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Vício Emocional

O Vício Emocional (VE) é um padrão de comportamento que interfere na vida das pessoas, prejudicando seus relacionamentos e levando a ciclos de auto sabotagem. Os vícios emocionais podem se manifestar de diversas formas, como autocomiseração, solidão e insatisfação, e requerem estratégias de tratamento que envolvem o reconhecimento e a reeducação emocional. É essencial identificar e tratar esses vícios para promover a liberdade emocional e melhorar a qualidade de vida.

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Vício Emocional

O Vício Emocional (VE) é um padrão de comportamento que interfere na vida das pessoas, prejudicando seus relacionamentos e levando a ciclos de auto sabotagem. Os vícios emocionais podem se manifestar de diversas formas, como autocomiseração, solidão e insatisfação, e requerem estratégias de tratamento que envolvem o reconhecimento e a reeducação emocional. É essencial identificar e tratar esses vícios para promover a liberdade emocional e melhorar a qualidade de vida.

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VÍCIO EMOCIONAL

INTRODUÇÃO

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas
as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma"
(I Co 6.12).

O Vício Emocional (VE) está baseado nos processos padrões conscientes ou


não de perda e compensação que promovem o estabelecimento de qualquer
outro tipo de vício, seja ele químico ou ou comportamental.

Os VE(s) podem interferir profundamente na vida de cada indivíduo, pois


interferem no exercício de seus “papeis” (pais, filhos, profissionais, família,
sacerdotes, etc..) relacionais, os impedindo de exercê-los de forma produtiva e
eficaz.

Nesta matéria traremos visão geral deste mal sob uma perspectiva bíblica, com
o objetivo de fornecer estratégias e ferramentas para combater tal mal.

I ) MECANISMO DO VÍCIO

A fim de entender o comportamento de uma pessoa vítima do VE basta-nos


compreender o comportamento de qualquer outro viciado, seja químico ou
comportamental.

Assim o mecanismo de vício se repete, onde um comportamento ou ação (em


nosso caso uma emoção), mesmo que prejudicial, passa a ser compensadora.

O que acontece é que o “gatilho” para a obtenção da recompensa (produção


hormonal que leva ao sentimento de bem estar) está nessa via de conduta
errática.

Grosso modo, deve-se entender que o Sistema Nervoso Central (SNC) da


pessoa viciada está “quebrado” onde os mecanismos que normalmente
deveriam proporcionar a sensação de bem estar, não estão organizados.
Vamos ver um exemplo de vício comum, o de comida.

Uma pessoa é viciada em comida e por isso come não para suprir suas
necessidades nutricionais diárias, mas para obter prazer em comer. Com o
tempo o excesso de comida repercute na estética e na saúde deste indivíduo
que passa a sofrer uma cobrança social, assim o leva a um estado de
frustração o que diminui seu estado de bem estar (produção de endorfinas pelo
SNC), assim ele busca o mecanismo mais prático de repor essas endorfinas,
que é comer.

Desta, forma o ciclo comer – culpa – vergonha – comer... perpetua-se.

No caso do VE a situação é ainda mais comprometedora, pois normalmente


envolve um histórico de auto sabotagem recorrente, onde o indivíduo passa a
nutrir o sentimento negativo a fim de obter a recompensa desejada. Vamos
entender...

Muitos indivíduos desenvolvem uma necessidade constante de estar em meio


em adversidades, ou mesmo provocarem situações de conflito que vão leva-lo
a problemas de relacionamento, tão somente para possibilitar uma
aproximação para reconciliação, o que para ele é um verdadeiro avanço neste
relacionamento.

Assim quando essa fase “esfria”, é comum procurar uma nova crise que
justifique uma reaproximação para que se volte a harmonia, desta forma o ciclo
se perpetua.
Observei certo caso de um jovem que muito embora fosse extremamente
inteligente, sempre se colocava em uma posição de se sair fragilizado frente às
palavras de outros. A verdade é que quando observávamos suas questões,
notamos que o mesmo fazia uma força incrível para “não entender” a situação.
Ou seja, o que ele realmente estava à busca pelo processo de reconciliação e
não pelas crises geradas pelos conflitos.

A questão é que tal padrão de comportamento pode gerar a um grande


desgaste nos relacionamento, já que nem todos estão dispostos a renunciarem
seu tempo em um processo desgastante e muita vezes improdutivo, o que
pode levar a pessoa viciada emocionalmente a um quadro de isolamento
social, o que pode canalizar o seu adoecimento para outros problemas, quiçá,
mais graves.

II) TIPO COMUNS DE VÍCIO EMOCIONAL

Muito embora o VE pode ser representado por uma série inumerável de


padrões, já que está relacionado a comportamentos individuais, podemos
destacar alguns das principais manifestações do VE vistas nos atendimentos
individuais:

a) Autocomiseração – quando o indivíduo nutre o sentimento de “pena


de si mesmo”. Neste caso, procura se colocar no centro do máximo
de problemas, considerando a recompensa a atenção gerada pela
dor sofrida pelos mesmos.
Considera-se um mártir, mesmo sendo o único beneficiado pela solução
dos problemas.
b) Solitários – Pessoas que acreditam serem felizes solitariamente,
mas na verdade somente cultuam uma vida de isolamento como
pretexto de não conseguirem desenvolver seu potencial de
socialização. Neste caso a recompensa está em se considerar
superior aos outros por viver uma vida de reclusão, bastando-se a si
mesmo.

c) Inconsistentes – Não conseguem concluir projetos, desta forma


procuram sabotar os projetos em andamento, a fim ou de recomeça-
los ou de iniciar outros. Gabam-se de ser empreendedores e
resilientes.

d) Controversas – sempre estão em busca de controvérsias e brigas,


porém nunca almejam que estas levem a alguma solução, mas antes
normalmente, sua recompensa está em que sua posição seja
reconhecida, mesmo que não aceita.

e) Insatisfeitos – nunca estão satisfeitos com nada, assim sempre


estão em busca de novos objetivos que também não trarão
contentamento. Normalmente procuram estabelecer marcos de vida,
sendo não aproveitam o percurso. São “tarefeiros” e obstinados, e
veem sempre como recompensa o novo projeto e nunca o que foi
conquistado. Dizem-se empreendedores.
III) VÍCIOS EMOCIONAIS MAIS COMUNS

Os vícios emocionais se mostram sob diversas formas. Existem os mais


diferentes tipos e cada pessoa pode desenvolver o seu. Há quem seja viciado,
por exemplo, em:

1- Brigas;
2- Discussões;
3- Dificuldades financeiras;
4- Solidão;
5- Abandono;
6- Humilhação;
7- Tristeza ou depressão;
8- Raiva;
9- Estresse;
10- Reclamações;
11- Negatividade;
12- Fracassos.
Perceba que alguns desses vícios emocionais afetam frequentemente as
pessoas, e causam impactos também para a vida daqueles que estão ao redor
delas. Esse é o caso de estar, por exemplo, constantemente reclamando.
IV) COMO TRATAR O VÍCIO EMOCIONAL

Em primeira mão deve se observar qu o VE costuma se manifestar com


relação a pessoas e/ou situações mais próximas ou que mais amamos, por
isso este pode se tornar cáustico e destruidor de relacionamentos.

Um princípio que temos que notar quanto ao VE é que todos nós somos
viciados emocionalmente em menor ou maior grau, o que precisamos
desenvolver nossa Inteligência Emocional pelo Espírito para que possamos
crescer em domínio próprio.

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade,


bondade, fé, mansidão, domínio próprio" (Gl 5. 22).

Assim o desafio maior estar em trabalhar as emoções a fim de eliminar toda


carga se sentimentos tóxicos, levando o indivíduo a:

1. Reconhecer tais sentimentos e seu padrão, confessando em


arrependimento;
2. Ser responsável – entender que se é responsável pelas atitudes que se
toma frente aos sentimentos, isso leva a se forjar o caráter;
3. Identificar possíveis traumas ou eventos que possam ter desencadeado
tais sentimentos (abandono, rejeição, palavras de rejeição). Caso
necessário, orientar a pessoa sobre a necessidade de perdão, assim
como todo processo reparativo indispensável;
4. Reconhecer que o comportamento negativo tem afetado e prejudicado
também aos outros;
5. Orientar quanto a possíveis reparações (restituição) necessárias de
problemas advindos de seu comportamento aos seus relacionamentos
contemporâneos;
6. Trazer novos comandos produtivos (reeducação) desenvolvendo sua
mente em obediência a Cristo (II Co 10.5);
7. Desenvolver uma perspectiva de fé (Hb 11);
8. Desenvolver posturas (corporais, linguagem, pensamentos,
comportamentos) positivas que demonstrem confiança no domínio de
Deus sobre todas as circunstâncias (Rm 8.28);
9. Procurar enfrentar os problemas gerados pelo VE de uma forma realista,
a fim de se evitar repetir problemas futuros.
10. Identificar e corrigir comportamentos que sejam “gatilhos” para os
sentimentos relacionados ao VE.
CONCLUSÃO

Quando tratamos de vícios, normalmente costumamos a pensar em pessoas


que são dependentes químicas, não obstante o Vício Emocional é um mal mais
comum que o uso de qualquer droga lícita ou ilícita, mas que pode ser tão ou
mais prejudicial que o mesmo, podendo levar a problemas para toda a vida, tal
como para os relacionamentos.

Fato é que todos apresentamos algum tipo de VE em maior ou menor grau,


mas o mais importante é que sejam identificados a fim de que o ciclo do vício
seja quebrado.

Desta forma, devemos entender nossa função como libertadores e


conselheiros, para que se destrone toda raiz de vício de nosso coração e
verdadeiramente sejamos livres pelo poder da Palavra do SENHOR.
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

EMERICH, Alcione. Saindo do Cativeiro. Ed. Danprewan. Grajaú, RJ. 2012.

KORNFIELD, David. Introdução à restauração da alma. 5ª ed. Ed Mundo


Cristão. São Paulo, SP. 2015.

KORNFIELD, David. Aprofundando a restauração da alma. 10ª ed. Ed


Mundo Cristão. São Paulo, SP. 2011.

RAMOS, Jucimar. Uma visão de cura. Linhares, ES. 2012.

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