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Oscilações e Ondas.

O documento aborda os conceitos de oscilações, classificando-as em mecânicas, eletromagnéticas e eletromecânicas, e discute o movimento harmônico simples (MHS), suas características e equações. Também explora pêndulos, movimento circular, movimento amortecido e oscilações forçadas, incluindo a ressonância. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar os conceitos apresentados.

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Oscilações e Ondas.

O documento aborda os conceitos de oscilações, classificando-as em mecânicas, eletromagnéticas e eletromecânicas, e discute o movimento harmônico simples (MHS), suas características e equações. Também explora pêndulos, movimento circular, movimento amortecido e oscilações forçadas, incluindo a ressonância. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar os conceitos apresentados.

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MATERIAL APOIO PEDAGÓGICO

ANO LECTIVO 2024 – 1º SEMESTRE

SIGLA /CURSO EIF ENGENHARIA INFORMATICA

ANO/TURNO 3º Manhã

CÓD./DISCIPLINA 212 FÍSICA

DATA DA PUBLICAÇÃO 14/ 12 /2024

1
Oscilações chamam-se aos processos (os movimentos ou variações do estado) que sucedem
repetidamente com o tempo, com uma periodicidade mais ou menos [Link] oscilações, em função da
natureza física do processo oscilatório que as origina, classificam-se em:

 Oscilações mecânicas: os movimentos alternativos do pêndulo, das cordas (vibrações), das partes
constituintes das máquinas e mecanismos, dos edifícios, pontes e outras construções, a variação da
pressão do ar quando nele se propaga o som, o balanço de um navio e outras.
 Oscilações eletromagnéticas: oscilações da corrente eléctrica alterna num circuito, as oscilações
dos vectores E e B (intensidade e indução magnética dum campo electromagnético variável).
 Oscilações electromecânicas: vibrações da membrana dum telefone ou do difusor dum altifalante e
outras.
O sistema que produz oscilações tem o nome de sistema oscilante ou oscilató[Link] oscilações podem ser

 Oscilações livres (oscilações naturais ou próprias): são as originadas por uma alteração inicial do
estado de equilíbrio estável do sistema oscilatório.
 Oscilações forçadas: são as que se produzem num sistema qualquer pela acção de uma força
exterior de intensidade variável.
1.1. Movimento periódico
Quando o movimento de um corpo descreve uma trajectória, apartir de um certo instante começa
a repetir esta trajectória, dizemos que esse movimento é periódico. O tempo que o corpo gasta para voltar
a percorrer os mesmos pontos da trajectória e chamado período.

As oscilações são periódicas, se os valores de todas as grandezas físicas que caracterizam o sistema
oscilatório e que variam de acordo com as oscilações do mesmo, se repetirem nos intervalos de tempo
iguais.

O intervalo menor do tempo T que satisfizer a condição anterior, tem o nome de período das
oscilações. No decorrer dum período o sistema efectua uma oscilação completa.

Exemplos de movimento periódico: pêndulo de um relógio, um sistema corpo–mola, quando um


desses conjuntos descrevem um vai-vem em torno das suas posições de equilíbrio.

2. O movimento harmônico simples- MHS


No movimento harmônico simples - MHS o objecto passa novamente por uma dada posição depois
de um período T. O período é o inverso da frequência f de oscilação:

1
𝑇=
𝑓
Vamos a analisar um exemplo típico de aparato que se movimenta segundo um MHS um sistema
corpo-mola. Uma mola tem presa uma de suas extremidades em uma parede rígida e a outra extremidade
esta presa em um corpo que esta sobre uma superfície sem atrito. Quando deslocado de sua posição de
equilíbrio o corpo começa a oscilar.

Um objecto que se desloca em MHS tem a sua posição descrita pela equação:
2
x(t) = xm cos(wt +ϕ)
Onde:

xm = amplitude de oscilação
(wt +ϕ) = fase
w = frequência cíclica ou angular de oscilação
ϕ = Constante de fase
Quando a constante de fase assume o valor ϕ = - π/2 a equação anterior, que descreve o movimento do
corpo, tem a forma:

x(t) = xm sen wt

O gráfico da posição em função do tempo toma diversas formas quando modificamosa amplitude,
frequência ou constante de [Link] alteramos a amplitude deoscilação, o movimento se consuma
para deslocamentos máximos diferentes, mas com mesma frequência e mesma constante de fase. Desse
modo os dois movimentos alcançam os extremos no mesmo instante.

Quando variamos a constante de fase, a


função mantém a forma, mas sofre umdeslocamento,
como é mostrado a seguir.

Como o movimento é periódico, teremos que as posições se repetem depois de um tempo igual ao
período T, ou seja:

x(t) = x(t + T)
e portanto:

x(t + T) = xm cos[w(t + T) + ϕ] = x(t) = xm cos[(wt + ϕ) + wT]

3
𝟐𝝅
wT=2π dai que 𝒘 = e 𝒘 = 𝟐𝝅𝒇
𝑻

2.1. A velocidade do MHS


Se o deslocamento éx(t) = xm cos(wt + ϕ)

A velocidade do MHS sera:


𝒅𝒙
v(t) = = -wxmsen (wt + ϕ)
𝒅𝒕

Definindo a amplitude da velocidade vm = w xm, encontramos que:

v(t) = - vm sen(wt + ϕ)
2.2. A aceleração do MHS
𝒅𝒗
a(t) = = -wvmcos (wt + ϕ)
𝒅𝒕

Definindo a amplitude da aceleração am = w vm = w2xm , teremos que:

a(t) = -am cos (wt +ϕ) ,


a(t) = w2x(t)
Considerando um sistema corpo –mola que obedeça a Lei de Hooke e supondo que a resultante das
forças que atuam no corpo é a força restauradora da mola, encontramos que:

F= ma= - mw2x
F= -kx
Dai que k = mw2e
𝒌 𝒎
w=√ , T = 𝟐𝝅√
𝒎 𝒌

2.3. Energía no MHS.


A energia potencial elástica de um sistema corpo - mola é definida como:

U(t) = ½ kx2 = ½ kx2mcos2(wt + ϕ)


4
E a energia cinética desse sistema é:

K(t) = ½ mv2= ½ m[- wxm sen ( wt + ϕ)]2


K(t) = ½ mw2xm2sen2 (wt + ϕ)
A energia mecânica E = U + K, portanto:

E = ½ kxm2 cos2 (wt + ϕ) + ½ kxm2 sen2 (wt + ϕ)


Aplicando a identidade trigonométrica Sen2ϴ + cos2ϴ = 1, a energia mecânica E, definida como a soma das
energias cinética K e potencial U, terá a forma:

E = ½ kxm2 = cte

2.4. A equação para o MHS sistema corpo – mola

ou ainda:

A solução da equação diferencial será:

x(t) = xm cos (wt + ϕ)


3. Pêndulos

Os pêndulos fazem parte de uma classe de osciladores harmônicos simples nos quais a força
restauradora está associada à gravidade, ao invés das propriedades elásticas de um fio torcido ou de uma
mola comprimida.

3.1. O pêndulo simples: O pêndulo simples é composto de um corpo suspenso através de um fio de
massa desprezível, e ele é posto a oscilar em torno de sua posição de equilíbrio .No seu
movimento o corpo descreve um arco de circunferência.

5
A componente do peso, tangencial ao deslocamento é a força de restauração desse movimento,
porque age no corpo de modo a trazê-lo de volta à sua posição central de equilíbrio.

A componente do peso, perpendicular ao deslocamento é equilibrada pela tracção exercida pelo


fio, de modo que a resultante das forças tem a forma:

Onde S é o deslocamento medido ao longo do arco que descreve a oscilação, e o sinal negativo
indica que a força age na direcção da posição de equilíbrio - como no caso do sistema corpo - mola. O arco
S é definido como:

temos que:

Para pequenas oscilações do pêndulo, podemos aproximar senθ ≈ θ , e teremos

A equação anterior define a frequência angular de oscilação do pêndulo simples:

E tem como solução:

θ(t) =θMcos(wt + δ)
3.2.O pêndulo físico.

A maior parte dos pêndulos do mundo real não é nem ao menos aproximadamente simples. Vamos
considerar um objecto de forma arbitrária, que pode oscilar em torno de um eixo que passa pelo ponto O,
perpendicular à folha de papel. O eixo está a uma distância h do centro de massa, onde atua a força peso.

Quando o pêndulo da figura abaixo é deslocado de sua posição de equilíbrio de um ânguloθ, surge uma
torque restauradora:

6
τ= r x Fcom módulo:

τ= - (mg sen θ) h

ou seja:

ou ainda:

Para pequenas oscilações do pêndulo, podemos aproximar senθ ≈ θ , e teremos

então:

A equação anterior define a frequência angular de oscilação do pêndulo físico:

e tem como solução:

θ(t) = θM cos(wt + δ)
3.2. MHS e o movimento circular e
uniforme
Vamos considerar um corpo que descreve

um movimento circular e uniforme, com

velocidade constante v em um círculo de

raio R. O vector posição r(t) que descreve

7
atrajectória do corpo tem módulo constante, e suas projecçõesnos eixos cartesianos são dadas por r(t) = i
x(t) + j y(t)onde

x(t) = R cos(wt + ϕ)e y(t) = R sen(wt + ϕ)


Observando a forma funcional de x(t) podemos concluir que o Movimento Harmônico Simples é a
projecção do movimento circular e uniforme num diâmetro do círculo onde este último acontece.

A velocidade tem a forma:

𝒅𝒓
v(t) = = ivx + j vy
𝒅𝒕

vx = - w R sen(wt + ϕ) e vy= w R cos(wt + ϕ)

A aceleração tem a forma:

𝑑𝑣
a (t) = = iax + j ay
𝑑𝑡

ax = - w2 R cos(wt + ϕ) e ay = - w2 R sen(wt + ϕ)
4. Movimento amortecido.
Em diversas situações do nosso cotidiano, os movimentos oscilatórios têm uma duração finita, eles
têm um começo e um fim. Não ficam se movendo no ir e vir de modo indefinido. Isso acontece,
basicamente, devido a actuação de forças dissipativas tais como as forças de atrito.

Em uma situação simples as forças dissipativas podem ser representadas por uma função que
depende linearmente da velocidade. Vamos considerar um sistema compostode uma mola de constante
elástica kcom uma das extremidades presa aotecto e a outra suspendendo um corpo demassa m .

Nesse corpo está presa uma haste vertical que tem a sua outra
extremidade presa a um anteparo que está mergulhado em um líquido.
Quando o anteparo se move no líquido esse movimento é
amortecido por uma força que surge devido à viscosidade do líquido.

Essa força dissipativa pode ser descrita por uma equação do tipo:

FA = - b v
onde b é chamado de constante de amortecimento.

A resultante das forças que atuam no corpo de massa m é dada por:

F=-kx-bv

ou seja:m a = - k x - b v

A forma diferencial da equação anterior é:

8
ou

onde frequência natural do sistema.

Sewo2> b2/4m2, teremos que b2<4mk

Ea solução será x(t) = xme-(b/2m)t cos(wAt + ϕ), ondewAé a frequência do movimento igual a:

Neste caso o movimento tem o nome de sub - amortecido e será oscilatório.

A amplitude xme-
(b/2m)t
diminuirá com
o tempo.

Um exemplo
típico dessa situação
é a porta dos saloons
dos filmes de bang-
bang. Quando alguém
passa pela porta ela
inicia a oscilação com
uma grande
amplitude, que vai
diminuindo com o
tempo. Existem
outros dos
movimentos
amortecidos que no
são oscilatórios: o
movimento super-
amortecido onde b2>
4mk e o movimento criticamente amortecido ondeb2 = 4mk.
4.1. Oscilações forçadas. Ressonância.
Uma força exterior variável que, uma vez aplicada a um sistema, origina oscilações mecânicas
forçadas do mesmo, tem o nome de perturbadora ou de excitadora. Para um sistema corpo- mola com
amortecimento temos:

𝒅𝟐 𝒙 𝒅𝒙
𝒎 𝟐
+𝒃 + 𝒌𝒙 = 𝑭𝒐 𝒄𝒐𝒔 Ω𝒕
𝒅𝒕 𝒅𝒕
Onde Ω é a frequência cíclica da força exterior.

9
As oscilações estacionárias tornam-se também harmónicas com a mesma frequência da força
perturbadora:

x = xmcos (Ωt + ϕ)
Se cumpre-se que:

1) b2<2mk ,

2) Se a frequência da força exterior e igual a frequência da ressonância ( Ω = Ω r), a amplitude das


oscilações atinge o máximo valor.

A frequência da ressonância é

𝑘 𝑏2
Ωr = √ −
𝑚 2𝑚2

O rápido crescimento da amplitude das oscilações mecânicas forçadas nos momentos en que a
frequência cíclica da força perturbadora se aproximar do valor de Ωr tem o nome de ressonância mecânica.

Exemplos resolvidos

10
II) Um bloco de 4,0Kg está suspenso de uma certa mola, estendendo-a a 16,0cm

além de sua posição de repouso.

a) Qual a constante da mola?

m1 = 4 kg, L = 16cm = 0,16m

Como o bloco está em repouso, existeo

equilíbrio entre as forças que estãoatuando nele.

O peso e a força restauradoraelástica são iguais,

logo:

F + P1 = 0

ou seja:

kL –m1g = 0
𝑚1 𝑔 (4)(9,8)
k= = .= k =245 N/m
𝐿 0,16

III) A equação diferencial dum sistema é:

𝑑2 𝑠 𝑑𝑠
5 2 + 3 + 7𝑠 = 0
𝑑𝑡 𝑑𝑡
a) Diga se o sistema é oscilatório?
Dados: m = 5 kg, b = 3 Ns/m, k = 7N/m

Se b2 < 4mk o sistema é sub- amortecido e portanto oscilatório.

9 < 140 : é oscilatório.


b) Escriba a solução da equação diferencial do movimento.
s(t) = sme-(b/2m)tcos(wAt+ ϕ)
Temus que encontrar o valor de wA

wA= √1,31 rad/s

s(t) = sme-(3/10)tcos (1,31t + ϕ) = sme-0,3tcos(1,31t + ϕ)


c) Diga si o sistema tem possibilidade de ressonar.
Se cumpre-se que b2< 2mk tem possibilidade
11
9 < 70 portanto tem possibilidade de ressonar.

d) Qual é a frequência da força exterior que faze ressonar o sistema

Ωr = √k/m –b2/2m2

Ωr = 1,10 rad/s

IV) O diafragma de um alto-falante está vibrando num movimento harmônico simples

com a frequência de 440Hz e um deslocamento máximo de 0,75mm .

a) Qual é a frequência angular deste diafragma?

w = 2π f = 2764,60Hz f = 440Hz

xM = 0,75mm = 7,5x10-4m

b) Qual é a velocidade máxima deste diafragma?

vM = w xM = 2,07m/s

c) Qual é a aceleração máxima deste diafragma?

aM = w2 xM = 5732,25m/s2

4.2. Diferentes conexões de molas e calculo da constante equivalente.


Caso 1. Vamos distinguir as molas com os rótulos k1 e k2 . Considerando que o corpo deslocou-se de uma
distância x para a direita, à partirde sua posição
de equilíbrio emx=0 , temos que:

F1 = -k1xi

F2= -k2xi

Se considerarmos que o corpo vaisentir a ação


das duas molas como se fosse apenas uma
mola,teremos:

Fresultante= -kequxi
Mas de acordo com a suposição, a força equivalente é igual à soma das duas forças,e portanto:-kequxi= -k1xi
-k2xi

e kequ= k1 + k2

Caso 2. Vamos distinguir as molas com os rótulosk1 e k2 . Vamos considerar que amola 1 se distende de x1 e
a mola 2se distende de x2 , e a distensão doconjunto
é x . Logo:

Xresultante = x1 + x2

Logo:

12
𝐹𝑒𝑞𝑢 𝐹1 𝐹2
= +
𝑘𝑒𝑞𝑢 𝑘1 𝑘2

Então

1 1 1 𝒌𝟏 𝒌𝟐
= + daí que 𝒌𝒆𝒒𝒖 =
𝑘𝑒𝑞𝑢 𝑘1 𝑘2 𝒌𝟏 + 𝒌𝟐

Caso 3. Conexão de molas em paralelo

Considerando que o corpo deslocou-se de uma distância x para a direita, à partir de sua posição de
equilíbrio em x=0 , temos que:

F1 = -k1xiF2= -k2xi

Se considerarmos que o corpo vai sentir a acção das


duas molas como se fosse apenas uma mola,teremos:

Fresultante= -kequivalente xi
Mas de acordo com a suposição, a força equivalente é igual à soma das duas forças,e portanto

-kequxi = -k1xi -k2xi

e kequ= k1 + k2

5. Movimento ondulatório mecânico.


Entre todas as formas possíveis de movimento que pode experimentar a matéria, uma das mais
comuns e que com mais frequência ocorre na natureza é o movimento ondulatório. São muitos os
exemplos de movimento ondulatório que encontramos na natureza, entre eles podemos mencionar os
seguintes: ondas em uma corda, o som, a luz, as ondas de rádio, os raios X.

Pode-se fazer uma classificação das ondas de acordo à natureza do meio de propagação em ondas
mecânicas e ondas electromagnéticas.

 As ondas mecânicas são todas as formas de movimento ondulatório que estabelecem-se ao


perturbar uma determinada substância.
 As ondas electromagnéticas são as perturbações do campo electromagnético que se propagam
dentro de um espaço e serão estudadas na Física III.
Pode-se fazer fazer uma classificação de acordo à forma de movê-los pontos do meio material em relação
com a direcção de propagação da onda.

 Ondas transversais: Nas ondas transversais, os pontos materiais do meio no qual a onda se
propaga oscilam na direcção perpendicular à direcçãode propagação da onda. Exemplos:ondas nas
cordas, a luz e outras.

 Ondas longitudinais: Nas ondas longitudinais, os pontos materiais do meio no qual a onda se
propaga oscilam na direcção de propagação da onda. Exemplos. Ondas em um fluido, o som e
outras.

5.1. Ondas mecânicas.


As ondas marinhas viajam milhares de milhas através do oceano, mas as partículas de água não
levam a cabo essa viagem. Quando você grita a um amigo, a onda de som percorre a sala, mas as
13
moléculas de ar não percorrem essa distância. As ondas de água e as ondas sonoras são exemplos de
ondas mecânicas que viajam através de um meio deformável ou elástico.

As ondas mecânicas ou elásticas são as perturbações que se propagam dentro do meio elástico. Um
meio diz-se elástico se as deformações (perturbações) desaparecem totalmente quando cessa a acção das
forcas exteriores que as originam.

Originam-se quando certa parte do meio se desagrade de sua posição normal e fica liberada.
Quando uma onda alcança a uma partícula situada no meio põe a essa partícula em movimento e a
desagrade, lhe transferindo assim energia tanto cinética como potencial. Mediante o movimento
ondulatório, pode transmitir-se a grandes distâncias não somente energia a não ser além informação sobre
a natureza da fonte da onda.

Pode-se dizer que as partículas do meio se movem, ao passar a onda, unicamente distâncias
pequenas com respeito a suas posições prévias, sem experimentar um deslocamento nítido na direcção da
viagem da onda. Os elementos materiais ao mover-se, transmitem energia aos elementos vizinhos. A
energia é a que se propaga através do meio material na direcção da viagem da onda.

Por exemplo, os objectos flutuantes pequenos, como uma folha ou uma cortiça mostram que o movimento
real da água ao passo da onda é mas bem para cima e para baixo, e possivelmente ligeiramente de vaivém,
uma vez que passa a onda, o objecto está mais ou menos no mesmo lugar em que estava antes de ter
acontecido esta.

 Ondas transversais
Nas ondas transversais, as partículas constituintes do médio no qual a onda se propaga oscilam na
direcção perpendicular à direcçãode propagação da energía. As ondas mecânicas transversais podem
originar-se e propagar-se apenas nos meios que possuem elasticidade de forma o seja nos meios sólidos.
Um exemplo das ondas transversais são as que se propagam ao longo das cordas dos instrumentos
musicais.

 Ondas longitudinais.
Nas ondas longitudinais, as partículas constituintes do meio no qual a onda se propaga oscilam na
direcção de propagação da energía. As ondas longitudinais estão relacionadas com a deformação
volumétrica do meio elástico e, portanto, são susceptíveis de se propagar em todos os meios, tanto
sólidos, como líquidos e gasosos. Um exemplo de tais ondas são as ondas sonoras no ar.

 Ondas progressivas
As ondas progressivas viajam através do espaço e portanto transferem a energia no mesmo.

Equação da onda progressiva

Um caso particular muito importante de onda progressiva tem o nome de sinusoidal, ou harmónica,
se as oscilações respectivas das partículas constituintes do meio, forem harmónicas e a equação tem forma
de uma senóide:

y (x,t) = A sen (kx– wt + φo)

Para uma onda progressiva que se move no sentido positivo do eixo x.

14
No instante t = 0 a função tem a forma da curva de traço contínuo e para um tempo posterior ∆t a
função tem a forma da curva tracejada.

Se tivéssemos uma onda progressiva viajando para a esquerda (quer dizer na direcção negativa do eixo x),
ela teria uma dependência funcional em x e t da forma:

y (x,t) = A sen (kx + wt + φo)

Uma onda progressiva, independente da sua forma, depende de x e t como mostrado nas equações
anteriores.

Para uma onda progressiva que se move no sentido positivo do eixo x e ainda por mais viajando para cima
(quer dizer na direcção positiva do eixo y), ela teria uma dependência funcional em x e t da forma:

y (x,t) = - A sen (kx - wt + φo)

Se tivéssemos a mesma onda progressiva viajando para abaixo (quer dizer na direcção negativa do eixo y),
ela teria uma dependência funcional em x e t da forma:

y (x,t) = A sen (kx - wt + φo)

Portanto em geral a equação seria:

y (x,t) = ± A sen (kx ± wt + φo)

Sinal superior para abaixo e para a esquerda,

Sinal inferior para cima e para a direita.

Aé a amplitude das oscilações das partículas do meio. No caso de uma corda é a máxima elongação
que pode alcançar um ponto determinado da mesma.
𝟐𝝅
Chamamos w de frequência cíclica da onda e a definimos como: w = (rad/s)
𝑻

É a frequência com que oscila cada ponto do meio perturbado.

Chamamos de frequência linear f ao número de oscilações por unidade de tempo que efectua um ponto
𝟏
determinado do meio e segue-se cumprindo que w = 2 π f , e que f = (s-1 = Hz)
𝑻

Chamamos a grandeza k de número de onda (ou vector de onda, ou também constante de propagação) e a
2𝜋
definimos como: 𝑘 = (m-1)
𝜆

15
λ é a distância a que se propaga a onda no decorrer dum intervalo de tempo igual ao período das
oscilações, e denomina-se comprimento de onda. Em outras palavras o comprimento de onda é igual à
distância entre dois pontos mais próximos do meio
onde a diferença de fase das oscilações é igual a
2π.

λ= vT . Onde T e o período das oscilações do meio:


Tempo que demora um ponto do meio em realizar
uma oscilação completa.
1 𝑣
T= e portanto λ=
𝑓 𝑓

Chamamos de fase ϕ(x,t) o argumento da senóide,


ou seja o ângulo que em cada instante de tempo
define a função y = f(x,t).

ϕ(x,t) = kx - wt + φo

5.2. Velocidade de propagação de uma onda


A velocidade de propagação v de uma onda progressiva também tem o nome de velocidade de fase
devido a que pode considerar-se como a velocidade de um ponto da onda que mantém sua fase constante
(torna-se igual á velocidade de deslocamento, dentro do espaço, dos pontos de uma superfície a qualquer
valor fixo da fase da onda sinusoidal).

Se quisermos calcular a velocidade com que uma onda se propaga devemos acompanhar um dado ponto
dela, ou seja um ponto de fase constante:

ϕ(x,t) = wt – kx + φo = constante
𝒅𝒙
w–k =0
𝒅𝒕
𝒅𝒙 𝒘 𝝀
v= = =
𝒅𝒕 𝒌 𝑻

𝝀
v=
𝑻

A velocidade de propagação da onda em uma corda esticada de densidade linear de massa µ e que
𝑇
é esticada através de uma tensão T aplicada nas suas extremidades é dada por v = √ onde µ é a densidade
𝜇
linear de massa.

A equação de uma onda em uma corda estirada, quer dizer de uma corda vibrante será:

𝝏𝟐 𝒚 𝑻 𝝏𝟐 𝒚
= ( )
𝝏𝒕𝟐 𝝁 𝝏𝒙𝟐
A solução desta equação dependerá das condições iniciais e de fronteira que se imponham ao
sistema.

5.3. Ondas sonoras

Ondas sonoras são familiares à nossa existência e faz parte de nosso quotidiano a convivência com
corpos que produzem sons. Esses sons podem ser ruídos de choque entre dois corpos ou melodias
16
produzidas por instrumentos [Link] ondas sonoras necessitam de um meio elástico para se
propagarem, e não existe essa propagação no vácuo. Num sólido podemos ter ondas longitudinais ou
ondas transversais. Como os fluidos (líquidos e gases) não suportam tensão de cisalhamento, apenas as
ondas longitudinais se propagam neste meio.

5.4. A velocidade do som


As ondas se caracterizam por ser um transporte de energia, associado a uma oscilação da matéria.
A energia se propaga através da interacção de elementos de volume adjacentes. Como cada material se
caracteriza por um arranjo específico da matéria, a interacção entre os elementos de volume adjacentes se
dá de um modo peculiar para cada material que consideremos. Por isso a onda sonora se propaga com
uma velocidade diferente para cada meio. Em particular, a sua velocidade no ar a 20 oC é de vs =343m/s.

Uma onda sonora se propaga numa sucessão de compressões e rarefacções, e em cada material
esses movimentos têm uma característica peculiar. Existe uma grandeza que dá conta dessas variações em
um meio: é o módulo volumétrico da elasticidade B, que leva em conta a variação de pressão e a variação
fraccional de volume. Ele é definido como:
∆𝒑
B =− ∆𝑽
( )
𝑽

e no limite quando ∆V → 0 , temos que:


𝒅𝒑
B = -V(𝒅𝑽)

𝑩
A velocidade do som em um meio elástico é dada por v =√𝝆 ondeρ é a densidade volumétrica de massa do
meio.

5.5. Propagação de ondas sonoras.


À medida que uma onda sonora avança num tubo, cada volume elementar do fluido oscila em
torno de sua posição de equilí[Link] deslocamentos se realizam para direita e para esquerda sobre a
direcção x, na qual a onda se propaga.

De modo geral, uma onda progressiva s(x,t) que se propaga no sentido positivo do eixo x, tem a forma:

s(x,t) = f(x - vt)

Considerando uma onda harmónica progressiva, temos que a equação da elongação sera:

s(x,t) = sM cos(kx - wt)

De maneira geral igual que no caso da onda transversal

s(x, t) = ± sM cos (kx ± wt)

 Sinal superior para abaixo e para esquerda.


 Sinal inferior para cima e para direita.

𝝏𝑺 𝝏𝒔
A variação de pressão é ∆𝒑 = −𝑩 (𝝏𝒙) = −𝝆𝒗𝟐 (𝝏𝒙) que nos fornece uma relação entre a posição
s(x0 ,t) de um elemento de volume que tema sua posição de equilíbrio em um ponto genérico x 0 e a

17
variação de pressão ∆p(x0 ,t) que está acontecendo nesse ponto x0 , e teremos que a equação de uma onda
sonora progressiva em termos de pressão pode expressar-se como

∆p = ∆pM sen(kx - wt) onde a amplitude ∆pM =ρ v2 k sM. Esta expressão recebe o nome de equação
da onda de presão.

A equação diferencial que descreve o movimento ondulatório longitudinal em um gás será:

𝝏𝟐 𝒔 𝑩 𝝏𝟐 𝒔
= ( )
𝝏𝒕𝟐 𝝆 𝝏𝒙𝟐

Ao igual a no caso transversal a solução desta equação dependerá das condições iniciais e de fronteira que
se imponham ao sistema.

5.6. O Princípio da Superposição


Quando estamos ouvindo uma orquestra chegam simultaneamente aos nossos ouvidos os sons de
todos os instrumentos que estão sendo tocados num dado [Link] significa que uma o mais onda
sonoras podem se propagar ao mesmo tempo numa dada região do espaço.

O efeito global que percebemos será a soma dos efeitos que cada uma das ondas produziria se
estivesse se propagando isoladamente.

O princípio de superposição das ondas enuncia que as ondas se propagam num meio linear
independentemente umas das outras de maneira que a perturbação resultante num ponto qualquer do
meio, no caso de ser percorrido simultaneamente por várias ondas, se torna igual à soma de perturbações
atribuídas a cada uma das ondas em separado.

Um meio tem o nome linear si entre as grandezas a caracterizarem a acção exterior considerada
sobre o meio e a variação do estado do mesmo, originada por tal acção existe a relação directamente
proporcional.

O princípio da superposição se cumpre também nas ondas transversais.

5.7. Batimentos ou pulsações.


Quando duas ondas de frequência ligeiramente diferentes, as quais se propagam em uma mesma
direcção, sobrepõem-se em um ponto do espaço, o efeito resultante de dita superposição se pode calcular
adicionando os efeitos individuais de cada uma das ondas componentes.

Se de ondas sonoras se trata se escutará no ponto em questão, pelo general, um som cuja sonoridade
aumentará e diminuirá periodicamente. Diremos então que se produziram pulsações ou batimentos.

O número de pulsações ou batimentos por segundo será igual a f2 – f1. Pelo general quando o número de
batimentos por segundo é major de cinco o ouvido humano não pode distingui-los e o que percebe é um
som contínuo.

6. Efeito Doppler
O tom é uma qualidade do som que nos permite qualificar uma determinada nota em grave ou
aguda. O tom de um determinado som depende fundamentalmente de sua frequência. Quando uma fonte
sonora, ou um receptor, ou ambos estão em movimento relativo, o tom recebido pelo receptor não é, em
geral, o mesmo que quando o foco e o receptor estão em repouso.

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A variação do tom de um som que percebe um observador devido ao movimento relativo entre o
receptor e a fonte que emite dito som recebe o nome de efeito Doppler.

A relação entre as frequências e as velocidades da fonte e do observador é a seguinte:

 f' é a frequência que o receptor vai perceber e f a frequência que emite a fonte.
 vovelocidade do observador, vF velocidade da fonte.

6.1. Fontes sonoras musicais.


Nós percebemos claramente a diferença de som quando ouvimos uma flauta e logo depois um
trombone. Mesmo que os dois instrumentos estejam tocando a mesma nota musical. Isso acontece porque
eles têm timbres diferentes.

Uma nota musical específica está associada com uma certa frequência, e a essa frequência
corresponde um período determinado. A frequência da nota musical é caracterizada pela variação de
pressão causada no ar durante um intervalo de tempo periódico.

Pode ser um seno, um dente de serra, ou a variação específica de um instrumento.

Para a variação específica de um dado instrumento nós denominamos timbre.

Cada instrumento tem uma forma específica de produzir uma mesma nota musical, daí nós
percebermos quando está sendo tocado uma flauta ou um trombone.

Exemplos resolvidos

1. A uma corda que esta submetida a uma tensão de 20 N e tem uma densidade linear de 50 g/m lhe
produz uma onda transversal cuja frequência seja de 40 Hz. Ache:
a) A velocidade de propagação da onda na corda.
Dados: T = 20 N, µ = 50 g/m, f = 40 Hz.

a) µ = 50 g/m = 0,05 kg/m

𝑇 20
v = √ =√ = √400 = 20 m/s
𝜇 0,05
b) O comprimento de onda

𝑣 20 𝑚/𝑠
𝜆= = = 0,5 m
𝑓 40 𝑠 −1
c) Os valores correspondiente de w e k

w = 2πf = 2π x 40 = 80 rad /s

2𝜋 2𝜋 𝑟𝑎𝑑
k= = = 4𝜋
𝜆 0,5 𝑚 𝑚
d) Se a amplitude da onda é 7 cm e no instante inicial o ponto x = 0 no tem elongação e move-se
para cima e a onda se propagando para direita. Qual é a equação da onda?
Dados adicionais A = 7 cm = 0,07 m
em t=0: x = 0; y=0
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y (x,t) = -A sen(kx- wt) : para cima e para a direita.
Portanto a equação será y = -0,07 sen (4πx -80πt)

e) Qual é a posição do ponto situado a 1,5 m do origem no tempo t = 1,23 s?


Sustituindo na equação X = 1,5 m e t = 1,23s teremos:
y = - 0,07 sen (4π (1,5) - 80π (1,23))

y = - 0,07 sen (6π – 98,4π)

y = -0,07 sen (-92,4π)

y = -0,07 (-0,95) = 6,65 x 10-2 m

f) Calcule a velocidade dum ponto da onda num instante en que sua elongação seja máxima , e
em outro instante em que a elongação seja cero.
A equação da onda obtida em d) é y = -0,07 sen (4πx -80πt)
A velocidade dum ponto será a derivada da elongaçao respeito o tempo.
𝑑𝑦
u= = 0.07 (80π) cos (4πx -80πt)
𝑑𝑡

u = 5,6π cos (4π x- 80πt)


u do ponto quando, y seja maxima:
y sera máxima quando sen (kx –wt) = 1
portanto cos (kx –wt) = 0 e então u = 0
A velocidade sera máxima para toda x com elongaçao máxima.
u do ponto quando y for igual a cero:
y= 0 para sen (kx –wt) = o, então cos (kx –wt) = 1
portanto u= 5,6π m/s para toda x com y=0
2. Os terremotos geram ondas sonoras na Terra. Ao contrário do que ocorre em um gás,podem ser
geradas ondas longitudinais (P) e ondas transversais (S) em um sólido. A velocidade das ondas S é
aproximadamente vS≅ 4,5km/s e as ondas P aproximadamente vP≅ 8,0km/s . Um sismógrafo
registra as ondas S e as ondas P de um terremoto. As primeiras ondas P aparecem ∆t = 3min antes
das primeiras ondas S. Supondo que as ondas viajam em linha reta, a que distância ocorreu o
terremoto?
Solução:

Vamos chamar de L a distância entre o ponto onde aconteceu o terremoto e a posição do


observador; tS o tempo para uma onda S percorrer esta distância e tP o tempo para uma onda P
percorrer esta distância.

Dados:

vs= 4,5km/s

vP = 8km/s

∆t = 3min = 180s

tS = L/vs e tP = L/vp

∆t = tS - tP = L(1/vs -1/vp) = L( vP – vs)/(vpvs)

L = ∆t (vpvs)/ ( vP – vs) = 1851,4 km


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3. Uma onda senoidal longitudinal contínua é envidada através de determinada mola, por meio de
uma fonte oscilante conectada a ela. A frequência da fonte é de 25Hz e a distância entre pontos
sucessivos de máxima expansão da mola é de 24cm .
a) Encontre a velocidade com que a onda se propaga na mola.
f = 25Hz

λ = 24cm = 0,24m

v = w /k = λ/T = λ f = (25Hz) (0,24m)


v = 6m/s

b) Se o deslocamento longitudinal máximo de uma partícula na mola é de 0,30cm e a onda se


move no sentido - x , escreva a equação da onda. Considere a fonte em x = 0 e o deslocamento
nulo em x = 0 quanto t = 0 também é zero.
Dados:
sM = 0,30cm = 0,0030m
w = 2π f = 50 π rad/s
k = 2π/λ = 5π/6 rad/m
s(x, t) = sM cos (kx + wt + ϕ)
s(0,0) = sM cosϕ = 0 logo:
𝜋
ϕ=2
ou seja: s(x,t) = sM sen(kx + wt)
e finalmente:

s(x, t) = (0,0030m) sen( 5πx/6 + 50πt)

4. A pressão em uma onda sonora progressiva é dada pela equação:

∆p = (1,5Pa) sen π [(1m-1)x - (330s-1)t]

a) Encontre a amplitude de pressão.


∆pM = 1,5Pa

b) Encontre a frequência.
𝑤 𝟑𝟑𝟎𝝅
f = 2𝜋 = 𝟐𝝅 = 165 Hz

c) Encontre o comprimento de onda.


𝟐𝝅 2𝜋
λ= = = 2𝑚
𝑘 𝜋

d) Encontre a velocidade da onda.


𝑤 330𝜋
v== = = 330 𝑚/𝑠
𝑘 𝜋

5. O vigilante rodoviário B está perseguindo o motorista A por uma estrada estreita. Ambos se movem
a velocidade de 160km/h . O vigilante rodoviário, não conseguindo alcançar o infrator faz soar a sua
sirene. Considera a velocidade do som no ar como sendo 343m/s e a frequência da sirene como
sendo [Link] é a mudança Doppler na frequência ouvida pelo motorista ?
Dados:

vF= v0 = 160km/h = 44,45m/s

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v = 343m/s

f = 500Hz

sinal superior aproximando-se ; sinal inferior afastando-se

Neste problema: a fonte se aproxima do observador e este observador se afasta da fonte. Com o
adendo que as duas velocidades são iguais, logo:

6. Uma ambulância, tocando sua sirene a 1600Hz ultrapassa um ciclista, que estava pedalando uma
bicicleta a 2,44m/s . Depois da ambulância ultrapassá-lo, o ciclista escuta a sirene a 1590Hz . Qual a
velocidade da ambulância?
f = 1600Hz
f' = 1590Hz
v = 343m/s, vo = 2,44m/s

sinal superior aproximando-se ; sinal inferior afastando-se

Depois que a ambulância ultrapassa o ciclista, ela passa a se afastar dele que caminha na direcção
dela: a fonte se afasta do observador que se aproxima desta fonte:

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BIBLIOGRAFIA

1. Sears, Zemansky, Young é Freeman. Física universitária. Editorial Félix Varela. Novena Edición. La
Habana. 2008.

2. Yakosky B. Deflof A. Prontuário de Física. Editorial MIR. Segunda edição. Moscovo. 1990.

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