0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações19 páginas

Malaria 3

O estudo analisou dados temporais e geográficos para identificar áreas de alto risco de malária em Mato Grosso, Brasil, revelando 20.819 casos, com maior incidência entre homens e a espécie Plasmodium vivax predominante. A análise identificou oito clusters de risco, com um risco relativo máximo de 90,09, e destacou regiões com altas taxas de incidência, especialmente no Norte, Oeste e Noroeste do estado. Os resultados enfatizam a necessidade de estratégias direcionadas para o controle da malária nas áreas identificadas como de alto risco.

Enviado por

anakarollborges
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações19 páginas

Malaria 3

O estudo analisou dados temporais e geográficos para identificar áreas de alto risco de malária em Mato Grosso, Brasil, revelando 20.819 casos, com maior incidência entre homens e a espécie Plasmodium vivax predominante. A análise identificou oito clusters de risco, com um risco relativo máximo de 90,09, e destacou regiões com altas taxas de incidência, especialmente no Norte, Oeste e Noroeste do estado. Os resultados enfatizam a necessidade de estratégias direcionadas para o controle da malária nas áreas identificadas como de alto risco.

Enviado por

anakarollborges
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

DOI: 10.

53660/CLM-3871-24Q15

Spatiotemporal Analysis of Malaria in the State of Mato Grosso-Legal


Amazon, Brazil: Identification of High-Risk Areas
Análise espaço-temporal da malária no estado de Mato Grosso – Amazônia Legal:
identificação das áreas de alto risco
Received: 05-07-2024 | Accepted: 08-08-2024 | Published: 12-08-2024

Valeria Katia Gardiano


ORCID:0009-0002-4960-2750
Universidade Federal do Mato Grosso, Brasil
E-mail: valeriagardiano@[Link]
Wigis Pereira Peres
ORCID:0000-0002-7020-4637
Universidade Federal do Mato Grosso, Brasil
E-mail:uigispp@[Link].
Fernanda Regina Giachini
ORCID:0000-0003-2688-7204
Universidade Federal do Mato Grosso, Brasil
E-mail: fernandagiachini@[Link]
Josilene Dália Alves
ORCID:0000-0001-5007-9536
Universidade Federal do Mato Grosso, Brasil
E-mail: josilenedalia25@[Link]
Victor Vitorino Lima
ORCID: 0000-0003-0897-8030
Universidade Federal do Mato Grosso, Brasil
E-mail: vvlimaufmt@[Link]

ABSTRACT
The objective of the study was to analyze temporal and geographic data to identify high-risk areas for
malaria occurrence in the state of Mato Grosso within the Legal Amazon. High-risk areas were identified
through scan statistics, and the relative risk (RR) was characterized using cluster maps. Statistical
temporal trend analysis was conducted using Prais-Winsten autoregression. A total of 20,819 cases were
identified, with higher incidence rates among men. Malaria was predominantly diagnosed via thick blood
smear microscopy, with Plasmodium vivax being the most prevalent species. The average incidence
ranged from 0.01 to 2,849.85, with higher averages observed in the North, West, and Northwest regions.
The Global Moran analysis revealed a positive correlation (0.47) between incidence rates and regions
with a higher number of cases, while Local Moran identified distinct infection clusters. Eight risk clusters
were delineated using scan statistics, with the highest RR recorded at 90.09. The spatiotemporal scan
classified three statistically significant high-risk clusters exhibiting stationary temporal trends. These
findings highlight the delineation of high-risk areas for malaria infection in Mato Grosso.

Keywords: Malaria; spatial analysis; temporal trend; geospatial analysis; clusters.

CONCILIUM, VOL. 24, Nº 15, 2024, ISSN: 0010-5236


[Link] | 454

RESUMO
O objetivo do estudo foi analisar dados temporais e geográficos para identificar áreas de alto risco para a
ocorrência de malária no estado de Mato Grosso-Amazônia Legal. Áreas de alto risco foram identificadas
através das estatísticas de varredura e o risco relativo (RR) foi caracterizado usando mapas de clusters. A
análise de tendência temporal estatística foi conduzida empregando a autoregressão de Prais-Winsten.
Foram identificados 20.819 casos, com maiores taxas de incidência entre homens. A malária foi
diagnosticada via microscopia de gota espessa, com Plasmodium vivax sendo a espécie mais prevalente.
A incidência média variou de 0,01 a 2.849,85, com médias elevadas observadas nas regiões norte, oeste e
noroeste. A análise de Moran Global revelou uma correlação positiva (0,47) entre taxas de incidência e
regiões com maior número de casos, enquanto Moran Local identificou clusters de infecção distintos.
Oito clusters de risco foram delineados usando estatísticas de varredura. A varredura espaço-temporal
classificou três clusters de alto risco, exibindo tendências temporais estacionárias. Esses achados
destacam a delimitação de áreas de alto risco para infecção por malária em Mato Grosso.

Palavras-chave: Malária; análise espacial; tendência temporal; análise geoespacial; clusters.

INTRODUÇÃO

A malária é uma doença infecciosa tropical negligenciada, identificada pela


Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma preocupação significativa para a
saúde pública devido à sua alta prevalência e associação com o baixo desenvolvimento
socioeconômico (Nascimento, 2019). O termo "negligenciada" refere-se ao fato de que
essas doenças recebem os menores investimentos em pesquisa, produção de
medicamentos e vacinas, e carecem de apelo econômico para o desenvolvimento de
fármacos, apesar de estarem entre as mais letais globalmente (Bones, 2023; Luna,
2020), levando à perda de produtividade e contribuindo para o agravamento das
condições de pobreza.
Aproximadamente metade da população mundial está em risco de infecção por
malária (OMS, 2019), sendo que as áreas tropicais e subtropicais do planeta estão entre
as mais afetadas, com destaque para o Sudeste Asiático, a Amazônia e a África. As
condições para a transmissão da doença envolvem populações suscetíveis, agentes
etiológicos, vetores e fatores ecológicos, econômicos, sociais e culturais (Abreu, 2020;
OMS, 2021).
Nas Américas, as populações da Amazônia enfrentam um risco significativo de
malária (Recht, 2017), com cerca de 99% da transmissão concentrada na região da
Amazônia Legal, consequentemente cerca de 138 milhões de pessoas em 19 países
estão em risco de adoecimento. Brasil, Colômbia e Venezuela respondem por 80%
[Link] | 455

desses casos estimados nas Américas (OPAS, 2016), com o Brasil tendo o maior
número de casos de malária na região (Dos Santos, 2021).
A Estratégia Técnica Global da OMS, para a Malária, visa reduzir os casos em
pelo menos 90% até 2030 em todos os países afetados e eliminar a malária em cerca de
35 desses países. Em 2020, a OMS relatou 241 milhões de casos de malária em 85
países, com aproximadamente 627.000 mortes (OMS, 2021).
Apesar dos avanços significativos rumo à eliminação da malária, a infecção
continua sendo um grave problema de saúde pública. Portanto, o desenvolvimento de
novas ações de combate endêmico é uma prioridade para a melhoria do bem-estar e do
índice de desenvolvimento humano das populações afetadas. Nesse contexto, este
estudo teve como objetivo analisar dados temporais e geográficos para descrever as
características intrínsecas do processo saúde-doença, ajudando a identificar casos em
locais específicos de alto risco e caracterizando variáveis sociodemográficas e clínicas
da malária no estado de Mato Grosso durante um período de dez anos.

MATERIAIS E MÉTODOS
Desenho do Estudo e Local de Pesquisa
A pesquisa foi desenhada como um estudo ecológico e conduzida em todos os
141 municípios do estado de Mato Grosso, localizado na região Centro-Oeste do Brasil.
O estado abrange uma área territorial de 903.207,019 km², com uma densidade
populacional de 3,36 habitantes/km² e está geograficamente posicionado a 12,6819° S,
56,9211° W.
População do Estudo
A população utilizada no estudo foi composta pelos casos positivos para malária,
notificados em Mato Grosso no período de 2011 a 2021. Casos residentes em outros
estados, aqueles com mudança de diagnóstico e dados duplicados foram excluídos deste
estudo. As fontes de informação incluíram bancos de dados públicos fornecidos pelo
governo do Estado de Mato Grosso, o Sistema Único de Saúde, o Sistema de
Informação de Agravos de Notificação e dados do Formulário de Notificação do
Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Malária (SIVEP-Malária,
Ministério da Saúde do Brasil).
Análise Descritiva e Estatística
Variáveis sociodemográficas e clínico-operacionais dos casos de malária
disponíveis no SIVEP-Malária foram coletadas. Variáveis individuais incluíram etnia,
[Link] | 456

nível de educação, idade e gênero. As variáveis clínico-operacionais referidas incluíram


tipo de teste, tipo de lâmina, resultado do teste, parasitemia em número de cruzes,
sintomas e forma clínica do parasita. A análise descritiva foi realizada com cálculos de
frequências absolutas e relativas. Taxas de incidência para gênero, idade, raça/etnia e
nível de educação (sem educação) foram calculadas com base na população fornecida
pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As análises foram
realizadas usando o software SPSS versão 20.0.
Análise Espacial
Uma distribuição espacial da incidência de malária foi realizada de acordo com
os municípios de Mato Grosso, e um mapa temático foi elaborado para apresentar as
regiões mais críticas. A investigação da autocorrelação espacial foi realizada utilizando
o Teste Global de Moran e o Teste Local de Moran (LISA), que permitem correlacionar
uma variável ou atributo Z a uma área i com valores de variáveis em áreas vizinhas. O
Índice Global de Moran testa se as áreas conectadas apresentam maior similaridade em
relação ao indicador estudado do que o esperado em um padrão aleatório, variando de -1
a +1. Ele fornece uma medida geral da associação espacial existente no conjunto de
dados e mede o grau de correlação espacial entre pares de vizinhança, ponderado pela
proximidade geográfica (Anselin, 1996). A Análise Local de Moran é baseada nos
mesmos princípios do Global Moran, porém utilizando unidades geográficas
específicas, neste caso, municípios. Após a realização da análise, as regiões de cluster
espacial foram classificadas como: Alto-Alto, Alto-Baixo, Baixo-Alto e Baixo-Baixo.
Regiões Alto-Alto referem-se a regiões de alta incidência cercadas por regiões de alta
incidência. Regiões Alto-Baixo são regiões de alta incidência cercadas por regiões de
baixa incidência. Regiões Baixo-Alto são regiões de baixa incidência cercadas por
regiões de alta incidência. E regiões Baixo-Baixo são regiões de baixa incidência
cercadas por regiões de baixa incidência (Anselin, 1995). As análises Global e Local de
Moran foram realizadas usando o software ArcGis® 10.7.
Clusters de risco espacial foram detectados por estatísticas de varredura. A
técnica de varredura espacial controla a ocorrência de casos pelo tamanho da população
dos municípios para detectar clusters de alto risco relativo. Os critérios utilizados
incluíram um modelo de Poisson discreto, ausência de sobreposição geográfica de
clusters, tamanho máximo do cluster igual a 50% da população exposta, clusters em
forma circular e 999 replicações. A hipótese nula não considerava quaisquer clusters de
alto risco, implicando que toda a população tem a mesma probabilidade de ser infectada
[Link] | 457

pela malária. A hipótese alternativa previa a existência de clusters onde a população


teria maior probabilidade de ser infectada (Kulldorff, 2018).
Para identificar clusters espaço-temporais de alto risco para casos de malária,
uma varredura espaço-temporal retrospectiva foi realizada utilizando o modelo de
Poisson Discreto. Este método é definido por uma janela cilíndrica cuja base circular
representa o espaço geográfico e sua altura representa o tempo. A janela cilíndrica é
então móvel para identificar clusters que podem ocorrer no espaço e no tempo
simultaneamente. Em uma análise retrospectiva, a análise é feita apenas uma vez para
uma região geográfica fixa e um período de estudo fixo. O SaTScan® varre múltiplas
datas de início e término, avaliando tanto 'grupos vivos' que duram ao longo do período
de estudo quanto dados, assim como 'grupos históricos' que deixaram de existir antes do
final do período de estudo (Kulldorff, 2018).
Com a identificação de clusters espaciais usando a técnica de varredura, mapas
temáticos foram construídos indicando o risco relativo (RR) dos respectivos clusters. O
risco relativo permite comparar diferentes regiões, padronizando e removendo o efeito
de diferentes populações, mostrando a intensidade da ocorrência de um determinado
fenômeno em relação ao total da região de estudo. Para esta análise, foi utilizado o
software SaTScan™ versão 9.7 e os mapas temáticos foram desenvolvidos no software
ArcGIS 10.7.
Análise Estatística de Tendência Temporal
A análise estatística de dados de tendência temporal (autoregressão de Prais-
Winsten) foi realizada usando o software STATA® versão 14. A tendência temporal
dos clusters (grupos/regiões) foi classificada como crescente (resultado positivo),
decrescente (resultado negativo) ou estacionária (sem diferença significativa entre seu
valor e zero) (Ramos, 2022).
Considerações Éticas
Este estudo cumpriu os requisitos da Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de
Saúde (BRASIL, 2012). Os dados utilizados estão disponíveis em fontes publicamente
acessíveis, dispensando registro e avaliação pelo Comitê de Ética em
Pesquisa/Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, conforme previsto na Resolução nº
510/2016.
[Link] | 458

RESULTADOS
No total, 20.819 casos de malária foram identificados no estado de Mato Grosso
durante este período de dez anos. Entre os achados sociodemográficos (Tabela 1),
observou-se que o número de casos de malária foi maior entre os homens em
comparação com as mulheres (77,3%). Além disso, os grupos etários mais afetados
foram indivíduos com idade entre 20 e 59 anos, compreendendo aproximadamente
77,4% de todos os casos relatados. Em relação à etnia, os povos indígenas foram os
mais afetados pela malária durante o período de estudo, com uma incidência de
300,4/100.000 habitantes. Entre os não indígenas, as maiores incidências foram
observadas em indivíduos da raça amarela (112,0/100.000 habitantes), raça parda
(70,6/100.000 habitantes), negra (68,2/100.000 habitantes) e branca (38,1/100.000
habitantes). Quanto ao nível de escolaridade, a maioria dos indivíduos infectados foi
classificada como tendo apenas o ensino fundamental incompleto, representando 51,8%
(n=10.797) dos casos.
A Tabela 1 também mostrou que o teste de gota espessa foi o diagnóstico
laboratorial mais utilizado, obtendo resultados positivos em 96,05% (n=19.996) dos
casos. Testes rápidos de diagnóstico confirmaram a presença do parasita em 699 casos
(n=3,36%). Em relação às técnicas moleculares, o teste foi positivo para apenas um
caso. Em relação aos tipos de lâminas, 89,84% das notificações foram por detecção
passiva (n=18.703), enquanto a detecção ativa representou 10,15% (n=2.113).
Nos resultados dos exames, a espécie mais prevalente foi P. vivax (97,77%),
seguida por P. falciparum (2,68%) e P. malariae (0,02%). Quanto à parasitemia, em
cruzes, "++" (duas cruzes) teve a maior incidência (36,48%), seguida por "+" (uma cruz
- 26,02%), "< +/2" (menos de meia cruz - 17,66%), "+/2" (meia cruz - 10,99%)
(n=2.289) (Tabela 1).
O mapa de incidência média para o período do estudo (Figura 1) mostrou valores
variando de 0,01 a 2849,85, com as maiores médias observadas nas regiões norte, oeste
e noroeste do estado de Mato Grosso. Por outro lado, as regiões centro-norte, centro-sul
e nordeste exibiram taxas de incidência baixas ou até mesmo inexistentes durante o
período de investigação, exceto em uma pequena área da região sudeste, que apresentou
uma média de incidência relevante.
[Link] | 459

Tabela 1 - Variáveis sociodemográficas e clínico-operacionais da malária no estado de Mato


Grosso, durante um período de dez anos.

VARIÁVEIS SOCIODEMOGRÁFICAS n % Taxa de incidência


por 100 mil
habitantes

Sexo

Homens 16.086 77,3 94,3


Mulheres 4.733 22,7 28,9
Faixa Etária (Anos)
0 – 09 1.355 6,5 24,7
10 – 19 2.748 13,2 44,1
20 – 29 5.183 25,5 82,6
30 – 39 5.024 24,4 91,1
40 – 49 3.641 17,4 83,1
50 – 59 2.109 10,1 73,1
60 – 69 618 2,9 39,0
> 69 141 0,6 13,3
Etnia
Pardo 12.370 59,8 70,6
Branco 4.767 22,9 38,1
Negro 1.726 8,1 68,2
Indígenas 1.406 6,7 300,4
Amarelo 427 2,0 112,0
Não informado 123 0,5 0
Nível de educação
Sem escolaridade 531 2,9 231,8
Ensino fundamental incompleto 10.797 51,8 -
Ensino médio incompleto 5.565 26,6 -
Ensino superior incompleto 2.233 10,7 -
Não informado 1.693 8,0 -

VARIÁVEIS CLÍNICO- n %
OPERACIONAIS
Tipo de exame parasitológico direto
Gota espessa/esfregaço 19.996 96,05 -
[Link] | 460

Teste rápido 699 3,36 -


Técnicas moleculares 1 00,0 -
Não informado 123 0,59 -
Tipo de lâmina
Detecção passiva 18.703 89,84 -
Detecção ativa 2.113 10,15 -
Resultado dos exames (espécie)
Plamodium vivax 19.313 94,96 -
Plasmodium falciparum 1.051 2,86 -
F+V 136 0,65 -
F + Fg 135 0,65 -
V + Fg 67 0,32 -
Fg 63 0,30 -
Não falcipraum 43 0,21 -
F+M 6 0,03 -
Plasmodium malariae 5 0,02 -
Parasitemia (cruzes)
++ (duas cruzes) 7.595 36,48 -
+ (uma cruz) 5.417 26,02 -
< +/2 (menor que meia cruz) 3.617 17,66 -
+/2 (meia cruz) 2.289 10,99 -
+++ (três cruzes) 1.090 5,24 -
++++ (quatro cruzes) 75 0,36 -
Dados não informados 676 3,25 -

Legenda: F + V (infecções mistas); F + Fg (formas assexuadas + formas sexuais - gametócitos de


Plasmodium falciparum); V + Fg (formas de Plasmodium vivax + gametócitos de Plasmodium
falciparum); Fg (somente gametócitos); F + M (infecções mistas por Plasmodium falciparum e
Plasmodium malariae). O nível de escolaridade foi calculado com o objetivo de representar a taxa de
incidência nessa população. Dados para outros níveis de escolaridade não foram encontrados. As taxas de
incidência não foram calculadas para casos onde os dados da população não estavam disponíveis.

Fonte: Gardiano; Peres; Giachini; Alves; Lima (2024).


[Link] | 461

Figura 1 - Distribuição espacial das taxas de incidência média da malária calculada


para cada município de Mato Grosso – Amazônia Legal (2011-2021).

Fonte: Gardiano; Peres; Giachini; Alves; Lima (2024).

Para analisar a autocorrelação espacial entre os casos de malária e suas regiões


de ocorrência, foi utilizado o Índice Global de Moran, que identificou uma correlação
positiva entre a incidência e as regiões onde ocorrem os casos de malária no estado
(Índice de Moran=0,472299; p <0,001).
Áreas de alta incidência (Alto-Alto) foram identificadas pela análise Local de
Moran (área destacada em vermelho) na região Noroeste do estado (Figura 2). Além
disso, na região Noroeste, há uma área de Baixo-Alto (área destacada em verde). Outra
área de Baixo-Alto pode ser encontrada na região Oeste, cercada por áreas não
significativas. Na região Centro-Sul, a área Alto-Baixo (destacada em roxo) mostra alta
incidência, cercada por áreas de baixa incidência. As áreas em azul claro no mapa
(Baixo-Baixo), distribuídas nas regiões Centro-Sul, Nordeste e Sudeste, estão cercadas
por regiões não significativas.
[Link] | 462

Figura 2 - Mapa de Moran Local (LISA) para análise de incidência de malária em


regiões vizinhas (2011-2021).

Fonte: Gardiano; Peres; Giachini; Alves; Lima (2024).

Na análise de clusters (Figura 3), oito clusters foram identificados para casos de
malária no estado de Mato Grosso, abrangendo onze municípios, com 253.134 pessoas
residindo em áreas de risco. Esses clusters estavam nas regiões Noroeste, Norte e Oeste.
Os clusters com maior Risco Relativo de infecção por malária foram o cluster 1 (cidade
de Aripuanã e Colniza em vermelho) com RR= 90,09 (p<0,001); cluster 2 (cidade de
Pontes e Lacerda em roxo) com RR= 13,19 (p< 0,001); e cluster 3 (cidade de Apiacás e
Nova Bandeirante em laranja) com RR= 4,23 (p<0,001). Os outros clusters
apresentaram valores de RR entre 3,94 e 1,39, também indicando um alto risco de
infecção por malária. Apenas clusters com valor de p<0,05 foram considerados no
estudo (Tabela 2).
[Link] | 463

Figura 3 - Mapa de clusters de risco para ocorrência de casos de malária no estado de


Mato Grosso – Amazônia Legal (2011-2021).

Fonte: Gardiano; Peres; Giachini; Alves; Lima (2024).

Tabela 2 - Características dos Clusters de Risco Espacial para Casos de Malária em Mato
Grosso – Amazônia Legal (2011-2021)

Cluster Cidades População Log-likelihood P-valor RR 95% IC


de em risco ratio
Risco

1 Colniza. Aripuanâ 45.037 [Link] <0,001 90,09 87,79-92,45

2 Pontes e Lacerda 41.408 [Link] <0,001 13,19 12,72-13,68

3 Apiacás. Nova 20.210 384.803.729 <0,001 4,23 3,90-4,59


Bandeirantes

4 Comodoro 18.178 298.883.366 <0,001 3,94 2,81-3,21

5 Conquista 3.385 37.404.119 <0,001 3,28 2,74-3,28


D’Oeste

6 Peixoto do 44.986 380.571.496 <0,001 3,00 1,92-2,32


Azevedo. Matupá

7 Colíder 30.766 96.348.962 <0,001 2,11 2,63-4,10

8 Alta Floresta 49.164 22.019.529 <0,001 1,39 1,27-1,52

Fonte: Gardiano; Peres; Giachini; Alves; Lima (2024).


[Link] | 464

A análise estatística da tendência temporal mostrou três clusters de alto risco em


relação à infecção por malária: região noroeste (RR=80,50 área destacada em
vermelho), seguida pela região oeste (RR=31,30 área destacada em laranja) e regiões
norte (RR=5,59 área destacada em rosa, Figura 4). Foi realizada uma análise
retrospectiva espaço-temporal para clusters com altas taxas na população pesquisada
durante o período, correspondendo a 3.035.122 habitantes, com um total de 20.816
casos, equivalente a 62,3 casos por 100.000 habitantes. O Cluster 1 (cidade de Aripuanã
e Colniza) apresentou o maior risco relativo e a maior população. A população em risco
neste cluster foi de 45.037 habitantes, com um número total de casos de 52,40 e um
RR=80,50 (p < 0,001). O Cluster 2, com 41.408 habitantes, também exibiu
características de risco espaço-temporal com RR=31,30 (p < 0,001). O terceiro e último
cluster, abrangendo 30.812 habitantes, teve um RR=5,59.

Figura 4 - Mapa de clusters de alto risco espaço-temporal para ocorrência de casos de


malária no estado de Mato Grosso – Amazônia Legal (2011-2021).

Fonte: Gardiano; Peres; Giachini; Alves; Lima (2024).

Os dados do período de estudo foram analisados para a tendência temporal da


malária no estado de Mato Grosso, mostrando coeficiente=1,146 e IC 95%=-0,659 a
+2,952 por mês e coeficiente=274,611 e IC 95%=-136,719 a +685,942 por ano.
[Link] | 465

DISCUSSÃO
Várias doenças tropicais negligenciadas (DTNs) são prevalentes no Brasil,
particularmente em regiões marcadas por níveis mais altos de pobreza (Bones, 2023).
Apesar da existência de alguns estudos sobre malária na Amazônia Legal (Gomes,
2020; Braz, 2020), a maioria deles adotou uma abordagem mais tradicional, com poucos
tentando entender o comportamento da doença a partir de uma perspectiva espaço-
temporal e aplicando características sociodemográficas. Assim, na primeira etapa deste
estudo, caracterizamos algumas variáveis sociodemográficas e clínico-operacionais da
malária no estado de Mato Grosso durante um período de dez anos. Após isso, foi
realizada uma análise de dados temporais e geográficos para identificar áreas de alto
risco para a ocorrência de malária no estado de Mato Grosso - Amazônia Legal.
Neste estudo, o diagnóstico laboratorial das análises realizadas para malária foi
predominantemente obtido através da microscopia de gota espessa/fina. Em relação às
características clínicas, a espécie causadora de malária predominante identificada foi P.
vivax. Evidentemente, as características biológicas da transmissão dotaram este
patógeno com uma capacidade aumentada de adaptação aos riscos ambientais
prevalentes decorrentes da transformação do ecossistema (Sousa, 2018; Guedes, 2019).
Tal adaptabilidade pode ser atribuída a fatores como perturbações ecológicas, secas
prolongadas, a extinção de espécies cruciais na cadeia alimentar e a propensão do vetor
para recaídas após a infecção primária (Wiefels, 2016). P. falciparum exibiu uma baixa
incidência, indicando uma menor prevalência da forma mais grave da doença, que está
associada a este vetor.
Os resultados mostraram que o número de homens infectados supera o de
mulheres nesta região da Amazônia Legal. A elevada incidência entre os homens pode
ser atribuída às atividades econômicas desta região, que são predominantemente
agrícolas e extrativistas e são em grande parte realizadas por homens (Guedes, 2019).
Essas ocupações estão intimamente relacionadas com os ambientes naturais,
potencialmente facilitando a infecção devido à sua proximidade com áreas habitadas
pelo vetor e pelo parasita da malária (Cardona-Arias, 2019; Guedes, 2019).

Doenças negligenciadas impactam desproporcionalmente populações


vulneráveis com níveis de educação mais baixos em regiões periféricas (Gomes, 2020).
Foi possível observar que, nesta região da Amazônia Legal, os grupos mais afetados
estavam predominantemente dentro da população economicamente ativa, com idades
[Link] | 466

entre aproximadamente 20 a 50 anos. Uma tendência de aumento na incidência foi


notada a partir dos 19 anos e diminuindo entre indivíduos com 50 anos ou mais.
Notavelmente, houve uma queda acentuada após os 59 anos, consistente com um grupo
demográfico que frequentemente se engaja em menos atividades relacionadas à
pecuária, mineração ou agricultura, que são consideradas ocupações de alto risco.
Consequentemente, a malária pode ser caracterizada como uma doença ocupacional
(Pereira, 2021).
Também foi observado que a maior incidência de infecção ocorreu em grupos
com níveis mais baixos de educação e entre populações indígenas, sendo essas
descobertas consistentes com outros estudos que observaram padrões de ocorrência em
populações infectadas (Gomes, 2020; Braz, 2020). As populações indígenas apresentam
uma probabilidade duas vezes maior de contrair malária em comparação com grupos
não indígenas (Mendes, 2020). Essa maior susceptibilidade é principalmente atribuída a
fatores culturais, incluindo práticas de estilo de vida, rituais tradicionais e proximidade
geográfica com regiões selvagens caracterizadas por uma maior exposição a patógenos
(Terrazas, 2015).
Na segunda etapa deste estudo, foi realizada uma distribuição espacial da
incidência de malária de acordo com os municípios de Mato Grosso, e um mapa
temático foi preparado para apresentar as áreas mais críticas.
Uma alta incidência de infecção foi observada nas regiões norte, oeste e noroeste
do estado. Essas áreas possuem características sociodemográficas fortemente
influenciadas por atividades como pecuária, mineração e agricultura, além do
desmatamento, expansão e criação de novas áreas anteriormente cobertas por florestas
(Guedes 2019; Terrazas, 2015). As análises de autocorrelação espacial Global e LISA
mostraram que os casos de malária no estado não estão distribuídos aleatoriamente, mas
sim, existe uma relação entre as áreas de infecção e onde ocorrem, incluindo
semelhanças entre áreas vizinhas. Os resultados indicam o quanto a população residente
nessas regiões está exposta à doença e a extensão do problema no estado de Mato
Grosso, que é considerado uma área endêmica para a doença. Além disso, uma
correlação espacial positiva foi observada na análise do Índice Global de Moran,
mostrando uma correlação entre os casos de malária e as regiões onde ocorrem.
A análise de clusters de alto risco identificou a presença de oito clusters ativos
no estado de Mato Grosso. Quando os dados foram analisados por estatísticas de
varredura espaço-temporal, mostrou-se que três dos oito clusters permaneceram
[Link] | 467

significativos, ou ativos, durante o período do estudo, reafirmando os municípios de


Colniza e Aripuanã, localizados na região Noroeste, como um risco permanente de
infecção. Em relação às áreas de alto risco, os municípios de Colniza e Aripuanã
apresentaram um risco relativo de 90,09, o que significa que as chances de a população
desta região contrair malária são noventa vezes maiores. Alterações antropogênicas no
uso da terra e mudanças ambientais podem estar associadas a um aumento nos casos
(Guedes, 2019; Macdonald, 2019), impactando assim o peso e a distribuição das
doenças infecciosas (Macdonald, 2019). Além disso, existe uma relação direta entre a
incidência de malária e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade: Colniza
tem um IDH de 0,611, ocupando a 118ª posição entre 141 cidades, com apenas 2,9%
das residências possuindo saneamento adequado, e 0,3% tendo sistemas de drenagem,
calçadas, pavimentação e meio-fio (IBGE, 2010). De forma semelhante, Aripuanã (IDH
de 0,675) tem 24,3% da população empregada e aproximadamente 40,4% da população
ganhando até meio salário mínimo por pessoa (IBGE, 2010).
Os resultados da análise de tendência temporal indicaram que a malária exibe
um perfil estacionário, ou seja, não houve um aumento significativo, mas a doença
também não regrediu. Foi analisada a tendência temporal da malária no estado de Mato
Grosso ao longo de um período de dez anos, assim como por mês, e em ambas foi
classificada como estacionária.
A Amazônia remanescente da América do Sul está sob grande pressão de
atividades de mineração, extração de madeira, pecuária e produção agrícola, incêndios
florestais, urbanização e desenvolvimento de infraestrutura, todos os quais geram um
desmatamento considerável (Bones, 2023) e, consequentemente, o ressurgimento
simultâneo da malária (De Andrade 2020). O cenário do estado de Mato Grosso,
localizado na Amazônia Legal, foi escolhido como objeto de estudo devido à sua forte
expansão agrícola associada a mudanças severas na vegetação nativa (Macdonald,
2019). Assim, acreditamos que esses fatores podem, em certa medida, explicar o fato de
os clusters exibirem tendências temporais estacionárias.
Além disso, alguns estudos também indicam que o aumento de atividades como
ecoturismo, pesca esportiva, caça e criação de gado ao ar livre, que são realizadas
principalmente em campos abertos e podem começar antes do nascer do sol e durar até
o pôr do sol, favorece o contato entre humanos e vetores exofágicos (Gama, 2021).
Os resultados indicam que os esforços precisam ser continuados para que as
metas propostas pela OMS possam ser alcançadas até 2030. É importante destacar que
[Link] | 468

existem poucos relatos na literatura sobre a malária em Mato Grosso que destacam as
áreas de risco e orientam o processo de tomada de decisão dos gestores de saúde.
Assim, nossos resultados fornecem evidências importantes de que a distribuição
espacial com a identificação de clusters espaciais pela técnica de varredura e
ferramentas de análise espaço-temporal usadas nesta pesquisa podem ser eficazes na
identificação de áreas de alto risco para a ocorrência de malária no estado. Indicar locais
com maior vulnerabilidade à doença por meio dessa abordagem pode ser a chave para o
controle e erradicação da malária.

CONCLUSÃO

Este estudo identificou 20.819 casos de malária ao longo de um período de dez


anos no estado de Mato Grosso, destacando taxas de infecção mais altas entre homens,
particularmente na faixa etária economicamente ativa e entre indivíduos com níveis
mais baixos de escolaridade. A análise dos clusters de alto risco revelou a presença de
oito clusters ativos, com três permanecendo significativos durante todo o período do
estudo. A correlação espacial positiva observada na análise do Índice Global de Moran
sugere uma relação entre infecção e residência em áreas de alto risco. Além disso, a
análise da tendência temporal indicou que a malária apresenta um perfil estacionário
nesta região da Amazônia Legal. Portanto, direcionar intervenções para essas áreas pode
otimizar recursos humanos e financeiros e apoiar políticas multissetoriais voltadas para
o combate a essa doença.

AGRADECIMENTOS (Opcional)

Agradecemos aos órgão de fomente Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado


de Mato Grosso (FAPEMAT-PRO.001786/2023; FAPEMAT-PRO.000112/2023 e
FAPEMAT-PRO.000087/2023) e Universidade Federal de Mato Grosso.

REFERÊNCIAS

ABREU, A. M. et al. A interface entre saúde, mudanças climáticas e uso do solo no


Brasil: uma análise da evolução da produção científica internacional entre 1990 e 2019.
Saúde e Sociedade, v. 29, n. 2, p. e180866, 2020.

ANSELIN, L. The Moran scatterplot as ESDA tool to assess local instability in spatial
association. In: Fisher, M.; Scholten, H. J.; Unwin, D. Spatial Analytical Perspectives
on GIS. London: Taylor & Francis, p.111-126,1996.
[Link] | 469

ANSELIN, L. Local indicators of spatial association - LISA. Geographical Analysis,


27:91-115, 1995.

BARBOSA H.H.M. et al. Epidemiologia dos pacientes atendidos no programa de


malária na unidade de saúde da pedreira, em Belém. Rev Para Med. 2006
mar;20(1):58.

BGE. Intituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. cidades. 2010. Disponível em:


[Link] Acesso em 15 de setembro de 2022.

BONES, U.A. et al. Malária: um problema histórico, eminente e persistente: Malária:


um problema histórico, eminente e persistente. Concilium , 23 (6), 100-117, 2023.

BRAZ A.R.P. et al. Caracterização dos casos de malária na região extra amazônica
brasileira entre 2012 a 2017. Journal of Management & Primary Health Care. v.12,
p.1-15, 2020.

CARDONA-ARIAS. et al. Social determination and determinants of malaria: a


systematic review, 1980-2018Determinação social e determinantes sociais da
malária: revisão sistemática, 1980-2018. Revista Panamericana de Salud Publica=
Pan American Journal of Public Health, v. 43, p. e39-e39, 2019.

DE ANDRADE S.M. et al. Malária na região amazônica: análise dos indicadores


epidemiológicos essenciais ao controle. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento.
V. 9, n.10, e9279109283-e9279109283, 2020.

DOS SANTOS R.W.F. et al. The importance of laboratory diagnosis for malaria
eradication. Brazilian Journal of Development. V.7, n.12, p.112379-112386, 2021.

GAMA, J.K.B.; CHALKIDIS, H. Perfil epidemiológico da Malária Epidemiological


profile of Malaria. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 12, p. 120424-
120434, 2021.

GOMES M.D.S.M. et al. Malaria in the borders between Brazil and French Guiana:
social and environmental health determinants and their influence on the permanence of
the disease. Saúde e Sociedade, v. 29, n. 2, p.1–14, 2020.

GUEDES J.A. et al. Distribuição espacial da malária e uso e GRIFFING, SM, TAUIL, PL,
UDHAYAKUMAR, V, SILVA-FLANNERY, L. A historical perspective on malaria
control in Brazil. Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v.110, n.6, p.701-718,
2015.

GUEDES J.A. et al. Distribuição espacial da malária e uso e ocupação da terra no


município de cametá, estado do Pará. In: Geosaude-2019. 2019.

KULLDORFF, M.; NAGARWALLA, N. Spatial disease clusters: Detection and


inference. Statistics in Medicine, ], v. 14, n. 8, p. 799–810, 1995.
[Link] | 470

LUNA E.J.A.; CAMPOS S.R.S.L.C. Vaccine development against neglected tropical


diseases. Cadernos de saúde pública, v. 36, p. e00215720, 2020.

MACDONALD A.J; MORDECAI E.A. O desmatamento da amazônia impulsiona a


transmissão da malária, e a carga da malária reduz o desmatamento: um estudo
retrospectivo. The Lancet Planetary Health, v.3, p. S13, 2019.

MENDES A.M. et al. Malária entre povos indígenas na fronteira Brasil-Guiana


Francesa, entre 2007 e 2016: um estudo descritivo. Epidemiologia e Serviços de Saúde,
v.29, n.2, p.1-10, 2020.

NASCIMENTO T.L.D. et al. Prevalence of malaria relapse: systematic review with


meta-analysis. Revista Latino-Americana de Enfermagem. V.18, n.27, p. e3111,
2019.

OPAS. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Plano de ação para


eliminação da malária 2016–2020 (CD55/13). 55º conselho diretor, 68ª sessão do
comitê regional da ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. OPAS.
Washington, DC; 2016. Disponível em:
[Link]

PEREIRA A.L.R.R. et al. The socio-environmental production of malaria in three


municipalities in the Carajás region, Pará, Brazil. Revista de Saúde Pública, v.29,
p.55:73, 2021.

RECHT J. et al. Malaria in Brazil, Colombia, Peru and Venezuela: current challenges in
malaria control and elimination. Malaria Journal, v.4, n.6, p,273, 2017.

Rosário, I.N.G. et al. "Evaluating the adaptation process of sandfly fauna to anthropized
environments in a leishmaniasis transmission area in the Brazilian Amazon." Journal of
medical entomology, v.54, n.2, p.450-459. 2017.

RAMOS A.C.V. et al. Temporal evolution and spatial distribution of leprosy in a


municipality with low endemicity in São Paulo state, Brazil. Epidemiologia e Serviços
de Saúde, v.20, n.31, p. e2021951, 2022.

SOUSA T.C.M. et al. Doenças sensíveis ao clima no Brasil e no mundo: revisão


sistemática. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 42, p. e85, 2018.

TERRAZAS W.C. et al. Deforestation, drainage network, indigenous status, and


geographical differences of malaria in the State of Amazonas. Malaria journal, v.30,
n.14, p.379, 2015.

WHO. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World malaria report; 2019. Disponível


em: [Link]
[Link] | 471

WHO. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World malaria report; 2021. Disponível


em: [Link]
report-2021

WIEFELS A. et al. Accuracy of the malaria epidemiological surveillance system data in


the state of Amazonas. Acta Amazonica, v.46, n.4, p.383-90, 2016.

Você também pode gostar