Oscilações e Ondas.
Oscilações e Ondas.
ANO/TURNO 3º Manhã
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Oscilações chamam-se aos processos (os movimentos ou variações do estado) que sucedem
repetidamente com o tempo, com uma periodicidade mais ou menos [Link] oscilações, em função da
natureza física do processo oscilatório que as origina, classificam-se em:
Oscilações mecânicas: os movimentos alternativos do pêndulo, das cordas (vibrações), das partes
constituintes das máquinas e mecanismos, dos edifícios, pontes e outras construções, a variação da
pressão do ar quando nele se propaga o som, o balanço de um navio e outras.
Oscilações eletromagnéticas: oscilações da corrente eléctrica alterna num circuito, as oscilações
dos vectores E e B (intensidade e indução magnética dum campo electromagnético variável).
Oscilações electromecânicas: vibrações da membrana dum telefone ou do difusor dum altifalante e
outras.
O sistema que produz oscilações tem o nome de sistema oscilante ou oscilató[Link] oscilações podem ser
Oscilações livres (oscilações naturais ou próprias): são as originadas por uma alteração inicial do
estado de equilíbrio estável do sistema oscilatório.
Oscilações forçadas: são as que se produzem num sistema qualquer pela acção de uma força
exterior de intensidade variável.
1.1. Movimento periódico
Quando o movimento de um corpo descreve uma trajectória, apartir de um certo instante começa
a repetir esta trajectória, dizemos que esse movimento é periódico. O tempo que o corpo gasta para voltar
a percorrer os mesmos pontos da trajectória e chamado período.
As oscilações são periódicas, se os valores de todas as grandezas físicas que caracterizam o sistema
oscilatório e que variam de acordo com as oscilações do mesmo, se repetirem nos intervalos de tempo
iguais.
O intervalo menor do tempo T que satisfizer a condição anterior, tem o nome de período das
oscilações. No decorrer dum período o sistema efectua uma oscilação completa.
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𝑇=
𝑓
Vamos a analisar um exemplo típico de aparato que se movimenta segundo um MHS um sistema
corpo-mola. Uma mola tem presa uma de suas extremidades em uma parede rígida e a outra extremidade
esta presa em um corpo que esta sobre uma superfície sem atrito. Quando deslocado de sua posição de
equilíbrio o corpo começa a oscilar.
Um objecto que se desloca em MHS tem a sua posição descrita pela equação:
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x(t) = xm cos(wt +ϕ)
Onde:
xm = amplitude de oscilação
(wt +ϕ) = fase
w = frequência cíclica ou angular de oscilação
ϕ = Constante de fase
Quando a constante de fase assume o valor ϕ = - π/2 a equação anterior, que descreve o movimento do
corpo, tem a forma:
x(t) = xm sen wt
O gráfico da posição em função do tempo toma diversas formas quando modificamosa amplitude,
frequência ou constante de [Link] alteramos a amplitude deoscilação, o movimento se consuma
para deslocamentos máximos diferentes, mas com mesma frequência e mesma constante de fase. Desse
modo os dois movimentos alcançam os extremos no mesmo instante.
Como o movimento é periódico, teremos que as posições se repetem depois de um tempo igual ao
período T, ou seja:
x(t) = x(t + T)
e portanto:
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𝟐𝝅
wT=2π dai que 𝒘 = e 𝒘 = 𝟐𝝅𝒇
𝑻
v(t) = - vm sen(wt + ϕ)
2.2. A aceleração do MHS
𝒅𝒗
a(t) = = -wvmcos (wt + ϕ)
𝒅𝒕
F= ma= - mw2x
F= -kx
Dai que k = mw2e
𝒌 𝒎
w=√ , T = 𝟐𝝅√
𝒎 𝒌
E = ½ kxm2 = cte
ou ainda:
Os pêndulos fazem parte de uma classe de osciladores harmônicos simples nos quais a força
restauradora está associada à gravidade, ao invés das propriedades elásticas de um fio torcido ou de uma
mola comprimida.
3.1. O pêndulo simples: O pêndulo simples é composto de um corpo suspenso através de um fio de
massa desprezível, e ele é posto a oscilar em torno de sua posição de equilíbrio .No seu
movimento o corpo descreve um arco de circunferência.
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A componente do peso, tangencial ao deslocamento é a força de restauração desse movimento,
porque age no corpo de modo a trazê-lo de volta à sua posição central de equilíbrio.
Onde S é o deslocamento medido ao longo do arco que descreve a oscilação, e o sinal negativo
indica que a força age na direcção da posição de equilíbrio - como no caso do sistema corpo - mola. O arco
S é definido como:
temos que:
θ(t) =θMcos(wt + δ)
3.2.O pêndulo físico.
A maior parte dos pêndulos do mundo real não é nem ao menos aproximadamente simples. Vamos
considerar um objecto de forma arbitrária, que pode oscilar em torno de um eixo que passa pelo ponto O,
perpendicular à folha de papel. O eixo está a uma distância h do centro de massa, onde atua a força peso.
Quando o pêndulo da figura abaixo é deslocado de sua posição de equilíbrio de um ânguloθ, surge uma
torque restauradora:
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τ= r x Fcom módulo:
τ= - (mg sen θ) h
ou seja:
ou ainda:
então:
θ(t) = θM cos(wt + δ)
3.2. MHS e o movimento circular e
uniforme
Vamos considerar um corpo que descreve
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atrajectória do corpo tem módulo constante, e suas projecçõesnos eixos cartesianos são dadas por r(t) = i
x(t) + j y(t)onde
𝒅𝒓
v(t) = = ivx + j vy
𝒅𝒕
𝑑𝑣
a (t) = = iax + j ay
𝑑𝑡
ax = - w2 R cos(wt + ϕ) e ay = - w2 R sen(wt + ϕ)
4. Movimento amortecido.
Em diversas situações do nosso cotidiano, os movimentos oscilatórios têm uma duração finita, eles
têm um começo e um fim. Não ficam se movendo no ir e vir de modo indefinido. Isso acontece,
basicamente, devido a actuação de forças dissipativas tais como as forças de atrito.
Em uma situação simples as forças dissipativas podem ser representadas por uma função que
depende linearmente da velocidade. Vamos considerar um sistema compostode uma mola de constante
elástica kcom uma das extremidades presa aotecto e a outra suspendendo um corpo demassa m .
Nesse corpo está presa uma haste vertical que tem a sua outra
extremidade presa a um anteparo que está mergulhado em um líquido.
Quando o anteparo se move no líquido esse movimento é
amortecido por uma força que surge devido à viscosidade do líquido.
Essa força dissipativa pode ser descrita por uma equação do tipo:
FA = - b v
onde b é chamado de constante de amortecimento.
F=-kx-bv
ou seja:m a = - k x - b v
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ou
Ea solução será x(t) = xme-(b/2m)t cos(wAt + ϕ), ondewAé a frequência do movimento igual a:
A amplitude xme-
(b/2m)t
diminuirá com
o tempo.
Um exemplo
típico dessa situação
é a porta dos saloons
dos filmes de bang-
bang. Quando alguém
passa pela porta ela
inicia a oscilação com
uma grande
amplitude, que vai
diminuindo com o
tempo. Existem
outros dos
movimentos
amortecidos que no
são oscilatórios: o
movimento super-
amortecido onde b2>
4mk e o movimento criticamente amortecido ondeb2 = 4mk.
4.1. Oscilações forçadas. Ressonância.
Uma força exterior variável que, uma vez aplicada a um sistema, origina oscilações mecânicas
forçadas do mesmo, tem o nome de perturbadora ou de excitadora. Para um sistema corpo- mola com
amortecimento temos:
𝒅𝟐 𝒙 𝒅𝒙
𝒎 𝟐
+𝒃 + 𝒌𝒙 = 𝑭𝒐 𝒄𝒐𝒔 Ω𝒕
𝒅𝒕 𝒅𝒕
Onde Ω é a frequência cíclica da força exterior.
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As oscilações estacionárias tornam-se também harmónicas com a mesma frequência da força
perturbadora:
x = xmcos (Ωt + ϕ)
Se cumpre-se que:
1) b2<2mk ,
A frequência da ressonância é
𝑘 𝑏2
Ωr = √ −
𝑚 2𝑚2
O rápido crescimento da amplitude das oscilações mecânicas forçadas nos momentos en que a
frequência cíclica da força perturbadora se aproximar do valor de Ωr tem o nome de ressonância mecânica.
Exemplos resolvidos
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II) Um bloco de 4,0Kg está suspenso de uma certa mola, estendendo-a a 16,0cm
logo:
F + P1 = 0
ou seja:
kL –m1g = 0
𝑚1 𝑔 (4)(9,8)
k= = .= k =245 N/m
𝐿 0,16
𝑑2 𝑠 𝑑𝑠
5 2 + 3 + 7𝑠 = 0
𝑑𝑡 𝑑𝑡
a) Diga se o sistema é oscilatório?
Dados: m = 5 kg, b = 3 Ns/m, k = 7N/m
Ωr = √k/m –b2/2m2
Ωr = 1,10 rad/s
w = 2π f = 2764,60Hz f = 440Hz
xM = 0,75mm = 7,5x10-4m
vM = w xM = 2,07m/s
aM = w2 xM = 5732,25m/s2
F1 = -k1xi
F2= -k2xi
Fresultante= -kequxi
Mas de acordo com a suposição, a força equivalente é igual à soma das duas forças,e portanto:-kequxi= -k1xi
-k2xi
e kequ= k1 + k2
Caso 2. Vamos distinguir as molas com os rótulosk1 e k2 . Vamos considerar que amola 1 se distende de x1 e
a mola 2se distende de x2 , e a distensão doconjunto
é x . Logo:
Xresultante = x1 + x2
Logo:
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𝐹𝑒𝑞𝑢 𝐹1 𝐹2
= +
𝑘𝑒𝑞𝑢 𝑘1 𝑘2
Então
1 1 1 𝒌𝟏 𝒌𝟐
= + daí que 𝒌𝒆𝒒𝒖 =
𝑘𝑒𝑞𝑢 𝑘1 𝑘2 𝒌𝟏 + 𝒌𝟐
Considerando que o corpo deslocou-se de uma distância x para a direita, à partir de sua posição de
equilíbrio em x=0 , temos que:
F1 = -k1xiF2= -k2xi
Fresultante= -kequivalente xi
Mas de acordo com a suposição, a força equivalente é igual à soma das duas forças,e portanto
e kequ= k1 + k2
Pode-se fazer uma classificação das ondas de acordo à natureza do meio de propagação em ondas
mecânicas e ondas electromagnéticas.
Ondas transversais: Nas ondas transversais, os pontos materiais do meio no qual a onda se
propaga oscilam na direcção perpendicular à direcçãode propagação da onda. Exemplos:ondas nas
cordas, a luz e outras.
Ondas longitudinais: Nas ondas longitudinais, os pontos materiais do meio no qual a onda se
propaga oscilam na direcção de propagação da onda. Exemplos. Ondas em um fluido, o som e
outras.
As ondas mecânicas ou elásticas são as perturbações que se propagam dentro do meio elástico. Um
meio diz-se elástico se as deformações (perturbações) desaparecem totalmente quando cessa a acção das
forcas exteriores que as originam.
Originam-se quando certa parte do meio se desagrade de sua posição normal e fica liberada.
Quando uma onda alcança a uma partícula situada no meio põe a essa partícula em movimento e a
desagrade, lhe transferindo assim energia tanto cinética como potencial. Mediante o movimento
ondulatório, pode transmitir-se a grandes distâncias não somente energia a não ser além informação sobre
a natureza da fonte da onda.
Pode-se dizer que as partículas do meio se movem, ao passar a onda, unicamente distâncias
pequenas com respeito a suas posições prévias, sem experimentar um deslocamento nítido na direcção da
viagem da onda. Os elementos materiais ao mover-se, transmitem energia aos elementos vizinhos. A
energia é a que se propaga através do meio material na direcção da viagem da onda.
Por exemplo, os objectos flutuantes pequenos, como uma folha ou uma cortiça mostram que o movimento
real da água ao passo da onda é mas bem para cima e para baixo, e possivelmente ligeiramente de vaivém,
uma vez que passa a onda, o objecto está mais ou menos no mesmo lugar em que estava antes de ter
acontecido esta.
Ondas transversais
Nas ondas transversais, as partículas constituintes do médio no qual a onda se propaga oscilam na
direcção perpendicular à direcçãode propagação da energía. As ondas mecânicas transversais podem
originar-se e propagar-se apenas nos meios que possuem elasticidade de forma o seja nos meios sólidos.
Um exemplo das ondas transversais são as que se propagam ao longo das cordas dos instrumentos
musicais.
Ondas longitudinais.
Nas ondas longitudinais, as partículas constituintes do meio no qual a onda se propaga oscilam na
direcção de propagação da energía. As ondas longitudinais estão relacionadas com a deformação
volumétrica do meio elástico e, portanto, são susceptíveis de se propagar em todos os meios, tanto
sólidos, como líquidos e gasosos. Um exemplo de tais ondas são as ondas sonoras no ar.
Ondas progressivas
As ondas progressivas viajam através do espaço e portanto transferem a energia no mesmo.
Um caso particular muito importante de onda progressiva tem o nome de sinusoidal, ou harmónica,
se as oscilações respectivas das partículas constituintes do meio, forem harmónicas e a equação tem forma
de uma senóide:
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No instante t = 0 a função tem a forma da curva de traço contínuo e para um tempo posterior ∆t a
função tem a forma da curva tracejada.
Se tivéssemos uma onda progressiva viajando para a esquerda (quer dizer na direcção negativa do eixo x),
ela teria uma dependência funcional em x e t da forma:
Uma onda progressiva, independente da sua forma, depende de x e t como mostrado nas equações
anteriores.
Para uma onda progressiva que se move no sentido positivo do eixo x e ainda por mais viajando para cima
(quer dizer na direcção positiva do eixo y), ela teria uma dependência funcional em x e t da forma:
Se tivéssemos a mesma onda progressiva viajando para abaixo (quer dizer na direcção negativa do eixo y),
ela teria uma dependência funcional em x e t da forma:
Aé a amplitude das oscilações das partículas do meio. No caso de uma corda é a máxima elongação
que pode alcançar um ponto determinado da mesma.
𝟐𝝅
Chamamos w de frequência cíclica da onda e a definimos como: w = (rad/s)
𝑻
Chamamos de frequência linear f ao número de oscilações por unidade de tempo que efectua um ponto
𝟏
determinado do meio e segue-se cumprindo que w = 2 π f , e que f = (s-1 = Hz)
𝑻
Chamamos a grandeza k de número de onda (ou vector de onda, ou também constante de propagação) e a
2𝜋
definimos como: 𝑘 = (m-1)
𝜆
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λ é a distância a que se propaga a onda no decorrer dum intervalo de tempo igual ao período das
oscilações, e denomina-se comprimento de onda. Em outras palavras o comprimento de onda é igual à
distância entre dois pontos mais próximos do meio
onde a diferença de fase das oscilações é igual a
2π.
ϕ(x,t) = kx - wt + φo
Se quisermos calcular a velocidade com que uma onda se propaga devemos acompanhar um dado ponto
dela, ou seja um ponto de fase constante:
ϕ(x,t) = wt – kx + φo = constante
𝒅𝒙
w–k =0
𝒅𝒕
𝒅𝒙 𝒘 𝝀
v= = =
𝒅𝒕 𝒌 𝑻
𝝀
v=
𝑻
A velocidade de propagação da onda em uma corda esticada de densidade linear de massa µ e que
𝑇
é esticada através de uma tensão T aplicada nas suas extremidades é dada por v = √ onde µ é a densidade
𝜇
linear de massa.
A equação de uma onda em uma corda estirada, quer dizer de uma corda vibrante será:
𝝏𝟐 𝒚 𝑻 𝝏𝟐 𝒚
= ( )
𝝏𝒕𝟐 𝝁 𝝏𝒙𝟐
A solução desta equação dependerá das condições iniciais e de fronteira que se imponham ao
sistema.
Ondas sonoras são familiares à nossa existência e faz parte de nosso quotidiano a convivência com
corpos que produzem sons. Esses sons podem ser ruídos de choque entre dois corpos ou melodias
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produzidas por instrumentos [Link] ondas sonoras necessitam de um meio elástico para se
propagarem, e não existe essa propagação no vácuo. Num sólido podemos ter ondas longitudinais ou
ondas transversais. Como os fluidos (líquidos e gases) não suportam tensão de cisalhamento, apenas as
ondas longitudinais se propagam neste meio.
Uma onda sonora se propaga numa sucessão de compressões e rarefacções, e em cada material
esses movimentos têm uma característica peculiar. Existe uma grandeza que dá conta dessas variações em
um meio: é o módulo volumétrico da elasticidade B, que leva em conta a variação de pressão e a variação
fraccional de volume. Ele é definido como:
∆𝒑
B =− ∆𝑽
( )
𝑽
𝑩
A velocidade do som em um meio elástico é dada por v =√𝝆 ondeρ é a densidade volumétrica de massa do
meio.
De modo geral, uma onda progressiva s(x,t) que se propaga no sentido positivo do eixo x, tem a forma:
Considerando uma onda harmónica progressiva, temos que a equação da elongação sera:
𝝏𝑺 𝝏𝒔
A variação de pressão é ∆𝒑 = −𝑩 (𝝏𝒙) = −𝝆𝒗𝟐 (𝝏𝒙) que nos fornece uma relação entre a posição
s(x0 ,t) de um elemento de volume que tema sua posição de equilíbrio em um ponto genérico x 0 e a
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variação de pressão ∆p(x0 ,t) que está acontecendo nesse ponto x0 , e teremos que a equação de uma onda
sonora progressiva em termos de pressão pode expressar-se como
∆p = ∆pM sen(kx - wt) onde a amplitude ∆pM =ρ v2 k sM. Esta expressão recebe o nome de equação
da onda de presão.
𝝏𝟐 𝒔 𝑩 𝝏𝟐 𝒔
= ( )
𝝏𝒕𝟐 𝝆 𝝏𝒙𝟐
Ao igual a no caso transversal a solução desta equação dependerá das condições iniciais e de fronteira que
se imponham ao sistema.
O efeito global que percebemos será a soma dos efeitos que cada uma das ondas produziria se
estivesse se propagando isoladamente.
O princípio de superposição das ondas enuncia que as ondas se propagam num meio linear
independentemente umas das outras de maneira que a perturbação resultante num ponto qualquer do
meio, no caso de ser percorrido simultaneamente por várias ondas, se torna igual à soma de perturbações
atribuídas a cada uma das ondas em separado.
Um meio tem o nome linear si entre as grandezas a caracterizarem a acção exterior considerada
sobre o meio e a variação do estado do mesmo, originada por tal acção existe a relação directamente
proporcional.
Se de ondas sonoras se trata se escutará no ponto em questão, pelo general, um som cuja sonoridade
aumentará e diminuirá periodicamente. Diremos então que se produziram pulsações ou batimentos.
O número de pulsações ou batimentos por segundo será igual a f2 – f1. Pelo general quando o número de
batimentos por segundo é major de cinco o ouvido humano não pode distingui-los e o que percebe é um
som contínuo.
6. Efeito Doppler
O tom é uma qualidade do som que nos permite qualificar uma determinada nota em grave ou
aguda. O tom de um determinado som depende fundamentalmente de sua frequência. Quando uma fonte
sonora, ou um receptor, ou ambos estão em movimento relativo, o tom recebido pelo receptor não é, em
geral, o mesmo que quando o foco e o receptor estão em repouso.
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A variação do tom de um som que percebe um observador devido ao movimento relativo entre o
receptor e a fonte que emite dito som recebe o nome de efeito Doppler.
f' é a frequência que o receptor vai perceber e f a frequência que emite a fonte.
vovelocidade do observador, vF velocidade da fonte.
Uma nota musical específica está associada com uma certa frequência, e a essa frequência
corresponde um período determinado. A frequência da nota musical é caracterizada pela variação de
pressão causada no ar durante um intervalo de tempo periódico.
Cada instrumento tem uma forma específica de produzir uma mesma nota musical, daí nós
percebermos quando está sendo tocado uma flauta ou um trombone.
Exemplos resolvidos
1. A uma corda que esta submetida a uma tensão de 20 N e tem uma densidade linear de 50 g/m lhe
produz uma onda transversal cuja frequência seja de 40 Hz. Ache:
a) A velocidade de propagação da onda na corda.
Dados: T = 20 N, µ = 50 g/m, f = 40 Hz.
𝑇 20
v = √ =√ = √400 = 20 m/s
𝜇 0,05
b) O comprimento de onda
𝑣 20 𝑚/𝑠
𝜆= = = 0,5 m
𝑓 40 𝑠 −1
c) Os valores correspondiente de w e k
w = 2πf = 2π x 40 = 80 rad /s
2𝜋 2𝜋 𝑟𝑎𝑑
k= = = 4𝜋
𝜆 0,5 𝑚 𝑚
d) Se a amplitude da onda é 7 cm e no instante inicial o ponto x = 0 no tem elongação e move-se
para cima e a onda se propagando para direita. Qual é a equação da onda?
Dados adicionais A = 7 cm = 0,07 m
em t=0: x = 0; y=0
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y (x,t) = -A sen(kx- wt) : para cima e para a direita.
Portanto a equação será y = -0,07 sen (4πx -80πt)
f) Calcule a velocidade dum ponto da onda num instante en que sua elongação seja máxima , e
em outro instante em que a elongação seja cero.
A equação da onda obtida em d) é y = -0,07 sen (4πx -80πt)
A velocidade dum ponto será a derivada da elongaçao respeito o tempo.
𝑑𝑦
u= = 0.07 (80π) cos (4πx -80πt)
𝑑𝑡
Dados:
vs= 4,5km/s
vP = 8km/s
∆t = 3min = 180s
tS = L/vs e tP = L/vp
λ = 24cm = 0,24m
b) Encontre a frequência.
𝑤 𝟑𝟑𝟎𝝅
f = 2𝜋 = 𝟐𝝅 = 165 Hz
5. O vigilante rodoviário B está perseguindo o motorista A por uma estrada estreita. Ambos se movem
a velocidade de 160km/h . O vigilante rodoviário, não conseguindo alcançar o infrator faz soar a sua
sirene. Considera a velocidade do som no ar como sendo 343m/s e a frequência da sirene como
sendo [Link] é a mudança Doppler na frequência ouvida pelo motorista ?
Dados:
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v = 343m/s
f = 500Hz
Neste problema: a fonte se aproxima do observador e este observador se afasta da fonte. Com o
adendo que as duas velocidades são iguais, logo:
6. Uma ambulância, tocando sua sirene a 1600Hz ultrapassa um ciclista, que estava pedalando uma
bicicleta a 2,44m/s . Depois da ambulância ultrapassá-lo, o ciclista escuta a sirene a 1590Hz . Qual a
velocidade da ambulância?
f = 1600Hz
f' = 1590Hz
v = 343m/s, vo = 2,44m/s
Depois que a ambulância ultrapassa o ciclista, ela passa a se afastar dele que caminha na direcção
dela: a fonte se afasta do observador que se aproxima desta fonte:
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BIBLIOGRAFIA
1. Sears, Zemansky, Young é Freeman. Física universitária. Editorial Félix Varela. Novena Edición. La
Habana. 2008.
2. Yakosky B. Deflof A. Prontuário de Física. Editorial MIR. Segunda edição. Moscovo. 1990.
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