Influência Contabilidade Gestão
Influência Contabilidade Gestão
UBERLÂNDIA
JULHO DE 2022
LORENA HONORATO SILVA
UBERLÂNDIA
JULHO DE 2022
ii
RESUMO
ABSTRACT
Micro and small companies are present in the daily lives of all people and make up a large part
of the Brazilian economic and financial structure, however, when it comes to academic
research, these companies are still a superficial subject and not much explored. Thus, the
objective of this work is to carry out a bibliometric analysis of articles from several journals to
identify the profile of publications on the subject in the last five years. To this end, an
exploratory and qualitative research was carried out, with a bibliographic study in journals
qualified by Quali Capes between 2016 and 2021. researchers are in the Southeast and
Northeast regions, with the Center-West being the region with the lowest number of authors on
this topic. The main results show that, despite knowing the importance of accounting for their
companies, few managers apply this data and information in the administration of their
business, what guides decision making in an MSE is the owner's experience. There is a fixed
view of the accountant, that he is a professional only focused on numbers and has the obligation
to reduce the taxes paid by the company. The research can help bring more people into the
focus of micro and small companies, with the purpose of creating more knowledge to be
disseminated and published about this sector that is so important.
Keywords: Micro and small companies. Academic journals. Literature review. Researches.
iv
LISTA DE QUADROS
LISTA DE TABELAS
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 2
3. METODOLOGIA ........................................................................................................................... 8
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 25
2
1. INTRODUÇÃO
funções dentro da empresa e, em grande parte das vezes, todos os funcionários serem da família,
levando a essa confusão.
Duas das principais características de quem resolve abrir um comércio pequeno são: em
primeiro lugar, não ter um planejamento prévio, o que resulta em escassez de capital de giro e
colapso na gerência; e em segundo lugar, a falta de instrução financeira, acarretando em
desordem nas contas e endividamento precoce (GONÇALVES E COUTINHO, 2018).
Na maioria das vezes, esses empreendedores possuem apenas o ensino médio completo
e, raramente, algum deles cursaram o ensino superior. Para nortear as decisões da empresa
baseiam-se em sua experiência individual, não considerando relatórios e informações geradas
pela contabilidade (GONÇALVES E GOMES, 2018).
Juntos, os dois pontos mencionados acima, fazem com que o empreendedor não saiba
administrar o dinheiro que possui e também aquele que entrará em caixa, além de ter gastos
excessivos e, por consequência, esse será um capital mal aplicado, não trazendo retorno e
podendo acarretar em falência ou carência de recursos em poucos meses.
Outra desvantagem dos micros e pequenos empreendedores são as altas taxas de tributos
do país (SARAIVA et al., 2018). Esses empresários, normalmente, já possuem um faturamento
menor e os impostos fazem com que a receita diminua ainda mais, gerando lucro apenas para
subsistência.
Ponderando a falta de conhecimento, para facilitar os trabalhos dos administradores das
micro e pequenas empresas, existe a opção de terceirizar os serviços de contabilidade, não
necessitando que a empresa tenha uma contabilidade interna. Existem escritórios que auxiliam
esses empreendedores a manusear esses números e oferecem a eles preços mais acessíveis para
realizar o serviço.
Mediante a estrutura precária que grande parcela das MPEs se encontra e a situação de
crise que a pandemia do Covid-19 gerou, essas empresas tornaram-se ainda mais vulneráveis
às oscilações do mercado e cerca de 10 milhões de pequenos negócios tiveram fim no Brasil.
Somente entre janeiro e abril de 2021, mais de 38 mil comércios de pequeno porte não
conseguiram sobreviver no estado de Minas Gerais (SANTOS, 2021).
Isso aconteceu mesmo as MPE’S representando a maioria das empresas do país e sendo
parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. É notório que, na maioria das
vezes, elas surgem de a necessidade de um trabalhador desempregado ter uma fonte de renda e
estar legalizado ao mesmo tempo (CATAPAN et al., 2011).
Trazendo para o contexto que a presente pesquisa aborda, nota-se que o ramo da
Contabilidade possui muitas revistas acadêmicas que tratam de diversos assuntos da área.
4
pessoas tomando ciência de como elas funcionam, isso poderá ser um impulsionador de
crescimento a elas. Para mais, a maioria dos trabalhos que discorrem sobre as micro e pequenas
empresas tratam de instituições específicas, em forma de estudo de caso. Nessa pesquisa pode-
se analisar alguns pontos de maneira mais geral pelo fato de os estudos de casos estarem
reunidos, o que possibilita uma visão mais abrangente.
Além disso, por meio dessa junção/síntese dos artigos, o leitor consegue visualizar quais
os temas relacionados a esse tipo de empresa são mais explorados e quais conteúdos sofrem
com a carência de pesquisas e publicações. Assim, esse trabalho pode servir de condutor para
outras pesquisas e também pode orientar e facilitar as buscas de quem procura por artigos sobre
MPEs.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
A princípio, para ser considerada uma micro empresa o faturamento deveria ser de até
R$ 240.000,00 anual; e para ser empresa de pequeno porte, entre R$ 240.000,00 e R$
2.400.000,00 (BRASIL- LEI COMPLEMENTAR N° 123, 2006). Agora, para saber se a
empresa pode se classificar como micro e pequena deve ser considerado os seguintes valores:
se ela faturar até R$ 360.000,00 por ano ela se enquadra como micro, caso fature entre R$
360.000,00 e R$ 4.800.000,00 ela é uma empresa pequena, esses valores foram determinados
pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (SEBRAE, 2021).
Também existem outras formas de classificação, como através da quantidade de
funcionários do local, que serão trabalhadas por outros estudiosos. Contudo, a definição acima
é a mais comum e explorada pela maioria dos autores.
É muito comum confundir a micro empresa com o micro empreendedor individual,
todavia são conceitos distintos. No presente trabalho não será discutido sobre o Micro
Empreendedor Individual (MEI). O MEI é caracterizado por auferir até R$ 81.000,00 ao ano, o
processo para abertura/regulamentação ser bastante simplificado e ser dispensado de pagar
grande parte dos impostos, com exceção do CPP, ICMS e ISS (SEBRAE, 2018). A própria
pessoa pode realizar seu cadastro via internet.
Levando para o contexto da contabilidade nas micro e pequenas empresas, entre a
contabilidade gerencial e a financeira, a gerencial seria de maior prioridade para elas. Entende-
se como contabilidade gerencial a contabilidade voltada a gerar dados contábeis aos usuários
6
essa dificuldade é uma das interferências externas que impedem o crescimento delas (SILVA
et al., 2020).
Na realidade isso não funciona de forma tão efetiva quanto é estabelecido na legislação.
Essas empresas encontram dificuldade de acesso ao crédito, falta de financiamento e pagamento
de altas taxas (SARAIVA et al., 2018).
Para tomar conhecimento sobre negócios, programação, planejamento e administração,
é necessário que os donos dos comércios busquem por capacitação e orientação. Existem muitas
formas gratuitas de suporte, uma delas é o SEBRAE, que é o Serviço de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas. A estratégia e a incessante busca por ser eficiente em seu serviço é um dos
pontos vitais para o desenvolvimento (SEBRAE, 2022).
Os micros e pequenos empreendedores têm ciência de que as empresas deles teriam
mais benefícios caso eles tivessem alguma formação relacionada a contábeis e que essa falta de
aptidão faz com que haja certa carência de recursos em seu empreendimento (SARAIVA et al.,
2018).
Diante de tudo o que foi exposto, é notório que a contabilidade caracteriza um destaque
para a empresa que fizer seu uso adequado. Ela poderá refletir diretamente no desempenho, na
aplicação correta do capital e no equilíbrio dos custos e despesas. Esse instrumento tem o poder
de assessorar na elaboração de um planejamento estratégico, ou seja, na implementação de
ações para atingir os resultados esperado e que viabiliza a otimização e maximização do capital
já investido.
3. METODOLOGIA
Em relação a seus objetivos, trata-se de uma pesquisa exploratória, visto que não há uma
grande quantidade de outros estudos relacionados a essa temática (CERVO, BERVIAN E
SILVA, 2007). É um trabalho com o intuito de investigar, especular e estudar mais sobre as
publicações das revistas acadêmicas relacionadas com as micro e pequenas empresas.
Além disso, pode ser considerada de cunho qualitativo, ou seja, não leva em
consideração medidas, valores numéricos ou dados estatísticos, mas tenta entender os dados de
maneira contextual se respaldando em informações, características e propriedades (BAUER E
GASKELL, 2002).
9
Durante a coleta de dados, foi feita uma análise bibliométrica, ou seja, uma consulta em
trabalhos de periódicos para encontrar material de pesquisa. Refinando a busca, foram
encontrados e utilizados no presente trabalho 32 artigos publicados nos últimos 5 anos (2016 –
2021) e que abordam temas relacionados a micro e pequenas empresas.
A investigação foi feita em 30 revistas que são do ramo de Administração e de
Contabilidade e que têm qualificação Quali Capes entre A2 e B3. No entanto, apenas 10 revistas
contemplavam artigos relacionados. No quadro, a seguir, são descritas as revistas utilizadas e
que continham material pertinente.
Quadro 1-Revistas utilizadas na análise e que continham artigos
Revista Ambiente Contábil
Revista Catarinense da Ciência Contábil
Revista de Contabilidade do Mestrado de Ciências Contábeis da UERJ
Revista Contemporânea de Contabilidade
Revista Custos & Agronegócio Online
Revista de Empreendedorismo e Gestão de MPE
Revista Gestão, Finanças e Contabilidade
Revista da Micro e Pequena Empresa (FACCAMP)
Revista de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo da FATEC Osasco
Revista Mineira de Contabilidade
Fonte: Elaboração própria
A Tabela 1, a seguir, faz uma comparação do número de publicações em cada uma das
revistas com o passar dos anos.
Nota-se que a revista que mais publica textos relacionados a micro e pequenas empresas
é a Revista de Empreendedorismo e Gestão de MPE, isso se deve ao fato de ela ter uma proposta
mais voltada a esse tipo de assunto e com direcionamento a essas empresas, o que é sugerido
pelo próprio nome. Ela é um periódico da Administração com avaliação B3. Em contrapartida,
a maioria dos outros locais tem apenas um trabalho publicado sobre o tema em cinco anos
(Tabela 1).
Aparentemente, a quantidade de artigos publicados não é influenciada pelo ano em
questão. À medida que os anos passam, a quantidade de publicações oscilou bastante, não
seguindo uma regra. Entretanto, é possível perceber que há uma tendência de redução do
número de estudos sobre MPEs com o passar do tempo (Tabela 1).
Na Tabela 2 os autores foram separados de acordo com sua respectiva região para
facilitar a análise dos locais do país onde há mais interesse em pesquisar sobre o tema.
Tabela 2– Principais regiões com publicações sobre o tema
Regiões dos autores Total
Sul 16
Sudeste 29
Centro-oeste 5
Norte 21
Nordeste 28
Portugal 3
Total de autores 102
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa
11
A maioria dos artigos estudados possuem mais de um pesquisador como autor, a média
são de 3 autores em cada trabalho, somando 102 ao total. Há casos em que na mesma pesquisa
existem autores de mais de uma região, ocorreu por exemplo de haver pesquisador do Sul e do
Sudeste no trabalho e também Norte e Portugal. Ganham destaque as regiões Sudeste e
Nordeste, locais onde os escritores estão demonstrando maior interesse em estudar sobre o
assunto. No Brasil, a região Centro-Oeste perde com a menor quantidade de autores publicando
sobre micro e pequenas empresas (Tabela 2)
Em relação a abordagem, 59,38% das pesquisas são caracterizadas como qualitativa,
considerando na análise dos dados as informações e características dos elementos, relatando o
que o autor percebeu com seus estudos. Esse tipo de abordagem representa a maioria dos
trabalhos (Tabela 3).
Tabela 3- Divisão por tipo de pesquisa e de dados
Tipo Contagem Proporção (%)
Qualitativo 19 59,38%
Tipo de pesquisa quanto à
Quantitativo 5 15,62%
abordagem
Quali-quanti 8 25,00%
Total 32 100%
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa
Total 32 100%
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa
orçamento, por exemplo. Outra dificuldade é não registrar os familiares que trabalham no local
como funcionários (BERGAMIM et al., 2020).
Para Santos (2017), a análise, a princípio, deve partir dos demonstrativos básicos para
qualquer empresa, que são o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado do Exercício
e a Demonstração do Fluxo de Caixa. Por meio deles é possível verificar os bens, os direitos e
as obrigações da MPE, além das variações que ocorreram no caixa. Esses são fundamentais e
essenciais para o gestor que deseja manter um controle de seu comércio, uma administração
constante e equilibrada e não chegar ao final do período sem saber o quanto vendeu ou o quanto
teve de gastos.
Ao contrário do Balanço e da DRE, segundo uma pesquisa realizada por Santos, Dorow
e Beuren (2016), para as micro e pequenas empresas, a Demonstração do Valor Adicionado, a
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido são os demonstrativos que menos têm
relevância na gestão no contexto dessas empresas.
Todavia, as demonstrações contábeis oferecem mais conhecimento ao gestor e dá a ele
entendimento para maximizar gradualmente seus resultados. E para que isso aconteça na
prática, o processo de administração deve estar atrelado à interpretação das informações
ofertadas pela contabilidade, dando enfoque para o controle, planejamento e avaliação do
desempenho da empresa (CORREIA et al., 2016).
As informações contidas nas demonstrações financeiras possibilitam construir um
orçamento, fazer adequações necessárias nas despesas, elaborar um planejamento mais exato e
ainda programar as finanças, contribuindo para que as metas sejam alcançadas em menos tempo
e reduzindo os percalços. Ainda assim, essas etapas não eliminam a possibilidade de futuros
problemas, mas ajudam a prever alguma dificuldade e acelerar uma decisão, aplicando os
recursos de forma correta (SANTOS, 2017).
Contudo, essa medida não é colocada em prática pelos micros e pequenos
empreendedores, eles não se planejam baseando-se nas demonstrações e também não
constroem um orçamento prévio para a empresa. Isso faz com que a gestão não seja tão
proveitosa. Para mais, a ausência de controle e a falta de capacitação dos proprietários também
são fatores que contribuem para essa gestão ineficiente (BERGAMIM et al., 2020).
O fato é que os gestores e empreendedores não usam os relatórios contábeis e nem as
informações que os contadores produzem para tirar proveito para sua empresa e gozar dos
benefícios que eles podem oferecer. Grande parte dos empreendedores sabem que existem
técnicas e instrumentos de gestão, porém receiam-se em utilizar com o pensamento de que são
difíceis de manuseá-los ou acreditam que são muito refinados para seu negócio.
14
Consequentemente, na maioria dos casos, a gestão não é tão proveitosa devido ao não
planejamento, a ausência de controle e a falta de capacitação dos proprietários (BERGAMIM
et al., 2020).
Seguindo o que foi dito por Oliveira et al. (2020), os gestores sabem que as ferramentas
gerenciais são importantes, mas alegam não terem tempo para ficar se atualizando ou acham
que não há necessidade em ponderar essas informações. Ainda existe um pensamento de que a
contabilidade só serve para atender os parâmetros legais e ficar em conformidade em relação
aos aspectos trabalhistas e com o fisco.
A preocupação dos micros e pequenos empreendedores está orientada em controlar o
lado operacional, voltando-se aos custos e despesas, vendas, saldo do banco e do caixa e contas
a pagar e a receber. Já os meios que visam orientar a tomada de decisão têm baixos índices de
utilização. Isso significa que são empregadas mais formas para mensurar os impactos
financeiros do que monitorar o andamento das metas propostas (SANTOS, DOROW E
BEUREN, 2016).
A tomada de decisão nas MPE é focalizada no proprietário, sendo que, comumente, ele
utiliza da sua própria experiência para decidir sobre algo na empresa e pouquíssimos gestores
se norteiam nos relatórios contábeis para tomar algum passo importante. Para Santos, Dorow e
Beuren (2016), os micros e pequenos empreendedores também consultam a família para tomar
decisões. De acordo com Oliveira et al. (2020), no momento de conversar sobre os resultados,
o contador é contactado em somente 60% dos casos, no restante, o profissional nunca é
comunicado.
Outros pontos que a contabilidade pode oferecer para a gestão de uma micro ou pequena
empresa, consoante ao trabalho de Licório et al. (2018), são: proposições para estabelecer o
preço de suas mercadorias, monitorar os custos e definir táticas e procedimentos para a EPP.
Os estudos de Assis e Costa (2016) apontaram que a contabilidade pode ajudar em uma
das principais dificuldades das MPEs, que é não chegar à falência. Para eles, essa ferramenta
viabiliza a tomada de decisão mais efetiva e estável mediante a análises financeiras e facilita a
comparação da performance da empresa, em diversos períodos, com outras do mesmo ramo.
Como resultado, é possível evitar que a falência seja decretada, chegando em medidas mais
certeiras por ter registros financeiros e contábeis seguros.
As informações contábeis norteiam a gerência de uma MPE em todos os sentidos,
relatando números atuais, dados históricos, sugestões para mudanças futuras e estratégias para
implementação. Ou seja, prestam suporte para a empresa se posicionar no mercado, faz um
balanço dos custos que estão tendo, orienta sobre corte de gastos, tributos que devem ser pagos
e verifica as condições gerais da empresa, todas as providências para um bom desenvolvimento
e uma gestão inteligente (COSTA et al., 2016).
O não conhecimento ou a não utilização dos registros contábeis pode gerar um
descontrole financeiro, que ocasionará uma má gestão. A pesquisa de Pinheiro et al. (2017)
mostrou que quanto mais noções sobre contabilidade gerencial, maior é o faturamento da
empresa, de outra maneira, são aspectos proporcionais. Porém, o empreendedor que possui
conhecimentos sobre contabilidade não necessariamente coloca-os em prática, fazendo o uso
da mesma.
A contabilidade só tem a somar para que a micro ou pequena empresa se desenvolva,
induzindo de modo direto nos resultados financeiros, na competitividade e na continuidade das
atividades. Nota-se que um serviço contábil e financeiro de qualidade permite que os riscos
sejam minimizados, que a evolução do capital seja vislumbrada e que as decisões sejam
assertivas. Carrete e Serra (2019) mostram, em seu caso de ensino, o quanto um planejamento
é importante para o bom andamento dos negócios e isso a contabilidade pode proporcionar.
No geral, ela pode ser decisiva para que a empresa se fortaleça, visto que ela oferece
dados já apurados e completos, pertinentes, organizados e incontestáveis. Lopes (2016) destaca
que os serviços prestados pelos escritórios de contabilidade são fundamentais para a MPE se
desenvolver, a contabilidade contribui bastante para o êxito do negócio.
Agindo contrário ao que todas as pesquisas mostram, grande parcela dos micro e
pequenos empreendedores não usam serviços contábeis para gerir seus negócios e não
consultam o contador em nenhum momento (LICÓRIO et al., 2018). Sendo assim, torna-se
16
O controle do fluxo de caixa feito através da DFC é uma medida crucial para qualquer
empreendedor e é muito pertinente para o bom planejamento de uma micro ou pequena
empresa, interferindo diretamente na administração. Esse controle é importante no processo de
tomada de decisão, pois permite que o gestor identifique os valores exatos que estão entrando
em caixa e o quanto está saindo (SOUZA et al., 2019).
Dessa forma, Souza et al. (2019) apresentam em seu estudo que a Demonstração do
Fluxo de Caixa norteia em que momento e em que quantidade a empresa poderá desembolsar
um valor ou até realizar um investimento. Serve para orientar tanto nos procedimentos dentro
da empresa, quanto nas suas relações com terceiros, como bancos e fornecedores. Destacam
também que a DFC pode ser voltada em alguma área específica na companhia ou pode ser feita
para a empresa no geral.
Sabendo dos valores que estão em caixa, o gestor pode tomar decisões mais assertivas
diante de alguma situação inesperada e, ao mesmo tempo, não prejudicar a saúde financeira da
MPE, visto que saberá o limite das suas disponibilidades (SOUZA et al., 2019).
Caso o caixa se encontre em uma situação de déficit, se ele estiver sendo monitorado, é
possível que o gestor tome providências para que haja melhoras nesse quadro e o saldo negativo
seja revertido (SOUZA et al., 2019).
O caixa é um aspecto que pode auxiliar no desenvolvimento da empresa, mas também
pode ser o declínio da mesma. Por isso é importante sempre o considerar e dar uma atenção a
ele. Além disso, ele é um fator determinante no momento de fazer qualquer financiamento,
investimento ou até mesmo realizar alguma operação (SOUZA et al., 2019).
Devido a esse impacto que ele pode causar, caso os valores registrados não sejam
verídicos ou não tenham fundamento, as ações que a empresa realizará serão totalmente erradas
e de alto risco, comprometendo integralmente o desenvolvimento da MPE. Diante disso, é
indispensável verificar a exatidão dos dados (SOUZA et al., 2019).
Entretanto, apenas a minoria dos micro e pequenos empreendedores fazem o uso dessa
ferramenta e se preocupam com o monitoramento. Não há relativo interesse por parte dos
gestores em utilizar esse instrumento na administração e na gestão de seus negócios. Ao mesmo
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tempo, é contraditório que eles busquem estabilidade e constância financeira em suas empresas,
sendo que no momento de executar suas funções não planejam e não controlam o caixa.
Gomes, Walter e Soutes (2019) mostraram que os gestores das MPEs enxergam o
contador de maneira superficial, como um profissional encarregado de resolver a parte
burocrática dos negócios. Entre as funções atribuídas ao contador pelos gestores estão: abertura
de empresas, lançamento de notas, monitoramento da parte tributária, trabalhar com dinheiro,
fazer cálculos, orientar, nortear sobre custos/gastos/receitas e até impor ordem sobre a empresa
como um gestor.
Percebe-se que está instituída uma visão engessada e arcaica a respeito da forma que o
contador atua. Enquanto uma parcela dos empreendedores não sabe distinguir o que um
contador realmente faz e falam apenas de forma rasa, outros acreditam que o profissional tem
o poder de comandar a empresa no mesmo patamar de um gestor.
Como características dos contabilistas são destacadas: a paciência, a ética, o
comprometimento, a seriedade, a criatividade, a fidelidade e a parceria. Por esse lado, a
pesquisa de Gomes, Walter e Soutes (2019) ressaltaram o lado bom que o contador tem a
oferecer.
Ainda assim, Assis (2017) retratou que os gestores têm a ideia de que o contador deve
tentar, ao máximo, diminuir o valor dos impostos que a empresa irá pagar, são responsáveis por
arrecadar tributos e a minoria dos entrevistados concordam que o papel da profissão é produzir
informações para a tomada de decisão.
Esses dados reforçam a visão de que a imagem do contador está diretamente ligada aos
impostos. Muitos gestores das MPEs falam sobre o tema “imposto”, porém não sabem como
funciona efetivamente a tributação. Acham que para reduzir os custos o contabilista deve burlar
o fisco ou realizar procedimentos fora da lei.
O intuito do contabilista é contribuir para o desenvolvimento das empresas, promovendo
crescimento e auxiliando na tomada de decisão com informações úteis, relevantes e
tempestivas. No entanto, é possível perceber que os gestores tem a consciência de que o
contador é importante para a empresa, todavia não sabem falar sobre a profissão ou possuem
uma imagem errada do profissional.
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Por meio das pesquisas de Oliveira et al. (2018) e Paiva (2016) pode-se concluir que
grande parcela dos clientes de contadores e de escritórios contábeis são empresas de pequeno
porte e que elas expressam uma parcela significativa do faturamento desses profissionais. No
entanto, quando elas buscam por esses serviços, é para atender a parte legal e ficar em
conformidade com a legislação e não para respaldar as suas ações, o planejamento estratégico
e as tomadas de decisão.
Por ser considerado um serviço complexo, a preferência dos gestores é optar por
contadores terceirizados, o que confere mais facilidade, agilidade e reduz os custos em relação
a manutenção de uma contabilidade interna. A contratação do contador por um gestor de MPE,
majoritariamente, decorre de indicações por ser uma forma que proporciona mais segurança e
confiança (TORRES et al., 2019).
Através ainda do estudo de Torres et al. (2019), constata-se que os gestores não ficam
muito tempo recebendo serviço do mesmo contador, ou seja, é realizada a troca de profissional
frequentemente. Os gestores alegam que ocorrem situações como mau atendimento, lentidão
para realizar as atividades propostas, atraso para dar algum retorno, falhas que geraram
confusão e até mudanças no atendimento.
Em resumo, a queixa dos gestores é que os contadores decaem com a qualidade dos seus
serviços com o passar do tempo e não proporcionam nenhuma estratégia adicional além do
básico à empresa. Fica notável que, quando se trata de micro e pequenas empresas, os
contadores não se preocupam em atender aos desejos e necessidades citadas pelo
empreendedor, visto que, de qualquer maneira, a empresa não poderá optar por não ter um
contador.
É possível ter essa mesma percepção analisando a pesquisa de Oliveira et al. (2018),
onde concluiu-se que o foco dos consultores do SEBRAE também é a parte tributária, mesmo
a organização ofertando outras atividades como informações gerenciais é muito raro que elas
sejam empregadas. Contudo, os empreendedores têm a concepção de que o SEBRAE
disponibiliza informações tributárias e gerenciais, se adequando de acordo a precisão do
mesmo.
Mesmo assim, a consultoria oferecida pela instituição é dada como excelente, ajudando
na parte do gerenciamento de custos/despesas, no lucro e até mesmo no caixa. É constatado que
1/5 dos empreendedores que usam desse serviço, realmente, usam o que aprenderam no dia-a-
dia do seu negócio (OLIVEIRA et al., 2018).
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Palma (2016) descreveu que tanto os escritórios contábeis quanto as MPEs gostariam
de trabalhar com informações e documentos mais ricos e detalhados em informações. Ainda
assim, isso não ocorre pois é comum os empreendedores esconderem informações que podem
incidir uma carga tributária elevada. Esse contexto, dificulta e impede que a relação entre
contador e gestor seja melhorada.
Para facilitar a contabilidade das MPEs foi instituída a ITG 1000 que possui o objetivo
de tornar mais simples o levantamento e produção das demonstrações contábeis dessas
empresas, ao invés delas terem a necessidade de seguir as normas completas. Embora ela esteja
em vigor há um tempo, poucos empreendedores sabem que ela existe e um percentual reduzido
dos contadores têm conhecimento acerca do assunto (CAJAIBA E ANDRADE, 2019).
Gomes et al. (2019) salientaram que existem muitas informações contábeis que os
contadores não fornecem para suas clientes MPEs, a exemplo de demonstrações contábeis que
retratam a posição financeira da mesma. Dessa maneira, não tem como elas utilizarem esses
aspectos a seu favor no processo decisório.
Estudos feitos por Gomes, Oliveira e Silva (2017) comprovam essa ideia e apontam que
11% das MPES não recebem as informações contábeis dos profissionais que eles contrataram.
Mostraram ainda que o demonstrativo mais acessado pelos gestores de MPE é o Balanço
Patrimonial, enquanto a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é a menos
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consultada. Indo de acordo com esses dados, Gomes et al. (2019) retratam que somente 40%
dos pesquisados declaram que sempre recebem a Demonstração de Resultado, que é um item
básico e primordial para a tomada de decisão e conhecimento da empresa. Durante a pesquisa,
foi detectado que 28.85% dos participantes acreditam que o balanço patrimonial sempre é uma
informação importante para gerir o negócio.
Torres Junior et al. (2016) reforçam que a contabilidade é necessária para todo tipo de
empresa e que é necessário que elas se estruturem ao menos através de um balanço patrimonial
e de uma demonstração de resultado do exercício.
Nem sempre todas as informações geradas serão lidas e estudadas. Para os gestores, os
esclarecimentos mais importantes são: dados fiscais no que tange o controle das mercadorias
ou serviços, seguidas do conhecimento sobre o patrimônio e as folhas de pagamento. Quase
70% dos empreendedores alegaram que as demonstrações contábeis são necessárias para saber
sobre fatos passados e supor o futuro, a mesma porcentagem pagaria um valor a mais por
relatórios com informações gerenciais (GOMES et al., 2019).
Foi ainda retratado por Gomes et al. (2019) que em 34.62% dos casos o fluxo de caixa
é feito pelo contador. No entanto, Domingues et al. (2017) mostraram que quase metade das
empresas que fazem fluxo de caixa não sabem qual a utilidade dessa ferramenta.
Gomes, Oliveira e Silva (2017) questionaram 76 empresas e apontaram que 85% dos
entrevistados acham a informação contábil útil, 76% tiveram desempenho utilizando essas
informações e apontam que esse serviço pode auxiliar no controle de capital, monitoramento
dos estoques e até em novos investimentos.
Apesar desses números, é sabido que a contabilidade não é a prioridade da MPE e pode
acontecer de ficar escanteada no momento da tomada de decisão (ANDRADE E OLIVEIRA,
2017). A partir do exposto, pode-se inferir que as informações contábeis pesam na decisão,
porém nem sempre são analisadas.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho teve como objetivo fazer uma análise bibliométrica em artigos de
várias revistas para identificar o perfil das publicações sobre micro e pequenas empresas nos
últimos cinco anos. O intuito foi englobar em uma pesquisa vários trabalhos que, na maioria
das vezes, são estudos de caso e abordam o tema de uma maneira mais geral.
Foi possível notar que o local que mais publicou no período estabelecido foi a Revista
de Empreendedorismo e Gestão de MPE, que é considerada da Administração e qualificada
como B3. Entre os anos de 2016 e 2021 foram publicados por ela 10 artigos sobre o assunto.
Já o tópico mais pesquisado dentro de micro e pequenas empresas foi o papel da
contabilidade para o desenvolvimento dessas empresas. Por outro lado, a relevância da DFC, o
preço dos serviços contábeis e os impactos da pandemia para as MPEs carecem de mais
pesquisas.
Constata-se que a região Centro-Oeste demanda por autores que direcionem suas
pesquisas as MPEs, posto que ela é a região com a menor parcela de pesquisadores no conteúdo.
As regiões Sudeste e Nordeste detêm o maior número dos pesquisadores, situação que pode
estar ligada ao fato das maiores universidades estarem instaladas nessa parte do país.
Ficou visível que a contabilidade é indispensável no desenvolvimento e organização das
micro e pequenas empresas, muito embora os gestores não deem tamanha importância a ela.
Aliás, a contabilidade é fundamental para o sucesso da empresa, pois fornece dados e
informações que podem auxiliar em vários pontos da gestão e também no momento da tomada
de decisão.
Pôde-se perceber que o contador não tem uma relação muito próxima com a empresa, à
medida que ele não participa diretamente das decisões e não é consultado para conversas
frequentemente. Por representar a maioria das empresas brasileiras, as MPEs compõem grande
parte da cartela dos clientes de contadores e de escritórios contábeis.
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Apesar do contador ser uma figura substancial, os gestores das MPEs não têm uma
imagem nítida e assertiva sobre qual é o seu real papel. Ainda há muita distorção sobre qual a
sua função e qual seu valor, fora a contradição na relação entre contador e gestor.
O trabalho traz uma visão mais sintetizada da ótica que vários autores têm sobre temas
relacionados a micro e pequenas empresas. Isso pode simplificar para que pessoas interessadas
em pesquisas sobre o assunto encontrem nichos ainda não explorados para desenvolver novos
estudos mais particulares e aprofundados. Ademais, tem potencial de despertar a curiosidade
do leitor em procurar entender melhor sobre as MPEs que são tão expressivas na economia e
no cotidiano de todos.
Todavia, pode ser apresentada como limitação do estudo a pequena variação entre os
anos analisados, visto que foram utilizados somente cinco anos. Além disso, para encontrar os
artigos utilizou-se o total de 11 palavras-chave, desprezando outras expressões que poderiam
possuir relação. Outrossim, foram desconsiderados artigos B4/C/sem Quali Capes e também
não foram englobadas todas as revistas da área da administração.
Considerando que, para o tema, a estrutura do estudo de caso é uma forma mais viável
para aplicação do trabalho, fica como sugestão de pesquisas futuras a análise da estrutura
contábil das micro e pequenas empresas da região do centro de Uberlândia. Seria bastante
interessante o resultado, visto que o local contempla uma grande porção de comércios desse
tipo e de diferentes setores da economia.
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