Curso de Engenharia de Materiais
IT-736 Materiais Poliméricos
Análise Termogravimétrica (TGA)
Prof.a Dr.a Danieli Martins do Carmo
ANÁLISE TERMOGRAVIMÉTRICA
❖ A análise termogravimétrica (TGA), também denominada termogravimetria
(TG), é uma técnica que detecta a variação de massa em função da
temperatura e/ou tempo, ao passo que a amostra é submetida a uma
programação controlada de temperatura.
Análise da
estabilidade térmica
Avaliação de
1200 a 1500ºC resíduos
Análise de
voláteis
Aplicações do
TGA
Auxilia na determinação
Transporte e da composição
armazenamento
Micro balança com
Principais Componentes: sistema de contrapeso
❑ Micro balança;
❑ Forno;
❑ Controlador de temperatura; e Termopar
❑ Sistema de aquisição de dados
Forno com entrada e
purga de gás
Sistema de aquisição
de dados
Fonte das imagens: site da TA Instruments
Configurações do Forno:
Controlador
de
temperatura
Balança
Forno
(acima)
Balança
Forno Balança Forno
(abaixo) (paralelo)
Aquisição e
processamento
dos dados
❑ Deve ser capaz de operar até pelo menos 100ºC acima da faixa de análise
❑ Deve possuir a menor capacidade térmica possível
❑ A temperatura de operação encontra-se normalmente na faixa entre a
temperatura ambiente e 2800ºC, podendo em alguns equipamentos iniciar a
partir de -170ºC.
❑ A taxa de aquecimento pode variar de 1 a 50ºC/min, havendo ainda
equipamentos à elevadas taxas, chegando a 600ºC/min.
❑ Os principais elementos constituintes dos fornos e suas respectivas
temperaturas máximas de operação podem ser vistos na tabela abaixo:
Composição Temperatura (ºC)
Prata 675
Cromo 1100
Platina 1500
Ródio 1650
Molibdênio 2200
Tungstênio 2800
Fonte: netzsch-thermal-analysis
Posicionamento do Termopar:
❑ O termopar é o dispositivo utilizado para detectar a variação de
temperatura da amostra, sendo possível sua disposição no
equipamento em três posições distintas: na amostra, no forno e
próximo à amostra.
Apesar do local mais indicado para controlar a temperatura da
amostra ser na própria amostra, o local mais utilizado é o compartimento do
forno, por não proporcionar interferências no mecanismo da balança.
Porta amostras (Cadinho):
❑ Diversas formas, tamanhos e materiais
❑ Devem ter ponto de fusão ao menos 100oC maior que o da amostra
✓ Platina – 1600°C
✓Alumínio – 600°C
✓Sílica – 1000°C
✓Alumina – 1700°C
Sílica
Platina
Alumina (Al2O3)
Escolha do Porta amostras (Cadinho):
Para escolha do porta amostra será necessário avaliar:
❑ Natureza da amostra
❑ Quantidade de amostra
❑ Reatividade da amostra
❑ Temperatura máxima desejada
Calibração do formo:
❑ Apesar de existirem diferentes métodos de calibração, entretanto, um dos
mais recomendados pelos representantes destes equipamentos é o que se
baseia no PONTO DE CURIE.
Temperatura de calibração de diversas amostras
padrões usando o ponto de curie
Perda de massa (%)
❑ PONTO OU TEMPERATURA
DE CURIE: Temperatura no
qual o material ferromagnético
torna-se paramagnético.
Temperatura (ºC)
Requisitos para o método de calibração e padrões de referência:
❑ Largura da transição estudada deve ser a mais fina possível
❑ A transição deve ser reversível
• Reaproveitamento do padrão
❑ A transição deve ser facilmente observável
• Uso de poucos miligramas do padrão
❑ A temperatura da transição deve ser independente:
• Da composição atmosférica;
• Da pressão; e
• Da presença de outros padrões
Termograma:
(i) ponto inicial, A, é a
interseção entre a linha
inicial (sem perda de massa)
Perda de massa (%)
e a tangente a curva TG.
(ii) o ponto final , B, é o
ponto de interseção entre a
tangente a curva TG com o
prolongamento da curva
Temperatura (ºC) após estabilização da
massa.
Termograma: Perda de massa
PM (%) = [(mS-mB)/mI)*100]
Perda de massa (%)
(iii) a interseção entre a
curva TG e uma linha
paralela a abscissa
partindo do ponto médio
entre A e B, define o
ponto intermediário C. O
ponto C determina 50%
de degradação.
Temperatura (ºC)
Classificação das curvas termogravimétricas:
❑ Curvas tipo A: não apresentam variação de
massa (no intervalo de análise).
❑ Curvas tipo B: curva característica de
materiais que possuem componentes
voláteis.
Com o uso de atmosferas não reativas, uma
segunda corrida nestes materiais resulta em
curvas do tipo A.
❑ Curvas tipo C: Reação de decomposição
em um único estagio.
❑ Curvas tipo D: Decomposição em múltiplos
estágios onde cada etapa é claramente
resolvida.
Classificação das curvas termogravimétricas:
❑ Curvas tipo E: Decomposição em
múltiplos estágios. Baixa resolução dos
estágios de degradação.
❑ Curvas tipo F: Podem ocorrer na
presença de atmosferas reativas. Ex.:
Oxidação de superfícies.
❑ Curvas tipo G: Não são encontradas com
frequência. Podem ser causadas por
oxidação da superfície seguida de
decomposição.
Termogravimetria derivativa (DTG)
❑ Facilita a observação dos estágios de degradação, quando estes
não são facilmente identificados pela curva de TG
TG
Perda de massa (%)
Derivada dm/dt
DTG
Plastificante
Temperatura (ºC)
Exemplo de termograma com sua respectiva derivada:
Amostra de PU com carga, atmosfera de nitrogênio com fluxo de 40 ml/min,
taxa de aquecimento de 10ºC/min, massa inicial de 10,08 mg (NETZSCH)
OBSERVAÇÃO: Os termogramas são extremamente dependentes
das condições de análise, deste modo para que seja possível
comparar amostras é necessário que estas tenham sido realizadas
sob as mesmas condições de ensaio e considerando amostras de
peso e formato similares.
Principais fatores que alteram os termogramas
❑ Amostra
Volume, massa e formato
❑ Tipo do Cadinho
Formato e constituição (alumina, quartzo, etc..)
❑ Atmosfera
Natureza, pressão e fluxo de gás.
❑ Programa de temperatura
Taxa de aquecimento e faixa de temperatura estudada
Efeito da forma da amostra
Degradação do PMMA ( ) bloco; (--) flocos; (…) pó
Bloco
Pó
Perda de massa (%)
Flocos
Temperatura (K)
Efeito da taxa de aquecimento
❑ Decomposição Térmica do ácido palmítico
Fluxo de N2 (50 ml/min)
Efeito da taxa de aquecimento
Fonte: Curso TA Instruments; Capellupi,W.
Efeito da morfologia do PET
Fonte: Curso TA Instruments; Capellupi,W.
Efeito da massa de amostra
Fonte: Curso TA Instruments; Capellupi,W.
Aplicação: Avaliação da estabilidade térmica
❑ Amostra de EVA
Aplicação: Determinação do teor de carga
Fonte: Curso TA Instruments; Capellupi,W.
Aplicação: Determinação do teor de carga
Ex: Mi = 7,63 mg
Qual a quantidade de carga na
composição (mg)? R: 1,90 mg
http://www.ufjf.br/quimica.pdf
Aplicação: Avaliação térmica da formulação de pneu
plastificante
NR
SBR
Negro de fumo
Aplicação: Avaliação térmica em função da polidispersão
Fluxo de N2 (50 ml/min)/Taxa de aquecimento 30oC/min
Polim. em solução e baixa PD
Polim. em emulsão e alta PD
382oC
466oC
463oC
https://www.mt.com/us/en/home/supportive_content/matchar_apps/MatChar_HB428.html
Aplicação: Avaliação da estabilidade térmica
❑ fibra de poliacetato de vinila (PVA)
Fonte: (Jo Dweck - 13º Congresso Brasileiro de polímeros)