Vasculites Primárias
Profª. Natália Tomaz
03/03/2022
Patologias Raras e de Dx pouco conhecimento pelo meio médico
Objetivos de aprendizagem Foco do aula: Dx de Vasculites pelo aspecto clinico do paciente
u Analisar a etiopatogenia das vasculites
u Reconhecer as principais vasculites acordo com história clínica,
epidemiológica e exame físico
u Saber que exames complementares devem ser solicitados em cada caso
u Definir possibilidades terapêuticas e orientações em cada caso
Imunossupressão
Vasculites - Introdução
u Patogênese
u Mecanismo imunopatogênicos diversos Deposição de IC; reações Antígeno-Anticorpo; Necrotizantes ou não…
Costumavam-se classificar as vasculites em necrotizantes e não-necrotizantes,
u Inflamação vascular atualmente classificam-se de acordo com o calibre dos vasos que acometem, a saber,
Vasculites de Grandes Vasos (aorta e seu ramos), Vasculites de Médios Vasos
u Liberação de mediadores inflamatórios
(vascularização de órgãos) e Vasculites de Pequenos Vasos (vasos glomerulares,
alveolares, dérmicos, da mucosa intestinais).
u Quadro Clínico
u Febre, astenia, perda ponderal, mialgia, artralgia Inflamação Sistêmica oriunda de dado vaso
u Sintomas relacionados ao vaso acometido Aneurisma (degradação da arquitetura vascular); púrpura palpável; isquemia
Considerando que o vaso está acometido (edema, vasoconstrição pela
redução o lúmen), devem-se aventar sintomas associadas ao órgão/tecido
irrigado/drenado pela vasculatura inflamada (isquemia).
Finalmente: inflamação sistêmica + sintomas isquêmicos de órgãos com
vascularização comprometida e/ou aneurisma.
Vasculites - Introdução
u Laboratório
u Aumento de VHS e PCR
u Anemia de doença crônica Normocítica e normocrômica
u Leucocitose
No início da apresentação de doenças inflamatórias agudas, a medula se manifesta de forma hiperreativa.
u Trombocitose
u ANCA:
u C- ANCA: Granulomatose de Wegener
u P- ANCA: Poliangeíte Microscópica / Churg-Strauss
Algumas vasculites apresentam mecanismo fisiopatológico com
base em reações antógeno-anticorpo e outras por deposição de
IC, por este motivo alguns pacientes apresentam presença de
autoanticorpos anti-neutrófilos perinucleares e citoplasmáticos.
Vasculites - Introdução
u ANCA: Anticorpo anti-citoplasma de neutrófilos
u C-ANCA: anti-proteinase 3 u P-ANCA: anti-mieloperoxidase Imunofluorescência perinuclear
Imunofluorescência citoplasmática
Vasculites - Introdução
u Quando suspeitar?
Ø Inflamação sistêmica + Isquemia tecidual Redução do aporte sanguíneo para dado órgão/tecido
Ø Inflamação sistêmica + Aneurismas Ex Imagem
Ø Inflamação sistêmica + Púrpura palpável Vasculite de Pequenos Vasos que conferem nutrição para a pele
Ø Púrpura palpável: Lesões petequiais pelo
extravasamento de sangue através dos capilares
fenestrados devido a uma venulite pós-capilar na
derme.
Aumento da pressão hidrostática dos capilares fenestrados >> extravasamento >> deposição >> púrpura >> depósito continuado >> púrpura palpável.
Não desaparece à digitopressão (não se trata de vasodilatação), mas de extravasamento continuado de conteúdo capilar da derme.
Vasculite - Classificação A classificação pelo calibre dos vasos não restringe a
vasculite, apenas sugere a preferência de acometimento.
u Vasculite de grandes vasos
u Vasculite de médios vasos
u Vasculite de pequenos vasos
u Vasculite de calibre variável
u Doença de Behçet Doença autoimune sem preferência por calibre de vasos
Vasculite - Classificação
u Vasculite de grandes vasos
u Arterite Temporal
u Arterite de Takayasu
Ø Aorta e seus principais ramos
Vasculite - Classificação
u Vasculite de médios vasos
u Poliarterite Nodosa
u Doença de Kawasaki
Ø Artérias de órgãos
Vasculite - Classificação
u Vasculite de pequenos vasos
u Poliangeíte Microscópica
u Granulomatose de Wegener
u Síndrome de Churg-Strauss
u Púrpura de Henoch-Schölein
Ø Arteríolas, vênulas e capilares Glomérulos, alvéolos, derme, mucosa intestinal
Vasculite – Diagnóstico
u Como diagnosticar as Vasculites?
u Quadro clínico
u Laboratório e.g.: Provas inflamatórias
u Biópsia ou Arteriografia
Não se realiza Bx de aorta, basta Ex. Imagem (angiografia, arteriografia)
em busca por sequelas da inflamação (aneurisma, áreas de estenose)
A)
Vasculite de grandes vasos
1.
Arterite Temporal ramo
da A. Carótida Ext
Preferência pela art. Temporal, mas acomete
também a Art. Carótida Externa que, quando se
bifurca, dá origem à art. Temporal e art. Facial
que, em seu trajeto ascendente, dá origem à
art. Angular que, por sua vez, se anastomosa
com a art. Oftálmica >> arterite temporal pode
causar cegueira irreversível (amaurose).
ramo
da
Art .
facial carótida
da A.
ramo externa
Arterite Temporal
Art. Temporal pode estar bastante elevada
u Epidemiologia Se torna mais comum com o progredir da idade em quadros mais avançados.
u 50 a 75 anos Paciente idoso com quadro de febre, mialgia, perda ponderal
u 1M:2F
u Quadro Clínico
u Cefaléia unilateral E pulsátil devido à inflamação da art. Temporal.
u Sintomas constitucionais FOI: febre de paciente domiciliar a partir de 38,3 ºC por mais de 3 semanas
não explicada por exames comuns (HC, SU) ou por mais de 3 dias de
u Claudicação da mastigação investigação hospitalar ou mai de 3 consultas ambulatoriais.
u Dor e rigidez em cintura escapular e pélvica Polimialgia reumática: rigidez matinal com melhora ao movimento.
u Amaurose irreversível Acometimento da art. Facial, art. maxilar: redução
do lúmen dos vasos compromete aporte sanguíneo
quando da mastigação de alimentos sólidos,
causando claudicação mastigatória/fadiga.
Arterite Temporal
u Laboratório:
u Aumento de VHS
u Anemia da Doença Crônica
DIAGNÓSTICO:
u Hipergamaglubulinemia discreta (IgG) Quadro clínico +
Biópsia de artéria temporal
Dx Definitivo
Achado menos relevante
Arterite Temporal
u Tratamento
u Corticóide
u Resposta dramática!!
u Risco de amaurose: tratamento imediato
u Mesmo sem confirmação!!
Realiza imunossupressão imediatamente mesmo sem Bx
2. Arterite de Takayasu
u Epidemiologia
u 15 a 30 anos
u 1M:9F - Mulher jovem com mialgia, artralgia e perda ponderal
Dx Dif.: LES ou HIV/AIDS
- Inflamação de aorta e seus principais ramos (Grandes
Vasos, preferência pela art. Subclávia esquerda, art.
u Quadro Clínico Carótida, art. Renal e Aorta ascendente) +
manifestações sistêmicas.
u Sintomas constitucionais - Edema >> vasoconstrição >> redução de aporte
u Claudicação de MMSS sanguíneo para MSE (claudicação de MMSS) e
diferença de pulso entre os MMSS.
u Desigualdade de PA entre MMSS História: fadiga excessiva em bíceps esquerdo à
musculação.
u Vertigem, síncope
u Insuficiência aórtica obs.: o acometimento de carótida pode trazendo
sensação de vertigem, lipotimia e síncope (sopro em
u HAS renovascular região de art. Carótida).
obs.2: o acometimento de art. Renal implica em
u Sopros arteriais (carótida, subclávia e aorta abdominal) hipoperfusão renal, com consequente ativação do
SRAA >> hipertensão renovascular - HAS secundária
(sopro na região da aorta abdominal e [Link]).
obs.3: o acometimento de aorta ascendente
(imediatamente após a bifurcação) pode implicar em
sopro cardíaco (insuficiência aórtica).
Arterite de Takayasu
u Quando devemos suspeitar?
1. Mulher jovem com sintomas constitucionais
2. Redução ou ausência de pulso periférico em um dos MMSS
3. Desigualdade de PA (>10mmHg)
4. Sopros arteriais (carótida, subclávia e aorta abdominal)
5. Claudicação de MMSS
Bx da Aorta é excessivamente invasiva, implicando em hemorragia>> risco
Arterite de Takayasu
desnecessário substituível por Ex. Imagem (e.g.: arteriografia demonstrando
pontos de estenose, dilatações e aneurismas em Art. Subclávia)
u Diagnóstico
u Arteriografia
u 93% dos casos é a subclávia
u Tratamento Imunossupressão
u Corticoterapia
u Imunosupressores Drogas poupadoras de corticoide devem ser administradas para evitar corticoterapia prolongada
u Angioplastia/Cirurgia Em caso de estenose severa (angioplasia >> stent).
Conduta: sanar quadro agudo de inflamação sistêmica
antes de lançar mão de tratamento cirúrgico.
B)
Vasculite de Médios Vasos
Sintomas Constitucionais + recusa
alimentar = perda ponderal ++++
1.
Poliarterite Nodosa Perda ponderal mais importante que nas demais vasculites
Predileção de acometido da art. Mesentérica Superior >> irrigação de Intestino Delgado
Paciente se alimenta e para o processo de digestão há aumento da demanda de O2 para que ocorra o processo
de digestão. Neste momento, o paciente sente dor isquêmica (angina mesentérica) dada a Vasculite da Art. MS
(hipoperfusão devido à inflamação do vaso) >> paciente apresenta recusa alimentar.
Exame Físico pobre sem sinais de peritonite: ausência
u Epidemiologia de descompressão brusca dolorosa.
u 40 a 60 anos
u 2M:1F mais um homem
u Alterações cutâneas Acometimento de Médios Vasos + Pequenos Vasos dérmicos (manifestações cutâneas)
u Nódulos subcutâneos Dx Dif.: Eritema Nodoso. Podem necrosar, ulcerar.
u Úlceras isquêmicas
u Infartos digitais Inflamação de pequenos vasos de dígitos >> redução de aporte de vasos
u Livedo reticular Achado inespecífico presente em diversas
vasculites. Vasoespasmo de arteríolas da derme.
Poliarterite Nodosa
Livedo Reticular
Vasoespasmo de arteríolas dérmicas
Poliarterite Nodosa
Úlceras Isquêmicas
Poliarterite Nodosa
Infartos Digitais
Poliarterite Nodosa
u Patogênese
u Idiopática
u 30% dos casos HBV HepB virus: investigar HepB em pacientes
com Dx de Poliarterite Nodosa.
u Quadro Clínico
u Homem (40-60 anos) com sintomas constitucionais Uma das condições mais associadas à Mononeurite
múltipla (vasculite que compromete o vasa nervorum
u Angina mesentérica (perda ponderal importante)
de pelo menos 2 nervos (motores ou sensitivos):
u Mononeurite múltipla irrigação vascular) é a poliarterite nodosa.
obs.: Mão caída se vasculite de N. radial; Pé Caído
u Lesão renal com HAS renovascular (60%) se vasculite de N. Fibular.
u Dor testicular
Se predileção por art. Renal à guisa da
u Lesões cutâneas: Nódulos SC Arterite Takayasu. Hipoperfusão renal: IRC.
Sintoma comum. Etiologia Idiopática.
Dica: Poliarterite Nodosa causa dor no Nó (testículos)
Poliarterite Nodosa
u Sítios acometidos:
u Rim (HAS, IRC)
u Atenção: NÃO há glomerulonefrite!!
u Trato Gastrointestinal Art. MS
u Pele (nódulos, livedo, úlceras)
u Musculoesqueléticas (artralgia, mialgia)
u Sistema Nervoso Periférico Compromete vasa nervorum
u Acomete SNC (cefaleia, convulsões, isquemia) em menos de ¼ dos casos Incomum
u Acometimento testicular (dor!!) Dá a dica, etiologia idiopática
u Acometimento pulmonar é RARO!!
Poliarterite Nodosa
u Laboratório
u HBsAg 30% Sempre investigar HepB
u Anemia Normo Normo: Anemia da Dç Crônica
u Leucocitose
u Trombocitose Inflamação Sistêmica
u Aumento de VHS
Poliarterite Nodosa
u Diagnóstico
u Biópsia (nervo periférico, testículo, pele)
u Angiografia (renal, mesentérica)
Estenose em Art. MS
Estenose e dilatação de art. Renal e seus ramos
Poliarterite Nodosa
u Tratamento Imunossupressão e tto HepB
u Corticóide
u Ciclosfosfamida
u Tratar hepatite B nos indivíduos acometidos
Criança 1-5 anos;
Febre há 5 dias;
Conjuntivite não purulenta;
2.
Doença de Kawasaki Mucosite (acometimento de mucosa oral e língua);
Linfonodos palpáveis cervicais;
Exantema cutâneo;
Eritema e edema descamativo palmo-plantar;
Aneurisma de artt. Coronárias;
Grave!!!
u Epidemiologia
u 1 a 5 anos
u 1,5M:1F
u Patogênese
u Idiopático
u Viral (?)
Doença de Kawasaki
u Quadro clínico
u Febre >= 5 dias (critério obrigatório)
u Congestão conjuntival bilateral (não purulenta)
u Alterações em lábios e cavidade oral
u Linfonodomegalia cervical Língua em Framboesa
u Exantema cutâneo Dx Dif.: Escarlatina
u Eritema e edema palmo-plantar
Doença de Kawasaki
u Critérios Diagnósticos
1. Febre >= 5 dias
2. Congestão conjuntival bilateral
5 de 6 critérios ou
3. Alterações em lábios e cavidade oral 4 + aneurisma coronário
4. Linfonodomegalia cervical (<1,5cm)
5. Exantema cutâneo
6. Alterações de extremidades
Nenhuma das manifestações típicas dos critérios diagnósticos exige inflamação vascular
para ter seu início, mas o paciente pode evoluir com vasculite das artt. Coronárias que
evoluem com aneurisma.
Doença de Kawasaki
Tanto ao Dx como para acompanhamento.
u ECO: Obrigatório!!
u No momento do diagnóstico ANEURISMA
CORONARIANO
u Com 2 a 3 semanas
u Depois com 6 a 8 semanas
u Tratamento
u AAS
u Imunoglobulina Venosa Prevenir surgimento do aneurisma. Se aneurisma: tto cirúrgico.
Ø Ideal é dentro de 10 dias após início do quadro!!
C)
Vasculite de Pequenos Vasos Vasos da mucosa intestinal, dérmicos,
alveolares, glomerulares.
Causam Sd. Pulmão-Rim (glomerulonefrite culminando com perda
renal, se não tratada >> hematúria; alveolite >> dispneia, hemoptise),
à exceção da Púrpura Henoch-Schölein (Vasculite por IgA)
Poliangeíte Microscópica
Granulomatose de Wegener
Síndrome de Churg-Strauss
Púrpura de Henoch-Schölein Recurso didático: Sd. Intestino-Rim (redução de aporte
sanguíneo para a mucosa intestinal >> isquemia >> perfuração
Intestinal como principal complicação)
1.
Poliangeíte Microscópica Importante causa de Sd. Pulmão-Rim
Assemelha-se à Poliangeíte Nodosa: sintomas constituicionais + lesões cutâneas
(nódulos, infartos digitais e púrpura palpável). Diferenciam-se pela Sd. Pulmão
Rim presente na Poliangeíte Microscópica.
u Epidemiologia
u 40 a 60 anos
u 2M:1F
u Manifestações:
u Importante causa de Síndrome Pulmão-Rim
Venulite >> extravasamento continuado de capilar
u Presença de púrpura palpável fenestrado por aumento de pressão hidrostática.
u Pode apresentar as mesmas lesões cutâneas da PAN clássica
u Nódulos subcutâneos, úlceras isquêmicas, infartos digitais, livedo reticular
u p-ANCA 50 A 60% e c-ANCA 30%
Poliangeíte Microscópica
u Quadro clínico
u Glomerulonefrite (79%)
u Padrão de rapidamente progressiva
u Envolvimento pulmonar
u Hemorragia alveolar (12%) Hemoptise
u Derrame pleural
u Vasculite cutâneas
u Mononeurite múltipla Considerando ser o vasa nervorum um pequeno vaso
Poliangeíte Microscópica
u Diagnóstico
u Biópsia renal Flagra glomerulonefrite
u Imunofluorescência
u p-ANCA (75%)
obs.: em caso de lesão cutânea, é possível realizar Bx da pele
u Tratamento
u Dupla imunossupressão agressiva
u Prednisona + ciclofosfamida
2.
Granulomatose de Wegener José Mayer
Vasculite Necrotizante (face)
Sd. Pulmão-Rim
Acomete vias aéreas inferiores (alveolite) e superiores (sinusite, rinite)
u Poliangeíte com Granulomatose
u Epidemiologia
u 30 a 50 anos
u 1M:1F
u Vasculite necrosante
u Causa de Síndrome Pulmão-Rim
u Acomete vias aéreas superiores
Granulomatose de Wegener
u Quadro Clínico
u Trato respiratório superior
u Rinite, sinusite
u Nariz em sela Necrose >> desabamento do dorso nasal
u Perfuração de palato Necrose
u Trato respiratório inferior Alveolite
u Hemoptise E hemorragia alveolar
u Rim
u Glomerulonefrite rapidamente progressiva GNRP
u Olho
u Exoftalmia dolorosa
Massa retro-orbitária
Granulomatose de Wegener
Nariz em sela
Granulomatose de Wegener
Perfuração de palato
Associada à rinite e sinusite
Granulomatose de Wegener
Exoftalmia dolorosa
Massas retro-orbitárias
Necrose: desabamento do globo ocular
Granulomatose de Wegener
u Laboratório
u Aumento de VHS
u Anemia da Dç Crônica
u Leucocitose
u FR + Considerando ser o Fator Reumatoide um achado inespecífico
u C-ANCA Útil para acompanhamento >> reduz ao tratamento
u 90% na doença ativa
u 60-70% na doença em remissão
Revisando Imunofluorescência dos anticorpos anti-neutrófilos:
P-ANCA: perinuclear, Poliangeíte Microscópica e Sd. Churg-Strauss;
C-ANCA: citoplasmático, Granulomatose de Wegener
Granulomatose de Wegener
Massas pulmonares (à guisa das massas retro-orbitárias) e lesões cavitárias (Dx Dif.: TB)
Granulomatose de Wegener
u Diagnóstico
u C-ANCA
Antes de solicitar Bx renal, realizar o exame histopatológico
u Biópsia das lesões menos invasivo de lesão necrosada granulomatosa visível.
u Pulmão (sítio ideal), rim, vias áreas superiores
u HP: Granulomas com vasculite necrosante Achado do laudo Bx
u Tratamento Imunossupressão
u Prednisona
u Ciclofosfamida
u Altas doses
u GNRP: plasmaférese
Granulomatose de Wegener
u Sequelas:
u Doença renal crônica Devido a GNRP
u Estenose traqueal Acometimento de VAS e VAI
u Deformidade nasal em sela Desabamento nasal e ocular + massas retro-orbitárias
u Perda auditiva
u Doença crônica dos seios paranasais Sinusite crônica
3.
Síndrome de Churg-Strauss Paciente sibilante (fase inicial)
u Granulomatose eosinofílica com poliangeíte
u Epidemiologia
u 40 a 55 anos
u 1M:1,2F
u Também é uma causa de Síndrome Pulmão-Rim
u Hipersensibilidade (Fase inicial)
u Asma Asma de difícil controle e início tardio
u Rinite alérgica
u Eosinofilia (>1.000 céls/mm³)
Síndrome de Churg-Strauss
u Fase tardia:
u Vaculite sistêmica Sd. Pulmão-Rim (alveolite e glomerulonefrite) em fase tardia: achado mais comum
u Mononeurite múltipla (72%) Lembrando que: 1) a causa mais comum de MM é a PAN; 2) vasa nervorum = pequenos vasos
Não fecha Dx, considernado estar presente em todas as vasculites
u Vasculite cutânea (51%) -> Púrpura palpável
de pequenos vasos e algumas de médios vasos
u Coração (comprometimento coronariano) -> IAM
u Pulmão (alveolite hemorrágica) -> Infiltrado pulmonar Hemoptise
u Rim -> Glomerulonefrite rapidamente progressiva Hematúria >> perda renal se não tratado
Síndrome de Churg-Strauss
u Laboratório
u Aumento de VHS
u Leucocitose com Eosinofilia >1.000/mm³
u Aumento de IgE Devido à hipereosinofilia
u p-ANCA 50%
u Diagnóstico
u Biópsia cirúrgica de pulmão Lembrando que na fase inicial não há alveolite, mas apenas Asma de Início Tardio e Difícil Controle
4.
Púrpura de Henoch-Schönlein
Púrpura é critério obrigatório >> venulite, edema, vasoconstrição, extravasamento contínuo
por aumento de pressão hidrostática de capilares fenestrados >> púrpura palpável.
u Epidemiologia
u 3 a 20 anos
u 1,5M:1F
u Vasculite mais comum na infância
u Púrpura anafilactóide ou por deposição de IgA
u Após quadro viral inespecífica, vacinação ou medicamento
u Rash em locais com maior pressão hidrostática MMII que podem ascender até região de nádegas
u Rash petequial palpável
Púrpura de Henoch-Schönlein
u Quadro Clínico
1. Púrpura palpável (100%)
2. Artralgia e artrite Principalmente em joelho
Manifestações digestivas
3. “Sd. Intestino-Rim”
TÉTRADE
• Acometimento dos vasos da mucosa intestinal
Hematoquezia
• Hemorragia/perfuração Se perfuração (secundária à necrose): sinais de peritonite por translocação bacteriana (fezes em cavidade abdominal)
4. Glomerulonefrite
EDA pode revelar lesões
• Hematúria microscópica + proteinúria purpúricas em mucosa intestinal
ü RARAMENTE (SNC): Convulsões/Paresia/Coma
Púrpura de Henoch-Schönlein
Púrpuras palpáveis (relevo) em locais de maior pressão
hidrostática (MMII): não desaparecem à digitopressão
Podem progredir até região de nádegas
Púrpura de Henoch-Schönlein
u Laboratório
u Plaquetas NORMAIS Considerando não possuir etiologia plaquetopênica e sim por venulite pós-capilar
u IgA sérica aumentada (50%)
u Biópsia Bx da lesão purpúrica (preferível) ou renal
u Vasculite leucocitoclástica
u Depósitos de IgA na imunofluorescência
Púrpura de Henoch-Schönlein
u Tratamento
u Suporte
u Tende a ser auto-limitada
u Prednisona (1-2mg/kg/dia) Imunossupressão se quadros mais graves e sustentados
u Controlar complicações gastrointestinais, renais e neurológicas
C)
Doença de Behçet Vasculite de calibre variável (sem predileção)
Quadro Clínico:
Paciente jovem com intensas lesões de acne e pseudofoliculite;
Úlceras orais (aftoides) e genitais;
u Epidemiologia Fenômeno de Patergia
Vasculite chama menos atenção que as lesões cutâneas
u 20 a 35 anos
u 1M:1F
u Acomete vaso de qualquer calibre
u Extremamente rara
Doença de Behçet
u Manifestações cutâneas
u Úlceras orais dolorosas recorrentes
u Úlceras genitais
u Acne, pseudofoliculite, eritema nodoso
u Manifestações oftalmológicas
u Panuveíte com hipópio Pus em Câmada Anterior
Se não tratada >> amaurose
u Manifestações articulares
u Artrite e artralgia (50%)
Doença de Behçet
Úlceras orais e genitais
Doença de Behçet
Panuveíte com hipópio
Doença de Behçet
Patergia
Pápula eritematosa >= 2mm no local da introdução de
uma agulha (5mm de profundidade obliquamente) ->
leitura com 48h
Doença de Behçet
u Fenômenos vasculares
u Tromboflebite superficial (25%) Inflamação de veias superficiais
u Trombose venosa profunda
u Aneurisma pulmonar (5%) Achado de necrópsia
u Manifestações neurológicas (raro)
u Meningite asséptica
u Envolvimento parenquimatoso
u Trombose de seios durais
Doença de Behçet
u Laboratório
u Provas de atividade infamatória
u Diagnóstico
u Úlceras genitais – 2 pontos
u Lesões oculares - 2 pontos
u Úlceras orais aftosas - 1 ponto Diagnóstico >= 3
u Lesões cutâneas - 1 ponto
u Lesões Vasculares - 1 ponto 1 ponto revela a menor relevância da vasculite frente às manifestações mucocutâneas
u Teste de patergia - 1 ponto
Síndrome de Behçet
u Tratamento
u Doença mucocutânea
u Corticóide/Dapsona/Colchicina
u Tromboflebite superficial
u AAS 200mg/dia
u Doença neurológica e ocular Imunossupressão
u Prednisona 1mg/kg/dia + Azatioprina
u Aneurisma pulmonar
u Ciclofosfamida
Obrigada!!
dranataliatomaz@[Link]