1.
FAZER UMA PROPAGANDA:
2. EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO (ALUNO X PROFISSIONAL);
3. O QUE É IRREGULAR EM UMA PROPAGANDA:
AULA 01
1. O QUE O CRO FAZ?
Decide sobre inscrição e cancelamento dos profissionais registrados na forma
da Lei;
Fiscaliza o exercício da profissão;
Decide sobre assuntos pertinentes a ética profissional, impondo a seus
infratores as devidas penalidades;
Organiza o seu regime interno, submetendo a aprovação do CFO;
Sugere ao CFO medidas necessárias a regularidade do serviço e a fiscalização;
Elege um delegado eleitor para a assembleia de eleição dos membros do CFO;
Expede carteiras profissionais;
Promove por todos os meios cabíveis o desenvolvimento técnico e moral da
profissão e dos que a exercem;
Publica relatórios anuais dos seus trabalhos e relação dos profissionais
registrados;
Exercem atos de jurisdição que por lei sejam concedidos;
Designa um representante em cada município de sua jurisdição (delegacias do
CRO);
Submete a aprovação do CFO o orçamento e as contas anuais;
Não é função do CRO:
Fiscalizar as condições internas em que se realizam os procedimentos – Atuação
da vigilância sanitária;
Fiscalizar o exercício ilegal da profissão, pois é de ação policial – crime previsto
no código penal;
2. COMO VOU ME HABILITAR, O QUE TENHO QUE TER PARA TRABALHAR:
Estou habilitada após o registro do diploma na Diretoria do Ensino Superior, no
Serviço Nacional de Fiscalização da Odontologia, na repartição sanitária
estadual competente e inscrição no Conselho Regional de Odontologia. Com
isso, tenho o direito a obter a carteira provisório do CRO por dois anos. É
importante dar entrada pelo menos 180 dias antes do prazo de validade da
provisória para conseguir a carteira definitiva. A definitiva me garante atuar em
outro Estado por cerca de 90 dias, mesmo que eu possua exercício permanente
em determinada área. A inscrição secundária permite atuação na área além do
campo de atuação permanente. A inscrição remida é conferida ao profissional
da área após 70 anos sem penalidade por infração ética.
Necessário ter dois registros: Idoneidade do título (poder público) mais CFO;
Após o registro no MEC, faço o registro no CFO para fiscalização do exercício
profissional;
Para a habilitação para o exercício da profissão, são necessárias duas
habilitações, a profissional e a legal. Na habilitação profissional ou técnica é
obtida por meio de título conferido pela faculdade de Odontologia, sendo este
oficial ou reconhecida, e somente após conclusão curricular. A habilitação legal
somente se completa após o cumprimento de requisitos de ordem
administrativa específicos e claramente determinados.
3. PENAS DISICIPLINARES:
Advertência confidencial, em aviso reservado;
Censura confidencial, em aviso reservado;
Censura pública, em publicação oficial;
Suspensão do exercício profissional até 30 dias;
Cassação do exercício profissional ad referendum do Conselho Federal;
Penas Pecuniárias:
Pena fixada pelo CRO, arbitrada entre 01 e 25 vezes o valor da anuidade;
O aumento da pena pecuniária deve ser proporcional à gravidade da
infração;
Em caso de reincidência, apena de multa será aplicada em dobro;
4. AGRAVANTES E ATENUANTES;
AGRAVANTES:
A reincidência;
Prática com dolo (há consciência do erro);
A inobservância (não cumprimento) das notificações expedidas pela
fiscalização, o não comparecimento às solicitações ou intimações do
Conselho Regional para esclarecimentos ou na instrução da ação ética
disciplinar;
Qualquer forma de obstrução de processo;
O falso testemunho ou perjúrio;
Aproveitar-se da fragilidade do paciente;
Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever
inerente ao cargo ou função;
ATENUAR A PENA:
Não ter sido antes condenado por infração ética;
Ter reparado ou minorado o dano;
Culpa concorrente da vítima
AULA 02
1. DIREITOS E DEVERES DO CD:
DIREITOS DO CIRURGIÃO-DENTISTA:
I. Diagnosticar, planejar e executar tratamentos, com liberdade de
convicção, nos limites de suas atribuições, observados o estado atual da
Ciências e sua dignidade profissional;
II. Guardar sigilo a respeito das informações adquiridas no desempenho
de suas funções;
III. Contratar serviços de outros profissionais da Odontologia, por escrito,
de acordo com os preceitos deste Código e demais legislações em vigor;
IV. Recusar-se a exercer a profissão em âmbito público ou privado onde as
condições de trabalho não sejam dignas, seguras e salubres;
V. Renunciar ao atendimento do paciente, durante o tratamento, quando
da constatação de fatos que, a critério do profissional, prejudiquem o
bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho
profissional. Nestes casos tem o profissional o dever de comunicar
previamente, por escrito, ao paciente ou seu responsável legal,
fornecendo ao cirurgião-dentista que lhe suceder todas as informações
necessárias para a continuidade do tratamento;
VI. Renunciar ao atendimento do paciente, durante o tratamento, quando
da constatação de fatos que, a critério do profissional, prejudiquem o
bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho
profissional. Nestes casos tem o profissional o dever de comunicar
previamente, por escrito, ao paciente ou seu responsável legal,
fornecendo ao cirurgião-dentista que lhe suceder todas as informações
necessárias para a continuidade do tratamento;
VII. Renunciar ao atendimento do paciente, durante o tratamento, quando
da constatação de fatos que, a critério do profissional, prejudiquem o
bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho
profissional. Nestes casos tem o profissional o dever de comunicar
previamente, por escrito, ao paciente ou seu responsável legal,
fornecendo ao cirurgião-dentista que lhe suceder todas as informações
necessárias para a continuidade do tratamento;
DEVERES DO CIRURGIÃO-DENTISTA:
I. Manter regularizadas suas obrigações financeiras junto ao Conselho
Regional;
II. Manter seus dados cadastrais atualizados junto ao Conselho Regional;
III. Zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e
pelo prestígio e bom conceito da profissão;
IV. Assegurar as condições adequadas para o desempenho ético-
profissional da Odontologia, quando investido em função de direção
ou responsável técnico;
V. Exercer a profissão mantendo comportamento digno;
VI. Manter atualizados os conhecimentos profissionais, técnico-
científicos e culturais, necessários ao pleno desempenho do exercício
profissional;
VII. Zelar pela saúde e pela dignidade do paciente;
VIII. Resguardar o sigilo profissional;
IX. Promover a saúde coletiva no desempenho de suas funções, cargos e
cidadania, independentemente de exercer a profissão no setor público
ou privado;
X. Elaborar e manter atualizados os prontuários na forma das normas em
vigor, incluindo os prontuários digitais;
XI. Apontar falhas nos regulamentos e nas normas das instituições em que
trabalhe, quando as julgar indignas para o exercício da profissão ou
prejudiciais ao paciente, devendo dirigir-se, nesses casos, aos órgãos
competentes;
XII. Propugnar pela harmonia na classe;
XIII. Abster-se da prática de atos que impliquem mercantilização da
Odontologia ou sua má conceituação;
XIV. Assumir responsabilidade pelos atos praticados, ainda que estes
tenham sido solicitados ou consentidos pelo paciente ou seu
responsável;
XV. Resguardar sempre a privacidade do paciente;
XVI. Não manter vínculo com entidade, empresas ou outros desígnios que
os caracterizem como empregado, credenciado ou cooperado quando
as mesmas se encontrarem em situação ilegal, irregular ou inidônea;
XVII. Comunicar aos Conselhos Regionais sobre atividades que caracterizem
o exercício ilegal da Odontologia e que sejam de seu conhecimento;
XVIII. Encaminhar o material ao laboratório de prótese dentária
devidamente acompanhado de ficha específica assinada;
XIX. Registrar os procedimentos técnico laboratoriais efetuados,
mantendo-os em arquivo próprio, quando técnico em prótese
dentária.
AULA 04
1. PRESSUPOSTOS ESSENCIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL:
AGENTE CAUSADOR: Representado por dentista legalmente habilitado ou
aquele que pratique charlatanismo;
ATO ILÍCITO: Ação profissional caracterizado como crime;
CULPA: Ação do agente que, sem intenção de prejudicar, traga resultados
lesivos, podendo ser classificados em levíssima, leve ou grande. Configura
negligência, imperícia e imprudência;
DANO: Ato lesivo advindo de negligência, imprudência ou imperícia;
NEXO DE CAUSALIDADE: Relaciona causa e efeito;
2. EXCLUDENTE RESPONSABILIDADE:
3. DEFINIÇÕES DE IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA E IMPERÍCIA:
NEGLIGÊNCIA:
Ausência de precaução ou indiferença do profissional em relação ao ato
realizado, revela-se na omissão de conduta que o profissional médico
deveria adotar e não adota;
Pode ser retrata por um comportamento omisso do profissional, e pelo
comportamento omisso (deixa de fazer o que deveria ter feito), ocorre
o resultado danoso;
É a falta de cuidado diante de uma situação, tarefa ou ocorrência. É
frequentemente utilizado como sinônimo dos termos “descuido”,
“desleixo”, “desmazelo” ou “preguiça”;
IMPRUDÊNCIA:
É a prática de um ato perigoso, praticado com descuido pelo
profissional, sem agir com moderação. Ele realiza uma conduta que a
cautela indica que não deve ser realizada, ou seja, incorre pela culpa;
Se transforma numa má prática quando leva o profissional a desprezar
a dignidade do ser humano e a provocar-lhe danos graves;
Ato de precipitação, falta de cuidado;
O profissional acaba violando as regras de condutas ensinadas pela
experiência. Atua de forma despreocupada, precipitado e
imponderado;
IMPERÍCIA:
É a falta de habilidade e aptidão que eram obrigatórias do profissional
para exercer a profissão, e se revela na deficiência de conhecimentos
técnicos da profissão e despreparo prático, que exponham a riscos
pacientes;
O CD necessita de aptidão teórica e prática para o exercício de suas
atividades;
Falta de habilidade específica para a realização de uma atividade técnica
ou científica, não levando o agente em consideração o que sabe ou
deveria saber;
É uma forma culposa (diferente da dolosa, que exige intenção), que gera
responsabilidade civil e/ou criminal pelos danos causados;
4. A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CD:
A responsabilidade do CD é regulamentada pelo Código Civil e pelo Código de
Defesa do Consumidor;
O profissional assume uma responsabilidade de pode ser de MEIO ou de
RESULTADO;
OBRIGAÇÃO DE MEIO:
O profissional deve usar a prudência e diligência para atingir um
resultado, sem que seja obrigado obtê-lo, não significando o insucesso
o seu descumprimento;
O devedor se obriga tão somente a usar de prudência e diligência
normais na prestação de certos serviços para atingir um resultado, sem,
contudo, se vincular a obtê-lo;
OBRIGAÇÃO DE RESULTADO:
Há obrigação na produção de um resultado, sendo menos importante a
diligência demonstrada;
Credor tem direito de exigir do devedor a produção de um resultado;
*Diligência: Interesse ou cuidado aplicado na execução de uma tarefa; zelo.
5. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO PERITO:
Avalia a ocorrência de possíveis erros e da existência do nexo causal (existência
de causa e efeito) entre a atuação do profissional e o dano causado;
São nomeados quando solicitados por uma das partes;
Profissionais habilitados que analisam questões necessárias para o desfecho do
processo;
Transmite sua opinião ao Juiz;
Princípios fundamentais do perito:
Imparcialidade;
Fidelidade na descrição do que tiver observado;
Redação de laudo simples e objetiva (clara);
Não afirmar o que não puder provar cientificamente;
Não ultrapassar a esfera de suas atribuições;
Não sacrificar jamais os interesses da justiça;
6. CLASSIFICAÇÕES E ESPÉCIES DA RESPONSABILIDADE CIVIL:
A responsabilidade Civil Profissional é definida como o dever de reparar o dano
causado à outra pessoa, dando este provocado por um ato ilícito ou pela falta
de observação das normas que regem a vida em sociedade.
Responsabilidade Objetiva:
Não há necessidade de comprovação de culpa, sendo suficientes o dano
e o nexo de causalidade;
Fundamentos: Lei e risco da atividade;
Responsabilidade Subjetiva:
A vítima precisa provar a culpa do agente, e este deve agir por vontade
própria e consciente;
Fundamentos: Culpa (imprudência, negligência e imperícia) e dolo;
Responsabilidade contratual:
Acordo mútuo entre profissional e paciente para se alcançar um
resultado;
Responsabilidade Extracontratual:
Atendimento de emergência de CD que trabalhe em clínica particular
ou como funcionário público;
Elementos caracterizados da responsabilidade civil:
Conduta (positiva ou negativa);
Dano (patrimonial ou moral);
Nexo de causalidade (teoria da causalidade direta ou imediata);
Culpa (voluntariedade, previsibilidade, violação do dever de cuidado,
manifestação da culpa em sentido estrito – negligência, imprudência e
imperícia)
7. TIPOS DE PUNIÇÕES EM PROCESSOS ÉTICOS:
8. NEXO DE CAUSALIDADE – SE O QUE FOI FEITO REALMENTE É A CAUSA DO PREJUÍZO
DO PACIENTE;