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Resumão

O documento aborda as funções do Conselho Regional de Odontologia (CRO), incluindo a fiscalização da profissão e a imposição de penalidades por infrações éticas. Também discute os direitos e deveres dos cirurgiões-dentistas, as penas disciplinares e a responsabilidade civil, destacando a importância da habilitação e do cumprimento das normas éticas e legais. Além disso, menciona as classificações de responsabilidade civil e os tipos de punições em processos éticos.
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Resumão

O documento aborda as funções do Conselho Regional de Odontologia (CRO), incluindo a fiscalização da profissão e a imposição de penalidades por infrações éticas. Também discute os direitos e deveres dos cirurgiões-dentistas, as penas disciplinares e a responsabilidade civil, destacando a importância da habilitação e do cumprimento das normas éticas e legais. Além disso, menciona as classificações de responsabilidade civil e os tipos de punições em processos éticos.
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1.

FAZER UMA PROPAGANDA:


2. EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO (ALUNO X PROFISSIONAL);
3. O QUE É IRREGULAR EM UMA PROPAGANDA:

AULA 01
1. O QUE O CRO FAZ?

 Decide sobre inscrição e cancelamento dos profissionais registrados na forma


da Lei;
 Fiscaliza o exercício da profissão;
 Decide sobre assuntos pertinentes a ética profissional, impondo a seus
infratores as devidas penalidades;
 Organiza o seu regime interno, submetendo a aprovação do CFO;
 Sugere ao CFO medidas necessárias a regularidade do serviço e a fiscalização;
 Elege um delegado eleitor para a assembleia de eleição dos membros do CFO;
 Expede carteiras profissionais;
 Promove por todos os meios cabíveis o desenvolvimento técnico e moral da
profissão e dos que a exercem;
 Publica relatórios anuais dos seus trabalhos e relação dos profissionais
registrados;
 Exercem atos de jurisdição que por lei sejam concedidos;
 Designa um representante em cada município de sua jurisdição (delegacias do
CRO);
 Submete a aprovação do CFO o orçamento e as contas anuais;

Não é função do CRO:


 Fiscalizar as condições internas em que se realizam os procedimentos – Atuação
da vigilância sanitária;
 Fiscalizar o exercício ilegal da profissão, pois é de ação policial – crime previsto
no código penal;

2. COMO VOU ME HABILITAR, O QUE TENHO QUE TER PARA TRABALHAR:

 Estou habilitada após o registro do diploma na Diretoria do Ensino Superior, no


Serviço Nacional de Fiscalização da Odontologia, na repartição sanitária
estadual competente e inscrição no Conselho Regional de Odontologia. Com
isso, tenho o direito a obter a carteira provisório do CRO por dois anos. É
importante dar entrada pelo menos 180 dias antes do prazo de validade da
provisória para conseguir a carteira definitiva. A definitiva me garante atuar em
outro Estado por cerca de 90 dias, mesmo que eu possua exercício permanente
em determinada área. A inscrição secundária permite atuação na área além do
campo de atuação permanente. A inscrição remida é conferida ao profissional
da área após 70 anos sem penalidade por infração ética.
 Necessário ter dois registros: Idoneidade do título (poder público) mais CFO;
 Após o registro no MEC, faço o registro no CFO para fiscalização do exercício
profissional;
 Para a habilitação para o exercício da profissão, são necessárias duas
habilitações, a profissional e a legal. Na habilitação profissional ou técnica é
obtida por meio de título conferido pela faculdade de Odontologia, sendo este
oficial ou reconhecida, e somente após conclusão curricular. A habilitação legal
somente se completa após o cumprimento de requisitos de ordem
administrativa específicos e claramente determinados.

3. PENAS DISICIPLINARES:

 Advertência confidencial, em aviso reservado;


 Censura confidencial, em aviso reservado;
 Censura pública, em publicação oficial;
 Suspensão do exercício profissional até 30 dias;
 Cassação do exercício profissional ad referendum do Conselho Federal;

Penas Pecuniárias:
 Pena fixada pelo CRO, arbitrada entre 01 e 25 vezes o valor da anuidade;
 O aumento da pena pecuniária deve ser proporcional à gravidade da
infração;
 Em caso de reincidência, apena de multa será aplicada em dobro;

4. AGRAVANTES E ATENUANTES;

 AGRAVANTES:
 A reincidência;
 Prática com dolo (há consciência do erro);
 A inobservância (não cumprimento) das notificações expedidas pela
fiscalização, o não comparecimento às solicitações ou intimações do
Conselho Regional para esclarecimentos ou na instrução da ação ética
disciplinar;
 Qualquer forma de obstrução de processo;
 O falso testemunho ou perjúrio;
 Aproveitar-se da fragilidade do paciente;
 Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever
inerente ao cargo ou função;
 ATENUAR A PENA:
 Não ter sido antes condenado por infração ética;
 Ter reparado ou minorado o dano;
 Culpa concorrente da vítima
AULA 02
1. DIREITOS E DEVERES DO CD:

 DIREITOS DO CIRURGIÃO-DENTISTA:
I. Diagnosticar, planejar e executar tratamentos, com liberdade de
convicção, nos limites de suas atribuições, observados o estado atual da
Ciências e sua dignidade profissional;
II. Guardar sigilo a respeito das informações adquiridas no desempenho
de suas funções;
III. Contratar serviços de outros profissionais da Odontologia, por escrito,
de acordo com os preceitos deste Código e demais legislações em vigor;
IV. Recusar-se a exercer a profissão em âmbito público ou privado onde as
condições de trabalho não sejam dignas, seguras e salubres;
V. Renunciar ao atendimento do paciente, durante o tratamento, quando
da constatação de fatos que, a critério do profissional, prejudiquem o
bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho
profissional. Nestes casos tem o profissional o dever de comunicar
previamente, por escrito, ao paciente ou seu responsável legal,
fornecendo ao cirurgião-dentista que lhe suceder todas as informações
necessárias para a continuidade do tratamento;
VI. Renunciar ao atendimento do paciente, durante o tratamento, quando
da constatação de fatos que, a critério do profissional, prejudiquem o
bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho
profissional. Nestes casos tem o profissional o dever de comunicar
previamente, por escrito, ao paciente ou seu responsável legal,
fornecendo ao cirurgião-dentista que lhe suceder todas as informações
necessárias para a continuidade do tratamento;
VII. Renunciar ao atendimento do paciente, durante o tratamento, quando
da constatação de fatos que, a critério do profissional, prejudiquem o
bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho
profissional. Nestes casos tem o profissional o dever de comunicar
previamente, por escrito, ao paciente ou seu responsável legal,
fornecendo ao cirurgião-dentista que lhe suceder todas as informações
necessárias para a continuidade do tratamento;

 DEVERES DO CIRURGIÃO-DENTISTA:
I. Manter regularizadas suas obrigações financeiras junto ao Conselho
Regional;
II. Manter seus dados cadastrais atualizados junto ao Conselho Regional;
III. Zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e
pelo prestígio e bom conceito da profissão;
IV. Assegurar as condições adequadas para o desempenho ético-
profissional da Odontologia, quando investido em função de direção
ou responsável técnico;
V. Exercer a profissão mantendo comportamento digno;
VI. Manter atualizados os conhecimentos profissionais, técnico-
científicos e culturais, necessários ao pleno desempenho do exercício
profissional;
VII. Zelar pela saúde e pela dignidade do paciente;
VIII. Resguardar o sigilo profissional;
IX. Promover a saúde coletiva no desempenho de suas funções, cargos e
cidadania, independentemente de exercer a profissão no setor público
ou privado;
X. Elaborar e manter atualizados os prontuários na forma das normas em
vigor, incluindo os prontuários digitais;
XI. Apontar falhas nos regulamentos e nas normas das instituições em que
trabalhe, quando as julgar indignas para o exercício da profissão ou
prejudiciais ao paciente, devendo dirigir-se, nesses casos, aos órgãos
competentes;
XII. Propugnar pela harmonia na classe;
XIII. Abster-se da prática de atos que impliquem mercantilização da
Odontologia ou sua má conceituação;
XIV. Assumir responsabilidade pelos atos praticados, ainda que estes
tenham sido solicitados ou consentidos pelo paciente ou seu
responsável;
XV. Resguardar sempre a privacidade do paciente;
XVI. Não manter vínculo com entidade, empresas ou outros desígnios que
os caracterizem como empregado, credenciado ou cooperado quando
as mesmas se encontrarem em situação ilegal, irregular ou inidônea;
XVII. Comunicar aos Conselhos Regionais sobre atividades que caracterizem
o exercício ilegal da Odontologia e que sejam de seu conhecimento;
XVIII. Encaminhar o material ao laboratório de prótese dentária
devidamente acompanhado de ficha específica assinada;
XIX. Registrar os procedimentos técnico laboratoriais efetuados,
mantendo-os em arquivo próprio, quando técnico em prótese
dentária.
AULA 04
1. PRESSUPOSTOS ESSENCIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL:

 AGENTE CAUSADOR: Representado por dentista legalmente habilitado ou


aquele que pratique charlatanismo;
 ATO ILÍCITO: Ação profissional caracterizado como crime;
 CULPA: Ação do agente que, sem intenção de prejudicar, traga resultados
lesivos, podendo ser classificados em levíssima, leve ou grande. Configura
negligência, imperícia e imprudência;
 DANO: Ato lesivo advindo de negligência, imprudência ou imperícia;
 NEXO DE CAUSALIDADE: Relaciona causa e efeito;

2. EXCLUDENTE RESPONSABILIDADE:

3. DEFINIÇÕES DE IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA E IMPERÍCIA:

 NEGLIGÊNCIA:
 Ausência de precaução ou indiferença do profissional em relação ao ato
realizado, revela-se na omissão de conduta que o profissional médico
deveria adotar e não adota;
 Pode ser retrata por um comportamento omisso do profissional, e pelo
comportamento omisso (deixa de fazer o que deveria ter feito), ocorre
o resultado danoso;
 É a falta de cuidado diante de uma situação, tarefa ou ocorrência. É
frequentemente utilizado como sinônimo dos termos “descuido”,
“desleixo”, “desmazelo” ou “preguiça”;
 IMPRUDÊNCIA:
 É a prática de um ato perigoso, praticado com descuido pelo
profissional, sem agir com moderação. Ele realiza uma conduta que a
cautela indica que não deve ser realizada, ou seja, incorre pela culpa;
 Se transforma numa má prática quando leva o profissional a desprezar
a dignidade do ser humano e a provocar-lhe danos graves;
 Ato de precipitação, falta de cuidado;
 O profissional acaba violando as regras de condutas ensinadas pela
experiência. Atua de forma despreocupada, precipitado e
imponderado;
 IMPERÍCIA:
 É a falta de habilidade e aptidão que eram obrigatórias do profissional
para exercer a profissão, e se revela na deficiência de conhecimentos
técnicos da profissão e despreparo prático, que exponham a riscos
pacientes;
 O CD necessita de aptidão teórica e prática para o exercício de suas
atividades;
 Falta de habilidade específica para a realização de uma atividade técnica
ou científica, não levando o agente em consideração o que sabe ou
deveria saber;
 É uma forma culposa (diferente da dolosa, que exige intenção), que gera
responsabilidade civil e/ou criminal pelos danos causados;

4. A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CD:

 A responsabilidade do CD é regulamentada pelo Código Civil e pelo Código de


Defesa do Consumidor;
 O profissional assume uma responsabilidade de pode ser de MEIO ou de
RESULTADO;
 OBRIGAÇÃO DE MEIO:
 O profissional deve usar a prudência e diligência para atingir um
resultado, sem que seja obrigado obtê-lo, não significando o insucesso
o seu descumprimento;
 O devedor se obriga tão somente a usar de prudência e diligência
normais na prestação de certos serviços para atingir um resultado, sem,
contudo, se vincular a obtê-lo;
 OBRIGAÇÃO DE RESULTADO:
 Há obrigação na produção de um resultado, sendo menos importante a
diligência demonstrada;
 Credor tem direito de exigir do devedor a produção de um resultado;

*Diligência: Interesse ou cuidado aplicado na execução de uma tarefa; zelo.

5. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO PERITO:

 Avalia a ocorrência de possíveis erros e da existência do nexo causal (existência


de causa e efeito) entre a atuação do profissional e o dano causado;
 São nomeados quando solicitados por uma das partes;
 Profissionais habilitados que analisam questões necessárias para o desfecho do
processo;
 Transmite sua opinião ao Juiz;
 Princípios fundamentais do perito:
 Imparcialidade;
 Fidelidade na descrição do que tiver observado;
 Redação de laudo simples e objetiva (clara);
 Não afirmar o que não puder provar cientificamente;
 Não ultrapassar a esfera de suas atribuições;
 Não sacrificar jamais os interesses da justiça;

6. CLASSIFICAÇÕES E ESPÉCIES DA RESPONSABILIDADE CIVIL:

 A responsabilidade Civil Profissional é definida como o dever de reparar o dano


causado à outra pessoa, dando este provocado por um ato ilícito ou pela falta
de observação das normas que regem a vida em sociedade.
 Responsabilidade Objetiva:
 Não há necessidade de comprovação de culpa, sendo suficientes o dano
e o nexo de causalidade;
 Fundamentos: Lei e risco da atividade;
 Responsabilidade Subjetiva:
 A vítima precisa provar a culpa do agente, e este deve agir por vontade
própria e consciente;
 Fundamentos: Culpa (imprudência, negligência e imperícia) e dolo;
 Responsabilidade contratual:
 Acordo mútuo entre profissional e paciente para se alcançar um
resultado;
 Responsabilidade Extracontratual:
 Atendimento de emergência de CD que trabalhe em clínica particular
ou como funcionário público;
 Elementos caracterizados da responsabilidade civil:
 Conduta (positiva ou negativa);
 Dano (patrimonial ou moral);
 Nexo de causalidade (teoria da causalidade direta ou imediata);
 Culpa (voluntariedade, previsibilidade, violação do dever de cuidado,
manifestação da culpa em sentido estrito – negligência, imprudência e
imperícia)

7. TIPOS DE PUNIÇÕES EM PROCESSOS ÉTICOS:


8. NEXO DE CAUSALIDADE – SE O QUE FOI FEITO REALMENTE É A CAUSA DO PREJUÍZO
DO PACIENTE;

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