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Democracia é um sistema de governo onde o poder é exercido pelo povo, geralmente por meio de eleições justas e competitivas, e está associado à proteção de liberdades civis e direitos humanos. Originada na Grécia antiga, a democracia evoluiu para incluir formas representativas, onde cidadãos elegem representantes, e é caracterizada por princípios como igualdade, liberdade e Estado de direito. Apesar de sua popularidade, menos da metade da população mundial vivia em democracias em 2022.

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Democracia é um sistema de governo onde o poder é exercido pelo povo, geralmente por meio de eleições justas e competitivas, e está associado à proteção de liberdades civis e direitos humanos. Originada na Grécia antiga, a democracia evoluiu para incluir formas representativas, onde cidadãos elegem representantes, e é caracterizada por princípios como igualdade, liberdade e Estado de direito. Apesar de sua popularidade, menos da metade da população mundial vivia em democracias em 2022.

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Democracia – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]

org/wiki/Democracia

Democracia
Democracia (do em grego clássico:
δηµοκρατία , dēmos 'povo' e kratos
'governo')[2] é um sistema de governo no
qual o poder do Estado é investido no
povo ou em sua população em geral.[3][4]
[5] Numa definição minimalista de

democracia, os governantes são eleitos


através de eleições justas e competitivas,
enquanto definições mais abrangentes
associam também a democracia às
garantias de liberdades civis e direitos
humanos.[6][7][5] Contrasta com formas
de governo em que o poder não é
investido na população geral, como em
sistemas autoritários. A opinião pública Democracia em Atenas: o político ateniense Péricles
fazendo seu famoso discurso fúnebre em frente à
do mundo ocidental é fortemente
Assembleia, pintura de Philipp von Foltz.[1]
favorável aos sistemas democráticos de
governo.[8] De acordo com os índices V-
Dem Democracy e The Economist Democracy Index, menos de metade da população mundial
vivia numa democracia em 2022.[9][10]

O termo surgiu no século V a.C. nas cidades-estado gregas, notadamente na Atenas clássica,
para significar "governo do povo", em contraste com aristocracia (ἀριστοκρατία, aristokratía),
que significa "governo de uma elite".[11] A democracia ocidental, diferentemente daquela que
existia na antiguidade, é geralmente considerada como tendo se originado em cidades-estado
como Atenas e da Roma, onde vários graus de emancipação da população masculina livre foram
observados. Em praticamente todos os governos democráticos ao longo da história antiga e
moderna, a cidadania democrática era inicialmente restrita a uma classe de elite, sendo
posteriormente estendida a todos os cidadãos adultos. Na maioria das democracias modernas,
isso foi alcançado por meio dos movimentos de sufrágio dos séculos XIX e XX.

A noção de democracia evoluiu consideravelmente ao longo da história da humanidade, sendo


que é possível encontrar evidências de democracia direta, na qual as comunidades tomam
decisões por meio de assembleia popular. Hoje, a forma dominante de democracia é a
representativa, onde os cidadãos elegem pessoas para governar em seu nome, como em uma
democracia parlamentar ou presidencial. A maioria das democracias aplica, na maioria dos
casos, a regra da maioria,[12] mas em alguns casos são aplicadas as regras da pluralidade,
dasupermaioria ou do consenso. Eles atendem ao propósito crucial de inclusão e legitimidade
mais ampla em questões delicadas — contrabalançando ao majoritarismo — e, portanto,
geralmente têm precedência em nível constitucional. Na variante comum da democracia liberal,
os poderes da maioria são exercidos por meio de uma democracia representativa, mas uma

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constituição e um tribunal supremo limitam a maioria e protegem as minorias — normalmente


através da garantia de certos direitos individuais, como a liberdade de expressão ou de
associação.[13]

Em uma democracia direta, o povo tem autoridade direta para deliberar e decidir sobre a
legislação. Em uma democracia representativa, o povo escolhe governantes por meio de
eleições. A definição de "povo" e as formas como a autoridade é compartilhada ou delegada
mudaram ao longo do tempo e em taxas variadas em diferentes países. As características da
democracia muitas vezes incluem liberdade de reunião, associação, religião e expressão, além de
cidadania, consentimento dos governados, direitos de voto, direito à vida e à liberdade e direitos
das minorias.

Características
Não existe consenso sobre a forma correta de definir a democracia, mas a igualdade, a liberdade
e o Estado de direito foram identificadas como características importantes desde os tempos
antigos.[14][15] Estes princípios são refletidos quando todos os cidadãos elegíveis são iguais
perante a lei e têm igual acesso aos processos legislativos. Por exemplo, em uma democracia
representativa, cada voto tem o mesmo peso, não existem restrições excessivas sobre quem quer
se tornar um representante, além da liberdade de seus cidadãos elegíveis ser protegida por
direitos legitimados e que são tipicamente protegidos por uma constituição.[16][17]

Uma teoria sustenta que a


democracia exige três princípios
fundamentais: 1) a soberania
reside nos níveis mais baixos de
autoridade; 2) igualdade política e
3) normas sociais pelas quais os
indivíduos e as instituições só
consideram aceitáveis atos que
refletem os dois primeiros
princípios citados. [19] Países em azul são designados "democracias eleitorais" pela
Freedom House em 2020.[18]
O termo democracia às vezes é
usado como uma abreviação para a
democracia liberal, que é uma variante da democracia representativa e que pode incluir
elementos como o pluralismo político, a igualdade perante a lei, o direito de petição para
reparação de injustiças sociais; devido processo legal; liberdades civis; direitos humanos; e
elementos da sociedade civil fora do governo. Roger Scruton afirma que a democracia por si só
não pode proporcionar liberdade pessoal e política, a menos que as instituições da sociedade
civil também estejam presentes.[20]

Em muitos países, como no Reino Unido onde se originou o Sistema Westminster, o princípio
dominante é o da soberania parlamentar, mantendo a independência judicial.[21] Nos Estados
Unidos, a separação de poderes é frequentemente citada como um atributo central de um
regime democrático. Na Índia, a maior democracia do mundo, a soberania parlamentar está
sujeita a uma constituição que inclui o controle judicial.[22] Outros usos do termo "democracia"
incluem o da democracia direta. Embora o termo "democracia" seja normalmente usado no

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contexto de um Estado político, os


princípios também são aplicáveis a
organizações privadas.

O regime da maioria absoluta é


frequentemente considerado como
uma característica da democracia.
Assim, o sistema democrático
permite que minorias políticas
sejam oprimidas pela chamada
"tirania da maioria" quando não
Índice de Liberdade de Imprensa de 2024
há proteções legais dos direitos
Situação muito séria Situação satisfatória
individuais ou de grupos. Uma
Situação difícil Situação boa
parte essencial de uma democracia
Problemas visíveis Sem dados
representativa "ideal" são eleições
competitivas que sejam justas
tanto no plano material, quanto processualmente. Além disso, liberdades como a política, de
expressão e de imprensa são consideradas direitos essenciais que permitem aos cidadãos
elegíveis serem adequadamente informados e aptos a votar de acordo com seus próprios
interesses.[23][24]

Também tem sido sugerido que uma característica básica da democracia é a capacidade de
todos os eleitores de participar livre e plenamente na vida de sua sociedade.[25] Com sua ênfase
na noção de contrato social e da vontade coletiva de todos os eleitores, a democracia também
pode ser caracterizada como uma forma de coletivismo político, porque ela é definida como uma
forma de governo em que todos os cidadãos elegíveis têm uma palavra a dizer de peso igual nas
decisões que afetam as suas vidas.[26]

Enquanto a democracia é muitas vezes equiparada à forma republicana de governo, o termo


república classicamente abrangeu democracias e aristocracias.[27][28] Algumas democracias são
monarquias constitucionais muito antigas, como é o caso de países como o Reino Unido e o
Japão.

História
As assembleias populares são tão antigas como a espécie humana e encontram-se ao longo de
toda a história da humanidade,[29] mas até ao século XIX, as principais figuras políticas
opuseram-se em grande medida à democracia.[30] Os teóricos republicanos associavam a
democracia à pequena dimensão: à medida que as unidades políticas cresciam em dimensão,
aumentava a probabilidade de o governo se tornar despótico.[31][32] Ao mesmo tempo, as
pequenas unidades políticas eram vulneráveis à conquista.[31] Montesquieu escreveu: “Se uma
república é pequena, é destruída por uma força estrangeira; se é grande, é arruinada por uma
imperfeição interna.”[33] De acordo com o cientista político da Universidade Johns Hopkins,
Daniel Deudney, a criação dos Estados Unidos, com a sua grande dimensão e o seu sistema de
pesos e contrapesos, foi uma solução para os problemas duplos da dimensão.[31][34] As formas
de democracia ocorreram organicamente em sociedades de todo o mundo que não tinham
contato umas com as outras.[35][36]

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Origens

Grécia e Roma
O termo democracia apareceu pela primeira vez no pensamento
político e filosófico grego antigo na cidade-estado grega de
Atenas, durante a antiguidade clássica.[38][39] A palavra vem de
dêmos 'pessoas (comuns)' e krátos 'força/poder'. Sob o governo
de Clístenes, referido como "o pai da democracia ateniense ",
houve em Atenas em 508–507 a.C. o que é geralmente
considerado o primeiro exemplo de um tipo de democracia. O
primeiro uso atestado da palavra é encontrado em obras em
prosa da década de 430 a.C., como Histórias de Heródoto, mas
seu uso era várias décadas mais antigo, pois dois atenienses
nascidos na década de 470 fa.C. foram chamados de democrates,
um novo nome político — provavelmente em apoio à democracia
Busto moderno de Clístenes, — dado em uma época de debates sobre questões constitucionais
conhecido como "o pai da em Atenas. Ésquilo também faz fortes alusões à palavra em sua
democracia ateniense ", em peça Os Suplicantes, encenada por volta de 463 a.C., onde ele
exposição no Ohio Statehouse,
menciona "a mão dominante do demos" [demou kratousa
Columbus, Ohio
cheir]. Antes dessa época, a palavra usada para definir o novo
sistema político de Clístenes era provavelmente isonomia, que
significa igualdade política.

A democracia ateniense assumiu a forma de democracia direta e


tinha duas características distintivas: a seleção aleatória de
cidadãos comuns para preencher os poucos cargos
administrativos e judiciais existentes no governo e uma
assembleia legislativa composta por todos os cidadãos
atenienses.[40] Todos os cidadãos elegíveis tinham permissão
para falar e votar na assembleia, que definia as leis da cidade. No
entanto, a cidadania ateniense excluía mulheres, escravos,
estrangeiros e jovens abaixo da idade de serviço militar.[41][42]
Efetivamente, apenas um em cada quatro residentes em Atenas
se qualificava como cidadão, mas possuir terras não era um
requisito para a cidadania.[43] A exclusão de grandes parcelas da
Estátua de Atena, a deusa população está intimamente relacionada à antiga compreensão
padroeira de Atenas, em frente
de cidadania que estava vinculado à obrigação de lutar em
ao edifício do Parlamento
Austríaco. Atena tem sido
guerras.[44]
usada como um símbolo
internacional de liberdade e
A democracia ateniense não era apenas direta no sentido em
democracia desde pelo menos que as decisões eram tomadas pelo povo, mas também a mais
o final do século XVIII.[37] direta no sentido em que o povo, através da assembleia, do bulé
e dos tribunais, controlava todo o processo político e uma
grande proporção de cidadãos estava constantemente envolvida
nos assuntos públicos. [45] Embora os direitos do indivíduo não fossem garantidos pela
constituição ateniense no sentido moderno (os gregos antigos não tinham uma palavra para
"direitos"),[46] aqueles que eram cidadãos gozavam das suas liberdades não em oposição ao

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governo, mas vivendo numa cidade que não estava sujeita a outro poder e não estando eles
próprios sujeitos ao governo de outra pessoa.[47]

A votação por pontos surgiu em Esparta já em 700 a.C. A eclésia espartana era uma assembleia
do povo, realizada uma vez por mês, da qual todo cidadão do sexo masculino com pelo menos
20 anos de idade podia participar. Na assembleia, os espartanos elegiam líderes e votavam por
meio de votação por alcance e gritos (a votação era decidida com base na intensidade dos gritos
da multidão). Aristóteles chamou isso de "infantil", em comparação com as cédulas de pedra
usadas pelos cidadãos atenienses. Esparta adotou tal sistema devido à sua simplicidade e para
evitar qualquer votação tendenciosa, compra ou fraude que predominava nas primeiras eleições
democráticas.[48]

Embora a República Romana tenha contribuído


significativamente para muitos aspectos da democracia,
apenas uma minoria de romanos eram cidadãos com
votos nas eleições para representantes. Os votos dos
poderosos ganharam mais peso através de um sistema
de votação ponderada, de modo que a maioria dos altos
funcionários, incluindo membros do Senado, vinham de
algumas famílias ricas e nobres.[49] Além disso, a queda
do Reino Romano foi o primeiro caso no mundo Cícero denuncia Catilina, afresco que
ocidental de uma entidade política formada com o representa o senado romano reunido na
propósito explícito de ser uma república, embora não Cúria Hostília. Palazzo Madama, Roma.

tivesse muito de democracia. O modelo romano de


governança inspirou muitos pensadores políticos ao longo dos séculos.[50]

Índia Antiga
Vaishali, capital da Liga Vajjika da Índia, é considerada um dos primeiros exemplos de uma
república por volta do século VI a.C.[51][52][53]

Américas
Outras culturas, como a dos iroqueses nas Américas, também desenvolveram uma forma de
sociedade democrática entre 1450 e 1660 (e possivelmente em 1142),[54] bem antes do contato
com os europeus. Esta democracia continua até aos dias de hoje e é a mais antiga democracia
representativa do mundo.[55][56]

Idade Média
Embora a maioria das regiões da Europa durante a Idade Média fossem governadas por clérigos
ou senhores feudais, existiam vários sistemas envolvendo eleições ou assembleias, embora
muitas vezes envolvendo apenas uma pequena parte da população. Na Escandinávia, as
assembleias conhecidas como tings consistiam em homens livres presididos por um legislador.
Esses órgãos deliberativos eram responsáveis por resolver questões políticas, e as variantes
incluíam o Althing na Islândia e o Løgting nas Ilhas Faroé.[57][58] O veche, encontrado na
Europa Oriental, era uma assembleia semelhante à escandinava. Na Igreja Católica Romana, o
papa é eleito por um conclave papal composto por cardeais desde 1059. O primeiro órgão
parlamentar documentado na Europa foram as Cortes de Leão, que foram estabelecidas por

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Afonso IX em 1188 e tinham autoridade para estabelecer impostos, assuntos estrangeiros e


legislar, embora a natureza exata do seu papel permaneça contestada.[59] A República de
Ragusa, estabelecida no ano 1358 e centrada na cidade de Dubrovnik, fornecia representação e
direitos de voto apenas à sua aristocracia masculina. Várias cidades-estados e sistemas políticos
italianos tinham formas republicanas de governo. Por exemplo, a República de Florença,
estabelecida em 1115, era liderada pela Signoria, cujos membros eram escolhidos por sorteio. Na
Frísia dos séculos X a XV, uma sociedade nitidamente não feudal, o direito de votar em assuntos
locais e em autoridades do condado era baseado no tamanho da terra. Na África, o Curucã Fuga
dividiu o Império do Mali em clãs governantes (linhagens) que eram representados em uma
grande assembleia chamada Gbara. No entanto, a carta tornou o Império do Mali mais
semelhante a uma monarquia constitucional do que a uma república democrática.[60][61]

O Parlamento da Inglaterra teve suas raízes nas


restrições ao poder dos reis escritas na Magna Carta
(1215), que protegia explicitamente certos direitos dos
súditos do rei e apoiava implicitamente o que se tornou
o mandado inglês de habeas corpus, salvaguardando a
liberdade individual contra a prisão ilegal com o direito
de apelação.[62][63] A primeira assembleia nacional
representativa na Inglaterra foi o Parlamento de Simon
de Montfort em 1265.[64][65] O surgimento das petições
Carta Magna, 1215, Inglaterra
é uma das primeiras evidências de que o parlamento era
usado como um fórum para abordar as queixas gerais
das pessoas comuns. Contudo, o poder de convocar o parlamento permaneceu ao critério do
monarca inglês.[66]

Estudos têm relacionado o surgimento de instituições parlamentares na Europa durante o


período medieval à aglomeração urbana e à criação de novas classes, como os artesãos,[67] bem
como à presença da nobreza e das elites do clero.[68] Os estudiosos também associaram o
surgimento do governo representativo à relativa fragmentação política da Europa.[69] O
cientista político David Stasavage relaciona a fragmentação da Europa, e a sua subsequente
democratização, à forma como o Império Romano entrou em colapso: o território romano foi
conquistado por pequenos grupos fragmentados de tribos germânicas, levando assim à criação
de pequenas unidades políticas onde os governantes eram relativamente fracos e precisavam do
consentimento dos governados para afastar ameaças estrangeiras.[70]

Na Polônia, a democracia nobiliárquica foi caracterizada por um aumento na atividade da


nobreza média, que queria aumentar sua participação no exercício do poder às custas dos
magnatas, que dominavam os cargos mais importantes do Estado (seculares e eclesiásticos) e
faziam parte do conselho real e, mais tarde, do senado. A crescente importância da nobreza
média teve impacto no estabelecimento da instituição do sejmik da terra (assembleia local), que
posteriormente obteve mais direitos. Durante o século XV e a primeira metade do século XVI,
os sejmiks receberam cada vez mais poder e se tornaram as instituições mais importantes do
poder local. Em 1454, Casimiro IV Jagelão concedeu aos sejmiks o direito de decidir sobre
impostos e convocar uma mobilização em massa nos Estatutos de Nieszawa. Ele também
prometeu não criar novas leis sem o consentimento deles.[71]

Era moderna

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Período moderno inicial


Na Inglaterra do século XVII, houve um interesse
renovado na Magna Carta.[72] O Parlamento da
Inglaterra aprovou a Petição de Direito em 1628, que
estabeleceu certas liberdades para os súditos. A Guerra
Civil Inglesa (1642-1651) foi travada entre o rei e um
parlamento oligárquico eleito,[73][74] durante a qual a
ideia de um partido político tomou forma com grupos
debatendo direitos de representação política durante os
Debates de Putney de 1647.[75] Posteriormente, O
Protetorado (1653-1659) e a Restauração Inglesa (1660) Ao longo dos séculos, o Parlamento
reestabeleceram um governo mais autocrático, embora Inglês limitou progressivamente o poder
o parlamento tenha aprovado a Lei do Habeas Corpus da monarquia inglesa, um processo que
culminou na Guerra Civil Inglesa.
em 1679, que fortaleceu a convenção que proibia a
detenção sem causa ou evidência suficiente. Após a
Revolução Gloriosa de 1688, a Declaração de Direitos foi promulgada em 1689, codificou certos
direitos e liberdades e ainda está em vigor. O projeto de lei estabeleceu a exigência de eleições
regulares, regras para a liberdade de expressão no parlamento e limitou o poder do monarca,
garantindo que, ao contrário de grande parte da Europa na época, o absolutismo real não
prevaleceria.[76][77] Os historiadores econômicos Douglass North e Barry Weingast
caracterizaram as instituições implementadas na Revolução Gloriosa como um sucesso
retumbante em termos de contenção do governo e de garantia da proteção dos direitos de
propriedade.[78]

O interesse renovado pela Magna Carta, pela Guerra Civil


Inglesa e pela Revolução Gloriosa no século XVII estimulou o
crescimento da filosofia política nas Ilhas Britânicas. Thomas
Hobbes foi o primeiro filósofo a articular uma teoria detalhada
do contrato social. Escrevendo no Leviatã (1651), Hobbes
teorizou que os indivíduos que viviam no estado natural levavam
vidas "solitárias, pobres, desagradáveis, brutais e curtas" e
travavam constantemente uma guerra de todos contra todos.
Para evitar a ocorrência de um estado natural anárquico,
Hobbes argumentou que os indivíduos cediam seus direitos a
um poder forte e autoritário. Em outras palavras, Hobbes
defendia uma monarquia absoluta que, em sua opinião, era a
melhor forma de governo. Mais tarde, o filósofo e médico John
John Locke expandiu a teoria Locke proporia uma interpretação diferente da teoria do
do contrato social de Thomas contrato social. Escrevendo em seus Dois Tratados sobre o
Hobbes e desenvolveu o Governo (1689), Locke postulou que todos os indivíduos
conceito de direitos naturais, o possuíam direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à
direito à propriedade privada e
propriedade.[79] Segundo Locke, os indivíduos se uniriam
o princípio do consentimento
voluntariamente para formar um Estado com o propósito de
dos governados . Suas ideias
formam a base ideológica das defender seus direitos. Particularmente importantes para Locke
democracias liberais de hoje. eram os direitos de propriedade, cuja proteção ele considerava
ser o principal objetivo do governo. Além disso, Locke afirmou
que os governos eram legítimos apenas se tivessem o
consentimento dos governados. Para Locke, os cidadãos tinham o direito de se revoltar contra

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um governo que agisse contra seus interesses ou se tornasse tirânico. Embora não tenham sido
amplamente lidas durante sua vida, as obras de Locke são consideradas os documentos
fundadores do pensamento liberal e influenciaram profundamente os líderes da Revolução
Americana e, mais tarde, da Revolução Francesa.[80]

Na América do Norte, o governo representativo começou em Jamestown, Virgínia, com a eleição


da Câmara dos Burgueses (precursora da Assembleia Geral da Virgínia) em 1619. Os puritanos
ingleses que migraram de 1620 estabeleceram colônias na Nova Inglaterra cuja governança local
era democrática;[81] embora essas assembleias locais tivessem algumas pequenas quantidades
de poder delegado, a autoridade máxima era detida pela Coroa e pelo Parlamento Inglês. Os
puritanos (pais peregrinos), batistas e quacres que fundaram estas colônias aplicaram a
organização democrática das suas congregações também à administração das suas comunidades
em assuntos mundanos.[82]

Séculos XVIII e XIX


O Primeiro Parlamento da Grã-Bretanha foi
estabelecido em 1707, após a fusão dos reinos da
Inglaterra e Escócia sob os Atos de União. Dois
documentos-chave da constituição não codificada do
Reino Unido, a Declaração Inglesa de Direitos de 1689
(reformulada na Declaração de Direitos de 1689) e a
Reivindicação Escocesa de Direitos de 1689,
consolidaram a posição do parlamento como o órgão
legislativo supremo e disseram que a "eleição dos
membros do parlamento deveria ser livre".[83] No William Pitt, o Novo, discursando na
entanto, o parlamento era eleito apenas pelos Câmara dos Comuns do Reino Unido
proprietários de terras do sexo masculino, que
representavam 3% da população em 1780.[84] A
primeira pessoa britânica conhecida de ascendência africana a votar em uma eleição geral,
Ignatius Sancho, votou em 1774 e 1780.[85]

Durante a Era da Liberdade na Suécia (1718–1772), os direitos civis foram expandidos e o poder
foi transferido do monarca para o parlamento. A criação da curta República da Córsega em 1755
foi uma tentativa inicial de adoptar uma constituição democrática (todos os homens e mulheres
com mais de 25 anos podiam votar).[86]

Os Estados Unidos coloniais tinha qualificações de propriedade semelhantes às da Grã-


Bretanha e, no período anterior a 1776, a abundância e a disponibilidade de terras significavam
que um grande número de colonos cumpria esses requisitos, com pelo menos 60 por cento dos
homens brancos adultos aptos a votar. A grande maioria eram fazendeiros que atendiam aos
requisitos de propriedade ou pagamento de impostos. Com poucas exceções, nenhum negro ou
mulher podia votar. Vermont, que, ao declarar a independência da Grã-Bretanha em 1777,
adotou uma constituição baseada na cidadania e no sufrágio democrático para homens com ou
sem propriedade adotados na Pensilvânia.[87] A Constituição dos Estados Unidos de 1787 é a
mais antiga constituição governamental codificada ainda ativa e previa um governo eleito e
protegia os direitos e as liberdades civis, mas não pôs fim à escravatura nem estendeu os
direitos de voto nos Estados Unidos, deixando em vez disso a questão do sufrágio para os
estados individuais.[88] Em geral, os estados limitavam o sufrágio aos proprietários de terras e

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contribuintes brancos do sexo masculino.[89] Na época


da primeira eleição presidencial em 1789, cerca de 6%
da população estava apta a votar.[90] A Lei de
Naturalização de 1790 limitou a cidadania dos EUA
apenas aos brancos.[91] A Declaração de Direitos de 1791
estabeleceu limites ao poder do governo para proteger
as liberdades pessoais, mas teve pouco impacto nos
julgamentos dos tribunais durante os primeiros 130
anos após a sua ratificação.[92] As Treze Colônias Britânicas na costa
leste da América do Norte emitiram uma
Em 1789, a França Declaração de Independência em 1776
revolucionária adotou
a Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão e, embora de curta duração, a
Convenção Nacional foi eleita por todos os homens adultos em
1792.[93] A Constituição Polaco-Lituana de 3 de maio de 1791
buscou implementar uma monarquia constitucional mais
eficaz, introduziu a igualdade política entre os cidadãos
urbanos e a nobreza e colocou os camponeses sob a proteção
do governo, mitigando os piores abusos da servidão. Em vigor
há menos de 19 meses, foi declarada nula e sem efeito pelo
Sejm de Grodno, que se reuniu em 1793.[94][95]

Inspirada pelos filósofos do Nos Estados Unidos, a eleição presidencial de 1828 foi a
Iluminismo, a Declaração dos
primeira em que homens brancos não proprietários puderam
Direitos do Homem e do
votar na grande maioria dos estados. A participação eleitoral
Cidadão teve um impacto
significativo no desenvolvimento
aumentou durante a década de 1830, atingindo cerca de 80%
de concepções populares de da população masculina branca adulta na eleição presidencial
liberdade individual e de 1840. A Carolina do Norte foi o último estado a abolir a
democracia na Europa e no qualificação de propriedade em 1856, resultando numa
mundo. aproximação próxima ao sufrágio universal masculino branco
(no entanto, os requisitos de pagamento de impostos
permaneceram em cinco estados em 1860 e sobreviveram em
dois estados até ao século XX). [96][97][98] No censo dos Estados Unidos de 1860, a população
escrava havia crescido para quatro milhões[99] e na Reconstrução após a Guerra Civil, três
emendas constitucionais foram aprovadas: a 13ª Emenda (1865) que pôs fim à escravidão; a 14ª
Emenda (1869) que deu cidadania aos negros e a 15ª Emenda (1870) que deu aos homens
negros o direito nominal de votar.[100][101] O pleno direito de voto dos cidadãos só foi
plenamente garantido em 1965 depois do movimento pelos direitos civis obter aprovação pelo
Congresso dos EUA da Lei dos Direitos de Voto.[102][103]

O direito de voto no Reino Unido foi expandido e uniformizado em uma série de reformas que
começaram com a Lei de 1832 e continuaram no século XX, principalmente com a Lei de
Representação do Povo de 1918 e a Lei de Igualdade de Franquia de 1928. O sufrágio universal
masculino foi estabelecido na França em março de 1848, na sequência da Revolução Francesa
de 1848.[104] Durante esse ano, eclodiram várias revoluções na Europa, quando os governantes
foram confrontados com as exigências populares de constituições liberais e de um governo mais
democrático.[105]

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Em 1876, o Império Otomano passou de uma


monarquia absoluta para uma monarquia
constitucional e realizou duas eleições no ano seguinte
para eleger membros para o seu parlamento recém-
formado. Foram emitidos Regulamentos Eleitorais
Provisórios, declarando que os membros eleitos dos
Conselhos Administrativos Provinciais elegeriam
membros para o primeiro Parlamento. Mais tarde
naquele ano, uma nova constituição foi promulgada,
prevendo um Parlamento bicameral com um Senado Litografia da década de 1850 marcando
nomeado pelo Sultão e uma Câmara de Deputados o estabelecimento do sufrágio universal
eleita pelo povo. Somente homens com mais de 30 anos masculino na França em 1848
de idade, que fossem proficientes em turco e tivessem
plenos direitos civis eram autorizados a concorrer às
eleições. Os motivos para a desqualificação incluíam ter dupla cidadania, ser empregado de um
governo estrangeiro, estar falido, ser empregado como servo ou ter "notoriedade por más
ações". O sufrágio universal pleno foi alcançado em 1934.[106]

Em 1893, a colônia autônoma da Nova Zelândia tornou-se o primeiro país do mundo (à exceção
da curta República da Córsega do século XVIII) a estabelecer o sufrágio universal ativo,
reconhecendo às mulheres o direito de voto.[107]

Séculos XX e XXI
As transições do século XX para a democracia liberal
ocorreram em sucessivas "ondas de democracia",
resultantes de guerras, revoluções, descolonização e
circunstâncias religiosas e econômicas.[108] Ondas
globais de “regressão democrática” que reverteram a
democratização também ocorreram nas décadas de
1920 e 1930, nas décadas de 1960 e 1970 e na década de
2010.[109][110]
Pintura representando a abertura do
primeiro Parlamento da Austrália em
A Primeira Guerra Mundial e a dissolução dos impérios
1901, um dos eventos que fizeram parte
autocráticos Otomano e Austro-Húngaro resultaram na da primeira onda de democracia no início
criação de novos Estados-nação na Europa, a maioria do século XX
deles pelo menos nominalmente democráticos. Na
década de 1920, os movimentos democráticos
floresceram e o sufrágio feminino avançou, mas a Grande Depressão trouxe desencanto e a
maioria dos países da Europa, América Latina e Ásia recorreram a governos de ditaduras
autoritárias. O fascismo e as ditaduras floresceram na Alemanha nazista, Itália, Espanha e
Portugal, bem como governos não democráticos nos países bálticos, nos Balcãs, no Brasil, em
Cuba, na China e no Japão, entre outros.[111]

A Segunda Guerra Mundial trouxe uma reversão definitiva dessa tendência na Europa
Ocidental. A democratização dos setores americano, britânico e francês da Alemanha ocupada,
Áustria, Itália e Japão ocupado serviu de modelo para a teoria posterior da mudança de regime.
Entretanto, a maior parte da Europa Oriental, incluindo o setor soviético da Alemanha, caiu no
bloco não democrático dominado pelos soviéticos. A guerra foi seguida pela descolonização e,

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novamente, a maioria dos novos Estados independentes


tinham constituições nominalmente democráticas. A
Índia emergiu como a maior democracia do mundo e
continua a sê-lo.[112] Os países que antes faziam parte
do Império Britânico muitas vezes adotaram o sistema
britânico de Westminster.[113][114]

Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos


determinou a democracia:
O Soviete dos Deputados Operários de
São Petersburgo em 1905: Leon Trótski
3. A vontade do povo é a base da autoridade no centro. Os sovietes foram um dos
do governo; essa vontade é expressa em primeiros exemplos de conselhos
eleições periódicas e genuínas, por sufrágio operários
universal e igualitário, realizadas por voto
secreto ou por processos equivalentes de
votação livre.
— Declaração Universal dos Direitos do Homem,
artigo 21º, Nações Unidas, 1948 ([Link]
[Link]/en/about-us/universal-declaration-of-huma
n-rights)

Em 1960, a grande maioria dos países eram nominalmente democracias, embora a maior parte
da população mundial vivesse em democracias nominais que vivenciavam eleições fraudulentas
e outras formas de subterfúgio (particularmente em Estados "comunistas" e nas antigas
colônias). Uma onda subsequente de democratização trouxe ganhos substanciais em direção à
verdadeira democracia liberal para muitos estados, apelidada de "terceira onda de democracia".
Portugal, Espanha e várias ditaduras militares na América do Sul retornaram ao governo civil
nas décadas de 1970 e 1980. Isto foi seguido pelos países do Leste e Sul da Ásia em meados e
finais da década de 1980. O mal-estar econômico nos anos 1980, juntamente com o
ressentimento pela opressão soviética, contribuiu para o colapso da União Soviética, o fim da
Guerra Fria e a democratização e liberalização dos antigos países do bloco oriental. As mais
bem-sucedidas das novas democracias foram aquelas geográfica e culturalmente mais próximas
da Europa Ocidental, e agora fazem parte da União Europeia ou são países [Link] 1986,
após a queda da mais proeminente ditadura asiática, o único estado democrático desse tipo na
época surgiu nas Filipinas com a ascensão de Corazon Aquino, que mais tarde seria conhecida
como a mãe da democracia asiática.[115]

A tendência liberal se espalhou para alguns Estados da África na década de 1990, mais
proeminentemente na África do Sul. Alguns exemplos recentes de tentativas de liberalização
incluem a Revolução Indonésia de 1998, a Revolução das Bulldozers na Iugoslávia, a Revolução
das Rosas na Geórgia, a Revolução Laranja na Ucrânia, a Revolução dos Cedros no Líbano, a
Revolução das Tulipas no Quirguistão e a Revolução do Jasmim na Tunísia. Segundo a Freedom
House, em 2007 existiam 123 democracias eleitorais (contra 40 em 1972).[116] De acordo com o
Fórum Mundial sobre Democracia, as democracias eleitorais agora representam 120 dos 192
países existentes e constituem 58,2 por cento da população mundial. Ao mesmo tempo, as
democracias liberais, ou seja, os países que a Freedom House considera livres e respeitadores
dos direitos humanos básicos e do Estado de direito, são 85 em número e representam 38 por
cento da população mundial.[117] Também em 2007, as Nações Unidas declararam o dia 15 de
Setembro como o Dia Internacional da Democracia.[118] Muitos países reduziram a idade de

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voto para 18 anos; as principais democracias


começaram a fazê-lo na década de 1970, começando na
Europa Ocidental e na América do Norte.[119][120] A
maioria das democracias eleitorais continua a excluir do
voto os menores de 18 anos de idade.[121]

A partir de 2005, no entanto, houve 17 anos


consecutivos em que o declínio dos direitos políticos e
das liberdades civis em todo o mundo superou em
número as melhorias segundo a Freedom House,[122] Corazon Aquino faz o juramento de
[123] à medida que as forças políticas populistas e posse e se torna a primeira mulher
nacionalistas ganharam terreno em todo o lado, desde a presidente da Ásia

Polônia (sob o governo do Partido Lei e Justiça) até às


Filipinas (sob a liderança de Rodrigo Duterte).[122][109]
Num relatório da Freedom House publicado em 2018,
as pontuações de democracia para a maioria dos países
diminuíram pelo 12.º ano consecutivo. O The Christian
Science Monitor relatou que ideologias políticas
nacionalistas e populistas estavam ganhando terreno, às
custas do Estado de direito, em países como Polônia,
Turquia e Hungria. Por exemplo, o presidente polonês
nomeou 27 novos juízes para o Supremo Tribunal,
Reunião do Grande Comitê do
apesar das objeções legais da Comissão Europeia. Na Parlamento da Finlândia em 2008
Turquia, milhares de juízes foram afastados dos seus
cargos na sequência de uma tentativa fracassada de
golpe durante uma repressão governamental.[124] O "retrocesso democrático" na década de
2010 foi atribuído à desigualdade econômica e ao descontentamento social,[125] ao
personalismo,[126] à má gestão governamental da pandemia da COVID-19,[127][128] bem como a
outros fatores como a manipulação da sociedade civil, a "polarização tóxica", as campanhas
estrangeiras de desinformação,[129] o racismo e o nativismo, o poder executivo excessivo[130]
[131][132] e a diminuição do poder da oposição.[133]

Teoria

Teoria inicial
Aristóteles contrastou o governo de muitos (democracia/timocracia), com o governo de poucos
(oligarquia/aristocracia) e com o governo de uma única pessoa (tirania ou hoje autocracia/
monarquia absoluta). Ele também pensava que havia uma variante boa e uma má de cada
sistema (ele considerava a democracia como a contrapartida degenerada da timocracia).[134]
[135]

Uma visão comum entre os teóricos republicanos antigos e renascentistas era que a democracia
só poderia sobreviver em pequenas comunidades políticas. Atendendo às lições da mudança da
República Romana para o monarquismo à medida que esta crescia ou diminuía, estes teóricos
republicanos sustentavam que a expansão do território e da população conduzia

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inevitavelmente à tirania.[136] A democracia era, portanto, historicamente muito frágil e rara,


pois só conseguia sobreviver em pequenas unidades políticas, que devido ao seu tamanho eram
vulneráveis à conquista por unidades políticas maiores.[136] Montesquieu disse a famosa frase:
"se uma república é pequena, é destruída por uma força externa; se é grande, é destruída por
um vício interno".[136] Rousseau afirmou: "É, portanto, propriedade natural dos pequenos
Estados serem governados como uma república, dos médios estarem sujeitos a um monarca e
dos grandes impérios serem dominados por um príncipe despótico".[136]

Teoria contemporânea
Entre os teóricos políticos modernos, existem três concepções conflitantes de democracia:
agregativa, deliberativa e radical.[137]

Agregativa
A teoria da democracia agregativa afirma que o objetivo dos processos democráticos é solicitar
as preferências dos cidadãos e agregá-las para determinar quais políticas sociais a sociedade
deve adotar. Portanto, os defensores dessa visão sustentam que a participação democrática deve
se concentrar principalmente na votação, onde a política com mais votos é implementada.[138]

Deliberativa
A democracia deliberativa é baseada na noção de que, para uma decisão democrática ser
legítima, ela deve ser precedida por uma deliberação autêntica, não meramente pela agregação
de preferências que ocorre na votação. A deliberação autêntica é a deliberação entre os
tomadores de decisão que está livre de distorções de poder político desigual, como o poder que
um tomador de decisão obteve por meio da riqueza econômica ou do apoio de grupos de
interesse.[139] Se os tomadores de decisão não conseguirem chegar a um consenso após
deliberar autenticamente sobre uma proposta, eles votam usando uma forma de regra
majoritária. As assembleias de cidadãos são consideradas por muitos acadêmicos como
exemplos práticos de democracia deliberativa,[140][141][142] sendo que um relatório da OCDE as
identificou como um mecanismo cada vez mais popular para envolver os cidadãos na tomada de
decisões governamentais.[143]

Radical
A democracia radical é baseada na ideia de que existem relações de poder hierárquicas e
opressivas na sociedade. O papel da democracia é tornar visíveis e desafiar essas relações,
permitindo diferenças, divergências e antagonismos nos processos de tomada de decisão.[144]

Medição

Índice de democracia
O Índice de Democracia (em inglês: Democracy Index) é um índice criado em 2006 pela
Economist Intelligence Unit da revista The Economist para examinar o estado da democracia
em 167 países.[145]

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Na avaliação mais
recente, divulgada
em fevereiro de
2024, o Democracy
Index 2023 reportou
que a Noruega
marcou um total de
9.81 em uma escala
de 0 a 10, que foi o
maior resultado (1.º
país no ranking
geral), enquanto o
Afeganistão teve a
Mapa do Índice de Democracia de 2024
pior nota, com 0.26.
[146] Democracias Democracias Regimes Regimes Sem
plenas imperfeitas híbridos autoritários dados
9.01–10.00 7.01–8.00 5.01–6.00 3.01–4.00
A The Economist
avalia os países em 8.01–9.00 6.01–7.00 4.01–5.00 2.01–3.00
cinco critérios: 1.01–2.00
processo eleitoral e 0.00–1.00
pluralismo,
funcionamento do
governo, participação política, cultura política e liberdades civis, com cada um dos itens
recebendo notas que vão de 0 a 10. Após a avaliação dos cinco itens, os países são classificados
em "democracias plenas", "democracias imperfeitas", "regimes híbridos" (todos considerados
democracias) e "regimes autoritários" (considerados governos ditatoriais).[147]

Freedom in the World

Classificação política dos países de acordo com a pesquisa da Freedom House em


2023:
Livre
Parcialmente livre
Não-livre

Freedom in the World (em português: Liberdade no Mundo) é um relatório anual que mede o
nível das liberdades civis e dos direitos políticos de cada país. Publicado desde 1972 pela

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Freedom House, o estudo avalia 195 países e 14 territórios em disputa.[148]

O relatório Freedom in the World foi lançado pela primeira vez em 1973 por Raymond Gastil.
Ele produz pontuações anuais que representam os níveis de direitos políticos e liberdades civis
em cada estado e território, em uma escala de 1 (mais livre) a 7 (menos livre). Dependendo das
avaliações, as nações são então classificadas como "Livres", "Parcialmente Livres", ou "Não
Livres".[149]

O relatório é frequentemente utilizado por pesquisadores para medir a democracia e


correlaciona-se com várias outras medidas de democracia.[150]

As classificações da Freedom House são amplamente divulgadas na mídia e usadas como fontes
por pesquisadores políticos. A sua construção e utilização tem sido avaliados pelos críticos e
apoiadores.[151]

Tipos
A democracia assumiu
diversas formas, tanto na
teoria quanto na prática.
Algumas variedades de
democracia proporcionam
melhor representação e mais
liberdade aos seus cidadãos
do que outras.[152][153] No
entanto, se qualquer
democracia não estiver
estruturada para proibir o
governo de excluir o povo do Sistemas de governo
processo legislativo, ou Formas de governo republicanas:
qualquer ramo do governo Repúblicas presidenciais com um presidencialismo total
de alterar a separação de Repúblicas presidenciais semipresidencialistas
poderes a seu favor, então Repúblicas parlamentaristas com uma presidência executiva
um ramo do sistema pode dependente da legislatura
acumular demasiado poder e Repúblicas parlamentaristas com um(a) presidente cerimonial/
não executivo(a), em que um(a) chefe de governo separado(a) lidera
destruir a democracia.[154]
o executivo
[155]

Formas de governo monárquicas:


Formas básicas Monarquias constitucionais com um(a) monarca cerimonial/não
executivo(a), em que um(a) chefe de governo separado(a) lidera o
Existem várias variantes de executivo
democracia, mas há duas Monarquias constitucionais que têm um(a) chefe de governo
formas básicas, ambas separado(a), mas em que a realeza ainda detém poderes executivos
relacionadas à maneira e/ou legislativos consideráveis
Monarquias absolutas
como todo o corpo de
cidadãos elegíveis executa
Países em que as disposições constitucionais para o governo
sua vontade. Uma forma é a
foram suspensas (ex.: ditadura militar)
democracia direta, na qual Estados unipartidários
todos os cidadãos elegíveis Países que não se encaixam em nenhum dos sistemas acima.

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têm participação ativa na (ex.: governos de transição, situações políticas pouco claras ou sem
tomada de decisões políticas, governo)
por exemplo, votando
diretamente em iniciativas políticas.[156] Na outra, adotada na maioria das democracias
modernas, todo o corpo de cidadãos elegíveis continua sendo o poder soberano, mas o poder
político é exercido indiretamente por meio de representantes eleitos; isso é chamado de
democracia representativa.[157]

Direta
Democracia direta é um sistema político em que os
cidadãos participam pessoalmente da tomada de
decisões, em vez de depender de intermediários ou
representantes. Nos governos representativos
modernos, certas ferramentas eleitorais, como
referendos, iniciativas de cidadãos e eleições
revogatórias, são referidas como formas de democracia
direta. No entanto, alguns defensores da democracia
direta defendem assembleias locais para discussões Uma Landsgemeinde (em 2009) do
presenciais. A democracia direta como sistema de cantão de Glarus, um exemplo de
governo existe atualmente nos cantões suíços de democracia direta na Suíça
Appenzell Interior e Glarus, nos Municípios Autônomos
Zapatistas Rebeldes, nas comunidades filiadas ao CIPO-
RFM,[158] nos conselhos municipais bolivianos da FEJUVE[159] e nos cantões curdos de Rojava.
[160]

Semidireta
Algumas democracias modernas que são predominantemente representativas por natureza
também dependem fortemente de formas de ação política que são diretamente democráticas e
que combinam elementos da democracia representativa e da democracia direta, são
denominadas democracias semidiretas ou democracias participativas. Exemplos incluem a
Suíça[161] e alguns estados dos EUA, onde é feito uso frequente de referendos e iniciativas.[162]

Representativa
A democracia representativa envolve a eleição de funcionários do governo pelo povo
representado. Se o chefe de Estado também for eleito democraticamente, então é chamada de
república democrática.[163] Os mecanismos mais comuns envolvem a eleição do candidato com
maioria ou pluralidade de votos. A maioria dos países ocidentais tem sistemas representativos.
Os representantes podem ser eleitos ou se tornar representantes diplomáticos por um distrito
específico (ou círculo eleitoral), ou representar todo o eleitorado por meio de sistemas
proporcionais, com alguns usando uma combinação dos dois sistemas. Algumas democracias
representativas também incorporam elementos de democracia direta, como referendos.[157]
Uma característica da democracia representativa é que, embora os representantes sejam eleitos
pelo povo para agir, eles mantêm a liberdade de exercer seu próprio julgamento sobre a melhor
forma de fazê-lo. Tais razões têm motivado críticas à democracia representativa,[164][165]
apontando as contradições dos mecanismos de representação com a democracia.[166][167]

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Parlamentar
A democracia parlamentar é uma democracia
representativa onde o governo é nomeado ou pode ser
demitido por representantes, em oposição a um
"governo presidencial" em que o presidente é chefe de
Estado e chefe de governo e é eleito pelos eleitores.
Numa democracia parlamentar, o governo é exercido
por delegação a um ministério executivo e sujeito a
O Palácio de Westminster em Londres,
revisão, controlos e equilíbrios contínuos pelo Reino Unido. O sistema de Westminster
parlamento legislativo eleito pelo povo. Em um sistema tem origem nas Casas do Parlamento
parlamentar, o primeiro-ministro pode ser demitido Britânico
pelo legislativo a qualquer momento por não atender às
expectativas do parlamento. Isto é feito através de um
voto de desconfiança, em que o legislativo decide se deve ou não destituir o primeiro-ministro
do cargo, com apoio da maioria para a demissão.[168]

Presidencial
A democracia presidencial é um sistema em que o público elege o presidente por meio de uma
eleição. O presidente atua como chefe de Estado e chefe de governo, controlando a maioria dos
poderes executivos. O presidente serve por um mandato específico e não pode exceder esse
período. O legislativo geralmente tem capacidade limitada para remover um presidente do
cargo. As eleições geralmente têm uma data fixa e não são facilmente alteradas. O presidente
tem controle direto sobre o gabinete, nomeando especificamente os membros do gabinete.[168]

O poder executivo geralmente tem a responsabilidade de executar ou implementar a legislação e


pode ter poderes legislativos limitados, como o de veto. No entanto, um poder legislativo aprova
leis e orçamentos. Isto proporciona alguma medida de separação de poderes.
Consequentemente, no entanto, o presidente e o legislativo podem acabar sob o controle de
partidos separados, permitindo que um bloqueie o outro e, assim, interfira na operação
ordenada do estado. Esta pode ser a razão pela qual a democracia presidencial não é muito
comum fora das Américas, África e Ásia Central e do Sudeste Asiático.[168]

Um sistema semipresidencialista é um sistema de democracia no qual o governo inclui um


primeiro-ministro e um presidente. Os poderes específicos detidos pelo primeiro-ministro e
pelo presidente variam de país para país.[168]

Tipologia

Monarquia constitucional
Muitos países, como o Reino Unido, Espanha, Países Baixos, Bélgica, países escandinavos,
Tailândia, Japão e Butão transformaram monarcas poderosos em monarcas constitucionais
(geralmente de maneira gradual) com papéis limitados ou simbólicos. Por exemplo, nos Estados
predecessores do Reino Unido, a monarquia constitucional começou a emergir e continuou
ininterrupta desde a Revolução Gloriosa de 1688 e a aprovação da Declaração de Direitos de
1689.[169][76] Monarquias constitucionais fortemente limitadas, como o Reino Unido, foram
referidas como repúblicas coroadas por escritores como H. G. Wells.[170]

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República
O termo república tem muitos significados diferentes, mas hoje
muitas vezes se refere a uma democracia representativa com um
chefe de Estado eleito, como um presidente, servindo por um
mandato limitado, em contraste com Estados com um monarca
hereditário como chefe de Estado, mesmo que esses Estados
também sejam democracias representativas com um chefe de
governo eleito ou nomeado, como um primeiro-ministro.[171]

Os Pais Fundadores dos Estados Unidos


frequentementecriticaram a democracia direta, que na sua
opinião muitas vezes não tinha a proteção de uma constituição
que consagrasse direitos inalienáveis; James Madison
argumentou, especialmente no ensaio Federalista n.º 10, que o Rei Carlos III, um monarca
que distinguia uma democracia direta de uma república era que constitucional
a primeira se tornava mais fraca à medida que crescia e sofria
mais violentamente com os efeitos da fragmentação, enquanto
uma república podia ficar mais forte à medida que crescia e combatia a facção pela sua própria
estrutura.[172]

Os professores Richard Ellis, da Universidade Willamette, e Michael Nelson, do Rhodes College,


argumentam que grande parte do pensamento constitucional, de Madison a Lincoln e além, se
concentrou no "problema da tirania da maioria". Eles concluem: "Os princípios do governo
republicano incorporados na constituição representam um esforço dos autores para garantir
que os direitos inalienáveis da vida, da liberdade e da busca da felicidade não fossem pisoteados
pelas maiorias". O que era crítico para os valores americanos, insistiu John Adams, era que o
governo fosse "vinculado a leis fixas, nas quais o povo tem voz na elaboração e o direito de
defender". Quando Benjamin Franklin estava saindo após escrever a Constituição dos EUA,
Elizabeth Willing Powel[173] perguntou-lhe: "Bem, doutor, o que temos - uma república ou uma
monarquia?". Ele respondeu: "Uma república, se você puder mantê-la."[174]

Liberal
Uma democracia liberal é uma democracia representativa que consagra uma filosofia política
liberal, onde a capacidade dos representantes eleitos de exercer o poder de decisão está sujeita
ao Estado de Direito, moderada por uma constituição ou leis que garantam a proteção dos
direitos e liberdades dos indivíduos, e limitada à extensão em que a vontade da maioria pode ser
exercida contra os direitos das minorias.[175]

Socialista
O pensamento socialista tem várias visões diferentes sobre a democracia. A social-democracia, o
socialismo democrático e a ditadura do proletariado são alguns exemplos. Muitos socialistas
democráticos e sociais-democratas acreditam em uma forma de democracia participativa,
industrial, econômica e/ou no local de trabalho combinada com uma democracia
representativa. Grupos trotskistas interpretaram a democracia socialista como sinônimo de
representação socialista multipartidária, organizações sindicais autônomas, controle da
produção pelos trabalhadores,[176] democracia interna do partido e participação em massa das
massas trabalhadoras.[177][178]

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Marxista
Dentro da ortodoxia marxista, há uma hostilidade ao que é comumente chamado de
"democracia liberal", que é chamada de democracia parlamentar devido à sua natureza
centralizada. Devido ao desejo dos marxistas ortodoxos de eliminar o elitismo político que veem
no capitalismo, marxistas, leninistas e trotskistas acreditam na democracia direta
implementada por meio de um sistema de comunas (que às vezes são chamadas de sovietes).
Esse sistema pode começar com a democracia no local de trabalho e, finalmente, se manifestar
como democracia de conselhos.[179][180]

Anarquista
Os anarquistas estão divididos neste domínio, dependendo se acreditam que o governo da
maioria é tirânico ou não . Para muitos anarquistas, a única forma de democracia considerada
aceitável é a democracia direta. Pierre-Joseph Proudhon argumentou que a única forma
aceitável de democracia direta é aquela em que se reconhece que as decisões da maioria não são
vinculativas para a minoria, mesmo quando unânimes.[181] No entanto, o anarcocomunista
Murray Bookchin criticou os anarquistas individualistas por se oporem à democracia e disse que
a "regra da maioria" é consistente com o anarquismo.[182] Alguns anarcocomunistas opõem-se à
natureza majoritária da democracia direta, por interpretarem que esta pode impedir a liberdade
individual e optam por uma forma não majoritária de democracia consensual, semelhante à
posição de Proudhon sobre a democracia direta.[183]

Sorteio
Sorteio é o processo de escolha de órgãos decisórios por meio de uma seleção aleatória. Esses
órgãos podem ser mais representativos das opiniões e interesses do povo em geral do que uma
legislatura eleita ou outro tomador de decisões. A técnica foi amplamente utilizada na
democracia ateniense e na Florença renascentista.[184]

Consociacional
A democracia consociacional, também chamada de consociativismo, é uma forma de
democracia baseada na fórmula de compartilhamento de poder entre elites que representam os
grupos sociais dentro da sociedade. Em 1969, Arendt Lijphart argumentou que isso estabilizaria
as democracias com facções.[185]

Consensual
A democracia de consenso[186] requer tomada de decisões consensuais e supermaioria para
obter um apoio maior do que a maioria. Em contraste, numa democracia majoritária as opiniões
minoritárias podem ser potencialmente ignoradas pelas maiorias vencedoras de votos.[187] As
constituições normalmente exigem consenso ou supermaiorias.[188]

Inclusiva
A democracia inclusiva é uma teoria política e um projeto político que visa a democracia direta
em todos os domínios da vida social: a democracia política sob a forma de assembleias
presenciais confederadas, a democracia económica numa economia sem Estado, sem dinheiro e
sem mercado, a democracia no domínio social, ou seja, a autogestão nos locais de trabalho e de

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ensino, e a democracia ecológica que visa reintegrar a sociedade e a natureza.[189][190]

Participativa
Um regime paritário ou regime participativo é uma forma teórica de democracia que é
governada por uma estrutura de conselhos. A filosofia norteadora é que as pessoas devem ter
poder de decisão proporcional ao quanto são afetadas pela decisão. Conselhos locais de 25 a 50
pessoas são completamente autônomos em questões que afetam apenas eles e esses conselhos
enviam delegados para conselhos de nível superior que são novamente autônomos em relação a
questões que afetam apenas a população afetada por aquele conselho. Um tribunal do conselho
de cidadãos escolhidos aleatoriamente serve como um controle sobre a tirania da maioria e
decide qual órgão pode votar em qual questão.[191][192]

Cosmopolita
A democracia cosmopolita, também conhecida como democracia global ou federalismo
mundial, é um sistema político no qual a democracia é implementada em escala global,
diretamente ou por meio de representantes. Uma justificativa importante para esse tipo de
sistema é que as decisões tomadas em democracias nacionais ou regionais geralmente afetam
pessoas de fora do eleitorado que, por definição, não podem votar. Em contrapartida, numa
democracia cosmopolita, as pessoas que são afectadas pelas decisões também têm algo a dizer
sobre elas.[193] A democracia cosmopolita foi promovida, entre outros, pelo físico Albert
Einstein,[194] pelo escritor Kurt Vonnegut, pelo colunista George Monbiot e pelos professores
David Held e Daniele Archibugi.

Criativa
A democracia criativa é defendida pelo filósofo americano John Dewey. A ideia principal é que a
democracia incentiva o desenvolvimento da capacidade individual e a interação entre a
sociedade. Dewey argumenta que a democracia é um modo de vida na sua obra "Democracia
Criativa: A Tarefa Diante de Nós" e uma experiência construída na fé na natureza humana, na fé
nos seres humanos e na fé em trabalhar com os outros. Democracia, na visão de Dewey, é um
ideal moral que exige esforço e trabalho reais das pessoas; não é um conceito institucional que
existe fora de nós. "A tarefa da democracia", conclui Dewey, "é sempre a criação de uma
experiência mais livre e humana, na qual todos compartilham e para a qual todos contribuem".
[195]

Guiada
A democracia guiada é uma forma de democracia que incorpora eleições populares regulares,
mas que muitas vezes "guia" cuidadosamente as escolhas oferecidas ao eleitorado de uma
maneira que pode reduzir a capacidade do eleitorado de realmente determinar o tipo de
governo exercido sobre ele. Essas democracias normalmente têm apenas uma autoridade
central que muitas vezes não está sujeita a revisão pública significativa por nenhuma outra
autoridade governamental. A democracia ao estilo russo tem sido frequentemente referida como
uma “democracia guiada”.[196] Os políticos russos referiram-se ao seu governo como tendo
apenas um centro de poder/autoridade, ao contrário da maioria das outras formas de
democracia que normalmente tentam incorporar duas ou mais fontes de autoridade
naturalmente concorrentes dentro do mesmo governo.[197]

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Democracia não governamental


Além da esfera pública, princípios democráticos semelhantes e mecanismos de votação e
representação têm sido usados para governar outros tipos de grupos. Muitas organizações não
governamentais decidem políticas e liderança por meio de votação. A maioria dos sindicatos e
cooperativas são governados por eleições democráticas. As corporações são, em última análise,
governadas por seus acionistas por meio da democracia dos acionistas. As corporações também
podem empregar sistemas como a democracia no local de trabalho para lidar com a governança
interna. Amitai Etzioni postulou um sistema que funde elementos da democracia com a lei
sharia, denominado democracia islâmica ou islamocracia.[198]

Justificação
Várias justificações para a democracia foram postuladas.[199]

Legitimidade
A teoria do contrato social argumenta que a legitimidade do governo é baseada no
consentimento dos governados, ou seja, uma eleição, e que as decisões políticas devem refletir a
vontade geral. Alguns defensores da teoria, como Jean-Jacques Rousseau, defendem uma
democracia direta com base nisso.[200]

Melhor tomada de decisão


O teorema do júri de Condorcet é uma prova lógica de que se cada tomador de decisão tem uma
probabilidade maior que o acaso de tomar a decisão certa, então ter o maior número de
tomadores de decisão, ou seja, uma democracia, resultará nas melhores decisões. Isso também
foi argumentado por teorias da sabedoria da multidão. A democracia tende a melhorar a
resolução de conflitos.[201]

Sucesso econômico
Na obra Por que as Nações Fracassam, os economistas Daron Acemoglu e James A. Robinson
argumentam que as democracias são mais bem-sucedidas economicamente porque os sistemas
políticos não democráticos tendem a limitar os mercados e favorecer os monopólios às custas da
destruição criativa necessária para o crescimento econômico sustentado. Um estudo de 2019
realizado pela Acemoglu e outros estimou que os países que migraram de regimes autoritários
para democráticos tiveram, em média, um PIB 20% maior após 25 anos do que se tivessem
permanecido autoritários. O estudo examinou 122 transições para a democracia e 71 transições
para o regime autoritário, ocorridas entre 1960 e 2010.[202] Acemoglu disse que isto se devia ao
fato de as democracias tenderem a investir mais nos cuidados de saúde e no capital humano e a
reduzir o tratamento especial dos aliados do regime.[203] Um estudo de 2023 analisou os efeitos
de longo prazo da democracia na prosperidade econômica usando novos dados sobre PIB per
capita e democracia para um conjunto de dados entre 1789 e 2019. Os resultados indicam que a
democracia aumenta substancialmente o desenvolvimento econômico.[204]

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Promoção da democracia
A promoção da democracia pode aumentar a qualidade das democracias já existentes, reduzir a
apatia política e a chance de retrocesso democrático. As medidas de promoção da democracia
incluem aplicações de aconselhamento eleitoral,[205] democracia participativa,[206] aumento do
sufrágio juvenil, aumento da educação cívica,[207] redução das barreiras à entrada de novos
partidos políticos,[208] aumento da proporcionalidade[209] e redução do presidencialismo.[210]

Transições democráticas
Uma transição democrática descreve uma fase no
sistema político de um país, muitas vezes criada como
resultado de uma mudança incompleta de um regime
autoritário para um democrático (ou vice-versa).[211]
[212]

Democratização
Vários filósofos e pesquisadores descreveram fatores Desde c. 2010, o número de países
históricos e sociais vistos como suporte à evolução da autocratizados (azul) é maior do que o
democracia. Outros mencionam a influência do número de países democratizados
desenvolvimento econômico.[213] Numa teoria (amarelo).
relacionada, Ronald Inglehart sugere que a melhoria
dos padrões de vida nos países desenvolvidos modernos
pode convencer as pessoas de que podem tomar a sua
sobrevivência básica como garantida, levando a uma
maior ênfase nos valores de autoexpressão, o que está
intimamente relacionado com a democracia.[214]

Douglas M. Gibler e Andrew Owsiak argumentaram em


seu estudo sobre a importância da paz e de fronteiras
estáveis para o desenvolvimento da democracia. Muitas
vezes se assumiu que a democracia causa a paz, mas Sessão final de trabalho da Assembleia
este estudo mostra que, historicamente, a paz quase Constituinte, em 22 de setembro de
sempre antecedeu o estabelecimento da democracia. 1988, após o encerramento da votação,
[215] com aprovação do texto final da nova
Constituição do Brasil.
Carroll Quigley conclui que as características das armas
são o principal preditor da democracia:[216] A
democracia tende a emergir apenas quando as melhores armas disponíveis são fáceis de obter e
usar pelos indivíduos.[217] Na década de 1800, as armas de fogo eram as melhores armas
pessoais disponíveis e, nos Estados Unidos da América (já nominalmente democráticos), quase
todo mundo tinha condições de comprar uma arma e aprender a usá-la com bastante facilidade.
Os governos não podiam fazer melhor: chegou a era dos exércitos em massa de soldados
cidadãos com armas.[217] Da mesma forma, a Grécia de Péricles foi uma época de soldados
cidadãos e de democracia.[218]

Outras teorias enfatizaram a relevância da educação e do capital humano — e dentro deles da

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capacidade cognitiva para aumentar a tolerância, a racionalidade, a cultura política e a


participação. Distinguem-se dois efeitos da educação e da capacidade cognitiva.[219][220]

Tem sido difícil encontrar evidências consistentes com as teorias convencionais sobre o porquê
de a democracia surgir e se sustentar. As análises estatísticas desafiaram a teoria da
modernização ao demonstrar que não há provas fiáveis para a afirmação de que a democracia
tem mais probabilidades de emergir quando os países se tornam mais ricos, mais educados ou
menos desiguais.[221] Na verdade, as provas empíricas mostram que o crescimento econômico e
a educação podem não conduzir a um aumento da procura de democratização, como sugere a
teoria da modernização: historicamente, a maioria dos países atingiu níveis elevados de acesso
ao ensino primário muito antes da transição para a democracia.[222] Em vez de agir como um
catalisador para a democratização, em algumas situações a oferta educacional pode ser utilizada
por regimes não democráticos para doutrinar os seus súbditos e reforçar o seu poder.[222]

A suposta ligação entre educação e crescimento econômico é questionada quando se analisam


evidências empíricas. Em diferentes países, a correlação entre o nível de escolaridade e as notas
nos testes de matemática é muito fraca (0,07). Existe uma relação igualmente fraca entre as
despesas por aluno e a competência em matemática (0.26). Além disso, as evidências históricas
sugerem que o capital humano médio (medido através das taxas de alfabetização) das massas
não explica o início da industrialização em França entre 1750 e 1850, apesar dos argumentos em
contrário.[223]

Alguns estudiosos procuraram os determinantes “profundos” das instituições políticas


contemporâneas, sejam elas geográficas ou demográficas.[224][225] Um exemplo disso é o
ambiente da doença. Lugares com diferentes taxas de mortalidade tinham diferentes populações
e níveis de produtividade ao redor do mundo. Por exemplo, na África, a mosca tsé-tsé — que
afeta humanos e gado — reduziu a capacidade dos africanos de arar a terra. Isso tornou a África
menos povoada. Como consequência, o poder político estava menos concentrado.[226] Isto
também afetou as instituições coloniais que os países europeus estabeleceram na África.[227]

Um exemplo de determinantes geográficos para a democracia é ter acesso a áreas costeiras e


rios. Esta dotação natural tem uma relação positiva com o desenvolvimento econômico graças
aos benefícios do comércio, que trouxe desenvolvimento econômico, o que, por sua vez, ampliou
o poder. Os governantes que queriam aumentar as receitas tinham que proteger os direitos de
propriedade para criar incentivos para que as pessoas investissem. À medida que mais pessoas
tinham mais poder, mais concessões tinham que ser feitas pelo governante e em muitos lugares
esse processo levou à democracia. Esses determinantes definiram a estrutura da sociedade
movimentando o equilíbrio do poder político.[228]

Autocratização
O retrocesso democrático pode acabar com a democracia de forma gradual, como por meio da
ênfase na segurança nacional e no descrédito a eleições livres e justas, a liberdade de expressão,
a independência do judiciário e o Estado de direito. Um exemplo famoso é a Lei Habilitante de
1933, que pôs fim legalmente à democracia na Alemanha de Weimar e marcou a transição para
a Alemanha Nazista.[229] Alguns governos democráticos passaram por colapsos repentinos e
mudanças de regime para uma forma de governo não democrática. Golpes militares ou rebeliões
nacionais são os meios mais comuns pelos quais governos democráticos foram derrubados.[230]
(Veja Lista de golpes e tentativas de golpe por país e Lista de guerras civis.) Exemplos incluem a

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Guerra Civil Espanhola, o Golpe de 18 de Brumário que


pôs fim à Primeira República Francesa e o golpe de
estado de 28 de maio de 1926 que pôs fim à Primeira
República Portuguesa. Alguns golpes militares são
apoiados por governos estrangeiros, como o golpe de
guatemalteco de 1954 e o golpe iraniano de 1953. Outros
tipos de fim repentino da democracia incluem:

Invasão, por exemplo, a ocupação alemã da A Rússia sob Vladimir Putin se


Tchecoslováquia e a queda do Vietnã do Sul. transformou em um Estado autoritário
Autogolpe, no qual o líder do governo toma todo o
poder extralegalmente ou estende ilegalmente o
mandato. Isso pode ser feito através de:
Suspensão da constituição por decreto, como no golpe de estado peruano de 1992
Um "autogolpe eleitoral" que usa fraude eleitoral para obter a reeleição de um partido
político ou autoridade eleito anteriormente de forma justa. Por exemplo, nas eleições
presidenciais ucranianas de 1999, nas eleições legislativas russas de 2003 e nas
eleições presidenciais russas de 2004.[230]
Golpe real, no qual um monarca normalmente não envolvido no governo toma todo o poder.
Por exemplo, a Ditadura de 6 de Janeiro, iniciada em 1929, quando o Rei Alexandre I da
Iugoslávia dissolveu o parlamento e começou a governar por decreto.[231]
Steven Levitsky diz: “Não cabe aos eleitores defender uma democracia. Isso é pedir muito,
muito demais dos eleitores, que votem com base em algum conjunto de princípios ou
procedimentos abstratos. Com exceção de um punhado de casos, os eleitores nunca, jamais —
em nenhuma sociedade, em nenhuma cultura — priorizam a democracia sobre todo o resto. Os
eleitores individuais se preocupam com coisas muito mais mundanas, como é seu direito. Cabe
às elites e instituições proteger a democracia — não aos eleitores.”[232]

Críticas
A crítica tem sido uma parte fundamental da
democracia, das suas funções e do seu desenvolvimento
ao longo da história. Alguns críticos apelam ao regime
constitucional para que seja fiel aos seus próprios
princípios mais elevados; outros rejeitam os valores
promovidos pela democracia constitucional.[233]

Platão opôs-se à democracia, defendendo um “governo


dos mais qualificados”. James Madison estudou
Protestos em frente Palácio de São
extensivamente as tentativas históricas e os argumentos Bento, a sede do Parlamento de
sobre a democracia na sua preparação para a Convenção Portugal, em Lisboa.
de Filadélfia e Winston Churchill observou que:

Diversas formas de governo foram testadas e muitas outras serão ainda neste
mundo de pecado e aflição. Ninguém pretende que a democracia seja perfeita e
onisciente. É verdade que têm sido dito que a democracia é a pior forma de
governo, exceto por todas as outras formas que já foram tentadas na história.
— Winston Churchill[234]

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Críticas à democracia têm frequentemente tentado realçar suas inconsistências, paradoxos e


limites, contrastando-a com outras formas de governo, como a epistocracia. Elas cracterizam a
maioria das democracias modernas como poliarquias[235] ou aristocracias democráticas[236] e
identificam momentos de fascismo em países democráticos, além de designarem as sociedades
produzidas pelas democracias modernas como "neo-feudais".[237]

Importância da mídia de massa


A teoria da democracia baseia-se na suposição implícita de que os eleitores estão bem
informados sobre questões sociais, políticas e candidatos para que possam tomar uma decisão
verdadeiramente informada. Desde o final do século XX, tem havido uma preocupação
crescente de que os eleitores possam estar mal informados devido ao fato de os meios de
comunicação social se concentrarem mais no entretenimento e na fofoca e menos na
investigação jornalística séria sobre questões políticas.[238][239] Os professores de comunicação
social Michael Gurevitch e Jay Blumler propuseram uma série de funções que se espera que os
meios de comunicação social cumpram numa democracia:[240]

Vigilância do ambiente sociopolítico


Definição de agenda significativa
Plataformas para uma advocacia inteligível e esclarecedora
Diálogo entre uma gama diversificada de pontos de vista
Mecanismos para responsabilizar os funcionários pela forma como exerceram o poder
Incentivos para que os cidadãos aprendam, escolham e se envolvam
Uma resistência baseada em princípios aos esforços de forças externas à mídia para
subverter sua independência, integridade e capacidade de servir ao público
Um senso de respeito pelo membro da audiência, como potencialmente interessado e
capaz de dar sentido ao seu ambiente político
Esta proposta inspirou muitas discussões sobre se os meios de comunicação social estão
realmente a cumprir os requisitos que uma democracia funcional exige.[241] Os meios de
comunicação social comerciais não são geralmente responsáveis perante ninguém, excepto
perante os seus proprietários, e não têm qualquer obrigação de desempenhar uma função
democrática.[241][242] Eles são controlados principalmente pelas forças econômicas do mercado.
A competição econômica feroz pode forçar os meios de comunicação social a desviarem-se de
quaisquer ideais democráticos e a concentrarem-se inteiramente em como sobreviver à
competição.[243][244]

A tabloidização e a popularização da mídia jornalística são vistas em um foco crescente em


exemplos humanos em vez de estatísticas e princípios. Há mais foco em políticos como
personalidades e menos foco em questões políticas na mídia popular. As campanhas eleitorais
são abordadas mais como corridas de cavalos e menos como debates sobre ideologias e questões
reais. O foco dominante da mídia em manipulação, conflito e estratégias competitivas fez com
que os eleitores percebessem os políticos como egoístas em vez de idealistas. Isto fomenta a
desconfiança e uma atitude cínica em relação à política, menos envolvimento cívico e menos
interesse em votar.[245][246][247] A capacidade de encontrar soluções políticas eficazes para os
problemas sociais é dificultada quando os problemas tendem a ser atribuídos a indivíduos em
vez de causas estruturais.[246] Esta ênfase centrada na pessoa pode ter consequências de longo

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alcance, não só para os problemas internos, mas também para a política externa, quando os
conflitos internacionais são atribuídos a chefes de Estado estrangeiros em vez de estruturas
políticas e económicas.[248][249] O forte enfoque dos meios de comunicação no medo e no
terrorismo permitiu que a lógica militar penetrasse nas instituições públicas, levando ao
aumento da vigilância e à erosão dos direitos civis.[250]

A capacidade de resposta [251] e a responsabilização do sistema democrático ficam


comprometidas quando a falta de acesso a informação substancial, diversa e não distorcida
prejudica a capacidade dos cidadãos de avaliar o processo político.[242][247] O ritmo acelerado e
a banalização da mídia competitiva estão tornando o debate político mais raso. Uma
investigação completa e equilibrada de questões políticas complexas não se encaixa neste
formato. A comunicação política é caracterizada por horizontes de tempo curtos, slogans curtos,
explicações simples e soluções simples. Isto é mais propício ao populismo político do que à
deliberação séria.[242][250]

Os meios de comunicação de massa comerciais geralmente são diferenciados ao longo do


espectro político para que as pessoas possam ouvir principalmente opiniões com as quais já
concordam. Demasiada controvérsia e opiniões diversas nem sempre são rentáveis para os
meios de comunicação social comerciais [252] A polarização política está surgindo quando
pessoas diferentes leem notícias diferentes e assistem a canais de TV diferentes, sendo que foi
agravada pelo surgimento das redes sociais que permitem às pessoas comunicar principalmente
com grupos de pessoas com ideias semelhantes.[253] A polarização política extrema pode minar
a confiança nas instituições democráticas, levando à erosão dos direitos civis e da liberdade de
expressão e, em alguns casos, até mesmo ao regresso à autocracia.[254]

Muitos estudiosos da comunicação social têm discutido os meios públicos de comunicação


social como uma forma de melhorar o processo democrático, fornecendo o tipo de conteúdos
políticos que um mercado livre não fornece.[255][256] O Banco Mundial recomendou a
radiodifusão pública para fortalecer a democracia nos países em desenvolvimento. Estes
serviços de radiodifusão devem ser responsáveis perante um organismo regulador
independente, adequadamente protegido contra interferências de interesses políticos e
económicos.[257] Os meios de comunicação de serviço público têm a obrigação de fornecer
informações confiáveis aos eleitores. Muitos países têm estações de rádio e televisão financiadas
publicamente com obrigações de serviço público, especialmente na Europa e no Japão,[258]
enquanto esses meios de comunicação são fracos ou inexistentes em outros países, incluindo os
Estados Unidos.[259] Vários estudos mostraram que quanto maior o domínio da mídia
comercial sobre a mídia de serviço público, menor a quantidade de informações relevantes para
políticas na mídia e maior o foco fofocas, personalidades e pecadilhos de políticos. As emissoras
de serviço público são caracterizadas por informações mais relevantes para políticas e mais
respeito pelas normas jornalísticas e imparcialidade do que a mídia comercial. No entanto, a
tendência de desregulamentação colocou o modelo de serviço público sob pressão crescente
devido à concorrência com os meios de comunicação comerciais.[258][260][261]

O surgimento da internet e das mídias sociais alterou profundamente as condições de


comunicação política. As mídias sociais deram aos cidadãos comuns acesso fácil para expressar
suas opiniões e compartilhar informações, ignorando os filtros da grande mídia. Isto é
frequentemente visto como uma vantagem para a democracia.[262] As novas possibilidades de
comunicação mudaram fundamentalmente a maneira como os movimentos sociais e os
movimentos de protesto operam e se organizam. A Internet e as redes sociais forneceram novas

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ferramentas poderosas aos movimentos democráticos nos países em desenvolvimento e nas


democracias emergentes, permitindo-lhes contornar a censura, expressar as suas opiniões e
organizar protestos.[263][264]

Um problema sério com as mídias sociais é que elas não têm filtros de verdade. Os meios de
comunicação social estabelecidos têm de proteger a sua reputação de serem dignos de
confiança, enquanto os cidadãos comuns podem publicar informações pouco fiáveis.[263] Na
verdade, estudos mostram que histórias falsas estão se tornando mais virais do que histórias
verdadeiras.[265][266] A proliferação de notícias falsas e teorias da conspiração pode minar a
confiança do público no sistema político e nos funcionários públicos.[266][254]

Fontes de informação confiáveis são essenciais para o processo democrático. Os governos


menos democráticos dependem fortemente da censura, da propaganda e da desinformação para
se manterem no poder, enquanto as fontes independentes de informação conseguem minar a
sua legitimidade.[267]

Ver também
Direito eleitoral
Debate Foucault-Habermas
República
Democracia liberal
Votação
Democracia virtual
Anarquia
Democracia energética
Aristocracia
Democracia industrial
República Romana
Colapso democrático
Social democracia
Sistema de votação
Tirania da maioria
Cidadania
Teoria da ferradura
Meritocracia

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