Publicado no DOE n. 20.
207, de 17/12/2015
ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA
DELEGACIA-GERAL DA POLÍCIA CIVIL
ACADEMIA DE POLÍCIA CIVIL - ACADEPOL
RESOLUÇÃO N. 001/ACADEPOL/2015
O DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL E O DIRETOR DA ACADEMIA DE POLÍCIA
CIVIL, em consonância com o disposto no art. 35, §§ 2º, 3º e 5º da Lei Complementar
n. 453, de 05 de agosto de 2009;
CONSIDERANDO que a Instituição Policial Civil está alicerçada nos princípios de
hierarquia e disciplina, devendo o aluno policial ser avaliado e exigido a partir de um
conjunto de normas programáticas, descritivas e punitivas no âmbito interno do órgão de
ensino, de maneira a se ter uma rotina de ensino-aprendizagem organizada, que permita a
formação de profissionais exemplares, em atenção ao princípio da eficiência que norteia o
serviço público;
CONSIDERANDO que a consecução desta finalidade, implica em que os cursos de
formação inicial, continuada, de extensão e as atividades de pesquisas e estágios sejam
planejados e executados visando à assimilação dos conteúdos programáticos, objetivando
formar adequadamente os alunos para o desempenho de suas funções e estimulá-los ao
respeito às leis e ao convívio harmônico em sociedade;
CONSIDERANDO, paralelamente, a necessidade de se estabelecem normas que
disponham sobre a atividade da docência na ACADEPOL;
CONSIDERANDO, por fim, que o curso de formação profissional é requisito
fundamental do estágio probatório e que a reprovação do aluno implica na sua imediata
exoneração;
RESOLVE: Instituir o REGIMENTO INTERNO da Academia de Polícia Civil –
ACADEPOL, disciplinando normas referentes ao corpo administrativo, ao corpo docente e
discente, aos estágios e as demais atividades desenvolvidas por esta Diretoria.
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INSTITUCIONAIS E DA ESTRUTURA ORGÂNICA
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INSTITUCIONAIS
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Art. 1º - A Academia de Polícia Civil de Santa Catarina, doravante denominada ACADEPOL,
unidade orgânica de seleção, formação e capacitação profissional policial, diretamente
subordinada à Delegacia-Geral da Polícia Civil, tem como missão primar por uma gestão
eficaz dos recursos públicos, buscando a excelência na prestação dos serviços educacionais,
de maneira contínua, formando policiais civis qualificados, capazes de construir uma
sociedade mais humanizada e promover de forma efetiva a persecução criminal e os
serviços de fiscalização e controle de competência da Polícia Civil, tendo como atribuições:
I - planejar, organizar, coordenar, controlar e executar a política de seleção, formação e
capacitação dos recursos humanos da Polícia Civil;
II - planejar, orientar e coordenar processos seletivos internos;
III - Produzir pesquisa que vise à atualização e ao aperfeiçoamento da formação e
capacitação do policial civil e a dar uniformidade à doutrina de procedimentos policiais;
IV - coordenar a realização de concursos públicos no âmbito da Polícia Civil, firmando regras
editalícias e demais atos relativos à espécie, na forma das normas pertinentes ao assunto;
V - propor medidas de atualização e de aperfeiçoamento dos cursos oferecidos aos policiais
civis;
VI - produzir e difundir conhecimentos que visem ao aperfeiçoamento da atividade policial
civil;
VII - manter intercâmbio com instituições públicas ou privadas, visando, dentre outros
aspectos, a criação, o desenvolvimento, o aperfeiçoamento, a adequação e a inovação em
práticas, técnicas, tecnologias ou orientações pedagógicas voltadas à consecução das
demandas da atividade policial civil;
VIII - elaborar e executar, anualmente, o Plano Geral de Ensino;
IX – elaborar, atualizar e executar o Projeto Pedagógico Institucional – PPI e os Projetos
Pedagógicos de Cursos - PPC, observadas as normas do Conselho Estadual de Educação;
X - promover a conscientização e incentivar o condicionamento físico dos policiais civis e
demais servidores, fomentando a integração desportiva;
XI – coordenar e executar o planejamento e distribuição de armas e munições no âmbito da
Polícia Civil de Santa Catarina;
XII - executar outras atividades que se enquadrem no âmbito de suas atribuições.
§ 1º - A denominação “Academia de Polícia Civil” e sua sigla ACADEPOL são designações
equivalentes para quaisquer fins ou efeitos legais.
§ 2º - A ACADEPOL será mantida pelo Governo do Estado de Santa Catarina, através de
recursos do Fundo de Melhoria da Polícia Civil – FUMPC e, subsidiariamente, do Fundo para
Melhoria da Segurança Pública – FSP.
§ 3º - As ações peculiares desenvolvidas pela ACADEPOL são atinentes ao ensino, formação,
pesquisa, extensão, recrutamento e seleção, visando à formação inicial e continuada dos
servidores da Instituição, e a pesquisas que possam orientar e subsidiar ações e políticas
públicas para a área em questão.
§ 4º Na execução das ações de que trata o parágrafo anterior, observar-se-á, no que couber,
as diretrizes da Matriz Curricular proposta pela Secretaria Nacional de Segurança Pública –
SENASP/MJ.
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Art. 2º - São princípios institucionais da ACADEPOL a hierarquia, a disciplina, a legalidade, a
moralidade, a publicidade, a impessoalidade e a eficiência, com a preservação das garantias
constitucionais.
CAPÍTULO II
DA ESTRUTURA ORGÂNICA
Art. 3º - A ACADEPOL, para o cumprimento de suas atribuições legais e a execução de suas
atividades, compõe-se da seguinte estrutura administrativa:
1. DIREÇÃO-GERAL
1.1. Assessoria da Direção-Geral
1.2. Secretaria Executiva da Direção-Geral
2. GERÊNCIAS
2.1 Gerência de Ensino e Formação
2.2 Gerência de Pesquisa e Extensão
2.3 Gerência de Recrutamento e Seleção
3. COORDENADORIAS
3.1 Coordenadoria Pedagógica
3.2 Coordenadoria Administrativa e de Apoio Logístico
3.3 Coordenadoria de Armamento, Munição e Tiro
3.4 Coordenadoria de Serviços Jurídicos
3.5 Coordenadoria de Tecnologia de Informação
3.6 Coordenadoria de Biblioteca
3.7 Coordenadoria de Plantão
Parágrafo Único: Compõem a estrutura pedagógica e disciplinar o Conselho do Corpo
Docente e o Conselho de Professores.
CAPÍTULO III
DA DIREÇÃO-GERAL
Seção I
ATRIBUIÇÕES
Art. 4º - São atribuições da Direção-Geral da ACADEPOL:
I - definir as diretrizes e fixar as metas a serem perseguidas pelo órgão;
II – normatizar as atribuições de cada setor, supervisionando e fiscalizando o respectivo
cumprimento;
III – supervisionar a elaboração e a execução do Projeto Pedagógico Institucional – PPI e dos
Projetos Pedagógicos de Cursos - PPC;
IV – definir diretrizes e supervisionar a elaboração e a execução do Plano Geral de Ensino, a
cada ano letivo;
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V – providenciar a apuração de atos que representem ofensa ao Regime Disciplinar de que
trata este Regimento;
VI – proceder, mediante autorização do Delegado-Geral, a convocação de policiais civis para
frequência em cursos ou eventos realizados pela ACADEPOL;
VII - representar a ACADEPOL em atos oficiais;
VIII – cumprir, excepcionalmente, atribuições específicas não previstas neste Regimento, por
determinação do Delegado-Geral.
Seção II
DA ASSESSORIA DA DIREÇÃO-GERAL
Art. 5º - A Assessoria da Direção-Geral da ACADEPOL, unidade orgânica de assessoramento,
tem como atribuições:
I - assessorar a Direção mediante a execução de atividades de consultoria e de suporte
técnico, na área administrativa e acadêmica;
II - fixar, através de notas técnicas a serem seguidas uniformemente, a interpretação de
dispositivos legais e de atos normativos que digam respeito à ACADEPOL;
III - emitir pareceres sobre assuntos de interesse ACADEPOL;
IV - providenciar as avaliações de desempenho funcional e de estágio probatório dos
servidores da unidade;
V - assessorar a Direção na gestão do planejamento estratégico;
VI - colaborar com as demais unidades orgânicas na elaboração dos planos de ações,
projetos e programas que deverão integrar o planejamento estratégico e emitir parecer
sobre sua implantação;
VII – cumprir, excepcionalmente, atribuições específicas não previstas neste Regimento, por
determinação da Direção.
Seção III
DA SECRETARIA EXECUTIVA
Art. 6º - A Secretaria Executiva da Direção da ACADEPOL, unidade orgânica de execução e
assessoramento, tem como atribuições:
I - executar as atividades de administração de pessoal e de comunicações da Direção,
mantendo sistemas de arquivos e controles específicos;
II - providenciar as avaliações de desempenho funcional dos servidores lotados na unidade;
III – promover a tramitação de documentos no Sistema de Gestão de Protocolo Eletrônico –
SGP-e;
IV - elaborar, arquivar e conservar documentos, tais como, ofícios, comunicações internas,
exposições de motivos, certificados e diplomas;
V - confeccionar crachás e controlar a alimentação dos policiais em curso;
VI - confeccionar o mapa estatístico mensal e o mapa de frequência dos policiais em
exercício na ACADEPOL;
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VII – manter atualizada a agenda “online” de atividades acadêmicas e administrativas;
VIII - Informar a Direção sobre qualquer irregularidade constatada em sua atividade;
IX - promover o controle de gastos das ligações telefônicas locais, interestaduais e
internacionais;
X - manter atualizada a lista dos telefones internos da Polícia Civil e colaborar na confecção
do catálogo telefônico;
XI – certificar, no Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal - SIGEF, notas fiscais de
serviços ou produtos destinados à ACADEPOL, após o aceite do servidor competente;
XII - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
CAPÍTULO IV
DAS GERÊNCIAS
Seção I
DA GERÊNCIA DE ENSINO E FORMAÇÃO
Art. 7º - A Gerência de Ensino e Formação, unidade orgânica da ACADEPOL, vinculada
diretamente a Direção-Geral, tem como atribuições:
I – estabelecer diretrizes, no âmbito do ensino formal, voltadas à elaboração e à atualização
do Projeto Pedagógico Institucional – PPI e dos Projetos Pedagógicos de Cursos - PPC, e
fiscalizar sua execução;
II - estabelecer diretrizes para elaboração do Plano Geral de Ensino, a cada ano letivo,
submetendo-as à aprovação da Direção;
III – supervisionar a elaboração da Matriz Curricular dos cursos de formação inicial;
IV - gerenciar os projetos de formação continuada realizados pela ACADEPOL;
V – estabelecer diretrizes e supervisionar a execução do programa de formação continuada
para docentes;
VI – executar, com apoio das demais unidades, a autoavaliação institucional, sob a forma de
relatório anual;
VII – propor a política de seleção do corpo docente e submetê-la à aprovação da Direção;
VIII – gerenciar e apoiar a Coordenadoria Pedagógica;
IX - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
Seção II
DA GERÊNCIA DE PESQUISA E EXTENSÃO
Art. 8º - A Gerência de Pesquisa e Extensão, unidade orgânica ACADEPOL, vinculada
diretamente a Direção, tem como atribuições:
I - atuar em colaboração com a Gerência de Ensino e Formação na definição de diretrizes
voltadas à elaboração e à atualização do Projeto Pedagógico Institucional – PPI e dos Projetos
Pedagógicos de Cursos – PPC;
II - planejar, coordenar e avaliar atividades específicas de pesquisa e extensão;
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III – contribuir para a integração entre o ensino, a pesquisa e a extensão;
IV - elaborar e coordenar as políticas de produção científica, promovendo sua divulgação;
V – fomentar ações voltadas ao desenvolvimento local e humano por intermédio de práticas
sociais inclusivas, a serem efetivadas pela execução de programas e projetos de extensão;
VI - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
Seção III
DA GERÊNCIA DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
Art. 9º - A Gerência de Recrutamento e Seleção, unidade orgânica ACADEPOL, vinculada
diretamente à Direção-Geral, tem como atribuições:
I – realizar o planejamento de concursos públicos para provimento de cargos da Polícia Civil,
observados os requisitos da legislação vigente;
II – elaborar exposições de motivos e confeccionar minutas de editais;
III - supervisionar a execução de concursos públicos por parte de instituições contratadas;
IV – publicar resultados e informativos sobre o andamento de concursos públicos;
V – disponibilizar subsídios referentes a concursos públicos, de modo a viabilizar a defesa
judicial do Estado e de autoridades, em apoio à Assessoria Jurídica da Polícia Civil, à
Consultoria Jurídica da Secretaria da Segurança Pública e à Procuradoria-Geral do Estado;
VI – colaborar no planejamento e execução de processos seletivos internos;
VII - exercer outras atividades correlatas;
VIII - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
CAPÍTULO V
DAS COORDENAÇÕES
Seção I
DA COORDENADORIA PEDAGÓGICA
Art. 10 - A Coordenadoria Pedagógica, unidade orgânica da ACADEPOL, vinculada
diretamente à Gerência de Ensino e Formação e à Direção, tem como atribuições:
I – elaborar e atualizar o Projeto Pedagógico Institucional – PPI;
II – elaborar e coordenar a execução dos Projetos Pedagógicos de Cursos - PPC;
III – elaborar o Plano Geral de Ensino a cada ano letivo;
IV – elaborar e atualizar a Matriz Curricular dos cursos de formação inicial;
V – elaborar e coordenar a execução de projetos de formação continuada;
VI – coordenar a execução da política de seleção do corpo docente;
VII - coordenar a execução do programa de formação continuada para docentes;
VIII - desenvolver e aplicar instrumento de avaliação docente que se mostre apto a aferir o
compromisso com a instituição, a pontualidade, a assiduidade, a apresentação, a ética e a
responsabilidade como docente;
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IX – desenvolver métodos e instrumentos voltados à autoavaliação institucional, e auxiliar
sua aplicação em todas as modalidades de ensino;
X – distribuir a carga horária docente, observadas as diretrizes e critérios homologados pela
Direção;
XI - coordenar os estágios curriculares;
XII - fiscalizar o cumprimento das regras regimentais por parte dos alunos e professores;
XIII – exercer as funções de secretaria acadêmica, organizando e gerindo o ciclo de
atividades referentes à Coordenadoria Pedagógica;
XIV - prestar apoio às Gerências da ACADEPOL, quando solicitado;
XV – supervisionar as atividades de sala de aula e atividades práticas, fiscalizando o
cumprimento dos planos de ensino;
XVI – acompanhar e supervisionar atividades pedagógicas externas realizadas pelo corpo
discente;
XVII - providenciar a reunião do Conselho de Professores para o exercício da competência de
que trata o inciso II do §2º do art. 18 deste Regimento, nas hipóteses em que o índice de
notas abaixo de 7,00 (sete) for igual ou superior a 70% (setenta por cento);
XVIII - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
Seção II
DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA E DE APOIO LOGÍSTICO
Art. 11 - A Coordenadoria Administrativa e de Apoio Logístico, unidade orgânica da
ACADEPOL, vinculada diretamente à Direção-Geral, tem como atribuições:
I – realizar o inventário patrimonial e catalogação dos bens móveis da ACADEPOL, zelando
pela sua conservação;
II – manter controle sobre a utilização e zelar pela conservação do patrimônio imóvel;
III – gerir a frota, zelando pelo bom uso das viaturas e providenciando sua manutenção;
IV - controlar o sistema de Gerenciamento de Veículos e Equipamentos - GVE;
V - organizar e fiscalizar os serviços terceirizados de limpeza e ajardinamento;
VI - realizar pesquisa e catalogação de preços de materiais, equipamentos e insumos;
VII - proceder à realização de inventários anuais;
VIII - informar a Direção qualquer irregularidade constatada em sua atividade;
IX - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
Seção III
DA COORDENADORIA DE ARMAMENTO, MUNIÇÃO E TIRO
Art. 12 - A Coordenadoria de Armamento, Munição e Tiro, unidade orgânica da ACADEPOL
vinculada diretamente a Direção-Geral, tem como atribuições:
I – ter em depósito, cadastrar, fiscalizar, controlar, distribuir, substituir e acautelar
armamento, munição, coletes, algemas e acessórios;
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II – desenvolver e manter atualizado sistema informatizado de controle e registro de
patrimônio dos produtos controlados de que trata o inciso anterior;
III - organizar a estrutura do estande de tiro, mantendo em perfeito estado de conservação
os equipamentos e produtos afetos ao setor;
IV - orientar e fiscalizar todo usuário do estande acerca das normas gerais de segurança e
princípios afetos ao manuseio de armas de fogo;
V - controlar a distribuição das cotas de armamento e munição;
VI - informar à Direção qualquer irregularidade constatada em sua atividade;
VII – exercer outras atribuições regulamentadas pela Direção.
§ 1º - As comunicações internas, ofícios e “e-mails” relacionados às competências da
Coordenadoria de Armamento, Munição e Tiro, deverão ser devidamente catalogados em
arquivo, físico e digital, visando facilitar a conferência posterior.
§ 2º - Os ambientes relativos ao estande de tiro e à sala da Coordenadoria de Armamento,
Munição e Tiro são de acesso restrito. A entrada de pessoas estranhas nesses setores
somente poderá ser autorizada quando absolutamente indispensável diante do caso
concreto.
§ 3º - Quando se verificar a existência de justa causa para a autorização de que trata o
parágrafo anterior, o visitante deverá ser previamente identificado e permanecer, todo o
tempo, acompanhado pelo policial competente.
§ 4º O fornecimento de munição de que trata o inciso V ocorrerá em prazo e quantidade a
serem fixados pela Direção da ACADEPOL, que providenciará a remessa das cotas às
Diretorias de Polícia, para distribuição às Delegacias Regionais.
§ 5º Somente serão distribuídas novas munições aos policiais civis mediante recolhimento da
cota anterior, que será destinada para treinamentos promovidos pela ACADEPOL.
§ 6º - O fornecimento de munição para policiais antes do prazo regulamentar, somente será
autorizada na hipótese de que tenham efetuado disparos em serviço. Neste caso, a
autorização de entrega dependerá de prévio envio de relatório circunstanciado à ACADEPOL,
com despacho das autoridades integrantes da estrutura hierárquica do interessado.
§ 7º - O acautelamento de arma de uso pessoal, cuja metodologia será regulamentada pela
Direção da ACADEPOL, pressupõe a prévia capacitação do policial, e deverá ocorrer com a
imediata atualização do respectivo sistema informatizado, cadastrando-se todos os
acessórios entregues.
§ 8 º - É expressamente proibido o acautelamento de armas, munições, algemas, coletes e
acessórios a pessoas estranhas aos quadros da Polícia Civil.
§ 9º - Somente será dispensada a presença física do policial no momento de substituição de
sua arma quando, por razões de força maior, não for possível o seu comparecimento. Neste
caso, a arma poderá ser transportada por terceiro, também policial, desde que solicitado
formalmente pelo Delegado-Regional a que estiver vinculado, condicionado ao deferimento
do Diretor da ACADEPOL.
§ 10 - Em garantia da uniformização de métodos, técnicas e doutrinas, é vedado o repasse
de munição para treinamento individual ou coletivo que não seja decorrente de projeto
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oficial da ACADEPOL, exceto em casos excepcionais de justificado interesse público,
condicionado à prévia autorização do Delegado-Geral da Polícia Civil.
Seção IV
COORDENADORIA DE SERVIÇOS JURÍDICOS
Art. 13 - A Coordenadoria de Serviços Jurídicos, unidade orgânica da ACADEPOL, vinculada
diretamente a Assessoria da Direção-Geral, tem como atribuições:
I - minutar informações para a defesa do Estado, em razão de demandas jurídicas
relacionadas às competências da ACADEPOL;
II – elaborar informações em mandados de segurança para a defesa de autoridades, nas
ações relacionadas às competências da ACADEPOL;
III – confeccionar respostas de natureza jurídica em face de requisições do Ministério
Público;
IV - acompanhar projetos e processos em tramitação no Poder Judiciário, Procuradoria-Geral
do Estado de Santa Catarina, Assembleia Legislativa ou em outras instituições, quando
tratem direta ou indiretamente de assuntos de interesse da ACADEPOL;
V - elaborar ou revisar minutas de atos administrativos a serem praticados ou editados pela
Direção;
VI - desempenhar outras atribuições correlatas que lhes forem determinadas.
Seção V
DA COORDENADORIA DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO
Art. 14 - A Coordenadoria de Tecnologia de Informação, unidade orgânica da ACADEPOL
vinculada diretamente à Direção-Geral, tem como atribuições:
I - planejar, implantar e gerir os recursos de informática;
II - Propor a aquisição, modernização e padronização de equipamentos de informática e
softwares;
III - prover suporte técnico aos usuários da ACADEPOL;
IV - garantir a disponibilidade dos recursos de informática;
V - administrar os recursos centrais de Processamento de Dados;
VI - administrar o sistema de gestão acadêmica;
VII - realizar intervenções de natureza preventiva nos equipamentos de informática;
VIII - prover a gestão do encaminhamento de equipamentos em manutenção para as
empresas contratadas;
IX - manter o histórico dos incidentes encontrados na área e respectivas soluções,
objetivando a resolução de problemas futuros;
X - prover a gestão dos links de internet da ACADEPOL;
XI - prover a gestão das atividades de tecnologia da informação junto ao Centro de
Informática e Automação do Estado de Santa Catarina - CIASC;
XII - manter atualizado o site da ACADEPOL;
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XIII - fornecer suporte técnico ao sistema de monitoramento interno, adotando medidas
voltadas ao seu adequado funcionamento;
XIV- desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
Seção VI
DA COORDENADORIA DA BIBLIOTECA
Art. 15 - A Coordenadoria da Biblioteca, unidade orgânica da ACADEPOL, vinculada
diretamente a Direção-Geral, tem como atribuições:
I - planejar, implementar, coordenar, controlar e dirigir sistemas biblioteconômicos e ou de
informação e de unidades de serviços afins;
II - realizar projetos relativos à estrutura de normalização da coleta, do tratamento e da
recuperação e da disseminação das informações documentais em qualquer suporte;
III - realizar estudos administrativos para o dimensionamento de equipamentos, recursos
humanos e layout das unidades da área biblioteconômica e ou de informação;
IV - estruturar e efetivar a normalização e padronização dos serviços técnicos de tratamento
da informação fixando índices de eficiência, produtividade e eficácia nas áreas operacionais
da biblioteconomia e ou ciência da informação;
V - estabelecer, coordenar e executar a política de seleção e aferição do material integrante
das coleções de acervo, programando as prioridades de aquisição dos bens patrimoniais para
a operacionalização dos serviços;
VI - estruturar e executar a busca de dados e a pesquisa documental;
VII - executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e
programas de informática;
VIII – pleitear a doação de exemplares de obras junto a editoras;
IX – informar a Direção qualquer irregularidade constatada em sua atividade;
X - executar outras tarefas compatíveis com as exigências para o exercício da função;
XI - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
Seção VII
DA COORDENADORIA DE PLANTÃO
Art. 16 - A Coordenadoria de plantão, unidade orgânica da ACADEPOL, vinculada
diretamente a Direção-Geral, tem como atribuições:
I - organizar as atividades desenvolvidas em regime de plantão;
II - zelar pela segurança, vigilância e conservação das instalações da ACADEPOL;
III - proceder à recepção, à identificação e ao encaminhamento das pessoas que ingressem
nas dependências da unidade;
IV – efetuar o registro diário das atividades realizadas em regime de plantão, comunicando
de imediato à Direção sobre situações de anormalidade;
V - realizar, quando solicitado, o hasteamento e o arriamento das bandeiras, e zelar pela sua
guarda e conservação;
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VI – realizar o videomonitoramento da ACADEPOL;
VII - prestar auxílio a alunos, servidores e visitantes que necessitem de socorro médico, no
que couber;
VIII - cumprir e zelar pelo cumprimento das normas disciplinares e administrativas;
IX - desempenhar outras atribuições determinadas pela Direção.
CAPÍTULO VI
DOS CONSELHOS
Seção I
DO CONSELHO DO CORPO DOCENTE
Art. 17 - O Conselho do Corpo Docente, como órgão colegiado da ACADEPOL será composto
pelo Diretor, que o presidirá, pelo Coordenador Pedagógico como membro nato e por três
representes do corpo docente e, de onde sairá o secretário, competindo-lhe:
I - emitir parecer sobre:
a) assuntos determinados pela Direção;
b) métodos e processos de ensino;
c) rendimento de ensino;
d) elaboração, fiscalização e atualização do Projeto Pedagógico Institucional – PPI e dos
Projetos Pedagógicos de Cursos – PPC.
Parágrafo Único: Para o exercício das competências de que tratam as alíneas “b”, “c” e “d”,
é assegurada a representação discente (quando houver) nas reuniões colegiadas.
§ 1º - Ao Presidente, compete:
I - convocar o Conselho para Sessões Ordinárias e extraordinárias;
II - nomear, através de portaria, os membros do Conselho;
III - encaminhar pareceres do Conselho à instância superior, quando necessário;
IV - adotar procedimentos para a funcionalidade do Conselho;
V – analisar recursos de decisão de ordem disciplinar do Diretor.
§ 2º - Ao Secretário do Conselho, compete:
I - lavrar a Ata de cada sessão;
II - divulgar quando autorizado, os pareceres do Conselho;
III - fornecer aos membros do Conselho informações referentes aos casos em julgamento;
IV - coletar e organizar dados de interesse do Conselho, com vistas à elaboração do
Relatório Anual do referido órgão.
§ 3º - O Conselho se reunirá ordinariamente bimestralmente, e extraordinariamente, em
qualquer data, mediante convocação de seu Presidente.
§ 4º - Extraordinariamente poderá o Conselho ser convocado para emitir parecer sobre o
comportamento de aluno, considerado irregular, de acordo com informações da
Coordenadoria Pedagógica, inclusive quanto a conveniência de sua permanência no Curso
ou estágio.
§ 5º - O Conselho reunir-se-á também extraordinariamente, mediante convocação de seu
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presidente, com a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, para a deliberação
sobre matéria constante da agenda ou pauta de reuniões.
§ 6º - O Conselho funcionará com a totalidade de seus membros, e em caso de convocação
extraordinária, com até 2/3 dos membros.
§ 7º - Será afastado e/ou impedido de compor o Conselho o membro que:
I - alegar qualquer grau de parentesco com o aluno em julgamento;
II - faltar as duas (02) ou mais convocações ordinárias ou extraordinárias, sem motivo justo;
III - não reunir condições de saúde, comprovadas por atestado ou parecer médico;
IV - não reunir condições técnico-pedagógicas para atender ao seu funcionamento;
V - punido Penal ou Administrativamente;
VI - estiver incluído em outras condições determinadas por lei que impliquem seu
afastamento das funções policiais.
§ 8º - O membro do Conselho que for substituído, por qualquer dos motivos deste artigo,
voltará a integrá-lo, desde que cesse a causa impedimento, e a critério do Presidente.
§ 9º - As indicações de membros substituídos do Conselho é competência exclusiva do seu
Presidente.
Seção II
DO CONSELHO DE PROFESSORES
Art. 18 – O Conselho de Professores, composto por um presidente, Delegado de Polícia Civil,
um secretário, Escrivão de Polícia Civil, um representante da Coordenadoria Pedagógica e
outros dois docentes da ACADEPOL, todos com direito a voto, tem como atribuições:
§1º - Realizar conselho de classe para avaliar o corpo discente.
§2º - Julgar, em grau terminativo:
I- recursos em face de notas atribuídas a provas e/ou trabalhos acadêmicos;
II – pedidos de anulação de provas e/ou trabalhos acadêmicos quando o índice de notas
abaixo de 7,00 (sete) for igual ou superior a 70% (setenta por cento);
III - recursos relativos à aplicação de sanções disciplinares.
TÍTULO II
DO CORPO DISCENTE
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES DO ALUNO
Seção I
DOS DIREITOS DO ALUNO
Art. 19 - Ao aluno, regularmente matriculado, frequentando cursos ministrados pela
ACADEPOL, são atribuídos os seguintes direitos:
I - receber vencimentos previstos para o cargo durante os cursos de formação profissional,
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na forma legal e regulamentar vigente;
II - participar da eleição do representante de turma;
III - solicitar ao professor, verbalmente ou por escrito, os esclarecimentos que entender
necessários à melhor compreensão dos conteúdos ministrados;
IV - utilizar a estrutura física da ACADEPOL que lhe seja autorizada (cyber café, sala de
musculação, biblioteca e quadras de esportes), até às 23h00min, podendo haver
extensão deste horário, desde que devidamente autorizado pela Coordenadoria
Pedagógica e/ou Direção, após análise de solicitação escrita com 24 horas úteis de
antecedência;
V - dialogar, por intermédio do representante de turma, com o corpo administrativo da
ACADEPOL, para solução de problemas educacionais e pessoais;
VI – pleitear a realização de prova de segunda chamada ou entrega de trabalhos acadêmicos
em data posterior à estabelecida, quando o fato resultar de força maior efetivamente
comprovada.
Seção II
DOS DEVERES DO ALUNO
Art. 20 - São deveres do aluno:
I - acessar as dependências ACADEPOL obrigatoriamente pelo portão principal, situado na
Rodovia Tertuliano de Brito Xavier, junto à guarita;
II – observar o horário de entrada na ACADEPOL, das 06h00 até o limite das 23h00, inclusive
aos finais de semana, aplicável também àqueles eventualmente alojados;
III - eleger o representante de turma e seu substituto, na forma prevista neste Regimento;
IV - dirigir-se à sala de aula imediatamente após os sinais regulamentares. Não estando
presente o aluno quando do início das aulas, somente poderá ingressar na sala, se ainda for
oportuno, acompanhado de funcionários da Coordenadoria Pedagógica;
V – abster-se de levar para o interior da sala de aula qualquer tipo de armamento ou
munição, exceto nos cursos de formação continuada e nas aulas em que sejam
imprescindíveis, quando requisitado pelo professor competente;
VI – não fazer uso de telefone celular durante as aulas;
VII - após o início da aula, manter-se no interior da sala, sendo vedada a circulação
interna e saídas externas, salvo nos intervalos ou por motivo de força maior, devendo,
neste caso, ser autorizado pelo professor;
VIII - na ausência do professor, permanecer em silêncio no interior da sala de aula,
aguardando as instruções do representante, que deverá buscá-las junto à Coordenadoria
Pedagógica;
IX – tomar posição de respeito, levantando-se quando da entrada de professores e
autoridades em sala de aula;
X – comparecer nas aulas decentemente trajado, sendo vedado, nas salas de aula,
refeitório, corredores e ala administrativa, o uso de calções, bermudas, chinelos, salvo
durante as aulas que exijam tal indumentária;
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XI - é vedado o ingresso nas dependências internas do prédio central da administração
ACADEPOL, salvo nas hipóteses autorizadas;
XII – estacionar nos locais devidamente autorizados;
XIII – é vedado fazer uso de bebidas alcoólicas e a prática de jogos de azar, em quaisquer
dependências da ACADEPOL, incluídos os alojamentos;
XIV – reportar-se ao representante de turma, por escrito, para quaisquer solicitações que
demandem prévia autorização da Coordenadoria Pedagógica;
XV – endereçar solicitações e requerimentos, sempre por escrito em formulário próprio,
com, no mínimo, 48 horas úteis de antecedência, à Coordenadoria Pedagógica, salvo
exceções expressas neste Regimento ou ordem emanada do Diretor;
XVI – abster-se do uso de equipamentos eletrônicos pessoais (notebooks, netbooks,
telefones celulares ou outros tipos de aparelhos de comunicação) em sala e durante as
aulas, exceto se necessário para fins pedagógicos, a pedido do professor, desde que
autorizado pela Coordenadoria Pedagógica e pelo Diretor;
XVII - respeitar o limite de velocidade indicado nas placas de sinalização da ACADEPOL;
XVIII – retirar o capacete quando na condução de motocicleta e garantir o mesmo
procedimento por parte de eventual passageiro antes de adentrar nas dependências da
ACADEPOL, identificando-se ao policial de plantão;
XIX – facilitar a identificação, pelo policial de plantão, dos ocupantes de veículo que utilize
película, baixando todos os vidros e acendendo luz interna;
XX – cumprir as diretrizes do Estatuto da Polícia Civil e demais normas vigentes;
XXI - observar as diretrizes e materiais de uso nas diversas disciplinas;
XXII – utilizar o crachá de identificação de aluno, por questão de segurança, somente nas
dependências da ACADEPOL, salvo em aulas e eventos previamente autorizados pela
Direção, nas hipóteses em que ocorram fora das dependências da unidade;
XXIII – utilizar o refeitório somente quando matriculado em curso que esteja em andamento
na ACADEPOL, salvo se houver autorização da Direção;
XXIV- participar das formaturas realizadas durante dos cursos de formação inicial, nos
horários definidos em boletim interno.
Seção III
DA IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO
Art. 21 - Constituem deveres do aluno, quanto à sua identificação:
I - utilizar o crachá, obrigatoriamente, quando adentrar na ACADEPOL e enquanto nela
permanecer, fixando-o na altura do peito e de maneira totalmente visível;
II - identificar-se, sempre que solicitado, por qualquer funcionário da ACADEPOL, fornecendo
dados adicionais, nos casos em que as informações constantes do crachá não sejam
suficientes para o propósito que motivou a solicitação;
III – em caso de extravio do crachá, informar imediatamente à Coordenadoria Pedagógica.
Seção IV
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DA APRESENTAÇÃO PESSOAL, DOS HÁBITOS DE HIGIENE E DO USO DE UNIFORME
Art. 22 - Constituem, ainda, deveres do aluno, os seguintes preceitos de apresentação
pessoal e higiene:
I – manter os cabelos aparados conforme padrão previamente definido em boletim
interno (aluno do sexo masculino) e cabelos presos (aluna do sexo feminino que utiliza
cabelos longos);
II – manter a barba raspada;
III - utilizar uniforme, na forma e nas ocasiões a serem especificados em boletim
interno, que levará em consideração a natureza do curso;
IV – apresentar-se com os pés higienizados, para entrar na sala destinada à prática de
defesa pessoal;
V - trajar-se e comportar-se adequadamente, em qualquer local e atividade, de modo a
não atentar contra a dignidade da condição que ocupa ou da carreira que se propõe a
exercer;
VI – abster-se, quando das aulas de natureza prática, de utilizar adereços que possam
colocar em risco a sua integridade física ou de outrem, ou quando destoem do uniforme a
ser utilizado.
Seção V
DO TRATAMENTO DISPENSADO A PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS E COLEGAS
Art. 23 - São deveres do aluno, quanto ao tratamento pessoal:
I – demonstrar urbanidade, dispensando tratamento respeitoso e cordial a todos os
professores, funcionários, servidores e estagiários da ACADEPOL, bem como em relação a
seus colegas, vedadas práticas discriminatórias ou quaisquer atitudes antissociais;
II – tratar colegas, professores, estagiários, servidores e funcionários pelos respectivos
nomes, precedido do respectivo pronome de tratamento, sendo vedada à utilização de
apelidos.
CAPÍTULO II
DO REPRESENTANTE DE TURMA
Seção I
DA ELEIÇÃO E DA VACÂNCIA DO CARGO
Art. 24 - Cada turma deverá eleger um representante e um substituto (vice) no primeiro dia
de aula, que serão escolhidos por maioria de votos ou por aclamação, sob orientação da
Coordenadoria Pedagógica.
Parágrafo Único: O representante escolhido poderá recusar a exercer a liderança.
Art. 25 - O representante e/ou seu substituto, que praticar infração disciplinar, dentro ou
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fora da sala de aula ou da ACADEPOL, devidamente comprovada, será destituído da função
pelo Diretor.
§1º - Quando for notório que o representante ou o substituto da turma não exerce
liderança ou que não possui características inerentes a um líder, a critério da Direção
poderá ser destituído do cargo.
§2º - Caso o destituído seja o representante, assume o cargo o seu substituto, devendo ser
eleito outro aluno para desempenhar a função vaga. O mesmo procedimento deverá ser
obedecido caso o destituído seja o substituto.
Art. 26 – Ocorrendo a destituição do representante de turma na forma do artigo anterior,
caso o substituto entender que não tenha condições de assumir a função, é facultado à
turma a realização de uma nova eleição, para o preenchimento de ambos os cargos.
Parágrafo Único: Optando a turma pela não realização de nova eleição, deverá comunicar
por escrito à Coordenadoria Pedagógica, implicando no preenchimento dos cargos por
indicação do Diretor.
Seção II
DO EXERCÍCIO DA REPRESENTAÇÃO
Art. 27 - O representante ou seu substituto, exercerá a representação da turma para todos
os fins, bem como das questões de ordem individual, junto aos professores e demais setores
da ACADEPOL, observados os seguintes procedimentos:
I – as questões envolvendo interesses ou problemas coletivos, serão expostas por escrito à
Coordenadoria Pedagógica, que providenciará os devidos encaminhamentos;
II - os problemas de ordem individual com reflexos nas atividades acadêmicas, serão
encaminhados pelo representante de turma na forma do inciso anterior, salvo quando se
tratar de questões íntimas, casos em que o interessado, juntamente com o
representante, poderá dirigir-se à Coordenadoria Pedagógica diretamente.
Seção III
DOS DEVERES DO REPRESENTANTE DE TURMA
Art. 28 - São deveres do representante de turma e seu substituto:
I - abrir a sua respectiva sala de aula, previamente ao início das atividades dos turnos,
retirando a chave na Secretaria;
II - buscar instruções junto à Coordenadoria Pedagógica, caso o professor não compareça na
sala para ministrar a aula, após os 10 minutos iniciais;
III – organizar, após o encerramento das aulas, em cada turno, todas as carteiras, juntar
papéis, fechar as janelas, apagar o quadro, desligar luzes e ar refrigerado, trancar a sala e
entregar a chave, na Secretaria ou ao policial de plantão (se fora do horário de
expediente), e todos os materiais que tenham sido utilizados pelo professor;
IV – solicitar autorização junto à Coordenadoria Pedagógica, com a devida antecedência,
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para utilização do ginásio de esportes, campo de futebol, ou qualquer outra instalação
pretendida pela turma, ou mesmo por algum aluno, individualmente;
V - exercer a representação que lhe foi delegada, com dedicação e fidelidade aos
interesses da turma;
VI - comportar-se de forma exemplar para seus colegas de turma, em termos de conduta
ética, obediência às instruções, determinações e às normas de respeito a seus pares,
funcionários, professores, autoridades, Direção e à Instituição Policial como um todo;
VII – comunicar à Coordenadoria Pedagógica sobre quaisquer irregularidades que lhes
cheguem ao conhecimento, sob pena de estar sujeito às sanções previstas neste Regimento.
TÍTULO III
DA UTILIZAÇÃO DOS MÓDULOS DE ALOJAMENTOS
Art. 29 - É vedado qualquer tipo de visita ao aluno no interior e adjacências dos módulos de
alojamentos, e ainda:
I – provocar a emissão de ruídos de quaisquer espécies, após às 23h00, bem como
escutar música ou assistir televisão de modo que comprometa a ordem ou o sossego
dos demais;
II - utilizar fogareiros e resistências (tipo ebolidor) para esquentar água ou similares.
Parágrafo Único: Havendo conflito de interesses em relação às hipóteses do inciso I, o
direito ao sossego prevalece sobre o direito ao lazer.
Art. 30 - Para cada módulo, nas hipóteses em que haja autorização para alojamento de
alunos, existirá um responsável, a quem competirá:
I - zelar pela ordem e disciplina;
II - manter o controle das chaves;
III - assumir a responsabilidade pelas instalações e materiais existentes, através de termo
apropriado;
IV - cientificar o policial plantonista ou demais funcionários da ACADEPOL de toda
irregularidade verificada;
V – viabilizar, junto ao plantão ou demais funcionários da ACADEPOL, a reposição de
suprimentos para uso no módulo, como água e material de limpeza, quando necessário;
VI - proceder à entrega definitiva das instalações e do material sob sua responsabilidade, no
momento em que for desocupá-lo;
VII - observar e fazer cumprir as regras contidas no presente Regimento.
Parágrafo Único: O nome do responsável a que se refere o caput deste artigo é de livre
escolha dentre os hóspedes, devendo ser informado à Secretaria no primeiro dia de
hospedagem.
Art. 31 - A conservação e limpeza dos módulos de alojamentos é de responsabilidade do
hóspede.
Parágrafo Único: Além da limpeza, cada hóspede será responsável pela arrumação de sua
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cama e de seus pertences, não sendo permitido deixar roupas e objetos em desalinho.
Art. 32 - Roupas de cama e banho de uso pessoal ficarão sob responsabilidade do hóspede.
Art. 33 - A lavagem das roupas de cama, de banho e de uso pessoal, calçados e demais
pertences, ocorrerá por conta do hóspede e em local próprio.
Parágrafo Único: Para a secagem das roupas, deverão ser utilizados, unicamente, os varais
existentes nas adjacências de cada módulo residencial, sendo vedada à exposição de peças
nas janelas, nas áreas internas de circulação comum ou secá-las na parte traseira dos
refrigeradores.
Art. 34- Ao sair do módulo, o hóspede deverá desligar as luzes e o aparelho de ar
condicionado.
Art. 35 - Cabe ao hóspede a guarda de seus objetos pessoais, documentos, dinheiro e etc.
Art. 36 - Ao desocupar o módulo, o hóspede deverá entregar ao policial plantonista as
chaves e objetos que tenha recebido na entrada.
Art. 37 - É proibido fumar no interior dos módulos de alojamentos e na área externa da
administração e refeitório, sendo permitido fazê-lo no ambiente da churrasqueira, localizada
ao lado do campo de futebol, que deverá ser mantido sempre limpo.
TÍTULO IV
DO PATRIMÔNIO
CAPÍTULO I
DA CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DO PATRIMÔNIO
Art. 38 - São deveres do aluno, quanto ao patrimônio da ACADEPOL:
I - utilizar racionalmente os ambientes que lhes sejam franqueados, visando à conservação
das instalações da ACADEPOL, incluindo as salas de aula, vestiários, sanitários, quadra de
esportes, área de lazer (churrasqueira e campo de futebol), canteiros, alojamentos e
demais dependências;
II - colaborar com a manutenção, limpeza e integridade dos ambientes descritos no inciso
anterior, tomando a iniciativa de recolher materiais e detritos, sempre que possível,
inclusive com participação, quando convocado em boletim interno, em mutirão de
limpeza;
III - zelar pelos equipamentos, de todas as espécies, que lhes forem colocados à disposição,
ou que tenham contato durante as aulas.
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CAPÍTULO II
DA UTILIZAÇÃO DA ESTRUTURA E EQUIPAMENTOS
Art. 39 - Não é permitida a utilização dos telefones da ACADEPOL para realizar ligações,
salvo com autorização expressa da Direção.
Parágrafo Único: Os telefones públicos instalados nas dependências do prédio, cujos
números constam nos próprios aparelhos, são de livre uso e estão programados para o
recebimento de chamadas.
Art. 40 - Necessitando utilizar qualquer equipamento disponível na ACADEPOL, o aluno
deverá apresentar, através do líder de turma, requerimento por escrito à Coordenadoria
Pedagógica e, em caso de deferimento, assinará termo de responsabilidade.
Parágrafo Único: Constatados danos no equipamento por conta do mau uso, correrão por
conta do aluno responsável as despesas com conserto ou aquisição de equipamento
semelhante.
Art. 41 - Aplica-se o disposto no Parágrafo Único do artigo anterior, também em relação à
má utilização da estrutura física da ACADEPOL.
Art. 4 2 – As garagens localizadas próximo ao módulo d e a l o j a m e n t o “F” são de uso
exclusivo das viaturas da ACADEPOL.
Art. 43 – Para utilização das quadras de esportes deverá haver prévio requerimento por
escrito, com 24 horas úteis de antecedência, endereçado à Coordenadoria Pedagógica.
TÍTULO V
DO CORPO DOCENTE
Art. 44 - Compete aos membros do Corpo Docente zelar pela disciplina e cordialidade em
todas as dependências da ACADEPOL, encontrando-se sujeitos a penalidades em caso de
prática de atos contrários às normas e princípios adotados por este Regimento.
Art. 45 - Os professores serão avaliados pelos discentes, os quais se manifestarão:
satisfeitos ou, muito satisfeitos ou, satisfeitos com restrições ou, insatisfeitos, ou ainda,
muito insatisfeitos.
Parágrafo Único: A avaliação, cuja competência para aplicação e processamento é
da Coordenadoria Pedagógica, responderá aos seguintes itens: atendimento aos
objetivos e expectativas da disciplina, competência técnica, clareza na exposição do
conteúdo, esclarecimento de dúvidas e adequação do conteúdo à experiência prática dos
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alunos.
Art. 46 – Os professores serão avaliados pela Coordenadoria Pedagógica, com relação aos
itens: compromisso com a instituição, cumprimento dos deveres regimentais,
pontualidade, assiduidade, apresentação, ética e responsabilidade como docente.
Art. 47 - O corpo docente será nomeado por portaria do Secretário de Estado da Segurança
Pública, precedida de processo seletivo cuja elaboração e publicação de edital compete à
Coordenadoria Pedagógica.
Art. 48 - As disciplinas práticas poderão ser ministradas, a critério do Diretor, por dois ou
mais professores, em atenção a critérios de segurança ou pedagógicos.
Art. 49 - Cada professor poderá ministrar, no máximo, 40 (quarenta) horas/aula por mês.
Parágrafo Único: Em casos excepcionais, na ausência de outros professores habilitados,
nos impedimentos e nas recursas de disciplinas ou situações afins, é permitido ultrapassar
este limite, após justificativa apresentada pela Coordenadoria Pedagógica e deferimento
da Direção.
Art. 50 – As disciplinas com mais de um professor deverão possuir um coordenador
indicado pela Coordenadoria Pedagógica e homologado pela Direção, ao qual compete:
I – organizar reuniões pedagógicas da disciplina;
II – propor medidas voltadas ao aprimoramento de ementas e à uniformização de
conteúdos programáticos;
III - fiscalizar a elaboração e padronização de provas com questões inéditas a cada curso,
que deverão ser aplicadas no mesmo dia e horário para todas as turmas.
Art. 51 – Constituem, ainda, deveres do Corpo Docente:
I – apresentar, dentro do prazo definido, planos de ensino atualizados;
II – inserir as notas das avaliações (provas) relativas às suas disciplinas no sistema
informatizado de gestão acadêmica, disponibilizando as provas aos alunos;
III – preencher, a cada aula ministrada, os diários de classe disponibilizados no sistema
informatizado de gestão acadêmica;
IV – imprimir, ao final de cada disciplina ministrada e antes do fechamento do diário de
classe, o diário de notas, o diário de frequência e o conteúdo programático executado,
todos disponíveis no sistema informatizado de gestão acadêmica, assiná-los e entregá-los
na Coordenadoria Pedagógica;
V - o não preenchimento do diário e a entrega das impressões na Coordenadoria
Pedagógica, bem como o não preenchimento dos dados no sistema informatizado, até o
último dia de cada mês, conforme as normas informadas aos professores, acarretarão o
não pagamento da hora/aula;
VI - utilizar, obrigatoriamente, o crachá de identificação na altura do peito, de maneira
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totalmente visível, quando adentrar na ACADEPOL e enquanto nela permanecer;
VII - utilizar o refeitório somente quando estiver ministrando aulas na ACADEPOL, salvo se
houver autorização da Direção;
VIII - os professores que ministram aulas práticas deverão trajar a roupa adequada
para a atividade;
IX - solicitar à Coordenadoria Pedagógica, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias
úteis, a impressão de fotocópias de material didático, bem como, no mesmo prazo,
efetuar a reserva de espaços ou equipamentos destinados às aulas;
X - observar as normas relativas ao ingresso, permanência e saída das salas de aula por
parte dos alunos, na forma deste Regimento, além de outras que digam respeito ao
gerenciamento da classe;
XI – cumprir fielmente, no que lhes couber, as normas de aplicabilidade geral definidas
neste Regimento;
XII - comunicar por escrito à Coordenadoria Pedagógica a impossibilidade de comparecer
para ministrar aulas com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, sendo de
sua competência, neste caso, a devida substituição;
XIII – manter postura ética, moral e profissional perante os alunos, Direção e funcionários
da ACADEPOL, bem como não se envolver emocionalmente com os discentes;
XIV – confeccionar, aplicar, corrigir e devolver as provas aos alunos;
XV – inteirar-se do quadro de horários dos cursos e assegurar o comparecimento pontual
em sala de aula;
XVI – não se ausentar da sala de aula sem motivo justificado à Coordenadoria Pedagógica;
XVII – cabe ao professor de cada disciplina, até o último dia de cada mês, sob pena do não
pagamento da hora/aula, encaminhar à Coordenadoria Pedagógica, conforme modelo pré-
estabelecido, declaração contendo seus dados pessoais, graduação, informações acerca
das aulas ministradas (disciplina, mês e dia) e assinatura, sem prejuízo da inserção dos
respectivos dados no sistema informatizado de gestão acadêmica.
TÍTULO VI
DO REGIME ESCOLAR
CAPÍTULO I
DA FREQUÊNCIA DO ALUNO
Art. 52 - A frequência do aluno, nos cursos e estágios realizados pela ACADEPOL, será
supervisionada pela Coordenadoria Pedagógica, tendo como base os diários de classe
preenchidos pelos professores, ou documentos de acompanhamento de estágio.
Art. 5 3 - Aos alunos matriculados em cursos na ACADEPOL cabe frequência de 100% (cem
por cento), em todas as disciplinas.
Parágrafo Único: Para efeitos deste Regimento, o não comparecimento à aula, quando
devidamente justificado, exime o aluno da aplicação de sanções disciplinares decorrentes
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da falta, e ainda, a critério da Coordenadoria Pedagógica e da Direção, poderá conferir o
direito de realização de prova ou trabalho em segunda chamada.
Art. 54 - As faltas justificadas somente poderão ser abonadas pela Direção até o limite
máximo de 25% (vinte e cinco por cento), ficando excluídas deste percentual as ausências
decorrentes do cumprimento de determinação judicial, compromisso com a Justiça
Eleitoral, convocação do Serviço Militar, doação de sangue e demais hipóteses legais.
Art. 55 - Nas aulas práticas, mesmo que o aluno não apresente condições de participar,
obrigatoriamente deverá estar presente para assisti-las.
Parágrafo Único: Quando a atividade prática impuser risco à integridade física, o aluno
deverá utilizar, obrigatoriamente, equipamento de proteção individual.
CAPÍTULO II
DA FORMA DE AVALIAÇÃO E APROVAÇÃO NOS CURSOS
Seção I
DA FORMA DE AVALIAÇÃO
Art. 56 - Os alunos serão avaliados, em todas as disciplinas, da seguinte forma:
I - através de avaliação:
a) objetiva de múltipla escolha, com pelo menos 10 (dez) questões (opções de “a” a “d”),
para disciplinas que possuírem 20 h/a ou mais, as quais deverão ser aplicadas até no máximo
duas semanas após o término do conteúdo programático;
b) dissertativa, em formato de redação, fichamento, resenha crítica, pesquisa ou produção
afim, com no mínimo 30 (trinta) linhas, para disciplinas que possuírem até 16 h/a, a ser
entregue ao professor até o último encontro.
II – as disciplinas com carga horária acima de 40 h/a poderão ter até duas avaliações, a
critério do professor;
III – as notas das avaliações serão de 0 (zero) a 10 (dez), com 03 (três) casas decimais após a
vírgula;
IV - será atribuída nota zero ao aluno que não comparecer na data da avaliação escrita
objetiva e/ou prática ou, ainda na data da entrega da avaliação escrita dissertativa, salvo
exceção prevista neste Regimento, relativa às hipóteses de deferimento de prova em
segunda chamada;
V – as provas práticas, para fins de recurso, serão filmadas pelo professor da disciplina, com
exceção daquelas que utilizam o método da instrução voltada para o desempenho, já que a
avaliação prática, nesses casos, se processará ao término de cada período de aula;
VI – as médias finais de cada disciplina serão calculadas com 03 (três) casas decimais após a
vírgula;
VII – a média final do curso de formação profissional será calculada 03 (três) casas decimais
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após a vírgula, observados os seguintes critérios de desempate:
1º - o aluno com maior idade;
2º - o aluno com maior tempo de serviço público.
VIII – salvo quando se tratar de disciplina prática, as provas, que deverão ser agendadas
com a Coordenadoria Pedagógica, não poderão ser aplicadas durante o período de aula.
Art. 57 - O aluno que não entregar ou apresentar qualquer trabalho acadêmico
determinado pelo professor, ficará sujeito à nota zero, sem prejuízo de eventual sanção
disciplinar.
Art. 5 8 - Durante as provas os alunos não poderão comunicar-se entre si e nem portar
papéis, apostilas, livros, anotações e outros objetos ou aparelhos, salvo se autorizados pelo
professor.
§ 1º - A prática de quaisquer destes atos importa na atribuição de nota zero ao aluno,
declarada imediatamente pelo professor, no respectivo papel, com a indicação do motivo,
sem prejuízo da r e s p e c t i v a sanção disciplinar.
§ 2º - Nenhum aluno poderá, antes de 30 minutos após o início da prova, se ausentar da
sala de aula, salvo em caso de força maior, quando o professor solicitará à Coordenadoria
Pedagógica a designação de um funcionário para acompanhá-lo.
§ 3º - Os últimos 03 (três) alunos deverão permanecer na sala de aula até o final da prova.
Art. 59 - O prazo para a realização das provas escritas será de 02 (duas) horas/aula e para as
provas práticas, de até 04 (quatro) horas/aula.
Art. 60 – Após correção das provas e/ou trabalhos, cabe ao professor a publicação das notas,
momento em que passa a contar o prazo de 24 (vinte e quatro) horas para a interposição de
recursos, nas hipóteses em que haja discordância sobre elaboração de questões, gabarito,
forma de avaliação ou nota atribuída.
§1º - Recebido o recurso pela Coordenadoria Pedagógica, será encaminhado para análise e
julgamento pelo professor titular da disciplina.
§2º - Caso a Coordenadoria Pedagógica entenda que o posicionamento do professor está
equivocado, será acionado o Conselho de Professores para o exercício de sua competência.
Art. 61 – Será concedida, pela Coordenadoria Pedagógica, uma cópia da prova para o fim
de específico de recurso.
Art. 62 - Passado o prazo de recurso e de publicação definitiva das notas, as provas originais
serão entregues aos alunos.
Seção II
DA APROVAÇÃO
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Art. 63 - Será considerado aprovado nos cursos realizados pela ACADEPOL o aluno com
100% de frequência, salvo as faltas devidamente justificadas na forma deste Regimento, e
que obtiver, no mínimo, nota 7,0 (sete) na média aritmética simples em cada uma das
disciplinas.
Seção III
DA RECUPERAÇÃO
Art. 64 – O aluno que não obtiver, no mínimo, nota 7,0 (sete) na média aritmética simples
em cada uma das disciplinas, até o limite de 09 (nove) delas, estará automaticamente em
recuperação.
§1º - No caso específico de curso de formação profissional, se ultrapassado o limite de que
trata o caput deste artigo, o aluno será considerado reprovado e, consequentemente,
desligado por portaria do Diretor.
§2º - Nas hipóteses de recuperação, o cálculo para obtenção da média final, será:
NFR = (MFD + NPR) ÷ 2
Onde: NFR (Nota Final da Recuperação); MFD (Média Final da Disciplina); NPR (Nota da
Prova de Recuperação).
§3º - O aluno submetido à recuperação na disciplina, como condição para aprovação, deverá
obter nota 6,0 (seis), que será a nota máxima, não importando o resultado do cálculo do
parágrafo anterior.
§4º - Ocorrendo a reprovação no curso de formação profissional, a respectiva
documentação que a fundamentou será encaminhada ao Delegado-Geral da Polícia Civil,
para as devidas providências.
TÍTULO VII
DO REGIME DISCIPLINAR ACADÊMICO
CAPÍTULO I
DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES E DAS SANÇÕES
Art. 65 – Os alunos que estiverem frequentando curso de formação profissional, continuada,
pesquisa ou extensão, ou no exercício atividades relacionadas a estágios, ficam sujeitos ao
presente Regime Disciplinar.
Art. 66 – Constituem sanções disciplinares:
I – repreensão;
II – suspensão;
III – exclusão.
Art. 67 - Na dosimetria das sanções, serão observados:
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I - as circunstâncias em que foram praticadas as transgressões;
II - os danos decorrentes;
III – a reincidência;
IV - a repercussão do fato;
V – o histórico disciplinar do aluno;
VI - a prática da transgressão em concurso com uma ou mais pessoas.
Art. 68 – As transgressões disciplinares poderão ser de natureza leve, média ou grave.
Art. 69 - São consideradas transgressões de natureza leve, às quais serão aplicadas a pena
de repreensão:
I - fumar em locais proibidos das dependências da ACADEPOL;
II – sair da sala de aula durante as instruções, sem autorização do professor, ou
quando este estiver fora do recinto;
III - perturbar o a n d a m e n t o d a s a u l a s , a a p r e n d i z a g e m , o sossego o u
tranquilidade dos colegas n o âmbito da ACADEPOL;
IV – procurar funcionário da ACADEPOL para tratar sobre tema já analisado e decidido por
outro servidor;
V- estacionar veículos em local proibido;
VI- não respeitar os limites de velocidade;
VII – envolver-se em manifestações amorosas n o i n t e r i o r da ACADEPOL, exceto no caso
de cônjuges, limitado ao contato entre as mãos;
VIII - não utilizar o crachá de identificação nas dependências da ACADEPOL.
§1º - A reincidência em quaisquer das transgressões deste artigo ensejará a participação
compulsória em atividades administrativas ou pedagógicas da ACADEPOL, em horário que
não comprometa a frequência às aulas.
Art. 70 – São consideradas infrações de natureza média, às quais será aplicada a pena de
suspensão de 01 (um) a 10 (dez) dias:
I - circular em trajes incompatíveis com o ambiente acadêmico ou com visível falta de
asseio;
II - impontualidade;
III – comparecer às aulas sem o uniforme previamente estabelecido;
IV- tratar colegas, professores ou funcionários de forma desrespeitosa;
V - u tilizar indevidamente ou danificar os bens do estabelecimento, estando ou não sob
sua guarda;
VI - retardar, sem motivo que justifique, a execução de qualquer ordem;
VII - deixar de comunicar falta ou irregularidade que tenha tomado
conhecimento;
VIII - promover ou participar de jogos com apostas;
IX - frequentar lugares incompatíveis com o decoro da Instituição ou portar-se de modo
inconveniente, em ambientes públicos ou privados;
X - retirar, sem prévia autorização, qualquer documento ou b e m da ACADEPOL;
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XI - ingressar na ACADEPOL após o horário previsto neste Regimento se m autorização
expressa da Direção, ou por via que não seja o portão principal em que se localiza a guarita;
XII - agir com deslealdade, usando de qualquer meio ilícito durante a realização de
provas ou outras atividades;
XIII - não entregar trabalhos acadêmicos ou entregá-los com atraso;
XIV – fomentar conflitos ou animosidade entre alunos ou professores.
§1º - Na hipótese de que o aluno não registre reincidência e, concorrendo favoravelmente
as demais circunstâncias do art. 67, a pena de suspensão de que trata o caput poderá ser
substituída pela participação compulsória em atividades administrativas ou pedagógicas da
ACADEPOL, em horário que não comprometa a frequência às aulas.
§2º - A reincidência em quaisquer das transgressões deste artigo ensejará exclusão do
aluno.
Art. 71 - São consideradas transgressões de natureza grave, às quais será aplicada a pena de
exclusão:
I – prestar informações inverídicas ou omitir fatos sobre sua vida pregressa e / ou atual,
que, se declarados, impossibilitariam sua matrícula na ACADEPOL;
II - manter conduta pública e/ou privada, incompatível com o decoro da Instituição ou
com a dignidade do cargo que ocupa;
III - usar substância tóxica dentro ou fora das dependências da ACADEPOL, ou mantê-la
sob seu domínio;
IV – favorecimento, instigação ou indução de outrem ao descumprimento normas;
V - promover manifestações contra atos legítimos da Direção ou de autoridades legalmente
constituídas;
VI - simular doença para esquivar-se do comparecimento às aulas, do cumprimento de
obrigações pedagógicas ou de ordens de serviço;
VII – estimular alunos ou funcionários à luta corporal, concorrer de qualquer forma para
isso, ou dela participar;
VIII - divulgar, sem autorização da Direção, fatos ocorridos na ACADEPOL ou conteúdos
ministrados em instruções e/ou aulas, em face dos quais soubesse, ou pudesse
presumir, sobre a necessidade de sigilo;
IX - aliciar professores, servidores, funcionários, estagiários ou alunos, com o fim de obter
vantagens indevidas, para si, ou para outrem;
X - apresentar-se em estado de embriaguez, introduzir, guardar ou consumir bebidas
alcoólicas em dependências da ACADEPOL;
XI - ferir os princípios da hierarquia e disciplina;
XII- praticar assédio sexual, assédio moral ou quaisquer atos que atentem contra as
liberdades individuais.
Art. 72 - A aplicação de sanções em face das transgressões disciplinares previstas neste
Regimento, não eximem o transgressor da obrigação de indenizar os prejuízos causados ao
patrimônio da ACADEPOL, se houver.
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CAPÍTULO II
DA APURAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES
Art. 73 - Qualquer aluno ou servidor que constatar a prática de transgressão disciplinar
deverá comunicar imediatamente ao Diretor da ACADEPOL, que determinará a instauração
do procedimento cabível.
Art. 74 – A apuração das transgressões disciplinares se fará por intermédio de sindicância
preparatória, seguida de sindicância punitiva, se houver justa causa.
Parágrafo Único: Em se tratando de transgressão disciplinar punível com repreensão,
contam-se pela metade os prazos de que trata este Capítulo, arredondando-se para cima os
números que resultarem em frações.
Art. 75 - Das sindicâncias poderá resultar:
I – arquivamento: na hipótese de que a sindicância preparatória ou punitiva concluam pela
inexistência do fato ou pela inocência do sindicado;
II – sanção: na hipótese de que a sindicância punitiva conclua pela culpa do sindicado;
Art. 76 - A sindicância preparatória será instaurada quando o fato ou a autoria não se
mostrarem evidentes ou não estiver suficientemente caracterizada a transgressão, razão
pela qual, não há necessariamente defesa:
I - na portaria da sindicância preparatória constará a identificação da autoridade
instauradora e dos membros que compõem a Comissão, a denúncia ou descrição das
eventuais irregularidades ocorridas e o prazo para conclusão dos trabalhos, que não poderá
ser superior a 15 (quinze) dias;
II - a sindicância preparatória será conduzida por um ou mais servidores efetivos estáveis e,
quando encerrada, deverá ser encaminhada ao Diretor, com relatório circunstanciado e
conclusivo;
III – o Diretor, ao analisar o relatório, poderá determinar o arquivamento dos autos ou a
instauração de sindicância punitiva, conforme o caso.
Art. 77 – Nas hipóteses de instauração de sindicância punitiva, será garantido o direito ao
contraditório e à ampla defesa, e ainda:
I – a sindicância punitiva será conduzida por Comissão composta por 2 (dois) ou mais
servidores ocupantes de cargo efetivo, superior ou de mesmo nível da categoria funcional do
sindicado, preferencialmente, bacharéis em direito;
II - na portaria de sindicância punitiva constará a identificação da autoridade que a
instaurou, dos membros da Comissão, dos prováveis responsáveis pela transgressão e o
resumo circunstanciado dos fatos e a capitulação, de modo a permitir a apresentação de
defesa pelo sindicado.
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Art. 78 – A instrução da sindicância punitiva obedecerá ao seguinte rito:
I – após a ciência do sindicado sobre as transgressões que lhes foram imputadas, a Comissão
promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis,
objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo
a permitir a completa elucidação dos fatos;
II – é permitido o uso de prova emprestada, desde que respeitado o contraditório;
III - é assegurado ao sindicado o direito de acompanhar o procedimento diretamente, ou por
intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas
e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial;
IV - compete ao advogado que postular no procedimento informar telefone de contato,
endereço eletrônico e profissional no qual receberá as intimações e notificações, bem como
comunicar à Comissão qualquer mudança de endereço;
V - o presidente da Comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes,
meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos;
VI - na instrução, proceder-se-á à inquirição das testemunhas arroladas pela Comissão,
interrogando-se, em seguida, o sindicado, seguindo-se à inquirição das testemunhas
arroladas pela defesa;
VII - havendo denunciante, proceder-se-á à tomada de declarações do mesmo, ao
interrogatório do sindicado, à inquirição das testemunhas arroladas pela Comissão, nesta
ordem, procedendo-se, após, à inquirição das testemunhas arroladas pela defesa;
VIII - no caso de mais de um sindicado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre
que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, poderá ser promovida a
acareação entre eles;
IX - incumbe ao sindicado, no prazo de 05 (cinco) dias a partir do seu interrogatório,
apresentar o rol de testemunhas, precisando-lhes o nome, profissão, telefone, residência e o
local de trabalho;
X - na instrução é lícito ao sindicado oferecer até 10 (dez) testemunhas, indicando 3 (três),
no máximo, para cada fato;
XI – na hipótese de serem arroladas testemunhas em número excedente ao fixado no
parágrafo anterior, a Comissão ouvirá somente as 10 (dez) primeiras constantes do rol
oferecido;
XII - a Comissão poderá arrolar as testemunhas que achar necessário à elucidação dos fatos,
bem como proceder a mais de um interrogatório do sindicado;
XIII - as testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente
da Comissão, devendo a segunda via, com o ciente do mesmo ser juntada aos autos;
XIV - o sindicado pode comprometer-se a levar à audiência a testemunha,
independentemente de intimação, presumindo-se, caso não compareça, que desistiu de
ouvi-la;
XV - a intimação poderá ser feita por outro meio, desde que atinja a finalidade;
XVI - poderá o sindicado durante a instrução, substituir as testemunhas ou indicar outras no
lugar das que não comparecerem, desde que presente a substituta na audiência;
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XVII - o depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à
testemunha trazê-lo por escrito;
XVIII - as testemunhas serão inquiridas separadamente, o mesmo ocorrendo com os
interrogatórios, quando houver mais de um sindicado;
XIX - a testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor, salvo caso de proibição
legal, nos termos do art. 207 do Código de Processo Penal;
XX - o procurador do sindicado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das
testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe,
porém, reinquiri-las, por intermédio do presidente da Comissão;
XXI - quando houver dúvida sobre a sanidade mental do sindicado, a Comissão proporá à
autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial;
XXII - o incidente de sanidade mental será processado em autos apartados e apensos aos
autos principais, após a expedição do laudo pericial;
XXIII - o internamento do sindicado, bem como a licença para tratamento de saúde após o
interrogatório não suspende a tramitação do procedimento;
XXIV - havendo necessidade de prova pericial suspende-se o andamento do procedimento
até a apresentação do laudo requerido;
XXV - será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer
de conhecimento especial de perito;
XXVI - a fase instrutiva encerrar-se-á com “relatório de instrução”, no qual serão resumidos
os fatos apurados, as provas produzidas e a convicção da Comissão disciplinar sobre as
mesmas, a identificação do sindicado e das transgressões legais.
Art. 79 – O exercício da defesa, no transcorrer de sindicância punitiva, obedecerá aos
seguintes preceitos:
I - após o “relatório de instrução”, o sindicado ou seu representante legal serão notificados
para apresentar defesa técnica no prazo de 15 (quinze) dias, oportunidade em que poderão
juntar documentos, assegurando-se-lhes vista dos autos na repartição;
II - havendo 2 (dois) ou mais sindicados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias;
III - no caso de recusa do sindicado ou do seu representante legal de manifestar ciência na
cópia da notificação, o prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo próprio,
pelo membro da Comissão que fez a notificação, com a assinatura de 2 (duas) testemunhas;
IV - na hipótese de não apresentação de defesa técnica, o Presidente designará um defensor
ad hoc.
Art. 80 - Apresentada a defesa, a Comissão elaborará relatório minucioso, resumindo as
peças principais dos autos e mencionando as provas em que se baseou para formar a sua
convicção.
§ 1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do
sindicado.
§ 2º Reconhecida a responsabilidade, a Comissão indicará o dispositivo legal ou
regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.
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Art. 81 - O relatório da Comissão será remetido à autoridade que determinou a sua
instauração, que o julgará e proferirá decisão no prazo de 20 (vinte) dias, contados do
recebimento dos autos.
§ 1º Proferido o julgamento serão notificados da decisão o sindicado e seu defensor.
§ 2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à
autoridade competente para a imposição da pena mais grave.
§ 3º O sindicado defende-se contra a imputação de fatos ilícitos, podendo a autoridade
administrativa adotar capitulação diversa da que lhes deu a Comissão, sem que implique
cerceamento de defesa.
Art. 82 - A extrapolação dos prazos previstos neste Capítulo, pela Comissão ou pela
autoridade julgadora, não implica nulidade da sindicância.
Art. 83 - O julgamento a ser efetuado pela autoridade competente é dirigido pelo livre
convencimento, à qual é facultado divergir das conclusões do relatório da Comissão,
podendo, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o sindicado
de responsabilidade.
Parágrafo Único: Reconhecida pela Comissão a inocência do sindicado ou a inexistência do
fato, a autoridade instauradora da sindicância determinará o seu arquivamento, salvo se
entender de forma diversa, frente à prova dos autos, quando aplicará a penalidade cabível.
Art. 84 - Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a
instauração da sindicância ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou
parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra Comissão para instauração de
novo procedimento.
Art. 85 - Quando a infração estiver capitulada como crime será deflagrada a persecução
penal, observadas as normas do Código de Processo Penal.
Art. 86 – Do julgamento que aplicar sanção ao sindicado caberá recurso ao Conselho de
Professores, em grau terminativo.
Art. 87 - A petição de recurso deverá conter a exposição, clara e completa, das razões da
inconformidade, e o pedido fundamentado de reforma da decisão recorrida.
Art. 88 - Os recursos serão recebidos no efeito meramente devolutivo, salvo se, a juízo da
autoridade competente, for concedido efeito suspensivo.
Art. 89 - O prazo para interposição do recurso é de 15 (quinze) dias, a contar da ciência da
decisão recorrida pelo interessado ou defensor.
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Art. 90 - São peremptórios e improrrogáveis os prazos de recurso, salvo motivo de força
maior.
Art. 91 - Ao decidir o recurso, o Conselho de Professores poderá provê-lo total ou
parcialmente, motivando suas razões.
Parágrafo Único: Os recursos que forem providos ensejarão as retificações necessárias.
Art. 92 – A instauração de sindicância punitiva para apurar transgressões que possam
resultar em exclusão, suspende a emissão do certificado de conclusão de curso e a entrada
em exercício do aluno.
TÍTULO VIII
DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Art. 93 – O estágio supervisionado faz parte da matriz curricular da formação inicial de todas
as carreiras, constituindo-se em estágio prático em repartições policiais, cujos locais serão
comunicados previamente ao corpo discente.
Parágrafo Único: A lista de locais selecionados para estágio e dos alunos que neles deverão
atuar, não está sujeita a alterações em razão de conveniência ou de circunstâncias pessoais.
Art. 94 – As demais deliberações relacionadas ao estágio supervisionado serão publicadas
em portaria do Diretor, mediante proposição da Coordenadoria Pedagógica.
TÍTULO IX
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 95 – O boletim interno é o documento pelo qual o Diretor da ACADEPOL publica
informativos, ordens de serviço, sanções disciplinares aplicadas, convocações, dentre outros
comunicados de interesse acadêmico.
Art. 96 – O aluno, além das sanções previstas no Regime Disciplinar Acadêmico de que trata
este Regimento, ficará sujeito às penalidades previstas pelo Estatuto da Polícia Civil e
legislação vigente, no que couber.
Art. 97 – O aluno que desistir ou abandonar quaisquer cursos promovidos pela ACADEPOL
não poderá se inscrever em eventos congêneres durante o período de 01 (um) ano, exceto
se a participação for de natureza compulsória, em razão de interesse púbico imediato.
Parágrafo Único: Em se tratando especificamente de curso de formação profissional, aplica-
se o disposto no art. 36, §2º, da LC n. 453/09.
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Art. 98 – A escolha de vagas pelos aprovados no curso de formação profissional obedecerá à
ordem de classificação final no concurso público, salvo na hipótese de superveniente
disposição em sentido contrário, decorrente de lei.
Art. 99 - Os casos omissos serão resolvidos pela Direção da ACADEPOL e, subsidiariamente,
pelo Delegado-Geral da Polícia Civil, no que couber.
Art. 100 – Este Regimento entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 101 – Ficam revogadas as disposições em contrário, especialmente a Resolução n.
001/ACADEPOL/2012.
Florianópolis, 14 de dezembro de 2015.
Vitor Bianco Júnior
Delegado de Polícia Civil
Diretor da ACADEPOL
Artur Nitz
Delegado-Geral da Polícia Civil