Direito Constitucional
Direito Constitucional
- IDADE MÉDIA: após as invasões bárbaras os impérios passam a ser divididos em reinos menores, sendo as fontes
de poder: o rei, a igreja e os senhores feudais. Não havendo organização do poder (disputa de poder) e nem direitos
fundamentais.
Já na Idade Média, a burguesia começa a crescer, mas como os senhores feudais colocavam limites entre as
trocas, surgiram os BURGOS (pequenos vilarejos usados justamente para realização de trocas de mercadorias).
Assim, surge o comércio, onde até a igreja começa a vender indulgências.
-IDADE MODERNA: entra a monarquia absolutista: havendo terras confiscadas, impostos absurdamente altos. A
burguesia fica extremamente insatisfeita com o acontecimento e começam a acontecer grandes
revoluções burguesas, buscando ESTABILIDADE POLÍTICA com regras claras de organização
política, limites, direitos...
Assim, surgem as primeiras constituições nos EUA em 1787 e na França em 1791, sendo definidos
duradouros em que nenhum governante está acima dele. É um documento que organiza os limites ao seu poder.
Política: estudo "das relações de regularidade em torno do poder do Estado e entre os Estados".
Consequência: CF seria dividida entre as decisões fundamentais (Constituição) e as decisões secundárias (leis
constitucionais).
RENASCIMENTO DAS CONSTITUIÇÕES: após a segunda guerra mundial – documento que estabelece
limites aos poderes dos governantes e direitos fundamentais dos indivíduos, consagrando os atuais Estados
democráticos de direito.
PODER CONSTITUINTE
QUEM ESCREVE UMA CONSTITUIÇÃO?
- O poder constituinte é o poder de criar, modificar, definir regras básicas de organização política do Estado e os
direitos fundamentais dos indivíduos, definidas em documentos chamados de Constituição.
A TITULARIDADE desse poder é do POVO através de representantes legitimados pelo processo de escolha
democrática ou pela força – presume-se que o povo aceita passivamente esse domínio.
Anteriormente, os filósofos do séc. XVI e XVII acreditam que se o ser humano não tiver regras, se tornará
um ser SELVAGEM, então precisa de um comando forte – MONARQUIA ABSOLUTISTA.
PODER CONSTITUINTE – fazer a Constituição (poder ilimitado) ≠ PODER CONSTITUIDO – fazer leis
(poder limitado).
- CARACTERÍSTICAS:
1. Inicial – dá origem a um novo modelo de Estado, institui um novo ordenamento jurídico, uma nova
Constituição.
2. Ilimitado – pode modificar toda a estrutura política do Estado, sem limites. Pode tudo
Mesmo ilimitado, o poder constituinte tem que acompanhar a sociedade, se não vai ser apenas uma “folha de
papel”, que não será respeitada – A verdadeira Constituição é este documento que revela e sintetiza os interesses
na sociedade. METÁFORA DAS LEIS QUEIMADAS
A Constituição efetiva é um equilíbrio de forças econômicas, sociais, religiosas, culturais etc. – de nada
adianta esse direito estar escrito, se as forças políticas e econômicas não permitem que ele seja efetivado.
3. Incondicionado – ninguém de fora do poder constituinte pode estabelecer condições para como vai ser o
funcionamento de criação, o poder originário pode dispor livremente sobre o conteúdo da nova
Constituição. Ele NÃO se submete às normas e condições do ordenamento anterior.
REVISÃO ≠ REFORMA
- As revisões são mais abrangentes, mudam VÁRIAS partes dos textos constitucionais, mas estabelecem um
intervalo de tempo que essas mudanças podem ocorrer. Ex: no Brasil nossa CF pode ser revisada somente uma vez,
após de no mínimo 5 anos de vigência – procedimento extraordinário.
Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da
maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral. EXAURIDO
- As reformas são mudanças mais PONTUAIS, podendo ocorrer a qualquer momento que o Congresso
Nacional decidir – é um procedimento cotidiano.
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se
obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal , com o
respectivo número de ordem.
OBS: NÃO se pode mudar artigos em que o Poder Constituinte Originário cita alguma alteração na própria
Constituição – quem pode mudar, quando fazer, como...
1. TEMPORAIS: períodos durante os quais o texto constitucional não pode ser modificado.
*No Brasil não ocorre, pois, a CF só pode ser revisada uma única vez, após 5 anos de sua promulgação.
2. CIRCUNSTANCIAIS: momentos excepcionais durante as quais o texto constitucional não pode ser
alterado, emendado. Nessas situações, há um CLIMA DE INSTABILIDADE, sendo mais fácil a tomada de
decisões incertas e autoritárias.
- Estado de defesa: serve para preservar a ordem pública e a paz social ameaçada por grave calamidade
pública INTERNA
Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional,
decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a
ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de
grandes proporções na natureza.
§ 2º O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se
persistirem as razões que justificaram a sua decretação.
- Estado de sítio: se declarado estado de defesa e mesmo assim não adiantou, declara-se estado de sítio,
SALVO quando for guerra com outro país (decreta direto) – no estado de sítio a liberdade pode ficar suspensa.
Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso
Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:
I - Comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de
defesa;
Parágrafo único. O Presidente da República, ao solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou sua prorrogação, relatará os
motivos determinantes do pedido, devendo o Congresso Nacional decidir por maioria absoluta.
- Intervenção Estatal: grave irregularidade nos GOVERNOS ESTADUAIS – podendo até o presidente afastar
o governador.
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
Em alguns países, vem sendo adotado um estado de exceção para combater o terrorismo – porém há riscos para a
democracia, uma vez que grande parte do poder de decisão do legislativo passa para o executivo.
3.MATERIAIS: alguns assuntos (de muita importância, por isso impedidos) não podem ser modificados e
nem postos em discussão na Constituição, conhecidos como CLÁUSULAS PÉTREAS
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.
§ 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.
Art. 11. Cada Assembleia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará a Constituição do Estado, no prazo de um ano, contado da
promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta.
2. Não escrita – commom law (direito costumeiro, sem documento escrito: tradições políticas)
- QUANTO À ORIGEM
3. Cesarista – sem participação PRÉVIA do povo, mas após feita, submetida a aprovação do povo (REFERENDO
POPULAR)
1891: REPÚBLICA
1934: MODERNIZAÇÃO
1967: DITADURA
• AI-5 – Outorgada
1988: REDEMOCRATIZAÇÃO
- QUANTO À ESTABILIDADE
Obs.: a analítica, por se tratar de vários assuntos e ser de difícil modificação, acaba engessando a sociedade
- QUANTO À IDEOLOGIA
- QUANTO AO CONTEÚDO
2. Formal: forma de um livro (documento) chamado Constituição, tudo que está lá é norma constitucional.
SUPREMACIA CONSTITUCIONAL
Conceito JURÍDICO de Constituição – Hans Kelsen: documento jurídico mais importante do nosso
ordenamento, acima de qualquer outra norma.
- RECEPÇÃO: normas que existiam antes da promulgação de uma nova Constituição CONTINUAM em vigência,
se forem COMPATÍVEIS.
INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL
Podemos suprir as lacunas das normas Constitucionais pela interpretação, por isso ela é tão importante.
2. histórico: esse método busca interpretar o contexto histórico, os valores e costumes da época.
3. teleológico: busca compreender quais bens e quais direitos o legislador quis tutelar com tal lei, qual a
finalidade da norma.
1. Unidade da Constituição: as normas Constitucionais devem ser consideradas como parte de um sistema
harmônico. Não há conflitos e hierarquias entre normas constitucionais.
2. Máxima Efetividade: se chegarmos em duas interpretações distintas, escolher aquela que é mais efetiva.
3. Concordância Prática ou Harmonização: busca conciliar os direitos que estão em conflitos, harmonizando-
os.
4. Interpretação conforme a Constituição: dois resultados distintos = conformidade com a CF
5. Proporcionalidade: metáfora da balança, ponderação, proibição de excesso (o poder público não pode impor
sacrifícios)
2º BIMESTRE
Controle de Constitucionalidade
É a identificação de normas INFRACONSTITUCIONAIS que contrariem a Constituição, vedando-as.
ESPÉCIES
1. Por AÇÃO
1.1 material: CONTEÚDO incompatível
1.2 formal: modo de ELABORAÇÃO incompatível, ou seja, desrespeito ao processo legislativo previsto na
Constituição, como exemplo a competência das normas.
2. Por OMISSÃO: ocorre quando a normal constitucional de eficácia LIMITADA pede um comportamento
e o legislador não o coloca – “termos de lei complementar”
MOMENTO
I. MODO DIFUSO ou controle incidental ou controle concreto: qualquer sujeito, em qualquer tipo de
ação, sendo autor ou réu pode alegar inconstitucionalidade da norma em SEU processo, mas não é a
finalidade principal deste, não é erga omnes, sendo a decisão válida somente para aquele processo. EUA.
II. MODO CONCENTRADO ou via direta ou controle abstrato: somente STF poderá julgar, em ações
específicas sobre a norma inconstitucional, sendo o efeito erga omnes. Hans Kelsen, na Áustria.
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Vide Lei nº 13.105, de 2015) (Vigência)
I - O Presidente da República;
VI - O Procurador-Geral da República;
I - Emendas à Constituição;
II - Leis complementares;
IV - Leis delegadas;
V - Medidas provisórias;
VI - Decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.
Após as manifestações, o relator ainda poderá requisitar informações de outras autoridades por meio de
AUDIÊNCIA PÚBLICA
É necessário a presença de pelo menos oito ministros do STF, em maioria absoluta (50%+1 – primeiro
número inteiro acima da metade, que nesse caso é 6, tendo em vista que ao todo são 11 ministros)
1. Erga omnes.
- Modulação de efeitos: se for quase impossível anular o efeito ou trazer prejuízo social, a norma
inconstitucional pode gerar efeito ex nunc ou prospectivo (data futura).
3. Vinculante: a decisão tomada pelo tribunal em determinado processo passa a valer para os demais que
discutam a questão.
4. Efeito repristinatório: restaura a vigência de norma revogada por aquela declarada inconstitucional. Anula a
revogação.
Declaração Parcial de Inconstitucionalidade de lei sem redução de texto: a lei é declarada parcialmente
inconstitucional, sendo assim, o tribunal fixa o modo de interpretação da lei.
Mesma legitimidade da ADI: 3 pessoas, 3 mesas e 3 entidades – no processo, o Procurador Geral da República tem
participação obrigatória.
A norma que está gerando insegurança está em desacordo com PRECEITOS FUNDAMENTAIS da
Constituição. Mesma legitimidade da ADI: 3 pessoas, 3 mesas e 3 entidades.
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em
Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - A soberania;
II - A cidadania;
V - O pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição.
Art. 2º Separação dos Poderes
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
IV - Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
A nossa noção de dignidade é recente, estamos acostumados a COISIFICAR o ser humano. Ex: escravidão.
Declaração Universal dos Direitos Humanos: primeira vez no mundo jurídico que trata sobre a dignidade, que
somos dignos = nosso valor.
Um ser humano diz muito sobre o mundo coletivo – todo homem é um pedaço de continente.
- Princípio da Solidariedade
Teoria Geral dos Direitos Fundamentais
Direitos Humanos – inerentes a todo ser humano, por meio de declarações universais. Os Direitos Humanos não
nasceram todos juntos, foram etapas até chegar no que é hoje.
1. LIBERDADE:
Absolutismo, século XVIII, burguesia insatisfeita – direitos CIVIS E POLÍTICOS, pretendiam a não intervenção do
Estado nas liberdades individuais.
2. IGUALDADE:
Revolução Industrial, século XIV, exploração da classe trabalhadora – direitos SOCIAIS E ECONÔMICOS,
pretendiam a intervenção do Estado principalmente nas leis trabalhistas.
3. FRATERNIDADE:
Crescimento da tecnologia = maior poluição atmosférica. Século X – direito dos POVOS OU DIFUSO, pretendiam
a proteção do Estado na fiscalização e conscientização ambiental.
1. Jusnaturalista: INERENTE do ser, podendo vir de cosmos, Deus, da própria natureza humana.
2. Positivista: provém da RAZÃO HUMANA
3. Histórica: nascem das lutas sociais, são conquistas históricas da humanidade
Direitos Fundamentais
- Não são absolutos, pode haver restrições, mas para isso é necessário que o Estado demonstre NECESSIDADE,
proteger outro Direito Fundamental mais importante = princípio da proporcionalidade (limites válidos).
a) DIREITO Á VIDA
O direito mais importante pela nossa doutrina – quando começa a vida? O direito deve proteger com a
mesma intensidade todas as fases da gestação?
PROTEÇÃO DA VIDA HUMANA – o direito protege a vida humana a partir da NIDAÇÃO (5 A 6 dias), punindo
atos que a violem.
CONCEITO DA VIDA – o valor do ser humano é a nossa dignidade, com condições de vida
compatíveis com a dignidade do ser humano, por isso há casos de inviolabilidade do direito à vida
que são considerados justos (art. 128 cp)
ABORTO – motivos justos para violar a vida do embrião?
Aborto necessário
II - Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante
legal.
*feto anencefálico
EUTANÁSIA – “morte justa” para diminuir o sofrimento do outro. No Brasil constitui crime:
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em
seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:
ORTOTANÁSIA – quando houve todas as tentativas de salvar a vida da pessoa sem sucesso, desligam os
aparelhos. 9 em cada 10 médicos no Brasil praticam a ortotanásia, mas o Ministério Público é contra essa
prática.
PENA DE MORTE – durante o Império brasileiro houve aceite da pena de morte, mas hoje em dia na nossa
Constituição não é aprovado, salvo em casos de guerra declarada (auxiliar inimigo).
b) IGUALDADE/ISONOMIA
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...
CRIMES DE DISCRIMINAÇÃO:
Crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão. Originalmente = cor e raça, em 1997 se ampliou
para etnia, religião e procedência nacional. E em 2019 entrou a orientação sexual e identidade de gênero no termo
RAÇA por meio da ADO 26, antes, as sanções para homofobia eram administrativas.
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou
procedência nacional.
Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
Artigo 2.º - Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivosdos cidadãos homossexuais, bissexuais
ou transgêneros, para os efeitos desta lei:
I - praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica;
II - proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público;
III - praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei;
V - preterir, sobretaxar ou impedir a locação, compra, aquisição, arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer
finalidade;
VI - praticar o empregador, ou seu preposto, atos de demissão direta ou indireta, em função da orientação sexual do empregado;
VII - inibir ou proibir a admissão ou o acesso profissional em qualquer estabelecimento público ou privado em função da orientação
sexual do profissional;
VIII - proibir a livre expressão e manifestação de afetividade, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos.
Artigo 6.º - As penalidades aplicáveis aos que praticarem atos de discriminação ou qualquer outro ato atentatório aos direitos e
garantias fundamentais da pessoa humana serão as seguintes:
I - Advertência;
II - Multa de 1000 (um mil) UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo;
III - multa de 3000 (três mil) UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, em caso de reincidência;
2. Injúria racial
- Com fiança
Art. 88. Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência:
- Com fiança
4. Discriminação contra pessoa idosa
Art. 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de
contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade:
§ 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa idosa, por qualquer motivo.
Formal: tratar todos iguais, sem contar nenhuma diferença “de olhos vendados”
Material: tratar de maneira desigual os desiguais para produzir uma relação de igualdade.
a) AÇÕES AFIRMATIVAS, reparações históricas ou discriminação positiva: diminuir preconceito social. Duram
temporariamente até que esses grupos consigam se inserir normalmente sem nenhum preconceito.
1. Cotas para pessoas com deficiência em concursos públicos e no mercado de trabalho.
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua
admissão;
§ 3º. Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta
por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.
Art. 1º. Fica criado o Programa Diversidade na Universidade, no âmbito do Ministério da Educação, com a finalidade de implementar e
avaliar estratégias para a promoção do acesso ao ensino superior de pessoas pertencentes a grupos socialmente desfavorecidos,
especialmente dos afrodescendentes e dos indígenas brasileiros.
Liberdades Constitucionais
II - Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
RELIGIOSOS: a) teocrático: Estado governado pela religião, as autoridades religiosas exercem poder político
b) Confessional: confere privilégios com uma religião, mas respeita as demais
NÃO RELIGIOSOS: c) laico: separação entre as esferas religião x política, mas respeita todas
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embarcar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes
relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
- Liberdade religiosa INSTITUCIONAL: no Brasil o processo de criação de uma igreja é muito simples.
IMUDIADE TRIBUTÁRIA para todo o patrimônio da igreja. É liberado o uso de substâncias psicotrópicas
para fins religiosos e sacrifício de animais em cultos.
- Liberdade religiosa INDIVIDUAL: acreditar ou não em qualquer crença religiosa. Ensino religioso
FACULTATIVO, há objeção de consciência com obrigação alternativa.
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para
eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Obs.: as decisões políticas devem ser baseadas em critérios racionais e científicos e não em dogmas
religiosos, mas é segurado á todas as pessoas a liberdade de religião.
4º bimestre
NACIONALIDADE
vínculo jurídico-político que une o indivíduo ao Estado – acarretando direitos e obrigações. Exemplo:
direito ao voto e alistamento militar.
Espécies de nacionalidade:
a) Originária ou primária: adquire-se automaticamente através do nascimento, ou seja, independe
de um ato de manifestação de vontade, há dois modos de definir a nacionalidade originária, territorial
(jus solis) que se refere ao local de nascimento da pessoa, não importando a nacionalidade dos seus pais e o
sanguíneo (jus sanguinis) que é referente à nacionalidade dos pais, não importando o seu local de
nascimento.
Quem normalmente usa o critério territorial são os países colonizados para o aumento de seus
nacionais através do nascimento dos descendentes dos colonizadores – exemplo: Brasil.
O critério sanguíneo é mais utilizado por países colonizadores para manter a nacionalidade dos
descendentes dos seus nacionais que nasciam na colônia. Também utilizado em casos de perda de território
– exemplo: Europa.
Pelo fato dos Estados variarem na adoção destes critérios de nacionalidade, pode ocorrer:
a) Indivíduos de DUPLA NACIONALIDADE originária (não há necessidade de escolha)
Brasileiros Natos: aqueles nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros.
- Hipóteses:
1. Se os pais estrangeiros estiverem a serviço de seu país, os filhos não são brasileiros natos, filho de
estrangeiro que esteja no Brasil para fins privados é automaticamente brasileiro nato;
2. Se pai brasileiro ou mãe brasileira estiverem a serviço do Brasil em outro Estado, os filhos são
brasileiros natos – critério sanguíneo cumulado com o funcional;
3. Filho que nascer no estrangeiro de pai ou mãe brasileiros, desde que sejam registrados em
repartição brasileira competente OU venham residir no Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de
atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira são brasileiros natos.
Estrangeiros no Brasil:
DIREITOS POLÍTICOS
Todo poder emana do povo, que o exerce por representantes eleitos (indiretamente) e diretamente:
a) Democracia indireta: VOTO = direto, secreto, universal e periódico. Elege os representantes.
b) Democracia direta: PARTICIPAÇÃO = plebiscito, referendo, iniciativa popular e ação popular.
Plebiscito e referendo são instrumentos de consulta popular sobre matéria de relevância, de natureza
constitucional, legislativa ou administrativa.
O PLEBISCITO é convocado ANTES do ato legislativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou
denegar o que lhe tenha sido submetido.
O REFERENDO é convocado POSTERIORMENTE ao ato legislativo, cumprindo ao povo a
ratificação ou rejeição.
Ambos são convocados mediante decreto legislativo, por proposta de um terço, no mínimo, dos membros de
qualquer casa do Congresso Nacional.
• Devido aos gastos eleitorais muito altos, as consultas populares são de menor ocorrência.
INICIATIVA POPULAR: povo pode encaminhar PL para ser votado no Congresso Nacional.
- § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito
por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de
três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Requisitos: assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuídos em pelo menos cinco estados
(pelo menos 0,3% em cada estado).
AÇÃO POPULAR:
a) legitimidade ativa, finalidade: anular atos dos poderes públicos que estejam causando lesão à direitos
públicos.
b) Legitimidade passiva (quem pode figurar como réu): pessoas jurídicas, públicas ou privadas, pessoas
físicas, enfim todos aqueles que foram responsáveis pelo dano ou que obtiveram algum benefício com a lesão
ao patrimônio público.
Art. 5º, LXXIII, CF – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência.
Causas de inelegibilidade: analfabetos (quem não sabe ler nem escrever minimamente) e estrangeiros e
conscritos durante serviço militar.
São inelegíveis o cônjuge (em união estável também) e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo
grau (pais, avós, filhos, netos e irmãos e sogros, cunhados e enteados) ou de quem os haja substituído dentro dos
seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
A lei da ficha limpa torna inelegível candidato com condenação criminal em órgão colegiado (2ª instância),
mesmo sem transitar em julgado.
Reeleição: não existia para que houvesse maior alternância de poder. Atualmente = poderão ser reeleitos para um
único período subsequente.
PODER EXECUTIVO
É o poder que governa, administra, define as políticas públicas, executa as leis, criando condições para
o seu cumprimento = Presidente da República, auxiliado pelos Ministros.
Funções: chefia de Estado (relações internacionais do Estado) e chefia de governo (condução de políticas
públicas internas) – o Presidente da República é o chefe de Estado e de Governo.
Eleição do presidente: elege-se em primeiro lugar quem obtiver maioria absoluta dos votos válidos, senão, os dois
mais votados concorrem em segundo turno. Se caso os dois obtiverem a mesma votação em segundo turno,
qualificar-se-á o mais idoso.
- Votos nulos e brancos NÃO são computados.
Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato,
convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
Impedimento e vacância:
a) Impedimento = afastamento temporário do Presidente da República, em que cessada sua causa, pode
ocorrer o retorno do Presidente ao cargo;
b) Vacância = afastamento definitivo do Presidente da República, que não mais voltará ao cargo no mesmo
mandato;
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão
sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal
e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de
aberta a última vaga.
Poder regulamentar:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
IV - Sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução;
Se o Presidente, ao editar um Decreto, desrespeitar os limites da lei, ou criar uma regra, não prevista na lei,
exorbitará do seu poder regulamentar – competência do Congresso Nacional sustar os atos normativos do
Poder Executivo que exorbitem os limites.
Responsabilidade do Presidente: durante seu mandato, o Presidente não responde por atos estranhos ao
exercício das funções de Presidente, inclusive de atos praticados no primeiro mandato, se o Presidente tiver sido
reeleito.
Em qualquer desses casos, ficam suspensos os prazos prescricionais, e o presidente fica sujeito a ser
processado quando terminar o mandato.
Privilégio de foro: necessidade da autorização prévia da Câmara dos Deputados, por 2/3 dos seus membros para
julgamento do Presidente.
Infrações penais comuns – STF que julga
Crimes de responsabilidade – Senado Federal
Art. 14. É permitido a qualquer cidadão denunciar o Presidente da República ou Ministro de Estado, por crime de
responsabilidade, perante a Câmara dos Deputados.
ROTEIRO IMPEACHMENT – presidente da câmara recebe o pedido, se entender que há fundamento, manda
instalar comissão (composta por deputados indicados por liderança dos partidos) que faz juízo de admissibilidade.
Deliberação por maioria simples dos membros. Admitida a acusação na comissão especial, marca-se a data do
julgamento no plenário da casa (Senado – 54 Senadores para condenação).
- Inabilitação para o exercício de cargo ou função pública por 8 anos – pode votar somente.
Se a renúncia do Presidente foi feita antes do início da fase de julgamento, o processo para.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO
- Estado Unitário: poder centralizado, uma única fonte de produção de decisões políticas. Países de
pequena extensão territorial e pouca diversidade geográfica, econômica e cultural.
- Estados com poder descentralizado: poder descentralizado, com a existência de unidades subnacionais
com autonomia política. Políticas regionais distintas.
- Federação: União de entidades autônomas que abdicam da sua soberania, conservando sua autonomia
política. Origem nos EUA.
Modelo Federativo Brasileiro: após a Proclamação da República, inspirados nos EUA, adotamos o modelo
federativo, que nasceu por segregação: um território único que se divide em unidades menores, transmitindo parte
das decisões políticas para estas unidades.
• União legisla sobre a maioria dos assuntos – competência privativa.