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Doula

A ocupação de Doula, reconhecida no setor de saúde, envolve a assistência à mulher durante a gestação, parto e pós-parto, focando em cuidados humanizados e apoio emocional. As Doulas não substituem profissionais médicos, mas promovem o protagonismo da mulher e o parto humanizado, com um aumento na demanda por seus serviços após a promulgação de leis que garantem a presença desse profissional em hospitais. A formação contínua é necessária para atender novas demandas, como consultoria em amamentação e empoderamento da mulher.

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Flora Amorim
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A ocupação de Doula, reconhecida no setor de saúde, envolve a assistência à mulher durante a gestação, parto e pós-parto, focando em cuidados humanizados e apoio emocional. As Doulas não substituem profissionais médicos, mas promovem o protagonismo da mulher e o parto humanizado, com um aumento na demanda por seus serviços após a promulgação de leis que garantem a presença desse profissional em hospitais. A formação contínua é necessária para atender novas demandas, como consultoria em amamentação e empoderamento da mulher.

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FICHA DE OCUPAÇÃO

EIXO TECNOLÓGICO: Ambiente e saúde

SEGMENTO: Saúde
OCUPAÇÃO: Doula (CBO 3221‐35)

SUBORDINAÇÃO: Contratante

NÍVEL DE QUALIFICAÇÃO: 1 a 4

MACROFUNÇÃO: Prestar cuidados de assistência à saúde.

INTER‐RELAÇÕES
FUNÇÕES PRINCIPAIS FUNCIONAIS COM
OUTRAS OCUPAÇÕES

Auxiliar de enfermagem,
Acompanhar a mulher durante a gestação em seus aspectos físicos e
Técnico em enfermagem e
emocionais.
Enfermeiro.
Auxiliar de enfermagem,
Auxiliar a mulher durante o trabalho de parto em seus aspectos
Técnico em enfermagem e
físicos e emocionais.
Enfermeiro.
Auxiliar de enfermagem,
Orientar e apoiar a mulher durante o puerpério e a amamentação em
Técnico em enfermagem e
seus aspectos físicos e emocionais.
Enfermeiro.
COMPORTAMENTOS
 Cuidado humanizado ao usuário e sua família.
 Atuação em equipe multidisciplinar, de forma solidária, cooperativa e pertinente às políticas e
às ações da saúde.
 Uso racional de água, energia, materiais, insumos e equipamentos.
 Geração, segregação e descarte adequado e responsável de resíduos.
 Flexibilidade e resiliência nas situações adversas.
 Iniciativa, atenção e responsabilidade na organização e execução do trabalho.
 Proatividade e criatividade na resolução de problemas.
 Respeito à privacidade e aos valores morais, culturais e religiosos do usuário e sua família.
 Respeito ao limite da atuação profissional.
 Prevenção de eventos adversos e mitigação de incidentes.
 Respeito à diversidade no atendimento ao usuário (visão inclusiva, atitude não preconceituosa
e sem julgamento moral).
 Inteligência emocional.
 Pensamento investigativo, senso crítico e empreendedorismo.
 Empatia e entendimento das necessidades do usuário.
 Comunicação clara e adequada à compreensão do usuário e sua família.
 Autocuidado/autopercepção.
 Apresentação pessoal e postura profissional.
 Zelo e cuidado com a segurança do trabalho do profissional e com paciente.

CONHECIMENTOS
 Aspectos sociais e culturais do nascimento: breve histórico e características atuais.
 Atribuições da Doula: campo e limites de atuação.
 Código de ética, normas e condutas: finalidade e aplicabilidade.
 Características de uma entrevista: finalidade, roteiro e expectativas da mulher e sua família.
 Anatomofisiologia do aparelho reprodutor feminino.
 Alterações anatômicas e fisiológicas da gestação: físicas e biológicas.
 Aspectos emocionais do período da gestação e do pós‐parto.
 Plano Individual de Parto: definição, finalidade e aplicabilidade.
 Política Nacional de Humanização: definição, finalidade e diretrizes.
 Arranjos familiares contemporâneos: papel da família.
 A sexualidade e o parto: definição e relação.
 Tipos de partos e suas características.
 Fisiologia do parto: definição e características.
 Definição e características de parto pré‐termo, parto a termo e parto pós‐termo.
 Fisiologia da dor: definição e fases.
 Definição, finalidade e aplicabilidade dos métodos não farmacológicos de alívio da dor.
 Técnicas de respiração e vocalização: definição e aplicabilidade.
 Técnicas para consciência corporal (períneo): definição e aplicabilidade.
 Técnicas para relaxamento e autoconhecimento: definição e aplicabilidade.
 Aspectos emocionais do trabalho de parto e parto para mulher e família.
 Definição e classificação de distocia fetal.
 Características do vínculo do binômio mãe‐bebê.
 Características do parto de risco e complicações intraparto.
 Óbitos materno e fetal.
 Puerpério: definição e características.
 Legislação do período puerperal e amamentação: definição e finalidade.
 Anatomofisiologia da lactação: desenvolvimento das mamas e hormônio.
 O desenvolvimento da criança até 2 anos e interferência do vínculo materno.
 Manejo da amamentação e os dez passos para o sucesso do aleitamento materno de acordo
com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) e o Ministério da Saúde.
 Ambiente domiciliar seguro.

MUDANÇAS (TENDÊNCIAS E INOVAÇÕES) NOS FATORES ORGANIZATIVOS E TECNOLÓGICOS


 Diminuição do índice de cirurgias cesarianas.
 Aumento de 8% no número de partos vaginais espontâneos.
 Redução de 10% na necessidade de analgesia ou anestesia de qualquer tipo e de 7% no uso
de analgesia ou anestesia regional (raquidiana ou peridural).
 Redução de 31% no número de mulheres com sentimentos negativos sobre a experiência de
parto.
 Redução de 10% no número de partos com fórceps ou extrator a vácuo.
 Lei sobre a autorização da permanência das Doulas em sala de parto nos hospitais de alguns
estados brasileiros, por exemplo, em Santa Catarina: a Lei n. 16.869, de 15 de janeiro de
2016, que dispõe sobre a presença das Doulas durante todo o período de trabalho de parto,
parto e pós‐parto imediato, e estabelece outras providências.
 Camas específicas, ambientes e tipos diferenciados de parto.
 Parto humanizado.

INFRAESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES


 Para desenvolver suas atividades, a Doula utiliza vários equipamentos, tais como: bola de
pilates; sling de tecido para bebê; bolsa térmica para água quente; piscina de plástico; ofurô
ou balde de banho para bebê; bacia obstétrica de inox; banquinho de parto; entre outros.

NECESSIDADES DE COMPLEMENTO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL A PARTIR DAS NOVAS


DEMANDAS DO SEGMENTO
 Consultoria em amamentação.
 Shantala para bebês.
 Curso para “casal grávido” e apenas para pais.
 Empoderamento da mulher.
 Yoga e pilates para gestante.
 Violência contra mulher.
 Novas configurações familiares (atendimento de barriga de aluguel e outros).

CONSIDERAÇÕES SOBRE A OCUPAÇÃO

A ocupação Doula foi reconhecida pelo mercado. Suas atividades são desenvolvidas tanto por
pessoas sem formação específica como por profissionais de nível superior em áreas
diversificadas.
Os participantes do grupo indicaram que há aumento gradativo na procura pelos serviços de
Doula. Após a promulgação da Lei n. 11.108, de 07 de abril de 2005, que visa garantir à
parturiente o direito de ter um acompanhante durante o período de pré‐parto, parto e pós‐parto
imediato, há um crescimento no número de hospitais em que há um ambiente específico para o
parto humanizado, no qual se permite a presença da Doula. Em hospitais públicos de alguns
estados do Brasil, também já é permitida a entrada desse profissional na sala de parto.
As funções da ocupação foram analisadas e validadas pelos participantes. Foi reforçado que a
apesar de a Doula profissional atuar nas fases de pré‐natal, parto e pós‐parto, não é responsável
por nenhum procedimento médico, não faz exames e, também, não cuida da saúde do recém‐
nascido. Portanto, não substitui nenhum dos profissionais envolvidos na assistência ao parto.
Segundo os participantes, a grande função da Doula é despertar o protagonismo da mulher na
gravidez e no parto, resgatando um ambiente familiar, uma vez que, historicamente, o parto
migrou para um ambiente médico/hospitalar.
Na fase do pré‐parto, orienta o casal sobre o que esperar do parto e do pós‐parto e também
ajuda a mulher a se preparar física e emocionalmente para o parto. O grupo informou que como
a Doula não pode fazer o parto, as mulheres que desejam parir em casa precisam estar
acompanhadas de um enfermeiro obstétrico, no mínimo, além desse profissional. Durante o
parto, ela dá suporte à parturiente, ajudando a encontrar posições mais confortáveis para o
trabalho de parto, trabalha a respiração e ajuda a aliviar as dores utilizando métodos naturais,
como banhos, massagem, relaxamento, entre outros. Pode também atuar no pós‐parto,
apoiando no início da amamentação e nos cuidados com o bebê.
Foi informado também que alguns planos de saúde já reconhecem e pagam pelos serviços dessa
profissional.

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