Contabilidade Financeira
Contabilidade Financeira
Sebenta de Apo
Apoio
io
CONTAB
CONTABILIDA
ILIDADE
DE FI
FINANCEIR
NANCEIRA
A II
Este manual não deverá ser entendido como indispensável ao conhecimento das matérias
que compõem o programa da disciplina de Contabilidade Financeira do curso de Gestão
leccionado na ESTiG.
Deverá ser visto, e encarado pelos alunos, como um complemento adicional à matéria
leccionada nas aulas e abordada na bibliografia aconselhada no programa da disciplina.
Em caso algum deverá ser considerado substituto total ou parcial dessa bibliografia
aconselhada e da matéria leccionada nas aulas, e deverá ainda assim, ser complementado
pela realização dos exercícios distribuídos pelo
p elo docente.
1
Classe 3 – Existências
Existências são todos os bens armazenáveis adquiridos ou produzidos pela empresa e que
se destinam à venda ou a serem incorporados na produção. Pode-se distinguir e classificar
esses bens em:
Produtos em Curso: aqueles que se encontram numa fase do processo produtivo sem, no
entanto, terem atingido a fase final de fabrico, ou seja, estarem aptos para venda.
Produtos Acabados: são os bens resultantes do processo produtivo da empresa que, tendo
atingido a sua fase final, estão aptos para serem vendidos.
Mercadorias: bens adquiridos para posterior venda, não estando sujeitos a qualquer
transformação dentro da empresa.
2
Sistema de Inventário Permanente (S.I.P)
3
Resultado Bruto das Vendas = Vendas Líquidas – Custo das Mercadorias Vendidas e
Matérias Consumidas
Para se determinar o valor das existências e do resultado das vendas tem que se proceder
previamente à inventariação directa dos bens
be ns em stock.
4
Nem todas as entidades podem optar pela utilização do SII. Existem algumas em que a
única alternativa possível é mesmo o SIP:
5
Valorimetria:
As existências são valorizadas, de acordo com o POC, da seguinte forma:
5.3.3. Considera-se como custo de produção de um bem a soma dos custos das matérias-
primas e outros materiais directos consumidos, da mão-de-obra directa, dos custos
industriais variáveis e dos custos industriais fixos necessariamente suportados para o
produzir e colocar no estado em que se encontra e no local de ar
armazenagem.
mazenagem.
Os custos industriais fixos poderão ser imputados ao custo de produção, tendo em conta a
capacidade normal dos meios de produção.
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LIFO (Last In First Out)
- As existências em armazém são valorizadas aos preços mais antigos.
- As existências vendidas e consumidas são valorizadas aos preços mais recentes.
- Em períodos inflacionistas, origina o aparecimento de lucros mais baixos, existindo, no
entanto, o inconveniente da subavaliação dos stocks em armazém.
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31 – COMPRAS
A conta 31 – Compras não é uma conta de balanço, é uma conta transitória, daí o seu saldo
ser transferido para a adequada conta de existências.
Em S.I.P. – o saldo será transferido, aquando da entrada dos bens adquiridos em armazém.
Em S.I.I. – o saldo será transferido no final do período, para a conta de existências que se
mostre adequada.
Assim:
Subcontas:
8
32 – MERCADORIAS
“Respeita aos bens adquiridos pela empresa com destino a venda, desde que não sejam
objecto de trabalho posterior de natureza industrial.” – POC
No S.I.P.
S.I .P. a conta 32 é debitada pelas entradas e cre
creditada
ditada pelas saídas das mercadorias (ao
preço de custo).
9
34 – SUBPRODUTOS, DESPERDÍCIOS, RESÍDUOS E REFUGOS
Representam produtos secundários, de reduzido valor económico, resultantes do processo
produtivo da empresa.
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Pelo adiantamento por conta dum futuro fornecimento sujeito a Iva, e o mesmo
seja dedutível:
Valor
Líquido Iva Dedutível Valor
do meio
de Iva de pagto.
o Contabilização da factura:
38 – REGULARIZAÇÃO DE EXISTÊNCIAS
Esta conta destina-se a servir de contrapartida ao registo de quebras, sobras, saídas e
entradas
derivadaspor
de ofertas,
compras,bem como
vendas ouaconsumos.
quaisquer outras variações nas contas de existências não
11
Esta conta estará sempre saldada em SIP (será saldada por contra-partida da conta 32 / 36).
No SII será saldad
saldadaa no final do ano, aquand
aquandoo do apuramento do CMVMC, que passa agor
agoraa
a ser calculado da seguinte forma:
• Ofertas de Fornecedores
• Sobras
o Sobra considerada anormal
12
7932 – Sobras 38x – Regulariz. Existências
24332–Iva
24332–Iva Liq.–Aut.e [Link]. 6312-Iva / 654-Of.e [Link].
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• Quebras
Normais: - Perda de Validade
- Líquidos Voláteis
- Evaporação da Humidade
Anormais: - Incêndios
- Inundações
- Roubos
• Sinistros
Os sinistros são sempre considerados situações anormais. No entanto os mesmos podem
resultar num ganho ou numa perda em existências em virtude de poderem estar ou não
cobertos pelo seguro e, em caso afirmativo, a indemnização do mesmo poder exceder o
valor da perda.
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o Sinistro não coberto pelo seguro ou com indemnização que
origina uma perda
Nesta situação admite-se que o sinistro não está coberto pelo seguro, ou caso esteja, a
indemnização recebida da companhia de seguros não cobre a perda sofrida, isto é, a
indemnização é inferior ao valor das existências sinistradas.
Note-se que, com estes movimentos, a conta 6931 – Sinistros apresentaria forçosamente
saldo devedor, saldo esse que seria a perda ocasionada pelo sinistro.
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o Sinistro coberto pelo seguro cuja indemnização origina um
ganho
Nesta situação o sinistro está coberto pelo seguro e a indemnização paga pelo mesmo dá
origem a um ganho. Movimentação:
Atente-se que, nesta situação, o saldo da conta 7931 – Sinistros será obrigatoriamente
credor e, por conseguinte, esse saldo representará o ganho verificado com o sinistro.
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39 – AJUSTAMENTOS DE EXISTÊNCIAS
Esta conta, só poderá ter saldo credor ou nulo. Quando tiver saldo, o mesmo constará no 1º.
Membro do Balanço na coluna de Amortizações e Ajustamentos, na respectiva rubrica.
Constituição ou Reforço
Redução ou Anulação
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Classe 4 – Imobilizado
O imobilizado representa um conjunto de elementos variados cuja característica agrupadora
reside não na natureza do bem em si, mas na possibilidade de permanecer na empresa por
prazos mais ou menos longos, servindo qu
quer
er como meios de produção, quer como fonte de
rendimento ou de condições de trabalho.
Desta forma as imobilizações aparecem divididas em dois grandes grupos:
- DE RENDIMENTO
visam proporcionar um: certo
são asrendimento
que abrangem os investimentos
ou controlo de outrasem capital eSão
empresas. cujos objectivos
exemplos as
participações de capital noutras empresas, as obrigações e títulos de participação, os
empréstimos de financiamento e os investimentos em imóveis.
Vida Útil – período de tempo durante o qual se espera que o bem possa ser utilizado em
condições de funcionamento.
Amortização do Exercício - imputação do custo da utilização dos imobilizados pelos
diversos exercícios de vida útil.
Quota Anual de Amortização – valor do desgaste sofrido pelo bem durante um ano. Este
valor é calculado utilizando os métodos de cálculo adiante referenciados.
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As amortizações e reintegrações não são custos desembolsáveis, o que permite às entidades,
reterem fundos, a fim de poderem substituir os activos imobilizados antigos e obsoletos,
por activos novos para garantir a sua funcionalidade e a subsequente operacionalidade das
empresas.
O cálculo da quota anual de amortização pode ser efectuado utilizando principalmente dois
métodos de cálculo: o método das quotas constantes e o método das quotas degressivas. A
escolha do método de cálculo é da responsabilidade do gestor e tem a ver com as
características e tipo de imobilizado. Contudo a opção por um ou por outro, não pode ser
alterada de um exercício para o outro sem justificação, que deve ser relevada no Anexo ao
Balanço e à Demonstração de Resultados, bem como comunicada à Administração Fiscal.
em que:
Este método apresenta como principal vantagem a sua simplicidade, e como principal
desvantagem o facto de nos últimos anos as despesas de conservação e reparação serem
mais elevadas, o que origina que as despesas dos últimos anos sejam mais elevadas, pois a
quota de amortização é constante.
O método das quotas degressivas origina uma imputação dos custos mais real. Neste
método é contabilizado um desgaste superior nos primeiros anos de vida útil, desgaste esse
que tende a decrescer à medida que se aproxima o final desse período.
“Os sujeitos passivos do IRC podem, no entanto, optar, para o cálculo das reintegrações
do exercício, pelo método das quotas degressivas relativamente aos elementos do activo
imobilizado corpóreo que:
a) Não tenham sido adquiridos em estado de uso;
b) Não sejam edifícios, viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, excepto quando afectas
a empresas exploradoras de serviço público de transporte ou destinadas a ser alugadas no
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exercício da actividade normal da empresa sua proprietária, mobiliário e equipamentos
sociais.”
O nº. 3 do artº. 29º. do CIRC refere que podem ainda ser utilizados outros m
métodos:
étodos:
Enquanto o nº. 4 do mesmo artigo refere que deve haver consistência na aplicação dos
métodos:
“Em relação a cada elemento do activo imobilizado deve ser usado o mesmo método de
reintegração e amortização desde a sua entrada em funcionamento até à sua reintegração
ou amortização total, transmissão ou inutilização.”
Por fim, nos nºs. 6 e 7 do artº. 30º., prevê-se que a quota anual de amortização possa ser
praticada em regime de amortização por duodécimos (proporcionalmente ao tempo
decorrido no ano em questão):
“Os contribuintes podem optar no ano de início de utilização dos elementos por uma taxa
de reintegração ou amortização deduzida da taxa anual, em conformidade com os números
anteriores, e correspondente ao número de meses contados desde o mês de entrada em
funcionamento dos elementos.”
20
Bom, passemos ao estudo das contas desta classe.
Antes de mais importa referir o que o POC dispõe para esta classe. Como definição:
“Esta classe inclui os bens detidos, com continuidade ou permanência e que não se
destinem a ser vendidos ou transformados no decurso normal das operações da empresa,
quer sejam da sua propriedade, quer estejam em regime de locação financeira.”
Ou seja:
Mas vejamos um pouco mais em pormenor a movimentação das contas desta classe:
41 – INVESTIMENTOS FINANCEIROS
“Esta conta integra as aplicações financeiras de carácter permanente” – POC
Nesta conta registam-se por exemplo os Terrenos e edifícios que a empresa não utilize na
sua actividade, por se encontrarem alugados a terceiros; as aquisições de partes de capital
de empresas com vista ao seu controle, ou como aplicação financeira de médio e longo
prazo, etc.
21
41.1 – PARTES DE CAPITAL
Esta conta regista as aquisições de acções e quotas de outras empresas.
Subscrição
Liberação
Alienação ou Venda
Com Ganho: Preço Venda > Preço Custo
22
Com Resultado Nulo: Preço Venda = Preço Custo
23
No que diz respeito ao reembolso, o mesmo pode
p ode ser igual, superior ou inferior ao valor de
aquisição. Assim:
No que diz respeito à venda os movimentos são igualmente análogos aos da sub-conta
anterior.
24
Valor do Empréstimo
Reembolso do Empréstimo
42 – IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Nesta conta re
regista-se
gista-se os imobilizados tangíveis, móve
móveis
is ou imóveis, que a empresa
empre sa utiliza
na sua actividade operacional, que não se destinem a ser vendidos ou transformados, com
carácter de permanência superior a um ano. Em suma, será movimentada da seguinte
forma:
25
Não se fará o desdobramento desta conta pelas suas subcontas, uma vez que a
movimentação é comum a todas elas e o seu âmbito ou conteúdo é perfeitamente entendível
através da designação de cada uma dessas subcontas.
• Aquisição:
42x 24322 – Iva Dedut. – Imobilizado 11 / 12 / 261
Caso o Iva não seja dedutível, o mesmo terá que ser debitado na própria conta 42.
Valor Equipamento *
26
* Deverá ser o valor sem Iva caso o mesmo seja passível de dedução. Caso não seja
passível de deduç
dedução
ão (por exemplo no caso de viaturas ligeiras de passageiros) deverá ser o
valor com imposto incluído.
Essa renda será composta por uma parte destinada a amortização do capital (valor do
equipamento), outra parte relativa a juros (custo financeiro) e ainda outra parte pelo Iva (se
eventualmente o mesmo for aplicável).
Juros
Caso o Iva não seja dedutível, o valor do mesmo deverá ser debitado nas contas 2611
(sobre o valor da amortização do capital) e na conta 6818 (sobre o valor dos juros).
Pela aquisição definitiva do bem (normalmente pelo pagamento do valor residual) deverá
ser feita a seguinte contabilização:
27
Como já foi referido, caso o Iva não confira o direito à dedução será neste caso debitado na
conta 2611.
• Amortizações:
Essas situações têm a ver, obviamente, com os respectivos valores de venda e também com
os respectivos valores contabilísticos. Por valor contabilístico entende-se a diferença entre o
valor de aquisição e o valor das amortizações acumuladas. Logo:
28
Contabilisticamente:
Valor de Venda
Valor de Aquisição
Assim, a conta 6942 será a conta a utilizar caso exista uma Menos-Valia, enquanto a conta
7942 será a conta a utilizar caso exista uma Mais-Valia. Caso exista um Resultado Nulo é
indiferente utilizar a conta 6942 ou a conta 7942 (mas deverá ser utilizada).
Acresce ainda referir que caso a venda fosse feita a pronto a conta a debitar seria a 11 ou a
12, enquanto se for a prazo debitar-se-á a conta 268 – Devedores e Credores Diversos.
De referir ainda que a venda de imobilizado regra geral está sujeita a Iva, pelo que deverá
ser debitada a conta 11 ou 12 ou 268 (conforme a situação) e creditada a conta 24331 – Iva
Liquidado – Operações Gerais.
O abate é a retirada física dos bens do activo imobilizado e consequente inutilização por
destruição.
29
11 / 12 / 268 6944 / 7944 42 x 48 x
Valor
ou da indemnização
a receber recebida
(se a houver)
Valor de Aquisição
43 – IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS
Esta conta integra, segundo o POC, os imobilizados intangíveis, englobando,
nomeadamente, direitos e despesas de constituição, arranque e expansão.
Assim,
despesasesta conta será eutilizada
de constituição expansãopara o registodespesas
da empresa, de diversas
com adespesas,
aquisição nomeadamente:
de trespasses e
marcas e determinados estudos que possam ser desenvolvidos na empresa.
44 – IMOBILIZAÇÕES EM CURSO
Nesta conta regista-se:
•
As imobilizações
durante relativas
o período em a melhoramentos
que este imobilizado nãoou adição
estiver ao imobilizado em curso,
concluído.
30
• Regista-se também, os adiantamentos por conta de imobilizado quando o preço
estiver fixado.
Contabilisticamente:
• Imobilizações em Curso:
o Pelas facturas sucessivas de fornecedores de imobilizado quando este esteja
em fase de construção:
31
• Adiantamentos por conta de Imobilizações:
Regista as entregas feitas pela empresa, por conta de futuros fornecimentos de imobilizado,
cujo preço esteja fixado.
Caso o Iva não seja dedutível, o mesmo é debitado na(s) conta(s) 447 / 448 / 449.
Contabilização da factura:
42 / 43 24322 – Iva Dedutível – Imobiliz. 2611
32
48 – AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS
Como já referido, esta conta registará o valor das amortizações sofridas ao longo do tempo
pelos bens do Activo Imobilizado. Assim, e relembrando:
relembran do:
o Amortização Anual
662 / 663 – Amortiz. Imob. Corp. / Incorp. 48 x – Amortiz. Acumuladas
Por fim resta referir que no Balanço, o valor das amortizações acumuladas são apresentadas
na coluna AA (Amortizações e Ajustamentos), a deduzir aos correspondentes valores das
rubricas de imobilizado a que dizem respeito.
33
684x – Ajust. de Aplic. Financ. 49x – Ajust. de Invest. Financ.
Constituição ou Reforço
Redução ou Anulação
34
Classe 5 – Capital, Reservas e Resultados Transitados
Esta classe regista o capital com que a empresa inicia a sua actividade e os valores que vai
gerando e retendo através de reservas, quer obrigatórias, quer facultativas
(autofinanciamento).
Esquematicamente:
51 – CAPITAL
Nesta conta regista-se:
• Nas sociedades: o valor nominal das partes sociais ou das acções;
• Nos comerciantes em nome individual: o valor (numerário ou bens) que o
empresário colocou à disposição da actividade exercida, quer no início quer durante
o exercício da mesma.
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Ilustrando a movimentação desta conta:
o Nas empresas em nome individual
Início de actividade
O início de actividade pode ser constituído com bens diversos (disponibilidades,
existências, imobilizado, etc.), e/ou com direitos (dívidas a receber de clientes, de outros
devedores, etc.), e/ou ainda com obrigações (dívidas a fornecedores, ao estado, etc.)
22 / 26 / 23 / 24 / …
36
Prejuízos Obtidos no ano anterior
51.2 – Capit. Indiv. Adquirido* 881 – Result. Líq. Exercício
Pelas entregas
Pelos levantamentos
* Estas contas são uma sugestão habitualmente utilizada de divisão da conta 51 – Capital
para os empresários em nome individual.
37
Pela Subscrição do Capital
38
o Nas Sociedades Anónimas e em Comandita por Acções
Pela Emissão das Acções
39
o Nas Cooperativas
Na Constituição do Capital
40
o Pela Realização
V. N. Jóia
+
Jóia V. N.
41
Pela Aquisição de Acções (Quotas) Próprias
No fim de cada operação, procede-se à regularização do saldo da conta 522, para que este
fique a evidenciar os descontos ou os prémios que correspondem às acções (quotas)
próprias em carteira.
42
53 – PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES
As prestações suplementares correspondem a entradas de dinheiro, como reforço do capital
social, que podem ser exigidas por contrato aos sócios das sociedades por quotas, sem
corresponderem, no entanto, a um aumento de capital.
Esta conta regista os ajustamentos que porventura se efectuem em partes de capital que a
empresa possua em filiais ou associadas.
56 – RESERVAS DE REAVALIAÇÃO
“Esta conta serve de contrapartida aos ajustamentos monetários” – POC
Para uma imagem mais verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados,
procede-se, com alguma periodicidade, à reavaliação do activo imobilizado corpóreo,
implicando um aumento do valor do imobilizado nas respectivas contas do activo.
43
da conta 48, do ajustamento ao valor das amortizações acumuladas. A diferença entre
aquele débito e aquele crédito será creditada nesta conta 56.
57 – RESERVAS
As Reservas são, em regra, instrumentos de reforço dos capitais próprios das empresas,
constituindo a principal parcela do capital adquirido.
Podem ser:
As Reservas Legais são criadas a partir dos lucros anuais e devem respeitar os seguintes
valores:
• Nas sociedades por quotas e anónimas, uma percentagem não inferior a 5% dos
lucros anuais da sociedade, até que esse montante de Reserva Legal represente 20%
do capital social (nas sociedades por quotas o limite mínimo é de 2.500,00 €)
44
Pela Constituição ou Reforço do Fundo de Reserva Legal
Para outros tipos de reservas (estatutárias, contratuais, livres) o movimento é igual excepto
a conta a creditar que será a adequada (572, 573 ou 574, respectivamente).
57.5 – SUBSÍDIOS
Esta conta serve de contrapartida aos subsídios que não se destinem a investimentos
amortizáveis, nem à exploração (ex.: subsídios para a criação de postos de trabalho,
subsídios para a integração de deficientes, implementação de empresas em regiões
desfavorecidas, etc.).
57.6 – DOAÇÕES
“Serve de contrapartida às doações de que a empresa seja beneficiária” – POC
Doação em dinheiro
11 / 12 576 – Doações
45
Doação em bens de equipamento
42x 576 – Doações
Doação de créditos
22 / 23 / 25 / 26 576 – Doações
59 – RESULTADOS TRANSITADOS
Esta conta é utilizada para registar os resultados líquidos e os dividendos antecipados
provenientes do exercício anterior.
anterior .
46
Classe 6 – Custos e Perdas
A classe 6 regista o desgaste dos factores imprescindíveis, na actividade normal, para a
obtenção dos proveitos, afim de alcançar os resultados pretendidos, ou seja, por custo
entende-se tudo aquilo que é suportado directa ou indirectamente e que seja indispensável
para a obtenção dos proveitos
prov eitos resultantes do exercício de determinada actividade.
Esquematicamente:
Vejamos então um pouco mais em pormenor as contas que compõem esta classe.
Atendendo a que o estudo desta classe e o da classe 7 já foram sendo feitos ao longo do
estudo das classes anteriores, iremos focar apenas o âmbito de algumas subcontas que
porventura não tenham sido focadas
fo cadas tão acentuadamente.
Como vimos anteriormente, esta conta será movimentada ao longo do ano em Sistema de
Inventário Permanente, ou apenas no final do ano em Sistema de Inventário Intermitente.
Assim:
47
62 – FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
Esta conta divide-se em três contas de 2º. grau:
62.1 – SUBCONTRATOS
“Compreende os trabalhos necessários ao processo produtivo próprio, relativamente aos
quais se obteve a cooperação de outras empresas, submetidos a compromissos formalizados
ou a simples acordos” - POC
62.2.23 – SEGUROS
São aqui considerados os seguros a cargo da empresa, com excepção dos relativos a custos
com o pessoal.
48
62.2.26 – TRANSPORTES DE PESSOAL
Inclui os gastos de transportes, com carácter de permanência, destinados à deslocação dos
trabalhadores de e para o local de trabalho. Os gastos com o transporte de pessoal que
assumam natureza eventual, serão registados na rubrica 62227.
62.2.28 – COMISSÕES
Destina-se a registar as verbas atribuídas às entidades que, de sua conta, agenciaram
transacções ou serviços.
62.2.29 – HONORÁRIOS
Compreende as remunerações atribuídas aos trabalhadores independentes.
62.9 – …
Conta em aberto para se acrescentar qualquer rubrica não prevista nas contas anteriores, de
acordo com as necessidades.
49
63 – IMPOSTOS
Abrange os impostos directos e indirectos com excepção do imposto sobre o rendimento.
As suas subcontas são debitadas por contrapartida da conta 24 - Estado e outros entes
públicos, quando a empresa toma conhecimento que os impostos se tornaram exigíveis e
conhece também o respectivo montante.
63.1.7 – TAXAS
Nesta conta são incluídas as taxas para entidades oficiais e instituições diversas,
respeitantes às actividades da empresa, geralmente calculadas em função de consumos,
produção e vendas. Não se incluem as prestações de natureza associativa, nem as
correspondentes à prestação de serviços.
“As subcontas relativas a esta conta serão divididas de acordo com as características e
necessidades de cada empresa.” – POC
50
66 – AMORTIZAÇÕES E AJUSTAMENTOS DO EXERCÍCIO
Serve para registar a depreciação das imobilizações corpóreas (com excepção das incluídas
em investimentos financeiros) e incorpóreas atribuídas ao exercício.
Esta conta regista também os ajustamentos ao activo circulante.
67 – PROVISÕES DO EXERCÍCIO
Serve para registar de forma global, no final do período contabilístico, a variação positiva
das responsabilidades cuja natureza esteja claramente definida e que à data do balanço
sejam de ocorrência provável ou certa, mas incertas quanto ao seu valor ou data de
ocorrência.
Esta conta inclui os custos que estejam relacionados com operações que não tenham a ver
com a actividade normal da empresa.
51
69.4 – PERDAS EM IMOBILIZAÇÕES
“Regista as perdas verificadas na alienação de títulos negociáveis e outras aplicações de
tesouraria, sendo creditada pelo produto da sua venda e debitada pelos custos
correspondentes.” – POC
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Classe 7 – Proveitos e Ganhos
A finalidade última de uma empresa quando inicia a actividade é, gerar proveitos, à custa
da utilização de meios materiais e humanos que tem à sua disposição, para a obtenção do
lucro.
71 Vend
Vendas
as
72 Prestações de serviços
73 Proveitos
Proveitos suplementares
Proveitos
Proveit os de explor ação 74 Subsídio s à explor ação
75 Trabalhos para
p ara a pró pri a empr
empr esa
77 Re
Reversõ
versões
es de amortizações
amorti zações e ajus
ajus tamentos
71 – VENDAS
Esta conta regista as vendas representadas pela facturação, que devem ser deduzidas do
IVA e outros impostos e incidências nos casos em que nela estejam incluídos.
53
72 – PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
Esta conta compreende os trabalhos e serviços prestados, que sejam próprios dos objectivos
ou finalidades principais da empresa.
Poderá integrar
subcontas os materiais
anteriores aplicados,
à 72.5 serão quando
estabelecidas em não foremcom
harmonia facturados emdos
a natureza separado.
serviç[Link]
73 – PROVEITOS SUPLEMENTARES
Regista os proveitos, inerentes ao valor acrescentado, das actividades que não sejam
próprias dos objectivos principais da empresa.
empre sa.
74 – SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO
Esta contaproveitos,
aumentar regista assobre
verbas
cujaconcedidas
atribuição àaoempresa
exercíciocom
nãoaseja
finalidade de reduzir custos ou
duvidosa.
54
78 – PROVEITOS E GANHOS FINANCEIROS
Esta conta regista os juros e outros ganhos financeiros, obtidos pela empresa, que são
creditados nas respectivas contas divisionárias, de acordo com a natureza deste tipo de
proveitos.
55
Classe 8 – Resultados
Nesta classe de contas será apurado o resultado contabilístico do exercício. Esse resultado
será desdobrado por naturezas (Resultados operacionais; Resultados Financeiros e
Resultados Extraordinários) que em conjunto formará o Resultado Líquido do Exercício.
Esse resultado líquido, que advém da diferença entre os Proveitos e os Custos poderá ser
positivo (Lucro = Proveitos > Custos) ou negativo (Prejuízo = Proveitos < Custos). Se for
positivo a conta
co nta 88 – Resultado Líquido do Exercício terá saldo credor; se for negativo terá
saldo devedor.
81 – RESULTADOS OPERACIONAIS
“Destina-se a concentrar, no fim do exercício, os custos e proveitos registados,
respectivamente, nas contas 61 a 67 e 71 a 77, bem como a variação da produção”. – POC
Assim, as contas 61 a 67, inclusive, e as contas 71 a 77, inclusive, serão saldadas por
contrapartida desta.
Esquematicamente:
61 / 62 / 63 / 64 / 65 / 66 / 67 81 – Resultados Operacionais 71 / 72 / 73 / 74 / 75 / 76 / 77
Para além disso, esta conta registará também a Variação da Produção = Existência Final –
Existência Inicial, conforme já referenciado na classe 3 – Existências, ou seja:
33 / 34 / 35 81 – Resultados Operacionais
56
82 – RESULTADOS FINANCEIROS
“Recolhe os saldos das contas 68 e 78”. – POC
Esquematicamente:
83 – (RESULTADOS CORRENTES)
“Esta conta, de utilização facultativa, agrupará os saldos das contas 81 e 82. Ainda que não
seja utilizada, tais resultados estão evidenciados nas demonstrações adaptadas”. – POC
84 – RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
“Esta conta reúne os saldos das contas 69 e 79”. – POC
Esquematicamente:
57
86 – IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO EXERCÍCIO
“Considera-se nesta conta a quantia estimada para o imposto que incidirá sobre os
resultados corrigidos para efeitos fiscais, por contrapartida da conta 241 «Estado e outros
entes públicos - Imposto sobre o rendimento»”. – POC
A este propósito veja-se o referido aquando do estudo da conta 2413 – Imposto Estimado.
Assim, todas as contas da classe 8, que ainda não estejam saldadas (normalmente apenas a
85 e a 86), serão saldadas por contrapartida desta conta.
89 – DIVIDENDOS ANTECIPADOS
“Esta conta é debitada, por crédito da conta 25 «Accionistas» pelos dividendos atribuídos
no decurso do exercício, nos termos legais e estatutários, por conta dos resultados desse
exercício.
No início do exercício seguinte, o seu saldo deverá ser transferido para a conta 59
«Resultados transitados»”. – POC
58
TRAB ALHOS
IV – TRABAL HOS DE FIM DE EXERCÍCIO
EXERCÍCIO
Elementos Base:
o Os fornecidos pelo Balancete de Verificação de 31/12 de cada exercício
económico;
o Diferenças de caixa
o Diferenças do saldo de depósitos
o Diferenças de saldo de clientes e fornecedores
o Quebras ou sobras em existências
o Etc...
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o Recebimento em Dezembro de uma renda que corresponde ao mês de
Janeiro do ano seguinte
o Etc...
Esquematicamente:
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APURAMENTO DE RESULTADOS E ENCERRAMENTO
A – CLASSE 8 - RESULTADOS
Conjunto
resultadosde
da contas comdeaacordo
empresa, finalidade
comde apurar,
a sua em etapas
natureza. Essessucessivas, os diversos
resultados não são maistipos de
do que
a diferença entre o total dos custos e o total dos proveitos.
Em suma e esquematicamente:
61
BIBLIOGRAFIA
♦ BORGES, António & FERRÃO, Martins, Manual de Casos Práticos, Rei dos Livros
♦ CAMPOS, Ana Paula & CARDAREIRO, Filomena & ESTEVES, Maria João,
Técnicas de Organização Empresarial, Plátano Editora
62