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Modulo Aluno 2024

O documento apresenta a Coleção de Manuais de Preenchimento do Censo da Educação Superior 2024, com foco no Módulo Aluno, que orienta sobre o cadastro, pesquisa, justificativa e anulação de vínculos de alunos. Inclui um histórico de revisões e atualizações nas definições e procedimentos, visando melhorar a coleta de dados e a qualidade das informações educacionais. O manual é uma ferramenta de apoio para Instituições de Educação Superior (IES) e busca facilitar o preenchimento correto dos dados censitários.

Enviado por

Hugo Ginu
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Modulo Aluno 2024

O documento apresenta a Coleção de Manuais de Preenchimento do Censo da Educação Superior 2024, com foco no Módulo Aluno, que orienta sobre o cadastro, pesquisa, justificativa e anulação de vínculos de alunos. Inclui um histórico de revisões e atualizações nas definições e procedimentos, visando melhorar a coleta de dados e a qualidade das informações educacionais. O manual é uma ferramenta de apoio para Instituições de Educação Superior (IES) e busca facilitar o preenchimento correto dos dados censitários.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA


DIRETORIA DE ESTATÍSTICAS EDUCACIONAIS
COORDENAÇÃO-GERAL DO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR

Coleção de Manuais de Preenchimento do Censo da Educação Superior 2024


Módulo Aluno

Brasília-DF
2025
Versão 1.5
1
Histórico de Revisões

Tipo de deficiência, TEA, altas habilidades ou superdotação (Versão 1.0; Data 22/11/2024):
Alteração da opção “Baixa visão e visão monocular” para “Baixa visão” e adição da opção “Visão
Monocular”.

Segunda licenciatura/Formação pedagógica (Versão 1.0; Data 22/11/2024):


Alteração da opção resolução do CNE para a mais nova (CNE/CP nº 4 de 2024), incluindo
modificação do trecho citado.

Forma de ingresso de alunos classificados como refugiados (Versão 1.0; Data 22/11/2024):
Alteração de orientação. Informar os alunos refugiados conforme a forma de ingresso e não mais
necessariamente como “Transferência Ex-Officio”.

Forma de ingresso – Decisão judicial (Versão 1.0; Data 22/11/2024):


Alteração do exemplo na seção que introduz as formas de ingresso dos alunos e exemplifica um caso
da aplicação da opção Decisão Judicial.

Reserva de vagas (Versão 1.0; Data 22/11/2024):


Reformulação completa do questionário de Reserva de Vagas que agora se chama Política de ação
afirmativa ou programa diferenciado de destinação de vagas.

Situação de vínculo - transferência interna (Versão 1.1; Data 17/03/2025):


Inserção da observação que trata de múltiplas transferências internas dentro de um mesmo período
letivo (página 24).

Nacionalidade – Brasileiro nato (Versão 1.2; Data 24/03/2025)


Inserção de observação sobre brasileiros natos nascidos no exterior.

Segunda Licenciatura/Formação Pedagógica (Versão 1.3; Data 02/04/2025)


Inserção de quadro para tratar da transição dos alunos do curso de licenciatura plena para os cursos
de segunda Licenciatura/formação Pedagógica

Formas de ingresso/seleção (Versão 1.3; Data 02/04/2025)


Atualização da definição de Convênio PEC-G conforme Decreto n° 11.923/2024.

Anulação de alunos – motivos possíveis (Versão 1.4; Data 04/04/2025)


Inclusão da opção “Curso não carregado para o Censo anterior” e da explicação de quando ela deve
ser utilizada.

Glossário (Versão 1.5; Data 22/04/2025):

1. Alterações nas definições de deficiência, igualando os conceitos com o Censo Escolar da


Educação Básica. Essas alterações incluem a adição da opção “Visão monocular” e a alteração
da definição de “Baixa visão” para não mais incluir a visão monocular.
2. Inclusão das definições das opções relativas ao preenchimento do novo item Política de ação
afirmativa ou programa diferenciado de destinação de vagas. Remoção dos itens relativos
ao antigo item Reserva de vagas.
3. Atualização da definição Convênio PEC-G conforme Decreto n° 11.923/2024.

2
4. Alterações nos textos de definição de “Política de Ação afirmativa ou programa diferenciado
de destinação de vagas”.

3
EQUIPE TÉCNICA
COLABORAÇÃO TÉCNICA
Ana Keila Nascimento da Silva
Ana Sérgia Silva de Sousa
Douglas Pereira da Silva
Elysio Soares Santos Junior
Gustavo Danicki Aureliano Rosa
Gleidilson Costa Alves
Katia Cristina da Silva Vaz
Lana Torres Barreto
Levi Sobrinho Guerra Figueiredo
Lucas Rocha Soares de Assis
Luciana Vieira de Almeida
Nara Núbia Vieira
Patrícia Carolina Santos Borges
Rafael Arlon da Luz Aquino
Suellen Mary Koch Fachinetto
Thaiane Cristina Lima de Paula
Viviane Pereira Gangá

APOIO ADMINISTRATIVO
Luciana Artuso

ESTAGIÁRIOS
Vinícius Martins Reis Rodrigues

4
Sumário
APRESENTAÇÃO ........................................................................................................................................................... 6

1 MÓDULO ALUNO .................................................................................................................................................. 7


1.1 Cadastrar Aluno ...................................................................................................................... 8
1.1.1 Cadastrar Aluno com CPF ............................................................................................... 9
1.1.2 Cadastrar Aluno Estrangeiro sem CPF .......................................................................... 48

1.2 Pesquisar Aluno .................................................................................................................... 50

1.3 Justificar Aluno do Censo Anterior ...................................................................................... 57

1.4 Anular Vínculo de Aluno...................................................................................................... 63

CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................................................... 70

GLOSSÁRIO .................................................................................................................................................................. 71

5
APRESENTAÇÃO

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresenta a


Coleção de Manuais de Preenchimento do Censo da Educação Superior, composta de manuais
elaborados pela equipe da Coordenação-Geral do Censo da Educação Superior (CGCES) da Diretoria
de Estatísticas Educacionais (Deed).
A coleção conta com manuais voltados para o preenchimento dos diversos módulos do Censo
da Educação Superior 2024, a saber: o Módulo Usuário, o Módulo Instituição de Educação Superior
(IES), o Módulo Curso, o Módulo Docente, o Módulo Aluno, o Módulo Migração, o Módulo de
Verificação de Consistências e o Módulo de Verificação de Erros e Fechamento. A elaboração dos
diversos manuais objetiva auxiliar os responsáveis pelo preenchimento do Censo com instruções
gerais acerca de como responder os questionários eletrônicos. Com tal ação, visamos trazer mais uma
ferramenta de apoio às IES, bem como melhorar a qualidade do atendimento prestado pelo Inep aos
usuários.
O manual do usuário, Módulo Aluno, foi elaborado com uma linguagem simples, contendo a
descrição passo a passo dos processos envolvidos neste módulo: cadastrar e adicionar curso ao aluno,
pesquisar, justificar aluno do Censo anterior e anular vínculo. Além disso, o presente manual é
acompanhado do Glossário do Módulo Aluno que reúne a definição dos principais conceitos
utilizados no sistema.
Contamos com a participação das IES no processo de coleta de dados estatísticos, com o
objetivo de produzirmos informações que reflitam a realidade da educação superior brasileira e que
possam ser utilizadas tanto como insumo na formulação de políticas públicas educacionais quanto
pela sociedade brasileira. Esperamos que o usuário do Sistema do Censo da Educação Superior
(Censup) tenha maior autonomia na resolução de eventuais dúvidas por meio do conteúdo dos
manuais.
Ratificamos que o atendimento via telefone e correio eletrônico continua em funcionamento
para o apoio às IES na migração de dados, na coleta dos dados censitários do questionário online e
no caso de outras dúvidas.
Desejamos aos recenseadores institucionais um bom trabalho!

Equipe do Censo da Educação Superior

6
1 MÓDULO ALUNO

O presente módulo visa auxiliar o usuário na realização dos cadastros de alunos, na vinculação
destes aos cursos, bem como na atualização desses cadastros e vínculos. Ademais, possibilita a
pesquisa de alunos, a justificativa de alunos do censo anterior e a solicitação de anulação de vínculos
de alunos.
Tais ações são executadas por meio das seguintes funcionalidades: cadastrar aluno,
pesquisar aluno, justificar aluno do Censo anterior, e anular vínculo, as quais são apresentadas
no presente manual. Após o preenchimento, devem ser feitas ainda as etapas de verificação de erros,
verificação de consistências e fechamento do sistema. Essas etapas estão descritas em detalhes nos
manuais de Verificação de consistências e Verificação de Erros e Fechamento.
Em cadastrar aluno, é possível incluir os dados cadastrais dos alunos e adicionar as
informações referentes ao seu vínculo com o curso. Além disso, o Módulo Aluno permite pesquisar
os alunos cadastrados e, em seguida, editar seus dados. Em justificar aluno do Censo anterior é
possível corrigir ou justificar situações de vínculo do aluno solicitadas pelo sistema. Já a
funcionalidade anular vínculo de aluno permite solicitar a anulação de vínculos ativos de alunos
informados, equivocadamente, no Censo anterior.
No Censo de 2024, foram carregados os dados de todos os alunos informados no Censo de
2023 e que possuíam vínculos ativos, ou seja, estavam com situação de cursando ou matrícula
trancada. Portanto, tais dados já estão disponíveis para edição, por parte das IES.
Para acessar o módulo aluno, na página principal do sistema do Censo da Educação Superior
2024 (Censup), no menu lateral, clique no item Aluno. O sistema disponibilizará duas opções:
pesquisar aluno e anular vínculo, conforme Figura 1.

Figura 1 – Menu Lateral do Censup – Aluno

7
Fonte: Deed/Inep.

1.1 Cadastrar Aluno

Para inserir informações de um novo aluno, selecione a opção pesquisar aluno no menu
lateral. O sistema habilitará a tela de pesquisa de aluno. Clique no botão cadastrar aluno, conforme
ilustrado na Figura 2.

Figura 2 – Cadastrar Aluno


Fonte: Deed/Inep.

O sistema abrirá a página de cadastro do aluno, conforme Figura 3. Nessa tela, pode-se realizar
tanto o cadastro de alunos inscritos no Cadastro de Pessoa Física (CPF), sejam eles brasileiros ou
estrangeiros, quanto o cadastro de alunos estrangeiros sem CPF.

8
Figura 3 – Cadastrar Aluno – Tela Inicial

Fonte: Deed/Inep.

As duas formas de cadastro serão explicadas em detalhes nas seções seguintes.

1.1.1 Cadastrar Aluno com CPF

Como ilustrado na Figura 3, o usuário deverá informar o número do CPF e a data de


nascimento do aluno que deseja registrar no sistema e clicar no botão cadastrar. O CPF e a data de
nascimento digitados serão pesquisados na base de dados do Inep e, se o registro não for encontrado,
será realizado o registro do novo aluno. Nesse caso, a busca será realizada na base de dados do Inep
que são atualizadas pelos dados da Receita Federal e o usuário será remetido para a tela ilustrada na
Figura 4.

Figura 4 – Cadastrar Aluno – Dados cadastrais


Fonte: Deed/Inep.

9
Nessa tela, os dados são apresentados para simples conferência e neste momento nenhuma
das informações pode ser alterada. Como o Censup busca os dados da Receita Federal, por meio do
CPF e data de nascimento informados, alguns dados são atualizados automaticamente pelo sistema,
entre os quais: nome do aluno, sexo e nome da mãe (conforme Figura 4). Tais informações não
poderão ser alteradas. Os dados constantes do cadastro de aluno referentes à cor/raça, tipo de escola
no ensino médio, nacionalidade e deficiência, Transtorno do espectro autista (TEA), altas
habilidades ou superdotação serão editáveis somente no próximo passo do cadastro. Para isso, após
a conferência dos dados cadastrais, é necessário realizar o vínculo do aluno a um curso, clicando no
botão adicionar curso.

Ao clicar no botão adicionar curso (Figura 4), o sistema apresentará a tela de pesquisar
curso (Figura 5).

Figura 5 – Adicionar Curso - Pesquisar Curso


Fonte: Deed/Inep.

Na parte inferior, há três funcionalidades disponíveis: limpar, pesquisar e fechar. Ao clicar


em limpar, o sistema retira quaisquer filtros que tenham sido inseridos. Ao clicar em fechar, a tela
de pesquisa será fechada.
Seis campos são exibidos para pesquisa, contendo informações relativas a cursos: código do
curso, nome do curso, nível acadêmico, grau acadêmico, modalidade de ensino ou local de
oferta. No campo código do curso, deve-se inserir o código do curso proveniente do cadastro e-
MEC. Na opção nome do curso, há uma caixa de pesquisa disponível para consulta de cursos pelo
nome. O campo nível acadêmico disponibiliza as opções graduação e sequencial de formação
específica. O campo grau acadêmico exibe as opções bacharelado, licenciatura e tecnológico. O

10
campo modalidade de ensino exibe as opções presencial e a distância. O campo local de oferta abre
uma nova janela com opções para pesquisa, conforme Figura 6.

Figura 6 – Adicionar Curso - Pesquisar Curso - Local de Oferta


Fonte: Deed/Inep.

Similarmente ao funcionamento da seção anterior, há as opções de limpar, fechar e pesquisar.


A pesquisa de local de oferta pode ser realizada pelos seguintes campos: código do local de oferta,
UF, município e nome do local de oferta. Ao escolher um ou mais filtros e clicar no botão pesquisar,
será exibida a lista de locais de oferta correspondentes ao(s) filtro(s) aplicado(s). Para se obter a lista
completa dos locais de oferta, basta não escolher parâmetros de pesquisa e clicar em pesquisar (Figura
6).
Após localizar o local de oferta na lista, o usuário deverá clicar na opção selecionar local de
oferta, representada pelo ícone (vide Figura 7).

Figura 7 – Pesquisar Curso – Local de Oferta – Lista de Locais de Oferta


Fonte: Deed/Inep.

11
Em seguida, o sistema retornará para a tela inicial de pesquisa de curso. Feita a escolha dos
filtros desejados, clique em pesquisar. O sistema apresentará a lista de cursos, de acordo com os
filtros selecionados, conforme Figura 8.

Figura 8 – Pesquisar Curso – Lista de Cursos


Fonte: Deed/Inep.

O usuário deverá clicar na opção selecionar curso, representada pelo ícone . Nesse
momento, o sistema exibirá a tela editar aluno, com a primeira seção dados pessoais habilitada para
edição, conforme Figura 9.
Essa tela é constituída das seguintes seções: dados pessoais, informações básicas do curso,
segunda licenciatura/formação pedagógica, carga horária em horas-relógio, formas de
ingresso/seleção, financiamento estudantil, mobilidade acadêmica, programa de reserva de
vagas, apoio social, atividade extracurricular e confirmação. À medida que o usuário vai
preenchendo os diversos campos com os dados solicitados, deve-se clicar no botão continuar e o
sistema passará para a próxima seção de preenchimento. Todas as seções serão detalhadas a seguir.

FIQUE ATENTO!
Leia com atenção a descrição de cada variável do cadastro de aluno, pois a apresentação
das variáveis e sua forma de preenchimento variam a depender do tipo de IES (categoria
administrativa/organização acadêmica) e do tipo de curso (grau acadêmico/modalidade
de ensino).

Dados pessoais

12
Esta seção reapresenta os dados pessoais do aluno, agora com os campos editáveis para
preenchimento. Como mencionado anteriormente, os campos CPF, data de nascimento, nome do
aluno, sexo e nome da mãe não poderão ser alterados. Os demais dados constantes do cadastro de
aluno, no entanto, são editáveis e deverão ser informados pelo usuário.

Figura 9 – Editar Aluno – Dados Pessoais


Fonte: Deed/Inep.

A seguir, comentaremos os campos que constituem a seção dados pessoais individualmente,


com base na Figura 9.

▪ CPF: exibe o número do Cadastro de Pessoa Física do aluno, carregado automaticamente


da base de dados do Inep que são atualizados pelos dados da Receita Federal.
▪ Data de nascimento: data de nascimento do aluno, carregada automaticamente da base
de dados do Inep que é atualizada pelos dados da Receita Federal.
▪ Sexo: sexo do aluno, dado carregado automaticamente da base de dados do Inep que é
atualizada pelos dados da Receita Federal.
▪ Nome do aluno: nome completo do aluno, carregado automaticamente da base de dados
do Inep que é atualizada pelos dados da Receita Federal.
▪ Nome da mãe: nome da mãe do aluno, carregado automaticamente da base de dados do
Inep que é atualizada pelos dados da Receita Federal.
▪ Cor/raça: deve ser selecionada a cor/raça do aluno entre as opções disponíveis.
▪ Tipo de escola do ensino médio: deve ser informado o tipo de escola ou Secretaria de
Educação que emitiu o certificado de conclusão do ensino médio do aluno.
▪ Nacionalidade: deve ser informado se o aluno é brasileiro nato, naturalizado ou
estrangeiro.
13
▪ País de origem: deve ser informado o país de nacionalidade do aluno.
▪ UF: deve ser informada a UF de nascimento do aluno.
▪ Município: deve ser informado o município de nascimento do aluno.
▪ Aluno com deficiência, Transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou
superdotação: deve ser indicado se o aluno possui ou não algum tipo de deficiência,
transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação.

O campo cor/raça apresenta as seguintes opções de resposta: não dispõe de informação,


aluno não quis declarar cor/raça, branca, preta, parda, amarela e indígena (Figura 10).

Figura 10 – Dados pessoais – Cor/Raça


Fonte: Deed/Inep.

A opção aluno não quis declarar cor/raça só deve ser marcada nos casos em que o aluno
opte expressamente pela não declaração de sua cor/raça. A opção não dispõe de informação só pode
ser selecionada para alunos com ano de ingresso anterior a 2014. As demais opções devem ser
marcadas conforme a declaração de cor/raça feita pelo aluno na instituição.

OBSERVAÇÕES

Sobre o preenchimento da variável cor/raça

O campo cor/raça representa uma variável de aluno, no entanto, como um mesmo aluno pode estar
vinculado a mais de uma instituição de educação superior (IES), é possível haver um registro da
variável cor/raça diferente em cada IES. Assim, para evitar divergências nas informações prestadas,
foram criadas algumas regras no sistema:

14
▪ Se uma IES preencher esse campo com a informação de uma determinada cor/raça (branca, preta,
parda, amarela ou indígena), então não será permitido à outra IES alterar esse dado para a opção
não dispõe da informação ou aluno não quis declarar cor/raça.
▪ No caso de uma IES preencher primeiramente o questionário com a opção aluno não quis declarar
cor/raça, então não será possível que outra IES responda o questionário com a opção não dispõe
da informação. Contudo, a IES poderá substituir tal informação ao declarar a cor/raça do aluno.

Veja outras regras relacionadas ao campo cor/raça na seção Programa de reserva de vagas.

ATENÇÃO
O campo cor/raça é de preenchimento obrigatório e deve ser informado exclusivamente por
autodeclaração. Recomenda-se que as IES registrem e atualizem esse dado nos registros
acadêmicos dos alunos. É fundamental que a declaração reflita a realidade, considerando que essa
informação subsidia a formulação, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas.

No campo tipo de escola do ensino médio, o usuário deverá informar o tipo de escola em que
o aluno finalizou o ensino médio. O sistema oferece as seguintes opções de resposta: pública,
privada ou não dispõe da informação (Figura 11).

Figura 11 – Dados pessoais – Tipo de escola do ensino médio


Fonte: Deed/Inep.

Se o aluno for proveniente da rede pública, a opção pública deve ser selecionada. Caso o
aluno venha da rede privada, deve-se marcar a opção privada. Se o aluno for estrangeiro ou tiver

15
ingressado na IES antes de 2013, o sistema permite preencher o campo com a opção não dispõe da
informação.

OBSERVAÇÕES

▪ Para os alunos brasileiros ingressantes na IES a partir de 2013, é obrigatório informar se são
provenientes de escola pública ou privada, ou seja, não será possível preencher o campo com
a opção não dispõe da informação.
▪ Caso o aluno tenha obtido certificação do ensino médio por meio de exames, como o Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) ou Exame Nacional para Certificação de Competências de
Jovens e Adultos (Enceja), deve-se observar quem foi o responsável pela emissão do certificado
– a própria escola do aluno ou a Secretaria de Educação do Estado. Se a certificação tiver sido
emitida por Secretaria de Educação, no campo tipo de escola em que concluiu o ensino médio
deve ser informado pública.

O campo nacionalidade possui as seguintes opções: brasileira nata, brasileira por


naturalização e estrangeira (Figura 12).

Figura 12 – Dados pessoais –Nacionalidade


Fonte: Deed/Inep.

Se a opção brasileira nata for selecionada, então os campos unidade da federação (UF) e
município de nascimento serão habilitados. Essas duas informações não são obrigatórias. As
unidades da federação serão exibidas numa lista, assim como os municípios. O usuário deverá
selecionar a UF e o município de nascimento do aluno entre as opções listadas.

16
ATENÇÃO
O sistema não permite a marcação da nacionalidade brasileira nata com país de origem diferente de
Brasil. Em caso de brasileiros natos nascidos no exterior, deve-se selecionar uma das opções:
nacionalidade brasileira nata e país de origem igual a Brasil ou nacionalidade estrangeira e o
respectivo país de origem (diferente de Brasil).

Por sua vez, se for selecionada a opção brasileira por naturalização ou estrangeira, a
variável país de origem será habilitada. O usuário deverá escolher o país de origem do aluno na lista
disponibilizada pelo sistema (Figura 13):

Figura 13 – Dados pessoais – País de Origem


Fonte: Deed/Inep.

Na seção de dados pessoais, também há questionamento acerca de o aluno ser pessoa com
deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação, com três opções
de resposta: não, sim e não dispõe da informação (Figura 14).

Figura 14 – Dados pessoais – Possui deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas
habilidades ou superdotação

17
Fonte: Deed/Inep.

Caso o aluno não possua deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades
ou superdotação, selecione a opção não. Caso a IES não disponha da informação, selecione a opção
não dispõe da informação. Nesses casos, basta clicar em continuar e o sistema seguirá para a seção
seguinte.
Caso seja informado sim, as opções de tipo de deficiência, transtorno do espectro autista
(TEA), altas habilidades ou superdotação serão habilitadas para marcação, conforme Figura 15.

Figura 15 – Opções de deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou


superdotação
Fonte: Deed/Inep.

Para uma descrição detalhada de cada uma das opções de deficiência, transtorno do espectro
autista (TEA), altas habilidades ou superdotação, consulte o Glossário, ao final deste manual. Após
finalizar a seleção, clique em continuar. O sistema habilitará a seção informações básicas do curso
para preenchimento.

Informações básicas do curso


A partir dessa etapa, começam a ser inseridas as informações do vínculo do aluno ao curso.
Destacamos que nem todas as funcionalidades descritas serão habilitadas para todas as IES, visto que
há diferenças no preenchimento de dados a depender da categoria administrativa da IES e da
modalidade de ensino e grau acadêmico do curso. Assim, sugerimos que o usuário leia a descrição
completa de determinado campo para se certificar se a situação descrita se aplica ou não à sua IES ou

18
ao curso vinculado ao aluno. A seguir, são explicados os campos que fazem parte dessa seção,
conforme a Figura 16.

Figura 16 – Informações básicas do curso


Fonte: Deed/Inep.

▪ Período de referência: campo disponível apenas para as Universidades Federais. Deve-se


selecionar uma das opções disponibilizadas, primeiro semestre ou segundo semestre.
▪ Turno: período do dia em que o aluno está vinculado, podendo ser matutino, vespertino,
noturno ou integral. Campo disponível apenas na modalidade de ensino presencial.
▪ Polo: nome do polo do curso ao qual o aluno está vinculado. Campo disponível apenas na
modalidade de ensino a distância.
▪ Situação do vínculo do aluno no curso: situação de vínculo do aluno em um determinado
curso na IES, podendo ser: cursando, matrícula trancada, desvinculado do curso, transferência
interna, formado ou falecido.
▪ Curso origem: campo destinado a manter o acompanhamento da trajetória do aluno no caso
de transferência de cursos dentro de uma mesma IES. Assim, nos casos de transferências, tal
campo será habilitado no “curso de destino” de modo a registrar de qual curso o aluno saiu
com situação de transferência.
▪ Semestre de ingresso: semestre e ano de ingresso do aluno no curso.
▪ Semestre de conclusão do curso: campo habilitado quando a situação de vínculo do aluno
no curso informada for equivalente a formado. Este campo não é apresentado para
Universidades Federais.
▪ ID do aluno na IES: pode-se informar a identificação do aluno na IES, comumente chamado
de número de matrícula ou registro acadêmico (preenchimento facultativo).

19
▪ Parfor: sigla do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, sendo
variável habilitada somente para os cursos do tipo licenciatura e na qual deve ser informado
se o aluno é participante ou não do referido programa.

Observe que algumas variáveis têm especificidades e regras que devem ser seguidas durante
o preenchimento do Censo. Ademais, nem todas as variáveis descritas serão habilitadas para
preenchimento pelo usuário.
O campo período de referência está disponível somente para as Universidades Federais,
tendo em vista que a coleta de dados dessas IES é semestral. Desse modo, o campo deve ser
preenchido com o semestre ao qual se refere (Figura 17):

Figura 17 – Informações básicas do curso – Período de referência


Fonte: Deed/Inep.

O campo turno estará habilitado para preenchimento somente para os cursos presenciais. As
opções de turno incluem: matutino, vespertino, noturno ou integral. Contudo, somente estarão
disponíveis para seleção do usuário os turnos de funcionamento do curso cadastrados no Módulo
Curso.

OBSERVAÇÃO
A alteração do turno do aluno no mesmo curso não configura transferência.

A variável polo estará habilitada para preenchimento somente para os alunos vinculados a
cursos na modalidade a distância. Observe que se o aluno tiver sido carregado da base de dados do
Censo de 2023, a informação do polo já virá preenchida na tela vínculo do aluno ao curso.
No campo polo, deve ser informado o polo ao qual o aluno está vinculado. Para tanto, o

usuário deve clicar sobre o ícone (ver Figura 16). O sistema abrirá a tela de pesquisa de local de
oferta, conforme Figura 18.

20
Figura 18 – Informações básicas do curso – Filtro de pesquisa de local de oferta
Fonte: Deed/Inep.

A pesquisa de local de oferta pode ser realizada pelos seguintes campos: código do local de
oferta, UF, município e nome do local de oferta. Ao escolher um ou mais filtros e clicar no botão
pesquisar, será exibida a lista de locais de oferta correspondentes ao(s) filtro(s) aplicado(s). Para se
obter a lista completa dos locais de oferta, basta não escolher qualquer parâmetro de pesquisa e clicar
em pesquisar (Figura 18). Após localizar o polo do curso do aluno, o usuário deverá clicar na opção

selecionar, representada pelo ícone , conforme Figura 19.

Figura 19 – Informações básicas do curso – Lista de locais de oferta


Fonte: Deed/Inep.

A variável situação do vínculo do aluno no curso (Figura 20) contém as seguintes opções
de respostas: cursando, matrícula trancada, desvinculado do curso, transferência interna,

21
formado ou falecido. Note que cada aluno só poderá ter uma situação de vínculo ao curso e deve ser
informada a última situação do aluno no curso no ano de referência do Censo.
Para as Universidades Federais, cada aluno poderá ter somente uma situação de vínculo ao
curso em cada um dos períodos de referência e de forma análoga, deve ser informada a última situação
do aluno em cada período de referência.

Figura 20 – Informações básicas do curso – Situação do vínculo do aluno no curso


Fonte: Deed/Inep.

A seguir, descrevemos cada situação do vínculo do aluno no curso:


▪ Cursando – aluno que está matriculado em algum componente curricular e que não concluiu
a totalidade da carga horária exigida para a conclusão do curso no ano de referência do Censo.
▪ Matrícula trancada – aluno que está com a matrícula trancada no curso.
▪ Desvinculado do curso – aluno que não possui vínculo com o curso em decorrência de
evasão, abandono, desligamento ou transferência para outra IES.
▪ Transferência interna – aluno que foi transferido para outro curso da mesma IES.
▪ Formado – aluno que concluiu a totalidade dos créditos acadêmicos exigidos para titulação
no curso durante o ano de referência da coleta.
▪ Falecido – aluno falecido durante o ano de referência do Censo.

OBSERVAÇÃO
Para um aluno ser considerado formado no Censo, não é necessário que ele tenha realizado a
colação de grau e/ou participado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Regras gerais de preenchimento devem ser observadas:


1. As situações de vínculo cursando e matrícula trancada não podem ser informadas se o curso
estiver com a situação de funcionamento no Cadastro e-MEC igual a extinto.

22
2. Se um aluno estiver vinculado a mais de um curso na mesma IES e possuir pelo menos uma
situação de vínculo igual a falecido, as situações dos outros vínculos somente poderão ser:
transferência interna, formado ou falecido.
3. Todo aluno que possuir uma situação de vínculo igual a transferência interna deve,
necessariamente, estar vinculado a outro curso da IES.

Regras de preenchimento também devem ser observadas para cursos de área básica de
ingresso (ABI), bacharelado interdisciplinar (BI) e licenciatura interdisciplinar (LI):
1. A situação de vínculo formado não pode ser informada se o curso for do tipo ABI. Nesse
caso, o aluno, após completar um ciclo básico de disciplinas, deverá ser transferido para a
habilitação desejada.
2. Um aluno não pode ter vínculo de cursando ou matrícula trancada a um curso ABI e a um
curso vinculado a essa mesma ABI no mesmo ano de referência. Para Universidades Federais,
essa restrição se aplica em um mesmo período de referência.
3. Do mesmo modo, um aluno não pode ter vínculo de cursando ou matrícula trancada a um
curso BI/LI e a um curso terminalidade correspondente a esse BI/LI no mesmo ano de
referência. Para Universidades Federais, essa restrição se aplica em um mesmo período de
referência.

OBSERVAÇÕES

Sobre o campo Situação do Vínculo do Aluno no Curso:

▪ O Censo 2024 cobrará todos os alunos que possuíam como situação do vínculo no curso
as opções cursando e matrícula trancada no Censo 2023. Para isso, os dados desses
alunos serão carregados da base de dados de 2023.
▪ A informação sobre a situação do vínculo do aluno no curso deve ter como base o final
do período letivo do ano de referência do Censo.
▪ As Universidades Federais devem informar o vínculo do aluno ao curso com base na
situação do aluno ao final de cada semestre letivo.
▪ Os dados dos alunos informados no Censo 2023 com as seguintes situações do vínculo
no curso – falecido, formado ou desvinculado do curso – não serão carregados na base
de 2024.

Sempre que um aluno for transferido para outro curso na mesma IES, será habilitada a variável
curso origem, a fim de registrar o curso inicial no qual o aluno fora matriculado antes de efetuar sua

23
transferência para o novo curso. O objetivo do campo curso origem é auxiliar no acompanhamento
da trajetória dos alunos na educação superior. Sendo assim, ao verificar que um aluno tem situação
de vínculo igual a transferência interna, o sistema obriga que este aluno esteja vinculado a mais de
um curso na instituição. Por isso, será necessário adicionar outro curso ao aluno.
Tomemos um exemplo hipotético. O aluno Machado de Assis ingressou na IES no primeiro
semestre de 2023 no curso de graduação presencial 111-Agronomia e, durante o ano letivo de 2024,
foi transferido para o curso 000-Administração. Ao vincular o aluno ao novo curso (000-
Administração), o campo curso origem será habilitado. No sistema on-line será exibida a lista com
os cursos aos quais o aluno esteve vinculado com situação de transferência interna previamente
cadastrada no sistema. A Figura 21 mostra o preenchimento do campo curso origem no curso de
Administração (o título da tela mostra o nome do curso), exemplificando o nosso caso hipotético.

Figura 21 – Informações básicas do curso – Campo curso origem


Fonte: Deed/Inep.

Observe que as informações de turno (integral) e de situação de vínculo do aluno no curso


(cursando) se referem ao curso de Administração. Por sua vez, o campo curso origem apresenta o
nome do curso original do aluno antes da transferência para o curso de Administração, ou seja, o
curso 111- Agronomia, que deverá ser selecionado. No campo situação do vínculo do aluno no
curso deve ser informada a situação do aluno no curso de Administração, no caso, cursando.
Assim, após o término do preenchimento dos dois vínculos, o aluno Machado de Assis será
apresentado com dois vínculos referentes ao primeiro semestre: um no curso de Agronomia, na
situação transferência interna e outro no curso de Administração para o qual foi transferido, na
situação cursando, conforme Figura 22.

24
Figura 22 – Exemplo de Situação do Vínculo
Fonte: Deed/Inep.

OBSERVAÇÃO
Se um aluno realizar várias transferências internas no mesmo ano letivo, deve-se informar
apenas os vínculos ao primeiro e ao último curso. Tomemos como exemplo o aluno Machado
de Assis que no começo do ano estava vinculado ao curso 111-Agronomia e em seguida foi
transferido para o curso 000-Administração. Se depois ele se transferir para o curso de
Matemática (código 333), e permanecesse cursando nesse até o final do ano letivo, a trajetória
dele deve ser simplificada ao informar seus vínculos ao Censo. Sendo assim, o RI ou AI deve
informar apenas dois vínculos: transferência interna no curso 111 - Agronomia e cursando no
curso 333 - Matemática, com o campo curso origem preenchido com o valor 111 -
Agronomia.

Caso esse aluno inicie o ano no curso 111-Agronomia, se transfira para o curso 000-
Administração e depois volte para o curso 111-Agronomia, no mesmo ano letivo, a instituição
deve informar apenas seu vínculo ao curso 111-Agronomia, porém com o campo semestre
de ingresso informado com o semestre em que ocorreu o último ingresso.

No caso das universidades federais, como o preenchimento é por semestre, a mesma lógica
deve ser aplicada considerando o período de referência ao invés do ano letivo. Por exemplo,
Henrique ingressou no curso de Física (001) no 2º semestre de 2024. Durante o 2º semestre de

25
2024 Henrique pediu transferência do curso de Física (001) para o curso de Artes (002),
depois se transferiu do curso de Artes (código 002) para o de Pedagogia (código 003) no qual
permaneceu cursando até o final do ano. No Censo, o RI ou AI deve informar apenas dois
vínculos: transferência interna no curso 001 - Física, com período de referência igual a 2º
semestre e cursando no curso 003 - Pedagogia, com período de referência igual a 2º
semestre e o campo curso origem preenchido com o valor 001 - Física.

OBSERVAÇÃO
Quando um aluno possui situação de vínculo de transferência interna em um curso que não
é do tipo ABI, o código desse curso só poderá ser utilizado como curso origem uma vez.

No entanto, se a situação de transferência interna for em curso ABI, o código dessa ABI
poderá ser utilizado como curso origem em todos os cursos vinculados a essa ABI. O que
configura uma transferência de um curso ABI para vários cursos vinculados a essa mesma
ABI.

Quanto à variável semestre de ingresso, o informante deve declarar o semestre e o ano em que
o aluno iniciou as atividades acadêmicas no curso. O semestre de ingresso do curso ABI deve ser
mantido quando o aluno for transferido para um curso vinculado. Quando a transferência for de
qualquer curso que não seja ABI e seus vinculados, o semestre de ingresso do curso de origem deve
ser igual ou anterior ao semestre de ingresso no curso atual.
Observe que o formato a ser usado para preencher tal campo é o seguinte: 1/ano para o primeiro
semestre de determinado ano ou 2/ano para a referência ao segundo semestre de certo ano. Por
exemplo: 1/2024 ou 2/2024.
O campo semestre de conclusão do curso somente será habilitado para os alunos cuja
situação do vínculo no curso informada tenha sido igual a formado e para as instituições que não
são Universidades Federais. Neste campo, deve-se informar o semestre em que o aluno concluiu a
totalidade dos créditos acadêmicos exigidos para a obtenção da titulação do curso. As opções 1º
semestre e 2º semestre são disponibilizadas, conforme Figura 23.

26
Figura 23 – Informações Básicas do Curso – Semestre de Conclusão
Fonte: Deed/Inep.

O campo ID do aluno na IES é de preenchimento facultativo. Neste, a IES pode informar a


identificação atribuída ao aluno pela instituição (número da matrícula, por exemplo).
A variável Parfor, derivada da sigla Plano Nacional de Formação de Professores da Educação
Básica, será habilitada somente para os alunos dos cursos de graduação do tipo licenciatura.
O Parfor refere-se à política de formação de professores, implantada pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em regime de colaboração entre as
Secretarias de Educação dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal e instituições de educação
superior. O objetivo principal do programa é garantir que os professores da educação básica em
exercício na rede pública obtenham a formação mínima exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB), por meio da implantação de turmas especiais, exclusivas para esse
público.
No campo Parfor, há duas opções de resposta: sim ou não. Caso o aluno seja participante do
Parfor, o usuário deverá selecionar a opção sim. Caso o aluno não seja participante do Parfor, a
opção não deverá ser marcada.

Segunda licenciatura/formação pedagógica


Esta variável será apresentada apenas para os cursos de licenciatura. Ela tem como objetivo
identificar se o aluno está vinculado a um curso de segunda licenciatura ou de formação pedagógica.
A Resolução CNE/CP nº4, de 29 de maio de 2024 estabelece que, tanto o curso de segunda
licenciatura, quanto o de formação pedagógica, poderá ser realizado por IES, “preferencialmente
universidades, que ofertem curso de licenciatura na habilitação pretendida reconhecido pelo MEC e
com CPC de pelo menos 4 (quatro), sendo dispensada a emissão de novos atos autorizativos.”. Dessa
forma, como nem todos os cursos de segunda licenciatura e de formação pedagógica possuem código
de curso próprio no sistema e-MEC, essa variável está sendo coletada no Módulo Aluno, sempre que
o aluno for vinculado a um curso de licenciatura.

27
Duas opções de reposta são disponibilizadas: sim ou não, conforme Figura 24.

Figura 24 – Segunda Licenciatura/Formação Pedagógica


Fonte: Deed/Inep.

Caso o aluno esteja fazendo uma segunda licenciatura ou uma formação pedagógica oferecida
sob os atos autorizativos do curso de licenciatura adicionado, marque a opção sim. Caso contrário, a
opção não deverá ser marcada. Ao selecionar a opção sim, o sistema habilitará o campo tipo, com as
opções segunda licenciatura e formação pedagógica, conforme Figura 24. Selecione segunda
licenciatura, para o aluno já licenciado, que está realizando estudos para uma segunda
licenciatura. Selecione formação pedagógica para o aluno graduado, porém não licenciado, que está
se habilitando para o magistério, por meio de um curso de formação pedagógica. Apenas uma das
opções pode ser marcada.

OBSERVAÇÃO
Mesmo que um curso de segunda licenciatura ou formação pedagógica tenha código no e-MEC, os
alunos vinculados a ele também deverão possuir a marcação do campo segunda
licenciatura/formação pedagógica de acordo com o tipo do curso.
Por exemplo: ao vincular alunos no curso 112 – Formação pedagógica em Letras, será necessário
preencher o campo segunda licenciatura/formação pedagógica com sim e em seguida selecionar a
opção formação pedagógica.

O QUE FAZER COM OS ALUNOS AGORA QUE OS CURSOS DE FORMAÇÃO


PEDAGÓGICA E SEGUNDA LICENCIATURA POSSUEM CÓDIGOS NO E-MEC?
Nos casos em que os alunos foram inicialmente vinculados a cursos que, à época, não possuíam
código no e-MEC, mas que agora já contam com esse registro, é necessário realizar a adequação dos
vínculos conforme as orientações a seguir:

1. Vincular os alunos aos cursos de formação pedagógica/segunda licenciatura com


código e-MEC:

28
As Instituições de Educação Superior (IES) devem priorizar a informação dos alunos nos
cursos que agora possuem código no e-MEC. Em muitos casos, os alunos terão datas de
ingresso anteriores ao ano de referência do Censo da Educação Superior. Por exemplo, um
aluno com data de ingresso em 01/2023. Como o código e-MEC do curso foi criado apenas
em meados de 2024, não foi possível vinculá-lo corretamente no Censo 2023. Nesses casos,
será necessário justificar a ausência de vínculo no Censo anterior utilizando a justificativa:
"5 – Curso ou local de oferta não carregado para o Censo anterior."
2. Anular os vínculos anteriores:
É necessário anular os vínculos dos alunos com os cursos informados no ano anterior — ou
seja, com os cursos “pai” que deram origem à formação pedagógica ou à segunda
licenciatura. No Censo 2023, como não existia código específico no e-MEC, essa foi a única
alternativa para informar os estudantes. Com a criação dos códigos específicos, esses
vínculos devem ser anulados utilizando o motivo de anulação: "Curso não carregado para o
Censo anterior."

Carga horária em horas-relógio


Nesta seção, são coletados os dados de carga horária total do curso por aluno e carga horária
integralizada pelo aluno, conforme Figura 25.

Figura 25 – Carga horária em horas-relógio


Fonte: Deed/Inep.

A seguir, trazemos uma breve descrição de cada uma das variáveis:

▪ Carga horária total do curso por aluno: quantidade mínima de horas necessárias que o
aluno precisa cumprir para se formar. Pode ser entendido também como o somatório da carga
horária dos componentes curriculares que o aluno precisa para se formar. Note que é possível

29
que a carga horária total do curso seja diferente para alunos do mesmo curso, caso o curso
tenha matrizes curriculares distintas.
▪ Carga horária integralizada pelo aluno: somatório da carga horária dos componentes
curriculares que fazem parte da matriz do curso e que o aluno tenha cursado ou integralizado
até o fim do ano de referência do Censo. Para as Universidades Federais, é o somatório da
carga horária cursada ou integralizada até o fim de cada período de referência.

Os campos total e integralizada (Figura 25) referem-se, respectivamente, às variáveis carga


horária total do curso por aluno e carga horária integralizada pelo aluno. Para ambos os campos,
a apuração da carga horária deve ser feita no formato hora-relógio.

OBSERVAÇÕES

Para cursos que oferecem diferentes ênfases (ex. música com ênfase em violão, violino, etc.)

Enquanto o aluno não tiver decidido a ênfase que irá cursar, deverá ser informada como carga
horária total a maior carga dentre as ênfases disponíveis.

Para área básica de ingresso (ABI) e cursos vinculados

Na ABI, a carga horária total deve corresponder ao valor da própria ABI. No entanto, o
preenchimento da carga horária total do curso vinculado deve representar a carga horária do curso
como um todo, ou seja, ABI + curso vinculado. Isso decorre do fato de o diploma do aluno sair no
nome do curso vinculado e este descreve o total de horas integralizadas pelo aluno (ABI e curso
vinculado).

Para bacharelados interdisciplinares (BI), licenciaturas interdisciplinares (LI) e terminalidades

De forma análoga, nos cursos BI e LI, a carga horária total deve corresponder ao valor do próprio
BI ou LI. Já nos cursos terminalidades, deve-se informar a carga horária do curso como um todo,
ou seja, BI + terminalidade ou LI + terminalidade, conforme o caso.

Exemplo: a carga horária para integralizar o curso “BI em ciência e tecnologia” é igual a 2.400
horas. No entanto, a carga horária de integralização do curso terminalidade “Ciências da
computação” é igual a 1.600 horas, além das 2.400 horas do BI. Sendo assim, o preenchimento do
campo carga horária total do curso deve ser “2.400 horas” para “BI em ciência e tecnologia” e
“4.000 horas” para “Ciências da computação”.

Para alunos transferidos

30
Deve-se contabilizar a quantidade de horas-relógio que o aluno conseguiu aproveitar na instituição
de destino.

Exemplo: um aluno havia integralizado 600 horas-relógio na instituição A. Ao ser transferido para
a instituição B, o aluno só conseguiu o aproveitamento de metade das disciplinas. Além disso, as
disciplinas aproveitadas na instituição B possuíam carga horária menor e a soma das cargas horárias
dessas disciplinas resultou em apenas 200 horas-relógio. Portanto, para prestar a informação ao
Censo, ao contabilizar as horas integralizadas por esse aluno, a IES B deve considerar as horas que
ele integralizou em sua própria IES mais as 200 horas provenientes do aproveitamento de
disciplinas.

Formas de ingresso/seleção
Nesta seção, o usuário deverá informar a forma de ingresso/seleção do aluno no curso.
Conforme ilustrado na Figura 26, há diversas formas de ingresso/seleção na IES: vestibular, Enem,
seleção simplificada, avaliação seriada, transferência ex-officio, convênio PEC-G, decisão
judicial, egresso BI/LI, seleção para vagas de programas especiais e seleção para vagas
remanescentes.

Figura 26 – Formas de ingresso/seleção


Fonte: Deed/Inep.

Cada forma de ingresso/seleção será descrita a seguir:


▪ Vestibular – processo seletivo para ingresso no ensino superior brasileiro, composto de
provas aplicadas em processo único sobre as disciplinas cursadas no ensino médio.
▪ Enem – exame realizado pelo Inep, mediante provas compostas de questões objetivas e
redação, as quais abrangem o conteúdo das disciplinas cursadas no ensino médio.
▪ Avaliação seriada – processo seletivo em que o candidato é avaliado em diferentes etapas,
ao longo do ensino médio.

31
▪ Seleção simplificada – processos seletivos distintos do vestibular, do Enem e da avaliação
seriada, adotados pelas IES para preencherem vagas novas, ou seja, vagas destinadas a alunos
que irão começar o curso desde o início. Pode ocorrer por meio de provas, entrevistas, análise
de currículo, histórico escolar ou de diploma de nível superior, entre outros.
▪ Transferência ex-officio – efetivada entre instituições de ensino público ou privado, em
qualquer época do ano e independentemente de vaga, quando se tratar de servidor público
federal civil ou militar, estudante ou seu dependente estudante. A aceitação da transferência
será obrigatória em razão de comprovada remoção ou transferência de ofício, que acarrete
mudança de domicílio para o município onde se situe a instituição recebedora, ou para
localidade mais próxima.

OBSERVAÇÃO

✓ Alunos classificados como refugiados devem ser informados


no sistema de acordo com o processo seletivo realizado. Por
exemplo, se ingressaram por meio de uma avaliação de
currículo, devem ser registrados como "Seleção Simplificada".
Caso tenham ingressado por conta de uma decisão judicial, a
forma de ingresso deve ser “Decisão Judicial” e assim por
diante.

Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) – Ferramenta de


política externa e de apoio à internacionalização em casa das instituições de educação
superior participantes, destinado a ampliar o horizonte cultural dos brasileiros e a
fomentar as relações bilaterais com os países com os quais a República Federativa do
Brasil tenha firmado acordo de cooperação educacional, cultural ou científico e
tecnológico As inscrições para o programa são feitas nas representações diplomáticas
brasileiras, no país de origem do candidato.

OBSERVAÇÕES

✓ Os alunos que ingressarem por meio deste tipo de seleção, conforme os critérios do
Decreto nº 11.923, de 15 de fevereiro de 2024, e que mudem de curso, deverão
permanecer com a forma de ingresso PEC-G no novo curso.
✓ Os alunos que possuírem dupla cidadania e ingressarem por meio deste tipo de
seleção, devem obrigatoriamente ser informados como estrangeiros. Caso o ingresso

32
não tenha sido por meio do Convênio PEC-G, o recenseador institucional pode
escolher entre as opções de nacionalidade: estrangeiro ou naturalizado.

▪ Decisão judicial – forma de ingresso na qual, após decisão judicial, o aluno é vinculado à
IES. Exemplo: aluno que não havia concluído o ensino médio à época da matrícula, ingressa
na justiça para conseguir o ingresso. Com uma decisão favorável da justiça, a IES é obrigada
a aceitar o ingresso do aluno.
▪ Egresso de BI/LI – forma de ingresso que indica que o aluno se formou em um curso de
Bacharelado Interdisciplinar (BI) ou Licenciatura Interdisciplinar (LI) e que ingressou em um
curso de terminalidade. Os cursos de terminalidade são cursos de bacharelado ou licenciatura
para os quais o bacharelado ou a licenciatura interdisciplinar servem como forma de ingresso,
respectivamente. Essa forma de ingresso só será habilitada para as universidades federais que
possuam curso BI/LI.

OBSERVAÇÕES PARA UNIVERSIDADES FEDERAIS

✓ Para selecionar a forma de ingresso “Egresso de BI/LI” no curso terminalidade, para aluno
ingressante do 2º semestre do ano de referência do Censo, o aluno deve ter situação de
“Formado” no curso BI/LI correspondente à terminalidade no 1º semestre de referência.
✓ Para selecionar a forma de ingresso “Egresso de BI/LI” no curso terminalidade, para aluno
ingressante do 1º semestre do ano de referência do Censo, o aluno deve ter situação de
“Formado” no curso BI/LI correspondente à terminalidade no 2º semestre de referência
do Censo anterior.
✓ Se o aluno foi vinculado equivocadamente no curso BI/LI no 2º semestre do Censo
anterior, será necessário seguir um dos procedimentos abaixo:
o Se informado com situação cursando ou matrícula trancada no curso BI/LI
correspondente à terminalidade, será necessário solicitar a anulação de vínculo desse
aluno. Esse procedimento deve ser feito no próprio Censup e está descrito na seção
1.4 deste manual.
o Se informado com situação de desvinculado, falecido ou transferência interna ou
não tiver sido informado no curso BI/LI correspondente à terminalidade, a forma de
ingresso poderá ser selecionada, porém será necessário justificar o vínculo desse
aluno. Esse procedimento também deve ser feito no próprio sistema e está descrito na
seção 1.3 deste manual.

33
▪ Seleção para vagas de programas especiais – forma de ingresso na educação superior por
meio de programas que ofertem vagas em turmas especiais para demandas específicas. Por
exemplo: vagas derivadas do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor), do
Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e do Programa de Apoio à
Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (Procampo). Tal opção deve ser
sempre escolhida quando o aluno ocupar uma vaga de programa especial, independentemente
do processo seletivo realizado (vestibular, análise de currículo, entrevista etc.).
▪ Seleção para vagas remanescentes – forma de ingresso para ocupar vagas de anos anteriores
que nunca foram ocupadas ou que foram liberadas. Essa opção deve ser marcada quando os
alunos que já ingressaram na educação superior anteriormente, no ano de referência do Censo
fazem novo ingresso (vestibular, análise de currículo, entrevista etc.).

OBSERVAÇÃO PARA ABI E CURSOS VINCULADOS

✓ Alunos que são transferidos de uma Área Básica de Ingresso (ABI) para um
curso vinculado devem manter a mesma forma de ingresso informada na ABI.
Isso se deve ao fato de a ABI servir como entrada dos alunos. A transferência
da ABI para o curso vinculado é a forma que o Censo possui para informar a
continuação da formação desses alunos, portanto, a orientação é de manter a
mesma forma de ingresso e data de ingresso informadas na entrada da ABI.

FIQUE ATENTO!

Somente as opções vestibular, Enem e seleção simplificada podem ser informadas


simultaneamente.
A opção convênio PEC-G só poderá ser informada para alunos de nacionalidade estrangeira.

CONCEITOS IMPORTANTES

As informações declaradas na funcionalidade Vínculo do aluno ao curso são importantes


para gerar os seguintes conceitos:

Aluno Ingressante

34
▪ Considera-se aluno ingressante em vagas novas o aluno que tenha efetivado matrícula no
curso após aprovação em processo seletivo (vestibular, Enem, avaliação seriada ou processo
seletivo simplificado), dentro do limite de vagas ofertadas no respectivo processo seletivo, e
cujo ano de ingresso seja igual ao ano de referência do Censo.
Ainda em relação aos ingressantes de vagas novas, caso a IES chame um novo aluno, pois o
que ingressou primeiro desistiu da vaga, apenas o aluno que manteve a vaga deve ser
informado ao Censo.
▪ Considera-se aluno ingressante em vagas remanescentes aquele que tenha efetivado matrícula
no curso por meio da seleção para vagas remanescentes, dentro do limite de vagas ofertadas
no respectivo processo seletivo, e cujo ano de ingresso seja igual ao ano de referência do
Censo.
▪ Considera-se aluno ingressante em vagas para programas especiais aquele que tenha efetivado
matrícula no curso por meio da seleção para vagas de programas especiais, dentro do limite
de vagas ofertadas no respectivo processo seletivo, e cujo ano de ingresso seja igual ao ano
de referência do Censo.
▪ O aluno que tenha efetivado matrícula no curso e que tenha como forma de ingresso
transferência ex-officio, PEC-G ou decisão judicial será considerado ingressante, porém não
será computado no limite de vagas ofertadas nos processos seletivos.
▪ O total de ingressantes no ano de referência do Censo será igual ao somatório das definições
anteriores.
▪ O aluno com forma de ingresso/seleção igual a egresso de BI/LI não ocupará vaga. Ao
ingressar no curso de terminalidade, ele possuirá uma data de ingresso igual ao ano do Censo
informado, mas não será computado como ingressante no Censo. Sempre que o aluno for
transferido entre cursos de terminalidade vinculados ao mesmo BI/LI, ele ocupará uma vaga
remanescente e será considerado como ingressante por vagas remanescentes do ano de
referência do Censo.

OBSERVAÇÃO
De forma geral, os cursos vinculados a ABI não podem ter alunos ingressantes por vagas
novas, uma vez que as vagas novas devem ser ocupadas na ABI. Contudo, há algumas
situações em que isso pode ocorrer:

• Se a situação de funcionamento do curso ABI no e-MEC for "em extinção" ou


"extinta";

35
• Se a situação de funcionamento do curso ABI no e-MEC for "em atividade” e, no
Censo, a ABI for preenchida com a opção “não” no campo “Curso teve aluno
vinculado” e o motivo de não ter aluno for igual a “Curso novo” ou “Curso extinto”.

Aluno Matriculado
✓ Considera-se aluno matriculado aquele que, no ano de referência do Censo, apresente situação
de vínculo igual a cursando ou formado, independentemente do ano de ingresso no curso.

Aluno Formado (ou Concluinte)


✓ Considera-se aluno formado (ou concluinte) aquele que, no ano de referência do Censo,
apresente situação de vínculo igual a formado, independentemente do ano de ingresso no
curso.

Universidades Federais: Como a coleta dos dados é semestral e a divulgação dos dados do
Censo é anual, para universidade federais, o cálculo dos conceitos acima é feito considerando-se
apenas a última situação de vínculo do aluno ao curso.

Financiamento estudantil
A variável financiamento estudantil será apresentada apenas para cursos não gratuitos. Ela
refere-se a financiamento que o governo (federal, estadual ou municipal) ou alguma empresa (pública
ou privada) oferece a estudantes de graduação, que estejam regularmente matriculados em cursos não
gratuitos, para financiarem os custos de sua formação. Incluem-se tanto os financiamentos
reembolsáveis quanto os não-reembolsáveis.
O usuário deverá informar se o aluno conta com o apoio de financiamento estudantil,
optando por uma das respostas: sim ou não (Figura 27). A opção sim deve ser marcada se o aluno
tiver obtido acesso a financiamento, pelo menos uma vez, durante qualquer período do ano letivo,
independentemente da sua situação de vínculo ao curso (cursando, matrícula trancada, desvinculado
do curso, transferência interna, formado ou falecido).

36
Figura 27 – Financiamento Estudantil

Fonte: Deed/Inep.

Se a opção sim for selecionada no campo financiamento estudantil, é obrigatório que o


usuário informe o tipo de financiamento. O sistema habilitará opções de tipo de financiamento
estudantil reembolsável e tipo de financiamento estudantil não reembolsável.
O financiamento estudantil reembolsável refere-se à modalidade de financiamento
estudantil na qual o aluno paga o valor investido. Dentro dessa modalidade de financiamento estão
incluídas as seguintes opções de preenchimento: Fies, programa de financiamento do governo
estadual, programa de financiamento do governo municipal, programa de financiamento da
IES e programa de financiamento de entidades externas. A descrição de cada programa pode ser
encontrada no glossário ao final deste documento.

OBSERVAÇÕES

▪ Apenas bolsas de 50% ou mais de desconto na mensalidade devem ser informadas em


financiamento estudantil.
▪ As bolsas filantrópicas, oferecidas pela IES, que possuem como contrapartida isenção de
impostos, deverão ser marcadas na opção programa de financiamento da IES, como
financiamento não reembolsável.
▪ O campo financiamento estudantil se aplica apenas aos cursos não gratuitos, sejam eles
oferecidos por instituições públicas ou privadas.

37
Exemplo de Caso Hipotético: Fique Atento!
João é aluno de uma IES privada e está vinculado ao curso de Direito. A fim de ter acesso ao
financiamento do seu curso, João realizou o Enem, tendo em vista que a participação em tal exame
é um dos pré-requisitos de seleção do Prouni e do Fies.
Observe que João fez o Enem com o intuito de atender a um dos critérios de seleção dos
programas de financiamento e não como forma de ingresso/seleção no curso, pois ele já havia
ingressado no curso desejado.
Assim como no caso de João, sempre que um aluno já vinculado a determinado curso da IES
realizar processo seletivo por meio do Enem para continuar no mesmo curso e ter acesso ao Prouni
ou ao Fies, esse aluno deverá ser informado da seguinte maneira no Censo de referência:

✓ Sua data de ingresso no curso permanecerá a mesma, visto que o aluno continua ocupando
a mesma vaga.
✓ Sua forma de ingresso/seleção permanecerá a mesma, já que o aluno não fez um novo
ingresso na instituição;
✓ Na variável financiamento estudantil, deverá ser selecionada a opção sim e feita a
marcação do tipo de financiamento estudantil ao qual o aluno teve acesso: reembolsável
(Fies) ou não reembolsável (Prouni).
Observe que na situação hipotética descrita, apesar de João ter realizado o Enem, ele não
ocupará uma vaga nova, pois permaneceu no mesmo curso; logo, a IES não deve acrescentar essa
vaga na variável vagas novas do Censo referente ao programa Fies ou Prouni.
Além disso, como o aluno também não liberou uma vaga, não haverá vaga remanescente para
ser disponibilizada para outro aluno.
No exemplo citado, a ampliação do número de vagas anuais autorizadas deverá seguir a
legislação vigente dos programas Prouni e Fies.

Mobilidade acadêmica

Considera-se aluno em mobilidade acadêmica aquele que esteja vinculado a algum curso de
sua IES e que, durante qualquer período do ano de referência do Censo, esteja temporariamente
vinculado a outra instituição.
No campo mobilidade acadêmica, há duas opções de resposta: sim ou não. Caso o aluno
não tenha feito mobilidade acadêmica, a opção não deverá ser marcada. Caso o aluno tenha realizado
mobilidade acadêmica durante o ano letivo, a opção sim deve ser selecionada (Figura 28).

38
Figura 28 –– Mobilidade Acadêmica
Fonte: Deed/Inep.

Se o aluno estiver em mobilidade acadêmica, a variável tipo de mobilidade acadêmica será


habilitada. O usuário deverá escolher o tipo, conforme as opções a seguir: nacional ou internacional
(Figura 27).
Em mobilidade acadêmica nacional, é obrigatória a seleção da IES de destino (Figura 29):

Figura 29 – Mobilidade Acadêmica – IES de Destino


Fonte: Deed/Inep.

Se o usuário selecionar a opção internacional, deverá preencher a variável país de destino,


conforme lista disponibilizada pelo Censup (Figura 30).

Figura 30 – Mobilidade Acadêmica – País de destino

39
Fonte: Deed/Inep.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE MOBILIDADE ACADÊMICA

▪ As Universidades Federais terão o campo mobilidade acadêmica habilitado apenas para


alunos com situação de vínculo igual a cursando ou formado.
▪ As Universidades Federais devem considerar se o aluno esteve em mobilidade acadêmica
durante algum momento do período de referência selecionado para marcar “Sim” na resposta
ao campo.
▪ Para as demais IES, se ao fim do período letivo o aluno ainda estiver em mobilidade, deve-se
declará-lo com situação de vínculo igual a cursando.
▪ As demais IES devem considerar se o aluno esteve em mobilidade acadêmica durante algum
momento durante o ano para marcar “Sim” na resposta ao campo.
▪ Deve-se destacar que alunos em mobilidade acadêmica devem ser informados apenas nas IES
de origem. A instituição receptora, com a qual o aluno possui vínculo temporário, não deve
cadastrá-lo no Censo.
▪ Caso o aluno tenha retornado à sua IES de origem antes do ano letivo acabar, deve-se informar
a situação de vínculo deste de acordo com sua situação no curso. Por exemplo, um aluno
encontra-se em mobilidade acadêmica no 1º semestre de 2024 e retorna à IES durante o 2º
semestre. Se ao término do 2º semestre tal aluno se formar, então, na variável situação de
vínculo do aluno ao curso, deve ser declarado formado. Nesse caso, para Universidades
Federais, o aluno deve ser informado com situação de cursando no 1º período de referência
e o campo mobilidade acadêmica deve ser preenchido com sim, enquanto que, no 2º período
de referência, ele deve ser informado com situação de formado e com não no campo de
mobilidade acadêmica.
▪ Para as demais IES (que preenchem apenas uma situação do aluno por ano), deve-se informar
a última situação do aluno, ou seja, formado. Além disso, deve-se marcar o campo de
mobilidade acadêmica com sim, pois o aluno esteve em mobilidade em algum momento ao
longo do ano.

40
Política de ação afirmativa ou programa diferenciado de destinação de vagas

A variável Política de ação afirmativa ou programa diferenciado de destinação de vagas


refere-se tanto à política de ação afirmativa instituída pela Lei de Cotas (Leis nº 12.711, de 29 de
agosto de 2012, e nº 14.723, de 13 de novembro de 2023), quanto a outros programas diferenciados
de destinação de vagas que não estejam contemplados pela referida legislação. Esses programas
podem incluir programas próprios da IES, leis estaduais ou municipais entre outras ações que visem
garantir o acesso de determinado público à educação superior.
Conforme a Figura 31, há duas opções de resposta para a variável descrita: sim ou não. Se o
aluno não tiver ingressado por nenhum tipo de política de ação afirmativa ou de programa
diferenciado de destinação de vagas, o usuário deverá marcar a opção não. Caso o aluno tenha
participado, a opção sim deverá ser marcada. Em seguida, será habilitada a variável tipo de política
de ação afirmativa ou programa diferenciado de destinação de vagas (Figura 31).

Figura 31 – Programa de Reserva de Vagas


Fonte: Deed/Inep.

O usuário deverá escolher o tipo de política de ação afirmativa ou programa diferenciado


de destinação de vagas do qual o aluno fez parte no momento do ingresso. As categorias disponíveis
são:

• Reserva de vaga – Lei de Cotas (Lei nº 12.711/ 2012 e Lei nº 14.723/2023);


• Outras reservas de vagas ou Programa diferenciado de destinação de vagas ou
• Bonificação ou critérios diferenciados de pontuação em processo seletivo.

1. Reserva de vaga – Lei de Cotas (Lei nº 12.711/ 2012 e Lei nº 14.723/2023):

41
No caso da escolha da categoria Reserva de vaga – Lei de Cotas serão apresentadas oito
opções específicas, conforme disposto pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012 e pela Lei nº
14.723, de 13 de novembro de 2023. É importante destacar que apenas uma das opções poderá ser
selecionada. As opções são:

1. Aluno autodeclarado preto, pardo ou indígena, com renda familiar per capita igual ou
inferior a 1 salário mínimo e que tenha cursado integralmente o ensino médio em escolas
públicas.
2. Aluno autodeclarado quilombola, com renda familiar per capita igual ou inferior a 1
salário mínimo e que tenha cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
3. Aluno com deficiência, que tenha renda familiar per capita igual ou inferior a 1 salário
mínimo e que tenha cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
4. Aluno com renda familiar per capita igual ou inferior a 1 salário mínimo que tenha
cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
5. Aluno autodeclarado preto, pardo ou indígena, independentemente da renda, que tenha
cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
6. Aluno autodeclarado quilombola, independentemente da renda, que tenha cursado
integralmente o ensino médio em escolas públicas.
7. Aluno com deficiência, independentemente da renda, que tenha cursado integralmente
o ensino médio em escolas públicas.
8. Aluno que, independentemente da renda, tenha cursado integralmente o ensino médio
em escolas públicas.

2. Outras reservas de vagas OU Programa diferenciado de destinação de vagas:

Caso o usuário selecione esta categoria, será apresentada uma lista com 12 opções.
Diferentemente da Lei de Cotas, nesta categoria é possível marcar múltiplas opções, conforme a
elegibilidade do candidato. As opções disponíveis são:

• Preto, Pardo ou Indígena (PPI);


• Quilombola;
• Pessoa com deficiência;
• Renda;
• Procedente de escola pública;
• Transgênero e/ou Travesti;
• Idoso;
• Medalhista em olimpíadas científicas e competições de conhecimento;
• Refugiado, Apátrida ou Portador de Visto Humanitário;
• Estudante internacional;

42
• Estudante pertencente a povos e comunidades tradicionais (ribeirinho, cigano,
extrativistas, pescadores artesanais, agricultores familiares, assentado de reforma
agrária entre outros);
• Outros tipos de reserva de vagas.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE A OPÇÃO Outras reservas de vagas OU


Programa diferenciado de destinação de vagas

▪ Neste campo, é possível escolher múltiplas opções. Isso foi feito pensando nas diferentes
possibilidades de reserva de vagas.
▪ O preenchimento deve ser feito marcando todos os itens que foram utilizados como critérios de
reserva de vagas no ingresso do aluno. Como nos exemplos abaixo:
▪ Um candidato que ingressou com reserva de vagas destinada a alunos provenientes de
escolas públicas e de baixa renda deve marcar ambas as opções correspondentes
(Procedente de escola pública e SIMULTANEAMENTE a opção Renda).
▪ Outro exemplo seria um ingressante que utilizou reserva de vagas destinada a alunos
quilombola. No caso, este aluno também é uma pessoa parda, no entanto, a reserva
oferecida para ele era APENAS de alunos quilombola; dessa forma, apenas a opção
quilombola deve ser selecionada.
▪ Uma pessoa ingressou com uma reserva de vagas que exigia que a pessoa fosse PPI e de
baixa renda e proveniente de escola pública. Nesse caso, os alunos ingressantes que
utilizaram essa reserva de vagas devem ter marcado SIMULTANEAMENTE as opções PPI,
baixa renda e procedente de escola pública.

3. Bonificação ou critérios diferenciados de pontuação em processo seletivo:

Nesta opção, o usuário deverá apenas indicar que o aluno ingressou por meio de bonificação
ou pontuação diferenciada no processo seletivo. Não há uma segunda seleção para indicar o
tipo de bonificação ou quais critérios diferenciados de pontuação foram utilizados no ingresso
do aluno.

43
• Regras específicas da variável Política de ação afirmativa ou programa diferenciado de
destinação de vagas:
Observe que existem regras específicas para alguns tipos de programa de reserva de vagas,
cuja marcação fica condicionada às informações prestadas em outros campos do sistema. Além disso,
tendo em vista que os alunos podem estar vinculados a mais de uma IES, o sistema impõe algumas
restrições, a fim de evitar a quebra das regras impostas aos tipos de programa de reserva de vagas. O
Quadro 1 a seguir apresenta as regras (condições e consequências) envolvendo cada um dos tipos.

Quadro 1 – Condições para marcação dos tipos de programa de reserva de vagas


Tipo de reserva de
Condição Consequência
vagas
Opções 1 e 5 da Lei Depois que o aluno for salvo com um desses
de Cotas tipos de reserva de vaga, sua cor/raça não
Campo cor/raça preenchido com uma das
OU poderá ser alterada para as opções branca,
seguintes opções: preta, parda ou indígena.
Opção PPI da Outras amarela, aluno não quis declarar a cor/raça ou
Reservas não dispõe da informação por nenhuma IES.
Opções 3 e 7 da Lei Depois que o aluno for salvo com esse tipo de
de Cotas reserva de vaga, o campo aluno com
Campo aluno com deficiência, transtorno do
OU deficiência, transtorno do espectro autista
espectro autista (TEA), altas habilidades ou
Opção pessoa com (TEA), altas habilidades ou superdotação não
superdotação preenchido com sim.
deficiência da Outras poderá ser alterado para não por nenhuma
Reservas IES.
Qualquer opção da
Depois que o aluno for salvo com esse tipo de
Lei de Cotas
Campo tipo de escola em que concluiu o reserva de vaga, o campo tipo de escola em
OU
ensino médio preenchido com a opção que concluiu o ensino médio não poderá ser
Opção procedente de
pública. alterado para a opção privada por nenhuma
educação pública da
IES.
Outras Reservas
Fonte: Elaboração própria

Apoio social

A variável apoio social refere-se aos benefícios concedidos ao aluno, na forma de moradia,
transporte, alimentação, material didático ou bolsas (de trabalho ou permanência), com o objetivo de
favorecer sua permanência na educação superior. Não devem ser considerados como apoio social os
benefícios oferecidos pela instituição destinados a todos os alunos de maneira genérica, ou seja, que
não tenham como objetivo específico viabilizar a sua permanência na instituição.
No campo apoio social, o usuário deverá preencher se o aluno recebe ou não algum apoio
social. No caso de não recebê-lo, o usuário deverá escolher a opção não. Porém, se o aluno for
beneficiário de algum apoio social, a resposta marcada deverá ser sim (Figura 32). A opção sim deve
ser marcada sempre que o aluno tiver obtido acesso ao apoio social, pelo menos uma vez, durante

44
qualquer período do ano letivo, independentemente da sua situação de vínculo ao curso (cursando,
matrícula trancada, desvinculado do curso, transferência interna, formado ou falecido).

Figura 32 – Apoio Social


Fonte: Deed/Inep.

Ao escolher a opção sim, um novo campo, de preenchimento obrigatório, será habilitado. Tal
campo trata do tipo de apoio social recebido pelo aluno (Figura 30). As seguintes opções de apoio
social podem ser selecionadas: alimentação, moradia, transporte, material didático, bolsa
trabalho e bolsa permanência.
A seguir apresentaremos uma breve descrição de cada tipo de apoio social:
• Alimentação – apoio para alimentação dos alunos, com o objetivo de viabilizar a sua
permanência na IES. Por exemplo: descontos ou gratuidade da alimentação em restaurante
universitário, vale-alimentação.
• Moradia – apoio a estudantes com dificuldade de manter moradia com recursos próprios, com
o objetivo de viabilizar a sua permanência na IES. Por exemplo: moradia estudantil, casa do
estudante.
• Transporte – apoio para transporte do aluno até a IES, com o objetivo de viabilizar a sua
permanência na IES. Por exemplo: concessão de vale-transporte, transporte gratuito, bolsa-
transporte.
• Material didático – apoio para aquisição de material didático oferecido ao aluno, com o
objetivo de viabilizar a sua permanência na IES.
• Bolsa trabalho – remuneração recebida pelo aluno, referente a trabalhos prestados na IES.
• Bolsa permanência – auxílio financeiro destinado a alunos matriculados em IES em situação
de vulnerabilidade socioeconômica, com o objetivo de viabilizar sua permanência.

45
ATENÇÃO
A variável apoio social não inclui as bolsas que se referem a descontos na
mensalidade dos cursos ou bolsas filantrópicas, que tem como contrapartida isenção
de impostos. Consulte a seção Financiamento Estudantil para entender como essas
opções de bolsa devem ser declaradas.

Atividade extracurricular
A variável atividade extracurricular engloba quaisquer tipos de atividades que não estejam
incluídas no currículo do curso, cuja função seja a de estimular a interação entre teoria e prática no
aluno.
Como ilustrado na Figura 33, o usuário deve informar se o aluno participa de atividade
extracurricular (sim ou não). A opção sim deve ser marcada sempre que o aluno tiver realizado
atividade extracurricular, durante qualquer período do ano letivo, independentemente da sua situação
de vínculo ao curso (cursando, matrícula trancada, desvinculado do curso, transferência interna,
formado ou falecido).

Figura 33 – Atividade Extracurricular


Fonte: Deed/Inep.

Ao escolher a opção sim, a variável tipo de atividade extracurricular será habilitada (Figura
33), com as seguintes opções: pesquisa, extensão, monitoria e estágio não obrigatório. Para cada
uma delas, o sistema habilitará também o campo possui bolsa/remuneração, de marcação sim ou
não, no qual deverá ser informado se o aluno recebeu bolsa ou remuneração para realização da
atividade.
A seguir, apresentamos uma breve definição de cada atividade extracurricular:

46
▪ Pesquisa – atividade para alunos de graduação, sob a orientação de pesquisadores
qualificados, que visa proporcionar a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa
(investigação planejada, desenvolvida e redigida conforme normas metodológicas
consagradas pela ciência), tal como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
(Pibic). Devem ser considerados os alunos voluntários e os bolsistas.
▪ Extensão – programa de formação da educação superior destinado a estreitar a relação entre
universidade e sociedade. Abarca programas, projetos e cursos voltados a disseminar, para o
público externo, o conhecimento desenvolvido e sistematizado nos âmbitos do ensino e da
pesquisa e, reciprocamente, compreender as demandas da comunidade relacionadas às
competências acadêmicas da IES. Devem ser considerados os alunos voluntários e os
bolsistas.
▪ Monitoria – atividade que visa proporcionar ao aluno uma iniciação à docência no trabalho
conjunto entre professor e monitor para auxiliar o aprendizado em sala de aula. Devem ser
considerados os alunos voluntários e os bolsistas.
▪ Estágio não obrigatório – atividade que o aluno realiza, visando ao aperfeiçoamento
profissional. Proporciona ao aluno uma base mais concreta das matérias vistas em sala de aula
como um item adicional à sua preparação para o mercado de trabalho. Devem ser considerados
os alunos voluntários e os bolsistas.

FIQUE ATENTO!

▪ Alunos participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência


(Pibid) e do Programa de Residência Pedagógica devem ser declarados como alunos
que participam de atividade extracurricular e, no tipo de atividade
extracurricular, deverá ser selecionada a opção estágio não obrigatório.
▪ Alunos participantes do Programa de Educação Tutorial (PET) devem ser declarados
como alunos que participam de atividade extracurricular e, no tipo de atividade
extracurricular, deverão ser selecionadas as opções pesquisa e extensão, já que
este programa é orientado pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa
e extensão e da educação tutorial.

Ao terminar o preenchimento dos dados nas abas anteriores, o sistema exibirá a etapa
Confirmação, conforme Figura 34. A Figura é de caráter meramente ilustrativo, já que alguns dados
podem não ser aplicáveis a todas as IES.

47
Figura 34 – Confirmação
Fonte: Deed/Inep.

Na confirmação, o usuário pode visualizar o resultado dos dados do vínculo do aluno ao curso
e conferir se todos foram informados corretamente. Caso seja necessário modificar algum dado, o
usuário pode clicar no botão voltar (Figura 34) até chegar ao campo que deseja modificar ou rolar a
tela para cima e clicar diretamente na seção desejada. Após a edição dos dados, basta clicar na seção
confirmação e o sistema volta a apresentar o resumo dos dados informados. Se todos os dados
estiverem corretos, o usuário deve clicar no botão salvar.
Nesse momento, caso seja identificado que o vínculo apresenta alguma inconsistência com
relação ao vínculo do ano anterior, o sistema apresentará mensagem indicando a necessidade de
justificativa ou correção desse vínculo. Esse procedimento será explicado detalhadamente na seção
1.3 Justificar aluno do Censo anterior. Se não existirem inconsistências de anos anteriores ou dados
obrigatórios faltantes, ao clicar em salvar, o sistema exibirá mensagem de sucesso.

1.1.2 Cadastrar Aluno Estrangeiro sem CPF

O cadastro de alunos estrangeiros sem número de CPF só poderá ser feito no sistema on-line,
ou seja, não haverá migração de dados de aluno sem CPF.

48
Para realizar o cadastro de aluno estrangeiro sem CPF, o usuário deverá selecionar a opção
cadastrar aluno e na página inicial do cadastro, selecionar a opção aluno estrangeiro sem CPF (ver
Figuras 2 e 3).
Para iniciar o cadastro de alunos estrangeiros sem CPF, o sistema exigirá inicialmente o
preenchimento dos seguintes dados do aluno: nome completo e data de nascimento (Figura 35).

Figura 35 – Aluno Estrangeiro sem CPF – Dados Pessoais


Fonte: Deed/Inep.

Informe o nome completo do aluno e a data de nascimento e clique em cadastrar. O sistema


fará uma pesquisa na base de dados do próprio Censup, e retornará todos os alunos estrangeiros que
possuírem a mesma data de nascimento (Figura 36).

Figura 36 – Lista de alunos estrangeiros


Fonte: Deed/Inep.

49
Verifique se o aluno a ser cadastrado já existe na lista informada. Confira o nome da mãe, pois
pode haver homônimos. Caso o aluno seja um dos apresentados na lista, clique na opção selecionar,

representada pelo ícone . O sistema abrirá o cadastro do aluno para edição.


Caso o aluno não seja encontrado na base de dados do Censup, então o usuário deverá
selecionar a opção cadastrar novo aluno. O sistema abrirá o formulário de cadastro de aluno para
preenchimento dos dados solicitados.
Em ambos os casos, as demais variáveis coletadas e o processo de preenchimento dos dados
de aluno estrangeiro sem CPF seguem o mesmo padrão do preenchimento dos dados de alunos com
CPF. Como esses passos já foram descritos em detalhes na seção 1.1.1 Cadastrar Aluno com CPF,
orientamos que consulte essa seção em caso de dúvidas.

1.2 Pesquisar Aluno

Para pesquisar um aluno, na página inicial do Censup, no menu lateral Aluno, selecione a
opção pesquisar aluno (ver Figura 1). O sistema apresentará a tela de pesquisa, ilustrada na Figura
37.

Figura 37 – Pesquisar Aluno


Fonte: Deed/Inep.

A tela de pesquisa disponibiliza os seguintes parâmetros de busca: ID do aluno, código de


pessoa no Inep, CPF, documento estrangeiro, nome, data de nascimento, curso, situação de

50
vínculo, local de oferta, status de validação, ano do semestre de ingresso, semestre de ingresso
e ID do aluno na IES.
A seguir apresentamos breve descrição de cada um dos filtros:

▪ ID do aluno: Código criado sequencialmente pelo Censup para identificar cada aluno.
▪ Código de Pessoa no Inep: código identificador único da pessoa física no Inep. Código criado
sequencialmente pelo Inep para identificar cada pessoa.
▪ CPF: número de Cadastro de Pessoa Física do aluno.
▪ Documento estrangeiro: documento estrangeiro/passaporte de aluno estrangeiro usado para
identificá-lo. Aceita caracteres alfanuméricos, isto é, de A a Z e/ou de 0 a 9.
▪ Nome: informar nome ou parte do nome do aluno. Usar apenas caracteres de A a Z.
▪ Data de nascimento: refere-se à data de nascimento do aluno. Deve-se informar apenas números,
no formato dd/mm/aaaa.
▪ Curso: curso ao qual o aluno está vinculado.
▪ Situação de vínculo: indica a situação de vínculo do aluno no curso. O usuário pode escolher
entre as seis opções – cursando, matrícula trancada, desvinculado do curso, transferência interna,
formado, ou falecido.
▪ Local de oferta: local de oferta do curso em que o aluno está vinculado.
▪ Status de validação: indica a situação de validação dos dados. O usuário pode escolher entre dois
tipos de status – validação dos dados pendente ou validação dos dados concluída.
▪ Ano do semestre de ingresso: ano de ingresso do aluno no curso. Possibilita o filtro de alunos
por um determinado ano de ingresso.
▪ Semestre de ingresso: semestre de ingresso do aluno no curso. Possibilita o filtro de alunos por
um determinado semestre de ingresso.
▪ ID do aluno na IES: ID de identificação do aluno na própria IES. É um campo opcional, que
algumas IES utilizam, geralmente colocando a matrícula do aluno para facilitar sua identificação
posteriormente.
▪ Apenas Alunos sem CPF: indica se devem aparecer apenas os alunos sem CPF.

O botão cadastrar aluno permite inserir novos alunos, conforme detalhado na seção 1.1
Cadastrar Aluno. O botão limpar permite apagar os dados inseridos como parâmetros de busca. Caso
o usuário prefira não adotar quaisquer tipos de filtros, poderá simplesmente clicar em pesquisar e o
sistema retornará uma lista com todos os alunos cadastrados em sua IES (Figura 38).

51
Figura 38 – Resultado de Pesquisa – Lista de Alunos
Fonte: Deed/Inep.

A Figura 38 exibe um exemplo de resultado de pesquisa de alunos de uma IES. O total de


registros encontrados na base de dados foi 487. No resultado da pesquisa, podem-se observar as
seguintes informações:
▪ Status: indica a situação de validação dos dados.
▪ ID do aluno: representa o identificador único do Inep do aluno.
▪ Cod. Pessoa: representa o identificador único do Inep da pessoa física.
▪ CPF: representa o número de Cadastro de Pessoa Física do aluno.
▪ Nome: exibe o nome completo do aluno.
A coluna status poderá ser representada por dois ícones:
Indica os alunos que ainda não estão atualizados, ou seja, estão com validação de dados
pendente.
Indica os alunos cujos dados censitários de 2024 já foram atualizados, ou seja, que estão
com a validação de dados concluída.

A coluna ações disponibiliza uma opção:

Representa a funcionalidade editar e remete o usuário à tela de cadastro do aluno, em


que poderá editar os dados cadastrais do aluno, bem como editar ou excluir o vínculo do aluno a
determinado curso da IES.
Na lista de alunos também é possível exibir mais informações do aluno, clicando no ícone
azul no início da linha do aluno . Ao clicar nesse ícone, o sistema exibe dados adicionais do aluno:
data de nascimento, nome da mãe, sexo e cor/raça (Figura 39).
52
Figura 39 – Lista de Alunos – Informações adicionais do aluno
Fonte: Deed/Inep.

A Figura 40 é um exemplo da tela editar aluno, para a qual o usuário será remetido no caso
de clicar na opção editar . As variáveis de cadastro pessoal do aluno foram detalhadas na subseção
Dados Pessoais deste manual. Recomendamos que, caso tenha alguma dúvida quanto ao
preenchimento de tais dados, confira essa subseção novamente.
Na lista que é apresentada após os dados pessoais do aluno, são exibidos todos os vínculos do
aluno ao(s) curso(s) em que esteja vinculado, com as seguintes informações: status, código,
curso/curso, situação, período de referência e ações.

53
Figura 40 – Editar aluno
Fonte: Deed/Inep.

A seguir apresentaremos breve descrição de cada informação relacionada ao vínculo do aluno:


▪ Status: indica a situação de validação dos dados.
▪ Código: representa o código que identifica determinado curso.
▪ Curso: apresenta o nome do curso.
Situação: representa a situação do vínculo do aluno ao curso, podendo ser cursando,
matrícula trancada, desvinculado do curso, transferência interna, formado ou falecido.
▪ Período de referência: indica o período de referência do vínculo do aluno ao curso (pode ser
o 1º ou o 2º). Essa informação só está disponível para Universidades Federais.

A coluna status poderá ser representada por dois ícones:


Indica os alunos que ainda não estão atualizados, ou seja, estão com validação de dados
pendente.

54
Indica os alunos cujos dados censitários de 2024 já foram atualizados, ou seja, que estão
com a validação de dados concluída.

A coluna ações disponibiliza três opções para Universidades Federais e duas opções para as
demais instituições.
Representa a funcionalidade editar e remete o usuário à tela de cadastro do aluno, em que
poderá editar os dados cadastrais do aluno, bem como editar ou excluir o vínculo do aluno ao curso.

Permite ao usuário excluir o vínculo do aluno ao curso.

Permite ao usuário visualizar o vínculo do aluno ao curso.

Permite ao usuário duplicar o vínculo do aluno ao curso. Esta ação está disponível somente
para Universidades Federais, tendo em vista que a coleta de dados dessas instituições é semestral. O
usuário deve utilizá-la sempre que for vincular o aluno a um curso que já está na lista de vínculos,
mas que agora irá preencher o vínculo em outro período de referência. Dessa forma, ao clicar no
ícone, o sistema exibirá a tela de vínculo do aluno ao curso contendo desde os dados pessoais do
aluno até a etapa de confirmação. É importante observar que, para dar celeridade ao preenchimento
do usuário, a maioria dos dados já vem preenchidos de acordo com o vínculo já informado, restando
apenas os campos situação do vínculo do aluno no curso, carga horária integralizada e curso origem
para preenchimento. Outro detalhe é que o campo período de referência não é editável. Dessa forma,
se, por exemplo, o aluno já possuir um vínculo a determinado curso no 1° semestre, ao duplicar o
vínculo, o campo período de referência já virá preenchido com 2° semestre e não poderá ser
modificado.
Na lista dos vínculos do aluno também é possível exibir mais informações sobre o vínculo,
clicando no seguinte ícone ( ), conforme Figura 41. Ao clicar neste ícone, o sistema exibe dados
adicionais do vínculo do aluno ao curso: modalidade (presencial ou a distância), grau (bacharelado,
licenciatura ou tecnológico), semestre de ingresso (semestre e ano de ingresso do aluno na IES) e
forma de ingresso (vestibular, Enem, avaliação seriada, seleção simplificada, egresso BI/LI,
convênio PEC-G, transferência ex-officio, decisão judicial, seleção para vagas remanescentes ou
seleção para vagas de programas especiais).

55
Figura 41 – Lista de vínculos do aluno – Informações adicionais do vínculo
Fonte: Deed/Inep.

ALGUMAS REGRAS PARA AS UNIVERSIDADES FEDERAIS

▪ Se o aluno possui vínculo “cursando” ou “matrícula trancada” no primeiro período de


referência, deve obrigatoriamente possuir um vínculo no segundo período de referência para o
curso.

▪ Se o aluno possuir vínculo ao curso nos dois períodos de referência, o botão duplicar não
aparece mais na coluna de ações.

▪ Se o aluno possui vínculo em um dos períodos de referência, o vínculo do aluno no outro


período de referência deve ser informado obrigatoriamente através da ação duplicar. Isso
porque o usuário não encontrará mais o curso através da opção adicionar curso.

▪ É obrigatório que cursos informados no segundo período de referência com data de ingresso do
primeiro período de referência, tenham vínculo ao curso no primeiro período de referência.
Exceto para curso vinculado a uma ABI (atributo de ingresso) cujo curso origem é um curso
ABI ou curso vinculado à mesma ABI.

▪ Se o aluno possuir vínculo no primeiro período de referência com a situação de vínculo igual a
“formado”, não será possível vincular o aluno no mesmo curso no segundo período de
referência.

▪ Se o aluno possuir vínculo no primeiro período de referência com a situação de vínculo igual a
“falecido”, não será possível vincular o aluno em qualquer curso no segundo período de
referência.

Se um aluno tiver sido equivocadamente informado com situação cursando ou matrícula


trancada no Censo anterior, é necessário solicitar a anulação de vínculo desse aluno. Veja como
fazer esse procedimento na seção 1.4 deste documento.

56
1.3 Justificar Aluno do Censo Anterior

Conforme explicitado na seção 1.1 Cadastrar aluno, ao final do cadastro do aluno, ao salvar
as informações declaradas, caso seja identificado que o vínculo apresenta alguma inconsistência com
relação ao vínculo do ano anterior, o sistema apresentará mensagem indicando a necessidade de
justificativa ou correção desse vínculo.
A justificativa de vínculo foi criada para que a IES esclareça o que aconteceu quando o que
foi informado no Censo anterior é inconsistente em relação ao que foi informado no Censo atual. A
seguir são apresentados alguns exemplos:
Exemplo 1: o aluno é declarado no Censo atual com um semestre de ingresso anterior ao
Censo de referência (não ingressante), mas não estava vinculado ao mesmo curso no Censo anterior.
Exemplo 2: o aluno foi declarado no Censo anterior com situação de vínculo igual a
desvinculado ou transferência interna e é informado no mesmo curso no Censo atual, com semestre
de ingresso anterior ao ano de referência do Censo atual (não ingressante).
Além desses exemplos, outros casos também podem exigir a justificativa, como: declaração
de semestres de ingresso diferentes no Censo anterior e no de referência; aluno declarado como
formado no Censo passado e declarado no Censo corrente no mesmo curso; entre outros.
De maneira geral, como o Censo deve permitir acompanhar a trajetória dos estudantes, um
vínculo de aluno que não pode ser rastreado no Censo anterior ou cuja situação de vínculo já estiver
finalizada no Censo anterior, precisa ser justificado.
Doze opções de justificativa são possíveis:
1. O aluno reingressou no mesmo curso.
2. O aluno reingressou no mesmo curso e o semestre de ingresso foi informado incorretamente
no Censo anterior.
3. Situação do vínculo do aluno informada errada no Censo anterior.
4. Situação do vínculo e semestre de ingresso informados incorretamente no Censo anterior.
5. Curso ou local de oferta não carregado para o Censo anterior.
6. Curso em que o aluno estava vinculado não existe no Censo atual.
7. A IES não vinculou o aluno no Censo anterior.
8. Semestre de ingresso informado errado no Censo anterior.
9. Situação de vínculo informada errada, aluno formado no curso BI/LI correspondente no Censo
Anterior
10. Aluno não informado no curso BI/LI correspondente no Censo Anterior.
11. Aluno concluiu o curso BI/LI correspondente até o ano de 2020.
12. O aluno reingressou no mesmo curso. Situação de vínculo e semestre de ingresso informados
errados no Censo anterior.

As situações serão disponibilizadas para seleção conforme o caso específico. O procedimento


de justificar aluno e todos os casos em que será necessário apresentar justificativa, bem como as
justificativas cabíveis, serão descritos em detalhes nesta seção.

57
Depois que o usuário conferir os dados informados no vínculo do aluno e clicar no botão
salvar (Figura 33), o sistema apresentará uma mensagem informando o motivo pelo qual o aluno
precisa ser justificado, conforme exemplificado na Figura 42.

Figura 42 – Motivo pelo qual o aluno precisa ser justificado


Fonte: Deed/Inep.

Nesse exemplo ilustrativo, o sistema informa que a aluna Clarice foi informada no curso de
Administração com um semestre de ingresso anterior ao ano de referência do Censo, mas não possuía
vínculo nesse curso no Censo anterior. Por isso, pergunta se os dados estão corretos. Se o usuário
identificar que os dados informados no Censo atual estão incorretos, deverá clicar em não e o sistema
dará as instruções de como corrigir os dados que estão gerando a necessidade de justificativa (Figura
43).

Figura 43 – Orientações para correção dos dados no Censo atual


Fonte: Deed/Inep.

No caso da aluna Clarice, dois erros diferentes podem ter sido cometidos no Censo atual: 1) a
aluna é ingressante, mas o semestre de ingresso informado (anterior ao ano de referência do Censo)
foi um erro de preenchimento; ou 2) a aluna foi vinculada ao curso de Administração erroneamente.
Após identificar qual dos dois erros foi cometido no Censo atual, o usuário deve clicar em Ok e
corrigir a declaração, conforme as orientações dadas (corrigir o semestre de ingresso para o ano atual
ou excluir o vínculo da aluna ao curso).
Caso os dados informados no Censo atual estejam corretos, o usuário deve clicar no botão sim
(Figura 42). Em seguida, o sistema exibirá a seguinte mensagem: “É necessário preencher o campo

58
justificativa”. Ao clicar em Ok, o sistema mostrará a tela de vínculo do aluno ao curso, agora com
uma nova seção de preenchimento: justificativa de aluno (Figura 44). Nessa aba, o usuário deverá
selecionar uma das opções disponíveis a fim de justificar a situação de vínculo do aluno. Deve-se
destacar que as opções de justificativa exibidas variam de acordo com a situação de vínculo do aluno.
No exemplo da aluna Clarice, as opções são as seguintes: o aluno reingressou no mesmo curso;
curso ou local de oferta não carregado para o Censo anterior; curso em que o aluno estava
vinculado não existe no Censo atual e a IES não vinculou o aluno no Censo anterior.

Figura 44 – Justificativa de Aluno – selecionar justificativa


Fonte: Deed/Inep.

Após selecionar a opção desejada, o usuário deve clicar em continuar (Figura 44). Em
seguida, o sistema exibirá novamente a seção de confirmação dos dados do vínculo do aluno ao
curso, agora acrescida da nova seção de justificativa de aluno, conforme mostra a Figura 45. Após
conferir novamente os dados do vínculo do aluno ao curso na seção confirmação, o usuário deve
clicar no botão salvar e em seguida o sistema exibirá mensagem: “Dados salvos com sucesso”.

59
Figura 45 – Confirmação – Justificativa de Aluno
Fonte: Deed/Inep.

Os quadros a seguir apresentam em detalhes os casos em que o sistema exigirá a justificativa


de aluno e os tipos de justificativa que serão disponibilizados para cada caso. O Quadro 2 apresenta
as situações de vínculos que deverão ser justificadas para todas as IES que fazem coleta anual e para
as universidades federais, considerando o vínculo do 2/2023 com o 1/2024. O Quadro 3 aborda as
situações de vínculos que deverão ser justificadas somente pelas universidades federais, considerando
o 1º semestre em relação ao 2º semestre de referência do Censo atual. Por fim, o Quadro 4 apresenta
as situações de vínculos que deverão ser justificadas somente pelas universidades federais,
considerando o Censo anterior em relação ao 2º semestre do Censo atual.

60
Quadro 2 – Situações de vínculos que deverão ser justificadas por todas as IES que fazem
coleta anual e pelas universidades federais (vínculo 2/2023 em relação ao 1/2024)
Vínculo do aluno
Situação de vínculo do aluno ao curso no Censo 2024
Justificativas Disponíveis
ao curso no Censo 2023 (em 1/2024, no caso de Universidades
Federais)
- Ingressante: não 01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
- Semestre de ingresso: igual ao do 03 - Situação do vínculo do aluno informada errada no
Censo anterior. Censo anterior.
Desvinculado ou transferência 02 - O aluno reingressou no mesmo curso e o semestre
interna - Ingressante: não de ingresso foi informado incorretamente no Censo
- Semestre de ingresso: diferente do anterior.
anterior. 04 - Situação do vínculo e semestre de ingresso
informados incorretamente no Censo anterior.
03 - Situação do vínculo do aluno informada errada no
- Ingressante: sim
Censo anterior.
- Ingressante: não
03 - Situação do vínculo do aluno informada errada no
Formado ou falecido - Semestre de ingresso: igual ao do
Censo anterior.
Censo anterior.
- Ingressante: não
04 - Situação do vínculo e semestre de ingresso
- Semestre de ingresso: diferente do
informados incorretamente no Censo anterior.
anterior.
01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
- Ingressante: não 05 - Curso ou local de oferta não carregado para o
Censo anterior.
Sem vínculo no Censo anterior
O curso atual não é titular; ou é titular 06 - Curso em que o aluno estava vinculado não existe
e o aluno não tem vínculo ao curso no Censo atual.
representado no Censo anterior. 07 - A IES não vinculou o aluno no Censo anterior.
08 - Semestre de ingresso informado errado no Censo
- Ingressante: não anterior.
Cursando ou matrícula
- Semestre de ingresso: diferente do 12 - O aluno reingressou no mesmo curso. Situação de
trancada
anterior. vínculo e semestre de ingresso informados errados no
Censo anterior.
- Ingressante no curso terminalidade:
09 - Situação de vínculo informada errada, aluno
Falecido, transferência interna sim
formado no curso BI/LI correspondente no Censo
ou desvinculado no curso BI/LI - Forma de ingresso no curso
Anterior.
terminalidade: "Egresso de BI/LI".
- Ingressante no curso terminalidade: 10 - Aluno não informado no curso BI/LI
Sem vínculo no curso BI/LI e
sim correspondente no Censo Anterior.
sem vínculo no mesmo curso
- Forma de ingresso no curso 11 - Aluno concluiu o curso BI/LI correspondente até
do atual
terminalidade: "Egresso de BI/LI". o ano de 2020.
8 - Semestre de ingresso informado errado no Censo
Vínculo no curso representado - Ingressante no curso titular: não anterior.
com situação de cursando ou - Semestre de ingresso no curso titular: 12 - O aluno reingressou no mesmo curso. Situação de
matrícula trancada. diferente do anterior. vínculo e semestre de ingresso informados errados no
Censo anterior.
- Ingressante no curso titular: não 01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
- Semestre de ingresso no curso titular: 03 - Situação do vínculo do aluno informada errada no
Vínculo no curso representado igual do anterior. Censo anterior.
com situação de falecido, 02 - O aluno reingressou no mesmo curso e o semestre
formado, desvinculado ou - Ingressante no curso titular: não de ingresso foi informado incorretamente no Censo
transferência interna - Semestre de ingresso no curso titular: anterior.
diferente do anterior. 04 - Situação do vínculo e semestre de ingresso
informados incorretamente no Censo anterior.
Vínculo no curso representado
- Ingressante no curso titular: sim 03 - Situação do vínculo do aluno informada errada no
com situação de falecido ou
Censo anterior.
formado
Fonte: Elaboração própria

61
Quadro 3 – Situações de vínculos que deverão ser justificadas somente pelas Universidades
Federais (vínculo 1/2024 em relação ao 2/2024)
Situação de vínculo do
Vínculo do aluno ao curso em 2/2024 Justificativas Disponíveis
aluno ao curso em 1/2024

Desvinculado ou - Ingressante: não


01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
transferência interna - Semestre de ingresso: igual do anterior
Fonte: Elaboração própria

Quadro 4 – Situações de vínculos que deverão ser justificadas somente pelas Universidades
Federais (último vínculo no Censo 2023 em relação ao 2/2024, sem vínculo em 1/2024)
Vínculo do aluno ao curso
Situação de vínculo do
em 2/2024
aluno ao curso Justificativas Disponíveis
Sem vínculo em 1/2024 ou o aluno possui
no Censo 2023
anulação de vínculo
01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
- Ingressante: não
03 - Situação do vínculo do aluno informada
- Semestre de ingresso: igual do anterior
errada no Censo anterior.
Desvinculado ou 02 - O aluno reingressou no mesmo curso e o
transferência interna semestre de ingresso foi informado
- Ingressante: não
incorretamente no Censo anterior.
- Semestre de ingresso: diferente do anterior
04 - Situação do vínculo e semestre de ingresso
informados incorretamente no Censo anterior.
03 - Situação do vínculo do aluno informada
- Ingressante: sim
errada no Censo anterior.

- Ingressante: não 03 - Situação do vínculo do aluno informada


Formado ou falecido
- Semestre de ingresso: igual do anterior errada no Censo anterior.

- Ingressante: não 04 - Situação do vínculo e semestre de ingresso


- Semestre de ingresso: diferente do anterior informados incorretamente no Censo anterior.
Sem vínculo no Censo
- Ingressante: não 01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
anterior
- Ingressante: não
- Semestre de ingresso: igual do anterior 01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
Cursando ou matrícula - Vínculo do aluno no Censo anterior anulado
trancada - Ingressante: não 02 - O aluno reingressou no mesmo curso e o
- Semestre de ingresso: diferente do anterior semestre de ingresso foi informado
- Vínculo do aluno no Censo anterior anulado incorretamente no Censo anterior.
Falecido, transferência - Ingressante no curso terminalidade: sim 09 - Situação de vínculo informada errada, aluno
interna ou desvinculado no - Forma de ingresso no curso terminalidade: formado no curso BI/LI correspondente no
curso BI/LI "Egresso de BI/LI". Censo Anterior.
10 - Aluno não informado no curso BI/LI
- Ingressante no curso terminalidade: sim
Sem vínculo no curso correspondente no Censo Anterior.
- Forma de ingresso no curso terminalidade:
BI/LI 11 - Aluno concluiu o curso BI/LI
"Egresso de BI/LI".
correspondente até o ano de 2020.
- Ingressante no curso titular: não
Vínculo no curso - Semestre de ingresso no curso titular: igual do 01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
representado com situação anterior.
de cursando ou matrícula - Ingressante no curso titular: não 02 - O aluno reingressou no mesmo curso e o
trancada. - Semestre de ingresso no curso titular: diferente
semestre de ingresso foi informado
do anterior. incorretamente no Censo anterior.
- Ingressante no curso titular: não 01 - O aluno reingressou no mesmo curso.
- Semestre de ingresso no curso titular: igual do
03 - Situação do vínculo do aluno informada
Vínculo no curso
anterior. errada no Censo anterior.
representado com situação
de falecido, formado, 02 - O aluno reingressou no mesmo curso e o
desvinculado ou - Ingressante no curso titular: não semestre de ingresso foi informado
transferência interna - Semestre de ingresso no curso titular: diferente incorretamente no Censo anterior.
do anterior. 04 - Situação do vínculo e semestre de ingresso
informados incorretamente no Censo anterior.
Vínculo no curso - Ingressante no curso titular: sim
03 - Situação do vínculo do aluno informada
representado com situação - Semestre de ingresso no curso titular: diferente
errada no Censo anterior.
de falecido ou formado do anterior.
Fonte: Elaboração própria

62
1.4 Anular Vínculo de Aluno

O Censo deve permitir, dentre outras coisas, acompanhar a trajetória dos alunos na educação
superior. Para isso, todos os vínculos ativos, ou seja, vínculos de aluno a curso com situação de
cursando ou matrícula trancada, declarados no Censo anterior, são automaticamente carregados no
Censo de referência da coleta, para que a sua situação seja atualizada. Assim, todos os alunos com
vínculos ativos em 2023 são cobrados pelo Censup na declaração do Censo 2024 e o seu fechamento
depende dessa atualização.
No entanto, se um aluno tiver sido equivocadamente informado com situação cursando ou
matrícula trancada no Censo anterior, é necessário que seja feita uma anulação do vínculo desse
aluno ao curso em que foi informado errado, para que o sistema deixe de exigir essa atualização.
Para isso, o usuário deverá retornar ao menu Aluno e selecionar a opção anular vínculo (ver
Figura 1). O sistema apresentará uma tela para pesquisa dos alunos que possuem pelo menos um
vínculo ativo (cursando ou matrícula trancada) a algum curso da IES, declarado no Censo 2023
(Figura 46).

Figura 46 – Anular vínculo de aluno – Pesquisar Aluno


Fonte: Deed/Inep.

Seis campos são exibidos para pesquisa: ID do aluno, CPF, nome do aluno, curso, status e
motivo. O campo ID do aluno refere-se ao código de identificação do aluno utilizado pelo Inep. O
campo CPF refere-se ao registro do aluno no cadastro de pessoa física da Receita Federal. Esses dois
campos permitem executar a pesquisa por mais de um aluno simultaneamente. Para isso, os números
informados devem ser separados por vírgula e sem espaçamento. Por exemplo, caso deseje-se fazer
uma busca por quatro alunos, por meio dos seus CPFs, esses números devem ser informados no campo

63
CPF da seguinte maneira: 000.000.000-00,111.111.111-11,222.222.222-22,333.333.333-33. O nome
do aluno permite a busca por parte do nome ou nome completo do aluno. O campo curso abre uma
nova janela com opções para pesquisa de curso. O campo status permite a pesquisa dos alunos pelo
status da solicitação (pendente de análise, indeferido e deferido). O campo motivo apresenta sete
opções referentes aos motivos indicados pela IES no caso de solicitações já registradas no Censup
(aluno duplicado sem CPF, aluno duplicado com CPF, aluno vinculado indevidamente ao curso no
Censo anterior, aluno desvinculado no Censo anterior, aluno transferido no Censo anterior, aluno
formado no Censo anterior e aluno falecido no Censo anterior).
Ao escolher um ou mais filtros e clicar no botão pesquisar, será exibida a lista de aluno(s)
correspondentes ao(s) filtro(s) aplicado(s). Para se obter a lista completa dos alunos com vínculos
ativos em 2023, basta não escolher qualquer parâmetro de pesquisa e clicar em pesquisar. A Figura
47 a seguir traz o resultado da busca de quatro alunos por CPF, conforme exemplo citado.

Figura 47 – Anular Vínculo – Lista de Vínculos de Alunos


Fonte: Deed/Inep.

A lista de vínculos de alunos gerada a partir dos parâmetros da pesquisa possui cinco colunas:
CPF, nome do aluno, código/nome do curso, status e uma coluna de ações. Observe que na primeira
vez em que a solicitação for feita, todos os alunos listados estarão com o status de não solicitado. O
usuário deve conferir atentamente as informações dos alunos antes de solicitar a anulação do vínculo.
A solicitação pode ser feita individualmente ou em lote.

Para solicitar a anulação do vínculo de um aluno por vez, deve-se clicar no ícone
disponível na coluna Ações, ao lado do respectivo aluno. Para solicitar a anulação de mais de um

64
aluno simultaneamente, deve-se selecionar os alunos, por meio de suas respectivas caixas de seleção
e clicar no botão Anular Selecionados, conforme detalhado na Figura 48.

Figura 48 – Anular Selecionados


Fonte: Deed/Inep.

O sistema solicitará a confirmação da solicitação, conforme Figura 49.

Figura 49 – Mensagem de confirmação da solicitação


Fonte: Deed/Inep.

Feita a confirmação da solicitação, o sistema disponibilizará um campo para apresentação da


justificativa para a anulação dos vínculos dos alunos selecionados (Figura 50).

65
Figura 50 – Justificativa da IES para a anulação do vínculo dos alunos selecionados
Fonte: Deed/Inep.

O campo de justificativa é um campo textual livre. Informe detalhadamente os motivos que


justificam a necessidade de se anular os vínculos desses alunos no Censo anterior. Essa ação implica
em assumir que os vínculos ativos desses alunos (cursando e matrícula trancada) no Censo anterior
estão errados e por isso precisam ser anulados, para que deixem de ser cobrados pelo Censo atual. A
justificativa contida nesse campo deve ser preenchida para cada solicitação de anulação realizada.
Após o preenchimento, deve-se clicar em Salvar.
Em seguida, o sistema apresentará um termo de compromisso, em que são esclarecidas as
condições de uso da funcionalidade de anulação de vínculo (Figura 51).

Figura 51 – Termo de compromisso


Fonte: Deed/Inep.

Ao aceitar o termo de compromisso, o usuário responsável pela solicitação declara estar ciente
e de acordo com as condições de uso da funcionalidade. Esta etapa tem como objetivo deixar claro
para o usuário o que ele está solicitando, evitando o uso equivocado da ação. O aceite do termo de
compromisso é condição obrigatória para que a solicitação seja confirmada.
Após esta etapa, o usuário deverá informar o motivo da anulação do vínculo dos alunos
selecionados, conforme Figura 52.

66
Figura 52 – Motivo da Anulação
Fonte: Deed/Inep.

Caso a solicitação esteja sendo feita em lote, ou seja, pela marcação simultânea de mais de
um aluno, o motivo selecionado será atribuído a todos os alunos, por isso, é importante que o grupo
de alunos selecionados tenha o mesmo motivo para a anulação. Os sete motivos disponibilizados pelo
sistema serão detalhados a seguir:

▪ Aluno duplicado sem CPF: deve ser atribuído quando o aluno cujo vínculo deve ser anulado foi
cadastrado sem CPF no Censo 2023, mas como já havia um cadastro para o mesmo aluno feito
com a informação do CPF, o aluno acabou sendo informado em duplicidade em 2023.
▪ Aluno duplicado com CPF: deve ser atribuído quando o aluno cujo vínculo deve ser anulado foi
cadastrado com um número de CPF no Censo 2023, mas há outro cadastro do mesmo aluno com
outro número de CPF.
▪ Aluno vinculado indevidamente ao curso no Censo anterior: deve ser atribuído se o aluno,
cujo vínculo deve ser anulado, pertencia à IES, mas não deveria ter sido vinculado ao curso em
questão.
▪ Aluno desvinculado no Censo anterior: deve ser atribuído se o aluno, cujo vínculo deve ser
anulado, deveria ter sido vinculado ao curso com a situação igual a desvinculado.
▪ Aluno transferido no Censo anterior: deve ser atribuído se o aluno, cujo vínculo deve ser
anulado, deveria ter sido vinculado ao curso com a situação igual a transferência interna.
▪ Aluno formado no Censo anterior: deve ser atribuído se o aluno, cujo vínculo deve ser anulado,
deveria ter sido vinculado ao curso com a situação igual a formado.
▪ Aluno falecido no Censo anterior: deve ser atribuído se o aluno, cujo vínculo deve ser anulado,
deveria ter sido vinculado ao curso com a situação igual a falecido.
▪ Curso não carregado para o Censo anterior: deve ser selecionada quando o aluno, cujo vínculo
será anulado, foi informado sob outro código de curso da IES, devido à indisponibilidade do
código correto no Censo anterior.

67
OBSERVAÇÃO
Escolha com atenção o motivo que será atribuído a cada aluno ou grupo de alunos, pois os motivos
atribuídos são fundamentais para o acompanhamento da trajetória do aluno na educação superior.

Após a seleção do motivo da anulação, o usuário deve clicar em salvar e o sistema apresentará
uma mensagem de sucesso. As solicitações serão então analisadas pela equipe do Censo da Educação
Superior do Inep, que poderá deferir ou indeferir cada solicitação registrada. A lista apresentada na
Figura 53 ilustra os diferentes tipos de status das solicitações, que poderão ocorrer na lista de alunos
vinculados.

Figura 53 – Lista de vínculo dos alunos – Status das solicitações


Fonte: Deed/Inep.

Cada um dos status, bem como as ações disponíveis para cada um deles, serão detalhados a
seguir:
Não solicitado: a solicitação de anulação de vínculo do aluno ao curso não foi realizada. Para

solicitar a anulação, deve-se clicar na ação anular vínculo, representada pelo ícone , disponível na
coluna de ações.
Pendente de Análise: a solicitação de anulação de vínculo do aluno ao curso foi realizada,
mas encontra-se pendente de análise pela equipe do Censo da Educação Superior do Inep. As
solicitações pendentes de análise podem ser canceladas a qualquer tempo. Para isso, é preciso clicar
na ação cancelar solicitação, representada pelo ícone , disponível na coluna de ações. Após a
confirmação do cancelamento, o aluno voltará a possuir status de não solicitado.

68
Deferido: a solicitação de anulação de vínculo do aluno ao curso foi realizada e, após análise,
foi deferida pela equipe do Censo da Educação Superior do Inep. Isso significa que a atualização de
vínculo do aluno não será mais exigida no Censo 2024. As solicitações deferidas podem ser
canceladas a qualquer tempo. Para isso, é preciso clicar na ação cancelar solicitação, representada
pelo ícone , disponível na coluna de ações. Após a confirmação do cancelamento, o aluno voltará
a possuir status de não solicitado.
Indeferido: a solicitação de anulação de vínculo do aluno ao curso foi realizada e, após
análise, foi indeferida pela equipe do Censo da Educação Superior do Inep. Isso significa que o
vínculo do aluno ao curso permanece ativo e sua atualização será exigida no Censo 2024. O motivo

do indeferimento pode ser visualizado, clicando-se no ícone , na coluna de ações. As solicitações


indeferidas podem ser feitas novamente, a qualquer tempo. Para isso, é preciso clicar na ação anular

vínculo, representada pelo ícone .


Ao final da página, dois botões podem ser exibidos: cancelar selecionados e anular
selecionados.
Cancelar selecionados: esse botão só será apresentado se uma ou mais caixas de seleção
forem marcadas e permite solicitar o cancelamento de várias solicitações ao mesmo tempo. Essa
opção deve ser utilizada para cancelar solicitações cujo status seja igual a pendente de análise ou
deferido.
Anular selecionados: esse botão também só será apresentado se uma ou mais caixas de
seleção forem marcadas e permite solicitar a anulação de vínculo de mais um aluno ao mesmo tempo.
Essa opção deve ser utilizada para solicitar a anulação de vínculo de alunos cujas solicitações estejam
com status igual a não solicitado ou indeferido.

69
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O manual do usuário, Módulo Aluno, apresentou um panorama geral do módulo, abrangendo


todas as suas funcionalidades, por meio da apresentação das principais telas do Censup e das
definições dos termos utilizados (vide Glossário do Módulo Aluno). Ademais, foram passadas
instruções de como preencher os questionários eletrônicos, inclusive com observações acerca de
regras do sistema, a fim de antecipar e de evitar eventuais erros de preenchimento no sistema.
O Módulo Aluno é composto das funcionalidades cadastrar, adicionar curso, pesquisar,
justificar aluno do Censo anterior e anular vínculo. A função cadastrar foi dividida nas
categorias: cadastro de alunos com CPF e cadastro de alunos sem CPF. A seção cadastrar aluno
com CPF representa a maior parte do conteúdo do presente manual, sendo dividida em subseções
que detalham cada variável da funcionalidade. Em pesquisar, o usuário foi apresentado à
funcionalidade por meio da qual também pode ter acesso ao cadastro de alunos e, consequentemente,
à edição de dados do aluno, bem como ao vínculo a cursos. Na funcionalidade justificar aluno do
Censo anterior, foi apresentado o comportamento do sistema quando é necessário justificar aluno do
Censo anterior sendo apresentadas as principais telas do Censup. Por fim, foi apresentada a
funcionalidade de anular vínculo.
Além do presente manual, disponibilizamos ao usuário o Glossário do Módulo Aluno, que
apresenta as definições dos diversos termos utilizados ao longo do módulo. Fique atento aos conceitos
para que as informações prestadas por sua IES retratem de forma fidedigna sua situação.
Caso tenha dúvida sobre os conceitos apresentados neste módulo, consulte o Glossário do
Módulo Aluno e, se a dúvida ainda persistir, entre em contato conosco.

Equipe do Censo da Educação Superior


[email protected]
(61) 2024-3118
(61) 2024-3128

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GLOSSÁRIO

Altas habilidades ou superdotação – pessoas com altas habilidades ou superdotação demonstram


elevado potencial intelectual, acadêmico, de liderança, psicomotor e artístico, de forma isolada ou
combinada, além de apresentarem grande criatividade e envolvimento na aprendizagem e realização
de tarefas em áreas de seu interesse.

Aluno de formação pedagógica – aluno matriculado em curso de licenciatura para formação


pedagógica de profissionais do magistério. O curso de formação pedagógica é direcionado para
professores da educação básica que já concluíram um curso de nível superior, mas que não são
licenciados.

Aluno Parfor (Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica) – aluno que faz
parte do programa nacional implantado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes), em regime de colaboração com as Secretarias de Educação dos Estados, do Distrito
Federal e dos municípios e com as instituições de ensino superior (IES). O objetivo principal do
programa é garantir que os professores em exercício na rede pública de educação básica obtenham a
formação exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), por meio da
implantação de turmas especiais, exclusivas para os professores em exercício.

Aluno de segunda licenciatura – aluno matriculado em curso de segunda licenciatura para


profissionais do magistério. O curso de segunda licenciatura é oferecido a professores da educação
básica que já são licenciados em qualquer área e desejam obter uma nova habilitação.

Apoio social – benefícios concedidos ao aluno, na forma de moradia, transporte, alimentação,


material didático e bolsas (trabalho e/ou permanência), com o objetivo de favorecer sua permanência
na educação superior. Não devem ser considerados como apoio social os benefícios oferecidos pela
instituição destinados a todos os alunos de maneira genérica, ou seja, que não tenham como objetivo
específico viabilizar a sua permanência na instituição.

a. Alimentação – apoio para alimentação dos alunos (descontos ou gratuidade da


alimentação em restaurante universitário, vale alimentação), desde que específicos para
viabilizar a permanência do aluno na IES.
b. Bolsa permanência – auxílio financeiro com o objetivo de viabilizar a permanência
de alunos matriculados na IES em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Não devem
ser considerados quaisquer itens adquiridos para os alunos, pois a bolsa permanência envolve
o repasse direto do recurso financeiro.
c. Bolsa trabalho – remuneração recebida pelo aluno, referente a trabalhos prestados na
IES.
d. Material didático – apoio para aquisição de material didático por parte dos alunos,
com o objetivo de viabilizar a sua permanência na IES.
e. Moradia – apoio a estudantes com dificuldade de manter moradia com recursos
próprios (moradia estudantil, casa de estudante etc.).
f. Transporte – apoio para o transporte de alunos (concessão de vale transporte,
transporte gratuito, bolsa transporte etc.) com o objetivo de viabilizar a sua permanência na
IES .

Atividade extracurricular – qualquer tipo de atividade não incluída no currículo do curso, que tenha
a função de estimular a interação entre teoria e prática.

71
a. Bolsa/remuneração – remuneração recebida pelo aluno referente a atividades
extracurriculares, incluindo atividades de pesquisa, extensão, monitoria e estágio não
obrigatório.
b. Estágio não obrigatório – atividade que o aluno realiza visando ao aperfeiçoamento
profissional. É uma atividade extracurricular que proporciona ao aluno uma base mais
concreta das matérias vistas em sala de aula como um item adicional à sua preparação para o
mercado de trabalho. Devem ser considerados os alunos voluntários e os bolsistas.
c. Extensão – programa de formação da educação superior voltado a estreitar a relação
entre universidade e sociedade, aberto a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos
pelas instituições de ensino, que confere certificado aos estudantes concluintes. Compreende
programas, projetos e cursos voltados a disseminar ao público externo o conhecimento
desenvolvido e sistematizado nos âmbitos do ensino e da pesquisa e, reciprocamente,
compreender as demandas da comunidade relacionadas às competências acadêmicas da IES.
Devem ser considerados os alunos voluntários e os bolsistas.
d. Monitoria – atividade que visa proporcionar ao aluno uma iniciação à docência, em
um trabalho conjunto entre professor e monitor para auxiliar o aprendizado em sala de aula.
Devem ser considerados os alunos voluntários e os bolsistas.
e. Pesquisa – atividade para alunos de graduação, sob a orientação de pesquisadores
qualificados, que visa proporcionar a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa
(investigação planejada, desenvolvida e redigida conforme normas metodológicas
consagradas pela ciência), tal como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
(Pibic). Devem ser considerados os alunos voluntários e os bolsistas.

Carga horária total do curso por aluno: quantidade mínima de horas necessárias que o aluno
precisa cumprir para se formar. Pode ser entendido também como o somatório da carga horária dos
componentes curriculares que o aluno precisa para se formar. Note que cada aluno poderá possuir
uma carga horária total a depender do currículo que deva integralizar.

Carga horária integralizada pelo aluno: somatório da carga horária dos componentes curriculares
que fazem parte da matriz do curso e que o aluno tenha cursado até o fim do ano de referência do
censo. Para Universidades Federais, é o somatório da carga horária cursada até o fim de cada período
de referência.

Cor/raça – característica declarada pelo aluno de acordo com as seguintes opções: branca, preta,
amarela, parda, indígena, aluno não quis declarar cor/raça.

Curso de origem – curso do qual o aluno foi transferido. Por exemplo: Douglas estava cursando
Matemática; porém, no meio do ano pediu transferência para o curso de Economia na mesma IES.
Na situação do vínculo de Douglas ao curso de Economia o campo curso origem deve ser preenchido
com o código do curso de Matemática.

Deficiência – pessoas que têm impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual
ou sensorial, que em interação com diversas barreiras podem ter restringida sua participação plena e
efetiva na escola e na sociedade.

a. Baixa visão – perda parcial da função visual. Nesse caso, a pessoa possui resíduo visual, e
seu potencial de utilização da visão para atividades escolares e de locomoção é prejudicado,
mesmo após o melhor tratamento ou a máxima correção óptica específica.
b. Cegueira – perda total da função visual ou pouquíssima capacidade de enxergar.
c. Deficiência auditiva e surdez – consiste em impedimentos permanentes de natureza auditiva,
ou seja, na perda parcial (deficiência auditiva) ou total (surdez) da audição que, em interação
72
com barreiras comunicacionais e atitudinais, podem impedir a plena participação e
aprendizagem da pessoa.
d. Deficiência física – consiste em impedimentos físicos e/ou motores que demandam o uso de
recursos, meios e sistemas que garantam acessibilidade ao currículo e aos espaços escolares.
São exemplos de deficiência física: paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia,
tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou
ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, dentre outros.
e. Deficiência intelectual – definida por alterações significativas tanto no desenvolvimento
intelectual como na conduta adaptativa, na forma expressa em habilidades práticas, sociais e
conceituais.
f. Deficiência visual – consiste na perda total ou parcial da visão, congênita ou adquirida, em
nível variável. Pode ser classificada como cegueira, baixa visão ou visão monocular.
g. Surdocegueira – trata-se de deficiência única, caracterizada pela associação da deficiência
auditiva (com ou sem resíduo auditivo) e visual (com ou sem resíduo visual) concomitante. A
surdocegueira pode ser classificada de duas formas: pré-linguística e pós-linguística. Na pré-
linguística, a pessoa nasce surdocega ou adquire a surdocegueira muito precocemente, antes
da aquisição de uma língua. Na forma pós-linguística, uma das deficiências (auditiva ou
visual) ou ambas são adquiridas após a aquisição de uma língua (a Língua Portuguesa ou a
Língua Brasileira de Sinais). Cabe destacar que essa condição apresenta outras
particularidades, além daquelas causadas pela deficiência auditiva, surdez, baixa visão e
cegueira.
h. Visão monocular – Perda parcial ou total da função visual de um dos olhos. Nesse caso, a
pessoa possui visão normal em um dos olhos e seu potencial de utilização da visão para
atividades escolares e de locomoção é prejudicado, mesmo após o melhor tratamento ou a
máxima correção óptica específica.

Escola em que concluiu o Ensino Médio – tipo de escola ou Secretaria de Estado de Educação que
emitiu o certificado de conclusão do ensino médio do aluno. Assim, pode ser pública, privada ou não
dispor da informação.

Financiamento estudantil – financiamento que o governo (federal, estadual, municipal) ou alguma


outra empresa (pública ou privada) oferece a estudantes de graduação para arcarem com os custos de
sua formação que estejam regularmente matriculados em cursos não gratuitos.

a. Não reembolsável – modalidade de financiamento estudantil na qual o aluno não


precisa pagar o valor investido.
Programa de financiamento da IES – programa de financiamento estudantil não
reembolsável administrado pela IES.
Programa de financiamento de entidades externas – programa de financiamento estudantil
não reembolsável administrado por entidades externas à IES, como empresas, organizações,
etc.
Programa de financiamento do governo estadual – programa de financiamento estudantil
não reembolsável administrado pelo governo estadual.
Programa de financiamento do governo municipal – programa de financiamento estudantil
não reembolsável administrado pelo governo municipal.
Prouni integral (Programa Universidade para Todos) – programa do Ministério da
Educação que concede bolsas de estudo integrais em instituições privadas de educação
superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes
brasileiros sem diploma de nível superior, não reembolsável.
Prouni parcial (Programa Universidade para Todos) – programa do Ministério da
Educação que concede bolsas de estudo parcial de 50% em instituições privadas de educação

73
superior, em cursos de graduação ou sequenciais de formação específica, a estudantes
brasileiros sem diploma de nível superior, não reembolsável.

b. Reembolsável – modalidade de financiamento estudantil na qual o aluno paga o valor


investido.
Fies – Programa de Financiamento Estudantil – programa de financiamento federal
destinado a estudantes brasileiros da educação superior que necessitam de apoio para arcar
com os custos de sua formação.
Programa de financiamento do governo estadual – programa de financiamento estudantil
reembolsável administrado pelo governo estadual.
Programa de financiamento do governo municipal – programa de financiamento estudantil
reembolsável administrado pelo governo municipal.
Programa de financiamento da IES – programa de financiamento estudantil reembolsável
administrado pela IES.
Programa de financiamento de entidades externas – programa de financiamento estudantil
reembolsável administrado por entidades externas à IES, como empresas, organizações, etc.

Forma de ingresso/seleção – tipo de processo seletivo ao qual o aluno se submeteu para ingressar
em determinado curso.

a. Avaliação seriada – processo seletivo em que o candidato é avaliado em diferentes


etapas, ao longo do ensino médio.
b. Convênio PEC-G (Programa de Estudantes-Convênio de Graduação) –
ferramenta de política externa e de apoio à internacionalização em casa das instituições de
educação superior participantes, destinado a ampliar o horizonte cultural dos brasileiros e a
fomentar as relações bilaterais com os países com os quais a República Federativa do Brasil
tenha firmado acordo de cooperação educacional, cultural ou científico e tecnológico (Art. 1º
do Decreto nº 11.923/2024).
c. Decisão judicial – forma de ingresso na qual o aluno, após decisão judicial, é aceito
como aluno vinculado à IES. Por exemplo: aluno que não havia concluído o ensino médio até
o período de efetivar a matrícula no curso, aluno cotista que tem seu acesso à IES garantido
por meio de algum tipo de decisão judicial, entre outras.
d. Egresso de BI/LI – forma de ingresso que indica que o aluno se formou em um curso
de bacharelado interdisciplinar (BI) ou licenciatura interdisciplinar (LI) e que ingressou em
um curso de terminalidade. Os cursos de terminalidade são cursos de bacharelado ou
licenciatura para os quais o bacharelado ou a licenciatura interdisciplinar servem como forma
de ingresso, respectivamente. Essa forma de ingresso só será habilitada para as universidades
federais que possuam curso BI/LI.
e. Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) – exame realizado pelo Inep, através de
provas compostas por questões objetivas e redação, abrangendo o conteúdo das disciplinas
cursadas no ensino médio.
f. Seleção para vagas de programas especiais – refere-se às formas de ingresso para
ocupar as vagas de programas especiais que fomentam a oferta de turmas especiais para
demandas específicas. Exemplos: Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor),
Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e Programa de Apoio à
Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (Procampo). Essa opção deve
ser sempre escolhida quando o aluno ocupar uma vaga de programas especiais,
independentemente do processo seletivo realizado (vestibular, análise de currículo, entrevista,
etc.).
g. Seleção para vagas remanescentes – refere-se às formas de ingresso para ocupar as
vagas de anos anteriores, que foram liberadas ou nunca foram ocupadas ao longo dos últimos
anos (dentro do prazo mínimo de integralização do curso), tais como: admissão de

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diplomados, reingresso, transferências etc. Esta opção deve ser sempre escolhida quando o
aluno deseja ocupar uma vaga remanescente de anos anteriores, independentemente do
processo seletivo realizado (vestibular, análise de currículo, entrevista, etc.).
h. Seleção simplificada – englobam processos seletivos que sejam distintos de
vestibular, Enem ou avaliação seriada, adotados pelas IES para o preenchimento de vagas
novas. Por exemplo: provas, análise de currículo e histórico escolar, entrevistas, entre outros.
i. Transferência ex-officio – efetivada entre instituições de ensino público ou privado,
em qualquer época do ano e independentemente de vaga, quando se tratar de servidor público
federal civil ou militar, estudante ou seu dependente estudante. A aceitação da transferência
será obrigatória em razão de comprovada remoção ou transferência de ofício que acarrete
mudança de domicílio para o município onde se situe a instituição recebedora, ou para
localidade mais próxima.
j. Vestibular – processo seletivo utilizado para ingresso à educação superior brasileira.
Compreende provas que cobrem as disciplinas cursadas no ensino médio, aplicadas em
processo único.

ID do aluno – identificação do aluno da educação superior gerada pelo Inep a partir do seu
cadastramento.

Mobilidade Acadêmica – processo que possibilita ao aluno vinculado a uma IES estudar em outra,
estabelecendo vínculo temporário com a IES receptora. Compreende uma cooperação entre
instituições de ensino superior, que confere aos alunos a oportunidade de complementar seus estudos
e enriquecer a sua formação, tanto por meio dos componentes curriculares, como também pela
experiência de entrar em contato com ambientes acadêmicos diferentes.

a. Mobilidade Acadêmica Internacional – processo que possibilita ao aluno vinculado


a uma IES estudar em outra, estabelecendo vínculo temporário na instituição internacional
receptora.
País destino – país da instituição receptora do discente em mobilidade acadêmica, na qual seu
vínculo é temporário.

b. Mobilidade Acadêmica Nacional – processo que possibilita ao aluno vinculado a


uma IES estudar em outra, estabelecendo vínculo temporário na instituição nacional receptora,
realizado entre instituições federais ou estaduais.
IES Destino – instituição nacional receptora do discente em mobilidade acadêmica, na qual
seu vínculo é temporário.

Nacionalidade – refere-se ao país em que o aluno nasceu ou ao qual seus pais são naturais.

País de origem – trata-se do país de nacionalidade do aluno.

Período de referência – período que se refere ao que se compreende, nas Universidades Federais,
por um "semestre" do ano letivo correspondente ao ano de referência do Censo. O primeiro período
refere-se ao primeiro "semestre" e o segundo período refere-se ao segundo "semestre"
(independentemente de quando cada semestre ocorreu).

Polo – é a unidade acadêmica descentralizada, no País ou no exterior, disponibilizada ao aluno para


o desenvolvimento de atividades presenciais no curso (modalidade a distância) ao qual foi vinculado.

Política de ação afirmativa ou programa diferenciado de destinação de vagas – refere-se à


política de reserva de vagas prevista na Lei de Cotas (Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, e Lei
nº 14.723, de 13 de novembro de 2023), bem como a outras modalidades de reservas de vagas, ou

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programas diferenciados de destinação de vagas ou à aplicação de bonificações e critérios
diferenciados de pontuação nos processos seletivos.

• Bonificação ou critérios diferenciados de pontuação em processo seletivo: referem-se a


mecanismos que atribuem um acréscimo nas notas ou vantagens classificatórias a candidatos em
função de características pessoais, contextos sociais, ou trajetórias acadêmicas. Esses critérios
podem incluir, por exemplo, a concessão de pontuação adicional a candidatos oriundos de escolas
públicas e/ou a pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas.
• Programa diferenciado de destinação de vagas – refere-se aos programas de reserva de vagas
estaduais ou municipais, assim como a programas específicos das próprias IES ou outros tipos de
destinação das vagas da IES que não se enquadrem, necessariamente, como programa de ação
afirmativa. Exemplos disso seriam os casos de estudantes internacionais ou de medalhistas em
olimpíadas do conhecimento.

a. Preto, Pardo ou Indígena (PPI) – programa destinado a alunos que ingressam na


educação superior por meio de programa de reserva de vagas a estudantes pretos, pardos ou
indígenas. PPI refere-se a três grupos étnico-raciais definidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) na categorização racial usada no censo demográfico. Essas
categorias são usadas para mensurar a distribuição racial da população e, muitas vezes, para
implementar políticas de inclusão. No Censo da Educação Superior, a cor/raça é coletada de
forma indireta, sendo que o aluno faz a autodeclaração para a IES e o Censo coleta a
informação da IES.
b. Quilombola – programa destinado a alunos que ingressam na educação superior por
meio de programa de reserva de vagas a estudantes quilombolas. Quilombola refere-se a
descendentes de africanos escravizados que, no Brasil, fugiram para formar comunidades
autônomas conhecidas como quilombos. Essas comunidades surgiram durante o período
colonial e ao longo do Império do Brasil como formas de resistência à escravidão, oferecendo
refúgio a africanos, afro-brasileiros e, em alguns casos, indígenas e outros marginalizados pela
sociedade da época.
c. Pessoa com deficiência – programa destinado a alunos que ingressam na educação
superior por meio de programa de reserva de vagas a estudantes que tenham algum tipo de
deficiência. Pessoa com deficiência é aquela que têm impedimentos de longo prazo, de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que em interação com diversas barreiras
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade.
d. Renda – programa destinado a alunos que ingressam na educação superior por meio
de programa de reserva de vagas a estudantes que possuam determinadas condições de renda.
O critério utilizado para classificar a baixa renda pode variar de programa para programa.
e. Procedente de escola pública – programa destinado a alunos que ingressam na
educação superior por meio de programa de reserva de vagas a estudantes procedentes de
escola pública.
f. Transgênero e/ou Travesti – programa destinado a alunos que ingressam na educação
superior por meio de programa de reserva de vagas a estudantes transgênero e/ou travesti.
(1) Transgênero é um termo amplo que engloba pessoas cuja identidade de gênero é
diferente do sexo biológico atribuído ao nascer. Isso pode incluir homens trans (que
nasceram com corpos biologicamente femininos, mas se identificam como homens) e
mulheres trans (que nasceram com corpos biologicamente masculinos, mas se
identificam como mulheres), além de pessoas não-binárias ou de outras identidades de
gênero.
(2) Travesti é uma identidade de gênero que, no Brasil, está mais associada à cultura local
e à experiência histórica de pessoas que, embora tenham sido designadas como
homens ao nascer, assumem uma expressão de gênero feminina. Muitas travestis se

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consideram parte da comunidade trans, mas há quem faça uma distinção entre essas
identidades.
g. Idoso – programa destinado a alunos que ingressam na educação superior por meio de
vagas destinadas a estudantes idosos. Idoso refere-se à pessoa com 60 anos ou mais, de acordo
com o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003). Esse grupo é visto como vulnerável no que diz
respeito ao acesso a direitos e à inclusão social, especialmente em áreas como saúde, trabalho
e educação.
h. Medalhista em olimpíadas científicas e competições de conhecimento – programa
destinado a alunos que ingressam na educação superior por meio de vagas destinadas a
estudantes medalhistas em olimpíadas científicas ou competições de conhecimento. Refere-
se a estudantes que se destacam em competições acadêmicas nacionais ou internacionais,
voltadas para áreas específicas do conhecimento, como matemática, física, química, biologia,
astronomia, informática, entre outras.
i. Refugiado, Apátrida ou Portador de Visto Humanitário – programa destinado a
alunos que ingressam na educação superior por meio de vagas destinadas a estudantes
refugiados, apátridas ou portadores de visto humanitário.
(1) Refugiados são pessoas que estão fora de seu país de origem devido a fundados
temores de perseguição relacionados a questões de raça, religião, nacionalidade,
pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política ou devido à grave e
generalizada violação de direitos humanos e conflitos armados.
(2) Apátrida é o termo utilizado para descrever uma pessoa que não possui nacionalidade
reconhecida por nenhum país. Isso significa que um apátrida não é considerado
cidadão de nenhum Estado, o que pode limitar severamente seu acesso a direitos
básicos, como educação, saúde, moradia e emprego. A condição de apátrida pode
resultar de vários fatores, como discriminação racial, étnica, religiosa ou de gênero,
mudanças territoriais ou a dissolução de Estados.
(3) Visto humanitário refere-se a um tipo de autorização concedida por países a
estrangeiros que necessitam de proteção devido a emergências humanitária, conflitos
armados, perseguições, desastres naturais ou outras condições que colocam sua vida
ou liberdade em risco. No Brasil, o visto humanitário é concedido a pessoas que fogem
dessas situações, mas que não se enquadram como refugiadas de acordo com a
definição formal da Convenção de Genebra.
j. Estudante internacional – programa destinado a alunos que ingressam na educação
superior por meio de vagas destinadas a estudantes internacionais. Estudantes internacionais
são aqueles que se matriculam em instituições de ensino situadas em um país diferente daquele
em que possuem cidadania ou residência permanente, geralmente com o propósito de obter
uma formação acadêmica ou profissional em um ambiente cultural diverso. Esses estudantes
podem ingressar em programas regulares, intercâmbios ou cursos específicos, muitas vezes
contribuindo para o enriquecimento acadêmico, cultural e social das instituições anfitriãs.
k. Estudante pertencente a povos e comunidades tradicionais – programa destinado a
alunos que ingressam na educação superior por meio de vagas destinadas a estudantes
pertencentes a povos ou comunidades tradicionais. Refere-se a pessoas que fazem parte de
grupos sociais e culturais que mantêm modos de vida tradicionais, diferenciados da sociedade
dominante, e possuem uma relação única com o território e os recursos naturais. Esses grupos
preservam costumes, práticas e conhecimentos ancestrais, muitas vezes transmitidos
oralmente entre gerações, e sua identidade está profundamente vinculada à preservação do
meio ambiente e ao respeito por suas tradições. Exemplos: ribeirinho, cigano, extrativistas,
pescadores artesanais, agricultores familiares entre outros.
l. Outros tipos de reserva de vagas – programa destinado a alunos que ingressam na
educação superior por meio de programa de reserva de vagas ou destinação diferenciada de
vagas que não se enquadram nas demais categorias.

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Semestre de conclusão do curso – semestre em que o aluno concluiu a totalidade dos créditos
acadêmicos exigidos para a titulação no curso. Não é obrigatório que o aluno tenha realizado a colação
de grau e/ou participado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Semestre de ingresso - refere-se ao semestre e ao ano de ingresso do aluno no curso.

Situação do vínculo do aluno no curso – é a situação de vínculo do aluno em um determinado curso


na IES.

a. Cursando – situação de vínculo do aluno que não concluiu a totalidade da carga


horária exigida para a conclusão do curso, no ano de referência do Censo. No caso das
Universidades Federais tal situação corresponde ao discente aprovado na disciplina (APV),
ou ao discente reprovado por nota ou conceito (REP), ou ao discente reprovado por falta
(REF), ou ao discente sem conceito definido (ASC).
b. Desvinculado do curso – aluno que, na data de referência do Censo, não possui
vínculo com o curso por motivos de evasão, abandono, desligamento ou transferência para
outra IES.
c. Falecido – aluno falecido durante o ano de realização do Censo, até a data de
referência.
d. Formado – aluno que concluiu a totalidade de componentes curriculares exigidos para
titulação no curso durante o ano de referência do Censo. Não é obrigatório que o aluno tenha
realizado a colação de grau e/ou participado do Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade).
e. Matrícula trancada – aluno que, na data de referência do Censo, está com a matrícula
trancada na IES.
f. Transferência interna– aluno que foi transferido para outro curso de graduação da
mesma IES.

Transtorno do Espectro Autista (TEA) – equiparado às deficiências para todos os efeitos legais
(Lei nº 12.764/2012, Art. 1º, § 2º) trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado
por: a) deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais,
manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social;
ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível
de desenvolvimento; e b) padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades,
manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos
sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados;
interesses restritos e fixos. Estão incluídos neste quadro os diagnósticos baseados na CID-10:
Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, Transtorno
Desintegrativo da Infância, dentre outros (BRASIL, 2022; APA, 2023; WHO, 2018).

Turno (do aluno no curso) – período do dia em que o aluno cursa a maior parte das aulas, podendo
ser matutino, vespertino, noturno ou integral:

a. Integral – aluno vinculado a curso em que suas aulas são ofertadas inteira ou
parcialmente em mais de um turno (manhã e tarde, manhã e noite, ou tarde e noite), exigindo
a disponibilidade do aluno por mais de 6 horas diárias durante a maior parte da semana.
b. Matutino – aluno vinculado a curso em que maior parte da carga horária é oferecida
até as 12h de todos os dias letivos.
c. Noturno – aluno vinculado a curso em que maior parte da carga horária é oferecida
após as 18h de todos os dias letivos.
d. Vespertino – aluno vinculado a curso em que maior parte da carga horária é oferecida
entre 12h e 18h de todos os dias letivos.

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