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TPC 1 - CBR

O documento apresenta um trabalho acadêmico sobre o Ensaio CBR (California Bearing Ratio), que avalia a resistência do solo à penetração de um cilindro padronizado. O objetivo é investigar a metodologia, execução e interpretação dos resultados do ensaio, que é crucial para o dimensionamento de pavimentos. O trabalho inclui uma revisão histórica do ensaio, equipamentos necessários e processos experimentais detalhados.

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Irson Narciso
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TPC 1 - CBR

O documento apresenta um trabalho acadêmico sobre o Ensaio CBR (California Bearing Ratio), que avalia a resistência do solo à penetração de um cilindro padronizado. O objetivo é investigar a metodologia, execução e interpretação dos resultados do ensaio, que é crucial para o dimensionamento de pavimentos. O trabalho inclui uma revisão histórica do ensaio, equipamentos necessários e processos experimentais detalhados.

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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

VIAS II

TRABALHO TP-1:

Ensaio CBR

Discentes:

Alberto, Valdimiro

Matevuca, António

Pedro, Irson

Docente:

Eng° José Diogo


Eng° Celso Nicols
Eng° Osvaldo Rungo

Maputo, Novembro de 2021


Índice

1 Introdução..............................................................................................................................1

2 Objectivos gerais....................................................................................................................2

2.1 Objectivos específicos.......................................................................................................2

3 Metodologia............................................................................................................................2

4 Breve historial sobre o Ensaio CBR.....................................................................................3

4.1 Objetivos e função do Ensaio CBR...................................................................................3

4.2 Execução do ensaio CBR..................................................................................................3

4.2.1 Equipamentos............................................................................................................4

4.3 Processo experimental.......................................................................................................5

4.3.1 Preparação da amostra...............................................................................................5

4.3.2 Compactação do corpo de prova................................................................................5

4.3.3 Ensaio de Expansão...................................................................................................7

4.3.4 Ensaio de Penetração.................................................................................................8

4.3.5 Interpretação dos valores obtidos............................................................................10

4.4 Aplicação do Ensaio de CBR..........................................................................................11

5 Conclusão..............................................................................................................................12

6 Referência bibliográfica......................................................................................................13

LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Valores de penetração......................................................................................................9


ENSAIO CBR

Tabela 2- Valores típicos de DNIT para o ensaio..........................................................................11

LISTA DE FIGURAS

Figura 1- Prensa do Ensaio CBR.....................................................................................................4


Figura 2- Solo Compactado.............................................................................................................6
Figura 3- Curva de compactação.....................................................................................................7
Figura 4- Corpo de prova em imersão............................................................................................8
Figura 5- curva expansão x Humidade............................................................................................8
Figura 6- Exemplo da Curva Tensão x Penetração do CBR.........................................................10

LISTA DE EQUAÇÕES

Equation 1- Massa específica aparente úmida.................................................................................6


Equation 2- Massa específica aparente seca....................................................................................7
Equation 3- Fórmula de expansão...................................................................................................7
1 Introdução

O ensaio CBR (California Bearing Ratio) ou ensaio ISC (Índice de suporte Califórnia) consiste
em um método para avaliar a resistência do solo a penetração de um cilindro padronizado com
relação a penetração em uma brita padrão, ou seja, compara as propriedades mecânicas deste
solo a uma brita padrão. Os resultados são apresentados de maneira percentual sendo por
exemplo um valor de CBR ou ISC de 15% significa que a resistência a penetração do solo
testado é de 15% do valor da brita padronizada.

O ensaio de CBR é uns dos maiores aliados no que se diz respeito a qualidade e economia no
piso industrial. Mesmo com um custo baixo em relação aos custos totais de uma obra, e com um
tempo razoável para a apresentação e análise dos resultados, que preferem correr o risco de
entregar um piso de baixa qualidade e que certamente irá apresentar fissuras, recalques e até uma
vida útil abaixo do esperado.

1
ENSAIO CBR

2 Objectivos gerais

Fazer uma investigação sobre o ensaio CBR.

2.1 Objectivos específicos

 Conhecer os principais eventos que marcaram os primeiros debates sobre o meio


ambiente

3 Metodologia

Segundo (PROVDANOV; FREITAS, 2013), a pesquisa é bibliográfica “quando elaborada a


partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros, revistas, publicações em
periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações, […], com o
objectivo de colocar o pesquisador em contacto directo com todo o material já escrito sobre o
assunto da pesquisa”.

Portanto, para o alcance dos objectivos previamente estabelecidos, o trabalho foi regido à luz da
pesquisa bibliográfica.

A sua redacção e edição foi conseguida através da utilização do editor de textos da Microsoft.

2
ENSAIO CBR

3
ENSAIO CBR

4 Breve historial sobre o Ensaio CBR

No final da década de 1920 quando o engenheiro Porter realizava extensas investigações sobre as
causas de rupturas em pavimentos flexíveis em rodovias, às investigações apontavam que as
causas mais comuns da ruptura eram os deslocamentos do solo do subleito e a consolidação
diferencial das camadas.

O deslocamento do solo de subleito é causado pela absorção de água, e a consolidação


diferencial ocorre devido à inadequada compactação durante as etapas de construção do
pavimento. Essa observação exigiu o controle de compactação dos solos do subleito e da
espessura de camadas. Assim começou a surgir o primeiro método para o dimensionamento de
pavimentos. (BERNUCCI, MOTTA, CERATTI, & SOARES, 2008)

Entretanto era necessário um ensaio que aferisse a capacidade de suporte do solo para que fosse
determinada a dimensão das camadas, devendo ser esse ensaio simples, rápido e com baixo
custo.

Em 1929 o ensaio do Índice de Suporte Califórnia, mais conhecido como ensaio de CBR
(California Bearing Ratio), foi desenvolvido pelo engenheiro O. J. Porter, e posteriormente
aprimorado pelo United States Corps of Engineers (USACE), com o objetivo de integrar no
dimensionamento de pavimentos rodoviários, determinando a capacidade de suporte de um solo
compactado.

4.1 Objetivos e função do Ensaio CBR

O principal objectivo do ensaio é dimensionar cada camada de pavimento a depender do CBR do


material, ou seja, a depender da resistência do material será verificado se este mesmo solo é o
não recomendável para uma determinada camada de pavimento.

A principal função desde ensaio é proteger pavimento contra à ruptura.

4
ENSAIO CBR

4.2 Execução do ensaio CBR

O ensaio não fornece um valor direto da capacidade de suporte e para isso foram realizados
ensaios com misturas de agregados de boa qualidade, do tipo brita graduada e pedregulho. Os
valores de referência para o ensaio de CBR são:

P/ Deslocamento 0,1″ – CBR 100% – 70,3 kgf/cm² ou 6,9 MPa.

P/ Deslocamento 0,2″ – CBR 100% – 105,5 kgf/cm² ou 10 MPa.

Figura 1- Prensa do Ensaio CBR

4.2.1 Equipamentos
A seguir são descritos de forma resumida os equipamentos necessários para o ensaio.
 Molde cilíndrico metálico com 15,24 cm ± 0,05 cm de diâmetro interno e 17,78 cm ±
0,02 cm de altura.

5
ENSAIO CBR

 Disco espaçador metálico, de 15,00 cm ± 0,05 cm de diâmetro e de 6,35 cm ± 0,02


cm de altura
 Soquete metálico cilíndrico, de face inferior plana, com diâmetro de 5,08 cm ± 0,01
cm, massa de 4,536 kg ± 0,01 kg, e com altura de queda de 45,72 cm ± 0,15 cm.
 Prato perfurado de bronze ou latão, com 14,90 cm de diâmetro e 0,50 cm de
espessura, com uma haste central de bronze ou latão, ajustável, constituída de uma
parte fixa rosqueada e de uma camisa rosqueada internamente e recartilhada
externamente, com a face superior plana para contato com o extensômetro.
 Tripé porta-extensômetro, de bronze ou latão, com dispositivo para fixação do
extensômetro.
 Disco anelar de aço, para sobrecarga, dividido diametralmente em duas partes, com
2,27 kg de massa total, com diâmetro externo de 14,90 cm e diâmetro interno de 5,40
cm.
 Extensômetro, com curso mínimo de 10 mm, graduado em 0,01mm;
 Prensa, para determinação do Índice de Suporte Califórnia.

4.3 Processo experimental

O procedimento para o ensaio CBR compreende 3 fases: compactação, saturação e penetração


podendo ser realizado 3 testes distintos: ensaio proctor normal ou modificado, ensaio de extensão
do solo e ensaio da penetração do corpo de prova.

4.3.1 Preparação da amostra


A amostra quando recebida é seca ao ar e passa por um processo de destorroamento, sendo
homogeneizada e reduzida com o auxílio de um repartidor de amostra até se obter uma amostra
representativa de:

 6 kg para solos argilosos e siltosos

 7 kg para solos arenosos e pedregulhos.

A amostra representativa é então submetida a uma peneira de 19mm. Se houver material retido
nessa peneira a quantidade é substituída pela mesma quantidade do material que passa na 19 e é
retido na 4,8mm. Sendo esse procedimento repetido para o número de corpos de prova
necessários para o ensaio, geralmente 5 CPs.

4.3.2 Compactação do corpo de prova


O material é compactado no molde informado em cinco camadas iguais, com cada camada
recebendo:

6
ENSAIO CBR

 12 golpes para material de subleito (Proctor Normal)


 26 golpes para material de sub-base (Proctor Intermediário)
 55 golpes para material de base (Proctor Modificado)
Os golpes são distribuídos uniformemente sobre a superfície da camada. Após a compactação,
com uma régua biselada rasa-se o material na altura exata do molde conforme Figura 2, e
determina-se o peso do material húmido compactado, P’h.

Figura 2- Solo Compactado

Retira-se do material excedente da moldagem uma amostra representativa de cerca de 100g para
determinação do teor de umidade, pesa-se a amostra e esta é colocada em uma estufa a
105°C~110°C até a constância da massa, executam-se as pesagens para determinar o teor de
umidade. O mesmo procedimento é repetido para os outros corpos de prova aumentando
gradualmente o seu teor de humidade para se obter a curva de compactação do solo.

Os valores são usados para calcular a massa específica aparente húmida de cada corpo de prova,
que ocorre por meio da Equação 1. Onde, V é o volume do solo húmido compactado em cm³ e
P’h é a massa do solo húmido compactado.

'
Ph
uh=
V

Equation 1- Massa específica aparente úmida

7
ENSAIO CBR

Em seguida é obtida a massa específica aparente seca do solo compactado em g/cm³ pela
equação 2. Onde h é o teor de umidade do corpo de prova em questão obtido pelo quociente da
diferença do peso húmido e seco pelo peso seco do material.

100
us=uh ×
100+h

Equation 2- Massa específica aparente seca

Apartir dos valores calculados do peso seco e da humidade em cada um dos casos pode-se
construir a curva de compactação do solo.

Figura 3- Curva de compactação

4.3.3 Ensaio de Expansão


CPs moldados são usados para o ensaio de penetração e de expansão. Em cada corpo de prova
deve ser fixado uma haste de expansão com os pesos anelares (2 discos anelares), sobrecarga
com massa superior a 4,536kg.

O extensómetro fixado na borda superior do cilindro é destinado a medir as expansões que


ocorrem com o material durante o ensaio. As medidas são anotadas de 24 em 24 horas desde o
momento de imersão, em percentagens da altura inicial do corpo de prova durante o período de
imersão. A Figura 4 ilustra os CP em imersão. Como descrito na norma, os corpos de prova são
submetidos a imersão durante um período de 96 horas (4 dias).

8
ENSAIO CBR

Após as 96 horas de imersão, o corpo de prova é retirado e deixado para secar por 15 minutos
para que a água escoe, passando este período é feito o cálculo da expansão com a seguinte
fórmula abaixo.

Equation 3- Fórmula de expansão

leitura final−leitura inicial do extensómetro


Expansão(%)= × 100
altura inicial do corpo de prova

Figura 4- Corpo de prova em imersão.

A partir dos valores obtidos das expansões de cada corpo de prova, constrói-se a curva de
expansão em função a humidade.

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ENSAIO CBR

Figura 5- curva expansão x Humidade

4.3.4 Ensaio de Penetração

Após as 96 horas de imersão, o corpo de prova é retirado e deixado para secar por 15 minutos
para que a água escoe. Após esse período, o corpo de prova está pronto para o ensaio de
penetração.

O Corpo de prova é levado ao prato da prensa e faz-se o assentamento do pistão de penetração no


solo, por meio da aplicação de uma carga de, aproximadamente, 45N (correspondente ao peso do
pavimento), controlada pelo deslocamento do ponteiro do extensômetro do anel dinamométrico.
Sendo então zerado o extensómetro do anel dinamométrico e o que mede a penetração do pistão
no solo.

Aciona-se a manivela da prensa com a velocidade de 1,27 mm/min. (0,05 pol/min.). Cada leitura
considerada no extensómetro do anel é função de uma penetração do pistão no solo e de um
tempo especificado para o ensaio, conforme Tabela 1.

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ENSAIO CBR

Tabela 1- Valores de penetração

Através de um gráfico de aferição do anel dinamométrico é possível obter a corresponde tensão


em função da leitura do anel. O gráfico dos resultados de CBR deve ser corrigido pela inflexão
conforme ilustrado na Figura 5 Dessa forma, são obtidos os valores corridos considerando um
novo ponto inicial para as medidas.

Figura 6- Exemplo da Curva Tensão x Penetração do


CBR

Cálculo do CBR: CBR = [(Pressão encontrada) /(Pressão padrão)].100.

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ENSAIO CBR

Obs: A pressão a ser utilizada será a carga obtida dividida pela área do pistão

4.3.5 Interpretação dos valores obtidos


O resultado final para o CBR determinado, será o maior dos dois valores encontrados
correspondentes às penetrações de 2,5 e 5,0 mm respectivamente. Considera-se o resultado final,
aquele que obtiver o maior valor de CBR

Segundo (BERNUCCI, MOTTA, CERATTI, & SOARES, 2008) Quando se recebe um relatório
do laboratório de controle tecnológico, geralmente tem a sua apresentação concisa, contendo
sempre os valores da massa específica aparente máxima seca, CBR e expansão. Em relatórios
mais completos, estes valores vêm acompanhados de gráficos, onde se encontra estes mesmos
índices em relação a umidade do solo ensaiado.

Os resultados dos ensaios, são variáveis de acordo com a textura (granulometria) do solo e da
constituição mineral de suas partículas, tornando-se difícil a previsão do CBR. Pode-se,
entretanto, afirmar que as siltes e outros solos expansíveis, apresentam baixos valores de CBR,
inferiores a 6%, enquanto que solos finos em geral, incluindo solos arenosos, apresentam valores
de CBR entre 8% e 20%. (BERNUCCI, MOTTA, CERATTI, & SOARES, 2008)

Já os solos grossos, como pedregulhos e as britas graduadas, situam-se em patamares de 50% a


100%, podendo atingir valores mais elevados. Como parâmetros de projeto, pisos e pavimentos
rígidos requerem CBR > 8%, enquanto que os pavimentos flexíveis exigem valores de CBR >
12%. (BERNUCCI, MOTTA, CERATTI, & SOARES, 2008).

Segundo (BERNUCCI, MOTTA, CERATTI, & SOARES, 2008), Diferente dos índices de CBR,
os índices de expansão não afetam diretamente no dimensionamento de pisos e pavimentos,
porém a sua avaliação é imprescindível, pois um solo potencialmente expansivo, poderá
provocar manifestações patológicas irreparáveis. Segundo o manual de pavimentação do DNIT,
os valores usuais de expansão são categorizados de acordo com o tipo de função estrutural
exercida, conforme a seguinte classificação:

Sub-base: Expansão < 1 %,

Subleito: Expansão < 2 %, e

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ENSAIO CBR

Reforço do subleito: Expansão < 2 %.

4.4 Aplicação do Ensaio de CBR

Os Parâmetros como o grau de CBR e o grau da extensão servem como um dos critérios de
aceitabilidade dos materiais a compor as camadas do pavimento.

Tabela 2- Valores típicos de DNIT para o ensaio.

5 Conclusão

O ensaio de CBR é importante porque nela de forma concisa, pode –se evitar recalques é o
principal motivo, por estar relacionado diretamente com o dimensionamento da estrutura. Caso
tenhamos resultados insatisfatórios, o projetista responsável irá avaliar a situação e dimensionará
um reforço do subleito para suprir as necessidades da obra.

De modo geral, o ensaio demanda funções de elevada importância no dimensionamento de pisos


e pavimentos em fundação direta, pois com a análise correta dos dados obtidos a partir deste
ensaio, obtêm-se uma estrutura economicamente viável, preservada de possíveis manifestações
patológicas relacionadas à capacidade de suporte ou possíveis expansões do solo.

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6 Referência bibliográfica

BERNUCCI, L., MOTTA, L., CERATTI, J., & SOARES, J. (2008). PAVIMENTAÇÃO
ASFÁLTICA: Formação básica para Engenheiros. Rio de Janeiro.

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