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Revisão de Literatura

O documento analisa as principais diferenças entre as espécies de café Coffea arabica e Coffea canephora, abordando aspectos como morfologia, cultivo, qualidade da bebida e impacto econômico. A cafeicultura é crucial para a economia global, especialmente no Brasil, que é o maior produtor de café. A compreensão dessas diferenças é essencial para otimizar a produção e atender à crescente demanda por cafés especiais.

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O documento analisa as principais diferenças entre as espécies de café Coffea arabica e Coffea canephora, abordando aspectos como morfologia, cultivo, qualidade da bebida e impacto econômico. A cafeicultura é crucial para a economia global, especialmente no Brasil, que é o maior produtor de café. A compreensão dessas diferenças é essencial para otimizar a produção e atender à crescente demanda por cafés especiais.

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1.

INTRODUÇÃO
1.1 Contextualização

A cafeicultura é uma das atividades agrícolas mais importantes do mundo, representando


uma fonte essencial de renda para milhões de produtores e uma das commodities mais
comercializadas globalmente. O Brasil, sendo o maior produtor e exportador de café, se
destaca pela sua produção diversificada, composta majoritariamente pelas espécies Coffea
arabica e Coffea canephora , esta última popularmente conhecida como robusta ou
conilon . Essas duas espécies possuem características próprias em relação à fisiologia,
cultivo, resistência a doenças, composição química e qualidade sensorial da bebida,
aspectos que influenciam diretamente no mercado e na cadeia produtiva do café
(INTERNATIONAL COFFEE ORGANIZATION, 2023).

1.2 Problema de Pesquisa

Dado o impacto econômico e agronômico das duas principais espécies de café cultivadas,
torna-se relevante entender quais são as principais diferenças entre Coffea arabica e
Coffea canephora em termos de morfologia, cultivo, qualidade da bebida e mercado .
Essa análise comparativa é essencial para produtores, pesquisadores e a indústria cafeeira,
pois possibilita a escolha da espécie mais adequada para diferentes regiões e mercados
(SOUZA et al., 2020) .

1.3 Objetivos da Revisão

Este estudo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica comparativa entre
Coffea arabica e Coffea canephora, abordando:

● Origem e classificação botânica das espécies.

● Características morfológicas e fisiológicas que se diferenciam das plantas.

● Aspectos agronômicos , incluindo critérios e sistemas de cultivo.

● Resistência a práticas e doenças , fator crucial para a escolha da espécie em


determinadas.

● Composição química e qualidade sensorial da bebida , fundamentais para o


mercado de cafés especiais.

● Impacto econômico e comercial , comparando a participação das duas espécies


no mercado global.

● Aplicações industriais e novas tendências para o setor cafeeiro.

1.4 Justificativa

O conhecimento aprofundado das diferenças entre as duas espécies permite um melhor


aproveitamento de cada uma delas, seja no campo da produção agrícola , seja na
qualificação do produto final para o mercado consumidor . Além disso, com o
crescimento da demanda por cafés especiais, compreender os atributos sensoriais e
químicos de cada espécie torna-se um diferencial competitivo para produtores e empresas
do setor (VIEIRA et al., 2024) .

2. ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO
BOTÂNICA
2.1 Origem Histórica do Café
A história do café remonta a séculos atrás, com os primeiros registros de seu consumo
originário da Etiópia, onde tribos locais utilizavam os frutos do Coffea arabica para obter
energia (DAVIS et al., 2011). Segundo relatos históricos, a disseminação do café para a
Península Arábica foi crucial para sua popularização, especialmente com o surgimento das
primeiras cafeterias no Iêmen e no Oriente Médio, durante os séculos XV e XVI (MARTINS,
2008) .

A Figura 1 ilustra a dispersão inicial do cultivo do café pelo mundo.

Figura 1 – Expansão histórica do cultivo do café


(Imagem ilustrativa do mapa da dispersão do café, a ser incluída posteriormente)

A partir do século XVII, o café chegou à Europa e rapidamente se tornou uma bebida
popular, expandindo-se para as colônias europeias na América do Sul, Ásia e África. No
Brasil, a sua introdução ocorreu em 1727, tornando-se um dos principais produtos agrícolas
do país ao longo do século XIX (CARVALHO, 1993).

2.2 Classificação Botânica do Gênero Coffea


O gênero Coffea pertence à família Rubiaceae , subfamília Ixoroideae , tribo Coffeeae , e
abrange cerca de 130 espécies conhecidas (DAVIS et al., 2011). No entanto, apenas duas
propriedades comerciais globais:

● Coffea arabica L.

● Coffea canephora Pierre ex Froehner ( robusta/conilon )

A Tabela 1 apresenta a classificação taxonômica das principais espécies de café.

Tabela 1 – Classificação taxonômica de Coffea arabica e Coffea


canephora
Reino Plantae

Divisão Magnoliófita

Classe Magnoliopsida
Ordem Gentianales

Família Rubiáceas

Gênero Café

Espécie 1 Café arábica

Espécie 2 Coffea canephora

Fonte: Adaptado de Davis et al. (2011).

A classificação botânica foi revisada ao longo do tempo, e estudos moleculares indicam uma
próxima relação entre Coffea e outras plantas da família Rubiaceae. Enquanto C. arabica é
considerada uma espécie tetraploide e autógama (2n = 4x = 44), C. canephora é diploide e
alógama (2n = 2x = 22), o que influencia diretamente sua reprodução e variabilidade
genética (LASERMES et al., 1997).

2.3 Diferenças Genéticas e Evolução das Espécies


A origem genética das espécies de café é um fator determinante para suas características
agronômicas. O Coffea arabica é resultado da hibridização entre Coffea eugenioides e
Coffea canephora , o que explica sua menor variabilidade genética em comparação com o
robusta (MAURIN et al., 2007) .

A Figura 2 ilustra a relação evolutiva das espécies de Coffea .

Figura 2 – Relação filogenética entre espécies do gênero Coffea


(Imagem esquemática da relação evolutiva, a ser incluída posteriormente)

A Tabela 2 resume algumas das principais diferenças genéticas entre C. arabica e C.


canephora .

Tabela 2 – Comparação genética entre Coffea arabica e Coffea


canephora
Característica Café arábica Coffea canephora

Número de 44 (tetraploide) 22 (diploide)


cromossomos

Modo de reprodução Autógama Alógama


Variabilidade genética Baixa Alta

Origem Híbrido C. eugenioides x C. Espécie selvagem


canephora ) africana

Fonte: Adaptado de Lashermes et al. (1997).

2.4 Distribuição Geográfica e Adaptação Climática


O Coffea arabica se adapta melhor a altitudes elevadas (600 a 2.000 metros) , onde o
clima é mais ameno e estável. Já o Coffea canephora é mais resistente e cresce em
altitudes mais baixas (0 a 800 metros) , suportando temperaturas mais altas e maior
umidade (INTERNATIONAL COFFEE ORGANIZATION, 2023) .

A Figura 3 ilustra a distribuição geográfica das espécies.

Figura 3 – Distribuição global do cultivo de Coffea arabica e Coffea


canephora
(Mapa mostrando os países produtores de cada espécie, a serem incluídos posteriormente)

A Tabela 3 resume as condições climáticas ideais para cada espécie.

Tabela 3 – Condições climáticas ideais para o cultivo de Coffea arabica e


Coffea canephora
Caracteristica Café arábica Coffea canephora

Altitude ideal 600 - 2.000 m 0 - 800 metros

Temperatura média 15°C - 24°C 22°C - 30°C

Precipitação anual 1.200 - 2.200 milímetros 1.500 - 3.000 mm

Resistência à seca Baixa Alta

Resistência à poluição Baixa Alta

Fonte: Adaptado de Vieira et al. (2024) .

2.5 Considerações Finais


A compreensão da origem, evolução e classificação botânica do café é essencial para o
estudo das diferenças entre Coffea arabica e Coffea canephora . Enquanto o arábica se
destaca por sua qualidade sensorial e maior exigência climática, o robusta apresenta maior
resistência e produtividade. Essas características não determinam apenas as condições de
cultivo , mas também o impacto no mercado global e nas aplicações industriais de
cada espécie .

Nos próximos capítulos, será aprofundada a análise das características morfológicas e


fisiológicas das duas espécies, abordando aspectos como estrutura das folhas, sistema
radicular, profundo e frutificação .

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