Aula 07 - Soluções
Aula 07 - Soluções
Soluções
CPF 01298997712
AULA 07
11 DE JUNHO DE 2021
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Sumário
Apresentação da Aula 3
1. Coeficiente de Solubilidade 3
2. Medidas de Concentração 7
2.4. Título 11
2.4.1. Água Oxigenada 14
3.Titulação 20
CPF 01298997712
3.2. Curva de PH 22
3.2.1. Ácido Forte com Base Forte 22
3.2.1. Titulação de uma Solução de Ácido Fraco por uma Solução de Base Forte 26
3.3. Indicadores de PH 29
4. Propriedades Coligativas 33
6. Gabarito 60
8. Considerações Finais 90
AULA 07 – Soluções 2
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Apresentação da Aula
Nessa aula, vamos falar sobre as Soluções, com foco nas medidas de concentração e nas
Propriedades Coligativas. Também aproveitaremos o final da aula para comentar sobre as Reações de
Oxirredução.
Devemos ter em mente que, nesse capítulo, estamos falando das soluções verdadeiras, que são
misturas homogêneas, de maneira geral, transparentes.
Já vimos que a classificação entre solução, dispersão e suspensão depende do tamanho das
partículas dispersas no solvente.
Homogênea
< 1 nm Solução
Partículas Dispersas
Transparente
Tamanho das
Heterogênea
1 a 100 nm Dispersão
Translúcida ou
CPF 01298997712
Opaca
Heterogênea
> 100 nm Suspensão
Opaca
Figura 1: Classificação das Misturas de acordo com o tamanho das partículas dispersas
1. Coeficiente de Solubilidade
O coeficiente de solubilidade diz respeito a o quanto de um determinado soluto é possível
dissolver em uma determinada quantidade de solvente.
É normalmente expresso em unidade de massa por volume.
AULA 07 – Soluções 3
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Por ser possível dissolver, devemos entender formando uma solução estável. São duas palavras
importantes:
• Solução: presume a formação de uma mistura homogênea. Portanto, não pode apresentar sinais
de turvidez;
• Estável: a mistura não pode se decompor por decantação, por agitação nem por outro
procedimento físico.
Por exemplo, o coeficiente de solubilidade do óxido de magnésio é 0,86 mg/L de água. Isso significa
que, em 1 L de água, é possível dissolver apenas 0,86 mg de óxido de magnésio.
Se tentarmos dissolver menos, forma-se uma solução insaturada. Nas soluções insaturadas, existe
uma quantidade de soluto inferior ao coeficiente de solubilidade. Portanto, é possível dissolver ainda mais
soluto.
CPF 01298997712
Por outro lado, se tentarmos dissolver 3 mg/L de óxido de magnésio em água, o que acontecerá é
que somente 0,86 mg/L se dissolverá. Todo o restante do óxido de magnésio permanecerá no fundo do
recipiente, na sua forma cristalina, o que é denominado corpo de fundo.
A presença de corpo de fundo é uma prova de que a solução acima é saturada.
Podemos visualizar a formação de corpo de fundo também quando tentamos dissolver açúcar
demais na água, por exemplo, ao fazer um suco. Se você pegar um copo de água e começar a acrescentar
açúcar, chegará um momento em que você não vai mais conseguir dissolver e parte do soluto se
depositará no fundo do copo.
É interessante observar que tanto o excesso de açúcar com o excesso de óxido de magnésio pode
ser agitado na água. A agitação permitirá a dispersão, não a dissolução do excedente que não estava
dissolvido.
AULA 07 – Soluções 4
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Ao agitar uma solução saturada com corpo de fundo, obtém-se uma dispersão turva, não uma
solução homogênea. Essa dispersão rapidamente decanta, se deixada em repouso, formando a solução
saturada estável com corpo de fundo.
É interessante observar que, em alguns casos, é possível formar uma solução supersaturada.
Normalmente, essas soluções são formadas pelo lento resfriamento de soluções mais concentradas.
CPF 01298997712
Como o coeficiente de solubilidade varia com a temperatura, é possível, que a 50 °C, seja possível
dissolver 5 mg/L de uma determinada substância em água, mas que, à temperatura de 25 °C, a
solubilidade tenha caído para 3 mg/L.
Se a solução 5 mg/L for resfriada lentamente, ela pode permanecer homogênea e transparente.
Porém, é importante observar que a solução supersaturada não é estável. Ela se decompõe
violentamente quando levemente agitada ou quando é depositado um pequeno cristal do soluto.
Por conta disso, as soluções supersaturadas não podem conter nenhum corpo de fundo, porque a
presença de um minúsculo cristal do soluto é suficiente para desencadear a precipitação do excedente
dissolvido.
Sendo assim, repetimos que a presença de corpo de fundo é realmente uma prova de que a
solução acima é saturada.
Sabendo-se que a solubilidade do cloreto de sódio em água é igual a 40 g/L, determine se as soluções
formadas são saturadas, insaturadas ou supersaturadas:
AULA 07 – Soluções 5
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Comentários
Vamos analisar as proposições individualmente.
a)
3
𝐶= = 30 𝑔/𝐿 < 40 𝑔/𝐿
0,1
Como a concentração obtida foi inferior ao coeficiente de solubilidade, a solução formada é
insaturada.
b)
2
𝐶= = 40 𝑔/𝐿
0,05
Como a concentração obtida foi igual ao coeficiente de solubilidade, a solução formada é saturada.
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 6
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
5
𝐶= = 50 𝑔/𝐿
0,1
Observe que esse valor é acima do coeficiente de solubilidade. Portanto, haverá um corpo de
fundo e a solução formada será saturada, com a concentração exatamente igual a 40 g/L.
Vale lembrar que as soluções supersaturadas são instáveis e que elas só se formam por
resfriamento lento.
Ao se misturar uma quantidade de NaCl superior ao próprio coeficiente de solubilidade, o excesso
de sal se depositará no fundo do recipiente.
Nesse caso, 4 g se dissolvem formando uma solução saturada (40 g/L) e o restante (1 g) aparece
como corpo de fundo.
Gabarito: 1, 3 e 4 insaturadas; 2 e 5 saturadas
2. Medidas de Concentração
No estudo de soluções, muitas grandezas são utilizadas para avaliar a quantidade de solutos
dissolvidos em uma solução.
As medidas de concentração de uma solução são grandezas intensivas, que indicam a proporção
CPF 01298997712
entre soluto e solvente. Portanto, elas não dependem da quantidade de matéria analisada.
Por exemplo, quando falamos que a concentração de sais no soro fisiológico é 90 mg/L, isso
significa que uma gota de soro fisiológico contém 90 mg/L de sais; e um litro de soro fisiológico contém
exatamente 90 mg/L de sais.
A medida mais utilizada no dia-a-dia é a concentração comum. Porém, as mais importantes para a
Química são a molaridade e a molalidade. Portanto, um dos principais aprendizados que você deve levar
dessa seção é como converter uma unidade de concentração em outra, em especial, a concentração
comum em molaridade, e vice-versa.
Ao longo dessa seção, utilizaremos alguns sub-índices que é útil você conhecer:
• 1: soluto;
• 2: solvente;
• Sem índice: solução como um todo.
No caso de soluções diluídas, o volume da solução é aproximadamente igual ao volume do
solvente.
AULA 07 – Soluções 7
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑚1 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝐶= =
𝑉 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
Em soluções aquosas, a concentração comum também é expressa pela abreviatura P/V ou M/V,
que significa peso/volume ou massa/volume. Por exemplo, dizer “uma solução de cloreto 1% (M/V)” é o
mesmo que “uma solução de cloreto de sódio 1 g /100 mL”.
Não devemos confundir a concentração comum com a densidade da solução que é expressa em
termos da razão entre a massa da solução.
𝑚 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
𝑑= =
𝑉 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
Nas soluções aquosas, a unidade mais comum de medida de concentração é o mg/L, em que a
massa do soluto é expressa em miligramas. Nesse caso, ela costuma ser expressa em ppm (ou partes por
milhão).
A razão para isso é que 1 L de água corresponde a aproximadamente 1 kg. Dessa forma, 1 mg do
soluto corresponde a aproximadamente 1 milhonésimo da massa total da solução.
1 𝑚𝑔
1 𝑝𝑝𝑚 =
1𝐿
1 𝑚𝑔 10−3 𝑔 1
1 𝑝𝑝𝑚 = ≅ =
1𝐿 103 𝑔 106
AULA 07 – Soluções 8
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
A aFigura 4 mostra um exemplo de teste colorimétrico caseiro que mede a concentração dos íons
nitrato e fosfato na água. A colorimetria é o tipo de teste mais utilizado em laboratórios químicos. É por
isso que a prova do ITA coloca aquelas questões chatas em que você tem que saber a cor do reagente. Na
Química, muitas vezes, é a maneira mais fácil de detectar a existência de um determinado composto em
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 9
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
CPF 01298997712
Figura 5: Efeito do Excesso de Fosfato sobre a Coloração de Acroporas – importância das pequenas
concentrações em sistemas biológicos
Na Química, essa medida é extremamente importante, porque é utilizada em diversas áreas, como
a Cinética Química para o cálculo de velocidades de reação.
Ela pode ser extraída diretamente da concentração comum em gramas por litro dividindo-se pela
massa molar do soluto.
AULA 07 – Soluções 10
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝐶
𝔐=
𝑀1
𝑊= =
𝑚2 (𝑘𝑔) 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒 (𝑒𝑚 𝑘𝑔)
Nas soluções aquosas diluídas, a massa do solvente é aproximadamente igual à massa da própria
solução. Como a densidade da água é de 1 kg/L, nesses casos, a molalidade será numericamente
aproximadamente igual à concentração em mol/L.
Por exemplo, no caso da solução 8.10-5 mol/L, pode-se considerar que é aproximadamente 8.10-5
molal.
Outro comando que pode ser utilizado é dizer que “1 litro da solução contém aproximadamente 1
kg de solvente”. Ao dizer isso, o enunciado está igualando os denominadores das expressões da
concentração molar e da concentração molal.
Porém, é possível também fazer a conta exata da conversão. Para isso, precisamos saber o fator
de compactação entre o soluto e o solvente. Esse dado normalmente vem de observações experimentais.
Portanto, se não for fornecido na hora da prova, você vai considerar que o volume da solução é igual ao
volume do solvente. Mostraremos um exemplo desse cálculo ainda nesse material.
2.4. Título
O título é uma unidade que pode gastar bastante confusão, porque ela pode se referir a massa,
volume ou número de mols.
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝜏=
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
AULA 07 – Soluções 11
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝜏=
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝜏=
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
O título em massa é também referido pela notação P/P ou M/M. Por exemplo, uma solução de
etanol 10% (M/M) é equivalente a uma solução de etanol 10% em massa.
Analogamente, o título em volume também pode ser referido pela notação V/V. Por exemplo, uma
solução de etanol 10% (V/V) é o mesmo que uma solução de etanol 10% em volume.
É interessante citar que nem sempre o volume da solução é igual à soma dos volumes do soluto e
do solvente. Veremos mais adiante que o processo de dissolução pode acontecer com redução de volume.
Nesses casos, não podemos dizer que o título é expresso pela razão a seguir:
𝑉1
𝜏≠
𝑉1 + 𝑉2
Uma das formas mais comuns de se registrar o título é em ppm, que significa “partes por milhão”.
Para isso, basta multiplicar por 1 milhão ou 106.
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝐶= (× 106 ) [𝑝𝑝𝑚]
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
CPF 01298997712
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝐶= (× 106 ) [𝑝𝑝𝑚]
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝐶= (× 106 ) [𝑝𝑝𝑚]
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
Em alguns casos, também se utiliza ppt como “partes por mil” e o ppb como “partes por bilhão”.
Nesses caso, basta multiplicar a expressão do título por 10³ e por 109, respectivamente, em substituição
ao 106 do ppm.
Infelizmente, é muito comum que as questões de prova apresentem a medida de título,
frequentemente a concentração em ppm, mas não digam se ela se refere a massa, volume ou número de
mols. Por isso, eu vou te apresentar de acordo com a minha experiência o que você deve levar em
consideração, caso o enunciado nada diga. Sendo assim, no caso de:
• Uma solução de um sólido em água, suponha que o ppm se refere à razão entre massas;
• Uma mistura de dois gases, suponha que o ppm se refere à razão entre os números de mols.
Em soluções aquosas diluídas, utiliza-se bastante a medida em ppm como a razão entre as massas
de soluto e solvente utilizadas.
1 ppm significa 1 parte por milhão. No caso específico de soluções aquosas diluídas, 1 ppm será
aproximadamente igual a 1 mg/L.
AULA 07 – Soluções 12
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
A razão para isso é que o volume da solução é aproximadamente igual ao volume do solvente.
Sendo assim, em 1 litro de solução, teremos aproximadamente 1 quilograma de água, que é igual a 1
milhão de miligramas. Se esse volume tiver aproximadamente 1 mg de soluto, de fato, teremos para cada
1 milhão de miligramas da solução, 1 parte do soluto.
Portanto, quando falamos que a água possui 5 ppm de nitrato, é basicamente o mesmo de falar
que a concentração do íon nitrato é 5 mg/L. Sendo assim, 1 L da solução apresenta 5 mg do íon.
Por outro lado, no caso de misturas de água e álcool, são usadas duas formas de medição do título:
• °INPM: refere-se ao título em massa do etanol na mistura. É um padrão do Instituto
Nacional de Pesos e Medidas, sendo bastante utilizado no Brasil. 1 °INPM significa 1% de
etanol em massa.
• °GL: ou graus Gay-Lussac, refere-se ao título em volume do etanol na mistura. 1 °GL
significa 1% de etanol em volume.
Em questões de prova, recomendamos que você considere que o percentual de álcool se refere
ao seu percentual em volume. Por exemplo, no caso de uma bebida destilada de teor 40%, isso significa
que 1 litro dela ela é feita com 400 mL de álcool e 600 mL de água, totalizando aproximadamente 1000
mL de solução.
Porém, é bastante importante você conhecer o °INPM, pois é uma medida bastante utilizada no
Brasil e que pode vir a ser cobrada.
CPF 01298997712
O álcool de limpeza é vendido na forma de solução 46,2 °INMP (ou 46% em massa) de etanol
(C2H6O), também conhecida como solução 54 °GL (ou 54% em volume).
Porém, o álcool em gel utilizado como antisséptico ou bactericida é uma solução 70 °INPM (70%
em massa de etanol) ou 77 °GL (77% em volume de etanol). No Brasil, o álcool acima de 46 °INPM somente
pode ser comercializado na forma de gel, porque, como essa substância é bastante inflamável, os riscos
de explosão na sua manipulação no estado líquido por pessoas comuns é grande.
O álcool de limpeza comum 46,2% (°INPM) tem pouco efeito bactericida, não sendo útil para esse
fim.
Com o aumento do teor alcóolico, em 70%, a solução passa a ter um pronunciado efeito
bactericida. É interessante que o poder bactericida dessa solução é maior do que até mesmo o poder do
álcool absoluto ou quase puro.
O provável efeito bactericida do álcool é que, como ele é bastante higroscópico, ou seja, absorve
água com facilidade, ele adere às membranas celulares, matando as bactérias por desidratação. Também
acontece que, ao penetrar no citoplasma celular, o álcool desnatura as proteínas bacterianas e provoca a
coagulação de diversas enzimas necessárias ao seu metabolismo.
Quando se utiliza o etanol absoluto (99,6%), o efeito bactericida é menor do que o do álcool 70%.
Uma das explicações mais comuns para esse fato é que a presença de um pouco da água na mistura facilita
a absorção do álcool pelas bactérias.
AULA 07 – Soluções 13
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Isso acontece, porque as próprias bactérias possuem afinidade pela água, então, elas absorvem
mais da solução quando encontram água do que quando encontram o etanol absoluto. Outra possível
explicação é que o etanol absoluto rapidamente se volatiliza, enquanto que o álcool 70% permanece mais
tempo no estado líquido, permitindo maior tempo de contato.
O álcool 70 é bastante eficiente contra bactérias vegetativas, fungos e vírus (envelopados, com o
vírus influenza H1N1). Porém, os esporos bacterianos são mais resistentes.
Por conta disso, a água oxigenada é um poderoso bactericida, que é bastante utilizado como
antisséptico no tratamento de feridas.
Além disso, ela pode ser bem mais útil. Por exemplo, se você mergulhar suas escolhas de dente
em uma solução de água oxigenada, elas ficarão livres de coliformes fecais e você poderá utilizá-la com
mais segurança.
É importante citar que, se não encontrar outra molécula, os átomos de oxigênio nascente se
combinam para formar uma molécula de oxigênio (O2). Portanto, a decomposição da água oxigenada
pode ser escrita genericamente como:
𝑙𝑢𝑧 𝑜𝑢 𝑐𝑎𝑡𝑎𝑙𝑎𝑠𝑒
2𝐻2 𝑂2 (𝑎𝑞) → 𝐻2 𝑂 (𝑙) + 𝑂2 (𝑔)
Uma medida comum de concentração da água oxigenada é pela quantidade de volumes, que é, na
verdade, uma razão entre o volume de oxigênio liberado e o volume da solução.
𝑉𝑂2
𝑥=
𝑉𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
AULA 07 – Soluções 14
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Por exemplo, um frasco de água oxigenada 11,2 volumes significa que 1 litro dessa solução
produzirá 11,2 litros de oxigênio molecular nas CNTP. Com base nisso, podemos calcular o número de
mols de gás produzido.
11,2
𝑛𝑂2 = = 0,5 𝑚𝑜𝑙
22,4
Com base na estequiometria da decomposição do peróxido de hidrogênio, podemos calcular no
número de mols presentes na solução desse composto.
𝑙𝑢𝑧 𝑜𝑢 𝑐𝑎𝑡𝑎𝑙𝑎𝑠𝑒
2𝐻2 𝑂2 (𝑎𝑞) → 𝐻2 𝑂 (𝑙) + 𝑂2 (𝑔)
𝑛𝐻2 𝑂2 𝑛𝑂2
= ∴ 𝑛𝐻2 𝑂2 = 2. 𝑛𝑂2 = 2.0,5 = 1 𝑚𝑜𝑙
2 1
Agora, somos capazes de calcular a concentração molar.
𝑛 1
[𝐻2 𝑂2 (𝑎𝑞)] = = = 1 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑉 1
Uma solução ideal é aquela em que as interações intermoleculares soluto-solvente são muito
semelhantes às interações soluto-soluto e solvente-solvente. Para isso, é necessário que as moléculas do
soluto e do solvente sejam muito parecidas entre si.
Não existe uma solução completamente ideal, porém, algumas misturas que se aproximam
razoavelmente desse modelo. Como exemplo, podemos citar: benzeno e tolueno; água e etanol.
O volume de uma solução ideal é exatamente igual à soma do volume do soluto com o volume do
solvente separados. Além disso, não ocorre nenhum efeito térmico – liberação ou absorção de calor –
durante a dissolução.
Explicaremos agora o efeito da variação de volume em soluções não-ideias. Esse é um efeito pouco
comentado, mas que gostaria de abordar nesse material, a fim de que você esteja à frente de sua
AULA 07 – Soluções 15
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
concorrência. Tenho certeza de que uma questão sobre esse efeito traria bastantes dúvidas entre os
alunos.
Em regra, a dissolução de um soluto na água provoca redução do volume total. Foi o que
aconteceu na mistura em apreço.
Na preparação de água salgada, a produção de 1 L requer o uso de 40 gramas de sal marinho. Com
isso, obtém-se uma mistura de densidade igual a 1,025 g/cm³. A medida da densidade é a mais utilizada
por aquaristas marinhos para avaliar a concentração de sal no aquário.
Com isso, podemos calcular a massa de água que foi efetivamente utilizada na solução.
Primeiramente, calcularemos a massa de 1 litro da solução por meio da densidade.
𝑚 = 𝑑𝑉 = 1,025.1000 = 1025 𝑔
Em 1 litro da solução, temos a massa de 1025 g, dos quais já sabemos que 40 gramas se devem ao
sal.
𝑚á𝑔𝑢𝑎 = 𝑚𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 − 𝑚𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝑚á𝑔𝑢𝑎 = 1025 − 40 = 985 𝑔
A massa de água presente em 1 litro da solução é, portanto, igual a 985 g ou 0,985 kg. Por conta
disso, a molalidade real da solução é ligeiramente diferente da sua concentração molar.
CPF 01298997712
8.10−5
𝑊= = 8,1.10−5 𝑚𝑜𝑙𝑎𝑙
0,985
Para calcular e mostrar a existência dessa redução de volume, precisamos de dados sobre as
densidades da água pura e do sal puro, que são:
• Densidade da Água Pura: 1,00 g/cm³
• Densidade do Sal Puro: 2,16 g/cm³
Podemos obter uma expressão para o volume em função da massa e da densidade.
𝑚 𝑚 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎
𝑑= ∴𝑉= ∴𝑉=
𝑉 𝑑 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒
Com base nessa expressão, podemos calcular as massas
985
𝑉𝐻2 𝑂 = = 985 𝑚𝐿
1,00
40
𝑉𝑠𝑎𝑙 = = 18,5 𝑚𝐿
2,16
O volume total da água pura e do sal puro, antes da dissolução é, portanto:
𝑉𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠 = 985 + 18,5 = 1003,5 𝑚𝐿
Depois da dissolução, o volume passou a ser de 1000 mL, registrando-se, portanto, uma redução
de 3,5 mL de volume. Em termos percentuais, a redução de volume na produção de água salgada a partir
de sal marinho é de apenas 0,3%.
O efeito da redução de volume se deve ao fato de que as interações entre a água e o sal são mais
intensas do que as próprias interações soluto-soluto e solvente-solvente. O fato de que a mistura soluto-
AULA 07 – Soluções 16
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
solvente apresenta interações mais fortes não só possibilita a dissolução do soluto, mas também contribui
para que o volume total da solução seja menor que a soma dos volumes de seus componentes separados.
Com o conhecimento da densidade da solução, podemos também calcular a diferença entre o
título em ppm e a concentração em mg/L. A água de um aquário marinho tem densidade de cerca de
1,025 g/mL, o que representa um desvio de 2,5% em relação à água destilada.
Considerando essa informação, podemos calcular o valor real da concentração de 5 mg/L de
nitrato em ppm. Para isso, utilizamos a expressão da concentração comum.
𝑚1
𝐶=
𝑉
Em 1 litro de solução, temos:
𝑚1
5= ∴ 𝑚1 = 5.1 = 5 𝑚𝑔
1
A massa real da solução é igual ao produto do seu volume pela densidade.
𝑚 = 𝑑𝑉 = 1,025.1000 = 1025 𝑔 = 1,025.106 𝑚𝑔
Portanto, a concentração em ppm será:
5 5
𝑇= 6
. 106 = = 4,87 𝑝𝑝𝑚
1,025.10 1,025
Em algumas situações práticas, a diferença entre 5 ppm e 4,87 ppm pode ser irrelevante, como no
CPF 01298997712
caso do aquarismo marinho. Em outras situações, pode não ser, como no caso da fabricação de um
medicamento, em que as porções de cada substância devem ser controladas rigidamente.
Na Química, o uso de aproximações deve ser feita sempre com bastante atenção à necessidade de
precisão exigida pela aplicação.
AULA 07 – Soluções 17
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
A razão para essa igualdade é que o número de mols do soluto permanece constante durante a
diluição. Somente o solvente é adicionado. E o número de mols do soluto pode ser calculado como o
produto entre a concentração molar e o volume da solução.
𝑛𝑋 = [𝑋]0 𝑉0 = [𝑋]𝑓 𝑉𝑓
Suponha que temos 100 mL de uma solução aquosa de cloreto de sódio, cuja concentração inicial
é igual a 1 mol/L. O que aconteceria com a concentração da solução, se fosse acrescentado mais 400 mL
de solvente?
Nesse caso, note que o volume total da solução passou a 500 mL. Com base nisso, podemos usar
a lei da diluição.
1.0,100 = [𝑋]𝑓 . 0,500
1.0,100
∴ [𝑋]𝑓 = = 0,200 𝑚𝑜𝑙/𝐿
0,500
Observe que a mesma relação é válida para as concentrações em massa.
𝑪 𝟎 𝑽 𝟎 = 𝑪 𝒇 𝑽𝒇
Nesse caso, a explicação é que os produtos das concentrações em massa pelo volume da solução
são iguais à massa de soluto. Como, na diluição, a quantidade de soluto se mantém inalterada, concluímos
que os produtos da concentração da solução pelo seu volume permanece também constante.
𝑚𝑋 = [𝑋]0 𝑉0 = [𝑋]𝑓 𝑉𝑓
CPF 01298997712
Dessa forma, guarde em mente que, numa diluição, em que a quantidade de soluto não é alterada,
a concentração da solução é inversamente proporcional ao seu volume.
Comentários
Devemos nos lembrar que, para converter de concentração em massa para concentração molar,
devemos dividir pela massa molar.
a) Calculemos a massa molar do carbonato de sódio (Na2CO3).
𝑀𝑁𝑎2 𝐶𝑂3 = 2.23 + 1.12 + 3.16 = 106 𝑔/𝑚𝑜𝑙
AULA 07 – Soluções 18
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝐶 53.10−3 1
[𝑁𝑎2 𝐶𝑂3 ] = = = ⋅ 10−3 = 5.10−4 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑀 106 2
b) Calculemos a massa molar do dióxido de carbono (CO2).
𝑀𝐶𝑂2 = 1.12 + 2.16 = 44 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝐶 88.10−3
[𝐶𝑂2 ] = = = 2 ⋅ 10−3 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑀 44
c) Calculemos a massa molar do nitrato de potássio (KNO3).
𝑀𝐾𝑁𝑂3 = 1.39 + 1.14 + 3.16 = 101 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝐶 1
[𝐾𝑁𝑂3 ] = = ≅ 0,0099 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑀 101
d) Calculemos a massa molar do cloreto de sódio (NaCl).
𝑀𝑁𝑎𝐶𝑙 = 1.23 + 1.35,5 = 58,5 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝐶 11,7
[𝑁𝑎𝐶𝑙] = = = 0,2 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑀 58,5
Comentários
Para fazer a conversão de concentração molar em concentração de massa, basta multiplicar pela
massa molar.
a) Calculemos a massa molar do hidrogenocarbonato de sódio (NaHCO3).
𝑀𝑁𝑎𝐻𝐶𝑂3 = 1.23 + 1.1 + 1.12 + 3.16 = 84 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝐶 = [𝑁𝑎𝐻𝐶𝑂3 ]. 𝑀𝑁𝑎𝐻𝐶𝑂3 = 0,025.84 = 2,1 𝑔/𝐿
b) Calculemos a massa molar do nitrito de cálcio (Ca(NO2)2).
AULA 07 – Soluções 19
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
3.Titulação
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 20
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Esse fato é importante, porque as titulações são acompanhadas em laboratório pelo gráfico de pH
com o auxílio de indicadores ácido-base. Vejamos como funciona esse procedimento na prática.
AULA 07 – Soluções 21
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
3.2. Curva de PH
Um fato interessante das curvas de titulação é que elas inicialmente resistem à variação de pH,
que pouco varia quando é adicionada a solução titulante – a resistência é ainda maior quando o titulado
é um ácido ou base fraca.
Em um dado momento, o pH se rompe e varia bruscamente. Vejamos os vários casos possíveis.
Como as duas concentrações têm a mesma concentração o ponto de equivalência será quando o
volume de NaOH adicionado for igual ao volume do ácido, no caso, 1 L. No ponto de equivalência, o pH
será exatamente igual a 7.
AULA 07 – Soluções 22
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
CPF 01298997712
Depois do ponto de equivalência, a solução passa a ser ligeiramente alcalina, pois todo o ácido já
foi neutralizado.
Quando o volume da base adicionado for de 2 litros, podemos dizer que 1 litro da base já foi
neutralizado pelo ácido, portanto, sobrou o número de mols de OH– que pode ser calculado como:
𝑛𝑂𝐻 − = 1. 𝑉𝑁𝑎𝑂𝐻 . [𝑂𝐻 − ] = 1.1.0,1 = 0,1 𝑚𝑜𝑙
Utilizamos o volume de 1 litro, porque dos 2 litros que foram adicionados, 1 litro foi usado para
neutralizar completamente o HC presente na amostra e sobrou apenas o volume de 1 litro sem ser
neutralizado.
No entanto, a concentração de OH– final não será de 0,1 mol/L, porque houve o efeito da diluição.
Vejamos:
𝑛𝑂𝐻 − 0,1 0,1 0,1
[𝑂𝐻 − ] = = = =
𝑉 𝑉𝐻𝐶𝑙 + 𝑉𝑁𝑎𝑂𝐻 1 + 2 3
Podemos calcular o pOH da solução final.
0,1
𝑝𝑂𝐻 = − log([𝑂𝐻 − ]) = − log ( ) = log(3) − log(0,1) = 0,48 + 1 = 1,48
3
Usando a relação que o pH + pOH = 14, temos que:
𝑝𝐻 + 𝑝𝑂𝐻 = 14 ∴ 𝑝𝐻 = 14 − 𝑝𝑂𝐻 = 14 − 1,48 = 12,52
Devido à diluição, o pH da solução final será ligeiramente menor que o pH da solução titulante.
AULA 07 – Soluções 23
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Vale ressaltar que a curva de titulação para o caso de uma titulação de NaOH com uma solução de
HC seria semelhante. A única diferença é que o pH seria inicialmente alcalino e passaria a ser
progressivamente mais ácido.
CPF 01298997712
Figura 8: Curva de Titulação de uma Solução Aquosa de Hidróxido de Sódio (NaOH) com Ácido Clorídrico (HC)
Como o pH é uma escala logarítimica, o efeito da diluição se torna menos visível. Porém, podemos
enxergá-lo bem melhor, se analisarmos a condutividade da solução.
Inicialmente, como o ácido é forte, pode-se considerá-lo completamente dissociado. Sendo assim,
se a concentração do ácido é 0,1 mol/L, ele proverá 0,2 mol/L de partículas carregadas devido à sua
dissociação, que é considerada completa.
No início, quando se adiciona a base (NaOH), ocorre uma precipitação de íons. Considere a Tabela
Estequiométrica da reação em que consideramos o número de mols de íons até o ponto de equivalência.
AULA 07 – Soluções 24
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
AULA 07 – Soluções 25
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Figura 9: Variação da Condutividade durante a Titulação de uma Solução de Ácido Forte (HC) por uma Solução
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 26
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
CPF 01298997712
Figura 10: Curva de pH na titulação de Ácido Fraco (CH3COOH) por uma solução aquosa de Base Forte (NaOH)
No ponto de equivalência, a solução é alcalina, porque o sal formado é de ácido fraco e base forte.
O valor exato 9,2 somente pode ser calculado com as ferramentas que serão vistas em Equilíbrio Iônico.
Por hora, você precisa que esses valores lhe sejam fornecidos pela questão.
Durante a titulação, forma-se uma interessante região em torno de pH igual a 4,8 – em que se
verifica pH praticamente constante. Essa região é denominada tampão e será estudada também em
Equilíbrio Iônico. Trata-se de uma interessante região em que se obtém um sistema resistente a variações
de pH, muito importante para sistemas biológicos.
Uma solução 0,1 mol/L de ácido acético apresenta 0,1 mol/L de hidrogênios ionizáveis. Porém,
quando puro, a concentração de íons H+ é bem inferior [𝐻 + ] ≅ 1,4.10−3 𝑚𝑜𝑙/𝐿. Ou seja, nem todos os
hidrogênios ionizáveis do ácido realmente aparecem na forma de H+ em solução.
Porém, a quantidade de hidróxido de sódio necessária para titular uma solução de ácido forte
(HC) e uma solução de ácido fraco (CH3COOH) de mesma concentração é exatamente a mesma.
Isso acontece porque a reação de neutralização atinge todos os hidrogênios ionizáveis presentes
na solução de ácido fraco.
AULA 07 – Soluções 27
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
De forma análoga ao que acontece na titulação de ácido forte, uma vez passado o ponto de
equivalência, o pH da solução se aproxima do pH da solução titulante, no caso, NaOH 0,1 mol/L, que é
igual a 13.
O efeito da diluição também acontece, de modo que não se atinge o mesmo pH = 13, mas sim
ligeiramente inferior, pH = 12,5 como já havia sido calculado.
Em relação à condutividade, devemos notar que uma solução de ácido acético é pouco condutora.
[í𝑜𝑛𝑠]0 = 2.1,4.10−3 = 2,8.10−3 𝑚𝑜𝑙/𝐿
Quando a solução reage, ela forma o acetato de sódio, que é um sal, portanto, se encontra
completamente dissociado. Logo, a solução original que tem baixa condutividade dá lugar a uma solução
com maior concentração de íons.
Para o ponto de equivalência, podemos escrever.
Sendo assim, a concentração de íons no ponto de equivalência é bem maior que a concentração
inicial.
0,2 0,2 0,2 0,2
[í𝑜𝑛𝑠]𝑒𝑞 = = = = = 0,1 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑉 𝑉𝐻𝐶𝑙 + 𝑉𝑁𝑎𝑂𝐻 1 + 1 2
Depois do ponto de equivalência, a solução passa a se tornar cada vez mais concentrada em íons,
pois está sendo adicionada uma solução de hidróxido de sódio que tem uma concentração 0,2 mol/L em
íons.
A concentração final é igual à que foi calculada no caso da titulação de ácido forte e base forte.
[í𝑜𝑛𝑠]𝑓 = 0,13 𝑚𝑜𝑙/𝐿
AULA 07 – Soluções 28
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Figura 11: Comportamento da Condutividade em uma Solução de Ácido Fraco (CH3COOH) por uma Base Forte
(NaOH)
3.3. Indicadores de PH
CPF 01298997712
Os indicadores de pH (ou ácido-base) são substâncias que variam a sua coloração de acordo com
o pH do meio.
Um bom indicador ácido base tem uma faixa de viragem específica, que é uma faixa estreita de
pH em que ele troca rapidamente de cor.
Tabela 1: Faixa de Viragem de Diversos Indicadores de pH
Vamos entender a Tabela 1. O azul timol tem faixa de viragem entre pH 1,2 a 2,8. Isso significa que
para pH abaixo de 1,2, ele é vermelho, enquanto que, para pH acima de 2,8, ele é amarelo.
AULA 07 – Soluções 29
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Com uma boa gama de indicadores com faixas de viragens diferentes, é possível construir um
medidor de pH. Essa é a ideia da fita medidora de pH.
Por exemplo, se construirmos uma fita com esses cinco indicadores, podemos medir o pH de uma
solução qualquer de forma aproximada. Basta comparar o conjunto de cores obtido com o conjunto de
cores presentes na escala.
Suponha que tenhamos aferido o pH de uma solução desconhecida com a fita formada pelos cinco
indicadores e que tenhamos obtido o seguinte conjunto de cores.
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 30
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Em uma titulação, o indicador de pH será útil quando for capaz de apontar com cores diferentes o
momento em que ocorreu o ponto de equivalência.
Por exemplo, a fenolftaleína é muito utilizada na titulação de ácidos fortes por bases fortes, e vice-
versa.
CPF 01298997712
Figura 13: Cores da Fenolftaleína na Titulação de uma Solução de Base Forte (NaOH) por um Ácido Forte (HC)
AULA 07 – Soluções 31
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
CPF 01298997712
Figura 14: Cores do Vermelho de Metila na Titulação de uma Solução de Base Forte (NaOH) por um Ácido Forte
(HC)
O azul de bromofenol, por sua vez, não é o mais adequado para a titulação de uma solução de
ácido fraco com pH inicial igual a 5,0. Como esse pH já está acima da sua faixa de viragem, ele permanecerá
violeta durante toda a titulação.
AULA 07 – Soluções 32
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
CPF 01298997712
Figura 15: Exemplo de Titulação Mal Sucedida porque o Indicador não possui a faixa de viragem adequada
4. Propriedades Coligativas
Nesse capítulo, estudaremos os efeitos da adição de um soluto não-volátil sobre as propriedades
físicas do solvente.
É importante você conhecer esse conceito, porque, à exceção do Efeito Tonoscópico, todas as
expressões que mostraremos nesse capítulo são válidas somente para solutos não-voláteis.
Um soluto não-volátil idealmente é aquele que apresenta pressão de vapor nula. Porém, esse
modelo ideal de soluto não existe, tendo em vista que qualquer soluto apresenta pressão de vapor, ainda
que pequena.
De maneira geral, considera-se um soluto não-volátil aquele que apresenta pressão de vapor
menor que a do solvente.
Como a redução da pressão de vapor decreta o aumento da temperatura de ebulição, uma regra
que podemos utilizar é que os solutos não-voláteis são os que apresentam temperatura de ebulição
maior que a do solvente.
São exemplos de solutos não-voláteis comuns:
• O açúcar;
AULA 07 – Soluções 33
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
• Os compostos iônicos.
Por outro lado, alguns solutos voláteis bastante comuns são:
• Álcool etílico;
• Acetona
Tome muito cuidado com as questões que envolvem solutos voláteis, pois eles não exercem os
efeitos de modificar as temperaturas de fusão e ebulição do solvente.
𝑃𝑖 = (𝑃𝑖 )𝑝𝑢𝑟𝑜 . 𝑥𝑖
Essa expressão é conhecida como Lei de Raoult (lê-se “Raul”) e faz bastante sentido. Pensemos
em um exemplo concreto para facilitar o seu entendimento dela. A pressão de vapor da água pura a 25
CPF 01298997712
0% 100,00% 0 18 18
AULA 07 – Soluções 34
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
50% 50,00% 30 9 39
100% 0,00% 60 0 60
Vale lembrar que a Tabela 3 foi construída com base nas frações molares de etanol e de água.
Cuidado para não confundir com fração de volume ou de massa, que são mais utilizadas.
CPF 01298997712
Figura 16: Pressão de Vapor da Mistura e de cada componente em Função do Teor de Etanol
É interessante observar que a pressão de vapor da mistura água-etanol cresce com o etanol de
etanol. Isso acontece, porque o etanol é mais volátil que a água.
Porém, no caso de uma solução aquosa de um soluto não-volátil, o incremento do teor molar do
soluto provoca o abaixamento na pressão de vapor do solvente.
Podemos expressar esse abaixamento de duas formas: a pressão de vapor real do solvente será
proporcional à sua própria fração molar; ou o abaixamento da pressão de vapor do solvente é
proporcional à fração molar do soluto.
𝑃𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒 = 𝑃0 . 𝑥2
Δ𝑃 = 𝑃0 . 𝑥1
AULA 07 – Soluções 35
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Vamos estudar a pressão de vapor de uma mistura de água e açúcar, que pode ser considerado
um solvente não-volátil, cuja pressão de vapor é aproximadamente nula.
Tabela 4: Abaixamento na Pressão de Vapor da Água pela Adição de Açúcar
0% 100,00% 18
50% 50,00% 9
100% 0,00% 0
É interessante observar que a pressão parcial de vapor de água não depende do tipo de soluto que
nela está dissolvido, mas apenas de sua fração molar. Observe que o mesmo abaixamento registrado com
a dissolução de etanol (soluto volátil) foi registrado com a dissolução de açúcar (soluto não-volátil).
O único caso em que precisa ter cuidado é quando a dissolução envolve alterações na estrutura
do soluto, inclusive com alteração no número de partículas.
O caso mais conhecido é quando o soluto sofre dissociação iônica ou ionização em meio aquoso.
Por exemplo, a dissolução de cloreto de sódio em água libera os íons sódio (Na+) e cloreto (C –) em
solução.
𝐻2 𝑂
𝑁𝑎𝐶𝑙 (𝑠) → 𝑁𝑎 + (𝑎𝑞) + 𝐶𝑙 − (𝑎𝑞)
Sendo assim, cada fórmula de NaC, quando dissolvida em água, libera duas partículas.
Vamos exemplificar calculando a pressão de vapor da água do meu aquário, que, para fins de
cálculo, pode ser considerada como uma solução 40 g/L de cloreto de sódio em água.
Considerando essa solução a mais ideal possível, em 1 litro dessa solução, encontram-se 1000 g
de água. Precisamos calcular o número de mols do solvente, o que pode ser feito dividindo-se a massa
pela sua massa molar. Para isso, precisamos lembrar as massas dos elementos que compõem a água (H =
1 g/mol; O = 16 g/mol).
AULA 07 – Soluções 36
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
AULA 07 – Soluções 37
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
o congelamento do solvente.
Figura 18: Variação da Temperatura de Ebulição e Congelamento da Água após receber solutos não-voláteis
AULA 07 – Soluções 38
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Δ𝑇𝐸 = 𝐾𝑒 𝑊𝑖
𝛥𝑇𝐶 = 𝐾𝑐 𝑊𝑖
𝐻2 𝑂
𝐻𝐶𝑙 → 𝐻 + (𝑎𝑞) + 𝐶𝑙 − (𝑎𝑞)
Ao se dissolver 1 mol de HC, temos o seguinte.
𝑯𝑪𝒍 𝑯𝟐 𝑶
→ 𝑯+ (𝒂𝒒) + 𝑪𝒍− (𝒂𝒒) Total de Espécies Químicas
Dessa maneira, o fator de van’t Hoff é igual à razão entre o número de mols ao final da reação de
dissolução e o número de mols inicialmente dissolvidos.
2
𝑖=
=2
1
Portanto, os efeitos coligativos do HC devem ser multiplicados por dois.
Se, por acaso, for fornecido algum grau de dissociação, você precisará utilizar essa informação. Por
exemplo, suponha que o ácido acético (CH3COOH) possui grau de dissociação igual a 30%.
𝑪𝑯𝟑 𝑪𝑶𝑶𝑯 𝑯
→
𝟐𝑶 𝑯+ (𝒂𝒒) + 𝑪𝑯𝟑 𝑪𝑶𝑶− (𝒂𝒒) Total de Espécies Químicas
AULA 07 – Soluções 39
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Para o ácido acético, o fator de van’t Hoff é, portanto, igual à razão entre o número de mols de
partículas em solução ao final (1,3 mol) pelo número de mols inicialmente dissolvido (1 mol).
1,3
𝑖=
= 1,3
1
Podemos também estabelecer uma regra geral para ajudar a calcular o fator de van’t Hoff para
solutos que se dividem exclusivamente em duas com grau de ionização 𝛼.
𝑖 =1+𝛼
Outro caso que podemos comentar é quando ocorre uma reunião de partículas. Considere que a
dimerização do ácido benzoico em benzeno tenha um grau de dimerização de 60%.
𝑪𝟔 𝑯𝟓 𝑪𝑶𝑶𝑯 𝑯
→
𝟐𝑶 (𝑪𝟔 𝑯𝟓 𝑪𝑶𝑶𝑯)𝟐 Total de Espécies Químicas
Nesse caso, o fator de van’t Hoff calculado será menor que 1, refletindo que houve redução no
número de partículas dissolvidas.
0,7
𝑖= = 0,7
1
AULA 07 – Soluções 40
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
No processo de osmose, o solvente passa do meio mais hipotônico para o meio mais hipertônico.
A tendência natural da osmose é igualar as concentrações entre os dois meios.
Contudo a osmose pode ser evitada se for aplicada uma pressão sobre o lado mais hipertônico.
CPF 01298997712
𝜋 = 𝛥[𝑆𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜𝑠]𝑅𝑇
A pressão osmótica é a menor pressão necessária para impedir a osmose. Caso a pressão aplicada
seja superior, ocorrerá o fenômeno da osmose reversa.
A osmose reversa consiste na passagem do solvente do meio hipertônico para o meio hipotônico,
contrariando a sua tendência natural. Ela é um dos meios mais utilizados para a produção de água
destilada com altíssimo grau de pureza.
AULA 07 – Soluções 41
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
A osmose reversa é bastante utilizada para a produção de água destilada (nesse caso, denominada
água de RO, que significa reverse osmose) em escala de laboratório. Para isso, prefere-se utilizar a água já
com baixa concentração de sais para evitar que a membrana sature com facilidade.
CPF 01298997712
Embora a osmose mais conhecida ocorra através da membrana semipermeável, esse fenômeno
também pode acontecer por outros modos que permitam exclusivamente a passagem do solvente. Por
exemplo, por meio aéreo, quando se tem dois potes abertos.
A Figura 22 mostra um processo semelhante à osmose, que ocorre entre duas soluções de
concentrações de soluto diferentes.
AULA 07 – Soluções 42
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Os termos R e T na expressão da Pressão Osmótica serão mais bem estudados no Capítulo sobre
Gases. Porém, como eles já apareceram aqui nesse capítulo, você precisa entender um pouco sobre eles.
O coeficiente R é a Constante Universal dos Gases, cujo valor é:
É preciso ter bastante atenção para utilizar R nas unidades coerentes com o que se deseja calcular
a pressão osmótica. Se a pressão osmótica for pedida em atm, que é a unidade mais comum na Química,
utiliza-se o valor 0,082. Se ela for pedida nas unidades do SI (N/m²), deve-se utilizar o valor de 8,31.
Já T se refere à temperatura absoluta. Essa temperatura é usualmente medida na Escala Kelvin,
que pode ser obtida somando 273 à temperatura em graus Celsius.
𝑇 (𝐾) = 𝑇 (°𝐶) + 273
AULA 07 – Soluções 43
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Determine:
AULA 07 – Soluções 44
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
b) A pressão osmótica de uma solução 0,03 mol/L de uma solução aquosa de sacarose a 27°C.
c) A temperatura de ebulição de uma solução 2 mol/kg de uma solução aquosa de cloreto de sódio.
Dados de Massas Atômicas: KE = 1,86 °C.molal –1; R = 0,082 atm.L/(mol.K) = 8,31 J/(mol.K)
Comentários
a) Vamos aplicar a expressão para a temperatura de ebulição.
Δ𝑇𝐸 = 𝐾𝐸 . 𝑊. 𝑖
O cloreto de cálcio (CaCl2) se decompõe, liberando 3 íons.
𝐶𝑎𝐶𝑙2 (𝑎𝑞) → 𝐶𝑎2+ (𝑎𝑞) + 2 𝐶𝑙 − (𝑎𝑞)
Dessa forma, o fator de van’t Hoff para o sal é i = 3.
Δ𝑇𝐸 = 1,86.0,2.3 = 1,116 °𝐶
O fator calculado corresponde ao aumento da temperatura de ebulição em relação ao solvente
puro, que é igual a 100°C.
𝑇𝐸 = 100 + 1,116 = 101,116°𝐶
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 45
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Constante de Faraday (F) = 9,65 x 104 °C mol-1 = 9,65 x 104 A s mol-1 = 9,65 x 104 J V-1 mol-1
Constante dos gases (R) = 8,21 x 10-2 atm L K-1 mol-1 = 8,31 J K-1 mol-1 = 1,98 cal K-1 mol-1
DEFINIÇÕES
Presão: 1 atm = 760 mmHg = 1,01325 x 105 N m-2 = 760 Torr = 1,01325 bar
Energia: 1 J = 1 N m = 1 kg m2 s-2
Condições normais de temperatura e pressão (CNTP): 0°C e 760 mmHg
Condições ambientes: 25 °C e 1 atm
Condições padrão: 1 bar; concentração das soluções = 1 mol L-1 (rigorosamente: atividade unitária das
espécies); sólido com estrutura cristalina mais estável nas condições de pressão e temperatura em
questão
(s) = sólido. (l) = líquido. (g) = gás. (aq) = aquoso. (CM) = circuito metálico. (conc) = concentrado.
(ua) = unidades arbitrárias. [X] = concentração da espécie química em mol L-1
MASSAS MOLARES
H 1 1,01 Mn 25 54,94
AULA 07 – Soluções 46
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Li 3 6,94 Fe 26 55,85
C 6 12,01 Co 27 58,93
N 7 14,01 Cu 29 63,55
O 8 16,00 Zn 30 65,39
F 9 19,00 As 33 74,92
Ne 10 20,18 Br 35 79,90
Na 11 22,99 Mo 42 95,94
Mg 12 24,30 Sb 51 121,76
Al 13 26,98 I 53 126,90
Si 14 28,08 Ba 56 137,33
S 16 32,07 Pt 78 195,08
Cl 17 35,45 Au 79 196,97
CPF 01298997712
Ca 20 40,08 Hg 80 200,59
Sabendo-se que a solubilidade do cloreto de sódio em água é igual a 40 g/L, determine se as soluções formadas são
saturadas, insaturadas ou supersaturadas:
AULA 07 – Soluções 47
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Dados de Massas Atômicas: Na = 23 g/mol, K = 39 g/mol, C = 12 g/mol, N = 14 g/mol, O = 16 g/mol, C = 35,5 g/mol.
Dados de Massas Atômicas: Na = 23 g/mol, K = 39 g/mol, C = 12 g/mol, N = 14 g/mol, O = 16 g/mol, C = 35,5 g/mol, H = 1
g/mol, Ca = 40 g/mol, P = 31 g/mol.
Determine:
b) A pressão osmótica de uma solução 0,03 mol/L de uma solução aquosa de sacarose a 27°C.
c) A temperatura de ebulição de uma solução 2 mol/kg de uma solução aquosa de cloreto de sódio.
Dados de Massas Atômicas: KE = 1,86 °C.molal –1; R = 0,082 atm.L/(mol.K) = 8,31 J/(mol.K)
Prepara-se uma solução 0,300 M de HCl adicionando cerca de 1,50 M de HCl a um balão volumétrico de 500 mL e diluindo
até a marca com água deionizada. Qual volume de HCl 1,50 M deve ser adicionado?
a) 100 mL
b) 150 mL
c) 225 mL
d) 250 mL
O íon permanganato oxida o peróxido de hidrogênio em meio ácido de acordo com a seguinte equação:
AULA 07 – Soluções 48
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Se 35,0 mL de uma solução 0,150 M em KMnO4 é requerida para consumir todo o H2O2 em 50,00 mL de uma solução
desinfetante, qual é a concentração de peróxido de hidrogênio nesse desinfetante?
a) 0.0420 M
b) 0.105 M
c) 0.263 M
d) 0.368 M
Uma solução contendo 10 g de qual substância das listadas abaixo, dissolvida em 100 g de água, irá apresentar o maior
abaixamento do ponto de congelamento comparado com a água pura? ( Mg : 24.3 u , S: 32 u, O :16 U, Na : 23 u, H: 1 u)
Uma solução contendo 0,06 mol de NaOH dissolvidos em 200 g de água foi tratada com sucessivas alíquotas de uma
solução aquosa 6 M de HC em um balão volumétrico isolado e sua temperatura foi medida após a adição de cada
alíquota, gerando o gráfico abaixo:
O mesmo experimento foi repetido, utilizando 0,06 mol de NaOH e a solução aquosa 6,0 M de HC . Contudo, agora o
NaOH estava dissolvido em 400 g de água. Qual gráfico melhor representa as temperaturas obtidas nesse novo
experimento?
AULA 07 – Soluções 49
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
(A)
CPF 01298997712
(B)
(C)
AULA 07 – Soluções 50
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
(D)
É requerido que fazendas produtoras de leite bovino controlem a acidez do leite que está aguardando o processamento.
Essa acidez é resultante da conversão da lactose em ácido lático (ácido 2-hidroxipropanoico) por ação de microrganismos:
Um fazendeiro decidiu fazer um experimento para determinar a taxa de geração de ácido lático no leite armazenado:
retirou uma amostra de 50 cm3 de leite, cuja concentração de ácido lático é de 1,8 g/L, e, depois de três horas, utilizou 40
cm3 de uma solução 0,1 molar de NaOH para neutralizá-la.
CPF 01298997712
Conclui-se que a taxa média de produção de ácido lático por litro de leite é:
a) 0,25 mg/L.s
b) 0,33 mg/L.s
c) 0,50 mg/L.s
d) 0,67 mg/L.s
e) 1,00 mg/L.s
II. A criometria usa o abaixamento do ponto de congelamento do solvente para medir a massa molar do soluto.
III. Na ebuliometria, a variação da temperatura de ebulição depende da concentração molal de soluto não volátil utilizado.
IV. Na tonometria, ocorre abaixamento da pressão de vapor de uma solução que contém um soluto não volátil, em relação
ao solvente puro.
a) apenas I.
AULA 07 – Soluções 51
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
b) apenas I e III.
d) apenas II e IV.
e) todas.
Admita que uma solução aquosa 0,0400 molar de ácido tricloroacético congele a –0,1395 ºC. Considere, ainda, que a
constante de abaixamento do ponto de congelamento (Kc) da água seja 1,860 ºC.kg.mol–1 e que 1,00 L de solução contenha
1,00 kg de solvente. Calcule o grau de ionização ácido tricloroacético nessa solução.
A adição de certa massa de etanol em água diminui a temperatura de congelamento do solvente em 18,6 °C. Sabendo que
a constante crioscópica da água é de 1,86 °C·kg·mol–1, assinale a porcentagem em massa do etanol nesta mistura.
a) 10,0 %.
b) 18,6 %.
c) 25,0 %.
CPF 01298997712
d) 31,5 %.
e) 46,0 %.
A pressão de vapor da água pura é de 23,8 torr a 25°C. São dissolvidos 10,0 g de cloreto de sódio em 100,0 g de água pura a
25°C. Assinale a opção que indica o valor do abaixamento da pressão de vapor da solução, em torr.
a) 22,4
b) 11,2
c) 5,6
d) 2,8
e) 1,4
Considere duas soluções, X e Y, de um mesmo soluto genérico. A solução X tem 49% em massa do soluto, enquanto a
solução Y possui 8% em massa do mesmo soluto. Quer-se obter uma terceira solução, que tenha 20% em massa deste
soluto, a partir da mistura de um volume VX da solução X com um volume VY da solução Y. Considerando que todas as
soluções envolvidas exibem comportamento ideal, assinale a opção que apresenta a razão V X/VY CORRETA.
a) 12/29.
b) 29/12.
AULA 07 – Soluções 52
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
c) 19/12.
d) 12/19.
e) 8/49.
Assinale a opção que apresenta os instrumentos de medição de volume mais indicados para a realização de uma titulação.
a) Bureta e erlenmeyer
b) Proveta e erlenmeyer
d) Proveta e béquer
A solução aquosa 6% em massa de água oxigenada (H 2O2) é geralmente empregada como agente branqueador para
tecidos e cabelos. Pode-se afirmar que a concentração aproximada dessa solução aquosa, expressa em volumes, é
CPF 01298997712
a) 24.
b) 20.
c) 12.
d) 10.
e) 6.
Obs.: Considere o volume molar de gases nas CNTP é igual a 22,4 L/mol.
Os chamados “remédios homeopáticos” são produzidos seguindo a farmacotécnica homeopática, que se baseia em
diluições sequenciais de determinados compostos naturais. A dosagem utilizada desses produtos é da ordem de poucos
mL. Uma das técnicas de diluição homeopática é chamada de diluição centesimal (CH), ou seja, uma parte da solução é
diluída em 99 partes de solvente e a solução resultante é homogeneizada (ver esquema).
AULA 07 – Soluções 53
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Alguns desses produtos homeopáticos são produzidos com até 200 diluições centesimais sequenciais (200CH).
Considerando uma solução de partida de 100 mL com concentração 1 mol/L de princípio ativo, a partir de qual diluição
centesimal a solução passa a não ter, em média, nem mesmo uma molécula do princípio ativo?
Note e adote:
Fake News ou não? Hoje em dia, a disponibilidade de informações é muito grande, mas precisamos saber interpretá-las
corretamente. Um artigo na internet tem o seguinte título:
“Só para você ter ideia dos riscos, organizações internacionais de saúde indicam que a ingestão diária de sódio para cada
pessoa seja de 2,3 gramas. O glutamato é composto por 21% de sódio e, com certeza, não será o único tempero a ser
acrescentado ao seu almoço ou jantar. Além disso, o realçador (glutamato) só conta um terço do nutriente que é
encontrado no sal de cozinha.”
Dados de massas molares em g·mol-1: sódio = 23, cloreto = 35,5, glutamato monossódico = 169.
Para tornar a argumentação do artigo mais consistente do ponto de vista químico, você sugeriria a seguinte reescrita dos
trechos destacados:
a) “A porcentagem em massa de sódio no realçador (glutamato) é de 13,6%.”; “Por outro lado, o realçador só conta com
cerca de um terço do nutriente que é encontrado no sal de cozinha.”.
b) “A porcentagem em massa de sódio no realçador (glutamato) é de 39,3%.”; “Além disso, o realçador contém cerca de
três vezes mais nutriente do que o encontrado no sal de cozinha.”.
c) “A porcentagem em massa de sódio no realçador (glutamato) é de 11,2%.”; “Por outro lado, o realçador conta com cerca
de um terço do nutriente que é encontrado no sal de cozinha.”.
d) “A porcentagem em massa de sódio no realçador (glutamato) é de 21,0%.”; “Além disso, o realçador contém cerca de
três vezes mais nutriente do que o encontrado no sal de cozinha.”.
AULA 07 – Soluções 54
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Um comprimido efervescente contendo 1 g de vitamina C foi dissolvido em água, de modo a obter-se 200 mL de solução. A
concentração de ácido ascórbico na solução obtida é, aproximadamente,
a) 0,01 mol/L.
b) 0,05 mol/L.
c) 0,1 mol/L.
d) 0,2 mol/L.
e) 0,03 mol/L.
A água é o principal fator para a instalação de uma truticultura. Para a truta arco-íris, entre as principais características da
CPF 01298997712
água, estão:
1. Temperatura: os valores compreendidos entre 10 °C e 20 °C são indicados para o cultivo, sendo 0 °C e 25 °C os limites de
sobrevivência.
2. Teor de oxigênio dissolvido (OD): o teor de OD na água deve ser o de saturação. A solubilidade do oxigênio na água varia
com a temperatura e a pressão atmosférica, conforme a tabela.
a) O que acontece com o teor de OD em uma dada estação de truticultura à medida que a temperatura da água aumenta?
Mantida a temperatura constante, o que acontece com o teor de OD à medida que a altitude em que as trutas são criadas
aumenta?
b) A constante da lei de Henry (KH) para o equilíbrio da solubilidade do oxigênio em água é dada pela expressão KH = [O2
(aq)]/PO2, em que [O2 (aq)] corresponde à concentração de oxigênio na água, em mol/L, e P O2 é a pressão parcial de
oxigênio no ar atmosférico, em atm. Sabendo que a participação em volume de oxigênio no ar atmosférico é 21%, calcule
o valor da constante KH, a 16 ºC e pressão de 1 atm.
AULA 07 – Soluções 55
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
De acordo com o Relatório Anual de 2016 da Qualidade da Água, publicado pela Sabesp, a concentração de cloro na água
potável da rede de distribuição deve estar entre 0,2 mg/L, limite mínimo, e 5,0 mg/L, limite máximo. Considerando que a
densidade da água potável seja igual à da água pura, calcula-se que o valor médio desses limites, expresso em partes por
milhão, seja
a) 5,2 ppm.
b) 18 ppm.
c) 2,6 ppm.
d) 26 ppm.
e) 1,8 ppm.
Para investigar o efeito de diferentes poluentes na acidez da chuva ácida, foram realizados dois experimentos com os
óxidos SO3 (g) e NO2 (g). No primeiro experimento, foram coletados 45 mL de SO3 em um frasco contendo água, que foi em
seguida fechado e agitado, até que todo o óxido tivesse reagido. No segundo experimento, o mesmo procedimento foi
realizado para o NO2. Em seguida, a solução resultante em cada um dos experimentos foi titulada com NaOH (aq) 0,1
mol/L, até sua neutralização.
As reações desses óxidos com água são representadas pelas equações químicas balanceadas:
CPF 01298997712
a) Determine o volume de NaOH (aq) utilizado na titulação do produto da reação entre SO 3 e água. Mostre os cálculos.
b) Esse volume é menor, maior ou igual ao utilizado no experimento com NO 2 (g)? Justifique.
c) Uma das reações descritas é de oxidorredução. Identifique qual é essa reação e preencha a tabela abaixo, indicando os
reagentes e produtos das semirreações de oxidação e de redução.
Note e adote:
Considere os gases como ideais e que a água contida nos frascos foi suficiente para a reação total com os óxidos.
Volume de 1 mol de gás: 22,5 L, nas condições em que os experimentos foram realizados.
Bebidas gaseificadas apresentam o inconveniente de perderem a graça depois de abertas. A pressão do CO 2 no interior de
uma garrafa de refrigerante, antes de ser aberta, gira em torno de 3,5 atm, e é sabido que, depois de aberta, ele não
apresenta as mesmas características iniciais. Considere uma garrafa de refrigerante de 2 litros, sendo aberta e fechada a
AULA 07 – Soluções 56
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
cada 4 horas, retirando-se de seu interior 250 mL de refrigerante de cada vez. Nessas condições, pode-se afirmar
corretamente que, dos gráficos a seguir, o que mais se aproxima do comportamento da pressão dentro da garrafa, em
função do tempo é o
a)
b)
CPF 01298997712
c)
d)
É muito comum o uso de expressões no diminutivo para tentar “diminuir” a quantidade de algo prejudicial à saúde. Se
uma pessoa diz que ingeriu 10 latinhas de cerveja (330 mL cada) e se compara a outra que ingeriu 6 doses de cachacinha
(50 mL cada), pode-se afirmar corretamente que, apesar de em ambas as situações haver danos à saúde, a pessoa que
apresenta maior quantidade de álcool no organismo foi a que ingeriu
AULA 07 – Soluções 57
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
b) as cachacinhas, porque a relação entre o teor alcoólico e o volume ingerido é maior neste caso.
c) as latinhas de cerveja, porque o produto entre o teor alcoólico e o volume ingerido é maior neste caso.
Dados:
Considere uma solução saturada do sal MX que é pouco solúvel em água destilada a 25 °C. Seja y a condutância da água
destilada é (y + 2,0.10-7) ohm-1 cm-1 a condutância da solução. Sabendo que as condutividades iônicas molares dos íons M +
e X– são, respectivamente, 60 ohm-1cm² mol-1 e 40 ohm-1cm² mol-1, determine a solubilidade do MX em água em mol dm -3.
Nas condições ambientes, 0,500g de um resíduo sólido foi dissolvido completamente em aproximadamente 13 mL de uma
mistura dos ácidos nítrico e fluorídrico (HNO3 : HF = 10 : 3). A solução aquosa ácida obtida foi quantitativamente
transferida para um balão volumétrico com capacidade de 250 mL e o volume do balão completado com água
desmineralizada. A análise quantitativa dos íons de ferro na solução do balão revelou que a quantidade de ferro nesta
solução era igual a 40,0 mgL–1. Respeitando o número de algarismos significativos, determine a quantidade de ferro (em %
CPF 01298997712
em massa) presente no resíduo sólido. Mostre o raciocínio e os cálculos realizados para chegar à sua resposta.
A pressão de vapor de uma solução ideal contendo um soluto não-volátil dissolvido é diretamente proporcional à
A solução aquosa 6% em massa de água oxigenada (H 2O2) é geralmente empregada como agente branqueador para
tecidos e cabelos. Pode-se afirmar que a concentração aproximada dessa solução aquosa, expressa em volumes, é
a) 24.
b) 20.
c) 12.
d) 10.
AULA 07 – Soluções 58
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
e) 6.
Obs.: Considere o volume molar de gases nas CNTP é igual a 22,4 L/mol.
A 25 °C, as massas específicas do etanol e da água, ambos puros, são 0,8 g cm –3 e 1,0 g cm–3, respectivamente. Adicionando
72 g de água pura a 928 g de etanol puro, obteve-se uma solução com 1208 cm3 de volume.
Assinale a opção que expressa a concentração desta solução em graus Gay-Lussac (°GL).
a) 98
b) 96
c) 94
d) 93
e) 72
Considere uma solução de um soluto X em um solvente Y. A soma dos títulos do soluto e do solvente em número de mols,
em massa e em volume devem ser necessariamente iguais a 100%? Justifique a sua resposta.
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 59
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
6. Gabarito
Prepara-se uma solução 0,300 M de HCl adicionando cerca de 1,50 M de HCl a um balão volumétrico de
500 mL e diluindo até a marca com água deionizada. Qual volume de HCl 1,50 M deve ser adicionado?
a) 100 mL
b) 150 mL
c) 225 mL
d) 250 mL
AULA 07 – Soluções 60
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Comentários
A solução de 0,300 M de HCl será preparada no balão volumétrico de 500 mL conforme o
enunciado. Portanto, o número de mol de HCl da solução final será dado por: 𝑛 = 𝑀. 𝑉
Sabendo que M = 0,300 mol/L e que V = 500 mL = 0,5 L, vem:
𝑛 = 0,300.0,5 = 0,15 𝑚𝑜𝑙
De posse desse dado, podemos abordar o outro lado da questão. Para isso, perceba que em uma
diluição, a concentração e o volume da solução podem variar, porém a quantidade do soluto (número de
mol) permanecerá constante. Em outras palavras, na solução de 1,5 M de HC, haverá 0,15 mol de HC.
𝑛 = 𝑀. 𝑉
0,15
0,15 = 1,5𝑉 ∴ 𝑉 = = 0,1 𝐿 = 100 𝑚𝐿
1,5
Gabarito: A
O íon permanganato oxida o peróxido de hidrogênio em meio ácido de acordo com a seguinte equação:
Se 35,0 mL de uma solução 0,150 M em KMnO4 é requerida para consumir todo o H2O2 em 50,00 mL de
uma solução desinfetante, qual é a concentração de peróxido de hidrogênio nesse desinfetante?
a) 0.0420 M
b) 0.105 M
c) 0.263 M
d) 0.368 M
Comentários:
Antes da resolução em si, é válido ressaltar que a reação do Permanganato de potássio atuando
como agente oxidante e meio ácido é uma das mais famosas reações REDOX da química, produzindo o
íon Mn2+ de coloração rósea pouco intensa. Nessa questão, temos:
35 𝑚𝐿 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑔𝑎𝑛𝑎𝑡𝑜 → 3,5𝑥10 − 2 𝐿 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜.
𝑛1
Como a solução é 0,15 M, lembremos que : 𝑚 = , onde “m” é a molaridade da solução, “n1”
𝑉
o número de mols do soluto e “v” o volume da solução. Daí,
𝑛1 = 𝑚 ⋅ 𝑉
∴ 𝑛1 = 0,15 ⋅ 3,5 ⋅ 10−2 → 𝑛1 = 5,25. 10−3 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑔𝑎𝑛𝑎𝑡𝑜.
Logo, da equação estequiométrica:
2 𝑀𝑛𝑂4− (𝑎𝑞) + 5 𝐻2 𝑂2 (𝑎𝑞) + 6 𝐻 + (𝑎𝑞) → 2 𝑀𝑛2+ (𝑎𝑞) + 5 𝑂2 (𝑔) + 8 𝐻2 𝑂 (𝑙)
AULA 07 – Soluções 61
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
MnO4- H2O2
2 5
5,25 x 10-3 n
2𝑛 = 5,25 . 10−3 ⋅ 5
2𝑛 = 0,02625
0,02625
∴𝑛= ≈ 1,3 𝑥 10−2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟ó𝑥𝑖𝑑𝑜.
2
Como a solução consumida de peróxido tinha um volume de 50mL (5x10 -2 L), vem:
𝑛1 1,3𝑥10−2
𝑚= →𝑚= → m = 0,26 mol/L
𝑉 5𝑥 10−2
Gabarito: C
Uma solução contendo 10 g de qual substância das listadas abaixo, dissolvida em 100 g de água, irá
CPF 01298997712
apresentar o maior abaixamento do ponto de congelamento comparado com a água pura? ( Mg : 24.3 u ,
S: 32 u, O :16 U, Na : 23 u, H: 1 u)
Comentários:
O abaixamento do ponto de congelamento de uma solução perante o acréscimo de soluto não
volátil tem a ver com o estudo das propriedades coligativas. É válido ressaltar que as propriedades
coligativas são propriedades que tem sua intensidade manifestada de acordo apenas com a concentração
de partículas do soluto e não com sua natureza.
Primeiramente, calcularemos as massas molares das substâncias.
𝑀𝑀𝑔𝑆𝑂4 = 1.24,3 + 1.32 + 4.16 = 120,3 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝑀𝑁𝑎2 𝑆𝑂3 = 2.23 + 1.32 + 3.16 = 158 𝑔/𝑚𝑜𝑙
Agora, podemos calcular o número de mols do soluto presentes em solução:
𝑚𝑀𝑔𝑆𝑂4 10
𝑛𝑀𝑔𝑆𝑂4 = = ≅ 8,3.10−2 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑀𝑔𝑆𝑂4
𝑀𝑀𝑔𝑆𝑂4 120,3
AULA 07 – Soluções 62
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑚𝑁𝑎2 𝑆2 𝑂3 10
𝑛𝑁𝑎2𝑆2 𝑂3 = = ≅ 6,3.10−2 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑁𝑎2 𝑆2 𝑂3
𝑀𝑁𝑎2 𝑆2𝑂3 158
Uma solução contendo 0,06 mol de NaOH dissolvidos em 200 g de água foi tratada com sucessivas
alíquotas de uma solução aquosa 6 M de HC em um balão volumétrico isolado e sua temperatura foi
medida após a adição de cada alíquota, gerando o gráfico abaixo:
AULA 07 – Soluções 63
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
O mesmo experimento foi repetido, utilizando 0,06 mol de NaOH e a solução aquosa 6,0 M de HC .
Contudo, agora o NaOH estava dissolvido em 400 g de água. Qual gráfico melhor representa as
temperaturas obtidas nesse novo experimento?
CPF 01298997712
(A)
(B)
AULA 07 – Soluções 64
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
(C)
CPF 01298997712
(D)
Comentários
Os aspectos relevantes para a visualização do novo gráfico passam por entender que ocorrerá uma
reação de neutralização:
𝑁𝑎𝑂𝐻 (𝑎𝑞) + 𝐻𝐶𝑙(𝑎𝑞) → 𝑁𝑎𝐶𝑙(𝑎𝑞) + 𝐻2 𝑂 (𝑙)
Essa reação é conhecidamente exotérmica (como a maioria das neutralizações). Daí, vem a
observação do aumento de temperatura. Além disso, ao diluir a mesma quantidade de NaOH no dobro
de quantidade de água do que existia inicialmente estamos, na verdade, dividindo a concentração da
solução básica por 2.
Contudo, como o número de mols é o mesmo e o NaOH é o reagente limitante, o volume de
HC fornecido para a neutralização completa será o mesmo nos dois experimentos.
Ainda, a região do gráfico onde a temperatura permanece constante é a região imediatamente
após o ponto de equivalência, visto que não há mais reação química.
Por fim, como há o dobro de massa de água para ser aquecida no segundo experimento, e o calor,
advindo da reação química, será o mesmo, a variação de temperatura final no experimento será a anterior
dividida por 2 , já que o calor sensível é proporcional a massa da substancia ( Q = m x c x ∆T). Do gráfico:
Δ𝑇𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 ≅ 3,2 °𝐶
AULA 07 – Soluções 65
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Δ𝑇𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 ≅ 1,6 °𝐶
𝑇𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 ≅ 24 °𝐶
Logo, o gráfico correto é o do item “B”.
Gabarito: B
É requerido que fazendas produtoras de leite bovino controlem a acidez do leite que está aguardando o
processamento. Essa acidez é resultante da conversão da lactose em ácido lático (ácido 2-
hidroxipropanoico) por ação de microrganismos:
Um fazendeiro decidiu fazer um experimento para determinar a taxa de geração de ácido lático no leite
armazenado: retirou uma amostra de 50 cm3 de leite, cuja concentração de ácido lático é de 1,8 g/L, e,
depois de três horas, utilizou 40 cm3 de uma solução 0,1 molar de NaOH para neutralizá-la.
CPF 01298997712
Conclui-se que a taxa média de produção de ácido lático por litro de leite é:
a) 0,25 mg/L.s
b) 0,33 mg/L.s
c) 0,50 mg/L.s
d) 0,67 mg/L.s
e) 1,00 mg/L.s
Comentários
O ácido láctico é um monoácido, como podemos evidenciar na sua estrutura.
AULA 07 – Soluções 66
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Sendo assim, a neutralização ocorre na proporção 1:1, já que o hidróxido de sódio (NaOH) é
também uma monobase.
Dessa maneira, podemos calcular a quantidade de mols de ácido lático presentes na solução ao
final das três horas.
𝑛𝐻 + = 𝑛𝑂𝐻 −
1. [𝑙á𝑡𝑖𝑐𝑜]. 𝑉𝑙á𝑡𝑖𝑐𝑜 = 1. [𝑁𝑎𝑂𝐻]. 𝑉𝑁𝑎𝑂𝐻
1. [𝑙á𝑡𝑖𝑐𝑜]. 50 = 1.0,1.40
0,1.40 4
∴ [𝑙á𝑡𝑖𝑐𝑜] = = = 0,08 𝑚𝑜𝑙/𝐿
50 50
Podemos converter a concentração de mol/L para g/L como pedido pelo enunciado aplicando a
massa molar.
𝑀𝑙á𝑡𝑖𝑐𝑜 = 3.12 + 6.1 + 3.16 = 36 + 6 + 48 = 90 𝑔/𝑚𝑜𝑙
Basta, portanto, multiplicar.
𝐶𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 0,08.90 = 7,2 𝑔/𝐿
Sendo assim, no período de 3 horas, a quantidade de ácido lático produzida pela amostra de 50
mL leite foi:
Δ𝐶 = 𝐶𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 − 𝐶𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 = 7,2 − 1,8 = 5,4 𝑔/𝐿
CPF 01298997712
Essa concentração foi produzida em 3 horas. Portanto, a velocidade de produção pode ser
calculada dividindo-se a concentração produzida pelo tempo. Como foi pedido o tempo em segundos, é
útil lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que cada minuto tem 60 segundos. Portanto, 1 hora é
equivalente a 60x60 = 3600 segundos.
Δ𝐶 5,4 𝑔/𝐿 5,4 𝑔/𝐿 5,4 1,8
𝑣= = = = =
Δ𝑡 3ℎ 3. 3600 𝑠 3.3600 3600
1,8 1 1
𝑣= = = . 10−3 = 0,5.10−3 𝑔/𝐿. 𝑠 = 0,5 𝑚𝑔/𝐿. 𝑠
3600 2000 2
Gabarito: C
II. A criometria usa o abaixamento do ponto de congelamento do solvente para medir a massa molar do
soluto.
III. Na ebuliometria, a variação da temperatura de ebulição depende da concentração molal de soluto não
volátil utilizado.
AULA 07 – Soluções 67
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
IV. Na tonometria, ocorre abaixamento da pressão de vapor de uma solução que contém um soluto não
volátil, em relação ao solvente puro.
a) apenas I.
b) apenas I e III.
d) apenas II e IV.
e) todas.
Comentários
Vamos analisar as proposições individualmente.
I – É muito interessante notar que a pressão osmótica é expressa unicamente em função da
CPF 01298997712
Gabarito: C
Admita que uma solução aquosa 0,0400 molar de ácido tricloroacético congele a –0,1395 ºC. Considere,
ainda, que a constante de abaixamento do ponto de congelamento (Kc) da água seja 1,860 ºC.kg.mol–1 e
que 1,00 L de solução contenha 1,00 kg de solvente. Calcule o grau de ionização ácido tricloroacético
nessa solução.
AULA 07 – Soluções 68
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Comentários
A temperatura de congelamento pode ser calculada a partir da equação do efeito crioscópico. A
suposição de que 1,00 L de solução contenha 1,00 kg de solvente implica que a molaridade seja igual à
molalidade.
Δ𝑇𝐶 = 𝐾𝐶 . 𝑊. 𝑖
0,1395 = 1,86.0,04. 𝑖
0,1395
∴𝑖= = 1,875
1,86.0,04
Já vimos que o fator de van’t Hoff pode ser expresso diretamente em função do grau de ionização.
𝑖 =1+𝛼
∴ 𝛼 = 𝑖 − 1 = 1,875 − 1 = 0,875 = 87,5%
Caso você não se lembrasse dessa relação, o fator de van’t Hoff é expresso como a razão entre o
número de partículas produzidas ao final da dissolução e o número de moléculas do soluto inicialmente
dissolvidas.
O ácido tricloroacético se ioniza, pois é um monoácido moderado.
𝐶𝐶𝑙3 𝐶𝑂𝑂𝐻 → 𝐶𝐶𝑙3 𝐶𝑂𝑂− (𝑎𝑞) + 𝐻 + (𝑎𝑞)
CPF 01298997712
Início 1 0 0
Reage/forma 𝛼 𝛼 𝛼
Final 1−𝛼 𝛼 𝛼
A adição de certa massa de etanol em água diminui a temperatura de congelamento do solvente em 18,6
°C. Sabendo que a constante crioscópica da água é de 1,86 °C·kg·mol–1, assinale a porcentagem em massa
do etanol nesta mistura.
AULA 07 – Soluções 69
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
a) 10,0 %.
b) 18,6 %.
c) 25,0 %.
d) 31,5 %.
e) 46,0 %.
Comentários
O aluno atento pode questionar se seria possível aplicar o Efeito Crioscópico ao etanol, que é um
soluto volátil. Em primeiro lugar, além de não brigar com o enunciado – muito importante, pois você
sempre será perdendo. Se dá para resolver a questão com as equações que você conhece, vá lá e resolva.
Além disso, nas proximidades da temperatura de congelamento da água, a pressão de vapor do
etanol é muito baixa, portanto, ele poderia sim ser considerado um soluto não volátil. O efeito da sua
volatilidade seria bem mais sentido no caso da ebulição da mistura.
Outro fato interessante é que o ponto de fusão do etanol é de -114,3 °C, muito mais baixa do que
a temperatura de congelamento da água. Por isso, nas proximidades da fusão da mistura, o etanol
permanece dissolvido no estado líquido, não havendo nenhum movimento de congelamento do próprio
soluto que pudesse influenciar nas suas propriedades coligativas.
CPF 01298997712
O etanol é um soluto que não se dissocia, portanto, o seu fator de van’t Hoff é igual a 1. Sendo
assim, o efeito crioscópico pode ser calculado diretamente pela concentração molal.
Δ𝑇 = 𝐾𝐶 . 𝑊. 𝑖
18,6
18,6 = 1,86. 𝑊. 1 ∴ 𝑊 = = 10 𝑚𝑜𝑙/𝑘𝑔
1,86
Essa concentração molal significa que, para cada 1 kg de solvente, encontram-se 10 mol do soluto.
A massa correspondente de soluto pode ser calculada pelo produto do seu número de mols pela massa
molar.
𝑀𝐶2 𝐻6 𝑂 = 2.12 + 6.1 + 1.16 = 24 + 6 + 16 = 46 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝑚1 = 𝑛𝐶2𝐻6 𝑂 . 𝑀𝐶2𝐻6 𝑂 = 10.46 = 460 𝑔
Sendo assim, para cada 1 kg de solvente, encontram-se 460 g de soluto. Dessa forma, o título em
massa do etanol é dado por:
𝑚1 460 460
𝜏= = = ≅ 0,315 = 31,5%
𝑚1 + 𝑚2 1000 + 460 1460
Gabarito: D
AULA 07 – Soluções 70
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
A pressão de vapor da água pura é de 23,8 torr a 25°C. São dissolvidos 10,0 g de cloreto de sódio em 100,0
g de água pura a 25°C. Assinale a opção que indica o valor do abaixamento da pressão de vapor da solução,
em torr.
a) 22,4
b) 11,2
c) 5,6
d) 2,8
e) 1,4
Comentários
De acordo com a Lei de Raoult, o abaixamento relativo da pressão de vapor do solvente é igual à
fração molar do soluto.
Δ𝑃
= 𝑥1
𝑃0
CPF 01298997712
A fração molar do soluto deve ser obtida a partir dos números de mols do soluto e do solvente,
que podem ser calculados dividindo-se a massa informada pela massa molar.
𝑀𝑁𝑎𝐶𝑙 = 1.23 + 1.35,5 = 58,5 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝑚𝑁𝑎𝐶𝑙 10
𝑛𝑁𝑎𝐶𝑙 = = = 0,17 𝑚𝑜𝑙
𝑀𝑁𝑎𝐶𝑙 58,5
É importante, observar, no entanto, que o cloreto de sódio se dissocia completamente em água
liberando dois íons Na+ e Cl– para cada fórmula dissolvida. Sendo assim, o número de íons dissolvidos é
igual ao dobro.
𝑛1 = 2.0,17 = 0,34 𝑚𝑜𝑙
Façamos o mesmo procedimento para calcular o número de mols de água.
𝑀𝐻2 𝑂 = 2.1 + 1.16 = 18 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝑚𝐻2 𝑂 100
𝑛2 = 𝑛𝐻2 𝑂 = = = 5,56 𝑚𝑜𝑙
𝑀𝐻2 𝑂 18
De posse dos números de mols do soluto e do solvente, podemos calcular a fração molar desejada
do soluto.
𝑛1 0,34 0,34 3,4
𝑥1 = = = =
𝑛1 + 𝑛2 0,34 + 5,56 5,90 59
Não vamos nos precipitar em fazer essa conta, pois sabemos que é muito comum que os
enunciados deem números trabalhados, de modo a conseguir cortar. Voltando à expressão da Lei de
Raoult.
AULA 07 – Soluções 71
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Δ𝑃 3,4
= 𝑥1 ∴ Δ𝑃 = 𝑃0 . 𝑥1 = 23,8. = 0,4.3,4 = 1,37 ≅ 1,4
𝑃0 59
Gabarito: E
Considere duas soluções, X e Y, de um mesmo soluto genérico. A solução X tem 49% em massa do soluto,
enquanto a solução Y possui 8% em massa do mesmo soluto. Quer-se obter uma terceira solução, que
tenha 20% em massa deste soluto, a partir da mistura de um volume VX da solução X com um volume VY
da solução Y. Considerando que todas as soluções envolvidas exibem comportamento ideal, assinale a
opção que apresenta a razão VX/VY CORRETA.
a) 12/29.
b) 29/12.
c) 19/12.
CPF 01298997712
d) 12/19.
e) 8/49.
Comentários
Utilizaremos os índices 1 para o soluto, 2 para o solvente e sem índice para a solução. A solução X
tem 49% em massa do soluto e a solução Y tem 8% em massa do soluto. Portanto, podemos dizer que:
𝑚1𝑋 = 0,49. 𝑚 𝑋
𝑚1𝑌 = 0,08. 𝑚𝑌
A massa de soluto na solução final é a soma.
𝑚1 = 𝑚1𝑋 + 𝑚1𝑌
𝑚1 = 0,49. 𝑚 𝑋 + 0,08. 𝑚𝑌
A concentração do soluto na terceira solução é 20% em massa. A massa da terceira solução é igual
à soma das massas das duas primeiras, portanto, podemos escrever que:
𝑚1 = 0,20. 𝑚3 = 0,20. (𝑚 𝑋 + 𝑚𝑌 )
Igualando as duas equações, temos:
0,20. (𝑚 𝑋 + 𝑚𝑌 ) = 0,49. 𝑚 𝑋 + 0,08. 𝑚𝑌
Supondo que as densidades das soluções X e Y sejam iguais, podemos dividir pela densidade.
AULA 07 – Soluções 72
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑚 𝑋 𝑚𝑌 𝑚𝑋 𝑚𝑌
0,20. ( + ) = 0,49. + 0,08.
𝑑 𝑑 𝑑 𝑑
A razão da massa pela densidade é igual ao volume das soluções.
0,20. (𝑉𝑋 + 𝑉𝑌 ) = 0,49. 𝑉𝑋 + 0,08. 𝑉𝑌
Como queremos a razão VX/VY, podemos dividir a equação por VY.
𝑉𝑋 𝑉𝑌 𝑉𝑋 𝑉𝑌
0,20. ( + ) = 0,49. + 0,08.
𝑉𝑌 𝑉𝑌 𝑉𝑌 𝑉𝑌
Vamos chamar de r a razão pedida. Ou seja, r = VX/VY.
0,20. (𝑟 + 1) = 0,49. 𝑟 + 0,08
Agora, basta fazer as contas.
0,20. 𝑟 + 0,20 = 0,49. 𝑟 + 0,08
0,20 − 0,08 = 0,49. 𝑟 − 0,20. 𝑟
0,12 = 0,29. 𝑟
0,12 12
∴𝑟= =
0,29 29
CPF 01298997712
Gabarito: A
Assinale a opção que apresenta os instrumentos de medição de volume mais indicados para a realização
de uma titulação.
a) Bureta e erlenmeyer
b) Proveta e erlenmeyer
Comentários
Suponha que desejamos titular uma amostra de 10 mL de solução de ácido acético com uma
solução 0,1 mol/L de hidróxido de sódio (NaOH). Como não sabemos a concentração da solução de ácido
acético, precisamos de instrumentos de medição de volume graduados, porque não sabemos prevíamos
quantos mL de solução de hidróxido de sódio serão utilizados.
AULA 07 – Soluções 73
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
É até possível utilizar uma pipeta, porém, não pode ser a volumétrica, mas sim a pipeta graduada.
A proveta também não pode ser utilizada, porque ela não é graduada. Com isso, eliminamos as letras de
B a E.
Podemos utilizar sim a bureta. O Erlenmeyer sempre poder ser utilizado para processar a reação,
pois é bastante útil para misturar os reagentes. Para a medição de volume, é necessário que seja um
Erlenmeyer graduado. Vale notar que nem todos são, mas é bastante comum encontrar graduação nesse
tipo de instrumento.
Gabarito: A
A solução aquosa 6% em massa de água oxigenada (H2O2) é geralmente empregada como agente
branqueador para tecidos e cabelos. Pode-se afirmar que a concentração aproximada dessa solução
aquosa, expressa em volumes, é
a) 24.
CPF 01298997712
b) 20.
c) 12.
d) 10.
e) 6.
Obs.: Considere o volume molar de gases nas CNTP é igual a 22,4 L/mol.
Comentários
A reação característica da água oxigenada é:
2𝐻2 𝑂2 (𝑙) → 2𝐻2 𝑂 (𝑙) + 𝑂2 (𝑔)
Consideremos o volume inicial de 1 litro de solução de água oxigenada. Podemos calcular a massa
de peróxido de hidrogênio (H2O2) presente nessa solução, considerando que ela tem a massa de 1000 g e
que o H2O2 corresponde a uma fração em massa de 6% da solução.
𝑚𝐻2𝑂2 = 0,06.1000 = 60 𝑔
Podemos, agora, calcular o número de mols de H2O2. Para isso, precisamos primeiramente calcular
a massa molar da substância.
𝑀𝐻2 𝑂2 = 2.1 + 2.16 = 2 + 32 = 34 𝑔/𝑚𝑜𝑙
Agora, basta dividir a massa de peróxido pela massa molar.
AULA 07 – Soluções 74
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑚𝐻2 𝑂2 60
𝑛𝐻2 𝑂2 = = = 1,765 𝑚𝑜𝑙
𝑀𝐻2 𝑂2 34
O número de mols de oxigênio que podem ser liberados a partir dessa solução pode ser calculado
pela proporção estequiométrica. Os coeficientes do peróxido de hidrogênio e do oxigênio são 2 H 2O2 e 1
O2.
𝑛𝐻2 𝑂2 𝑛𝑂2 1,765
= ∴ 𝑛𝑂2 = = 0,88 𝑚𝑜𝑙
2 1 2
O volume obtido de oxigênio pode ser obtido multiplicando-se o número de mols de oxigênio pelo
volume de 1 mol que é 22,4 L.
𝑉𝑂2 = 0,88.22,4 = 19,8 𝐿
O número de volumes da água oxigenada pode ser obtido como a razão entre o volume de gás
oxigênio obtido pelo volume de solução empregado.
𝑉𝑂2 19,8
𝑥= = = 19,8 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒𝑠
𝑉𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 1
Gabarito: B
Alguns desses produtos homeopáticos são produzidos com até 200 diluições centesimais sequenciais
(200CH).
Considerando uma solução de partida de 100 mL com concentração 1 mol/L de princípio ativo, a partir de
qual diluição centesimal a solução passa a não ter, em média, nem mesmo uma molécula do princípio
ativo?
AULA 07 – Soluções 75
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Note e adote:
Comentários
Primeiramente, foi fornecida a concentração inicial da solução.
[𝑋]0 = 1 𝑚𝑜𝑙/𝐿
Observe que a diluição é feita na proporção de 1 mL da solução original para 99 mL de solvente.
Dessa forma, a solução de 1 mL se torna uma solução de 100 mL. Portanto, a cada diluição, a concentração
molar da solução cai para 1/100 da concentração inicial.
Perceba que, a cada diluição, a concentração da solução diminui pelo fator de 1/100. Portanto, a
concentração de cada nova solução formada após uma diluição segue uma progressão geométrica
decrescente de razão 1/100. Logo, podemos escrever:
1 𝑛
CPF 01298997712
[𝑋]𝑛 = [𝑋]0 ⋅ ( )
100
Para que o frasco contenha na média menos de uma molécula, devemos ter que a concentração
molar atingida deve ser:
1
𝑛1 6.1023 1
[𝑋]𝑛 = < =
𝑉 0,10 6.1022
1 1 𝑛
= 1⋅( )
6.1022 100
Observe que a primeira potência de 1/100 inferior a 1/6.10²² é 1/10² 4.
1 1 𝑛
= 1 ⋅ ( ) ∴ 100𝑛 = 1024
1024 100
Resolvendo o expoente, temos:
102𝑛 = 1024 ∴ 2𝑛 = 24
24
∴𝑛= = 12
2
Portanto, a partir da décima segunda concentração, o teor médio de moléculas será de 1/10 24,
que é menor que uma molécula por 100 mL.
Gabarito: A
AULA 07 – Soluções 76
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Fake News ou não? Hoje em dia, a disponibilidade de informações é muito grande, mas precisamos saber
interpretá-las corretamente. Um artigo na internet tem o seguinte título:
“Só para você ter ideia dos riscos, organizações internacionais de saúde indicam que a ingestão diária de
sódio para cada pessoa seja de 2,3 gramas. O glutamato é composto por 21% de sódio e, com certeza,
não será o único tempero a ser acrescentado ao seu almoço ou jantar. Além disso, o realçador (glutamato)
só conta um terço do nutriente que é encontrado no sal de cozinha.”
Dados de massas molares em g·mol-1: sódio = 23, cloreto = 35,5, glutamato monossódico = 169.
Para tornar a argumentação do artigo mais consistente do ponto de vista químico, você sugeriria a
seguinte reescrita dos trechos destacados:
a) “A porcentagem em massa de sódio no realçador (glutamato) é de 13,6%.”; “Por outro lado, o realçador
só conta com cerca de um terço do nutriente que é encontrado no sal de cozinha.”.
c) “A porcentagem em massa de sódio no realçador (glutamato) é de 11,2%.”; “Por outro lado, o realçador
conta com cerca de um terço do nutriente que é encontrado no sal de cozinha.”.
Comentários
Primeiramente, vamos calcular o teor em massa do sódio no glutamato, que pode ser obtido como
a razão entre a massa de sódio presente no composto pela massa total do composto. Como o próprio
nome diz, o glutamato monossódico possui apenas um átomo de sódio (23 g) na sua fórmula que possui
massa igual a 169 g. Portanto, o seu teor de sódio é:
23
%𝑁𝑎 = ≅ 0,136 = 13,6%
169
Além disso, podemos também calcular o teor de sódio no sal de cozinha, considerando a massa
molar.
𝑀𝑁𝑎𝐶𝑙 = 23 + 35,5 = 58,5 𝑔/𝑚𝑜𝑙
Logo, o teor em massa de sódio é:
23
%𝑁𝑎 = ≅ 0,393 = 39,3%
58,5
Vamos, agora, proceder às razões entre os teores de sódio no glutamato monossódico e no cloreto
de sódio.
AULA 07 – Soluções 77
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
13,6% 1
𝜂= ≅
39,3% 3
Portanto, o realçador só conta com um terço do teor de sódio do sal de cozinha.
Gabarito: A
Um comprimido efervescente contendo 1 g de vitamina C foi dissolvido em água, de modo a obter-se 200
mL de solução. A concentração de ácido ascórbico na solução obtida é, aproximadamente,
a) 0,01 mol/L.
CPF 01298997712
b) 0,05 mol/L.
c) 0,1 mol/L.
d) 0,2 mol/L.
e) 0,03 mol/L.
Comentários
Vamos contar os átomos de cada tipo na molécula de ácido ascórbico. É fácil observar que são 6
átomos de oxigênio, pois eles estão expressos, e 6 átomos de carbono, que estão apontados em setas
azuis. Já os átomos de hidrogênio, vamos destacar em vermelho.
AULA 07 – Soluções 78
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Numa molécula orgânica, os átomos de hidrogênio podem ser omitidos. Devemos saber que o
carbono faz 4 ligações. Portanto, as ligações faltantes devem ser completadas com hidrogênios. Observe
que dois átomos de carbono são marcados com o número “2” para indicar que eles possuem dois átomos
de hidrogênio ligados a eles.
Podemos contar 8 átomos de hidrogênio (que estão destacados em vermelho). Portanto, a fórmula
molecular do ácido ascórbico é C6H8O6. Assim, podemos calcular a massa molar da substância.
𝑀𝐶6 𝐻8 𝑂6 = 6.12 + 8.1 + 6.16 = 176 𝑔/𝑚𝑜𝑙
Da Estequiometria, o número de mols é igual à razão entre a massa da amostra e a massa molar
da substância.
𝑚1 1
𝑛1 == ≅ 0,0057 𝑚𝑜𝑙
𝑀 176
A concentração comum pode ser calculada como a razão entre o número de mols e o volume da
solução.
𝑛1 0,0057
𝐶= = = 0,0285 ≅ 0,03 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑉 0,2
Gabarito: E
A água é o principal fator para a instalação de uma truticultura. Para a truta arco-íris, entre as principais
características da água, estão:
2. Teor de oxigênio dissolvido (OD): o teor de OD na água deve ser o de saturação. A solubilidade do
oxigênio na água varia com a temperatura e a pressão atmosférica, conforme a tabela.
a) O que acontece com o teor de OD em uma dada estação de truticultura à medida que a temperatura
da água aumenta? Mantida a temperatura constante, o que acontece com o teor de OD à medida que a
altitude em que as trutas são criadas aumenta?
AULA 07 – Soluções 79
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
b) A constante da lei de Henry (KH) para o equilíbrio da solubilidade do oxigênio em água é dada pela
expressão KH = [O2 (aq)]/PO2, em que [O2 (aq)] corresponde à concentração de oxigênio na água, em mol/L,
e PO2 é a pressão parcial de oxigênio no ar atmosférico, em atm. Sabendo que a participação em volume
de oxigênio no ar atmosférico é 21%, calcule o valor da constante KH, a 16 ºC e pressão de 1 atm.
Comentários
a) Pela tabela, observamos que, à medida que a temperatura da água aumenta, o teor de oxigênio
dissolvido (OD) diminui.
Mantendo-se a temperatura constante, a medida que a altitude em que as trutas são criadas
aumenta (ocorre diminuição da pressão atmosférica), o teor de oxigênio dissolvido (OD) diminui
(pressão parcial de O2 diminui).
b) A lei de Henry diz que a solubilidade de oxigênio na água expressão em mol/L é diretamente
proporcional a pressão parcial do oxigênio na atmosfera.
[O 2 (aq)]
A constante é expressa por KH =
PO 2
[𝑂2 (𝑎𝑞)]
𝐾𝐻 =
𝑃𝑂2
CPF 01298997712
Gabarito: discursiva
AULA 07 – Soluções 80
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
De acordo com o Relatório Anual de 2016 da Qualidade da Água, publicado pela Sabesp, a concentração
de cloro na água potável da rede de distribuição deve estar entre 0,2 mg/L, limite mínimo, e 5,0 mg/L,
limite máximo. Considerando que a densidade da água potável seja igual à da água pura, calcula-se que o
valor médio desses limites, expresso em partes por milhão, seja
a) 5,2 ppm.
b) 18 ppm.
c) 2,6 ppm.
d) 26 ppm.
e) 1,8 ppm.
Comentários
A concentração média pode ser obtida como a média aritmética dos dois extremos.
0,2 + 5 5,2
CPF 01298997712
𝐶̅ = = = 2,6 𝑚𝑔/𝐿
2 2
Devemos nos lembrar que, nas soluções aquosas diluídas, a concentração em mg/L é igual à
concentração em ppm. Portanto, a concentração média é igual a 2,6 ppm.
Gabarito: C
Para investigar o efeito de diferentes poluentes na acidez da chuva ácida, foram realizados dois
experimentos com os óxidos SO3 (g) e NO2 (g). No primeiro experimento, foram coletados 45 mL de SO3
em um frasco contendo água, que foi em seguida fechado e agitado, até que todo o óxido tivesse reagido.
No segundo experimento, o mesmo procedimento foi realizado para o NO2. Em seguida, a solução
resultante em cada um dos experimentos foi titulada com NaOH (aq) 0,1 mol/L, até sua neutralização.
As reações desses óxidos com água são representadas pelas equações químicas balanceadas:
AULA 07 – Soluções 81
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
a) Determine o volume de NaOH (aq) utilizado na titulação do produto da reação entre SO3 e água. Mostre
os cálculos.
b) Esse volume é menor, maior ou igual ao utilizado no experimento com NO2 (g)? Justifique.
c) Uma das reações descritas é de oxidorredução. Identifique qual é essa reação e preencha a tabela
abaixo, indicando os reagentes e produtos das semirreações de oxidação e de redução.
Note e adote:
Considere os gases como ideais e que a água contida nos frascos foi suficiente para a reação total com os
óxidos.
Volume de 1 mol de gás: 22,5 L, nas condições em que os experimentos foram realizados.
CPF 01298997712
Comentários
a)
Observe que o SO3 e o NaOH devem seguir a proporção dada pelos coeficientes estequiométricos.
𝑛𝑆𝑂3 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻
= ∴ 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻 = 2. 𝑛𝑆𝑂3
1 2
O número de mols de SO3 pode ser obtido, pois foi fornecido o volume molar, ou seja, o volume
de 1 mol. O número de mols pode ser calculado como a razão entre o volume coletado e o volume molar.
𝑉𝑆𝑂3 45.10−3
𝑛𝑆𝑂3 = = = 2.10−3 𝑚𝑜𝑙
𝑉𝑚𝑜𝑙𝑎𝑟 22,5
Com base na proporção estequiométrica obtida anteriormente, podemos calcular o número de
mols de NaOH utilizados.
𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻 = 2. 𝑛𝑆𝑂3 = 2.2.10−3 = 4.10−3 𝑚𝑜𝑙
Vamos usar a definição da concentração molar para obter o volume de solução de NaOH
empregado.
AULA 07 – Soluções 82
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻
[𝑁𝑎𝑂𝐻] = ∴𝑉=
𝑉 [𝑁𝑎𝑂𝐻]
4.10−3 4
𝑉= = ⋅ 10−3 = 40. 10−3 = 40 𝑚𝐿
0,1 0,1
b) Para a reação do NaOH com NO2, devemos observar que devem ser formados sais dos mesmos
ácidos produzidos na hidrólise (HNO2 e HNO3).
2 𝑁𝑂2 (𝑔) + 2 𝑁𝑎𝑂𝐻 (𝑎𝑞) → 𝑁𝑎𝑁𝑂2 (𝑎𝑞) + 𝑁𝑎𝑁𝑂3 (𝑎𝑞) + 𝐻2 𝑂 (𝑙)
Pela proporção estequiométrica, temos:
𝑛𝑁𝑂2 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻
= ∴ 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻 = 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻
2 2
O número de mols de NO2 também pode ser obtido, pois foi fornecido o volume molar, ou seja, o
volume de 1 mol. O número de mols pode ser calculado como a razão entre o volume coletado e o volume
molar.
𝑉𝑁𝑂2 45.10−3
𝑛𝑁𝑂2 = = = 2.10−3 𝑚𝑜𝑙
𝑉𝑚𝑜𝑙𝑎𝑟 22,5
Vamos usar a definição da concentração molar para obter o volume de solução de NaOH
empregado.
𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻 𝑛𝑁𝑎𝑂𝐻
[𝑁𝑎𝑂𝐻] = ∴𝑉=
CPF 01298997712
𝑉 [𝑁𝑎𝑂𝐻]
2.10−3 2
𝑉= = ⋅ 10−3 = 20. 10−3 = 20 𝑚𝐿
0,1 0,1
Portanto, o volume empregado nessa situação é menor.
c) A reação com o NO2 é de oxirredução, pois o nitrogênio sofre variação no seu número de
oxidação.
Gabarito: discursiva
AULA 07 – Soluções 83
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
a)
b)
c)
CPF 01298997712
d)
Comentários
Inicialmente, a pressão no interior do refrigerante é igual a 3,5 atm, que é bem superior à pressão
encontrada no ar atmosférico.
Quando a garrafa é aberta, a pressão rapidamente se iguala à pressão atmosférica, pois o gás
contido no interior escapa.
Quando o líquido é retirado, devemos notar que o espaço disponível para o gás no interior da
garrafa aumenta em 250 mL.
Quando a garrafa é novamente fechada, o gás contido no interior da bebida, que continua se
desprendendo não consegue escapar da solução e, por isso, provoca um aumento de pressão. Porém, a
AULA 07 – Soluções 84
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
pressão não será capaz de restabelecer o valor original, por causa do aumento de volume disponível para
o gás.
Dessa forma, o perfil mais adequado é o que está mostrado na letra B.
O gráfico da letra A está errado, porque não mostra o que acontece logo quando a garrafa é aberta,
em que a pressão se iguala à pressão ambiente.
Os gráficos das letras C e D estão errados, porque a pressão no interior da garrafa não retornará
ao valor de 3,5 atm depois de aberta.
Gabarito: B
É muito comum o uso de expressões no diminutivo para tentar “diminuir” a quantidade de algo prejudicial
à saúde. Se uma pessoa diz que ingeriu 10 latinhas de cerveja (330 mL cada) e se compara a outra que
ingeriu 6 doses de cachacinha (50 mL cada), pode-se afirmar corretamente que, apesar de em ambas as
situações haver danos à saúde, a pessoa que apresenta maior quantidade de álcool no organismo foi a
que ingeriu
CPF 01298997712
b) as cachacinhas, porque a relação entre o teor alcoólico e o volume ingerido é maior neste caso.
c) as latinhas de cerveja, porque o produto entre o teor alcoólico e o volume ingerido é maior neste caso.
Dados:
Comentários
Vamos calcular o volume de cerveja ingerido nas 10 latinhas.
𝑉𝑐𝑒𝑟𝑣𝑒𝑗𝑎 = 10.330 = 3300 𝑚𝐿
O volume de álcool ingerido através da cerveja pode ser calculado pelo teor alcóolico. Observe
que o teor alcóolico é nada menos que o título em volume do álcool.
𝑉á𝑙𝑐𝑜𝑜𝑙
𝜏= ∴ 𝑉á𝑙𝑐𝑜𝑜𝑙 = 𝜏. 𝑉𝑏𝑒𝑏𝑖𝑑𝑎
𝑉𝑏𝑒𝑏𝑖𝑑𝑎
Dessa forma, o volume de álcool ingerido pode ser calculado como o produto entre o teor alcóolico
e o volume de bebida. Aplicando esse conceito à cerveja, temos:
á𝑙𝑐𝑜𝑜𝑙
𝑉𝑐𝑒𝑟𝑣𝑒𝑗𝑎 = 0,05.3300 = 165 𝑚𝐿
AULA 07 – Soluções 85
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Considere uma solução saturada do sal MX que é pouco solúvel em água destilada a 25 °C. Seja y a
condutância da água destilada é (y + 2,0.10-7) ohm-1 cm-1 a condutância da solução. Sabendo que as
condutividades iônicas molares dos íons M+ e X– são, respectivamente, 60 ohm-1cm² mol-1 e 40 ohm-1cm²
mol-1, determine a solubilidade do MX em água em mol dm-3.
CPF 01298997712
Comentários
A condutividade da solução é igual à soma das condutividades de cada um dos íons. Denotemos
por 𝜎 a condutância e por 𝜎𝑀+ a condutividade molar.
𝜎 = 𝜎𝐻2 𝑂 + 𝜎𝑀+ + 𝜎𝑋 − = 𝜎̅𝑀+ [𝑀+ ] + 𝜎̅𝑋 − [𝑋 − ] = 60. 𝑆 + 40. 𝑆 = 100. 𝑆
𝑦 + 2,0.10−7 = 𝑦 + 100. 𝑆
2,0.10−7 = 100𝑆
2,0.10−7
∴𝑆= = 2.10−9 𝑚𝑜𝑙/𝑐𝑚³
100
Podemos converter para a unidade pedindo utilizando o fator de conversão 1 cm³ = 10-3 dm³.
Gabarito: 2.10–6
AULA 07 – Soluções 86
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
aquosa ácida obtida foi quantitativamente transferida para um balão volumétrico com capacidade de 250
mL e o volume do balão completado com água desmineralizada. A análise quantitativa dos íons de ferro
na solução do balão revelou que a quantidade de ferro nesta solução era igual a 40,0 mgL–1. Respeitando
o número de algarismos significativos, determine a quantidade de ferro (em % em massa) presente no
resíduo sólido. Mostre o raciocínio e os cálculos realizados para chegar à sua resposta.
Comentários
A massa de ferro pode ser obtida diretamente pela concentração em mg/L da solução. Basta
multiplicar a concentração o metal pelo volume da solução.
𝑚𝐹𝑒
𝐶= ∴ 𝑚𝐹𝑒 = 𝐶. 𝑉 = 40.0,25 = 10 𝑚𝑔
𝑉
O percentual em massa do ferro no sólido original é igual ao título em massa do ferro, que pode
ser obtido como a razão entre a massa de ferro e a massa total do sólido.
𝑚𝐹𝑒 10 2
𝜏= = = = 2%
𝑚𝑠ó𝑙𝑖𝑑𝑜 500 100
Gabarito: 2%
CPF 01298997712
A pressão de vapor de uma solução ideal contendo um soluto não-volátil dissolvido é diretamente
proporcional à
Comentários
Em uma solução ideal contendo um soluto não-volátil, a pressão de vapor é totalmente devido ao
solvente. Ela é igual ao produto da pressão de vapor do solvente puro pela fração molar do solvente na
solução.
𝑃 = 𝑃0 𝑥2
Tome cuidado, porque a Lei de Raoult diz que o abaixamento da pressão de vapor é proporcional
à fração molar do soluto. O abaixamento, não a pressão de vapor em si como perguntou o enunciado.
AULA 07 – Soluções 87
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Gabarito: B
A solução aquosa 6% em massa de água oxigenada (H2O2) é geralmente empregada como agente
branqueador para tecidos e cabelos. Pode-se afirmar que a concentração aproximada dessa solução
aquosa, expressa em volumes, é
a) 24.
b) 20.
c) 12.
d) 10.
e) 6.
Obs.: Considere o volume molar de gases nas CNTP é igual a 22,4 L/mol.
CPF 01298997712
Comentários
A reação característica da água oxigenada é:
2𝐻2 𝑂2 (𝑙) → 2𝐻2 𝑂 (𝑙) + 𝑂2 (𝑔)
Consideremos o volume inicial de 1 litro de solução de água oxigenada. Podemos calcular a massa
de peróxido de hidrogênio (H2O2) presente nessa solução, considerando que ela tem a massa de 1000 g e
que o H2O2 corresponde a uma fração em massa de 6% da solução.
𝑚𝐻2𝑂2 = 0,06.1000 = 60 𝑔
Podemos, agora, calcular o número de mols de H2O2. Para isso, precisamos primeiramente calcular
a massa molar da substância.
𝑀𝐻2 𝑂2 = 2.1 + 2.16 = 2 + 32 = 34 𝑔/𝑚𝑜𝑙
Agora, basta dividir a massa de peróxido pela massa molar.
𝑚𝐻2 𝑂2 60
𝑛𝐻2 𝑂2 = = = 1,765 𝑚𝑜𝑙
𝑀𝐻2 𝑂2 34
O número de mols de oxigênio que podem ser liberados a partir dessa solução pode ser calculado
pela proporção estequiométrica. Os coeficientes do peróxido de hidrogênio e do oxigênio são 2 H 2O2 e 1
O2.
𝑛𝐻2 𝑂2 𝑛𝑂2 1,765
= ∴ 𝑛𝑂2 = = 0,88 𝑚𝑜𝑙
2 1 2
O volume obtido de oxigênio pode ser obtido multiplicando-se o número de mols de oxigênio pelo
volume de 1 mol que é 22,4 L.
AULA 07 – Soluções 88
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
A 25 °C, as massas específicas do etanol e da água, ambos puros, são 0,8 g cm –3 e 1,0 g cm–3,
respectivamente. Adicionando 72 g de água pura a 928 g de etanol puro, obteve-se uma solução com
1208 cm3 de volume.
Assinale a opção que expressa a concentração desta solução em graus Gay-Lussac (°GL).
a) 98
CPF 01298997712
b) 96
c) 94
d) 93
e) 72
Comentários
Devemos nos lembrar que a concentração em graus Gay-Lussac (°GL) corresponde ao título em
volume de etanol.
Portanto, devemos calcular os volumes de água pura e de etanol puro utilizados.
𝑚𝐻2𝑂 72
𝑉𝐻2𝑂 = = = 72 𝑐𝑚³
𝑑𝐻2 𝑂 1,0
𝑚𝑒𝑡𝑎𝑛𝑜𝑙 928
𝑉𝑒𝑡𝑎𝑛𝑜𝑙 = = = 1160 𝑐𝑚³
𝑑𝑒𝑡𝑎𝑛𝑜𝑙 0,8
Questão bastante interessante. A dissolução do etanol em água ocorre com uma leve redução de
volume. A soma dos volumes das soluções empregadas é 1232 cm³, enquanto que o volume total da
solução é 1208 cm³.
O título em volume do etanol deve ser obtido como a razão entre o volume de etanol e o volume
da solução.
AULA 07 – Soluções 89
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
𝑉𝑒𝑡𝑎𝑛𝑜𝑙 1160
𝜏= = ≅ 0,96 = 96%
𝑉𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 1208
Vale ressaltar que o título em volume da água também deve ser obtido dessa forma e que,
portanto, a soma dos títulos em volume não é necessariamente igual a 100%.
Gabarito: B
Considere uma solução de um soluto X em um solvente Y. A soma dos títulos do soluto e do solvente em
número de mols, em massa e em volume devem ser necessariamente iguais a 100%? Justifique a sua
resposta.
Comentários
Os títulos serão iguais a 100% quando forem válidas as relações.
𝑛 = 𝑛1 + 𝑛2
𝑚 = 𝑚1 + 𝑚2
𝑉 = 𝑉1 + 𝑉2
CPF 01298997712
A primeira relação é sempre válida. O número de mols presentes na solução é sempre igual à soma
do número de mols dos reagentes com o número de mols dos produtos. Logo, a soma dos títulos em
número de mols do soluto e do solvente é igual a 100%.
A segunda relação é considerada válida, devido à Lei da Conservação das Massas de Lavoisier,
quando se despreza os efeitos relativísticos. Fora do nível de processos radioativos, eles são muito
pequenos, portanto, podemos considerar que a massa em uma dissolução se conserva. Portanto,
podemos considerar que é aproximadamente válido que a soma dos títulos em massa do solvente e do
soluto serão iguais a 100%.
Por fim, o volume de uma solução não se conserva. Pelo contrário, é bastante comum que uma
solução seja formada com redução e, em alguns casos, expansão de volume. Portanto, não é possível
afirmar que a soma dos títulos em volume do solvente e do soluto serão iguais a 100%.
Gabarito: sim; sim; não
8. Considerações Finais
AULA 07 – Soluções 90
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712
Prof. Thiago Cardoso
Aula 07 – Soluções
Não hesite em entrar em contato pelo Fórum de Dúvidas. Suas dúvidas são muito importantes não
só para você, mas também para mim, pois elas me ajudam a melhorar esse material.
Também se sinta livre para falar sobre o que você gostou desse curso e o que você não gostou,
pois nós buscaremos melhorar.
Bons estudos para você e até a nossa próxima aula.
Continue devorando esse material. Seu esforço valerá a pena
CPF 01298997712
AULA 07 – Soluções 91
www.estrategiamilitares.com.br
CPF 01298997712