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Lista Espm 2

O documento aborda a topologia dos espaços métricos, apresentando exercícios sobre propriedades de conjuntos abertos e fechados, como interseções e uniões. Ele também discute a definição de métricas em subconjuntos e a relação entre métricas topologicamente equivalentes. Além disso, o texto inclui provas sobre a natureza de bolas abertas e fechadas, pontos interiores e de aderência, e a formação de uma topologia a partir de subconjuntos abertos.

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O documento aborda a topologia dos espaços métricos, apresentando exercícios sobre propriedades de conjuntos abertos e fechados, como interseções e uniões. Ele também discute a definição de métricas em subconjuntos e a relação entre métricas topologicamente equivalentes. Além disso, o texto inclui provas sobre a natureza de bolas abertas e fechadas, pontos interiores e de aderência, e a formação de uma topologia a partir de subconjuntos abertos.

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Topologia dos Espaços Métricos

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Lista de Exercício 2
1. Em um espaço métrico (M, d) verifique se é verdadeira ou falsa cada afirmação
abaixo e justifique sua resposta
a) A intersecção finita de conjuntos abertos é um conjunto aberto.
Resposta: (Verdade). Sejam A1 , A2 , ..., An conjutos abertos em um espaço métrico (M, d).
Para cada i, como Ai é aberto, para todo x ∈ Ai , existe ri > 0 tal que B(x, ri ) ⊂ Ai . Tomando
n
\
r = min{r1 , r2 , ..., rn }, temos que B(x, r) ⊂ Ai para todo i, logo B(x, r) ⊂ Ai .. portanto a
i=1
interseção finita de conjuntos abertos é um conjunto aberto.
b) A intersecção qualquer de conjuntos abertos é um conjunto aberto. (Falso).
Considere por exemplo, M = R com a métrica usual e a família de conjuntos abertos An =
  ∞
1 1 \
− , para n ∈ R. A interseção An = {0}, que não é um conjunto aberto, pois não
n n n=1
existe r > 0 tal que B(0, r) ⊂ {0}.
c) A união qualquer de conjuntos abertos é um conjunto aberto. (Verdadeira) Seja
[
{Aλ }λ∈Λ uma família de conjuntos abertos e um espaço métrico (M, d). Para todo x ∈ Aλ .,
λ∈Λ
[
existe λ tal que x ∈ Aλ . Como Aλ é aberto, existe r > 0 tal que B(x, r) ⊂ Aλ ⊂ Aλ .
λ∈Λ
Portanto, a união qualquer de conjuntos abertos é um conjunto aberto.
d) A intersecção qualquer de conjuntos fechados é um conjunto fechado.
(Verdade). Seja {Fλ }λ∈Λ . Uma família de conjuntos fechados. O complementar de Fλ , é aberto.
[
A união F c é aberta, pois é a união de conjuntos abertos. Portanto, o complementar da
λ∈Λ
\ \
interseção Fλ é aberto, o que implica que Fλ é fechado.
λ∈Λ λ∈Λ
e) A união finita de conjuntos fechados é um conjunto fechado.
(Verdade). Sejam F1 , F2 , ..., Fn conjuntos fechados. o complementar de Fi é aberto. a interseção
\n
Fic é aberta, pois é a interseção finita de conjuntos abertos. Portanto, o complementar da
i=1
n
[ n
[
união Fic é aberto, o que implica que Fi é fechado
i=1 i=1
f ) A união qualquer de conjuntos fechados é um conjunto fechado. (Falso). Considere,
por exemplo, M = R com a métrica usual e a família de conjuntos fechados Fn = [1/n, 1] para

1
Topologia dos Espaços Métricos


[
n ∈ N. A união Fn = (0, 1], que não é um conjunto fechado, pois o ponto 0 é um ponto de
i=1
acumulação que não pertence ao conjunto.
2. Suponha que d é uma métrica em X.
a) Se X ⊂ Y , então prove que existe uma métrica natural em Y definida pela
restrição de d ao subjunto Y × Y de X × X, isto é, d|X×Y .
Resposta: A métrica dy é simplesmente a restrição da métrica d ao subconjunto Y × Y .
Como d é uma métrica em X, ela satisfaz as propriedades de métrica (positividade, simetria e
desigualdade triangular) em X × X, Essas prorpiedades são herdadas por dy em Y × Y , pois
Y × Y ⊂ X × X. Portanto, dy é uma métrica em Y .
b) Considere a esfera unitária do R3 dada por S 2 := {(x, y, z) : x2 + y 2 + z 2 = 1}
Resposta: A métrica dd (x, y) é o comprimento do menor arco sobre a esfera S 2 que une x e
y. Essa métrica se chama geodésica em S 2 .

1. Positividade: dd (x, y) ≥ 0 e dd (x, y) = 0 se somente se x = y.

2. Simetria: dd (x, y) = dd (y, x), pois o comprimento do arco é o mesmo em ambas as


direções.

3. Desigualdade triangular: Para três pontos x, y, z ∈ S 2 , o comprimento do arco de x a


z é menor ou igual ao comprimento do arco de x a y mais o comprimento do arco de y a
z.

Para provar a desigualdade dS 2 (x, y) ≤ dd (x, y) ≤ πds2 (x, y) vamos usar os seguintes fatos: A
desigualdade dS 2 (x, y) ≤ dd (x, y) segue do fato de que a distância em linha reta é sempre menor
ou igual ao comprimento do arco.
E a desigualdade dd (x, y) ≤ πds2 (x, y) segue do fato de que o comprimento do arco máximo
entre dois pontos na esfera é π vezes a distância em linha reta.

3. Seja (X, d) um espaço metrico e Y subconjunto de X. Considere em Y a métrica


natural, isto é, a métrica definida pela restrição de d ao subconjunto Y ×Y de X ×X,
ou seja, dy = d|X×Y . Prove que se A é um aberto em (Y, dy ), então existe um aberto
U de X tal que A = U ∩ Y .
Resposta: Se A é aberto em (Y, dy ), então para cada y ∈ A, existe ry > 0 tal que Bdy (y, ry ) ⊂
A. como dY é a restrição de d a Y × Y , temos que Bdy (y, ry ) = Bd (y, ry ) ∩ Y , portanto
[
Bdy (y, ry ) ∩ y ⊂ A. Defina U = Bd (y, ry ). Como U é a união de bolas abertas em X, U é
y∈A

2
Topologia dos Espaços Métricos

[
aberto em X. Além disso, U ∩ Y = (Bd (y, ry ) ∩ Y ) = A. Portanto A = U ∩ Y .
y∈A

4. Seja (M, d) um espaço métrico. Prove que toda bola aberta de M é um conjunto
aberto em M e que toda bola fechada de M é um conjunto fechado de M.
Toda bola aberta é aberta: Seja B(p, r) uma bola aberta em M . Para qualquer q ∈ B(p, r),
existe r′ = r − d(p, q) > 0 tal que B(q, r′ ) ⊂ B(p, r). Isso prova que B(p, r) é aberto.
Toda bola fechada é fechada: A bola fechada é definida como B(p, r) = {q ∈ M : d(p, q) ≤
r}. Seu complementar (M \B(p, r)) = {q ∈ M : d(p, q) > r} é aberto, então B(p, r) é fechado.
5. Seja M um conjunto não vazio e d, d′ duas métricas em M . Dizemos que d e d′
são topologicamente equivalentes se estas métricas definem os mesmos abertos em
M . Mais precisamente, U é aberto de (M, d) se, somente se, U é aberto de (M, d′ ).
a) Prove que d, d′ duas métricas em M são topologicamente equivalentes se para
todo x ∈ M e r > 0 existem δ1 , δ2 > 0 tais que

Bd (x, δ1 ) ⊂ Bd′ (x, r) e Bd′ (x, δ2 ) ⊂ Bd (x, r).

Resposta: Se d e d′ ão topologicamente equivalentes, então os conjuntos abertos em (m, d)


e (m, d′ ) são os mesmos. Para mostrar que as métricas são topologicamente equivalentes,
precisamos mostrar que as topologias induzidas por d e d′ são iguais. Dado x ∈ M e r > 0, se
existem δ1 , δ2 > 0 tais que Bd (x, δ1 ) ⊂ Bd′ (x, r) e Bd′ (x, δ2 ) ⊂ Bd (x, r), então:
(⇒) Para qualquer conjunto aberto U em (M, d), para cada x ∈ U , existe r > 0 tal que
Bd (x, y) ⊂ U . Como Bd′ (x, r) ⊂ Bd (x, r), temos Bd′ (x, r) ⊂ U , o que mostra que U é aberto
em (M, d′ )
(⇐) Analogamente, para qualquer aberto V em (M, d′ ), para cada x ∈ V , existe r > 0 tal que
Bd′ (x, r) ⊂ V . Como Bd (x, δ1 ) ⊂ Bd′ (x, r), temos Bd (x, δ1 ) ⊂ V , o que mostra que V é aberto
em (M, d).
Portanto, as métricas d e d′ são topologicamente equivalentes.
b) Seja (N, dN ) um outro espaço métrico. Suponha que d e d′ são métricas em
M topologicamente equivalentes. Prove que, se a função f : (M, d) → (N, dN ) é
contínua, então a função f : (M, d′ ) → (N, dN ) também é contínua.
Resposta: Como d e d′ são topologicamente equivalentes, as topologias induzidas por d e d′
em M são iguais. A continuidade de f em (M, d) significa que para todo conjunto aberto V
em (N, dN ), a pré-imagem f −1 (V ) é aberta em (M, d) Como as topologias são iguais, f −1 (V )
também é aberta em (M, d′ ). Portanto f é contínua em (M, d′ ).
6. Seja (M, d) um espaço métrico e U ⊂ M . Um ponto p ∈ M é dito ponto interior

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Topologia dos Espaços Métricos

de U se existe r > 0 tal que B(p, r) ⊂ U . O conjunto dos pontos interiores à U em


M é chamado o interior de U e denotado por Int(U ). Dizemos que U ⊂ M é aberto
do espaço métrico M se Int(U ) = U .
a) Prove que Int(U ) é o maior aberto de (M, d) contido em U
Resposta: Para mostrar que Int(U ) é o maior aberto contido em U , suponha que A é um
aberto contido em U . Para cada x ∈ A, existe r > 0 tal que B(x, r) ⊂ A ⊂ U . Portanto,
x ∈ Int(U ), o que implica A ⊂ Int(U ). Logo Int(U ) é maior aberto contido em U .
b) Prove que Int(U ) é a união de todos os abertos de (M, d) contidos em U .
Resposta: Seja A o conjunto de todos os abertos contidos em U , ou seja:

A = {V ⊂ M | V é aberto e V ⊂ U }.
[
Defina W = V . Note que W é a união de todos os abertos contidos em U . Vamos provar
V ∈A
que W = Int(U ).
W é aberto: Como W é a união de conjuntos abertos (pois cada V ∈ A é aberto), W também
é aberto.
[
W ⊂ U : Para cada V ∈ A, temos V ⊂ U por definição. Portanto, a união W = V
V ∈A
também está contida em U .
W ⊂ Int(U ): Seja p ∈ W . Então, existe V ∈ A tal que p ∈ V . Como V é aberto e V ⊂ U ,
existe r > 0 tal que B(p, r) ⊂ V ⊂ U . Logo, p ∈ Int(U ). Como p foi arbitrário, concluímos que
W ⊂ Int(U ).
Int(U ) ⊂ W : Seja p ∈ Int(U ). Então, existe r > 0 tal que B(p, r) ⊂ U . Como B(p, r) é um
conjunto aberto e B(p, r) ⊂ U , temos B(p, r) ∈ A. Portanto, p ∈ B(p, r) ⊂ W . Como p foi
arbitrário, concluímos que Int(U ) ⊂ W .
7. Seja (M, d) um espaço métrico. Prove que τ , o conjunto de todos os subconjuntos abertos
de M , induzidos pela métrica d, formam uma topologia em M , ou seja,
a) ∅, M ∈ τ ;
Resposta: O conjunto vazio ∅ é aberto por definição, pois não contém pontos. O conjunto M
é aberto, pois para qualquer x ∈ M , qualquer bola B(x, r) esta contida em M
[
b) Se Uλ ∈ τ, ∀λ ∈ Λ, então Uλ ∈ τ ;
λ∈Λ
Resposta: A união de conjuntos abertos é aberta, como mostrado no item 1(c).
k
\
c) Se U1 , · · · , Uk ∈ τ , então Ui ∈ τ .
i=1
Resposta: A interseção finita de conjuntos abertos é aberta, como mostrado no item 1(a).

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Topologia dos Espaços Métricos

8. Seja (M, d) um espaço métrico e F ⊂ M . Um ponto p ∈ M é dito ponto de aderência de F


se existe uma sequência (xn ) ⊂ F tal que xn → p. O conjunto dos pontos de aderência de F
em M é chamado o fecho de F e denotado por F . Um subconjunto F ⊂ M é dito fechado em
M se F = F .
a) Prove que ∅, M são fechados de M .
Resposta: Analisando ∅, temos que o fecho de ∅, ∅, que são os pontos de aderência de ∅. Como
∅ não contém nenhum ponto, não existem pontos de aderência. Logo, ∅ = ∅, e ∅ é fechado.

Analisando M , temos que o fecho de M , M , que contém todos os pontos de aderência de M .


Como M já contém todos os pontos possíveis, M = M , e M é fechado.
b) Prove que o fecho F̄ é um subconjunto fechado de M .
Resposta: O fecho F de F ⊂ M contém todos os pontos de aderência de F . Se p ∈ F , então
toda sequência (xn ) ⊂ F que converge para p tem p como ponto de aderência por definição,
logo p ∈ F . se modo F contém todos os seus pontos de aderência, entao ele é fechado.
c) Prove que F̄ é o menor fechado de (M, d) que contém F .
Resposta: Seja A um conjunto fechado em M tal que F ⊂ A. Como A é fechado, ele contém
todos os pontos de aderência de F . Logo, F ⊂ A.

F é um subconjunto de qualquer conjunto fechado A que contém F . Assim, F é o menor


fechado que contém F .
d)Prove que F é a intersecção de todos os fechados de (M, d) que contém F .
Resposta: Seja G a família de todos os subconjuntos fechados de M que contêm F :

G = {G ⊂ M : G é fechado e F ⊂ G}.

A interseção de todos os conjuntos G ∈ G é, por definição, o menor conjunto que contém F e


é fechado, porque:

• Cada G ∈ G é fechado.

• F contém todos os pontos de aderência de F , então F ⊂ G para todo G ∈ G.


\
Assim, F = G.
G∈G
e)Prove que a intersecção de uma família qualquer de fechados de (M, d) é um
fechado de M .

5
Topologia dos Espaços Métricos

Resposta: Seja {Fλ }λ∈Λ uma família de conjuntos fechados em M . Queremos provar que
\
F = Fλ é fechado.
λ∈Λ

Suponha que (xn ) ⊂ F e xn → p. Então, xn ∈ Fλ para todo λ ∈ Λ. Como Fλ é fechado, p ∈ Fλ


para todo λ ∈ Λ. Logo, p ∈ F .

\
Assim, F = Fλ contém todos os seus pontos de aderência, logo ele é fechado.
λ∈Λ
f ) Prove que a união de uma família finita de fechados de (M, d) é um fechado de
M.
Resposta: Seja {F1 , . . . , Fn } uma coleção finita de conjuntos fechados em M . Queremos pro-
n
[
var que F = Fi é fechado.
i=1

O complementar de F é:
k
\
M −F = (M − Fi ).
i=1

Como cada Fi é fechado, M − Fi é aberto. A interseção finita de abertos é aberta, como ja foi
mostrado, então M − F é aberto. Logo, F é fechado.
g) Dê exemplo de uma família infinita de fechados de (M, d) cuja união não é um
fechado de M .
Resposta: Considere M = R com a métrica usual. Defina:

Fn = [n, ∞), n ∈ N.

Cada Fn é fechado. Porém, sua união:



[
F = Fn = [1, ∞)
n=1

não é fechado, pois não contém o ponto de aderência 0.


h) Prove que F ⊂ M é um subconjunto fechado de M se, e somente se, para toda
sequência (xn ) ⊂ F tal que x → p temos p ∈ F .
Resposta: (⇒): Se F é fechado, ele contém todos os seus pontos de aderência. Assim, se
(xn ) ⊂ F e xn → p, então p ∈ F .

(⇐): Suponha que F contém todos os limites de sequências convergentes em F . Então, F


contém todos os seus pontos de aderência, o que implica que F é fechado.

6
Topologia dos Espaços Métricos

i) Prove que F ⊂ M é um subconjunto fechado de M se, e somente se, A = M − {F }


é um aberto de M .
Resposta: (⇒): Se F é fechado, F contém todos os seus pontos de aderência. Logo, o com-
plementar A = M − F não contém nenhum ponto de aderência de F . Portanto, A é aberto.

(⇐): Se A = M − F é aberto, então F contém todos os seus pontos de aderência. Logo, F é


fechado.
9. Seja (M, d) um espaço métrico e F ⊂ M . Um ponto p ∈ M é dito ponto de fronteira de F
se toda bola de centro em p contém pontos de F e pontos do complementar de F . A fronteira
de F é denotada por F r(F ). Prove que:
a) F r(F ) = F ∩ M − {F }.
Resposta: A fronteira de F , denotada por Fr(F ), é o conjunto de todos os pontos p ∈ M tais
que toda bola aberta B(p, r) contém pontos de F e pontos de M \ F . Formalmente:

Fr(F ) = {p ∈ M | ∀r > 0, B(p, r) ∩ F ̸= ∅ e B(p, r) ∩ (M \ F ) ̸= ∅}.

Por definição, o fecho de F , denotado por F , é o conjunto de todos os pontos de aderência de


F , ou seja:

F = {p ∈ M | ∀r > 0, B(p, r) ∩ F ̸= ∅}.

Analogamente, o fecho de M \ F , denotado por M \ F , é o conjunto de todos os pontos de


aderência de M \ F :

M \ F = {p ∈ M | ∀r > 0, B(p, r) ∩ (M \ F ) ̸= ∅}.

Portanto, a interseção F ∩ M \ F é o conjunto de todos os pontos p ∈ M tais que:

∀r > 0, B(p, r) ∩ F ̸= ∅ e B(p, r) ∩ (M \ F ) ̸= ∅.

Isso coincide exatamente com a definição de Fr(F ). Logo, concluímos que:

Fr(F ) = F ∩ M \ F .

b) F r(F ) é fechado em M . A fronteira de um conjunto é um conjunto fechado.


Resposta: Para provar que Fr(F ) é fechado em M , vamos mostrar que o complementar de
Fr(F ) é aberto. Ou seja, M \ Fr(F ) é aberto.

7
Topologia dos Espaços Métricos

Pela questão 9)a), sabemos que:


Fr(F ) = F ∩ M \ F .

Portanto, o complementar de Fr(F ) é:

M \ Fr(F ) = M \ (F ∩ M \ F ).

Pelas leis de De Morgan, temos:

M \ (F ∩ M \ F ) = (M \ F ) ∪ (M \ M \ F ).

Sabemos que: M \ F é aberto, pois F é fechado. M \ M \ F é aberto, pois M \ F é fechado.


A união de dois conjuntos abertos é um conjunto aberto. Portanto, (M \ F ) ∪ (M \ M \ F ) é
aberto.
Concluímos que M \ Fr(F ) é aberto, e, portanto, Fr(F ) é fechado.
c) F r(F ) = F r(M − {F }).
Resposta: Pela definição de fronteira, temos:

Fr(F ) = F ∩ M \ F .

Agora, vamos calcular Fr(M \ F ). Pela definição de fronteira:

Fr(M \ F ) = M \ F ∩ M \ (M \ F ).

Simplificando M \ (M \ F ), obtemos:

M \ (M \ F ) = F.

Portanto:
Fr(M \ F ) = M \ F ∩ F .

Observe que:
M \ F ∩ F = F ∩ M \ F.

Logo:
Fr(M \ F ) = F ∩ M \ F .

Comparando com a definição de Fr(F ), concluímos que:

Fr(F ) = Fr(M \ F ).

d) F̄ = F ∪ F r(F ).

8
Topologia dos Espaços Métricos

Resposta: O fecho de F , denotado por F , é o conjunto de todos os pontos de aderência de


F . Um ponto p ∈ M é um ponto de aderência de F se toda bola aberta B(p, r) contém pelo
menos um ponto de F .
A fronteira de F , denotada por Fr(F ), é o conjunto de todos os pontos p ∈ M tais que toda
bola aberta B(p, r) contém pontos de F e pontos de M \ F .
Vamos mostrar que F = F ∪ Fr(F ):
1. F ∪ Fr(F ) ⊂ F : Todo ponto de F pertence a F , pois F ⊂ F . Todo ponto de Fr(F ) também
pertence a F , pois Fr(F ) ⊂ F (pela definição de fronteira). Portanto, F ∪ Fr(F ) ⊂ F .
2. F ⊂ F ∪ Fr(F ): Seja p ∈ F . Então, p é um ponto de aderência de F . Se p ∈ F , então
p ∈ F ∪ Fr(F ). Se p ∈
/ F , então p é um ponto de aderência de F que não pertence a F . Isso
implica que toda bola aberta B(p, r) contém pontos de F e pontos de M \F , ou seja, p ∈ Fr(F ).
Portanto, p ∈ F ∪ Fr(F ).
Concluímos que F = F ∪ Fr(F ).
e) F̄ = Int(F ) ∪ F r(F ).
Resposta: O fecho de F , denotado por F , é o conjunto de todos os pontos de aderência de
F . Um ponto p ∈ M é um ponto de aderência de F se toda bola aberta B(p, r) contém pelo
menos um ponto de F .
O interior de F , denotado por Int(F ), é o conjunto de todos os pontos p ∈ F para os quais
existe uma bola aberta B(p, r) contida em F .
A fronteira de F , denotada por Fr(F ), é o conjunto de todos os pontos p ∈ M tais que toda
bola aberta B(p, r) contém pontos de F e pontos de M \ F .
Vamos mostrar que F = Int(F ) ∪ Fr(F ):
1. **Int(F ) ∪ Fr(F ) ⊂ F :** - Todo ponto de Int(F ) pertence a F , e portanto, pertence a F .
- Todo ponto de Fr(F ) também pertence a F , pois Fr(F ) ⊂ F (pela definição de fronteira). -
Portanto, Int(F ) ∪ Fr(F ) ⊂ F .
2. **F ⊂ Int(F ) ∪ Fr(F ):** - Seja p ∈ F . Então, p é um ponto de aderência de F . - Se
p ∈ Int(F ), então p ∈ Int(F ) ∪ Fr(F ). - Se p ∈
/ Int(F ), então toda bola aberta B(p, r) contém
pontos de M \ F . Como p é um ponto de aderência de F , toda bola aberta B(p, r) também
contém pontos de F . Portanto, p ∈ Fr(F ). - Concluímos que p ∈ Int(F ) ∪ Fr(F ).
Portanto, F = Int(F ) ∪ Fr(F ).
f) M = Int(F ) ∪ F r(F ) ∪ Int(M − {F }).
Resposta: Vamos mostrar que todo ponto p ∈ M pertence a Int(F ), Fr(F ) ou Int(M \ F ).
1. Se p ∈ Int(F ): Neste caso, p pertence a Int(F ), e portanto, p ∈ Int(F ) ∪ Fr(F ) ∪ Int(M \ F ).
2. Se p ∈
/ Int(F ): Se p ∈
/ Int(F ), então toda bola aberta B(p, r) contém pontos de M \ F .

9
Topologia dos Espaços Métricos

Agora, temos duas possibilidades:


Caso 1: Existe uma bola aberta B(p, r) que contém apenas pontos de M \ F . Neste caso,
p ∈ Int(M \ F ).
Caso 2: Toda bola aberta B(p, r) contém pontos de F e pontos de M \ F . Neste caso,
p ∈ Fr(F ).
Portanto, todo ponto p ∈ M pertence a Int(F ), Fr(F ) ou Int(M \ F ). Concluímos que:

M = Int(F ) ∪ Fr(F ) ∪ Int(M \ F ).

10. Seja (M, d) um espaço métrico. O conjunto U ⊂ M é fechado se, e só se, contém
a sua fronteira.
Resposta: Vamos provar a afirmação em duas partes:
1. Se U é fechado, então U contém sua fronteira.
Se U é fechado, então U = U , ou seja, U contém todos os seus pontos de aderência. A fronteira
de U , denotada por Fr(U ), é o conjunto de todos os pontos p ∈ M tais que toda bola aberta
B(p, r) contém pontos de U e pontos de M \ U . Como U é fechado, todos os pontos de Fr(U )
são pontos de aderência de U , e portanto, pertencem a U . Logo, U contém sua fronteira.
2. Se U contém sua fronteira, então U é fechado.
Suponha que U contém sua fronteira, ou seja, Fr(U ) ⊂ U . Sabemos que U = U ∪ Fr(U ) (pela
questão 9)d). Como Fr(U ) ⊂ U , temos U = U . Portanto, U é fechado.
Concluímos que U é fechado se, e somente se, contém sua fronteira.
11. Seja (M, d) um espaço métrico. Prove que se U é aberto de M então A∩F r(A) = ∅.
Resposta: Vamos provar que se U é aberto, então U ∩ Fr(U ) = ∅.
Suponha, por contradição, que existe um ponto p ∈ U ∩ Fr(U ). Como p ∈ U e U é aberto,
existe uma bola aberta B(p, r) tal que B(p, r) ⊂ U . No entanto, como p ∈ Fr(U ), toda bola
aberta B(p, r) deve conter pontos de M \ U . Isso é uma contradição, pois B(p, r) ⊂ U implica
que B(p, r) não contém pontos de M \ U . Portanto, não pode existir tal ponto p, e concluímos
que U ∩ Fr(U ) = ∅. então U ∩ Fr(U ) = ∅.
12. Seja K um subespaço compacto de Rn com a métrica euclidiana. Prove que K
é fechado e limitado em Rn .
Resposta: Vamos provar que K é fechado e limitado em Rn .
Um conjunto K é fechado se contém todos os seus pontos de aderência. Seja p um ponto de
aderência de K. Então, existe uma sequência (xk ) ⊂ K tal que xk → p. Como K é compacto,
toda sequência em K possui uma subsequência convergente cujo limite pertence a K. Portanto,
p ∈ K, o que mostra que K contém todos os seus pontos de aderência. Logo, K é fechado.

10
Topologia dos Espaços Métricos

Suponha, por contradição, que K não é limitado. Então, para todo r > 0, existe um ponto
x ∈ K tal que ∥x∥ > r. Podemos construir uma sequência (xk ) ⊂ K tal que ∥xk ∥ → ∞. Como
K é compacto, toda sequência em K possui uma subsequência convergente cujo limite pertence
a K. No entanto, ∥xk ∥ → ∞ implica que nenhuma subsequência de (xk ) pode convergir, o que
é uma contradição. Portanto, K é limitado.
Concluímos que K é fechado e limitado em Rn .
13) Seja K fechado e limitado de Rn com a métrica euclidiana. Prove que K é
fechado e limitado em Rn .
Resposta: Vamos provar que K é compacto. Para isso, usaremos o **Teorema de Heine-
Borel**, que afirma que um subconjunto de Rn é compacto se, e somente se, é fechado e
limitado.
1. Hipóteses: K é fechado em Rn . K é limitado em Rn .
2. Pelo Teorema de Heine-Borel, como K é fechado e limitado em Rn , ele é compacto.
Portanto, K é um subconjunto compacto de Rn .
14. Considere Rn com sua métrica usual. Determine D = D(f ), o domínio da
função, √
1 − x2 + y
f (x, y) = p .
1 − y2
Determine Int(D), D, F r(D).

Resposta: 1. Determinação do domínio D(f ):


A função f (x, y) está definida quando os radicandos são não negativos, ou seja:

1 − x2 ≥ 0 e 1 − y 2 ≥ 0.

Isso implica:
x2 ≤ 1 e y 2 ≤ 1.

Portanto, o domínio D(f ) é o conjunto:

D = {(x, y) ∈ R2 | −1 ≤ x ≤ 1 e − 1 ≤ y ≤ 1}.

Geometricamente, D é o quadrado [−1, 1] × [−1, 1] em R2 .


2. Determinação do interior Int(D):
O interior de D é o conjunto de todos os pontos (x, y) ∈ D para os quais existe uma bola aberta
B((x, y), r) contida em D. Como D é um quadrado fechado, seu interior é o quadrado aberto:

Int(D) = {(x, y) ∈ R2 | −1 < x < 1 e − 1 < y < 1}.

11
Topologia dos Espaços Métricos

3. Determinação do fecho D:
O fecho de D é o conjunto de todos os pontos de aderência de D. Como D já é fechado (pois
contém todos os seus pontos de fronteira), temos:

D = D = {(x, y) ∈ R2 | −1 ≤ x ≤ 1 e − 1 ≤ y ≤ 1}.

4. Determinação da fronteira Fr(D):


A fronteira de D é o conjunto de todos os pontos (x, y) ∈ R2 tais que toda bola aberta
B((x, y), r) contém pontos de D e pontos de R2 \ D. Para o quadrado D, a fronteira é formada
pelos quatro lados do quadrado:

Fr(D) = {(x, y) ∈ R2 | x = ±1 ou y = ±1}.

15) Seja (M, d) um espaço métrico e U ⊂ M . Um ponto p ∈ M diz-se um ponto


isolado de U se existir B(p, δ) uma bola aberta de centro em p tal que B(p, δ)∩U = {p}.
Prove que p é um ponto isolado de U se,somente se, existe um aberto A de M tal
que A ∩ U = {p}. Um conjunto cujos elementos são todos pontos isolados é dito
um conjunto discreto. Prove que o conjunto dos números naturais é um conjunto
discreto de R.
Resposta: (⇒): Se p é um ponto isolado de U , então existe uma bola aberta B(p, δ) tal que
B(p, δ) ∩ U = {p}. Como B(p, δ) é um conjunto aberto, podemos tomar A = B(p, δ), e temos
A ∩ U = {p}.
(⇐): Se existe um aberto A de M tal que A ∩ U = {p}, então, como A é aberto, existe uma
bola aberta B(p, δ) ⊂ A. Portanto, B(p, δ) ∩ U = {p}, o que implica que p é um ponto isolado
de U .
Prova de que o conjunto dos números naturais N é um conjunto discreto de R:
1
Para cada n ∈ N, considere a bola aberta B(n, ). Essa bola contém apenas o ponto n de N,
2
pois o número natural mais próximo de n (diferente de n) está a uma distância de pelo menos
1 1
. Portanto, para todo n ∈ N, existe uma bola aberta B(n, ) tal que B(n, ) ∩ N = {n}. Isso
2 2
mostra que todo ponto de N é um ponto isolado, e portanto, N é um conjunto discreto.
16) Seja (M, d) um espaço métrico e U ⊂ M . Um ponto p ∈ M diz-se um ponto de acumulação
de U se para toda bola aberta B(p, δ), de centro em p e raio δ > 0, temos B(p, δ)∩(U −{p}) ̸= ∅.
Considere Rn com sua métrica usual.
a) Prove que N × · · · N} ⊂ Rn não possui ponto de acumulação em
| × N{z
nvezes

12
Topologia dos Espaços Métricos

Resposta: Suponha, por contradição, que existe um ponto de acumulação p = (p1 , p2 , . . . , pn ) ∈


Rn de N × · · · × N. Pela definição de ponto de acumulação, para todo r > 0, existe um ponto
q = (q1 , q2 , . . . , qn ) ∈ N × · · · × N tal que q ∈ B(p, r) e q ̸= p. No entanto, como N × · · · × N é
discreto, existe uma bola aberta B(p, r) tal que B(p, r) ∩ (N × · · · × N) = {p}. Isso contradiz
a existência de q ̸= p em B(p, r).
Portanto, não existe ponto de acumulação de N × · · · × N em Rn .
Logo, o conjunto N × · · · × N ⊂ Rn não possui pontos de acumulação em Rn , pois é um conjunto
discreto.
b) Determine o conjunto dos pontos de acumulação do conjunto Q × Q × · · · Q ⊂ Rn
| {z }
nvezes
em Rn .

Resposta: Sabemos que Q é denso em R, ou seja, para todo p ∈ R e todo r > 0, existe
q ∈ Q tal que |q − p| < r. Portanto, para qualquer ponto p = (p1 , p2 , . . . , pn ) ∈ Rn e qualquer
r > 0, podemos encontrar q = (q1 , q2 , . . . , qn ) ∈ Q × · · · × Q tal que ∥q − p∥ < r, onde ∥ · ∥ é a
norma euclidiana. Como Q é denso em R, todo ponto p ∈ Rn é um ponto de acumulação de
Q × · · · × Q. Portanto, o conjunto dos pontos de acumulação de Q × · · · × Q é Rn .
c) Considere os números reais ai < bi e Ii = (ai , bi ) para i = 1, · · · , n. Determine o
Yn
n
fecho em R do bloco B = Ii , o conjunto dos pontos de acumulação de B, F r(B)
i=1
e Int(B).
Resposta: Fecho de B: O fecho de B, denotado por B, é o conjunto de todos os pontos de
n
Y
aderência de B. Como B = Ii é um bloco aberto em Rn , seu fecho é o bloco fechado:
i=1

n
Y
B= [ai , bi ].
i=1

2. Pontos de acumulação de B: Um ponto p = (p1 , p2 , . . . , pn ) ∈ Rn é um ponto de


acumulação de B se, para toda bola aberta B(p, r), existe um ponto q ∈ B tal que q ∈ B(p, r) e
q ̸= p. Como B é denso em B, todos os pontos de B são pontos de acumulação de B. Portanto,
n
Y
o conjunto dos pontos de acumulação de B é B = [ai , bi ].
i=1
3. Fronteira de B: A fronteira de B, denotada por Fr(B), é o conjunto de todos os pontos
p ∈ Rn tais que toda bola aberta B(p, r) contém pontos de B e pontos de Rn \ B. Para o bloco
n
Y
B= (ai , bi ), a fronteira é formada pelos pontos que estão no bordo do bloco:
i=1

n
Y n
Y
Fr(B) = [ai , bi ] \ (ai , bi ).
i=1 i=1

13
Topologia dos Espaços Métricos

Isso inclui todas as faces do bloco fechado B.


4. Interior de B: O interior de B, denotado por Int(B), é o conjunto de todos os pontos
p ∈ B para os quais existe uma bola aberta B(p, r) contida em B. Como B é um bloco aberto,
seu interior é o próprio B:
n
Y
Int(B) = B = (ai , bi ).
i=1
n
17. Considere R com sua métrica usual. Para cada conjunto abaixo faça um estudo
completo da topologia:

a) {(x, y) ∈ R2 : x + y < 3}.
Resolução: 1. Descrição do conjunto: O conjunto é dado por:


A = {(x, y) ∈ R2 : x + y < 3}.


Podemos reescrever a condição x + y < 3 como:

x + y < 9 e x + y ≥ 0.

Portanto, o conjunto A é o conjunto de todos os pontos (x, y) ∈ R2 tais que x + y < 9 e


x + y ≥ 0.
2. Forma geométrica: A desigualdade x + y < 9 representa a região do plano abaixo da reta
x + y = 9. A desigualdade x + y ≥ 0 representa a região do plano acima da reta x + y = 0.
Portanto, A é a faixa do plano entre as retas x + y = 0 e x + y = 9, excluindo a reta x + y = 9.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y), r) contida em A. - Como A é definido
por desigualdades estritas (x + y < 9) e não estritas (x + y ≥ 0), o interior de A é:

Int(A) = {(x, y) ∈ R2 : 0 < x + y < 9}.

4. Fecho de A: O fecho de A, denotado por A, é o conjunto de todos os pontos de aderência


de A. - O fecho de A inclui todos os pontos (x, y) tais que x + y ≤ 9 e x + y ≥ 0:

A = {(x, y) ∈ R2 : 0 ≤ x + y ≤ 9}.

5. Fronteira de A: A fronteira de A, denotada por Fr(A), é o conjunto de todos os pontos


(x, y) ∈ R2 tais que toda bola aberta B((x, y), r) contém pontos de A e pontos de R2 \ A. A
fronteira de A é formada pelas retas x + y = 0 e x + y = 9:

Fr(A) = {(x, y) ∈ R2 : x + y = 0 ou x + y = 9}.

14
Topologia dos Espaços Métricos

6. Conclusão: O conjunto A é uma faixa aberta entre as retas x + y = 0 e x + y = 9. Seu


interior é Int(A) = {(x, y) ∈ R2 : 0 < x + y < 9}. Seu fecho é A = {(x, y) ∈ R2 : 0 ≤ x + y ≤ 9}.
Sua fronteira é Fr(A) = {(x, y) ∈ R2 : x + y = 0 ou x + y = 9}.
b) {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| ≤ 1}.
Resolução: 1. Descrição do conjunto: O conjunto é dado por:

A = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| ≤ 1}.

A desigualdade |x| + |y| ≤ 1 define um diamante (ou losango) centrado na origem com vértices
em (1, 0), (−1, 0), (0, 1) e (0, −1).
2. Forma geométrica: O conjunto A é um diamante fechado, pois inclui todos os pontos que
satisfazem |x| + |y| ≤ 1, incluindo os pontos da fronteira.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y), r) contida em A. Como A é definido
por uma desigualdade não estrita (|x| + |y| ≤ 1), o interior de A é:

Int(A) = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| < 1}.

4. Fecho de A: - O fecho de A, denotado por A, é o conjunto de todos os pontos de aderência


de A. - Como A já é fechado (pois contém todos os seus pontos de fronteira), temos:

A = A = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| ≤ 1}.

5. Fronteira de A: A fronteira de A, denotada por Fr(A), é o conjunto de todos os pontos


(x, y) ∈ R2 tais que toda bola aberta B((x, y), r) contém pontos de A e pontos de R2 \ A. A
fronteira de A é formada pelos pontos que estão no bordo do diamante:

Fr(A) = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| = 1}.

6. Conclusão: - O conjunto A é um diamante fechado centrado na origem. - Seu interior é


Int(A) = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| < 1}. - Seu fecho é A = A = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| ≤ 1}. -
Sua fronteira é Fr(A) = {(x, y) ∈ R2 : |x| + |y| = 1}.
c) {(x, y) ∈ R2 : ln(x, y) ≤ 0}.
Resolução: 1. Descrição do conjunto: O conjunto é dado por:

A = {(x, y) ∈ R2 : ln(xy) ≤ 0}.

A desigualdade ln(xy) ≤ 0 pode ser reescrita como:

xy ≤ 1 e xy > 0.

15
Topologia dos Espaços Métricos

Portanto, o conjunto A é o conjunto de todos os pontos (x, y) ∈ R2 tais que xy ≤ 1 e xy > 0.


2. Forma geométrica: A condição xy > 0 implica que x e y têm o mesmo sinal, ou seja,
x > 0 e y > 0 ou x < 0 e y < 0. A condição xy ≤ 1 define uma região limitada pelas hipérboles
xy = 1 e xy = 0. Portanto, A é a união de duas regiões: No primeiro quadrante (x > 0 e
y > 0), A é a região abaixo da hipérbole xy = 1. No terceiro quadrante (x < 0 e y < 0), A é a
região acima da hipérbole xy = 1.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y), r) contida em A. Como A é definido
por desigualdades estritas (xy > 0) e não estritas (xy ≤ 1), o interior de A é:

Int(A) = {(x, y) ∈ R2 : 0 < xy < 1}.

4. Fecho de A: O fecho de A, denotado por A, é o conjunto de todos os pontos de aderência


de A. O fecho de A inclui todos os pontos (x, y) tais que xy ≤ 1 e xy ≥ 0:

A = {(x, y) ∈ R2 : 0 ≤ xy ≤ 1}.

5. Fronteira de A: A fronteira de A, denotada por Fr(A), é o conjunto de todos os pontos


(x, y) ∈ R2 tais que toda bola aberta B((x, y), r) contém pontos de A e pontos de R2 \ A. A
fronteira de A é formada pelas hipérboles xy = 1 e xy = 0:

Fr(A) = {(x, y) ∈ R2 : xy = 1 ou xy = 0}.

6. Conclusão: O conjunto A é a união de duas regiões: uma no primeiro quadrante e outra


no terceiro quadrante, limitadas pela hipérbole xy = 1. Seu interior é Int(A) = {(x, y) ∈ R2 :
0 < xy < 1}. Seu fecho é A = {(x, y) ∈ R2 : 0 ≤ xy ≤ 1}. Sua fronteira é Fr(A) = {(x, y) ∈
R2 : xy = 1 ou xy = 0}.
d) {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 ≤ z < 1}.
Resolução: 1. Descrição do conjunto: - O conjunto é dado por:

A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 ≤ z < 1}.

- A desigualdade x2 + y 2 ≤ z define um parabolóide de revolução, e a desigualdade z < 1 limita


o conjunto ao espaço abaixo do plano z = 1.
2. Forma geométrica: O conjunto A é a região do espaço tridimensional entre o parabolóide
z = x2 + y 2 e o plano z = 1, incluindo o parabolóide, mas excluindo o plano z = 1.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y, z) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y, z), r) contida em A. Como A é

16
Topologia dos Espaços Métricos

definido por desigualdades estritas (z < 1) e não estritas (x2 + y 2 ≤ z), o interior de A é:

Int(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 < z < 1}.

4. Fecho de A: O fecho de A, denotado por A, é o conjunto de todos os pontos de aderência


de A. O fecho de A inclui todos os pontos (x, y, z) tais que x2 + y 2 ≤ z ≤ 1:

A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 ≤ z ≤ 1}.

5. Fronteira de A: A fronteira de A, denotada por Fr(A), é o conjunto de todos os pontos


(x, y, z) ∈ R3 tais que toda bola aberta B((x, y, z), r) contém pontos de A e pontos de R3 \ A.
A fronteira de A é formada pelo parabolóide z = x2 + y 2 e pelo plano z = 1:

Fr(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : z = x2 + y 2 ou z = 1}.

6. Conclusão: O conjunto A é a região entre o parabolóide z = x2 + y 2 e o plano z = 1,


excluindo o plano z = 1. Seu interior é Int(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 < z < 1}. Seu
fecho é A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 ≤ z ≤ 1}. Sua fronteira é Fr(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : z =
x2 + y 2 ou z = 1}.
e) {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 ≤ 1, y = x}.

Resolução: 1. Descrição do conjunto: - O conjunto é dado por:

A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 ≥ 1, y = x}.

A condição y = x define um plano que passa pela origem e é paralelo ao eixo z. A condição
x2 + y 2 + z 2 ≥ 1 define a região externa à esfera de raio 1 centrada na origem.
2. Forma geométrica: O conjunto A é a interseção do plano y = x com a região externa à
esfera x2 + y 2 + z 2 = 1. Geometricamente, A é um cilindro infinito ao longo do plano y = x,
excluindo o interior da esfera.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y, z) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y, z), r) contida em A. Como A é
definido por uma desigualdade não estrita (x2 + y 2 + z 2 ≥ 1), o interior de A é:

Int(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 > 1, y = x}.

4. Fecho de A: O fecho de A, denotado por A, é o conjunto de todos os pontos de aderência


de A. Como A já é fechado (pois contém todos os seus pontos de fronteira), temos:

A = A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 ≥ 1, y = x}.

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Topologia dos Espaços Métricos

5. Fronteira de A: A fronteira de A, denotada por Fr(A), é o conjunto de todos os pontos


(x, y, z) ∈ R3 tais que toda bola aberta B((x, y, z), r) contém pontos de A e pontos de R3 \ A.
A fronteira de A é formada pela interseção do plano y = x com a esfera x2 + y 2 + z 2 = 1:

Fr(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 = 1, y = x}.

6. Conclusão: O conjunto A é a interseção do plano y = x com a região externa à esfera


de raio 1. Seu interior é Int(A) = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 > 1, y = x}. Seu fecho é
A = A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 ≥ 1, y = x}. Sua fronteira é Fr(A) = {(x, y, z) ∈ R3 :
x2 + y 2 + z 2 = 1, y = x}.

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