e alto que influenciam na
estratificação, assinale a alternativa que
- Inicie no Foco Aórtico – B2 mais aponta um fator de alto risco
intensa cardiovascular:
- Fechamento valvas semilunares
A) tabagismo.
- Som mais curto e de maior intensidade B) obesidade.
que B1. C) sexo masculino
- Após, ausculte o Foco Pulmonar D) diabetes mellitus.
- Foco tricúspide e após o Mitral – B1 Você é técnico de enfermagem e está
mais intensa responsável em verificar os sinais vitais
- Fechamento valvas atrioventriculares de um paciente. Durante a verificação
- Som mais grave e de maior duração que você identifica que o paciente está com
B2. temperatura axilar de 36,5°C, pressão
arterial de 110×80 mmHg, frequência
cardíaca de 110 bpm.
Exercícios de fixação
Sobre exame físico do aparelho cardíaco, Você diria que este paciente está:
assinale a alternativa INCORRETA. A) Febril, hipertenso e taquicárdico.
A) Existem quatro focos de ausculta B) Febril, hipotenso e normocárdico.
cardíaca: aórtico, pulmonar, C) Afebril, hipotenso e normocárdico.
tricúspide e mitral. D) Normotérmico, normotenso e
B) Foco aórtico localiza-se no 2º taquicárdico.
espaço intercostal direito. E) Normotérmico, normotenso e
C) Foco pulmonar localiza-se no 5º normocárdico.
espaço intercostal esquerdo.

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Em relação a ausculta das bulhas


cardíacas, associe a segunda coluna
de acordo com a primeira e, a seguir,
assinale a alternativa com a
sequência correta.
Em relação as Bulhas Cardíacas:
1. Primeira Bulha Cardíaca (B1)

2. Segunda Bulha Cardíaca (B2)


( ) Tem ligação com o fechamento das
valvas mitral e tricúspide.
( ) Marca o início da sístole.
( ) Tem relação com o fechamento das
valvas pulmonar e aórtica.
( ) Tem relação com o fechamento das
valvas atrioventriculares.
( ) Marca o final da sístole e o início da
diástole.
A) 2 - 2 - 1 - 1- 2
B) 2 - 2 - 1 - 2 -1
C) 1 -1 - 2 - 1 -2
D) 1-2-1-2-1
E) 1-1-2-2-1

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