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TCC Ciencias Economicas

O trabalho investiga os efeitos da economia informal no desenvolvimento econômico do Brasil, destacando o papel das leis trabalhistas na estruturação desse setor. A pesquisa revela que, apesar das reformas, a informalidade persiste, afetando a produtividade e a arrecadação tributária, e sugere que reformas mais inclusivas e políticas públicas focadas na formalização podem ser soluções eficazes. O estudo enfatiza a importância de entender a relação entre informalidade e legislação trabalhista para promover um desenvolvimento econômico mais equitativo.

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O trabalho investiga os efeitos da economia informal no desenvolvimento econômico do Brasil, destacando o papel das leis trabalhistas na estruturação desse setor. A pesquisa revela que, apesar das reformas, a informalidade persiste, afetando a produtividade e a arrecadação tributária, e sugere que reformas mais inclusivas e políticas públicas focadas na formalização podem ser soluções eficazes. O estudo enfatiza a importância de entender a relação entre informalidade e legislação trabalhista para promover um desenvolvimento econômico mais equitativo.

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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA

Curso de Graduação em Ciencias Econômicas

Priscila da Silva Santos

Os Efeitos da Economia Informal no Desenvolvimento Econômico


do Brasil e o Duplo Papel das Leis Trabalhistas na Estrutura do
Setor Informal

Teófilo Otoni
2024
Priscila da Silva Santos

Os Efeitos da Economia Informal no Desenvolvimento Econômico


do Brasil e o Duplo Papel das Leis Trabalhistas na Estrutura do
Setor Informal

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como


requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em
Ciências Econômicas.

Orientador: Nathália C. Faria Tago.

Teófilo Otoni
2024
Dedico este trabalho ao meu
esposo por sempre acreditar
em mim e à minha mãe que
me apoiou durante todo o
processo. Muito obrigada!
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, pela força, sabedoria e pela oportunidade de


chegar até aqui, superando cada desafio com fé e perseverança.

Ao meu esposo, pelo apoio incondicional, paciência e compreensão nos


momentos de maior dificuldade, sempre ao meu lado incentivando a continuar.

À minha mãe, pelo carinho e por sempre acreditar em mim e por ser uma fonte
constante de amor e incentivo, me ajudando a seguir firme no meu propósito.

Um agradecimento especial também aos professores da UFVJM Fernando


Leitão Rocha Junior e ao Thiago Mandarino, por terem me orientado no começo desde
projeto, cada um do seu jeito, tenho certeza de que contribuíram muito para o meu
desenvolvimento.

E a todos que de forma direta ou indireta me ajudaram nesse processo,


entendendo minha ausência e minhas dificuldades, meu mais profundo
agradecimento. Sem o suporte e a paciência de cada um, este trabalho não seria
possível.

Muito obrigada!
"A injustiça num lugar qualquer é uma
ameaça à justiça em todo lugar."

Martin Luther King Jr.


SANTOS, Priscila da Silva. Os Efeitos da Economia Informal no Desenvolvimento
Econômico do Brasil e o Duplo Papel das Leis Trabalhistas na Estrutura do setor
Informal. 2024. 40 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em
Ciências Econômicas – UNOPAR, Teófilo Otoni, 2024.
RESUMO

Este trabalho tem como objetivo principal investigar os efeitos da economia


informal no desenvolvimento econômico do Brasil, destacando o papel das leis
trabalhistas na estruturação desse setor. A escolha do tema se justifica pela relevância
da economia informal no país, que afeta diretamente a produtividade, competitividade
e arrecadação tributária, além de representar um desafio para a implementação de
políticas públicas eficazes. O estudo visa, também, compreender de que maneira a
legislação trabalhista, ao invés de incentivar a formalização, pode contribuir para a
manutenção da informalidade, criando um ciclo que afeta tanto trabalhadores quanto
empresas.

A metodologia adotada foi de caráter qualitativo, utilizando revisão bibliográfica


e análise documental sobre a informalidade e as principais reformas trabalhistas no
Brasil. Além disso, foram analisadas experiências internacionais e propostas de
soluções que possam ser adaptadas à realidade brasileira, de modo a promover uma
formalização mais inclusiva e sustentável.

Os principais resultados apontam que, apesar das reformas recentes, a


economia informal continua desempenhando um papel significativo no Brasil,
especialmente em setores de baixa renda. A rigidez da legislação trabalhista anterior
à Reforma de 2017 era vista como um dos fatores que empurravam os empregadores
para a informalidade. Embora a flexibilização das leis tenha trazido avanços, ainda há
um longo caminho para reduzir a informalidade e promover um ambiente de trabalho
mais equitativo.

A conclusão do trabalho sugere que a combinação de reformas trabalhistas


mais inclusivas, políticas públicas focadas na formalização e programas de
capacitação profissional pode representar uma solução eficaz para diminuir a
economia informal no Brasil e, ao mesmo tempo, fortalecer o desenvolvimento
econômico do país.

Palavras-chave: Economia Informal. Desenvolvimento Econômico. Leis Trabalhistas.


Informalidade. Competitividade. Produtividade. Reformas Trabalhistas. Políticas
Públicas. Formalização
SANTOS, Priscila da Silva. The Effects of the Informal Economy on Brazil's
Economic Development and the Dual Role of Labor Laws in the Structure of the
Informal Sector. 2024. 40 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação
em Ciências Econômicas – UNOPAR, Teófilo Otoni, 2024.

ABSTRACT

The main objective of this study is to investigate the effects of the informal economy
on Brazil's economic development, highlighting the role of labor laws in structuring this
sector. The choice of this topic is justified by the relevance of the informal economy in
the country, which directly affects productivity, competitiveness and tax collection, in
addition to representing a challenge for the implementation of effective public policies.
The study also aims to understand how labor legislation, instead of encouraging
formalization, can contribute to the maintenance of informality, creating a cycle that
affects both workers and companies.
The methodology adopted was qualitative, using a bibliographic review and
documentary analysis on informality and the main labor reforms in Brazil. In addition,
international experiences were analyzed and solutions proposed that can be adapted
to the Brazilian reality, in order to promote more inclusive and sustainable
formalization.
The main results indicate that, despite recent reforms, the informal economy
continues to play a significant role in Brazil, especially in low-income sectors. The
rigidity of labor legislation prior to the 2017 Reform was seen as one of the factors that
pushed employers towards informality. Although the relaxation of laws has brought
progress, there is still a long way to go to reduce informality and promote a more
equitable work environment.
The conclusion of the study suggests that the combination of more inclusive labor
reforms, public policies focused on formalization, and professional training programs
can represent an effective solution to reduce the informal economy in Brazil and, at the
same time, strengthen the country's economic development.

Key-words: Informal Economy. Economic Development. Labor Laws. Informality.


Competitiveness. Productivity. Labor Reforms. Public Policies. Formalization
LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência,


trabalho formal ou informal - Brasil – 2022
................................................................................................................................. Er
ro! Indicador não definido.7
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Relação de entidades que compõem os setores Formal e Informal ...... 15


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social

CAGED Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

CLT Consolidação das Leis do Trabalho

FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

ILO International Labour Organization

INSS Instituto Nacional do Seguro Social

IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

IRPJ Imposto de Renda Pessoa Jurídica

MEI Microempreendedor Individual

OCDE Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico

OIT Organização Internacional do Trabalho

PIB Produto Interno Bruto

PNAD Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios

PRONATEC Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego

RAIS Relação Anual de Informações Sociais

SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13
2 A economia informal no brasil ............................................................................ 15
2.1 Conceito de economia informal ................................................................... 15
2.2 Historico e contextualização no brasil ......................................................... 16
2.3 impactos economicos da informalidade ...................................................... 18
2.3.1 Efeitos no PIB e na Arrecadação Tributária ......................................... 18
2.3.2 Consequências para a Produtividade e a Competitividade.................. 19
2.4 fatores que contribuem para a informalidade .............................................. 20
2.4.1 Custos de Formalização e Tributação elevada .................................... 20
2.4.2 Burocracia e Complexidade Regulatória.............................................. 21
2.4.3 Baixa Educação e Qualificação Profissional ........................................ 21
2.4.4 Crises Econômicas e Desemprego ...................................................... 22
2.4.5 Flexibilização do Setor Informal ........................................................... 22
3 A Influência das leis trabalhistas sobre a formalização e competitividade ......... 23
3.1 Regulamentação trabalhista no brasil ......................................................... 23
3.2 relação entre a legislação trabalhista e a informalidade ............................. 24
3.3 impacto das reformas trabalhistas na informalidade ................................... 25
4 Políticas publicas e soluções para a informalidade ............................................ 27
4.1 Políticas de formalização ............................................................................ 27
4.2 capacitação e formação profissional ........................................................... 28
4.3 fortalecimento da inspeção do trabalho ...................................................... 28
4.4 Políticas de proteção social ........................................................................ 29
4.5 monitoramento e avaliação de políticas ...................................................... 30
5 CONCLUSÃO .................................................................................................... 31
13

1 INTRODUÇÃO

A economia informal no Brasil é um fenômeno que merece atenção, dada sua


relevância e os impactos que gera tanto no desenvolvimento econômico quanto na
vida dos trabalhadores. Este setor, que abrange uma ampla gama de atividades não
registradas, representa uma parte significativa do mercado de trabalho nacional, com
cerca de 40% da força de trabalho atuando de maneira informal1. Segundo dados do
IBGE, aproximadamente 38 milhões de brasileiros estão nessa situação, evidenciando
a magnitude desse desafio. A informalidade não se limita a ser uma alternativa de
sobrevivência; ela impõe sérios obstáculos à arrecadação tributária, à qualidade de
vida e ao acesso a direitos sociais. Como afirmam Lima e Siqueira (2019), “a
informalidade é um dos principais obstáculos ao desenvolvimento sustentável, pois
compromete a dignidade do trabalhador e limita seu acesso a direitos básicos”. Diante
desse cenário, é imprescindível compreender os impactos econômicos e sociais da
informalidade, bem como as nuances que envolvem o papel das leis trabalhistas
nesse contexto.
Surge, então, a indagação central que orientará esta pesquisa: como a
informalidade impacta o desenvolvimento econômico do Brasil e qual é o papel das
leis trabalhistas nesse cenário? A informalidade, embora possa ser vista como uma
solução imediata para muitos, representa, ao mesmo tempo, uma barreira ao
crescimento sustentável e à equidade social. Como destaca Oliveira (2020), “as
condições precárias de trabalho no setor informal não apenas afetam a qualidade de
vida dos trabalhadores, mas também prejudicam a produtividade e a competitividade
das empresas”. Assim, a relação entre as leis trabalhistas e a informalidade torna-se
ainda mais relevante, pois normas excessivamente rígidas podem levar
empregadores a optar pela informalidade, criando um ciclo vicioso que perpetua a
vulnerabilidade dos trabalhadores.

Este trabalho tem como objetivo geral investigar o impacto da economia


informal no desenvolvimento econômico do Brasil e o papel das leis trabalhistas nesse
fenômeno. Para alcançar esse objetivo, serão definidos alguns objetivos específicos,
que incluem: analisar os efeitos da economia informal sobre a produtividade e
competitividade; investigar os fatores econômicos que incentivam a informalidade;

1 Dados do IBGE que serão desenvolvidos no decorrer do trabalho.


14

examinar a relação entre a legislação trabalhista e a informalidade; e, por fim, sugerir


políticas públicas que possam contribuir para a redução da informalidade.

A relevância do tema é inegável, tanto para o campo da Economia quanto para


o Direito. A informalidade não é apenas uma questão econômica, mas também uma
questão de justiça social e direitos humanos. A compreensão dos fatores que levam
à informalidade e seu impacto no desenvolvimento econômico pode fornecer
subsídios valiosos para a elaboração de políticas públicas que promovam a inclusão
social e o fortalecimento do mercado de trabalho formal. Além disso, ao analisar a
interseção entre legislação trabalhista e informalidade, este estudo contribuirá para
um debate mais amplo sobre a eficácia das normas jurídicas na promoção do trabalho
digno e da segurança econômica. Como observa Santos (2021), “o fortalecimento das
políticas de formalização é crucial para garantir que os trabalhadores tenham acesso
a direitos fundamentais, como saúde, educação e proteção contra demissões
arbitrárias”.

Em suma, a investigação dos efeitos da economia informal e o papel das leis


trabalhistas é fundamental para entender as complexidades do mercado de trabalho
brasileiro e, assim, promover um desenvolvimento econômico que seja
verdadeiramente inclusivo e sustentável. Conforme destaca Piketty (2014), “um
sistema econômico justo deve garantir que todos tenham a oportunidade de prosperar,
e isso inclui a formalização do trabalho como um passo essencial para garantir
equidade e justiça social”. Portanto, o desafio de integrar a informalidade ao
desenvolvimento econômico é um dos principais pilares para construir um futuro mais
igualitário para o Brasil.
15

2 A ECONOMIA INFORMAL NO BRASIL

2.1 CONCEITO DE ECONOMIA INFORMAL

Dizemos de economia informal, o conjunto de atividades econômicas que


acontecem fora do âmbito da fiscalização e regulamentação do Estado. Tais
atividades caracterizam-se pela falta de registro, ou seja, não contribuem diretamente
para a arrecadação tributária seguindo os requisitos formais das regulamentações
trabalhistas e fiscais. Apesar de possuir diversos conceitos e não haver consenso
entre eles, o IBGE desenvolveu um conceito que a economia informal engloba tanto
trabalhadores por conta própria quanto empreendimentos que empregam funcionários
sem contratos formais (carteira de trabalho assinada) e sem acesso às proteções
sociais básicas.2
Para um melhor entendimento, o Quadro 1 abaixo, apresentado por Costa
(2020) nos mostra as classificações das ocupações no mercado de trabalho seguindo
os conceitos do IBGE.
Quadro 1 – Relação de entidades que compõem os setores Formal e Informal

Fonte: IBGE (2023)

2 É possível verificar o conceito de informalidade adotada pelo IBGE (2023) é a mesma definição dada
pela Organização Internacional do Trabalho - OIT (International Labour Organization - ILO) - “Os
trabalhadores da economia informal incluem trabalhadores assalariados e trabalhadores por conta
própria. A maior parte dos trabalhadores por conta própria são tão vulneráveis e carecem de tanta
segurança como os assalariados, e passam de uma situação a outra. Sofrendo de falta de proteção,
de direitos e de representação, estes trabalhadores são frequentemente atingidos pela pobreza.
Embora não exista nenhuma descrição ou definição universalmente aceite ou considerada como exata
da "economia informal", em geral entende-se que a expressão abrange uma diversidade considerável
de trabalhadores, empresas e empresários, todos eles dotados de características identificáveis, que
enfrentam desvantagens e problemas cuja intensidade varia consoante o contexto, nacional, urbano
ou rural. A expressão "economia informal" é preferível à expressão "setor informal", pois os
trabalhadores e as empresas em questão não advêm de um só setor de atividade econômica, mas sim
de vários. (...). A expressão "economia informal" refere-se a todas as atividades econômicas de
trabalhadores e unidades econômicas que não são abrangidas, em virtude da legislação ou da prática,
por disposições formais. Estas atividades não entram no âmbito de aplicação da legislação, o que
significa que estes trabalhadores e unidades operam à margem da lei; ou então não são abrangidos na
prática, o que significa que a legislação não lhes é aplicada, embora operem no âmbito da lei; ou, ainda,
a legislação não é respeitada por ser inadequada, gravosa ou por impor encargos excessivos. ”
16

SMITH,1994 define a economia informal como “a produção de bens e serviços


baseados no mercado, leal ou ilegal, que escapa da detecção das estimativas oficiais
do Produto interno Bruto” podendo essas atividades informais variar de vendedores
ambulantes, prestadores de serviço, autônomos, a empresas que contratam os
funcionários sem o devido registro. Segundo o Banco mundial, 2020 “a economia
informal representa uma parte significativa da economia em muitos países em
desenvolvimento e desempenha um papel importante na geração de emprego e na
redução da pobreza, embora com limitações em termos de proteção social e
segurança no trabalho”.
No Brasil, a economia informal inclui tanto o trabalho autônomo quanto o
emprego assalariado não registrado. Esses trabalhadores carecem de direitos
formais, como seguridade social, seguro-desemprego e FGTS. Esta falta de
regulamentação cria um ambiente de vulnerabilidade econômica e social, onde as
pessoas não recebem benefícios e garantias de emprego (IPEA, 2019). Ao mesmo
tempo, o informal é muitas vezes visto como uma resposta prática às limitações do
mercado formal, proporcionando flexibilidade e estratégia àqueles que de outra forma
seriam excluídos do mercado.
Mirus e Smith (1997) compreendem a economia informal como tendo dois
lados: As atividades legais e ilegais. As atividades legais são aquelas “socialmente
aceitas”. Além das já citadas anteriormente no texto, temos como exemplo de tais
atividades, os Juros, aluguéis, lucros etc. Enquanto as ilegais seriam atividades
ligadas ao crime, como venda de produtos roubados, fraude, contrabando, distribuição
de drogas, entre outros.

2.2 HISTORICO E CONTEXTUALIZAÇÃO NO BRASIL

A economia informal no Brasil tem raízes históricas e estruturais. Desde os


tempos coloniais, a informalidade existe no Brasil como parte dos negócios e das
práticas empresariais. No entanto, o sistema informal moderno no país ganhou
impulso a partir do século XX, especialmente na era pós-industrial, quando o
crescimento urbano e a migração para as cidades aumentaram a procura por
empregos em um mercado formal que não conseguia atender a esta demanda
17

(Santos, 2017).
Na década de 1970 de acordo Pochmann (2009), a alta na industrialização e a
urbanização em massa, fez com que as áreas urbanas se expandiram rapidamente,
criando uma procura de empregos que não foi totalmente absorvida pelo setor formal.
A economia informal tornou-se uma forma de fuga para muitos trabalhadores que não
conseguiam encontrar emprego na indústria ou no setor formal de serviços e, assim,
ingressaram na força de trabalho informal urbana, como vendedores ambulantes,
freelancers e trabalhadores sem carteira assinada.
Já na década de 1990, a economia informal desenvolveu-se ainda mais,
impulsionada por políticas de globalização e políticas econômicas que reduziram o
papel do Estado na economia. Com a abertura do mercado brasileiro à concorrência
internacional e às mudanças na política industrial, muitas empresas se viram
obrigadas a cortar custos e, em alguns casos, a demitir funcionários. Como resultado,
muitos destes trabalhadores mudaram-se para o setor informal, onde conseguiram
encontrar fontes alternativas de rendimento (Ribeiro, 2005).
Estudos recentes do IPEA3 Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada,
revelaram que, a crise econômica e o elevado índice de desemprego contribuíram
para a economia informal no Brasil, especialmente após a crise financeira de 2014 a
2016 e durante a pandemia da COVID-19. A economia informal funcionou como um
“amortecedor” durante a crise, resgatando trabalhadores excluídos do mercado
formal. Atualmente, o setor informal continua a representar uma parcela significativa
do PIB brasileiro sendo fonte principal e/ou adicional de renda para milhões de
brasileiros, especialmente durante períodos de crise econômica e restrições com os
mercados de trabalho formais.
Em pesquisa realizada pelo IBGE, a taxa de trabalhadores brasileiros que
estava em ocupação informal atingiu 40,9% em 2022, aproximando-se da taxa de
2019 (maior dos últimos 10 anos)

Tabela 1- Pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana


de referência, trabalho formal ou informal - Brasil - 2022
Pessoas de 14 anos ou mais de
idade, ocupadas na semana de
Posição na ocupação e trabalhos formais e referência
informais
Total

Valores absolutos (1 000 pessoas)

3 IPEA, 2021
18

Formal 57 326
Empregado com carteira 36 952
Trabalhador doméstico com carteira 1 461
Militar ou funcionário público 7 770
Conta própria contribuinte 8 201
Empregador contribuinte 2 942
Informal 39 656
Empregado sem carteira 15 400
Trabalhador doméstico sem carteira 4 253
Conta própria não contribuinte 17 148
Empregador não contribuinte 1 155
Trabalhador familiar auxiliar 1 700
Percentuais (%)
Proporção por trabalho formal e informal
Formal 59,1
Informal 40,9

Fonte: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2022 (acumulado de
quintas visitas).

2.3 IMPACTOS ECONOMICOS DA INFORMALIDADE

A economia informal tem uma série de consequências econômicas que afetam


diretamente o crescimento do Brasil, tanto em termos de contribuição para o Produto
Interno Bruto (PIB) como de receitas fiscais e emprego. Segundo o IPEA
a informalidade representa uma parcela substancial da
economia brasileira, mas, ao operar fora da legalidade,
ela compromete o potencial de arrecadação e dificulta a
implementação de políticas públicas (IPEA, 2019).
Neste contexto, os principais impactos da economia informal incluem a perda
de receitas fiscais e o seu impacto negativo na produtividade e na competitividade das
empresas brasileiras.

2.3.1 Efeitos no PIB e na Arrecadação Tributária

A informalidade tem um impacto significativo no PIB brasileiro, uma vez que a


maioria das atividades econômicas informais não são contabilizadas oficialmente.
Segundo o Banco Mundial, a economia informal pode “representar entre 16% e 20%
do PIB” em países emergentes como o Brasil, o que significa que uma proporção
significativa da produção interna permanece fora das contas públicas (Banco Mundial,
2020). Além disso, ao não registarem as suas operações, estas empresas e
19

trabalhadores informais não contribuem para a arrecadação de impostos, causando


perda significativa de recursos ao governo.
Segundo investigação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as
perdas de receitas associadas à economia informal “representam bilhões de reais
anualmente”, reduzindo a capacidade do Estado de pagar por serviços públicos
essenciais, como saúde, educação e serviços4. Esta situação se agrava durante os
períodos de crise, quando a informalidade tende a aumentar e a arrecadação dos
impostos diminuir, comprometendo as receitas públicas. Como destaca Santos
(2017), “a informalidade não só reduz a base tributária do país, mas também
intensifica a desigualdade, ao limitar o acesso a serviços públicos essenciais”.

2.3.2 Consequências para a Produtividade e a Competitividade

A produtividade no setor informal tende a ser muito mais baixa do que no setor
formal, uma vez que o setor informal funciona com acesso limitado a recursos,
tecnologia e formação. Segundo Pochmann (2009), “a baixa produtividade no setor
informal reflete a falta de acesso a crédito e a mercados regulamentados, fatores que
dificultam a expansão e o desenvolvimento dessas empresas”. Além disso, o setor
informal evita frequentemente investir na formação e inovação para os trabalhadores,
agravando ainda mais o problema da baixa produtividade e limitando a
competitividade destas empresas no mercado global.
A informalidade também afeta a competitividade nacional, criando concorrência
desleal para as empresas que operam formalmente. Segundo Ribeiro (2005), ao não
arcarem com impostos e custos de pessoal a informalidade permite que as empresas
ofereçam preços mais baixos, criando uma concorrência desigual. Esta situação pode
desencorajar a criação de novas empresas e reduzir a atratividade do país aos
investidores estrangeiros que preferem mercados mais previsíveis e regulamentados.
Além disso a informalidade tem impacto direto no mercado de trabalho. Muitos
trabalhadores informais enfrentam condições precárias e falta de acesso a benefícios
e segurança social. O Banco Mundial (2020) afirma que a informalidade contribui para
um “ciclo de baixas qualificações”, onde os trabalhadores são forçados a aceitar

4 OIT, 2018
20

empregos com baixos salários que não promovem o crescimento profissional, o que
também gera redução da produtividade nacional5.
Em suma, são inúmeros os impactos que a informalidade traz para o Brasil uma
vez que pode haver baixos salários e não recolhimento de tributos, a economia
informal reduz o potencial de crescimento do PIB, podendo comprometer o
funcionamento de outros setores dependentes de investimento público.6

2.4 FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A INFORMALIDADE

A persistência da economia informal no Brasil pode ser atribuída a vários


fatores inter-relacionados, que vão desde o alto custo de formalização até fatores
políticos, estruturais e socioeconômicos. Abaixo, serão analisados os principais
impulsionadores do crescimento e manutenção do setor informal no país.

2.4.1 Custos de Formalização e Tributação elevada

Uma das principais razões pelas quais as empresas e trabalhadores operam


informalmente é o alto custo de formalização. No Brasil, os custos trabalhistas e os
impostos sobre as empresas estão entre os mais altos do mundo, desincentivando a
formalização. Segundo de Paula (2015), “o emprego informal torna-se uma tábua de
salvação para muitas empresas, uma vez que o elevado custo do registo formal e do
cumprimento das obrigações legais é proibitivo para as pequenas empresas”7
Segundo estudo de Pinheiro (2017), "a carga tributária sobre a folha de
pagamento representa um fardo excessivo para muitas pequenas empresas, que
acabam recorrendo à informalidade para evitar esses custos elevados." Isto mostra
como a tributação pesada leva muitas empresas a optar por operar à margem da lei.
Para Leone (2010)
O argumento utilizado pelas empresas que vivem na

5 “Trabalhadores informais enfrentam a ausência de direitos trabalhistas básicos, perpetuando


desigualdades e vulnerabilidades. A informalidade prejudica a produtividade e qualidade do emprego,
excluindo-os de treinamentos e oportunidades de crescimento profissional. A falta de contribuição
previdenciária compromete a segurança social, deixando muitos sem aposentadoria e benefícios na
velhice.” (Junior e Vieira, 2024)
6 A informalidade “é tanto um sintoma das deficiências estruturais da economia brasileira quanto um

fator que perpetua essas deficiências, criando um ciclo de baixa produtividade e reduzida arrecadação”
(IPEA, 2019)
7 Ver de Paula (2015)
21

informalidade para o não cumprimento dos direitos do trabalhador


é o alto custo do cumprimento das leis. Na tentativa de reduzir os
custos da produção através de maior flexibilidade no uso do
trabalho pelos empregadores, os regulamentos foram modificados
para facilitar o uso de bancos de horas, de contratos temporários
e de remuneração segundo os resultados, com implicações para
os trabalhadores, no sentido de redução de direitos associados ao
contrato de trabalho assalariado

2.4.2 Burocracia e Complexidade Regulatória

Além dos altos custos detalhados no ponto anterior, o processo de formalização


no Brasil é notoriamente burocrático e complicado, desencorajando muitos
empresários de se registrarem oficialmente. Ferreira (2016) observa que “a
complexidade e o tempo necessário para registrar uma empresa formalmente são
fatores desanimadores para muitos pequenos empresários, que acabam preferindo
operar na informalidade”.

Estudo realizado por Schneider e Enste (2013) revela que “a burocracia


excessiva não apenas retarda o processo de formalização, mas também aumenta os
custos para aqueles que tentam seguir as regras, criando um incentivo para a
informalidade”.

2.4.3 Baixa Educação e Qualificação Profissional

Outro grande contribuinte para a informalidade no Brasil são as baixas


qualificações profissionais de grande parte da força de trabalho. O estudo de Veloso
et al. (2018) argumentam que “os trabalhadores com níveis mais baixos de educação
e qualificação têm menos chances de acessar empregos formais, o que os leva a
buscar ocupações no setor informal, onde a barreira de entrada é menor”.

Além disso, Amaral (2014) destaca que “o acesso limitado à educação de


qualidade é um dos principais determinantes da informalidade nas regiões mais
pobres do Brasil, onde trabalhadores com baixa qualificação geralmente não têm
outras opções além do setor informal.”
22

2.4.4 Crises Econômicas e Desemprego

A economia informal no Brasil é influenciada pelas crises econômicas e pela


elevada taxa de desemprego. Durante períodos de recessão, como a crise financeira
de 2014-2016 e a crise causada pela pandemia da COVID-19, o aumento do
desemprego levou muitos trabalhadores para o emprego informal como uma opção
para sobrevivência. Segundo Carleial e Ikeda (2020), “a economia informal age como
uma válvula de escape para trabalhadores em tempos de crise, especialmente em
países emergentes como o Brasil.”

Silva e Souza (2021) argumentam que “em períodos de instabilidade


econômica, tanto trabalhadores quanto empregadores veem a informalidade como
uma alternativa para lidar com a falta de oportunidades no setor formal e com as
restrições financeiras”.

2.4.5 Flexibilização do Setor Informal

Por fim, a flexibilidade do setor informal é um fator atraente para muitos


empresários e pequenas empresas. A informalidade permite maior flexibilidade em
termos de horário, remuneração e localização. Segundo Freire (2018), “a flexibilidade
oferecida pelo setor informal é especialmente atrativa para autônomos e
microempreendedores que buscam adaptar suas atividades às suas necessidades
pessoais”.

Entretanto, tal flexibilização pode vir acompanhada de desafios, como falta de


proteção social e ausência de benefícios trabalhistas, que colocam os trabalhadores
informais em vulnerabilidade. Ainda assim, Freire (2018) observa que “muitos
trabalhadores preferem a informalidade devido à autonomia que ela proporciona,
mesmo cientes das limitações associadas a ela”.
23

3 A INFLUÊNCIA DAS LEIS TRABALHISTAS SOBRE A FORMALIZAÇÃO E


COMPETITIVIDADE

As leis trabalhistas no Brasil, especialmente com a Consolidação das Leis do


Trabalho (CLT), têm o objetivo de garantir direitos fundamentais aos trabalhadores,
porém, elas também impõem desafios para o desenvolvimento econômico afetando
diretamente a formalidade e informalidade no Brasil. Este capítulo examina como
regulamentação trabalhista, especialmente a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), contribui para a dinâmica da economia informal. Além disso, serão avaliados
os impactos das reformas trabalhistas recentes sobre o setor informal.

3.1 REGULAMENTAÇÃO TRABALHISTA NO BRASIL

A regulamentação trabalhista no Brasil começou a ser formalizada com a


promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 19438, sob o governo
de Getúlio Vargas. A CLT foi um marco importante para a proteção dos direitos dos
trabalhadores e para a modernização das relações de trabalho no país. Entre os
direitos garantidos pela CLT estão o salário-mínimo, férias remuneradas, descanso
semanal remunerado, 13º salário, seguro-desemprego e Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS).

Apesar de ser um instrumento de proteção, a CLT também trouxe desafios para


o mercado de trabalho, especialmente em termos de custos e rigidez das relações
contratuais9. De acordo com Silva e Menezes (2017), "a CLT impôs uma série de
obrigações aos empregadores, que elevaram os custos de contratação e criaram uma
distância significativa entre o mercado formal e o informal." Isso significa que,
enquanto a CLT garantiu avanços importantes para os trabalhadores, ela também
gerou barreiras, especialmente para pequenas e médias empresas, que enfrentam

8 "A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi promulgada em 1º de maio de 1943, durante o governo
de Getúlio Vargas, como parte de um conjunto de políticas trabalhistas que visavam modernizar e
regulamentar as relações de trabalho no Brasil. O documento foi inspirado nas doutrinas do trabalhismo
e do corporativismo, influenciados por legislações trabalhistas europeias da época, como as da Itália e
Alemanha." Delgado,2019
9 "A legislação trabalhista brasileira impõe uma série de tributos e encargos sociais que elevam o custo

de contratação de mão de obra formal, como INSS, FGTS, e contribuições previdenciárias e sindicais,
totalizando, em média, cerca de 60% de encargos sobre o salário do trabalhador formal." Oliveira, 2017
24

dificuldades em arcar com os encargos trabalhistas.

A complexidade das normas e a burocracia envolvida no processo de


formalização de trabalhadores são fatores que podem desestimular a contratação
formal, levando empregadores a buscar alternativas na informalidade. Segundo o
relatório do Doing Business 2020 do Banco Mundial10, o Brasil ainda está entre os
países com maior burocracia no processo de formalização de empresas, o que
impacta diretamente o mercado de trabalho formal.

3.2 RELAÇÃO ENTRE A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E A INFORMALIDADE

A rigidez da legislação trabalhista tem sido apontada como um dos principais


fatores que incentivam o crescimento do setor informal no Brasil. A alta carga tributária
e os encargos sobre a folha de pagamento elevam os custos de contratação, forçando
empregadores a buscar alternativas que reduzam esses custos. Em muitos casos,
essas alternativas incluem a contratação de trabalhadores de forma informal, sem o
registro em carteira e sem o pagamento de benefícios previstos pela CLT.

De acordo com Oliveira e Borges (2019), "a economia informal tem crescido
como uma válvula de escape para muitos empregadores que não conseguem arcar
com os custos da formalidade. A informalidade permite maior flexibilidade, porém, com
a desvantagem de precarizar as condições de trabalho." Essa relação entre rigidez
das leis trabalhistas e informalidade é especialmente visível em setores como
comércio, construção civil e agricultura, onde a contratação de mão de obra
temporária e sem registro formal é uma prática comum.

Em seu texto sobre a Reforma trabalhista, Delgado (2019) conclui que, a


legislação trabalhista também limita a flexibilidade nas negociações entre
empregadores e empregados. Como resultado, muitos empregadores preferiam
recorrer à informalidade, onde tinham mais liberdade para negociar diretamente com
seus funcionários, sem a necessidade de seguir todas as normas legais.
A Reforma Trabalhista de 2017 (Lei nº 13.467/2017) trouxe

10"De acordo com o relatório Doing Business 2020, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 124ª posição
no ranking global de facilidade para fazer negócios, em grande parte devido à complexidade das
obrigações legais e burocráticas que dificultam a formalização das empresas e a contratação de mão
de obra." Banco Mundial, 2020
25

inovações significativas, permitindo que acordos coletivos


prevaleçam sobre a legislação em temas como jornada de trabalho
e plano de cargos e salários, promovendo maior flexibilidade nas
negociações. Antes da reforma, as negociações coletivas eram
limitadas por parâmetros rígidos da CLT, o que incentivava o uso
da informalidade em setores onde a adaptação às normas era mais
onerosa.11

3.3 IMPACTO DAS REFORMAS TRABALHISTAS NA INFORMALIDADE

A Reforma Trabalhista de 2017 foi uma tentativa significativa de flexibilizar o


mercado de trabalho brasileiro e, ao mesmo tempo, reduzir o incentivo à
informalidade12. Entre as principais mudanças introduzidas pela reforma estão a
prevalência do negociado sobre o legislado, a regulamentação do trabalho
intermitente, a possibilidade de contratos de trabalho temporários e o fim da
obrigatoriedade do imposto sindical.

A flexibilização das regras trabalhistas trouxe maior liberdade para


empregadores e empregados negociarem diretamente, o que diminuiu a dependência
da rigidez da CLT. Segundo Moura e Lima (2020), "a Reforma Trabalhista foi um
avanço no sentido de modernizar as relações de trabalho no Brasil, possibilitando que
setores como o de serviços e comércio utilizassem novas formas de contratação, o
que pode contribuir para a formalização." De fato, o trabalho intermitente tem se
mostrado uma solução viável para empresas que precisam de flexibilidade na
contratação de trabalhadores para períodos curtos ou sazonais.
Entretanto, a reforma não foi suficiente para reduzir drasticamente a
informalidade no Brasil. Embora tenha havido uma leve melhora nos índices de
formalização, a economia informal ainda representa uma parcela significativa da força
de trabalho do país. De acordo com dados do IBGE (2020), cerca de 41% da
população economicamente ativa trabalha na informalidade, mesmo após a
implementação da reforma.

Além disso, a reforma gerou críticas no que diz respeito à precarização das
condições de trabalho. Para alguns estudiosos, a flexibilização das leis trabalhistas

11 Delgado, 2019
12 Lima, 2018
26

pode ter facilitado a contratação formal, mas à custa de uma maior insegurança para
os trabalhadores13. Para Bastos (2021), "embora a reforma tenha aumentado a
formalização, principalmente com a criação de novas modalidades contratuais, como
o trabalho intermitente, muitos trabalhadores ainda enfrentam precarização e
instabilidade no emprego."

Por outro lado, especialistas defendem que a reforma foi um passo necessário
para melhorar a competitividade das empresas brasileiras e reduzir os incentivos à
informalidade14. Segundo Alves (2018), "a reforma criou condições mais favoráveis
para que pequenas e médias empresas possam formalizar seus funcionários sem
enfrentar os altos custos e a rigidez que antes eram característicos da legislação
trabalhista no Brasil."
As leis trabalhistas no Brasil, embora fundamentais para a proteção dos direitos
dos trabalhadores, criam barreiras significativas para a formalização e a
competitividade das empresas. A Reforma Trabalhista de 2017 foi um passo
importante para a modernização das relações de trabalho, mas os desafios
estruturais, como a alta carga tributária e a complexidade burocrática, ainda precisam
ser resolvidos.

Para que o Brasil consiga reduzir de forma consistente os níveis de


informalidade, é necessário continuar promovendo reformas que equilibrem a
proteção dos trabalhadores com a necessidade de flexibilização e competitividade
para as empresas. Só assim será possível criar um mercado de trabalho mais inclusivo
e eficiente, que beneficie tanto os trabalhadores quanto os empregadores.

13 Em seu relatório, Berg et al. (2020) analisa como as mudanças nas políticas trabalhistas, incluindo a
flexibilização, afetam a segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores em diferentes contextos,
de forma mais detalhada.
14 Mello, 2018
27

4 POLÍTICAS PUBLICAS E SOLUÇÕES PARA A INFORMALIDADE

Conforme observado nos capítulos anteriores, a informalidade no mercado de


trabalho é um fenômeno que impacta profundamente a economia e a sociedade
brasileiras. Em um país onde milhões de trabalhadores operam fora do escopo da
formalidade, é essencial que o governo desenvolva políticas públicas eficazes que
não apenas abordem a questão, mas que também promovam uma transformação
cultural em relação ao trabalho. Para combater esse fenômeno, é essencial que o
governo implemente políticas públicas eficazes e integradas. Este capítulo examina
cinco áreas centrais: políticas de formalização, capacitação e formação profissional,
fortalecimento da inspeção do trabalho, políticas de proteção social e monitoramento
e avaliação de políticas.

4.1 POLÍTICAS DE FORMALIZAÇÃO

As políticas de formalização têm como objetivo facilitar a transição dos


trabalhadores e empresas do setor informal para o formal. A OIT (2020) enfatiza que
"um ambiente regulatório amigável e simplificado pode ser um forte incentivo para a
formalização", apontando que a burocracia excessiva é um dos principais fatores que
levam à informalidade. A simplificação do registro de empresas é uma das estratégias
mais eficazes, como evidenciado pelo sucesso do Simples Nacional no Brasil. Desde
sua implementação, cerca de 6 milhões15 de micro e pequenas empresas
formalizaram-se sob esse regime.

Além disso, políticas de incentivo fiscal, como isenções temporárias de


impostos para novos negócios, podem incentivar a formalização. Ferreira e
Nascimento (2019) argumentam que "estratégias fiscais que favorecem a
formalização não apenas ampliam a base tributária, mas também promovem a
inclusão social". Essa abordagem, ao criar um ambiente menos hostil para novos
empreendimentos, facilita a entrada de pequenos empresários no mercado formal.

Por outro lado, é importante garantir que as políticas de formalização não

15 Dados verificados na Receita Federal (2021)


28

resultem em custos excessivos para os pequenos empreendedores. Segundo um


estudo da OIT (2019), "a formalização deve ser acompanhada de apoio financeiro e
técnico, para que os empreendedores possam cumprir as exigências legais sem
comprometer sua viabilidade econômica".

4.2 CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A capacitação e a formação profissional são fundamentais para preparar os


trabalhadores informais para a formalização. A educação desempenha um papel
crucial na redução da informalidade, pois trabalhadores com habilidades mais
avançadas são mais propensos a encontrar emprego formal. A OIT (2019) destaca
que "programas de capacitação que atendem às demandas do mercado de trabalho
são essenciais para a inclusão dos trabalhadores informais".

Um exemplo positivo é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e


Emprego (Pronatec), que oferece cursos de formação técnica e profissional a jovens
e adultos em todo o Brasil. Dados do Ministério da Educação mostram que, entre 2013
e 2019, mais de 8 milhões de pessoas foram capacitadas por meio do programa16. A
formação adequada não apenas aumenta as chances de empregabilidade, mas
também pode melhorar a qualidade dos empregos disponíveis.

Além disso, a criação de parcerias entre o setor público, instituições de ensino


e empresas pode facilitar o acesso a programas de capacitação. Almeida (2020)
ressalta que "parcerias estratégicas podem ampliar a oferta de cursos e garantir que
as habilidades ensinadas estejam alinhadas com as necessidades do mercado".
Essas iniciativas não apenas capacitam os trabalhadores, mas também beneficiam as
empresas ao garantir que tenham acesso a um rol de talentos qualificados.

4.3 FORTALECIMENTO DA INSPEÇÃO DO TRABALHO

Um sistema de inspeção do trabalho eficaz é crucial para garantir que as


normas trabalhistas sejam respeitadas e para promover a formalização. A OIT (2020)
ressalta que "uma fiscalização ativa é uma ferramenta essencial para combater a
informalidade e proteger os direitos dos trabalhadores". O fortalecimento da inspeção

16 Dados captados através do Ministério da Educação, 2020


29

requer investimentos em infraestrutura, capacitação dos agentes de fiscalização e uso


de tecnologias digitais para monitoramento.

O uso de ferramentas digitais pode aumentar a eficiência das operações de


fiscalização. Estudo apresentado pela OIT (2020) sugere que "a adoção de
tecnologias digitais na fiscalização permite uma abordagem mais proativa, ajudando
a identificar e corrigir irregularidades de forma mais eficaz". Além disso, a
transparência nas atividades de fiscalização pode aumentar a confiança dos
trabalhadores, incentivando-os a denunciar práticas ilegais e, assim, contribuindo para
a formalização.

4.4 POLÍTICAS DE PROTEÇÃO SOCIAL

A proteção social é fundamental para incentivar a formalização. Garantir acesso


a benefícios como assistência médica, previdência social e seguro-desemprego pode
tornar a formalização mais atrativa. Carvalho e Lima (2020) afirmam que "quando os
trabalhadores percebem que a formalização oferece segurança social, eles tendem a
buscar empregos formais".

O Brasil já possui alguns programas de proteção social, mas a inclusão dos


trabalhadores informais deve ser uma prioridade. Um exemplo é a proposta de um
sistema de previdência social inclusivo, que ofereça cobertura a trabalhadores
informais. Alves (2009) destaca que:
Um sistema de proteção social abrangente que inclua os
informais pode ser um motor de formalização, proporcionando
aos trabalhadores a confiança necessária para deixar o setor
informal.
Além disso, políticas de proteção social que promovam a igualdade de gênero
e a inclusão de grupos vulneráveis podem ter um impacto significativo na
formalização. A OIT (2020) ressalta que "as políticas que consideram a diversidade
no mercado de trabalho são mais eficazes em promover a inclusão e reduzir a
informalidade".
30

4.5 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS

O monitoramento e a avaliação de políticas públicas são essenciais para


garantir a eficácia das iniciativas voltadas para a formalização. É fundamental que as
políticas sejam continuamente avaliadas para identificar sua eficácia e para que
possam ser ajustadas conforme necessário. Ferreira (2020) destaca que "a avaliação
contínua permite compreender quais políticas estão funcionando e onde há espaço
para melhorias".

Além disso, Silva (2021) percebe em seu trabalho que, envolver a sociedade
civil no processo de avaliação pode enriquecer a análise.
A participação de diferentes stakeholders, incluindo
trabalhadores informais, na avaliação de políticas públicas pode
levar a uma compreensão mais ampla dos desafios
enfrentados.17

Por fim, o uso de indicadores claros e objetivos permite um monitoramento


eficaz das políticas e facilita a tomada de decisões informadas. Conforme Almeida
(2020) "Indicadores de desempenho devem ser desenvolvidos para avaliar o impacto
das políticas na formalização e na qualidade do emprego".
As políticas públicas voltadas para a formalização e a inclusão dos
trabalhadores informais no mercado formal são essenciais para o desenvolvimento
econômico e social do Brasil. A combinação de políticas de formalização, capacitação,
fortalecimento da inspeção do trabalho, proteção social e monitoramento eficaz pode
criar um ambiente propício para a transição da informalidade para a formalidade. Ao
investir nessas áreas, o Brasil pode construir um futuro mais justo e inclusivo para
todos os trabalhadores.

17 Silva,2021
31

5 CONCLUSÃO

O presente trabalho permitiu uma análise abrangente sobre a informalidade no


mercado de trabalho brasileiro, destacando a complexidade desse fenômeno e suas
implicações para a economia e a sociedade. Ao longo da pesquisa, ficou evidente que
a informalidade não se resume a uma mera questão de registro de empregos, mas
reflete uma série de fatores estruturais, econômicos e culturais que dificultam a
formalização e a proteção dos direitos dos trabalhadores.

Um dos principais achados do estudo é que a relação entre as leis trabalhistas


e a informalidade é complexa e multifacetada. As normas que deveriam garantir a
segurança dos trabalhadores, em alguns casos, acabam por criar barreiras que levam
muitos empregadores a optar pela informalidade. Essa dinâmica revela a necessidade
de um repensar nas políticas trabalhistas, buscando um equilíbrio que favoreça tanto
a proteção dos trabalhadores quanto a competitividade das empresas. A rigidez
excessiva das leis pode resultar em um ambiente de trabalho que, embora pareça
seguro, acaba por ser percebido como restritivo pelos empregadores, levando à
evasão do mercado formal.

Além disso a flexibilidade nas políticas de formalização e a ênfase na


capacitação profissional emergem como caminhos promissores para integrar
trabalhadores informais ao mercado formal. Essa abordagem não apenas aumentaria
a segurança econômica desses indivíduos, mas também contribuiria para um
crescimento econômico mais sustentável e inclusivo, beneficiando toda a sociedade.

Um aspecto crucial que se destacou ao longo da pesquisa é a importância de


um sistema de proteção social robusto e acessível. Garantir acesso a benefícios
sociais para trabalhadores informais é fundamental para incentivar a formalização e
proporcionar uma rede de segurança em tempos de crise. Isso se torna ainda mais
relevante em um cenário econômico volátil, onde a segurança financeira é um bem
precioso. A construção de políticas que assegurem essa proteção deve ser uma
prioridade, não apenas para aliviar a vulnerabilidade social, mas também para
estimular a confiança no mercado de trabalho formal.

Por fim, o trabalho conclui que a combinação de políticas públicas integradas


— que incluem simplificação das normas, capacitação profissional, fortalecimento da
32

fiscalização e ampliação da proteção social — é vital para enfrentar o desafio da


informalidade no Brasil. A construção de um ambiente de trabalho mais justo e
equitativo não apenas é uma questão de justiça social, mas também um imperativo
econômico para o país, que busca alavancar seu crescimento e desenvolvimento.

Em suma, a formalização deve ser encarada não como um objetivo isolado,


mas sim como parte de um esforço mais amplo para criar um mercado de trabalho
inclusivo e dinâmico, capaz de oferecer oportunidades a todos os cidadãos brasileiros.
Este compromisso com a formalização não apenas beneficia os trabalhadores, mas
também promove um ciclo virtuoso de crescimento, estabilidade e coesão social,
fundamentais para o futuro do Brasil.
33

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