01 - Apostila Teórica
01 - Apostila Teórica
MATRIZ ENEM
C1: H4
MATRIZ BNCC
C3: H10
EM13CNT101
C6: H22
EM13CNT301
C7: H27
0
9. Estudo das propriedades periódicas: Eletroafinidade ou
1. INTRODUÇÃO afinidade eletrônica, eletronegatividade, eletropositividade
e reatividade.
O primeiro passo para se aprender química, é aprender a 10. Estudo das propriedades periódicas: Densidade, volume
interpretar a Tabela Periódica: as divisões nela existentes, o atômico e temperatura de fusão e ebulição.
porquê de cada elemento estar localizado em determinado
período ou família e quais elementos são naturais e quais
são sintéticos, todas essas dúvidas podem ser esclarecidas 1.0 – HISTÓRICO DA TABELA PERIÓDICA
com uma boa investigada na Tabela. Além disso, através da
tabela periódica é possível prever para que serve cada A tabela periódica dos elementos químicos é
elemento químico e quais compostos irão resultar nas suas conhecida como uma ótima fonte de informação quando se
combinações. deseja saber características sobre os elementos, como:
A descoberta dos elementos químicos foi feita verificar quais são metais, quais os mais densos, os mais
paulatinamente. Até o fim do século XVII, conheciam-se pesados ou reativos. Entretanto, a tabela periódica nem
apenas 14 deles; um século depois, eram 33. Com o advento sempre foi assim, organizada e completa: dispor os
da ciência moderna, no século XIX, 83 elementos foram elementos obedecendo as suas semelhanças já foi motivo de
identificados. Com uma lista desse tamanho, tornava-se cada muita discussão e estudo científico, e, embora a tabela atual
vez mais necessário um sistema de organização que seja mais eficiente, sua formação é derivada de tantas outras
permitisse trabalhar com os elementos. Atualmente, a mais primitivas.
ciência conhece 118 elementos químicos. Mas, 26 deles não
existem na natureza. São átomos extremamente instáveis e, 1) JOHANN WOLFGANG DOBEREINER (Tríades)
por isso, só aparecem quando sintetizados em laboratórios. Em 1829 o químico alemão Dobereiner analisou os
Estudaremos dentro desse capítulo os seguintes tópicos elementos cálcio, estrôncio e bário, e percebeu que a massa
PARTE 01 do átomo de estrôncio correspondia, aproximadamente, à
média dos valores das massas atômicas do cálcio e do bário.
Foi então que ele reuniu os elementos em grupos de 3
denominadas tríades.
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PARTE 02
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além de haver elementos que, apesar de estarem em posição
correta na ordem crescente, apresentavam propriedades
diferentes dos demais elementos situados na mesma faixa, o
que invalidava o padrão.
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90
90
90
90
variam de modo definido e retornam ao mesmo valor em
pontos fixos das séries. Ele tinha tanta confiança na validade
desta lei que, quando a ordem dos elementos parecia ser
interrompida, deixava espaços em branco, lacunas que
corresponderiam a elementos que deveriam ser descobertos.
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6º período – 6 camadas e 32 elementos Periódica são considerados da mesma família pois
7º período – 7 camadas e 32 elementos possuem propriedades físicas e químicas semelhantes.
Esses elementos fazem parte de um mesmo grupo porque
FAMÍLIAS DA TABELA PERIÓDICA: Ao contrário apresentam a mesma configuração de elétrons na última
dos períodos, as famílias da Tabela Periódica são camada (camada de valência).
distribuídas de forma vertical, em 18 colunas. Os elementos
químicos que estão localizados na mesma coluna da Tabela
A numeração das famílias da Tabela Periódica se inicia no 1A (representado também na tabela periódica abaixo
como grupo 01) e continua até a 8A (representado também na tabela como grupo 18). Atualmente, a IUPAC enumera as
famílias somente de 1 a 18, de acordo com a ordem das colunas verticais, sem distinguir grupos A e B.
1. FAMÍLIA OU GRUPO A
As famílias da tabela periódica representadas por A são aquelas formadas pelas duas primeiras colunas e as seis
últimas colunas verticais. Elas são representadas e denominadas como:
✓ Metais alcalinos- coluna 1 = Família IA
✓ Metais alcalinos terrosos- coluna 2 = Família IIA
✓ Família do Boro- coluna 13 = Família IIIA
✓ Família do Carbono- coluna 14 = Família IVA
✓ Família do Nitrogênio- coluna 15 = Família VA
✓ Calcogênios- coluna 16 = Família VIA
✓ Halogênios- coluna 17 = Família VIIA
✓ Gases Nobres- coluna 18 = Família VIIIA
2. FAMÍLIA OU GRUPO B
As famílias da tabela periódica representadas por B são constituídas pelas colunas 3 a 12. Essas são formadas por
dez colunas, entretanto, os elementos químicos da coluna do ferro (8), os elementos da coluna do cobalto (9) e coluna do
níquel (10) apresentam propriedades químicas semelhantes e, por tais motivos, as três colunas são classificadas como sendo
uma única família.
As famílias da tabela periódica, representadas por B, são assim representadas e denominadas:
✓ Coluna 3 = Família IIIB
✓ Coluna 4 = Família IVB
✓ Coluna 5 = Família VB
✓ Coluna 6 = Família VIB
✓ Coluna 7 = Família VIIB
✓ Coluna 8, 9 e 10 = Família VIIIB
✓ Coluna 11 = Família IB
✓ Coluna 12 = Família IIB
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Na Tabela Periódica, existem duas colunas horizontais posicionadas do lado de fora do corpo principal. Essas duas
colunas correspondem às chamadas séries dos lantanídeos e dos actinídeos. Os lantanídeos e os actinídeos foram
posicionados do lado de fora da tabela porque apresentam um total de 30 elementos, o que torna impossível colocá-los no
corpo principal da tabela sem deslocar os grupos 4 a 18. Se fosse assim, a tabela ficaria “esteticamente”, digamos assim,
desorganizada, tendo um grande espaço entre os grupos 2 e 4.
Veja a representação abaixo.
Na Tabela Periódica atual, os elementos químicos são agrupados em quatro grupos principais segundo as suas
propriedades físicas e químicas: Metais (alcalinos, alcalino-terrosos, transição, lantanídeos, actinídeos e representativos),
ametais e gases nobres. O hidrogênio, entretanto, é um elemento estudado à parte de tais grupos, pois suas propriedades
são distintas. O hidrogênio forma, assim, uma espécie de quinto grupo.
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1) METAIS: Os metais constituem a maior parte dos para encher balões como na imagem abaixo –, neônio (Ne),
elementos da Tabela Periódica, representando dois terços argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn).
deles. Alguns exemplos são a prata, ouro, cobre, zinco, ferro,
alumínio, platina, sódio, potássio, entre outros. Todos os Eles são assim chamados porque além de serem
elementos pertencentes a esse grupo possuem as seguintes gases em condições ambientes, eles possuem como principal
propriedades principais: característica a inércia química, sendo encontrados na
natureza na forma isolada, sendo muito raro tê-los
✓ Brilho metálico; combinados com outros elementos.
✓ São sólidos, com exceção do mercúrio, que é líquido em
temperatura ambiente;
✓ Conduzem corrente elétrica;
✓ Conduzem calor;
✓ São maleáveis, formando lâminas;
✓ São dúcteis, formando fios;
✓ Têm a tendência de perder elétrons e formar cátions.
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94
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Foram preenchidos 4 níveis, então o arsênio é do 4º período.
4.0 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DE
✓ I (Z = 53): A ordem geométrica da distribuição
ACORDO COM A CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA eletrônica do iodo é: 1s2 / 2s2 2p6 / 3s2 3p6 3d10 /
4s2 4p6 4d10 / 5s2 5p5.
Um elemento químico pode ser classificado de
Foram preenchidos 5 níveis, então o iodo é do 5º período
acordo com o subnível em que ocorre o elétron diferencial
de seus átomos, o seja, o elétron mais energético. Existem os
Agora consideremos como podemos descobrir a
elementos típicos ou representativos, que têm o elétron
FAMÍLIA do elemento:
diferencial em um subnível do tipo s ou p, sempre
pertencente ao último nível de energia. Já os elementos de
transição se dividem em transição em transição externa-
Apresentam o elétron diferencial em um subnível d do
penúltimo nível energético, e os de transição externa, o
elétron diferencial normalmente está em um subnível f do
antepenúltimo nível eletrônico.
➢ ELEMENTOS REPRESENTATIVOS:
Esses elementos são aqueles que pertencem às
famílias: 1, 2, 13, 14, 15, 16, 17 e 18. Eles também são
chamados de elementos típicos ou característicos e em
algumas tabelas eles correspondem aos elementos que estão
nas colunas A (IA, IIA, IIIA, IVA, VA, VIA, VIIA, VIII A).
Sempre que o elétron mais energético estiver em
um subnível s ou p, ele será um elemento representativo.
Além disso, a soma dos elétrons que foram preenchidos no
nível mais externo, nos mostra qual é sua respectiva família.
Se analisarmos a distribuição eletrônica de Grupo 01 ou família IA: Todos os elementos dessa família
determinado átomo no diagrama de energia (ou diagrama possuem o sunível ns1 (n = 1 a 7) com o mais energético. As
de Pauling) é possível ‘prever’ duas questões referentes à distribuições dos representantes Lítio e Sódio confirmam
localização do elemento desse átomo na Tabela Periódica: o esse fato:
período e a família.
Consideremos primeiramente o PERÍODO:
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eletrônica termina em ns2 np4. As distribuições dos
representantes Neônio e Argônio confirmam esse fato:
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distribuições dos representantes vanádio e nióbio Grupo 10 ou família VIIIB: Todos possuem 2 elétrons no
confirmam esse fato: último nível e 8 elétron no subnível mais energético. A
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d8. As
distribuições dos representantes níquel e paládio
confirmam esse fato:
Grupo 08 ou família VIIIB: Todos possuem 2 elétrons no Grupo 12 ou família IIB: Todos possuem 2 elétrons no
último nível e 6 elétron no subnível mais energético. A último nível e 10 elétron no subnível mais energético. A
configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d6. As configuração eletrônica termina em ns2 (n-1)d10. As
distribuições dos representantes ferro e rutênio confirmam distribuições dos representantes zinco e cádmio confirmam
esse fato: esse fato:
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facilmente percebido quando observamos a distribuição apenas a quantidade de elétrons nesse subnível). Esse fato é
eletrônica do Lutécio e de outros três elementos da série: facilmente percebido quando observamos a distribuição
eletrônica do Laurêncio e de outros três elementos da série:
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98
98
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Assim fica muito simples determinarmos o número de níveis e o subnível de maior energia de qualquer elemento
químico. Veja alguns exemplos:
1) ESTADOS FÍSICOS: Alguns elementos são gasosos nas condições ambiente de temperatura e pressão, são eles
hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), flúor (F), cloro (Cl) e os gases nobres são gasosos em temperatura
ambiente. Somente dois elementos são líquidos em tais condições: o bromo e o mercúrio. Vale dizer que outros
elementos, tais como o gálio (Ga), rubídio (Rb), frâncio (Fr) e o césio (Cs), tornam-se líquidos em temperaturas um
pouco maiores que a temperatura ambiente, entre 27°C e 30 °C. A maioria dos elementos se encontra no estado
sólido e, entre esses elementos, alguns não são encontrados na natureza, sendo obtidos por transmutação artificial.
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2) RADIOATIVIDADE: Elementos radioativos são aqueles cujos átomos apresentam a capacidade de
eliminar radiação (energia) alfa, beta ou gama, de forma espontânea, a partir do seu núcleo (que apresenta prótons
e nêutrons). Todos os átomos de um elemento químico que apresenta número atômico maior ou igual a 84
são radioativos, independentemente se esse elemento for natural (encontrado na natureza) ou artificial (também
denominados transurânicos, produzidos em laboratório). Isso ocorre porque quanto maior o número de prótons e
maior a massa do núcleo, maior a probabilidade de emissão de radiação.
Elementos radioativos
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100
100
100
100
→ Elementos radioativos artificiais (transurânicos): São todos os elementos presentes na tabela periódica que
apresentam um número atômico maior ou igual a 93.
• Netúnio (93Np) • Nobélio (102No) • Roentgênio (111Rg)
• Plutônio (94Pu) • Laurêncio (103Lr) • Copernício (112Cn)
• Amerício (95Am) • Rutferfórdio (104Rf) • Nihônio (113Nh)
• Cúrio (96Cm) • Dúbnio (105Db) • Fleróvio (114Fl)
• Berquélio (97Bk) • Seabórgio (106Sg) • Moscóvio (115Mc)
• Califórnio (98Cf) • Bório (107Bh) • Livermório (116Lv)
• Einstênio (99Es) • Hássio (108Hs) • Tenessino (117Ts)
• Férmio (100Fm) • Meitnério (109Mt) • Oganosseno (117Ts)
• Mendelévio (101Md) • Darmstadtio (110Ds)
Isótopos radioativos
Todos os elementos químicos da tabela periódica, independentemente se radioativos ou não, apresentam isótopos,
ou seja, átomos com o mesmo número atômico e diferentes números de massa.
No caso dos elementos radioativos, ou seja, aqueles com número atômico maior ou igual a 84, a grande maioria dos
seus isótopos são radioativos. Já no caso dos elementos químicos que apresentam número atômico inferior a 84, um ou outro
isótopo desse elemento é radioativo. Exemplo:
• Hidrogênio-3 ou trítio (1H3): é o isótopo radioativo do o urânio na tabela periódica, geralmente possuem meia
elemento químico hidrogênio, e seus outros dois vida curta e são instáveis, sendo elementos artificiais.
isótopos não radioativos são o prótio (1H1) e o deutério São obtidos em laboratórios por meio de fusão ou
(1H2); colisão, quando se bombardeiam núcleos de outros
• Césio-137 (55Cs137): é o isótopo radioativo do elemento elementos com nêutrons, fazendo com que os mesmos se
químico césio, e alguns outros de seus 31 isótopos não desintegrem e gerando novos elementos, mas estes por vez
radioativos são o césio-133 (55Cs133) e o césio-135 são muito instáveis, pois possuem uma grande quantidade
(55Cs135). de energia, nêutrons e prótons em seu núcleo. Dependendo
do elemento, duram menos que um segundo, se
3) OBTENÇÃO: A tabela periódica dos elementos desintegrando novamente e gerando outros elemento de
possui muitas divisões para ajudar a classificar os núcleo mais estável e menor.
elementos que estão compreendidos nela e para
isso foi desenvolvida a separação para os elementos 4) PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS
que são naturais (cisurânicos) e os artificiais A tabela periódica existe para organizar os
(transurânicos). elementos que têm propriedades químicas e físicas
semelhantes. Os metais, não-metais e gases nobres formam
Elementos Cisurânicos: São todos os elementos cujo grupos subdivididos para facilitar a localização.
número atômico é inferior ao 92, ou seja, as que antecedem Mas a Tabela Periódica não é útil apenas para saber
o urânio. Sendo todos elementos naturais, encontrados na sobre a massa atômica, número atômico e distribuição
superfície terrestre. eletrônica dos átomos, podemos usá-la para observar as
Com exceção dos quatros seguintes, que são propriedades periódicas e aperiódicas que são usadas para
artificiais: relacionar as características dos elementos com suas
• Tecnécio (43) estruturas atômicas.
• Promécio (61) Vejamos cada uma em particular:
• Astato (85)
• Frâncio (87) Propriedades periódicas: ocorrem à medida que o número
atômico de um elemento químico aumenta, ou seja, assume
Elementos Transurânicos: Os elementos valores que crescem e decrescem em cada período da Tabela
transurânicos são os elementos que possuem número Periódica.
atômico maior que 92, ou seja, aqueles que vêm após Entre as propriedades periódicas temos: raio
atômico, energia de ionização, eletroafinidade,
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eletronegatividade, densidade, temperatura de fusão e
ebulição e volume atômico.
Demonstração gráfica: A propriedade periódica
possui uma série de pontos máximos (picos) e pontos
mínimos(vales), que se alternam com o aumento do número
atômico. Veja os exemplos abaixo
1) RAIO ATÔMICO
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➢ No mesmo período: Nessa situação os elementos
possuem o mesmo número de camadas. Para
sabermos quem possui um maior raio, é necessário
avaliar a carga nuclear que o núcleo exerce sobre os
elétrons mais externos. O átomo que possuir maior
carga nuclear exercerá uma maior atração sobre esses
elétrons e, certamente, possuirá um menor raio.
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8.0 – ENERGIA DE IONIZAÇÃO
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é que a carga que o núcleo exerce sobre este elétron Perceba que a energia de ionização aumenta à
aumente cada vez mais, sendo assim necessária uma medida que o íon vai se tornando cada vez mais
quantidade de energia cada vez maior para que ocorra a positivamente carregado.
retirada do segundo e terceiro elétron respectivamente.
Para o alumínio (Al: Z = 13): 13Al → 1s2 2s2 2p6 3s2 3p1
1ª energia de ionização:
Al (g) + 577,4 KJ/mol → Al1+ (g) + e-
13Al1+ → 1s2 2s2 2p6 3s2
2ª energia de ionização:
Al1+ (g) + 1816,6 KJ/mol → Al2+ (g) + e-
13Al2+ → 1s2 2s2 2p6 3s1
3ª energia de ionização:
Al2+ (g) + 2744,6 KJ/mol → Al3+ (g) + e- Ao receber um elétron, o átomo libera uma quantidade de
13Al3+ → 1s2 2s2 2p6 energia, determinada pela eletroafinidade
2ª energia de ionização:
Mg1+ (g) + 1451 KJ/mol → Mg2+ (g) + e-
12Mg2+ → 1s2 2s2 2p6
Variação da afinidade eletrônica em um período
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energia, maior será a afinidade eletrônica. Nesse caso, em ELETRONEGATIVIDADE
uma mesma família, o menor número atômico torna a força
de atração do núcleo maior em relação aos elétrons “É uma força de atração exercida sobre os elétrons
localizados na periferia do átomo. Sendo assim, numa de uma ligação entre dois ou mais átomos, ou seja, quanto
família, a eletroafinidade cresce de baixo para cima. maior for essa força de atração maior ser a tendência de um
determinado átomo em receber elétrons em uma ligação
química”.
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Isso também está relacionado com o raio atômico, Com base nos dados fornecidos, podemos
pois, em um mesmo período, todos os elementos possuem a determinar o elemento mais eletropositivo dos exemplos
mesma quantidade de camadas eletrônicas. Porém, apresentados a seguir, ou seja, o elemento cujos átomos
conforme o número atômico vai aumentando (da esquerda doam elétrons durante a ligação química.
para a direita), a quantidade de prótons no núcleo atômico
também cresce. Com isso, a atração prótons-elétrons fica 1º) NaCl. O sódio apresenta maior raio atômico que o cloro
mais intensa e o raio atômico diminui, mas a por estar mais à esquerda na Tabela Periódica e,
eletronegatividade aumenta. principalmente, por ter um número atômico menor que o do
Macete para os elementos mais eletronegativos da cloro. Por isso, o sódio é o mais eletropositivo e tem
tabela periódica: tendência de perder elétrons para o cloro.
Fui Ontem No Clube Briguei I Sai Correndo Para Hospital
F / O / N / Cl / Br / I /S / C / P /H 2º) CaS. O cálcio apresenta maior raio atômico que o enxofre
por estar mais à esquerda na Tabela Periódica e,
ELETROPOSITIVIDADE principalmente, por ter um número de níveis maior. O cálcio
está localizado no quarto período (quatro níveis) e o enxofre
“É a capacidade que um átomo apresenta de doar elétrons está no terceiro período (três níveis). Por isso, o cálcio é o
para outro átomo quando entre eles está sendo estabelecida mais eletropositivo e tem tendência de perder elétrons para
uma ligação química, resultando na formação de uma o enxofre.
substância composta”.
REATIVIDADE
Temos uma substância composta quando uma molécula é
formada por átomos de elementos químicos diferentes. Por “Em Química, reatividade consiste na tendência que
exemplo: uma reação química tem em acontecer”
• NaCl. Nessa substância, temos um átomo de sódio
estabelecendo uma ligação química com um átomo A reatividade está relacionada com a avaliação que
de cloro. fazemos sobre a ocorrência ou não de uma reação entre
• K2S. Nessa substância, temos um átomo de enxofre substâncias. Será que ocorrerá, por exemplo, uma reação
estabelecendo ligação química com dois átomos de química entre os reagentes sódio e cloreto de prata?
potássio. Na + AgCl → ?
Assim, se átomos diferentes estão estabelecendo Para saber se a reação ocorrerá ou não, basta
uma ligação química, entre eles acontecem de forma simplesmente analisar a reatividade entre esses elementos
espontânea o ganho e a perda de elétrons. O ganho de na Tabela Periódica. Para isso, é importante saber que essa
elétrons é chamado de eletronegatividade e a perda análise passa por duas etapas:
eletropositividade. ✓ Estudo da reatividade dos metais;
Para determinar qual dos átomos dos elementos ✓ Estudo da reatividade dos ametais.
presentes na substância composta apresenta maior
eletropositividade (capacidade de doação de elétrons), OBS.: A reatividade é uma propriedade periódica não
basta conhecer o raio atômico de cada um desses elementos. avaliada para os gases nobres (família VIIIA). Na imagem
Isso ocorre porque é mais fácil retirar elétrons de um átomo disposta logo mais a seguir, esses elementos estão
maior (maior raio), pois a atração do núcleo em relação aos destacados de verde.
elétrons é menor. Assim:
A) REATIVIDADE DOS METAIS
• Quanto maior o raio atômico = Menor a atração do
núcleo = Maior a Eletropositividade OBS.: Os elementos metais estão localizados mais ao centro
e à esquerda da Tabela (destacados de preto na imagem
• Quanto menor o Raio atômico = Maior a atração do
disposta logo mais a seguir).
núcleo = Menor a Eletropositividade
Para saber se um metal é mais reativo que outro, é
importante relembrar o conceito de eletropositividade, isto
Veja a seguir o esquema que ilustra o aumento do
é, a capacidade que um átomo tem de ceder elétrons para
raio atômico nas famílias e nos períodos.
outro átomo durante uma ligação.
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Dessa forma, se um metal é mais eletropositivo que
outro, ele tem maior tendência de perder elétrons em uma
ligação e, por isso, tende a ser mais reativo. Como a
eletropositividade segue o padrão de aumento do raio
atômico, para avaliar a reatividade dos metais na Tabela
Periódica, vamos seguir o mesmo princípio, ou seja:
✓ Na família, a reatividade aumenta de cima para
baixo (seta amarela vertical);
✓ No período, a reatividade aumenta da direita para a Agora temos os valores experimentais da densidade
esquerda (seta amarela horizontal). de alguns elementos que pertencem ao mesmo período na
Tabela Periódica:
Com base nesses e em outros valores de densidades
dos elementos, percebemos que suas variações são
facilmente relacionáveis na Tabela Periódica. A densidade
aumenta das extremidades para o centro da
B) REATIVIDADE DOS AMETAIS Tabela, conforme representado abaixo:
OBS.: Os ametais estão localizados à direita da Tabela
periódica (destacados em vermelho na imagem acima).
VOLUME ATÔMICO
O volume atômico é uma propriedade periódica dos
elementos químicos. Todavia, antes de um estudo mais
detalhado sobre o assunto, é necessário deixar bem
Com essa explicação, temos agora condição de
estabelecidos alguns conceitos importantes.
avaliar se a reação química entre o Na e o AgCl acontecerá.
Como o Na é um metal, ele terá sua reatividade comparada Denomina-se de volume o espaço que uma
determinada matéria ocupa. Já o volume atômico é a relação
com o Ag, que também é um metal. Como o Ag está localizado
estabelecida entre a massa de um mol de átomos e a
mais ao centro da Tabela e o Na está mais à esquerda, o Na é
densidade da substância simples (elemento químico) que
mais reativo do que o Ag. Assim sendo, a reação acontecerá.
esses átomos formam. Assim, o volume atômico pode ser
calculado com a seguinte fórmula:
Na + AgCl → Ag + NaCl
VA = M
Ds
• VA = Volume atômico
10.0 – DENSIDADE, VOLUME ATÔMICO E • M = Massa molar
TEMPERATURA DE FUSÃO/EBULIÇÃO • Ds = Densidade do elemento
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É possível ter uma ideia sobre o volume pontos de ebulição e de fusão diminuídos à medida que o
atômico apenas fazendo uma análise de sua posição número atômico aumenta, isto é, aumentam de baixo para
na Tabela Periódica. Veja o esquema a seguir: cima. Já os elementos da família 17, da outra extremidade da
tabela periódica, apresentam o efeito contrário, ou seja, à
medida que seu número atômico cresce, seus pontos de
fusão e ebulição aumentam, de cima para baixo.
Já no que diz respeito aos elementos de um mesmo
período, conforme mostrado na terceira tabela acima, de
Volume atômico cresce de cima para baixo e do centro para modo geral, os pontos de fusão e ebulição crescem das
a extremidade extremidades para o centro.
Desse modo, podemos dizer que o ponto de fusão e
Com base no esquema proposto, o volume atômico o ponto de ebulição são propriedades periódicas que
cresce de cima para baixo e sempre do centro para as crescem nos sentidos mostrados abaixo na tabela periódica:
extremidades.
Ao relacionar o volume atômico e a Tabela
Periódica, podemos fazer comparações entre os volumes
atômicos dos elementos. Veja alguns exemplos:
• Lítio e Césio
O césio apresenta maior volume atômico que o lítio porque,
mesmo que estejam na mesma família, o césio está
posicionado mais abaixo do lítio.
• Ferro e Potássio
O potássio apresenta um volume atômico maior que o do
O carbono está em ênfase na ilustração, porque ele
ferro porque, mesmo que eles estejam localizados no
é uma exceção. Por apresentar a propriedade de originar
mesmo período, o potássio está localizado na extremidade
estruturas formadas por um grande número de átomos, ele
da Tabela e o ferro está mais centralizado.
possui elevados pontos de ebulição (4287 °C) e de fusão
• Bário e Astato
(3550 °C).
Não podemos determinar qual desses elementos apresenta
O tungstênio (W) também está destacado, pois ele
maior volume atômico porque ambos estão localizados nas
fica praticamente no centro da tabela, sendo o metal de
extremidades da Tabela Periódica (famílias IIA e VIIA,
maior ponto de fusão (3422°C). Isso significa que ele pode
respectivamente). O volume cresce do centro para as
permanecer no estado sólido mesmo em altas temperaturas.
extremidades.
Por isso, esse metal é usado em filamentos de lâmpadas
incandescentes.
TEMPERATURA DE FUSÃO (TF) E TEMPERATURA DE
Outra propriedade que se verifica é que, com
EBULIÇÃO (TE):
exceção do hidrogênio, os elementos que possuem menores
O ponto de fusão corresponde à temperatura em
pontos de ebulição estão situados do lado esquerdo e na
que determinado material passa do estado sólido para o
parte superior da Tabela Periódica. Esses elementos se
líquido; e o ponto de ebulição é a máxima temperatura em
apresentam na forma líquida ou gasosa na temperatura
que um material pode existir na fase líquida, sob
ambiente.
determinada pressão.
Tanto o ponto de fusão como o ponto de ebulição
são funções periódicas de seus números atômicos. Por
exemplo, veja os quadros abaixo, que relacionam os pontos
de fusão e de ebulição de elementos nas mesmas famílias e
no mesmo período:
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