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Documento Sem Nome-2

O hip hop surgiu no Bronx, Nova York, na década de 70, como uma forma de expressão cultural entre jovens de comunidades carentes, com o DJ Kool Herc sendo um dos principais precursores. No Brasil, o movimento começou a ganhar força nos anos 80, com grupos se reunindo em locais como a Galeria 24 de Maio e a estação São Bento, e artistas como Racionais MC's e Thaíde se destacando. O hip hop é um movimento cultural que inclui elementos como MCs, DJs, B-boys e graffiti, enquanto o rap é um dos gêneros musicais que compõem esse movimento.

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Documento Sem Nome-2

O hip hop surgiu no Bronx, Nova York, na década de 70, como uma forma de expressão cultural entre jovens de comunidades carentes, com o DJ Kool Herc sendo um dos principais precursores. No Brasil, o movimento começou a ganhar força nos anos 80, com grupos se reunindo em locais como a Galeria 24 de Maio e a estação São Bento, e artistas como Racionais MC's e Thaíde se destacando. O hip hop é um movimento cultural que inclui elementos como MCs, DJs, B-boys e graffiti, enquanto o rap é um dos gêneros musicais que compõem esse movimento.

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●​ Introdução

O hip hop surgiu em Nova York, mais precisamente no Bronx, em meados da década de 70.
Como naquela época as discotecas e clubes não eram acessíveis para toda a população,
principalmente as com menor poder aquisitivo, os jovens dos bairros mais pobres da cidade
se reuniam para realizarem suas próprias festas no meio da rua, conhecidas como “block
parties”.

E Foi no dia 11 de agosto de 1973, na região do Bronx, em Nova York, que o DJ jamaicano
Kool Herc organizou uma festa que mudou os rumos da história para sempre. Para inovar
seus sets, Herc decidiu tocar apenas o instrumental e os breaks das músicas de funk e soul
da época, cantadas por lendas como James Brown a James Clinton.
O público foi ao delírio e os MCs também curtiram tanto a novidade que começaram a
acrescentar rimas às batidas, deixando as festas ainda mais animadas. Desde então, a
cultura hip-hop se transformou em uma grande potência da música, da dança, da arte e da
moda.
Durante anos, a cena ferveu nas ruas de Nova York, e uma das músicas que ajudou o
hip-hop a ser exportado para o resto do planeta foi a clássica "Rapper's Delight", do grupo
Sugarhill Gang, lançada em 1979.

Até então, os ritmos que comandavam os eventos eram o soul e o funk. Em pouco tempo,
alguns músicos começaram a isolar a percussão das músicas e a estender suas batidas,
tornando-as mais dançantes do que as originais.

Entre os precursores do gênero, um nome unanime é do DJ Kool Herc, que ajudou a


alavancar o movimento, criando elementos marcantes, como a figura do MC (mestre de
cerimônias), responsável por apresentar os artistas durante as festas.

Com o passar dos anos, os MCs ganharam ainda mais espaço, recitando rimas durante as
batidas das músicas e dançando nos intervalos. Foi a partir desses passos, aliás, que
surgiu o termo “B-boy” (break-boy), que deu início ao “breakdance”, um dos mais famosos
estilos de dança de rua.

●​ Hip-hop no Brasil

viagem de sucesso do hip-hop pelo mundo desembarcou no Brasil no início da década de


80, na cidade de São Paulo, quando os jovens começaram a receber informações do
movimento que estava acontecendo em Nova York.
Grupos de periferia passaram então a se reunir na Galeria 24 de Maio e na estação São
Bento do metrô para escutar as músicas vindas do Bronx, acompanhados de novos passos
de dança. Os primeiros frequentadores do local foram os dançarinos de breaking, e alguns
dos maiores precursores do estilo foram nomes que até hoje causam impacto na cena,
como Nelson Triunfo e Thaíde.
Naquela época, o rap ainda era considerado um estilo musical violento e tipicamente
periférico. Rappin' Hood também estava lá vivendo todo esse momento controverso de
ascensão da cultura. "A gente corria da polícia só porque fazia rap. Eles chegavam na
estação e quebravam nossos discos", lembra o rapper.
Em 1984, o grupo norte-americano Public Enemy veio ao Brasil para fazer seu primeiro
show em São Paulo, impactando um grande número de pessoas com aquela nova cultura.
Assim o rap começou a se difundir rapidamente entre as periferias da cidade, mexendo com
a autoestima de jovens que buscavam um meio de se integrar à juventude da sua época,
dentro de uma sociedade minada de preconceitos e que vivia em um regime de ditadura.
"O álbum 'Fear of a Black Planet' do Public Enemy, de 1990, mudou minha vida e minha
postura frente ao mundo. Esse disco é histórico. Sua militância foi uma afirmação muito
grande na época", diz Rappin' Hood. "A banda ajudou muitos jovens negros do mundo
inteiro a terem autoestima e a entenderem seu potencial. No Brasil, quem fez isso por mim
foram os discos de Thaíde, DJ Hum e Racionais MC's".

●​ Os primeiros rappers brasileiros

O primeiro álbum brasileiro exclusivo de rap foi a coletânea "Hip-Hop Cultura de Rua",
lançada em 1988. Nela foi apresentado o trabalho de rappers como Thaíde e DJ Hum, MC
Jack e Código 13, que se tornaram lendas na cena.

No ano seguinte foi lançada a coletânea "Consciência Black, Vol. I", que projetou um dos
maiores grupos da história do rap brasileiro: os Racionais MC's. Formado por Mano Brown,
Edi Rock, Ice Blue e KL Jay, o grupo apresentou um rap voltado para a desigualdade na
periferia e injustiças sociais.

●​ O hip-hop domina o país

O hip-hop espalhou-se por todos os cantos da cidade de São Paulo e diversos grupos de
jovens começaram a se reunir nos finais de semana para escutar aquele som com o qual
tanto se identificavam, dando início a bailes black como o Chic Show, que ditou inúmeras
tendências musicais desde a sua criação.
Isso tudo levou ao surgimento de muitas gravadoras dedicadas ao estilo, que produziam
compilações com artistas presentes no som daquelas festas. Algumas coletâneas de
sucesso lançadas do final da década de 80 foram "Ousadia do Rap", da Kaskata's Records,
"O Som das Ruas", da Chic Show, e "Situation RAP" da FAT Records.
Na década de 90, o rap ganhou as rádios de todo o País e a indústria começou a dar ainda
mais atenção ao estilo. Natanael Valêncio foi o primeiro DJ a colocar no ar um programa
100% dedicado ao rap, o Movimento de Rua, na Rádio Imprensa. "O Natanael foi um
grande mentor na minha vida. Ele foi o cara que me viu bem moleque e acreditou em mim",
conta Rappin' Hood.

Na mesma época, artistas como Pavilhão 9, Detentos do Rap, Câmbio Negro, Xis &
Dentinho e MV Bill começaram a surgir na cena. Em 1993, os Racionais MCs lançaram seu
primeiro álbum, "Raio X do Brasil". O sucesso foi tanto que o grupo foi chamado para abrir o
show do Public Enemy, em São Paulo.
Em 1995, o Facção Central destacou-se como o principal nome do gangsta rap brasileiro ao
lançar o clássico "Juventude de Atitude", retratando a violência, crime, pobreza e repressão
policial nas favelas de São Paulo. O clipe de "Isso Aqui é Uma Guerra" [assista abaixo], de
1999, chegou a ser proibido pelo Ministério Público.

Em 1997, os Racionais MC's lançaram "Sobrevivendo no Inferno". O álbum se tornou um


dos maiores clássicos do rap nacional – e continua fazendo história até hoje: em 2018, o
disco entrou como obra obrigatória no vestibular da UNICAMP.
De lá pra cá muita coisa mudou. Atualmente, o rap já faz parte do cenário musical brasileiro,
vencendo preconceitos todos os dias. Mas apesar de incorporar novas sonoridades e
subgêneros, o rap não perdeu sua essência de denunciar as injustiças, vividas
principalmente pela população pobre das periferias das grandes cidades.
"Acho que essa popularidade do rap se deve a todos os 'nãos' que a velha escola foi
obrigada a dizer", afirma Rappin' Hood. A nova geração está seguindo um caminho que
trilhamos no passado. Muitos se sacrificaram para que o rap pudesse ter esse respeito,
para ser o que ele é hoje".

●​ Principais elementos do hip-hop

Por ser mais que apenas um gênero musical, o hip hop possui diversos elementos que o
caracterizam como movimento. De forma geral, podemos citar como principais:

– MC: o “mestre de cerimônia” é o músico responsável por conduzir e animar as festas,


colocando frases e rimas na base dos instrumentos;
– DJ: é o artista responsável por criar as bases musicais do gênero;
– B-boys e B-girls: são os dançarinos que utilizam passos e acrobacias para acompanhar o
ritmo das músicas. Com o passar do tempo, o estilo se tornou ainda mais criativo do que no
princípio, dando início a diversos campeonatos de “breakdance” mundo afora;
– Graffiti: é conhecido como a representação artística do hip hop.

●​ Hip-hop e rap são iguais?

Embora muita gente ainda use o rap e o hip hop como sinônimos, há uma enorme diferença
entre as duas coisas, ocupando cada uma o seu próprio lugar.

Como já falamos anteriormente, o hip hop é o movimento cultural que surgiu nas ruas e que
é composto por diversos elementos. Já o rap, faz parte do hip hop, sendo conhecido como a
combinação de rimas, poesia e ritmo. Geralmente, as letras são carregadas de críticas
sociais e elementos da cultura de rua, contando um pouco do dia a dia de quem as
compõem.

Então, resumidamente, podemos dizer que o hip hop é o movimento e o rap um de seus
elementos musicais.

●​ Mês do Hip Hop em São Paulo

Realização da Cultura Hip Hop da cidade de São Paulo, o Mês dp Hip Hop é uma parceria
da sociedade civil com a Secretaria Municipal de Cultura, a Secretaria Municipal de
Educação e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

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