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Tema 2 - Auditorial Governamental

O documento aborda os fundamentos da auditoria no setor público, destacando a importância da auditoria governamental na verificação da legalidade e eficácia da gestão pública. Discute a evolução histórica da auditoria, a teoria de agência, e as diferenças entre auditoria pública e privada, além de apresentar os objetivos e normas que regem a prática de auditoria no setor público. O texto também menciona a necessidade de adaptação dos auditores às novas demandas e desafios do ambiente corporativo atual.

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Tema 2 - Auditorial Governamental

O documento aborda os fundamentos da auditoria no setor público, destacando a importância da auditoria governamental na verificação da legalidade e eficácia da gestão pública. Discute a evolução histórica da auditoria, a teoria de agência, e as diferenças entre auditoria pública e privada, além de apresentar os objetivos e normas que regem a prática de auditoria no setor público. O texto também menciona a necessidade de adaptação dos auditores às novas demandas e desafios do ambiente corporativo atual.

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Auditoria Governamental

TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público,

2. Auditoria e teoria de agência;

3. Paradigma da auditoria actual;

4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado;

6. Auditoria governamental versus auditoria privada, e

7. Auditoria Fiscalizadora de conduta, auditoria de impactos da gestão e auditoria qualitativa operacional.


TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

A auditoria é constituída por procedimentos e técnicas, a fim de verificar e analisar a eficiência e eficácia dos actos e factos
administrativos em organizações públicas e privadas e outros modelos de organizações.

No sector público requer uma prática singular, a linguagem, os demonstrativos, relatórios, análise, são aplicados de forma
diferenciada.

A origem da auditoria tem sido muito discutida pelos especialistas, não havendo consenso sobre a questão. Veja a seguir
alguns dos marcos geralmente citados.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

➢ Inglaterra, fiscalização das receitas públicas e do tesouro

➢ Os primeiros órgãos de controlo governamental surgiram na França e Inglaterra em 1318.

➢ Imperadores romanos nomeavam altos funcionários que eram incumbidos de supervisionar todas as operações financeiras
dos administradores provinciais - Talvez daí tenha surgido a palavra auditoria, que tem origem no latim, audire, e significa
ouvir

➢ Na França, os barões realizavam a leitura pública das contas de seus domínios, na presença de funcionários designados
pela Coroa.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

Documentos atestam, ainda, que o termo auditor originou-se no final do século XIII, na Inglaterra, sob o poder do rei que
mencionava o termo auditor sempre que se referia ao exame das contas, alegando que se essas não estivessem correctas, iria
punir os responsáveis.

Muito embora a origem da auditoria seja imprecisa, o impulso mais significativo para o seu desenvolvimento pode ser
atribuído à Inglaterra, dada a potência económica desse país desde a época das colonizações, e que se tornaria, séculos depois,
o berço do capitalismo com a Revolução Industrial.

No Séc. XVI e VI a.C.: na Índia, o Código de Manu faz referências à ordem administrativa, principalmente às finanças
públicas, nas quais se vislumbra nitidamente a presença de funções de auditoria pública
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

No início do século passado, o crescimento da economia dos Estados Unidos, onde hoje a profissão é mais desenvolvida,
determinou a evolução da actividade de auditoria, como consequência do crescimento das empresas, do aumento de sua
complexidade e do envolvimento do interesse da economia popular nos grandes empreendimentos.

Todos os países do mundo o desenvolvimento da profissão do contabilística público foi uma consequência do
desenvolvimento económico, do crescimento e aumento da complexidade das organizações.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

Conceito de Auditoria Governamental

A auditoria governamental é um processo, em que é comparada a situação encontrada de um determinado objecto com um
critério (lei, norma, jurisprudência, boa prática), para que possam ser reportadas as diferenças, com o objetivo de regularizá-
las.

Auditoria governamental consiste em comprovar a legalidade, a legitimidade e avaliar os resultados obtidos ou previstos
pelos gestores, que, de forma temporária, comandam actividades da administração pública estatal.

Hanson em 1993, professor da Universidade de Havard, definiu a auditoria como o exame de todas os registos contabilísticos,
a fim de comprovar sua exatidão, assim como a veracidade dos estados ou situações que os ditos registos produzem.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

Conceito de Auditoria Governamental

O setor público está mais voltado para os resultados porque uma vez que houve aplicação de recursos para determinado fim, é
necessária uma avaliação para verificar se o objectivo foi realmente alcançado com eficiência e eficácia, por esse motivo no
sector público os resultados são realmente importantes.

Observe que a finalidade básica da auditoria governamental é de comprovar a legalidade e a legitimidade; e avaliar os
resultados obtidos ou previstos pelos gestores, que, de forma temporária, comandam actividades da administração pública
estatal.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

Objectivo da Auditoria Governamental

O objectivo da auditoria no setor público consistem em:

➢ Comprovar a legalidade e legitimidade e avaliar os resultados, quanto à eficiência e eficácia da gestão orçamentária,
financeira e patrimonial nas unidades da administração directa e entidades supervisionadas da administração pública;

➢ Observar o cumprimento dos princípios fundamentais de planeamento, coordenação, descentralização, delegação de


competência e controlo, pelos órgãos e entidades;

➢ Examinar a observância da legislação específica e normas relacionadas;

➢ Avaliar o desempenho administrativo e operacional das unidades da administração directa e entidades supervisionadas;
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

1. Fundamentos de auditoria no sector público

Objectivo da Auditoria Governamental

➢ Verificar o controlo e a utilização dos bens e valores sob uso e guarda dos administradores ou gestores

➢ Examinar e avaliar as transferências e a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros das unidades da administração
directa e entidades supervisionadas, e

➢ Verificar e avaliar os sistemas de informações e a utilização dos recursos informáticos das unidades da administração
directa e entidades supervisionadas.

Esse objectivo deve estar presente em cada trabalho de auditoria, seja ela financeira, operacional ou de conformidade, com
vistas a assegurar a boa e regular gestão dos recursos públicos em benefício da sociedade.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

2. Auditoria e teoria de agência

análise do processo histórico, da origem e do motivo pelo qual a auditoria se tornou uma importante e necessária actividade
ao proprietário que delega um patrimônio à gestão de um terceiro, permite-nos obter uma melhor compreensão sobre o
conceito e o papel da auditoria a partir da teoria da agência.

Segundo essa teoria, os conflitos de agência aparecem quando o bem-estar de uma parte – o proprietário – denominada
principal, depende das decisões tomadas por outra, responsável pela gestão do patrimônio do principal, denominada agente.

Embora o agente deva tomar decisões em benefício do principal, muitas vezes ocorrem situações em que os interesses dos
dois são conflituantes, dando margem a um comportamento oportunista por parte do agente.

É nesse contexto que se encontra a origem conceitual da auditoria e também da moderna governança, como um
mecanismo de monitoramento para redução dos conflitos de agência.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

2. Auditoria e teoria de agência

o conflito de agência existe desde que as empresas passaram a ser administradas por agentes distintos dos proprietários, há
cerca de 100 anos. Por essa época, começou a ser delineado o conflito de agência, em que o agente recebe uma delegação de
recursos e tem, por dever dessa delegação, que gerenciar estes recursos mediante estratégias e acções para atingir objectivos,
tudo isto mediante uma obrigação constante de prestação de contas.

É com base na teoria da agência que o escritório do Auditor-Geral do Canadá (OAG) definiu a auditoria no modo lato sensu
como: a acção independente de um terceiro sobre uma relação de prestação de contas, com o objectivo de expressar uma
opinião ou emitir comentários e sugestões sobre como essa relação está sendo obedecida.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

2. Auditoria e teoria de agência

Por ser um instrumento essencial para o monitoramento das acções do agente pelo principal, a auditoria terá que pautar sua
actuação calcando-se em princípios éticos rigorosos, mantendo sua independência e avaliando os factos com objectividade de
modo a conduzir a julgamentos imparciais e precisos.

Pois, não apenas o principal, mas o público em geral e as entidades auditadas, esperam que a conduta e o enfoque da auditoria
sejam irretocáveis, não suscitem suspeitas e sejam dignos de respeito e confiança.
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3. Paradigma da auditoria actual

Antes de chegar ao estágio actual, a prática de auditoria focou-se em duas abordagens que, mesmo não tendo deixado de
existir, não são mais a sua abordagem principal, nomeadamente:

No primeiro estágio, a preocupação centrava-se na conferência de informações prestadas e na confirmação da existência dos
bens e valores demonstrados.

No segundo, o foco passou a ser a identificação de irregularidades e fraudes.


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3. Paradigma da auditoria actual

Os marcos evolutivo da Auditoria são:

Os Modelos do COSO I e II (1992 e 2004), em reação às ocorrências de fraudes em relatórios financeiros/contabilístico;

A Lei Sarbanes-Oxley (SOX) (2002), promulgada nos Estados Unidos, em contexto de diversos escândalos corporativos, com
o intuito de restabelecer a confiança da sociedade nas empresas de capital aberto.

A mudança do conceito de auditoria interna pelo Instituto dos Auditores Internos (IIA, 2004): “uma actividade independente e
e objectiva que presta serviços de avaliação e de consultoria e tem como objectivo adicionar valor e melhorar as operações de
uma organização.

A reformulação das práticas contabilísticas internacionais (IASB).

A revisão das normas de auditoria (IFAC) - as recomendações para adopção de padrões e estruturas de controlo interno
suportados na gestão de riscos e em modelos de governança corporativa.
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3. Paradigma da auditoria actual

Enquanto o auditor tradicional tem uma missão clara, sem uma grande necessidade de visão estratégica e criatividade; onde
inspeciona e revê actuações e decisões passadas.

O auditor do presente deve alinhar suas atividades às expectativas de seus clientes e ao planeamento estratégico da
organização; onde deve conhecer os objetivos da organização, o seu negócio, os processos implementados, bem como os
riscos a que eles estão sujeitos; deve também ter compromisso com o futuro da organização e aplicar seus conhecimentos de
gestão de risco e de controlo interno em qualquer área que possa impactar significativamente no sucesso da organização.

Segundo Glenn Sumners “Os auditores terão que ser melhores homens de negócio; inclusive, terão que ser, primeiro, bons
homens de negócio e, em segundo lugar, bons auditores”.
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3. Paradigma da auditoria actual

os acontecimentos no mundo corporativo, no início do século XXI, provocaram um salto evolutivo na actividade de auditoria,
e nas práticas contabilísticas, movimento não totalmente consolidado, mas em fase de desenvolvimento ao redor do mundo,
hoje a auditoria deve focar-se em:
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

3. Paradigma da auditoria actual

Essa mudança de paradigma da auditoria deve ser acompanhada da mudança de perfil do auditor, exigindo que os auditores
internos governamentais adquiram novas habilidades, tais como governança:

➢ Gestão de riscos,

➢ integridade e adoptem novas estratégias, deixando o enfoque de apenas inspecionar e rever actuações e decisões históricas
para serem profissionais qualificados,

➢ Conhecedores do negócio da organização, focados no alcance de seus objetcivos.


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4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado

As normas gerais de auditoria, ou normas de auditoria geralmente aceitas, têm a função de estabelecer os princípios e regras
fundamentais para que o auditor e a organização de auditoria possam desempenhar a sua missão com ética e competência.
Dentre os elementos que integram esse grupo de normas, destacam-se:
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado


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4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado


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4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado


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4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado

O interesse público

O interesse público é definido como o bem-estar coletivo da comunidade de pessoas e entidades às quais os auditores
servem. Os auditores devem se conduzir pelo princípio de servir o interesse público e honrar a confiança pública

Integridade.

A confiança pública no governo é mantida e reforçada quando auditores desempenham suas responsabilidades
profissionais com integridade, o que inclui a condução do trabalho com uma atitude objectiva, baseada em factos, não
partidária, e não ideológica em relação às entidades auditadas e aos usuários de seus relatórios.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado

Objectividade

A credibilidade da auditoria no setor público baseia-se na objectividade dos auditores no cumprimento de suas
responsabilidades profissionais. Objectividade inclui ser independente de facto e na aparência, manter uma atitude de
imparcialidade, ter honestidade intelectual e estar livre de conflitos de interesse.

Uso adequado de informações do governo, de recursos e da posição de auditor

Informações do Governo, recursos públicos ou a posição de auditor devem ser utilizados para fins oficiais e não
inadequadamente para ganho pessoal do auditor ou de uma forma contrária à lei ou que prejudique os legítimos
interesses da entidade auditada ou da organização de auditoria.

Este conceito inclui o tratamento adequado de informações classificadas como sensíveis ou de recursos públicos.
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4. Normas de auditoria do sector público versus sector privado

Comportamento profissional

Elevadas expectativas em relação à profissão de auditoria incluem o cumprimento de leis e regulamentos e a prevenção
de qualquer conduta que possa trazer descrédito ao trabalho dos auditores, incluindo acções que possam levar a terceiros,
com conhecimento relevante de informações, a concluir que o trabalho dos auditores foi profissionalmente deficiente.

O comportamento profissional exige um esforço honesto dos auditores no exercício das suas funções e serviços
profissionais, em conformidade com as normas técnicas e profissionais.
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6. Auditoria governamental versus auditoria privada

Classificação da auditoria Segundo os princípios fundamentais de Auditoria do Sector Público são:

Auditoria financeira – foca em determinar se a informação financeira de uma entidade é apresentada em conformidade com a
estrutura de relatório financeiro e o marco regulatório aplicável.

Isso é alcançado obtendo-se evidencia de auditoria suficiente e apropriada para permitir o auditor expressar uma opinião
quanto a prestarem as informações financeiras livres de distorções relevantes devido a fraude ou erro.

Auditoria operacional – foca em determinar se intervenções, programas e instituições estão operando em conformidade com
os princípios de economicidade, eficiência e efetividade, bem como se há́ espaço para aperfeiçoamento.
TEMA II: AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICO

6. Auditoria governamental versus auditoria privada

Classificação da auditoria Segundo os princípios fundamentais de Auditoria do Sector Público são:

Auditoria de conformidade - foca em determinar se um particular objecto está em conformidade com normas identificadas
como critérios.

A auditoria de conformidade é realizada para avaliar se actividades, transacções financeiras e informações cumprem, em
todos os aspectos relevantes, as normas que regem a entidade auditada
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6. Auditoria governamental versus auditoria privada

Classificação da auditoria Segundo os princípios fundamentais de Auditoria do Sector Público são:

A auditoria de gestão pública classifica-se nas duas vertentes contidas na expressão que traduz a missão dos órgãos de
controlo interno e externo: “zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos”.

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