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América I

O documento analisa a conquista do México pelos espanhóis, destacando a expedição de Hernán Cortés em 1519 e a queda do império asteca em 1521. A hesitação de Montezuma e as alianças com tribos subjugadas foram fatores cruciais para a vitória espanhola. A narrativa histórica frequentemente distorce a perspectiva dos povos indígenas, perpetuando a ideia de sua fraqueza frente à conquista.

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O documento analisa a conquista do México pelos espanhóis, destacando a expedição de Hernán Cortés em 1519 e a queda do império asteca em 1521. A hesitação de Montezuma e as alianças com tribos subjugadas foram fatores cruciais para a vitória espanhola. A narrativa histórica frequentemente distorce a perspectiva dos povos indígenas, perpetuando a ideia de sua fraqueza frente à conquista.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC

DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - DFCH


CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA - NOTURNO

DOCENTE: CARLOS GUSTAVO NÓBREGA


DISCENTE: JULIA VICTÓRIA S. SILVA
DISCIPLINA: AMÉRICA I

A CONQUISTA DO MÉXICO

INTRODUÇÃO:
A chegada dos espanhóis na América começou com a expedição de Cristóvão
Colombo em 1492, que desembarcou nas Bahamas, acreditando ter encontrado uma
nova rota para a Ásia. Esta descoberta levou a uma série de expedições
subsequentes, incluindo a de Hernán Cortés em 1519, que chegou à costa mexicana.
Cortés rapidamente explorou e estabeleceu alianças com tribos locais subjugadas
pelos astecas.
Se aproveitando da divisão entre as tribos, alinhada com uma suposta
superioridade tecnológica, os espanhóis iniciaram a conquista do continente, que
culminou na queda do império asteca em 1521. Este acontecimento marcou o início
de um período de colonização e exploração que transformaria profundamente a
América.

DESENVOLVIMENTO:
A historiografia sobre a conquista do México por Hernán Cortés explora
diversas razões e explicações para a dominação espanhola sobre os astecas,
questionando como um pequeno contingente espanhol conseguiu derrotar um império
vasto e numeroso. Destacam-se as estratégias e os eventos que facilitaram essa
vitória.
O comportamento de Montezuma, o grande líder do povo Asteca, se mostrava
hesitante e ambíguo e isso é interpretado como um fator crucial. Alguns relatos do
período sugerem que Montezuma, influenciado por crenças culturais e pessoais, não
ofereceu resistência eficaz, acreditando que os espanhóis eram descendentes dos
antigos toltecas, um mito que os próprios espanhóis fomentaram.
Após a morte de Montezuma, a resistência asteca se intensificou, mas Cortés
já havia se aliado com vários outros povos subjugados pelos astecas. Ao aliar-se com
tribos oprimidas, como os tlaxcaltecas, Cortés montou um exército numericamente
superior, onde os espanhóis atuavam mais como comandantes e força de elite,
enquanto as populações das tribos aliadas iam para a batalha como combatentes
principais.
A perspectiva dos povos originários em relação aos eventos é muito discutida,
reconhecendo que as fontes desses povos que estão disponíveis foram mediadas
pelos conquistadores, o que pode distorcer a visão autêntica dos vencidos. Mesmo
assim, essas fontes são valiosas para entender as ideologias e a recepção dos
acontecimentos na época.

CONCLUSÃO:
Por fim, é necessário entender que a história inicial da colonização da América
Latina é caracterizada por uma intensa violência em todos os aspectos, onde os
nativos deste continente enfrentaram uma derrota militar significativa. Grandes líderes
e sociedades bem estabelecidas foram destruídos e juntamente com esses
acontecimentos se construiu a narrativa na qual os povos indígenas da América são
descritos como fracos e pacíficos.
Frei Bartolomeu de Las Casas, contemporâneo desse período, mencionou em
seus relatos que os nativos travavam "guerrinhas com armas que eram brinquedos de
crianças", o que indica uma aceitação da derrota e da conquista pelos espanhóis,
justificando através da superioridade do povo europeu. Essa visão perdurou durante
muito tempo dentro da historiografia, principalmente entre os europeus, o que é
justificado pelo fato de que a maioria dos relatos e documentos da época foram
produzidos por eles e também os que foram produzidos aqui na América tinham a
influência dessa tradição.

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