UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
3º ANO – LABORAL
ENGENHARIA DE TRÁFEGO
TEMA: ESTACIONAMENTO
Beira, Abril de 2024
UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
3º ANO – LABORAL
Discentes:
Ajumate Juma Cafuro
Valentim Roques Valentim
Trabalho de Engenharia de Tráfego, de
Elidio Antonio Paruque
carácter avaliativo a ser apresentado na
Bertina Zacarias Martins
Universidade Zambeze – Faculdade de
Manuel Sebastião Tiago
Ciências e Tecnologia
Sunaira Pedro Filipe
Docente:
MSc.Eng. Eulávio Romão Bernardo
Beira,Abril de 2024
RESUMO
Quando falamos de tráfego rodoviário, é um assunto que tem vindo ao longo dos últimos anos, a
ser altamente penalizado pelo crescente e insustentado número de veículos circulantes nas
rodovias. Esta situação torna-se ainda mais problemática nos centros das grandes cidades,
assistindo-se frequentemente a dificuldades na acessibilidade e mobilidade do cidadão comum.
Este é um problema que tem merecido real interesse nas actuais medidas de mobilidade, dado o
seu impacto negativo sobre a gestão do tráfego, nomeadamente ao nível da sua fluidez. As recentes
politicas de mobilidade têm vindo a implementar novas medidas que permitam uma correcta gestão
do tráfego urbano, assumindo o estacionamento um importante papel.
A aplicação de um conceito alargado de estacionamento vai muito além da simples tentativa de
aproximar a oferta de estacionamento da procura existente. Assiste-se cada vez mais a uma
constante necessidade de diminuir, canalizar e gerir o tráfego urbano, devendo ser aplicadas
medidas de estacionamento individualizadas e adaptadas a cada situação. Sendo assim, os lugares
de estacionamento devem ser criteriosamente dimensionados e localizados
Após uma breve abordagem com relação ao estacionamento, complementameo o trabalho falando
da necessidade de estacionamento, seus respetivos tipos, sua classificação, problemas de
estacionamento em vias, como gerir a questão do estacionamento, seus padrões ou
dimencionamento de estacionamento e por fim o seu impacto na rodovia. Tendo por base a
consulta de diversa documentação, legislação vigente e manuais técnicos, foi possível sistematizar
a informação recolhida, fazendo um ponto da situação para esta tipologia de estacionamento.
Por fim, a resolução de problemas de estacionamento vai também, na questação de elaborção de
projetos de estacionamentos de veículos geralmente são baseados em legislações que estabelecem
regras específicas para a disposição de vagas, sua quantidade e dimensões. Todavia, nem sempre
esses documentos levam em conta as dimensões dos veículos que compõem a frota nacional,
acarretando eventuais problemas quanto ao uso desse tipo de espaço.
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 1
1.1. METODOLOGIA ................................................................................................................ 2
1.2. OBJECTIVOS...................................................................................................................... 2
2. ESTACIONAMENTO ............................................................................................................ 3
2.1. TIPOS DE ESTACIONAMENTO .................................................................................. 3
3. NECESSIDADE DE ESTACIONAMENTO .......................................................................... 4
4. CLASSIFIÇÃO DE ESTACIONAMENTO ........................................................................... 4
5. PROBLEMAS DE ESTACIONAMENTO ............................................................................. 7
6. GESTÃO DE ESTACIONAMENTO ..................................................................................... 9
7. DIMENCIONAMENTOS DE ESTACIONAMENTOS....................................................... 11
7.1. EM AUTOMOVEL........................................................................................................ 12
7.2. VEICULOS DE CARGA ............................................................................................... 14
7.3. ESTACIONAMENTO EM PARQUES ......................................................................... 17
8. IMPACTOS DOS ESTACIONAMENTO EM VIA PÚBLICA ........................................... 18
9. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 19
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS............................................................................... 20
1. INTRODUÇÃO
O estacionamento de veiculos pode ocorrer ao longo das vias públicas ou fora delas. Nas vias
púlicas ele poderá ser livre ou controlado e, fora delas, ou seja, em imóveis, poderá ser público o
privado.
A frota de veiculos automotores nos dias de hoje vem apresentando crescimento acelerado, tendo
aumentando continuamente. Isso determinou e ainda determina o surgimento de problemas
urbanos, dentre os quais o do estacionamento de veiculos em via ou fora da via.
A importância da adoção de medidas que atendam à demanda de estacionamento torna-se mais ao
se considerar que cada veiculo percorre, teoricamente em média 15.000 quilômentros por ano a
uma velocidade média de 30 quilômetros por hora, o que significa que cada veiculo deverá
circularn cerca de 500 horas e permanecer estacionado mais de 8.000 horas por ano. Além disso,
outros factores importantes intervêm no equacionamento do problema, uma vez que os varios tipos
de viagem, as condições viarias, a diversidade no uso do solo e a disponibilidade de áreas, influem
sobremaneira na determinação de soluções adequadas.
Normalmente o maiores problemas de estacionamento no Brasil, como também em Moçambique
são verificados na área central, nas zonas residencias de alta densidade ou nos corredores e
proximidades, ao longo dos quais se verifica grande concentração de imóveis destinados a fins
comerciais. Assim sendo, embora a legislação atual determine a construção de garagem em novos
edificios, a demada de estacionamento gerada por visitantes, no caso de regiões comerciais, tornou
praticamente impossivel seu atendimento através do estacionamento livre na via pública.
Em todos os locais a demada de estacionamento é muito maior do que a oferta de vagas e a
dificuldade de estacionar é um dos problemas mais angustiantes que se coloca aos que pretendem
utilizar o automovel, e fornecer ao usuário condições de estacionar e, ao mesmo tempo, assegurar
a livre circulação de pessoas e mercadorias, constituem importantes objectivos de orgão
responsavel pelo trânsito.
ESTACIONAMENTO 1
1.1.METODOLOGIA
Este trabalho foi feito através de pesquisa bibliográfica usando livros, revistas técnicas, jornais e
artigos encontrados através do acervo da biblioteca e de sites de busca na internet sendo o Google
académico o site de busca escolhido para fazer esta pesquisa.
1.2.OBJECTIVOS
1.2.1. OBJECTIVO GERAL:
O principal objectivo deste trabalho é o de comprender como funciona o estacionamento de
veiculos em vias e fora da via, assim também, como podemos resolver, os problemas nas vias
rodoraviária para evitar a questão de congestionamento.
ESTACIONAMENTO 2
2. ESTACIONAMENTO
Estacionamento: é o conjunto de baias designadas para abrigo de automóveis parados, por um
determinado período de tempo, em um local dentro da área urbana. O estacionamento é o elemento
regulador da escolha modal, pelo condicionamento da acessibilidade em transporte individual
(SEABRA, 2011).
Estacionamento: quando falamos de estacionamento, refere-se a mobilização do veiculo pelo
tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque do passageiro.
Nota: O estacionamento salvaguarda a ordem pública e o decorrer urbano, evitando situações que
resultem no bloqueio do transito na via.
2.1.TIPOS DE ESTACIONAMENTO
O estacionamento de veiculos pode ocorrer ao longo das vias públicas ou fora delas, onde nas vias
púplicas ele poderá ser livre ou controlado e, fora delas, ou seja, em imoveis, podera ser publico,
privado e de admissão reservada .
Estacionamento público – é um tipo de estacionamento, que destina-se a qualquer
utilizador, fazendo apenas a distinção relativamente ao tipo de veículos. Normalmente nas
zonas de maior procura este tipo de estacionamento não é gratuito;
Estacionamento privado – é um tipo de estacionamento que é reservado aos respectivos
proprietários, pelo que este estacionamento não se dirige indiscriminadamente a qualquer
utilizador. Neste caso, a ausência de taxas e a localizacao proximo ou junto ao loccal onde
o usuário permanecerá por longo espaço de tempo, determina a longa permanencia do seu
veiculo estacionado.
Estacionamento de admissão reservada – tal como o estacionamento privado, este só
pode ser utilizado por determinados condutores. Normalmente é utilizado pelos
estabelecimentos comerciais, desportivos, culturais, entre outros, de forma a proporcionar
estacionamento gratuito aos seus frequentadores.
ESTACIONAMENTO 3
3. NECESSIDADE DE ESTACIONAMENTO
O automóvel passa muito mais tempo imobilizado, ocupando espaço público ou privado.
Antes e no fim de cada viagem é necessário dispor de um local próprio para estacionar o
automóvel, o que, particularmente em áreas urbanas nem sempre é fácil de encontrar.
O subsistema de estacionamento é uma componente muito importante do sistema de
transportes, na medida em que as suas características (nível e tipo de oferta) têm
potencialmente um impacto significativo ao nível da atractividade do modo automóvel,
com resultados óbvios ao nível da repartição modal, bem como a outros níveis
nomeadamente ambiental ou da qualidade de vida urbana.
4. CLASSIFIÇÃO DE ESTACIONAMENTO
O provimento de estacionamento nas cidades tem evoluído na medida em que a demanda aumenta
influenciada tanto pelo setor público como pelo setor privado. Vale a pena lembrar os principais
tipos de estacionamento e o grau de controle que as autoridades têm sobre eles. Sob diversos
aspectos se é leva-se em consideração variadas classificações. Assim:
QUANTO LOCAL DE ESTACIONAMENTO
No que concerne à localização, o estacionamento pode ser na via ou fora da via, designando-se:
Estacionamento na via – como o próprio nome indica este estacionamento existe ao longo
das vias. Geralmente são estacionamentos públicos salvo qualquer regulamentação que
indique o contrário;
Estacionamento fora da via – este tipo de estacionamento, face à crescente procura tem
vindo a ser cada vez mais utilizado. Engloba os parques de estacionamento (de um só piso,
normalmente à superfície e ao ar livre) e os auto-silos (edifícios que compreendem vários
pisos de estacionamento que podem ser subterrâneos ou em elevação; entretanto, as novas
técnicas que começam a ser usadas nos dias de hoje permitem a arrumação dos veículos
por meio mecânico).
Nota: Os estacionamento podem ser implantados ao longo da via (estacionamento público) e em
fora da via pública (pública e privado).
ESTACIONAMENTO 4
Figura 1: Estacionamento na via e fora da via
Fonte: http://www.EGP Engenharia.com.br
QUANTO AOS VEÍCULOS
O estacionamento pode ainda ser classificado em função do tipo de veículos, que, pelas suas
dimensões e funcionalidades, requer um espaço de estacionamento diferente. Sendo assim,
convém distinguir o estacionamento para:
Veículos ligeiros (diferenciando os veículos com pessoas de mobilidade reduzida, táxis);
Motociclos e/ou bicicletas;
Veículos pesados (terminais de veículos industriais e de autocarros).
QUANTO À DURAÇÃO
No que tange ao período de permanência dos veículos estacionados, é bom esclarecer que em
cidades grandes esse período está diretamente associado à finalidade da viagem. Em caso de
viagens para compras e reuniões de trabalho resultam em permanência mais curta, podendo-se
dizer que seguem um padrão menor que uma hora, de acordo com Seco (2008).
Por sua vez, são mais longos os estacionamentos de condutores cuja necessidade de vaga decorre
do cumprimento de horários de trabalho.
A diferença existente nas cidades pequenas é perceptível para Seco (2008), nas quais é possível
que a maior parte das viagens ao centro da cidade seja breve, demandando pouco tempo de
estacionamento, com a ressalva, naturalmente, das pessoas cujo trabalho ocorre nessas áreas.
Também se observa que ocorrem muitas viagens, rápidas e repetidas, diversas vezes ao dia.
Somente com o crescimento contínuo das cidades gerando não somente o aumento da quantidade
ESTACIONAMENTO 5
de condutores como a distância entre os locais de partida e chegada é que o estacionamento vai se
configurando na problemática alhures demonstrada das cidades grandes.
A procura de estacionamento pode ser distinguida por tipo de duração. As tipologias de procura,
pela duração da permanência, estão associadas ao tipo de utilizador e ao motivo da deslocação
num determinado momento. Na Tabela 2 é classificada a procura de estacionamento, por tipo de
duração.
Tabela 1: Tipologia da procura de estacionamento
CLASSIFICAÇÃO DURAÇÃO EXEMPLOS
< 5 minutos Entrada e saida de passageiros; compra de jornal
Curta duração 5-30 minutos Compras rapidas; pagamentos de servicos
30-60 minutos Compras; refeições rápidas
1-2 horas Consultas; lazer; reunioes breves
Média duração
2-4 horas Compras ; lazer; runiões; turismo
4-8 horas Emprego; turismo
Longa duração
> 8 horas Residente; noturno
Fonte: O'Flaherty (1986); Valleley (1997); Seco (1999)
QUANTO À DEMANDA
Rye (2011) descreve a necessidade de um veículo estacionar como Demanda de Estacionamento,
que naturalmente cresce à medida que o número de veículos de uma localidade aumenta. Diz-se
que os problemas de estacionamento surgem quando a demanda por vagas de estacionamento
excede a oferta e se observar que, em geral, estes iniciam nos centros das cidades e somente depois
se espalham pelos demais bairros.
Em áreas centrais ou residenciais, que são as zonas urbanas mais sensíveis, o potencial de procura
por estacionamento geralmente gera um déficit em relação à área disponível, portanto há a
necessidade de ordenar os diferentes tipos de utilizadores definindo níveis de prioridade em função
dos objetivos que se pretendem atingir. No que tange à procura de estacionamento, a seguinte
hierarquia é sugerida, nas zonas em áreas urbanas de acordo com a Tabela 3 (SECO, 2008).
ESTACIONAMENTO 6
Tabela 2: Hierarquia dos estacionamentos por zonas
ZONAS ZONAS
CENTROS URBANOS EM GERAL
RESIDENCIAIS INDUSTRIAIS
Acesso de Pessoas com
Residentes
Residentes mercadorias deficiência
Fornecedores (carga e Prestação de Serviços
descarga) Visitas serviços essenciais
Clientes do Prestadores de Serviços de
comércio/serviço serviços Trabalhadores emergência
Fonte: Seco (2008)
QUANTO À NATUREZA (FORMA DE UTILIZAÇÃO)
O estacionamento, quanto à sua natureza, pode ser de quatro tipos (VALLELEY, 1997):
Legal: é todo aquele que cumpre a legislação em vigor, bem como as regras impostas pela
sinalização vertical e horizontal;
Ilegal de Nível 1: é todo que impede ou perturba o normal funcionamento da circulação
automóvel, pedonal ou de pessoas com mobilidade reduzida;
Ilegal de Nível 2: caracteriza-se por ser uma situação de estacionamento ilegal que não
perturba o normal funcionamento do sistema;
Paragem e Cargas/Descargas: é estacionamento de muito curta duração, em número
reduzido e de carácter pontual. Este tipo de estacionamento é essencial para a vitalidade
económica dos serviços e comércio.
5. PROBLEMAS DE ESTACIONAMENTO
De acordo com Rye & Koglin (2014), que trabalharam com profissionais de estacionamento em
10 diferentes países, independentemente dos contextos, os seguintes problemas recorrentemente
são citados:
ESTACIONAMENTO 7
Problemas operacionais
Em áreas residenciais a demanda por estacionamento pago pode não ser suficiente para gerar a
renda necessária para financiar sua execução. Afora isso, outros problemas relacionados são dizem
respeito aos controles do estacionamento, como repercussão na má aplicação, dificuldade de
recebimento do pagamento e cobrança de taxas e multas. Há necessidade de abordagens
inovadoras para operar o gerenciamento de estacionamento, a fim de resolver esses problemas.
Externalidades ao estacionamento
O congestionamento é a poluição causada pela circulação do tráfego procurando por um espaço
de estacionamento em áreas populares; conflitos entre diferentes usuários de estacionamento
(residentes e passageiros que competem por estacionamento, por exemplo); ou problemas de
acessibilidade de segurança e pedestres causados por veículos mal estacionados; problemas
semelhantes para ônibus em ruas estreitas.
Demanda espacialmente concentrada
Estacionamento insuficiente em algumas áreas, subutilizado em áreas próximas.
Espaço de calçada insuficiente
Espaço insuficiente na guia para estacionar os veículos de todos os moradores que possuem carros
em algumas áreas residenciais, como a alta densidade subúrbios e algumas áreas residenciais
periféricas, ambas construídas com pouco estacionamento na rua.
Como se verá mais adiante, grande parte destes inconvenientes acima mencionados podem são
facilmente encontrados na cidade de João Pessoa.
Nota: Problemas (Controles do estacionamento, dificuldade de recebimento do pagamento e cobrança
de taxa, congistionamento e espaço insuficiente)
ESTACIONAMENTO 8
Figura 2: Problemas de estacionamentos
Fonte: http://www. Bloomberg.com.br
6. GESTÃO DE ESTACIONAMENTO
Em termos de definição, Litman (2013) afirma que “A gestão do estacionamento se refere a
políticas e programas que resultam em um uso mais eficiente dos recursos de 27 estacionamento”.
Considerando que gestão é um conjunto de medidas de administração, esta pode ser uma
ferramenta eficaz para o governo local reduzir o tráfego. O objetivo do gerenciamento de
estacionamento varia. Por exemplo, para as autoridades locais que lidam com o congestionamento,
uma fonte de reestruturação pode ser vista como central, enquanto para provedores privados, lucro
é o mais importante, e no nível organizacional, como aeroportos, o acesso e a receita são
fundamentais.
Koglin (2014) afirma que a grande maioria dos espaços na rua em determinadas cidades
permanecem desregulados, porque há pouca ou nenhuma demanda para eles. Mas,
conforme a demanda aumenta, restrições típicas que podem encontradas incluem:
Fluxo de tráfego e segurança relacionados
Proibição de estacionamento a qualquer momento perto dos cruzamentos, a fim de garantir
visão e segurança para a passagem de pedestres.
Restrições de estacionamento nas principais avenidas nos horários de pico para
facilitar o fluxo de tráfego.
Restrições de estacionamento em um lado de uma estrada estreita para permitir duas
vias fluxo de tráfego.
ESTACIONAMENTO 9
Restrições ao espaço de destino em categorias específicas de usuário
Tempo limitado de estacionamento na rua, a fim de favorecer a rotatividade de
estacionamento. Geralmente para garantir que os parkers de curto prazo (por exemplo, os
compradores) possam conseguir um espaço (Por exemplo a Zona Azul de João Pessoa).
Restrições de estacionamento em algumas áreas para fornecer espaço para veículos
comerciais podem carregar e descarregar para oficinas de serviços e escritórios ao
lado da estrada.
Limites de tempo em torno de certos lugares (por exemplo, proibição de
estacionamento durante certos horários do dia).
Restrições de estacionamento geralmente só se aplicam quando a oferta é excedida pela demanda
em uma determinada área (BALCOMBE & YORK, 1993), ou onde problemas de segurança são
causados pelo estacionamento. Estas restrições nem sempre são apreciadas pelos motoristas. No
entanto, a fim de tornar o espaço mais seguro e para evitar situações caóticas no espaço da estrada
urbana, essas regulamentações são muito importantes.
Um aspecto relevante do gerenciamento de estacionamento é a fácil compreensão dos objetivos e
para isso a estratégia de estacionamento e o tipo de problema tratado devem estar ligados de forma
clara e objetiva, ou seja, é necessário fazer um planejamento para se entender qual o propósito de
uma eventual política de gerenciamento e quais seus impactos. Os propósitos são escolhidos pelas
autoridades públicas e cada autoridade possui suas próprias metas e prioridades, a depender da
situação e polícia locais.
Figura 3: Gestão de estaciionamentos
Fonte: https://www.BRA PARKING-SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA ESTACIONAMENTOS.com.br
ESTACIONAMENTO 10
7. DIMENCIONAMENTOS DE ESTACIONAMENTOS
Os projetos de estacionamentos de veículos geralmente são baseados em legislações que
estabelecem regras específicas para a disposição de vagas, sua quantidade e dimensões. Todavia,
nem sempre esses documentos levam em conta as dimensões dos veículos que compõem a frota
nacional, acarretando eventuais problemas quanto ao uso desse tipo de espaço.
O atual Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (SÃO PAULO, 2017), por
exemplo, apresenta um regramento de projeto de estacionamentos anacrônico com as dimensões
dos veículos em circulação e comercialização no país, bem como nos demais continentes
(incluindo lançamentos de veículos comercializados no mundo todo).
Considerando que as edificações devem ser projetadas para ter uma vida útil da ordem de 50 anos
(ABNT, 2013), supõe-se que os estacionamentos de veículos também precisam ser projetados de
modo a atender as necessidades dos usuários durante esse período.
Nota: A largura mínima das vagas de estacionamento constante no Código de Obras e Edificações
do Município de São Paulo é de 2,20 metros (SÃO PAULO, 2017).
Com relação ao dimencionamento de estacionamento, apresentaremos os dimencionamento na
via e fora da via.
Na via: Conforme o ângulo de estacionamento: 0°, 30°, 45°, 60°, 90°.
No dimensionamento dos lugares de estacionamento para veículos ligeiros na via pública deve
genericamente atender-se aos parâmetros geométricos que se apresentam na imagem abaixo.
Imagem 4: Parâmetros geométricos relevantes na definição dos lugares de estacionamento adjacentes à via pública.
ESTACIONAMENTO 11
Onde:
M: Espaço de manobra para o veículo;
A: Largura do lugar de estacionamento;
V: Via de acesso adjacente ao estacionamento.
E: Intrusão efectiva do lugar de estacionamento;
α: Ângulo de inclinação em relação ao eixo da via;
C: Comprimento de faixa por lugar de estacionamento;
L: Largura total do lancil à mediana da faixa de rodagem;
7.1. EM AUTOMOVEL
Paralelo
Os estacionamentos em paralelo, que estão no mesmo sentido da via, devem ser construidos e
possuir 2,4m de largura por 5,0m de comprimento. Para manobra, é preciso cerca de 3,3m de
largura da via, e é preciso desconsiderar o trafego no sentido contrário.
Estacionamento a 30º
Os estacionamentos que possuem ângulo de 30º devem ser construídos e possuir 2,4m de largura
de estaconamento por 5,0m de comprimento de faixa por lugar de estacionamento 4,8m . Para
manobra, é preciso cerca de 2,4m de largura da e é preciso desconsiderar o tráfego no sentido
contrário.
ESTACIONAMENTO 12
Estacionamento a 45º
Os estacionamentos a 45º devem ser construídos e demarcados com 2,4m de largura do lugar de
estacionamento por 3,4 m de comprimento. Para manobra, é preciso cerca de 3,8m de largura da
via, desconsiderando o tráfego no sentido contrário.
Estacinamento a 60º
Os estacionamentos a 60º devem ser demarcados com 2,4m de largura por 2,75m de comprimento
de faixa por lugar de estaciionamento. Para manobra, é preciso cerca de 4,5m de largura da via,
desconsiderando tráfego no sentido contrário.
Estacionamento a 90º
Os estacionamentos a 90º devem ser demarcados com 2,4m de largura por 5,00m de comprimento.
Para manobra, é preciso cerca de 3,0m de largura da via, desconsiderando tráfego no sentido
contrário.
ESTACIONAMENTO 13
7.2. VEICULOS DE CARGA
Estaconamento paralelo
Os estacionamentos em paralelo, que estão no mesmo sentido da via, devem ser construidos e
possuir 3,5m de largura por 11,0m de comprimento. Para manobra, é preciso cerca de 5,3m de
largura da via, e é preciso desconsiderar o trafego no sentido contrário.
Estacionamento a 30º
Os estacionamentos que possuem ângulo de 30º devem ser construídos e possuir 3,5m de largura
por 8,0m de comprimento. Para manobra, é preciso cerca de 3,7m de largura da e é preciso
desconsiderar o tráfego no sentido contrário.
ESTACIONAMENTO 14
Estacionamento a 45º
Os estacionamentos a 45º devem ser construídos e demarcados com 4,95m de largura por 9,55m
de comprimento. Para manobra, é preciso cerca de 5,7m de largura da via, desconsiderando o
tráfego no sentido contrário.
Estacionamento a 60º
Os estacionamentos a 60º devem ser demarcados com 2,75m de largura por 5,53m de
comprimento. Para manobra, é preciso cerca de 4,5m de largura da via, desconsiderando tráfego
no sentido contrário.
ESTACIONAMENTO 15
Estacionamento a 90º
Nos estacionamentos à 90º, os espaços são demarcados com 10m de comprimento por 3,5m de
largura, considerando-se 11.5m de largura da via para manobra, considerando uma via de “mão
única” e estacionamento nos dois lados da via.
Fora da via: devem ser projectados para atingir os seguintes objectivos:
Fornecer o número máximo de vagas;
Minimizar o desconforto da viagem, com o estacionar, sair do estacionamento e
percorrê-lo;
Minimizar interferências de entrada e saídas com faixas de pedestres e veículos em
movimento externo ao estacionamento.
ESTACIONAMENTO 16
7.3. ESTACIONAMENTO EM PARQUES
Um dos primeiros factores a ter em conta no desenho das diferentes soluções de estacionamento a
adoptar é o seu custo. Se nos estacionamentos na via as opções se restringem à orientação dos
mesmos em relação ao eixo da estrada, nos estacionamentos em parque existem três soluções base:
Soluções de nível (à superfície)
Soluções enterradas e Soluções sobrelevadas.
Para além disso, no dimensionamento dos lugares de estacionamento, das vias de acesso no interior
dos parques de estacionamentos e dos meios de pagamento devem-se verificar as regras de
dimensionamento impostas.
Tabela 3: dados sobre as áreas brutas ocupadas por lugar de estacionamento (NAASRA 1994)
Ângulo
Tipo de parquet 0º 30º 45º 60º 90º
Uni piso 27𝑚2 34𝑚2 30𝑚2 27𝑚2 23𝑚2
Multi piso 36𝑚2 - - - 30𝑚2
As vias de acesso a lugares de estacionamento com orientação em relação ao seu eixo de 90º devem
permitir a circulação de veículos em dois sentidos, podendo nas restantes situações implementar-
se vias de sentido único, devidamente orientadas, asssim como mostra a figura abaixo..
As rampas de acesso aos estacionamentos no interior dos parques não devem ter qualquer
desenvolvimento no espaço e vias públicas, incluindo passeios, devendo ser realizadas de modo a
permitir uma boa visibilidade por parte dos condutores que saem do estacionamento.
Figura: Esboço da configuração dos lugares de estacionamento e das vias de acesso em parque
Fonte: http//www. BibLus- ACCA software.com.br
ESTACIONAMENTO 17
8. IMPACTOS DOS ESTACIONAMENTO EM VIA PÚBLICA
Como toda viagem por automóvel pressupõe vagas de estacionamento na origem e no destino, o
estacionamento gratuito ou muito barato aumenta o número de viagens por automóvel que, por sua
vez, aumenta a demanda por estacionamentos. Essa relação estabelece um círculo vicioso, como
indicado na imagem abaixo. Quem perde são pedestres, ciclistas e o transporte público, uma vez
que a pressão por ampliar o viário para carros é muito grande.
Christiansen et. al. (2017) corroboram com essa ideia apontando que a existência ou não de
estacionamentos no destino pode influenciar a escolha modal, a decisão em se ter ou não um carro,
a taxa média de ocupação dos carros e até mesmo o destino e o tempo da viagem. Já Galves e Cruz
(2007) argumentam que, de fato, a disponibilidade de vagas encoraja o uso do carro, alterando a
demanda de viagens e ainda afirmam que não só a disponibilidade de vagas em si, mas também
outras variáveis relacionadas ao estacionamento, como horário, rotatividade e custo.
Figura 4: Círculo vicioso dos estacionamentos em via pública.
Fonte: Galves e Cruz (2007)
Nota: Em regiões concorridas, os guardadores de carro conhecidos como “flanelinhas” atuam
acirrando ainda mais a busca por um espaço para estacionar, e há casos em que ocorre um
aumento virtual de vagas, quando os guardadores e cuidadores de carro os deixam estacionados
em filas duplas ou até mesmo triplas.
ESTACIONAMENTO 18
9. CONCLUSÃO
O presente trabalho foi elaborado tendo por base manuais técnicos, bem como normas específicas
da lei Brasileira. Desta forma, foi consultada diversa bibliografia tendo-se ainda assistindo
diversos videos como auxilio para o entendimento e tercepção do tema, com o objectivo de
recolher toda a informação relevante e necessária à execução do trabalho que tem como tema
Estacionamento .
No decorrer do trabalho surgiram algumas dificuldades, nomeadamente no que respeita a
inexistência de legislação e manuais Moçambicano que foquem determinados pormenores
especificos ou claros com relação ao nosso tema “Estacionamento”. De forma a ultrapassar as
dificuldades ou problemas com relação ao estacionamento em vias e fora das vias , recorreu-mos
à consulta de manuais técnicos estrangeiros que, embora não dizendo respeito à situação
Moçambicana em particular, não estão, de todo, desajustados àquela as outras realidades.
O presente trabalho focou apenas em estacionamento nas vias e fora das vias, tendo sido
apresentadas as diversas disposições construtivas dos estacionamento com base em gestão dos
estacionamentos, sendo ainda abordados ainda a questão da necessidade de mais estacionamentos
em vias e fora, soluções presentes com base no sistema de dimensionamento na fse de contrução
dos estacionamento, com inclusive o seu devido detalhe.
Relativamente à elaboração do trabalho propriamente dito, e tendo consciência da infinidade de
soluções possíveis, optou-se por uma configuração rectangular por esta ser uma solução facilmente
aplicável numa qualquer área urbana. Concluiu-se que várias são as componentes do
estacionamento e possíveis de condicionar uma correcta gestão do espaço, pelo que o projecto
deve ser pensado como um todo e que se torna imprescindível uma análise prévia que contemple
múltiplas variáveis. Desta forma, só através de uma profunda análise do impacto individual de
cada variável (configuração dos lugares de estacionamento, faixas de acesso, entrada/saída e
caminhos de evacuação), se torna capaz a realização de um projecto deste tipo.
Este estudo deverá incidir sobre as necessidades, tipos, classifição, problemas, gestão e
dimencionamentos de estacionamentos.
ESTACIONAMENTO 19
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
1- ANTONIO, R. C. B. (2009) Análise dos Padrões de Viagens e de Parâmetros para o
Dimensionamento de Estacionamentos de Centros de Eventos: Estudo de Caso no Parque
Vila Germânica de Blumenau – SC. 183p. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal
de Santa Catarina, UFSC, Florianópolis.
2- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575: Edifícios
Habitacionais – Desempenho. Rio de Janeiro, 2013.
3- Christiansen, P.; Ø. Engebretsen; N. Fearnley e J. U. Hanssenal (2017) Parking facilities
and the built environment: Impacts on travel behaviour. Transportation Research Part A:
Policy and Practice, v. 95, p. 198–206.
4- Feder, M. (2006) A influência dos estacionamentos no contexto urbano. Revista dos
Transportes Públicos – ANTP. 2º trimestre, p. 107.
5- Feder, M. (2008) Restrição de estacionamento. Revista dos Transportes Públicos – ANTP.
1º trimestre, p. 27–39.
6- Matos, R. H. de F. (2017) Como resolver o problema da falta de vaga para estacionar no
centro da cidade? Caso do Setor Comercial Sul (SCS) em Brasília (DF). 21º Congresso
Brasileiro de Transporte e Trânsito.
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