0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações37 páginas

Influência Contabilidade Gestão

A monografia analisa a influência da contabilidade na gestão de micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil, destacando a escassez de pesquisas acadêmicas sobre o tema. A pesquisa bibliométrica, realizada entre 2016 e 2021, revela que a maioria dos estudos é qualitativa e que, embora os gestores reconheçam a importância da contabilidade, poucos a utilizam efetivamente na administração de seus negócios. O trabalho visa aumentar o conhecimento sobre MPEs e estimular mais publicações acadêmicas relacionadas ao setor.

Enviado por

sr.viniciusvtx
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações37 páginas

Influência Contabilidade Gestão

A monografia analisa a influência da contabilidade na gestão de micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil, destacando a escassez de pesquisas acadêmicas sobre o tema. A pesquisa bibliométrica, realizada entre 2016 e 2021, revela que a maioria dos estudos é qualitativa e que, embora os gestores reconheçam a importância da contabilidade, poucos a utilizam efetivamente na administração de seus negócios. O trabalho visa aumentar o conhecimento sobre MPEs e estimular mais publicações acadêmicas relacionadas ao setor.

Enviado por

sr.viniciusvtx
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA – UFU

FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS – FACIC


GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

LORENA HONORATO SILVA

A INFLUÊNCIA DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE MPEs:


um estudo bibliométrico

UBERLÂNDIA
JULHO DE 2022
LORENA HONORATO SILVA

A INFLUÊNCIA DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE MPEs:


um estudo bibliográfico

Monografia Acadêmica apresentada à


Faculdade de Ciências Contábeis da
Universidade Federal de Uberlândia como
requisito parcial para a obtenção do título de
Bacharel em Ciências Contábeis.

Orientadora: Profª. Drª. Neirilaine Silva


de Almeida

UBERLÂNDIA
JULHO DE 2022
ii

RESUMO

As micro e pequenas empresas estão presentes no dia-a-dia de todos as pessoas e compõem


grande parte da estrutura econômico-financeira brasileira. No entanto, no que trata das
pesquisas acadêmicas, essas empresas são um assunto ainda superficial e não muito explorado.
Dessa forma, o objetivo do trabalho é fazer uma análise bibliométrica em artigos de diversas
revistas para identificar o perfil das publicações sobre o tema nos últimos cinco anos. Para tanto,
realizou-se uma pesquisa exploratória e qualitativa, com um estudo bibliográfico em periódicos
qualificados pelo Quali Capes entre 2016 e 2021. No trabalho, foi possível perceber que a
maioria das pesquisas são estudos de caso de caráter qualitativo e a maior concentração de
pesquisadores estão nas regiões Sudeste e Nordeste, sendo o Centro-Oeste a região com a menor
quantidade de autores nessa temática. Os principais resultados mostram que, apesar de saberem
da importância da contabilidade para suas empresas, poucos gestores aplicam esses dados e
informações na administração de seus negócios, sendo que o que norteia a tomada de decisão
em uma MPE é a experiência do proprietário. Existe uma visão engessada do contador de que
ele é um profissional apenas voltado aos números e possui a obrigação de reduzir os tributos
pagos pela empresa. A pesquisa pode ajudar a aumentar o foco nas micro e pequenas empresas,
com o propósito de criar mais conhecimento para ser difundido e publicado a respeito dessas
empresas.

Palavras-chave: Micro e pequenas empresas. Revistas acadêmicas. Revisão bibliográfica.


Pesquisas.
iii

ABSTRACT

Micro and small companies are present in the daily lives of all people and make up a large part
of the Brazilian economic and financial structure, however, when it comes to academic
research, these companies are still a superficial subject and not much explored. Thus, the
objective of this work is to carry out a bibliometric analysis of articles from several journals to
identify the profile of publications on the subject in the last five years. To this end, an
exploratory and qualitative research was carried out, with a bibliographic study in journals
qualified by Quali Capes between 2016 and 2021. researchers are in the Southeast and
Northeast regions, with the Center-West being the region with the lowest number of authors on
this topic. The main results show that, despite knowing the importance of accounting for their
companies, few managers apply this data and information in the administration of their
business, what guides decision making in an MSE is the owner's experience. There is a fixed
view of the accountant, that he is a professional only focused on numbers and has the obligation
to reduce the taxes paid by the company. The research can help bring more people into the
focus of micro and small companies, with the purpose of creating more knowledge to be
disseminated and published about this sector that is so important.

Keywords: Micro and small companies. Academic journals. Literature review. Researches.
iv

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CPP: Contribuição patronal previdenciária


DFC: Demonstração do fluxo de caixa
DRE: Demonstração de resultado do exercício
EPP: Empresa de pequeno porte
ICMS: Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços
ISS: Imposto sobre serviços
ITG: Interpretação técnica geral
MEI: Micro empreendedor individual
MPE: Micro e pequena empresa
PIB: Produto interno bruto
SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
v

LISTA DE QUADROS

Quadro 1- Revistas utilizadas na análise e que continham artigos ............................................. 9


vi

LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Evolução das publicações nos últimos cinco anos ................................................... 10


Tabela 2– Principais regiões com publicações sobre o tema.................................................... 10
Tabela 3- Divisão por tipo de pesquisa e de dados................................................................... 11
Tabela 4– Quantidade e proporção por tema das publicações .................................................. 11
vii

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 2

2. REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................................................... 5

3. METODOLOGIA ........................................................................................................................... 8

4. ANÁLISE DOS DADOS ................................................................................................................ 9

4.1. Apresentação dos resultados ................................................................................................... 9


4.2. Discussão dos resultados ....................................................................................................... 12
4.2.1 Papel das demonstrações financeiras na gestão das MPE ............................................. 12
4.2.2 Papel da contabilidade no desenvolvimento das MPE .................................................. 14
4.2.3 Papel do fluxo de caixa na administração das MPE ...................................................... 16
4.2.4 Percepções dos gestores quanto à imagem dos contadores ........................................... 17
4.2.5 Relacionamento entre os contadores e os gestores de MPEs ........................................ 18
4.2.6 Preços dos serviços contábeis........................................................................................ 19
4.2.7 Informações contábeis mais utilizadas pelos gestores de MPEs ................................... 19
4.2.8 Relacionamento de contadores e gestores na pandemia ................................................ 20
4.2.9 Papel da contabilidade no sucesso ou fracasso das MPEs ............................................ 22
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................ 23

REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 25
2

1. INTRODUÇÃO

A contabilidade é um instrumento que tem o poder de contribuir no desenvolvimento e


na organização de empresas de todos os setores. Cada vez mais ela se torna um item essencial
e indispensável para auxiliar tanto os gestores quanto os administradores nos rumos dos
negócios, nas tomadas de decisão, na gestão de riscos e também nos resultados da companhia.
Em grandes empresas, como companhias de capital aberto, multinacionais e estatais, a
contabilidade é obrigatória, sendo ela gerencial ou financeira. Ela é importante na elaboração
dos demonstrativos, serve para auxiliar os serviços de auditoria externa e é uma forma de
atender a requisitos legais.
As demonstrações contábeis dessas companhias são de divulgação obrigatória e as
informações nelas contidas são de interesse de diversos usuários, esse é um dos motivos que a
contabilidade das grandes empresas recebe tanto enfoque e demanda maior atenção.
Em contrapartida, a maioria dos micros e pequenos empreendedores não fazem uso
dessa ferramenta para gerir seus negócios, mesmo em dias atuais, após tanta evolução e fácil
acesso ao conhecimento. A falta de um serviço contábil de qualidade pode levar a dissolução
da empresa, visto que entre os principais motivos para que uma MPE desapareça estão a falta
de planejamento, a complexidade tributária e falta de informações relevantes sobre o mercado
(ARAÚJO et al, 2019). Esses pontos que foram citados poderiam ser melhorados e assessorados
por um contador.
No caso dessas micro e pequenas empresas, em grande parte dos casos, a contabilidade
tem a função apenas de cumprir com papel legal e fiscal. Raramente os empreendedores sabem
compreender o que aqueles números significam, por isso não aplicam os dados no cotidiano do
comércio (FREY E FREY, 2003).
Devido a essa falta de entendimento e também pelo fato de a contabilidade das micro e
pequenas empresas ser mais voltada para quem está dentro da empresa, esses empreendedores
acreditam que esse instrumento pode ser deixado de lado. Com isso, há uma carência de um
planejamento de custos de qualidade, as notas fiscais são emitidas raramente, o controle interno
é fraco e ocorre de transações serem efetuadas, mas não serem registradas.
Dessa forma, as MPEs estão muito mais suscetíveis a confusão patrimonial, visto que o
dono, geralmente, não separa a pessoa física da pessoa jurídica pelo fato dele exercer todas as
3

funções dentro da empresa e, em grande parte das vezes, todos os funcionários serem da família,
levando a essa confusão.
Duas das principais características de quem resolve abrir um comércio pequeno são: em
primeiro lugar, não ter um planejamento prévio, o que resulta em escassez de capital de giro e
colapso na gerência; e em segundo lugar, a falta de instrução financeira, acarretando em
desordem nas contas e endividamento precoce (GONÇALVES E COUTINHO, 2018).
Na maioria das vezes, esses empreendedores possuem apenas o ensino médio completo
e, raramente, algum deles cursaram o ensino superior. Para nortear as decisões da empresa
baseiam-se em sua experiência individual, não considerando relatórios e informações geradas
pela contabilidade (GONÇALVES E GOMES, 2018).
Juntos, os dois pontos mencionados acima, fazem com que o empreendedor não saiba
administrar o dinheiro que possui e também aquele que entrará em caixa, além de ter gastos
excessivos e, por consequência, esse será um capital mal aplicado, não trazendo retorno e
podendo acarretar em falência ou carência de recursos em poucos meses.
Outra desvantagem dos micros e pequenos empreendedores são as altas taxas de tributos
do país (SARAIVA et al., 2018). Esses empresários, normalmente, já possuem um faturamento
menor e os impostos fazem com que a receita diminua ainda mais, gerando lucro apenas para
subsistência.
Ponderando a falta de conhecimento, para facilitar os trabalhos dos administradores das
micro e pequenas empresas, existe a opção de terceirizar os serviços de contabilidade, não
necessitando que a empresa tenha uma contabilidade interna. Existem escritórios que auxiliam
esses empreendedores a manusear esses números e oferecem a eles preços mais acessíveis para
realizar o serviço.
Mediante a estrutura precária que grande parcela das MPEs se encontra e a situação de
crise que a pandemia do Covid-19 gerou, essas empresas tornaram-se ainda mais vulneráveis
às oscilações do mercado e cerca de 10 milhões de pequenos negócios tiveram fim no Brasil.
Somente entre janeiro e abril de 2021, mais de 38 mil comércios de pequeno porte não
conseguiram sobreviver no estado de Minas Gerais (SANTOS, 2021).
Isso aconteceu mesmo as MPE’S representando a maioria das empresas do país e sendo
parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. É notório que, na maioria das
vezes, elas surgem de a necessidade de um trabalhador desempregado ter uma fonte de renda e
estar legalizado ao mesmo tempo (CATAPAN et al., 2011).
Trazendo para o contexto que a presente pesquisa aborda, nota-se que o ramo da
Contabilidade possui muitas revistas acadêmicas que tratam de diversos assuntos da área.
4

Frequentemente, também é possível encontrar trabalhos relacionados e complementares em


revistas que discutem sobre Administração.
As revistas científicas são uma fonte muito importante e segura para consulta e é
possível difundir e adquirir conhecimento através delas muito facilmente. Qualquer pessoa
pode consultar algo nos periódicos devido ao acesso simplificado que acontece na maioria dos
casos (BURIN et al., 2014).
Por esses motivos existem inúmeras publicações nesses locais, porém quando se aplica
filtros para trazer tópicos mais específicos e com limitação de data, esses artigos se afunilam e
reduzem bastante em termos quantitativos.
Esse foi o caso do trabalho, sendo que, para fazer a revisão bibliométrica, buscou-se
artigos mais recentes, apenas dos últimos cinco anos, e que de alguma maneira falasse um pouco
da relação das micro e pequenas empresas com a contabilidade, com o contador ou com
escritórios contábeis. Para trazer maior credibilidade e certeza no que está sendo dito, a procura
foi feita em revistas com melhor qualificação Quali Capes e, ao final, chegou-se ao total de 32
artigos que cabiam na temática.
Faz-se relevante conhecer de que maneira se desenvolvem as últimas publicações sobre
micro e pequenas empresas nas revistas de Contabilidade e Administração, já que a importância
e expressão delas na economia brasileira vêm aumentando cada dia mais. No entanto, não se
sabe se essa notoriedade é equivalente na área acadêmica.
Nessas circunstâncias, surgem as seguintes questões: “as revistas tem interesse em
conteúdos voltados às MPEs?”, “existem muitas pesquisas sobre contabilidade e MPEs?” e “é
comum os autores estudarem sobre o tema?”. O intuito é de responder essas perguntas no
decorrer do trabalho.
Diante do exposto, o objetivo geral da pesquisa é fazer uma análise bibliométrica em
artigos de diversas revistas para identificar o perfil das publicações sobre as micro e pequenas
empresas nos últimos cinco anos. De maneira mais específica, o trabalho se propôs a avaliar os
principais autores do tema; as regiões dos mesmos; a metodologia das pesquisas sobre o
assunto; os tópicos mais relevantes abordados nas pesquisas sobre a temática; assim como os
principais achados das publicações. Ademais, os dados coletados foram sintetizados através de
tabelas para tornar a compreensão da pesquisa mais simplificada e didática.
A pesquisa se justifica em razão da relevância de abordar o tema, visto que as MPEs
tiram milhares de pessoas do desemprego e possuem papel importante na economia, entretanto,
elas raramente são foco dos assuntos e das notícias e não há muitas informações divulgadas a
respeito dessas empresas. Caso haja mais conhecimento sobre as MPEs sendo difundido e mais
5

pessoas tomando ciência de como elas funcionam, isso poderá ser um impulsionador de
crescimento a elas. Para mais, a maioria dos trabalhos que discorrem sobre as micro e pequenas
empresas tratam de instituições específicas, em forma de estudo de caso. Nessa pesquisa pode-
se analisar alguns pontos de maneira mais geral pelo fato de os estudos de casos estarem
reunidos, o que possibilita uma visão mais abrangente.
Além disso, por meio dessa junção/síntese dos artigos, o leitor consegue visualizar quais
os temas relacionados a esse tipo de empresa são mais explorados e quais conteúdos sofrem
com a carência de pesquisas e publicações. Assim, esse trabalho pode servir de condutor para
outras pesquisas e também pode orientar e facilitar as buscas de quem procura por artigos sobre
MPEs.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

A princípio, para ser considerada uma micro empresa o faturamento deveria ser de até
R$ 240.000,00 anual; e para ser empresa de pequeno porte, entre R$ 240.000,00 e R$
2.400.000,00 (BRASIL- LEI COMPLEMENTAR N° 123, 2006). Agora, para saber se a
empresa pode se classificar como micro e pequena deve ser considerado os seguintes valores:
se ela faturar até R$ 360.000,00 por ano ela se enquadra como micro, caso fature entre R$
360.000,00 e R$ 4.800.000,00 ela é uma empresa pequena, esses valores foram determinados
pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (SEBRAE, 2021).
Também existem outras formas de classificação, como através da quantidade de
funcionários do local, que serão trabalhadas por outros estudiosos. Contudo, a definição acima
é a mais comum e explorada pela maioria dos autores.
É muito comum confundir a micro empresa com o micro empreendedor individual,
todavia são conceitos distintos. No presente trabalho não será discutido sobre o Micro
Empreendedor Individual (MEI). O MEI é caracterizado por auferir até R$ 81.000,00 ao ano, o
processo para abertura/regulamentação ser bastante simplificado e ser dispensado de pagar
grande parte dos impostos, com exceção do CPP, ICMS e ISS (SEBRAE, 2018). A própria
pessoa pode realizar seu cadastro via internet.
Levando para o contexto da contabilidade nas micro e pequenas empresas, entre a
contabilidade gerencial e a financeira, a gerencial seria de maior prioridade para elas. Entende-
se como contabilidade gerencial a contabilidade voltada a gerar dados contábeis aos usuários
6

internos, facilitando o processo de tomada de decisão; compreende as transações da empresa,


os apontamentos e o controle da mesma (COSTA et al., 2020).
O processo de tomada de decisão é muito importante, ele é entendido como o processo
de escolher qual a melhor alternativa dentre as ofertadas para beneficiar a empresa, pensando
sempre também nas consequências futuras. Para orientar nesse processo podem ser usados
dados gerados pela contabilidade, mas também o histórico do setor de atuação e a
programação/valores da própria empresa (TOTVS, 2020).
No que tange a contabilidade gerencial, ela retrata a situação atual da empresa e a orienta
para conjunturas futuras, informa sobre aspectos financeiros, operacionais, fiscais e também
sobre fornecedores, clientes e concorrentes, ou seja, busca dimensionar dados diversos e
completos (BEUREN et al., 2013).
Considerando o contexto das MPEs, o melhor a se fazer é ponderar fatores gerenciais
para garantir uma gestão mais assertiva, uma vez que o objetivo dela não é buscar por
investidores e sim sobreviver em meio a concorrência e garantir seu sucesso. Porém, as
informações que a contabilidade financeira traz não são totalmente dispensáveis às MPEs, pois
também são muito importantes e oportunas (BEUREN et al., 2013).
Não existe um conceito pronto de “sucesso” no que se refere as micro e pequenas
empresas. É necessário fazer uma análise dos objetivos da organização para tomar
conhecimento de se ela alcançou o sucesso ou não. Dado que para algumas pessoas a intenção
é conseguir se sustentar e manter o comércio ativo, em contrapartida a meta de outros pode ser
fazer de sua pequena empresa uma marca reconhecida e crescer nos negócios.
Ainda falando sobre a contabilidade financeira, algumas características dela são: ser
voltada a credores e acionistas, traz uma mensuração financeira, é objetiva e consistente, além
de retratar um posicionamento histórico/atrasado (BEUREN et al., 2013).
Caso for possível a empresa conciliar ambos os tipos de contabilidade será uma
experiência excepcional a ela, possibilitando agregar muito mais informações que podem ser
decisivas e estratégicas a MPE, podendo fazer com que a mesma trabalhe seus processos de
forma individual e mais eficaz (BEUREN et al., 2013).
Beuren et al., (2013) afirmam que para fazer o registro e o controle desses dados que
foram gerados pela contabilidade é imprescindível a utilização de um sistema de informática
que pode ser escolhido pela empresa. Existem versões de softwares mais simples, completos,
pagos e gratuitos. Sistema de informática é um aparato tecnológico programado, geralmente,
em computadores para facilitar o armazenamento e manuseio de informações.
7

Porém, é apontado que, em uma escala de 1 a 7, apenas 2,7 dos empreendedores


possuem um sistema de informática integrado em vários setores do local. A maioria discrepante
possui um sistema de registro contábil básico. Dentre esses empreendedores, 7% possuem
bacharelado em Ciências Contábeis (BEUREN et al., 2013).
Se a empresa não fizer esses registros corretamente, não realizar o devido planejamento
e se perder em meio a dívidas pode ocorrer a extinção ou o cancelamento da mesma. Extinção
é quando a empresa se encerra, não existe mais, por motivos de falência ou porquê o dono não
quer dar continuidade a ela, entre outros. Já no cancelamento o comércio está em tese ativo,
mas não estão ocorrendo movimentações (ARAÚJO et al., 2019).
Um fator que pode gerar esse cancelamento é a confusão patrimonial na administração
do comércio. Confusão patrimonial é quando o patrimônio particular do dono ou sócio da
empresa se mistura com o patrimônio do comércio (ODA, 2021). Um exemplo prático é o
pagamento de contas da casa do empreendedor com o dinheiro do caixa da empresa.
É muito fácil de ocorrer essa confusão, pois a maioria das MPEs são constituídas por
familiares que fazem todo o serviço do local. Eles são a mão-de-obra, o setor de compra, o caixa
e a contabilidade (CARVALHO et al., 2021). Essas companhias são, basicamente, de
importância regional, isto é, destaca-se apenas na cidade ou local que se encontra. Ainda assim
fazem diferença em âmbito nacional no que diz respeito a contratação de pessoal.
É conhecido que existem os empreendedores por necessidade e, por outro lado, quem
empreende por oportunidade. A primeira opção é a mais frequente no Brasil. É por necessidade
quem abre um comércio por estar desempregado, pela renda ser insuficiente, por estar
precisando por alguma razão. Empreendedor por oportunidade é quem começa esse serviço por
escolha, por gostar da área ou por acreditar que é viável a ele (COSTA et al., 2020).
Parte-se do pressuposto que todos esses conceitos se ligam a partir do momento em que
uma micro e pequena empresa precisa do auxílio da contabilidade gerencial para contribuir nas
tomadas de decisão, fazendo com que ela tenha uma gestão de maior qualidade, reduzindo os
riscos de encerramento ou de cancelamento.
De acordo com a Lei Complementar n° 123 de 2006, existem benefícios para as MPEs,
como vantagem na participação de licitações públicas; elas podem pagar seus impostos de
forma mais resumida, utilizando uma guia única e elas são capazes adotar um sistema todo
facilitado, devido a redução da burocratização se comparado a empresas de grande porte.
Na teoria esses empreendedores deveriam ter o acesso facilitado ao crédito. Essa seria
uma medida para apoiar as micro e pequenas empresas a se desenvolver, uma vez que elas
precisam de determinada assistência para se expandir. Mas na prática não é assim que acontece,
8

essa dificuldade é uma das interferências externas que impedem o crescimento delas (SILVA
et al., 2020).
Na realidade isso não funciona de forma tão efetiva quanto é estabelecido na legislação.
Essas empresas encontram dificuldade de acesso ao crédito, falta de financiamento e pagamento
de altas taxas (SARAIVA et al., 2018).
Para tomar conhecimento sobre negócios, programação, planejamento e administração,
é necessário que os donos dos comércios busquem por capacitação e orientação. Existem muitas
formas gratuitas de suporte, uma delas é o SEBRAE, que é o Serviço de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas. A estratégia e a incessante busca por ser eficiente em seu serviço é um dos
pontos vitais para o desenvolvimento (SEBRAE, 2022).
Os micros e pequenos empreendedores têm ciência de que as empresas deles teriam
mais benefícios caso eles tivessem alguma formação relacionada a contábeis e que essa falta de
aptidão faz com que haja certa carência de recursos em seu empreendimento (SARAIVA et al.,
2018).
Diante de tudo o que foi exposto, é notório que a contabilidade caracteriza um destaque
para a empresa que fizer seu uso adequado. Ela poderá refletir diretamente no desempenho, na
aplicação correta do capital e no equilíbrio dos custos e despesas. Esse instrumento tem o poder
de assessorar na elaboração de um planejamento estratégico, ou seja, na implementação de
ações para atingir os resultados esperado e que viabiliza a otimização e maximização do capital
já investido.

3. METODOLOGIA

Em relação a seus objetivos, trata-se de uma pesquisa exploratória, visto que não há uma
grande quantidade de outros estudos relacionados a essa temática (CERVO, BERVIAN E
SILVA, 2007). É um trabalho com o intuito de investigar, especular e estudar mais sobre as
publicações das revistas acadêmicas relacionadas com as micro e pequenas empresas.
Além disso, pode ser considerada de cunho qualitativo, ou seja, não leva em
consideração medidas, valores numéricos ou dados estatísticos, mas tenta entender os dados de
maneira contextual se respaldando em informações, características e propriedades (BAUER E
GASKELL, 2002).
9

Durante a coleta de dados, foi feita uma análise bibliométrica, ou seja, uma consulta em
trabalhos de periódicos para encontrar material de pesquisa. Refinando a busca, foram
encontrados e utilizados no presente trabalho 32 artigos publicados nos últimos 5 anos (2016 –
2021) e que abordam temas relacionados a micro e pequenas empresas.
A investigação foi feita em 30 revistas que são do ramo de Administração e de
Contabilidade e que têm qualificação Quali Capes entre A2 e B3. No entanto, apenas 10 revistas
contemplavam artigos relacionados. No quadro, a seguir, são descritas as revistas utilizadas e
que continham material pertinente.
Quadro 1-Revistas utilizadas na análise e que continham artigos
Revista Ambiente Contábil
Revista Catarinense da Ciência Contábil
Revista de Contabilidade do Mestrado de Ciências Contábeis da UERJ
Revista Contemporânea de Contabilidade
Revista Custos & Agronegócio Online
Revista de Empreendedorismo e Gestão de MPE
Revista Gestão, Finanças e Contabilidade
Revista da Micro e Pequena Empresa (FACCAMP)
Revista de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo da FATEC Osasco
Revista Mineira de Contabilidade
Fonte: Elaboração própria

Para encontrar os artigos, foram utilizadas as seguintes palavras-chaves: pequenas


empresas, micro empreendedor, micro empresas, micro e pequenas empresas, MPE,
demonstrativos contábeis, contabilidade, serviços contábeis, escritórios de contabilidade,
informações contábeis e profissionais contábeis.
A análise dos dados foi feita por meio de estatística descritiva, isto é, as informações
contidas foram condensadas de uma maneira mais simples e objetiva (SANTOS, 2022). Isso
para facilitar a compreensão e interpretação dos dados.

4. ANÁLISE DOS DADOS

4.1. Apresentação dos resultados


10

A Tabela 1, a seguir, faz uma comparação do número de publicações em cada uma das
revistas com o passar dos anos.

Tabela 1- Evolução das publicações nos últimos cinco anos


Local de Publicação 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Total
Revista Ambiente Contábil 1 1 2
Revista Catarinense da Ciência Contábil 1 1
Revista de Contabilidade do Mestrado de Ciências
1 1
Contábeis da UERJ
Revista Contemporânea de Contabilidade 1 1
Revista Custos & Agronegócio Online 1 1
Revista de Empreendedorismo e Gestão de MPE 4 1 1 2 2 10
Revista Gestão, Finanças e Contabilidade 1 1
Revista da Micro e Pequena Empresa (FACCAMP) 2 2 4
Revista de Micro e Pequenas Empresas e
2 2 1 1 6
Empreendedorismo da FATEC Osasco
Revista Mineira de Contabilidade 5 5
Total 10 6 2 6 4 4 32
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa

Nota-se que a revista que mais publica textos relacionados a micro e pequenas empresas
é a Revista de Empreendedorismo e Gestão de MPE, isso se deve ao fato de ela ter uma proposta
mais voltada a esse tipo de assunto e com direcionamento a essas empresas, o que é sugerido
pelo próprio nome. Ela é um periódico da Administração com avaliação B3. Em contrapartida,
a maioria dos outros locais tem apenas um trabalho publicado sobre o tema em cinco anos
(Tabela 1).
Aparentemente, a quantidade de artigos publicados não é influenciada pelo ano em
questão. À medida que os anos passam, a quantidade de publicações oscilou bastante, não
seguindo uma regra. Entretanto, é possível perceber que há uma tendência de redução do
número de estudos sobre MPEs com o passar do tempo (Tabela 1).
Na Tabela 2 os autores foram separados de acordo com sua respectiva região para
facilitar a análise dos locais do país onde há mais interesse em pesquisar sobre o tema.
Tabela 2– Principais regiões com publicações sobre o tema
Regiões dos autores Total
Sul 16
Sudeste 29
Centro-oeste 5
Norte 21
Nordeste 28
Portugal 3
Total de autores 102
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa
11

A maioria dos artigos estudados possuem mais de um pesquisador como autor, a média
são de 3 autores em cada trabalho, somando 102 ao total. Há casos em que na mesma pesquisa
existem autores de mais de uma região, ocorreu por exemplo de haver pesquisador do Sul e do
Sudeste no trabalho e também Norte e Portugal. Ganham destaque as regiões Sudeste e
Nordeste, locais onde os escritores estão demonstrando maior interesse em estudar sobre o
assunto. No Brasil, a região Centro-Oeste perde com a menor quantidade de autores publicando
sobre micro e pequenas empresas (Tabela 2)
Em relação a abordagem, 59,38% das pesquisas são caracterizadas como qualitativa,
considerando na análise dos dados as informações e características dos elementos, relatando o
que o autor percebeu com seus estudos. Esse tipo de abordagem representa a maioria dos
trabalhos (Tabela 3).
Tabela 3- Divisão por tipo de pesquisa e de dados
Tipo Contagem Proporção (%)
Qualitativo 19 59,38%
Tipo de pesquisa quanto à
Quantitativo 5 15,62%
abordagem
Quali-quanti 8 25,00%
Total 32 100%
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa

As pesquisas quantitativas são as menos utilizadas e possuem um baixo percentual,


15,62%. Já as descritas como quali-quanti somam 25% do total dos artigos. Foi possível
perceber que poucos trabalhos trazem explícitos a caracterização da sua metodologia no que
trata dos objetivos, ficando subentendido se ele é descritivo, explicativo ou exploratório (Tabela
3).
Na tabela 4, os 32 artigos analisados no trabalho foram separados conforme o tema que
cada um abordava. Eles contemplavam 9 assuntos distintos que relacionavam com as micro e
pequenas empresas.
Tabela 4– Quantidade e proporção por tema das publicações
Quantidade de Proporção de
Temas
artigos artigos (%)
Papel das demonstrações financeiras na gestão das MPEs 5 15,63%
Papel da contabilidade no desenvolvimento das MPEs 8 25,00%
Papel do fluxo de caixa na administração das MPEs 1 03,12%
Percepções dos gestores quanto à imagem dos contadores 2 06,25%
Relacionamento entre os contadores e os gestores de MPEs 5 15,63%
Preços dos serviços contábeis 1 03,12%
Informações contábeis mais utilizadas pelos gestores de MPEs 5 15,63%
Relacionamento de contadores e gestores de MPEs na pandemia 1 03,12%
Papel das demonstrações financeiras na gestão das MPE 4 12,50%
12

Total 32 100%
Fonte: Elaboração própria com base em dados da pesquisa

No que tange sobre a importância da contabilidade para o desenvolvimento da empresa


é a questão onde há mais publicações a respeito, sendo que é um aspecto mais geral e não
aprofunda tanto em detalhes, tornando mais fácil falar e explicar sobre o assunto. Pouco se
discorre sobre tópicos particulares, que necessitam de um estudo e aprofundamento maior,
como os preços dos serviços contábeis e do papel de demonstrações em particular para o
crescimento da MPE. A respeito dos impactos da Covid-19 para as empresas há somente uma
publicação, o que é compreensível pelo fato da pandemia ser algo novo e ser necessário um
tempo para analisar a evolução dos dados e argumentar de forma concreta.

4.2. Discussão dos resultados

4.2.1 Papel das demonstrações financeiras na gestão das MPE

As demonstrações financeiras fornecem informações para que o empreendedor planeje


e controle a situação de seus negócios. O estudo desses demonstrativos da empresa é uma
ferramenta imprescindível para o bom desempenho do micro e pequeno empresário e deve ser
sempre usado como um instrumento de gestão. Não é preciso priorizar somente o volume de
informações, mas sim a qualidade das mesmas (SANTOS, 2017).
Apoiando ainda na pesquisa de Santos (2017), esses documentos oferecem uma
variedade de informações aos usuários. A partir de sua análise torna-se visível como toda
tomada de decisão influencia no caixa e nos resultados da empresa. Além disso, elas concedem
dados para calcular todos os indicadores, retratam a situação financeira e patrimonial do local
e detalham os recursos e obrigações pertencentes ao gestor. Ademais, elas facilitam no
momento de idealizar as tendências dos negócios, permitem que os direitos sejam recebidos e
aplicados de maneira eficiente, trazendo um melhor desenvolvimento ao negócio.
Os demonstrativos contábeis trazem uma imagem mais ampla e detalhada das situações
que ocorrem na empresa. Em contrapartida, nas condições das EPP, há muita dificuldade em
produzir dados exatos, à medida que muitos custos deixam de ser considerados pelos
empreendedores por serem baixos e não corresponderem a uma parcela significativa do
montante final, podendo impactar diretamente nas tomadas de decisão e na elaboração de um
13

orçamento, por exemplo. Outra dificuldade é não registrar os familiares que trabalham no local
como funcionários (BERGAMIM et al., 2020).
Para Santos (2017), a análise, a princípio, deve partir dos demonstrativos básicos para
qualquer empresa, que são o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado do Exercício
e a Demonstração do Fluxo de Caixa. Por meio deles é possível verificar os bens, os direitos e
as obrigações da MPE, além das variações que ocorreram no caixa. Esses são fundamentais e
essenciais para o gestor que deseja manter um controle de seu comércio, uma administração
constante e equilibrada e não chegar ao final do período sem saber o quanto vendeu ou o quanto
teve de gastos.
Ao contrário do Balanço e da DRE, segundo uma pesquisa realizada por Santos, Dorow
e Beuren (2016), para as micro e pequenas empresas, a Demonstração do Valor Adicionado, a
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido são os demonstrativos que menos têm
relevância na gestão no contexto dessas empresas.
Todavia, as demonstrações contábeis oferecem mais conhecimento ao gestor e dá a ele
entendimento para maximizar gradualmente seus resultados. E para que isso aconteça na
prática, o processo de administração deve estar atrelado à interpretação das informações
ofertadas pela contabilidade, dando enfoque para o controle, planejamento e avaliação do
desempenho da empresa (CORREIA et al., 2016).
As informações contidas nas demonstrações financeiras possibilitam construir um
orçamento, fazer adequações necessárias nas despesas, elaborar um planejamento mais exato e
ainda programar as finanças, contribuindo para que as metas sejam alcançadas em menos tempo
e reduzindo os percalços. Ainda assim, essas etapas não eliminam a possibilidade de futuros
problemas, mas ajudam a prever alguma dificuldade e acelerar uma decisão, aplicando os
recursos de forma correta (SANTOS, 2017).
Contudo, essa medida não é colocada em prática pelos micros e pequenos
empreendedores, eles não se planejam baseando-se nas demonstrações e também não
constroem um orçamento prévio para a empresa. Isso faz com que a gestão não seja tão
proveitosa. Para mais, a ausência de controle e a falta de capacitação dos proprietários também
são fatores que contribuem para essa gestão ineficiente (BERGAMIM et al., 2020).
O fato é que os gestores e empreendedores não usam os relatórios contábeis e nem as
informações que os contadores produzem para tirar proveito para sua empresa e gozar dos
benefícios que eles podem oferecer. Grande parte dos empreendedores sabem que existem
técnicas e instrumentos de gestão, porém receiam-se em utilizar com o pensamento de que são
difíceis de manuseá-los ou acreditam que são muito refinados para seu negócio.
14

Consequentemente, na maioria dos casos, a gestão não é tão proveitosa devido ao não
planejamento, a ausência de controle e a falta de capacitação dos proprietários (BERGAMIM
et al., 2020).
Seguindo o que foi dito por Oliveira et al. (2020), os gestores sabem que as ferramentas
gerenciais são importantes, mas alegam não terem tempo para ficar se atualizando ou acham
que não há necessidade em ponderar essas informações. Ainda existe um pensamento de que a
contabilidade só serve para atender os parâmetros legais e ficar em conformidade em relação
aos aspectos trabalhistas e com o fisco.
A preocupação dos micros e pequenos empreendedores está orientada em controlar o
lado operacional, voltando-se aos custos e despesas, vendas, saldo do banco e do caixa e contas
a pagar e a receber. Já os meios que visam orientar a tomada de decisão têm baixos índices de
utilização. Isso significa que são empregadas mais formas para mensurar os impactos
financeiros do que monitorar o andamento das metas propostas (SANTOS, DOROW E
BEUREN, 2016).
A tomada de decisão nas MPE é focalizada no proprietário, sendo que, comumente, ele
utiliza da sua própria experiência para decidir sobre algo na empresa e pouquíssimos gestores
se norteiam nos relatórios contábeis para tomar algum passo importante. Para Santos, Dorow e
Beuren (2016), os micros e pequenos empreendedores também consultam a família para tomar
decisões. De acordo com Oliveira et al. (2020), no momento de conversar sobre os resultados,
o contador é contactado em somente 60% dos casos, no restante, o profissional nunca é
comunicado.

4.2.2 Papel da contabilidade no desenvolvimento das MPE

A contabilidade tem intensa participação e influência no desenvolvimento de qualquer


empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, tendo a capacidade de se adaptar
conforme as precisões do negócio.
Os dados processados por esse setor têm grandes poderes decisivos. Ela traz
informações gerenciais completas, é capaz de reunir dados de muitos anos e traduzi-los em
informações gerencias atuais, além de gerar conhecimentos e considerações que satisfazem às
necessidades de todo tipo de usuário (MORAES E MADEIRA, 2016). Costa et al. (2021)
salientam que, no momento de tomada de decisão em uma empresa, ela é a principal origem de
informações.
15

Outros pontos que a contabilidade pode oferecer para a gestão de uma micro ou pequena
empresa, consoante ao trabalho de Licório et al. (2018), são: proposições para estabelecer o
preço de suas mercadorias, monitorar os custos e definir táticas e procedimentos para a EPP.
Os estudos de Assis e Costa (2016) apontaram que a contabilidade pode ajudar em uma
das principais dificuldades das MPEs, que é não chegar à falência. Para eles, essa ferramenta
viabiliza a tomada de decisão mais efetiva e estável mediante a análises financeiras e facilita a
comparação da performance da empresa, em diversos períodos, com outras do mesmo ramo.
Como resultado, é possível evitar que a falência seja decretada, chegando em medidas mais
certeiras por ter registros financeiros e contábeis seguros.
As informações contábeis norteiam a gerência de uma MPE em todos os sentidos,
relatando números atuais, dados históricos, sugestões para mudanças futuras e estratégias para
implementação. Ou seja, prestam suporte para a empresa se posicionar no mercado, faz um
balanço dos custos que estão tendo, orienta sobre corte de gastos, tributos que devem ser pagos
e verifica as condições gerais da empresa, todas as providências para um bom desenvolvimento
e uma gestão inteligente (COSTA et al., 2016).
O não conhecimento ou a não utilização dos registros contábeis pode gerar um
descontrole financeiro, que ocasionará uma má gestão. A pesquisa de Pinheiro et al. (2017)
mostrou que quanto mais noções sobre contabilidade gerencial, maior é o faturamento da
empresa, de outra maneira, são aspectos proporcionais. Porém, o empreendedor que possui
conhecimentos sobre contabilidade não necessariamente coloca-os em prática, fazendo o uso
da mesma.
A contabilidade só tem a somar para que a micro ou pequena empresa se desenvolva,
induzindo de modo direto nos resultados financeiros, na competitividade e na continuidade das
atividades. Nota-se que um serviço contábil e financeiro de qualidade permite que os riscos
sejam minimizados, que a evolução do capital seja vislumbrada e que as decisões sejam
assertivas. Carrete e Serra (2019) mostram, em seu caso de ensino, o quanto um planejamento
é importante para o bom andamento dos negócios e isso a contabilidade pode proporcionar.
No geral, ela pode ser decisiva para que a empresa se fortaleça, visto que ela oferece
dados já apurados e completos, pertinentes, organizados e incontestáveis. Lopes (2016) destaca
que os serviços prestados pelos escritórios de contabilidade são fundamentais para a MPE se
desenvolver, a contabilidade contribui bastante para o êxito do negócio.
Agindo contrário ao que todas as pesquisas mostram, grande parcela dos micro e
pequenos empreendedores não usam serviços contábeis para gerir seus negócios e não
consultam o contador em nenhum momento (LICÓRIO et al., 2018). Sendo assim, torna-se
16

complicado que esses empresários tenham resultados satisfatórios em sua performance e se


desenvolvam de maneira consistente.

4.2.3 Papel do fluxo de caixa na administração das MPE

O controle do fluxo de caixa feito através da DFC é uma medida crucial para qualquer
empreendedor e é muito pertinente para o bom planejamento de uma micro ou pequena
empresa, interferindo diretamente na administração. Esse controle é importante no processo de
tomada de decisão, pois permite que o gestor identifique os valores exatos que estão entrando
em caixa e o quanto está saindo (SOUZA et al., 2019).
Dessa forma, Souza et al. (2019) apresentam em seu estudo que a Demonstração do
Fluxo de Caixa norteia em que momento e em que quantidade a empresa poderá desembolsar
um valor ou até realizar um investimento. Serve para orientar tanto nos procedimentos dentro
da empresa, quanto nas suas relações com terceiros, como bancos e fornecedores. Destacam
também que a DFC pode ser voltada em alguma área específica na companhia ou pode ser feita
para a empresa no geral.
Sabendo dos valores que estão em caixa, o gestor pode tomar decisões mais assertivas
diante de alguma situação inesperada e, ao mesmo tempo, não prejudicar a saúde financeira da
MPE, visto que saberá o limite das suas disponibilidades (SOUZA et al., 2019).
Caso o caixa se encontre em uma situação de déficit, se ele estiver sendo monitorado, é
possível que o gestor tome providências para que haja melhoras nesse quadro e o saldo negativo
seja revertido (SOUZA et al., 2019).
O caixa é um aspecto que pode auxiliar no desenvolvimento da empresa, mas também
pode ser o declínio da mesma. Por isso é importante sempre o considerar e dar uma atenção a
ele. Além disso, ele é um fator determinante no momento de fazer qualquer financiamento,
investimento ou até mesmo realizar alguma operação (SOUZA et al., 2019).
Devido a esse impacto que ele pode causar, caso os valores registrados não sejam
verídicos ou não tenham fundamento, as ações que a empresa realizará serão totalmente erradas
e de alto risco, comprometendo integralmente o desenvolvimento da MPE. Diante disso, é
indispensável verificar a exatidão dos dados (SOUZA et al., 2019).
Entretanto, apenas a minoria dos micro e pequenos empreendedores fazem o uso dessa
ferramenta e se preocupam com o monitoramento. Não há relativo interesse por parte dos
gestores em utilizar esse instrumento na administração e na gestão de seus negócios. Ao mesmo
17

tempo, é contraditório que eles busquem estabilidade e constância financeira em suas empresas,
sendo que no momento de executar suas funções não planejam e não controlam o caixa.

4.2.4 Percepções dos gestores quanto à imagem dos contadores

Gomes, Walter e Soutes (2019) mostraram que os gestores das MPEs enxergam o
contador de maneira superficial, como um profissional encarregado de resolver a parte
burocrática dos negócios. Entre as funções atribuídas ao contador pelos gestores estão: abertura
de empresas, lançamento de notas, monitoramento da parte tributária, trabalhar com dinheiro,
fazer cálculos, orientar, nortear sobre custos/gastos/receitas e até impor ordem sobre a empresa
como um gestor.
Percebe-se que está instituída uma visão engessada e arcaica a respeito da forma que o
contador atua. Enquanto uma parcela dos empreendedores não sabe distinguir o que um
contador realmente faz e falam apenas de forma rasa, outros acreditam que o profissional tem
o poder de comandar a empresa no mesmo patamar de um gestor.
Como características dos contabilistas são destacadas: a paciência, a ética, o
comprometimento, a seriedade, a criatividade, a fidelidade e a parceria. Por esse lado, a
pesquisa de Gomes, Walter e Soutes (2019) ressaltaram o lado bom que o contador tem a
oferecer.
Ainda assim, Assis (2017) retratou que os gestores têm a ideia de que o contador deve
tentar, ao máximo, diminuir o valor dos impostos que a empresa irá pagar, são responsáveis por
arrecadar tributos e a minoria dos entrevistados concordam que o papel da profissão é produzir
informações para a tomada de decisão.
Esses dados reforçam a visão de que a imagem do contador está diretamente ligada aos
impostos. Muitos gestores das MPEs falam sobre o tema “imposto”, porém não sabem como
funciona efetivamente a tributação. Acham que para reduzir os custos o contabilista deve burlar
o fisco ou realizar procedimentos fora da lei.
O intuito do contabilista é contribuir para o desenvolvimento das empresas, promovendo
crescimento e auxiliando na tomada de decisão com informações úteis, relevantes e
tempestivas. No entanto, é possível perceber que os gestores tem a consciência de que o
contador é importante para a empresa, todavia não sabem falar sobre a profissão ou possuem
uma imagem errada do profissional.
18

4.2.5 Relacionamento entre os contadores e os gestores de MPEs

Por meio das pesquisas de Oliveira et al. (2018) e Paiva (2016) pode-se concluir que
grande parcela dos clientes de contadores e de escritórios contábeis são empresas de pequeno
porte e que elas expressam uma parcela significativa do faturamento desses profissionais. No
entanto, quando elas buscam por esses serviços, é para atender a parte legal e ficar em
conformidade com a legislação e não para respaldar as suas ações, o planejamento estratégico
e as tomadas de decisão.
Por ser considerado um serviço complexo, a preferência dos gestores é optar por
contadores terceirizados, o que confere mais facilidade, agilidade e reduz os custos em relação
a manutenção de uma contabilidade interna. A contratação do contador por um gestor de MPE,
majoritariamente, decorre de indicações por ser uma forma que proporciona mais segurança e
confiança (TORRES et al., 2019).
Através ainda do estudo de Torres et al. (2019), constata-se que os gestores não ficam
muito tempo recebendo serviço do mesmo contador, ou seja, é realizada a troca de profissional
frequentemente. Os gestores alegam que ocorrem situações como mau atendimento, lentidão
para realizar as atividades propostas, atraso para dar algum retorno, falhas que geraram
confusão e até mudanças no atendimento.
Em resumo, a queixa dos gestores é que os contadores decaem com a qualidade dos seus
serviços com o passar do tempo e não proporcionam nenhuma estratégia adicional além do
básico à empresa. Fica notável que, quando se trata de micro e pequenas empresas, os
contadores não se preocupam em atender aos desejos e necessidades citadas pelo
empreendedor, visto que, de qualquer maneira, a empresa não poderá optar por não ter um
contador.
É possível ter essa mesma percepção analisando a pesquisa de Oliveira et al. (2018),
onde concluiu-se que o foco dos consultores do SEBRAE também é a parte tributária, mesmo
a organização ofertando outras atividades como informações gerenciais é muito raro que elas
sejam empregadas. Contudo, os empreendedores têm a concepção de que o SEBRAE
disponibiliza informações tributárias e gerenciais, se adequando de acordo a precisão do
mesmo.
Mesmo assim, a consultoria oferecida pela instituição é dada como excelente, ajudando
na parte do gerenciamento de custos/despesas, no lucro e até mesmo no caixa. É constatado que
1/5 dos empreendedores que usam desse serviço, realmente, usam o que aprenderam no dia-a-
dia do seu negócio (OLIVEIRA et al., 2018).
19

Palma (2016) descreveu que tanto os escritórios contábeis quanto as MPEs gostariam
de trabalhar com informações e documentos mais ricos e detalhados em informações. Ainda
assim, isso não ocorre pois é comum os empreendedores esconderem informações que podem
incidir uma carga tributária elevada. Esse contexto, dificulta e impede que a relação entre
contador e gestor seja melhorada.
Para facilitar a contabilidade das MPEs foi instituída a ITG 1000 que possui o objetivo
de tornar mais simples o levantamento e produção das demonstrações contábeis dessas
empresas, ao invés delas terem a necessidade de seguir as normas completas. Embora ela esteja
em vigor há um tempo, poucos empreendedores sabem que ela existe e um percentual reduzido
dos contadores têm conhecimento acerca do assunto (CAJAIBA E ANDRADE, 2019).

4.2.6 Preços dos serviços contábeis

De acordo com Oliveira et al. (2020) os escritórios de contabilidade prestam seus


serviços com preços bem abaixo do esperado para se obter o lucro desejado. Caso fossem
considerar materiais direto, mão de obra direta, custos indiretos (telefone, internet, tributos,
energia, materiais de limpeza, combustível, aluguel de automóveis, entre outros) e a margem
de lucro esperada, deveriam aumentar o preço de seus serviços em torno de 40%.
É comum vermos esse cenário em qualquer local do país, os contadores reduzem
drasticamente o preço dos seus serviços para se manterem no mercado. Isso ocorre pelo fato de
os clientes não enxergarem valor no que o contabilista faz, achar que é simples e fácil o trabalho.
Os empreendedores possuem essa visão por não terem conhecimento de todos os procedimentos
e do trabalho que o contador tem. Essa situação evidencia ainda mais a quão concorrida e
desvalorizada é a profissão.

4.2.7 Informações contábeis mais utilizadas pelos gestores de MPEs

Gomes et al. (2019) salientaram que existem muitas informações contábeis que os
contadores não fornecem para suas clientes MPEs, a exemplo de demonstrações contábeis que
retratam a posição financeira da mesma. Dessa maneira, não tem como elas utilizarem esses
aspectos a seu favor no processo decisório.
Estudos feitos por Gomes, Oliveira e Silva (2017) comprovam essa ideia e apontam que
11% das MPES não recebem as informações contábeis dos profissionais que eles contrataram.
Mostraram ainda que o demonstrativo mais acessado pelos gestores de MPE é o Balanço
Patrimonial, enquanto a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é a menos
20

consultada. Indo de acordo com esses dados, Gomes et al. (2019) retratam que somente 40%
dos pesquisados declaram que sempre recebem a Demonstração de Resultado, que é um item
básico e primordial para a tomada de decisão e conhecimento da empresa. Durante a pesquisa,
foi detectado que 28.85% dos participantes acreditam que o balanço patrimonial sempre é uma
informação importante para gerir o negócio.
Torres Junior et al. (2016) reforçam que a contabilidade é necessária para todo tipo de
empresa e que é necessário que elas se estruturem ao menos através de um balanço patrimonial
e de uma demonstração de resultado do exercício.
Nem sempre todas as informações geradas serão lidas e estudadas. Para os gestores, os
esclarecimentos mais importantes são: dados fiscais no que tange o controle das mercadorias
ou serviços, seguidas do conhecimento sobre o patrimônio e as folhas de pagamento. Quase
70% dos empreendedores alegaram que as demonstrações contábeis são necessárias para saber
sobre fatos passados e supor o futuro, a mesma porcentagem pagaria um valor a mais por
relatórios com informações gerenciais (GOMES et al., 2019).
Foi ainda retratado por Gomes et al. (2019) que em 34.62% dos casos o fluxo de caixa
é feito pelo contador. No entanto, Domingues et al. (2017) mostraram que quase metade das
empresas que fazem fluxo de caixa não sabem qual a utilidade dessa ferramenta.
Gomes, Oliveira e Silva (2017) questionaram 76 empresas e apontaram que 85% dos
entrevistados acham a informação contábil útil, 76% tiveram desempenho utilizando essas
informações e apontam que esse serviço pode auxiliar no controle de capital, monitoramento
dos estoques e até em novos investimentos.
Apesar desses números, é sabido que a contabilidade não é a prioridade da MPE e pode
acontecer de ficar escanteada no momento da tomada de decisão (ANDRADE E OLIVEIRA,
2017). A partir do exposto, pode-se inferir que as informações contábeis pesam na decisão,
porém nem sempre são analisadas.

4.2.8 Relacionamento de contadores e gestores na pandemia

Os escritórios de contabilidade também sofreram com os impactos da pandemia e, por


consequência, os serviços oferecidos por eles tiveram alterações, o foco dos serviços passou a
ser o suporte gerencial e o departamento pessoal, não mais a parte fiscal como era antes. Na
análise feita, Souza, Kachenski e Costa (2021) foram os únicos que desenvolveram uma
pesquisa nessa temática, gerando todo o conteúdo desse tópico.
21

Com a pandemia, a procura pelos contadores cresceu bastante. Os gestores estão


buscando os escritórios para servir como uma consultoria, os clientes passaram a aceitar mais
a opinião do contador e abriu espaço para ele participar das decisões e entender o contexto do
local, ou seja, a profissão passou a ser mais considerada (SOUZA, KACHENSKI E COSTA,
2021). Ainda de acordo com os autores, os escritórios estão sendo procurados como um caso
de emergência, em um momento em que as empresas já não possuem mais alternativas e
necessitam de uma orientação nessa área. Muitos empreendedores não sabiam como ficaria a
situação frente aos tributos e seus funcionários, isso por causa das mudanças ocasionadas pelo
fechamento dos comércios e pela crise econômico-financeira que todo o mundo vive.
Diante desse cenário que a pandemia gerou nas empresas, elas viram o quão importante
é o auxílio de um serviço de contabilidade e como ele pode fazer diferença nos resultados.
Dessa forma, os gestores passaram a procurar mais por esse serviço, em busca de um suporte
gerencial para assessorar no momento de fazer uma escolha importante ou de estabelecer
alguma medida para os negócios, isto é, no processo de tomada de decisão (SOUZA,
KACHENSKI E COSTA, 2021).
Claramente, a proposta e as sugestões que os escritórios de contabilidade passam aos
seus clientes variam de acordo com o tamanho da empresa. No entanto, o suporte dado às micro
e pequenas é voltado para a conservação dos negócios, para que elas permaneçam no mercado.
O foco é produzir informações úteis e relevantes, contribuindo com o apoio gerencial, que acaba
gerando valor para a empresa.
Essa crise foi uma oportunidade de os contadores mostrarem aos gestores/empresários
que a contabilidade não é usada apenas na parte gerencial dos negócios e vai muito além disso,
ela também é muito relevante para suplementar os instrumentos de controle, administração e
logística de um negócio.
Na visão dos escritórios, a partir de agora, os contadores que se importam com a geração
de informações e dados de qualidade e com uma boa gestão ficarão mais próximos do cliente
do que aquele profissional que quer trabalhar apenas no automático, isto é, os empreendedores
darão preferência para o contador que vai além dos números (SOUZA, KACHENSKI E
COSTA, 2021).
Diante das informações supracitadas, os clientes dos escritórios estão passando a
entender a necessidade do contador no planejamento financeiro e, futuramente, a demanda pela
consultoria vai aumentar ainda mais, tornando mais forte a relação empresa e contador
(SOUZA, KACHENSKI E COSTA, 2021).
22

4.2.9 Papel da contabilidade no sucesso ou fracasso das MPEs

É perceptível que, atualmente, está cada vez maior a concorrência e a competição no


mercado. Dessa maneira, a contabilidade pode ser um destaque para aquela MPE que fizer seu
uso no momento de gerir e de planejar os negócios e também na hora de realizar seus controles,
caso utilize as informações da maneira certa. Isso faz com que o sucesso possa ser atingido de
maneira mais rápida (COSTA, BARBOSA, RODRIGUES E ROCHA, 2020).
Ainda de acordo com Costa, Barbosa, Rodrigues e Rocha (2020), analisando os dados
e informações geradas pela contabilidade fica mais fácil optar pelo caminho correto e pelos
melhores métodos a serem seguidos. Ela é um ponto vital para a saúde da micro e pequena
empresa. Para a MPE se desenvolver e manter-se constante no mercado é necessário
informações e pareceres técnicos para instruir a gestão, ponderar a verdadeira situação da
empresa e compreender se o negócio realmente é rentável, todas esses pontos são informações
que a contabilidade oferece.
Apesar do sucesso ser algo relativo, o suporte que o serviço de contabilidade
disponibiliza é imprescindível para apoiar e precaver os empreendedores sobre gastos e dar
clareza nas operações realizadas pelas empresas. Esses fatores refletem nos resultados e no
sucesso futuro (COSTA, BARBOSA, RODRIGUES E ROCHA, 2020).
De acordo com uma pesquisa feita em 32 micro e pequenas empresas por Souza et al.
(2021), foi identificado que os seguintes instrumentos de controle são fatores que possuem
relação direta no sucesso: análise do balanço e da demonstração de resultados, monitoramento
dos estoques e fazer o controle de contas a pagar e a receber e do caixa. Ou seja, existe uma
correlação entre a implementação dessas ferramentas e o devido desenvolvimento que gera
sucesso para MPE.
Porém, a análise, o monitoramento e o controle não são os únicos pontos que podem
contribuir para o bom desempenho empresarial. No geral, a contabilidade é um instrumento que
deixa as MPEs mais fortes e precavidas, fazendo com que elas cresçam e perdurem por mais
tempo no mercado, reduzindo os riscos de falência (COUTO et al., 2017).
Complementando a tese citada acima, Oliveira et al. (2021) afirmam que uma das
principais causas do fracasso de uma micro ou pequena empresa são questões gerenciais.
Mediante a incertezas e oscilações é preciso ter uma boa programação e um bom controle para
melhor gerir e administrar a MPE.
Em suma, a contabilidade pode ser enxergada como um diferencial de uma MPE,
fazendo com que ela se destaque frente as demais, tenha um controle superior ao das
23

concorrentes, uma performance aprimorada e resultados mais satisfatórios, alcançando assim o


tão almejado sucesso.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho teve como objetivo fazer uma análise bibliométrica em artigos de
várias revistas para identificar o perfil das publicações sobre micro e pequenas empresas nos
últimos cinco anos. O intuito foi englobar em uma pesquisa vários trabalhos que, na maioria
das vezes, são estudos de caso e abordam o tema de uma maneira mais geral.
Foi possível notar que o local que mais publicou no período estabelecido foi a Revista
de Empreendedorismo e Gestão de MPE, que é considerada da Administração e qualificada
como B3. Entre os anos de 2016 e 2021 foram publicados por ela 10 artigos sobre o assunto.
Já o tópico mais pesquisado dentro de micro e pequenas empresas foi o papel da
contabilidade para o desenvolvimento dessas empresas. Por outro lado, a relevância da DFC, o
preço dos serviços contábeis e os impactos da pandemia para as MPEs carecem de mais
pesquisas.
Constata-se que a região Centro-Oeste demanda por autores que direcionem suas
pesquisas as MPEs, posto que ela é a região com a menor parcela de pesquisadores no conteúdo.
As regiões Sudeste e Nordeste detêm o maior número dos pesquisadores, situação que pode
estar ligada ao fato das maiores universidades estarem instaladas nessa parte do país.
Ficou visível que a contabilidade é indispensável no desenvolvimento e organização das
micro e pequenas empresas, muito embora os gestores não deem tamanha importância a ela.
Aliás, a contabilidade é fundamental para o sucesso da empresa, pois fornece dados e
informações que podem auxiliar em vários pontos da gestão e também no momento da tomada
de decisão.
Pôde-se perceber que o contador não tem uma relação muito próxima com a empresa, à
medida que ele não participa diretamente das decisões e não é consultado para conversas
frequentemente. Por representar a maioria das empresas brasileiras, as MPEs compõem grande
parte da cartela dos clientes de contadores e de escritórios contábeis.
24

Apesar do contador ser uma figura substancial, os gestores das MPEs não têm uma
imagem nítida e assertiva sobre qual é o seu real papel. Ainda há muita distorção sobre qual a
sua função e qual seu valor, fora a contradição na relação entre contador e gestor.
O trabalho traz uma visão mais sintetizada da ótica que vários autores têm sobre temas
relacionados a micro e pequenas empresas. Isso pode simplificar para que pessoas interessadas
em pesquisas sobre o assunto encontrem nichos ainda não explorados para desenvolver novos
estudos mais particulares e aprofundados. Ademais, tem potencial de despertar a curiosidade
do leitor em procurar entender melhor sobre as MPEs que são tão expressivas na economia e
no cotidiano de todos.
Todavia, pode ser apresentada como limitação do estudo a pequena variação entre os
anos analisados, visto que foram utilizados somente cinco anos. Além disso, para encontrar os
artigos utilizou-se o total de 11 palavras-chave, desprezando outras expressões que poderiam
possuir relação. Outrossim, foram desconsiderados artigos B4/C/sem Quali Capes e também
não foram englobadas todas as revistas da área da administração.
Considerando que, para o tema, a estrutura do estudo de caso é uma forma mais viável
para aplicação do trabalho, fica como sugestão de pesquisas futuras a análise da estrutura
contábil das micro e pequenas empresas da região do centro de Uberlândia. Seria bastante
interessante o resultado, visto que o local contempla uma grande porção de comércios desse
tipo e de diferentes setores da economia.
25

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Pedro Henrique Tavares; DE OLIVEIRA, Alan Santos. Qualidade da


informação contábil em micro e pequenas empresas. REMIPE- Revista de Micro e
Pequenas Empresas e Empreendedorismo da Fatec Osasco, v. 3, n. 2, p. 259-278, 2017.

ARAÚJO, Jamille Carla Oliveira; LIMA, Leila Simey Rodrigues; GOUVEIA, Geraldo
Adriano Ribeiro; BARBOSA, Eldilene da Silva. Mortalidade das micro e pequenas empresas:
um olhar sobre a lei n° 8.934/94. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do
Conhecimento, ano 4, ed. 10, v. 6, p. 154-163, 2019.

ASSIS, Weyla Maylane Bonfim de. Planejamento tributário: um estudo sobre o papel do
contador na visão dos gestores das micro e pequenas empresas. Revista de
Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas Empresas, v. 2, n.1, p. 162-176, 2017.

ASSIS, Weyla Maylane Bonfim de; COSTA, Robson Antonio Tavares. A gestão contábil
financeira nas micro e pequenas empresas. Revista de Empreendedorismo e Gestão de
Micro e Pequenas Empresas, v. 1, n. 04, p. 143-155, 2016.

BAUER, Martin W; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som:
um manual prático. Petrópolis: Vozes. Publicação original em 2000. Tradução de
GUARESCHI, PEDRINHO A, 2002.

BERGAMIM, Graciele; ENGELAGE, Emanuele; DUTRA, Marcelo Haendchen. Importância


da Gestão Orçamentária e de Custos como Suporte à Tomada de Decisões em Micro e
Pequenas Empresas. REMIPE-Revista de Micro e Pequenas Empresas e
Empreendedorismo da Fatec Osasco, v. 6, n. 1, p. 206-225, 2020.

BEUREN, Ilse Maria; BARP, Adriano Dinomar; FILIPIN, Roselaine. Barreiras e


possibilidades de aplicação da contabilidade gerencial em micro e pequenas empresas por
meio de empresas de serviços contábeis. Revista ConTexto, Porto Alegre, v. 13, n. 24, p. 79-
92, 2013.

BRASIL. Casa Civil. Lei complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006. Estatuto


nacional da microempresa e da empresa de pequeno porte. Brasília, 14 dez. 2006.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp123.htm> Acesso em:
30 de agosto de 2021.

BURIN, Poliana Campos; JÚNIOR, Fernando Miranda de Vargas; MOTOMIYA, Anamari


Viegas de Araújo; CALDARA, Fabiana Ribeiro. A importância do desenvolvimento de
26

revistas científicas em mídia digital: o caso da revista Agrarian. Revista Agrarian, v. 7, n. 23,
p. 1-10, 2014.

CAJAIBA, Kleber da Silva; ANDRADE, Jessé Feitosa. Percepção dos profissionais contábeis
sobre a adoção da ITG 1000–Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de Pequeno
Porte. Revista da Micro e Pequena Empresa (FACCAMP), v. 13, n. 1, p. 65-77, 2019.

CARRETE, Liliam Sanchez; SERRA, Ricardo Goulart. O dilema financeiro do


microempreendedor frente às adversidades. Revista da Micro e Pequena Empresa
(FACCAMP), v. 13, n. 1, p. 104-123, 2019.

CARVALHO, Patrícia Lacerda de; SILVA, Maria Natalice Francelino da; CALLADO, Aldo
Leonardo Cunha. Perfil dos gestores e seus negócios em micro e pequenas empresas: um
estudo de caso com empresas de João Pessoa - PB. Revista Práticas em Contabilidade e
Gestão, João Pessoa, v. 9, n. 1, p. 1-29, 2021.

CATAPAN, Anderson; CORTES, Ana Carolina Teixeira; SOUZA, Patrícia Baptista;


SANTOS, Rosângela Moreira dos; SILVA, Vanessa Ventura da. A utilização da
contabilidade gerencial: um estudo em micro e pequenas empresas. Revista Economia e
Tecnologia, Paraná, v. 27, n. 7, p. 143-150, 2011.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia
Científica. 6° ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

CORREIA, José Jonas Alves; LIMA, Andreza Cristiane Silva de; SOARES, Amanda
Paulino; SILVA, Filipe Emmanuel Alves da; SILVA, Priscila Karla Ferreira da. Análise das
demonstrações contábeis como ferramenta de gestão: um estudo de caso numa microempresa
do estado do Pernambuco. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas
Empresas, v. 1, n. 4, p. 125-142, 2016.

COSTA, Robson Antonio Tavares; BARBOSA, Samuel Ferreira. RODRIGUES, Romulo de


Silva; ROCHA, Eraldo Mira. Contabilidade: uma ferramenta necessária para as micro e
pequenas empresas. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas
Empresas, v. 1, n. 01, p. 11-22, 2020.

COSTA, Robson Antonio Tavares; LEAL, Ana Flávia Pacheco; FERNANDES, Mikaela
Frasseto; JÚNIOR, Valdi Barreto. O controle financeiro e a contabilidade como ferramenta de
gestão para as micro e pequenas empresas. Revista de Empreendedorismo e Gestão de
Micro e Pequenas Empresas, v. 6, n. 2, p. 62-76, 2021.

COSTA, Robson Antonio Tavares Costa; OLIVEIRA, Letícia Uane Avis de; ROCQUE, Ana
Caroline Barreto de la. O papel das técnicas contábeis no desenvolvimento das micro e
27

pequenas empresas de atividades comerciais. Revista de Empreendedorismo e Gestão de


Micro e Pequenas Empresas, v. 1, n. 01, p. 47-56, 2016.

COSTA, Wênyka Preston Leite Batista da; SILVA, Janderson Dantas da; OLIVEIRA,
Andressa Daiany de; ALMEIDA, Lydinéa Bezerra de; SILVA, Maria Eduarda Dantas da.
Utilização da contabilidade gerencial nas micro e pequenas empresas. Revista Americana de
Empreendedorismo e Inovação, Paraná, v. 2, n. 2, p. 49-58, 2020.

COUTO, Marcelo Henrique Gomes; CAMPOS, Patrícia Carvalho; CASTRO, Amanda


Cristina de; OLIVA, Fábio Lotti. Mortalidade precoce das micro e pequenas empresas: estudo
das principais causas de falência empresarial em Bambuí/MG. Revista da Micro e Pequena
Empresa (FACCAMP), v. 11, n. 3, p. 39-53, 2017.

DOMINGUES, Olga Graciela Diaz; TINOCO, João Eduardo Prudêncio; YOSHITAKE,


Mariano; PAULO, Wanderlei Lima de; CLARO, José Alberto Carvalho dos Santos. Gestão
de capital de giro e formação do preço de venda praticado pelas micro e pequenas
empresas. Revista Ambiente Contábil-Universidade Federal do Rio Grande do Norte, v.
9, n. 1, p. 77-96, 2017.

FREY, Irineu Afonso; FREY, Márcia Rosane. O uso de informações contábeis na pequena
empresa. Revista Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 6, n.19, p. 45-50, 2003.

GOMES, Jéssica Karine de Oliveira; WALTER, Silvana Anita; SOUTES, Dione Olesczuk. A
institucionalização da imagem da profissão contábil: percepção de gestores de micro e
pequenas empresas. Revista Contemporânea de Contabilidade, v. 16, n. 40, p. 126-147,
2019.

GOMES, Núbia Kelly da Silva; SILVA, Emmanuel de Castro; SANTOS, Sandra Marina dos;
BEZERRA, Elenildo Santos; PEREIRA, Mércia de Lima. " E eu, o que faço com esses
números?": Importância da utilização de informações contábeis. REMIPE-Revista de Micro
e Pequenas Empresas e Empreendedorismo da Fatec Osasco, v. 5, n. 1, p. 145-164, 2019.

GOMES, Osmar Junior; OLIVEIRA, Ulisses Gomes de; SILVA, Polyandra Zampiere Pessoa
da. Uma análise das Informações Contábeis utilizadas pelos micro e pequenos
empreendedores do município de Jacaraú/PB para o processo de tomada de decisões. Revista
da Micro e Pequena Empresa (FACCAMP), v. 11, n. 2, p. 18-32, 2017.

GONÇALVES, Guilherme Henrique de Lima. GOMES, Ana Karla de Lucena Justino. A


contabilidade como ferramenta de gestão: um estudo com MPEs. Revista Científica
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v.3, n. 3, p. 35-56, 2018.
28

GONÇALVES, Karine Aguiar; COUTINHO, Lucas. A importância da contabilidade para as


micro e pequenas empresas como ferramenta de tomada de decisão. Revista eletrônica de
graduação do UNIVEM, Marília, v. 11, n. 1, p. 420-435, 2018.

LICÓRIO, César; SOUZA, Eduardo Galindo; DIAS, Joanílson Lima; MELO, Marcos Santos.
A influência da contabilidade de custos e do profissional contabilista na formação do preço de
venda das micro e pequenas empresas de Porto Velho. REMIPE-Revista de Micro e
Pequenas Empresas e Empreendedorismo da Fatec Osasco, v. 2, n. 1, p. 103-122, 2018.

LOPES, André Charone Tavares. Sistemas de informações contábeis em escritórios de


assessoria para micro e pequenas empresas: um estudo sob a ótica neopatrimonialista. Revista
Mineira de Contabilidade, v. 1, n. 41, p. 13–21, 2016.

MORAES, Délcio Duque; MADEIRA, Geová José. A contabilidade como sistema de apoio à
decisão. Revista Mineira de Contabilidade, v. 4, n. 12, p. 32-36, 2016.

ODA, Glauco. O que é confusão patrimonial? Saiba a importância de separar o patrimônio da


empresa e dos sócios. AfixCode, São Paulo, 06 de outubro de 2021. Disponível em:
<https://www.afixcode.com.br/blog/confusao-
patrimonial/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20a%20confus%C3%A3o%20patrimonial%3
F,jur%C3%ADdica%20com%20a%20pessoa%20f%C3%ADsica>. Acesso em 21 de maio de
2022.

OLIVEIRA, Carolina Pereira de; NEVES, Fernanda Costa; SILVA, Adriana Rodrigues;
ARAÚJO, Risolene Alves de Macena. Instrumentos gerenciais para a tomada de decisão: um
estudo em micro e pequenas empresas de comercialização de açaí da região
Amazônica. Custos e @gronegócio online, v. 16, n. 3, p. 112-136, 2020.

OLIVEIRA, Irlla; TAVARES, Karla; SANTANA, Rymulo; ARAÚJO, Juliana Gonçalves de.
Micro e pequenos empreendedores e o SEBRAE: percepção dos empresários e consultores
acerca do serviço prestado e especificidades dos negócios. REMIPE-Revista de Micro e
Pequenas Empresas e Empreendedorismo da Fatec Osasco, v. 4, n. 1, p. 198-220, 2018.

OLIVEIRA, Jann Lucas Araujo Valença de; JÚNIOR, Marcos Henrique Sena dos Santos;
CAVALCANTE, Paulo Sérgio; SILVA, Valdemir da; LIMA, Andreza Cristiane Silva de.
Custos e formação de preços dos serviços contábeis: um estudo junto a um escritório de
contabilidade em Maceió/AL. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e
Pequenas Empresas, v. 5, n. 2, p. 81-96, 2020.

OLIVEIRA, Luana Cristina dos Santos; MIRANDA, Rafaella Duarte; TAKAMATSU,


Renata Turola. Sustentabilidade em micro e pequenas empresas: a visão do contador. Revista
de Gestão, Finanças e Contabilidade, v. 11, n. 1, p. 54-72, 2021.
29

PAIVA, Simone Bastos. A informação contábil e o processo de gestão nas micro e pequenas
empresas: uma análise a partir da percepção de profissionais da contabilidade. Revista
Mineira de Contabilidade, v. 3, n. 31, p. 5–13, 2016.

PALMA, Daniel Azevedo. O perfil da relação profissional entre as empresas de serviços


contábeis (ESC) e a micro e pequena empresa (MPE) na cidade de Unaí (MG). Revista
Mineira de Contabilidade, v. 2, n. 22, p. 6–14, 2016.

PINHEIRO, Raul Gomes; SILVA, Soraya Costa; ZITTEI, Marcus Vinicius Moreira;
LUGOBONI, Leonardo Fabris. Estrutura contábil das microempresas: Um estudo no bairro
Grajaú-SP. REMIPE-Revista de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo da
Fatec Osasco, v. 3, n. 2, p. 243-258, 2017.

SANTOS, André. Pandemia fecha portas: crise já provocou o encerramento de mais de 10


milhões de pequenos negócios. Hoje em dia, Belo Horizonte, 05 de dez. de 2021. Economia e
Finanças. Disponível em: < https://www.hojeemdia.com.br/economiaefinancas/pandemia-
fecha-portas-crise-ja-provocou-o-encerramento-de-mais-de-10-milh-es-de-pequenos-
negocios-1.840543>. Acesso em 23 de maio de 2022.

SANTOS, Ramon Rezende dos. A análise de demonstrativos financeiros: uma ferramenta


para tomada de decisão nas micro e pequenas empresas. Revista de Empreendedorismo e
Gestão de Micro e Pequenas Empresas, v. 1, n. 5, p. 113-126, 2016.

SANTOS, Vanderlei dos; DOROW, Diego Roberto; BEUREN, Ilse Maria. Práticas gerenciais
de micro e pequenas empresas. Revista Ambiente Contábil-Universidade Federal do Rio
Grande do Norte, v. 8, n. 1, p. 153-186, 2016.

SANTOS, Virgilio F. M dos. Estatística Descritiva básica e centralidade. FM2S Educação e


Consultoria, Campinas, 16 de fevereiro de 2022. Análise de dados. Disponível em:
<https://www.fm2s.com.br/estatistica-descritiva-basica-e-centralidade/>. Acesso em 10 de
maio de 2022.

SARAIVA, Lucas Gurgel Mota; BEZERRA, Francisco Antônio; BEIRUTH, Aziz Xavier. A
percepção dos gestores sobre a importância relativa de competências contábeis nas PME’S no
município de Fortaleza-CE. Revista Ambiente Contábil- Universidade Federal do Rio
Grande do Norte, v.10, n. 1, p. 21-36, 2018.

SEBRAE. Lei geral da micro e pequena empresa. 13 de dezembro de 2021. Disponível em:
<https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/lei-geral-completa-10-anos-e-
beneficia-milhoes-de-
30

empresas,baebd455e8d08410VgnVCM2000003c74010aRCRD#:~:text=baebd455e8d08410V
gnVCM2000003c74010aRCRD-
,O%20que%20%C3%A9%20a%20Lei%20Geral,conforme%20disposto%20na%20Constitui
%C3%A7%C3%A3o%20Federal.> Acesso em: 5 de janeiro de 2022.

SEBRAE. O que é o SEBRAE? Disponível em:<


https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/canais_adicionais/o_que_fazemos>. Acesso em
27 de junho de 2022.

SILVA, Amyson Jhonata da; LEVINO, Natália de Almeida; COSTA, Carlos Everaldo Silva
da. Gestão financeira em MPE’s: um estudo sob a ótica de especialistas alagoanos. Revista de
gestão, finanças e contabilidade, Bahia, v.10, n. 3, p. 108-128, 2020.

SOUZA, Fabiana Frigo; KACHENSKI, Ricardo Biernaski; COSTA, Flaviano. Escritórios de


contabilidade e sua relação com os clientes frente à crise da Covid-19. Revista Catarinense
da Ciência Contábil, Florianópolis, v. 20, p.1-16, 2021.

SOUZA, João Henrique de; ROQUE, Michelle Ramos; SANTOS, Cleston Alexandre dos;
ALBUQUERQUE, Alexandre Farias, SILVA, Inês Francisca Neves. A Influência de Fatores
de Sucesso das Micro e Pequenas Empresas na Utilização dos Artefatos de Controle
Gerencial. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas Empresas, v. 6,
n. 2, p. 1-22, 2021.

SOUZA, Rodrigo Moreira de; ALVES, Adenes Teixeira; SANTOS, Leonor Bernadete Aleixo
dos; JESUS, Sâmia Regina Picanço de; LAY, Eduardo Genaro Escate. A importância da
demonstração do fluxo de caixa para as micros e pequenas empresas no processo de tomada
de decisão. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas Empresas, v. 4,
n. 3, p. 1-17, 2019.

TORRES, Gizelle; GOUVEIA, Tânia Almeida; KAMLOT, Daniel. Avaliação da qualidade


da prestação de serviços de Contabilidade para micro e pequenas empresas do município do
Rio de Janeiro. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ,
v. 24, n. 3, p. 26-46, 2019.

TORRES JUNIOR, Fabiano; OLIVEIRA, Flávia da Silva; SOUZA, Francisco Carlos Lorentz
de. Informações gerenciais baseadas em custos para tomada de decisões nas micro e pequenas
empresas. Revista Mineira de Contabilidade, v. 4, n. 32, p. 16–25, 2016.

TOTVS. Tomada de decisão: o que é e qual sua importância. Blog TOTVS. São Paulo, 25 de
jun. de 2020. Gestão de negócios. Disponível em:
<https://www.totvs.com/blog/negocios/tomada-de-decisao/>. Acesso em: 17 de novembro de
2021.

Você também pode gostar