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01 - Apostila Teórica

O capítulo 05 aborda a Tabela Periódica, incluindo sua história, classificação atual e propriedades dos elementos. Discute a evolução da tabela desde as primeiras tentativas de organização até o modelo moderno, destacando contribuições de cientistas como Mendeleev e Moseley. Além disso, explora as propriedades periódicas e a classificação dos elementos em grupos e famílias com base em suas características físicas e químicas.

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01 - Apostila Teórica

O capítulo 05 aborda a Tabela Periódica, incluindo sua história, classificação atual e propriedades dos elementos. Discute a evolução da tabela desde as primeiras tentativas de organização até o modelo moderno, destacando contribuições de cientistas como Mendeleev e Moseley. Além disso, explora as propriedades periódicas e a classificação dos elementos em grupos e famílias com base em suas características físicas e químicas.

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CAPÍTULO 05 – ESTUDO DA TABELA PERIÓDICA

MATRIZ ENEM
C1: H4
MATRIZ BNCC
C3: H10
EM13CNT101
C6: H22
EM13CNT301
C7: H27
0
9. Estudo das propriedades periódicas: Eletroafinidade ou
1. INTRODUÇÃO afinidade eletrônica, eletronegatividade, eletropositividade
e reatividade.
O primeiro passo para se aprender química, é aprender a 10. Estudo das propriedades periódicas: Densidade, volume
interpretar a Tabela Periódica: as divisões nela existentes, o atômico e temperatura de fusão e ebulição.
porquê de cada elemento estar localizado em determinado
período ou família e quais elementos são naturais e quais
são sintéticos, todas essas dúvidas podem ser esclarecidas 1.0 – HISTÓRICO DA TABELA PERIÓDICA
com uma boa investigada na Tabela. Além disso, através da
tabela periódica é possível prever para que serve cada A tabela periódica dos elementos químicos é
elemento químico e quais compostos irão resultar nas suas conhecida como uma ótima fonte de informação quando se
combinações. deseja saber características sobre os elementos, como:
A descoberta dos elementos químicos foi feita verificar quais são metais, quais os mais densos, os mais
paulatinamente. Até o fim do século XVII, conheciam-se pesados ou reativos. Entretanto, a tabela periódica nem
apenas 14 deles; um século depois, eram 33. Com o advento sempre foi assim, organizada e completa: dispor os
da ciência moderna, no século XIX, 83 elementos foram elementos obedecendo as suas semelhanças já foi motivo de
identificados. Com uma lista desse tamanho, tornava-se cada muita discussão e estudo científico, e, embora a tabela atual
vez mais necessário um sistema de organização que seja mais eficiente, sua formação é derivada de tantas outras
permitisse trabalhar com os elementos. Atualmente, a mais primitivas.
ciência conhece 118 elementos químicos. Mas, 26 deles não
existem na natureza. São átomos extremamente instáveis e, 1) JOHANN WOLFGANG DOBEREINER (Tríades)
por isso, só aparecem quando sintetizados em laboratórios. Em 1829 o químico alemão Dobereiner analisou os
Estudaremos dentro desse capítulo os seguintes tópicos elementos cálcio, estrôncio e bário, e percebeu que a massa
PARTE 01 do átomo de estrôncio correspondia, aproximadamente, à
média dos valores das massas atômicas do cálcio e do bário.
Foi então que ele reuniu os elementos em grupos de 3
denominadas tríades.

https://www.youtube.com/watch?v=1evZkifOHAk
PARTE 02

https://youtube.com/watch?v=-NEZ3xN6Ewk&feature=share

1. Histórico da tabela periódica


2. Classificação atual da tabela periódica
3. Classificação dos elementos quanto às propriedades
físicas
4. Classificação dos elementos de acordo configuração
eletrônica
5. Outras classificações dos elementos químicos- Estado
físico, radioatividade e obtenção
6. Estudo das propriedades periódicas: Raio atômico
7. Estudo das propriedades periódicas: Raio iônico
8. Estudo das propriedades periódicas: Energia de ionização

8989
além de haver elementos que, apesar de estarem em posição
correta na ordem crescente, apresentavam propriedades
diferentes dos demais elementos situados na mesma faixa, o
que invalidava o padrão.

3) JOHN ALEXANDER NEWLANDS (Lei das Oitavas)


Newlands buscou inspiração na música. Sabe-se
que, em uma sequência crescente de sete notas iniciada em
dó, a oitava nota é dó novamente e depois dela a sequência
O trabalho de Dobereiner não causou muita
se repete. Em 1864, Newlands elaborou uma periodicidade
impressão entre os químicos da época, e suas observações
semelhante a essa para ser aplicada aos elementos químicos.
passaram praticamente despercebidas. Seu mérito foi ter
Ele enfileirou os elementos conhecidos na época em linhas
sido o primeiro a mostrar aparentemente o que acreditava
horizontais, sete em cada linha, em ordem crescente de
serem relações entre os elementos químicos, constituindo
massas atômicas. Nessa forma de classificação, a cada oito
talvez o primeiro esboço de uma Tabela Periódica.
elementos, as propriedades se repetiam, por isso a proposta
Constituem alguns exemplos de tríades os seguintes
de Newlands recebeu o nome de Lei das Oitavas.
grupos de elementos (cloro, bromo e iodo) e
(enxofre, selênio e telúrio), com suas massas atômicas da
época, os quais são mostrados na imagem acima:
Pode-se observar em cada uma das tríades de
Dobereiner que os elementos químicos centrais, o bromo na
primeira e o selênio na segunda, apresentam massa atômica
que se aproxima do valor médio daquela dos elementos que
o antecedem e que o sucedem, o que deveria conferir a todo
o grupo semelhanças em suas propriedades experimentais.

2) ALEXANDRE CHANCOURTOIS (Parafuso Telúrico);


Em 1862 foi a vez do geólogo
Entretanto, o modelo só se mostrava coerente até chegar
francês Chancourtois propor o modelo que ficou conhecido
ao cálcio e não valia para os elementos que vinham depois
como parafuso telúrico. Ele elaborou um agrupamento dos
dele conforme a ordem crescente de massas atômicas.
elementos químicos sobre um cilindro, este era dividido por
Apesar disso, hoje ele é reconhecido como o cientista que
linhas verticais em 16 faixas, de modo que os elementos que
trouxe a noção de periodicidade para o campo da química, e
possuíam propriedades semelhantes apareciam uns sobre
seu trabalho é tido como precursor do de Mendeleev.
os outros dentro dessas faixas. Esse modelo relacionava as
propriedades dos elementos químicos às posições que eles
4) DIMITRI IVANOVICH MENDELEEV;
ocupavam na sequência.
Em 1869, Mendeleev, um químico russo que ficou
conhecido como pai da tabela periódica, apresentou uma
classificação que é a base da classificação periódica
moderna. Baseado em seu jogo de cartas, ele colocou os
elementos em ordem crescente de suas massas atômicas,
observando que as propriedades químicas apresentadas por
eles se repetem periodicamente. Por essa razão, ele chamou
o modelo de tabela Periódica dos Elementos.

Embora a cena retratada na tirinha acima não seja citada


nos relatos históricos sobre Dmitri Ivanovich Mendeleev
(1834-1907), com um humor, ela envolve uma das estratégias
utilizadas na proposição da tabela periódica por esse químico
russo. Ele criou uma carta para cada um dos 63 elementos
conhecidos até aquele momento e as organizou por ordem
crescente de massas atômicas e agrupando-as em elementos
O modelo de parafuso telúrico despertou pouco de propriedades semelhantes. Enunciou, então, a lei
interesse a comunidade científica, pois ele só se aplicava periódica, segundo a qual, dispondo-se os elementos na
para elementos com massa atômico igual ou inferior a 40, ordem crescente de massas atômicas, as suas propriedades

90
90
90
90
90
variam de modo definido e retornam ao mesmo valor em
pontos fixos das séries. Ele tinha tanta confiança na validade
desta lei que, quando a ordem dos elementos parecia ser
interrompida, deixava espaços em branco, lacunas que
corresponderiam a elementos que deveriam ser descobertos.

2.0 – CLASSIFICAÇÃO ATUAL DA TABELA


PERIÓDICA

Na tabela periódica atual, os 118 elementos


químicos já descobertos estão dispostos em ordem
crescente de número atômico o que faz com que eles estejam
posicionados em colunas horizontais (períodos) e colunas
verticais (famílias).
A Tabela Periódica, de certa forma, incorporava os
modelos anteriores propostos por Döbereiner,
Chancortouis e Newlands, mesmo que a validade desses
padrões só fosse verificada em determinados trechos da
Tabela. Além disso, nela se encaixavam todos os elementos
conhecidos na época.

➢ PERÍODOS DA TABELA PERÍODICA: Os períodos que


também podem ser chamados de linhas, níveis ou séries
periódicas, é um total de sete, numerados de cima para
baixo. Este número da ordem do período indica o
número de níveis energéticos ou camadas eletrônicas
do elemento. Por exemplo, todos os elementos do
primeiro período possuem apenas uma camada
eletrônica, todos do segundo período possuem duas
camadas eletrônicas e assim sucessivamente, sendo que
os períodos vão de 1 a 7.

5) HENRY GWYNJEFFREYS MOSELEY


No início do século XX, o físico
inglês Moseley examinou os espectros dos raios X
característicos de cerca de 40 elementos. Neste estudo ele
chegou à conclusão de que o número atômico podia ser
usado como critério de organização dos elementos
químicos, em vez da massa atômica. A aplicação desse
padrão corrigiria as falhas existentes nas tabelas de
Mendeleev e de Meyer. As poucas lacunas que ainda
persistiram na Tabela foram preenchidas mais tarde por
alguns elementos descobertos e outros sintetizados em Na tabela encontra-se:
laboratório. Assim, chegou-se a uma versão da Tabela
Periódica muito parecida com a que temos atualmente, 1º período – 1 camada e 2 elementos
composta por linhas chamadas de períodos (ou níveis) e 2º período – 2 camadas e 8 elementos
colunas chamadas de famílias (ou grupos). 3º período – 3 camadas e 8 elementos
4º período – 4 camadas e 18 elementos
5º período – 5 camadas e 18 elementos

9191
6º período – 6 camadas e 32 elementos Periódica são considerados da mesma família pois
7º período – 7 camadas e 32 elementos possuem propriedades físicas e químicas semelhantes.
Esses elementos fazem parte de um mesmo grupo porque
FAMÍLIAS DA TABELA PERIÓDICA: Ao contrário apresentam a mesma configuração de elétrons na última
dos períodos, as famílias da Tabela Periódica são camada (camada de valência).
distribuídas de forma vertical, em 18 colunas. Os elementos
químicos que estão localizados na mesma coluna da Tabela
A numeração das famílias da Tabela Periódica se inicia no 1A (representado também na tabela periódica abaixo
como grupo 01) e continua até a 8A (representado também na tabela como grupo 18). Atualmente, a IUPAC enumera as
famílias somente de 1 a 18, de acordo com a ordem das colunas verticais, sem distinguir grupos A e B.

1. FAMÍLIA OU GRUPO A
As famílias da tabela periódica representadas por A são aquelas formadas pelas duas primeiras colunas e as seis
últimas colunas verticais. Elas são representadas e denominadas como:
✓ Metais alcalinos- coluna 1 = Família IA
✓ Metais alcalinos terrosos- coluna 2 = Família IIA
✓ Família do Boro- coluna 13 = Família IIIA
✓ Família do Carbono- coluna 14 = Família IVA
✓ Família do Nitrogênio- coluna 15 = Família VA
✓ Calcogênios- coluna 16 = Família VIA
✓ Halogênios- coluna 17 = Família VIIA
✓ Gases Nobres- coluna 18 = Família VIIIA

2. FAMÍLIA OU GRUPO B
As famílias da tabela periódica representadas por B são constituídas pelas colunas 3 a 12. Essas são formadas por
dez colunas, entretanto, os elementos químicos da coluna do ferro (8), os elementos da coluna do cobalto (9) e coluna do
níquel (10) apresentam propriedades químicas semelhantes e, por tais motivos, as três colunas são classificadas como sendo
uma única família.
As famílias da tabela periódica, representadas por B, são assim representadas e denominadas:
✓ Coluna 3 = Família IIIB
✓ Coluna 4 = Família IVB
✓ Coluna 5 = Família VB
✓ Coluna 6 = Família VIB
✓ Coluna 7 = Família VIIB
✓ Coluna 8, 9 e 10 = Família VIIIB
✓ Coluna 11 = Família IB
✓ Coluna 12 = Família IIB

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92
92
92
92
Na Tabela Periódica, existem duas colunas horizontais posicionadas do lado de fora do corpo principal. Essas duas
colunas correspondem às chamadas séries dos lantanídeos e dos actinídeos. Os lantanídeos e os actinídeos foram
posicionados do lado de fora da tabela porque apresentam um total de 30 elementos, o que torna impossível colocá-los no
corpo principal da tabela sem deslocar os grupos 4 a 18. Se fosse assim, a tabela ficaria “esteticamente”, digamos assim,
desorganizada, tendo um grande espaço entre os grupos 2 e 4.
Veja a representação abaixo.

3.0 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS QUANTO ÀS PROPRIEDADES FÍSICAS

Na Tabela Periódica atual, os elementos químicos são agrupados em quatro grupos principais segundo as suas
propriedades físicas e químicas: Metais (alcalinos, alcalino-terrosos, transição, lantanídeos, actinídeos e representativos),
ametais e gases nobres. O hidrogênio, entretanto, é um elemento estudado à parte de tais grupos, pois suas propriedades
são distintas. O hidrogênio forma, assim, uma espécie de quinto grupo.

9393
1) METAIS: Os metais constituem a maior parte dos para encher balões como na imagem abaixo –, neônio (Ne),
elementos da Tabela Periódica, representando dois terços argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn).
deles. Alguns exemplos são a prata, ouro, cobre, zinco, ferro,
alumínio, platina, sódio, potássio, entre outros. Todos os Eles são assim chamados porque além de serem
elementos pertencentes a esse grupo possuem as seguintes gases em condições ambientes, eles possuem como principal
propriedades principais: característica a inércia química, sendo encontrados na
natureza na forma isolada, sendo muito raro tê-los
✓ Brilho metálico; combinados com outros elementos.
✓ São sólidos, com exceção do mercúrio, que é líquido em
temperatura ambiente;
✓ Conduzem corrente elétrica;
✓ Conduzem calor;
✓ São maleáveis, formando lâminas;
✓ São dúcteis, formando fios;
✓ Têm a tendência de perder elétrons e formar cátions.

O gás hélio usado para encher balões é um gás nobre


4) HIDROGÊNIO: O hidrogênio é diferente de qualquer
outro elemento químico, pois não se enquadra em nenhum
dos grupos mencionados. Por isso, em algumas tabelas, ele
aparece na parte central acima. Na maioria das Tabelas
Periódicas, ele vem na família 1 (família dos metais
alcalinos), porque ele possui apenas um elétron em sua
camada de valência, mas as suas propriedades não são
2) AMETAIS: Os ametais possuem presença abundante na semelhantes aos membros dessa família.
natureza se comparados aos metais, e suas principais
características são:

✓ Não possuem brilho;


✓ Não conduzem eletricidade, exceto o carbono grafite
que é capaz de conduzir por efeito de ressonância.
✓ Não conduzem calor;
✓ Fragmentam-se;
✓ Têm a tendência de ganhar elétrons e formar ânions

Os seres vivos são compostos basicamente por


elementos não metálicos, considerando principalmente que
toda matéria orgânica possui Carbono em sua composição. O hidrogênio não pertence a nenhum grupo da Tabela
Periódica
3) GASES NOBRES: São os elementos pertencentes à família
18 (VIIIA) da Tabela Periódica. Eles são hélio (He) – usado

94
94
94
94
94
Foram preenchidos 4 níveis, então o arsênio é do 4º período.
4.0 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DE
✓ I (Z = 53): A ordem geométrica da distribuição
ACORDO COM A CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA eletrônica do iodo é: 1s2 / 2s2 2p6 / 3s2 3p6 3d10 /
4s2 4p6 4d10 / 5s2 5p5.
Um elemento químico pode ser classificado de
Foram preenchidos 5 níveis, então o iodo é do 5º período
acordo com o subnível em que ocorre o elétron diferencial
de seus átomos, o seja, o elétron mais energético. Existem os
Agora consideremos como podemos descobrir a
elementos típicos ou representativos, que têm o elétron
FAMÍLIA do elemento:
diferencial em um subnível do tipo s ou p, sempre
pertencente ao último nível de energia. Já os elementos de
transição se dividem em transição em transição externa-
Apresentam o elétron diferencial em um subnível d do
penúltimo nível energético, e os de transição externa, o
elétron diferencial normalmente está em um subnível f do
antepenúltimo nível eletrônico.

Veja como isso ocorre em cada um dos grupos de


elementos mencionados acima:

➢ ELEMENTOS REPRESENTATIVOS:
Esses elementos são aqueles que pertencem às
famílias: 1, 2, 13, 14, 15, 16, 17 e 18. Eles também são
chamados de elementos típicos ou característicos e em
algumas tabelas eles correspondem aos elementos que estão
nas colunas A (IA, IIA, IIIA, IVA, VA, VIA, VIIA, VIII A).
Sempre que o elétron mais energético estiver em
um subnível s ou p, ele será um elemento representativo.
Além disso, a soma dos elétrons que foram preenchidos no
nível mais externo, nos mostra qual é sua respectiva família.

Se analisarmos a distribuição eletrônica de Grupo 01 ou família IA: Todos os elementos dessa família
determinado átomo no diagrama de energia (ou diagrama possuem o sunível ns1 (n = 1 a 7) com o mais energético. As
de Pauling) é possível ‘prever’ duas questões referentes à distribuições dos representantes Lítio e Sódio confirmam
localização do elemento desse átomo na Tabela Periódica: o esse fato:
período e a família.
Consideremos primeiramente o PERÍODO:

Grupo 02 ou família IIA: Todos os elementos dessa família


possuem o sunível ns2 com o mais energético. As
distribuições dos representantes Magnésio e Cálcio
Por exemplo, considere o caso de quatro elementos de confirmam esse fato:
diferentes períodos:
✓ Be (Z = 4): A ordem geométrica da distribuição
eletrônica do berílio é: 1s2 / 2s2.
Veja que foram preenchidos 2 níveis, portanto, o berílio é
do 2º período.

✓ Na (Z = 11): A ordem geométrica da distribuição


eletrônica do sódio é: 1s2 / 2s2 2p6 / 3s1.
Nesse caso, foram preenchidos 3 níveis, portanto, o sódio é
do 3º período.
Grupo 13 ou Família IIIA: Todos possuem 3 elétrons no
último nível e a configuração eletrônica termina
✓ As (Z = 33): A ordem geométrica da distribuição
em ns2 np1. As distribuições dos representantes Boro e
eletrônica do arsênio é: 1s2 / 2s2 2p6 / 3s2 3p6 3d10 /
Alumínio confirmam esse fato:
4s2 4p3.

9595
eletrônica termina em ns2 np4. As distribuições dos
representantes Neônio e Argônio confirmam esse fato:

Grupo 14 ou Família IVA: Todos possuem 4 elétrons no


último nível e a configuração eletrônica termina
em ns2 np2. As distribuições dos representantes Carbono e Observação: a distribuição eletrônica do Hélio é apenas 1s2.
Silício confirmam esse fato: Ele é, portanto, o único elemento que não segue o padrão dos
demais.

➢ ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO EXTERNA:

Os elementos de transição são os que ficam nas


famílias de 3 a 12, sendo que os de transição externa são os
que ficam expostos (externos). Em algumas tabelas os
elementos de transição ocupam as colunas B (IIIB, IVB, VB,
Grupo 15 ou Família VA: Todos possuem 5 elétrons no
VIB, VIIB, VIIIB, IB e IIB).
último nível e a configuração eletrônica termina
Eles possuem o elétron mais energético em
em ns2 np3. As distribuições dos representantes Nitrogênio
um subnível d incompleto. A sua configuração eletrônica
e Fósforo confirmam esse fato:
termina em ns2 (n-1)d (1 até 10).

A ordem dos grupos 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B é dada


pela soma dos elétrons da última camada com os elétrons do
Grupo 16 ou Família VIA: Todos possuem 6 elétrons no subnível “d” incompleto.
último nível e a configuração eletrônica termina
em ns2 np4. As distribuições dos representantes Oxigênio e
Enxofre confirmam esse fato:

Grupo 03 ou família IIIB: Todos possuem 2 elétrons no último


nível e 1 elétron no subnível mais energético. A configuração
eletrônica termina em ns2 (n-1)d1. As distribuições dos
representantes escândio e ítrio confirmam esse fato:

Grupo 17 ou Família VIIA: Todos possuem 7 elétrons no


último nível e a configuração eletrônica termina
em ns2 np5.As distribuições dos representantes Flúor e
Cloro confirmam esse fato:
Grupo 04 ou família IVB: Todos possuem 2 elétrons no
último nível e 2 elétron no subnível mais energético. A
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d2. As
distribuições dos representantes titânio e zircônio
confirmam esse fato:

Grupo 18 ou Família VIA: Com exceção do elemento Hélio


(pertencente ao primeiro período e que possui número
atômico igual a dois, não sendo possível ter o subnível p
como o mais energético), todos os outros elementos dessa Grupo 05 ou família VB: Todos possuem 2 elétrons no
família possuem 8 elétrons no último nível e a configuração último nível e 3 elétron no subnível mais energético. A
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d3. As

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96
96
96
distribuições dos representantes vanádio e nióbio Grupo 10 ou família VIIIB: Todos possuem 2 elétrons no
confirmam esse fato: último nível e 8 elétron no subnível mais energético. A
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d8. As
distribuições dos representantes níquel e paládio
confirmam esse fato:

Grupo 06 ou família VIB: Todos possuem 1 elétrons no


último nível e 5 elétron no subnível mais energético(Trata-
se de um exceção de acordo o diagrama de Linus Pauling). A
configuração eletrônica termina em ns1 (n-1)d5. As
distribuições dos representantes cromo e molibdênio A ordem dos grupos 1B e 2B é dada pelo número de
confirmam esse fato: elétrons na camada de valência.
Cu= [Ar] 3d10 4s1
Zn= [Ar] 3d10 4s2

Grupo 11 ou família IB: Todos possuem 1 elétrons no


último nível e 10 elétron no subnível mais energético(Trata-
se de um exceção de acordo o diagrama de Linus Pauling). A
Grupo 07 ou família VIIB: Todos possuem 2 elétrons no configuração eletrônica termina em ns1 (n-1)d10. As
último nível e 5 elétron no subnível mais energético. A distribuições dos representantes cobre e prata confirmam
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d5. As esse fato:
distribuições dos representantes manganês e tecnécio
confirmam esse fato:

Grupo 08 ou família VIIIB: Todos possuem 2 elétrons no Grupo 12 ou família IIB: Todos possuem 2 elétrons no
último nível e 6 elétron no subnível mais energético. A último nível e 10 elétron no subnível mais energético. A
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d6. As configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d10. As
distribuições dos representantes ferro e rutênio confirmam distribuições dos representantes zinco e cádmio confirmam
esse fato: esse fato:

Grupo 09 ou família VIIIB: Todos possuem 2 elétrons no


➢ ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO INTERNA:
último nível e 7 elétron no subnível mais energético. A
São aqueles elementos que ocupam o grupo 3 da
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d7. As
Tabela Periódica, mas que ficam internos e, para vê-los,
distribuições dos representantes cobalto e ródio confirmam
puxamos uma linha repetindo os períodos 6 e 7 abaixo da
esse fato:
tabela. O período 6 é denominado de série dos lantanídios, e
o 7 é a série dos actinídios. Os elementos de transição
interna possuem o elétron mais energético do átomo no
estado fundamental em um subnível f incompleto. A sua
configuração eletrônica termina em ns2 (n - 2)f (1 até 13).
A série dos lantanídeos possui elementos cujos
números atômicos vão de 57 a 71. Com exceção do
Lutécio (que tem como subnível energético o 5d1), todos os
outros elementos da série dos lantanídeos apresentam como
subnível mais energético o 4f (variando apenas a
quantidade de elétrons nesse subnível). Esse fato é

9797
facilmente percebido quando observamos a distribuição apenas a quantidade de elétrons nesse subnível). Esse fato é
eletrônica do Lutécio e de outros três elementos da série: facilmente percebido quando observamos a distribuição
eletrônica do Laurêncio e de outros três elementos da série:

Já a série dos actinídeos apresenta elementos cujos


números atômicos vão de 89 a 103. Com exceção
do Laurêncio (que tem como subnível energético o 6d1),
todos os outros elementos da série dos actinídeos
apresentam como subnível mais energético o 5f (variando

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98
98
98
98
Assim fica muito simples determinarmos o número de níveis e o subnível de maior energia de qualquer elemento
químico. Veja alguns exemplos:

1º) Na (Família IA, 3o período)


Como o sódio (Na) está na Família IA e no 3º Período, seu subnível mais energético é s 1 e o átomo apresenta três
níveis. Resumindo: 3s1 seria o término da sua distribuição.
2º) Hg (Família IIB, 6o período)
Como o mercurio (Hg) é da família IIB e está no sexto período, seu subnível mais energético é o d 10 e apresenta
quatro níveis. Todavia, sempre que estivermos trabalhando com um elemento de subnível d, sua distribuição sempre
terminará em um nível anterior. Isso ocorre porque, seguindo a ordem de energia do diagrama de Linus Pauling, para
terminar em d, antes passamos pelo s do nível seguinte. Resumindo: a distribuição do cobre termina em 5d 10.

3º) Nd (Família IIIB, 6o período / série dos actinídeos)


Como o Neodímio (Nd) é o quarto elemento da série dos actinídeos e está no sexto período, seu subnível mais
energético é o f4 e apresenta seis níveis. Todavia, sempre que estivermos trabalhando com um elemento de subnível f, sua
distribuição sempre terminará em dois níveis anteriores. Isso ocorre porque, seguindo a ordem de energia do diagrama de
Linus Pauling, para terminar em f, antes passamos pelo s de dois níveis seguintes. Resumindo: a distribuição do neodímio
termina em 4f4.

4º) Bk (Família IIIB, 7o período /série dos lantanídeos)


Como o Berquélio (Bk) é o nono elemento da série dos actinídeos e está no sétimo período, seu subnível mais
energético é o f9 e apresenta sete níveis. Como já esclarecido no item anterior, por apresentar subnível f, sua distribuição
terminará em dois níveis anteriores. Resumindo: a distribuição do berquélio termina em 5f 9.

5.0 – OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DOS ELEMENTOS – ESTADO FÍSICO, RADIOATIVIDADE, OBTENÇÃO.

1) ESTADOS FÍSICOS: Alguns elementos são gasosos nas condições ambiente de temperatura e pressão, são eles
hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), flúor (F), cloro (Cl) e os gases nobres são gasosos em temperatura
ambiente. Somente dois elementos são líquidos em tais condições: o bromo e o mercúrio. Vale dizer que outros
elementos, tais como o gálio (Ga), rubídio (Rb), frâncio (Fr) e o césio (Cs), tornam-se líquidos em temperaturas um
pouco maiores que a temperatura ambiente, entre 27°C e 30 °C. A maioria dos elementos se encontra no estado
sólido e, entre esses elementos, alguns não são encontrados na natureza, sendo obtidos por transmutação artificial.

9999
2) RADIOATIVIDADE: Elementos radioativos são aqueles cujos átomos apresentam a capacidade de
eliminar radiação (energia) alfa, beta ou gama, de forma espontânea, a partir do seu núcleo (que apresenta prótons
e nêutrons). Todos os átomos de um elemento químico que apresenta número atômico maior ou igual a 84
são radioativos, independentemente se esse elemento for natural (encontrado na natureza) ou artificial (também
denominados transurânicos, produzidos em laboratório). Isso ocorre porque quanto maior o número de prótons e
maior a massa do núcleo, maior a probabilidade de emissão de radiação.

Elementos radioativos

→ Elementos radioativos naturais

• Bismuto(83Bi)(levemente radioativo) • Frâncio (87Fr) • Tório (90Th)


• Polônio (84Po) • Rádio (88Ra) • Protactínio (91Pa)
• Astato (85At) • Actínio (89Ac) • Urânio (92U)
• Radônio (86Rn)

100
100
100
100
100
→ Elementos radioativos artificiais (transurânicos): São todos os elementos presentes na tabela periódica que
apresentam um número atômico maior ou igual a 93.
• Netúnio (93Np) • Nobélio (102No) • Roentgênio (111Rg)
• Plutônio (94Pu) • Laurêncio (103Lr) • Copernício (112Cn)
• Amerício (95Am) • Rutferfórdio (104Rf) • Nihônio (113Nh)
• Cúrio (96Cm) • Dúbnio (105Db) • Fleróvio (114Fl)
• Berquélio (97Bk) • Seabórgio (106Sg) • Moscóvio (115Mc)
• Califórnio (98Cf) • Bório (107Bh) • Livermório (116Lv)
• Einstênio (99Es) • Hássio (108Hs) • Tenessino (117Ts)
• Férmio (100Fm) • Meitnério (109Mt) • Oganosseno (117Ts)
• Mendelévio (101Md) • Darmstadtio (110Ds)

Isótopos radioativos
Todos os elementos químicos da tabela periódica, independentemente se radioativos ou não, apresentam isótopos,
ou seja, átomos com o mesmo número atômico e diferentes números de massa.
No caso dos elementos radioativos, ou seja, aqueles com número atômico maior ou igual a 84, a grande maioria dos
seus isótopos são radioativos. Já no caso dos elementos químicos que apresentam número atômico inferior a 84, um ou outro
isótopo desse elemento é radioativo. Exemplo:

• Hidrogênio-3 ou trítio (1H3): é o isótopo radioativo do o urânio na tabela periódica, geralmente possuem meia
elemento químico hidrogênio, e seus outros dois vida curta e são instáveis, sendo elementos artificiais.
isótopos não radioativos são o prótio (1H1) e o deutério São obtidos em laboratórios por meio de fusão ou
(1H2); colisão, quando se bombardeiam núcleos de outros
• Césio-137 (55Cs137): é o isótopo radioativo do elemento elementos com nêutrons, fazendo com que os mesmos se
químico césio, e alguns outros de seus 31 isótopos não desintegrem e gerando novos elementos, mas estes por vez
radioativos são o césio-133 (55Cs133) e o césio-135 são muito instáveis, pois possuem uma grande quantidade
(55Cs135). de energia, nêutrons e prótons em seu núcleo. Dependendo
do elemento, duram menos que um segundo, se
3) OBTENÇÃO: A tabela periódica dos elementos desintegrando novamente e gerando outros elemento de
possui muitas divisões para ajudar a classificar os núcleo mais estável e menor.
elementos que estão compreendidos nela e para
isso foi desenvolvida a separação para os elementos 4) PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS
que são naturais (cisurânicos) e os artificiais A tabela periódica existe para organizar os
(transurânicos). elementos que têm propriedades químicas e físicas
semelhantes. Os metais, não-metais e gases nobres formam
Elementos Cisurânicos: São todos os elementos cujo grupos subdivididos para facilitar a localização.
número atômico é inferior ao 92, ou seja, as que antecedem Mas a Tabela Periódica não é útil apenas para saber
o urânio. Sendo todos elementos naturais, encontrados na sobre a massa atômica, número atômico e distribuição
superfície terrestre. eletrônica dos átomos, podemos usá-la para observar as
Com exceção dos quatros seguintes, que são propriedades periódicas e aperiódicas que são usadas para
artificiais: relacionar as características dos elementos com suas
• Tecnécio (43) estruturas atômicas.
• Promécio (61) Vejamos cada uma em particular:
• Astato (85)
• Frâncio (87) Propriedades periódicas: ocorrem à medida que o número
atômico de um elemento químico aumenta, ou seja, assume
Elementos Transurânicos: Os elementos valores que crescem e decrescem em cada período da Tabela
transurânicos são os elementos que possuem número Periódica.
atômico maior que 92, ou seja, aqueles que vêm após Entre as propriedades periódicas temos: raio
atômico, energia de ionização, eletroafinidade,

101
101
eletronegatividade, densidade, temperatura de fusão e
ebulição e volume atômico.
Demonstração gráfica: A propriedade periódica
possui uma série de pontos máximos (picos) e pontos
mínimos(vales), que se alternam com o aumento do número
atômico. Veja os exemplos abaixo

6.0 – RAIO ATÔMICO

1) RAIO ATÔMICO

“O raio atômico (r) é a metade da distância internuclear


mínima (d) que dois átomos desse elemento podem
apresentar, sem estarem ligados quimicamente. Para medir
o raio atômico, usa-se a técnica da difração por Raios X”.

É uma propriedade periódica porque seus valores


só variam periodicamente, ou seja, aumentam e diminuem,
seguidamente, com o aumento do número atômico.

ANÁLISE DO TAMANHO DO RAIO NA TABELA PERIÓDICA

➢ Na mesma família: Na família o tamanho do raio


cresce de cima para baixo, ou seja, ele acompanha o
número de camadas dos átomos de cada elemento.
Família IA:
H (1º Período, Raio 1,20 Å)
Li (2º Período, Raio 1,52 Å)
Na (3º Período, Raio 1,86Å)

Propriedades aperiódicas: os valores desta propriedade


variam à medida que o número atômico aumenta, mas não
obedecem à posição na Tabela, ou seja, não se repetem em
períodos regulares.
Exemplos de propriedades aperiódicas: calor
específico, índice de refração, dureza e massa atômica. É
válido ressaltar que a massa atômica sempre aumenta de
acordo com o número atômico do elemento, e não diz
respeito à posição deste elemento na Tabela.
Demonstração gráfica: A propriedade aperiódica
corresponde sempre a uma curva ascendente ou
descendente, veja o exemplo abaixo.

102
102
102
102
102
➢ No mesmo período: Nessa situação os elementos
possuem o mesmo número de camadas. Para
sabermos quem possui um maior raio, é necessário
avaliar a carga nuclear que o núcleo exerce sobre os
elétrons mais externos. O átomo que possuir maior
carga nuclear exercerá uma maior atração sobre esses
elétrons e, certamente, possuirá um menor raio.

OBS: O cátion é sempre menor do que o átomo que lhe deu


origem.

➢ O TAMANHO DOS ÂNIONS: De uma maneira geral, os não


metais formam íons negativos pelo ganho de um ou mais
elétrons. Os íons dos não metais são maiores do que os
átomos que lhe deram origem porque, quando se forma o
íon negativo, o número de elétrons circundantes excede o
número de cargas positivas e, como consequência, a
nuvem eletrônica é obrigada a se expandir.
Neste exemplo, verificamos que o Potássio (K), ➢
Cálcio (Ca) e escândio (Sc) fazem parte de um mesmo
período. Isso significa dizer que apresentam o mesmo
número de camadas. No entanto, a medida que andamos no
período, ocorre um aumento da carga nuclear, vejam: A
carga do K é 19, Ca é 20 e Sc é 21. Entre os três apresentados,
o Sc apresenta uma maior atração sobre os elétrons de
valência, apresentando assim o menor raio dentre os três.

OBS: O ânion é sempre maior do que o átomo que lhe deu


origem.
RAIO ATÔMICO X RAIO IÔNICO

Generalização: Na tabela periódica, os raios atômicos


crescem, nos períodos, da direta para a esquerda e, nos
grupos, de cima para baixo.

RAIO EM ESPÉCIES ISOELETRÔNICAS

7.0 – RAIO IÔNICO Íons e átomos isoeletrônicos possuem o mesmo


número de níveis preenchidos e de elétrons. O íon que
possuir o maior número atômico (Z) possuirá maior número
Denomina-se de raio iônico o tamanho que um átomo passa
de prótons em seu núcleo, o que atrairá os elétrons com
a apresentar após a perda ou o ganho de um ou mais
maior força, diminuindo o raio.
elétrons.
Exemplo: Considere os seguintes elementos isoeletrônicos:
Dessa forma, temos:
8O2-, 9F1-, 10Ne, 11Na1+ e 12Mg2+
➢ TAMANHO DOS CÁTIONS: De uma maneira geral, os
metais formam íons positivos pela perda de um ou
mais elétrons. Os íons metálicos são menores do que De acordo com o número atômico, a ordem
os átomos dos quais foram formados porque quando crescente de raio será:
se forma um íon positivo, o número de cargas positivas
12Mg2+ < 11Na1+ < 10Ne < 9F1- < 8O2-
no núcleo excede o número de elétrons circundantes e
a carga nuclear efetiva é aumentada. Em
consequência, os elétrons remanescentes são mais Podemos ver que à medida que o número de
fortemente atraídos pelo núcleo reduzindo o tamanho prótons diminui, a carga nuclear que atrai os elétrons na
do átomo. eletrosfera também diminui, resultando no aumento do raio.

103
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8.0 – ENERGIA DE IONIZAÇÃO

“A energia de ionização, também conhecida


como potencial de ionização é a energia mínima necessária
para “arrancar” um elétron de um átomo isolado e no estado
Com apenas 20 cargas positivas em seu núcleo,
gasoso”.
o Ca atrai com menor intensidade os seus elétrons que
o Se, que possui 34. Com um raio maior, será então mais
Considerando os elementos em uma mesma
fácil a retirada de elétrons, sendo, portanto, necessária
família: A primeira energia de ionização aumenta de baixo
uma menor energia de ionização.
para cima. Isso acontece porque, conforme vai descendo, os
níveis de energia e o raio atômico vão aumentando e os
Isso é mostrado abaixo, além dos valores das
elétrons vão ficando mais distantes do núcleo, por isso fica
energias de ionização de vários elementos.
mais fácil retirá-los. Exemplos

Com um raio curto, os elétrons são atraídos


fortemente pelo núcleo do átomo.

Com um raio maior, os elétrons mais distantes já


não são mais tão atraídos pelo núcleo do átomo.
Necessitando, assim, de uma menor energia de ionização,
quando comparado ao elemento Mg.
Considerando os elementos em um mesmo
período: A primeira energia de ionização aumenta da
Esse crescimento é inversamente proporcional ao
esquerda para a direita. Isso ocorre porque, conforme
crescimento do raio atômico.
formos caminhando para a direita, a quantidade de níveis
permanece a mesma, mas a quantidade de elétrons vai
aumentando, ou seja, a atração pelo núcleo aumenta e seu
raio diminui.

Com 34 cargas positivas em seu núcleo, o Se atrai Considerações;


com maior intensidade os seus elétrons que o Ca, que possui
apenas 20. Com um raio menor, será então mais difícil a ❖ O primeiro potencial de ionização é considerado o mais
retirada de elétrons, sendo, portanto, necessária uma maior importante. Por quê? Porque é neste momento que
energia de ionização. ocorre a retirada do primeiro elétron da camada mais
externa do átomo.
❖ A primeira energia de ionização é menor que a segunda,
que por sua vez é menor que a terceira. Por quê?
Podemos pensar da seguinte maneira: se a cada energia
de ionização eu estou retirando um elétron, a tendência

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é que a carga que o núcleo exerce sobre este elétron Perceba que a energia de ionização aumenta à
aumente cada vez mais, sendo assim necessária uma medida que o íon vai se tornando cada vez mais
quantidade de energia cada vez maior para que ocorra a positivamente carregado.
retirada do segundo e terceiro elétron respectivamente.

9.0 – ELETROAFINIDADE, ELETRONEGATIVIDADE,


ELETROPOSTIVIDADE E REATIVIDADE

ELETROAFINIDADE OU AFINIDADE ELETRÔNICA

“Eletroafinidade ou afinidade eletrônica corresponde à


energia liberada quando um elétron é adicionado a um
átomo neutro no estado gasoso”.

Para o alumínio (Al: Z = 13): 13Al → 1s2 2s2 2p6 3s2 3p1

1ª energia de ionização:
Al (g) + 577,4 KJ/mol → Al1+ (g) + e-
13Al1+ → 1s2 2s2 2p6 3s2

2ª energia de ionização:
Al1+ (g) + 1816,6 KJ/mol → Al2+ (g) + e-
13Al2+ → 1s2 2s2 2p6 3s1

3ª energia de ionização:
Al2+ (g) + 2744,6 KJ/mol → Al3+ (g) + e- Ao receber um elétron, o átomo libera uma quantidade de
13Al3+ → 1s2 2s2 2p6 energia, determinada pela eletroafinidade

4ª energia de ionização: Em relação ao raio atômico, a afinidade eletrônica é


Al3+ (g) + 11575,0 KJ/mol → Al4+ (g) + e- inversa. Ou seja, conforme o raio atômico aumenta, o valor
13Al4+ → 1s2 2s2 2p5 da eletroafinidade diminui e vice-versa.
Isso acontece devido à força de atração do núcleo ser
maior do que os elétrons presentes nas últimas camadas
eletrônicas.

Período: Analisando um mesmo período da tabela


periódica, tem-se que quanto maior o número atômico,
maior a afinidade eletrônica. O que acontece é que com o
Energias de ionização. maior número atômico, maior será o número de prótons no
núcleo e assim, maior será a força de atração nuclear em
Para o magnésio (Mg: Z = 12): 12Mg → 1s2 2s2 2p6 3s2 relação aos elétrons mais distantes. Desse modo, em um
mesmo período, a eletroafinidade varia aumentando da
1ª energia de ionização: esquerda para a direita.
Mg (g) + 738 KJ/mol → Mg1+ (g) + e-
12Mg1+ → 1s2 2s2 2p6 3s1

2ª energia de ionização:
Mg1+ (g) + 1451 KJ/mol → Mg2+ (g) + e-
12Mg2+ → 1s2 2s2 2p6
Variação da afinidade eletrônica em um período

Se compararmos essa propriedade do flúor


presente na família 17 com o lítio localizado na família 1,
veremos essa diferença. O flúor possui energia de 328 kJ,
enquanto o lítio tem eletroafinidade no valor de 60 kJ. Entre
esses dois átomos, o que ocorre é que o flúor apresenta uma
maior capacidade de atrair os elétrons.
Energias de ionização.
Família: No caso de uma família da tabela periódica, quanto
menor for o número atômico e o número de níveis de

105
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energia, maior será a afinidade eletrônica. Nesse caso, em ELETRONEGATIVIDADE
uma mesma família, o menor número atômico torna a força
de atração do núcleo maior em relação aos elétrons “É uma força de atração exercida sobre os elétrons
localizados na periferia do átomo. Sendo assim, numa de uma ligação entre dois ou mais átomos, ou seja, quanto
família, a eletroafinidade cresce de baixo para cima. maior for essa força de atração maior ser a tendência de um
determinado átomo em receber elétrons em uma ligação
química”.

A eletronegatividade é uma propriedade periódica,


o que quer dizer que ela aumenta ou diminui em intervalos
regulares na Tabela Periódica de acordo com o aumento ou
diminuição do número atômico dos elementos.
O cientista Linus Pauling determinou
experimentalmente a eletronegatividade dos elementos da
Afinidade eletrônica em uma família da tabela periódica Tabela Periódica, conforme é mostrado a seguir:

Ao analisarmos o lítio e o potássio que são


pertencentes à mesma família, verifica-se que os valores de
energia liberada são de 60 kJ e 48 kJ, respectivamente.
Em resumo

Valores da eletronegatividade de Pauling na tabela


periódica

Observe que, quando consideramos os elementos


pertencentes a uma mesma família (mesma coluna), a
eletronegatividade aumenta de baixo para cima. Veja, por
exemplo, os elementos da família 2 (Be, Mg, Ca, Sr, Ba). Os
Quando esse átomo tende a ganhar elétrons, seus respectivos valores de eletronegatividade são 1,6; 1,2;
apresenta em potencial essa tendência, energia é liberada e 1,0; 1,0 e 0,9. Portanto, esses valores comprovam que a
o valor da AF é negativo. E quanto mais negativo, maior a eletronegatividade cresce de baixo para cima na Tabela
tendência do átomo em receber elétrons. Afinidades Periódica.
eletrônicas são difíceis de medir e não são conhecidos É importante ressaltar que esse sentido é
valores exatos para todos os elementos. Os valores para os exatamente o contrário do sentido do crescimento do raio
elementos dos três primeiros períodos estão colocados em atômico, outra propriedade periódica. Essas duas
função dos números atômicos na figura abaixo. (Nem todos propriedades estão intimamente relacionadas, pois,
esses valores foram obtidos experimentalmente, alguns conforme o número atômico aumenta para os elementos
foram calculados teoricamente). pertencentes a uma mesma família, o número de camadas
eletrônicas e, consequentemente, o tamanho ou raio
atômico também aumentam nesse sentido.
Porém, quanto maior o raio atômico, mais distante
ficará o núcleo da camada de valência, e isso resultará em
uma diminuição da atração entre os prótons (cargas
positivas) do núcleo e os elétrons (cargas negativas) da
camada de valência, ou seja, haverá diminuição da
eletronegatividade.
Agora, se considerarmos os elementos
pertencentes ao mesmo período (mesma linha) da Tabela
Periódica, veremos que a eletronegatividade cresce da
esquerda para a direita. Por exemplo, olhe os elementos do
segundo período (Li, Be, B, C, N, O, F). A eletronegatividade
deles cresce nesse sentido, ou seja, da esquerda para a
direita: 1,0; 1,6; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5 e 4,0.
Quando temos valores positivos para afinidade
eletrônica (ou eletroafinidade) isto significa que energia é
absorvida das vizinhanças quando o átomo recebe um
elétron.

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Isso também está relacionado com o raio atômico, Com base nos dados fornecidos, podemos
pois, em um mesmo período, todos os elementos possuem a determinar o elemento mais eletropositivo dos exemplos
mesma quantidade de camadas eletrônicas. Porém, apresentados a seguir, ou seja, o elemento cujos átomos
conforme o número atômico vai aumentando (da esquerda doam elétrons durante a ligação química.
para a direita), a quantidade de prótons no núcleo atômico
também cresce. Com isso, a atração prótons-elétrons fica 1º) NaCl. O sódio apresenta maior raio atômico que o cloro
mais intensa e o raio atômico diminui, mas a por estar mais à esquerda na Tabela Periódica e,
eletronegatividade aumenta. principalmente, por ter um número atômico menor que o do
Macete para os elementos mais eletronegativos da cloro. Por isso, o sódio é o mais eletropositivo e tem
tabela periódica: tendência de perder elétrons para o cloro.
Fui Ontem No Clube Briguei I Sai Correndo Para Hospital
F / O / N / Cl / Br / I /S / C / P /H 2º) CaS. O cálcio apresenta maior raio atômico que o enxofre
por estar mais à esquerda na Tabela Periódica e,
ELETROPOSITIVIDADE principalmente, por ter um número de níveis maior. O cálcio
está localizado no quarto período (quatro níveis) e o enxofre
“É a capacidade que um átomo apresenta de doar elétrons está no terceiro período (três níveis). Por isso, o cálcio é o
para outro átomo quando entre eles está sendo estabelecida mais eletropositivo e tem tendência de perder elétrons para
uma ligação química, resultando na formação de uma o enxofre.
substância composta”.
REATIVIDADE
Temos uma substância composta quando uma molécula é
formada por átomos de elementos químicos diferentes. Por “Em Química, reatividade consiste na tendência que
exemplo: uma reação química tem em acontecer”
• NaCl. Nessa substância, temos um átomo de sódio
estabelecendo uma ligação química com um átomo A reatividade está relacionada com a avaliação que
de cloro. fazemos sobre a ocorrência ou não de uma reação entre
• K2S. Nessa substância, temos um átomo de enxofre substâncias. Será que ocorrerá, por exemplo, uma reação
estabelecendo ligação química com dois átomos de química entre os reagentes sódio e cloreto de prata?
potássio. Na + AgCl → ?

Assim, se átomos diferentes estão estabelecendo Para saber se a reação ocorrerá ou não, basta
uma ligação química, entre eles acontecem de forma simplesmente analisar a reatividade entre esses elementos
espontânea o ganho e a perda de elétrons. O ganho de na Tabela Periódica. Para isso, é importante saber que essa
elétrons é chamado de eletronegatividade e a perda análise passa por duas etapas:
eletropositividade. ✓ Estudo da reatividade dos metais;
Para determinar qual dos átomos dos elementos ✓ Estudo da reatividade dos ametais.
presentes na substância composta apresenta maior
eletropositividade (capacidade de doação de elétrons), OBS.: A reatividade é uma propriedade periódica não
basta conhecer o raio atômico de cada um desses elementos. avaliada para os gases nobres (família VIIIA). Na imagem
Isso ocorre porque é mais fácil retirar elétrons de um átomo disposta logo mais a seguir, esses elementos estão
maior (maior raio), pois a atração do núcleo em relação aos destacados de verde.
elétrons é menor. Assim:
A) REATIVIDADE DOS METAIS
• Quanto maior o raio atômico = Menor a atração do
núcleo = Maior a Eletropositividade OBS.: Os elementos metais estão localizados mais ao centro
e à esquerda da Tabela (destacados de preto na imagem
• Quanto menor o Raio atômico = Maior a atração do
disposta logo mais a seguir).
núcleo = Menor a Eletropositividade
Para saber se um metal é mais reativo que outro, é
importante relembrar o conceito de eletropositividade, isto
Veja a seguir o esquema que ilustra o aumento do
é, a capacidade que um átomo tem de ceder elétrons para
raio atômico nas famílias e nos períodos.
outro átomo durante uma ligação.

107
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Dessa forma, se um metal é mais eletropositivo que
outro, ele tem maior tendência de perder elétrons em uma
ligação e, por isso, tende a ser mais reativo. Como a
eletropositividade segue o padrão de aumento do raio
atômico, para avaliar a reatividade dos metais na Tabela
Periódica, vamos seguir o mesmo princípio, ou seja:
✓ Na família, a reatividade aumenta de cima para
baixo (seta amarela vertical);
✓ No período, a reatividade aumenta da direita para a Agora temos os valores experimentais da densidade
esquerda (seta amarela horizontal). de alguns elementos que pertencem ao mesmo período na
Tabela Periódica:
Com base nesses e em outros valores de densidades
dos elementos, percebemos que suas variações são
facilmente relacionáveis na Tabela Periódica. A densidade
aumenta das extremidades para o centro da
B) REATIVIDADE DOS AMETAIS Tabela, conforme representado abaixo:
OBS.: Os ametais estão localizados à direita da Tabela
periódica (destacados em vermelho na imagem acima).

Para avaliar a reatividade dos ametais, sempre


utilizamos como padrão a eletronegatividade, que é a
capacidade que um átomo possui de atrair os elétrons de
outro átomo presente na ligação. Assim, para saber se um
ametal é mais reativo que outro, basta seguir os padrões
estabelecidos para a eletronegatividade, ou seja:

✓ Na família, a reatividade aumenta de baixo para


cima (seta amarela vertical);
✓ No período, a reatividade aumenta da esquerda
para a direita (seta amarela horizontal); Macete para os elementos com maior densidade:
Os Irmãos Pt

VOLUME ATÔMICO
O volume atômico é uma propriedade periódica dos
elementos químicos. Todavia, antes de um estudo mais
detalhado sobre o assunto, é necessário deixar bem
Com essa explicação, temos agora condição de
estabelecidos alguns conceitos importantes.
avaliar se a reação química entre o Na e o AgCl acontecerá.
Como o Na é um metal, ele terá sua reatividade comparada Denomina-se de volume o espaço que uma
determinada matéria ocupa. Já o volume atômico é a relação
com o Ag, que também é um metal. Como o Ag está localizado
estabelecida entre a massa de um mol de átomos e a
mais ao centro da Tabela e o Na está mais à esquerda, o Na é
densidade da substância simples (elemento químico) que
mais reativo do que o Ag. Assim sendo, a reação acontecerá.
esses átomos formam. Assim, o volume atômico pode ser
calculado com a seguinte fórmula:
Na + AgCl → Ag + NaCl
VA = M
Ds
• VA = Volume atômico
10.0 – DENSIDADE, VOLUME ATÔMICO E • M = Massa molar
TEMPERATURA DE FUSÃO/EBULIÇÃO • Ds = Densidade do elemento

Como é praticamente impossível determinar o


DENSIDADE volume (espaço) ocupado por um átomo, utiliza-se no
volume atômico a quantidade de 1 mol de átomos do
“Densidade é a relação entre a massa (m) de uma
elemento químico (substância em questão) pelo fato de que,
substância e o volume (V) ocupado por essa massa”.
em 1 mol, há 6,02.1023 átomos.
Abaixo temos as densidades dos elementos Além da quantidade de átomos e da densidade da
pertencentes a uma mesma família da Tabela Periódica. Veja substância, o estudo do volume atômico também leva em
como a densidade aumenta à medida que o período do consideração a estrutura cristalina dos átomos. Isto ocorre
elemento aumenta, ou seja, de cima para baixo: porque, ao formar a rede cristalina, os átomos podem estar
mais ou menos compactados (próximos).

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É possível ter uma ideia sobre o volume pontos de ebulição e de fusão diminuídos à medida que o
atômico apenas fazendo uma análise de sua posição número atômico aumenta, isto é, aumentam de baixo para
na Tabela Periódica. Veja o esquema a seguir: cima. Já os elementos da família 17, da outra extremidade da
tabela periódica, apresentam o efeito contrário, ou seja, à
medida que seu número atômico cresce, seus pontos de
fusão e ebulição aumentam, de cima para baixo.
Já no que diz respeito aos elementos de um mesmo
período, conforme mostrado na terceira tabela acima, de
Volume atômico cresce de cima para baixo e do centro para modo geral, os pontos de fusão e ebulição crescem das
a extremidade extremidades para o centro.
Desse modo, podemos dizer que o ponto de fusão e
Com base no esquema proposto, o volume atômico o ponto de ebulição são propriedades periódicas que
cresce de cima para baixo e sempre do centro para as crescem nos sentidos mostrados abaixo na tabela periódica:
extremidades.
Ao relacionar o volume atômico e a Tabela
Periódica, podemos fazer comparações entre os volumes
atômicos dos elementos. Veja alguns exemplos:

• Lítio e Césio
O césio apresenta maior volume atômico que o lítio porque,
mesmo que estejam na mesma família, o césio está
posicionado mais abaixo do lítio.
• Ferro e Potássio
O potássio apresenta um volume atômico maior que o do
O carbono está em ênfase na ilustração, porque ele
ferro porque, mesmo que eles estejam localizados no
é uma exceção. Por apresentar a propriedade de originar
mesmo período, o potássio está localizado na extremidade
estruturas formadas por um grande número de átomos, ele
da Tabela e o ferro está mais centralizado.
possui elevados pontos de ebulição (4287 °C) e de fusão
• Bário e Astato
(3550 °C).
Não podemos determinar qual desses elementos apresenta
O tungstênio (W) também está destacado, pois ele
maior volume atômico porque ambos estão localizados nas
fica praticamente no centro da tabela, sendo o metal de
extremidades da Tabela Periódica (famílias IIA e VIIA,
maior ponto de fusão (3422°C). Isso significa que ele pode
respectivamente). O volume cresce do centro para as
permanecer no estado sólido mesmo em altas temperaturas.
extremidades.
Por isso, esse metal é usado em filamentos de lâmpadas
incandescentes.
TEMPERATURA DE FUSÃO (TF) E TEMPERATURA DE
Outra propriedade que se verifica é que, com
EBULIÇÃO (TE):
exceção do hidrogênio, os elementos que possuem menores
O ponto de fusão corresponde à temperatura em
pontos de ebulição estão situados do lado esquerdo e na
que determinado material passa do estado sólido para o
parte superior da Tabela Periódica. Esses elementos se
líquido; e o ponto de ebulição é a máxima temperatura em
apresentam na forma líquida ou gasosa na temperatura
que um material pode existir na fase líquida, sob
ambiente.
determinada pressão.
Tanto o ponto de fusão como o ponto de ebulição
são funções periódicas de seus números atômicos. Por
exemplo, veja os quadros abaixo, que relacionam os pontos
de fusão e de ebulição de elementos nas mesmas famílias e
no mesmo período:

Observe primeiro as duas primeiras tabelas, que


relacionam os pontos de fusão e de ebulição dos elementos
na mesma família. Os elementos da família 1 têm os seus

109
109
110
110
110
110
110

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