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Didática Escolar

O documento aborda a didática como um ramo essencial da pedagogia, focando nos métodos e técnicas de ensino e na relação entre professor e aluno. Destaca a importância da participação ativa do aluno no processo de aprendizagem e a necessidade de o professor adaptar suas práticas às realidades contemporâneas, utilizando tecnologias e abordagens dinâmicas. Além disso, enfatiza a construção do conhecimento como um processo colaborativo e a importância do planejamento e avaliação na prática pedagógica.
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Didática Escolar

O documento aborda a didática como um ramo essencial da pedagogia, focando nos métodos e técnicas de ensino e na relação entre professor e aluno. Destaca a importância da participação ativa do aluno no processo de aprendizagem e a necessidade de o professor adaptar suas práticas às realidades contemporâneas, utilizando tecnologias e abordagens dinâmicas. Além disso, enfatiza a construção do conhecimento como um processo colaborativo e a importância do planejamento e avaliação na prática pedagógica.
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DIDÁTICA E AS

CONCEPÇÕES
PEDAGÓGICAS
IEFE – Evolução Educacional
Professor: Robson Caetano Nunes
Didática - Conceitos

■ “A didática é a parte da pedagogia que ocupa do estudo dos


MÉTODOS e TÉCNICAS de ensino, ou seja, a sistematização
do conhecimento/ciência em conteúdo de ensino” (Jan
Amós Komenský, século XVII)

■ A didática coloca em prática as diretrizes da teoria


pedagógica.
Didática - Conceitos

■ A Didática é um elemento exclusivo da Pedagogia e se refere


ao conteúdo do ensino e aos processos próprios para a
construção do conhecimento. A Pedagogia é conceituada como
a ciência e a arte da educação, enquanto que a Didática é
definida como a ciência e a arte do ensino.
Didática - Conceitos

■ A Didática é o principal ramo de estudo da pedagogia, pois ela situa-se num


conjunto de conhecimentos pedagógicos, investiga os fundamentos, as
condições e os modos de realização da instrução e do ensino, portanto é
considerada a ciência de ensinar. Nesse contexto, o professor tem como papel
principal garantir uma relação didática entre ensino e aprendizagem através
da arte de ensinar, pois ambos fazem parte de um mesmo processo. Segundo
Libâneo (1994), o professor tem o dever de planejar, dirigir e controlar esse
processo de ensino, bem como estimular as atividades e competências
próprias do aluno para a sua aprendizagem.
CENA 1
■ Dois alunos retornam juntos a suas casas após um dia de
aulas e vão conversando sobre seu período na escola, pois
estiveram em salas separadas.
■ - “Deus me livre! O professor de História sabe muito, mas
não tem didática nenhuma!” (diz o aluno A).
■ - “Concordo! Mas em compensação, o de Matemática,
hein? Aquilo sim é que é professor, aquele tem didática.”
(responde o aluno B).

■ Mas, então, a Didática é algo que se tem ou não tem?


DIDÁTICA
■ Busca-se, agora, focalizar o ensino de um modo que se
estabeleçam muitas relações, pois com as pesquisas
foram se acumulando conhecimentos os quais nos
informam que são muitas as interferências sobre o ensino,
sobre o professor e sobre os alunos. Com as pesquisas
também se verificou que não basta o professor orientar os
alunos.
■ Eles não estão isolados no mundo da escola que, por sua
vez, não está isolada na sociedade. Assim, existe, para
muitos, a clareza de concepção que não basta o professor
ser orientador dos alunos, mas também não basta ser
transmissor de conhecimentos. O professor precisa
desempenhar muitas ações para ensinar e tentar
assegurar ao máximo a aprendizagem dos alunos.
DIDÁTICA

■ O professor, aqui, então, está sendo concebido como o


responsável pela Didática de suas aulas. É ele que
constrói toda a estrutura do seu ensino a partir de tudo o
que sabe, de tudo o que lhe é pedido pela legislação, pela
escola e, hoje em dia, com a colaboração das famílias e
mesmo dos alunos.
■ Entre os conhecimentos científicos que compuseram parte
das disciplinas de seus cursos e outros conhecimentos que
adquiriu incluindo a vida das aulas, há um trabalho de
criação a ser feito.
Didática - Elementos

■ Os elementos da didática são:


■ O professor;
■ O aluno;
■ A disciplina (conteúdo de ensino)
■ O contexto da aprendizagem;
■ As estratégias metodológicas;
■ A avaliação
Componentes fundamentais da didática
■ A Didática tem 5 componentes fundamentais:

■ Aluno – A aprendizagem é planejada, estimulada, orientada,


consolidada e controlada
■ Aprendizagem – É o fim da educação
■ Objetivos – Governam toda marcha do trabalho escolar.
■ Matéria – Deve ser selecionada, dosada, programada, a fim de
que sejam alcançados os objetivos
■ Métodos – É a organização racional de todos os fatores pessoais,
condições e recursos para atingir os objetivos
A didática e o aluno
■ O aluno no processo educacional é visto como um fator essencial para a
construção do conhecimento, e não só como um mero recebedor de
conteúdos. A busca pelo saber não está ligado exclusivamente no ato de ouvir,
copiar e fazer exercícios, pois neste aspecto metodológico os alunos devem
permanecer calados e quietos em suas carteiras, entretanto, é possível
realizar vários tipos de propostas que pressupõem a participação ativa do
aluno e não se limitar apenas aos aspectos intelectuais ou a memorização de
conteúdos julgados como relevantes, segundo Reznike e Ayres (1986 apud
CANDAU, 1988, p. 121), “Quando falamos em reavaliação crítica, estamos
atendendo não só para o processo em si do ato educativo, mas também para
tudo aquilo que os alunos já trazem enquanto vivência, enquanto formação
cultural”.
A didática e o aluno
■ Partindo desse pressuposto podemos dizer que o educando pode despertar a
sua criticidade a partir do momento em que se deixa envolver pelas questões
políticas, sociais e culturais relevantes que existem no meio em que vive, e
leva essas discussões para dentro da sala de aula, interagindo com os demais,
formando inúmeras opiniões com relação ao contexto social, político e cultural
no qual está inserido.
Relação professor - aluno
■ O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. Isto forma uma
consciência bancária. O educando recebe passivamente os conhecimentos,
tornando-se um depósito do educador. Educa-se para arquivar o que se
deposita (FREIRE, 1979, p. 38).
■ Acerca desse questionamento de Freire (1979) está explícita também a relação
de submissão dos alunos em relação à autoridade do professor, autoridade esta
que muitas vezes é confundida com autoritarismo, e que associada às normas
disciplinares rígidas da escola – a qual também possui papel fundamental na
formação, uma vez que esta é a instituição que delimita as normas de conduta
na educação – implicam na perda de autonomia por parte do aluno no processo
ensino-aprendizagem.
Prática pedagógica – Prática
social
■ Para Paulo Freire, ensinar é uma forma de intervenção na
sociedade, indo mesmo além da simples transmissão de
conteúdos, que se limita a reproduzir a ideologia
dominante.
■ Esse desafio obriga a escola e o professor a uma
permanente busca do sentido e significado para a prática
educativa, numa dinâmica em que assumem em conjunto
que estão aprendendo e ensinando enquanto professores,
na busca permanente de novos saberes. (ALVES;
DIMENSTEIN, 2003).
Prática pedagógica – Prática
social
Prática pedagógica – Prática
social

■ O professor deve-se constituir enquanto mediador de um


processo em que ele e os demais aprendem em conjunto. Nesse
contexto tanto o professor, quanto o estudante necessitam
recorrer a métodos e técnicas, em virtude do processo de
construção do seu próprio saber e exigir análise, síntese,
interpretação de dados, fatos e situações, isso para além da
experiência de vida.
■ O espaço escolar deve ser um espaço democratico.
Didática – Construção de
conhecimento

■ Como superar a didática tradicional?

■ O ideal seria que os cursos de formação educacional


proporcionassem mais situações de vivência prática e não
somente de estágios, que por sua vez não nos dão a real
dimensão do que é atuar como professores, pois na maioria das
vezes os estágios se resumem a observações e/ou poucos
momentos de intervenção de fato.
Didática – Construção de
conhecimento
■ A didática tradicional só será de fato superada se o
profissional responsável pelo intermédio entre os alunos e o
conhecimento se aproximar da realidade na qual imperam as
novas tecnologias.

A era da informação “pronta”, em que os alunos vão para a


escola sabendo o que acontece no mundo em tempo real,
seja por meio da televisão ou da internet, traz consigo uma
obrigatoriedade de formação continuada, de mais estudo e
pesquisa e de um letramento funcional.

O professor deve saber usar as tecnologias, interligar o


ensino de determinado assunto a uma atividade prazerosa e
que ao mesmo tempo esteja em sintonia com a vivência de
cada aluno.
Didática – Construção de
conhecimento
■ Como ser um profissional moderno, inovador, utilizando as mesmas
metodologias, dando aulas expositivas e dizendo aos alunos que não
interrompam enquanto a matéria é explicada?

Os tempos são outros, a aula de hoje deve ser dinâmica. É necessário


que seja feito um planejamento e preparação antecedentes ao
momento de transmissão do conteúdo. Com isso nos sentimos mais
seguros e temos base para instigar os alunos a pedir explicações,
demonstrando interesse e curiosidade.

Quantos de nós já não nos sentimos podados quando em uma aula


totalmente tradicional, mesmo dentro da Faculdade, tentávamos
expor nosso ponto de vista, e aquele professor “sabe tudo” nos
interrompia de maneira brusca ou então muito sutilmente nos dizia
que nosso conhecimento não era o suficiente para debater sobre
determinado assunto?
Didática – Competencias e
Habilidades

■ A competência do professor é uma soma bastante equilibrada de conhecimento


específico da disciplina e do processo de aprendizagem.
Prática pedagógica – Fracasso
escolar

■ Vamos falar sobre o fracasso escolar?


■ O que é o fracasso escolar?
■ Quais ações necesssárias para se conter o fracasso escolar?
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ O processo ensino-aprendizagem é um nome para um


complexo sistema de interações comportamentais entre
professores e alunos. Mais do que “ensino” e
“aprendizagem”, como se fossem processos
independentes da ação humana, há os processos
comportamentais que recebem o nome de “ensinar” e de
“aprender”. Processos constituídos por comportamentos
complexos e difíceis de perceber. Principalmente por
serem constituídos por múltiplos componentes em
interação.
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ Ser professor ao contrário do que muitos pregam levando


em conta o senso comum, não tem haver meramente com
uma vocação, mas passa por todo um processo onde
aquele que deseja ser educador precisa compreender
cada situação da qual ele irá se depara durante seu
trabalho. O ato de ensinar não pode ser percebido como
algo mecânico e, portanto que não necessita de reajustes
constantes, a forma de ensinar, os meios utilizados, e a
forma de avaliação devem passar por um processo que
permita que a aprendizagem seja realmente alcançada.
Para isso este deve ter plena noção de seu papel como
mediador dos alunos.
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ Como acontece a aprendizagem


■ Aprender é o processo de assimilação de qualquer forma
de conhecimento, desde o mais simples onde a criança
aprende a manipular os brinquedos, aprende a fazer
contas, lidar com as coisas, nadar, andar de bicicleta
etc., até processos mais complexos onde uma pessoa
aprende a escolher uma profissão, lidar com as outras.
Dessa forma as pessoas estão sempre aprendendo
(LIBÂNEO, 1994).
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ Para que se possa haver aprendizagem é necessário que haja todo um


processo de assimilação onde o aluno com a orientação do professor
passa a compreender, refletir e aplicar os conhecimentos que foram
obtidos, assim à aprendizagem é observada com a colocação em
prática por parte do aluno dos conhecimentos que foram transmitidos
durante uma aula ou atividade.
■ Para que se possa haver a aprendizagem é preciso um processo de
assimilação ativa que para ser efetivo necessita de atividades práticas
em várias modalidades e exercícios, nos quais se pode verificar a
consolidação e aplicação prática de conhecimentos e habilidades
(LIBÂNEO, 1994).
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ Para que a aprendizagem seja efetivada é preciso que o professor


organize o conteúdo de uma maneira a atender as necessidades do
aluno para que o aluno descubra suas possibilidades.
■ Aprender DE FORMA ALGUMA pode ser comparado ou relacionado com
a decoração de conteúdos que em nada acrescenta nos pensamentos
e habilidades do estudante. A aprendizagem é algo que modifica o
pensamento, não se trata de uma estagnação onde os conteúdos em
nada influenciam na forma do individuo agir.
■ Para que se possa haver a aprendizagem o aluno necessita ser
estimulado com conteúdos de seu alcance, textos que tratem de sua
realidade. Somente quando o aluno demonstra através de ações
alguma forma de mudança crítica podemos dizer que realmente
existiu a aprendizagem.
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ O processo de ensino
■ Ensinar é a atividade que tem por finalidade que o outro
obtenha o conhecimento. Para que se tenha um ensino de
forma que realmente agregue valor é preciso que o
professor como sendo um transmissor de conhecimentos
se utilize de métodos e técnicas adequadas que tenham
base não apenas no contexto geral como o local, assim a
necessidade básica do aluno será encarada como uma
ponte para o ensino e não como um obstáculo.
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ Ensinar envolve toda uma estrutura que tem por


finalidade alcançar a aprendizagem do aluno através de
conteúdo. A relação de ensino e aprendizagem não deve
ter como base a memorização, por outro lado os alunos
também não devem ser deixados de lado sozinhos
procurando uma forma de aprender o assunto, o professor
nesse caso sendo apenas um facilitador
Didática – Ensino e Aprendizagem

■ Quando se está em sala de aula o professor tem por objetivo que


os alunos que ali estão presentes saiam com o conteúdo
assimilado, este, portanto é seu objetivo, para que este objetivo
seja alcançado o professor irá se utilizar de um método, que de
forma simples é o caminho realizado para se atingir um objetivo,
ou seja, os métodos são os meios para realizar objetivos
(LIBÂNEO, 1994).
■ Os métodos que serão empregados vão depender do local, idade,
nacionalidade, realidade social e diversos outros fatores que
influenciam a forma de aprender do aluno. Assim, para algumas
turmas o método expositivo será de maior aceitação e com uma
melhor aprendizagem, já em outra turma pode acontecer que seja
necessário a elaboração conjunta ou outros métodos.
A teoria e a prática

■ “A teoria e a prática são bastante dissociadas, porque a realidade não


permite a aplicação do conteúdo aprendido”.
■ “Existe uma grande distância entre os conhecimentos adquiridos durante o
curso e o que o aluno encontra na prática, sendo necessário uma revisão
daquilo que é ensinado”.
■ “Há uma grande distância entre teoria e a prática e deve ser uma
preocupação constante a possível aplicação da teoria”.
■ (AZEVEDO, 1980, p. 66-67).
A teoria e a prática

■ Como a didática pode contribuir para que a Escola possa


ser geradora e transformadora e não repetidora de
conhecimentos?
A teoria e a prática

■ Um professor que aspira ter uma boa didática necessita aprender a cada dia
como lidar com a subjetividade do aluno, sua linguagem, suas percepções e
sua prática de ensino. Sem essas condições o professor será incapaz de
elaborar problemas, desafios, perguntas relacionadas com os conteúdos, pois
essas são as condições para que haja uma aprendizagem significativa. No
entanto para que o professor atinja efetivamente seus objetivos, é preciso que
ele saiba realizar vários processos didáticos coordenados entre si, tais como o
planejamento, a direção do ensino da aprendizagem e da avaliação (LIBÂNEO,
1994).
Elementos da ação didática

■ Planejamento
■ Metodologia
■ Recursos Audiovisuais/Tecnologia
■ Avaliação
Elementos da ação didática

Planejamento:
Processo de reflexão, de tomada de decisão, envolve pesquisa,
visando a estruturação da prática.
Planejar é antecipar mentalmente uma ação ou um conjunto de
ações a serem realizadas e agir de acordo com o previsto.
Elementos da ação didática

Planejamento:
O planejamento organiza e coordena ações a serem tomadas para a
realização de uma atividade visando solucionar problemas ou
alcançar objetivos.

Para chegar nos objetivos é necessário elaborar um plano que é a


sistematização das ações, o resultado do planejamento, por meio
dele é possível registrar as ações que serão realizadas, cronograma,
lista de atividades e tarefas, estratégias, metodologias, propostas,
programas, recursos utilizados e avaliação.
Elementos da ação didática

O PLANO é um documento utilizado para registro de


decisões tipo: o que, como, quando, com quais recursos,
quais os responsáveis, dentre outras informações.
Elementos do Plano de ensino

■ Ementa;
■ Objetivos;
■ Conteúdos/unidade de ensino;
■ Procedimentos metodológicos;
■ Recursos didáticos;
■ Avaliação;
■ Referência bibliográfica básica;
Princípios Norteadores para
Elaboração do Plano de Disciplina
■ Relacionar-se intimamente com o plano curricular de modo
a garantir coerência dos cursos como um todo;
■ Ser elaborado com linguagem clara, precisa e concisa;
■ Adaptar-se às necessidades, capacidades e interesses dos
estudantes;
■ Ser elaborado com base em objetivos realistas, levando em
consideração os meios disponíveis para alcança-los;
■ Envolver conteúdos que efetivamente constituam meios
para alcance dos objetivos;
Princípios Norteadores para
Elaboração do Plano de Disciplina
■ Prever tempo suficiente para garantir a assimilação dos
conteúdos pelos estudantes;
■ Ser suficientemente flexível para possibilitar o
ajustamento a situações que não foram previstas
Princípios Norteadores para
Elaboração do Plano de Disciplina
Plano de Disciplina X Plano de Aula

Plano de disciplina: Constitui uma previsão das atividades a


serem desenvolvidas ao longo do ano ou do semestre letivo.

Plano de aula: São planejamentos mais pormenorizados que o


plano de ensino.
Didática – Planejamento
Elementos da ação didática

Características de um plano:
■ Guia de orientação;
■ Organização sequencial;
■ Objetividade;
■ Coerência;
■ Flexibilidade;
Metodologia

Métodos de ensino são as formas que o professor organiza as suas atividades de


ensino e de seus alunos com a finalidade de atingir objetivos do trabalho docente
em relação aos conteúdos específicos que serão aplicados. Os métodos de ensino
regulam as formas de interação entre ensino e aprendizagem, professor e os
alunos, na qual os resultados obtidos é assimilação consciente de conhecimentos
e desenvolvimento das capacidades cognoscitivas e operativas dos alunos.
Metodologia

Segundo Libâneo (1994) a escolha e organização os métodos de ensino devem


corresponder à necessária unidade objetivos-conteúdos-métodos e formas de
organização do ensino e as condições concretas das situações didáticas. Os
métodos de ensino dependem das ações imediatas em sala de aula, dos conteúdos
específicos, de métodos peculiares de cada disciplina e assimilação, além disso,
esses métodos implica o conhecimento das características dos alunos quanto à
capacidade de assimilação de conteúdos conforme a idade e o nível de
desenvolvimento mental e físico e suas características socioculturais e
individuais.
Metodologia

A relação objetivo-conteúdo-método procuram mostrar que essas unidades


constituem a linhagem fundamental de compreensão do processo didático: os
objetivos, explicitando os propósitos pedagógicos intencionais e planejados de
instrução e educação dos alunos, para a participação na vida social; os conteúdos,
constituindo a base informativa concreta para alcançar os objetivos e determinar
os métodos; os métodos, formando a totalidade dos passos, formas didáticas e
meios organizativos do ensino que viabilizam a assimilação dos conteúdos, e
assim, o atingimento dos objetivos.
Metodologia

No trabalho docente, os professores selecionam e organizam seus métodos e


procedimentos didáticos de acordo com cada matéria. Dessa forma destacamos os
principais métodos de ensino utilizado pelo professor em sala de aula: método de
exposição pelo professor, método de trabalho independente, método de
elaboração conjunta, método de trabalho em grupo. Nestes métodos, os
conhecimentos, habilidades e tarefas são apresentados, explicadas e
demonstradas pelo professor, além dos trabalhos planejados individuais, a
elaboração conjunta de atividades entre professores e alunos visando à obtenção
de novos conhecimentos e os trabalhos em grupo. Dessa maneira designamos
todos os meios e recursos matérias utilizados pelo professor e pelos alunos para
organização e condução metódica do processo de ensino e aprendizagem
(LIBÂNEO, 1994 Pág. 173).
Metodologia
■ A formação pedagógica, pensada em termos acadêmicos e didáticos,
surge num panorama de compreensão sobre qualidade do trabalho
docente no recinto da sala de aula, ou seja, no contexto da ação, que
não se restringe aos saberes, mas na capacidade do docente de agir em
circunstâncias previstas ou não em seu plano de ação.

■ Reiteramos que o aprender e o ensinar são duas atividades unificadas


pela relação que se estabelece entre o agente formador (professor) e o
aprendiz (aluno) centrado em duas bases unidirecional: interação e
respeito. Sobre interação apontamos a relação gerada no âmbito do
recinto da sala de aula, quando apoiada na confiança e empatia mútua
encontra no antagonismo de seus interesses e necessidades caminhos
que os guiem ao encontro harmonioso do eu-outro como condição
inerente às aprendizagens.
Metodologia

■ Sabemos que a sala de aula não pode apenas ser um lugar de


transmissão de conteúdos teóricos, mas também de aquisição de
valores, de comportamentos, portanto, as relações estabelecidas
entre professores e alunos tornam-se um determinante muito
decisivo no processo pedagógico. Freire, na reflexão sobre
ensinar exige querer bem aos educandos, ressalta que:
Metodologia

■ Não é certo, sobretudo do ponto de vista democrático, que serei


tão melhor professor quanto mais severo, mais frio, mais distante
e “cinzento” me ponha nas minhas relações com os alunos (...) A
afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. O que não
posso obviamente permitir é que minha afetividade interfira no
cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de
minha autoridade. Não posso condicionar a avaliação do trabalho
escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha
por ele.” ( 1996, p.159-160)
Avaliação
Avaliação

■ Historicamente, a palavra avaliação nos remete a conceitos de


qualificação, medição de valores, comparação, sentimentos
recompensatórios ou punitivos e também uma forte associação
com a ideia de “objetividade” e “sucesso” como metas a serem
perseguidas.
Avaliação

■ Quando falamos de processos avaliativos no contexto educacional, abre-se um


grande leque onde o professor e aluno caminham juntos.
■ O professor tem que se adaptar ao meio e tentar transmitir sua didática,
partindo de um princípio onde o meio em que o aluno vive deve ser levado em
conta, assim buscando sua cultura e sua realidade. Daí então o professor
começa a apresentar para o aluno o mundo que ele não conhece (CANDAU,
1999).
■ O processo avaliativo está inteiramente ligado ao sucesso e ao fracasso,
devido ser um ato seletivo onde o aluno pode ser aprovado ou reprovado. Até
porque esse é um ato em que a tendência observada é a supervalorização
(CANDAU, 1999).
Avaliação

■ Um aluno que, não teve uma base educativa, não pode ser
comparado com um aluno que teve uma boa preparação escolar; o que
também se atribui a um fracasso na escola são os alunos de classes
sociais desfavorecidas, no qual estes por si só já se sentem excluídos e
que o resultado inevitável do ano letivo será a reprovação, ocasionando
um problema ainda maior, quando é notório que esses educandos
somente ocuparão uma carteira na escola (MELLO, 1991).
Avaliação

■ Isso não quer dizer que a permanência do aluno na escola não seja positiva,
pelo contrário, esta permanência é importante, pois, o aluno tem uma chance
de aprender com o seu próprio ritmo, afastando o fantasma da reprovação que
por pressão do trabalho ou por falta de estímulo o educando abandona a
instituição de ensino; o que não é correto é o aluno passar sem aprender.

■ Visando assim a escola fica apenas com o papel político de garantir um


lugar no status quo.
Avaliação

■ Convém destacar que esse processo avaliativo é importante e


necessário à prática de ensino, mas os educadores não podem se
ater a um único método de avaliação e sim inovar com
criatividade, vendo também as especificidades de cada
educando, a partir do princípio da individualidade incluindo
também o contexto social.
Avaliação

■ Concepções Pedagógicas

■ Tradicional: O foco estava no conteúdo e no professor.

■ Nova: O foco estava nas relações interpessoais e no interesse do individual do


aluno

■ Tecnicista: O foco estava nos recursos


Avaliação

■ Concepções Pedagógicas

Libertadora: O foco estava no processo de participação ativa, nas


discussões e nas ações de práticas sobre questões da realidade social.

Crítico-Social dos Conteúdos: O foco passa para a mediação entre


objetivos – conteúdos – metódos e na relação professor/aluno.
Procedimentos básicos para
elaboração de uma avaliação
1. Selecionar o conteúdo a ser avaliado;
2. Estabelecer os objetivos a serem avaliados ;
- Conceituar?
- Explicar fatos e princípios?
- Abstrair em função da complexidade do conteúdo?
- Estabelecer relações?
- Desenvolver estudos de caso?
- Levantar dados e informações “in loco”?
- Solucionar problemas aplicando conhecimento anteriores?
Procedimentos básicos para
elaboração de uma avaliação
3º - Definir o tipo de instrumento a ser elaborado. (Estudo de caso,
trabalho em pequenos grupos, provas etc);

4º - Estabelecer o critério da prova;

5º - Elaborar as questões que deverão compor a mesma sem poder de vista


os objetivos selecionados.
Avaliação

A avaliação é uma tarefa da didática necessária e permanente do


trabalho docente e deve acompanhar passo a passo o processo de
ensino e de aprendizagem.

Nessa perspectiva, a avaliação assume uma dimensão orientadora,


pois permite ao aluno tomar consciência de suas dificuldades e
avanços; e ao professor, diagnosticar onde se encontram essas
dificuldades e como replanejar suas ações buscando sempre a
melhoria dos resultados.
Avaliação

■ Fique atento!
■ A avaliação trabalha com desempenhos provisórios ou
processuais, na medida em que ela subsidia o processo de busca
dos resultados os melhores possíveis. Debruça-se sobre o que
estava acontecendo com o estudante antes, o que está
acontecendo agora e o que acontecerá após, pois a avaliação da
aprendizagem está a serviço de um projeto pedagógico
construtivo, que visualiza o ser humano em desenvolvimento
permanente. Um verdadeiro processo de avaliação, não atribui
atenção à aprovação ou à reprovação do estudante, mas sim à
sua aprendizagem, possibilitando um convite para a sua
melhoria.
GESTÃO EDUCACIONAL/PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS IV – GESTÃO
ESCOLAR
Gestão Escolar - Conceitos

■ A gestão escolar é uma forma de administrar a escola por inteiro. Isto quer dizer
que a boa gestão está na busca por atender as exigências de todos os setores
envolvidos. Desde os funcionários, estrutura física do prédio, até em relação ao
contato com os pais e alunos, e o clima destes com o ambiente educacional. Para
que se tenha um ambiente saudável financeiramente e socialmente, cada peça
deste quebra cabeça deve ser tratada com igual relevância.

■ Além dos quesitos internos, é preciso adequar a escola ao que é importante para
cada indivíduo. Ou seja, os educadores têm a importante missão de formar
cidadãos íntegros, de opinião, críticos sobre a realidade em que vivem e ainda os
auxiliarem no desenvolvimento de suas habilidades e competências, sejam elas
naturais ou aprendidas com o passar do tempo.
Gestão Escolar - Conceitos

■ Existem três conceitos principais dentro da abordagem de gestão de pessoas.


Elas são conhecidas como: gestão administrativa, gestão pedagógica e a gestão
de recursos humanos. O funcionamento dessas três áreas é de forma
integrada, na qual todas se comunicam entre si. Acreditamos que pode ser
pertinente adicionar mais um tópico importante para o conceito de gestão
escolar: a gestão financeira. O cuidado com a parte financeira de qualquer
negócio é imprescindível, independente se o objetivo final seja o lucro ou
apenas a manutenção da instituição. O que não é o caso da maioria das
escolas.
Gestão Escolar - Conceitos

■ 1 – Conceito de gestão escolar: Gestão Administrativa


■ A gestão administrativa é a parte mais burocrática do negócio escolar, assim
como em grande parte dos negócios em geral. Aqui o gestor terá que olhar
para as questões que envolvem a estrutura, condições, organização física e
legal do ambiente. Os responsáveis administrativos têm que ter uma visão
macro da organização.
■ Sobre a estrutura em si, é preciso investigar se há a necessidade de fazer
algum tipo de reforma no prédio e salas de aula; observar as carteiras, mesas,
cadeiras, lousas, livros, bebedouros, banheiros e demais áreas. Verificar qual o
estado em que se encontram e trocar/reformar caso haja a necessidade.
Gestão Escolar - Conceitos

■ Equipamentos de som, televisores e computadores devem sempre ser testados


para que não aconteça nenhum problema quando forem usados,
principalmente no momento da aula. É desagradável para o professor planejar
uma aula em multimídia e na hora o equipamento não funcionar. A
manutenção deve ser uma constante na rotina dos funcionários. Pode sair mais
barato, e menos trabalhoso manter a manutenção de equipamentos, móveis e
alvenaria em dia, do que estar sempre repondo o que já não tem mais
conserto.
■ No campo institucional, a gestão escolar terá presença marcada em sua
atuação. Porque existem as leis que regem os direitos e deveres de cada
cidadão, sendo de extrema importância o gestor conhecê-las para poder
colocar em prática o que está disposto nas leis.
Gestão Escolar - Conceitos

■ A administração da escola também fica encarregada de cuidar dos recursos


financeiros e dos gastos do ano. Saber controlar o dinheiro que entra e distribui-lo
adequadamente nas necessidades do local, é essencial para uma boa gestão
financeira. Vamos falar mais sobre isso no tópico de Gestão Financeira.
■ A inadimplência de alunos não são toleráveis e terão que ser vistas pela
administração da instituição. Os problemas que esse tipo de contratempo pode
gerar são diversos, acarretando complicações não apenas para a escola, mas
também ao próprio aluno. Para contornar esse tipo de situação, medidas devem
ser tomadas o quanto antes, mas sempre mantendo o máximo possível de
discrição, com o intuito de não causar constrangimentos às crianças ou
adolescentes.
■ Todas as estratégias de atuação das práticas escolares e demais informações
administrativas devem estar presentes no Plano Político Pedagógico de Gestão
Escolar e descritas no Regime Escolar.
Gestão Escolar - Conceitos
■ 2 – Conceito de gestão escolar: Gestão Pedagógica
■ Dentre os pilares da gestão escolar, a pedagógica é considerada a mais fundamental e
significativa. A gestão pedagógica tem o intuito de dar atenção maior para área de educação, em
outras palavras, da escola propriamente dita, e da parte educacional.
■ Este é o espaço em que os profissionais se reúnem para discutir melhor quais os objetivos
específicos e gerais em relação aos métodos de ensino e aprendizagem dos alunos. A definição da
abordagem da prática leva em consideração os objetivos estabelecidos e o perfil daquele público
com o qual irão trabalhar. São elaborados os conteúdos curriculares, assim como são traçadas as
metas para o ano vigente.
■ Outra função dentro da gestão pedagógica é a de fazer o acompanhamento e a avaliação de
rendimento do que foi planejado anteriormente. Dentro das estratégias, objetivos e metas,
verificar se foi possível alcançar bons resultados. Caso ocorra o contrário, entender os motivos
que levaram a um não aproveitamento total desses requisitos.
Gestão Escolar - Conceitos

■ Também é feita a avaliação do desempenho escolar durante todo o ano letivo dos
alunos, dos professores e dos demais funcionários que compõe a esquipe escolar.
Olhar sempre para o todo da instituição, e não apenas para suas partes isoladas.
■ As especificidades sobre o que se espera de cada área são descritas dentro do
Regime Escolar, incluídas no Projeto Pedagógico e apresentadas aos integrantes da
instituição, a fim de que todos tomem conhecimento de suas atribuições nesse
ambiente e durante um ano de convívio.
■ O papel de diretor dentro da escola é essencial, principalmente quando o assunto
envolve a gestão pedagógica. Ele é considerado o responsável por levar o campo
pedagógico rumo ao sucesso, ou fracasso. Este caminho é percorrido com o apoio
do Coordenador Pedagógico, que irá ajudar na elaboração e aplicação dos projetos
e planos.
Gestão Escolar - Conceitos

■ 3 – Conceito de gestão escolar: Gestão de Recursos Humanos


■ Vista por muitos como o campo mais sensível dentro da gestão escolar, os
recursos humanos possuem o objetivo de trabalhar com os relacionamentos
entre pessoas, de forma direta, dentro da instituição.
■ É uma área que requer muita atenção, já que é desafiador manter várias
pessoas trabalhando, motivadas e satisfeitas, sem nenhum problema ou
obstáculo pelo caminho. Saber contornar as dificuldades e as complicações da
convivência cotidiana e das relações entre os sujeitos é realmente uma tarefa
para poucos.
Gestão Escolar - Conceitos

■ Se faz necessário a constante buscar por manter o diálogo aberto, e um bom


relacionamento com os alunos, professores, equipe de funcionários da escola e
pais ou responsáveis. Grande parte dos problemas dentro de uma instituição
ocorrem devido a uma má comunicação, ou até mesmo por falta de
informações sobre determinado assunto.
■ A respeito dos funcionários, o gestor de recursos humanos deve procurar fazer
com que se sintam bem dentro do ambiente profissional. Deve-se ter em
mente que é no trabalho que passamos a maior parte de nosso dia, então é de
suma importância que esse seja um espaço saudável. As vitórias e os fracassos
devem ser compartilhados com o time pedagógico, para que assim possam se
sentir os responsáveis pelo resultado obtido no final.
Gestão Escolar - Conceitos

■ 4 – Conceito de gestão escolar: Gestão Financeira


■ Para finalizar, vamos falar um pouco sobre o quarto componente que
acrescentamos aos conceitos de gestão escolar, a gestão financeira. Ela é a
base que vai sustentar toda a estrutura pedagógica de qualquer instituição de
ensino, dando condições para que as metas saiam do papel. Por conta disso, os
recursos escolares têm de ser geridos da maneira mais profissional possível.
■ É necessário que a gestão das finanças seja realizada com competência, para
que as contas consigam se manter equilibradas. Quem tem conhecimento do
fluxo de uma instituição de ensino sabe que seu gerenciamento é mais
complicado que muitos negócios comerciais
Gestão Escolar - Conceitos

■ Quando a escola sofre com problema de capital de giro, pode ser necessário
sacrificar sua qualidade pedagógica, e essa decisão recai no bem-estar do
corpo docente e dos alunos. Ao se tratar da gestão financeira escolar, é
importante considerar que se deve ter uma gestão preditiva, e não reativa.
Educar é um ato continuo, e o aporte de recursos deve ser fundamentalmente
garantido. O que só acontece quando a saúde financeira está indo bem.
■ O processo de definir as metas do ano letivo não é uma tarefa fácil, elas
devem ser desafiadoras, mas não podem deixar de ser realistas para que não
acabem desestimulando os professores e funcionários. Da mesma forma deve
acontecer com as metas financeiras da escola. É preciso estar sempre
correndo atrás para garantir o aumento da renda, mas sem fazer com que isso
desvie a prioridade de educar.
O gestor

■ Os gestores escolares, constituídos em uma equipe de gestão, são os


profissionais responsáveis pela organização e orientação administrativa e
pedagógica da escola, da qual resulta a formação da cultura e ambiente
escolar, que devem ser mobilizadores e estimuladores do desenvolvimento, da
construção do conhecimento e da aprendizagem orientada para a cidadania
competente. Para tanto, cabe-lhes promover a abertura da escola e de seus
profissionais para os bens culturais da sociedade e para sua comunidade.
Sobretudo devem zelar pela constituição de uma cultura escolar proativa e
empreendedora capaz de assumir com autonomia a resolução e o
encaminhamento adequado de suas problemáticas cotidianas, utilizando-as
como circunstâncias de desenvolvimento e aprendizagem profissional.
O gestor

■ Nessa equipe de gestão tem destaque o diretor escolar, responsável maior pelo
norteamento do modo de ser e de fazer da escola e seus resultados. Ela é
também diretamente formada por diretores assistentes ou auxiliares,
coordenadores pedagógicos, supervisores, orientadores educacionais e
secretários escolares.

■ Aos diretores escolares compete zelar pela realização dos objetivos


educacionais, pelo bom desempenho de todos os participantes da comunidade
escolar e atingimento dos padrões de qualidade definidos pelo sistema de
ensino e leis nacionais, estaduais e municipais.
7 pilares fundamentais para se obter
excelência no ensino.
■ 1. Gestão escolar pedagógica
■ Considerada o pilar fundamental da gestão escolar – por estar ligada à
atividade-fim das instituições de ensino – a gestão pedagógica é responsável
por organizar todo o sistema acadêmico e está, normalmente, concentrada na
figura do diretor e do coordenador pedagógico.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ Todas as ações da gestão pedagógica têm foco na melhoria da didática e de
outras práticas educacionais, a fim de garantir a qualidade da educação na
instituição. Essa área é essencial para motivar os professores a mediarem a
aprendizagem e fazer com que os alunos transformem informações em
conhecimento. Afinal, o que seria da escola sem essas duas figuras?
■ Os gestores pedagógicos não param de estudar. Eles estão sempre em busca de
novas ferramentas de ensino, como a inserção de novas tecnologias dentro da
sala de aula e de novas formas de engajar alunos e professores para que o
processo de ensino-aprendizagem seja eficiente.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ 2. Gestão escolar administrativa
■ Para se ter um ensino de qualidade é necessário utilizar todos os recursos
disponíveis da melhor forma possível. É por esse motivo que a gestão
administrativa faz parte da gestão escolar: ela tem como objetivo assegurar a
manutenção do espaço físico e do patrimônio de uma instituição.
■ É função dessa gestão otimizar todos os recursos e integrar todos os setores da
escola em prol de um único objetivo: garantir a excelência do ensino e das
práticas pedagógicas. Dessa forma, todas as estratégias de atuação da gestão
administrativa já devem estar presentes no Projeto Político e Pedagógico (PPP)
e no Regimento Escolar da instituição.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ Entre outras atribuições práticas do gestor administrativo estão: o
levantamento dos materiais que devem ser comprados, a garantia do
cumprimento de leis e diretrizes de ensino, além da inserção de novas
tecnologias para otimizar os processos administrativos.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ 3. Gestão escolar financeira
■ O gestor financeiro, por sua vez, é encarregado de administrar o orçamento de
uma instituição de ensino. O fluxo de caixa deve estar sempre bem
organizado, a inadimplência deve ser controlada e a prestação de contas deve
ser disponível e transparente.
■ No entanto, para que os gastos sejam organizados de acordo com a
necessidade da instituição, a gestão financeira deve trabalhar em conjunto
com a gestão administrativa.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ É importante lembrar que quando está em discussão a captação de novos
alunos e a manutenção dos matriculados a responsabilidade é, em geral, de
todos que constituem uma escola. Mas, o acompanhamento do número de
alunos e a consequente receita/despesa da instituição no ano letivo é de
interesse do gestor financeiro.
■ Tal controle impacta em toda a estrutura do colégio, como o número de salas,
de equipamentos e a quantidade de materiais.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ 4. Gestão de recursos humanos
■ Outra preocupação da gestão escolar é a gestão de recursos humanos, que tem
como principal atribuição engajar os colaboradores na aplicação do projeto
pedagógico e disseminar a prática dos valores institucionais.
■ A gestão de pessoas também cuida das novas contratações e participa
ativamente do desenvolvimento dos colaboradores por meio de capacitações
profissionais. Portanto, a gestão de recursos humanos é imprescindível para
que os colaboradores da instituição trabalhem de forma integrada e com foco
nos objetivos da instituição.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ 5. Gestão da comunicação
■ Com a organização dos fluxos da comunicação, a comunidade escolar entende
seus deveres e compromissos dentro da instituição de ensino. Os pais de
alunos, por exemplo, devem ser informados sempre sobre as novidades da
escola, sobre as notas e sobre o desempenho – social e acadêmico – de seus
filhos.
■ Assim como os recursos humanos, a gestão da comunicação está comprometida
com o bom relacionamento da comunidade escolar.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ 6. Gestão do cotidiano escolar
■ A gestão do cotidiano escolar é a responsável por evidenciar a realidade da
instituição de ensino, buscando otimizar os fluxos de trabalho e melhorar a
qualidade da educação. O foco aqui é na efetividade do processo de ensino-
aprendizagem e formação dos alunos.
■ Assim, a reflexão sobre o que pode ser melhorado é de extrema importância
para tornar a gestão escolar mais eficiente e produtiva.
7 pilares fundamentais para se
obter excelência no ensino.
■ 7. Gestão da tecnologia educacional
■ O último pilar da gestão escolar está se tornando cada vez mais essencial na
realidade das instituições de ensino. A gestão da tecnologia educacional surge
a partir das mudanças promovidas pela revolução tecnológica e passa a ser
responsável pela inserção desses recursos de forma consciente e relevante nas
escolas.
■ Portanto, a gestão da tecnologia educacional se torna um “braço” da gestão
que define as práticas pedagógicas mais relevantes, engaja a comunidade
escolar e assegura a estrutura necessária para a implementação e utilização
dos recursos tecnológicos.
10 principais desafios enfrentados
pela gestão escolar na atualidade
■ 1. Estimular competências e habilidades do século 21
■ 2. Incluir a tecnologia em sala de aula
■ 3. Motivar o corpo docente
■ 4. Manter o fluxo financeiro saudável
■ 5. Problemas de comunicação
■ 6. Incentivar a participação dos pais na rotina escolar
■ 7. Lidar com a evasão escoalar
■ 8. Introduzir a tecnologia nas rotinas administrativas
■ 9. Lidar com o bullying e as distrações durante a aula
■ 10. Delegar tarefas
Projeto Político Pedagógico

■ É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante


determinado período de tempo.
■ É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos
conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente
na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir.
■ É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos
necessários ao processo de ensino e aprendizagem.
Projeto Político Pedagógico

■ A sua elaboração precisa contemplar os seguintes tópicos:


■ Missão
■ Clientela
■ Dados sobre a aprendizagem
■ Relação com as famílias
■ Recursos
■ Diretrizes pedagógicas
■ Plano de ação
Projeto Político Pedagógico

■ É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante


determinado período de tempo.
■ É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos
conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente
na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir.
■ É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos
necessários ao processo de ensino e aprendizagem.
Projeto Político Pedagógico

■ Os erros mais comunsAlguns descuidos no processo de elaboração do projeto


político-pedagógico podem prejudicar sua eficácia e devem ser evitados:
■ - Comprar modelos prontos ou encomendar o PPP a consultores externos. "Se a
própria comunidade escolar não participa da preparação do documento, não
cria a ideia de pertencimento", diz Paulo Padilha, do Instituto Paulo Freire.

■ - Com o passar dos anos, revisitar o arquivo somente para enviá-lo à Secretaria
de Educação sem analisar com profundidade as mudanças pelas quais a escola
passou e as novas necessidades dos alunos.
Projeto Político Pedagógico

■ - Deixar o PPP guardado em gavetas e em arquivos de computador. Ele deve


ser acessível a todos.
■ - Ignorar os conflitos de ideias que surgem durante os debates. Eles devem ser
considerados, e as decisões, votadas democraticamente.
■ - Confundir o PPP com relatórios de projetos institucionais - portfólios devem
constar no documento, mas são apenas uma parte dele.
Gestão democrática

■ Apesar da superficialidade com que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional (LDB) trata da questão da gestão da educação, ao determinar os
princípios que devem reger o ensino, indica que um deles é a gestão
democrática. Mais adiante (art. 14), a referida lei define que os sistemas de
ensino devem estabelecer normas para o desenvolvimento da gestão
democrática nas escolas públicas de educação básica e que essas normas
devem, primeiro, estar de acordo com as peculiaridades de cada sistema e,
segundo, garantir a “participação dos profissionais da educação na elaboração
do projeto pedagógico da escola”, além da “participação das comunidades
escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes”.
Regimento escolar

■ Ele é um documento de caráter obrigatório, que contém as regras de


funcionamento da instituição de ensino e serve como um manual prático a ser
compartilhado com a comunidade escolar.
■ Trata-se de um conjunto de regras que definem a organização administrativa,
pedagógica e disciplinar da escola, bem como seus objetivos, seu sistema de
ensino e a forma como é colocado em prática.
■ Como documento normativo e administrativo, ele deve se basear nas
legislações de Educação vigentes no país, no estado e no município em que a
escola atua. Com base nisso, define-se a proposta pedagógica, coordenando o
funcionamento da instituição e regulamentando as ações educativas.
Regimento escolar

■ O Regimento Escolar faz parte da gestão da escola, e é por meio dele que são
estruturadas, definidas e normatizadas as ações do coletivo escolar, bem como
do Projeto Político Pedagógico (PPP).
■ O Regimento Escolar é o primeiro documento a ser criado no início da atuação
da instituição, que guiará todas as suas ações, e deve ser atualizado
frequentemente, a fim de manter a regularidade legal e garantir que o ensino
está sendo realizado corretamente.
■ Ele também regula as concepções de educação, os princípios constitucionais, a
legislação educacional e as normas estabelecidas pelo sistema de ensino local.
Portanto, esse documento deve interagir diretamente com o PPP.
Regimento escolar

■ Princípios do Regimento Escolar


■ A Constituição Federal, principal lei do país, estabelece os princípios que devem nortear
o Regimento Escolar, que são:
■ Igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola;
■ Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
■ Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
■ Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
■ Gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
■ Garantia de padrão de qualidade.
■ ensino local. Portanto, esse documento deve interagir diretamente com o PPP.
Regimento escolar

■ A organização do documento deve ser da seguinte forma:


■ Títulos: denominação de um assunto abrangente, dividido em Capítulos e Seções;
■ Seções: conjuntos de Artigos que dispõem sobre um determinado conteúdo. Devem ser redigidas em letras minúsculas e
com as seções identificadas por algarismos romanos;
■ Capítulos: divide e organiza os diferentes assuntos a serem abordados no documento. Podem ser subdivididos em Seções.
Todas as letras devem ser maiúsculas com os capítulos identificados por algarismos romanos;
■ Artigos (Art.): servem para apresentar, dividir ou agrupar cada assunto. Descrevem uma norma geral referente a um só
assunto, em uma única frase, sem expressões explicativas, siglas ou abreviaturas. Sua numeração é contínua até o final
do documento;
■ Parágrafos (§): são divisões de um artigo que servem para exemplificar ou modificar a norma geral do conteúdo, de
modo a facilitar a compreensão do tema;
■ Incisos (I, II, III, …): são elementos discriminativos do Artigo, utilizados para a especificação de atribuições,
competências, finalidades, objetivos etc. As frases iniciam-se sempre com letra minúscula e são organizadas por
numerais romanos.
■ Alíneas (a, b, c, …): são utilizadas como continuação dos Incisos e dos Parágrafos, de modo que complementem a ideia
anterior.
Conselhor escolar

■ Conselho vem do latim consilium. Por sua vez, consilium provém do verbo
consulo/consulere, significando tanto ouvir alguém quanto submeter algo a
uma deliberação de alguém, após uma ponderação refletida, prudente e de
bom senso. Trata-se, pois, de um verbo cujos significados postulam a via de
mão dupla: ouvir e ser ouvido. Obviamente a recíproca audição se compõe
com o ver e ser visto e, assim sendo, quando um Conselho participa dos
destinos de uma sociedade ou de partes destes, o próprio verbo consulere já
contém um princípio de publicidade. (2000)

A função do Conselho Escolar, então, está em garantir a participação de todos


os segmentos envolvidos no processo educacional, promover a democratização
da gestão e a descentralização do poder.
Conselhor escolar

■ O Conselho Escolar tem como funções as ações deliberativas, consultivas,


mobilizadoras e fiscalizadoras. Sua composição pode assim ser definida: diretor da
escola; representante dos alunos; representante dos pais ou responsáveis pelos
alunos; representante dos professores; representante da equipe pedagógica;
representante dos trabalhadores da educação não docentes; representante da
comunidade local.

■ Concluindo, o Conselho Escolar tem papel estratégico no processo de


democratização e de construção da cidadania. Principalmente porque sua
composição assim o permite. Sendo assim, registra-se a necessidade de que seus
conselheiros recebam e proponham formação continuada fundamentada em
estudos que lhes possibilitem o entendimento da ação política desse órgão dentro
da escola.

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