0% acharam este documento útil (0 voto)
75 visualizações24 páginas

Aula 1

O documento apresenta um curso de Estatística e Epidemiologia ministrado pelo Dr. Ricardo Cardoso de Oliveira, com uma agenda de aulas que aborda desde os princípios da bioestatística até técnicas de amostragem. Os alunos aprenderão sobre conceitos básicos, como população, amostra e variáveis, além de técnicas de coleta de dados e inferência estatística. O curso enfatiza a importância da bioestatística na pesquisa biológica e médica.

Enviado por

delavickkramon
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
75 visualizações24 páginas

Aula 1

O documento apresenta um curso de Estatística e Epidemiologia ministrado pelo Dr. Ricardo Cardoso de Oliveira, com uma agenda de aulas que aborda desde os princípios da bioestatística até técnicas de amostragem. Os alunos aprenderão sobre conceitos básicos, como população, amostra e variáveis, além de técnicas de coleta de dados e inferência estatística. O curso enfatiza a importância da bioestatística na pesquisa biológica e médica.

Enviado por

delavickkramon
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Estatística e epidemiologia

Professor: Dr. Ricardo Cardoso de Oliveira


AGENDA
Aula 1: 26/02 – Visão geral e princípios da bioestatística
Aula 2: 05/03 – Tabelas e gráficos
Aula 3: 12/03 - Medidas de posição
Aula 4: 19/03 - Medidas de dispersão
Aula 5: 26/03 – Correlação e regressão linear
Aula 6: 02/04 – Inferência estatística
Aula 7: 09/04 – Epidemiologia e indicadores de saúde
Aula 8: 16/04 – Desenhos de estudos epidemiológicos
Aula 9: 23/04 – Medidas de frequência e associação
METAS DE APRENDIZAGEM

• conhecer a origem da Bioestatística;


• entender que as técnicas estatísticas são essenciais para uma pesquisa;
• compreender como fazer uma coleta de dados utilizando as principais técnicas de
amostragem.
1. O QUE É A BIOESTATÍSTICA?
▪ Estatística é a ciência por meio da qual se faz inferências sobre um
fenômeno aleatório específico com base em uma amostra relativamente
limitada.

▪ Inferência - é uma dedução feita com base em informações ou um raciocínio


que usa dados disponíveis para se chegar a uma conclusão. Inferir é deduzir
um resultado, por lógica, com base na interpretação de outras informações.
Inferir também significa chegar a uma conclusão a partir de outras percepções
ou da análise de um ou mais argumentos.

▪ Fenômenos aleatórios – são situações ou acontecimentos cujos resultados não


podem ser previstos com certeza.
1. O QUE É A BIOESTATÍSTICA?
▪ Estatística é a ciência por meio da qual se faz inferências sobre um fenômeno
aleatório específico com base em uma amostra relativamente limitada.

A estatística tem duas subáreas:


▪ estatística matemática - que se preocupa com o desenvolvimento de novos
métodos de inferência estatística e requer conhecimento detalhado de
matemática complexa para a sua execução.
▪ estatística aplicada – que envolve a aplicação dos métodos de estatística
matemática em assuntos específicos, como economia, psicologia e saúde
pública.
1. O QUE É A BIOESTATÍSTICA?

▪ Bioestatística é uma ramificação da estatística aplicada que utiliza métodos


estatísticos para problemas biológicos e médicos.
2. CONCEITOS BÁSICOS BIOESTATÍSTICA
▪ Dados – são coleções de observações (por exemplo, medidas, gênero,
respostas de pesquisas).

▪ População – é a coleção completa de todos os indivíduos (escores, pessoas,


medidas e outros) a serem estudados. A coleção é completa no sentido de que
incluiu todos os sujeitos a serem estudados.

▪ Censo é a coleção de dados obtidos de todos os membros da população.


▪ Amostra é um subconjunto de membros selecionados de uma população.

▪ Parâmetro – é uma medida numérica que descreve alguma característica da


população.

▪ Uma estatística – é uma medida numérica que descreve alguma característica da


amostra.
2. CONCEITOS BÁSICOS BIOESTATÍSTICA
▪ Variável – são as características que podem ser observadas (ou medidas) em
cada elemento da população, ou, ainda, é um conjunto de resultados possíveis
de um fenômeno.

Figura 1 - Variável qualitativa x Variável quantitativa


Exemplo 1
(Cesgranrio) Uma variável aleatória numérica contínua é uma variável que possui a característica de
não se poder saber a priori o seu valor, além de ser
(A) qualitativa e de poder assumir qualquer valor dentro do intervalo no qual está definida.
(B) qualitativa e de ser fruto de um processo de contagem.
(C) qualitativa e de ser fruto de um processo de mensuração.
(D) quantitativa e de poder assumir qualquer valor dentro do intervalo no qual está definida.
(E) quantitativa e de ser fruto de um processo de contagem.

Fonte da imagem:
Exemplo 2
(Cebraspe) Considerando um formulário com as variáveis nome, altura, idade, CPF e peso, julgue os
itens a seguir.

I. Nesse formulário, há quatro variáveis quantitativas e uma variável qualitativa.


II. A altura e o peso são exemplos de variáveis quantitativas contínuas.
III. Idade é um exemplo de variável qualitativa ordinal.

Assinale a opção correta.


(A) Nenhum item está certo.
(B) Apenas o item II está certo.
(C) Apenas o item III está certo.
(D) Apenas os itens I e II estão certos.
(E) Apenas os itens I e III estão certos.

Fonte da imagem:
Exemplo 3
(Cebraspe)

Com relação às variáveis apresentadas na tabela anterior, julgue os itens a seguir.


I. A variável estado civil é qualitativa nominal.
II. A variável quantidade de filhos é quantitativa discreta.
III. As variáveis salário e estado civil são quantitativas discretas.
IV. As variáveis idade e quantidade de filhos são qualitativas nominais.
Estão certos apenas os itens
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) III e IV.
(D) I, II e IV.
(E) I, III e IV.
Fonte da imagem:
3. TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM

Figura 2 – População x Amostra

▪ O sucesso de uma pesquisa ou da coleta de informações está


diretamente relacionado com maneira em que a amostra foi
selecionada.

▪ Se os dados amostrais não forem coletados de maneira apropriada, eles


podem ser de tal modo inúteis que nenhuma manipulação estatística
poderá salvá-los.
3. TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM
▪ Em um estudo observacional, observamos e medimos características
específicas, mas não tentamos modificar os sujeitos objetos do estudo.

▪ Em um experimento, aplicamos algum tratamento e passamos, então, a


observar seu efeito sobre os sujeitos.

Figura 3 – Estudo observacional Figura 4 – Estudo experimental


3. TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM
▪ Amostragem aleatória simples – essa técnica de amostragem pode ser
realizada numerando os elementos do universo de 1 até n e, em seguida,
procede-se a um sorteio de k números para representar a amostra. No caso de
a população ser muito grande, o sorteio torna-se inviável e fazemos o uso da
Tabela de Números Aleatórios.

Figura 5 – Amostragem aleatória simples


3. TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM
▪ Amostragem estratificada – essa técnica de amostragem é empregada
quando tivermos o universo subdividido em estratos. Assim, para que a
amostra represente o universo, é interessante que ela leve em consideração
cada estrato.

Figura 6 – Amostragem estratificada


3. TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM
▪ Amostragem sistemática – nessa técnica de amostragem, os membros do
universo que participam da amostra são determinados a partir de intervalos
fixos, e não há a utilização de tabelas de números aleatórios.

Figura 7 – Amostragem sistemática


Exemplo 4
(Cesgranrio) Uma empresa encomenda uma pesquisa de mercado que utilize o método de
amostragem aleatória simples. Esse é um caso de amostra probabilística em que cada entrevistado
(A) define o seu grau de satisfação com os serviços prestados pela companhia.
(B) é conhecido dos entrevistadores e dos diretores da organização.
(C) está presente numa lista segmentada por renda, faixa etária e sexo.
(D) indica outro entrevistado e assim sucessivamente até o preenchimento da amostra.
(E) tem a mesma chance, entre o universo da pesquisa, de ser abordado.

Fonte da imagem:
Exemplo 5
(Cesgranrio) Uma empresa encomenda uma pesquisa de mercado que utilize o método de
amostragem aleatória simples. Esse é um caso de amostra probabilística em que cada entrevistado
(A) define o seu grau de satisfação com os serviços prestados pela companhia.
(B) é conhecido dos entrevistadores e dos diretores da organização.
(C) está presente numa lista segmentada por renda, faixa etária e sexo.
(D) indica outro entrevistado e assim sucessivamente até o preenchimento da amostra.
(E) tem a mesma chance, entre o universo da pesquisa, de ser abordado.

Fonte da imagem:
Exemplo 6
(Cesgranrio) O plano amostral denominado amostragem estratificada consiste na
(A) seleção de um número aleatório, chamado ponto de partida, e seleção de cada k-ésima unidade a
partir daquele ponto, sendo k denominado intervalo de seleção.
(B) seleção de n unidades de um cadastro populacional, de tal forma que todas as amostras de
tamanho n possíveis apresentem a mesma probabilidade de seleção.
(C) divisão da população em subgrupos de unidades, seguida da seleção de uma amostra dentro de
cada subgrupo, sendo cada seleção independente das demais.
(D) divisão da população em subgrupos de unidades, seguida da seleção de uma amostra de
subgrupos e da observação de todas as unidades destes subgrupos.
(E) divisão da população em subgrupos de unidades, seguida da seleção de uma amostra de
subgrupos e na seleção de amostras dentro destes subgrupos.

Fonte da imagem:
Exemplo 7
(Cesgranrio) Uma pesquisa por amostragem domiciliar foi realizada em uma localidade que possui 30
domicílios. A amostra de 5 domicílios foi obtida de acordo com os seguintes passos:
Passo 1 - organização dos 30 domicílios em uma lista, numerando-os de 1 a 30.
Passo 2 - seleção aleatória de um domicílio, dentre aqueles numerados de 1 a 6 (o domicílio
selecionado no passo 2 foi o de número 4).
Passo 3 - inclui-se na amostra os seguintes domicílios (além do 4, selecionado no passo 2): 10, 16, 22
e 28 (ou seja, a partir do domicílio 4, seleciona- se de 6 em 6 domicílios).
A amostragem adotada foi
1 2 3 4 5 6
(A) aleatória simples.
7 8 9 10 11 12
(B) estratificada simples.
13 14 15 16 17 18
(C) sistemática simples.
19 20 21 22 23 24
(D) de conglomerados.
(E) em dois estágios. 25 26 27 28 29 30

Fonte da imagem:
Exemplo 8
(Cesgranrio) Para obter uma amostra de tamanho 1.000 dentre uma população de tamanho 20.000,
organizada em um cadastro em que cada elemento está numerado sequencialmente de 1 a 20.000,
um pesquisador utilizou o seguinte procedimento:
I. calculou um intervalo de seleção da amostra, dividindo o total da população pelo tamanho da
amostra: 20.000/1.000 = 20;
II. sorteou aleatoriamente um número inteiro, do intervalo [1, 20]. O número sorteado foi 15; desse
modo, o primeiro elemento selecionado é o 15º;
III. a partir desse ponto, aplica-se o intervalo de seleção da amostra: o segundo elemento
selecionado é o 35º (15+20), o terceiro é o 55º (15+40), o quarto é o 75º (15+60), e assim
sucessivamente.
O último elemento selecionado nessa amostra é o
(A) 19.997°
(B) 19.995°
(C) 19.965°
(D) 19.975°
(E) 19.980°
Fonte da imagem:
Exemplo 9
(Cebraspe) Um professor de educação física realizou uma pesquisa a respeito das alturas dos
estudantes da instituição de ensino onde trabalha. A instituição possui 1.285 estudantes, dos quais
535 são homens e 750 são mulheres. Para realizar essa pesquisa, foi selecionada uma amostra de
257 estudantes pelo método de amostragem estratificada com alocação proporcional, considerando-
se os estratos homem e mulher. Nessa situação, foram selecionados
(A) 107 homens e 150 mulheres
(B) 128 homens e 129 mulheres.
(C) 110 homens e 147 mulheres.
(D) 150 homens e 107 mulheres.
(E) 129 homens e 128 mulheres.

Fonte da imagem:
Exemplo 10
(Cesgranrio) Para obter uma amostra de tamanho 1.000 dentre uma população de tamanho 20.000,
organizada em um cadastro em que cada elemento está numerado sequencialmente de 1 a 20.000,
um pesquisador utilizou o seguinte procedimento:
I. calculou um intervalo de seleção da amostra, dividindo o total da população pelo tamanho da
amostra: 20.000/1.000 = 20;
II. sorteou aleatoriamente um número inteiro, do intervalo [1, 20]. O número sorteado foi 15; desse
modo, o primeiro elemento selecionado é o 15º;
III. a partir desse ponto, aplica-se o intervalo de seleção da amostra: o segundo elemento
selecionado é o 35º (15+20), o terceiro é o 55º (15+40), o quarto é o 75º (15+60), e assim
sucessivamente.
O último elemento selecionado nessa amostra é o
(A) 19.997°
(B) 19.995°
(C) 19.965°
(D) 19.975°
(E) 19.980°
Fonte da imagem:

Você também pode gostar