Lista Espm 2
Lista Espm 2
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Lista de Exercício 2
1. Em um espaço métrico (M, d) verifique se é verdadeira ou falsa cada afirmação
abaixo e justifique sua resposta
a) A intersecção finita de conjuntos abertos é um conjunto aberto.
Resposta: (Verdade). Sejam A1 , A2 , ..., An conjutos abertos em um espaço métrico (M, d).
Para cada i, como Ai é aberto, para todo x ∈ Ai , existe ri > 0 tal que B(x, ri ) ⊂ Ai . Tomando
n
\
r = min{r1 , r2 , ..., rn }, temos que B(x, r) ⊂ Ai para todo i, logo B(x, r) ⊂ Ai .. portanto a
i=1
interseção finita de conjuntos abertos é um conjunto aberto.
b) A intersecção qualquer de conjuntos abertos é um conjunto aberto. (Falso).
Considere por exemplo, M = R com a métrica usual e a família de conjuntos abertos An =
∞
1 1 \
− , para n ∈ R. A interseção An = {0}, que não é um conjunto aberto, pois não
n n n=1
existe r > 0 tal que B(0, r) ⊂ {0}.
c) A união qualquer de conjuntos abertos é um conjunto aberto. (Verdadeira) Seja
[
{Aλ }λ∈Λ uma família de conjuntos abertos e um espaço métrico (M, d). Para todo x ∈ Aλ .,
λ∈Λ
[
existe λ tal que x ∈ Aλ . Como Aλ é aberto, existe r > 0 tal que B(x, r) ⊂ Aλ ⊂ Aλ .
λ∈Λ
Portanto, a união qualquer de conjuntos abertos é um conjunto aberto.
d) A intersecção qualquer de conjuntos fechados é um conjunto fechado.
(Verdade). Seja {Fλ }λ∈Λ . Uma família de conjuntos fechados. O complementar de Fλ , é aberto.
[
A união F c é aberta, pois é a união de conjuntos abertos. Portanto, o complementar da
λ∈Λ
\ \
interseção Fλ é aberto, o que implica que Fλ é fechado.
λ∈Λ λ∈Λ
e) A união finita de conjuntos fechados é um conjunto fechado.
(Verdade). Sejam F1 , F2 , ..., Fn conjuntos fechados. o complementar de Fi é aberto. a interseção
\n
Fic é aberta, pois é a interseção finita de conjuntos abertos. Portanto, o complementar da
i=1
n
[ n
[
união Fic é aberto, o que implica que Fi é fechado
i=1 i=1
f ) A união qualquer de conjuntos fechados é um conjunto fechado. (Falso). Considere,
por exemplo, M = R com a métrica usual e a família de conjuntos fechados Fn = [1/n, 1] para
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Topologia dos Espaços Métricos
∞
[
n ∈ N. A união Fn = (0, 1], que não é um conjunto fechado, pois o ponto 0 é um ponto de
i=1
acumulação que não pertence ao conjunto.
2. Suponha que d é uma métrica em X.
a) Se X ⊂ Y , então prove que existe uma métrica natural em Y definida pela
restrição de d ao subjunto Y × Y de X × X, isto é, d|X×Y .
Resposta: A métrica dy é simplesmente a restrição da métrica d ao subconjunto Y × Y .
Como d é uma métrica em X, ela satisfaz as propriedades de métrica (positividade, simetria e
desigualdade triangular) em X × X, Essas prorpiedades são herdadas por dy em Y × Y , pois
Y × Y ⊂ X × X. Portanto, dy é uma métrica em Y .
b) Considere a esfera unitária do R3 dada por S 2 := {(x, y, z) : x2 + y 2 + z 2 = 1}
Resposta: A métrica dd (x, y) é o comprimento do menor arco sobre a esfera S 2 que une x e
y. Essa métrica se chama geodésica em S 2 .
Para provar a desigualdade dS 2 (x, y) ≤ dd (x, y) ≤ πds2 (x, y) vamos usar os seguintes fatos: A
desigualdade dS 2 (x, y) ≤ dd (x, y) segue do fato de que a distância em linha reta é sempre menor
ou igual ao comprimento do arco.
E a desigualdade dd (x, y) ≤ πds2 (x, y) segue do fato de que o comprimento do arco máximo
entre dois pontos na esfera é π vezes a distância em linha reta.
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Topologia dos Espaços Métricos
[
aberto em X. Além disso, U ∩ Y = (Bd (y, ry ) ∩ Y ) = A. Portanto A = U ∩ Y .
y∈A
4. Seja (M, d) um espaço métrico. Prove que toda bola aberta de M é um conjunto
aberto em M e que toda bola fechada de M é um conjunto fechado de M.
Toda bola aberta é aberta: Seja B(p, r) uma bola aberta em M . Para qualquer q ∈ B(p, r),
existe r′ = r − d(p, q) > 0 tal que B(q, r′ ) ⊂ B(p, r). Isso prova que B(p, r) é aberto.
Toda bola fechada é fechada: A bola fechada é definida como B(p, r) = {q ∈ M : d(p, q) ≤
r}. Seu complementar (M \B(p, r)) = {q ∈ M : d(p, q) > r} é aberto, então B(p, r) é fechado.
5. Seja M um conjunto não vazio e d, d′ duas métricas em M . Dizemos que d e d′
são topologicamente equivalentes se estas métricas definem os mesmos abertos em
M . Mais precisamente, U é aberto de (M, d) se, somente se, U é aberto de (M, d′ ).
a) Prove que d, d′ duas métricas em M são topologicamente equivalentes se para
todo x ∈ M e r > 0 existem δ1 , δ2 > 0 tais que
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Topologia dos Espaços Métricos
A = {V ⊂ M | V é aberto e V ⊂ U }.
[
Defina W = V . Note que W é a união de todos os abertos contidos em U . Vamos provar
V ∈A
que W = Int(U ).
W é aberto: Como W é a união de conjuntos abertos (pois cada V ∈ A é aberto), W também
é aberto.
[
W ⊂ U : Para cada V ∈ A, temos V ⊂ U por definição. Portanto, a união W = V
V ∈A
também está contida em U .
W ⊂ Int(U ): Seja p ∈ W . Então, existe V ∈ A tal que p ∈ V . Como V é aberto e V ⊂ U ,
existe r > 0 tal que B(p, r) ⊂ V ⊂ U . Logo, p ∈ Int(U ). Como p foi arbitrário, concluímos que
W ⊂ Int(U ).
Int(U ) ⊂ W : Seja p ∈ Int(U ). Então, existe r > 0 tal que B(p, r) ⊂ U . Como B(p, r) é um
conjunto aberto e B(p, r) ⊂ U , temos B(p, r) ∈ A. Portanto, p ∈ B(p, r) ⊂ W . Como p foi
arbitrário, concluímos que Int(U ) ⊂ W .
7. Seja (M, d) um espaço métrico. Prove que τ , o conjunto de todos os subconjuntos abertos
de M , induzidos pela métrica d, formam uma topologia em M , ou seja,
a) ∅, M ∈ τ ;
Resposta: O conjunto vazio ∅ é aberto por definição, pois não contém pontos. O conjunto M
é aberto, pois para qualquer x ∈ M , qualquer bola B(x, r) esta contida em M
[
b) Se Uλ ∈ τ, ∀λ ∈ Λ, então Uλ ∈ τ ;
λ∈Λ
Resposta: A união de conjuntos abertos é aberta, como mostrado no item 1(c).
k
\
c) Se U1 , · · · , Uk ∈ τ , então Ui ∈ τ .
i=1
Resposta: A interseção finita de conjuntos abertos é aberta, como mostrado no item 1(a).
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G = {G ⊂ M : G é fechado e F ⊂ G}.
• Cada G ∈ G é fechado.
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Topologia dos Espaços Métricos
Resposta: Seja {Fλ }λ∈Λ uma família de conjuntos fechados em M . Queremos provar que
\
F = Fλ é fechado.
λ∈Λ
\
Assim, F = Fλ contém todos os seus pontos de aderência, logo ele é fechado.
λ∈Λ
f ) Prove que a união de uma família finita de fechados de (M, d) é um fechado de
M.
Resposta: Seja {F1 , . . . , Fn } uma coleção finita de conjuntos fechados em M . Queremos pro-
n
[
var que F = Fi é fechado.
i=1
O complementar de F é:
k
\
M −F = (M − Fi ).
i=1
Como cada Fi é fechado, M − Fi é aberto. A interseção finita de abertos é aberta, como ja foi
mostrado, então M − F é aberto. Logo, F é fechado.
g) Dê exemplo de uma família infinita de fechados de (M, d) cuja união não é um
fechado de M .
Resposta: Considere M = R com a métrica usual. Defina:
Fn = [n, ∞), n ∈ N.
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Fr(F ) = F ∩ M \ F .
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M \ Fr(F ) = M \ (F ∩ M \ F ).
M \ (F ∩ M \ F ) = (M \ F ) ∪ (M \ M \ F ).
Fr(F ) = F ∩ M \ F .
Fr(M \ F ) = M \ F ∩ M \ (M \ F ).
Simplificando M \ (M \ F ), obtemos:
M \ (M \ F ) = F.
Portanto:
Fr(M \ F ) = M \ F ∩ F .
Observe que:
M \ F ∩ F = F ∩ M \ F.
Logo:
Fr(M \ F ) = F ∩ M \ F .
Fr(F ) = Fr(M \ F ).
d) F̄ = F ∪ F r(F ).
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Topologia dos Espaços Métricos
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Topologia dos Espaços Métricos
10. Seja (M, d) um espaço métrico. O conjunto U ⊂ M é fechado se, e só se, contém
a sua fronteira.
Resposta: Vamos provar a afirmação em duas partes:
1. Se U é fechado, então U contém sua fronteira.
Se U é fechado, então U = U , ou seja, U contém todos os seus pontos de aderência. A fronteira
de U , denotada por Fr(U ), é o conjunto de todos os pontos p ∈ M tais que toda bola aberta
B(p, r) contém pontos de U e pontos de M \ U . Como U é fechado, todos os pontos de Fr(U )
são pontos de aderência de U , e portanto, pertencem a U . Logo, U contém sua fronteira.
2. Se U contém sua fronteira, então U é fechado.
Suponha que U contém sua fronteira, ou seja, Fr(U ) ⊂ U . Sabemos que U = U ∪ Fr(U ) (pela
questão 9)d). Como Fr(U ) ⊂ U , temos U = U . Portanto, U é fechado.
Concluímos que U é fechado se, e somente se, contém sua fronteira.
11. Seja (M, d) um espaço métrico. Prove que se U é aberto de M então A∩F r(A) = ∅.
Resposta: Vamos provar que se U é aberto, então U ∩ Fr(U ) = ∅.
Suponha, por contradição, que existe um ponto p ∈ U ∩ Fr(U ). Como p ∈ U e U é aberto,
existe uma bola aberta B(p, r) tal que B(p, r) ⊂ U . No entanto, como p ∈ Fr(U ), toda bola
aberta B(p, r) deve conter pontos de M \ U . Isso é uma contradição, pois B(p, r) ⊂ U implica
que B(p, r) não contém pontos de M \ U . Portanto, não pode existir tal ponto p, e concluímos
que U ∩ Fr(U ) = ∅. então U ∩ Fr(U ) = ∅.
12. Seja K um subespaço compacto de Rn com a métrica euclidiana. Prove que K
é fechado e limitado em Rn .
Resposta: Vamos provar que K é fechado e limitado em Rn .
Um conjunto K é fechado se contém todos os seus pontos de aderência. Seja p um ponto de
aderência de K. Então, existe uma sequência (xk ) ⊂ K tal que xk → p. Como K é compacto,
toda sequência em K possui uma subsequência convergente cujo limite pertence a K. Portanto,
p ∈ K, o que mostra que K contém todos os seus pontos de aderência. Logo, K é fechado.
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Topologia dos Espaços Métricos
Suponha, por contradição, que K não é limitado. Então, para todo r > 0, existe um ponto
x ∈ K tal que ∥x∥ > r. Podemos construir uma sequência (xk ) ⊂ K tal que ∥xk ∥ → ∞. Como
K é compacto, toda sequência em K possui uma subsequência convergente cujo limite pertence
a K. No entanto, ∥xk ∥ → ∞ implica que nenhuma subsequência de (xk ) pode convergir, o que
é uma contradição. Portanto, K é limitado.
Concluímos que K é fechado e limitado em Rn .
13) Seja K fechado e limitado de Rn com a métrica euclidiana. Prove que K é
fechado e limitado em Rn .
Resposta: Vamos provar que K é compacto. Para isso, usaremos o **Teorema de Heine-
Borel**, que afirma que um subconjunto de Rn é compacto se, e somente se, é fechado e
limitado.
1. Hipóteses: K é fechado em Rn . K é limitado em Rn .
2. Pelo Teorema de Heine-Borel, como K é fechado e limitado em Rn , ele é compacto.
Portanto, K é um subconjunto compacto de Rn .
14. Considere Rn com sua métrica usual. Determine D = D(f ), o domínio da
função, √
1 − x2 + y
f (x, y) = p .
1 − y2
Determine Int(D), D, F r(D).
1 − x2 ≥ 0 e 1 − y 2 ≥ 0.
Isso implica:
x2 ≤ 1 e y 2 ≤ 1.
D = {(x, y) ∈ R2 | −1 ≤ x ≤ 1 e − 1 ≤ y ≤ 1}.
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Topologia dos Espaços Métricos
3. Determinação do fecho D:
O fecho de D é o conjunto de todos os pontos de aderência de D. Como D já é fechado (pois
contém todos os seus pontos de fronteira), temos:
D = D = {(x, y) ∈ R2 | −1 ≤ x ≤ 1 e − 1 ≤ y ≤ 1}.
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Topologia dos Espaços Métricos
Resposta: Sabemos que Q é denso em R, ou seja, para todo p ∈ R e todo r > 0, existe
q ∈ Q tal que |q − p| < r. Portanto, para qualquer ponto p = (p1 , p2 , . . . , pn ) ∈ Rn e qualquer
r > 0, podemos encontrar q = (q1 , q2 , . . . , qn ) ∈ Q × · · · × Q tal que ∥q − p∥ < r, onde ∥ · ∥ é a
norma euclidiana. Como Q é denso em R, todo ponto p ∈ Rn é um ponto de acumulação de
Q × · · · × Q. Portanto, o conjunto dos pontos de acumulação de Q × · · · × Q é Rn .
c) Considere os números reais ai < bi e Ii = (ai , bi ) para i = 1, · · · , n. Determine o
Yn
n
fecho em R do bloco B = Ii , o conjunto dos pontos de acumulação de B, F r(B)
i=1
e Int(B).
Resposta: Fecho de B: O fecho de B, denotado por B, é o conjunto de todos os pontos de
n
Y
aderência de B. Como B = Ii é um bloco aberto em Rn , seu fecho é o bloco fechado:
i=1
n
Y
B= [ai , bi ].
i=1
n
Y n
Y
Fr(B) = [ai , bi ] \ (ai , bi ).
i=1 i=1
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Topologia dos Espaços Métricos
√
A = {(x, y) ∈ R2 : x + y < 3}.
√
Podemos reescrever a condição x + y < 3 como:
x + y < 9 e x + y ≥ 0.
A = {(x, y) ∈ R2 : 0 ≤ x + y ≤ 9}.
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Topologia dos Espaços Métricos
A desigualdade |x| + |y| ≤ 1 define um diamante (ou losango) centrado na origem com vértices
em (1, 0), (−1, 0), (0, 1) e (0, −1).
2. Forma geométrica: O conjunto A é um diamante fechado, pois inclui todos os pontos que
satisfazem |x| + |y| ≤ 1, incluindo os pontos da fronteira.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y), r) contida em A. Como A é definido
por uma desigualdade não estrita (|x| + |y| ≤ 1), o interior de A é:
xy ≤ 1 e xy > 0.
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A = {(x, y) ∈ R2 : 0 ≤ xy ≤ 1}.
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definido por desigualdades estritas (z < 1) e não estritas (x2 + y 2 ≤ z), o interior de A é:
A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 ≤ z ≤ 1}.
A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 ≥ 1, y = x}.
A condição y = x define um plano que passa pela origem e é paralelo ao eixo z. A condição
x2 + y 2 + z 2 ≥ 1 define a região externa à esfera de raio 1 centrada na origem.
2. Forma geométrica: O conjunto A é a interseção do plano y = x com a região externa à
esfera x2 + y 2 + z 2 = 1. Geometricamente, A é um cilindro infinito ao longo do plano y = x,
excluindo o interior da esfera.
3. Interior de A: O interior de A, denotado por Int(A), é o conjunto de todos os pontos
(x, y, z) ∈ A para os quais existe uma bola aberta B((x, y, z), r) contida em A. Como A é
definido por uma desigualdade não estrita (x2 + y 2 + z 2 ≥ 1), o interior de A é:
A = A = {(x, y, z) ∈ R3 : x2 + y 2 + z 2 ≥ 1, y = x}.
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