Plano Geral de Contabilidade Angolano (Explicado)
1. Introdução
O Plano Geral de Contabilidade (PGC) de Angola é um sistema que define as regras e a estrutura para a
contabilidade das empresas no país. Aprovado pelo Decreto 82/01 de 16 de Novembro, o PGC visa
harmonizar as práticas contábeis com padrões internacionais, garantir a transparência e facilitar a
fiscalização.
2. Estrutura do PGC Angolano
O PGC está organizado em 9 classes de contas:
1. Classe 1: Meios Fixos
Ativos permanentes como terrenos, edifícios e máquinas.
2. Classe 2: Ativos e Passivos Fixos
Inclui investimentos financeiros e dívidas a médio/longo prazo.
3. Classe 3: Existências
Matérias-primas, mercadorias e produtos acabados.
4. Classe 4: Terceiros
Contas a receber e a pagar (clientes, fornecedores, Estado, pessoal).
5. Classe 5: Tesouraria
Dinheiro em caixa e depósitos bancários.
6. Classe 6: Custos e Perdas
Todas as despesas e perdas (compras, salários, serviços).
7. Classe 7: Produtos e Ganhos
Receitas e outros ganhos (vendas, serviços, rendimentos).
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Plano Geral de Contabilidade Angolano (Explicado)
8. Classe 8: Resultados Transitórios
Ajustes e regularizações de exercícios.
9. Classe 9: Contas de Ordem
Informações extra-contabilísticas (garantias, compromissos).
3. Princípios Contábeis
Princípios do PGC Angolano:
- Continuidade: As contas assumem que a empresa continuará em operação.
- Consistência: Métodos aplicados uniformemente.
- Prudência: Receitas só quando certas; perdas quando prováveis.
- Competência: Reconhecimento dos efeitos quando ocorrem, não quando pagos.
4. Demonstrações Obrigatórias
As principais demonstrações exigidas pelo PGC são:
- Balanço Patrimonial
- Demonstração de Resultados
- Demonstração de Fluxos de Caixa
- Anexos e Notas Explicativas
5. Ligação com Normas Internacionais
O PGC de Angola aproxima-se das Normas Internacionais (IAS/IFRS), especialmente para grandes
empresas, mas mantém características próprias adaptadas à realidade angolana.
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