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Parousia - Minneapolis 120 Anos Depois - 1o - 2o Sem 2009

A revista da Faculdade Adventista de Teologia celebra o 120º aniversário da Assembléia de Minneapolis de 1888, destacando sua importância na história do adventismo. O documento reúne palestras sobre a justificação pela fé e o impacto de figuras como Ellen G. White, A. T. Jones e E. J. Waggoner. A publicação também aborda mitos e realidades sobre a mensagem de Minneapolis e seu significado para a Igreja Adventista contemporânea.

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Adilson Ferreira
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Parousia - Minneapolis 120 Anos Depois - 1o - 2o Sem 2009

A revista da Faculdade Adventista de Teologia celebra o 120º aniversário da Assembléia de Minneapolis de 1888, destacando sua importância na história do adventismo. O documento reúne palestras sobre a justificação pela fé e o impacto de figuras como Ellen G. White, A. T. Jones e E. J. Waggoner. A publicação também aborda mitos e realidades sobre a mensagem de Minneapolis e seu significado para a Igreja Adventista contemporânea.

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Ano 8 - N° I e 2
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PA l° E 2° Semestres de 2009
Faclt.daoi: Ad\ ENTLSTA DE Teoi.ocíia (FAT)
DE Sao Paulo (UNASP)
Reitor
Euler Pereira Bahia
Diretor Minneapolis
Emilson dos Reis

Ptó-RElTORAACADÉM|C.v Coordenador Acadêmico


Thalita Regina Garcia Reinaldo W. SÍLiiieira
Editorial 5
Pró-ReitorAdmimstr-
AT IVO Coordenador de Pós-Graduação
Elnio Freitas
Roberio Pcreyra Suárez
Artigos
C/VMPUS Engen
heíro Coelho à revista Parousia é uma ]mblicação semestral
®'Retor Geral da UNASPRESS, preparada pela Faculdade Tradição ou convicção?: o papel de Ellen G. White na compreensão da justifica
Jose Paulo Martini Adventista de Teologia (FAT) do Centro ção pela fé 9
Universitário Adventista^de São Paulo (UNASP)-
Renato Stencel, Doutor em Educação
Todos os artigos deste periódico, sem Copyrigbt dos
autores, possuem Copyright Q 2009 da Faculdade
Adventista de Teologia. Os direitos, portanto, Unidade doutrinária e crescimento da Igreja Adventista no período pós-1888.. 25
<fe.°K,rf"'™ASPRESS são reservados; nenhuma parte desta publicaçao José Miranda Rocha, D. Min.
tista) pode ser reproduzida ou transmitida por quaisquei
-Afonso Lieórir» n ^ meios, sejam mecânicos ou eletrônicos, incluindo
a fotocópia de qualquer informação, sem a prévia Missão e crescimento: desafios ao movimento adventista 4l
Emilson dos Reis
autorização dos editores. As opiniões expressas nos Berndt D. Wolter, D.Min.
A";inA. Rodor artigos deste periódico refletem a compreensão dos
^■‘sonParoschi autores, que. individualmente, não representain
Renato Groger
necessariamente o ponto de vista dos edilores ou As singularidades de Ellen G. White: reflexões sócio-culturaís sobre uma norte-
tia Faculdade Adventista de Teologia. americana notável, com ênfase na crise de 1888... 59
Revista
'“'^ROUSIA ISSN I518-8248 Adolfo S. Suárez, Mestre em Ciências da Religião
Editor
^'DinA. Rodor
A. T. Jones: o declínio de um líder 8l
E.ndereço para Correspondência
Kenat CIADO Amin A. Rodor, Th.D
Groge r Êentro Universitário Adventista de São Paulo
u«'ousia - Faculdade Adventista de Teologia
Uaixa Postal i I - CEP 13165-970 103
Jíevisores O siginificado da mensagem de Minneapolis para os adventistas do século 21
^^latoGrog,e r Engenheiro Coelho - SP
Roberto Pereyra Suárez, Ph.D.
^atheus A, Tel.; (0xxI9) 3858-9022 / 385S-9055
' U ardoso
^o^lrigo Folli E-mail: unaspressíí>;unasp.edu.br
Site:
www.unaspress.unasp.edu.br Doze realidades vinculadas à justificação pela fé no contexto da Assembléia de
AL Minneapolis 115
Impressa no Brasil
Capa José Carlos Ramos, D. Min.
Fábio Printedin Brazil
Fernand es
Tiragem
2.000 exem plares
Antes e depois de Minneapolis
Wilson Paroschi, Ph.D. U^ m P
Ge*o UnMnUnoAtfMrtsbdeSioPxà)
Biblioteca Universitária
153

Periódens
Editorial

Em sua anual Semana, em 2008, a Faculdade Adventista de Teologia (FAT)


do Unasp-EC, em parceria com o Centro de Pesquisas Ellen G. White-Brasil,
na pessoa do seu diretor, Renato Stencel, celebrou com uma série de palestras
proferidas por professores de Teologia o 120^ aniversário da histórica Assembléia
de Minneapolis, ocomda em 1888. Várias dessas palestras, agora fomiatadas
para publicação, foram reunidas neste número de Parousia, que, na verdade,
corresponde às duas edições de 2009. Como a Semana da FAT, sob o título geral
Minneapolis, 120 Depois, aconteceu enquanto eu ainda seiA^ia como coordenador
da FAT, pareceu bem ao Comitê Executivo da Unaspress que eu ajudasse na
supervisão e publicação deste número do periódico, embora já oficialmente me
tenha desligado do editorial do mesmo.
Como um marco na história do adventismo, Minneapolis-1888 é,
provavelmente, superada apenas por 1844. Comparada com outras Assembléias
da Associação Geral, algumas com enorme frequência e representatividade
da Igreja mundial - tais como Dallas, New Orleans, Indianápolis ou, mais
recentemente,St. Louis -,a 27"'Assembléia,reunida em Minneapolis, Minnesota,
de 10 de outubro a 4 de novembro (incluindo-se o período do Instituto Bíblico,
de 10 a 17 de outubro), poderia ser considerada de limitada significância,
com 0 seu reduzido número de delegados representando a Igreja, que, a essa
altura, não atingira a marca mundial de 30 mil membros. Mas, deve-se notar,
não é aí que encontramos a real importância de Minneapolis. Como LeRoy E.
Froom analisa, épica sessão de Minneapolis se destaca como o pico de uma
montanha, elevando-se acima de todas as outras sessões, em singularidade e
importância”(Movement ofDestiny, p. 187).
As questões envolvidas na famosa disputa entre o Grupo do Leste,representado
por George Butler, então presidente da Associação Geral, ladeado pelo veterano
Uriah Smith, versus o Partido do Oeste, liderado por E. J. Waggoner e A. T.
Jones, que então sei-viam como editores da Signs of the Times, na Pacific
Press, na Costa Oeste norte-americana, são mais complexas do que aquilo que
supei-ficialmente pode ser visto. Além do estado de confusão doutrinária acerca
da salvação, relacionamento entre lei e graça, que haviam levado os adventistas
a um período de aridez espiritual, outras questões formam o pano de fundo da
histórica conferência.
Para entendemios a natureza e significado de Minneapolis-1888, o contexto
histórico e teológico daquela Assembléia é fundamental. A. V. Olsen abre seu
livro 1888 to 1901: 13 Years of Crisis com um poderoso capítulo intitulado
“Preachers of the Law” (Pregadores da lei, p. 12-18), provavelmente uma
adequada descrição da maioria, senão da totalidade dos ministros adventistas.
Editorial/ 7
6 / PaROUSIA - 1° E 2° SEMESTRES DE 2009

de Minneapolis-1888, a ponto de toniar-se necessário hoje um (nebuloso e


P denominação, que no período anterior a Minncapolis. em contexto teologicamente precário) “aiTependimento coorporativo”. No entanto, tal tese é
partirT^' a imutalidade dos dez mandamentos e do sábado em desacreditada pelo fato de que depois de Minneapolis, Waggoner e Jones, em
a lei ^ <^ftíii'iomianismo evangélico prevalecente, enfatizaram tanto muitas circunstâncias acompanhados por Ellen G. White, tomaram-se os enviados
vprHaHA ^ j ^^rteira não intencional, terminaram obscurecendo e triincando a da comissão executiva da Associação Geral para pregar sobre o tema dajustificação
veraade
. fundamental
^ do evangelho,
em todo o país, em acampamentos, grandes concentrações de pessoas, concílios
s justificacã^' contudo, não se limitava a um estado de confusão doutrinária sobre de pastores e institutos ministeriais, além de instituções adventistas. Froom, em
A séria aerav conduzido ao estado de sequidào espiritual e legalismo. seu livro Movement ofDestiny, dedica um capítulo para analisar as mudanças que
na Igreja ao r^H^ disputas doutrinárias haviam gerado uma polarização ocoiTeram no adventismo do período posterior a 1888.
na igreia Hp r ^ Personalidades aceitas. Numa versão piorada da situação Waggoner, Jones e, posterionnente, W. W. Prescott, juntamente com Ellen
‘"^aggoner/Jone™F “Butier/Smith” e outros, de G. White, aparecem como os incansáveis campeões da justificação pela fé e
editoras que esses h l^nviam sido trocadas pelos dois lados, utilizando as responsáveis pelo poderoso reavivamento que tomou lugar entre os adventistas
de nos anos que se seguiram a Minneapolis. Como George R. Knight observa,
personalidades representavam. No fundo testemunhamos um conflito
White, se “esquece opositores, contrariamente á advertência de Ellen G. “Cristo recebeu uma ênfase nos escritos e na pregação adventista que Ele nunca
da Assembléia Eli cristianismo”. Curiosamente, nove semanas antes havia recebido antes”. Assim, contrariamente à teoria de que Minneapolis-1888
innàos que se
'■reunir'^ White, num claríssimo insíght espiritual, advertiu aos tenha sido um ponto de fracasso, a histórica sessão da Associação Geral “tomou-
"^0 é tudo n se a maré para a vitória final. Foi o início de décadas de clarificação e avanço. [...]
que De^n ^^^rieapolis: interpretação correta das Escrituras
herdade. [,^j Oevemo ordena que não apenas conheçamos a Deus definitivamente estava na direção, apesar da contínua teimosia de alguns.
^ ^^pírito daquele ^ prática, em nossa associação com outros, Este é o profundo significado de 1888” {Movement of Destiny\ p. 187).
Finalmente, é necessário observar que ao redor dos personagens centrais de
. . 0 que MinHeapolisTeífi" " 20, 1888).
‘nicialmenteelaconsider ^ Ellen G. White? Sem qualquer dúvida, Minneapolis-1888 se desenvolveram muitos mitos, que devem ser identificados e
rnais deprimente provará ^^ento a mais triste experiência de minha vida” ou a coiTÍgidos. Por exemplo,o mito de que a mensagem da justificação pela fé pregada
atrimônio Literário de pn^^^^^^^^^‘^^”-^^S*-mdoRobertW.01son,secretáriodo em 1888 (como defendido pelos ministérios independentes no interesse validar
Assembleia da Associação r" ,\^^Eite na década de 1980, essa foi a única a teoria de uma última geração de supercristãos) foi muito além daquilo que fora
^re por parte de um prim rnarcada por aberta rebelião contra Ellen G. ensinado por Paulo, Lutero e John Wesley. Outro mito é o de que aquilo que
P’ E. C. Reyolds, um do^ri ^ ministros” (MinisUy, fevereiro de 1988, Waggoner e Jones escreveram depois de 1888 representa exatamente a mensagem
0 encontro em termos nada ^ Assembleia de Minneapolis, descreveu que defenderam na histórica conferência de Minneapolis, considerando-se que,
onde muitos . “"^^"^^^dores. Segundo ele, entre os delegados, no como demonstrado por Knight, não temos registro do que eles apresentaram na
terhl*^'-a’ P^^das grosseiras hospedados, prevaleceu uma atitude de ocasião, senão por parcas informações. Existe também o mito de que Waggoner
quedev qualquer irreverentes. Reynolds afinuou “não e Jones discutiram, em 1888, a questão da natureza humana de Cristo, quando as

c encontro” ,P^.^'^^^da com culto, ou qualquer coisa solene evidências,como irrefutavelmente documentadas por George R. Knight e Woodrow
n o de Minneapolis” ' ^ para a história adventista como W. Whidden, apontam noutra direção (veja Knight FromlSSS to Apostas\\ p.
E. J.^ i^opico Vital da jus^q^ * 37; Whidden, Ellen White e a Humanidode de Cristo). Há, ainda, o mito de que
por ^ Jones enrf apresentado pelos dois jovens ministros, qualquer material de Waggoner e Jones pode ser identificado como a mensagem
fortemente ^^o esC" ^"^er (que significativamente, de 1888, meramente porque eles foram os seus autores, desconsiderando que
Q nando a histó^^^^^^^do por seus Minneapolis, embora estivesse lá 0 pensamento deles passou por um processo de mudança. Assim, não se pode
Um ignorar que o Waggoner e o Jones do início não são os mesmos do fim.
^oavivamento^H ^oonteceu “noviços inexperientes”,
controvérsia na ^ tópico da iuqUfi ^§onner e Jones foram responsáveis por Finalmente, há o mito de que Waggoner e Jones, em Minneapolis-1888,
E ■verdade adventist^^^^^’ ^ acentuou uma considerável desfrutaram de pleno e não qualificado endosso de Ellen G. White, como os
ministérios dissidentes costumam insistir em defesa de suas teorias. Essa questão
on lentaram forte oposição. Justamente merece atenção cuidadosa. Alguns têm visto o endosso de Ellen G. \VhÍte aos

que T atuais representantes de um dois pregadores,em Minneapolis,como um tipo de cheque em bianco em termos
greja totalmente rejeitou a mensagem
8/PaR0USIA-1°e 2“ SEMESTRES DE 2009

delegaHnc*^^ -T’ Knight indica, Ellen G. White disse livremente aos


EscritiiraQH^^^^ os em 1 de novembro de 1888:“Algumas das interpretações das Tradição ou convicção?:o papel de
G White ‘^°'^^°^^^êgoner, eu não considero como corretas”(Ellen
U White, manuscrito 15, 1888, citado em Knight, Fvom 1888 to Aposfosy, p. Ellen G.White na compreensão da
Pouco mais de um
ano depois, ela expressou sentimentos semelhantes a uni
JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
deu preciosa verdaH^^^^^ ^ Waggoner: “Eu creio sem dúvida que Deus
Renato Stencel, Doutor em EducaÇaVO
os considero infalíveis^F^T-^^ irmãos Jones e Waggoner.[Mas] eu
Diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White (Brasil), e professor das Faculdades
não terão uma idéi ínrão qualquer afirmação, ou que
de Teologia e Pedagogia, Unasp-EC
em erro? Digo eu isto?^ questionada? Ou que não possam estar
digo que Deus envim?i ” qualquer coisa assim. [...] Mas eu
foApostasy, p. 72) (manuscrito 56, 1890, citado em Knight, From J888 Resumo: A assembléia da Associação by A. T. Jones and E. J. Waggoner on
Geral de 1888,oconida em Minneapo- the subject. The major contribution
mas 0 final da história dT ndventistas através de Waggoner e Jones, lis, é um dos eventos mais importantes by Ellen G. White in 1888 Conferem
do panteísmo de Kellosa^ mareada por apostasia e envolvida pelo nevoeiro da história da Igreja Adventista. O ce was to direct people’s attention to
termos Deus do nosso lado^ ^ “Constante lembrança de que meramente o fato de presente artigo examina os conflitos God’s Word as basis ofevery doctrine
Estou certo de que est^ garante que estaremos do lado dele amanhã, pessoais envolvidos nessa reunião e 0 and, therefore, standing above any
^ de interesse pennanente Artigos, tratando de um dos temas vitais papel desempenliado por Ellen G. Whi religious tradition.
benção
^o^seu^letoer sétimo dia, representará uma te durante a crise. O autor apresenta um
panorama histórico da compreensão Introdução'
dos adventistas sobre a justificação
Fratenialmeiite, Ao analisamios os diversos perío
pela fé antes de 1888 e a contribuição
Amin A. Rodor de A. T. Jones e E. J. Waggoner sobre dos que marcaram a história da Igreja
Adventista do Sétimo Dia(lASD), po
o assunto. A principal contribuição de
Ellen G. White na assembléia de 1888 demos identificar vários eventos que
foram detemiinantes no processo de
foi dirigir a atenção dos adventistas
seu desenvolvimento. ArthurN. Patri-
para a Palavra de Deus como base de
toda doutrina e, portanto, acima de ck, por exemplo, apresenta os seguin
tes eventos cmciais:(a) 1831, quando
qualquer tradição religiosa.
Guilhemie Miller iniciou a proclama
ção pública sobre a “proximidade do
Abstract: The 1888 General Confe- advento”;(b) 1844, o ponto de transi
rence, which took place in Minneapo- ção do milerismo para 0 que se torna
lis, is one of the most relevant events ria o movimento adventista sabatista;
in the Seventh-day Adventist histoiy'. (c) 1863, quando foi estabelecida a
The present article examines both per- estmtura organizacional da Igreja;(d)
sonal tensions involved in this reunion 1866, quando foi inaugurado o Insti
and the role performed by Ellen G. tuto Ocidental da Refonna de Saúde,
White during the crisis. The author a primeira instituição aberta do ad-
presents a historical overview of Ad ventismo; (e) 1888, a assembléia da
ventist Linderstanding on righteousness Associação Geral, realizada em Min-
by faith before 1888, and contribution neapolis, Minnesota;(f) 1901, quando
B

10/Parousia- 1° E 2° SEMESTRES DE 2009 Tradição ou Convicção?/ 11

deve encontrar-se no fundamento de todo


a lASD passou por um processo de oumbro de 1888. O evento ocorreu na
ânimos polarizados, que promoveram 0 nosso êxito nesta obra2
reorganização; (g) 1907, cora a apos- um clima de calorosa discussão. recém-inaugurada igreja de Minnea-
tasm de John H. Kellogg; (h) 1919, polis e contou com a presença de apro No entanto, a despeito do relato
quando eruditos e líderes adventistas ximadamente “cem ministros, tendo o positivo exposto por William White, o
discutiram O INSTITUTO MINISTERIAL E O ESPÍRITO
aposição adventista diante OE DISCÓRDIA E.M MiNNEAPOLIS pastor Stephen N. Haskell como pre espírito de unidade foi se dissipando à
a cnse modernista-fundamentalista; sidente e o pastor Franklin E. Belden medida que certos assuntos passaram a
do livro Devido ao desenvolvimento da como secretário da sessão”.^ ser apresentados pelos palestrantes do
(Questões lASD e ao momento pelo qual ela Em seu discurso de abertura, evento. Os primeiros indícios de dis
sobre Doutrina); (j) iggQ, quando a passava, sobretudo na discussão de al Uriah Smith, então secretário da As- córdia começaram a surgir com o es
A8D votou pela última vez seu con- guns temas doutrinários, George Bu- sociação Geral, expôs aos membros tudo sobre os “dez chifres” proféticos,
junto de
crenças fundamentais - tler, então presidente da Associação participantes sua expectativa de que que representam dez reinos que inva
vanas outras datas i aquela reunião seria proveitosa, mas diram o Império Romano (cf. Dn 7).
deriam importantes po- Geral da lASD, convocou um grupo
- ser adicionadas pediu que todos orassem por Butler, Até 1888, os adventistas tradicio
de acordo a essa lista, mas de pastores para participarem de um
do a que estaria ausente devido a uma en- nalmente haviam interpretado um des-
instituto ministerial que precedería
femiidade. Às vésperas das reuniões, ses chifres como sendo os hunos. Nos
assembléia geral.
««lioómdhASD?"""'"’ por excesso de trabalho, Butler havia primeiros dias do instituto ministerial,
Em agosto de 1888, Butler argu
as- experimentado um esgotamento tão A.T. Jones apresentou uma nova inter
mentou sobre a importância de uina
grande que esteve perto de ter um co pretação aos ministros presentes,suge
leunião ministerial, ao afinnar que “os
no ano lapso nervoso. Em seu infonne, Smi- rindo os alamanos em lugar dos hunos.
irmãos que lideram [a lASD] têm su
houve th apresentou os principais temas a Tal fato foi encarado por alguns como
●despertou , outra data que gerido a celebração de um instituto que
tantos debates e- iinterpreta- serem discutidos no Instituto: uma traição aos princípios de interpre
Çòes como essa preceda a assembléia geral do presente
tação adventista. Mas, de acordo com
ano, e têm apresentado muitas razões Os temas propostos a serem considerados os historiadores Schwarz e Greenleaf,
evento, o convincentes em seu favor”.^ Semanas nas horas de estudos bíblicos e históricos
histonador LeRoy E Frl “Sniith havia estimulado a Jones a es
declarou sao: uma vista histórica dos dez reinos,
9ue a assembléia de 1888 eleva depois, ele apresentou um vislumbre tudar estes detalhes com cuidado”.'**Na
-se divindade de Cristo, a cura da ferida
como r
quanto à realização do encontro: moi:tal, a justificação pela fé, quão longe ocasião, Smith explicou que a lista de
0 pico de uma
de todas ■nontanha, acima deveriamos ir ao utilizar a sabedoria da reinos que havia apresentado em seu li
outras sessões Não podemos dizer qual será a ordem
de ei ^ em singularida- serpente e a predestinação. Sem dúvida vro Thoughts 0)1 Daniel(Pensamentos
exata das atividades [espirituais] ou que serão introduzidos outros temas.
temas serão considerados de forma es sobre Daniel)não havia sido inventada
Ser
pecial. [...] Uma semana dedicada [1] ^ por ele. Uriah Smith argumentou que
comparado ,7"to posterior pode De acordo com William C. Whi
instrução sobre aspectos importantes da havia seguido os intérpretes mileritas e
cia introduziu umaL^ ^^*^‘iil'vamente, Igreja e o trabalho das conferências, [2] a te, devido aos testemunhos sobie o outros comentaristas protestantes.
nào foi um considerar com calma e a estudar cuida desenvolvimento da obra evangelís-
ponto '888
dosamente Com uma postura militar, Jones
de rumo para T'’"'’ assuntos bíblicos que causam tica, as primeiras horas do instituto
perplexidade, assim como [3] buscar fer
respondeu: “O pastor Smith lhes diz
dos conflãos e A foram marcadas por um forte senso que não sabe nada sobre este assun
vorosamente a Deus em busca de sabedo
^'"neapolis marcou o “"“''"■''idades,
ria celestial - isso muito provavelmente de espiritualidade: to. Eu sim, o sei; e, não quero que me
^--‘-ecime„.escav™;:,f'=-das será de grande benefício.^’
À noite, às 19h30, o pastor Haskell fez
culpem pelo que ele não sabe”.“ Essa
comentários comoventes sobre a obra da resposta foi como o estopim que im-
«sa aTsemE"! o instituto ministerial que prece- mensagem em países estrangeiros. As 9h plodiria o banil de pólvora, gerando
deu
para a assembléia é considerado como de hoje [dia 11], A. T. Jones fez uma ex um espírito combativo naquela reu
impor- a primeiia reunião do gênero na his- posição bíblica sobre o avanço da obra nião. Dessa forma, a assembléia seria
marcada por da terceira mensagem angélica. O ponto
com i Jona adventista. Sua abertura acon- destacado foi que a consagração pessoal
marcada por várias sessões de dispu-
mtençoe s e ®ceu às 14h30 da quarta-feira, 10 de
outubro, e encerrou-se no dia 17 de

12/Parousia- 1° TraDIÇÀO ou CONVICÇÀO?/ 13


E 2® SEMESTRES DE 2009

ta doutrinária entre os dois gnipos de rito Santo; (f) em síntese, o “espírito Os PIONEIROS ADVENTISTAS E A JUSTI
Descansar, só descansar, era meu dese¬
ministros, que se polarizaram a favor jo; estar cm silencio e descansar. Ao en de Minneapolis” foi algo indelicado, FICAÇÃO PELA FÉ
17
dos tradicionalistas Smith (56 anos) e contrar-me por duas semanas \ ítima de descortês e mesmo anticristào.
uma prostração nervosa , liavia esperado Os séculos 18 e 19 foram marcan
Esse espírito surgiu devido a uma
nes GR “‘"°^adores Jo- que nenhuma graça do Ceii viria cm meu
(38 anos) e Waggoner (33 anos). carta enviada a Butler por William tes, sobretudo, para a história das de
favor. Otiítndo chegou a crise, a impres nominações evangélicas no território
De acordo com Froom, tal as¬ são era que eu morrería. Esse era o meu H. Healey, pastor na Califórnia, no
pensamento. Mas essa não era a vontade fi m de setembro de 1888. O conte norte-americano. Após a experiência
sumo era de pouco valor compara-
de meu Pai celestial. Meu trabalho ainda údo da carta “sugeria que os líderes dos dois Grandes Reavivamentos, as
Ide de^r ^ divin-
não havia terminado. '*’ da igreja do Oeste estavam ‘armando denominações protestantes passaram
?é a exni pela
t , a exp.açao e a lei. Mesmo assim um complô’ para modificar a teologia a assumir um papel fundamental na
sentada e pensativa, ela recordou- da denominação”.'*^ Essa informação cultura norte-americana. De acordo
discussões decorrentes do estudo
soou como uma afronta a Butler, en com 0 historiador Paul Johnson,
se dos votos solenes que havia feito
tent“r“ f--tSt
nsas, que nos intervalos entre a. junto ao leito de seu esposo; votos de tão presidente da Associação Geral,
O Grande Reavivamento foi um evento
sessões, um perguntav. . vencer o inimigo e constantemente levando-o a tomar algumas providên
proto-revolucionário, o momento forma-
;voc« í ■.uJ.,,®.,:™ ajudar o movimento adventista - e cias de emergência: (a) reimprimiu tivo da história norte-americana. [...] Ele
era chegado o momento de cumprir seu livro The Law in the Book ofGa- atravessou todas as religiões e barreiras
latians (A lei no livro de Gálatas) a sectárias, trouxe luz a todas elas, e trans
uqueles votos.'-'’ Sendo assim, em 2
era apenas n n aquilo formou em norte-americanas o que havia
de outubro de 1888, na companhia fi m de distribuir uma cópia para cada
conflito que osdi?° sido uma série de igrejas com estilo euro
de sua secretária Sara MacEnterfer e delegado da conferência, e (b) enviou peu. Seu lema estava alicerçado no texto
ideológmar cap richos de seu fi lho William, Ellen G. Whi uma grande quantidade de cartas e de Apocalipse 21:5- “Eis que faço novas
pessoais. A partir de todas as coisas". 21)
te embarcou telegramas alertando aos delega
gra cejos com então, certos em um trem para viajar
Himo a Minneapolis. A viagem durou dos quanto à possível conspiração e
fi ltraram em
cm meio aquela cerca de 8 dias, mas o grupo fi nal instando-os a permanecerem fi rmes Como argumento em minha tese
produzindo' grande reunião.
tre seus desconfort o en- mente chegou a tempo para o institu pelos antigos ideais da denominação. doutorai, a cultura norte-americana
P^r ticipantes. Em pouco tempo, a notícia havia se havia sido fiindada com o sonho
to ministerial, que começaria em 10
de outubro de 1888. espalhado entre aqueles que tinham
^ PRESENÇA “da construção de um novo mundo, um
No evento Ellen G. White Logo no início da reunião, Ellen convicções arraigadas no tradiciona-
novo começo e uma nova vida que fosse
G. White se lismo e estavam dispostos a defender
deparou com um com- pautada pela liberdade político-religiosa,
portamento um tanto estranho entre a causa de Smith e Butler.
descrever çi.o e. onde houvesse separação oficial entre
os Dentre as cartas escritas por Bu
assembléia de ‘^^'P^nência na participantes, uma atitude que Igreja e Estado”.
tler, destaca-se uma, enviada a El-
tal.™ Ellen G. nunca dantes vira entre seus colegas
len G. White dois meses antes da
se aventuro,, r P^la fé
que
^ e liderança e ministério”, sentimen-
Apesar disso, muitas forças agi
conferência. Em seu conteúdo de ram para reatar a aliança entre esses
^«ahosas pa^" J'^^=’^-'^onta,rhas 0 descrito por ela como o “espírito
39 páginas, dois poderes e recobrar o senso lega
Minneapolis”.'^’ George R. Knight
seguintes características lista opressor e dominante defendido
“Buller acusava White de ser a causa de no continente europeu por séculos.
sarcasmo participantes: (a) sua [dele] enfermidade, principalmenie Parte das denominações protestan
riQ, tT ^ ^^írtbaria (alguns se refe-
relatar seu iiam a Waggoner como 0 “bichinho de pela maneira como ela havia aconselha tes que se estabeleceram nos Estados
estimação” dos do a Icreja qiianlo à questão da Lei em Unidos receberam uma forte heran
desejo de Gálatas. Ela não havia condenado a Wa ça do espírito legalista prevalente do
para orar nem recupe-
n em:s^quer ggoner por sua posição que estava em Velho Mundo (a Europa).-' Esse foi o
qualquer desei■]o de conflito direto com aquela defendida por
viver. contexto predominante que demarcou
Placáveis ’ ^ pessoas im- Butler e Smith".''’
9ue resisti am à voz do Espí-
14 / PaROUSIA - 1°E 2° SEMESTRES DE 2009 Tradição ou Convicção?/ 15

os primórdios do adventismo nos Es phen Pierce desafiou a compreensão debate e, imperceptivelmente, chegaram
Nesse período, os adventistas do sé
tados Unidos. a ser exatamente aquilo de que eram acu
de J. H. Waggoner argumentando
timo dia eram muito conhecidos por sua sados: legalistas que procuravam que seus
Os fatores mencionados acima aju convicção em defender a lei de Deus. que a lei em Gálatas “era o sistema
próprios atos pudessem salvá-los, em vez
dam a compreender o contexto da ex- de lei que incluía a lei cerimonial”
De acordo com George R. Knight, do que Jesus Cristo fizera por eles.-’*
periência vivida pela lASD em Minne- (a lei “adicionada”, G1 3:19). Dessa
apolis, em 1888. A principal razão da um dos principais argumentos do adven forma, os participantes da discussão
Após a experiência do Grande Desa
controvérsia sobre a justificação pela tismo em apoio aos Dez Mandamentos se posicionaram ao lado de Pierce e
pontamento (1844), os adventistas pas
fe entre os adventistas desse período era a sua posição sobre as duas leis: a ce naquele mesmo ano, após o término
deve-se a defesa da saram a crer que Deus havia estabeleci
pedra angiilar do rimonial, anulada na cruz, e a moral, que da assembléia, o livro de Pierce foi
adventism é eterna. Essa abordagem era tão essencial 23 do este movimento com o propósito de
0, a perpetuidade da lei de retirado de circulação.
para a teologia adventista que Smitii es Durante a assembléia, Ellen G. reparar a brecha na lei de Deus, ou seja,
Deus e do sábado. Podemos mencio-
creveu em 1884: “Caso seja possível pro- restaurar a verdade sobre o sábado. Essa
var que essa distinção entre as duas leis White foi consultada sobre o assun
to e escreveu a J. H. Waggoner reco era a fonna divinamente ordenada para
uesde 1860, que exerceram influência não existe, a obser\'ância do sábado desa
mendando que ele não mais expusesse demonstrar se os que professavam amar
parece imediatamente da lista de deveres
a Deus realmente o amavam. Na obra
cristãos. [...] Não existe, portanto, questão aquela teoria. Os líderes adventistas in-
dos Uniri - nos Esta- mais vital para os interesses dos observa Movement ofDestiny, Froom afinna que
terpretaram as declarações de Ellen G.
de Reforr^!’ " Nacional dores do sábado”.-- essa ênfase adventista resultou em um
Ketorma, com o objetivo de con- White como um endosso à ideia de que
a lei em Gálatas é a lei cerimonial, o
^^^ar cristã a América do Norte. Um frio intelectualismo e a propagação de
de seus objetivos era defender Quando outros cristãos tratavam do que se tomou a posição oficial da Igre
a santi- uma teoria vazia. Cristo se tomava fre
dade do doming0. aio mencionado por Paulo na epísto ja. Os pregadores e líderes da lASD fo quentemente secundário e a justificação
la aos Gálatas(G1 3:24), os adventistas ram quase unânimes em sustentar essa
os ● 1882-Início do conflito entre pela fé era perdida de vista, devido a uma
adventistas e as leic argumentavam que esse “aio” era a lei posição por mais de ti'ês décadas. vida religiosa exterior sem uma experiên
cerimonial. O adventismo havia chega Os anais da história adventista reve cia real. A grandeza da mensagem e da
de Tiago e Ellen o do a essa conclusão na década de 1850. lam que os ministi'0s e membros da Igre lei eram exaltadas. Mas faltava algo. As
colocar em fim ● ^ Poi* Tudo
começou em 1854, quando J. H- ja apresentaram essa verdade de fonna discussões eram lógicas e convincentes,
Waggoner (pai de E. J. Waggoner) pa- uníssona até a década de 1880,quando os mas não centralizadas em Cristo. [...]
● 1885 -Por temas da lei em Gálatas e da justificação No início da década de 1880 houve uma
bhcou o livro The Law ofGoci:An Exa-
''entistas estavam sendÍT" crescente indiferença e falta de percepção
mination ofthe Testimony ofBoíh Tes- pela fé reapareceram na agenda da Igi‘eja.
tado de Arkans""as. Presos no es- A discussão desses dois assuntos siu'giu espiritual por parte de muitos.-^
^«we/7/5(AleideDeus: uma análise do
● 1888 -0
problema
1 885 no Arlcan.o testemunho dos dois Testamentos), de devido às severas críticas levantadas pe
""Ocorrido em fendendo que 0 “aio” de Gálatas 3 era a Em 1880, em mn artigo intitulado
los evangélicos contra os adventistas.
«tados de TennesseeT""'® lei moral e não a cerimonial. Os líderes Schwarz e Greenleaf esclarecem: “Pi^egando a Cristo”, Geoige C. Tenney
seguintes, algunV argumentou:
a ventistas inteipretaram a sugesfão de
fazem ad- Nas décadas de 1870 e 1880 surgiu uma
aggoner como uma possível ameaça Enquanto apresentamos ao povo os as
a criminosos com' ao nova geraçao de adventistas. Ridiculari-
principal ponto de defesa do adven pectos peculiares defendidos pelos ad
P^°f®ação do domingo tismo, o sábado. zados pelos demais cristãos no legalis-
tas e judaizantes, perseguidos cm algumas ventistas do sétimo dia. os opositores
Na
O pon- assembleia geral dos adven- áreas, esses adventistas esquadrinharam a estão sempre levantando a pergunta: “Por
tistas sabatistas de 1856,esse assunto que vocês não pregam a Cristo?” Certa
« domingo acontecT Bíblia para encontrar apoio para as suas
foi discutido mente Cristo é o grande Personagem cen
por pioneiros tais como crenças acerca do sábado. Encontraram
súr’ de New José Bates, um verdadeiro arsenal de textos compro- tral de cada doutrina bíblica, e uma reli
ao senado drews Tiago White, J. N. An-
dos um gião sem Cristo não é a religião da Bíblia.
batórios, que podiam ser usados com uma
nível P^-ojeto de lei haviame Unah S mith. Até então, eles Ninguém pode lançar outro fundamento
nacional. Dominica] em tas que a lei em Gála- lógica esmagadora para demonstrar a
perpetuidade do sábado. Eles buscavam o além do que foi posto, o qual é Jesus Cris-
na assemfif mandamentos. Mas,
“«le.a de 1856,0 pastor Ste-
16 / PaROUSIA - 1° E 2° SEMESTRES DE 2009 Tradição ou Convicção?/ 17

to. Portanto, se as doutrinas que apresen


Ele tentava por meio de obras obter o fa a Cristo, e Cristo crucificado, como ● ninguém que confie em
tamos não exaltam a Cristo,são dignas de vor de Deus; ele, porém, não se satisfez o fundamento do evangelho”.^"* Em seus [de Cristo] méritos será deixa
censura e a objeção é pertinente.-'^ até que um raio de luz vindo do Céu afu do a perecer.”
1882, consciente de que muitos mem
gentou as trevas de sua mente, e o levou bros haviam se unido à lASD sem ha ● “Nada podemos fazer, absolu
Ao descrever aquela época, Ellen a confiar, não em obras, mas nos méritos tamente nada, para nos recomendar
ver experimentado uma genuína con
Cr. White lamentava que, “como um do sangue de Cristo,e vir a Deus,não por ao favor divino.”
meio de papas nem intermediários, mas
versão, Ellen G. White escreveu um
povo,pregamos a lei até nos tomarmos
somente por meio de Jesus Cristo.^' artigo intitulado “Um apelo”, exor ● “Ele é minha justiça e minha co
tão áridos como
os montes de Gilboa tando que “devemos renunciar nossa roa de glória. Que ninguém aqui jul
que não recebiam nem orvalho nem Com base no contexto acima ex justiça própria e rogar que a justiça gue que seu caso seja sem esperança;
^uva (cf.2Sml:21)«Poroutrolado, posto, podemos entender a carência do de Cristo nos seja imputada. [...] Por porque não é.”
em um arUgo mtitulado “Preparando- meio dele”, ela continua, “por mais Outra importante contribuição de
tema da justificação pela fé na litera
sepan.oCéu”,EllenG. White afiC indignos que sejamos, podemos obter Ellen G. White sobre o relacionamen
tura produzida durante as três primei
que por mais de quarenta anos elX ras décadas do adventismo. No entan todas as bênçãos espirituais”.^^ to entre a fé e as obras foi apresen
aos Antes de 1888, um dos impor tada em uma palestra proferida em
to, podemos observar que, a partir de
tantes marcos históricos da lASD na Basiléia, Suíça, em 17 de setembro
1875, Ellen G. White passou a dar uma
área da justificação pela fé ocorreu de 1885. A palestra discute o assunto
ênfase maior nesse assunto em seus es
na assembléia geral de 1883 em Bat- baseando-se em declarações de Jesus
critos. Nesse mesmo ano ela escreveu:
tle Creek, Michigan. Nesse evento, e na epístola de Tiago. Seu conteúdo
Cristo aperfeiçoou um caráter reto aqui Ellen G. White dirigiu a palavra aos foi publicado na revista Signs of the
Times em 16 de junho de 1890, e apa
G- White e dos T ^“«0 na Terra, não para seu benefício, pois seu pastores em treze reuniões matinais 37
caráter era puro e sem mancha, mas a consecutivas, sendo que em quatro rece na compilação Fé e Obras.
ventistas durante oT^' ad-
favor do homem caído. Ele oferece seu
IASD? Em 1965 a caráter ao homem se ele quiser aceitá-lo.
dessas palestras ela expôs os prin A CONTRIBUIÇÃO DE WaGGONER E
hsou treze influent» ana- cípios da justiça pela fé. A mais im- JONES NA COMPREENSÃO DA JUSTIFICA
C pecador, mediante arrependimento de
hstas entre 1849 e *888*°'^^* seu pecado, fé em Cristo e obediência à pactante mensagem foi intitulada ÇÃO PELA FÉ
fiue até “1884 nrof ’ ^ ^^^^Itiiu perfeita lei de Deus,tem ajustiça de Cris- “Cristo, justiça nossa”, em que ela
^autribuição toda [0 que lhe é creditada; esta se toma sua expôs claramente sua compreensão Nos primórdios da década de
área da justiça, e seu nome é registrado no livro sobre o assunto.36 1880, outro importante personagem
fMaação pelffé vS.
T>ago e Ellen White”.29
—' pena de da vida do Cordeiro. [...] Cristo entrou na Ao ser analisado o teor do conteú que exerceu forte influência sobre a
Conforme 0 uta em favor do ser humano para vencer
CD-Roivi The do desta palestra, destacam-se alguns compreensão da mensagem da justi
Complete ^ Satanás em seu lugar porque viu que o
^'len G. Whit ^ublisPied ficação pela fé na lASD foi um jo
todos OS oniem não podia vencer por si mesmo- aspectos que elucidam a visão de El
risto preparou o caminho para o resgate len G. White sobre o tema: vem de 27 anos chamado Ellet Jose-
G- Whit publicados de Ellen do ser humano por sua vida de sofrimen
● Apenas a justiça de Cristo pode ph Waggoner, que era adventista de
to, abnegação e sacrifício próprio, e por segunda geração e filho do pastor J.
sua humilhação e morte final.^-
dar-nos direito a qualquer das bênçãos
by fla fé) ejusti. concedidas no concerto da graça. H. Waggoner. A experiência de E. J.
aparecem, respecí^^ «) ● “Não devemos pensar que nossa Waggoner com esse assunto teve iní
Entre 1877 e 1878,a autora prepa- cio no verão de 1882, enquanto par
Uma “ própria graça e méritos nos salvem; a
^ou uma série de artigos sobre a vida graça de Cristo é nossa única esperan ticipava de uma reunião campal no
® «ase tema '"«ferências tar propósito era apresen- Colégio de Healdsburg, Califórnia.
ça de salvação.”
aparece na obr‘°c G vid^ eventos de Sua ● “... mas Jesus morreu por nós Após uma vigorosa mensagem
(Dons espirituaj. Gifts secr^'^ ^ pluno da redenção. No ano porque somos incapazes de isso fazer. apresentada por Ellen G. White sobre
0 a justificação pela fé, ela fez um ape
exal/as^se ministros que Nele está nossa esperança, nossa jus
teoria”33 ^ Cristo, evitando a tificação, nossa justiça.” lo, e naquele instante, E. J. Waggoner
e enfatizou que “sermão al"
gum deve
ser feito [...] sem apresentai'
18 / PaROUSIA - r E 2° SEMESTRES DE 2009 Tradição ou Convicção?/ 19
64- ●
VIU
- segundo o relato dele - uma [...] Precisamos agora de uma religião timando o poder da mensagem adventis-
to de Waggoner, Jones assumiu o posto boa e humilde.^’ ta ao enfatizar a justiça de Cristo de uma
representação vivida de Cristo pen de co-editor da mesma revista. É notá maneira tal que muitos acreditavam ser
durado na cruz. Aquela cena o tocou uma nova visão de Gálatas 3:25.“*“
vel que, ao longo de 1886, Waggoner
profundamente e o levou a pensar O PAPEL DE Ellen G. White em
escreveu trinta e três artigos relacionan
que esse ato de amor havia ocorrido Minneapolis
do a lei com diversos outros temas das Ellen G. White descreveu a expe
por causa dos seus próprios pecados Escrituras. Parte do conteúdo desses Conforme já foi dito, a assembléia riência nos seguintes termos:
como mdividuo. Conforme Schwarz
e Greenleaf, artigos se tomaria objeto de discussão de Minneapolis começou com um es
dois anos depois, em Minneapolis. Quando eu expressei claramente a minha
pírito de discórdia e intolerância entre
fé [nas mensagens de Waggoner sobre a
profundamente comovido, esse jovem Após um período de quase quatro dois gmpos que divergiam em dois ní justificação] houve muitos que não me
décadas, as discussões iniciais sobre veis: teológico e pessoal. Os primeiros compreenderam, e eles disseram que a
a justificação pela fé reacenderam os indícios de conflito surgiram no insti irmã White havia mudado; a irmã Whi
ânimos da liderança da lASD, na as tuto ministerial em um confironto ideo- te tinha sido influenciada pelo seu filho
compre- sembléia geral de 1886. Em novembro William White e pelo Pr. A. T. Jones [...]
ensivel aos outros.^* lógico-doutrinário entre Jones e Smith
Tomei-me objeto de comentários e críti
daquele ano,George Butler,presidente a respeito de um dos chifi*es de Daniel cas, mas nenhum de nossos irmãos veio
da Associação Geral, perturbado com 7. Mas a consumação do ataque ocorreu ter comigo,fazendo perguntas ou procu
°f de ensinar a to-
dos o que ele havia os frequentes artigos de Waggoner, em 16 de outubro de 1888, o último dia rando alguma explicação.'"
compreendido, a
partir de então Wass publicou um livreto com 85 páginas, do instituto, quando Waggoner apresen
um exímio oner se tomou
The Lawin the Book ofGalatians(A tou sua primeira palestra sobre a lei em O epicentro dessas críticas contra
Lei no Livro de Galátas), distribuído Gálatas. Os ânimos dos participantes Ellen G. White se originou a partir da
uo primeiro dia da assembléia geral, se acirraram intensamente, revelando o experiência ocorrida na assembléia
rês meses depois, Waggoner respon- que estava por vir. da Associação Geral de 1886. Naque
eu a Butler com outra publicação, de Nessa atmosfera conflitante, El le ano, sentindo-se incomodado com
convidado por seu '1 páginas, intitulada The Gospel in len G. White procurou apaziguar os as dezenas de artigos publicados por
editoraçard? the Book of Galatians (O Evangelho ânimos, mediar os debates e defender Waggoner na Signs, Butler deu início
os princípios das Escrituras conforme a uma campanha para solucionar as
^ Livro de Galátas). Mas a obra de
~a escrever vár'^Artigos ^ uagoner foi publicada apenas em a compreensão que Deus lhe dera. discordâncias e defender o ponto de
so¬ Embora ela não tenha falado sobre vista tradicional sobre a lei em Gála
bre a justificação pela fx ezembro de 1888, devido a uma car-
ta
Çao. No ano seguinte f ® escrita por Ellen G. White a Butler e a justificação pela fé em qualquer de tas. Sua estratégia para resolver os
Alonzo TrevierTonet’ ^ggoner. Um trecho da carta anteci- suas vinte palestras apresentados em impasses bíblico-teológicos vivencia-
se tomaram a partir de
a atitude que dominaria as discus Minneapolis, ela estava convencida dos pela Igreja consistia em consultar
passando a
sões em Minneapolis: de que as mensagens apresentadas a “mensageira do Senhor”, Ellen G.
xão e defend White. Knight explica:
por Waggoner eram verdades de Deus
Se vocês,
quanto à pregação da „ ●o . irmãos, tivessem a para sua Igreja.
justificação pela fé. Mensagem da eriencia que meu marido e eu tivemos, No decorrer dos dias da assem Entre 20 dejunho de 1886 e 1® de dezembro
jamais teriam prosseguido nessa de 1888, o presidente da Associação Geral
Em junho de 1884 «/„ bléia de Minneapolis, alguns dos par
on uta. [...] Vocês devem, quanto às enviou à Sra. White uma série de cartas
blicou sua primeira obrâ'^ T"®*' sábios como as serpen- ticipantes passaram a desacreditar no
cada vez mais contundentes,insistindo para
Question (Uma Questão r dom profético de Ellen G. White. De
Não como as pombas,[-d que ela resolvesse o problema interpreta-
que apresentava^conH-^?'’“'^*®)> Que ^ qualquer hesitação em dizer acordo com George W. Reid,
tivo, fornecendo um testemunho sobre a
se voces cometeram um erro. Vocês
seu repetido apoio às mensagens de interpretação correta da lei em Gálatas. A
Deiic direção positiva de
Waggoner em Minneapolis a expôs às princípio ele agiu de maneira bastante gen
Prejud^r assunto, o que só irá
mesmas críticas que tinham se levantado til, mas por volta de outubro de 1888 come
dem di n "™™ltado. Essa nâo é a or-
contra ele e Jones, de que estavam subes- çou abertamente a ameaçá-la. Caso ela não
a Outros A^ora vocês estão dando
® mau exemplo dessa atitude-
20 / PaROUSIA - 1° E T SEMESTRES DE 2009 Tradição ou Convicção?/ 21

se propusesse à devida interpretação, suge que no que ela própria havia escrito”. sua palestra, houve uma interrupção.
ria ele, isso não apenas escancararia uma plano de Butler era obter uma respos
Portanto, ela “não queria que os teste Froom relata:
porta para a entrada de outras inovações e ta definitiva, quer pela carta “perdida”
enviada a J. H. Waggoner na década munhos ocupassem o lugar do estudo
demoliría nossas antigas posições de fé” Pedindo a palavra, R. M.Kilgore, membro
da Bíblia”."*’ Durante seus setenta anos
mas também “tenderia a diminuir a con- de 1850, ou por meio de um posicio da [administração da] Associação Geral,
de ministério profético, Ellen G. White declarou que,em função de o pastor Butler
fimça de nosso povo nos próprios testemu namento oficial. Em outras palavras,
nhos”. E acredito que toda essa questão fari sempre deixou claro que seus escritos ter sido impedido por doença,ele propunha
queriam que ela operasse como uma
ma.sporquebiaraeonfiançaem nossaobia deviam levar o povo “de volta à Pala que aquela discussão sobre o assunto da
juíza da teologia adventista ou árbitra
vra” e ajudá-lo a compreender os prin justificação pela fé fosse suspensa até que o
do que qualquer coisa que tenha ocorrido a da exegese. 50
presidente Butler pudesse estar presente.
os causa desde o seu surgimento[ 1 Se cípios bíblicos.
Quanto ao “testemunho perdido”, Devido à sua relutância em prover
nos^povoeomeçarapensarqueapo^ição
escrevendo de Basiléia, Suíça, Ellen uma declaração oficial sobre a lei em Imediatamente Ellen G. White,
^n^aesustentável.issodestmtóafede G. White lamentou: que estava sentada na plataforma, se
^^nossos h-demsnostestemu.lt Gálatas, um dos emissários de Bu-
O resultado so pode ser este.« levantou e disse: “Irmãos, esta é a
tler, o pastor Morrison, forçosamen-
Estou incomodada; por amor de minha
Em te recorreu a um trecho dos escritos obra do Senhor. O Senhor quer que
própria vida eu não posso lembrar da
de Ellen G. White para provar que a sua obra espere pelo pastor Butler?
quilo que me foi mostrado com referên
lei em Gálatas era a lei cerimonial. O Senhor quer que sua obra avance
“".ta oomo Waggoner cia às duas leis [moral e cerimonial].
estava Não Tomou a obra Sketches From the Life e não espere por qualquer homem”.^*
posso lembrar qual foi o conselho
íí""'’ O iMiinto d. |.i em c a advertência que foram dados ao pas- ofPaul(Esboços da Vida de Paulo), Ninguém se pronunciou após essa
sao tor Joseph Waggoner. Pode ter sido uma publicada em 1883, e, abrindo na pá declaração. E assim, Waggoner pôde
sua admoestação para não tornar suas idéias ) gina 193, leu a todos os delegados continuar sua mensagem.
.d'.™,';"»'»"
contra o salientes naquele tempo, pois havia um presentes. Logo após a leitura, Wa- Os estudos desenvolvidos por
George grande perigo de desunião.45 ggoner se levantou a fim de rebater o Waggoner sobre ajustificação pela fé
ve:
argumento de Morrison. foram apresentados em onze pales
Em
uma mensagem devocional, Naquela mesma manhã, Ellen G. tras. “As primeiras seis abordavam
apresentada na assembléia de Min- White afirmou: “Não posso tomar a relação entre a graça e a lei, bem
as refe^ncias^ ™P«"ante neapohs em 24 de outubro de 1888, partido nem de um lado nem de ou como entre a fé e as obras, basea
sua apóstolo Cia indagou: das principalmente em Gálatas”, en
tro enquanto não estudar a questão”."**
oponentes- ^ “«adas por nossos
como forte Em realidade. quanto “as últimas cinco eram sobre
nas
^tinomistas[conw ^ ”52
Pordi o manuscrito e por dois a justificação pela fé em Cristo.
sondo, Waggoner e JonesTt Ellen White tinha luz para os delegados
um°^ P“^c encontrá-lo? Deus tem Segundo os relatos históricos,
“"<<o“grandeajudaecn f ‘'“"'a- da Associação Geral sobre o assunto de
Ele quer que recor enquanto Waggoner falava, Ellen G.
Gálatas, mas essa luz, conforme ela
^-antincnuanoadosadSti^^™-"*- da ^ a fim de obter a evidên- White manifestava-se frequentemen
mesma declara repetidas vezes, era que
e m ^*crituras. Eu irei encontrá-lo
Entretanto, mesm^^ ^ ^ essa investi- eles precisavam estudar mais a Bíblia te pronunciando “amém”. Apesar de
e não confiar em qualquer outra forma não tomar partido sobre a questão da
««a*. Butler adiant Escrituras] deve prosseguir de autoridade ao procurar compreender lei em Gálatas, ela foi enfática em
qualquer resposta munh ^ espero que meu teste- as Escrituras. 49
«ipsespero de Butler ^“'Presa e irei agradável, mas ainda assim defender a justificação pela fé pelos
que ele obteve de ''®*Pusta que n, perante Deus. Deus sabe méritos de Cristo. Em muitas ocasi
Um episódio notável que ocorreu
●^apacitaT Preparar*®® ® ões, ela convidava os delegados ao
nos que ^ para o trabalho, mas a me- durante a assembléia foi caracteriza
joguete a ser um arrependimento. Suas correções e
tas estejamos convertidos, Den^ do por um crescente interesse advin
não nos usará.'*^ advertências foram dadas de forma
que praticamente,. ^lonalis-
do dos delegados mais velhos que
resolvesse a queo« ® que ela imparcial. Ao pastor Lewis Johnson,
questão de Gál “estev^ .*^'Sht argumenta qu® procuravam eliminar as palestras.
atas”.44 Q ela disse: “O que você precisa é sen-
Bíblia tinif interessada no que ^ Enquanto Waggoner apresentava
a dizer sobre 0 assunto do
24 / Parousia - r e 2° semestres de 2009

'Mdem, manuscrito 21, 1888.


tuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. 2002).
Veja idem, Mensagens Escolhidas(Ta
to,SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), v.
V.5, p. 371-372.
Ibid., V. 4. p. 313.
Unidade doutrinária e crescimento da
l, p. 361; idem, Mensagens Escolhidas (Ta-
Ibid.. V. 4. p. 394.
tui, SP: Casa Publicadora Brasileira 1997)
V. 3, p. 160.
36
Ibid., V. 5. p. 219. Igreja Adventista no período pós-1888
^ Mensagem de O texto integral da mensagem apare-
ce José Miranda Rocha, D.Min.
em idem. Mensagens Escolhidas, v. 1, p.
350-354. Professor de Teologia Aplicada na Faculdade Adventista de Teologia, Unasp-EC
'* Ibid., p. 64-65. Idem, Fé e Obras (Tatuí, SP: Casa Pu-
Ibid.,
bhcadora Brasileira, 1998), p. 47-50.
Schwarz e Greenleaf. Portadores de Resumo: Tendo como ponto de par challenge readers to develop a reflec-
176. tion about these events in our days.
tida a crise de 1888, o autor analisa

1997), p. 116 Perenial, Ellen G. White, carta a E. J. Waggoner os perfis e motivações dos principais
fevereiro de 1887.
envolvidos e apresenta um panorama Introdução'
George W.Reid. “Assuntos Contempo
histórico das crises relacionadas a
a 1999”, râneos em Teologia”(material não publicado,
esse evento: (1) clima de divisão na Uma das maneiras de perceber
etodisia de Pi- programa de Pós-graduação do Salt), 16 de
janeiro de I99g. Igreja; (2) despreparo teológico dos mos a importância de um ensinamen
'l ^^%KAMensa to ou acontecimento é estudar o grau
”Ibid., p. 37 ^^Mte, Mensagens EscolbP ministros; e (3) ataques à autoridade
7nno\ Publicadora Brasileira, de Ellen G. White. Fatores decisivos de atenção dado a tal ensino, ou medir
ores de 2000), V. 2, p. 173
para a solução dessas crises foram: o tempo de lembrança do evento na
« ^ Mensagem de 1888. p. 59-60. mente dos que dele participaram ou
Ibid., p. 38. (1) a atuação de Ellen G. White;(2)o
44
Ibid.,p. 60. estabelecimento de um plano de edu são herdeiros de sua memória. Quan
de setembro deTsTo.'^^"'^ 16 4.S
Ellen G.WhitP o ● Ellen G. White, carta 13, 1887. cação teológica; e (3) a organização to aos participantes da 27“ Assem
46

de março de 1890 ’ >-ald, 11 rint. ruf ^Miile 1888 Mate- da Associação Ministerial. Ao final, o bléia da Associação Geral da Igreja
te Ellen G. White Esta- autor realiza um desafio para que tais Adventista Sétimo Dia,“ no ano de
^'■"®.22dedezem- 1987), p. i53_
brodjw’ 47
eventos sejam instrumentos de refle 1888 em Minneapolis, os demais ar
48Knight, A Mensagem de !888, p. 61 - tigos desta edição de Parousia tratam
xão nos dias atuais.
White .^ The Ellen G. White 1888 Mate-
"Ms, p. 151-153 amplamente,bem como acerca do que
49
representam as lembranças amargas e
A Mensagem de 1888, p. 62.
Abstract: Having the 1888 crisis as alvissareiras esperanças relacionadas
room, Movement ofDestmy, p. 246.
^,Ib'd.,p.246. a starting point, the author analyzes com aquele lugar, ano e evento para
WWW. ^'|bid.,p. 245-246. the profiles and motivations of major 0 passado e futuro da lASD. Há algo
^ Ellen G. Whit^ o ■ ^^Ibid., p.251. people involved and presents a histori- na primeira visão de Ellen G. White
n^Great Con,ro,eny7!!'“" ^oi /■ 55 ^ de 1888, p. 69. cal OverView of crisis related to this
It>id., p. 76. que pode ajudar-nos a entender o sig
White, Men event: (1) climate of division in the nificado de Minneapolis para o povo
168-169. sagens Escolhidas, v. 3, p-
Assoo;atil„'78™';;'^yAdv:;i3Tpt^ mg 57
Church; (2) theological unprepared- adventista. Ela viu:
ness of the ministers; and (3) attacks
'^'"Si^UMemagemde 1888, -Çi.l\.
Frooni, Movemem ofDestiny, p. 252. to the authority of Ellen G. White. De- um caminho reto e estreito, levantado
bllen G. White manuscrito 15, 1888. cisive factors for solution of the above em lugar elevado do mundo. O povo do
advento estava nesse caminho, a viajar
crisis were: (1) the procedure of Ellen
para a cidade que se achava na sua ex
G. White; (2) the establishment of a tremidade mais afastada. Tinham uma
plan of theological education; and (3) luz brilhante colocada por trás deles
the organization of the Ministerial As- no começo do caminho, a qual um anjo
me disse ser o “clamor da meia-noite”.
sociation. In his conclusion, the author
m m p
Bibhotca Or. Enocftde Olfwan
Tombo T
26 / Parousia -1° E T semestres de 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 27

Essa luz brilhava em toda extensão do seu livro A Mensagem de 1888, que e A. T. Jones na contramão da ética
caminho, e proporcionava claridade término da sessão, William C. White
Minneapolis significa para a lASD administrativa da liderança da Igreja.
para seus pés, para que assim não tro- fala sobre a importância de Minnea
peçassem. Se conservavam o olhar fixo “uma mudança radical em seu desen Mas não posso esquecer também que,
polis, observando pontualmente:
em Jesus que Se achava precisamente volvimento teológico” devido a reuni tanto o presidente da Igreja mundial e
diante deles, guiando-os para a cidade, o secretário, bem como um grupo que
Estamos perto do fim de outra Assem ões que “alteraram a configuração do
estavam seguros.^
adventismo. Apesar disso”, ele con rejeitava a salvação somente pela gra
bléia [...] e dentro de alguns dias os dele
gados se espalharão por seus respectivos clui, “mais de 100 anos depois [hoje ça somente estavam na contramão da
,Devemos notar que a luz brilhante doutrina bíblica. Não posso esquecer o
campos, e começará outro ano de traba 120] os adventistas ainda se acham
nao era outra coisa senão uma refe que li na obra de Knight sobre vários
lho [...][Aqui] foram salientados muitos divididos a respeito da importância e
rencia a expenência de 1844 vista judeus e adventistas presos, entre 1885
princípios importantes, e algumas con significado dessas reuniões”.^
clusões que serão de grande valor [para] Tomemos para nossa experiên e 1887, acusados de profanar o domin
talo da histona do adventismo que cia apenas a primeira sentença dessa go. Era a perseguição movida contra
nossa obra no futuro. Muitos partirão
w ena ser apagado em definitivo dessa reunião resolvidos a estudar a Bí declaração de Knight: uma mudança “os que guardam os mandamentos de
Mas, para o povo de Deus, 1844 não blia como nunca dantes,e isso resultará Deus e têm o testemunho de Jesus”
radical pela justiça de Cristo disponí
desapontamento; é luz brilhame a em pregações mais claras.^
caminho da cidade santa vel e operante na minha vida e na ex (Ap 12:17). Enquanto os outros presos
Os periência do povo de Deus. Quando foram libertados pelas autoridades,sem
Ê oportuno lembrar que a atual ge- o livro de George R. Knight foi pu exigência de fiança e tiveram seus pro
ca divina. Deus fez raçao de adventistas são “os habitantes blicado em português, Ivan Schmidt, cessos arquivados, para os adventistas
esse futuro”. O Senhor e a Igreja es ex-redator da Casa Publicadora Bra a liberdade teve o pesado custo de uma
teo- peram pregações mais claras. Um ano sileira, escreveu que “a mensagem de fiança que variava de 110 a 500 dóla
apos Minneapolis, enquanto assistia à 1888 apontava para a centralidade de res por pessoa,uma quantia elevada na
1 Associação Geral em Jesus como Salvador [...] e a necessi época.^ Knight destaca que “o rebuhço
“aleluia!”, pois ® P°‘lemos dizer 1889.EllenG. White relatou: dade da fé em seus méritos”.^ escatológico em tomo do movimento
brilhar a deL^Lf^f®"sua luz Meu objetivo neste estudo é des da lei dominical serviu como fator con
‘e.A nós,adventista^sTo”^*'-^° Temos tido reuniões excelentes. O espírito tacar os resultados de Minneapolis tribuinte para intensificar as tensões da
prevaleceu na reunião em MinneapO' em relação à unidade doutrinária da Conferência Geral de 1888”.“^
século 21, herdeiros daT tis não
justificação pela fé - de está aqui, Tudo se faz em harmo- Igreja e os efeitos em seu crescimen- Mas, além dos antecedentes his
‘^- [—]Todos os testemunhos que tenho to} Espero, com esse artigo, que o tóricos e teológicos motivadores da
●do têm sido de caráter edificante. Di- que resta do “espírito de Minneapo crise em Minneapolis, há aqueles
oao sem preço. Esse foi ^em que o ano
preço, como é tol um custoso passado foi o melhor de de natureza psicológica que servem
«lostrado nos sua vida-,
lis” possa também ser banido de nos
outros a luz a resplandecer da Palavra de pano de fundo para entendê-la
^igos publicados de Deus foi sas mentes, corações, casas, escolas e
“ara os
‘luesãoconSnrr'”^^»-
ocorridos
. clara e distinta-a justificação igrejas da atualidade. melhor. Nesse quadro, acham-se os
● ^ justiça nossa. As experiên- sentimentos feridos, posições ad
O que não devemos esquecer é que
têm sido muito interessantes.^ ministrativas e teológicas abaladas.
uma crise dessa proporção não nasce
Que essa muito a ser no vácuo. Há antecedentes históricos, Atitudes atrevidas de ministros ima
forme ou
Doli?“pn° tl®PU's de Minnea-
crer, viveruonsolide n^ts^r” teológicos e psicológicos que nunca turos, quer jovens ou velhos. Era a
a fé « trabalhar de de va ani u ''^bite ainda lembra- deveríam ser olvidados. Falo das pri verdade que estava em jogo, mas
que professamos em como * passou a ser conhecido sões de adventistas acusados de trans não havia como percebê-la com os
uusa do seu evangelho ® gredir a observância de leis dominicais olhos embaçados pela bruma da
uomouma?’"*° Minneapolis”.
soai e denA * ^t^periência” peS' impostas em alguns estados da nação tradição teológica denominacional
*> mipí^ como se fosse verdade bíblica. Nem
mais fri ? como “um dos norte-americana. Recordemos das ma
sul tudo, porém, pode e deve ser atribu-
crenteç ^ ^^Píhilos na história dos térias publicadas por Ellet J. Waggoner
R. Kniab! presente”. George
osc reveu, na introdução d^
28 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 29

ído à falta de maturidade e discerni (2) o evidente despreparo teológico ao resumir os resultados alcançados em
seu testemunho sobre “Os mistérios
mento teológico. Os sentimentos da da Bíblia dos ministros; e (3) a crise de ataques Minneapolis, na sessão de 1888, acerta
liderança estavam feridos, e disso - prova de sua inspiração”,
à autoridade de Ellen G. White. Há que houve um “choque de mentes. Os
Satanás se aproveitou. Ellen G. White escreveu que o arden
uma quarta crise que surgiria dentro delegados dividiam-se sobre questões
te desejo de Deus é o reavivamento
O propósito de Satanás é fazer de poucos anos depois de Minneapo fundamentais - e especialmente sobre
de seu povo. Ela diz que isso somente
guerra. Não devemos esquecer que lis, sobre a doutrina da Divindade ini os homens que as ensinavam. Intensos
acontecerá quando os fi lhos de Deus,
e seu intento mover guerra contratos ciada por John Harvey Kellogg, que sentimentos”, prossegue Froom, “esta
que guardam os mandamentos de liderados por seus ministros, se volta não será abordada neste estudo. vam no próprio ar, com marcado anta
Deus e a fe em Jesus. Ele é autor da rem para 0 estudo da Bíblia, o único 1. Clima de divisão na Igreja. Ri- gonismo por alguns. Uns poucos vira-
confusão que conhecemos niuito bem caminho que os levará à fé genuína. chard W. Schwarz, na obra Portadores vam suas cabeças quando Waggoner era
como “o grande conflito”. .Oh, se Jo¬ Então, ela pontua: “Se outros meios visto se aproximando”.*^
nes de Litz, reporta que William White,
e Waggoner houvessem praticado a arem, introduzir-se-ão entre eles eleito presidente interino da Associa Froom cita Spalding ao “observar a
0 que Paulo escreveu heresias;
em Efésios 4:15 as quais os hão de peneirar, ção Geral, em Minneapolis, observou posição extremada de líderes no centro
-“Mas seguindo
a verdade em amor, separando a palha do trigo”." que os delegados presentes nas reuni do conflito: Butler [representado pela
cresçamos em tudo
naquele que é a ca- Só E as crises vieram para peneirar, ões deixaram a sessão pessoa de Morrison] e Smith”, acredi
beça, Cristo”. D
i _ que seria se Butler e
para lembrar: em grego, julga- tavam “na teoria da justificação pela
Smith houvessem se com uma grande variedade de sentimen
aconselhado com rnento é krisis. E o mesmo também se fé - mas fracassaram em tomar clara a
pode dizer de evangelho. As mesmas tos. Alguns sentiam que aquela havia sido
boas a maior bênção de suas vidas; outros, que própria relação entre fé e obras [...] Wa
quanto novas que sal vam, também jul- a marcavam como o começo de um perí ggoner e Jones também criam em obras,
oravam por seus
opositores. am, como afirma Paulo na carta aos odo de trevas, e que os maus efeitos do mas como o resultado e não a causa
Romanos (Rm 2:16) . Isto é 0 que a que tinha sido feito na conferência nunca da salvação, através da fé em Cristo.”
poderíam ser apagados.'^
ceu no ambiente «stabele- ensagem de Minneapolis há de fa- Portanto, é evidente que no âmago da
zer na Igreja e no mundo: julgará os disputa, “orgulho de opinião e prestígio
Não houve cordiaUda^^* *** A essa mesma conclusão chegou
nem respeito recíproco ^ ^‘^®‘^ômica 4 e aceitam a provisão de Deus, na pessoal estavam envolvidos”.*^
A. T. Jones, alguns anos mais tarde,
ssoa do Substituto; ou a rejeitam- Ellen G. White, em carta datada
escritores e propo^ntesT® ao recordar que aqueles que estiveram
ndversas. E onde essâf ^ P°'Nões sa eternos dependem de nos- no mesmo ano da Assembléia, fala
da presentes em Minneapolis haviam-se
tas desaparecem nâo há obra^ri % nceitação ou rejeição da “incompreensível luta pela supre
dividido em três campos: (a) os que
'e para o estudo da verLT'" de Cristo por nós e em nós. macia” travada pelos dois gmpos de
de todo coração aceitaram as apresen
sua divulgação aos incr^í P®ra debatedores.*’ Em Battle Creek, onde
Crises tações sobre justificação pela fé; (b)
,, Sejamos prude/S
*^SULTANTES DE MiNNEAPOUS ainda estava a sede da Associação Ge
aqueles que rejeitaram a mensagem;
trágico. Há luz no fT*"' ® ral, e em três das principais instituições
da sessão da Associação e (c) outros que ficaram indecisos so
pois se somos ensinai ^rnel Geral bre o assunto.*"* da lASD, “nas semanas e nos meses
ns cousas cooperam *odas abriu Minneapolis, em 1888. que decorreram após a Assembléia”,
serios questionamentos e crises A sessão foi encerrada sem que ne
ou no desenvolveu-se “um pertinaz centro
nhum voto houvesse sido tomado pelos
trativo teológico e admint^' de oposição” às posições teológicas
m delegados presentes em apoio ou contra 18
essa suDeraH ^ Muitas dessas forai^ apresentadas por Jones e Waggoner.
™eio de todas opera o tema da “justificação pela fé”, confor
ao evp T 2. A crise do despreparo teológico
!'«'»Cr
devemos ver \a- ^ «s
em seii^
cintes anos seguinte^
^^tras ainda peimaneceh^
me exposto por Jones e Waggoner, ou
conforme refiitado por Uriah Smith e J.
dos ministros. Essa foi a descoberta
que mais pesava sobre a liderança
à lASD fsu inquietaÇ^ H. Morrison. A reunião foi encerrada,
um C omn Ederança ministerial- com “uma sombra sobre muitas mentes”, da Igreja. Schwarz observa que, em
“■"'tode.ig. o parte, a razão que levou Butler a se
d-aíaremo?/*“ registra LeRoy E. Froom. Com base em
ses cpm ● * das três carta de Jessi-Moser Waggoner, Froom, opor a qualquer mudança nos ensinos
1889, em
‘‘*®o'ógi'crr °
tie pensamento da Ig^^J^’
30/Parousia-1°e2° semestres de 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 31

adventistas “pode ser traçada a partir e desvirtuadas que estou chegando Igreja e dedicada obreira. Como conse
de sua mens que haviam introduzido a nova
preocupação sobre o estado à conclusão de que o Senhor deseja quência, porém, a influência de Jones
ênfase. Isso denuncia também a falta e Prescott como líderes adventistas foi
do ministéno adventista”.'^ Segundo que me afaste das grandes reuniões e
Schwarz, Butier queixava-se de estar de preparo ministerial. O despreparo sensivelmente abalada.^*
rejeite entrevistas particulares”.-^ Hou
constantemente tratando de casos de dos ministros adventistas pode ser re- ve ministros e leigos que publicavam
falta de ética sumido a partir do relato de um obser Fatores decisivos para a solução
e até imoralidade vistos as declarações de Ellen G. White para
na conduta de pastores, mesmo de vador, ao dizer que, tão tarde quanto DAS TRÊS CRISES
dar suporte aos interesses e fins pes
alguns eminentes pregadores. Havia 1895, havia um grande número de ho soais. Um dos exemplos é o de A. W. Os estudiosos do período pós-
por parte de muitos ministros j^ens mens em Battle Creek que não “viram Stanton, leigo do Estado de Montana, 1888 concordam que Minneapolis te-
nenhuma nova luz nos pontos de vista que estava convencido de que a lASD ría sido fatal para a unidade doutriná
enfatizados em Minneapolis”.-^ no início da década de 1890 havia se
ria da lASD e,em consequência,fatal
A crise de ataques à aiitorida-' tomado “Babilônia” e fora rejeitada
realmente estar . Podenam para sua unidade como organização
e de Ellen G. White. Após a Assem- por Deus. Com esse objetivo, as de
com mudanças de ênT ** religiosa, se esses três fatores estives
Dleia de Minneapolis, Ellen G. White clarações da profetisa do movimento
sem ausentes para encontrar saídas
se sentiu-se movida por Deus a tomar adventista eram mal usadas para fazer
o. Mo diante das ameaças impostas pelas
9ue, “na re- conhecida a mensagem que havia sido um chamado aos sinceros para abando resultantes da sessão. Esses fatores
Jigiao de salvação pclas obras narem a Igreja. Como Ellen G. White
oarreiras não há apresentada pelos dois jovens prega- podem ser nomeados a seguir, levan
dos do contra o pecado”.^^ aores, os quais ela chamava de “men se encontrava na Austrália, Stanton en
Os peca- do em conta sua ordem de importân
con- sageiros de Deus”. A reação de muitos viou para lá um dos seus “discípulos”
sequência^fa"^ jg®. cia:(1) a atuação de Ellen G. White,
a fim de assegurar o apoio de Ellen G.
eres foi transferir o desprezo peía
nova enquanto pessoa e também profetisa;
cia White à causa separatista. Mas, antes
■” mundial da USD sido teologia para aquela que havia que o “discípulo” de Stanton a encon
(2)o estabelecimento de um plano de
Olsen, “encontrou oa ’ ^ '^dres escolhida como “mensageira da educação teológica para os ministros;
vcntistas em trasse, ela já havia enviado uma carta
jgreja remanescente”. Ela mesma re- e (3) a organização da Associação
de reprovação às atitudes e ensinos do
a a a oposição que se levantou contra Ministerial por Arthur G. Daniells. A
seus sermões: lider do movimento.^^
membros leigos” 21 c , ’^^^®mdos seguir, procurar-se-á traçar, em uma
relata Em 1891,tão logo Ellen G. White e
Olsen quase temia breve descrição,o que significou cada
Nào tenho seu filho partiram para a Austrália, uma
tido um tempo fácil desde um desses fatores para a solução das
colocar ministros deixei à jovem obreira bíblica chamada Anna
ra a costa do Pacífico. Nossa primei' crises no período pós-1888 e sua con
com os mais velhoi hn“ reunião não foi semelhante a qualquer
Rice Philips começou a ter “visões”. A
tribuição para consolidar a unidade
Pentes, porque os anT® «x- jovem, que parecia ser uma fervorosa doutrinária da lASD.
defeituosos’ que em ®f^ni ‘tão T
de ^.s^sembleia de Conferência Geral
cristã, teve suas “visões” e “testemu
per- foi já participei [„.] Meu testemunho 1. A atuação de Ellen G. White.
guiar os ma“™:et^?S“co nhos” endossados por líderes adven
Ignorado, e nunca em minha vida hjj
tratada Seria uma atribuição parcial de valor
como na Assembléia [de ISSSV tistas, tais como Jones e Prescott. Até
o trabalho que à atuação de Ellen G. White se ela
aer feito deçT claramente que as atitU' mesmo o veterano Stephen N. Haskell
Pfta superar essa cise fosse lembrada apenas como profeti
têm contra mim e minha obra foi inclinado a acreditar que Deus es
tivel urgência e de oro/* 'ndiscu- sa na solução das crises que surgiram
Proporçôes muito V67 os meus esforços cinquenta tava dando orientação especial através
ubrangentes. Para no período pós-1888. Mas as atitu
aceitar a nova ê muitos. s mais difíceis do que teria sido dou de Anna Rice. Finalmente, cartas de
des de Ellen G. White como ser hu
va Ellen G. White convenceram esses lí
Dor"'''u'' pedido ao Senhor
mano nos colocam em condição de
não diariamente, e para deres sobre o engano das “visões” e
“bedecer aos dez m de dizer que ela não se deixou levar por
desc^^i toteiramente descoroçoad^’ “testemunhos” de Anna, apesar de sua
sinceridade e boas intenções. A própria emoções mal orientadas.
comn” ^ ^ sepultura de coração parti^l^
pa- “■"«ocon-eucomomeumarido.^ No dia do encerramento da Assem
Anna aceitou a orientação de Ellen G.
os bléia em Minneapolis, Ellen G. White
osho- Ellen G. White e permaneceu como membro da
White chegou a dizer coP*
^●nhas palavras são torcida®
32/ Parousia -1° e 2° semestres de 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 33

mostrou-se espiritual e teologicamen ção na qual se misturam fanatismo, deveríam esperar a perfeição física e
tados Unidos um fato de maior pro
te equilibrada, como se pode perceber ignorância da Palavra de Deus e des espiritual antes da morte.
veito para a causa adventista.
de suas próprias palavras. Apesar de a preparo teológico. Esse estado não O próprio Waggoner começou a
Em 1896, Ellen G. White, em car
reunião ter sido “o mais incompreen era favorável ao desempenho da mis ensinar que o santuário era um tipo
ta dirigida a Olsen, externou o que
sível esforço de guerra que já tivemos são adventista nem ao seu crescimen do corpo humano e a purificação do
sentia quanto ao envio dela e de seu santuário estava relacionada com o
entre nosso povo” e“um dos capítulos filho para o continente australiano. to como comunidade de fé. Haskell
mais tnstes da história dos crentes na comentou que nunca vira um tempo desenvolvimento dos ensinos de saú
Humanamente pensando, essa teria de entre os adventistas do sétimo dia.
ver^depresente”,elacriaqueo“en- como aquele, “quando parece haver
sido uma saída estratégica para neu-
um peso sobre as mentes de tantas Em 1899, Waggoner sugeriu, na ses
tralizar
a controvérsia suscitada pelas pessoas para conhecerem alguma coi são da Conferência Geral, que todo
perançapresentesem'sereom5o eíã apresentações dos grupos oponentes sa ‘nova’”. Haskell “cria que as novas aquele que guardasse os mandamen
«screveu a pessoas de sua fan^l-r em Minneapolis. Deve haver passado idéias conduziam ao fanatismo e per tos de Deus deveria também ter o es
pela mente de Olsen a ideia de unir os vertiam a mensagem da justificação pírito (ou dom) de profecia. Albion
Nossa reunião terminou.! lNân.„ n apelos da Austrália com a necessidade pela fé que tinha sido destacada em F. Ballenger desenvolveu pontos de
cemos O futuro mcc conhe-
está ao leme e não e estabilização do ambiente na lASD 1888”.” Daniells partilhava a mesma vista que divergiam da doutrina ensi
Aquesa:X;““~fragar.[...] a América do Norte. Mas, a despeito percepção de Haskell e interpretava o nada pela Igreja sobre a doutrina do
pena, a menos que eu Pela 0 que podería estar sendo considera- desejo por novidades religiosas como santuário. Um membro da igreja de
' “itas páginas; portantTm^
que ® por Olsen como melhor saída para “obra do demônio” procurando tor Battle Creek passou a pregar que os
eu nao empreenda essa tamf
u cnse a ser administrada após 1888, nar a mensagem teológica de 1888 de anjos e o Espírito Santo são a mesma
“■“i^eroqueaconteeera^ffii-J Nâo
permaneceremos umac ^^ro, mas Ellen G. White escreveu a ele: “nenhum efeito ao distanciar muitos pessoa. Membros da liderança do Co
'"'Battlecrrk e e?,? semanas ministros das verdades fundamentais légio de Battle Creek ensinavam que
temunho que deve ser m para este tempo”.” era errado matar os insetos, com base
9 Benhor nâo estava dirigindo nossa saída
●amente, sem demora «América. [...,] o Senhor nâo planejou na crença de que toda vida é sagrada.
Algumas aberrações teológicas.
''or como andarão as cn P°<‘«emos ^ O Senhor lê os corações de
“ntrodaobra Estam grande Dentre as aberrações teológicas pós- Em 1900, diversas pessoas na Asso
[—] Aqueles que estavam cansados ciação do estado de Indiana assumiu
“ ^P*<loquees,S7“<>'vi<iosafa. 1888 que perturbavam a vida dos ad
temor de Deus nara e, no sem ^®^*®uiunhos dados foram deixados a crença num tipo de perfeccionismo
ventistas, uma delas “era um fierte com
nesta emergência^ povo sem, ^ f que os transmitiam. Nossa
a cura através da fé”. O problema mos conhecido como a “carne santa”, pelo
separaçao de Battle Creek foi para deixar
omens cumprirem sua própria vontade trou-se bastante grave porque contou qual se ensinava que havia dois tipos
de Ellen
: dn que julgavam superior à maneira com o envolvimento de Jones, Waggo de filhos de Deus: os “adotados”, que
Dela A ^ ^ Senhor teria trabalhado ner e William W. Prescott; este último, deveríam passar pela morrer, pois
<=oncíhos ministerial nos meios [...] EU lhe um destacado educador adventista na lhes faltava a “carne para a translada
e reuniões nas igtejas c ®®®°‘='®Ções seio de ^*sen, dizendo que era de- ção”, e os filhos “nascidos” de Deus
época. Numerosos ministros ficaram
"°del888atéSlr®oouto. lado permanecéssemos lado a
fascinados com os ensinamentos de possuiam tal carne.
35
empreendeu “uma I . ® ela se e ^ aconselhasse, o instruís-
ara que agíssemos em conformidade George Fifield, ao afirmar que o tempo Para superar a baixa condição de
Pregando a justificaçãl®pela fépaís. [ ●●] Que
que nnH de Battle Creek sentisse de graça para os pecadores se estende formação teológica do ministério,
‘ao
que o ^®*xar-nos partir na época eiu ría até a sexta praga. Outra aberração Olsen estabeleceu o plano que ficou
segunda
atitude de Sei G°^JÍte ^ mento o resultado de planeja- conhecido como os “institutos minis
teológica ensinava que todos os peca
a atenção dos que elm "^ama humano, enso do Senhor.^
dores serão salvos, incluindo Satanás. teriais”. É claro que Institutos Minis
Havia um fanático que pregava que o teriais já haviam sido realizados antes
“'"●“PmiKrt, ““'“«ei»,
de de um selo de Deus não podería ser colocado de 1888. Mas, entre 1989 e 1991, fo
"" aa Austrália, em 0 O'" na testa de homens com cabelos bran ram de longa duração e temário espe
acreditavo ser a sua presenT áo cífico. Neles, atuaram Ellen G. White,
^^mistério” a “condição cos e pessoas deformadas, as quais
P esença nos Es-
anos imediatament^
e depois
^e 1888 , é uma situa"
34 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 35

e os pastores Jones e Waggoner ser- coração a fim de descobrir o motivo Na sessão da Associação Geral
vindo como instrutores. O tema das sob 0 título “A ‘justiça pela fé’ incen
de suas próprias fraquezas e imper em Des Moines, lowa, em 1924, foi
tivou a Associação Ministerial”, Le-
reuniões era o estudo da mensagem feições”, bem como, “e para procu votado “solicitar que o pastor Da-
Roy E. Froom destaca o papel exerci rar a razão oculta de nossa debilidade
da salvação, através da pesquisa do niells providencie uma compilação
texto bíblico. O pnmeiro instituto mi do pelo pastor Arthur Daniells, eleito dos escritos da Sra. White sobre o as
como ministério, e de nossas cons-
nisterial durou vinte semanas, de 5 de presidente da Associação Geral em sunto da justificação pela fé”. Então
trições como Igreja”. Ele “começou
novembro de 1889 até 25 de março de 1901, posição para qual foi reeleito surgiu o primeiro livro da Associação
a rever o passado a fim de aprender
sucessivas vezes, até 1922. Esse va Ministerial, sob o título Christ Our
lições básicas como orientação para
42
Tabemaculo,em Battle Creek,com 50 loroso líder muito fez para apagar os o futuro”. Além de examinar seu Righteouness(Cristo,justiça nossa).
pastores que atendiam como alunos efeitos negativos da crise suscitada em próprio coração, Daniells deixou-se Portanto, como observa Schwarz, a
Minneapolis, em 1888, e consolidara conduzir “a enérgico estudo dos res Associação Ministerial, ao “continuar
unidade doutrinária, bem como de peitáveis conselhos dos escritos do seus esforços para servir e desenvol
senvolver estratégias de crescimento Espírito de Profecia” com o objetivo ver 0 ministério adventista mundial,
a lASD.^^ Foi sob a presidência de de, “descobrir as causas de nossas também provou ser um fator unifica-
de 3ide outubro de Daniells que se efetivou a transferên dor” doutrinário da lASD."^^
grandes necessidades, bem como o
yereirode 1891. Mais de remédio para elas”. A impressão pro O escopo do livro se resumia em
cem pastores cia da sede da Associação Geral e da
foram matriculados como funda que essas mensagens causaram oferecer um estudo sistematizado do
estudantes Review and Herald Publishing Asso-
regulares. As aulas foram em sua mente e coração conduziram- tema de 1888 aos ministros e membros
quase junto com a ah^rfi encerradas cmtion para Washington, D.C. Altera-
Çoes estruturais resultaram na criação no ao arrependimento e reforma de da Igreja, a fim de encaminhá-los
^Associação
da entre 5 a 25 Geral
m.de^í^
' ’realiza- as uniões, entre 1901 a 1903, e das vida, um fato que marcou sua atua
ção na liderança do ministério com a uma proflmda convicção de que a vinda
Waggoner apresentou'^”’ ° dr. ivisões, em 1913. Foi sob a presi da mensagem da justiça pela fé na Con
a mais sincera preocupação pelo de
palestras sobr?a"27" 16 oncia de Daniells que a Divisão Sul ferência de Minneapolis foi uma assina
aos de senvolvimento espiritual dos pastores lada providência de Deus - uma provi
Romanos, como iLt” foi organizada, no ano
* ™bora Daniells não houvesse e da Igreja. dência destinada a iniciar uma nova era
dido do tema da justiffo7 ° na conclusão de Sua obra”.'*'*
36 da Uma sucessão de congressos mi
Escrevendo r 7®°P®'a fé. que participaram nisteriais vitais ocorridos entre 1923
'^l‘«^esposa„77®“’'>William onca sessão em Minneapolis, esse
a e 1925 foi o modo de operacionalizar A seguir, Daniells cita uma decla
l«90,EllenG.WhitèdL3ef"'«^Çode administrador possuía ração de Ellen G. White, escrita qua
seu objetivo de alcançar o ministério
Meu e Um evangelista e o coração tro anos após a sessão de 1888, como
consagrado de um pastor, com a mesma mensagem que mudara
de modo marcante a sua vida pesso base para a sua conclusão:
Em 1922^ uo encerrar sua lide'
mado sobre nós “etra- al. A ênfase era reavivamento e reno
rança de 21 O tempo de prova está justamente dian
d,,,b^|.j^^a^bençaos.^espinha anos como presidente vação que operava a ressurreição da
que chegaram de quebrada Assoei te de nós, pois o alto clamor do terceiro
"aqueles 64 ^luçào Geral, Daniells,
lugares. Unos, continuou como secretária “verdadeira piedade” com destaque anjo já começou na revelação da justiça
Segundo A V. Etular da sobre “os princípios e as provisões da de Cristo, o Redentor que perdoa o peca
vinte Associação Geral, e justiça pela fé”. Vários homens foram do. Este é o princípio da luz do anjo, cuja
semanas de estuH ^'*“0 das ■he conferida
u tarefa de pastorear n elevados na vida espiritual e se tor glória encherá toda a Terra”.'*^
●"●nistério
ras adventista “a novas ult^ naram imbuídos das mesmas mensa
●«Witaoàm, “Wqu.br,, Esse histórico livro de Daniells,
9ao pela fé.is ®®in da Froo7o'7’®”’ repoyR?^ gens pregadas por Daniells. Alguns
da rer-' nomeado secretár* desses foram também grandes líde que se tomou a primeira publicação
^y^^izaçào res na causa adventista, como Meade da Associação Ministerial, conclui
Ministerial terial 7''*'®*iRnda Comissão Min>®
dos na ■ trê s com um apelo do autor para que os
MacGuire, Taylor Bunch, E. K. Slade
revista Min ^ociaçâT'^” para'^®' 41
ministros entrem na experiência da
Minist erial, e Carlyle B. Haynes.
fio. Daí o
'®Es “começou a examina*'
36 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 37

justificação pela fé. Daniells define 0 estabelecimento das doutrinas man ser profunda e amplamente entendido
representantes. O mesmo progresso
“entrar na experiência da justificação tidas pelos adventistas do sétimo dia pelos adventistas a partir de 1888. A
pelafe como a permissão concedi podería ser comprovado pelo aumen
e seu plano de missão mundial. Igreja, como corpo de Cristo, preci
da pelo pecador para que Deus deite to nos dízimos e ofertas para a Igreja sava voltar-se para a Cabeça. O mo
Knigth vê um quadrilátero missio-
mundial. No biênio 1900-1901, os dí vimento dessa volta ainda está em
a obra do homem no pó” e faça por lógico que une a teologia adventista
ele 0 que não está no seu poder “fa zimos da Igreja mundial totalizaram ao seu extraordinário sólido cresci processo, mas acha-se quase no ponto
zer por si mesmo. Quando os homens US$ 1.000.915,13(um milhão, nove mento nos Estados Unidos e no mun máximo de conexão plena e íntima.
veem a sua própria nulidade S centos e quinze dólares e treze cen do:(1) a colportagem e a obra de pu
preparados para serem vestido, H tavos). Houve um aumento de US$ blicações;(2)a organização da lASD O GRANDE DESAFIO ATUAL
justiça de Cristo”.^ ' 205.341,89 (duzentos e cinco mil, em Associações locais(1861 e 1862),
trezentos e quatorze dólares e oitenta O primeiro e maior desafio não é
a Associação Geral(1863), as Uniões
para alguém entor°nr""’^'™ e nove terminar a obra por meio da elabora
centavos) em relação às e departamentos(1901-1903)e as Di
reconhecer sua rn a- é ção de planos e projetos, mas fazer
fradas do biênio anterior.-''’ Em 1945, visões(1913);(3)a reforma de saúde
dor,0 que acontece“mSanra° e a obra médico missionária com suas com que a Igreja entre na experiên
âchwarz registra que, em 1945, havia cia da justificação pela fé, pelo ar
ntcação da graça de Cril“ÍA°T 5/6 mil adventistas batizados ao re instituições; (4) a obra educacional
dor do que tomou fornia entre 1872 e 1874, rependimento, confissão de pecados
-‘^EllenO.Whitepami^.Tií mundo, mais da metade fora
com a fundação do Battle Creek Col- e o desfrutar da paz de Cristo e sua
dos Estados Unidos.50 visão missionária para com o mun
lege. O objetivo maior era preparar
Os dados estatísticos de 31 de do que perece no pecado. Daniells
obreiros que servissem à causa adven
POf meio da comunicaçaTâr ^ ezembj-Q de 2006 apresentam tista nos Estados Unidos, Canadá e ao testemunha dessa experiência como
Cnsto que o pecado é a' ^ <●«
natureza odiosa e finata ^ 15.115 (quinze milhões, redor do mundo, como pregadores e sua segunda conversão e declara que
●*'nP‘odaaln,a.ÉmedT"^’‘P"'“tlo ®nto e quinze mil e oitocentos e seis evangelistas, tradutores e redatores e esta “envolve uma transformação
somos levados i graça que rnembros) ern
OS quais congregavam professores. O preparo de médicos e completa da vida”, uma “profunda
com Cristo, 61.818 i ’
7-aataror^°
salvação”/» “m Ele na obra de igrejas organizadas e 6I.36Í enfermeiros para os hospitais e casas contrição”, bem como “confissão e
grupos
organizados. Havia 15.813 de saúde foi um ramo da obra educa repúdio do pecado, sinceramente e
opdenados e um total cional que ocorreu mais tarde, com a de todo o coração”.^^
Crescimento
evidencia _ Psssoas trabalhando comó fundação do Hospital e Escola de Me Não esqueçamos do que escreveu
o efeito Da unidade
na organização da Igreja- dicina em Loma Linda, na Califórnia, Ellen G. White:“A razão por que nos
Alguns quando o quadrilátero missiológico sos pregadores realizam tão pouco é
aHrr,- ^ presente em 229 países- 51
servir foi duplicado. que não andam com Deus. Ele está
oomo indicadoreTd ' 102 !"'®^®das através de 13 Divisões,
Antes de 1888, toda a estrutura a um dia de viagem, para a maioria
as primeiras medidas^adotr locai Associações/Missões deles”.^^ Apenas a experiência com
produziram ’ °*®^as pós- do to u. *'P®acimento pode ser medi já estava pronta para o grande cres
crescimento da r . termos de cimento que Deus esperava de sua o Senhor justiça nossa nos livrará do
ai, ^ ^nt pelo número de escolas e
'SPsja. Houve Igreja. Mas faltava a unidade na com pecado e de seus efeitos na vida pes
considerável aument,, Um 7 28^ ™^*''''=n'ados. Havia no fflundn
preensão do que evangelho e lei sig soal e institucional da Igreja, e dará
membros. EmTsgo "“«aro de achav onde 1.436.290 alunoS nificam na obra de Deus, ao justificar nova motivação ao seguidor de Cristo
achavam-se matriculados.
e santificar o pecador. Isso começou a para viver e pregar com poder.
cimeiit”'*^j*^^”*® lembrar que o creS'
total de 75.000 ad, ’ **avia Um
apenas^^de^ ® resultado
uma busc a da

ga- tesuhante d '^°“‘'''"nria, mas coiflO j


solidamente^ missionar'
gência estruturada e de abrais
como ^undial. Não há, poréhi’
estreita ligação entre ^
38 / Parousia -1°
E 2° SEMESTRES DE 2009 Unidade doutrinária e crescimento da Igreja no período pós-1888/ 39
Referências
32
do Ellen G. White, carta 127, 1896(ênfase português como A. G. Daniells, Cristo Justi
grupo de Caetés, MG. Houve apostasia, ça Nossa: uma visão pioneira dajustificação
acrescida).
e cerca de 50 irmãos, muitos deles líderes e;
Richard W. Schwarz, “The Perils of pelafé(Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasilei
UnasDFrr»A Teologia (FAT) do anciãos de igrejas. Pode-se listar entre as cri^ ra, 1988).
Growth, 1886-1905”, p. 102.
ses contemporâneas a de Desmond Ford, cujo; Ibidem. Ibidem. Ver artigo em Review and He-
fénaUSD-MSSni^sT”!’''^
proferida em 6 dejuSho de oco e a interpretação profética, com graves; Ibid., p. 103. rald, de 22 de novembro de 1892.
46
“ ü nome '' is orções na compreensão do tema da justi- 36
Schwarz,Portadores de Luz, p. 193. Ibid.,p. 113.
Dia’ seraírpf . do Sétimo caçao pela fé, doutrina esta distorcida pcí^ 3’ Ellen G. White, carta 30, 1890, citada "Mbid.,p. 115.
sigla lASD. 48
Ellen G. White, ntase apenas forense. Nos Estados Unidos, por A. V. Olson, Through Crisis to Victoty: Ibidem. Ver Ellen G. White, Review
(banto André, SP: Primeiros Escri'itos and Herald,4 de novembro de 1890.
Casa Publicad p° de Robert Wieland e Donald Short 1888-1901 (Washington, DC: Review and
ra, 1967), p. 13.20. ora Brasilei¬ 49
Olson, Through Crisis to Victory, p.
jresentam posições extremadas dos fatos Herald, 1966),p. 70.
38
^ Ellen G. WhítP Olson, Through Crisis to Victoiy, p. 71. 175. Schwarz,Portadores de Luz, p. 351, in
^ *Ti os em 1888. Ver Robert J. Wieland, 39
d‘’s (Tatuí, SP: Casa LeRoy E. Froom,“A ‘justiça pela fé’ forma um total de 78.000 membros da lASD
of ^ fJeartwarming Messag^
incentivou a Associação Ministerial”, Mi no mundo,em 1901.
sap^ lí Vista, CA: The 1888 Mes-
nistério Adventista, novembro-dezembro de Schwarz,Portadores de Luz, p. 351.
® ^ommitee, 1988). 51
1965, p. 4. George R. Knight, The Fat Lady and
Pm t ^ Schwarz e Floyd Greenleaf 40
Ibidem. theKingdom (Boise,ID: Pacific Press, 1995),
tista^ri^^v^' ^^‘^^ória da Igreja Advert' 41
2003),p.u “‘'‘'“‘‘«ra Brasileira, . Ibid., p. 5. p. 81-92.
’Ivan Schmidt Imprensa (Engenheiro Coelho, SP: Daniells, Christ Our Righteousness, p.
«Ibid., p. 7.
A luz brilho
0 em Min- 190. niversitária Adventista, 2009), P- 43 84.
Schwarz,Portadores de Luz, p. 494.
2003, p. 12.|3 a Adventista, novembro de 14
Ibidem.
44
Arthur G. Daniells, Christ Our Righ
53
Ellen G. White, Testemunhos para a
15
, “ Quanto ao nimoi j teousness (Denver, Colorado: International Igreja, vol. 1 (Tatuí, SP: Casa Publicadora
Edwin Froom, Movement of Brasileira, 2001), p. 434.
Jos participantes d^2? Pe- Health Institute, 1926), p. 63. Publicado em
lASD em
Minneapolis geral da ald i97o^“*’'"8‘on, DC: Review and Hef
● 16/'«), p. 260.
na- Ibidem.
17

3, p^*15^ ^ite. Mensagens Escolhidos


18. Ibide’m.
do

em Gary Land, ed,


^Prings mtÍ A A Histoiy (Bernen
p. 102.’ "^^^rews University Press, 1998)»

(Santo André,Sl^íí^’ ^^^^^^^hos s^t


os Ções íTati^ O Desejado de Todas os
ra, 2002) - Publicadora Brasil®*
21 . P. 25.
22
Ibidem.
23
Ibidem.
da Schw
1905’
,p “"rbe Perils of Growth, 188^'
24

25

26
J^em,carta 1, 1890.
82. > ^^nsagens Escolhidas, vol. 3,P'
27
Schwarz
movi- 1905 The Perils of Growth, 188^' i
^'®“"sdeseusn,em^r/"®«sile|evaram 28
>P- 105. ’
« caso em Belo HorLl ' 29
n>id..
como foi Kni
<=‘0a pelo nome de “camêS
seu conhe- 30

P""-Pal mentor, por eausa de Bllèno de 1888, p. 13<>.


®ni Me
carreira, 3|
=«so»e„, p '=arta 82, 1888, publicatl^
membro
●^ight V. 3, p. 177-178.
131. > d Mensagem de 1888, p.
AlissÃo E crescimento: desafios ao
MOVIMENTO ADVENTISTA
Berndt d. Wolter, D.Min.
Diretor do Instituto de Missão e Crescimento de Igreja, e professor da Faculdade
Adventista de Teologia, Unasp-EC

Resumo:O presente artigo descreve a made difficult institutional growth.


experiência vivida pela Igreja Adven This study analyzes how was possible
tista nos primórdios do movimento, the creation of a new missiological
comparando a compreensão de uma concept afler the crisis which followed
the 1888 General Conference session,
teologia de missão com o histórico do
crescimento da Igreja. Ele argumenta when theology received its déficit
que uma ênfase incompleta dentro complement,namely,the centrality of
do sistema teológico contribuiu para the Person of Christ. The author indi-
uma falta de foco na missão e diíi- cates that, due to this new phase in the
cultou 0 crescimento institucional. Adventism,it was possible to get a new
O estudo analisa como foi possível missionary emphasis,which produced
i criar-se uma nova concepção mis- a substantial Church growth.
siológica depois da crise provinda
I da Assembléia da Associação Geral Introdução*
de 1888, onde a teologia obteve o
Já se havia vencido grande parte das
complemento deficitário relativo à
elucubrações teológicas e filosóficas,
centralidade da Pessoa de Cristo. O
marcadas pelo misticismo e religiosi
autor indica que, devido a essa nova dade distorcida da Idade Média. Tanto
fase do adventismo, foi possível ad
nos Estados Unidos como na Europa
quirir uma nova ênfase missionária, era época de transformações rápidas. O
levando a um considerável cresci-
sistema papal acabara de sofi*er a “fe
mento da Igreja. rida mortal”. O iluminismo começava
a predominar, sendo a razão exaltada
como a única fonte de soluções para os
Abstract: The present article de-
problemas da sociedade.
scribes experience lived by the Ad-
ventist Church in the beginnings of Descobertas impressionantes vi
nham corroborando a ideia da falência
this movement, and compares the
do modelo centrado na religião. Havia
understanding of a mission theology
a esperança de que todos os proble
with history of Church growth. li
mas do mundo logo se resolveríam.
argues that an incomplete emphasis
O ser humano era exaltado como sen
in the theological system contributed
do a solução de todos os problemas.
to a lack of focus in the mission and
42 /Parousia -1° Missão e crescimento / 43
E 2° SEMESTRES DE 2009
“Nós podemos
conseguir”, era o tom A Igreja Adventista antes de 1888 mas os adventistas a entendiam ape-
que marcava os pensamentos de Jesus. Ásia, África, Europa, nas como sendo uma advertência
Nâo havia tempo para ser desper- ^éricas. Austrália, em todo o munj A proclamação “legalista” da apenas aos demais cristãos. Pouco se
0, existiam pessoas com interpreta^ mensagem adventista, antes de 1888, falava de evangelismo e missão in
ções proféticas semelhantes obtendo^ tinha um contexto.Até 1863,ainda ha tencional para ganhar não cristãos ou
a niesma nota tônica na pregação.^ | via séria discussão entre os adventis¬ pessoas sem-igreja. O foco não esta
os Estados Unidos, tal reaviva-l tas sabatistas quanto a se compensaria va no caráter atrativo da Pessoa de
Isento ficou conhecido como “movi se organizarem, visto a brevidade do Jesus, mas em confrontos beligeran
mento do advento”, “adventista” ou tempo para a vinda do Senhor. Dois tes focados em assuntos importantes
pela razão humana Nâo 1”®“®“''^''®'* movimento milerita”. Cristãos de to- de seus três fundadores (José Bates e e bíblicos, mas periféricos quando
nem sensibilidade mr» ^ as as denominações norte-america- Tiago White) tinham suas raízes na comparados com a cruz de Cristo.
feridos, afinal denn^ a Conexão Cristã, um movimento esse
as ouviram a pregação da breve volta Não existiam motivos para se apre
W^ãrextia '*^'™^ “idade antiorganizacional. Eles viam a orga sentar Cristo aos luteranos, metodistas
esus. Um misto de alarme, desafio
»a repressão, palavr^T*^®*^® P®'’*®"- nização da Igreja como uma infração ou batistas, pois eles já acreditavam
^nvite ao arrependimento agitava a
pela capacidade humanT e" à liberdade individual do cristão.'* nessa mensagem. Era preciso alertá-
recuperar o temnn Preciso tnc Norte, assim como mui- No início, os adventistas viam como
‘os outros lugares do mundo. los quanto aos pontos em que lhes fal
nidade pisava fimdo^^^ ^ sua função principal resgatar apenas tava conhecimento ou prática.® Os dez
^ mesma época de tal reaviva-
nto. mo,a América do Norte se envolvia- aqueles que haviam tomado parte no mandamentos, em especial o sábado,
movimento milerita.® Seus esforços por eram negligenciados por católicos e
vanados temas de reforma social
norteava os rekcb ®®eanicista assim conseguir ex-mileritas acabou trazen protestantes; a compreensão acerca
como um ativismo militante*
«®ne!”,eraa íf":r‘°^- “Fun- Todo do para o adventismo muitos que não das profecias para saírem da Babilônia,
va funcionar, cada inv^''^°P’^®®'®®- ractf» contexto proporcionou ca- haviam sido daquele movimento. Tais a forma de entender o grande conflito
ou
teologia reformadrf"'”’ ®*®*°fia fatos conduziram a uma mudança de e a função do santuário celestial eram
funcionar, assim ort que rias Ot ® ^metas eram necessa rumo no raciocínio missionário adven- igualmente negligenciadas por eles.
o niundo estava ali°r'’“™^“®- vo in ● ^^ase sempre era combatí' tista. As características da Igreja Adven Isso tomava, no pensamento adventis-
com as possibilidades ™®‘>vado to dp ® provocador, com o intui' tista continuavam fortemente reforma- ta, mais urgente a pregação. Confirmar
ja- A esperança de ala? ''‘®'“'nbra- mostrar força e clareza. Existia tórias,como o movimento milerita antes Jesus Cristo como Salvador era deixa
grande
dnparaumestadodeSlr''""’®"- Preeaps^”^^*^^”^® toda e qualqn^^ de 1844 o havia sido. Apenas o foco foi do de lado,afinal era um fato comum a
ÍSs o época de meias pa- mudado por força de tais circunstâncias. todas essas denominações.'^
:®raara conta das memí e’’"^"'^^®
Ler, descobrir ev., ® corações p ^ ^^Pressões adocicadas, Os ministros e missionários adventistas Um grande problema enfrenta
libe'
aaber, conferir,’emn^”®.®"*®''’ ‘esta.' ralismo '®mbrar que
. o pasaram a estender seu trabalho entre do era que, sempre que os ministros
"^‘l^loqueamjuf.^^fcombase’ c o neoliberalismo, com sua® outros cristãos, quer seja na América, adventistas chegavam a uma nova
^^Pressões
públicas politicamente Europa ou Austrália. Cristãos de todas cidade, eram precedidos pela lem
corretas,
estava f®ns mediadores e fraseS as denominações deveríam ser adverti brança do Grande Desapontamento
^'“^“^eassensibiíií^^^âo
es. ®onciliadoras"
baixa. começaram a ser dC' dos de seus erros doutrinários e convi de 1844. Por tal razão, os pastores
^ mundo terminantes
^LIGioso Guerra apenas após a Seguntí^ dados a sair da Babilônia religiosa. das Igrejas estabelecidas exortavam
Mundial. Como em todos ns os membros a não darem atenção à
Apesar de todo Pwíodos a T,.. ● Não se pode esquecer que a for
século 19 esse ça da inércia também detinha poder mensagem adventista. Os membros
fiuenciaH fioi fortemente
presenciou Uttl contexto, 0 ^ pelo contexto históric^^' viviam um conflito: por um lado a
Pertamento utravés de sobre a Igreja. É muito difícil mu
religÍQgQ 2 Em^ande des^
íugares, uiuitas suas características, dar uma trajetória já em curso; uma Igreja os proibia de assistir tais reu
^ezes sem todos os neiras.
de se e niões, mas por outro havia o dese
tígação, e valores. Assim,^ vez que o corpo está em movimento,
estudiosos e jo em ouvir livremente o que havia
suscitados é preciso de muita energia e tempo
para mudá-la. Falava-se de missão. para ser explanado sobre a Bíblia.
vol- tínguaeem a ^^^^^^'''^mento usassem
tíireta de c ^ época e a mancif^
se pensar e expressar.
44/Parousu- 1° e 2° semestres DE 2009 Missão e crescimento / 45

Tal tensão
gerava grande contro- das missões mundiais, assim como se pecial, destinada a um tempo espe
versia mtema nas mais diversas deno- desenvolviam os campos missioná^ cial. Havia boa vontade para pregar
entendia naquele tempo. A igreja não
mmaçoes, associada a fatores exter rios pagãos? Como eram aqueles qu^ economizou seus talentos ao mandá- tal verdade que já fora descoberta,
nos, estando os nào detinham conhecimento prévicj mas ainda não existia um claro de
pregadores adventistas lo em 15 de setembro de 1874 para
acostumados com debates e confron- sobre a Pessoa e mensagem de Jesu^ senvolvimento teórico da missiolo-
Basiléia, Suíça. Mandaram o melhor
tos públicos contra Cristo? Até 1888 havia apenas 8 camj
tais líderes. Tais homem que tinham naqueles dias. gia adventista. A obra se organizava
confrontos
pos missionários. Os que viviam Ali, Andrews começou a editar revis lentamente em outros países, devido
eram apresentadas prov^”rac' terras pagàs procuravam pregar ao^ tas e panfletos em francês e fundou em grande medida à literatura e pre
cristãos ali presentes. A Igreja Adven- uma editora. gações em meio aos que já eram cris
tista pouco se preocupava com a mis Já haviam passado 30 anos do tãos. Associações foram organizadas
são de
^ pregar Jesus para pessoas que em diferentes áreas antes de 1888,
Grande Desapontamento e faltavam
uao ainda o conheciam. Em resumo,j mas todos os esforços eram para re
14 anos para o que iria acontecer na
3 compreensão de missão era ainda] Assembléia de 1888. Embora exis formar aqueles que já eram cristãos.
^uito simples e vaga. No gráfico abaixo, vemos a expansão
tissem ensinos claros e definições do
da Igreja mundial até 1888.
Situação MISSIOLÓGICA da igreja que significava ser um adventista do
sétimo dia, é verdade também que a É provável que o desenvolvimen
Argumentos poderosn« f ATÉ 1888 to de 1887 tenha sido um reflexo dos
vidos para esrabelecer Igreja ainda não possuía uma clara te
metedores da lei compro- Já artigos publicados por Jones e Wa-
ologia da missão. A verdade pregada
“”“rgira„,™«^«<>'*«epolêrai. 1 . ^^60, Abram LaRue, nm ggoner. Porém, a plena compreensão
^‘^-coraoadvSr?/^>>ado,alei até aquela época era suficiente para o
fó ^ ^ pnstor de ovelhas da Cali'| daquilo que entenderiamos como mis
caso.”« defendendo um momento histórico vivido, mas Deus
a ^^®ria levar o evangelho pnf^ sões apareceria apenas no século 20.
parecia querer colocar os adventistas
^^^sociação Geral lhe disse
numa condição onde poderíam ser le Desenvolvimento da teologia de
cada esse con- 0
^ I «^uito velho para ir par^ vados muito mais longe.
missionário. Determinado, MISSÕES NA Igreja Adventista
^cz mais visível: É lógico que os adventistas ca
A espiritualidade desan, em 1885!**'“ reciam de uma teologia da missão Alberto R. Timm, em sua apostila
P°«eo se tomaram H e não Derm V um navio que mais clara, que contemplasse a res de História do Adventismo, mencio
laWectualismot^ i stas. perm tisse trabalhar a bordo para pa- ponsabilidade como povo especial, na seis grandes fases de desenvolvi
“esceram. Cristo fre gul!'“"as s secas mento da missão adventista. “
cheor>“ Ainda naquele ano.i es-
nou secundário e <. "‘^aiente se tor- portadores de uma mensagem
foi perdida de VVista
ara quase Pela fé a prena “ começoU
tamente que oomple-
por meio da ^ preparar e distribuir panfletos. I
sem experiência i oonfissão
Czechowski e Ana More < Ano Local de implantação de Associações
mensagem e da leTeram'^.'^ "^^J^stade^^da
e guma coisa faltava As Mas
1880 Europa-Central e Norte-Pacífico
«fase couvincemef^^fx^aôeseram mas não ^®r«ya Adventis^.j 1882 Canadá
aadas em Cristo.’ ’ eentrali
do. pero* O apoio deseja'l
com foram achar recursos 1883 Países escandinavos
do desn ^^^ominaçào descendente 1885 Inglaterra
con-
0
<=omumaessaépocrr“‘' espírito para a B *864,fdran* j
1887 Austrália, América Central, Nova Zelândia, Ilhas do Pacífico, África do
aconteceu na af ’ ^ co moor^
que
^agem pregaram a meU' j Sul
‘'«.Associação Saí "Assembléia 1888 Ficou praticamente paralisado
artigo, devem os ‘««8. Nesie
Pergu ntar:
®^''^"‘istadosétLdiar í:
como Se ●erejaa missionário oficial da: ;
JohnN A campos além-mar
inauguramio ■ »'
46/Parousia-1°e2° semestres de 2009 Missão e crescimento / 47

1844-1852 - Missão limitada gindo e, no encalço do movimento de divina. O presidente da Associação


aos adventistas pos, dentro dos Estados Unidos; | (2) Geral, pastor Neal Wilson, em meio
McGavran e Wagner, o foco foi colo
● 1852-1874 - Missão limitada à reconhecimento de segmentos populaj cado no mecanicismo dos números. ao triunfalismo gerado pelos progra
Amenca do Norte cionais resistentes ao cristianismo eií mas citados, ousou apresentar um es
Alvos numéricos e ações que poderíam
● 1874-1901 - Missão aos países outros países, e mesmo na América do tudo quase desanimador para a Igreja
ser mensuráveis procuravam dar credi
cristãos Norte; e (3) a percepção do marcantf bilidade para a nova ciência. Estratégias mundial. Em meio às vozes: “Falta
● 1901-1950 - Missão crescimento da população não crísti pouco para evangelizarmos o mundo,
mundo a todo mercadológicas e militares, bem como
no mundo. estamos presentes em quase todos os
marketing e propaganda, nortearam o
● 1950-1990 Houve a necessidade de estuda| infante movimento. Não concordamos paises! Jesus agora pode voltar!”, o
missão - Sistematizando a
novas estratégias de crescimento com algumas orientações não podería- Pr. Wilson “jogou um balde de água
● 1990-hoje - Missão Global greja e organizar a missão de manein mos ter concordado, mas estávamos no fria”ao mencionar que existem cerca
a se tomar mais efetiva e eficaz. Coirir vácuo do momento e algumas linhas de de 10 mil grupos étnicos que ainda
GeoigeR.Knight, preendeu-se que a Igreja não poderi^ pensamento se instalaram e até hoje es precisariam ser alcançados, nos quais
pela divisão por sua vez, opta
continuar com a mesma ênfase daáí tão em nosso meio. Com o tempo e a não havia presença adventista nem de
nianeira:'^ «memeo fases, da segutae qualquer outra denominação cristã.
ate aquele momento se ela esperavaj falta de atualização, esses pensamentos
um crescimento ainda maior. A orgai se transformaram em políticas de traba Muitos desses grupos sequer haviam
ouvido o nome de Jesus Cristo.
*!*^-1850-Opovo antimissão ntzação adventista havia percebid<^ lho da Igreja,tomaram fôlego próprio e
Dessa advertência iniciou-se en
aberta parcialmente que crescer na missão não era apeiia^ criaram pernas, tomando-se intocáveis.
O crescimento numérico foi incen tão a era da Missão Global na Igreja
enviar mais pessoas nem apenas criatj Adventista. Tal coragem custou-lhe
. ● 1874-1889 - Missão estruturas administrativas em lugare^ tivado, culminando com os programas
aos países popularidade e por isso não conse
enstãos(protestantes) “1000 dias de colheita” e “Colheita
● 1890-1960 a serem penetrados. Era necessáricj
maior ’ 90”. Tudo isso teve seu efeito no cres guiu ser reeleito para o cargo de pre
mundo Missão para o
mtencionalidade, organização»] sidente. Talvez tenha sido melhor ser
capacitação c estratégias. cimento da Igreja, mas Deus tem guia
^ ● ^^^0-hoje-Missão destituído devido a esse ato corajoso,
^om inten- do seu povo para uma compreensão
çao consciente em vez de ser como George Butler,
mais profunda, e chamado sua igreja
nstituto de Missões e Crescimei^^^| que foi substituído em 1888 por sua
a fazer as adaptações administrativas
“E Igreja da Fuller negligência em atender a voz de Deus
para apoiar e incentivar práticas mais
188SreS°que a de
.. para o avanço da Igreja.
to. 1950, com os escH'; saudáveis do que as que temos prati
Jguificado daquilo do cado. No que tange a dar importância
bem como as missôJ ."ttssão, de P McGavran e, depo;s>( Após Minneapolis -1888
Peter Wagner
- ,. o- mundo evangc ^ ao trabalho do Espírito Santo, Ellen G.
CO
ditas, cresceram de form White afirma:
j ^ estudar Crescimento ^ Uma nova geração de pastores co
f: Esforços e invísfe
intn^^^^ Igreja Adventista não fi^oú meçou a surgir, agora sem as raízes
fèitos e, entre 19oi Quando quer que assuntos de menor im
''«6, JM? milerítas tão comuns entre os princi
missionários foram 30 0^1^.^°'' desenvolvimeot^ portância ocupem a atenção, o divino
média de 112 numa feitn ^ definidos esforços fot^ ^ poder preciso para o crescimento e pros pais pastores e líderes da Igreja até
Podemos afirmar fíani J sistematizar, estudar e nt
peridade da igreja, e que havería de tra aquele momento. Não estavam sob a
9ne nesse Perí- zer após si todas as demais bênçãos, está mesma lei da inércia que impulsiona
odo a Igreja se encontra fosse ^.^^^^Icglas para que a faltando, ainda que oferecido em infinita
missionária. Plena va a Igreja na trajetória que estava a
uri "ficaz e efetiva. ò plenitude”.'*
enundas de diversofT '^'^''^Idades percorrer. Não estavam tão compro
Semi ^ missões vinculada ^
as metidos com partes de uma estrutura
versih^ leológico da Andrev^s No Concilio Outonal de 1989,
ja tomarem outm ^^'"^"‘edalgre- foi criado, ocorrido no Rio de Janeiro, outra crise já estabelecida. Muita energia seria
necessária para mudar o rumo da Igre
‘‘■fi^uldadesé^t^r-Entre essas sfiidos foram encomendados precisaria ser desencadeada para que
^^nnçodapreS'':'" sinalizar: ja Adventista, mas, para realizar tal
(1) 0 a Igreja crescesse na compreensão
«açao para diversos
gü -
48/Parousia-1°e2°semestrrs de 2009 Missão e crescimento / 49

coireçâo de curso, Deusjá trabalhava A POSIÇÃO DE Ellen G. White o crescimento da Igreja onde quer que
Butler, Smith e Morrison criai
com precisão milimétrica, através de seja visto.
forças e eventos na teoria da justificação pela fé, Ellen G. White, em diversas oca Lemos em João 13:34-35: “Um
que iriam guinar a
história da Igreja. falharam em deixar clara a relaç^ siões antes da conferência de 1888,
novo mandamento vos dou: que vos
Dois desses pastores nascidos apropriada entre fé e obras. Ao erj já havia repreendido, em tom áspe ameis uns aos outros; assim como eu
rem na Palavra de Deus, nossos Ü ro, o relacionamento tmncado entre vos amei a vós, que também vós vos
apos 0 desapontamento de 1844 fo
mãos de então se empenharam coí as editoras adventistas do leste e do ameis uns aos outros. Nisto conhece
oa vontade a pregar aquilo que M oeste norte-americano. A Igreja sem rão todos que sois meus discípulos, se
parecia tão evidente aos olhos. Elí pre teve e terá que lidar com debates, tiverdes amor ims aos outros”. Acredi
pregaram a verdade presente assii e tenho certeza de que Ellen G. Whi to que quando os seres humanos dei
como lhes parecia melhor. Penso te compreendia tal dimensão. Em xam de ouvir uns aos outros e esque
I»» ■ 0 zelo daquele período histórico 4
diversas citações ela se posiciona ao cem do amor e consideração mútua,
igreja Adventista era como o zelo 4 lado da Bíblia e repreende a atitude abre-se espaço para a ação do inimigo
pos- de ambos os partidos. Assim como
recém-converso. Com as verdade e é possível ter infiltrado uma influên
de artigos sobre série entendidas em fragmentos, o impuí^j fez acerca do espírito encontrado en cia que pode vir a marcar toda a Igreja.
na Signs ofthe TimeTrL descoberta leva 0 novo crente a uií tre os primeiros líderes. Quando o preconceito toma surdos os
própria Pessoa de JesiK a Algumas advertências dadas por ouvidos e é ligado o piloto automático
um entusiasmo sem sabedoria. Pelo co
debate que levant'’ ® Ellen G. White: “Temos que manter da desconfiança, do sarcasmo e da dis
da Igre- nhecimento limitado do escopo de sul diante do mundo uma frente unida. Sa
puta são ligados, o resultado é nefasto,
es re e das múltiplas implicações que tanás vai triunfar ao ver tais diferenças independentemente de alguém ser ou
z,e e acabajulgando o todo atrav^ entre os adventistas do sétimo dia”.^°
outras denominações coiu^ não portador de alguma luz, mesmo
suas partes e faz suposições Sobre as reuniões de 1888, ela disse: sendo essa luz altamente necessária
n culminou na Assemhl
seja entendesse o todo. “O Espírito de Deus não teve influên
1888 e desembocou n para a Igreja.
à firmemente que, em cia controladora nessas reuniões”.^' A Igreja precisa tirar lições desse
goroso, não apenas de *” ****’®^® ''''
de
personalidades.'» assuntos. mas adv ^“^fififiidade humana, aquc ^
ndventistas
“Não havia perfeição em nenhum dos confironto, não apenas no conteúdo da
Algumas «?in^ estavam sendo o dois lados na questão em debate.”^^ E verdade, mas do Espírito que move a
tes: será con^^-^ ^^e podiam. Com o meU^ complementou: “Meu guia disse: Há
, que naquele verdade para dentro dos corações, o
ros adventistas foram^^”^^^^^ possível, avançara^^ muita luz para brilhar daqui por diante, que claramente faltou em 1888. Por
que eles Por
®®‘ranharam tanto dimp ^stemidos em seus empr^e da lei de Deus e do evangelho da justi que evitamos o debate? E quando o
dada - ” Muitos deixaram suas ^
PorWaggoner, Por u ênfase das ficação. Essa mensagem,entendida em fazemos, por que o conduzimos em
que 0 seu verdadeiro caráter e proclamada guerra contra o oponente? Quando
'”entodetalceleun,a9ri surgi> ter ^ geração
ar no Espírito, vai iluminar a Terra com a aprenderemos a tirar os benefícios de
sários teológicos nec sua glória. A grande questão decisiva é vigorosos debates sem ferir as pesso
&Jstoco„,oSalvador.fS,®'"^®^“s as neles envolvidas? Afinal,todos não
am pregar a verdade'sdk ° P°óe- foi para o avanço. Um « levar [a mensagem] diante de todas as
vmda de Cristo se eusaram^^^ ®sses homens. nações,línguas, e povos.”^^ Só é possí querem ver a Igreja de Deus para o
vel encontrar uma taxa de crescimen tempo do fim, crescer e alcançar cada
DeRoyProon, explica. ° C em ^ fé com coragot^j
to no número de membros mais baixa nação, língua, tribo e povo?
pouco ^^tna ousadia e intrep* ^
teoricamente nós s. do que a de 1888 um ano antes dessa
tfM t*® Justificaçjo"’^ ‘'''®tnos a dou- W".1 ™ até’r data. A influência beligerante, marcada Efeitos de Minneapolis
'■«'lordotempodefo^/^-^tas, ao
PWgo de ser eclt «'a esíi em pelo orgulho de opinião (tão repreen
"●iversas , ^ Não há empreendimento, nem
pelas por uma, :e d e dido por Ellen G. White), é vista em
as tâo cn mesmo uma Igreja, que inicie com
seus nefastos efeitos até o dia de hoje
“Colisões podem e continuam arruinando o ambiente e todos os detalhes acertados e funcio-
Se são i ’ ° confronto e ^
'nevitávek

!i
50/Parousia-1° e T semestres DE 2009 Missão e crescimento / 51

nando perfeitamente. Há crescimento missão. É como se Deus falasse a Sa declarou que a mensagem de Minnea-
e busca de maturidade. Onde estava sa fazer de tudo? Claro que eles viviaij tanás: “Na verdade, intentaste o mal polis veio de maneira muito preciosa ao
0 foco antes de 1888? Estava Deus em meio a limitações e dificuldade^ seu coração, e disse: “Foi música sua
contra mim; Deus, porém, o tomou
interessado em que seu povo perma- Administradores precisavam ser teól<!^ em bem”(Gn 50:20). Esta não foi a ve para minha alma!”^^ Ele voltou para
gos, pregadores e construtores. Wisconsin,vendeu suas terras,foi orde
única crise enfrentada pelos adven-
embarcação e enten- O movimento precisava amadií tistas. Outras crises também levaram nado ao ministério para depois ir para a
dermos que Deus recer (1) na direção por onde pross^ América do Sul.
podemos a está dirigindo, a rever, reescrever e fundamentar
compreender o que amn Suir,(2) no conteúdo a pregar,(3) melhor as doutrinas e a teologia, in Pode-se dizer que o adventista
teceu em 1888. Vigor onh metodologia a utilizar,(4) no públic! clusive a teologia da missão e cresci que realizou o primeiro batismo no
ânimo estavam presente! ® alvo a Brasil (o de Guilherme Stein Jr., em
atingir, e (5) na abordagem \ mento de Igreja.
pioneiros faltavam as utilizar. Até pouco antes de 1888 a| Piracicaba), foi resultado direto da
adequadas, bem como a cõr®"*"' arvores eram cortadas na direção eij Efeitos de Minneapolis sobre mensagem de 1888.^’ Outro resultado
São teológica e a ^^ ^^^npreen- rada. A Igreja atual de 1888 foi o posterior crescimento
pregando quase que unicamei|
decorrente. É como da Igreja que se manteve numa taxa
para cristãos. Havia uma crença Daquela desastrada conferência
nhadores inexperientes de crescimento anual(TCA)na média
em meio à mata oo ^ ^ ^P^receu 9^ todas as nações estavam represeoj sairiam homens com uma visão clara
de 7,37% de 1915 a 2005.
*»■ p». «« 3s nos Estados Unidos e que, se I do Salvador, motivados por seu amor
Em plena gratidão, nossos pio
ruensagem fosse pregada ali, todas e transformados por sua justiça para
neiros que vieram da Alemanha, com
J^çÒQs estariam seriam evangeb^^ pregar não um amontoado de doutri
sacrifício de suas vidas, trouxeram às
as. A Igreja cresceu, entendeu os nas, nem para apresentar debates so
nossas terras o evangelho precioso das
espírito os que Deus lhe quis dar. As bre temas periféricos, mas para falar
® tiveram co- do caráter maravilhoso de um Sal três mensagens angélicas. Mas o dele
0 até então precisavam apreu ®
fo vador que nos ama. Entre os presen
gado alemão de 1888, L. R. Conradi,
''ores. Confo!ül!’J f ár- ^P^endidas e ação salvífiea havia ficado do lado de Butler e Smith
organizavam, foram '^'^^dores se tes em Minneapolis estão Morrison,
poucos se ent^ \ ao defender uma teologia legalista que
Van Hom, Littlejohn, Underwood e
"OS métodos, melhorai ivamente, como na experieu^^ dava foco aos ensinos periféricos, dei
luí Conradi, que haviam tomado partido
e perceberam o. ^01 indivíduo que experimenta xando o Salvador na periferia. Os efei
vores na direção erraH ^ ár- crescente ao lado de Smith, já que Butler teve
ae sua conviveu j tos são sentidos até hoje. Além parte
trabalho, muita -^P^o^uz luuito que deixar a conferência antecipada
resultado conflito, mas zem mente, 24 Do outro lado, entre aque- do fato de que Conradi implantou na
verdadei ro, pouco Igreja alemã a desconfiança contra o
Creio queé pessoal, mas ,
les que entenderam a mensagem da
de destem or. per meio desse espírito como diz Mateus 5- ! Espírito de Profecia e de sua aposta
justificação pela fé estavam Haskel,
audácia e sia pessoal, ele manteve a Alemanha
^eus mais sacrifício resplandeça a vossa luz dianj Kilgore, Prescott, Wilcox, McRey-
na mentalidade pré-1888, o que gerou
nolds, Gates, Johnson, Westphal.
Todos esses se uniram na efetiva nos dias atuais uma Igreja com taxas
que Pt’ ^ Slorifiquem a vosso
"emoquepiantj . ^ '^^'"odoque fico^^ de crescimento perto de zero.
°. *1“® mga, mas Deus^* nem
aofin.? céus”.\igu„s grá^ m pregação do evangelho.
Faltam estudos mais profundos
Alguns decidiram não olhar para os
emento” (iCo 3.7)“^"® dá 0 cre!^ para entender o efeito direto de 1888
noisas precisavam o mui!! logo depois de 1888. 0^ escombros e cacos produzidos pela co
sobre a compreensão e a ação mis
mente. Presar a .‘^®""'cr simuit lisão, mas decidiram enxergar com os
hi..v ®"^>dec dir “‘‘""ea- sionária da Igreja, mas os gráficos
nuir, treinar can„ ● ’ ®®®mver h;„J: Aemh ^tvores na direção cof olhos de Deus e pregar em seu Espírito.
mostram o resultado pulsante. Creio
cia e venceu a força da / McReynolds saiu pelos Estados Unidos
que muitos mais saíram pelo campo
para pregar as boas novas aprendidas
nessa reunião controvertida produzin missionário mundial inspirados pela
lodn mudou de r" visão vivida de um Salvador presen-
Ví' do reavivamento e reforma."^ Westphal
^^epreci^ desgraça um lírio brancO;
monia- h do conflito» _
do confronto unidade
52 / Parousia -1°
E 2° SEMESTRES DE 2009 Missão e crescimento / 53

te em suas vidas. Froom. „o entanto das as camadas sociais, autoridades aproprie de sua responsabilidade e
maneira que cada nação, tribo, língu| vá aonde nenhum pastor tem acesso?
eclesiásticas sendo colocadas cada
se 18.1 nao podena brilhar em toda a e povo possa nos entenden Não es) Não tenho muitas respostas, muito
vez mais sob suspeita e desconfian
intensidade sobre toda a humanidade tamos mais na época do “oti isto oi( ça, a falência de instituições sendo menos respostas prontas. Por enquan
^Quilo . Não podemos mais titubeai to, ofereço o debate! Debate vigoro
escolhendo ou decretada em cada filme ou livro e
peitas e entrassem no coracão n tato ou vigor, ou claj o individualismo se alastrando. Não so! Confronto de idéias e de paixões
grande ajuntamento final viri! ^za ou simpatia, ou amor ou autoril pela causa de Deus. Ofereço colisão
tanto, como resultado rfc - f ’ podemos negar nem combater essas
e- Estamos na época do “e (isto ê realidades que, mas faríamos bem se de idéias temperada com o amor de
tocêntrica.2* Ellen C aquilo)”. Precisamos pregar com vi|
conhecéssemos nossa época tão bem um Salvador que me fez tão bem.
^ r e autoridade, amor/sensibilidadé| quanto os pioneiros conheciam a de Oro para que tenhamos entendido
ser deixado fora da tercei <Jue pregar com au^ les. Faríamos bem se pudéssemos ser o espírito que governou 1888 e dele
gem angélica.”» mensa-
lifi NT-’ diminuições no conte^ tão relevantes para nossa época como fujamos com todas as nossas forças.
cort P^^emos nos dar o luxo de} nossos antecessores espirituais foram Oro para que Deus nos livre de cri
missionárb^como^”^ ^c^^ivamento cortar partes da
da nrtc « ^ rnensagem que DeuS relevantes para sua época. Precisamos ses como a de 1888, mas também oro
sessão de 1888 co °
senv ^rnadureceu e se de- ser homens e mulheres de nossa época para que, se elas forem necessárias
maíQ^ ^ ^inda há de amadurecei sem nos comprometermos espiritual para nos acordar, que venham. Oro
que, saudávèrem'"‘^®°^ não n ^ *”^^^tiir, adocicar ou diluh mente com ela. para que, se esta embarcação ficar
® a motivação v L ^ nao pode ser oma
.. opção, Precisamos trabalhar corpo a cor presa na inércia da tradição e da mor-
certo, agora estavam ant ^ Precisamos nos tornar nova- nidão, que a crise venha para nos cha
mente um po. As necessidades de uma sociedade
c tinham coragem nara^ ^ Pmgar
pulverizada em fragmentos e saudo- coalhar e dar o último impulso rumo
vidas pelo Salvador aonT'"" nos um. T ""'^'''«^cnto. TornamO'
ele os chamasse ’ ‘1“®'' fiue sa de relacionamentos significativos aos palácios que estão junto a nos
sucedida estabelecida e bem so Senhor Jesus Cristo. Temos mais
muní^r^ ^^tamos fazendo desse precisam ser atendidas de coração a
Implicações coração, um a um. Reunir grandes pressa do que nunca. Vamos logo para
para hoje Presençal!”®^*^ o lar! Dizia o pastor Walter Boger:“A
multidões é apenas a parte mais ínfi
Com obra bruta já foi feita. O alicerce está
ma e menos impactante sobre a rea
au - de nós p ”● ® Deus espera lançado, as paredes levantadas, o te
mentando, precisam * lidade espiritual do indivíduo e con
gência ri ^^^*^nmos do senso de ur-
lhado assentado. Agora é chegada a
dar mais um passo e°es1}^®"*®"’®”‘® sequentemente da sociedade. Como
hnja necessidade d! ^<in®não nossa Iere'^°**^ hora do acabamento e aqui precisa-se
descobrir a veia da presente geração?
Se m passado, de especialistas. Piso, janelas, portas
PJ que entendam! ? ®tise Como tomar a verdade etema em ver
ostabelec^ autoridade de precisam ser colocadas. A terminação
^de.E preciso ampiia,^®^ "®®®ssi- na seoii/^ dade presente para a nossa geração?
fase da Igreja? da Obra está em nossas mãos!”^°
vimento dos leigos^ na^°®”®nvol- ^oquencia Ho t; ou Knigbt’ Como envolver a Igreja para que se
evangelho. Creio ' ^o eu diria n ^
era “Miço' ^ ostamos entrando
ti vemos décadas para ar°P^***ado Ou seia
nnsao Senhor Jesus ^'^'■"^^"‘nrmos '^c^lta para o futuro ●
Um
jnatiça para o mundo^?‘“ ® ® ^ua "invimen^ i'®'’®'’®
nar
npenas alguns anos V ^gora assim p ° ® de tentU'
da
Pnra fazer as pró,^!; meses Sociedade ?”^®Çnmos à margem
tenmnarmos a pregaç^ ®®®°'>ertas e ^ breve volt ^^^^**^^nados, pregando
Necessitamos <>;. ' terminar ac ^ J^sus, e precisamos
com 0
do pulso do atentos à nbjeti”^ bíão somos chamados
0
do sua cadência e anro^^’ P^rceben- mundo, mas princi pal de melhorar
a ensi- Jesus sim o de anunciar qo^
nar o evangelho co! ®m breve voltará,
poder, de nma
. ^®mos a
nismo e presença do pós-modei'
^^^nlarismo penetrando tO"
54 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 Missão e crescimento / 55

Número de Missões AO REDOR DO MUNDO


Número de Igrejas
270 80000

70000

60000

50000

40000

30000

20000

10000

1880 0
1890 O rH fN m
1900 00
00
00
00
00
00
00
00
00
00
00
00
W
00
Sòooooj oo cjo oo oo oooo cxj oo oo cn
1910 rH tH rH »H tH tH
1920 1930

Taxa de Número de membros da lASD -1888 a 1900


20
‘^'■escimento da lASD 80000
18 ■ 1888 a 1900
16
m i 70000
1J,
14 60000

12 50000

10 40000

8 ,6 1,5
0,7 30000
6
6x6 20000
4 *7^
,7
2

0 ,9
3
,9
u ,2
10000

0
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56 / Parousia -1° e 2°
SEMESTRES DE 2009 Missão e crescimento / 57

Referências Adventista de São Paulo, 2003), p. 43-44.


12
‘ Palestra da Semana Acadêmica da Fa George R. Knight, The Fat Lady and
TCA % Membros DSA culdade Adventista de Teologia (FAT) do the Kingdom (Boise ID: Pacific Press Pub-
lishing House, 1995), p. 57-78.
Unasp-EC (“A mensagem da justificação 13
pela fé na lASD: Minneapolis, 120 anos de Timm, “História do Adventismo”, p.
43-44.
pois”), proferida em 5 de junho de 2008. 14
- Na década de 1830 e 1840 a pregação Gottffied Oosterwal, Mission: Pos-
da breve volta de Jesus foi apresentada em sible - The Challenge of Mission Today
muitos países, todos com a mesma ênfase (Nashville, TN: Southern Publishing Asso-
profética com leves desvios na abordagem ciation, 1975).
15
entre os diferentes pregadores. Estes prega Ellen G.White, Atos dos Apóstolos(Ta
dores não sabiam um do outro, o que carac tuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987), p. 60.
16
teriza um movimento mundial espontâneo. Froom, Movement ofDestiny, p. 260.
17
^ Víctor Casali, Historia de Ias Doctri- Knight, The Fat Lady and the King
nas Adventistas (Buenos Aires: Ediciones dom, p. 57-78.
18
SALT, 1991), p. 15. Froom, Movement ofDestiny, p. 260.
Ibidem.
George R. Knight, Organizingfor Mis-
sion and Growth: The Development of Ad- 20 Ellen G. White, carta 37, 1887.
2* Arthur L. White, Ellen G. White, vol.
ventist Church Stnicture (Hagerstown, MD:
Review and Herald, 2006), p. 15-23,29-33. 3: The Lonely Years 1876-1891 (Washing
^ Ibid., p. 29-33; Idem, Em Busca de ton, DC: Review and Herald, 1981-1985),
Identidade: O desenvolvimento das doutri p. 382.
22
nas adventistas do sétimo dia (Tatuí, SP: Ibid., p. 389.
Casa Publicadora Brasileira, 2005), p. 55- 22 Ellen G. White, manuscrito 15, 1888.
24
58. Froom, Movement ofDestiny, p. 260.
22 Ibidem.
^ Borge Schantz, “The Impact of 1888
20 Ibidem.
on Adventist Missions: Why the Church
22 Héctor J. Peverini, En Ias Huellas de
Needed to Emphasize Christ”, Adventist Re
la Providencia (Buenos Aires: Asociación
view, 3 de novembro de 1988, p. 16-17.
Casa Editora Sudamericana, 1988), p. 59.
’ LeRoy Edwin Froom, Movement of 28
Ibid., p. 318.
Destiny (Washington DC: Review and Her-
20 Ellen G. White, Review and Herald,
! ald, 1971), p. 259.
20 de março de 1894, em Froom, Movement
«Ibid., p. 239.
’Ibidem. ofDestiny, p. 318.
30
10 Walter Boger, aula inaugural para os
Ibid., p. 43.
II alunos de Teologia ingressos no ano de 1993
Alberto R.Timm,“História do Adven
no então Instituto Adventista de Ensino,
tismo”, apostila de aula não publicada (En
campus 2, anotações de aluno.
genheiro Coelho, SP: Centro Universitário
As SINGULARIDADES DE ElLEN G.WfflTE:
REFLEXÕES SÓCIO-CULTURAIS SOBRE UMA
NORTE-AMERICANA NOTÁVEL,COM ÊNFASE
NA CRISE DE 1888
Adolfo S. Suárez, Mestre em Ciências da Religião
Professor das Faculdades de Teologia, Pedagogia e Direito do Unasp-EC

Resumo: Ultizando-se de diversos theories and socio-cultural context


acadêmicos,tais como Walter D. Mig- lived by Ellen G. White. To form this
nolo. Gloria E.Anzaldúa e Boaventura comparativo framework, the author
de Sousa Santos, o autor compõe um choose one of the most important
quadro teórico-comparativo entre as crisis that take place in the Adventist
modernas teorias sociais e o contexto movement, namely, the 1888 General
sócio-cultural vivido por Ellen G.Whi Conference.To realize the position and
te. Para formação de tal quadro teórico, role ofEllen G. White in such a event
o autor elegeu uma das mais impor is to understand better this historical
tantes crises vividas pelo movimento personality. The author demonstra-
adventista, ocorrida na Assembléia da tes that she had a powerful “border
Associação Geral de 1888. Perceber thinking,” produced by a life “in the
os posicionamentos e o papel de Ellen frontier.” These features make possible
G. White em tal momento histórico é to she becomes a point of balance in
poder compreender melhor a persona the solution of this crisis.
gem histórica. Ao final,é demonstrado
que ela detinha um poderoso “pen
samento liminar”, fhito de uma vida Introdução^
“na fronteira”. Essas características Recentemente, a Igreja Adventista
tomaram possível ser ela o ponto de do Sétimo Dia (lASD) esteve presen
equilíbrio que possibilitou a resolução te na mídia nacional em pelo menos
dessa crise.
quatro ocasiões. Primeiramente em 12
de setembro de 2007, quando a revista
Abstract: Using concepts developed Veja publicou uma reportagem com um
by several scholars, such as Walter D. título irônico: “Graças a Deus - e não
Mignolo, Gloria E. Anzaldúa and Bo a Darwin”, na qual, além de fazer uma
aventura de Sousa Santos, the author rápida descrição do sucesso do sistema
escolar adventista e ressaltar o fato de
composes a theoretical-comparative
framework between modern social se ensinar o criacionismo, o repórter
60/Parousia-1°e2°semestrp. de 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 61

destacou o crescimento impressionante marido Tiago White e de José Bates. que está num lugar de não pertença,
das escolas adventistas nos últimos dez vislumbrava uma educação em cl Entretanto, sua influência literária e caminhando na direção de um mundo
anos: 37%.A revista pansão, fundamentada numa práli| mais ideal, diferente, melhor.
menciona que,no ideológica, assim como seu exemplo
mesmo penodo, as escolas católicas ti holística, ou seja, o desenvolvimeflj de vida, é muito maior que a de qual Esta vida “ambígua”, característi
veram taxa zero de expansão ^ da mente, do corpo e do espírito.^ Sj quer outro líder da denominação, seja ca de quem caminha no limiar territo
A se^da ocasião foi no dia 20 de guindo suas orientações, hoje ex| do passado ou da atualidade. O his rial, de quem vive na fronteira, e de
tem mais de 6.000 escolas, colégif toriador adventista George R. Knight quem luta contra a subaltemização do
e universidades ao redor do mundj afirma que ela tem sido a adventista saber e do viver, parece apontar para
0 Brasil, de meia dúzia de alun^ de maior influência na história desta elementos teóricos de três conceitua
em 1896, a educação adventista coij Igreja. Sua presença pessoal, assim dos estudiosos: Walter D. Mignolo,‘®
participação da^ex^m^”*^ * ® ta atualmente Gloria E. Anzaldúa" e Boaventura de
, com o significatH como seus escritos, fez muito para
moldar e guiar a lASD durante as sete Sousa Santos.
rtio e Mídia nmm j '-‘^^cioms- numero de 135.000 estudantes, ^
ntais de 550 unidades escolares. décadas de seu ministério. E desde A primeira teoria é o pensamento
UniversitãEi;rer,:Sã?r
‘O. campus Enppni,=- A partir de uma concepção ^
sua morte, em 1915, seus conselhos liminar, de Walter Mignolo. Desta
co duas razões pelas quais considero
e preventiva, e da compreensí! e percepções continuam iluminando e
programa Realfdade ' dirigindo esta Igreja.^ que sua teoria oferece um parâmetro
do em 23 de janeim i ® que a saúde é o “braço direito” ^
Os traços biográficos de Ellen G. apropriado para compreender a vida
nalista Ana pLla ® J®''- nussào evangelizadora,’ ela oriento) e obras de Ellen G. ^^ite. Primeira
White mostram-nos uma pessoa forte
uma matéria sobre a ®?'^®sentou u e^abelecimento de instituições mente, a teoria de Mignolo permite
cuidassem do estilo de vida das e frágil, que transita a vida toda en
adventistas de Loma dos tre dois mundos: o do feminino e o do o reconhecimento e o resgate de teo
Uuidos.FoienfaÜ“‘'^;®^‘“dos nas. Como resultado desses cons^ rias alternativas; permite voltar nossa
masculino, o da saúde e o da doença,
saudável dessa popuiaçâr? us a lASD tem hoje aproximad^ o da submissão e o da “rebeldia”, o da atenção para as mais diversas áreas,
a revista/«ol Fmalmen- «tente 660 hospitais, clínicas, lanch^! obediência e o da “transgressão”, o da focando os olhares não apenas no que
de maio de 2008 ®dição de I4 e In serviço médico, orfanat ^ | consciência tranquila e o da consciên está dentro do padrão da chamada “ci
tagem de duas pig^f® ^®Por- ^^rcs para idosos, ência”, mas também naquilo que está
Ú cia em luta, o do espiritual e o do “se nas periferias”. Portanto, possibilita
“‘«matos escolaes^ ® de uanto aos internatos, Ellou cular”. De fato, observa-se uma mu
ti
contramão
dos do processoT**®*' “^a grandes práí lher em intensa luta por viver numa a valorização de outras lógicas, geral
- colégios internos” ofi® ^^““Çdo que ^^nha a convicção espécie de “encruzilhada” ou “fron mente “ignoradas” pela modernidade
uulista, “a igreia Th ’ 0 arti ocidental, acostumada à exploração
de sido estabelecidos a ^ teira” porque, mesmo que ela sempre
PT‘*t^eusinstitutore?‘'f^''"J^>^- ênciarxT^^^ jovens das más , se empenhou intensamente na manu de figuras conhecidas, e que facil
Pelo País”. A infoTÍ‘''®'*‘dades tenção de uma denominação religiosa mente rejeita estudos sobre pessoas
9ue, ao Çôes d ^ entender, essas
em que deveria caminhar em unidade de “diferentes”. A segunda razão é que
regime P^^^cr uma “atmosí^J
a teoria de Mignolo coloca em pauta
pensamento e prática, em alguns mo
a temática da não hegemonização do
asmaté- Diante H^ *®utações à imoralidud® jj mentos ela aparentemente possui um
conhecimento; a partir do pensamento
capaz personalidade notá''; comportamento e discurso tidos como
diferentes, inaceitáveis, condenáveis. liminar - e do pensamento subalterno
^envolv! u implantação ® á - pode-se argumentar que vale a pena
vida (5 *^®*’*° de todo um estila E sua postura na crise de Minneapolis
en- ma- discutir as idéias de uma autora des
(1888)é uma prova disso.De igual
neira, Ellen G. White vive como quem conhecida, que, embora não seja uma
está dentro de um território geográfico teórica de renome,é significativa para
seu primeiro artiarx ^ata h
®^1-EMentos um grupo representativo da socieda
mtitulado “a ph ^ sobre o tp ^ e imaginário seguro, delimitado, mas
^ Educação *«a, Teóricos e METODOLdctr" de: os adventistas do sétimo dia.
também oferece claras evidências de
’ já Ellen G.
fundad White faz parte do trit* tí:
da lASD, ao lado
62/Parous,a-1°e2° semestres de 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 63

^ ■ O segundo conceito Que norteará poderes ou qualidades excepcionais.'^ Um dos pontos “heréticos” ainda é
esta exposição é o conceito de W pode ser percebido no desdobrameuj o dom profético. Ora, quando devida
3. Escritora prolífica e, provavel
tom formulado por Gloria Ar^al- dos acontecimentos de MinneapoIi| mente analisada, não há semelhança
mente, a segunda autora mais traduzi
Ja- Desta autora, destaco seu valor da de todos os tempos.'^ Mais ainda: entre Ellen G. White e qualquer outro
A SINGULARIDADE DE ElLEN G. wM
dncor*'‘‘'"'‘‘°'P°asibilidade dentre as mulheres notáveis da Amé pretenso profeta moderno:em nenhum
‘‘a existência de rica do Norte, apenas Ellen G. White momento ela usou o dom profético
Numa análise social e cultural,ej
contramos vários elementos que et teve uma obra literária prolífica, na para benefício próprio, seja em forma
^ resgata- denciam Ellen G. White como ui^ verdade impressionante. de realização psicológica, financeira,
das. Essas idéias
Podem ser fhito de 4. O dr. Malcolm Bull, professor familiar e mesmo religiosa. Além do
reflexão “dupla”, Que permite pessoa no mínimo diferente e singl
gar a vida e enxer- na Oxford University, nos chama a mais, há bastante base bíblica para
seus dilemas tanto e, em alguns casos, extraordifl| uma manifestação profética.
19
olhar comum pelo na atenção para um detalhe muito inte
como pelo olhar dife ● Eis alguns exemplos: ressante. Ele diz: 6. Há mais um aspecto para o qual o
rente. ftoisgressivo”
E Mulher em meio a líderes re| dr. Bull chama a nossa atenção,que mos
Finalmente, a tercei« . ● 8IOSOS. Líderes religiosos masculia|
que Ao contrário do profeta mórmon Joseph tra a singularidade de Ellen G.White:
orienta esta reflexão
costumam ser inflexíveis, irredutível Smith,Ellen White não proclamou sua re
pois além de terem ao seu favor utfj velação e juntou um grupo de partidários; Adotando o lema “Julgai todas as coisas,
até certo ponto, ela teve um tipo particu retende o que é bom” [ITs 5:21], Miller
Machista, ainda tem o gran^ acumulou fatos bíblicos e históricos para
lar de experiência religiosa que chegou a
Única trunfo de legitimar seu poder atravi
da ser aceita como autorizada dentro de um apoiar suas conclusões. Como o pregador
m. divina. Ainda hoje grupo existente. O ministério profético de contemporâneo Charles Finney, Miller fa
mulheres têm pouco espaço nos Ellen White era um aspecto de experiên lou com audiências como se o fizesse para
uientes ligados á cia social adventista, não só a experiência um júri, construindo a evidência gradual
de margem 2 Q à religião. , psicológica de um único indivíduo.’’ mente para o caso que apresentava.^®
leigos e <jin 1 carisma é outro aspQ^
cnm^ ^ cntenda-se, aqui, carisU^I O que o dr. Bull destaca é que El Revelando sua herança ideológica
Padro- deri ^ especial de lideranÇ^ len G. White não chamou a atenção deísta, Miller via a Bíblia como um
oí I
se ausente. ^ sanção divina, mágica,| ^ para si, usando a seu favor o fato de “banquete da razão”;^' daí sua estra
percebe, os três
mencionados tutores possuir um dom divino. Por que isso tégia de convencer racionalmente o
caminham numa nal ‘^dividualidade excepci^
ma direção: valorizar mes- histórico conhecido i é significativo? Porque durante mui auditório. A despeito de beber da fonte
do. 0 não
por em pauta o valoriza- Pmsença de Ellen G. White nas reú tos anos a lASD foi classificada como milerita, Ellen G. White seguiu uma
para0centro 0 esquecido, tra^. “cristianismo de fi^onteira” devido a,
firanri pioneiras garantia estratégia completamente diferente em
resumo:
entre outras razões, a reivindicação seus discursos e escritos. O historiador
teiriças’’ esDer^ ,'^®9“®ucia; havia um impa*^'
Va- u ’^'^mnte, quando ela de “ter na pessoa de Ellen G. White Alberto R. Timm atenta para o fato
desde
^^enmparada«!n ^®^®^Pnço um profeta moderno”, o que - segun de que nos escritos de Ellen G. Whi
essa«^^^^ ^^pectativa. Referindo-sc j
pratica humanizadorar^ nae do esses críticos — significava colocá- te não encontramos “as tecnicalidades
Farei, 1860 cni fins da década j
la acima das Escrituras. George R. próprias da exegese científica e nem
sócio-cuíturl"da ^bordí Knight lembra o seguinte: mesmo a estruturação característica
^
Em V era uma grande atraçao ●
^ofletindo sobT G da teologia sistemática convencional”.
na doutorado defendí ; Durante o início do século vinte, a maio
"Partir da ótica dos teó'“" "‘“^Çâo Além disso, “as discussões teóricas
University, ria dos protestantes [ainda] considerava
«oncionados. o oh! acima aparecem frequentemente intercaladas
0 adventismo uma seita a ser evitada
re- Ellen r ^®“menta que o carisma ..
devido a seus pontos de vista heréticos. de lições práticas para a vida diária”.^^
clássicflrf''^'’® se ajusta à defini^, Muitos classificavam os adventistas, as- Mas é justamente essa diferen
G- ^ite pode seriou^®”®*''® Ellen
tendo vivido nas como que ao f- Weber, o qual afid^^ sim como as testemunhas de Jeová, os ça que, somada às várias que aqui já
de sua '«riivi2 Personalida^^ cientistas cristãos e os mórmons, como
apresentei, tomam Ellen G. White
*°®'odade e da iasd“7^*‘ subcristãos.'®
como isto
i dotarln ccorre em virtude de
Sobre h fl^nlidade sobrenatuf
co^
" ^niana, ou pelo menos
64 / Parousia -1® e 2° SEMESTRES DE 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 65

pessoa diferenciada, singular. sabem rejeitar. “Esses coleguinhas destaque logo na sua infância: rejei
Como 0 dr. Timm sugere, “é nessa acidente foi deveras grave, deixandoj de escola não eram diferentes da ção e não reconhecimento. Pessoas
abordagem nâo sistemática que se inconsciente durante três semanaj rejeitadas e irreconhecíveis vivem à
maioria dos adultos”, escreve Ellen
encontram declarações embrilárias Diante de tão assustador quadro, qu6] G. White. Ao recordar sua rejeição margem ou, para quem o preferir, pes
que fornecem reduzira '
os parâmetros necessá- quase a um esqueleto”,ap? na infância - e lembremos que esse soas que vivem à margem costumam
uas sua mãe acreditava em seu restabè ser rejeitadas e irreconhecíveis. Vi
lecimento. Na ocasião, uma bondo^ relato autobiográfico é feito na vida
vem na fronteira. Esta é a tese defen
vizinha até se adulta - é provável que ela tenha em
outras palavras á ofereceu para compí? mente as rejeições durante toda a dida por Gloria Anzaldúa, teórica cul
mediante o discurso e texto “nni f'' 0 vestido de sepultamento de EUe^ tural. Anzaldúa foi considerada como
sua vida, especialmente quando seus
mas sua mãe a impediu justamente p| conselhos e orientações estavam na estando às margens do cânone acadê
acreditm que não morrería. | mico. Afinal de contas, ela era cigana:
que contramão daquilo que a maioria es
,enO-White desenvolve sen r, ● Após o acidente, Ellen não coij nascida nos Estados Unidos, mas de
perava. A crise de Minneapolis é um
cimo, em vez da linm ascendência mexicana; ela era pobre:
s^ia ver felicidade alguma effl ^ claro exemplo de rejeição.
mco-concreta. AssiT?*™ f sua família possuía recursos escassos;
m a-Apedra lhe havia quebrado oHÍ Quando ela afirma que as conse
escritos se tomam “ii ^eus e ela era militante: ela se envolvia em
tinif ^^^êurado o rosto, e as pesso^ quências desse acidente a afetaram
tóvel de conhecimentr 31U pena dela por causa disso. pelo resto da vida,^® será que está se
causas sociais, algo incomum para
leitor a buscar um ’“‘‘.'““●ando o quem pretende construir uma carrei-
periencial cada ^opna, ao se olhar no espelho, referindo apenas a questões físicas?
ra intelectual. Todavia, ainda assim
a com a mudança ocorrida Ou ela se refere também a questões
Cristoedesuap:faS^‘>fi“«iode sua conquistou um espaço de respeito en
. ^P^rência. “Cada traço do tíi^
nariz emocionais? Creio que a segunda op
“Oí tre aqueles que refletem e escrevem a
mudado”, diz ela. ção é bastante provável. Um incidente
partir das fronteiras. Ela própria diz:
em especial ilustra isso. Por ocasião
rado^ ^ haviam-se
^landade de Ellen G. \fwte ®agora
quero causando essa desfiguração, do acidente, Robert, seu pai, estava Sou uma mulher da raia. Cresci entre duas
argumentar de re si ^
maneira mais tia p ^ ^^^uanto lutava e no estado de Geórgia a negócios. El culturas, a mexicana (de forte influência
prolongada sobre dois
Pecíficos; exemplos es- len G. White relata em palavras vivi índia) e a cultura de expressão inglesa
um ligado ^ ^ í^sica, houve
das o que aconteceu: (que conheci enquanto membro de um
entro referente_í . “suainfâncjlae lemhr^ evitada. ^ povo colonizado na sua própria terra). Te
acns ede iggg.
dade ^ momentos de nho passado toda a minha vida com um
Ao chegar em casa, [meu pai] abraçou
Singularidade Na ela flue se seguiram à recuperaÇ^, meu irmão e minhas irmãs e perguntou pé de cada um dos lados dessa fi-onteira
^ca lição de SER u^pância: A ama- volta/^^u^^ afirma: “Quando P^., por mim. Recuei timidamente, enquan
entre o Texas e o México, e também de
uiferenxe outras.^^
nhas fT* com minhas to minha mãe me apontava, mas meu
Sabemos que npo próprio pai não me reconheceu. Foi-lhe
lição' H ^ ^ aprender a Se bem que Anzaldúa reflete a par
de, Ellen G. Harmon ‘^“da- muito difícil acreditar que eu era sua
influen^^^^ aparência pequena Ellen, a quem deixara poucos tir de uma fronteira geográfica especí
um acidente cu 1'’°" meses antes como uma feliz e saudável fica - Texas e o México - sua “teoria
mos dp Imtamento que rec^ j
a afetaram pelo resi d meus
nossos companheiros”.^^ if criança. Isso feriu proflmdamente se aplica a um contexto mais amplo,
dia, na volta nal' ^ vida « sentimentos, mas tentei parecer animada,
mas ^ visitavam sentiam P^^^l já que ela reconhece que as frontei
^^SêmeaEliraSSt^^^-^a embora com o coração despedaçado.^
ras também existem em outros espa
nnos mais ^^citada ços físicos e sociais”.” Obviamente,
Não ser reconhecida pelo próprio
a rejeição e a irreconhecibilidade são
quando diferente -q rejeitada po^ pai, a quem devotava admiração es
para atitudes sociais profundamente mar
distância estava Ver a que pecialmente pelo seu fervor religioso
uma pedra n garota esta i cantes, pois negam à pessoa o direito
que acertou J CgOu - sem dúvida, isso deve ter marcado
nariz; no mesmo i CS atrai- vestido de pertencer a um grupo/mundo, for
c Seu profundamente a vida da pequena El
c sentido ■.■●uinstante^EÍu'® çando-a a passar a vida com um pé de
. npe rd eu cs ati!r Pcrmita-se que a len. Temos, então, dois elementos de
e caiu ao chão, ®
^^smaiada. O ou se rn ^^ amizade |^i
que n 0^?-”" Entretanto, ela
^uo apenas as crianças
66 / Parousia - r e 2° semestres de 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 67

cada um dos lados dessa fronteira. As elementos pedagógicos muito impor do não se sabe lidar com as diferen
palavras de Ellen G. White- fui for- pré-adolescência, essa era uma vontfl*
tantes para uma mulher que passou ças - sejam quais elas forem - podem
çada a aprender a de que a deixava muito ansiosa,
amarga lição de que a vida ensinando que Deus não nos surgir desavenças, e, então, a crise
nossa aparência pessoal influencia no estava consciente de que isso coloc| está instaurada. É muito fácil ilustrar
na em rejeita; sobre rejeição, ela entendia
risco sua própria vida.^^ Fifl^ desde a infância. Mas Ellen G. Whi isso com a metáfora do casamento
tratamento que recebemos de nossos
niente, aos 12 anos de idade reconM ou do namoro: qualquer controvérsia
companheiros--parecem 0 reflexo te também aprendeu que Deus nos
ceu que não mais poderia ir à escol3-| entre os cônjuges ou namorados pode
de uma profunda crise de rejeição em aceita sempre; isso é revelado em di
Mais tarde, quando adulta, em div^ versas citações, como a que se segue, se transformar em crise, dependendo
ftnçao dessa negação sofrida: ela não
era como se sas ocasiões demonstrou interessj de como o casal se comporta. Se não
ri T ®sP®rava que fosse. Ela onde ela reflete sobre a capacidade e
era diferente; o tratamento dos ami e vontade em estudar para melho| interesse de Cristo de nos aceitar: houver acordo, até uma salada mal
gos e do pai confirma isso. ^sempenhar seu ofício de escritoi^ temperada, uma camisa mal passada,
as 0 tempo de instrução |formal [ [Jesus diz:] Conheço as vossas lágrimas; um atraso no horário combinado, ou
len Em decorrência do acidente El havia passado para ela. também eu chorei. Aqueles pesares dema 0 esquecimento de uma data especial,
siado profundos para serem desafogados
se- O leitor pode afirmar: Ora, em algum ouvido humano,eu os conheço.
pode eclodir em uma grande crise. E
guinte maneira: da foi exatamente isso o que ocorreu em
quer criança pode ser rejeitada Nào penseis que estais perdidos e abando
algum motivo, assim como qualqu^ nados. Ainda que vossa dor não encontre 1888: uma crise.
í eco em nenhum coração na Terra, olhai Ao tratar do relacionamento en
ftança pode não ser reconhecitla
a abandonar a escola ^ para mim e vivei.**” tre William White e sua mãe Ellen G.
estudos antes de minha ™ j aceita como deveria. Se você estM
pensando assim, seu raciocínio eS- White, o dr. Jerry Moon argumenta
A mais dura luta da "melhorar,
Sem dúvida alguma, sua percep que a sessão de Minneapolis é lem-
f^^-àminba^^^-^^^t-enmde e decidir orr^o. No entanto, em relação a ^j
que era necessário aband ção aguda do que significava ser re brada como “a ocasião de uma crise
onaros estudos u . White, podemos pensar qu? jeitada e não reconhecida a capacita
ganhar uma
denominacional de primeira magni
alLm! qualquer;^ ram a compreender profundamente a tude, que teve um impacto posterior
víH Janeira, e guardando as aceitação e o acolhimento de Deus. que durou anos no corpo” da Igreja
A fragilidade física as proporções, seu chamado Parece-me, então, que a amarga lição Adventista.^2^ própria Ellen G. Whi-
escola para ® afastou da Isaias 49:1: “O Senhor me cham . de ser diferente é um traço de singu
isso como “
sempre. te, numa carta escrita no mesmo dia
ca e 0 nascimento, desde o ven _ laridade de Ellen G. White.
de sua do encerramento da Assembléia, dis
nonl^” r menção do se que naquela ocasião, “inveja, más
man ° pastor Sto'^ Singularidade na atuação na suspeitas e ciúmes atuaram como fer
freoi’ ® metodis^ CRISE DE 1888: NÃO SUBMISSÃO ao mento até que toda a massa parecia
^‘l^entada pela peq^ Ellen, tej
essa pensamento dominante na IASD estar levedada”.'*^ Ela foi ainda mais
quando disse: “El)® 1 enfática ao afirmar que “tivemos a
pude
Em sua obra clássica sobre a his luta mais difícil e incompreensível
me má caligrafia. cópias tória da Igreja Adventista, Schwarz e entre dois bandos que alguma vez
Preparand*^ trai - Greenleaf falam de controvérsia ao houve em nosso povo”."^
página Ih n o para algum
referir-se à Assembléia da Associação Coincidentemente, naqueles dias
tinha o Stockff®;;
Geral de 1888,ocorrida em Minneapo ao evento de Minneapolis,
próximos
rebelde e m ^®^f^lecia. Tinh.. ^ ® realmenTe^í lis, especialmente ao mencionar a apa Ellen G. White estava numa cnse pes
u tos- Cham White havia
éebilitado.36^^ ®^êanismo todo Pare- rente rejeição das palestras proferidas soal causada por uma doença nervo-
trabaih ^ ^ infância par^, ^
por Waggoner e Jones.'^^ Contivvérsia. sa Arthur White afirma que isso lhe
na 0 singular; podemos ver'aí
No entanto,ela Q» hlormalmente, uma controvérsia acaba trouxe um profundo desânimo.^^ So-
condii”^"^^ ®^iraordinária conio P
em seu ministério. originando alguma crise, pois contro bre essa crise pessoal, ela afirmou:
A vérsia implica em diferenças, e quan-
na
to Q,/®JfÇaoeonãoreconheciiP^.
^ sofreu na infância f‘”’
68 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 69

Não sentia nenhum desejo de recuperar- já criam nela; ou falar sobre oração aos ceu liberal ao pensamento dominante,
me. [...] Não tinha força nem sequer a pessoa ou instituição pode alcançs! metodistas? Eles não precisavam ser representado por Uriah Smith e Geor-
para orar, nem nenhum desejo de viver sua identidade própria. Obviamenfô convencidos desse assunto."” ge I. Butler - 56 e 54 anos, respecti
Deseansar, apenas deseansar, era o meu para isso precisa enfrentar a crise dí vamente. Além da idade, imaginemos
desejo; estar em silêneio e descansar. Ao
maneira apropriada e madura. | Segundo a lógica dos pioneiros, a desproporcionalidade da “batalha”:
me encontrar por duas semanas vitima de
prostração nervosa, havia esperado Em decorrência do cenário crítij o importante “era pregar as verda dois jovens redatores da Califórnia
que nmguem suplicasse ao trono d^graca CO instaurado em Minneapolis, p^j des peculiarmente adventistas, para desafiando o redator-chefe da princi
™ meu favor. Quando a crise ehir guntamos: qual foi a reação de El^ que as pessoas pudessem converter- pal editora e o presidente da Associa
era se doutrinariamente ao adventismo ção Geral. Para Butler, os dois prega
G. White diante da crise? A respost^
do sétimo dia”.^® Houve, então, um dores não passavam de “firangotes” e
^ essa pergunta confirma a tese de “queridinhos dos White”.
efendida: de que ela era extraordij distanciamento entre o adventismo
Uma revisão dos diálogos e da
nariamente singular, notável. Alért e o cristianismo em geral. Daí que,
maneira como os contendores argu
Controvérsia “próximo ao final da década de 1880,
pa- msso, foi na crise de 1888 que, mentavam, confirma a tese de Ge-
c aramente do que em qualquer oHí o adventismo precisava de uma corre o fator central
ção de curso em sua teologia”.^* orge Knight, de que
em ra situação, ela mostrou nitidameD^^j na dinâmica das reuniões da Assem
seu espírito “liminar” e “insubmi^fj Essa postura rígida fora motivada, bléia da Associação Geral de 1888
’^ esteve disposta a arcar com entre outras coisas, pelo projeto nacio foi o conflito de personalidades”.^'^
negat ivo, nal norte-americano da lei dominical
Mas as crises não são consequências disso. Mais ainda: o dr. Knight afirma que
vas em seus resultador^® Em seus dias, Ellen G. White
e por questões de liberdade religiosa. “a forte personalidade dos vários
alemão Erik Erikson ^^‘^“‘atra Havia uma necessidade imperante de
participantes da Assembléia ajudou
empenhou um papel fundamental^ manter intacta a importância da lei
^oníusâorei„aMe „; a montar o cenário para o conflito
Eragimento e organização da fie Deus como um tofio, e fio sábafio de Minneapolis”.^^ Butler admitia
de sujeitos de pós-guejr"*’“‘“‘‘®
que a crise está nlenL ’ ®"‘®"de papel “profético”. Mas oco^'^
re que era especificamente. Afinal, como mufiar que tinha em sua natureza “muito do
identidade. As Crise" do a única mulher, convive^ fie ifientidade doutrinária precisamen ferro, e pouco do amor de Jesus”, ao
homens costurneh^
cadear possibilidades^que te no momento em que se exigia uma passo que Smith dizia não estar pre
npontam sim-
para a identidade, lid^r^ ^^^scnsíveis e rudes, com postura clara quanto ao sábado?^^ parado para mudar de opinião r -
Então, se 0 ser no-
humano quiser solirim l^achista, que não Os líderes mais idosos temiam plesmente pela sugestão de uma
que a nova ênfase que A.T. Jones e E. vidade.^^ Por outro lado, Waggoner
tidade, precisa enfrentaT*^ cursos^ ^^cjeitou devido aos seus
«ise. Pode-se até a^r^ ® « nrn„ ● ^ advertências, e talvez J● Waggoner estavam trazendo para a parecia amar discussões e contendas,
do não há crise nrn ^ ‘luan- Pfoprio fato de ser mulher. enquanto que Jones tinha “o costume
Após O Ipja - a exaltação de Jesus e o que
não de tratar os outros como se estives-
há identidade segara eTir"*® zac3n j ‘"''=‘0 oficial da orgaP'*
dO^
significava ser salvo por ele - silen
sem sob o seu comando”.
Nesse sentido 1 ."*®dura. ciasse ou mesmo destruísse os ensi
eatástrofe ir"’"'^"^® geral em 1863, de O que impressiona nessa guerra
uma nos característicos do adventismo.
fiecisivo e ™'"«"te, mas um 1 "ominacã""**"’^"‘° teológico da d de egos é a postura de Ellen G. Whi
-- arm eufatizava o Devemos, portanto, encarar as reuni sao:
ões de de 1888 como “uma crise de te; suas palavras impressionantes
■comento c"r^Smo"‘"^^^pS: '‘Precisamos agora [...] de uma reli
d-envo.vimenmdZT-^'"'’^^ 0 ência à I ”’''^®"’ente na estrita ob®
identidade de primeira ordem
gião de humildade Se bem que ela
outra direção.^ A crie ®“"'uma ou Foi nesse contexto que ocorreu a credenciais ministeriais”.
men o! ^eus (os Dez Mand“> reunião com a liderança mundial da possuía
eessidade de resolver contidos em Lodo 20). jamais foi ordenada ao mmisténo e
sitorio que resulta da t tran- ●greja. Nela, os dois jovens pregado nunca ocupou alguma função oficial
res Alonso T. Jones e Ellet J. Waggo
®®f ‘‘maide„tidadeesr‘7"‘'®for- na Igreja.^^ Por isso - e consideran
eranH viviam numa L ner - de 38 e 33 anos respectivamente
da confusão de papéis iri^^giudo do ainda sua importante credibilidade
- enfatizaram a necessidade do evan como mensageira do Senhor - teve a
então, que, 4*4 Podemos in.
uma -Uiros cmt- crenças em comum gelho da “graça”. Esse discurso pare-
crise,
P^^egar grn contas,
Ça salvadora aos batistas-
70 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 71

plena liberdade de ser uma mediadora da crítica, então deveria ser abandona White vai numa lógica não esperada
Que ninguém pode ousar expressar uní
neutra entre os dois grupos contendo- do, sem medo e sem orgulho.^^ Con nem pela liderança nem pelos jovens
ideia que difira da deles. Meu apelo te|
res, especialmente entre 1884 e 1886 trariando a tendência de sustentar as reformadores, e sua intenção não é
sido: investiguem as Escrituras por voc|
Mas, corajosamente, já em 1887 ela mesmos. [...] Nenhum ser humano crenças com base na tradição religiosa meramente suavizar o discurso; sua
estava declarando que a Igreja de- servir de autoridade para nós.*^^ e na autoridade humana, ela afirmou intenção é mudar os termos, alterar
que deveria haver evidência bíblica a estrutura do debate. Ela disse ainda
A terceira forma de autoridad| em 1887: “Um reavivamento da ver
para cada ponto em que se avançasse.
umana oficializada pelos adventist^j Ter “outro pensamento”, que des dadeira piedade entre nós, eis a maior
era a tradição religiosa. Recorriam ^ \ toe da maioria, mas que seja maduro, e a mais urgente de todas as nossas
necessidades. Buscá-lo, deve ser nos-
pensamento de que se “assim sempí|| equilibrado, confiável, é o que Walter
sa primeira ocupação”.^^ Aqui há uma
Ellcn G. White ann- ° cremos, assim continuaremos creilj j Mignolo chama de “pensamento limi
wmte apoiar os dois jovens
i postura sábia e bastante madura: antes
° ● última categoria era o expHci^^ i nar”, necessário para obter ou recupe
pregadores, dizendo de discussões teológicas sobre a lei
que essa fora desejo de dogmatizar 0 pensameití^ “ rar o direito de ser:
teologicopré 1888. em Gálatas - e outras questões - era
m㬠necessária uma postura espiritual di
Resulta que o discurso dos jove#^ Um outro pensamento [... e] uma
-ontodavaprofundamt:°ort‘^ neira de pensar que não seja inspirada ferente. Essa era a questão fundamen
pregadores califomianos contrariaV»
em suas próprias limitações e que não tal; se isso fosse resolvido, o conteú
os adventistas do sé teológico dominan» pretenda dominar e humilhar; uma ma
nahstas ■■«coiTiam sétimo dia tradicio- do das discussões seria compreendido
formas de a pelo men os Dlicif ao apoiá-los ef^. neira de pensar que seja universalmente
quatro da maneira apropriada.
cionar '«●toridade humaii embora não incondici^' marginal,fragmentária e aberta; e,como
® para solu- Isso é 0 que podemos denominar
tal, uma maneira de pensar que, por ser
teológicas que com ''^hite se colocart universalmente marginal e fragmentá
">maçâoeml888’“ conto uma de “pensamento liminar”. Para Mig-
Pensadora liminar”, uP*® ria, não seja etnocida.^*^
fronteiriça nolo, o pensamento liminar é fruto
A primeira era oí»v, i lid pr, contrariava a de uma vida na fronteira. Ou seja,
"ur que especialistas dei- “Outro pensamento é necessá-
apena^^ .“^«culina da lASD, o*" 0 pensar diferente, o “outro pensa¬
controvérsias. Essa ®'''®usem as fio não com objetivos de “salvação ,
toridad as formas de a** mento”, é produzido pelas pessoas
hfa claramente Is^^a-*"^^ ®®“ha- uias para estar. Pertencem a
úSoÍ ao longo do* que estão sem
®híblicasdasofa&'7'"®u radicais 1. a™" "iPs especialtneP' um grupo, mas por serem diferentes
a descolonização e a transformação da
us Escrituras] dos fún27 Qua|f''.‘*®''^"do.as espúrias e fals«*' são capazes de percepções diferen
tuensagem” ndadores de sua rigidez de fronteiras epistêmicas e ter
ae uma Levantou; ritoriais estabelecidas e controladas pe a tes, ou divergentes, não captadas por
h.» era '«»» de parte ^ ^llen G. White colonialidade do poder, durante o pro outros. Por transitar no limiar terri
da ce ntralizar *™°'''dade cesso de construção do sistema mundia cons-
intenç'fi oposição esta ^ torial, são capazes de uma r.
autoridade. Os reT poder
- colonial/modemo”.®’
ciência dupla, uma gnose liminar”,
Igreja queriam fazer ®“‘®"‘es da pròv?v" ®^'^"P^'°fa‘odequeelafU;
que lhes atribui
voz devido à sua fimcf^''^*®®®*' «ua Mignolo entende que um outro
®u‘e respeito, e refS” ®®rgo. a profundas ^ pensamento” podería ser implementa um potencial epistemológico que lhe[s]
^^gens rf^i ^^^^PÇões e claras ^ do, não para necessariamente dizer a foi tomado: conhecer tanto a razão do
vamente ao presidente"^'? ^®®Pecti-
Geral da lASD e ao re^ '^^^ociaçâo ^ens ^ política dos Verdade em oposição às mentiras, mas senhor quanto, a razão do escravo, en-
Principal editora Elle o‘°’''®hefe^da P^ra pensar de outra maneira,caminhar quanto o senhor
: [o dominante coloni-
.
‘>«AssociaJâ™Q PU zador] conhece apenas sua própria ra
®®«»faticameníe ' "^AVhitc dis- para “uma outra lógica - em suma. zão e [a] não razão do escravo”.’®
^^frurn“n demonstrou para mudar os termos, e não apenas o
68
e 0 daquele . Pensamento”, difef^P. contexto da conversação. Percebemos algo interessante: El
Pastorsmí " pastor Bmi
«phií .“í""» p"» -«»- Na crise de Minneapolis, ca len G. White conhecia as razões dos
dia e ponto ou? ! houvesse algU» famente percebemos que Ellen
definido p estivesse claranto**
não suportasse a ptu''"
DE 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 73

“senhores”(Butiere
Smith), pois ela tando a caneta para Butler, afirmou em a tudo isso? Ela não mudou de ideia
própria em algum
momento da vida testemunhos” (escritos).” Effl »} dezembro de 1888: quanto à importância da centralidade
havia se inclinado
tras palavras: “Ou a senhora dizq| de Cristo e da Palavra de Deus. Sete
^ em Gálatas é a lei cerimoni| Não devemos achar que o pastor Butler e anos depois da Assembléia, em 1895,
0 povo, e mais especificame| o pastor Smith são os guardiões da dou ela escreveu que Jones e Waggoner
Propna a necessidade deS " ® ~ 0 presidente da Associaç| trina dos adventistas [...] e que ninguém eram os homens a quem Deus co¬
religião legalista » 7
pode ousar expressar uma ideia que difira
em - nào mais confiarei em su| missionou para dar uma mensagem
<=ristà da perspectiva dTumrd"''*''" da deles. [...] Nenhum ser humano deve
mento com a Pessoa h r H ^ orientações”. A resposj servir de autoridade para nós”.” especial ao mundo”.®^ E advertiu com
de Ellen G. White foi um frustrai solenidade:
Posteriormente eT
O te silencio; ela se recusou a sefi*l
joguete Mas ela não se posiciona inge
Se rejeitardes os mensageiros delegados
ela escreveu que (**98), na mão dos tradicionalisli nuamente em favor de um dos lados.
que por Cristo,rejeitais a Cristo. Negligenciai
en8anosdoeSmr'°^‘*^*'>‘*os os Foi a Jones e Waggoner que ela dis essa grande salvação conservada diante
de Cristn ^“mano, nos dias «soiv2ír'"‘" de vós durante anos, desprezai essa glo
<= Lnsto, era que i„_ niero ^se a questão de Gálatas ● J se em princípios de 1887: "'Precisa-
“entoà verdade assenti- fnos agora [...] de uma religião de
riosa oferta de justificação pelo sangue
constituísse i fi-ent^ Eííon G. White 4 de Cristo, e a santificação pelo poder pu
entendia que ejustiça”. humildade''?^ Como que abominando
modí^^ o^traordinária fiirnez^ j rificador do Espírito Santo, e não restará
*®órico da verdade 0 conhecimento a arrogância do pensamento que se
tura Q ^^oionalidade que Boave^ mais sacrifício pelos pecados, mas uma
para a salvação. E com “M acha tão livre, independente e corre certa expectação horrível de juízo e ar-
«capitulação da ’ dolente” ã dente indignação.®^
chamá 1 ’ também podenj^ j to, a ponto de não precisar de provas
Polts, afiima “imputa de Mi"”*""
ea- 0 argumentos, ainda em abril de 1887
=^‘«80rieamente: ncordo ^ ^osensível e atrevido.^ Ellen G. White lutou tenazmente
a advertência de Ellen G. White a am
Muitos
se têm na
conta de bas as duplas foi a seguinte: ^''Deseja contra o desejo quase generalizado de
plesmente çôes o, ttuidanças e transfbrPM
""«tãos, sim- esquecer, ignorar, a essencia de Min-
dogmas com
dos evidência bíblica para cada pon
certos refoi^g^fS^ifiquem uma verdadei^ to em que Entretanto, neapolis. Ela não queria que a men
rém, a
verdade ‘"^^oduziran,^ po- lência i arrogante, a ind ;
na vida sagem que os adventistas precisavam
ram nela [a pratica. Nã0 cre- ola reserva suas palavras mais duras
^0 livre incondicionalroe*^;
V0Í aos que insistiam na manutenção de ouvir caísse no esquecimento. Ela
receberam,
advêm P“'^to.ODod. ^nSo e argumen®‘"."®‘=®ssWade de pro ^ não queria que a mensagem de Deus
""*‘wteasao^ que
oma religião legalista com base na
de. Osho indoipno- ^er metonímic^^ fosse tomada “ausente”. Ela queria,
tradição; a esses, Ellen G. White dis
dade; mas, podem p®2f*'’crda- forma^H ^ 'reivindica como a se: “Que Deus me livre das idéias de sim, que esse “outro pensamento” -
“ ®'a nSo os ^*®”nver-
bondosos, forreta n- ^ ^^oionalidade”, a úo Vocês,se ao recebê-las eu me tomasse a supremacia da Palavra, a salvação
prazer nas P“‘cntes,dominad™^ '‘‘"‘"'«s, unicamente por meio de Cristo e o
^tiscar ou^^ dando ao trabalho tão anticristã em espírito, palavras e - fossem o cen-
^^oléptica e lógicas; por obras como vocês”. evangelho da graça
^^ro Dn * ^ *^dolência não pensa tro da ideologia e da prática da Igreja
Toda a coragem, determinação e
Adventista. Por isso, após 1888 ela é
"eoncebe ^^Í^er tudo agora, 0Íl franqueza de Ellen G. White tiveram
híào foi aieo ● . encontrada promovendo em diversos
®«omáticrj"nfi“"’® superação liD®^ um alto preço. Foi acusada de modi
Clarar^ *^^nita do presente ● lugares a centralidade da Pessoa de
eh' ficar sua teologia a respeito da lei em
Cristo, com muito mais intensidade
^®ntaaarr^^í^’ G. White Gálatas; foi tratada com desconfiança,
«o. qW „ “'"'"l" a *> dzadas opiniões dogO^ do que antes. Ela sabia que caso não
c, para completar, a acusação de cons- colocasse essa temática em pauta, se-
®^tar corrpf ^^dição, que reivindie Piração, em complô com Jones, Wa- ia facilmente esquecida porque ainda
e Qüp porque sempre o esti'' ggoner e seu filho William, não pode
não havia lugar para ela, de maneira
^^eessárias^^ Jtilgam autossuficieot^^^
io ser desfeita. Foi nesse período que ela
final. para consistente, na mentalidade dos cha
Para o presente, e utingiu o ponto mais baixo e critico
POVo em mados “tradicionalistas”.
^®mos de sua influência.»* Como ela reagiu
Seus <=etton
® ‘●'scursol ® sempre estaremos ’ ^
●"dolente. Por isso, ap""
74/PaROUSIA- 1» E 2» SEMESTRES de 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 75

Isso nos remete novamente a Boa- te no país, a ponto de, em 1882, as de classificação social - pois eles como
linear”, a razão metonímica tom*
ventura de Sousa Santos, que adverte autoridades califomianas prenderem mais velhos se consideravam melhores
invisível tudo o que é assimétrico e mais confiáveis - taxam como inferior
que a visibilidade dos conhecimentos William White, o filho de Ellen G.
em relação ao que se entende cofflO e insignificante o argumento de Jones
ephmados pela maioria dominante White, porque ele fazia funcionar a
avançado ou apropriado para a épocj: 87
fomf “''isibilidade de editora Pacific Press aos domingos. e Waggoner, pois criam que a questão
(taxando-o de atrasado ou residuafí^ Diante de tudo isso, Butler e Smith, e já fora resolvida definitivamente já em
ISa^' ‘^“■^«to que nâo se
encaixam em nenhuma forma de co- a em disso, mediante parâmetros à 1856, quando Stephen Pierce, pastor
a “velha guarda”, criam que
nbecer oficialment classificação racial, sexual e social 1 1 adventista pioneiro, havia desafiado o
refere e aceita. Santos se
cgica da classificação social - tax^j remendar a validade da interpretação ponto de vista de J. H. Waggoner (pai
tó«...pTSSí?rr"r‘''“’ se como inferior o que não se enqu^í profética adventista era bastante ruim, de E. J. Waggoner) a respeito de que a
ra no padrão. Em quarto lugar, ; mas fazer mudanças expressivas na te lei em Gálatas era os Dez Mandamen
jovens teólogos dos ologia da lei significava desastre total. tos. Pierce afirmou que a lei em Gála
ladodecáda linL .^^ngotes”. Do so da “lógica da escala dominante’| 1
Afinal de contas, os adventistas eram tas era a lei cerimonial.
‘o“vercSi?h?:;1“®®"b^<=™en- axa-se como local aquilo que não« conhecidos por defenderem tenazmen Nessa ocasião, Tiago e Ellen G.
é falso- é o p u ^®lermina o que 0 a e universal; e, finalmente, te a perpetuidade da lei no ambiente
White se inclinaram ao ponto de vista
gica produtivista”, considera-s^í hostil do evangelicalismo de fins do
SÔ. século dezenove.®* de Pierce. Mais ainda: Butler e Smi-
conhecimento “falso” ° ° mo improdutivo aquilo que não
th alegaram que Ellen G. White tive
'●«^envolve economicamente. j ra uma visão e depois escrevera a J.
sentido geral de “rnetonímic® | De modo que os líderes da lASD
H. Waggoner afirmando que a lei em
de cá e tomar a parte pelo todo; neste caS^, fizeram todo o esforço possível para si
0 Gálatas não podia ser a lei moral.’|
está do lenciar os dois jovens pastores, e como A verdade é que essa carta nunca foi
nímica^'^^^ sendo usado,
não conseguiram seu intento, passaram encontrada. Além do mais, devemos
Smith representam a ma*"**' e única f ^ ^ reivindica sef
n tratá-los de maneira bastante rude.*^
sa, e que é visível- P^^ero- Na crí racionalidaílf' lembrar que, na lASD, Smith “era au
Em segundo lugar, Butler e Smith toridade insuperável em interpretação
G . White repr«ent"®®°“®^« éT ^ ^ “razão metoníitt^
que pode ser tom;S*"’"®«inoria argumentam que o discurso de Jones
pensameit profética”,^^ a ponto de um dos jornais
e Waggoner é assimétrico, não se har- de Minneapolis anunciar sua chegada
e- Mas, como isso ocoL? o*'’
uioniza com o que vem se ensinando às reuniões de 1888 nos sepintes ter-
relevante e verdadeiro pod°™° ®'ge WhitP ® tem a
‘*°We, invisível e?°'’®®®''‘oma- ●■epresentam a “razão ‘ nas últimas quatro décadas; é avançado mos ; “O pastor Uriah Smith...
^ sociólogo incorreto”? potente”, riemais. É bom lembrar que, com a fi
porque ^9tiela que não se e^eí<^' reputação de ser um dos escritores e
nalidade de defender a verdade do sá oradores mais capazes da Assembléia,
De man^^^^^ ‘ítie nada pode faze’’" bado num ambiente religioso hostil, os
sua e é também um profundo erudito”.”
e idéias ^®ticion^!li^ cinco lógt^
tomadas ” ® Coisas udventistas optaram por proteger Para Boaventura de Sousa Santos,
preponderância da m pela ‘‘^modo cif teori^ teologia “interpretando a lei em Gálatas a alternativa à razão indolente é a ins
de Boavenh ’ ° ® como regulamentos cerimoniais . D® tauração de uma razão cosmopolita, a
® qual usa cineoT «^‘°u>'mi- S ousa Santos.
itlí maneira ■que a liderança da igreja fim de creditar existência reconhecida
tentaT Butler e . esta-
"'a- Pnmeiramente f" ® ^'‘'atên-
da entendeu que Jones e Waggoner e visibilidade às
nes e o discurso de
^ monocultura do J Uso vam colocando em risco uma das co
"°aaber”,afogií®®beredoH rigor não argumentando lunas centrais do adventismo”.” Criam nráticas autônomas e democráticas que
9ue essa nova teologia era inovadora não ocupam o lugar do inteligível e/ou
bui nâo existência a tor*®*®® atri- "^^dade,L!"l“^dra nos cânonos
se fiemais, estava fora do esquema, estava compreensível e que muitas vezes se
não ^nnveno-^ nienos da verdade desvalorizadas ou vazias de
apresentam
errada e não merecia credibilidade. outras consideradas
conteúdo frente a ^
Em terceiro lugar, Butler e Smith, verdadeiras e legítimas”.
P®'® uso da “monoci'"^; a aegui* b® ‘“egociívj"*®®dnossaideod^^.
tompo Usando subliminarmente de certo tipo
que
- sedes
'"Muestâodaleidomi<
nrolava assustadoraitt^
76/Parousia-I-e T semestres DE 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 77

Isso permitirá COS, isso é motivo de pesquisa. Afinal,


que se acelera com o passar do tempo. E
de acordo com 0compreender que, Que, por ironia e providência “os anos
“antropologiano” mesmo se sua taxa atual de crescimento quem foi essa pessoa extraordinária
Darcy Ribeiro, que Ellen White for reduzida, há toda razão para supor
passou na Austrálíj que,com quase nenhum estudo formal,
foram os
mais produtivos” pelo que antes da primeira metade do século foi capaz de escrever aproximadamen
de “haver ^udado a estabelecer vinte haverá por volta de cem milhões te cem mil páginas, e suscitar todo um
sohdo de partidários adventistas.’* estilo de vida? Para os adventistas do
programa educacional naqn^
6 país novo” e “por haver escrito
| sétimo dia, é uma comprovação de
de Todas as Naçòes^r A influência desta adventista norte- que, no momento certo. Deus suscitou
dosdereordenaçàosociar’.« ^ ^
americana - Ellen G. White - é notá sua mensageira, e de que suas orienta
e grande influência e impacto devi|
i(^al entre os adventistas e mesflij vel e impressionante. Para os acadêmi- ções são seguras.
No caso de Minneapolis a entre os si
cosmopolita foi ^/^«o simpatizantes da lASD.
provo-
cando profimdas mudanças sn‘ ● '

^onsiderações finais and Herald, 2006), p. 7.
teológicas. Há dois fatos Referências
Culturalista e crítico literárío, Wal-
comprovar isso. O nril
U'^‘go. minha intenção ^ ' Palestra da Semana Acadêmica da Fa ter Mignolo é Doutor pela École des Autes
dois presidentes que^ITT ®
^^^êularidade de Ellen|
'
a
culdade Adventista de Teologia (FAT) do Etudes, Paris, em 1974. Cidadão argentino,
orgeButler-SL^^^^^^^^teaGe-
Unasp-EC (“A mensagem da justificação pela foi docente na Universidade de Toulouse,
(1888)eGeorgeA w“°-^ 0'sen rais sociais e cult^ na França, e nas Universidades de Indiana e
fé na lASD: Minneapolis, 120 anos depois”),
-“^«agiram pSfoÍ"(l«97-l90i) ela te^ ^ pessoa corriin^’ proferida em 2 de junho de 2008. Michigan, nos Estados Unidos da América.
pensar e agir - Marcos Todeschini, “Graças a Deus - Desde 1993 é professor de Literatura e An
reformadores e lhes de"^ Jcvens
c não a Darwin”, Veja, 12 de setembro de tropologia Cultural na Duke University, Es
Porlso, .ejo «<●; tados Unidos.
2007. Disponível em http://veja.abril.com.
postrw í** ®'^men(os teóricos “ Nascida no Vale do Rio Grande, no sul
br/120907/p_116.shtml, acessado em 2 de
Pormeiodasigreia, , - ® Walter^^^ Pensadores pós-colon^^^ abril de 2008. do Texas, em 1942, Gloria Anzaldúa recebeu
‘^Sabatina,CO, da Esoo. Gloria Anzaldú^ ) seu diploma superior da Universidade Pan
Boa ^ A matéria está disponível em h^.//
'vwwl.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/ American; concluiu o mestrado na Universi
nais e editoras da denom^*"«niste- De ra de Sousa Santos. . .j dade do Texas, em Austin, e estava em vias
. ^ segundo é a t^ fz2001200802.htm, acessado em 30 de maio
influên?^ ^ possível de 2008. de completar seu doutorado na Universidade
"^tetério literário de do da Califórnia em Santa Cruz quando, em 15
te; Whit^^ ^^^;figura e escritos de A matéria pode ser vista em http://www.
^ G- Whi- impacto de maio de 2004,faleceu aos 61 anos, devido
sbt.com.br/sbtrealidade/multimidia/, sob o ti-
proclamavam mais que a complicações relacionadas à diabetes.
dial. ^orte-americana e nilo “Longevidade”. , .
'2 Boaventura de Sousa Santos é doutor
Cnsto e a salvação n ^“P^^teente a ' Aziz Filho e Jonas Furtado, “O colégio
^ convií^^^^^^ atentamos para em Sociologia do Direito pela Yale Univer
o Oferecida: ainda interno não é mais aquele”, IstoÈ, 14 de maio
sity; atualmente é professor da Faculdade
de 2008. Disponível em http://www.terra.
de Economia da Universidade de Coimbra,
da OvF ^ ’ pesquisador e pr^í com.br/istoe/edicoes/2010/artigo88167-1 ●
f*^oda,as Atolf assim como diretor do Centro de ^Estudos
®rd University, afirma: btm, acessado em 13 de maio de 2008.
Sociais e do Centro de Documentação 25 de
O adv " Ellen G. White, Testemunhos para a universidade. No momento.
abril , na mesma . ^ ●
«os cristoc2;°^^eisbe,Os niais ®n«smo do sétimo dia é um^i st^' ^Sreja (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasilei
é um dos principais intelectuais das Ciências
Poo® a Primeira sei" 9Ue com ... . ™bilnient 6 diferenciadas, s> ra, 2006), v. 3, p. 131-160. ,
itH' Sociais. Sua produção bibligráfica enfoca
Bom Viver ^ Ciência te«>camente ’ Idem, Conselhos Sobre Saúde ( atui,
desenvolvidas e uma sociologia das emergências” (com o
"'“nalmente to SP: Casa Publicadora Brasileira, 1998), p.
envio a Austrália sob ^ seu bem-sucedidas de propósito de valorizar as diversas experiên
212,219-
que havia uma gr;oH OP''«texto de ^^'"'«teativas de estilo de vida cias humanas), a qual se contrapõe à “socio
lizada nes^jí- r. . obra a ^ ^ | * Idem, Conselhos Sobre Educação (Ta-
^teencano. logia das ausências” (que motiva o desperdí
di a está U ] O adventismo do j j btí, SP: Casa Publicadora Brasileira, >
mais um cio da experiência).
^gora a caminho de se Í íiíí' 1
P- 154. _ . '3 Arthur L. White, Ellen White: Woman
^0 como razão das
pais religiões iTiundi^ . ^ ^ George R. Knight, Meeting Ellen Whi- of Vision (Nampa, ID: Pacific Press, 2003),
último século, A Fresh Look at Her Life, Writings, an
p. 147.
eonstantemente a ^ojor Themes (Hagerstown, MD: Revi

menos, com urna


78 / Parousia -1°
E 2° SEMESTRES DE 2009 As SINGULARIDADES DE ElLEN G. WhITE / 79

Maxümilian CarI Emil Weber (1864- da Cruz é doutora em Literatura Comparada no espírito dos debates de Minneapolis, ver:
1920)fo, um mtelectual aleraao iuriata R. Knight, Uma Igreja Knight, A Mensagem de 1888, p. 56-57, 121-
nomista, sociólogo historiaH^’'^ nsta,eco- (UFRJ, 1998), e professora-adjunta do Insti
dos adveníistas do séti4 tuto de Letras da Universidade Federal Flu 125; idem, Em Busca de Identidade, p. 86-
Weber é considemH„ ^®
^(^tui. SP: Casa Publicadora Brasitó* minense. 89, 91-93.
e Émile Seta òrÍ“ T 2000), p. 143 34 53
White, Life Sketches ofEllen G. White, Ibid., p. 92
sociologia e dos estudn ^^adores da 54
Hoje parece haver um tratamento p. 18. Idem,A Mensagem de 1888, p. 26.
cultura e religião discini^ ^°^Parados sobre 55
35 Ibid., p. 30.
impulso decisivo ^ se à lASD. Pelo menos é o^ Ibid., p. 19. 56
36 Ibid., p. 26,28.
Giie Censo Demográfico de 2O0^ White, Testemunhos para a Igreja, v. 57
Prophecy: Elln P®»» of l,p. 13. Ibid., p. 28, 29.
37 5» Carta de Ellen G. White E. J. Waggo-
MgiousFoundeLner;'’^'"»"'®" 20 Idem, Life Sketches ofEllen G. White,
Bull e p. 29. ner e A. T. Jones, 18 de fevereiro de 1887.
‘“■y”.(tesedePh.D
p. 27. Lockhart, Seeking a Sant^^ \ 38 59
Knight, Uma Igreja Mundial, p.l05.
sity. 1983), p. iv. p ’ „ Univer- Idem, Testemunhos para a Igreja, v. 1, 60
p. 13. Idem,A Mensagem de 1888, p. 30.
ensão do “profeta” no ™®II^or compre- Defm Miller, Millers Apology‘^ 39 Idem, Em Busca de Identidade, p. 93-
veja Max Webt^ Z Ibid., p. 29.
Pmdamentos da SochlJJ° Í
■Slp. V. Himeí 40
Ellen G. White, O Desejado de Todas
95.
es: as Nações (Tatuí, SP: Casa Publicadora Bra “ Ibid., p. 93.
( rasflia: Editora UnB, igfp) Teologia nos « Carta de Ellen G. White a William M.
“jíítawhl;?"- palestra apreseni^^ sileira, 1990), p. 483.
41
Richard W. Schwarz e Ffloyd Green- Healey, 9 de dezembro de 1888.
da Associação . ^ Herbert E. Douglass, Mensageira do
shmgton, D.C., revelou oc ^ ^°"6*‘esso, Wa- ventista do Sétimo Dia, ToroU j leaf, Portadores de Luz: história da Igreja
Canadá Senhor: o ministério profético de Ellen G.
23 Adventista do Sétimo Dia (Engenheiro Coe-
White (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasilei-
24 iho, SP: Imprensa Universitária Adventista,
Ibidem. ra. 2000), p. 235.

í,r~ 25 2009), p. 182.


í ^5. Ellen G. White, carta a George I. Bu-
Jerry Allen Moon, W. C. White and El-
JuventudaH^ ^ infãncí^eU' tler, de 5 de abril de 1887.
G. White: The Relationship Between the 66 Walter D. Mignolo, Histórias Locais,
s; 4. ^ontrados em podem ser ¥ Prophet and Her Son, Andrews University
Projetos Globais:
- colonialidade, /r»
saberes
, TT su-

S“irj‘*«-ííSíK-"’ G. ^
cific Preso , n (I'^ountain View, CA- ,
Seminary Doctoral Dissertation Series 19
(Berrien Springs, MI: Andrews University
balternos e pensamento liminar (Belo Hon-
zonte: UFMG, 2003), p. 104.
^ ^Sf-eja V 1 Testemunhos P^j Press, 1993), p. 82. 67
Ibid., p. 35.
KarI Mane, fi|ós„fo ^ ®s tempos). T Ellen G. White, Mensagens Escolhi- 6* Ibid., p. 106.
2007). ‘ ^®sa Publicadora Brasd (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 69
26 Ellen G. White, Review and Herald, 22
11 línguas^fP“'f®.<immatum
P- 10.
Idem, Tesi ^^96), V. 3,p. 178.
44 de março de 1887. . „ ● ,
çntora inglesa S roman Christie es- ^niunhos para a ^
27
Idem, carta 82, 1888, em White, Ellen 70
Mignolo, Histórias Locais, Projetos
Idem, ^Ite: Woman of Vision, p. 264. G/otò,p.217.
P- 18. Sketches of Ellen G.
28 46
Ibid., p. 257. 71 Knight, A Mensagem de 1888, p. i / .
dos Ibidem.
í'*®"’. Ten VO*' 47
72 White, O Desejado de Todas as Na-
^>P- 10. ^^^unhos para a IgnU^'
29 Erik Erikson, Identidade, Juventude e
30
Ibid., P- 12 . Crise (Rio de Janeiro: Guanabara, 1987), p- 73 *Carta de George. I. Butler a Ellen G.
1 4.
White*
P- 17. 48 White, Ide outubro de 1888^ ;ooo „ 50
2-Ve Sketches ofEllen G. Calvin Stanley Hall, Gardner Lindzey 74 Knight, A Mensagem de 1888, p.
3|
Idem,
1, P- 11-12 va‘' e John B. Campbell, Teorias da Personalida-
de
75 Cristina Contrera, “Apuntes sobre al-

'^^^lemunhos para a Igrejd (Porto Alegre, RS: Artmed, 2000), P- 123- gunas ideas tratadas porei Prof. Boaventura
‘"“‘theAmericc7D^'’^‘^-day ,4^"' Pr .'' Gloria George R. Knight, A Mensagem de de Souza Santos’”, http://ipes.anep.edu.uy/
ontera: 7-r ''"zaidúa, Borderladd^i ' (Hagerstown, MD: Review and Herald, documentos/curso/dir_07/produccion/Boa.
Spin *^98),p.23.
'»;Naapalav;^'^:':^:^i'yPress®t> *^«léa-(San Frafl®'* ndf acessado em 29 de abril de 2008. Uma
33 50 de-
nidense Harold Ri? üterári P- . Sonia T.**'®’’®*7), prefácio. Idem, Em Busca de Identidade: o ^nrnnreensão da “sociologia das ausências
de
sidades de Yale e P*’°^essor ®stiza/tou,a.j conciencia ^^^volvimento das doutrinas adventistas o pÕdTser obtida em Boaventura de Sousa
Intera"*'^ consciousness: ^^fbno dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Bra- Lntos, “Para uma sociologia das ausências
, em Boa-
0^n“'‘”'«®vJ: 7"’®''icana com c;- ^‘íeira, 2005). p. 92. e uma sociologia das emergências
P®05),Dí ®*&0/rfos Feministas 'Ij 52
Ibidem.
da ventura de Sousa Santos, org., Conhecimento
Para uma melhor compreensão u uma Vida Decente: um discur-
02ív'’’*’P’scrim ^’’ttp.//www.sciel®g,(- prudente para
9üestào das leis dominicais e sua influência
abrf?«»'ooS3’o^‘=J®i-amext&pid=S V
2008 o acessado em 2^.^$
®*tia Regina Aguiar
80 / Parousia -
E 2° SEMESTRES DE 2009

Essas cinco lógicas são desenvolviíl^!


Santos, “Para
ama sociologia das au-
sências e uma sociologia das
em antos, Para uma sociologia das A. T. JONES: o DECLÍNIO DE UM LÍDER
p. 780. emergência s”, 7S7 sociologia das emergências”,í
^-789. Ver também Contrera, “Apuntí^
vpnh^ ^ ideas tratadas por el Prof. Boíj
Amin A. Rodor, Th.D. , rr i ● tt T^r
ven^a de Souza Santos”, Professor de Teologia Sistemática na Faculdade Adventista de Teologia, Unasp-
P.26. 93-94. ^●ght, Em Busca de Identidade, P

*' Wem m 55, 1890 ^ Mensagem de 1888, p. 36. severe1 personal conflict with Uriah
«,I”’ 24,1888. ● Resumo: Este artigo apresenta uma
9, kT’ EUen White, p. 63. | Smith and others. The great popular-
Ibid ., p. 38, ^
detalhada análise da personalidade e
:;B^d.,p.27. I ity of Jones in the 1890’s contributed
cadora Brasileira, 1993) Publi- trajetória de A. T. Jones, um dos mais
p. 97. ’ ● to
„ the development of his arrogance
em Knighrj^'^"’ proeminentes personagens da Assem-
and theological extremism. After his
além do
bais
‘srs ■'« 94 p®"*’ ^ Mensagem de 1888, p. 26.
as tratflrf°"^*^^^®’ “^P“"tes sobre algunas
bleia de 1888. Segundo o autor, Jones
sempre teve tendências à autossuficiência
suggestions for Church reorganiza-
Boaventur. da So-**] tion and the fact that he was not elect
e superioridade em relação às demais
P™'''»' em http://^““ (2007). Dis- president of the General Conference,
® P°'’o Brasileiro:^' pessoas, e essa foi a principal causa de Jones manifested growing bittemess
mentos/Para alem dTT; “
KCCS78.pdf p 3~ -P®”aamento abissal CompUia iTf'''’ * seu declínio espiritual. Já em 1888, ele toward Church. Even after repeated at-
Bolso, 2007), p. 15.
de 2008. ’“*“^<(<>em23'drab^ teve sérios conflitos pessoais com Uriah tempts by Adventist leaders (moluding
S antos ”^ouel’ P- J
abissal”, p. 4
‘Para além do 64. glass . Mensageira do Senhor, f Srnith e outros. A grande popularidade de Ellen G. White), Jones moved himselt
pensamento "Atines na década de 1890 contribuiu para
Bull away from Adventist oiganization, and
P- xiii. ® Lockhart, a Sanctur^''- ^ desenvolvimento de sua arrogância
become its critic.
® extremismo teológico. Havendo sido
*^®jeitadas suas propostas sobre a reor-
^^tiização da Igreja e não sendo eleito Introdução*
presidente da Associação Geral, Jones Heróis? Quem não os tem? Quem
passou a manifestar crescente amargu-
não precisa deles? Das pirâm^es do
pela Igreja. Mesmo após reiteradas Lito da quarta dinastia em Gize, a
tentativas feitas por líderes adventistas S iga Grécia, onde Homero chama-
^tticlusive Ellen G. White), Jones afastou- ííseus homenageados de terots, de
finalmente da organização adventista finidos como homens de força sobre-
® tornou-se um crítico dela. h mana ou favorecidos pelos deuses.
S catedral de Palermo, onde um
r*® f, bloco de mármore negro co-
^®stract: This article presents a
®tailed analysis of the personality rTúltíio lugar de repouso do mais
of de Uos os reis ingleses,
ttfi trajectory of A. T. Jones, one :
the in the
niost important characters «"riaueVI aos túmulos dos angevi-
General Conference session. 1 abadia de Fountevrault, onde
Ac r';rsa 0 «ande rei legislador Hen-
í^t)rding to the author, Jones always
had and 1 n sua esposa Eleanora da Aqui-
tendencies to auto-sufficioncy
fi lho Ricardo Coração de
t^Periority in relation to other peopl^» tânia e o
Sagradas, onde
this was the major reason Leão. Das Escrituras
Ptritual decline. Yet in 1888, he ha
8^/Parousia-1°e2°semf.tp.c DE 2009 A. T. JONES: o DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 83

e apresentada uma verdadeira galeria J. Waggoner e Alonzo Trévier Jones, te substituía), e alegremente imple
●*!>■<«■ 4. contemporâneos e por gerações mentar tal julgamento como se fosse
Westminster, onde cujas idéias teológicas foram percebi
jazem reis, almi- ras! É evidente que muito do quecH* 0 deles mesmos. Fazer o contrário,
rantes, generais das pelos representantes da ortodoxia
e outras celebridades mamos de biografia pode não pas| continuava Butler, “seria equivalente
nacionais. Aí tomou- como uma ameaça a alguns aspectos
se costume en- de„ hagiografia,
. ou os escritos a usurpar a posição que fora indicada
terrar-se também da doutrina adventista e da interpre
a ^ida de santos'\ cujas verdadeiíj
Esses heróis ^ poetas e escritores tação tradicional das Escrituras. por Deus”.^
As teorias de Butler sobre lideran
riamente ser nao tinham que necessa- ●storias foram retocadas pela tn4 George Butler, o conhecido “pre
abadia - crentes cristãos da fé da Pulação do passado. E assim, essf sidente de ferro”, ^ — presidente da As ça incomodaram consideravelmente
Darwin,t ●grafias podem facilmente secoi os White. Em um artigo na Signs ofthe
santo padroeiro do sociação Geral em dois períodos: de
verter em Times, Tiago White observou, contrá
O ateísmo, está lá.r mitos, feitos maiores ^ 1871-1874, e de 1880-1888. Curiosa-
‘ capítulo 11 da rio a Butler, que Jesus nunca indicara
breus carta aos He- feaiidade, em lugar de apresenlf j mente, por questões de saúde, Butler
or. ^ de um discípulo específico para dirigir as
grandes vultos da chamada” dos pessoas reais, ^l| I não esteve fisicamente presente na
cas. Tpo ^^^^^^^niente necessitaram s histórica Assembléia de Minneapolis. questões da Igreja. Alguns meses de
reconhecidos com"'!?'^^*
Dizemos “fisicamente”, porque de ou pois, Ellen G. White acrescentana:
aos cristãos ^^to como Salvador;
se terem tomado cristãs- tra forma Butler estava lá, colocando
envolvidos na Agradaria a Satanás que a mente e o dis
"iaratona da fé grande Os 0 peso de sua influência e posição do cernimento de um homem controlasse a
dos por ●lue eles estão cerca- omens de Minneapolis lado conservador. Butler, para enten mente e o discernimento daqueles que
grande
mnnhas. Esta “uvem de teste. dermos algo do homem, tinha uma vi creem na verdade presente .
memória, I são consideravelmente orgulhosa do
heróis do Sétim Adventistas ir Nesse incidente, além do extraor-
papel como presidente da Asso
capítulo lis em íolf’ em MinitssP ciação Geral. Em 1873, ele escrevera dinário bom senso do casal White, ob
de
nm artigo sobre liderança, claramente servamos algo a respeito de Butler que
® que terminaram „ ’ em tes Gf» ^ história adventista. A j para dar sustentação ao presidente da nos ajuda a entender seu papel na cn-
Agora, é como se. proposto, "tons * Associação Geral e aos White (Tiago se de 1888. À luz dos desdobramentos
go, eles se t"*n> estádio anti- neapolis”.^ Alguns “ i posteriores, parece confirmar-se que
erguessem nas quais c Ellen) em particular:
cadas. W adotara essa alta compreensão
de em longas fil as Uma ®tquiban - papel qu?r n5>' “Grandes movimentos neste mundo não da liderança para si mesmo, vendo-se
multidão rierada “ ^®^®”^Pcnharam na co é
atleta, que.do passado^’ sa podem existir sem um líder. [...] Como a não apenas como um líder forte, que
antes da parecendo, ao sessàr,^^^ ^^^Portante e controV
rapidamente
0 olhar, Uma
,eC adventis ^ na história »\
natureza concede aos homens uma varie
dade de dons, segue-se que alguns têm
deveria governar verticalmente, mas
que observa oonflitn ^^rineapolis, aléPi f como o guardião da teologia denomí-
^^entamente uuvem, visão mais clara do que outros, o que antes da Assem-
rilham da os que par¬ nielhor serve ao interesse da causa. E o nacional. Um pouco
represent*^ ^rpretativo e doutrinári J
Toda “«“^maratona. [seu] melhor bem e interesse [...] serão bleia de Minneapolis, em carta para
de um colossal
ra nlcançados por inteligentemente seguir Ellen G. White, ele expressa sua visao
‘ J seus heró J Os‘aí o conselho daqueles melhor qualificados vaidosa do cargo que ocupava per-
«'modianãosão un, ''®"*«‘asdo guarda” campeões da para guiar.”’ : Afinal não
ountando retoricamente
vem ao em tempos, De advent-^ defensores da J\
a nonimato. Hp * ®°brevi- leste^^ chamadas li- Sa ele “a mais alta po^^ que o
tempos, ^osse artigo, ele afirma que a nosso povo podería atnbuiT.'
nomes nerm ^®”^Pos em Por Geni* ’ ^^P^^^entadas, sobrelU era
talizados, ,f®""anecem irnor-
i herança do pastor White e esposa Ellen G White não pareceu nem um
aura t^oroados Com
incontestável”. E que era dever de to
que parece pouco impressionada pela posição ocu-
pairar u de ®^‘tor da p ° ®®ral e Uriah Sm> Cf dos adventistas, em questões da Igm- Butler, ou por sua compreen-
passados ilustres p Sobre ante - do pada por
“hecida am ""tf Herald, dar preferência ao julgamento dias antes do início da
‘’*a. foram julsadac que. Um são dela. Alguns
●' gadas notáveis *®rpretaçãn na Igreja em pastor White (então presidente da As histórica sessão, ela lhe escreveu:
por seus ° Posiç5o n ^*^°^^tica. As força® sociação Geral, que ele interinamen-

representadas por ^
84 / Parousia - 1°E A. T. JONES: 0 DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 85
^ SEMESTRES DE 2009

Eu nào vejo 'em


■ su a carta o tom
correto.
assistir seu pai, J. H. Waggoiier, na Quem foi Jones?
[...] Você não deve cretário da Associação Geral, ness^
colocou pensar que 0 Senhor o
na posição que você ocupa ago- período, ele já estava como editor dJ época, editor do Signs of the Times, Os dados biográficos de Alonzo T.
ra (juntamente ■ na Pacific Press. Seu maior foco de
com Uriah Smith], como
Revie\\> and Herald por aproximada" Jones são consideravelmente conhe
os únicos homens
que devem decidir se atenção foi a lei em Gálatas, diver cidos. O movimento ainda estava em
qualquer outra luz mente 25 anos, e de muitas maneira^
e verdade virão sobre gindo dos intérpretes adventistas em
0 povo de Deus.
ele se via mais como proprietário seu período fomiativo, quando Jones
publicadora do que como um edití»' geral, nesse período. nasceu em Ohio, em 1850. Aos 20
Mas o foco da nossa discussão anos , alistou-se no Exército Ameri-
rep re- ^ 3- Smith também se via coiuo
guardião da ortodoxia íeológicú' neste artigo é o quarto herói de Min- cano tendo chegado ao posto de sar-
endeButler por ter misturado os seus neapolis: Alonzo Trévier Jones. Ele
gento de fi-onteira. Jones sempre foi
com esse espírito que ele escreveri»
de Jones, posteriormente:
foi uma das mais fascinantes persona orgulhoso do seu passado militar e.
lidades a adornar o púlpito adventista provavelmente, a disciplina da vida
do posição na rnomíaçãòS' no século 19. A curiosidade de muitos militar tivesse acentuado seus tra-
Depois de longo estudo e anos de obs«';
■●oondutelríaíos’’ ® na obra, tomei-me estabelec“^ tem sido despertada quanto ao caris- ÇOS de autoritarismo. Tal tendência,
por se iTiático Jones, que de forma meteórica certa atiuide de
^«feirem a Jone Vw '"'^ cm certos princípios, e não estou combinada com uma
como f c P^ira me entusiasmar com a 6levou-se à eminência denominacio-
de cada exagerada autoconfiança, beirando os
mente, tais Deploravel- t^oviço que a pareça*’. nal, e que, quase tão rapidamente mer
conselhos não limites da aiTogância e noção de que
rsui mudar a consegui- gulhou na obscuridade e apostasia, no ele estava sempre certo”, fez mui-
mente do dí
cniocional- Clc fato, mício do século 20. George Knight,
aquilo que vemcs to para criar o espírito negativo em
cu fazê-lo biógrafo de Jones , em seu From 1888 defesa de suas
mo^^ fi dois pioneiros, pc Mi nneapolis. Tenaz na
erro muita margem ^^Aposíasy: The Case ofA. T. Jones f convicções e nunca intimidado, Jo-
na
„ ’ eles não estavam dispo^^ ’ própria capa do livro, como se não nes representou também um extraor-
^^;^gohr” os dois jovens da Calif^ pudesse esperar para apresentá-lo, o dinário patrimônio para a Igreja, nos
so¬ descreve como “um poderoso líder, conflitos sobre a liberdade religiosa,
er: eles menos, considerar o
P^^P-ndo. A despe P^^sgador e escritor”, acrescentando, nesse período agitado.
0 pastor Butlerjá estó ■lones quase tornou-se presidente da Sua dedicação ao estudo e a leitura,
Presidente, por T [com
humildade e 'Associação Geral. [...] Então, uma fa- ainda no seu estágio militar estabele-
Um tin A consideravam cc
° deixaram,® '■espreten saò fatal no seu caráter o fez voltai- ceii os fimdamentos de solido conhe-
dá a ele tal ● pensa que t se
^o>tia^adv chácara” da contra a Igreja.” Mas, talvez, essa riiTicnto, de certa fonna preparando-o
infalível”_i2 ''“'ler.comosesuT'’''^*'^
''OZ fo sse "“●"Preensão"*^' " ^eja apenas urna parte da história real. para OS desafios de sua vidadeposterior,
lâ ncia do que tinham da ii'úP . ^ào é vol- esUido,
que ele simplesmente 'se Seu interesse, como campo
. f^ompreendend ^^adisp^^ funções e experie ^ ^ ' /4n TUictóna Foi batiza-
asse contra a Igreja”. A questão real
uinda d'^ Igreja, ou talvez,P ‘^^'^''^STniciando suas atividades
^^'^^’’danderanç;7eRT“^onár- ® fiae os anos posteriores da sua vida do em
Por’ 'scordar do próprio DeuS- ,
Paiecem destinir a imagem do ho- como pregador na Costa Oeste dos
Pertencia ao lado, E. J. Wagg‘’’^^j ’^cm que encontramos no início de Estados^Unidos pouco tempo depo ^
partido do Oeste- ^ Sita
f ^ anos, ele Cm uiri dos maiores c 0^' ascensão. Ou nos perguntamos, Tnnes era descrito, do ponto de vista
minacional, ‘ostadores em c' n homem alto, ou, nas
sistema íie^ que^ realmente, ele nunca tenha
Contra 0 bera seu Minneapolis.
O presidencialista o ^*^0 o herói que pareceu ser de ini- '°de H. Holand, “um homem
palavras
f^ova 'ploma em medicina? , ivo”. De fato, lm85 de
segundo vulto Ao contrário, como explicar seu
Pue se dicu
os heróis dei msatisfei!'^^^' 1878. TornoP% csvio tão bizaiTO, senão entendendo altura e
homem em ‘™®apoliséu®J® ^^^cresso ^ prática no centro de sua vida, na essência Como fi-eqiientemente acontece a
^^ínistério, do , em seu primeiio
índoie de But, da
Alé m de de ^cii ser, ele já levava as sementes jovens pregadores
se - ^spirituaf^^^^^^^^cia profundam^ .. ^ua própria destruição!
*Pentn r?’ reunião de acaP^^^ii
^^^4, foi chamadn P
86/Parousia - r e 2“ semestres DE 2009 A. T. JONES: 0 DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 87

sermão, Jones “disse tudo o que sa que a Assembléia em Minneapolis te Não se pode, contudo, deixar de
bia em 20 minutos”, e alguém teve paia 0 melhor ou para o pior. Jon^'
foi 0 pregador no funeral de WaggO' nha se tomado central em desdobra- perceber as tendências extremistas
que terminar o sermão por ele Mas mentos posteriores, considerando-se de Jones em meio a esse ambiente de
ner, em 1916.
esse nao e o homem que encontramos que ela gerou essa enfase desespera agitação.Provavelmente sincero, mas
mais tarde, em seus tempos áureos damente necessária entre o povo do ainda assim extremista, Jones liderou
sendo capaz de manter o interesse Hp Os desdobramentos DI-: Minne.apoúS um movimento de êxodo de Battle
advento, que havia se tornado seco e
multidões, com longos sermões Creek, chegando mesmo,juntamente
que ^aggoner e Jones, os dois ando pela pregação da lei.
chegavam durar 2 horas e meia Al com Prescott, a conduzir classes de
guns desses sermões foram n kr Em outubro de 1892, W. A. Col-
juens que agitaram a Assembléia
cord, secretário da Associação Geral, preparo para aqueles que se prepara
dos, contendo entre 60 e 100 n ^■nneapolis (1888), com sua pref
estava convencido de que o alto cla- vam para a retirada. Mas, como Kni-
Não é de admirar que E l ^n oTv" Çao sobre a justificação pela fé, ght observa, “Ellen G. White, nesse
0 tivesse aconselhado ' s enviados da comissão executh í?7or havia iniciado,'^ tendo Jones como
3 reduzir posterionnenfp tempo, tinha se tornado grandemente
aiiíJ- ° seu mais importante proponente.
“Metade aa Associação Geral por vários preocupada com o entusiasmo de Jo
eii' Jones pregava com veemência sobre
re- cpois, para pregar sobre o teina nes e Prescott”. Embora ela tivesse,
^ttltado”.diriaÍ a Jones. os tópicos escatológicos da chuva se-
a a nação, em acampamentos e e(i’ por outras razões, defendido a saída
rôdia e do alto clamor. Em Michigan,
comJones casou-se em abril de dualquer g,ande concentração, - de Battle Creek pelos crentes adven-
oiais de 500 fazendas adventistas fo-
seus planos de concluir peito dos Dci los de pastores e em instid** tistas, ela advertia sobre os perigos
colocadas à venda na medida em
estudo formal aui curso de 2"'steriais, além das instituiÇ»; da pressa que poderíam trazer pe-
em Battl Otie os crentes buscavam estar prontos
foi frustrado isso „ Ellen G. White os aco' ; sares e desilusão, em lugar de vitó-
por outras Panh ou - P^ra os últimos eventos. O Battle Cre-
fazendo -0 em muito s desses lugares^ ‘ ek ria”. Ela escrevería:
continuar na ®morgências_ sua College passou a oferecer cursos
por muitos ‘“ttlifómia ^ Austrália, em ^ de ao considerar que
de sua anos mais. O n»o„- preparo para a ação missionária, no “Sinto-me preocupada
Pnmeira filha „ dos nossos professo-
pode haver alguns l Prescott] que
>*tt''eras limitações 1 Com ^teve tempo que restava. Jones, como
Dítilin' dedica todo uH res Treferindo-se a Jones e
^oight indica, era “o ponta-de-lança
as mudanças^ ^ deveríam ser mais equilibrados, com um
om enorme fardo sobre f’ do movimento da chuva serôdia”"” que ” 23

"^s.Além de trazer te® Do adventismo do julgamento correto .


posterior ^^ia se desencadeado. Na próxima
e dificuldade! no oasa- n 1888,'''* sob a
ment o dele desses ^ssembleia da Associação Geral, em A referência a “equilíbrio certa-
entre eles ^'Densageiros. A Igreja
dsta nao Jones apresentaria 24 sermões
se ria mais a mesma! mente deve ter sido vista, no mínimo,
maio de Jones datando da terceira mensagem angéli-
ca, como problemática para a maiona
'e W. W,’ ^Dggoner, posteriod^^j,i u^ais que o dobro de apresentações dos adventistas. que tinham uma con-
Ellen r-' ^‘‘^scott,''juntamente ^ 0- ^'elação a qualquer outro pregadoi. fiança ilimitada no julgamento desses
J™'™entecomE incanc' aparecem época, A. F. Ballenger insistia em
pedir
ao presidente Olsen e ao secre- G White ainda escrevería,
"°u-se edhor. Essa ,^§ê°ner ^ ’ pela félT da de
assumiu até iggg p1„ que
. ‘‘cavivp, ^^PDnsáveis pelo Colcord, que as mensagens j mesmo contexto, que o povo
de adv enf fossem publicadas no General
-
ati- cntistas tomou iug^f if ^ "rdevela ouvir as recomendações
^nference Bidletin fossem lidas em nao deveru conselheiros,
nes a Mi nos anos que se seg^‘ /
Cada api●essadas
Va ®apolis. Como Knight j congregação adventista.-* Jones Suas palavras
urg ^ogo Presccott deveríam evi-
escrito?^^^ ^^cebeu uma ênfa^^ J ^ estaria pregando que o tempo do que Jones e - afoitos.
^ ^niento havia chegado. Sua ênfase tar extremos e julgamentos
Os nunc! P''®gaÇão adventist®^
"arta para EllenV^’'?..^anienl°^„ *^*-cnsificada pelo explosivo tópico ter sido a principal tra-
n er manteve o in len G H,, recebido anteS ■ J 0 que parece tesoureiro da
W;®ggo- leis dominicais que, naquele tem- Hdes De fato, o
com Jones, cd u de fato, esperav^,^ qiieza
pairavam no ar,-^ como um solene Ío Geral, na época, esperou
^"i'2ade de '■®doura contextn °^‘''Dsse o ponto ^Dial Associação
toda a para os ad ventistas.
Vida, tanto ‘^^da ensino
conioemT de estilo j/
^«titrina. Não é de estff'
88/Parousia - 1° e 2» semestres DE 2009 A. T. JONES: 0 DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 89

que as declarações de Ellen G. White te, Jones conclui que tal semelhança
aliviasse a mente, como Salomão, o velho rei ài domingo. Jones era o centro das
pressão que Jones e Pres- “nào inclui a mente de Cristo”. Para
Jei-usalém, concluiu, “a soberba pre atenções, particularmente desde a
cott estavam colocando sobre os ad-
sua ênfase na “formação da imagem aqueles familiarizados com a história
ventistas em Battle Creek mas isso cede [antecede] a ruína” (Pv ló:!^)'
realmente bucesso e poder. da besta”, no período de grande rea- da teologia, Jones se aproxima aqui
"^oaconteceu.^^Asadver- como geralmentí da noção herética do apoUnarianis-
entendidos vivamento adventista nos primeiros
tencias feitas a Jones, em geral ter por aqueles que se dei' mo, a qual fazia uma diferença entre
anos da década de 1890.
minavam tendo 0 efeito efduri ^am seduzir por tais vaidades, coin Dois eventos na vida de Jones ser a mente de Cristo {uoits), ocupada
de um risco na água. ^ requência se transformam nos den^^' 0 seu
D espírito de vem para lançar luz sobre sua perso pelo Logos (o Verbo eterno), e
mos que cegam os homens. Jones
nalidade complexa. O primeiro deles corpo {soma), que era como o corpo
va em rápida ascensão e. nesse teiH' dos demais homens. A precarieda
ajuda a elucidar o elemento funda-
PODiinguém, senão o Todo-Poderoso- de da teologia de Jones é evidente.
mesmo espírito que se / ° nü niental do seu legado aos seguidores
antecipar que bifurcação Como qualquer criança da escola pri
contemporâneos de sua cristologia
em “■"da ele haveria de tomar. mária saberia dizer, nossa mente não
Afetada declarado Pós-lapsariana. Durante a primeira
Na parte dos anos 1890, Jones concluiu é apenas uma parte integral da nossa
‘nao poderia ser re rota da ascensão
0 9ae existe uma íntima relação entre a natureza, mas a parte
_ mais , importan-
. r
ignorância de UrLTr'''!.'"®^ te dela. Como, então, podería Jesus
em iiatiireza humana de Cristo e o tema da
re lação a certos detalh m‘“““ -
de ^eve-se lembrar que a agitaÇ^? Cristo ser exatamente como nós ,
re teipretativos de Daniel 7 justificação pela fé. Na Assembléia da diferente de nós
0 que® 100% igual, mas ser
sem duvida fora uma sér ’ Associação Geral de 1895, ele pregou absoluta-
Daiitn /í* domingo estava precisamente num ponto
para aprofunda r a , . agravante
diante dos delegados que a natureza
OS dois. Nessa ^é 'hostilidade eutrè décad^H^^^^^^ de 1880 e início Lnte crucial? Esse tipo de evasiva,
JO ' dc Cristo é precisamente a nossa natu " tomando,
chegara ^P°^h..ElleuG,Whi;e nes nn ^ ® ^Jiie colocara reza. Em sua natureza humana não ha historicamente acabou se
afirmar que 0
que possuíam' orgulho” 1889 controvérsia.'^ talvez, 0 principal legado de Jones
pareci a partícula de diferença entre ele e
te fora de luga rpara
completa men- diante "convidado para la- aos seus seg uidores contemporâneos,
dois homí nós outras palavras, Cristo tem
ens tão Cano Pm do senado aue mesmo diante das mais compe
jovens”. Em relação-a ^ uiesma natureza que nós - 100%
Rtitude d à ^^'dngton, em oposiÇ^^ tentes evidências, preferem continuar
jovens, ela disse ra, Os dois
em 1887 uma eiiicu *gual. Contudo, quando confrontado rom seus argumentos,
Waggoner falta que a que
“humildad ee obsÇ. Uma citação de Ellen G. Wlrhe
sidão”, forçar a
cultivar
onquanto Jon es ^ man- ''ância
Col
dTr“''"
do domingo no Distrito
[Cristo] é um irmão eni nos-
3“bondade que
umbia . A necessidades, mas não em possua
que tal espírito 0 Prátiea”??"^^, ^tuenda constituciott'^ son
^^^xões idênticas ”29 , Jones apresenta
fim de sua
^‘^°™P^nharia'a^r Íh "‘'‘■'■“'"dh' ^ Jones logo foi recO Uma mesmo tempo, a
^hecido , solução desconcertante e contra- escrever testemunhos ,
como começou u
terminaria sua dificiiiV?^ ^"^^0 de- Orador da o mais proeiTiiuo^ ditória, para se dizer o mínimo, 0 dom profético. Ellen
ugad,- dfuominação em quest^'5^ , na
à lib l^efensivo, ele objetou com nnia
Ja no fi nal . ' tempo -erdade religiosa. G. wÍtÍestava, nesse tempo
de 1892 I aplicação desconexa, fazendo uma
naraavozmais mnes O Nova Zelândia. O curioso
se tor- editor estava servindo co" de
norte- ●díciila diferença entre ‘ ‘a carne
‘hmericano.^Ortí? "“ventism; (op t-evista American Cristo
s u sua mente” .^“ Segundo Jo-
contudo, formam um f ' nes, u mente de Cristo não é como a
Pengosa, porque sabemo Jon ^ Pt-ecursora da atu^* ussa mente, por isso é chamada a
^ hhhao que não treme voz em
P^ra outrar copiosanioP j
segurança a taca h - ^ >ev ar ^hiente de Cristo”. Ele advogara que se eles não White escre-
em de adventistas ^ .
tos são ^t^tie Cristo e nós não há uma “partí- cada uma dele
l ivros, alguns diferença”, mas agora, na teii-
Pelo com
'hre fugidia do poder. È®’' fre som_ '.^dglos questão da libei'0^
de a-Ele ^ ^va de harmonizar sua teoria com chegou
q tiente- . uomi tornara o cainP
l ati● Vas ai^ ' clara afirmação de Ellen G. Whi-
es*tb°““' "hts batalhas
pela questão ^
90 / Parousia -1 A. T. JONES: 0 DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 91
E 2° SEMESTRES DE 2009

depois do sábado em que Jones leu os ascensão do carismático Jones. Em


tos adventistas. com sua credibilid^' deroso grupo da Review, denuncian
testemunhos de Anna Rice Philli ps. 1897, Smith sofreu uma séria derrota.
Nesse - de an-anhada. do que seus administradores haviam
;c evento, o extraordinário é a Num revés brutal, Jones foi indica
sido - para usar uma linguagem mais
precisão do tempo, num tempo em do editor do Rev/ew, enquanto Smith
que 0 correio O CAMINHO I●^'^■ERSO: o DECLÍNIO branda que a dele - desonestos, não
era absolutamenm in foi feito 0 editor assistente de Jones.
pagando direitos autorais justos a au
um Uma terrível inversão dos dados. Ob-
tores que haviam sido lesados pelas
servamos também, que nesse período,
Duiante os quati‘o anos deconitl^' práticas da editora, insistindo que, de
as forças da oposição, que haviam se
entre 1897 e 1901, houve o período* acordo com os Testemunhos (os es
0 testemunho de Ellen manifestado vigorosas em Minnea-
White poder oficial de Jones. É nesse po*' critos de Ellen G. White), deveria ser
reprovando sua
conduta, que o polis, estavam praticamente extintas.
encontramos naquilo que féita uma mudança.^*’ Jones seria ainda
u car- Butler estava, já há algum tempo,
Knight denomina “pináculo '-im poderoso advogado em defesa da
afastado na Flórida por questões de
'""«KW»™"’""* a lesse. poder”7-» Por
^ , volta de 1897, Jones
refoniia no sistema educacional ad-
Quem disse saúde, primeiro dele, depois da espo
a irmã White, a cançado o clímax de sua dentista nesse período, sobretudo no
mês atrás que eu sa- e Smith, agora deposto de sua po
iria pregar este sermão Sattle Creek College, que apresentava
Phillips^ Iconto uma acerca da srta. cnominacional. Nesse tempo, ele^, sição de poder. Assim, Jones parecia
profetisa*? ” 4!
pessoa de maior influência e a sérias distorções. Jones defendia algo
sabe quem” Você erguer-se supremo no adventismo do
■disse-lheTait Deu s tiobre e sua personalidade forte pode-
bia que sa- írr "^^^t^tismo, depois de Ê final do século 19.
você iria fazer i *ia ser um poderoso fator de mudança. Contudo, progressiva e paralela-
White. Mas devemos observ^^;
Ellen G. Wh^te- e imp res-
Ellen G. White chegou a admitir que
™ mês antes do seu escrever-Ihe na sua visibilidade mente Jones havia constiuído a imagem
^Ic estava “fazendo a coisa certa”, mas
No sermão”.u inerentes de suaP de um homem voluntanoso, inclinado
próximo cia não podia concordar com os niéto-
gou outra vez na Jones pre- 0 in' ^^^temunhamos com triste a tomar posições exttemadas e incapaz
f fPfi ‘Eis de Jones em tratar com essas ques-
Creek, ,,e leu 'abemáculo eni
° tnicio d e
Um processo inexoia de fazer a leitura correta em sittiaçoes
que tões e pessoas.^^ Em 1903, em carta a , afinal,
porções do tes- delicadas. Tais traços tomaram a credi-
temunho de Elle
cebera " G. White coinoapressaria o seu declínio e Arthur G. Daniells, George A. Irwin, imnossível que ele mantivesse
no domi ngo granH udventista de ^^-presidente da Associação Geral,
anterior. giandeza . Sua jiif hil idade tanto com a liderança da gie
das raras veze° pena natureza impetuosa,
fro, em que 0 „ “ ^00 temos ^Eservaria a respeito do abrasivo estilo
f"oontramos , da irn imersa na tinta cáust* ^c Joiies como um refomtador. e suas
Eu estou errado e
rude corn c da crítica, seu tratautc^^] Palavras são reveladoras:
íig",. do. seu sucesso como uma
Curiosamente ^^nfessoí tribuírain para
Ell en G. as
muito mcIiriQ ^ pessoas, sua irresístP Igreja acabaram
cuidado sa em foi Eu era força de impacto na
pretensa tratar sempre pensei que ele [Jones] em anjos vingadores,
essa t^tdade de° sua incfPj, se ti‘ansfonnando
niais um destruidor do que um real le- alcançara pelo exer-
‘■■mâ Philhps njf, eu; A tir errn^ ’ niaioria das vezes, ad .
foriTiador, pela maneira radical e não Aquilo que Jones carismática não seria
denuncia^i ., 33 vondena^ ^tfe vãn^ ^t^eitar coireções, são traí _. cristã com que trata com as coisas, de cicio da liderança
tornando mais evíd^P do poder, e
podia entendem °"*udo, eu ^Pi sua tal forma que ele destrói o propósito que
jaraa tem em mente” .
tnoça"‘’®'^PotqueJon,;f"
e ao "®o rotai personalidade e o colocaP^
comunicara ’®osmotemn ® os seus confrontos admi-
sobre se Nessp^^ período anterior- a a
Elevemos obser var.● ainda que, du- P " pista para sua postenor
nisti-ativos e a pst P
dência^«o.Ser®;t-;G.Whi
da Uma
ite) rante
e de nutossüíiciên ■ ^ evi> ^ afeito ref tia tentativa ric j grande parte da década de 1890,
<1“ nes ^^tvamoc ^^^^^^tiadenominaçã^' jí ^^nes dividia a posição de autoridade gg, que haveiu ^
ista iiitei-pretaçào profética e outias seu ressentim
“tiplemenf7^ '^^7, seus esiorǰ^J
□a hiçfr O n/A,. ^ ^^tidanças na Revie^^ ^ tcstòes de erudição bíblica com o denominação- cert o”, ele tentam
®terano Uriah Smith. Mas a popula-
^'dade de pre absolutamente
● reformas na Igieja e nao
est Smith, já por algum tempo, i mpicnicntai
em declínio devido à crescente
DE 2009 A. T. JONES: o DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 93

podia entender porque a denominação de da humanidade de Cristo. Jones, como uma falsa aplicação da justifi
advemista não podena segui-lo em seu s outra de suas idéias extremistas:^
portanto, não rejeitou as noções da cação pela fé. Para Ellen G. White,
programa de mudanças. cTdo no novo movimento da santidade. Jones
came santa primariamente pelo exci-
meçou a enfatizar a relação entre sU» todos nós podemos alcançar corações
século, ele
conflito se envolvería num amargo íamento pentecostal. E isso podemos santos, mas é incorreto julgar que tere-
'eia de justificação pela fé comob^'
afimiar, considerando que, depois que mos nesta vida, came santa. [...] Se todos
úsmo do Espírito Santo. As portas ele abandonou movimento adventista, os que falam tão livremente sobre a per-
avam abertas para sua aproximação’ a última filiação religiosa de Jones foi feição da came pudessem ver as coisas
em 0 anatismo do movimento da can’^ sob luz verdadeira, eles se recolheríam
eom um grupo de pentecostais guar com horror de suas idéias presunçosas.
3tita. Uni tipo de semente fertiliz^íl^
“«d Hérnia Tal'|° dadores do sábado que falavam em
ter a constante mensagem de Jon^^' “línguas estranhas”.-'-
Ellen G. White acrescenta: “Atra-
esmagadora ^^cebei o Espírito Santo”. Em meio a tudo isso não é de ad-
vés do sacrifício feito em nosso favor,
*li?» d.
Jo- Como Knight indica, Jones mirar que Jones, em sua leitura dos os pecados podem ser perfeitamente
da a ensinar uma noção exag^f^[ manuscritos do livro de Kellogg, The
perdoados, e podemos alcançar san
canie através dos Living Temple (O Templo Vivo), não
I'"' ‘om definitivaniente™'"®""’ tidade da alma”.« A coluna dorsal do
J onais no encontrasse nada substancialmente er- fanatismo dos últimos anos do seculo
do nosso
povo, em nossos poucos orial da Review, de 22 de noveU* lado. Stephen N. Haskell, que havia 19 seria partida, finalmente, nos pri
encontros 010 de 1898, ele escrevería: retomado aos Estados Unidos depois
ele devera meiros anos do século 20, quando a
cada semana r '
dirigir-
a todos, úe longa ausência, ficou chocado ao atenção foi chamada para uma forma
se
poderia es- com?^ santidade envolve cam^ } encontrar vários movimentos fanáticos mais sofisticada dessas ideias: o pan-
P“>Çâo.Comsua‘w''.°sua nova 3lma inclui o corpo todo o país. Mais chocado ainda teísmo do dr. Kellogg. A esse ensino,
coi«:a'<. '^edes que em todas , ficou ao descobrir que alguns prega Tones e Waggoner estavam alinhados,
7'=«>^lere.nvidie7,'f‘'^”caracte- comn' princípios de saúde
J-mamente apontad?„r'"'’^ dores adventistas estavam ensinando Iniciamos esta seção afinnando que
Por alguns anos ele ® ‘arefa
l^os sãoT ?^-'''Ostificaçào para a
fioe era pecado matar insetos e que anos entre 1897 e 1901 foi
Ueus Tp pelo Espírito Sanl
Associação Geral ql ‘='>mitê da povo I ^ Senhor está preparando
^^oguéin recebería o selo de Deus se 0
°'períoTo áureo de Jones na denonn-
o>do que fora desti„\® ^aconven- 9uee,l^^"M^deperfei.a%eml/»-:, fivesse cabelos brancos, ou que pesso- nacão adventista. Contudo, depois de
tor do RevicM, andu . o edi- 037 encontrar com o Se deformadas seriam logo completa- 1901 ele já não seria uma força maior
® ''e-lo em Sua santidade?
posição como a base ''m tal oiente curadas,se fossem parte dos 144
o'e poderia reformar a’’f °”de Haskell c(
--- constata que essas ideias
E significativo obsei-var que ■
dentemente, nem todos Evi- ' Ideias extremistas de ^^viam levedado o pensamento de al-
f oom a mudançat fe,‘, eram §uns homens em posição de liderança indicado, e p- vitiine de vi-
desencorajou Ellen r Isso da ‘■ssiiltad.^ direto de uma exag^ na i
igi*eja e em instituições adventis-
tarde, ela exultaria h e, ●nais fic^f^^omida compreensão da
Os proponentes dessa “nova luz
Smith reassumiu - - o. pela fé.
e ofíci ^^^^d 0 ^^ivindicavam que Jones e Waggoner
Em seu isso,
período 0 em 19 01 41 entretanto, não ^^mbém- criam
cri nessas noçoes . Haskelll
Como
editor da uvidou que eles tivessem alcançado de seu declínio vertiginoso.
'"'"dlaridall"'' apesar ^
dos editoria,; T^^^as *^ais Co - ^^ oviment i’ ^‘^‘^dasse as idei^^ estágio extremista, mas admitiu que
que Ver com n -loneç u , COM A Igreja
parecia ser o resultado final dos Em conflito
do
ion'’^’^^ *'®jeiÇão, ^‘guinentos que eles utilizavam.
s eus dl-, essencial ^ voz profética aos adventistas
fez dade
^ssa, como ele diría p ^^v/ev^ ^^leontra qualquer > então soar uma longa clarinada a se intensificar, co-
^ens- tistas começa va
Pais advV,- de que os entra o movimento da carne santa, e linha de colisão com a
‘*Eetau,j ente dis locando-o na
daquele afilhados fanáticos, todos vistos
de firontalinente da
'Ienes
d'-*anto à pecamint^^’
94/Parousia-1°e2°semfstrp. DE 2009 A. T. JONES: 0 DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 95

administração da Igreja. Tal contexto pírito Santo. Ele ensinara também as Para Ellen G. White, isso sena
o sistema do presidencialismo adven*
noções da “/e da trasladação'\ con como voltar ao Egito”. Ela disse cia-
contrario as fortes ad tista, além de incluir em seus ataque^
ramente a Jones que o “dr. Kellogg era
Ellen G. White e sua obra.'^^ ceito sobre o qual o movimento da
vertências de Ellen G. White. Kello- controlado pelo espírito do diabo”'’ e
came santa estava constinído. Em
gg, a essa altura, iniciara uma campa- E^c fato, sua amargura posteriof'
nha para colocar Jonu nieados de 1897, Jones acabou sen que ele, Kellogg, estava rindo triun-
es na presidência mente o levaria a concluir que tod^ fante que Jones havia “caído em sua
da Associação Geral,. Mas a denominação, inclusive Ellen do levado ao panteísmo, uma conse-
de Jones as forças amadilha”. Contudo, Jones continuou
e Kellogg sofreram uma der- White, se ptiencia lógica de sua ênfase exagera
haviam apostatado e cativo pelas forças da apostasia.
rota maior na sessão da ele era da na doutrina da presença de Cristo
0 único verdad eiro adventi^ Jones rejeitou todas as advertências
Geral de abril de 1903. As ■^ssociação no
crente. Em 1891, Jones acabara
de Jones esperanças padeciam os frutos de argumentando ser da vontade de Deus
^ , eram altas, mas o ^dotando idéias exageradas quanto ao
Presiden- endências arrogantes, que perman^' que ele fosse para Battle Creek, sob a
foi DanniMls oiam iiretoeáveis através dos relacionamento entre a Igreja e o Es-
adotou Hsse último Meia de que lá ele trabalhana para a
tendências l^do, idéias consideradas por Ellen G.
das quais , os seus White conversão de Kellogg. Em um encon
P«a a admiMi^steJ como “fogo estranho”.
adventistas, colocand "orajosos associados, Ellen G. Whf.^ íro final com Ellen G.Whte, pouco an-
^ partir de 1901, encontramos Jo- antigo berço
OS In Ataviam tentado dissua nes tes de seu retomo para
--forios.’sobdt,\r,'“"^ om descida rápida para o desas-
P°steriormente, quando alg«®'’ tre -- do adventismo, ela lhe disse.
«edenominac onaT o ^ P™' apelava descida quase tão rápida como
fones tentou ainda m ' ° ''®fotano Drr. j- voltasse siia - vi sob a influência do dr.
Ascensão à proeminência no final Em visão eu o
vent'^ ^ antiga mensagem ^ década de... 1880. Ellen G. White o Kellogg- [
1 Finas teias estavam sendo
derrotado. Danielk h* foi ista , invariavelmente sua tecidas ao redor dele. até que ele estives-
Advertira dos perigos de sua associa- iniobilizado, maos e
'"^‘stia que ^*ele estava na men*; Ção se completamente sentidos ha-
no com o Dr. Kellogg. Numa caita, nés [..■] sua mente e seus^
44
■^°nes deixoi, = ''‘t*® "‘bandonldo”° " 0 ^erão de 1903, Kellogg lisonjeava viam se tomados cativos .
seus antigos ensino^
espírito vaidoso de Jones, agrade Jones,
home°m d' cendo
[Jo “Senhor que nos deu você O re sultado final foi lado de
?Í’®=“®otaUu;\®^^"do-serejei. ge fre ® oxtrenios, traço que ■
fo'denota 0 feria _k =‘'"tirgo 9uentemente em sua traje traT^^ nosso campeão”, con- eomo cisma
turb ulenta el^ 5 ? ^udo Jones com Prescott, A. W. Kellogg em Ba g^idente do
Entre outras noções»
^"tha ideiííc a 0 Daniells. E, segundo Kello-
ddadp ^ ^^^geradas sobre ^g» tal
te ^ontraste era como a meia-noi-
^a direto de exaê íi^ novoBatt ^.iioag.
com o brilho do sol ao
atente Presença de Crist^ pertencia ao *^fó ;,égio em Battle
so d obviamente, o discur- A e Jones nisso, deixou
Á'stificaçãò'' iní<;‘‘’ ^^d ogg pode ser considerado Creek, e o pape adveiitis-
c? dpo de enterro de luxo. perplexo o coiaç yisto
doae2:^^l890, ele havia ehJ, Sob
„ tUos quanto à noção da aceit ' o fascínio de Kellogg, Jones tas, que P°r refonnadora O
pela fé a presidência do Battle Cre- a Jones como u ^ lu-
■ Sido Tf»; ek
dad e,
ao na Igrdl l*»» ’'®Preend'rf^
^ tioção d^^%i
raciocínio que f
que já por algum tempo
f^^^^hado. Novamente Ellen G.
orgulho fendo e
gai-onde ago. a
^^^^nq-ava. Ao
trabalhar
‘'ontráriodew ^ntista l
EmlsS'*» fo, Ellei, O, escolher ir para B ^ de-
aceit^ com ele para que não que
'Se 3 '-^^'^tai-nente com o convite de Kellogg: com Kellogg- fo g,„bora pareça
da ^tianto ensinos coU cisão de sua vid pante-
ínnã
da Igrejí»' ^ -loiies, não empreste sua influência jones nao ten jrgUogg
colé- a
'■os, ele rada e a ^''ganização humana jii
Placava ^t^rreta organização da J' Battle Creek, [...]iI SSO não deveria fefo «°“^7;:rertanrenteufih^ava
duo p<^dir àquela em que cada nenhuma circunstância”.

tamente governado
96 / Parousia -1 A. T. JONES: o DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 97
E 2° SEMESTRES DE 2009

mesma Daniells fez o mais compassivo e tocante


linguagem e simbolismo em Jones”. Naquela noite. Daniells es- giindo ele, “nada dela iria sobrar .
harmonia com apelo a Jones para que ele esquecesse o
vro , ^ 1, ^ íeologia do famoso li- cieveu a Jones estendendo a ele® Jones passou a defender o congrega- passado e voltasse para se
colocar, ombro
de Kellogg, r/íeZ,/vmg7ew;;/e E cionalismo e pensou-se nesse tempo a ombro, com os seus irmãos, no serviço
o viamente, os do.s passaram a La; seu convite para vir trabalhar ei®
que algumas igrejas adventistas se- do Senhor. Ele assegurou a Jones que to
um harmonioso dueto em oposição à Washington, de acordo com a dos 0 amavamos e que desejavamos que
i'iam perdidas.^^ Em suma, seu orgu
denominação e sua liderança de Deus revelada a Ellen G. ele viesse conosco na marcha para o rei-
lho ferido e amargura acabaram ce- no de Deus. Estendendo a mão através da
^tentativas
Em 1905, foram feitas' algumas Jones Informou a Ellen G. WlH’ voz embarga-
§nndo Jones, tomando-o incapaz de mesa, Daniells disse com
para recuperar Jon e salvá- te que açeitaria a oferta, embora el«
lo de seu ^or suas próprias contradições.^^ Em da* “Venha irmão Jones, venha...
tasi, B,7''“^°"“«minhoda apos- Propno estivesse perplexo a respei'* ponto.0 irmão Jones se levantou e come-
^la. Ellen G. White novembro de 1906, Ellen G. White já
foi a primeira a isso. Coin sua chegada a Wasliú^^ ^
çou a estender sua mão para Daniel s, do
tentar hnvia concluído, em mensagem a ele: retirá-la. Vanas
^ resgatá-lo. Sua ton, reacendeu-se a esperança det^' nutro lado... apenas para
estratégia era Você apostatou e torna-se necessário
traze-lo de Battle Creek .ezes 0 irmão Daniells continuou seu
ton. onde estava paraWashing- ^^er a dupla Jones/Prescott que dizendo, com lágrimas em sua voz
advertir o nosso povo a não ser in-
nização, para
liberdade
a sede da orga-
assistir às ati
atividades de
passado deixara fortes impressê^^
nos crentes adventistas. Mas, no ‘
huenciado por suas apresentações”.^**
lams.
-:i°.-d.
religiosa da Suas credenciais foram, afinal, re-
qual ele fora 0 c^]'A semana, Jones reufl'^
Pnncipal campeão. Essa Pr. movidas em 1907. Os últimos víncu- n,a,s uma v ez novamente. Mais uma
razão para arrancar Tn ^ ■ ’ Associação Geral anU’’ de Jones com a Igreja Adventista '“Tnuase
vez tocou na mão estendida
ctaudoseu letorno a Battle Creel^-
^k:ElaapelouaDaniêlTsr'’‘*"^''®- alegou va ^oram cortados em 1909. E, em 26 de píirã Íe Mas. então, encolheu sua míoe
g gg assentou.
a liderança da Igreja ’ que pue sua esposa necessita exlamou:“Não. nunca
dele ^hril desse ano, ele enviou duas cartas
do terreno encam d nes P^ia ajudá-la com a filha , comitê
Velha, que às “^iportantes. Uma para a idosa profeti-
^stava. vezes tornava-se Depois desse episódio,
daoAssocia-
*enta. o 19 páginas imersas em crítica,
mas Daniell ®
^ estratégia, "^Pond 0
se opuseram,^ ^ Erescott curioso é que essa é a as razões pelas quais ele não votoureafinnaradecjao^hecidojor-
micialrnente linha. ção Geral de ^
Confiança no trabalho dela. A ou-
pensaram, “que u.’.. ^ones”, eles foi
- onviada a Daniells, solicitando nal, i,ington surgiría uma
desacreditar a Assn para Pfonos A A ”
audiência pública, diante de uma cularqueemWash^^^jg^.^j^^d-
Sem que ele t Geral sug^f nova rehgiao, uro ^
família P^,
61^ ^^ssão plenária que se reuniría em
, Mas isso não dese ‘‘^°'=^!
ncorajou ;a Eh à tona- f n razão real não'*^ como ele mesmo afinna, ventista, "^«^,0.110 um dos mais
len G. White. Em n h caracterizava denominação,
1905, ela escreveu ^ fevereiro de ativM !! planejara dei^^ J^ucionava pedir que suas creden-
●vtdades era Battle Creek- lhe fossem devolvidas, porque, hábeis pensa „,encionado, Jo-
d e uma visão ^^speito k z. Em
do-o ^conselh an- oscreveu a Wil h^- ole, em seu tom tradicional, '^‘®’an"oftneraldeWaggoner,
que seus credencial verdadeira fora
Washington. Ellen em osforços haviairt eterna .
í^^strados. O
orna cópia da G- White ^dmini
inKf- ^ ^^oflito entre Jonos ^ sangue da aliançada vida de
^uvioq '‘u ^ Ele pediu o encontro como . no
lou sobre sua «rta a Daniells Este fa. gue.. nodi-ama
Igreja aprofunda ^ato de justiça cristã”.^^
dificuldad eem Por Eos últimos atos um fiío me-
ent ender Sou a -volta. Jones P^ , três vezes um comitê da As- resentam apenas de
SOci Jones rep ^ pm densa aura
Pisrao” ^ denominação de P,, ^ação Geral se reuniu com Jones,
es. em Um lancólico e
der adventista o .d"'"® li. Ellen a autorid» de Poríodo de quatro dias. Em 31 tt*isteza.
niaio, ^ntes que a comissão tomas- -se inais e mais.
■ado seus sentimentos de 0 tít 1 '^'^de e ridiculariza’’ Se
e ele afastou ou esperança de
’i’ões diante da pessoais e ^fofinte ”onio o ofício de P’ . ten tativa
vonta d e opi- decT^^ ução fi nal, Daniells fez uma Qualquer
Senhor. Sem revelada do mesmo tiv^ do ^fação ao grupo reunido fazen- ã havia cessado
ele não Prèsir”'" "" ■■«ferência aos muitos anos do fiei
reco nciliaçãoja
embora d e vários setores ^ervi to Ainda em
jií* de
"‘®’'safim lou em Para 9o de Jones. Então, voltando-se foi à casa Danniells e
Vindas de WashingtoP’^^ 0 i nia,JoP^' hém estavam
eoração a em abril de ^scr ^ rtnào Jones, um participante
te, onde tanibem
a Associação ®veria mais tarde:
qualquej- futuro e.
98 / Parousia -1 A. T. JONES: o DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 99
E 2“ SEMESTRES DE 2009

Willmm White. William faz referência ceu em 1923, depois de longo perí jamos do lado dele. Fidelidade hoje
precisamente o ponto onde ele falhos fidelidade
ao apelo eà emotiva oração de sua mãe odo de enfemiídade. A permanente não garante, em si mesmo
Ele, nesse aspecto, tinha a teoria amanhã. E, afinal, como todos sabe
havif reta sobre a verdade, mas falhou ^ advertência e lição da vida de Alon
White esperança para Jones, ElIen^G go Trévier Jones, é que ter Deus do mos, as crises não transformam o ca
nao foi otimista . Como indica- prática dela. Jones tinha a teolog*^ ráter, apenas o revelam.
do por Knight, “ela nosso lado não garante que nós este¬
nias falhou na dimensão concreta
notou que ele não ■i
tinha qualquer religião. Ele falhou no teste básicO'
senso de sua verdadei ra
condição, e ela
desse não vira nada que pu- escolha que todo líder espiritual te 94 de dezembro de 1886, eitado em George
encorajá -la a ^EFERÊncIAS
esperarqueelesaís- nzei entre influenciar e impressioi^^ r’ Knigth, A Mensagem de 1888 (Tato. SP-
se de suas trevas” ^ Casa Publicadora Brasileira, 2004), p. 24. Es
A escolha eirada nesse ponto cru*''® Palestra da Semana Acadêmica da Fa-
dade Adventista dc Teologia (FAT) do eognome foi resultado da Própna totoMto
Espírito Santa O inevitavelmente, chega a con-omp^' - Riifler na carta a Ellen G. White. t-u
çao de Butler, na do
caráter e a prostituir as possibilid"'^^' ^ nasp-EC (“A mensagem da justificação pela em
^ IASD: Minneapolis. 120 anos depois"). [...] tenho [...]
Mais tarde . j Espíi n- impedindo que Deus opere as iriuii'’'' P''oferida em 2 de junho de 2008. ferro" e não o suficiente do amor de Jesus.
Ças indispensáveis ao discipulu*i®' , ’ George, I Butler. Leaderslnp (Battle
d e Jones em 1923^°n co: Paul Johnson, Heroes (São Francis-
O irônico da história dos hef"’ Creek, MI: Seventh-day Adventist Publish-
ter ti- j Collins Publishers, 2007), in-
-P«-çadeencomrar, trodu ção.
ingAssociation.l8 ). P ^
no reino , '^'nneapolis é que quando a
amar-
renças
jna desce, como na parábola d®
0 ptódigo do evangelho de Lun
George Kmight, -'Tlic Men of Miniie-
’ ^finistiy, fevereiro de 1988, p- 10.
Olson, I8SS- 1901: Thirteen Cri-
«-Arr:.í;=s
temente, fiei eviden- que estava fora termina de"‘ ^cus (Washineton. DC: Review and Her-
ald,
mais alto por um ,'981), p. 37. era repreender Agenleaf, Portadores
fo™ dentro, tern’';.
chard Scharz e Adventista do Sé-
ho manas. Mas, evidem"® '' °P‘"iões 1‘vro abordado por outros artigos neste
de K/T ® Smith, os perded® , de Lic: histona .I gp. imprensa
0‘ao humana i re e a Opi-
c a ^spe' ^ de Minneapolis. em seu
J Minneapolis, são os q«e. Itíii’' gravitou em tomo de dois ümo Dia 2009) P- 268. Dois
‘*^ ™osacompiex!;arÍP=>'®onten- universitária Advento
do à arrependendo e von" Gálat Primeiro, a questão da lei em
anos mais tarde, a de
em '^'^‘^utida primariamente por E. J. Wa-
aos ari^"^ ®at>missão à voz P‘'°^ oficialmente revoga igreja es-
então Paradoxicaln’®”,, fcI.i^ ^^f^ndendo que o “aio" em Gálatas re-
"^erguífiaj. em Butler, sugerindo ,o de um iinio° bo
para lier/s^^-^ moral, contrário a posição de Bu-
tava “"daadn no J« 8 alta au-
clínio no i vitorioso^;, 9ue defendiam ser unicamente uma
mício do de- niem. Foi dendido onta ^ dia, e
Um ^'hha ^ cerimonial. Segundo, a questão
, estudo recrb f aqueles ^ interpretação de Daniel 7.
toridade entre os adv _^^^bros
Jones chega ""■'‘^doso da !?■ sa sãn ^ endosso da jc encontrada na vont de d
oonclusão: seu ®''*^-nos a uma ha] de desafiar a interpretação tradicio-
com a terminaram roíPP como expresso "as dec » própna
cabeç H sobre um dos dez chifres na Geral, quando ag>ndo de« 25 de fevo-
PreferiH^*^^'’^ e com sua mensaê
-ossuficia„A^u^.sua:A:S> dcfci^^. ^ besta de Daniel 7. Enquanto Smith
'ando 0 opiniões, ●lories ^ 'oclusâo dos hunos, os estudos de
!eirodel875 P. 0-71.
lp\V
t^rivite divino ao arrep' hào aos alamanos. Uriah Smith
friento e 26 de agosto dei 875, P
algo pouco importante que a
6utl, transformação. dí^' SdersblP
Smith tiveram vári^^^ i gote” ^h3*otaçào fosse desafiada pelo "fran- 4; Ellen G.
SUa Mesmo s das Galifómia. Uma ampla discussão ’'“'"4dAndodelS74.P-
caráter de JoP the Tivies

/a,-e/-o(TaWúSP.
ninhos P^f^!' 2002). V. 3, P-
do ^^diblei^ envolvidas na histórica As- White. Testeii
caírat^ Brasileira
eii
ío Mi nneapolis aparece em George
om
publicadora
de Ellen G.
White foram
na- am que O ^/4. 7? j ’ 1888 (o Apostasy: The Case 1875.
c iotEssaspal^eem Ell en G.
mensagens; perÍ,°A'’°«'‘nte de flfrant O estes ^ erai^' ' (Hagerstown, MD: Review and
O escritas onginnbtont 1 . Butler a
J 2), principalmente os capítulos de George
Espírito Santa t ^ que 0 Poder ^erdist preferirarnp efifi 10 Carta d e 1888.
Minneapolis" (p. 35-45), “Exf George I. Bu-
orme White, 10 de outubro carta a
issào.
a Vida ^caclo de rlí (p. 46-60) e "O sii n Ellen Q WhitC’
de 1888.
^8se foi ''Ca^ ^^^^^Polislp. 61-74). tier 14 de outubro
^de George I. Butler a Ellen G. Whi-
100 / Parousia -1 A. T. JONES: 0 DECLÍNIO DE UM LÍDER/ 101
E 2“ SEMESTRES DE 2009

Idem,carta a Marv Whití» áa e dos ministros adventistas. Jones ainda pres


brodel888. 4 de novem- 231,233, 436, citado em Knight, From 1888
Andrews Univcrsily Pre.ss. 1992): tou um valioso serviço a organização, inter
toAposíasy, p. 138.
Logo após a histórica mediando a paz entre Kellogg e Daniells, em
sessão de Minne- R- PrescoíC Furgouen Giant ofAcNenú^*^ Ellen G. White. Testemunhos para a
apolis, Butler afastou Second Generation (Magerstown. MP' ^ um encontro legal entre o Medicai Missiona-
nacional, com %''eja (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasilei
tenha se ''iew and Herald. 2005). ry e a Benevolent Association (ibidem).
Knight. From 1888 to Apostosí
●.r- ra, 2005), V. 2, p, 202. Sobre a cristologia pós- 46
Embora Waggoner tivesse se separado
133 . lapsariana, da qual Waggoner e Jones são os
das atividades denominacionais durante a cri
permaneceu nnr ■ ●'osultado, ele santos padroeiros, veja Amin Rodor, “Cristo
anos Carta dc O. A. Olsen a Asa T. se de Kellogg, em 1903, ele nunca se tomou
e os Cristãos”, em Parousia 7/1 (1° semestre
son. 17 dc outubro dc 1892 cf. carta de ●^0 2008): 45-73. Toda citada edição dc Pa- agressivo em sua oposição a Igreja ou a seus
de sua esposa, em 1901 aos 67 ^ Jones a Ellen G. WIlito . 8 dc outubro de 18’' eLnos. Contudo, como Knight observa, am-
^oiisia é dedicada a esse tópico.
se as atividades na denom n em Knight. From 1888 to Apos^^'
raue Waaeoner tenha retido suas convic-
»tedaAssocT „ , lomand 0- Veja Knight. Ft'om 1889 to Apostasy.
1902 ciaçao da Flórid a. Dc P- 90. P - 138-139. l^obre “a justificação pela fé. até 0 tempo
, ^2 1907, ele serviu como 5 n,nrte em 1916, ele tinha abandonado
Southern Union presidente da Knight, í888 to Apostas) Ellen G. White, carta 103. 1894.
Gonference. 32 d^dou^sdi’st.n.ivasdosadven«s-
^ente, Butler .Surpreendene- ^ , ' "^eja todo 0 capítulo. “The Great Arthur L. White. Ellen G. White: The
●r permaneceu asUmp°uc°antesdesuamo^te,emumdo-
da Igreja, até sua ativo no
irabalho ^ ofi 1983"^ ibidem. p. 89-103- ^fstralian Years, 1891-1900 (Washington, .rThem escrito, ele afirma que abando-
mente, ele morte em I9i8 " Ibid.. l aci»"’'
sua nao mud ou de f. ’ Aparente - d a. P- 101 e bibliografia *2: Review ant Herald, 1983). p. 129. ornTreensâo adventista do santuáno
P“içào sobre a lei
34 Ellen G. White, carta 4. 1893.
■lí i^Ro/lsto é não muito tempo depois

si=-~
de Jones e presd
” >8llen G. White, carta a W. w. ■ - # yeja todo 0 capítulo “At the Pinacle of
Pow er“, fsVsV^àÈ "waggoner.'TlteConfes-
apenas, novo ■ em Knight, From 1888 to Apostasy de 188K V j p j Waggoner , p 14.
22 dezembro de 1893; cf-
Veja carta de P- 159
posição. em diante. 'The Men of Minneapolis”, p.
21 de i deLoJ^'”'^ ^ D. Van Horn. 3 l J‘ em
ofMi White, 4, eni Knight. F?om 1888 W Carta de Ellen G. White a A. T. Jones,
2âppol,V. The Men P- 102. 19 de i
junho de 1895. Veja extensa biografia
14:^Se waggoner. .aWe.o^meU,or^^^
24 f eni balho escrito ate ° whidden,
21 de Knight, From 1888 to Apostasy, p- 121-
^^●T.Robi 102 A?<?<S’ IO Apoyfy 174, biografia escri ^ P physician ofthe
inson. 36Particulamiente as notas de referência,
7'Sht,F,-o,„ pronr' a ^ E. J. o/Division (Hagersto-
37 '^eja Ibid., p. 172-174.
LeRoy Edwin p ^^P°^iosy Good News to Ag i ^ooS).
^esíiny (WacP- Lroom u 3X ^^jnlbid., p. 175-177.
White de F. M. Wilcox u / wn
ald 197 1^8'“». DC. rI j. Veja Ibid., p. 173. Mas a profetiza o 47
A. Ols’ ^ ‘1“ 1894. L. T. N'““.Lí''' apreendeu.
39
Iros ‘^'Sjaneirode 1894. Entrem^*’ 226-256.
Garta de George A. Irwin a A. G. Da- ■0 Mi-
^l^lls, 3
40 ' de novembro de 1903. "'IdienG.W'’''"'
49
" “"«ârio e 0 2 ° ”'■''888.0 or
Frescoti í vultosas doações,
f«ram todos u'"''"''® da Ass„ "'‘"’le, 1897. J^ev/eu’ and Herald, 5 de outubro de
segund ”™a “f^rta de US$5.00°’ ,
tudo 0 "m oficial da Associação Fllen G. White , carta a S. N. Haskell e
^Wcedefam^'=”«riafslr^5ode ®sposa,
“arta dew' P°“"ía neste 42 ^ de fevereiro de 1902.
I ■'“"es e Harmon?"^ A Ol^ ^ Cf.
13an J^neirnri , Kdwards a O. A- G qF - Knight, From 1888 to Apostasy, P- l903.emKnignu
170. de agosto
ríodo pós i88g ^^^^nça de oCs^lSHcaitadeL.T.Nicol^^ . 43
1888 to Apostasy,
V,.- ^J^"^'i'0de 1894. 44 ^eja Ibid.,
P . P- 171.
Adv Irwi ^arta de A. G. Daniells a George A. W. C. White, 8
O. A. Olsen / "'‘'"‘e da a '"'""Ça
^^Kiehtt. ^^'^omination Reject tfi^ P) 'Pt 5 de outubro de 1904, em Knight, Ellen G. White. carta a
da aponta 0 decisivo '’' ^^^'859) ^'"““'ação 1888
quanto à mensac ^apel de pii ^ ‘
ain- 4S to A^po .s/osv’, p. 206. de outubro d^ 1^^^' ,nneleaindaerapre-
’ de janeiro de 193D- J, ^ as, como Knight sugere, o vencido ?4 pe fato
?“ -^®').&''^iustifiea5:^ nao ’"%etcollege,e não muito
ner
" """aa tivesse as ’ '"”‘>^3 El^ fd (p’ e A. y ] Fllen G. White a E- ^ era um homem sem poder. Eni
ele- ai sidente do Battle
‘"“'“‘'"ideranç '“""““Posiç 2’ p ‘ 18 de fevereiro 1 g lo; ainda era reconhecido em círcu¬

^“^^adas l '^*1^.^ 'otrodução às p|l


entisías
e sua reputação ainda estaria
“X»i }S88 to Apostasy, P-
'‘'Fhehjg.j ^ dominicais, veja ^ , anos mais. “Afinal”, diz
uão era este- _ homem, que segundo 242.
56
tPsy ^om Um havia sido enviado por Deus jíi í<'‘~ ,
to A, T. Jones. 26
™"’ Ll “'"■as de o '"'udos ^^nday / e Dennis Pettibo' A '^ ^osagem do Céu?” {From 1888
ed . ‘■‘a»;..»”
> Phe w '^‘^vement”, em "‘^aind P- 207). Em meados de 1903,
siow podia ser considerado o líder mais de 106.
■^■■'"gs, lu,. 113 ‘A MD°'r“'
'128 . ● Keview and Herald- amplos setores dos membros
28
I89s C //f
onerai Conferenct^
102 / Parousia -1
E 2° SEMESTRES DE 2009

gdical Evan-
confissão de J. H. Morrison. que tinlia^
A- T. Jones, The
Garhering Cal!, no- presentado Butler como a principal O SIGNIFICADO DA MENSAGEM
vembro de]916, p.
lavor da inierprctavão tradicional de Ga
246. ^*ght, Fro,,} IS88 '^postasy, p. Ias. em Minneapolis. Builcr foi o de Minneapolis para os adventistas
Pi^csentante da vcllia guarda a confessa^^
seu erro nera “"fes- erros sobre a justificação pela fc. escreve^
cie livremente endossava
Do SÉCULO 21
de Primeiro foi Uriar/ '“u aquilo
^ ' que anteriormcnte cie havia
- “ma semana de oração com I
textos Roberto Pereyra SuÁREZ, Ph.D. ^ Ariven-
(G. I Butler. Revicu' am!
do 0 escritos por EllenG ws " Professor de Novo Testamento e diretor de Pós-Graduaçao a
“<^“Pendimento el „ n- junho de 1893, p. 377). Depois da .
“"“ProfetisaJumo Pl^'”™» reunião Butler, com a idade de 67»» dsta de Teologia, Unasp-EC
d“nom,nacionais. E lá <011 as suas atividade.s denominK^'" j,
“unfessou muitos dos’7 ‘^"“"tro, ele 901 e tornou-se presidente da
WO da Florida. De 1902 a 1907. serv<“‘> Resumo: carry forth by E. J. Waggoner and
O autor apresenta os prin-

ÜÜP seguiu a
“mo presidente da Southern Union 6» .„
Ce. permanecendo sui'iircendemcul^
Igreja até sua morte.
,3^night. -Tlie Men of Minneapu''
ripais
aspectos da mensagem da
justificação pela fé de 1888, tal como
^^posta por E. J. Waggoner e resumida
Ellen G. White em Testemunhos
summarized by Ellen G. WWe in

P(^>Q Ministros e Obreiros EvangéíP salvation to hujns P)the


P- 91-93_ Waggoner enfatizou(1)
'^iciativa de Deus em providenciar a
salvação
ao ser humano;(2)a impossi- ^peiformed by the Hc^ Sp< ^
Dilidad
® de que a lei justifique o peca-
Por;e ^""redTS-nrasthe<.ost
considered the tm
Es ■e(3)a regeneração operada pelo distingmshe
Pifito Santo no crente. Além desses
^●eiTi
^^tos, Ellen G. White considerou message.( ) .ggj,y n,edia-
Os
na ^^guintes como os mais importantes of Chnst; and "J(,,or concludes
ex de 1888: (1) o sacrifício *'“'°^‘Ssín”(Chn.’sdeath)
pleno de Cristo; e (2) sua that “the
thethrone”'(his niinistry
“sitting upon
aut sacerdotal pelos pecados. O
que “o Cordeiro sacrifi- in the ^""ntrwhich consists
no ^ inseparable e ®‘ essence ofthe
(a morte de Cristo) “assentado
ceig ministério no santuário .,theall-encomp^^essagemusttmpact
Par ,^^^al) são os dois elementos inse-
aveis experience. and mission of
tod ^ que consistem na essência theology. e P . ,i,e21stcentury-
,),eAdventists mthe
nien ^ ^^^Sente do adventismo. Essa
deve impactar a teologia,
do j'^encia e missão dos adventistas
INTRODDÇÃ^
^^culo2l. ^ik Minnesota, teve
Em ;,gg ^.ontecimen-
Ab s- Tim dos mai . , igreja
i^Dact: lugat historia oa j
«lain r The author presents the tos teológico® ^nia”-Esse fato
te ^spects of the message of righ- do Sétimo Uia ■
°^®ness Adventista
by faith of 1888, such as
104 / Parousia - I°e2'
semestres de 2009 O SIGNIFICADO DA mensagem de Minneapolis.../ 105

ocorreu durante
í
mente que há Um que pode tirar o pecado terceira mensagem angélica de Apo-
e novembro de outubro
pecados de todo o mundo. Apresetita'^| e salvar o pecador. Todo o pecado reco calipse 14:9-12.
da Associação g2’a"! justificação pela fé no Fiador; con^'' nhecido diante de Deus com um coração 8. Cristo morreu em nosso lugar
0 povo para receber a justiça de contrito, ele removerá. Tal fé é a vida da
Rue se manifesta na obediência a como expiação pelo pecado.
lemicas na história a ^ P°' igreja. Como a seipente foi levantada no nas
os mandamentos dc Deus. Muitos 9. Todo 0 poder foi entregue
deserto por Moisés e a todos que foram
“alteraram a configura?ào"d"^‘^H°“'’ deram Jesus d e vista. Deviam
picados pelas serpentes ardentes, foi orde
mãos de Cristo,“para que ele pudesse
dsmo”^ e marcaram o T° ° olhar fixo em sua divina pessoa,
debate teológico a r
Um
uiériios e em seu imutável aniorp
M nado olhar e viver, assim também deve o dar ricos dons aos homens, transmi
Filho do homem ser levantado, “para que tindo 0 inestimável dom de sua justi
im-
P«»ciaes,g„ifieador°
apresentada
'' ‘
od mensagem
"hlia humana. Todo o poder foi todo aquele que nele crê não pereça, mas ça ao impotente ser humano’’.
nestas cni suas mãos., para que cie . tenha a vida eterna”(Jo 3:16).
reuniões.5 10. O Cordeiro sacrificado, senta-
ncos dons aos homens, transmh''^ iitf ^ menos que tome a ocupação de sua vida
esta? Que ,● contemplar o Salvador levantado, e pela do no trono.
sig- 'nesiimávcl dom de sua Justiça a® ^
potente ser humano. Esta é a

aceite os méritos que é seu privilégio 11. Os benefícios da morte de
relevante para o adv é que Deus
nianda proclamar ao lí* suplicar, não mais poderá o pecador ser Cristo.
terceira mensaecm amiélica salvo do que podia Pedro andar sobre as 12. Jesus tem "bênçãos do concer-
a essência ! do ser
Proclamad a com ®gtias, a não ser que conservasse os olhos
da allo'clamor^e^, .f to especiais para seus fi lhos.
f^'"neapolis e seu sin de ‘^oni 0 derramamento de seu i^cm fixados em Jesus. Ora, é o propósito
Santo. 13^ Sacrifício e mediaçao expiat -
para a g rande medida. determinado de Satanás eclipsar a visão
'--Adventista!'S^J ^ Salvador crucificado deve ap ifr dc Jesus e levar os homens a olhar para ria nas
cortes celestia^^^^^^^^^^^^^
eficaz obra como o homem, a no homem confiar, e serem 14. A mensagem
cado, educados a esperar auxilio do homem. Por
DE sentado no trono, para graça de Cristo. do sangue expiató-
as i
a nos tem estado a igreja olhando para o ^ 15. A eficácia
'nesiimáveis bênçãos do
principais '>=ncficios que sua morte / nrnem, e dele muito esperando, mas sem
rio de Cristo. têm enfatizado
êcm de Mi ad a alma que nele cresse. Joao *^^har paia Jesus, em quem se centraliza
Do ssa I 16 Os adventistas Jesus e a im-
AlonzoT esperança de vida eterna. Portanto,
palavras esse anicr-^ ,(|ií Deus deu a seus servos um testemunho a lei, mas negligenciado sacrifício em
»■»J, ;S<'«»s92jHaf»
toresdap V.
e amplo demais; ele
qrie apresentava a verdade como esta é em
portância da fé em seu
ler"^'T^ P^ra que o contempl*^- e que é a terceira mensagem angéli-
ca.
»'«●! *. 픓 '"'■lOaS!'"'*- em^^^ igreja nas cortes cc ^
rogando por aqueles P J
●^rn linhas claras e distintas.’
"“TyTfé nos méritos do salvador
Por éavidadaigreja^-
Seus .r* 0 preço da redenção ^ seU^/ B crucificado de vida
os Unidos p„, . Leste”6 ^seados nessa longa citação, é a esperança ■-
dos ^ séculos, 0 tempo, nunca 18 . Jesus
das mensagens ° haver
^sgis- A, r a eficácia de seu sacrifício e^^P Eli ' concluir que os pontos que eterna. sido
devi do evangelho . d!,! G. White considerou importan-
Jones tes na
os '«■“■'““‘‘iTlfe”’..*
' distintls'*"'’^ " !íro '■riensagem de 1888 sejam
^^Suintgg. a
1-0 ritos, humanos.
en s in‘ Salvador crucificado. esforços
gida a Ole A de ^hite Crisf r*n lei, mas não 2-0 centrada em a Jones eWaggo -
ndres Of-S e n 1895 e di ri. A Pfi° riele creem.
iii’
2 sacrifício pelos pecados. 20 Deus chamou 0 olhar dos ad -
pf ° presidente- daAr (1845
s soci apre ^^-^Sue de Cristo ^ Cristo pagou o preço da redenção, a fé em seu
G. White nerparai-edire^, a
afinna: ■’^ÇãoG ^ral. '^justificação pela fé em Jesus. ventistas para para
Em sua de
Senh or ^'■ande
seus ! fé «Ü
^risto 1'elação entre a justiça sacrifício e mento^ ^ p^ia
^ u obediência aos mandanieii-
de ^eus. relação existen^ ^„jo.
«liatório nU''®'!si'''
íií
Esta ^pastf^raseu^ ° i nceus ’ ^"‘^rianto a fragrante .. ^-A fé e a mensag « „i„,portância cro
em
dst as uecessidade de que os adven- Os elementos
^Oconf ^^^^ridia diante de , de Minneapohs
j ^'^alizern a atenção em Jesus. mensagem centi'alidtt'
ciai na ver com a
f^risto d ^*0 sangn® /asc^fii*' Pel^ justiça de Cristo ou justiça 1888 tinham qu
ao Cé, nossas oraço^’ / ^ possui íntima relação com ?
Caráter ® fragrância dos ” ^i,sl'^.|i>
"OSSO Salvador.
erito devemos tei
106 / Parousia -1° e 2° semestres de 2009 O SIGNIFICADO DA MENSAGEM DE
Minneapolis.../ 107

dc dc Jesus como Salvador e a necessi morte concedería a


Mas para Waggoner. a justifica benejkios que sua
justa; ao contrário, pelo fato de prO' cada alma que nele cresse .
dade da fé em seus méritos”.^ Segundo ção e a adoção na família de Deus
George R. Knight, Ellen G. White cederem de um coração mau. só ser-
vem para aumentar a sua pecaiiiinO' uão são a somatória da salvação,
Duas idéias são claras nesse para-
os porque “Deus não nos adota como
apoiou Jones e Waggoner porque eles sidade . Contudo, observou ele grafo inspirado: .
faüseus não estão extintos; exist^ii^ seus fi lhos porque somos bons , mas
exal avam esses aspectos negligenciados “ A importância da morte de Cns-
Pora .A
0 cristianismo, num adventismo que
muitos atualmente que esperam 9ríe sejamos bons".'^ “No mes-
chegara a confiar demais na lei e em sua ,o como "0 Cordeiro sacrifica^^^^^^_
justiça através de suas boas obras > *uo instante em que as pessoas são mensagem de Waggoner e
propna capacidade de praticar justiça justificadas e adotadas na família de
Acima de todas as coisas, ela vi q L a 0 que, de fato, é impossível. rSr de maneira mais preemmente
^us, também,são transformadas em
Igreja Adventista precisava de Jesus de De acordo com Waggoner, diante do mundo 0 Salvador cmctfica-
sua justiça salvadora.5 Jesus e de uovas criaturas "IS Essas pessoas não
uunca deu a lei como um meio de
estão
cançar o Céu. Tanto Waggoner são uiais debai xo da condenação, 0
Qual era 0 ensino de Waggoner so- Jones ■ ●di^’
criam que a íimção primoi Vei ‘^1'iatLiras em Cristo e de- cru
da lei era dar conhe cimento do p^^'* cificado deve aprecei
10 do' dad^' diante, andar em novi-
® trazer as- pessoas a Cristo - , -lei ® de vida, não mais “debaixo da
so-
pfi P;;J6Ssem ser justificadas P® ’ Uioi' ^'debaixo da graça”. No tempo, nunca poderão dm mmr a
0 ^ açaojdeWa- Visto que os melhores “ Um^^uto da justificação, Deus dá cia de seu sacrifício expa
fazer n ovo
de uma pessoa pecadora”, afid” eoraçào” ao pecador con- sacrificado”,
^^rtido.
salvação se deve intpir ^ aggoner, “não exercem o fflí't‘'” 2er ^ssiin sendo, “é correto di-
^ue ele pelos pecados , expressões de-
s:í, méritos de
®;®>to em produzir justiça, é evidett‘
? f " ""ttca maneira de ir até ela é vive
^ está salvo”.
salva, explica Waggoner,
“sacrifício expia o ’ j ^ hpos e

peca- esor- ^ ^^r>rdo com a lei divina. Ele num


mnos,dad?humÍna'Íu?‘°‘^" °nna de uma dádiva”. As teiit^.
vas .ímbolosdoAn^ -
qae os pecadores anelem "não espera uma pessoa não pode amar cador devia manifes ar con-
coí-n de alcançar justiç^^ eus
pelo contrário, faz te ntar cobrir 0 coip o nu ^ e' Ias obr ^ manifestar isso pe- substimto - a vitim >
vá-los”.u 3 ttmesC”^^^--
pa ra sal- trapos de iinuindícia”. Assim, 0 P Jesus
resnif rio que pode viver sem
da 0 mrar ’ 20 a . , l ^ ,
gi-açaprocwatetoíf®™®'’ ° ^eus "ttdor descobre’ que. quando sobre o pecado
cobre, dos. Essa vitima^ vida
na rom sua elo SantQ ^ capacitador do Espírito
fornece própria justiça, ' ex-
Essa posi^ ' “‘««iva líi^^ Qbtiv.^^ ^^ria cristã. Somente os que 0
manto para o pecado, 0
“ttsãocomaadotad4;;.V?"“--
em retira 0 áo tar a/^rem
o
vi
'Vitória sobre o pecado es-
pecado. Realmente, qrm^
qne pregava que a obeS„ ‘‘‘*Smith, pecador
Aceita a justiça de Cristo Voh eterno.-'
ser humano até Deus conduz 0 pecado é Whiite ^*^os aos pontos que Ellen G.
segundo elem ento vi No ^ eancelado”.'^ qü na mais importantes
“tenologiadewa gl ,
Vital na aceita momento em que uiua
e Wa. apresentada por Jones re¬
guem pode tomar-se bo ® 9ue nin- acordo ^ jnstiça de Cristo pela f^’ nte ^âgoner em 1888. Da “preciosa creem »
“sendo
^
“pela
Deus, f ,
ebed ecen- nsa
torna ^^êgoner, essa bov 0 ■geni”
^ ‘«1 porque “I j “ não tem * que o S enhor enviou a seu
serve „ ® da família de Deus- eí' Por em cristo de per-
aihtim pingo de just;' .para ne~ §§o
dençao qu insm'm®"‘ 3.32,
ninguém” Wao ^ ' "^enferir mos jusdfi “‘ãrie é Ser nor e |^^*'^^'riédio dos pastores Wa-
achav ^Ssen várias idéias parecem Deus propos ,
n que nos tonia ^ria graÇ^ I
enquanto não se w praticar,obem ^hite^P declaração de Ellen Í ‘‘O
a ■ diz que
P°«®to, as obras feLr’’"
as por
Primeiro, portanto”
soa pecadora Sã “"lapes - quem rJ Conclui, “sabenio®
inút eis '‘‘‘a ^Fucificado deve aparecer em
'■‘“orná-la i^eus - j .^“«'ficado pela ^ ^*^ra como o Cordeiro sacrifi-
no ili; ao crente con
herH ■ ^ P^^rloado - é um ^ , ^/'o/7íj, para dispensar
de Deus” bênçãos do concerto-, os
108 / Parousia -1° Minneapolis.../ 109
E 2° SEMESTRES DE 2009 O SIGNIFICADO DA MENSAGEM DE
defesa dos súditos
(2Co 5;18) e 0 justifica. “Aquele que 0 te a respeito do ministério de Cristo Enquanto Jesus faz a diante de
que coloca à disposição do de sua graça, Satanás acusa-os
ao conheceu pecado,[Deus] o fez pe- ■^0 santuário celestial:
a libertação da cscrav idão do Deus como transgressores. O grande en
cado por nós, para que, nele, fôssemos levá-los ao ceticismo,
do e da sentença de morte qtie ganador procurou
íeitos justiça de Deus”(2Co 5:21) Todos os que verdadeiramente tenham- confiança em Deus,
se fazendo-os perder a
Segundo Ellen G. White, sava sobre ele. Mas, para isso, seU ^nependido do pecado e que pela té de seu amor e violar sua lei.
sangue precisava ser derramado hajam reclamado 0 sangue de Cristo,
Ago™ aponta para o relatório de sua
e prerrogativa do Pai substituição e seus méritos como seu sacrifício expiatório, tiveram O ® . para os defeitos de caráter e desse-
perdo ar-nos as vida desonraram a
transgressões e pecados, porq ue Cristo perdão acrescentado ao seu nome, nos li-
dos a todos os que o aceitassem
^ros do Céu; tomando-se eles participan
fé como substituto. Cristo mof’‘^_ seu
^ pena imputanrnos^Xró uit’ tes da justiça de Cristo, e verificando-se
e sua morte foi um sacrifício, ele os tentou a
as ^star o seu caráter em harmonia com a lei súditos seus.
os reclama como
P*'6ço pelos pecados de todos, Deus, seus pecados serão riscados e os pecados, mas
iTior'* Jesus não lhes justifica e fé, e,
^ próprios havidos por dignos da vida
●^s resultados obtidos por sua 0 seu arrependimento
0'
^teriia. O Senhor declara pelo profeta eles, ergue as
de permanecem, estando sempre disp
na
saias: “Eu, eu mesmo, sou o que apago
ss tuas
Sm”a» " P»®" 1;'", os santos
^*^eis para a redenção de 5 transgressões por amor de mim, mãos
'‘[i-ependidos”,^’ e esses resulta^^ ^ t)s teus pecados não me lembro” (Is anjos, dizendo; de minhas maos.
‘‘3:25). Disse Jesus: “O que vencer scra Gravei-os na palma
. O espírito
Çao do nosso Senhor n sao administrados no santuáriD-
''estido de vestes brancas , e de maneira
Os sacrificios para q^ebranta-
^™^seemseutrono 'len G. White comenta a i'^
do ^nhuma riscarei o seu nome do livro quebrantado; ó Deus!”
s^ciifício e a mediação sac^P- tia Vida; 0 confessarei 0 seu nome diante
de
‘ySdeCrístte e expiatória de Cristo: iPeii Pai, e diante de seus anjos” (Ap
3:5).
^pRrecer do h *^^^^9uer que me confessar diante
sua eficaz ni, O ín cenif‘’ m,! eu o confessarei diante de
Cordeiro santuário no Céu é o próprio este um tição
no ^ ^^a-ificado jJí’"® “mo 0 obra dc Cristo em favor dos
[J f
j,
iPeu P ai
9ue me 9ue está nos Céus . Mas qualquer
salém, te j.j). cristo vesüra
lest* uegar diante dos homens, eu o
inestimáveis nispenca,. ntercessào de Cristo no santuário 0^ 1/ ttegarei tirado do fogo? f . ia justiça,
em também diante de meu Pai, que seus fiéis com J seu Pa*
está
qnSr do concerto Os da
prol do iioniem, étão essencial O tios Céus” (Mt 10:32-33).
thais que os possa apresonW ,m ruga.
redenção, como o foi sua mod^ ^ profundo int eresse manifestado
entre ja gloriosa, sem "’7f :27). Seus
"■^ução ceies, ● ^ entro-
Pela sua morte iniciou essa obi"‘ ’ nais Os homens nas decisões dos tribu- „t(oisa semelhante f^^,„^„o.ivro
terrestr es
J^ terminação ascendeu ao Céu- lid não representa senão pa-
tttPente nomes pon^anece a eles^
cor^g - o interesse demonstrado nas da vida, e está esen porquanto
Portanto, bdos ^^^^^*^tais quando os nomes inse-
.‘Comigo artdarao ^ ^
d' rante ttos livros da vida aparecerem pe- são dignos dtaso (AP
divin ^ Ioda a Terra. O Intercessor
OS ^ tPorte sacrifical de Jesus CrisW jam ‘"Pt-^senta a petição para que se-
^Os Perdoadas ir do santuário
de ^ seu sacerdócio iniciado J- A partir de Deus e que
que transgressões de todos 0 trono -
insp declaraçg^ teo- A Céii formam um todo fi d' af\,.^^^^i^oeram pela fé em seu sangue, â
esta localizado ín da a dininisíE^'
as
P'-^« soresnnjo„®"=°"‘fa-s o sigu* / lar ^^0 sejam restabelecidos em seu ] 0 cenário
e do Cristo não tem c se constitui Deus os
^0'herri”*-^°’ 0 coroados com ele como do concerto,
çao con-
4:§j ^ ^hos do “primeiro domínio” (Mq de CrisW
sac sacerdotal. Por outr^t
expiatório de Ph Pelo í gapar em seus esforços para en- ...
lutercessório de nos^t^
“®diação oruz p ‘ricio trar o ni ^ nossa raça, pensara fms-
oosantuári 0 tos T ^^*^ddo se faltassem ^ ●has ç divino na criação do homem,
Pelos P^^sn»
^^lesti ai Pe cad os ^ sua morte expiatória.'’ agora que este plano seja
Jesus, como mensagen -^hite, 1
no, Por ^uuveg^ como se 0 homem nunca
“se deu a s i ^®'**ifíoio ex„-
de 'Jhe a morte sacrificu^ , para seu povo, não
fedenção por ***esmo en^'®'ó- ^Dsto pQ p cacef^ rt ti’
e seu sa^ e justificação, amplos e
todos” 0-?^ Pi-eço ■niciadr, ^®'''ario
ha e ^ mas participação em sua gló- santificado*®’
'nm 2:6) Um J ‘Pois tarde no Céu f "^nto sobre o seu trono.
seguinte '"'●‘''isível? Obsef'?® /
'●'‘claração de ElleU O-
110 / Parousia - 1°e2° Minneapolis.../ 111
semestres de 2009 O significado da mensagem de
fé. De acordo
esta com sua declaração Sua morte concedería a cada alma que
va novos deveres ao trazer à luiue 3 2. Deus justifica ou considera
mensagem “convidava o 1 ’ .. nele cresse”.
Çào e obra de seu
s po\ o justos os que reagem positivamente Cordeiro sacrifi-
para receber a justiça de Cristo que Essa verdade, o
se manifesta na obediênci à sua graça mediante a fé(Rm 3:24- trono,é a essência
cia a todos os 26; 5:1). cado, assentado no
mandamentos de Deus” Ellen G. White escreveu qi*^ um tema que abran-
do adventismo,
A graça de Deus grande centro de atração. Cristo 3. Deus não somente justifica es- 32 A Igreja pre-
^tu Cristo e
é 0 sas ae todos os demais,
umdamento da sus não deve ser deixado à pessoas, mas simultaneamente , dessa
par3 cisa hoje, mais do que nuncaSenhor
terceira
! graça se m'amSS mensagem angélica- J^unsforma o coração e a mente de-
cm obed i- se “preciosa mensagem que
««^●AjustiflcaçãopeS no muitos”, lamenta ela, "que experiência do novo nasci-
enviou, em sua- grande misericórdia,
expiatório de Cri^ito sangue *?^nto. Escreve sua lei no coração
c no podej.- reno- onipenhado na obra para este aseupovoemMinneapoli.
vador do Espírito Cristo
Santo, operando se tornou secundário , c dispensando as inestimáveis
coração,
produz fruto no to teorias e argumentos ocupar^"’ ^^nçàos ,
de s em do concerto” para que, vi- à mensa-
conformidade com 0 uma vida ^endo de
Cnsto.2’ A i P*'imeiro lugar”.-^*’ n(^ divi acordo com os princípios
^^cmplo de
J“.^tiça pela qual Essa re levti façam parte da experiência
justificados é somos mensag em pe de gempreg.*
^●^Putada ^ova aliança (Jo 3:3, 6; 2Co 5:17- de Cristo de via ser
qual somos aq uela Pela porque diz respeito das grand®®
A eficácia do sangue com vigore poder,
éa. A ^ nri .santificados é
“'‘os relativas a Cristo com® 8:8-12).
primeira” ela h '^^^unica- apres entadaaopovo
ara pudesse apropriar de
Witoito) p’a . ® nosso 0 ooíor, Sacerdote e Rei. El» J tod^ adota em sua família a para que sua fe se ^ sumo sacerdote
"ossa adaptação a segunda, Os qua nto aceitam o dom de sua seus méritos. Com» sobre o prop>'
undamento bíblico para o ^ '^1
28 ^C idade, ^'"Ça(Joi:i2) nuvem de
Pfepara- da crença no espargia o flagrante
Em ciatório, enquan ® peus , assim
'“«deraçào do Cristo como Sumo Sacefdo oapa ‘^á a seus fi lhos a presença incenso ascendí p^^^dos, e
que oitadora do Espírito Santo, para ao confessanuos OS n ^p,ador
, ^ ^ relevante também P ,)í Oao fracassem em viver a vida rogarmos ^«“"^“nVs^as^raçôesas-
as
cxalta
^ morte sacrifical de Cflsto 6. D
(^118:5-10). de Cristo, d®''®®
Céu com a
®®nsagemére|e ° ‘'“teúdo d cruz -'eus provê até mesmo O dom cender ao de nosso
Salvador. Nao
^ seu ministério medi^t^^- da fé. ritos do caráter ● ●*« Hevenios ter
de hoje? para ^^^luário , à^^'\rC Sen, ^fii^ade que as pessoas se apos- nosso pode
c eleste , o ponto ^ obstante
O história s preciosos dons tomados sempre em mente queb .^^ podoo
significado as da salvação, qrt^
os DE Min ^Eap, de . através da cruz de Cristo e tirar 0 pecado
_ e de D^us com
adventistas Do GLIS
necessárias para onhecidodiant à.r./
*"ARa l7- mediador (Rm 1:16- pecado rec contrito, eie
*^CUL0 2Í Essa - ^^^‘heação por paríe i^/ um coração ,..33
V luz das ’ ‘''^17 :8:31.34). vido do W J
fééo
0 conteúdo da adveiitiçfo r» Vqnc é assim, PO'
®nterio, vi f EUsÃo
ncapobséreiev ante da Então, se dúvid» algm
''cntistadosg Para al ®^‘u- doiJUÍZo"O contexto “da hora ,1
século 21 de-se afirniar qu®, mensag®®
Porque ‘Mas7®’'®JaAd- A '“vino(Ap 14:7). ^ , -o ú ^1 ^ adventismo do século
gem' é Um a Por
quê? ii ma, esse grande tet i-ificado, as-
cruz sacrifical de ,● colocar e manter a Jesus
no ‘‘“«Senhor P'®®‘osa
momento ^Dviod ^ensa. 'Pas salvadora no centro de
a S eu santuérÍQ®*^ ■'ninistério med‘® 31
cert o, Para Cia p ’^®"Ças”, pregação, experiên-
possível. Ela Uma Povo *° ^Gleste, por sua
fecetn os
da salvr ^®guintes fatos no
revelou Um r. .
"dssào
Dção:
’■ D eus 'C^
0
,
do d,;^;^são. '

do
O Salvador emeifica-
Q Parecer em sua eficaz obra
5-:
^‘Sadas ^^uipiet de Passi oão espera tr sacrificado, senta-
eranzí.... ^ a màr, "te de ,,'''®>iicnte pelos P ara dis
El len G. White declara, ela
^cjam 0
adv "'‘Sdiri,; 0
CUfa af ● ^om da salvação, do pensar as inestimáveis bên-
entog ^Gcerto, e os benefícios qnc
eles ant^^ ^ jjí*
(Hb 4-14 ^ própria
112/Parousia- 1°e2' Minneapolis.../ 113
semestres de 2009 O SIGNIFICADO DA MENSAGEM DE
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7
(Tatuí, SP: Casa Publicadora

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25 Holbrook , O
ír/o de
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.483-484.
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b\ p .t' Struggle over >H’'
“^')"tí-Type”rc„t'T"‘^-
sermões ■ ■ Casap u ^^’'ei>'os Evangélicos (Tatuí. SP:
^ (iith (Washington. DC; Hagcrsio' eJ- X Bcadora Brasileira, 1993). p. 91-93.
’*crald, 1989); Arlhur J- ^^.osS Kb .ght, A Mensagem de 1888, p. 100.
Ibidem. de 1895. 423.
Chnstian,rAe;r,,^^^‘^higan^ , de BatUe Righteousness bv foiP^- ^alí-
29 Idem. O
^^fiuence and r ?^°fSpirhjV^' H. So (Wahroonga. NcW Sord';^ A' 'We/í ' seção baseia-se em Knight. A 50 Idem, Reviev
the
Ad.e„, é"f’Oe Of ° y< fis: Divisimi of Seventh'd^,Vj "^^^Semde 1888. p. 100-103. 187.
'^‘^'''owandHeíÍH '7"(Wash" ' dei de 1888, P-
- lulh ^^Sgoner. Signs ofíhe Times, 17 ‘^"'»figU,AMensage"> Exe gese d a Ho-
*«g. Captaif,, '^ '^47);a„k 8lon, Op.
do^'- ^--^onM)A/udodoAdyeP’^^S^^^^ ,l^°del884.
Histoiy of Seventbft^^^^- First^T de ■^WnoPerey^-^ sacrifiesdOj
55 Ver
não-
*888^^^’ Times, 27 de janeiro inilia aos H ebreus: notas de classe
'3 trono SP: Ceo-
assentado ’irn Co elho,
paulo,
r"""vt"77p.p:7'7Pe„c:7 sagl Committce. The if 0
57 Glhrist and His Righteousness, p-
pii bheadas (E
tro Universitário A
= ,jsta de São

de Herald, 20 de jun- fdinist!^^' P-


£//e„ '994): Woodrow W- Mf
2009). linhospere
S««àa,ion fd-ifj, ^F Gqi . ’ *dein, The Gospel in the Book 33 wiiite, Testem
ington , DC- R^ ^^^era} n ^ ‘he lí ' <
ald,
Th ^ Prel""';^■ ^ Bevie^v (Oakland. CA: Pa- 93.
ash- ’ ’888), p. 46-47.
Ift S.em T '****" Message Studyf ^ i?>t
E.
OH;
Steve \v , .^“^"auge Study Co'"‘”' L P'
Robort J. ff >dict «M ;^í

Garysi ® (Boise, ID: Pacific


fer
' IcfT' Minneapolis f

^obert J Wi B fw' Gollegg I 'y ^eritage Rooin. P« '

Elien
Raíf
fy, Blank, How M«>^> gjPj
^fid m
- M ^'Morse the Messaéf jgeG'
C Hudson cf" Springs IHSS-lS^à'
‘sia, l ^e,
: A. íf/ 1998). i. Message SW^'' pH’’!,/

"<2.: A Ui
sff y^^MessagehsX^fyf
Hi‘S ío essa^”‘^""''“ (Barrien Spr"’*'.
Study Commit.ee, 1999 '^,./
Doze realidades vinculadas à
JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ NO CONTEXTO DA
Assembléia de Minneapolis
Carlos R \Mos, D.Min.
Faculdade Adventista de Teologia,
^^'Professor de Daniel e Apocalipse na
Unasp-EC
the ne-
^esumo:● Os adventistas do sétimo precedent (which deteraiines
dia
são às vezes acusados de oficial- ^ssity Cf justifica^
defenderem uma posição mais ing five ca„sative (God s act w
‘'^tólica ,
que protestante a respeito produces of justi-
doutri
fina da justificação pela fé.
Em resposta four conseqmia concludes that
tor sí a essa alegação, o au- fication). The aut y^hh
0 em “doze realidades” , and-
sobre a justificação, that maintained by ^
-in ^
full har-
what is more significant
com a compreensão
dades^*-'’^' primeiras reali- mony with Scriptures.
(detej. denominadas precedentes
íic ^ necessidade da justi-
Introdução'
cinco seguintes caiisati- }n de
que produzem a famosa Assembleia
* ^ 1 n de outubro
c as quatro últimas con apolfs, oc
Çlo) 1'csultados da justifica- eddenovembio decisivo da hi
^dver^^- conclui que a posição do Sétinio
"*antiH ^ ^ em harmonia com a de águas
divisor n3
protestantes e - o que ^ autêntico
Dia”,-rim inovinien'®;
r>ia relevante - em plena harmo- ifl de nosso
^oin na história dajustifiouÇa°
Escrituras. 0 assunto - , de ufflu
Isso porque idade
: à necessi
Ab pela fé, face i, definida
a íéspeiw- fci
e ate
act: mais
are posição
Som ● ^'^'^cnth-day Adventists analisado, delega-
estudado,
^bstaij^ aceused of officially izado
^st^nt poleinn Tante uW
■ n^ ^ore Catholic than Prot- inidos per pgüzniente^
about the doctrine of dos^ ali rev
de ®^^'®'®"‘'ulibrudu sobre
to número eqr
- compreensão inase tornar
urna
System
biblical a
a
116 / Parousia - 2' i JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/117
semestre de 2008 Dozeí rlalídades vinculadas a

Esse sentido identificativo da As- católicos. Afinal, é a Bíblia o critério Deusjustificao pecador, não ope-
sembleiae correto por duas razões-an muito mais importante; mas cado.'^ Alegar uma razào para este e
a viví- final para se estabelecer quão verdadei-
sa depende da outra.'’ Como ^ defendê-lo.
ra ou falsa é qualquer posição, e não o
icmos se não a entendemos?
exis'^ ^ne pensa este ou aquele gn.ipo.‘-^ 0 pecado é um intmso, P"
White afi rmoLi em 1889: “Não
_ portanto, imperativo que ave- sença '’desculpâ-lo
sua u cerne de um dentre cem. que ^iguemos 0 que a Bíblia diz sobre
mensagem. Para Martinho Lute- si mesmo a verdade bíblica
Jnstificaçào pela fé, e confrontemos
a justificação pela féT
«^dmaldocristianismo4
doutrina
Ele disse:
ussunio. tão necessária ao nosso

estar presente e eterno".''^ ^^9'pifí^'''


conclusões, consubstanciadas por
^^clarações de autores evangélicos,
com ;
r.-";
de ser pecado.'®
Se tela]... for rente hoje. 1 19 anos depois- uquilo que a serva do Senhor
perdida e pw- tam- ●^‘zor. Seja como for. persista afirmou sobre o alega qual-
extin ta assunto. particular- Por conseguinte, quemconta com 0
''^‘■dade, vida e da de mente
cer, todas as salvação que é crucial um coiTCtv) oo upós 1888.
■es- quer 1■azão para pecar nao'
*■^118150, c verdad“ flõr mento e vivência desse ^ pd' '^nsTiFicação = favor divino.
êlona deste, 0 co^pT a De Ainda mais relevaiil*^ DESCULPA para O
as coisas que guntar; ^'^Cado?
cm especial com 0 Doze realidades
para
1888, obteve a Igreja
Isso si entendimento do que do Qualque,- tratamento apropriado Em seus diferentes aspectos, ocon
^●nipiesn^ente si Presente iustificação pela fe e
Igreja, Possuindn pela fé? £ O conceito quc Um r começar com ceito biblico da jr tnais exaus
t j ^ êuífica ^ abordagem
dades ^^^uvlasasH. ^que a çào ^^‘^^^'^^cimento de que justifica- amplo, e uma e espaço
além do
p. *^urosament. ^uemais Ver- ^^nta Sobre tão magno assunt;’ ,,! peia fé
^us, estaria desnr ■ *^^^^*udas Por "^^sumente o conceito bíbli^^^^y c oip,o uáo é justificativa pela fé, tiva tomaria jg artigo-
Pcssível afirmar que sim^ dc 0^^'' quaiq^^^ Pocado poder-se-ia atribuir requerido pelo pr^ ^e, porem
d1'""''«Ai"» ^®ute através de afinnaçõcs
White iil^‘
^ ^Xclt^^ ^ primeira ação
*^Wina em favor do
Considera-se qu6 «
satisfatório, esW
g„vo ve
realidades
u respeito? r; a
Essas questões são P erlii’® sogunda é exclusivamente ^,nraaprec.açaode ^^,3altamasva-
uomo vinculadasaefe q paraasitu
ii' Hll^ fnvor do pecado. A mes-
Em 0 Zes do fato de que 0^ ^ e
JUstih^ ^ White que disse “perdão
ferida *Ugar acusados de nao
não cadotai’] ,çí‘
oonceito ^uisa” uma e a mesma
ênfase '^ssembieila “ re- ao Jiusl**]/.
upropriado da
fenovacia Pela fé. ^'^uar çj poderia dizer que jus-
centrada numa Uma Geoffrey Paxton, P^
em Jes Plo, ^UitQ é desculp ar seu erro.
^■almente sem C riisto” 10 'Uge m Adv su a obra The Sha^^^^ io , h á de ^ o ontrário, ela afirma: “Não dentes, as
no cssa
^ristocentríL reno .«ua - defende esse pV; e as quaU'o
ser . Êla
. ^ pura o pecado”.'^
Proclamada à in^ a história ^de ,c4^ % afirmou: “Justificação entes
PRECED
'"''usumarami a no ssas afirmações _ qiie
>970. ele ^^rclo^ do condenação... [Deus] realidades
fulh cheg a à conclus]? g,,i * inieiras eiafé sâu
^uda a ^ ^Or ^^^§ressões e pecados por As ificaçâo p' em qu^
Nem UM guir S' ^'gnificativaniente^^ 9ue se tornou a pro-
^ Ut tem avei-e-J--' „o temP°
de ntre Cem” mador ® pregaçao à . H, P elos nossos pecados”.'* Em
A som? P''otestantes. Ele Ç^o eco r^^^^-
Pela^ ^uvras, através da justifica- determm^’'' . j. fodos P da
que Se sas pr!i *^^do mais católiev^^; g. ,
momlnto é° nos i e em ^®us demonstra que não
J^siifieação ■ ' mpõe D . ^^uçòes, que evang^*^ foK s tàçj pura o pecado; ele
Ul Os 0
experiência queé lad as das questões pV
Pesso ,^-la Cm lib^*^^'*^ ^ futal, que, para dele
evici servva^h
^ nte "ossa ^ prudente ^ ai-j-Q precisou o Filho de
■Pente

-ir
Condia somos, em noss

^ nã o com
Uest^^’ uomo nosso substituto,
Consequências. pela
fé e 0 u
118/Parousia-2'
semestre de 2008 Doze realidades vinculadas- aàL JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 119

ato. Nesse caso, melhor que a formu


sem exceção, para todos os seres hu
uma situação e não para ^■20). Se (2) fosse pretendido. de\/ e-
manos. A conjunção “pois" (sr. póN ríamos ler: “todos pecaram e carece m la “crime de lesa-majestade sem a
Mas a situação se origina da
que introduz a fómiula, indica que fórmula “crime de lesa-Divindade r
aprovação de Deus"; ou na hipó-
ação correta, ou da presença tese de Com efeito,0 pecado, antes de tudo e
essa breve afirmação é uma inferência 0 termo glória permanecer , a
ação imprópria (como a pr de-
natural daquilo que tem sido dec
do impetrado contra Deus (ver S 51.4 ●
rado antes. Nessa pensamento de Nygrcn J^elhor construção seria dókses parà
“®PÇão> 0 sentido Theoú^ glória que vem de Deus, e Continuarei, todavia, usando^a^^"^^
do termo é, monstra), O \ crbo urego é
segundo Aurélio, “vistn e si» ínirão “transgressão da lei
não ter alcançado, estar aquém^ ^^0 dókses toü Theou, glória de Deus.
s™í,ido mais óbvio,embora não umcc
atrás, não conseguir, falhar em ria ^r)sse pretendido, o verbo se-
de de prática pecaminosa.
futuro, e não no presente
quentemente usado no sentid"’^? g>r, ter falta de alguma coisa P® Assim, numa condição m
'-ima situação atual. É mais
[sentido dedutivo ou de consegui-la; esses \ ários seuti n,„l,»d,s
COltt
■ntroduzindo uma razão’^l"'““‘'‘^ tim único verbo combinam ^ í eí' para^p'^^^ ^ Quarta hipótese, porque,
B„,(Rm 3:191. P»“.
E 0 que é que O , aulo, 0 Evangelho restaura no
®postolo decla ra ítleia de outro verbo, aoiTiem 0
previamente"^ Que o pecad o lhe furtou, en-
tre
rar o alvo. pecar.
” epi tíoisas, a imagem de Deus
que Qual 0 sentido de “glória"* Seus estatutos, Sei P P gredida
qug] ^ Estamos aquém da-
manos 3:23? se# ser. Nesse aspecto a le. tia .
iio original, a qual é o re-
^ão sinônimo de graça, confirma a giavi a
D
do ^Us. ^ divina perfeição, a glória de
Que somos pecadores c uc 20), “pois mostra ate ponto
de tistificação pela fé no-la traz
Volta. fica aqtiem dos pa ^enta-
Romanos. A sin„ . ‘eologia mos da graça; caso contrárit^.:5 e J ISSO, por
abordada em dospagâ® earecrn- eS' *^^alidad ^ 2: Pecado é a trans- E mais que i‘
^oiia krezõ^ precisai §}'essâ
Jud eus aparece em cão João deixa 0 ;eca’do é 0
® ^ dos Existem quatro ren 9Ue ° /ei c/e Deus. “Todo aquele
emtf Pratica se coloca
f"®“°^PdstorseT^
tacar que, P^-essa
-3:8). Q) Os homens falharam ^ ns grid Cal ■
0 pecado, também trans-
‘intencio-
glóri a
tueio ao des- a Deus. Isso Paulo c#‘ gre^g^ porque o pecado é a trans-
tio mundo ( eni “qrie
tant ● ^ ^^Ptrituai i er sido 0 caso tanto de ^ ^-4)- Essa realida-
gregos, do tennO’
tiii
9Le, 93330 deblj, j-"'3eu5 t^OlTlO judeus (1 -71 ■ 7-?3 24)-
■ a í?
o\0
:é '^^rsa^I ^ da condenação
Pecado” (2)Fr acasso em i-eceb ei pecado, no Deus ●
pado '■««“o» / y. iiS “tod Os gerada pelo pecado, já que vinieiro
Oll hie pecaram”. Somos réus do cri- é rebelião contra
em ii declara
ttprovaçào, da parte àQ de /esa~ Sabctoos que'
''irtude de?T” t'’' >911 4ue 0
manifestou Su» í’ tran porque a lei re
qu al ^ uào é outra senão belde.Epo'.;J“? lei] prm
fé fi .tn - ' -‘^^^ssar em mais a fi en vive
da ^ Que conduz o universo. diabo
JesusV. ta , na segunda vinda ..jg í-ei
de Peoí 3:8)-
modo 22) í a dessa glória em 5:2, ] cífica ^ 4^te uma lei es-
0 ■ (4) Estar cm desarmoP ^L teri^ UlTl■ elo argumento do apóstolo,
ao
grave i ^gem de DeiK não olv ^^ntido geral, amplo, que
do 'tripasse Pio ^ria a
de Deus. Co'U«‘" P diabo e
pecado.
^omo ««i-í!’ente
-- do
do Seu caráter, carátO’ ^ s pQj, ■■ « totalidade dos princí- vontade fado p.
P®uamiiioso em quc ° . , -1, / ^frtio caráter divino. O assim,
0'ante de Ha-o 0 traduz em nossas
IJeas-
tiias
tim yontra. Em I CoríntioS „i‘ í do anticristo ^ “tomar pa^^ g
'■cceiedeo" Por Poca, or a Cristo ,
cus a da lei”) é ano^ sição de
í^aul clep 0 equivale a glória, e e'’'. a"''' inimigo
QUe :23, eíTt a ilegalidade, e não
05 L ° '*■2 qUp ●'-010'.; gíúria se encontiu o supremo ic alta espécie- indica
homens “d ’ P“f tere,;, coin l eigG ^*^*^traveiição de detennina- da mais ●almeut^'
deshtníj ^^recpt^,, dias Áil traição ■- natui ao stci'
^^^tituído s . semelhança, isto,
t sto XAO bào sp ^fnía
|. . inclui transgressão, Tudo ●ídica ^ opustt*
’ falta.' fosse pretend'^ ’ p: J
a ela; aponta para ituação jur
própria ' '^oudi uma si
^ Pont;< ^diçao,
Pa ra e não apenas para uin
L fracassaram
[cf “dando glória a
120 / Parousia - 2°
semestre de 2008 \ JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 121
Dozl realidades vinculadas a
to de inocência à qual apenas a fé em
Jesus poderá conduzir. ‘l^aí afirm ar- alimenta da morte, como ilustrado pelo trabalho prestado ao Império. E Ele lhes outorga um dom gratuito, o
paiáboia do filho pródigo que. sabiam também que às vezes os sol- qual exclui qualquer ideia de mento e
se que a justificação pela fé an tes
dados compensação. Não por causa de nosso
de tudo, é de caráter forense ’já q ue centando porcos, comia das bolota^ cram agraciados com um pre-
sente de nossas obras,
somos resgatados de uma a eles destinadas (Lc 15:16). cspecial da parte do imperador. mérito ou por causa
condição guando, por exemplo , subia ao trono mas através de Cristo “somos liberta-
forense de rebelião e erível que pareça, mesmo o prazet^*’
perdição. É em ou tilhamos da vida
virtude da culpa que P^eado faz parte de seu salário, e comemorava um aniversario: uma dos do pecado e pai
da lei ostentamos dian- “em Cris-
que desesperadame ●tte care ¬ fitiantia eterna . Isso é nosso apenas 38
^lieiro de morte e nào de vida. Sal^'
cemos de Cristo. detes- itàof ^0 dinheiro para a qual Ele é nosso Senhor.
^2iam j us, mas que era atribuída to" e porque
Realidade 3; 1'iiào adverte que aqueles qu^
ilega lidade com o temor do Senhor, a vei●dadeif '"'e»-amente- ra generosidade de César .
Deus resulta em morte. E ste Realidades calsativas
do pecado [isto é, da
^ salário sabedoria,“amam a morte”(Pv do Pi-esente cra chamado cm latim
^ seguida ilustra o fato com tratam da
IciJ é a morte transgressão da c em grego chónsma. Assim chamadas porque
(Rm 6:23) O teierência iii^' Na
uos prazeres com miií* _
uma vez consumado, gera a
pecado,
'her
Aplicação paiilina, o pecador faz operação divina, os atos de Deus qu
culmina
ÍTg l:l5). “O morte” , adúltefa. “As águas roubadíis moiie eterna, merece-a. A vida resultam num processo que
pecado” (iCo ‘^cs, e o pão comido às ontretanto, é o dom gratuito de com a Justificação pela te.
qual veredicto 0 Aqui é claro agradável", diz 0 sábio", “ele, ; sua ecido aos que, reconhecendo Realidade 4:
grande Juiz sabe ● quí Reaimau . oqualnãoco-
cia sobre o neraHr^ Proniin- que ali estão os mortos "°"dição de indignidade e desme-
os seus '■''ciiti arediualeideDeus. -x transgrediu
deixado em desamn ser deva j ''°”vidados estão nas J Es Se ento, se valem da justiça pela fé. meteu pecado [isto e, nao achou em
J dom
f™^°finaIdesua^;°P^^^co,hero está presente na Pessoa de a lei], nem dolo algum se a unia das
penalidade últimaLn "°®'‘ '''da. A oc esus (cf_
^caso que, segundo
gelho, 0 pecador ^ an Os 1), e que à luz de Ro- Sua boca (lPe2:22). Esta e
afirmam a im-
d>vmacombasenale°f'’®‘®J"%a que vive desftr*^^^^ ^tiitn ,,' é oferecido de fomia várias passagens que Senhor Jesus
do toda
^ ntorte eterna. Falando^^^^^^^ida é sorte de concupiscêncií> ^ 0
amargarão o desfecho?^”"'''^ que
morto prazer ante, isto é. nào há peca bilidade de nosso - nie conven-
®fqueo dentre vos
"ogredrn ® pecados, eP'-' ar" ''alh pecado ofereça que equi- Cristo.-Quem
d'adopeeado,eS;°'^’'^'datragé ® doni 8:46), perguntou
gracioso oferecimenr'/®'*”'^^'’ ao
aii' L etnbr outorgado por Deus. ce de pecado?” (Jo
, recebendo o si-
E'lenG.WhitedÍ2. -é salvaçâ^ têntica^^ pecado, algo a3?qrie ^ ha ste tg ^nios também que este con- Ele aos, adversários 39
m conduz, ^*^^auif. é estabelecido lêncio como resposta, caracteriza a
Jeitear sua causa há para abilidade - hunia-
dtvino ; estão sem de “ «hunal sào de salário é ■ a experiência da san- Sua impec natureza
tMça de morte etem P®' c a sen- ^entn ri literalmeiito Pica estabelecido, então, _ ingularidade sacerdo-
contra eles” ^ ^ Pronu das
Veiada jüstiff assalariado ‘ ji ^^ce algum do processo da na. “Porque nao ‘o> ^^ecei -se
0
E, no mínimo int„ cristão passa a ostentar te que não possa fni Ele tentado
mação paulina de’qu ^; afir- real ® l ^st pessoais “Quão totalmente nossas fraquezas
là rio do pecado. Saláf C
é o Sq . tre em 6 :23 é o contrasta j. ° a tais coisas
de contrastes é a importa- em todas as
b alho. A palavra é *‘§a ^ íra - meira íh ° ^ mérito, ligando allP
a grau 'tiérito de
0 qualquer espécie ou
ração, alimento 00.1^'"'“’ "OASO/7^ opvó/7/í7, e a ^ ●>’37
de
Qu; 0">étodo de salvação,
P7,visão,paga, ^ndo dido aà teiitaçao- Ele .Queiram
salario está correta ^ A d 0 de lefere ao pecado, Paulo sinto muito , iii uma ora-
''ersào gado 011E ’ podería ter o jtj
O salário que o peca- dizer: “Eu roferiu
o salário pago a 1^°’® ^Psóaia er a dermos, como o ^,r tis ^os seiis . Nunca P- batismo
nie perdoar
daí paía^' °s (Lc 3:14 ; ^ ^^^áo antapódoiT^^ ííO escravos é que este enào
niorte; por este meio, çao de aifep
* silírío em g,„, £> ● sej,a 0 salf’ "^""^mpensa; contud^’ > 0 cumpfif
merecem. Mas Paulo foi pura depe cado. toda via
Os
tão bem o conh'';;,^ Pei● toUsa a ● confissão
ia, não
P^ca ^●^ruanos palavra com res- poi dopccu-
gUéiT), que sabiam, melhor qti^ ciis; pois Este meraniente
Os ** ““S": »*»?*“*
toldados
QY^ o saláit^
eram dignos de
reo^
Sn fhtga
salári
●o ou uma recompen-
^ Seus cativados servos.
"trr,.. *
do .
“não conheceu
Ele
122 / Parousia - 2' \ JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 123
semestre de 2008 Doze realidades vinculadas a
pecado”(2Co5;21).lssosi
significa que de que o sofrimento final do perdido
Jesus não cometeu efeito, nos convinha um Sumo sa feito uma oferta pelo pecado; embora natureza e na mesma
ifl' seja isso verdade à luz de outros textos será da mesma
cerdote, assim como este, santo
intensidade do sofrimento que Jesus
O pecado nunca se fez nrpc eulpável. sem mácula, separado dos do Novo Testamento, principalmente
amargou cruz.
Sua impecabilidade deve ser^'^ pecadores, e feito mais alto do eni Hebreus, nào é o que Paulo está
rada absoluta. Nesse z- =onside- declarando aqui. Da mesma maneira Deus
feito wdo quanto
os céus’' (Hb 7:28). Tivesse Ele Depois de ter
O ^tie não podemos dizer que “pecado’' salv ar os homens, caso
ilegalidade de^uaTqt"^ mínimo traço de pecado e teria podia fazer para - vida que menospre-
ou espécie. Sua harmn^ dignifica ofena pelo pecado na primei- eles mostrem por sua
moiTer por si mesmo. Mas sendo ii"® sericórdia de Jesus, a
zam a oferecida mi-
oulado e vivendo uma vida de abs"'
Vez em que o termo é empregado deles e elevado o
morte será 0 qumhao
: ^Ptiele que nào conheceu pecado”),
^ua humanidade justiça, Ele foi a própria coip^^ preço
*gualniente nào podemos fazê-lo no “"rdeso"r:Uús.ia sentida
considerada do "'“'■0/ deve ser fi cação da justiça dc Deus. H- te: pois terão - fim de adquinr para
Adão ponto de An- emprego (“foi feito peca- por C risto, na cniz, a
Vista de 'este foi o postulado
da queda. A esse )) om ambas as vezes, o sentido de eles a r edenção que recusaram.
tes pei- ^ pura 0 cumprimento de Sua a
0 de Pecado” é pecado mesmo. Jesus
^■econciliaçào”.-!' Assim, a única
nianidade Quão Sor feito pecado por nós significa
. crucial, pois, é para u
não a Ciisto arrostou a penalidade úl- teve para pecados fo-
nias I ^ perfeita impecabiÜ^^ ^ da reza pecaminosa ^
na
”---tdade éotr .
Portanto nào em” 10 Ou,
nossa condição de perdidos.
^^ident^*^^*^' Esse fato fica ainda ram atribuídos a E j ^re-
categor,rr°'°‘''“'^®^us ptiando se considera aS iPe palavras de Hughes, “é o
e con'cta
P^ammoso. homem P*'óximas ^^sirio que dizer que, por amor de
realidades . ú
e ^sus 0 Pai tornou Seu inocente
0 que Davi disse dito 5; Cristo
co nl)« ij.^^^.^^*^ado Filho o objeto de Sua de
so -Àquele que não
cC^' julgamento, resultando que, no dec
do pecado, Ele [Deus] o fe2 P 0^ nos
sto Sobre a cruz, o pecado do mun- 47
fôsse '”
^J^Úgado e removido”. Deus.
adquiriu
lei Cristo
;fdmo de Maria era g^^ada no Oco]. Deus” (2CO n . ^^sim, Ele pagou até o Último
ceitii» 0 por cumprir toda a
O Filho de De—»
us ■ ^ preço de nossa redenção. Ao
desd e 0 ^ Santo” assume Pennuta ^'■'P 1^05'
'"'egar 0
todos os méritos
1.35). Diz Ellen G Wi ■ “ (Le momento do ajuste fi nal, os tidas àqueles querido
i^ao em nossa, f P^fdido lei. Tendo adqui- Cristo pode
b Um ir- "“fibuído ^ e a ^ ferào deixado de ser nieros n ceeue-se
P^^^ador, Ele deseja-
possuir idênticas'n^^.nDas não

J^^^^imacularidídr^”' ■’^Emvi
em
nos ° 'ugar dele, tornaieii ..
'^nielha
para serem, em completa íS-.i"-"' r, A-Guele
somos
dos a nao apresentar r”.'
sto ao
''■sta
adverti,
■'■'"«i f”"' b>'
façào do
obi
ujgt
^Ça com Satanás, a incoipo-
Pi'óprio pecado; então, serão
ic desse processo, “J
Através ^necado”> ^ ’
™mo um homem " do fi wi' sem ser
as nr "^“ttlo ^'dade^ de i de Deus, a inten- nào CO P^Deus, é feito
que
P^ccicto^!^^ ^ que Jesus foi to - tra que Ele resei*va para en-
' -'liar,
leve impressão sobre a, rnai5 pecado por áqI- toda a sua extensão, sobie
45 de
Pue uma mancha dr®"'®^hu Hia.. Ele pg ° ^’gum foi Ele um transformados em pecado,
Ist 0 a
■"‘^'inação a ela '^"'^dpção oii o imaculado ,ii ú conclusão de que
Cristo, ou que E|e T®P°Usou ’ ^^^siiio durante o teftip
Sobre 9ue, ^haiví ^ Cristo na cruz não foi a que
“deu à corrupçâo^ML^ guma Cobrir D®tt® „ iustificaÇ*'® r‘ nia Qb-
^"^rrna êate, 0 preço donoss^^^rP de morte natural, comum
culado Filho de ^ era 0 i
Deus. a nossa culpa se
Tinha i bi'^ 0 . ^"'"'undo, mas aquela que
que ser na
pudesse ser 0 assim - Getsêmani até da
para ^^UZ p r ie< eterna (ou “segun-
nosso Sa]
^ado r.'l^e

Ele ^^Pírito Consumado!” c que acontecerá como
^ (Jo I9
Com O :30)
O ntrai ^^do T consequência do pC'
f cxt 0 ● Ge va
no''^pr opriedade é inte>'f' ^o' ~rios à igual compreensão
mentido de que Cris“'
124 / Parousia - T semestre de 2008 DOZE REALIDADES VINCULADASÁI^ÇAO PELA^
Paulo, é ligado
Sua própria morte. Shedd analisa esse Outro verbo com o sentido de como empregado por
fato nas seguintes palavras' gressào do meu povo foi Ele àideia da ira de Deus referida em RO-
[■■●] Quando Ele der a alma como eomprar é peripoiéõ, empregado ape-
manos 1-17 Ao nosso entendimento
A justificação de uma vez no Novo Testamento
nm pecador inclui um pelo pecado..." (v. 5. 6, 7, 8. lO)- tanto 0 sentido de
título à vida eterna, f^nto quanto eoin referência ao sacrifício de Jesus
libertação da uma dro. tendo Isaías 53 como pano deí^ o de expiação são valtdos. Propicia
condenação... Vida 20:28). ao sentido da mesma fa-
na, como eter- do. diz: "Pois também Cristo niod®^ ção refere-se «52 ^
-se E evidente que ao empregarem a culpa do pecado.
oma única vez. pelos nossos peoad^^^^ tisfação para
termos, os escritores sagrados Deus é apaziguado em
0 justo pelos injustos, para condu^^ questão é que 0 pecado
Consideravam o sangue derramado
vosaDeus”(2Pe3: 18). L ira precisamente porque
de Calvário o alto preço pago por
Deus-homem ohpH«. “ Essas passagens dào à do homem é expiado.
^us pela redenção humana. Indu-
^ lei; Deus gratuitamenteT^^'*'"''^"^^ Cristo um sentido suhstitKti^’^
obediência, eocrent. essa havelmente esses escritores tinham
0 direi- **eu em nosso lugar) e vicáno Sugur®“'=^7“„lmatvaC™-
ávida emsimesma ede s,
plante de si o fato de que o Antigo
fundamentadas na t ^ eternas em nosso favor). Certas
j^^^tamento apresenta a redenção de piciação!Sede^ ^,Háape-
ea -pica obediên- ■'deveria ex tirp P
que ^„ um
^[líives usadas pelos escritores
justificação ^^ol como resultante dos soberanos e nas uma resposta n J
“"do a prTrfn"'''' da Testamento, com resped^ ,
c título à i utos de Deus em seu favor,
‘“"9ào d a penaliL'’ inti'”® verdadeiro - seja expiada
com base processo de salvação, estão Ebeiiando-o da escravidão egípcia, 0 homem até que 0 La outra forma de
Cristo. A i suerificio expiaL'*
ligadas à morte de JesuS- or posterionnente livrando-o de seus Mas isso é apenas^
algumas delas: , , c >igos. Como f tais atos eram consi- dizer piopieiuf"'’-
í^fados ti
^ ^denção. As palavras , D eus tipos ou figuras daquilo que
^ cogd®'
Isso abre o <-co, e as respectivas jo hu ^^alizaria em Jesus por toda a Todavia, necessitam^^^d^jf^dL.
lidade. a "^^anidade (cf. Lc 24:21), parece-
sexta rea- oram empregadas pelos escrito^® j- ^tos dado para ^ ym Deus vinga-
Realidade ovo Testamento para expressa' ^'^^quado considerar o Calvário ao na como evtden^. ^^,„„,ens por
Cristo- f^OS morrer por tivo, ansioso po ? go de Deus
7'o'-radentivodo sacrifício d® D t'^nipo o mais poderoso ato de
nós, A ^Us, eo
“Crist 0 nos , '®graida, a fo.‘ma verbal seus pecados- A,7 f onsiderando-
mais alto preço jamais pago
fav ontrao pecado ® Mas 0
^ lugar de pública coneoi* j. p de alguém.
a santidade „ pecado con
praça, um niercad® ãc Purte alguma a Bíblia escla-
^ ^ragularidade ^d3). pugo esse preço. Isso mesmo \ própr^° ^ 'deu
Uni adquirir pelo pagam®”jc»
fiindamenta-se nL de r„ é importante e espe- todas as fibras porção que os
^P^eu. Não
ta zào
pela 6:20,Praço, comprar (Ap 5:9 ®^^^J de 0 pe cador em ta'P °P L expiar
como um niártir morreu qual ®f‘re outros textos). ,ei‘ ^^nh ^ ^^^P^Il^o, é de pouca senão
o u 1'onii a seu Pilho UnigenjW P ,.(Jo3:16.
herói mesmo^ ^^aniente ^^Ea. O que importa é que
que mo rre por '' como Um pecados
ideal. Paulo decl ar a ama precu ^ 2:14; IPe 1:18), 45 todQg ^ um amplo sacrifício poi iJo
causa Oll
pelos nossos 20:28i'^f®°’ ’'®®g3te (Mc to 5^^. ^ fíue a justiça exigia, Cris- a ^2^do amor de define a
pecados r0Í^,
crituras” ●Correu Seq ua oferta de si mesmo .
0 15:3) verb /,: vem da mesm"
craf 0
Es.. llt é plenamente eficaz
ao fazer tão, ao
0 Çào e°t/x; P?Li ®”" é expe
apóstolo tinha e m ^ hos ^^Eertar e salvar do pecado, tem mu
no / 7° grago clássico, be' t:o
mente tho l^^^locar diante da lei de Deus
^"^0 Sofredor dos „ 'y (grego popular p'’ de Deus
de Isaí !%ura do tuocentes
traspassad O Dplac tas 53 : ‘‘
e moldo pelas „ w
Ele foi a ideia express^e v"’^ ' ° - Essa palavra e
seu
preço ^ ●'vramento atrave®
Soes^ 2^2;; 4: Ç O do grego hilasmós
es. Ou P®go. como no caso de ®LíiiJ‘’^
[...] Prisi qua' ^ ^'lilastérilon (Rni 3:25),' ""hScüi^rios^com
te 3T0). A
‘'®*>'óstodos.t'^Eleain '" 'quida, para , oneiros de guerra de Seu
●O ^ào também rendidos expi^' a moi^ts '
t^aus ada
- tmns. ^sado '‘herdade. O termo é a' ^ontido é de apaziguamento C’
quer P^ra se falar de resgata
>‘etido como
126 / Parousia - 2®
semestre de 2008 Dozí: REALIDADES VINCULADAS \
A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 127
idcia da ira de Deus está
novamente
envolvida, lidade da lei. e “temos paz com para a universalidade da salvação fé. que ele novamente menciona no v.
demos mas uma vez mais não po- 25. fé que se aloja dentro do homem
(5-1). Esse é o aspecto forense (salvação disponível a todos). Confir-
esquecer que todas as inicia
dico da justificação, através da ° 0 fato de que todos estão perdidos por obra e graça do Espírito Santo.’
tivas e providências da reconcilia'
Estes três elementos, graça, sangue (a
partem de Deus(2Co 5:18 19 ^ homem é declarado justo por Den^. j carentes do plano de Deus. Por
rel3 expiação) e a fé, “não agem mdepen-
Scnuificaçào é outro termo Paulo ajunta lono a afirmação:
& porque dentemente, mas em conjunto. Nao
cionado com a morte dc Cristo- não há distinção”. Mas note
que a
3niou a igreja, e a si mesmo se «● salvação é auferida individual- se pode ensinar a doutrina da justifi
ex- ™ente; daí a necessidade de uma res- cação como sendo o resultado de ou-
um
clusivamentrSrparS?c°a
gloriosa I
experiência
r a goti por ela. para que a , Posta
desses elementos separado dos
(Ef 5 :25. 26; ver também Hb 1^-
0 homem- recebe através da qual reU' abre Possoal do homem: crer {o que
O Esse tros dois, pois ela só e possível com a
perdão de seus assunto consubstancia ^spaço para a realidade 8).
pecados e é ■
reconciliado lidades 9, 10, H e 12, considera e h ^^●npouco nneraçào conjunta dos tres .
É interessante - com Deus. que 0 a fé é qualquer coisa
que Paul 0 Pecador
rsraniente consequentes, pois justificação P ^crito possa apresentar como
re resulta em santificação, taiii vação ao pecador. Pela fé em Cnsto,
bo perdoar ° ''^r- ^^^crida Nunca a salvação é
pela fé.
ftio por qual quer mérito, o míni- ser humano aceita essa salvaçao.
somos justi-
“‘^gável que 0 ato de é R ealidade 8: Assim
í^eaiidade 7; A fé é o meio #● ^Igo de nossa parte. Fé não é
P^^dor está iinpiíoit^ perdoar 0 opoder.
onnos dessa grande je' si r) pecador apresenta ficados (absolvidos da cond^
M da justificação 1 J®^r>adoutri. 'da lei) quw.do cremos
ndo r^stiça de Deus mediante a loS ^^Ção r:omo título de recomen-
a D eus para ser aceito e salvo ; homem nao e justi c P
jrrsto. 0 sentido bíblio * '^°''®>dera -0- Cristo, para todos [e sobre W ^ ela , a
'^"-Jjustificaçãí!"° ^-encia, do ■eto (Rm 3:22). Jesus e divin própria salvação, .5é6
^hviamente a ; ● é um dom de Deus- '/'●^(GiS^Essa^maden®6.
Jesus realidade não
J 0, nao 0 s ujeito, da fé. Não a ^ y;
d ^rido ao deve ser● ronfundida com a ae
«°Mda ao sacrifíc !!'H e" rela- possuiu, exibiu e exemp'^^ pecador que agora ,
Us. >««ado ser
seu Somos c\^' ‘üit o da para o oferecimento gra-
Não veh
Ao crenno S p „ ” (Rm se trata de uma fé cou eipj Deus, ao
nal ecado, demonstrou
sa crifício, Süa a expiação pelo p
oSei, em Deus; não é matéria dc risto e por meio dele, abre o ecadores (Jo
buídaanós, , dizer “eu creio em seu amor por todos os p
atri- iol’^ receber a dádiva. Tudo é
sao imputados fé ’ a 3:16), não
a Ele, : ^ Ele existe” etc. Mas fé
íe resulta em salv Provisão divina, a justiça, a uni
que Ele ^Os
mas em r “^Pecart^"*® etc., a fim de conceder de
Por
len G, wiii nós, ciap' ' (livramento)’ ^ condição de justos aos
por Ele. Eh ^0 Olhos’’ to-
jiJr^ ^^'^^onciliação) e vindit^^^^^fjS' Se *^ar:
Eutero colocou-o bem mundo perdid , jintainente '
Cristo foi tratad o nome completo, ícsn^< ^ Cristo de que a pessoa
P^^^quepudé nós e como Salvador, R® ;/ Pela fé E®, lod.-». p.,. poE.
to a nierecí ^erd e que vive no coração
óe
relaci ^ nele como tal .jjsti' para aqueles que o
"■‘“‘“men: e'" cristã, em virtu-
““ nossos n
'^“"dena. ça dp ^dequadamente coin considera justos
'“ba Participaçj^'''"*^''*, n os
J“*"fi“dos po para q. ue fôg não e que nos justifieí^- niu d^- pecador pode
Eé, 0 ^ n vida etema”.^^ ntida pelo
^«mos 0 Poitanto é o método, iu^ ti<? gara
pane SoV'"*^'' > na qnal n5 24^^ Se ^de, toda a Divindade
niorte nao ri de nos apoderamos d^ J favor■ de todos, se
a Ele que nos de D salvação; e ^
eus . 50 Iç Eaulo fala no v. endo fé
pertencia,54 Os a 11^ te aceitar esta de ver, exeic
''ida que
é todos os que :rÊeii'‘ ’ giP dè '^inen^ naturalmen- coiiio acabamos enfoque na presen-
Assim, a do turi — Ele é a fonte ; esse é o
eados é P®nalidade de Vista “ féí^^ra redundância , tenà íO
^ paga, Somos i ^ P^'^"^ém; fala no v. 25 tei
tossos ^''n Jesus Cristo
^sen taé Pe^ ”t®diata,.p Cristo, claríssi-
Os da Eiii
Pe na. Misto” ^ c 0 ® antes. “Fé , ^^rio- ■, no evento histórico do
da m étodo de se aP, ^p0<’ deve ser
salv falado , no v . 22, da
^Ção. ci'0
Todo o que
128 / Parousia - 2'
semestre de 2008 \ JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 129
Doze rilm.idades vinculadas a
um
ato objetivo de Deus
em Cristo. Isso significa que Cristo se torna
Ela é de natureza históri ^ comparação abaixo ajud^'*^®^ Realidades consequentes
to se efetiva -tC2,porquan-
a distinguir uma e outra dimensão
São
assim chamadas porque es- não apenas o Salvador do crente, mas
num determinado mo-
mento, isto é, tabelecem também o seu Senhor. O pecado per-
quando Jesus sacrifica justificação pela fc; todo o ministério o resultado da justificação
faculdades do
pela fé deu 0 seu domínio,e as
sua vida. Há, então, a i terrestre de j
. esus, culminado em quem foi justificado. 0
Realidade 9' : Ao crermos, morre- ser. que antes eram aplicadas para
Sua morte na cruz. substancia ajf^
a justificação
"^05 pa;.-
^ O pecado e passamos a viver mal. devem agora ser oferecidas “para
tificaçào como ato objetivo de PQi-ci a santificação”
sa no momento em que aceit servirem a justiça para
a
que Ele fez em Cristo em iovor aos ^jastiçcL “Para que nós, mortos
como nosso salv do;r"°' todos os pecadores. Porém, o fato
(IP pecados, vivamos para a justiça" (V. 19) Paulo condensa suas conside-
esse deã'
-o, somos absolvidos da ^ ^ apoderar das rações'num só verso: “Agora porto
çao da lei não eondena- ele estar vivo hoje no Céu intercRe\>
somente para salvação leva libertados do pecado, transfonriados
também ugora, mas ^0 pelos pecadores, torna possfi
uo futuro, cm senhos de Deus, tendes o vosso
julgados
por Deus . ^"^0 form os justificação subjetiv■a rle Deus: versào^^^^ ^ fiitosa expericncia da con- santificação, e por fim
in doQl' fruto para a
nenhuma concretiza em nós o benefício ■s éo
Mvj g Acorre a morte para o peca-
pois, já
estão condenação háT’ lo (-i-isto* a vida eterna' (v. 22). “Aquele que
os que que realizou, por nós. em c ^icla ■ para uma nova
? Cr.sto
Portanto, pura não dedicada a Deus. moiTeu para o poder do pecado pode
(Rm 8:h ^ viitude de seu ministéiio jl02
ser somente para Deus, a
”68
sacerdotal também vós considerai-vos existir na teira
J“'Z0 final, bast a ao 'Condenado no que o Espírito Sant o ii ós- mort Senhor.
pecador D para menos que ele negue o seu
"®“>-emJesus.« Perina- eus 0 pecado , mas vivos para
^conferido e atua em nós ^ iii^ Com isso se afirma que o proces-
udo isso nos coloca definiti'^^* 0 Cristo Jesus (Rm 6: 11).
vidado pecador
seu reino.^’-» so da santificação na v
cia do 'omos aqui é a experiên- com 0 ato
Aspectos da ítascimento, possível por
% de ser
JUST cor operação do Espi rito Santo
Fonte Pe
cad or (Jq 3;3_5j Pqj. o (»n. no.o
JETIV4
Natureza OB‘ ititidados suas predi-
O Justificação Çoes^
histórica anior e a sejam
Modo anse^^^ suas prioridades,
O Pró Todo crente jus. Santo e,

Prio foco de atenção, o
Deus fe, Q vivenciíd^ 1'i^otor da existência; ,-egenerado pelo Esp.nto santifica-
Condições Cristo Pos;
Pcr nós ^ que Deus declara a nc ^'Çã O dessa forma, desünado autor afirma:
^s crentes se apropriem da
di que
Meio ante ção constante.”^’ Outro_ é necessá-
..__^upreem nós açò cm Cristo, me- santificaçao
A Vida e “Vemos que conec-
^ ^ ^^PÍEituais certas,^’^ que velmente
in separa
Espírito Sant o siis - J^^^dia^ nossa r
, J^tos ^ conduta diária”.'^^ Os
ria como
, não
sonieute
Atuou em tada com iu stificação como
A vida, morte, ressuH
>dos da nova vida estarão companheira, mas
Incidência de Jesus conio sua terceiro.
e para os interesses de Deus, e
Ato II
ünico , Uma f Se ^Pli Cará 70 A inda um
todo 0 seu alvo ●
Vez Atua cm nós Pr .%fr,^nnar seu empenho em
^^i-tod as cada vez mais com os da justificação
Resultado iiinP da verdade
Salvação ^coiTe cada vez quc Avançando rdade da união vital
justiça, Ele estará de- base para 0
'"Ponívei^ tod .^2£jta o evangelho
Os ^vançar nessa direção, >’^‘fcn:;"Cdrsefa-à santificação
Implicação
fiy. ondo a se submeter à
'■"Plidação ^^Ivação aplicada indi'" Id “inoqueseseg^^-;'“;(,,pitulosv>
D ciis e à glória fi nal dos c o crente,
/ ■
Desvencilhamos
Íl?ificação, santificaÇ^
o , VII [de em Cristo, obed.-
Nós passado em que
c os demais quc fé quer dUer confia, ç ,o; e
^ indelével estigma do ènca a Cnsto, P e amor re-
í!í'«as salvos da ira ^ rcorientamos com ra- essaconfiança.eob e,aesan-
1'ariça Pnra com uma vida sultaminevt.av 'nre^,negado senaço.
(idade e uma vida
130 / Parousia - 2'
semestre de 2008
Do/l Kl audadi s \ incit adas a jlstutcavAo pi-;la fi-/ 131

fiçÍçào®p;dem!‘tsUtaç^^^^ ■'ío da maldição". Ü1 3: 10). mas tanibít"


montar no que ele acabara dc expor
destruiu os fundamentos da santifi^^^f^
diante será justijicado (ver realidade 10). A justificaçào
( ‘porque o pecado não lerá domín'°^“
^jushficado pelafé ™ pelas obras da lei". A in-
niesmo bre vós; pois não estai.s debaixo da le> ● pela íe é na realidade o caminho que
sim. da graça". Rm6;I4).’’ f‘iÇa do hóme m, ou antes, a sua jus- faculta a obediência tào descartada
^‘Ça,é
® seu maior
h'opcço. Salvação tem por liberalistas e tào pretendida por
COH' ''ir de for 0- “Mas
isso significa que não podemos ,
[isto é '“j
agora, sem lei legalistas e perfeccionistas.
siderar justificação e santificação ho ^ sem se lev ar em conta o que 0 Jamais a sanliiicaçào deve ser con
. neiti Se tem feito
experiencia da santifi ^ experiências antagônicas; dc bem ou de mal , fundida com legalismo, e menos ain
inf^' a i
0 aspecto à/co da mesmo distintas. Para muitos, de 21). justiça dc Deus" (v. da com perfeccionisDío. E esta a as
lamente, justificação é sinônimo but '*tistiça
dMualo peÍ'^^°Pelafé, ° do ca,-« " uuibre atri- sertiva do capítulo 7. Finalmentc, no

Nào á
^ ^fa/isnw, antinomismo,
outros, santificação é siimii*'
,o
>»Ce'Í
tia
§raça Pan através
capítulo 8. o apóstolo revela o grande
segredo da vida \ itoriosa; a habitaçào
6 suficiente ser Hec
devemos ^ ^S^lismo. Nada é mais cm em sua
' f^mbém just o: ®^^'dade ° honi do Espírito Santo no crente.
sos
pensamento paulino ou 3 ,
-iSr-"

“PWando atrav?
^.Ji^sto em tios,
Na outra porção das Escritu^
D <^US
feiito
^ação {\ v. 22-25).
untào dem
onstra que o que
Assim e impossível considerar a
justificaçào pela fc sem a adequada
"°s(Gl5-6t Q rto amor .
tealidade santificação simP Jesus ‘ ‘agora" é
abordagem da santificação. Foi im
de Cristo petr^Plantados ^af J^^^^^^^ofine um adicional ^sP ^ lionieiTi
cm qual- possível para Paulo, e é muito mais
’ 0 ético, da mesma
justos O cspecialmcntc para qualquer um de nós.
(Fl 1:9-11) ,t de obras pela qual r xcIusP ejíei “
siTior somos gratuita e c
salvos. i\|,,.^Ptos (]g . re , são vividos Tudo isso consolida aquilo que
id^'
Justificação M Romanos 6-8 tem sido c ons> d^ '^sstanren!'^'^^'"^” poderiamos considerar a única con
emsuacaus- ’T°rtanto, 4 . r ado, ind ^ sequência da jusíificaçâo pela fé.
justifi^^^^^'^'''^^'^^’ ^ sumário
tieÍQ Aêar e'cir '^'^‘^‘''^^''temente de Dela decorre tudo o mais que agora
lo P pela fé. Nessa seçao^ ^
''^"rente daqueí "'^®P®nde excl futo A® o único se observa na vida de quem foi jus
ue rf os efeitos em nós ●a doP 0^
afirma: ‘^“logo pr ®'iab®'*’Çado noní'"’ esse tificado, e que será indicativo de es
nós í Cristo, tem ope' uifl‘
'' Escritura tar ele sendo santificado pela mesma
nos fala leitní^^^'■^^'Idade 10). Mesn^^ " d - O e do espaço,e
- sobre
0 quê ®stào toda
A'várt/®das vi graça que o justificou.
d°s todos os o„ “' ■niuito 3ioraiida,
sufici'' ®“P®rficial desses capít''*
a/ ■
Cr (v.
P^Ea revelar o que f "'Os f ■ '). Cri/'"" do Isto não significa que o pecador,
juridica [ou fo/“"^"tes da
/ e aj'®oos e moiTeu quando uma vez justificado pela fé, é transfor
™"do-‘dtrida dest es
impor?/®'® fé produz no >r°ii'
mente jurídicos r P^^^essos ° racio que obsei |í ' Hist ^bjeti^fj^adores (vv. 6, 8). mado, em seguida, num santo que não
peca mais, pois a santificação nào se
Justificado nesta Pura.
- 3pÓs ter ç;
mesm P®">° à luz it Tüst?> nos re de Deus
Pnraru Sido
acabara de ensinar, à^' 'CAa do / coni Ele, efetiva num instante. Segundo Paulo,
por crer em Deus°«*'‘^“'’l>'l-j c/Sra 7 P^oado, ^ nos salva da
ÍRm4:5) . ‘IP^justif);.J “^l'ficaça„ ^lonstr ^^P’P-*l®s anteriores
d^
ao
S onhore/ ímpio”
inteira,^ ^^ssa salvação Ou ®0ma7‘°'-’'Ele conclui a batalha continua. O cristão sempre se
^ma ao encontra na linha de frente, entre as tor
Por Dp, providências d^ ■ exclama-
ne a
D ■ ^^icio Vo7'> a t>,2"dou o ças que lutam uma contra a outra. O posto
'"“"oiliaçao e a i
matéria “ética or. Seu nosso favor na pe< pecado, supe-
JU SÍifi avançado o qual ele ocupa é sempre ex
“j urídica” "'n lugar de ^^Çào uiTi a ind:*^ ■ ^^nto gentios cohtO J |^í Htt Peru, “"^guir q ? ' 75
e vqcp Purai posto ao ataque do pecado.
não
a justificação i ■Je Deus ^p^^^niente transgredi^J*^ h á
quantos íom Ou CPa&lPtido: .y'félo 6. Ele ini-
^odos igualment^ p. qX ,/■■] ?” e ®‘'"'aneceremos
^odos Daí a necessidade de ser vigilante, e
^ebai. ^sse é ^'^ns (ver reali^^^^
\Xu^>bodoX'/-seemres- de se empenhar ao máximo para, unido
1 e 9 xt f^^'>ncipai tema dos
'n nrp'●^ibolir
■'i- Assim à força divina, dizer nào ao pecado (w.
^^Pítulo 3 , esse argi"'’ 'sta qual quer preten- 12, 13), e, com isto, confimiar cada vez
fé iite se funda-
mais o poder regenerador da graça.
132 / Parousia - 2' K JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 133
semestre de 2008 Doze realidades vinculadas a
Realidade 10: Críslo portanto, com
0 referida. Assim, o termo lei tem dife- A questão, portanto, tinha a ver
pecado. “Pratiquemos males
nao nos justifica para continuarmos 0 modo como se desfruta a graça. Aqui
que venham bens"(3:8). rentes conotações.
Dansgredindo a lei. “Qug 0 choque cora o pensamento cnstão,es
É verdade que Paulo, em seu en- Estaria Paulo, ao dizer que nin
pois? Pemaneceremos no pecado’ pecialmente 0 de Paulo, era inevitável.
sino, faz duas abordagens princip^'^ guém é salvo “pelas obras da lei”,
para que seja a graça n^aisabundanÍe? Para 0judaísmo,0 modo era a lei(Rni
De modo nenhum. Como viveremos sobre a lei de Deus, uma negativa e afirmando que o salvo em Jesus tem
10-5); todavia, para Paulo, sem qual-
amda no pecado, nós os que para J outra positiva. Declarações contiti^^ liberdade de transgredi-la? Se esse é . descaso à importância da obedi85
quer
morremos?”(Rm e-\ 2) j^ u ® oni Romanos 3:20, 21, 28; 6:l4; - u caso, por que estaria ele, por exem- ência, o modo era fé em Jesus Cnsto,
que pecado é “transpre ^ bí 8:3; 10:4; Gálatas 2:16, 19,21, ’ Plu> requerendo dos filhos, em Efé-
n Tn ii-a. '™sgressao da lei" por meio de quem obtivemos acesso...
UJo 3,4; ver realidade 2) 0, que Pau- 10, 11, 24, 25; 5:4, 18; Filipeí^^^ sios 6:1 e 2, que guardem o quinto ,esta iiraça na qual estamos fimes
a- 1 Timóteo 1:9 confirmaria!^ ^^andamento? “Honra teu pai e tua Qualquer outro meio,‘ obras
outras- rnãe não seria uma “obra da lei ?
primeiro tratamento , enquanto f/p,”’ inclusive, redundaria em desas-
76
contidas em textos tais como Roí^ ào há como evitar a ideia de con- Íe ^De Cristo vos desligastes vósgraça
que
Em lei; da
nos 2:12, 15. 26 e 27; 3:31; 7:7’ ’ ‘'■adição em Paulo se não se leva em
nâo é licença p’arÍ n ^ P®'® fé Conta procurais justificar-vos na
que Da mesma 16, 22, 25; 8:4, 7; 9:31,32; 1^’ ’ a razão porque ele trata da lei decaístes”(G15:4). tratamento negati-
lamb
>0; Gálatas 5:14; 1 Timóteo éin negativamente . A razão nun- Assim,qualquer tT‘ tem a ver com
legalista, não tem igualme Ca Paulo, nao
nmiariam o segundo. Como Poderá ser qualquer coisa ligada a VO da lei por com 0 empre-
™ crente ilegahsta ist^r duas posições aparentemente e®” ^^hinoniismo^^ (coisa da qual ele pro a
i mesma, mas
fazem dela,
ua ilegalidade.il “a i„«m ’ q ue vive Ja ntes? curou
pela ^ se defender) ou liberdade pata go “sistema de
fc nâo pode estimular qiie
.o
sancionar0pecado nem ^ questão é se entendemos o lei ^Jfansgressão, visto que ele aborda a
Paul 0 »‘"‘’"^?sCq!^Tconhecido como
a lei de Deus.”’8 ’ creditar quer dizer com o termo 81 pof ' Jambém positivamente.
polimorfa em seu significado- ^ evidente, de uma consideração ÍSnTranfield destaca que
b: 1 eSegundo
2é os estudiosos R
em 1 Coríntios geral do sobre o dias de Paulo não
e um dentre outr^ ’ Romanos lo j que Paulo ensina cor-
aulo se defende da ^ °nde Ordena que as mulheres cs^^^^ ^ ^ odo de salvação, que ele ardoro- ’. “le-
tinomismo?'» ‘“''●sação de Qn~ não lamente possuía
do ^^ladas na i greja “porque I6t fat 0 eombate qualquer desvio do respondendo j jsso significa que
acusar a Pa^ ‘‘^sur- P^;;^itido falar", “como tanibé^ ^ ^ oh qae somos salvos pela graça ex^ galis.a”e‘'>^g'?^°„„|ogia conveniente
pois várias afirma^!®®''contra 1 . Que lei as pto* ' ^ ,l,e faltava uma vital, e as-
e pela graça através dafc^
^oa abordage^T®^ el ^ romana? Ou tratar-se-!^ , para expressar ggriamente di
Vq ^ como instrumento de sim clarificar a posiçao
Deus depõem contra ? ^ de de uma exigência apostóH^^ dpç^ ^ desses desvios. Os judeus ficultado na tarefa d jisso,
fomul a um tipo 1 >deia, Ele
^®°nhec,am a justiça de Deus, L- .]^
Produzindo esse
^
Pr Circunstâncias locais e
o Pentateuco, P^
ja
Pro
e ^^‘^'nndo estabelecer a sua própna,
‘«rrS»»---*
!go Testamento identifio^ ^ conseguinte, não se sujeitando
naquela época;«^ o o hie Vem de Deus” (Rm 10:3). ^as P'
3:16 em mente, po^Vf 0 a eles não deveria ser estran to
0 lei
determinadas inf??"®'”®® oavila?"°’ esta ^ ^^ferência agora é a * da graça, por aquilo qn^
sujeita ao marido. ^ 1 ^
que realmem!T^^ que ? 7 :1 ^'estarnento declara a
Igual mente sobre
0 Seu® em Romanos
®P’no e o expunham aítrtnado ^eu^^’ por exemplo, que a aliançn Stott discorre
‘^fherege . Para ele. Um b re fine “a lei tem doirrif, ^ frnto de
gran- Itemein toda a sua
aj ustiíic a ção lei? ^
0olusiyamente pda f/' ex- Eode T7 j^^^'^^órdia, e destes dependia ( em
’ Como ; ser a lei de Deus^ ^j^i- ií, iicifimma
®P°^‘°'o, era uma afirm ava ®9Ueles quj 54:8-10). Deviam enten
abe rta inconsist®""*" lei é incapaz
para qne não se submeten^ ^0' ■los se Deus, que até nos não ' dizer
d os ao
versos 2 e 3, o gr ^ ‘^^Perfeição (Jó 4:18), não^ag paiilo
''ável é aci
fi ne a lei civil esteja
^sainente, quem será salvo?
134 / Parousia - 2' semestre de 2008 \ JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 135
Doze realidades vinculadas a
de justificar-nos
ou santificar-nos, ela foi e justificação, poderia alguém racio
abolida no livre graça atra\ cs da fé e à parte das manifestação (cf. IJo 3:2). "A nossa
que se refere a estes papéis cinar que a lei não teria mais lugar
enquanto que o Espírito pode capacitar obras. É tanto à distorção como à obje pátria está nos céus. de onde também
M9Ü no plano de Deus. Paulo se apressa a
ei
[-] Quando Deus derrama
ção que o apóstolo responde.
dei-
aguardamos o Salvador, o Senhor
contrariar esse raciocínio. Suas pala-
' Seu Espi- Assim, a exposição apostólica Jesus Cristo, o qual transfomiará o
rito em nossos corações. Ele escreve ali vras rechaçam falsas inferências tira-
xa claro que justificação pela fé nosso coipo de humilhação, para ser a ela se
a Sua lei. [...] a santidade é das de sua teologia pelos que
^ 0 propósito
supremo da encarnação e da é uma questão de mera aquiescência* *§tial ao corpo da sua glória, segun
s>ipiação Opunham. Ele já fizera isso no verso
de Cnsto. O objetivo de
Seu Filho n- r. . 30 enviar ao que Deus oferece, dizendo: acei; do a eficácia do poder que Ele tem de
toi apenas justificar-nos.
J ” b 8 Essa é a posição geralmente adota
to tua justiça e assunto enceiTado até subordinar a si todas as coisas”(Fl
-ando-nos da condenaç/o dfM mas da pelLadventistas do sétimo dia.
antes um compromisso assumido cd ^^20,21).
lambem sant,ficar-nos através da oh ctmos que essa é a melhor inter-
diencia aos mandamentos da lei [...] A Cristo de recebermos Sua justiça Realidade 11: Assii?} afé não põe
santidade
à lei. Bem ao contrário, elo o con- pietSrpor^elo menos dois pontos
_ - consiste em cumorir ●
exigencia da lei r i ^ ^ J^^ta vermos essa justiça, não por noss^^
cm dizer que não n.H ^^‘*isiste forças, mas pelo poder que Ele Anulamos, pois, a lei pela fé? P"7lTr/ersículo31 mantém uma re-
Nào, de maneira
_ nenhuma, antes con-
porque a carne” habita^^^ ê^ardar a lei ca a nosso dispor, o que finalmentc^^^ lação lógica CO
traduz em termos de Sua própria v* ‘ ^'imamosaIei”(Rrn3:31).
’ porque so- ^®^’‘P°'’ ^'Intaseascoisassàoas-
mos habitados pelo Esp,'ri
irito '
de Deus. sendo vivida em nós(G1 2:20). Existem duas interpretações dis-
Em que pese 0 fato de sermos desse texto: ''’rpaulo afimia, então o que
Se relembrarmos a sim com gua situa-
saiv*
teira que vai de Rom
0 lugar
passagem in-
i neficiários passivos de Sua obra q\^
fica, a experiência dajustificaÇí*^f|'jj,
y, E /í Iqi significa todo o Antigo
^^^fcimento. A justificação pela fé Po\ ó
constante da'lT 'h ^""^^nciada antes da cruz, na forma
é é tremendamente dinâmica. ée
^nstao deveria estar be ' Pfoniessa. Romanos 4 comprova-
nossa mente. Nossa I k em ficando a vida do crente; e Pf^. .o rá a
- mais uma vez, já firie (2)
(proclamada por. da lei é necessária nossa obediênc*^^^^ queprecedeenao
muis com 0 .92 “Anula-
de Habacuque 2:4, “o justo combina
^ne Deus detennina em Sua vem em seguida. aca-
para Ncsse por sua fé”, aparece em ■ com 0 \ é, em YÍsta do que
desobedecer a ela Pef ^to, a resultante do cristiart*^'^^,
obediência à lei caso, o versículo 31 abre canu- a ,'eipelafé?”R®al-
*2 Robinson, “não é abolii bho
Deus é tão i
importante esse conteiido moral repi®^^' si a tese do capítulo 4, o qrie baiiios de exp ^ecessita este
Seu Filho para aC*
morrer enviou pela lei^ mas precisamente cap íir ^Q^ifi^aria que esse verso peitence mente ocap^fi^^^e a digressão
Espírito por nós eSeu as
para viver c do capítulo 4, ou fna tipo de introàn^ ’ ^ 4:1
em nós, pessoas a incorporar suas „ 91 0
a fim de das, a 13:8) como um elo com ele, o qae ali é apenas Rendai. A esta
ência.íís cumprir a lei (8:4; di-
ao se consubstancia a realidade
12- , 0 ^^ove a
gf . " trnpressão de aparente é transicionnb « apropriado para
de defender da
acu sação Cris‘° ! 4- do capítulo 3 para o capíhi ^ altura seria nwis^ f to judaico
p„, „ - Semelhança plena com
mnde ideal a ser alcançado, e
síir
hfijri ^ Parece que Paulo de repen c Paulo
hest^ assunto. Princípio exaia o da
cação é 0 processo pelo
)4 Ann “"^^^rpretação: e/n lng^^‘ ^
^ ms nos aproximamos dele: co jite '^estame/íto ser anidodo pc
s com o rosto desvendado àO
pecado;o riielhor aló ri^^ "fdivino de a°'ideia de que a
0 SeiPo^ Q confirmodo po/‘ à
oponentes Se por espelho, u B d o gi'’
poderia cdos ^ ver.so expõe nm co/nbote ■te
^^*mos transformados
° pecado com un,u °"seguirera, , dç de antinomismo pot 3 0 Antigo
®apa de sant a ® glória, na Sua própria 0 fé-"TaP^ÍÒloestáafimrando.e
Bstae a distorção 89 éoque° Locontrano ® fé. Alêu^
a
tina da graça e O íenuo “lei” aqui tena^^
37° pelo Senhor, o Espírita >4^ sim àue eonfi‘™“ nda hipó-
legalista à H ®‘"'nbéma!7^‘lou- C)çi^ ^ da expressão da vonta
tran ;''amos sendo contmff 0fk
0 hos 2 ^cuTio exarada, por
‘■^^"^fmniados
até 0 de glória em ^ JP disso, se
pela h\' . iPandamentos. Depois c
'‘IPmo lance da transfo” fiid 0 0
que Paulo falou sobre
®®melhança com Ele em St>
136 / Parousia - K JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 137
^ SEMESTRE DE 2008 Doze realidades vinculadas a

tura nascida de novo, e com a força


tese como válida, descobrimos que seníitit’ a culpa do pecador, este. no momen 0
Hoje. a acLisaçào vem no dá, palmilharemos
Paulo antecipa a objeção antinomis- to em que crê nele. é inocentado, ab que Jesus nos Diremos
oposto daquela dirigida contra
a e a responde sumariamente. Deta caminho da obediêncy
afirmar a necessidade de obediênc*^ solvido, justificado, enquanto Jesus é
como 0 salmista: “Agrada-me fazer
lhadamente, como visto, ele o fa. a convertidas condenado, e paga o preço da trans-
à lei de Deus pela alma tua vontade, ó Deus «eu; dent™ ™
an- alca»' §i'essào do pecador. O pecador pode
tenor). Em resumo; crente, como friilo da salvação a* meu coração está a tua lei (SI 40^8).
do
Objeção dos çada em Cristo c como evidência absolvido, ou justificado, precisa- Paulo, “no tocante ao ho-
(^^versári Ou, como na lei de
afirma tnente porque, no momento em qne
processo da santificação ensejad»'
«elhor!'parTetea tó deíeí'™''
^ais razão de ser
inici ada nela pela justificação
-elafc' crê em Jesus, ele é considerado um
‘“Ompridor da lei, já que a vida justa
r’'r'v”rA“«e»
..<1. ■«““ ”” ’"
de

significa negar a salvação todo 0 dia


^f^spostado ® Jesus é atribuída a ele; assim, o
apóstolo: em Romn mente pela graça. leii É a minha meditaçao da lei
nos 3:8, ele Pteceito da lei foi cumprido no peca-
Para tal acusação. e resp-A pfO' |â'n9:97).Asstm,oprecerto
or, e ele tem o direito de viver a vida
nele se CLunpre. ao
acusadores, a resposta é unia
d«u pois não começara*^^- u ^^^ogurada àquele que a obedece.
oisamente aquela proferida pn*
teologia. Em 3 Barclay toca esse ponto ao afinnai.
om sua própria defesa; ‘'a con ^ ^ que proeeUe
«sposta sumariada n ® ® “«a lio-
destes é justa" (Rin 3:8). orque Jesus foi completamentc
”^®;®oia de sua ar^nT” "®=®^^ária res
nor. Realidade 12: Como exatamente como nós tomos mn do na Lmunhão íntima e no
’^ooapítuio6 ,® tey‘ação ante- alicerçada na e
deste maravilhoso processo Adão, agora somos um com Ele, e,
en-
dale‘ fofi’
‘^^atamente como estávamos envoltos
no
contato com o palavras”.^®
Çào pela fc). o preceito
0 qiie pecado de Adão . estamos envoltos O sen tido essenc faz , e de maneira
Pfido em nós. “Porquanto na S totto
perfeição de Jesus. Nele. a huinam- Toualmente
inipossível à lei [...1 isso cumpi-iu a lei de Deus, exatamente
]a ahidanwiscl®'''*-
ciando a seu próprio Filb^ ^^«10 em Adào a humanidade a quebran-
nota 97].. refere-se aos
Nele, a humanidade rendeu peiíci^ [ver
que 0 preceito da lei se pikaiõifJ^ da lei moral vistos como
°°^iência, exatamente como em Adao m andamentos
fa- quer
nós” (Rm 8:3, 4).*''’ Ess^ ’ Deus uma ● j„”queTiün ‘ satisfei
^ ^^^manidade mostrou a - um todo, qiio
^ entendido de duas foritias ,, a lei so
^ desobediência. Os homensenvoltos no
são sa \o ●ido”(isW
^^Vetivamente e subjeti"^'^'^^^^^ ‘^rqae estiveram - . to") 01” seu p o''°- '"ipies que “não an-
^ primeira tem a ver, ^^cado de Adào, mas agora estão envo poda ser ou-iiH^as segundo 0 Es-
97
na bondade de Jesus.
com 0 que Cristo fez pof‘
correto ao mas
sistem ícr na cruz, pagando o Je ^ A en-
te s^sgunda forma, como se JO aspecto
fi ça da lei
que Ode redenção; e com o ^ n ova
^ tem a ver com a
Com 0 ‘Jesfrutamos quando jofPj.- justifi-
^ anular “a Aceitamos como nosso Sa ^ O qtie 0 pecador, uma vez;
Ça pela fé^ vive pelo poder da gi (jp.EniborsJ .^itnpode.
^‘^^teúdo H ^ tecusa-se ^^al. Em termos práticos, ’ ^ obediênom.o'^'’
te operando. Paulo afim« n«se
0 que quando o pecador, 5. Ãto cumpr®
den,o;“*''omade]'J°;^ando nrém qne ^ pr^P^"
cin tiós que o preceito da lei se
pode que l^^fat 0, recebe-o como sen ^ ObservefflOS’P ,yem Romanos
que nào andamos segundo a
0 Str pecados são atribuí^^^^^g é ^ ^,5 desejos u sada por ^ ,ei cuinpndo
ong: Pe ■ ’ isto é, satisfazendo os siçãri
ao ^Pquanto a vida justa de ^ J^ 0 Espíri' na
ton®hRnosos, mas segundo a iiiesmD
r - por 113°''®’’'*° os buída a ele. Então, diante V pW ' ,● do
de ^^Parece como aquilo ^o^.s
''''titl!I° ''Ivendo de acordo con -idoF^^ >“’C
de pr=»>» da
Um de Deus. “Andar segu«d ciimP^
t ransgressor, e, da form^ 0 cuinprinten‘0
lef’ 9s ^0 pei-fp- 0 hiq ’ levar-nos-á à plena segiiH' afirma,
eito paiilo
pecador aparece conir> qiie
“e a lei de Deus, que ta®cr ia-
é, um justo, e, P mdv
Em Phitual” (Rm 7; 14). Corno
●Entras palavras, assrn"*
138 / Parousia - 2°
SEMESTRE DE 2008 Doze realidades vinculadas à justificação pela fé/ 139

lei não é essencialmente um ato ex- tema abordado na Assembléia; sjus-


é cumprida por nós. nào obstante, ben- Finalmente Stott: ela reconheceu
ctavo do crente; é ato do Espírito ís. Isso tificaçào pela fé, qne
dito seja Deus. é cumprida em nos
Santo no crente,'™ Isso está em plena mensagem enviada
existo para ser encontrado sobre todos e da como preciosa 111
harmonia A santidade é o propósito supremo
com 0 que o apóstolo afir- em todos os \ erdadeiros crentes, o encarnação c da expiaçào de Cristo. O por Deus,"» luz procedida do ceu.
- ; 103
ma em outro texto: “Porque pela ' correspond e à intenção da lei. objetivo de Deus ao en\'iar seu Filho não ^ Apenas algumas citações sao sufi-
foi apenas justihcar-nos. livrando-nos da constatar seu empenho
Ça SOIS salvos, mediante a fé- ehto , Jo cientes para se
condenação da lei, mas também santifi- como ela res-
;|-vemdevós,édomdeDe;s nào por algo tào relevante, e
Plumer observa que "a justiça ^ oar-nos através da obediência aos man
de obras, para que ninguém se glorie.’ lei é a Justiça que ela demanda salta cada uma das doze realidades.
Pois somos feitura damentos da lei. [...] A santidade consiste
prossegue: em Realidade 01: Todos pecaram
Cristo Jesus ^ dele, criados emc. otimprir ajusta exigência da lei. [■■■]
para boas ob ra<? uu anos após a Assembléia
1- Ponianos 7 insiste em dizer que não po Quatro
encia aos preceitos divinosl i ^ For viva união com Jesus Cristo. demos guardar a lei porque a “carne ha- ela escreveu:
Deus de antemão ~ ’ mos Sua ativa e passiva períeiia obe ^ha em nós; Romanos 8:4 diz que sim.
andássemos nelas P"® que cia à lei por nós e em nosso lugar ^ ^ós podemos. porque somos habitados
diência, dessa fonria (Ef 2:8-10). Obe- P'^'o Espirito de Deus.
nossa justiça justificadora. Nada ae Deus, erançadamente arrui-
inteira
um ato de Deus no eo nsiderada, é lei demanda [...]; e assim, a justiça relembrarmos a passagem
crente, tal como d períeitamente cumprida em nossa que vai de Rom anos 7: 1 até 8:4. o lugar t de é inimigo de D^is. sem
sua própria salvação hficaçào. de- P ’ . fazer qualquer coisa boa.
O sentido 0^ '^unstante da lei na v ida do cristão forças para faz ^
Veria estar bem claro em nossa mente.
vo de “ 0 exclus ivainente
objeti- Alguns contendem que isso é ludo^^ de' contexto da
preceito da lei se ^ussa libertação da lei (proclamada, por
em nós ^umprisse se 0 que se viu no v. 3 é correto,^? quC
d assumido mos, da mesma forma, acresceut ^'‘^mplo, em 7:4, 6 e em 8:2) não nos Ela afirti^^^^^yg^indica que ela
mentaristas a ● por alguns co-
esse verso também envolve ^ lei- livres para desobedecer a ela. Pelo
d^es 9ão dos crentes; e que a justiÇ^ ^^pj, "^°utrário, a obediência à lei por parte do
ntravés de Jesus Cristo e por ^ Ue Deus é tão importante que E e acerca do estado do
g^-eRobertHaldanet;'^^^ Ny- *■‘*0, é neles cumprida tão "uvioLi Seu Filho para moirer por nós e Muitos so “"ivem -se; em sua pró-
esses comentarista, n certo -se com alcançar
tão seguramente confomie a sau^* ^u Espírito para viver em nós, a fim ^ seu
° de que, em por alto ^^^“^gurar essa obediência . 11)7 riajus"'?''’ de caráter...
lo deles avança. [.„] Sem santiheaÇ pr‘^' nonna humana satisfazer as
, ^"«'""atratand O da 8, Pau. nimm homem verá o Senhor- fi ‘ cris; sua própria não podem
tema que ele abriu
no '^‘Wificação fess de por sti niesinos de Deus!'^
confiança nos méritos ^ parece evidente que Ro
essa razão, -um lo, óiaiios
reivindicações
gi'ande ^^Pítuloe.p,; aào seguida por uma 8:4 comporta os deis sentidos 5 a trans-
^ tanto 0lumero de es-
fudiosos admit P'^ceitual vontade de Deus, e dai
Q2; Pecado e
tivo como 0 sentido, e inútil. ^ jUstiça de Cristo: ela é tanto ^ealídad^
obj e-
fórmula ■ Al- sibi]- *^^^tito comimicodo, o que ● de- dois anos des-
Por eomo ao crente nào somente ser vistas a
^^gue m ^t)hl afirma igiialmente: cia
clara que«ernpio, Matth ^ado, ● D eus,
Hemy d. » uias tomado justo pot de a
A lei, porém , foi cumprida P ela iH' Pect
oS da; |'^aniente através da expei iência oraiide
tanto em pela 3^ ani'
sa , >Uorte de Cristo. Também - e da santificação^ ^
fé , deciafo^-
^*■05 de Cristo não estão l^m^ F [f ' Pela fé. , iaeDeus,epel2S
«aredimos 3 ^ qerájustific^'
a lei, mas para eumP Nós
As de
do modo desse cumprimento sei‘ obras
iP ●realidades no contexto
R"" <5 completai'’'"'.'* ‘""Putaçâo Romanos 13:8-10, ma^ $eêiP da. Os
ladeei ^EaPo LIS
^ qual "^Pusto aqui: ejue não audamos io5 em
d'
O mas segundo o Espírif^- de N , eiu têm
^^^●falmente, Ellen G. Whif^ ele
,1 Pj^upósito e resultado da lei que
atfdo' "ós, quanT'"'''** uçao por Cristo,” declara
“foi
toca nestas realida em Cristo
do 1888. Mas, desde 18"^^ do Filbu
sa
Cristu
óns esfo‘° '*™ "se d"''*’!"' a partir de 1888, elaj^
nao do ,
’ ^sforçar-se-iam, estao se sua natureza
requ^' ●^ais incisiva no assunto-
O
da lèi” os justos ^^^so é, certamente, o pnu^‘P
140 / Parousia - 2° semestre de 2008 K JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 141
Doze realidades vinculadas a

Quem procura alcançar o Céu por suas Ela se refere com alguma insistên-
próprias obras, guardando 3 lei. tenta alma divina o resultado da transgres nificativo gesto de sua parte: “Cristo
tomou-se a propiciação do pecado cia a essa outra realidade consequen-
são da lei de Deus. Todo o sofri' com suas respecti-
te. Cinco citações,
mento que constitui o resultado do ^0 homem. Ele ofereceu sua perfei
vas datas, são como
l seguem:
pecado foi lançado no seio do inocen ção de caráter em lugar da pecami- revestimos da
1890;“Qu3tido nos
ve- te Filho de Deus".'-- ^osidade do homem. Tomou sobre si
com ica de Cristo, não temos nenhum
^nialdiçào da desobediência”. jusíiça
Realidade 06: Ao morrer por no pecado. [...] Poderemos
prazer odiaremos o pe-
Cristo nos livrou da penciHdcide hlm ano após a Assembléia, ela to-
Realidade 03; A tr cometer erros, mas sofrinientos do
o nsgressão da Em um livro pralicamente oriun o ^ou esse ponto com outras palavras; causou os
lei de Deus resulta ^01 morte cado que ^ « 133 Ao contemplar-
do evento de 1888, ela escreveu
Igualmente de dois ^lei requer justiça, e esta o pecador deve
^nos depoi s Cristo “foi contado como transgi^^^^*^ insto traspassado por nossos
da Assembléia nos vem ã lei; mas ele é incapaz de a apresentar. nios a Crisio, podemos
este afirma- ^ fim de que nos redimisse da cou ^ ^ única maneira em que pode alcançar a
Çao: “A transgressão col ocou nação da lei”. 123 Um ano depois ‘
do todo O mun- ji‘stiça é pela fc. Pela fé pode ele apre P^^^'"di7aÍeideDeusepermane-
Ele veio favor; sentiremos que,
morte”.i>A,gy“’ ® sentença de Assembléia, ela registrou: sentar a Deus os méritos de Cristo, e o
Idiçõo Penhor lança a obediência de seu Filho a "-Sores, rem.de.S.O-
para redimir [o mundo] da ma conio
afirmou"‘AmTr!' fio pecado e da penalidade da tran eredito do pecador. A justiça de Cristo e
« infalível resultado da derar■do-t-SScrtsml. ]
^^ita em lugar do fracasso do homem, e
aleideDeus”.'i6 ^®°bediên cia gi'essào, para que o transgressor P lãeus
recebe , perdoa, justifica a
, alma ar- de pecar.
desse ser perdoado” .''-^
Realidade 04- s U^ ^^Pendida e crente, trata-a como se fosse130 se m
Cristo í justa^ e ama-a tal qual ama seu Filho.
a lei de D eus jornais Temos também esta jóia a nian damentos ^nua entrega da
Ainda
em 1890 ela pena, provinda de 1912: pgvidoah'
“Jesus guardou
os escreveu- oficácia do divino sacrifício, a -Q ano depois ela afitmou-
'?plobedidneia-"‘‘“;;,r
Deus”.'*’ Mais 125
mandamentos de fi^fie da lei será cancelada”-
tarde ela to meio de arrependinien-
^ obediência de Cristo '^‘^nfirniou Realidade 07: Afééo melo de 1899: “Para ^em de haver
eomo sendo Sgf aceitamos a Cristo como nosso
recurso de a essa justifica? m ^tiva e
salva ção. Por ^apoderarmos desta grande ^ Senhor perdoa nossos pe serve
diência sua obn ia contínua
r, ^ todos os Ela declarou em 1893: Par*^^ ^ Suspende a punição prescrita „K«*“ opera por amor e purifica
Dous, Cristo “^"damentos de alma
^0 apóia em Cristo como Se ^ ^ Imnsgressão da lei. O peca or
homem.”“8 , ‘Op erou a ^^denção se a
Cristo foi do esperança de salvação, então ^ttcontra, então, diante de Deus a alnia ■ ^fé não
cada
,^^9^erimento . ^ obediente""
constitui seu fia lei” ‘19 . ^ ;^^f^staafégenuína”.‘^^’Tras an*^^ ^ Urna pessoa justa”.
sla havia escrito: “A fé mor-
mente a . de ju’ ,e^^^^*'dade 09: Ao crermos, a
cobe rtura Justiça. So-
providenciou Cristo ^Piopria da justiça de Cristo, o ^ Wbo ^ Pora o pecado e passamos
■ ^esmo or é feito vencedor com E
comparecer à J^^fie nos cana ■ -a
a Justiça
cobertura 0 de n. " Va habilita seu possuidor fiai, realidade consequen .equente qi'- - q/iiiie. M-i-
^^FllenC-'^‘ tivas datas:
tica r- ' ™®«odeSua méritos de Cristo”.'^^ ,do^ par*®Lq.oiBasresP^ ^vidana
bÇa, Cristo colocará s r*’''°P’'‘ajus C,“ficaçãopelafé,EllenG.Whttc
^ , ^®^fidade 08; Somos 5 é explícita. Uma declataÇ» locações Pol■ sua [dc por sua
do 1890:
Realidade nc. T Volvidos da condenação “Je, datada de 1890, registia- a lei de 138
honfon
nosso lugar Cristo 1 s9^: fo Terra,
^o}^o cremos em Jesus de a tJal L -] pela sua preciosa gm? ^ estabele"^' ^5, que, ««
Três citação datada ecerá as faculdades niorais- iiiorte,
ela Cri 1892: “E ® , da obedien«a. de
por sua obediência considerar
escreveu: “cíisf ^sseiubu- lei, es poderão se
'"«defiadorebh ®'®umiu3 7‘a- V P^*'a a alma
Os mas vivos vez a prestar
D pura o pecado,
P ^“do pelo u ^dor ao t“!P“^i- eus’”j32 nos de Cristo
mats oito ! ° toniar. se Segutdo ■''lVo2 J"' ■tanto,
10: Cristo , po^ Cristo» ,39
su-f ° ^ qoe ela disse em ^ ■mos
tr ^^os i obediênP'" '
sua Para^^^^ ^^ivindicar esse5 s i iPP ^ ns Jostifica para continaot
aquele que nele cre. ir adindo a lei de Deus
oiente iit® ®
P°r este profundam®
142 / Parousia - 2° 4 JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 143
SEMESTRE DE 2008 Doze realidades vinculadas a
Jesus é 0 grande
e argumento irrespondível quanto à Semelhança com
sòes. e cobrem-nos com as vestes Jí' *^6cendo a lei, também não nos salva
imutabilidade e a justiça da lei ideal a ser buscado a cada momento,
justiça tecidas no tear do Céii”J''^ por sermos, através de nossa obediên- escala ascendente. Esta
Realidade 12: Como resultado cia, e vivido em
desse maravilhoso processo 0preceito Então, de 1896 nos vem esta pS' merecedores da salvação. Jamais de 1890:
citação nos vem
da lei de Deus é rola: “No momento em que o pecador fossos atos resultam em mérito diante
cumprido em nós
conde- Deus. Ela disse em 1895: contemplando-lhe a
Como visto, esse resultado envol urê em Cristo, permanece sem É olhando a Jesus e olhos fixos nele,
ve dois sentidos distintos que nreferi nação à vista de Deus; pois a justiÇ^ amabilidade, tendo os à sua semelhan-
l^ossa aceitação por Deus só é segura por transformamos
de Cristo é sua; é-lhc imputada a que nos todos quantos lhe
assim classificar: (\) sentido o^ meio de seu Filho amado,e as boas obras ça Ele dará graça vontade e
vo-ajustiça de Cristo sua Jv 0 caminho, fazem sua
feita obediência de Cristo". ^ apenas o resultado da atuação de seu seguem 150
obediência à lei de Deus’ é i ^
imputada Nota-se. portanto, que Ellen ■ ^mor que perdoa o pecado. Não consti- andam na verdade.
sentido sréjetivo — White dá a necessária ênfase ao um crédito para nós, e nada nos é
ves do novo atra-
do objetivo do cumprimento da ^Iribuído por nossas boas obras que pos-
a Conclusão
viver uma vida d^e^beír' ^^rnios usar para reivindicar uma parte na
re- crente. Mas ela não poderia doze realidades
ciamos divinos'
^«ilvação de nossa alma. A salvação é o Temos observado -i É evi-
uludir igualmente ao sentido su J
Ellen G. White gratuito de Deus para o crente, que vinculadas ãj
confirma e
, sses lhe é concedido
I O
dois modos do vo desta experiência. do unicamente por amor a não esgotam luem 1
1o
Cristo. dente que
ceito da lei na cumprimento do pre- Suhjeti\’0. /vtravésviv^t
Sentido Não pode apresentar suas boas Luteroo
conseguiu
^^periência obr afixar nada
que crê? Vamos daquele novo nascimento, passamos a de como argumento para i salvação nem mesmo
de 1517, ao da
conferir; ^ua alma.’’’*^ de novembro na porta
Sentida0 uma vida de obediência aos recla‘ suas 95 teses
divinos. na Alemanha; ou
Cristo, Sua pífdte A
nossos dias, com
Sto con ■ ultura, temos que levar em
imputada a
1^0 novo nascimento, o coraÇão >se fé que a santificação peln Sfv.n«- como pano
de fundo
deador da
hannonia com Deus. ao co . naturalmente a experiência desenca 15!
^ Justiça de conformidade com Sua Id- i^^ esse fato do século 16.
u . ..-.m no^ ^ justificação pela fé. Ela tem a ver protestante
n justiça da lei" se cumpre uH realidades
^'^Portante pergunta:''Uma vez j^efonna
0 con-
do ^^ ^cido, o quêr
“ijamos sob a co^H? Pecadores ^ ^ declaração anterior data identificai'^" justificação pela &
por sua obediênn-^ “P®'’ da lei r’- paig transformada e sob o im
uaAssembleia, 1888. eito bíblico d Ji que con-
de
ma para a alm Prestada à a vida de quem foi
De 1892 temos:
Saaprópia ^'‘i^P=ndidao '’'=cla- O irreíl suu justificado pela fé segu^ con'<°;memaumasituaÇ^.
P cpriajustiçapu ° mérito coração, que em seu estado
rado uo processo da santificação
Ela uào era sujeito à lei de L [■- cren- essa
^screveu deleita em seus santos te pelo Espírito Santo no
1893. No ano esse test
®®unh 0
em cuiTipre-se a justiça ni p s G. White afirmou em 1^9 caracte-
^^guinte, na
'^●a dis se: que nào andamos “segundo
l^ediante a i‘,v,
segundo O espírito .” ]J6 carencí»’ l; , dos da ju®
^.^JUstiça interior é testificada pela ^ ● os resu
P^“dorpodes“f'“^‘‘P“deCr it^ rizai a
i>,ç ’ Duem é justo interiormente na
“berqueai,; ‘‘rpüeestá ?>«o,o
ele
Antes, em 1890 Ellen O- ^15' di/^^*vel nem incompassivo, mas ' vida fiuniPP^'’ , s colocaÇ“p®Jf'r’no
preceitos. Comn '«m tod^"^’ ®vta declarado: “Redenção d' á» fo ^■■esce na imagem de Cristo, in u
força. Aquele que está Íl888.P°VÍdsnãohápoP-
PUC ati?^ seus
1 ■ ^'SP^ifica cessar a transg*®® -gílO'
'^ÍP‘'^upe„,lf“'-peloFi|/V’‘'>be-
>^ol>rc 0 pecad '‘'''^'■ussào
'‘‘'"■crcn„,,°Pao Pode
f Deus e ser livre de cada lei
Pf,Gia
di'
a a,. ^
a
^ seguirá nos passo de Cris tada
esvair em glória. E
^
..
'0’'° Is
que CO - neapofi®P.,„dflcaçaoP
T
elã
afi oos salva sobfs
Mais Um pela qual somos é
ano *^a , jiem nos salva em
méritos dej esus «ela,deciaj. dc p' Coin qual somos santifica ivel 0 P^^'
Oll; H A primeira é nosso
^P^gam Os
^stran
^gres-
fia licença para quebrar a ' „íiP Para ^éu; a segunda, nossa adaptaÇf
tificaãn
not; mesma forma 9^’^ Pel A justiça interior é tes
para continuarmos ^">^terior. 149
144 / Parousia - 2° semestre de 2008 K JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 145
Doze realidades vinculadas a

leio dessas colocações com citações de rn 1 Butler”(ibidem, p-55). _


dào aquiescência intelectual às verdades da profecia c a icolotzia da lei mantida pela
° ’Citado em Williara L. Reese. Dicnom-
autores evangélicos, alguns dos quais da Bíblia não lhes trará os benefícios denominação” (Uma Igreja Mtmclicil: breve
foram referidos neste estudo. Isso re ^^istória dos adventistas do sétimo dia [Ta- ,rofPhilcsophya„dReligio.:E^,erna^
da salvação. Essa crença não atinge o pon Western Thought (New Jersey and Sussex.
força a noção de que os adventistas do to vital, pois a \ erdade não prende o cora
SP: Casa Publicadora Brasileira. 2000].
sétimo dia se harmonizam com 0 pen- P- 89. À página 93. no entanto, este autor
ção nem iransfomia o caráter. 15.'
sarnento da Reforma declara
, . .„ , no que concerne que “alguns da liderança adventista
mns J do grande re-
ajustificaçao pela fé; um levantamento J_^ceitaram [a doutrina da justificação pela
Mas quando a justificação pel^ ^ 1979)-P-^ °;°:'3ua declaração sobre jus-
da posição dos principais reformad ores j^l’ passo que a maioria rejeitou tanto os fomiador const
experimentada, os efeitos de tal experi °tiiens [Jones e Waggoner] quanto a mensa-
confima esse fato.'» E mais que con tificação pela fe, regisn
ência não se fazem esperar. E atestamos de deles”. Fioom informa que foram menos única espe-
dizentes com a Reforma, os adventistas
se ajustam como que a Bíblia diz que vida cristã não é apenas uma qu^^' Um vinte, “e consequentemente nem mesmo “"'Tohnson. “Cristo, nossa evento de
tao de boca, mas de obediência a Deus- ^ quarto do número total dc participantes
que realmcnie se opuseram à mensagem rança” ^^ -;SSonocns.ta-
Ao fim de tudo, fica-nos a convic da 1888,0 ad''Ç"“™ Mnndial, p. 93).
ção de que justificação pela fé exise uo adianta alguém falar que é de JUstificaçào pela fé" {Movemeni ofDestmy nismo(Knig , °ed„ Handbook ofSe-
mais que aprendizado e apreensãn ^ quando vive como um incrédulo» .0 Raoul Coramentary
telectual. Requer a posse dos h á de 1972]^'"'* m-
1’lurald Publishing Association.
ser um verdadeiro seguidor de P- 367. Esse aparente desencontro ”'
,%®garstown,MD:
d= Cristo, .oL fé s* ^ riisse, em 1898: ‘^O maior dos em
^^utiativo possivclmente fi ca esclarecido
quand 0 se Reference f p„blishing Association,
ganos do pro cura entender o que os auto-
espírito humano, nos dias d®
a=.p»ih.™r"“r“r
fes Review and Heraio
.
vjo|*^‘'^*^uderam dizer ao falarem de reação 2000), P- lO- _ os adventistas prectsam
era que um mero assentimei^^^ A.ntssaoqn=° ondoédelmeada
a verdade I.-4 ]síeS'
ho
L i^eexaminar interpretações, rejeitai
Emo.t„,p.l„„,j J6eri. constituísse justiça ● 0 un s e mensagem, e se opor à mensagem. levar a ofeito «®‘°^wiica de Apocalipse
fe e uma questão d e experiênc’ ^ se
f^iesrno ano, ela afirmoiu “]síão cia/'f é que. fi nalmente, a posição o tríplice nrensage”^ 30 E„en G.
não apenas para ser entendido " pode 0 vse
nias, homem — esperar colo ca* ]gj.çj ^ '^^^^embleia logrou o consenso gera a
antes de tudo, para ser desfrut h’ Pend^ ^ líderes (ver nota a seguir). In ^
Em ^ ocente diante de Deus e em pu2
1890,EllenG.WhitedecSroíi: Ele, se de como líderes disso e daqui o
ao ●mediante os méritos de Cristo» c_ a Igreja “toma uma posição fi nne em
Há muitos que niesmo tempo continua em fijvor,da herdade progressiva” (Floyd Bresee,
creem que Cristo ê Ciçõe «'^'"""'‘'tlra nestes tennos, et
dor do mundo, °e oSalva- I88g para os líderes de 1988”. M^-
que 0 evangelh oé se 1^ rieixar de transgredir, o toi^^^ l^í-ÍSsagenrangéO-^^^^^^^^
e revela o plano da ''erídico
- '■eéenção, uias
- não pos- verdadeiro” 'D julho/agosto dc 1988). radti-
à terceira fé e a es yangelho
suem uma fé de 1888 , “estabeleceu-se g a
mente 9^^ salva. Estão Nesse ponto, a Palavra 0 , . ^ute a s e ha-
convencidos da mt electuap E>eus é ''■am unidade. Os dirigentes que an 1:16), e
verdade ^ clara: Ora , sabemos crê”
não é suficiente’ afim de . ■= uias isto te nios ●df*' soai Po sto ao ensino tendente a uma fé d a eterno in como caída
0 conhecido por isto: se Sra. profunda aceitaram a repreensão inclui seu falso
pecador precisa ter aquela fé
' que se 3pro-
tnos os e\^ vaÇ»°‘‘^”tuncÍBabilòn>t‘
lhe ntai a obras meri-
pna dos méritos de Cristo sous mandamentos. ●df* ^ confessaram sua eiTÔnea atitu ou
para a r diz: (AP perdição
pria alma [.,.]a dos ^ua pró. - congresso” [História àe ^
9*^emeram ente
os seus o conheço, e não de 1988.
htasj, [^''uito André. SP: Casa Publicad
nele ! ^andamentos, é Pr
op>’^^d],p.251). Bresee confirmaj e,
tóriíis- ●’
da
^^0 está a verdade” (lJo2;2’ por ocasião da Assem ^ ’ salvaÇ^° ’ 0 a colhimento
has
Referências M ^ guiis líderes aceitaram ^ doutn os p. 32-38- deq uestão^b® fé impulsiuuuu
qtie
ele de sua missau
— cn„ afinnando que, década
' Palestra da Semana A . ^'^’-'ui'am como líderes, quase to doiitrtfb
bloSS“ dos ad'
culdade Adventista de Tp da Fa Ún ' "''"'b os U d...*-;:,..»*’»""’ 19] viu 0
Onica F. Johnson, “Cristo, rpa lU 9Ue Uào
h;, anos seguintes. A maioria século
Unasp-ECrAmensa (FaT)'^'
do de Perança”, Revista AdvenUst^' ht onhecta®-
1988, ente do ^ fi zeram, desapareceram scevn°‘= , expau-
fe na lASD : Minneapol" 0. P- 15, 16, Li¬
' C. tM Çò
M dp y 9Uadro da liderança” (Bresee, 54,
^entis'"*’ vUbl, lubs »®^''^inação
profertdaemSdejunhode o7*depo3Ü; ''>'orkj Maxwell, Tell It
^RobertW.olson Ejit P^*‘u os lideres de 1988 , P-estão
View, CA: to
iM que já no início aceitaram -
tos e L.çòes”, Ministério, mai '/
P-4-12. ’^^'o/junh Ode Pru. ' Knith P- 232- „
198 8, íu ^C \^.fken,d B, SlaiT. A. T. Rob^;
Siudo vioí 1 em “alguns líderes laP W- Prescott e W. CA
Se UvA
^ ^ upaixonadamente, s'’’ j,i
0
Poç;
0 grupo] se ampliou P="'^‘"^3
siç5 0 PHncípio eram muito veemei
J'93)-
certos aspectos da inteiP ^ J- H. Morrison, e [U-l
146 / Parousia - 2 SEMESTRE DE 2008
á Doze realidades vinculadas a
K JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 147

o verdadeiro adventisnio equilibra


tem 0 efeito de propiciação:0 pecado que po
o cognitivo com o afetivo, conhecimento York: The Macmillan Company. 1957), P- Bibie Conuuenlarv (Hangerstown. MD:
242. dería com justiça ter excitado a ira de Deus e
e 0 sentimento, a teoria ^eview and Herald Publishins Association.
o relacionamento com 0 a experiência [...] Anders Nygren. Commeníaiy on Ro- 1980), V-5. p. 1 .128. expiado (pela vontade de Deus), e, portM o,
a obediência [...] ^ „ faz”(A Commenlaiy on the Epis-
questão não é se aceitamos WÍÍ/7A (Phiiadelphia; Fortress Press. 1980), P- Heinrich, A. W. Meyer. Criticai and
ou deixamos de
155 (itálicos no original).
aceitar a justificação pela fé, mas se a estamos ^^egetical Hcuulbook lo the Epistle to the les Black, 1957], p. 78). de Todas as Na-
expenmentandc. Ela deve tontar-se para L ■■^Cf. Hebreiis4:l: 12: 15. ^orinthian (New York: Funk Wagnals Pub- 5-» White, O Desejado
um de nos. não uma teoria para ser Ldl Cf Romanos 16:2 e 1 Coríntios 12:21-
"'hc‘;s, l884). p.539. ou men¬
mas uma tnttmidade com Cristo a fim de ít’ “Transgressão” seria mais naturalmeij' Philip E. Hughes. The Second Epistle ^""V.^Jnãoéacausaimpelente _ __
te a
expenmentar” (Bresee, “Lições de I8SS para ^ versão de parábasls. e mais incidenta Corinthiaiis (Grand Rapids. MI: Eerd-
os lideres de 1988”, p. 51 52 5, ^ ■^entedepflí-a/7o/;í/í7. lõria, senão instmmental^^;-^^
original]). 'P' 52. 55 [„a|,cos no 1980), p. 213. Cf. Romanos 8:3:’con-
13 «
^ Nómos (lei) é “a revelação da vontade ^enou Deus, na carne , o pecado”,
Camp-Meeting at Rome, N.Y.”
view and Herald, 3 de ^ eus, os requerimentos do Pai a seus [j^, Com efeito, o fogo etemo. onde. sem a Deus pela qua i ^^^onhecimen-
545. setembro de 1889, p' os, uma expressão da verdadeira lei de Sno a fé
tot Onalquer natureza, concentra-se a ira crentes de ôstolo. de que
"* Geofírey Paxton, The Shnirí ^oliue^a (W. Robertson Niccol. ed., ' seil “preparado para o diabo e to tácito, PM ;„ão uma qualida-
^^-^^kTestament [Grand RaP’d'^ anjos e, evidentemente. para todos os
Advmüsm Rapids: Bakf BoõtÍ Eerdm supP' 9ue Se i
em duas edições, 1977 e 1978^ a ^ ans, 1983], p. 184 [itálicos ●if> Igualarem a eles no caráter (Mt 25:41)-
dos]).
português foi preparada e nnhr'^ 28 /‘gre- Testemunhos Para a
de Educação Religiosa e James M. Boyce. The Epistles of por sua
vez
Zonder\'an Publishing «o ra, 2QQ^^'^atuí, SP: Casa Publicadora Brasilei- ser
vençao Batista Brasileira (Juern^ ^●5 ,p. 124. ino
divino não pode
reimpressaem 1987 sobn^ ^ ^ ^ A , humanor
do n ^voca o próprio seU uoiTespondcncia na argumentação produto
PaulinaH fonna
^«pecado . Como vimos, o gregohatn^rtaf’0^ -. _j;?o e do ga
que p . ser respeitada: da mesma dop “pelototneiiisacan-
ar,
29 encerra o sentido de errar o alvo-
re.aseria“Asacudiduradoadventísr”t“" loidem. ^eitnc hoi feito pecado por nós. fomos
Esse pensamento é de. 30 ●18 . da f^arteira
do carteira dmesmo p. 344).
P^^stiça de Deus.
Hans K. LaRondelle em “pt “"‘'P PM Deus ( S.
[|5idem,p. 106. Ehfj..f ' l^ollenbmch. The Doctrine oj pago pn'" - Stc. toca
-adores”. Raniu 7 Eruce, The Epistles ofJoi^g (New York: Flemiim H. ReveU- 57 John 173 R obinson
EHenR™™, agosto de i 980 P-
G. WhitP rm'"-
● 3-27 iamente falan-
"«^’Ml:Eerdmans.
32 l981),p:89. of P-92.
Ellen G. Whitè 2l, I89J AB»^‘';“Iod"cSr:“P«P;
ggse ponto ao ificados/7^/
- fé, como se
nc, «
(GranTp''^' l979)' agj, G- T. Shedd. Dogmaüc Theol-
igreja (Tatui, SP: Casa Pubfe7''"' “ somos jusd trum ento de -
nossa jus-
p. 176 Rapids, MI: Eerdmans, 19 1980 Thomas Nelson Publishers, do, não “ ins de
ra, 2003), v. , p. 523 Ela dÍ7 ^'"asilei- 33 fé fosse outra- fonna
05 nossa -
Cf. finah í p\2,p.547. Isso seria apc nf_
rejubila quando ouve os prof “^«anás
u fato de que, no juízo Somos.justificados
d oS %u.v 2; "" White, -Chosen in Chnst , tificaçào-_ obras. -
de Cristo apresentarem desrur''®“‘^°^'=^ “"denados aciis^' 0 pelas _ através da fe’
ou
pas do rri
crim A julgados e 134 ^ ^^'0 Times, 2 de janeiro de 1893, P- da fé -
sua deformidade de caráter S quanto à °na base ua - j-philadelphia.
5|
“®S escusas pela g»9
eca T 34
hrohi Heb r eus 9:5. hilastêriou ei vertido lfyreslli"g^ rPress^
'*=*^Mpaspara loidem.
35
Ver,
36 adiante, a realidade 9.
37
'^ila(j'!!'‘^)”'^'''d A. Hodge, The Alonemei
'^todo 0 capítulo 6 de Romanos- RO'
"EdenG.White ‘
^^adora '*°hn Murr the
ay, The Epistle to 1 pgO)'
'‘bq, 1 Presbyterian Board of Pi*'^ L°9Í*’^f°joãrf6:8 ^ 7: ‘‘^“Sndodo pe-
P- i 84. Isto significa que a nie bW
"“Homens [ /l^^"^^crito 2], ]og, Rapids, MI: Eerdmans,
çy hilasmós em 1 João 2:2 e pii
38 Jajusnv“ „ .. nEvan-
Céu como um goveiante L'’"' “ “"“s ' do cado ’ f>iTi mina ● PnmanoS'
%gren, 1^‘^dge continua: “A 1
algum justifica o pecado’ fmf caso 264. P^ommenta}y on poineiitS' f [ íorma verbal de hilaste>to não
39
20 (EUen Q. Whi,; . l4:3d- ^^Ufes^^^'iibinada com Deus, evidente^ es-
Ellen G. White P-^70) ’ 1 Joã
-ao Passagens são: João 8:29,
to (Tatuí, SP: Casa p uF r ^ Corír^^‘^^ ';^>tores , é empregada tanto por no
5:21; ] p'j ^ebreus 4:15; 7:26; 2
1973). p. 493. ‘"=='dMa Brali|”f'- ra ^Op^2:20. for ^'"‘ssicos como pela Septnogif^^^^
coni"
Ob serve 0 triste Os „ ^hen G- White, “God’s Purp r^^^ „^5clap^ ^''^Piciação-, mas quando e
Cat^
7-i6 , con-
Saul, confonne ^^empio :● cgad pecado, pode somente ser emP - a jusfifi-
22 relato de 1 0 of the Times, 29 de it^^'
por 53 Ceri da
H. E, Dana , - Samuel1 13:11 de expiação'. (ibidem) att 62 obras ■
■ R- Mant '14. ■u £11
Grammar of the
Greek Ne w Lloyd-Jones. ver com atiW'
(8anto V^hite, Testemunhos trasta
e\v ra, 19841
42 £ ,
Casa Publicadora
220.
V
3.-2r) - 4.-25 (Lond^
1970), p. 27
cação
lei)-
i»'"" tem

G . White, Seventh^Do) e, ‘ IC. Barret também 0 s


negar o fato de que a exp ‘
148 / Parousia - 2 SEMESTRE DE 2008 \ JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 149
Doze realidades vinculadas a

des pessoais, ou individuais, na fornia como 71 Pão”) 0 primeiro sentido é requerido aqu.
alguém reage à necessidade de ser aprovado Erdman, Comentário cie Romcvtos. p- Eram os adscrsários de Paulo que o
69, 74. Lanfield. A Criticai and Exegettcal Com-
por Deus. consideravam um antinomisia. acusação que
63 mentaiy on lhe Epistle to the Romans, v. , p-
D. C. Bloesch. Essenlials ofEvangcIt- «Ic tinha portalsa. do singular é significativo,
Perseverança, aqui, é palavra-chave- R4 383, 384). “O uso
cal Theology (San Francisco: Harper & Cf. Eclesiastes 7:20: "Não há homem fato de que os requerimentos da lei
como Jesus d,sse: “Aquele, pois, que perse- Destaca o ■. unidade, a
verar ate o fim, esse será salvo” (Mt 24-1 Publishers. 1979). v. 2. p. 151. Jtisto sobre a terra, que laça o bem e que nào 3o essencialmente uma
de Deus sáo de Deus sendo
Isso evolve, naturalmente, o processo de san- ” Francis Pieper. Clirisr/an Dogmot' P^que . A universalidade do pecado à luz do d os mandamentos
!cs (St. Louis: Concordia Publishing House, pluralidade ■_ onfiindente conglomera
tificaçao do pecador justificado. “O apóstolo **figo Testamento c explorada por Paulo em nào uma confusa e c
nao esta h-atando com justificaçà30 e 0 aspecto '950), V. 2, p. 335 (itálico acrescido). ‘Romanos 3:10-18. hecível e inteligível.
da 8$ i. rào mas um todo recon Seus filhos”
expiatório da obra de Cristo, George Eldon Ladd diz: "Através Pé justifica c salva somente porque ela
ficaçàoecom 0 que Deus tem uiasfeit n
com santi-
n ■
se 'a paternal vontade de Dens para
morte de Cristo, o homem é liberto da mode- apodera de Jesus Cristo" (Louis Berkhof.
para nos libertar do poder do pecado"
%7 (ibidem. 384).
é absolvido de sua culpa e justificado, c TheLetter to tlteRo^
B. cȒa//c Theology [Grand Rapids: Wm. 97 William
Westminster Fress.
^^^yy/^^fistletotheRomans.p.ns) efetuada uma reconciliação, pela qual a ^ ^ ordnians Publishing Company. 1976]. p-
E Jesus no Céu intercedenHn 500). (Philadeiphia: The
de Deus nào precisa mais ser temida. A mo '
e 0 Espírito Santo na Terra ^ 86
de Cristo salvou o crente da ira de j 1957),
98
p- 106- ^ Testamento ínter-
nós que nos capacitam a resnonr'^™*’” ™ ira de 41. l^obinson, ]Vrestling with Romans. p-
e modo que ele não mais espera pelo ea 87
mente ao plano salvífieo de Deus e c pr
^eus, mas pela vida (1 Ts 5:9). A culpa E. B. Cranficld. A Critica! and
a nossa salvação; com isso em visr"‘f Ex.
condenação do pecado foram can-egados P ^Setica! Connn eníarv on lhe Epistle to the 100
mos apreçar melhor esta coln2 ’ R
‘‘*sto, a ira de Deus foi propiciada ( onians
nto de Profecia: “Devemofer''" (Edinburgh: T. & T. Clark Limited.
1981) geindeHoje'J^^^ ^j^ãodapreposiÇao em ■
escolhidos de Deus, para serm do Novo Testamento [São Paulo: 88 2, p. 853.
preposição ■P“‘^ ■ rg„„„entaty on Romam,
exercício da fé, através da 7^ “ P**'o «.tora, i997], p. 403). Nào pode 89 ^'■Ott, Romanos, p. 266. 267. ^ lüi VerNygf^N L
da obra do Espírito Cri, 0 e mais confortador no evangelho. Em vis» ^ Romanos 2:17-23. "O legalismo é to the Romans
obra que Deus fez no passado, não tenros i'.* ‘ 0 a Com-
d o Espirito 0 divino relacL para a saúde espiritual porque O

entre mer quanto ao futuro. Podemos


Deus eo pecador é renovado” (Efenr Whi- intere ^ ‘'*^Peclo de piedade e de aparente (MacDiP- ^27.
te, Chosen in Christ” n nat
65 *20 vindouro com confiança (ver rea > Commen ta-
8). trói’> Jn P*‘ópria salvação que ele des- pany,s/d)-P- úenry,
Ver Robert Leighto, '
un, Con 75 P- o único Caminho. Lição da loiMatthevH D _j2-appan ,NJ:Fle-
l^^ygren, Commentan' on Romcitts^ Escola
Eeter (Grand Rapids Ml; ^>tienia iy on
^
24 6.
cations, 1972), P- 233 234 „ Mestre ‘*hatina, edição de professor. 2 tri rvontheWho^;y,s/d),p.415^ on
*’tibl 1- 76 '● e,\A RevelILOup Coinmentaiy
deria ser O „ de 1990, p. 133).
uma lista dessas “’aS2 ° P°- . . '^*^uceito de que pecado
2,2 hdun-ay, The E, jistle to the Romans, P-
oertas - Entre outras coisas esse “"'"““d:* (ver R ^ estranho à teologiu P 91
que a experiência de estar mortn Robi ^
(itáalie -inson, Wrestling with Romans. P- tions . 197IL P- ’ dos pnncip3*s
do envolve a mais íntima alie ° P^oa-
do do coração e a mais i,n- do peca
iüsfifi pode, à vista de UiiS 97 original), Este autor 0 in-
da to contra
que 3:31 é corretamen^ mentos
de todos os pecados, uma anT'"’ ^"'‘'="aÇão]
por d ^'guém, certamente, ser just' ,,-//!
mais amado. Nào somente o P"‘=fdo 4. como o começo da nova seçao
P° 'legalidade” (Robinson,
se do pecado; ele o odeia” “dor abstém como a conclusão de lei clama P°r n„e entre meros
78 P-41). 74.
“ Russell Nor^an c ^ ^ "'017/0,.^ '^’ Cn-r/ot,/ and Exegeticcil Com-
Testamento Interpretado O Nov
79 E rdman, Comentário de Romatti^’yi, mtidade a melhores
P, 223j die Epistle to the Romans. '■ os Entres
^iculo (São Paulo; C 31. g fextos seriam: Romano,, hoinenS’ bem
ficam noue co.sa
Cultu ra, .986). V. 3, D-rC'- 1;20- 2-]7 ’ 18 . ^ possivelmente 9-L I2S ’ Murray^ The Epistle to the Romans. P- que He ser dito: C'?Ne bon® homooa
80 14/
CharlesR. Erdman r 94
posta- pod ; imperfo;Ç^ ^^„,pm. Eles
Rom Robi
manos (São Paulo- Casa Pa "'d/-,'o „o - 8:3,4 como anos 2:13; 3:31 5l
-* nson, Wrestling u ●Uh Romans, P- quoP°- Issotrãos^s^^secarater
u u, s/d), p, 80. Editora Presbj,2 o, ,
8| exemplos.
ai 9S nos‘t" T terão em sot‘® requer. Se
“ Ernst Kasemann Co ^ ivt* Au
Paulo C. F. D. O/o
'gr gustus H. Strong, Systemafie The- fioalt”*^'’ H tidade que ' esse
Ou frasp dí* ç (Old
qualquer palavra * .
—'°™deRap,s,ME'":-^on,o. ,p- Tappan, NJ: Fleming H. Reve .odaafi^;Xseafai^;:\Nendor^ :(2)
*^*’ daí *^utros aspectos cU'l' *979), p. 548. evangelh°,„„ariatotf’^;^,es homens em
de versão fazer nà o e,
cido).
”'tot‘'^--«.p. l25(i„„tcos ^^^^0 a n de se deduzia “preceito” aqui é a
efeitOr ou em crente
peus .’ ■ ● j rip de um en tretaitto,
70 3cres, ^^do em '^ue ele tem em ru^*^ fia a -
Leighton, Con, Nhto regulamento, ordera, reque _ a santtdu'* requer,
qualida¬
p. 237. ^'‘entaty ^^cins rn.. ’ ^*'*Jce, Commentaty , oS^Í' que ^ . ela é, cm exi-
j (c
v'Joi-n^^^‘^^^cnto, reivindicação, exig
eter^ P- 137) Rapids, MI: Eerdmaus- sua
Ü’^*'9a Romanos 2:! 6); também a o
'' C,
Cf iiumas^
de “lei em 5:18), e sentença de con
de.
^cmanos3^2r^^"*^° emprego 5-So em l:32)e de absolvição (como
onde o rnrmn vertido “justípca
150 / PaROUSIA - 2° SEMESTRE DE 2008 À JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/ 151
Dozf realidades vinculadas a
gem. (ibidem, p. 374). IIS 141 * 333
lOS
Ellcn G. Whiic. -The Word Made .Re-
Adolf Pohl, Carta aos Romanos Co- Idem, Mensagens Escolhidas, v. 1. p- ' Mem -“Be Zealous and Repenf
Flesh”. Revicw and Herald. 5 dc abril de 393.
mentano Esperança (Curitiba, PR- Editorn u:
1906. p. 9. „,,„,W,*™«-&'™-23dedezenabro
Evangélica Esperança, 1999), p. 130 (ênfase IIQ Idem. “Words lo lhe Young". yoiiih
no original). ^ ^ Idem. "Our Preparation for ibe Fnd ■ Insír
106 novembro dc 1894. p. 373.
Signs qf lhe Times. 22 de novembro de 1905- Morris L. Venden. 95 Teses Sobre Jus-
William Hendriksen, Romans. NT ’ Idem. "RecoLint God's Dealings". Rt’- - E SP; Casa Publicadora
p. 9. lificaçâo pela Fé
Commentaries (Grand Rapids- Baker Rn^u no '^^'^ndHeraki 19 dc março dc 1895. p. 177.
House, 1981), p. 248. Ibidem. Brasileira, 1990). exemplo.
107 Idem, Fundamentos da Educação
itn 83. 152 A esse respeito, ver, por
lOS Stotl, Romanos, p. 266, 267 Ellen G. White. manuscerito . L. A Hrins K LaRondelle,
1891. ;-«(Tatni,SP: Casa Publicadora Brasileira.
A esse respeito ver Ellen G WhitP P - 429. William C. Johnsso ^ (são Pau-
145
Mensagens Escolhidas (Tatuí. SP- Car ‘Pu¬ Idem, “Tempted in All Points Like deas O Abolo do ,988). Ver
146 Idenie. Q Grande Conflito, p. 467.
blicadora Brasileira, 1987J v ^ n We Are*’. Youth Insirucfor. 21 de dezembro
Idem, Caminho a O7.s7o. p. 63. lo: Instituto Advendsta^^^^^^ ^
Rubens S. Lessa, “Idéias de Ellen G 1899, p. 583. 147
também, LaRondelle,
os Fo- Etem “'Whal Sliall 1 Do lo inherit dores”, p- 13-39. Escolhi-
sobre justificação pela fé antes d 1888^Í^ Idem. O Desejado de Todas
data de ’Eodp lol!^' "' i?2 Ellen G. White, Mensagens
v.r...v.^,fe,ereirode,988!p5:/^- Çò«. p. 753 A publicação desse livro
Para uma síntese de comn ai 1898. „V,fO,p.42l. de Todas as Na
^OU 0 ,e™ da salvação depois de m ver
124 of i Idem, “The Grc:\cc: of God Manitested ""M; Menfo DÍjado
ibidem, p. 190-204 ^ ^oej888, Idem, “How to Glorify God’ . Works , Review and Herald. 29 de
110 Re-
'otes, 30 de setembro de 1889. p- 594. ●I^^eiro de ções, P-309. .^xhePerfectLaw
Em Sua grande mi 149 1^95 , p. 65.
0 Senhor preciosa ‘^●sericórdia, enviou Idem. ‘-Peni of Neglecting SaN W Idem, “Qua lifications for ilte
■mensagem a Seu 'on Revie^v and Herald. 28 de novem o rker” v/eu' on
intermédio dos povo por
Essa pastores Waggoner de 1912. P-5 . ’ ^^^’ie\v and Herald. 4 de junho dc
® Jones .
mensagem devi a pôr de 126
preeminente diante d maneira mai« Idem, Mensagens Escolhidos (5
cificado, 0 mundo oSalvaH.,
0 sacrifício pelo s cru- ° SP: Casa Publicadora Brasile^
todo ^’V. 1, p. 39!. Essa citação aparece oF :?
0 mundo. Apresentava a just,fie - -
no Fiador; c onvidava o novo^ fé mente em um artigo publicado em I
justiça de Cristo, que se a ble’ , “Spiriiual Weakness
■ P. 402.
encia a todos os mandamentos Tn"'* I2« l.P'
len G. White. Testemmhol 393. Iclem, Mensagens Escolhidos, v-
c Obreiros Evangélicos K. ^‘"'^‘ros 129 in
Casa Publicadora Brasile' André, SP- 'dem, “The R.ghteousness of
92).ElafalatambémrS,;>P.Í
provindas de Deus (r
verdaHp” ' 902,78 H<^' ald, 22 de abr>'
130

131
Idem, carta 33 , 1889. ..c/oí
III
the Ti -iFistification by Faith ,
eObn 132 d e novembro de i 890. P. 57●í? 5,
Brasileira Idem, 'R^síennmhos paro
112
147, P. 148.
133
Ellen G. Whit e, “The
Signs of the Tim Idem, ‘The Present Message ,
5 de l6l- ..
p.71. dezembro 134
113 Gde jesu^ *
Ibidem. P. 369. The T ruth As It Is I^^
114
Ellen G. White “ 135
Sp irituai 92. Test
Inexcusable”, Revie^v ’ Weaknre ss ^inunhos para
Iho de 1890, p. 402 and HeraUf I°dei 136
J Ü-
"'Idem,
116 carta 22, 1900, 397 Mensagens Escolhidos.
137
Idem, Special Tesii
tion, 26 de ^ni onies Idem, r
março de 1896 138 _^ ^Fta33, 1899.
117 Educa. dr^-
SP- AP
. “The Truih ■ ^rábolas de Jesus (Sauf^ ^
Review and Herald 17 de i " Is In m
369. ■uJ^Pi-bli'cadora Brasileira, s/d). P- , gp;
Idem,
J“"'iode |89o“7 Casa Caminho a Cristo
I^ ubli
61. "cadora Brasileira, 1998). P'
No
Idem^ 7E
The Way to Christ”. P-
Antes e Depois de Minneapolis

^ilson Paroschi, Pii.D.


rofessor de Novo Testamento na Faculdade Adventista de Teologia, Unasp-EC

Essa sessão foi, sem dúvida algu


^JResentação; o sermão reproduzí-
^^31X0 foi proferido pelo autor na ma a mais importante denrte todas as
Afnasp, campus Engenheiro nuè já tivemos. RobertW.Olson ex-
secretário do Patrimônio Wlnte Esta-
no dia 7 de junho de 2008.
Após te da Associação Geral declara acerca
demonstrar que muitos adven-
tistas
da sessão: “O ponto mais deci^sivo da
Jüsffi confusos a respeito da
história da Igreja Adventista do Séti
exp ®
bíblica sobre o assunto, ba- mo Dia”. Semelhantemente, paia Ge-
o>se orge W. Knight, historiador adveims-
cspecialmente na epístola
Paulo ta a sessão de Minneapolis foi um
aos Gálatas. teológi-
dos maiores acontecimentos
COS da história” da nossa Igreja.
duced ion: The sermon repro- E a razão é muito simples, foi
í^elovv was originally pte- em Minneapolis que a
by i tista foi formalmente confiontada
hs author at Unasp church, fé e sua he-
Engenheiro Coelho (São quaiito à natureza de sua
. Somos de fato uma
in University College), rança protestante unia sei-
lhat ly ’ ^008. After demonsírating igreja evangélica ou apenas doutrinas
cristã com
Adventists are eonfused ta supostamente
au-
Q^^^^^^^^ntion by faith, the
^ biblical exposition on
^’^jcct, based especially upon Em outras
em nossa fé? Acredita
^Pistle to the Galatians. Cristo ocupa
ia de Cristo para o
mos na suficiência ea salvação
de nossos pecados ■não
*** perdão 9 Acreditamos que
de nossa alma-' outro”, fiue
Enti- em nenhum
●^0 há salvação r existe nenhum ou-
hib^ ^^ outubro e 4 de
hoiiiens, pelo
X '■^da 1888, na recém-inau-
salvos” (At
adventista da cidade de
no Estado norte-ameri-
■ a 2?
I d teve lugar
Cl ^ ^^^ ‘^ciação Geral da nossa
e ^ Pi-esença de 96 delega-
outros participantes.
154 / Parousia - 1° E 2° semestres de 2009 Antes e depois de MlNNEAPOLlS / 155

um evangelho mesclado com obras e A pesquisa realizada na igreja do


acabou desfigurando nossa teologia e guarda os mandamentos"(Mt 19:16-
realizações humanas? Um evangelho Unasp-EC,eni30demaiode2008,foi
no qual Cristo tem fé, fazendo com que acreditássemos 17). Obediência era tudo para eles.
que conviver, ou um claro e triste exemplo disso. Inte-
que a obediência ou as obras de justi- Obedeça e viva era o lema que lhes
lizmente, nem todos devolveram seus
quem sabe até mesmo disputar lugar,
Ça pudessem de alguma forma contn- pautava a fé. Em outras palavras, a quase quinhen-
com nossas próprias virtudes e atos de questionários, mas os às màos certa-
obediência e justiça de nossa parteo buir para a nossa salvação. teologia adventista antes de 1888
consistia numa estranha amalgama- tos que me chegaram
Convictos de que a vei ●dade da lei amostragem
Para alguns, quem sabe, tais per mente ofereceram uma
e do sábado era a última mensagem çào entre justificação pela fé e justifi membros
guntas já não façam mais sentido set^ura daquilo que nossos
de Deus ao mundo antes da volta do cação pelas obras. A fé era importan
hoje, mas eram absolutamente rele pensam sobre a doumina da salvaçao.
Jesus - resultado de uma interpreta- te, mas apenas para a conversão. Daí
vantes em 1888. Nos primeiros anos Sasasdezafinnaçõesdoquesüona-
de nosso movimento, Cristo ocupava Çào equivocada de Ap 14:12 - para a frente tudo era uma questão de
lugar de destaque em nossa fé e ex- lizmente muitos de nossos iiTuãos do cbras. Eles chesavam mesmo a dizer
passado acabaram se tornando leg^ era
penência cristã. Não demorou po- 9ue, para o cristão, a justificação
rem, para que pouco â pouco listas era
noss os em sua teologia e vida cristã- inteiramente pelas obras. Esse uma
pioneiros começassem Ics criam no sacrifício expiatório ^ cxatamente o título do artigo de Bal-
3 perdê-lo de
vista, sobretudo no afa de Jus- nenhuma delas estava correta, foi da
defenH er a *isto na cnaz, mas acabaram dese^ lenger a que me referi a pouco: o índice de erro
No geral
validade da lei de Deus r vendo o conceito de que tal sacri ^ificação Pelas Obr as . percentual
e em particu- ordeni dos 47,5%, um
lar do quarto mandament 0. ^cio não provia perdão senão Foi exatamente contra tal concei- elevado, ainda mais
veZ muitíssimo
Como tivessem que . P^ra os pecados passados. Unia 1°^ que dois jovens teólogos adven-
às críticas dos membros de outraÍdT perd oados, p
^ ensavam eles, e tistas, Ellet J. Waggoner e Alonzo T.
nominaçoes cristãs e dos inim ^ deverobedec er a Deus para que final' Jones, apoiados por Ellen G. White,
preensão jp, melhores,
verdade, eles acabaram
pecialistasem- ■ ● es- ente possamos herdar a vida etern Sc levantaram na sessão de Minnea- ‘"'i;«h" oí«.»K">
controvérsia s n« u? ndventista J. F. Balleuê^ P^lis. Eles enfatizavam que a justi
e disputas de to¬
doutrinarias, sobretudo nas menos ja. Alunos
referentes à lei questões P l'cou um artigo em 1891, ainda n Ça humana não passava de trapos de
das discussões de Minnsap^^ "^undícia, como diz o profeta Isaías seminário de ^ „,.|as de Bíbl» ^ f®'
refletiu intemamente na dizendo dos os cursos tem j^das
aos que “para dar satisfaÇ^i (64:6), tanto antes quanto depois u
bém.ASra. White chegou Conversão. Tudo era pela fé em Cris-
real ’’®‘^®dos passados, a fé é tudo-fato hu- as classes da E com
“Como povo, temos pregado 7 0 diziam eles. Obras de justiça -
lei até estarmos tão seLs^ ^ => *nente precioso,” disse ele,
de qne n
0
linas do Gilboa que não ' “""o as co- dos os sangue de Cristo apag^ ^^lana não contam, nem antes nem e formaçao den 5 mem-
'■e cebiam nem 0 íC
orvalho nem chuva, eKtrz^ pecados e purifica faZ P'ais de havermos sido justificados. tante, quase metad®‘1 à forma
■ ■ ● ^ão dev emos Con-
de modo algum confiar apron Somente a fé noS bros estão confuso
em I tão
nossos
próprios méritos, mas nos Mas das promessas de D^ como somos salvos P
Jesus de Nazaré” (7?ev/lew Méritos de É de fato uma pena que, no e fessoquenãoespe.
11/03/1890).
lusiasnio por defender a lei de c'' ’ alto assim! E se peg^ de
A ênfase na lei fez com atual”? Eleí^ ® T ‘SbU'
decfl ^ ^umpietou dizendo, fossos pioneiros tenham inconi o nuestões especifi ’ t
ventistas da segunda metadra® erro crasso de misturar obras à
bedeça ^
lo 19 acabassem colocando a ° para alcançamaos justiça ‘
dos mandamentos num 1 ®t>arda de cadapergunl"
com- stã' tl® Deus. O ptor, porém, é constatai da
pletamente indevido, com/®'“'
qpe apesar do que Waggoner, o deste senuão.] 0 resu It ado des-
clusive servisse de base ela in. juudou
salvação. A ênfase para a Sja- White e muitos outros desd pouco anos
uossa revela c vinte
"se unilateral que jovem rico: .. qiiisa Cento
trina da lei. dou- ^^o têm dito e pregado, muitos^a fonna
particulannent e r de ivlinneapol*^-
sábad 0 Continuamos confusos quanto ^
foi.t®‘®ma?”
Se A resposta de coiuo somos salvos por Deus. i
^“®tes . , . entrar na v>d«’

1
156 / Parousia - 1° e 2° semestres DE 2009 Antes e depois de Minneapolis /157

depois, e continuamos às voltas com Admira-me”, diz ele. A palavra


uma de suas caitas mais importantes. obediência é a solução para os peca
0 fantasma do legalismo que tanto grega (thaimazõ) também é muito
Em G13:1-3. lemos o seguinte; dos cometidos após a conversão e é o ■ dizer é que
assombrou e desfigurou nossa fé na forte. O que Paulo quis
que nos dá o direito de entrarmos no
segunda metade do século dezenove ele estava abismado ou assombra-
O gaiatas insensatos! Quem vos fascinou céu(o “visto” para o Céu)... essa ideia que os gálatas
Logo após as reuniões de Minneapolis a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus do” pela rapidez com
parece análoga à que estava se infil- de Cristo e
houve um considerável aumento tanto Cristo exposto como crucificado?" Quero estavam deixando a graça 1? “
O
na pregação quanto na conipreensào Irando entre os crentes da Galácia. E
. , íipenas saber isto dc uís: recebestes o Es-
da doutnna da justificação pela fé em Pínto pelas obras da lei ou pela pregação por isso que a epístola aos Gálatas e
nosso meio, especialmente depois de fé?^ Sois assim insensatos que. tendo relevante para nós hoje.
a Sra, White haver declarad0 que essa começado no Espírito, estejais. agorUj E Paulo não escolhe meias pala
I

doutrina é de fato a vos aperfeiçoando na carne?


vras ao atacar o problema. Na verdade,
ceiro . mensagem do ter-
a Iho de Cristo”. usada
A ^ 14 (Review
O problema entre os crentes gála-
linguagem que ele usa em Gálatas e Interessante a linguagem
and He)ald, 1 de abril de 1890) talvez a mais forte dentre todas suas ersículoóeledizque
tas era por Paulo! No v
semelhante ao que existiu e Epístolas. Sem rodeios ou constiangi- passando para
ainda os gálatas no
existe em nosso meio. El^^ rnentos, ele vai direto ao assunto:
1888 a Sra. Wh.te também passou a criam na
enfatizar que somos os legítimos con- mensagem da justificação outro evangell , ^
pela fé, mas também achavam ve rsículo 7 ele iz q.
tinuadores da obra da Refonna do sé- era Admira-me que estejais passando tão de-
culo dezesseis(O Gnmde uiediante a obediência à lei quo pmssa daquele que vos chamou na graça gelho nao era evangelho”-
p. tas era ou nao ^juda a
78, 148, 253; Historical es alcançavam a perfeição espiritU' de Cristo para outro evangelho, o qua
vos
Sketches, p
249). E todos sabemos .que não é outro, senão que há alguns que Mais uma vez o greg
0 coração p ■, , ^ssim insensatos”, pergunta
da Reforma Protestante'foi a perturbam e querem per\'erter o evange
centra- ^ ^^rsículo 3, “que, tendo co- Iho de Cristo. Mas, ainda que nos ou
entender a retorica^JepP^^.„atro”:
lidade da fé
no processo de 0 no Espírito, estejais, agor^’ gregoháduasp ..^^^^jgyalouda
salvaçào. Vos mesmo um anjo vindo do céu vos pregue
Mas, 120 anos depois p a aUos, que signi^, ^ q„e sig-
^Peifeiçoando na carne?” evangelho que vá além do que vos temos
No mesma n^W^ez® ’ veio
demuitosdenósamlsepaTe?^'^^^
com
pregado, seja anátema. Assim, como ja
gumara— ° A dissemos, e agora repito, se alguém vos "
o de Tomás de Aquino
Daln., ' ^tiem vos fascinou? prega evangelho que vá além daquele que
católico medieval do L com a
Lutero e Calvino. Em vez de 7 ° cinar’’^ ^«^ui traduzida por na recebestes, seja anátema (G1 1:6-9).
guês.
a lição de 1888 e avançar verdade^*''f"'"°’ significa
a con- “outro igual
clusão da obra, muitos de nós Logo após uma breve introdução , “nutro diferente
conti- paiilO’
nuamos presos à Idade Médila “ante P ■ ®'-^d-os”, pergunta ^oxológica, Paulo “entra de sola”, por Heteros-
num evangelho muito mais crendo posto Jesus Cristo eX' que
^ssim dizer, denunciando o falso evan^
católico
que protestante. comeca7° “'^«fieado?” Eles haviaih
u evan Eles haviam ouvi
Selho que agora estava enfeitiçando”
gálatas. Geralmente em suas epis-
Q.« no
TÍ f
Paulo usa
II havia,7 crucificado c ^olas, o apóstolo começa com algumas vos
evan-
pecados,
crido nele para o perdão do
du Palavras- de apreço e consideração - : nqra Os
Isso, porém, não é
tienhuma n ovi- cristã, agora, em sua jofU^ 0 para com os fiéis da igreja a que esta de
dade, como também Se uni
u não 0 foi na se- ^estavam se desviando pui'^
^squer oso riirigindo. É comum ele encontrar
gunda metade do século 19 ● du da-
ts mil Justiça ; caminho do legalismo e ^ígum motivo para elogiá-los. Então
anos atrás Paulo já enfrenta esse própria.
'entaniente ele introduz o verdadeiio
mesmo problema em várias 7 i-c do S evange^ l^^via P ^ ,„q qual
tgre- ^^os dn tnas a maioria propósito da epístola. Mas, isso não quelequ®r"7iéapala^''- ^ é al^os.
jas por ele ftmdadas. Algum '
d iz respeito u
igrejas estavam localizadas na *^cssas acontece em Gálatas. Aqui não há ne-
0 qual os
cia da Galácia, Provín. ^^niente santificação. É *rhuma palavra de afeto ou adniiraçao,
para onde el e nâo é ^"';;77gelho pá''*
envion Problenia ^^^nhum elogio, nenhum motivo para Ou seja, 0
tií^' d ar
^3ção é 11 ^ tíe que san a graças a Deus.
obra humana, de
158 / Parousia - 1 ° E 2° semestres de 2009 Antes e depois de Minneapolis /159

crentes gálatas estavam passando não obediência e em seus miseros atos de sofisticado que ali existe. O vendedor
era eles trocando a fé pela obediência, lhe mostra, então, um daqueles car-
um evangelho parecido, seme-
Cristo pela lei, como a base e o centro justiça própria. Guardar a lei por ra
Ihante ao que Paulo havia- npregado, rões importados: último modelo, 450
mas era de sua religião. Há muitos textos que zões salvíficas, seja para a justificação
um evangelho totalmente di cavalos de potência, o máximo^ em
poderiam ser lidos. mas eu gostaria de seja para a santificação, significa de
ferente, que nada tinha a ver com o tecnologia, luxo e conforto. Então o
destacar apenas três mais. O primeiro fato perder a salvação, privar-se dos
evangelho de Cristo. “O qual não é comprador pergunta: “Mas, ele voa.
é Gálatas 2:21: benefícios do sangue de Cristo. 0 vendedor. Este
outro”, diz ele, “senão que há alguns O último texto é Gálatas 3:21: O quê?”, pergunta
que vos perturbam e querem perverter carro pode voar?” insiste o compra-
o evangelho de Cristo”. Mão anulo a graça de Deus; pois. se a jus brincando! E
dor. “Você deve estar
tiça é mediante a lei, segue-se que mor- É, powentura, a lei contrária às promessas 0 vendedor
Em outras palavras, s tentativa ^■eu Cristo em vão. de Deus? De modo nenhum! Porque, se claro que não!”responde ^
de adicionar obras à fé como base estarrecido diante da -
fosse promulgada uma lei que pudesse dar
para o aperfeiçoamento ou a santifi- vida, a justiça, na verdade, seria proceden tão ele não é tão bom ass.m,e por ISSO
cação do crente contrário do que muitos
te de lei. não vou comprá-lo.”
não consiste ap enas
numa leve modificação sam, se o assunto é justiça, não há
do verda - Você até pode achar ndicula essa
deiro evangelho, numa- qualquer parceria entre a graça e a
modifica- Aqui está a razão pela qual nin ilustração, mas éexatamenm^
çào inocente, e muito ei. Não é parte pela graça e parte pela
menos num dos guém pode tomar-se justo ou santo
Não é graça para o perdão
aperfeiçoamento
mas desse evangelho pela lei: a lei não tem a capacidade de
pecados passados e lei para o perdão ,ei,Ale.MOsalw,assi_^^^, _^^^^^^
em algo que 0 transforma num conferir ou outorgar justiça. Se assim móveis não voai ● j jg sim-
evangelho totalmente diferente Na os pecados presentes. Bem contra-
ao o fosse, diz Paulo, Cristo não piecisa- errado com um ^
verdade, o esforço de : ^^^udo pela graça. Do começo ria ter moiTido. Se a lei pudesse fazer
acrescentar
obras à fé consiste numa é a graça de Cristo recebida pol^ nao fei-
Perversão fé ãlguma coisa pelo homem, tudo teria apenas
do evangelho de Cristo, não foram
E algo que que deve operar. Tentar alcanÇ^^^ sido muito mais fácil para Deus. Ele também bicicletas
muda a própria essência , a árvores. O mesmo
pró pria Justiça mediante a obediência à lei e, ceitamente a teria utilizado, em vez tas para subir em foi feita
natureza do evangelho u verdade, invalidar o sacrifício de de enviar seu único Filho paia que acontece
É por isso que Paulo
entra de sola” tn sem qualquer efe^ passasse pela humilhação, pela dor e tor-
nesta epístola. O
, Se não o
era o verdadeiro que estava em jogn p , ^ ^justiça é mediante a lei’ , d*^ 0
sofrimento por que passou
evangelho de Crisfn- a lei
^ogue-se que morreu Crismo fez , é porque não havia nada que nar- diz que a lei
era a pureza do evangelho de S em vã o
O pudesse fazer. O mesmo Paulo q^ ela
Proximo texto é Gálatas 5’A- fazer unia
doe Paulo não podia Aqui talvez devamos não justifica tarobeit^^^^j2). A lei é
pausa. Se a lei não pode fazer nada por é santa, justa e santidade,
Crist
Mas, ainda que nós ou mesmo curais i c vos desligastes, vós que P’ nós, não é porque haja alguma coisa santa, mas conferir jushça.®
Justificar-vos na lei; da graçu ^
vmdo do céu vos pregue evanser'”“"J“ caístes de errado com ela. Se ninguém po éjusta,masna P fg^ir bondade. E
alem do que vos temos pregai °
alcançar justiça pela lei, não é poi cau á-la de
tema. Assim, como já dissem Esta
sa de qualquer falha da parte de a e repito: nao a n ^
repito, se alguém vos prega ev? ’ " Não
vá além daquele que reeebesteT® há . passagem amplia a anteii^,^ fazer aquilo que lhe era destinado a- Nóséqueerr j ^j^dara:
entre de fato, nenhuma
ma (G1 1:8-9). anáte- modo ilegítimo- Pau
e lei no tocante à obteP' zer. A lei não pode declarar nem tom i b oa, se al-
oU
jnsto o pecador simplesmente porq de "modo
III Tentar justificar-se
nla não tem essa atribuição, não
^ejam por melhores {iTm
Mas o aposto nào para nunca teve, nem nunca terá. ,
por ^ui. Sig ser obedecida,
Toda a epístola consiste a intenção de Deus que ela fosse u
nu ma sev e- Alei i foi feita para seru sada conto
ra repreensão aos gálatas pura esse propósito.
Pnr estare m êi^aça, e n Cristo, abandonar s^^ is so , e não para
da no nrA Alguém chega a uma loja deniaisau- apenas
Pnr uma religião jisa
Prio homem, em sua touióveis e pergunta pelo cano
160 / Parousia - I° e 2° semestres de 2009 Antes e depois de Minneapolis /161

meio de salvação. E isso acontece vão desempenliar nos momentos íi-


E é essa mesma lei que Deus dese mas porque fomos e continuamos
com qualquer lei. A lei de trânsito, por
- is da história deste mundo. Deus
nais
ja gravar pelo Espírito Santo, não mais sendo santificados pela atuação do
exemplo, existe para ser obedecida, e nos chamou para sermos Suas teste
em tábuas de pedra, mas nas tábuas Espírito de Deus em nosso coração.
não para salvar os infratores, mas nem munhas num mundo mergulhado em
do coração (Jr 31:33-34). A Sra. Whí- Não guardamos a lei por um espírito
por isso ela é necessariamente defeitu trevas e em ferrenha oposição a Ele. E
osa ou desnecessária. le explica: “Em vez de cuidannos em de barganha, para obtermos algo em
estabelecer nossa própria justiça, acei troca de Deus, mas porque fomos al três serão nossas características: Aqui
Dizer que a lei não salva, portanto,
tamos a justiça de Cristo. Seu sangue cançados por sua graça, por urna gra está [lia perseverança dos santos,[2]
não significa que ela não seja impor
expia os nossos pecados. Sua obedi ça tão preciosa quanto indigna, que os que guardam os ™ndamej«os de
tante ou que obediência a ela não seja
ência é aceita em nosso favor. Então o não pode senão produzir em nós uma Deus [3] e a fé em Jesus (ApM.12).
necessária. Ela continua sendo lei, e mais 0 espe-
atitude da mais profunda gratidão, do Quando ninguém
como tal, deve ser obedecida “Teme a eoração lenovado pelo Espírito Santo
produzirá mais profundo amor, e de uma entre rar, nós 0 esperaremos, Quando n
Deus e guarda os Seus mandamentos” os “fnitos do Espírito”. MC'
diante a ga sem reservas a Deus. Uma graça
diz Salomão,“porque isto é o dever de graça de Cristo viveremos ern
todo homem”(Ec 12:13). obediência è tão preciosa quanto indigna que não
a lei de Deus, escrita ein
nosso
Este é um ponto de extrema im eoração. Tendo o Espírito de pode senão produzir em nós frutos de
Cristo, andaremos obediência e lealdade a Deus.
portancia e e exatamente por isso que como ele andou
{Patri
muitos se sentem incomodados com Não quero com isso dizer que a amamos
icifcas e Profetas, p. 372).
ele e acabam errando. Todos sabemos obediência será automática. Nesta que nos
^O^CLUSÃO vida, enquanto continuarmos com Por diversas veze ^
que a lei de Deus é perfeita, po"iseon.
siste numa expressão do próprio ca nossa natureza pecaminosa, ela nunca anos que já podería ter
rater e da vontade de Deus, Um 2' enffr da justificação pela fó será automática. E é aqui que entra o te declarou que ^ tives-
dico pode dizer tnnita oposição em Minnea- voltado. Se tão-so nraiitido
^0 seu paciente para esforço humano. Continuamente, ao
se confiado mais ao
não fumar quando ele ^ s. Muitos achavam que ela amea- fazennos nossas escolhas e decidir pregado
ou ^ , mesmo fáma
para nao beber quando ele mesmo uma viva hgaçao coi| e
A fp ^otitrina da lei e do sábado- nossas ações, ternos que nos esforçar
bebe. Mas, Deus nã ,nundoamensagemde^^^^„,,.n.,-
nao pode dizer - para niodo algum anula a para tomar as decisões certas, para
sermos santos, honestos- ^ puros abandonadooespm ^doe
sem damenl obsei-vamios os maO' fazer as coisas certas, e assim permi
que Ele também
. 0 seja. Do tirmos com que o Espírito continue "°f"moes comele-Ceu
contrário é pela r enquanto qi-i^
ele seria uma grande farsa. qne somos salvos, enquanto Sua obra em nós. nôsjápodenanos^es^_^^^j
que é a meii"
A lei é perfeita, portanto n pela fé (Evangehsmo,P- nunca
qtie somos justificados? Temos que nos esforçar para man-
eter- lnnãos,n«isdo q« ^^„tepara
Deus é perfeito, A lei é santa’ ZT ^ habilitados para a ler nossa comunhão com Deus. Te de Minneapolis tomada
boa porque Deus é santo,justo e h ® sagem
qnandn ^ dos mandameiiW^’ mos que nos esforçar para não nos ela nos
Isso também significa que a lei é colocarmos ao alcance da tentação.
eomo verdaT^’ ^ ^ disting^J^ de dectsão, cento e
porque Deus é eterno, Ela sempreí™' obrac' filhos de Deus, P^\ Temos que nos esforçar para resistir
continua sendo a expressão máx l 7 expressão de nossa
fe- e aqui estamos
à tentação. O que significa dizer que O nosso
seus atributos morais e daquilo Jesus.
pera de cada um de ^ que es- lenios que nos esforçar para obedecer encruall«d^a^“.^ji„inapara achando
taniente na
de ter sido abolida seus filhos. Longe nos mandamentos de Deus. Ele nos dá ou a Deus
na cruz, pecado
tos dizem, a cruz é a provacomo niiii - ●nentos ^^ardareis os Meus maud"'*
14 :15).
poder para isso. É ele quem opera em temos mesmo que „
- maior de efetuar iralium^^' se se-
que a lei de Deus não pode ser *^ós tanto 0 querer quanto o obras de justiça anos que
nindada Não
e muito menos abolida. Cristo para S er gua rdamos a lei, portaiitO’
(Fp 2:13), mas nós é que decidimos o Em ® ‘ cens inuãos IV-
de nossos
entre outras coisas, Salvos, 4ne queremos para nossa vida. Deus
tegridade da lei e do a in~ salvos. Não mas porque fonio^ guiram, mu^s
a
sCi" não interfere em nosso livre-arbítrio.
governo de Deu s . Jnstos mas Snardanios a lei para jeitaram dos
E todos nós sabemos o papel que fé, apesar
Não guarH
’ fomos justificado^'
nossa obediência e lealdade a Deus
^ a lei para ser santo^^
162 / Parousia - 1° E 2° semestres de 2009 Antes e depois de Minneapolis /163

Sra. White para que a aceitassem e a Justificação Pela Fé: Pesquisa


setembro de 1889). E mais: “Cristo,
experimentassem. Irmãos, é hora de
somente Cristo e Sua justiça, poderão Indique se as afirmações abaixo estão certas ou erradas.
olharmos para o Cristo crucificado e 0 Certo Errado
sua Justiça e pararmos de olhar para conseguir para nós o passaporte para
céu”(Carta 6b, 1890). 1. Somos salvos por uma combinação de fé e obras: fé
nos mesmos. Nossa justiça própria
não passa de trapos imundos, e nada,
absolutamente nada poderá acrescen-
O público-alvo primário dessa Se
mana do SALT alusiva a 1888 foram os
no sacrifício de Cristo e obras de obediência aos man
damentos de Deus.
□ □
tar àquilo que Deus fez por nós. Na alunos do curso de Teologia. Queríamos “índice de erro: 59.7%. _ .
que eles tivessem uma visão mais nítida
verdade, se buscarmos
nossa própria
justiça, guardando a lei, estaremos, deste importante capítulo de nossa his
2. Somos salvos unicamente pela fé, mas obediencia aos
mandamentos melhora nossa imagem diante de Deus.
□ □
toria denoininacional e, acima de tudo,
como diz Paulo em Gálatas, tornan ● índice de eiTo: 20.7%.
uma visão mais nítida do próprio Salva
do nula a justiça de Cristo, estaremos
nos desligando de Cristo, estaremos
dor, para benefício deles mesmos, em 3. A salvação é pela fé, mas para garanti-la temos que □ □
particular, e também daqueles a quem viver de modo digno diante de Deus.
abandonando a graça. E isso signifi
ca perder toda e qualquer vão ministrar. Gostaria, portanto, ● índice de erro: 54,6%.
esperança
de salvação. ! ^uucluir este semião com uina cita- 4. Ninguém pode ter a certeza
da salvação enquanto
□ □
Alei deve, sim, ser guardada com Çao e Ellen G. Wliite dirigida especih seu caráter apresentar falhas e debihdades.
toda a nossa força e de todo 0 nosso amente aos obreiros adventistas: ● índice de eiTo: 28,9%.
coração, mas nossa salvação está em Exaltai 5. Somente Jesus pode resolver o
Cristo, não na lei. Guarde ^ Jesus, vós que ensinais o eiH
mos a lei, e^altai-o nos^ sennões, em cânticos, pecados passados, mas a solução para os pe ^
portanto, porque este é
para com Deus,
® 0 nosso dever
^
^Çao. Qqç vossas forças
Lntes é rmra vida de obediência e santidade diante □ □
mas confiemos uni para dirigir ao ‘Cordeiro de Deus.
almas
camente em Cristo. Olhemos com fé conflisas, transviadas,
para ele. Apeguemo- ^tguei- “ índice de erro: 55,6%.
0 , ao ressuscitado Salvador, e oiZ nós ao nos per-
nos firmemente 6. Justificação é o que Deus faz por
aos seus braços de
xemos amor . Não o dei-
por nada neste mundo e ent'
‘voc
nós’ ^
ouvem: Vinde Àqu^l^
entregou a si mesino P doar; santificação é o que nós fazemos po
- Ele ao obe-
□ □
0 tp Seja a ciência da deceiTnos Seus mandamentos.
desfrutemos do descanso, da’ ceit °
hino í de todo sermão, de
e da segurança que só ele pode h
pois foi ele mesmo quem ^
ca M' manifestada em toda sUP
● índice de erro: 65,3%.
7. Deus exige de nós perfeição, o que s
nnssível me-
P □ □
prometeu: coisa em vossas preg^^ ^
“O que vem a mim, de rnodo
Pcnhum Cristn ^eja um suplemen diante a completa obediência à lei.
o lançarei fora” (Jo 6:37) Mantp H e ao poder de d3
Diz a Sra. ^Vh^te' ‘ ● índice de erro: 32%. ^ nassapoi ■te
Marque os rtda r « P«vo a palavra.;:
umbrais da porta com 0
^^P gue do
ca P^^^^^ntando Jesus como a esp^“ 8. A justiça de Cristo aceita
para o céu, mas o visto de entia a e
^ ^^feita
con-
□ □
Cordeiro do Calvário, e você Wdo e a fortaleza de ^
esta- ‘‘''tia I^evelai o caminho da P j formidade aos mandamentos de Deus.
rá seguro” (Review and Herald
3 de de-
tosp„ ^“ficiencia do Salvador
● índice de erro: 61%.
9. No dia do juízo, nossa
absolvição ou
condenação
□ □
^^Sélicos.u 160J.
deixamos de fazer.
penderá daquilo que fi zemos ou
● índice de eiTo: 57,4%. g,can-

10. Só serão glorificados aquele®^ tendências □ □


çarem vitória sobre todos os pecados etend
pecaminosas.
● índice de en'o: 43,8%.
Vv? PI ,H«I ■?

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Res
'^urreição A Luz deHebreU®
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Cristãos
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^ sta e urrY!! tcHção comcmorativa:.*No segundo sci^stre^ cle^ ^OUS, a
i Semana da Faculdade Adventista dcTeologia (FAT) do L^iasp-
/ J c.elebrou o 120° aniversário-da famosa /yscmblcia fia Associação '< j ^
í-m -NT ÍASD ocorriíja na tidade nortc-amcricana dc Minneapolis, dií.
I ] * 1- ^ ocasião, uma sérig dc palestras proferida^s por'professores da FAT
spi/' ^ ângulos e desdobramentos do histórico encontro, (^s artigos »!
' w ,'_ ospara este número duplo transcrevem o conteúdo dcssas palestras.
O ano dei888 sem dúvida '
envolvidas na representa um marco n a história adventista. As questões
Smith, e o amosa disputa entre o grupo representado por George Butler e Uriah
do que aaiúto^ ^ crado pôr E. J. Waggoner e A. T. Jones, são mais complexas
>● que formam o prnoT^fúnd F
doutrinária A t - ^ ^ conferência, estão o estado de confusão
de personalidades ^ '‘^Ííicionamento entre a lei e a graça, c o conflito
White, se 'taes, onde os opositores, contrariamente à advertência de Ellen G.
esqueceram do
seu cristianismo”.
E

se desenvolveram muit^^^ '^‘^dotflos personagens centrais de^IiniieapolÍs-1888


o de
que a rn ensae-em^H edição busca identificar e corrigir:
daquilo que fora <-nc‘ reação pela fé pregada em 1888 foi muito além
; o de que aquilo que
representa exatamente a mensagem
em 188.8, a questão da ° discutiram,
noutra direção; o de q umana de Cristo, quando as evidências apontam
pode ser identificado c mitterial que sobreviveu de Waggoner e Jones
os seus autores; e fi nal > ^ ^ mensagem de 1888, nleramente porque eles foram
nao qualificad
o endosso de EU*^ '^^ítggoner
White . e Jones desfruturam de pleno e

Esperamos que esta coleção de arti


artigos ^contribua para esclarecer essas e outras
questões, representando, assim.
uma bênção aos seus leitores.

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2009 1/2
RSitário Advintista de sâo PAUi ex.Í
CAMPUS Engenheirò Coelho Parousis

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