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Complicações 2

O documento aborda as complicações estéticas associadas a procedimentos com laser e fontes de luz, detalhando efeitos colaterais e suas gestões. Inclui informações sobre lasers ablativos e não ablativos, além de complicações como dor, edema, hiperpigmentação e infecções. O texto enfatiza a importância da formação adequada dos profissionais e do manejo correto para minimizar riscos durante os tratamentos estéticos.

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Ester Alves
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento aborda as complicações estéticas associadas a procedimentos com laser e fontes de luz, detalhando efeitos colaterais e suas gestões. Inclui informações sobre lasers ablativos e não ablativos, além de complicações como dor, edema, hiperpigmentação e infecções. O texto enfatiza a importância da formação adequada dos profissionais e do manejo correto para minimizar riscos durante os tratamentos estéticos.

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COMPLICAÇÕES

NA

ESTÉTICA

LIVRO 2

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Complicações
na estética - Livro 2

Sobre a Faculdade
Propósito
• Transformar a vida do profissional da Saúde para o melhor.

Missão
• Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional desses espe-
cialistas, capacitando-os com conhecimentos avançados e técnicas inovadoras.

Visão
• Proporcionar educação de excelência nos campos da Saúde, Estética e Bem-Es-
tar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e inter-
nacional.

Valores
• Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e influenciando
mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora.
• Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da
empresa, diferenciando nossos beneficiários no mercado competitivo.
• Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as regu-
lamentações e legislações vigentes.
• Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons
relacionamentos.
• Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e capazes de
justificar as nossas ações e decisões.

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—2—
Complicações
na estética - Livro 2

COMPLICAÇÕES COM LASER E FONTES DE LUZ....................................................................4


Sumário
Introdução............................................................................................................................................5
Lasers ablativos................................................................................................................................5
Efeitos colaterais: como proceder......................................................................................6
Referências bibliográficas...................................................................................................... 21
COMPLICAÇÕES COM RADIOFREQUÊNCIA.......................................................................... 23
Introdução.........................................................................................................................................24
Complicações: como tratar................................................................................................. 25
Referências bibliográficas.....................................................................................................28
CRIOLIPÓLISE...........................................................................................................................................29
Introdução.........................................................................................................................................30
Referências bibliográficas...........................................................................................................34

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Complicações
na estética - Livro 2

COMPLICAÇÕES

COM

LASER E

FONTES DE LUZ

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Complicações
na estética - Livro 2

Introdução
Nos últimos anos, equipamentos que utilizam ondas eletromagnéticas apresen-
tam novas formas de tratamento no universo da estética facial e corporal, provocan-
do modificações profundas e duradouras.
A palavra LASER é o acrônimo de Light Amplification by Stimulated Emission of
Radiation que significa amplificação da luz pelo efeito da emissão estimulada da
radiação, dividido em:
• Lasers Ablativos Fracionado
• Lasers não ablativos fracionado
Em geral, o mecanismo de ação dos lasers é através da produção de calor: pe-
quenas elevações de temperatura produzem bioestimulação; elevações entre 60°C
e 85 °C provocam a coagulação; acima de 85°C, a carbonização; e a vaporização
ocorre com temperatura próxima aos 100 °C.

Lasers ablativos
Os lasers ablativos convencionais removem completamente a epiderme e parte
da derme e promovem excelentes resultados no fotoenvelhecimento. Apesar disso,
os lasers não ablativos tornaram-se mais populares devido ao reduzido tempo de re-
cuperação e menor risco de efeitos colaterais, pois causam dano térmico na derme
e não removem a epiderme.
Nos últimos anos foi introduzido o fracionamento nesses lasers com o objetivo
de se obter sistema tão eficiente quanto o dos ablativos e tão seguro quanto o dos
não ablativos. Os lasers ablativos fracionados formam colunas de ablação total der-
moepidérmica, e os não ablativos fracionados criam zonas microscópicas de lesão
térmica dermoepidérmica deixando íntegro, entretanto, o extrato córneo.
As complicações são diferenciadas dos efeitos colaterais esperados e experi-
mentados por todos os pacientes submetidos ao laser ablativo, que incluem eritema,
edema, prurido moderado, sensação de calor local e áreas exsudativas.
Devem-se distinguir também erros profissionais e efeitos colaterais. Os erros pro-
fissionais podem ser decorrentes de formação deficiente, seleção inadequada de
pacientes, indicação e diagnóstico incorretos, aplicação de pulsos sobrepostos, uso
de parâmetros excessivos ou incapacidade de ajustá-los e gerenciamento impró-
prio.

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Complicações
na estética - Livro 2

Efeitos colaterais: como proceder


DOR
A dor e desconforto pós procedimento é comum e pode ser tratada com anal-
gésicos. Os curativos oclusivos controlam esse sintoma, mas aumentam o risco de
infecção.

EDEMA
O edema da região periorbital tem pico na manhã seguinte após o procedimen-
to, iminuindo ao longo do dia. O edema varia geralmente de suave a moderado com
picos e são transitórios. Veja na Figura 1.

Figura 1: Eritema e edema exacerbados, após tratamento com laser CO2.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Manejo:
• Podem ser úteis compressas ou sprays com água fria.
• Nos casos mais intenso de edema podem ser usados:
• Prednisona 40-60 mg/d por 02 a 04 dias.
• Se o edema perdurar por mais de 05 dias deve ser aventada a possibilidade de
infecção secundária.

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Complicações
na estética - Livro 2

Figura 2: Em A observamos pós procedimento imediato. Pálpebras inferiores com edema intenso. Já em B se ob-
serva a recuperação satisfatória da região.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

PÚRPURA
Ainda que quase não tenha significado a longo prazo, a púrpura, logo após a
completa reepitelização pode persistir por várias semanas, porém ocorre clarea-
mento sem tratamento. Encontra-se na literatura relatos de casos de púrpura tar-
dia além do terceiro dia pós procedimento. Também pode ocorrer no tratamento
de estrias.
É recomendado evitar o uso de drogas anti-inflamatórias não esteroides e as-
pirina, assim como a fricção na pele, devido a sua fragilidade durante o período de
recuperação.3,4

Figura 3: Observa-se a pele vermelha durante o processo de reparo tecidual.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

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Complicações
na estética - Livro 2

DERMATITE DE CONTATO
A dermatite de contato caracteriza-se por eritema, ardência e prurido nas pri-
meiras quatro semanas pós-laser.
A superfície cutânea desprovida de barreira epidérmica ou a pele fina reepiteli-
zada torna-se suscetível aos irritantes tópicos, tais como perfumes, propilenoglicol,
lanolina, produtos de limpeza, emolientes e pomadas.
É importante verificar a existência de automedicação pelos pacientes, principal-
mente com fitoterápicos, e lembrá-los de evitar o uso de maquiagem nas primeiras
duas semanas do PO.
Manejo:
• Suspensão dos prováveis agentes irritantes;
• Realização de compressas frias;
• Administração de corticosteroides tópicos de média potência, não fluorados;
• Anti-histamínicos orais para alívio do prurido e das erupções cutâneas.

ULCERAÇÃO
As úlceras são áreas caracterizada pela perda circunscrita ou irregular do tegu-
mento (derme ou epiderme), podendo atingir subcutâneo e tecidos subjacentes.
Identificado a ulceração é importante procurar um médico para indicar o antibi-
ótico a ser usado.
• O uso de cefalexina 500 mg 06/06h por 08 dias é o indicado.

Figura 4: Dois dias pós procedimento: Edema bipalpebral inferior importante. Ulceração em região infraorbitária
no local de contato entre a pele edemaciada e os óculos de grau para correção refrativa.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

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Complicações
na estética - Livro 2

INFECÇÕES BACTERIANAS Figura 5: Note em A e em B Infecção perioral bacteriana pós-laser de CO2.

O risco de infecções pós


procedimento é mencionado
na literatura com relevância
por seu potencial para a for-
mação de cicatrizes. As taxas
de infecção são maiores em
procedimentos realizados em
toda a face do que naqueles
realizados localmente.
Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Os sinais de infecção
bacteriana desenvolvem-se entre o 2º e o 10º dia pós procedimento e se manifestam
como dor de aparecimento súbito ou persistente, prurido, áreas com eritema acen-
tuado, secreção amarelada e fétida, pústulas e erosões com crostas.
É indicado o uso de antibiótico nesses casos, mediante prescrição médica.

CARBONIZAÇÃO
O laser de CO2 provoca o efeito da vaporização, que é obtido através da trans-
ferência de energia do feixe luminoso para a água dos tecidos. A temperatura ele-
va-se acima de seu ponto de ebulição, o que provoca a destruição das proteínas
celulares, o aumento da pressão intracelular e a explosão das células. Ocorre libe-
ração de vapor d’água e de detritos, que são carbonizados devido à ação contínua
do laser.
Quanto aos efeitos colaterais, são esperados dor, edema e eritema, que duram
em torno de 10 dias, e fenômenos tardios, como hiperpigmentação, hipopigmenta-
ção e cicatrizes. Outras complicações possíveis são infecções bacterianas, fúngicas
ou virais, dermatite de contato por agentes tópicos utilizados no procedimento e
prurido.

Manejo:
• Hidratante Reparador - Cicaplast Baume B5 La Roche-Posay;
• Administração de corticosteroides tópicos de média potência, não fluorados.

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Complicações
na estética - Livro 2

Figura 6: Em A e B observamos pós procedimento imediato. Em C e D observa-se pós em 5 dias.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

HIPERPIGMENTAÇÃO
A hiperpigmentação pode ser transitória ou duradoura. A hiperpigmentação
transitória é uma das complicações mais comuns pós procedimento ablativo, aco-
metendo um terço dos pacientes independentemente do fototipo, sendo porém mui-
to menos frequente com os lasers fracionados. Contudo, os pacientes com fototipo
mais alto (III-IV), ou seja, com sardas, melasma ou discromias, apresentam um risco
aumentado de hiperpigmentação.

Figura 7: Nota se em A paciente no pós procedimento imediato, em B se observa paciente com hiperpigmentação
transitória.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

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Complicações
na estética - Livro 2

Também pacientes bronzeados, que estão com os melanócitos estimulados,


apresentam maior risco de hiperpigmentação que pode durar meses. 16 A HPI transi-
tória e a recorrência do melasma podem ocorrer com os lasers não ablativos fracio-
nados. Estes últimos podem ser utilizados em todos os fototipos, mantendo-se cuida-
dos com os mais altos feixe.

Figura 8: Em A e B se observa paciente com melasma Figura 9: Hipercromia após tratamento com CO2 fra-
após 30 dias da 2 sessão de CO2 Fracionado. cionado em estrias.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Manejo:
Os pacientes que apresentam risco aumentado para HPI devem ter a pele prepa-
rada durante pelo menos 30 dias antes do procedimento. Esse preparo pode ser com
a associação despigmentantes orais e cosméticos em creme com agentes despig-
mentantes, posto que, segundo alguns estudos, diminuem o risco de HPI, devido à
inibição da produção da melanina pelos melanócitos.
Para este tipo de intercorrência se dá mediante associações de protocolos per-
sonalizadas.
• Agentes clareadores como ácido kójico, azelaico, ácido ascórbico e glicólico, etc.
se faz necessário em seu uso diário.
• O uso de despigmentantes orais por dois a três meses, como o extrato de romã,
extrato de fruto da oliveira conhecido como Oli-Ola, são importantes para dimi-
nuir a ação dos melanócitos.
• A associação de infusões intradérmicas nas regiões hiperpigmentadas com áci-
dos clareadores como ácido tranexamico, ácido kójico e vitamina C são alterna-
tivas eficientes.
• Protetor solar com fator de proteção UVA e PPD são obrigatórios para um resulta-
do eficaz.

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Complicações
na estética - Livro 2

Tabela 1: Sugestões de fórmulas:

Fórmula clareadora Fórmula Despigmentante


Mescla Intradérmica
Tópica Via oral

• Alfa arbutin___7%
• Belides______2% • Extrato de Romã - 200 mg • Ácido Tranexamico
• Algowhite____3% • Picnogenol - 80 mg • Ácido Kojico
• Tgp2_______2% • Cerasomides - 80 mg • Vitamina C
• Serum qsp___30 g

Aplicar uma camada Aplicações intradermicas


Tomar 1 cápsula à noite
fina somente nas nas manchas 1 x por
por 90 dias.
manchar à noite. semana por 12 semanas.


HIPOPIGMENTAÇÃO
A hipopigmentação reflete o número diminuído de melanócitos e correlaciona-se
com a presença do eritema persistente, com a profundidade do laser e com o grau
de dano térmico.
É uma complicação incomum, tardia e permanente, independente do fototipo do
paciente - embora alguns autores a refiram mais nos fototipos I-III, sua incidência é
estimada em percentual que varia de seis a 20% e torna-se visível entre três e 10 me-
ses após o laser ablativo. Com os lasers não ablativos fracionados, não há relatos de
sua manifestação.
A hipopigmentação persistente durante vários meses pós-laser. É importante ve-
rificar a história de tratamentos ablativos prévios como dermoabrasão ou peelings
químicos, pois eles aumentam o risco de hipopigmentação.
Manejo:
• Para evitá-la é necessário controlar a profundidade do laser, avaliar a gravidade
do fotodano e realizar o procedimento dentro das unidades cosméticas.
• No manejo da hipopigmentação pode-se utilizar o psoraleno tópico e ultravioleta
(sob prescrição médica) ou um cosmético com agentes repigmentantes.
• Realização de peelings químicos para suavizar as linhas de demarcação.
• Outras opções para minimizar o contraste de cor na pele são: usar lasers vascu-
lares ou de pigmento (laser Alexandrite Q-switched) ou o laser 1.550 nm.

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Complicações
na estética - Livro 2

Tabela 2: Sugestão de fórmula repigmentante tópica.

Cosmético Repigmentante

• Furoato de mometazona 0,1%______10%


• Acetil hexapeptideo-1____________2%
• Dihidroxiacetona _______________1%
• Veículo cremoso _______________ QSP

Passar 1 x ao dia nos locais desejados

Figura 10: Nas imagens de A e B se observa áreas com hipopigmentação após laser de CO2 fracionado.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

LASER PARA REMOÇÃO DE TATUAGEM


A tatuagem é definida como deposição de pigmento intencional ou acidental na
derme. Tentativas de remoção de tatuagens são muito antigas. São descritos para
remoção de tatuagens os seguintes procedimentos: dermoabrasão, retirada cirúrgi-
ca e procedimentos com lasers. Os lasers mais utilizados para remoção de tatuagens
são: QS- Nd:YAG (1064 e 532 nm), QS Rubi (694nm) e QS Alexandrite (755 nm).
A tentativa de remoção com laser pode provocar reação de hipersensibilidade e
até mesmo choque anafilático. Outra opção terapêutica descrita nessa situação é o
laser de CO2.
Aparelhos com pulsos de milissegundos, como os de luz intensa pulsada, não
devem ser utilizados para remoção de tatuagens, pois aquecem os grânulos de pig-
mento, permitindo que esse calor se espalhe para tecidos adjacentes e cause dano.
As tentativas de remoção de tatuagens com esses aparelhos geralmente resultam
em cicatrizes e não retiram completamente o pigmento.

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Complicações
na estética - Livro 2

As principais complicações mediante ao uso do laser para remoção de tatua-


gem são:
• Dano tecidual: os principais parâmetros relacionados com o dano tecidual são
o uso de adequado comprimento de onda e fluência do laser. A fluência é a me-
dida da densidade de energia, medida por J/cm2. O ideal é o uso da menor flu-
ência possível que já provoque o branqueamento da lesão. Com o uso de fluên-
cias muito altas, a pele absorve muita energia e é possível formação de bolhas
e cicatrizes. Deve-se ter cuidado em fototipos mais escuros com o uso de altas
fluências, pois o laser é muito absorvido, aumentando o risco desses efeitos inde-
sejáveis.

Figura 11: Placas liquenificadas, escoriadas, localizadas sobre o pigmento vermelho.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

• Hipocromia ou Hipopigmentação: como já descrito anteriormente este tipo de


reação reflete o número diminuído de melanócitos e correlaciona-se com a pre-
sença do eritema persistente, com a profundidade do laser e com o grau de dano
térmico. Seu manejo se dá com o uso de cosmético contendo agentes repigmen-
tantes.

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Complicações
na estética - Livro 2

Figura 12: Em A e B tatuagem de cores escuras apresentando pequena área de hipopigmentação , tratada com
laser.

A B

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 13: Em A e B tatuagem de cores escuras apresentando pequena área de hipopigmentação, tratada com
laser.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

LASERS NÂO ABLATIVO


A maioria dos sistemas de laser não ablativo emite luz na porção infravermelho-
-curto do espectro eletromagnético. A absorção da água contida superficialmente
no tecido por esses comprimentos de onda é relativamente fraca, e dessa forma
eles têm penetração profunda no tecido. Logo, os lasers não ablativos causam dano
térmico ao nível da derme (vasos, melanina, pigmento exógeno) e não removem a
epiderme. Por outro lado, os lasers ablativos possuem grande afinidade pela água e
assim removem completamente a epiderme e parte da derme.

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Complicações
na estética - Livro 2

Figura 14: Observa-se queimaduras na face após aplicação de laser não ablativo.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

LUZ INTENSA PULSADA


A luz intensa pulsada (LIP) é um dispositivo que emite luz de alta intensidade, atu-
ando em diferentes cromóforos. Sua versatilidade permite combinar parâmetros e
tratar vários tipos de lesões cutâneas vasculares e melanocíticas, além da realização
da opilação e do fotorejuvenescimento não ablativo.
Atuação da LIP se baseia na captação de energia por determinados alvos teci-
duais, os cromóforos, cujo princípio é o da fototermólise seletiva, assim, a principal
intercorrência para este procedimento é o uso inadequado dos parâmetros e troca
dos filtros, levando a queimaduras (Figura 15) hiperpigmentação pós inflamatória e/
ou hipocromias dérmica.
Mesmo com todo cuidado e conhecimento, há possibilidade de efeitos adversos,
que devem ser reconhecidos e tratados o quanto antes, para minimizar danos aos
pacientes.
Queimaduras de primeiro a terceiro graus, ocasionando eritema, formação de
bolhas, destruição tecidual importante e cicatrizes permanentes.
As queimaduras ocasionam dor e sensação de queimação, a qual pode ser in-
tensa e, muitas vezes, só percebida depois que o paciente foi para casa. Nos dias se-
guintes, a pele do paciente pode apresentar queimadura com o formato retangular
ou quadrado, causado pela ponteira utilizada no tratamento. Nessa fase, é essencial
o acompanhamento médico, para que o paciente não se desespere e utilize produtos
inadequados, que podem piorar o quadro. A segunda fase consiste em identificar a
ocorrência de manchas mais escuras (hiperpigmentação) ou mais claras (hipopig-
mentação), de modo a promover o tratamento adequado. Do tratamento inadequa-
do das queimaduras, podem resultar cicatrizes permanentes. Todo esse cuidado e
assistência são necessários para se evitar manchas ou cicatrizes definitivas.

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Complicações
na estética - Livro 2

Queimaduras por aquecimento de próteses ou implantes metálicos (facial e cor-


poral). Infecções de pele por bactérias ou por vírus (herpes-vírus). Quadros de aler-
gia e sensibilizações a produtos tópicos no pós-tratamento (dermatite de contato).

QUEIMADURA

Figura 15: Em A e B nota-se queimaduras com formação de bolhas após aplicação de LIP.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 16: Observa-se em A queimaduradas após 24 horas aplicação de LIP. Em B nota-se o hipocromia após
aplicação de LIP para rejuvenescimento.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Manejo em queimaduras:
• Evitar sol e lavar com agua quente;
• Uso de Dersoni;
• Uso do Cicaplast Baume B5 La Roche-Posay;
• Fazer uso de protetor solar.

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Complicações
na estética - Livro 2

Figura 17: Observa-se em A e C queimaduras após 24 horas aplicação de LIP. Em B nota-se o processo cicatricial
após 72horas da aplicação de LIP com regiões hipercrômica.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 18: Observa-se queimaduras na região do colo após aplicação de LIP para rejuvescimento.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Manejo em casos de Hiperpigmentação pós inflamatória:


O manejo para este tipo de intercorrência se dá mediante associações de proto-
colos personalizadas. As fórmulas sugeridas encontram-se na Tabela 1.
• Agentes clareadores como ácido kójico, azelaico, ácido ascórbico e glicólico, etc.
se faz necessário em seu uso diário.

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Complicações
na estética - Livro 2

• O uso de despigmentantes orais por dois a três meses, como o extrato de romã,
extrato de fruto da oliveira conhecido como Oli-Ola, são importantes para dimi-
nuir a ação dos melanócitos.
• A associação de infusões intradérmicas nas regiões hiperpigmentadas com áci-
dos clareadores como ácido tranexamico, ácido kójico e vitamina C são alterna-
tivas eficientes.
• Protetor solar com fator de proteção UVA e PPD são obrigatórios para um resulta-
do eficaz.

Figura 19: Observa-se em A, B e C regiões com hipocromia após epilação com LIP.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Manejo em caso de hipopigmentação:


• No manejo da hipopigmentação pode-se utilizar o psoraleno tópico e ultravioleta
(sob prescrição médica) ou um cosmético com agentes repigmentantes.
• Realização de peelings químicos para suavizar as linhas de demarcação.
• Outras opções para minimizar o contraste de cor na pele são: usar lasers vascu-
lares ou de pigmento (laser Alexandrite Q-switched) ou o laser 1.550nm.

Tabela 3: Sugestão de fórmula repigmentante tópica.

Cosmético Repigmentante
• Furoato de mometazona 0,1%______10%
• Acetil hexapeptideo-1____________2%
• Dihidroxiacetona _______________1%
• Veículo cremoso _______________ QSP
Passar 1 x ao dia nos locais desejados

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Complicações
na estética - Livro 2

LASER DIODO
Como a melanina é o principal cromóforo dos folículos pilosos, comprimentos de
onda de luz entre 600-1100 nm podem ser utilizados para fototermólise seletiva dos
mesmos com eficácia e segurança.
Os Lasers de diodo (LD) emitem energia na porção do espectro eletromagnético
entre 800-810 nm.Vários estudos demonstraram a eficácia desde a tecnologia em
epilação.
A avaliação errado do fototipo, uma anamenese imprecisa região tem como
consequência queimaduras e hiperpigmentação pós inflamatória.

Figura 20: Escurecimento da axila devido ao uso de desodorante após aplicação do laser diodo na região.

Manejo: 26-28
• Axilas: evitar o uso de desodorante por 7 dias
após o procedimento;
• Regiões intimas: é proibido o atrito
• Hiperpigmentação: uso de cosmésticos des-
pigmentantes
• Hipocromias: uso de cosméticos repigmen-
tantes.
Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 21: Em A nota-se hipocromia após aplicação de laser diodo para epilação. Já em B observa-se regiões
hipercromicas.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

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Complicações
na estética - Livro 2

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Complicações
na estética - Livro 2

COMPLICAÇÕES

COM

RADIOFREQUÊNCIA

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Complicações
na estética - Livro 2

Introdução
A radiofrequência (RF) e método não ablativo e não invasivo de rejuvenesci-
mento, que utiliza corrente elétrica e consegue alcançar os tecidos mais profundos,
gerando energia e forte calor, devido a resistência na derme e no tecido celular
subcutâneo. Ocorrendo aquecimento volumétrico sobre as camadas mais internas
da pele e mantendo a superfície resfriada e protegida. Aquecidas, as fibras coláge-
nas desnaturam e se contraem, levando a retração do tecido, ocorre a contração
imediata das fibras colágenas, que se retraem, bem como estimulo a formação de
novas fibras (neocolagênese tardia), produzindo assim um efeito lifting da pele.
Nos tratamentos estéticos, a radiofrequência tem ação através de sua corren-
te de alta frequência, que gera calor por conversão, atingindo profundamente as
camadas tissulares e promovendo oxigenação, nutrição e vasodilatação dos teci-
dos; age desnaturando a fibra do colágeno, tendo como consequência seu encur-
tamento, levando a contração do tecido conjuntivo redundante.2,4 Quando passa
pelos tecidos, a corrente gera uma ligeira fricção ou resistência dos tecidos com
passagem da radiofrequência, produzindo a elevação térmica da temperatura tis-
sular.
A energia penetra o nível celular em epiderme, derme e hipoderme e alcança
também as células musculares. Cabe lembrar que a profundidade de penetração da
RF e a função inversa de sua frequência (Figura 1).

Figura 1. Exemplo esquemático de diferentes profundidades atingidas pela radiofrequência em diferentes frequ-
ências em MHz. 1

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Complicações
na estética - Livro 2

Entre as principais contra-indicações da radiofrequência estão:


• Gestantes;
• Marca-passo cardíaco, podendo causar alterações do ritmo cardíaco, que po-
dem evoluir com arritmias e parada cardíaca;
• Prótese ou implantes metálicos, podem ocorrer queimaduras por superaqueci-
mento deste material;
• Áreas ulceradas;
• Áreas infectadas;
• Presença de DIU;
• Região da pálpebra superior;
• Neoplasias, neuropatias e alterações vasculares;
• Preenchimentos e botox, pode haver deformação irreversível do implante, cau-
sando distorção dos tecidos da face ou do corpo (mais facilmente com PLLA ou
PMMA);
• Alteração de sensibilidade;
• Não deve ser aplicado Radiofrequência a clientes que utilizam vitamina C ou áci-
dos.

Complicações: como tratar


Queimadura
Complicações do aquecimento podem ocorrer, mas são raras. Podem acontecer
queimaduras superficiais por falta de glicerina ou falha de operador até formação de
bolhas e necrose tecidual.
A queimadura superficial (Figura 1), são aquelas que envolvem apenas a epi-
derme, a camada mais superficial da pele e possui como sintomas intensa dor e
vermelhidão local, mas com palidez na pele quando se toca, é seca e não produz
bolhas. Geralmente melhoram após 3 a 6 dias, podendo descamar, e geralmente não
deixam sequelas. As queimaduras de maior gravidade, originam bolhas e devem ser
acompanhadas por um profissional qualificado.

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Complicações
na estética - Livro 2

Figura 1. Queimadura superficial (A) e queimadura com necrose da pele (B).

A B

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

• As primeiras providências após uma queimadura superficial são esfriá-la e lim-


pá-la. Comece com água corrente fria na lesão por até 15 minutos. Atenção: a
água deve ser fria, não gelada. Nunca coloque gelo nas lesões, pois o mesmo
também pode queimar a pele e agravar o quadro. Após o devido resfriamento e
limpeza da ferida, pode-se aplicar um hidratante a base de Aloe Vera ou vaselina.
• Para queimaduras com bolhas, deve-se controlar a dor atraves de antiinflamató-
rios orais. Depois segue o protocolo de tratamento de queimadura local:
1. Aplica-se sulfadiazina de prata nas primeiras 48-72 horas, objetivando evitar
infecção;
2. Aplicar tópico desbridante químicos até remover o tecido necrosado;
3. Aplicar tópico que estimule a epitelização. Embora já existam tópicos contendo
fatores do crescimento que vão reduzir metade do tempo para ocorrer a epi-
telização (Regranex, epifast, invitrix), ainda não são amplamente difundidos no
mercado pelo seu elevado custo.

Atrofia do Tecido Conjuntivo


A atrofia do tecido conjuntivo é um fenômeno inoportuno que afeta, o tecido co-
lágeno, componente fundamental do tecido conjuntivo, tornando-o mais rígido. A
elastina, outro componente do mesmo tecido, vai perdendo a sua elasticidade na-
tural devido à redução do número de fibras elásticas e de outros componentes do
tecido conjuntivo; há uma diminuição das glicosaminoglicanas, associada a uma
redução da água, que por sua vez, diminui a adesão, migração, desenvolvimento e
diferenciação celular. O declínio das funções do tecido conjuntivo causado pela atro-
fia faz com que as camadas de gordura sob a pele não consigam se manter unifor-

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Complicações
na estética - Livro 2

me e a degeneração das fibras elásticas, aliada a diminuição da velocidade de troca


de oxigenação dos tecidos, provoca desidratação da pele tendo como resultados o
surgimento das rítides cutâneas.
Esta atrofia tecidual, pode ocorrer em decorrência da utilização da radiofrequên-
cia à temperaturas elevadas e/ou curto período de intervalo na realização da técnica.
• Como tratamento para atrofia do tecido conjuntivo, deve-se utilizar técnicas que
estimulam a produção de glicosaminoglicanos e aumente a concentração de
fibras, como por exemplo, o microagulhamento.

Hiperpigmentação
Na pele, os melanócitos estão presentes na camada basocelular da epiderme e
são responsáveis pela pigmentação da pele e dos pelos, contribuindo para a tonali-
dade cutânea, conferindo proteção direta aos danos causados pela radiação ultra-
violeta (MIOT et al., 2009). O aumento exarcebado da temperatura associado com
uma calibração do aparelho errada na radiofrequência, pode estimular o melanócito
a produzir mais melanina, causando hiperpigmentação (Figura 2).

Figura 2. Hipercromia após queimadura de radiofrequência.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

• O tratamento das desordens hiperpigmentares é realizado à base de substân-


cias despigmentantes ou clareadoras da pele. Sabe-se que o tratamento da pele
discrômica é difícil, pois muitos compostos efetivos no tratamento apresentam
propriedades reatogênicas e podem, em certo caso, promover descamação. Ob-
serva-se também que o resultado satisfatório não é conseguido imediatamente,
pois a despigmentação é gradual.

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Complicações
na estética - Livro 2

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Complicações
na estética - Livro 2

CRIOLIPÓLISE

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Complicações
na estética - Livro 2

Introdução
Uma das alternativas não invasivas para o tratamento da gordura localizada é a
criolipólise que, mediante o congelamento dos adipócitos, diminui o volume de gor-
dura na região em que foi realizado o procedimento.
O tecido adiposo é colocado em contato com placas geladas utilizando-se um
aplicador de pressão que termicamente “mata” a gordura sem danificar a pele. As
células mortas são então eliminadas metabolicamente, ocorre com a gordura en-
contrada nos alimentos.

Complicações:
Endurecimento e eritema localizado, que pode se estender por horas após o tra-
tamento. Além disso, por conta de o aparelho usar sucção no acoplamento da pon-
teira, também podem ser observadas equimoses, em particular com pacientes em
uso de aspirina ou anticoagulantes. Finalmente, não é rara a diminuição da sensibi-
lidade local (sensação de anestesia), que usualmente se resolve em uma semana.
Há relatos de dor severa na primeira semana após tratamento, provavelmente
por causa de uma paniculite mais intensa (necrose e reação inflamatória causadas
pelo resfriamento) ou inflamação neural (desencadeando alterações de sensibilida-
de). A ocorrência é mais comum quando são tratadas áreas extensas com as maio-
res ponteiras.
Existem relatos de aumento, em vez de diminuição, da gordura no local tratado
(efeito paradoxal). O fenômeno ainda não foi esclarecido. Os efeitos adversos mais
frequentemente relatados são:
• Dor leve a moderada e alterações sensoriais, que podem persistir durante até
duas a três semanas.
• Eritema e hematoma podem ocorrer pela sucção da ponteira.
• Edema na região do tratamento pode persistir durante até quatro semanas.
• Cólicas e espasmos musculares.
• Mais raramente pode ocorrer perda prolongada da sensibilidade (três a seis se-
manas).
• Queimaduras: estão relatadas à má aplicação da técnica.

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Complicações
na estética - Livro 2

Contraindicações ao procedimento incluem: sobrepeso moderado a grave obe-


sidade, cirurgias recentes, hérnia no local a ser tratado, implantes metálicos, doenças
cardíacas, gestantes, alta sensibilidade ao frio, crioglobulinemia (doença relaciona-
da ao frio).

Figura 1: Queimadura que evoluiu com bolhas e úlceras.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 2: Necrose tecidual após criolipólise.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 3: Em A observa-se queimadura tardia por criolipólise. Em B nota-se a região hipocrominca.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

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Complicações
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Figura 4: Queimadura e cicatriz após criolipólise.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Figura 5: Queimadura e processo cicatricial após criolipólise.

Fonte: Arquivo pessoal Nepuga

Manejo:
Avaliar a necessidade de procurar um médico especialista. Em casos de queima-
duras é importante:
• Evitar sol e lavar com agua quente;
• Uso de Dersoni;
• Uso do Cicaplast Baume B5 La Roche-Posay;
• Fazer uso de protetor solar;
Em casos de úlceras acompanhar a evolução. Seguir protocolos acima acaso a
região apresente hiperpigmentação ou hipocromia.

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Complicações
na estética - Livro 2

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