CENTRO DE ENSINO DE TEMPO INTEGRAL PAULO VI
COMPONENTE CURRICULAR: FÍSICA
TURMAS: 300 (CNS, CHL, SEA)
PROFESSOR:
1. Introdução ao estudo da eletrostática
Era um dia ensolarado na pequena cidade de Vila Energia, e o grupo da turma 300 (CNS) estava prestes
a ter uma aula bem diferente. Ayla, uma estudante curiosa e muito aplicada, estava animada para mais
uma aula de Fı́sica. Sua melhor amiga, Safira, também estava ansiosa, mas com um pouco de nervosismo,
já que o tema do dia era algo novo para ela: eletrostática.
A história começa na sala de aula.
A professora Tauanne entrou na sala com um sorriso no rosto. Ela sabia que os estudantes estavam
prestes a aprender algo fundamental para o entendimento do mundo à sua volta. Ao entrar, ela olhou
para a turma e disse:
— Bom dia, turma 300! Hoje vamos começar uma das partes mais interessantes da fı́sica: a eletrostática!
Alguém aqui já ouviu falar sobre cargas elétricas?
Ayla levantou a mão imediatamente.
— Eu já, professora! Cargas elétricas são Cargas elétricas são caracterı́sticas das partı́culas que formam a
matéria, como elétrons e prótons. Elas podem ser positivas ou negativas, e quando se aproximam, podem
se atrair ou se repelir, certo?
— Exatamente, Ayla! E você, Safira? Tem algo mais a acrescentar? Safira pensou por um momento.
Ela sabia que a eletrostática tinha algo a ver com a eletricidade, mas nunca tinha entendido muito bem
como tudo funcionava.
— Eu acho que cargas elétricas podem gerar forças entre objetos, mas não sabia que existia um nome
para isso, Eletrostática?
— Isso mesmo! A eletrostática é o estudo das cargas elétricas em repouso e as forças que elas exercem
umas sobre as outras. E agora, vou mostrar a vocês um experimento simples para entender melhor como
isso funciona!
O experimento de Seu Bernardo.
Nesse momento, a porta da sala se abriu, e Seu Bernardo, o tio de Ayla e um ex-fı́sico aposentado, entrou
com um grande sorriso. Ele adorava ensinar e sempre trazia algo novo para a turma.
— Olá, turma 300! A Tauanne me pediu para ajudar com o experimento de hoje. Vamos aprender mais
sobre a eletricidade estática.
Ele colocou sobre a mesa uma barra de vidro e um pedaço de tecido de lã. Em seguida, pegou um pedaço
de lã e esfregou na barra de vidro.
— O que acontece quando esfregamos a lã na barra de vidro? Ayla, pode me ajudar?
Ayla, com seu entusiasmo caracterı́stico, pegou a barra e, como Seu Bernardo havia feito, começou a
esfregar a lã na barra de vidro.
— Eu sinto que a barra fica um pouco mais ”pegajosa”, como se estivesse atraindo pequenos papéis ou
outros objetos leves! Isso tem a ver com a criação de cargas elétricas?
— Exatamente! Quando você esfrega a lã na barra, você está transferindo elétrons da lã para a barra de
vidro. Isso cria um desequilı́brio de cargas: a barra fica com uma carga negativa, e a lã com uma carga
positiva. Agora, experimente aproximar a barra de vidro de um pedacinho de papel. O que acontece?
Ao aproximar a barra carregada da pilha de papéis pequenos, Ayla ficou maravilhada ao ver como os
papéis começaram a voar até a barra, sendo atraı́dos por ela.
— Uau! Eles se grudam na barra como se tivessem sido ”sugados”! Isso é o que acontece quando duas
cargas de sinais opostos se atraem, certo?
— Isso mesmo, Ayla! E agora, quem consegue me dizer o que acontece se vocês aproximarem duas barras
de vidro carregadas?
Safira, sempre um pouco mais tı́mida, levantou a mão.
— Elas se repelem, né? Porque elas têm a mesma carga. Cargas de sinais iguais se repelem.
— Exato! Cargas negativas se repelem de outras negativas, e cargas positivas fazem o mesmo com outras
positivas. A eletrostática ajuda a entender esse comportamento das cargas.
O grande ”choque”de ideias.
Depois de alguns experimentos e explicações, a turma decidiu realizar um pequeno desafio. Todos tinham
que usar seus conhecimentos para fazer um ”jogo de forças”, em que tinham que empurrar e atrair
diferentes objetos usando a eletricidade estática. Ayla, Safira e os outros alunos estavam se divertindo
muito, aprendendo a teoria de maneira prática.
Enquanto isso, Seu Bernardo observava com um sorriso de aprovação. Ele sabia que estava ajudando
aqueles jovens a entenderem o funcionamento das forças invisı́veis ao redor deles.
A professora Tauanne, então, encerrou a aula com um importante lembrete:
— E lembrem-se, turma 300, a eletrostática não é apenas um conceito abstrato. Ela está presente no
nosso cotidiano! Desde os carregadores de celulares até a forma como a eletricidade estática pode fazer
o cabelo da gente ”ficar arrepiado”. É a ciência que explica muitas coisas que parecem simples, mas têm
uma grande profundidade.
A turma aplaudiu e começou a se preparar para o próximo experimento, ansiosos para aprender mais
sobre o mundo da fı́sica e das forças invisı́veis que os rodeiam.
Lista de exercı́cios
(a) Quais são as duas tipos de cargas elétricas e como elas interagem entre si?
(b) O que significa dizer que as cargas elétricas são conservadas?
(c) O que ocorre com uma carga elétrica em repouso?