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Projeto Pibic Has

O projeto PIBIC investiga a prevalência de hipertensão arterial sistêmica em alunos da saúde da Universidade Federal de Sergipe, Campus Lagarto, analisando a influência da vida acadêmica e fatores como estresse e hábitos de vida na pressão arterial. O estudo busca compreender como a carga horária e o uso de substâncias psicotrópicas afetam a saúde cardiovascular dos estudantes, visando promover intervenções que melhorem a qualidade de vida. A pesquisa é fundamentada em uma abordagem quantitativa e qualitativa, com coleta de dados programada e análise dos resultados para contribuir com estratégias de prevenção à hipertensão.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Projeto Pibic Has

O projeto PIBIC investiga a prevalência de hipertensão arterial sistêmica em alunos da saúde da Universidade Federal de Sergipe, Campus Lagarto, analisando a influência da vida acadêmica e fatores como estresse e hábitos de vida na pressão arterial. O estudo busca compreender como a carga horária e o uso de substâncias psicotrópicas afetam a saúde cardiovascular dos estudantes, visando promover intervenções que melhorem a qualidade de vida. A pesquisa é fundamentada em uma abordagem quantitativa e qualitativa, com coleta de dados programada e análise dos resultados para contribuir com estratégias de prevenção à hipertensão.
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PROJETO PIBIC:

"Prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica em Alunos da Saúde


durante o Primeiro Ciclo da Universidade Federal de Sergipe, Campus
Lagarto"

INTRODUÇÃO

A pressão arterial (PA) é definida como a força exercida pelo sangue por unidade de
superfície da parede vascular. Em 1993, Rosner et al. publicaram uma meta-análise com
tabelas de referência para normotensão (pressão arterial normal), abaixo do percentil 90,
normal-alta, entre o percentil 90 e o percentil 95, e alta, acima do percentil 95, por idade e por
sexo, subdivididas em percentis de altura, a partir de 76.018 medidas de pressão arterial.¹

A primeira medida da pressão arterial foi feita em uma égua doente por Stephen Halles, na
Inglaterra, em 1733. O pesquisador tinha por objetivo saber como a seiva chegava ao topo de
uma árvore, para isso, ele introduziu um tubo de vidro na artéria crural da égua e percebeu
que a força do ventrículo esquerdo elevava a coluna de sangue a 2,5 m de altura, evento que
ficou conhecido como o primeiro registro de uma PA². Aproximadamente um século depois,
Jean Léonard Marie Poiseuille substituiu o tudo de vidro de Halles por um tubo em formato
de U cheio de mercúrio e que media 20 cm, este aparelho foi chamado de hemodinamômetro
e também servia para medir pressão arterial, ainda de maneira invasiva. Somente em 1905, o
russo Korotkoff criou um aparelho de medida indireta da pressão arterial, chamado
esfigmomanômetro, utilizado até os dias atuais³.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença definida pela constância dos níveis de
pressão arterial maiores que os considerados normais. É a doença cardiovascular mais
comum e é frequentemente associada a outras doenças crônicas , podendo ser primária,
quando não possui uma causa definida, ou secundária, quando é derivada de outro problema
de saúde. A HAS é uma doença que geralmente não tem cura e pode ser desencadeada,
principalmente, por fatores como obesidade, fumo, ingestão de álcool, histórico familiar de
hipertensão, fatores psicológicos e estresse.

No Brasil, segundo Pesquisa Nacional de Saúde, 2019, aproximadamente 24% dos brasileiros
com 18 anos tinham pressão alta, ou seja, apesar de ser uma doença que possui maior
incidência em idosos, tem crescido bastante entre o público mais jovem. Pode-se afirmar,
portanto, que a HAS está estritamente relacionada à qualidade de vida, assim, o presente
estudo tem por objetivo verificar se a vida acadêmica tem influência nos níveis de PA dos
estudantes da Universidade Federal de Sergipe – Campus Lagarto, pois, sabe-se que a
faculdade pode submeter o discente constantemente a situações de estresse, aumentando o
risco de desenvolvimento de hipertensão, principalmente naqueles que possuem
predisposição genética .
Estudos brasileiros realizados em 2006 por Lipp et al comprovaram que os hipertensos
exibem aumento expressivo na pressão arterial quando são submetidos a sessões
experimentais de estresse emocional. Ademais, outro estudo realizado com 1259 homens na
Inglaterra, em 1997, por Sheffield et al , demonstrou variação da PA em hipertensos
também devido ao estresse mental .

Nesse contexto, a partir dos resultados obtidos com esta pesquisa, podem ser promovidas
ações de saúde voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos acadêmicos e futuros
profissionais de saúde.

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL:

Compreender a influência da carga horária e outros fatores relacionados sobre a pressão


arterial ao longo do primeiro ciclo dos estudantes da saúde da Universidade Federal de
Sergipe - Campus Lagarto.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

● Identificar o efeito do uso de substâncias psicotrópicas na pressão arterial,


considerando a relação entre o consumo dessas substâncias e a saúde cardiovascular
dos estudantes.
● Relacionar a sobrecarga dos estudos à abdicação do lazer e como isso influencia a
Pressão Arterial Sistêmica (PAS), examinando como o equilíbrio entre o estudo e o
lazer afeta a saúde cardiovascular.
● Verificar a incidência de alterações na PAS ao longo do primeiro ciclo acadêmico,
analisando se há mudanças significativas ao longo desse período.
● Analisar a predisposição à hipertensão no ambiente acadêmico, investigando fatores
genéticos e ambientais que podem aumentar o risco de hipertensão entre os
estudantes.
● Analisar a relação entre a escalada do estresse devido à sobrecarga de estudos e as
alterações na PAS, avaliando como o estresse acadêmico pode impactar a saúde
cardiovascular.
● Analisar os fatores que mais influenciam a sobrecarga de estudos, como o sono
inadequado e estresses, e relacioná-los com as alterações na PAS, explorando como
esses fatores podem contribuir para problemas de pressão arterial.

JUSTIFICATIVA
A pesquisa pretende compreender a influência de diversos fatores, incluindo a vida
acadêmica, na Pressão Arterial Sistêmica (PAS) dos estudantes da área da saúde da
Universidade Federal de Sergipe - Campus Lagarto. A vida acadêmica é um período crítico
em que os estudantes enfrentam desafios significativos, incluindo carga horária intensa,
estresse acadêmico e a possibilidade de abdicar do lazer em prol dos estudos. Portanto, é
fundamental investigar como esses fatores interagem e afetam a saúde cardiovascular dos
alunos. Além disso, esta pesquisa visa fornecer dados sólidos para o desenvolvimento de
estratégias de prevenção direcionadas à hipertensão arterial, considerando os fatores
específicos encontrados nesse contexto acadêmico. Ao compreender melhor os elementos que
contribuem para as alterações na PAS dos estudantes, podemos identificar pontos de
intervenção e promoção da saúde, visando reduzir os riscos cardiovasculares.A compilação
de dados resultante deste estudo contribuirá para uma análise aprofundada da problemática da
hipertensão arterial entre os estudantes da saúde da Universidade Federal de Sergipe. Essa
análise é um passo essencial na busca por soluções eficazes e na promoção de um ambiente
acadêmico mais saudável e equilibrado. Portanto, a pesquisa busca fornecer um conjunto
sólido de informações que possam orientar futuras iniciativas de prevenção e cuidados com a
saúde cardiovascular dos estudantes.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A hipertensão arterial sistêmica, comumente conhecida como pressão alta, é uma condição
médica crônica caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial nas artérias. Ela é
uma das principais preocupações de saúde pública em todo o mundo, devido ao seu impacto
significativo nas doenças cardiovasculares, como acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e
doença cardíaca coronária.A hipertensão é um problema de saúde global comum, afetando
milhões de pessoas em todo o mundo. Ela pode ser classificada em duas categorias
principais: hipertensão primária (ou essencial), que não tem uma causa específica
identificável, e hipertensão secundária, que está relacionada a uma condição médica
subjacente, como doença renal ou [Link] de Risco:Vários fatores de risco estão
associados ao desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica, incluindo:Genética: A
predisposição genética desempenha um papel importante na suscetibilidade à hipertensão,
com histórico familiar aumentando o [Link] de Vida: Hábitos de vida pouco saudáveis,
como dieta rica em sódio, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabagismo, estão
associados ao aumento da pressão [Link]: O excesso de peso corporal está
relacionado à hipertensão, e a perda de peso pode reduzir a pressão arterial em muitos
[Link]: O estresse crônico pode contribuir para a hipertensão, embora os mecanismos
exatos ainda não sejam totalmente [Link]ção e Tratamento:A prevenção e o
tratamento da hipertensão arterial envolvem uma abordagem multidisciplinar. Isso inclui a
adoção de um estilo de vida saudável, com dieta balanceada, exercícios regulares e redução
do estresse. Em alguns casos, a medicação também pode ser necessária para controlar a
pressão [Link]ão:A hipertensão arterial sistêmica é uma condição de saúde crônica e
comum que requer atenção constante e cuidados para prevenir complicações graves. É
importante que os indivíduos compreendam seus fatores de risco pessoais e trabalhem em
estreita colaboração com profissionais de saúde para monitorar e controlar sua pressão
arterial.

A pressão arterial (PA) definida como a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das
artérias, ela é registrada por dois períodos, um de relaxamento (diástole) e o de contração
(sístole), a duração total desse ciclo é a frequência cardíaca. Nesse sentido, existem escalas
que definem as categorias de hipertensão em diferentes estágios, de acordo com a gravidade,
pois o aumento de pressão arterial em alguns indivíduos pode ser lento e quase imperceptível,
enquanto em outros ela pode ser acentuada.

Assim, hipertensão, de acordo com George L. Bakris e Matthew J. Sorrentino, é considerada


um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, como insuficiência renal,
fibrilação arterial, doenças coronárias, infarto, acidente vascular encefálico e entre outras, que
irão atingir os órgãos funcionais. Tendo uma grande quantidade de evidências científicas que
o apontam como a principal causa de tais doenças, além de ser o fator mais prevalente na
população.

Conforme o artigo das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, da Sociedade


Brasileira de Cardiologia, a pressão alta é uma condição multifatorial que depende de fatores
genéticos, sociais (situação socioeconômica), psicológicos (estresse), estilo de vida
(sedentarismo, alimentação) e culturais. É caracterizando pela elevação persistente da pressão
arterial sistólica maior ou igual a 140mmHg e a PA diastólica maior ou igual a 90mmHg.

As evidências mais recentes, segundo os autores Beth E. Cohen, Donald Edmondson e Ian M.
Kronish, consideram o estresse como um dos principais fatores de risco para a hipertensão.
Cientificamente, ele é considerado uma percepção individual do estressor, ou seja, uma
adaptação aos diferentes estímulos e a habilidade individual para lidar com os mesmos, uma
variável externa que desafia a pessoa. Dessa forma, é notório que a personalidade de cada um
influência nos mecanismos que estão relacionados aos danos cardiovasculares. Posto isso, a
partir de estudos feitos com animais percebeu-se que aqueles que respondiam passivamente
obtiveram melhor reatividade na ativação de genes pró inflamatórios, hipertrofia cardíaca e
variabilidade reduzida da frequência cardíaca.
Assim, indivíduos que vivem com estressores diários por períodos prolongados aumentam o
risco de desenvolverem doenças cardiovasculares, que podem levar ao óbito, visto que,
estudos qualitativos indicam que esse estresse diário colabora com fatores de risco, como
sedentarismo e déficit alimentar.

METODOLOGIA

Natureza Aplicada: Este estudo tem uma natureza aplicada, visando a aplicação prática dos
resultados na promoção da saú[Link] Quantitativa e Qualitativa: Utilizaremos
métodos quantitativos para medir a prevalência da hipertensão e métodos qualitativos para
obter informações detalhadas sobre os hábitos e conhecimentos dos [Link] Descritiva e
Explicativa: A abordagem descritiva ajudará a entender a prevalência, enquanto a explicativa
investigará os fatores [Link] Técnico Experimental: Realizaremos a coleta
de dados trimestralmente por meio de medição da pressão arterial, questionários estruturados
e abertos para entender a escolha do curso, entrevistas e análise do histórico de vida dos
alunos. Os alunos serão divididos em grupos de estudo (em relação e controle,
implementando intervenções educacionais nos grupos de estudo para avaliar seu impacto na
prevalência da hipertensão.

CRONOGRAMA

Fase 1:
Preparação (Dezembro de 2023 a Fevereiro de 2024)Definição de Equipe (Dezembro de
2023):Seleção e alocação dos membros da equipe de [Link] da Equipe
(Janeiro de 2024):Treinamento da equipe de pesquisa em procedimentos de coleta de dados e
intervençõ[Link]ão Bibliográfica Atualizada (Janeiro a Fevereiro de 2024):Atualização da
revisão bibliográfica com base em fontes [Link]ção Ética (Fevereiro de
2024):Iniciar o processo de aprovação ética junto ao Comitê de Ética em Pesquisa.

Fase 2:
Coleta de Dados e Implementação das Intervenções (Março de 2024 a Janeiro de
2025)Captação dos Alunos e Primeira Entrevista com Aferição de Pressão (Março de
2024):Recrutamento dos alunos e primeira coleta de [Link] de Dados Trimestral
(Trimestres 1 a 4 - Junho de 2024 a Março de 2025):Realização das medições de pressão
arterial, entrevistas e questionários estruturados [Link]ção das
Intervenções nos Grupos de Estudo (Trimestres 2 a 4 - Julho de 2024 a Março de
2025):Implementação das intervenções educacionais nos grupos de estudo.

Fase 3:
Análise e Interpretação dos Dados (Fevereiro a Março de 2025)Análise de Dados
Quantitativos (Fevereiro de 2025):Processamento e análise dos dados quantitativos
[Link]álise de Dados Qualitativos (Março de 2025):Análise dos dados qualitativos das
entrevistas e questionários.

Fase 4:
Relatório Final e Disseminação dos Resultados (Abril de 2025)Redação do Relatório Final
(Abril de 2025):Elaboração do relatório final do projeto, incluindo resultados, discussão e
conclusõ[Link]ção dos Resultados (Abril de 2025):Apresentação dos resultados em
seminários, conferências ou eventos acadê[Link]ção dos Resultados em Artigo
Científico (Abril de 2025):Preparação e submissão de um artigo científico com os resultados
do estudo para uma revista acadêmica.

Encerramento do Projeto (Abril de 2025):


Finalização de todas as atividades e encerramento formal do projeto.

ADICIONARCRI5ERIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Referências:

- BAKRIS, George; SORRENTINO, Matthew. Hypertension: a companion to braunwald’s


heart disease, Third edition, 2018.

- CHALMERS, J.P et al. WHO. Hypertension control, 1994.

- COHEN, E. Cogen; Edmondson, Donald; Kronish, Ian M. State of the Art Review:
Depression, Stress, Anxiety, and Cardiovascular Disease, 2015.

- BARROSO, Weimar Kunz Sebba et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial –


2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, mar. 2021.

- FUCHS, Flávio D.; WHELTON, Paul K. HIGH BLOOD PRESSURE AND


CARDIOVASCULAR DISEASE, 2023.

- GUYTON, A.C. e Hall J.E.– Tratado de Fisiologia Médica. Editora Elsevier. 12a ed.,
2011. 111 p.
- SIGHT, Jaskanwal Deep et al. Mental Stress and Its Effects on Vascular Health, 2022.

1 – ROSNER B.; PRINEAS R.J.; LOGGIE J.M.H.; DANIELS S.R. ; Blood pressure
nomograms for children and adolescents, by height, sex and age, in the United States. J
Pediatr; 1993

2 – INTROCASO L.; História da medida da pressão arterial; Clínica Cardiológica Dr. Luiz
Introcaso; 1998.

3 – LUNA, L. R. Aspectos Históricos da Hipertensão no Brasil. Sociedade Brasileira de


Cardiologia [oline]; 1999.

4 – POLITO M.D.; FARINATTI P.T.V.; Respostas de frequência cardíaca, pressão arterial e


duplo- -produto ao exercício contra-resistência: uma revisão da literatura; Revista Portuguesa
de Ciências do Desporto; 2003.

5 – MINISTÉRIO DA SAÚDE; Hipertensão Arterial Sistêmica: o que é, quais os riscos e


como previnir a doença e os agravos; Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS); 2022.

6 – NOBREGA A. C. L. et al; Estresse mental e hipertensão arterial sistêmica; Revista


Brasileira de Hipertensão; 2007.

7 – LIPP M.; PEREIRA M.M.B.; JUSTO A.P.; MATOS T.M.G. ; Cardiovascular reactivity
in hypertensives: differential effect of expressing and inhibiting emotions during moments of
interpersonal stress. Span J Psychol. 2006.

8 – SHEFFIELD D.; SMITH G.D.; CARROLL D.; SHIPLEY M.; MARMOT M.G.; The
effects of blood pressure resting level and labiality on cardiovascular reactions to laboratory
stress; Intern J Psychophysiol; 1997.
9 – FONSECA F.C.A.; COELHO R.Z.; NICOLATO R.; MALLOY-DINIZ L.F.; SILVA
FILHO H.C.; A influência de fatores emocionais sobre a hipertensão arterial; Jornal
Brasileiro de Psiquiatria 58(2); 2009.

TÍTULO: Prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica em Discentes da Área da


Saúde durante o Início de sua Trajetória Acadêmica na Universidade Federal de
Sergipe, Campus Lagarto

INTRODUÇÃO

A pressão arterial (PA), entendida como a força exercida pelo fluxo sanguíneo
nas paredes vasculares por unidade de superfície, constitui um elemento central
no presente escopo. Em 1993, Rosner et al. elaboraram uma meta-análise,
delineando tabelas de referência para categorias de pressão arterial,
categorizadas por idade, sexo e altura.¹ A pesquisa se propõe a escrutinar os
efeitos da vivência acadêmica nos parâmetros tensionais de estudantes na
Universidade Federal de Sergipe – Campus Lagarto, delineando a faculdade como
uma entidade suscetível a instigar a hipertensão, notadamente naqueles
geneticamente predispostos⁶.

OBJETIVOS

Objetivo Geral:

Elucidar a intricada relação entre a carga horária e outros fatores pertinentes na


dinâmica pressórica ao longo do primórdio acadêmico dos discentes da saúde na
Universidade Federal de Sergipe - Campus Lagarto.

Objetivos Específicos:

Auscultar o impacto da utilização de substâncias psicotrópicas na pressão


arterial, imbricando a intersecção entre o consumo dessas substâncias e a
saúde cardiovascular dos discentes.
Investigar o modo como a sobrecarga de estudos, conjugada à renúncia ao
lazer, influencia a Pressão Arterial Sistêmica (PAS), elucidando como o
equilíbrio entre a academia e o ócio reverbera na saúde cardiovascular.
Perscrutar a incidência de alterações na PAS ao longo do primeiro ciclo
acadêmico, analisando se se manifestam mutações significativas nesse
período.
Analisar a predisposição à hipertensão no ambiente acadêmico, esmiuçando
fatores genéticos e ambientais que verossimilmente avultam o risco de
hipertensão entre os estudantes.
Avaliar a relação entre o incremento do estresse decorrente da sobrecarga de
estudos e as mutações na PAS, avaliando de que maneira o estresse
acadêmico pode reverberar na saúde cardiovascular.
Analisar os fatores que preponderantemente influenciam a sobrecarga de
estudos, a exemplo do sono inadequado e do estresse, e correlacioná-los
com as mutações na PAS, desvendando como esses fatores são suscetíveis
de contribuir para anormalidades pressóricas.

JUSTIFICATIVA

A presente pesquisa perscruta discernir de que forma a vivência acadêmica influi


sobre a Pressão Arterial Sistêmica dos discentes na área da saúde da Universidade
Federal de Sergipe - Campus Lagarto. Este estudo almeja fornecer dados
substanciais a fim de erigir estratégias de prevenção especificamente direcionadas
à hipertensão, tomando em consideração os elementos específicos delineados por
este contexto acadêmico. Ao apreender de forma mais aprimorada os fatores que
concorrem para as mutações na PAS, torna-se possível identificar pontos de
intervenção e fomentar a saúde cardiovascular dos discentes.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A hipertensão arterial sistêmica configura-se como uma condição médica crônica,


notoriamente reconhecida pela elevação persistente da pressão arterial nas artérias,
exercendo considerável impacto nas enfermidades cardiovasculares, tais como
acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e doença cardíaca coronariana¹. Fatores
genéticos, estilo de vida, obesidade e estresse se mostram correlacionados ao
desenvolvimento da hipertensão arterial, constituindo-se em uma problemática
global de saúde pública³.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Aprofundada

A hipertensão arterial sistêmica, ou pressão alta, representa uma condição médica


crônica caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial nas artérias.
Com uma prevalência global, este mal exerce impacto significativo em doenças
cardiovasculares, destacando-se acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e doença
cardíaca coronariana¹.

No âmbito genético, a predisposição desempenha papel crucial na suscetibilidade à


hipertensão, sendo que históricos familiares elevam substancialmente o risco. Em
consonância, a literatura salienta a influência de fatores de estilo de vida,
notadamente hábitos alimentares ricos em sódio, sedentarismo, consumo excessivo
de álcool e tabagismo, todos associados ao incremento da pressão arterial².

A obesidade, por sua vez, é correlacionada à hipertensão, e evidências sugerem que


a perda de peso pode, em muitos casos, redundar na redução da pressão arterial. O
estresse crônico, embora com mecanismos ainda não completamente
compreendidos, figura como um fator de risco significativo, contribuindo para o
desenvolvimento da hipertensão³.

A prevenção e tratamento da hipertensão arterial envolvem abordagens


multidisciplinares, incluindo a adoção de um estilo de vida saudável, dieta
equilibrada, prática regular de exercícios e gestão do estresse. Em alguns casos,
a intervenção medicamentosa se revela necessária para controlar a pressão
arterial e mitigar riscos cardiovasculares⁴.

Na conclusão do estudo, destaca-se que a hipertensão arterial sistêmica é uma


condição crônica que demanda atenção constante e cuidados para prevenir
complicações graves. A compreensão dos fatores de risco pessoais e a
colaboração estreita com profissionais de saúde são imperativos para monitorar
e controlar a pressão arterial⁵. Esses dados fornecem um alicerce substancial
para a abordagem detalhada da hipertensão arterial entre os estudantes da
saúde da Universidade Federal de Sergipe.

METODOLOGIA

O delineamento metodológico deste estudo reflete uma natureza aplicada,


combinando abordagens quantitativas e qualitativas. A abordagem descritiva almeja
propiciar percepções quanto à prevalência, enquanto a abordagem explicativa
investigará os meandros subjacentes. A coleta de dados abrangerá medições
trimestrais da pressão arterial, questionários estruturados e entrevistas, sendo os
discentes submetidos a intervenções educacionais por meio de grupos de estudo.

CRONOGRAMA

Fase de Preparação (Dezembro de 2023 a Fevereiro de 2024)


Definição da Equipe
Treinamento da Equipe
Revisão Bibliográfica Atualizada
Início do Processo de Aprovação Ética
Fase de Coleta de Dados e Implementação das Intervenções (Março de 2024
a Janeiro de 2025)
Captação dos Alunos e Primeira Entrevista com Aferição de Pressão
Coleta de Dados Trimestral
Implementação das Intervenções nos Grupos de Estudo
Fase de Análise e Interpretação dos Dados (Fevereiro a Março de 2025)
Análise de Dados Quantitativos
Análise de Dados Qualitativos
Fase de Relatório Final e Disseminação dos Resultados (Abril de 2025)
Redação do Relatório Final
Apresentação dos Resultados em Seminários ou Conferências
Preparação e Submissão de Artigo Científico
Encerramento do Projeto (Abril de 2025)
Finalização de Todas as Atividades
Encerramento Formal do Projeto

CONCLUSÃO

Esta pesquisa se propõe a desvendar os intrincados nexos entre a vivência


acadêmica e a hipertensão em estudantes da saúde. Os resultados emergentes
fornecerão subsídios para estratégias de prevenção, objetivando promover a saúde
cardiovascular. A disseminação dos resultados por meio de artigos científicos e
apresentações se traduzirá em uma contribuição significativa para a edificação de
um ambiente acadêmico mais salutar e equilibrado.

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