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Bio12 Bedom3

O documento discute casos de sucesso na superação de infecções por HIV, como o do Paciente de Berlim, que recebeu células-tronco de um doador resistente ao vírus. Também aborda a resposta imunológica ao SARS-CoV-2 e a importância de testes rápidos para detecção de anticorpos. Além disso, apresenta questões sobre mecanismos de infecção viral e características do HIV que dificultam o desenvolvimento de vacinas.

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O documento discute casos de sucesso na superação de infecções por HIV, como o do Paciente de Berlim, que recebeu células-tronco de um doador resistente ao vírus. Também aborda a resposta imunológica ao SARS-CoV-2 e a importância de testes rápidos para detecção de anticorpos. Além disso, apresenta questões sobre mecanismos de infecção viral e características do HIV que dificultam o desenvolvimento de vacinas.

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BANCO DE EXERCÍCIOS BioFOCO 12

DOSSIÊ DO PROFESSOR

IMUNIDADE E CONTROLO DE DOENÇAS

Grupo I

Em 2007, um paciente norte-americano, com leucemia, um tipo de cancro que afeta as células do sangue, e infetado
com HIV, fez quimioterapia e recebeu um transplante de células-tronco da medula óssea de um doador resistente ao
HIV. Como resultado, tanto o cancro como o HIV entraram em recessão, neste paciente.

O recetor mais usado pelo HIV para entrar nas células do corpo é o CCR5. Um pequeno número de pessoas
resistentes ao HIV tem duas cópias mutadas do gene do recetor CCR5. Isso significa que o vírus não pode penetrar nas
células sanguíneas do corpo que costumam ser infetadas. O paciente recebeu células‐tronco da medula óssea de um
doador que tem essa mutação genética específica, o que fez com que também ficasse resistente ao HIV.

Este homem, conhecido como o Paciente de Berlim, foi o primeiro caso de sucesso na superação de uma infeção por
HIV e inspirou cientista e pacientes, na procura por uma cura efetiva.

O gráfico da figura 1 mostra a variação, ao longo de 10 anos, da quantidade de vírus da imunodeficiência humana,
responsável pela SIDA, e de linfócitos CD4 (TH) num paciente que não foi submetido a qualquer tratamento antiviral.

Figura 1

1. A terapia celular que o texto descreve


(A) permitirá que eventuais futuros filhos do paciente transplantado também possuam células resistentes à
infeção pelo HIV.
(B) possibilitou a produção, pelas células sanguíneas do paciente após o transplante, de recetores CCR5 aos
quais o vírus HIV não se liga.
(C) promoveu mutações no gene CCR5 das células do paciente, ocasionando a produção de proteína à qual o
HIV não se liga.
(D) gerou novos alelos mutantes que interagem com o gene do recetor CCR5 do paciente, ocasionando a
resistência à entrada do HIV nas células do paciente.

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2. Assinale a etapa que não ocorre no mecanismo de infeção do vírus HIV.


(A) Fixação da cápsula viral à membrana celular de linfócitos T.
(B) Transcrição do RNA viral a partir do seu DNA através da transcriptase reversa.
(C) Migração do RNA viral para o núcleo da célula hospedeira.
(D) Degradação do capsídeo e libertação de moléculas de RNA no citoplasma da célula hospedeira.

3. Tendo em conta a evolução da infeção, é lícito considerar que


(A) a quantidade de linfócitos aumenta com o aumento da quantidade de vírus durante os cinco primeiros anos.
(B) os sintomas típicos da doença aparecem a partir do segundo ano, porque o número de linfócitos está abaixo
de 50 por mm3 de sangue.
(C) durante as fases aguda e crónica, uma pessoa é incapaz de transmitir o vírus.
(D) muitas doenças oportunistas podem ser adquiridas por um paciente quando a quantidade de linfócitos atinge
valores abaixo de 200 por mm3 de sangue.

4. Selecione, de entre as afirmações respeitantes a acontecimentos relacionados com a infeção por HIV e com os
dados apresentados, as duas afirmações corretas.
I. No primeiro ano da infeção por HIV, o sistema imunitário produz anticorpos contra diversos componentes
celulares, incluindo DNA e proteínas nucleares.
II. Após o segundo ano, a concentração de células T diminui gradualmente e a concentração de HIV aumenta.
III. A partir do terceiro ano, as células T diminuem e a concentração de HIV aumenta, indicando que o indivíduo
se torna mais suscetível a outras infeções do que as células T normalmente eliminariam.
IV. Após o nono ano, a concentração de HIV estabiliza-se e um nível adequado de células T possibilita o
desenvolvimento de respostas imunes.
V. O HIV utiliza os linfócitos para se reproduzir nos dois primeiros anos e, posteriormente, qualquer célula
humana pode servir de hospedeira.

5. Recentemente, o México foi o centro das atenções da Organização Mundial da Saúde por constituir um ponto de
disseminação do vírus influenza A (H1N1) que poderia gerar uma pandemia de gripe suína. Entre as medidas de
prevenção que podem ser adotadas para combater a disseminação do vírus não constitui um procedimento viável
(A) montar postos de vigilância, em portos e aeroportos, para detetar possíveis indivíduos contaminados pela
gripe e evitar o contacto dos mesmos com a população.
(B) exterminar os suínos, nos locais onde são detetados casos da gripe, e submeter a população,
preventivamente, ao tratamento com antibióticos adequados.
(C) acondicionar os indivíduos suspeitos de contaminação pelo vírus em unidades de isolamento apropriadas,
procedendo ao tratamento adequado caso seja confirmada a infeção.
(D) cancelar eventos que envolvam ajuntamento de pessoas, tais como atividades escolares, apresentações em
teatros, visita a museus, de modo a evitar um possível contágio pelo vírus.

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6. A especificidade viral é definida como a capacidade de infeção parasitária de um vírus em relação à diversidade
das células-alvo. O vírus HIV apresenta especificidade direcionadas para leucócitos, já o vírus da raiva infeta, de
uma forma geral, os neurónios de mamíferos. Tendo em conta as etapas de multiplicação dos constituintes virais,
é correto afirmar que a especificidade viral se manifesta
(A) no momento em que o material genético viral é integrado ao material genético da célula-alvo.
(B) na penetração, momento em que o capsídeo é endocitado pela célula-alvo.
(C) na síntese viral, momento em que os componentes virais são sintetizados pela célula-alvo.
(D) no momento em que o capsídeo, ou cápsula, se une aos recetores da membrana da célula-alvo.

7. Alguns medicamentos, utilizados na terapêutica de infeções causadas por certos tipos de vírus, atuam como
inibidores da transcriptase reversa. A utilização dessas substâncias impede a
(A) transcrição do DNA viral em mRNA.
(B) ligação do vírus à célula hospedeira.
(C) penetração do material genético viral na célula.
(D) síntese de DNA a partir do RNA viral.

8. Refira, justificando, uma característica do HIV, que tem dificultado o desenvolvimento de uma vacina eficaz.

9. Exponha as razões para a técnica de terapia génica utilizada ter recorrido a células-tronco em vez de células
somáticas.

10. Explique o aparecimento de infeções oportunistas em indivíduos que manifestam a síndrome da imunodeficiência
adquirida (SIDA), relacionando com os dados do gráfico.

Grupo II

O aparecimento do novo coronavírus, SARS-CoV-2, levou a que a indústria farmacêutica procurasse com grande
rapidez um método de testagem e identificação da infeção eficaz. Muitos sistemas empregam metodologia
imunocromatográfica, utilizado para a deteção qualitativa, rápida, de anticorpos específicos IgG e IgM contra COVID-19
em amostras de soro, plasma e sangue total.

O princípio do teste consiste em anticorpos anti-IgG e anti-IgM humano imobilizados na membrana de nitrocelulose,
nas regiões teste IgG e IgM, respetivamente. O sistema/conjugado contém partículas de látex ligadas aos anticorpos
anti-SARS-CoV-2. Durante o teste, os antigénios do SARS-CoV-2 presentes na amostra interagem com o conjugado e
migram cromatograficamente através da membrana. Quando encontram as regiões teste, são imobilizados e formam
uma linha colorida, como representado na figura 1. A presença desta linha indica um resultado positivo e a sua ausência
indica um resultado negativo. Independente do resultado, o ensaio é considerado válido desde que a linha controle
apareça. O teste apresenta sensibilidade de 85,0% para IgM e 98,0% para IgG.

Figura 1

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A transmissão do novo coronavírus entre seres humanos ocorre através do contacto com secreções contaminadas
do trato respiratório e o período de incubação do vírus é de aproximadamente 3-14 dias. Quando uma pessoa é infetada
há primeiro a replicação do vírus, que é caracterizada pela alta carga viral e, em seguida, ocorre a resposta imunológica.
O anticorpo IgM é detetado na fase aguda da doença. Com o avanço da infeção, na fase crónica ou convalescente,
identifica-se o anticorpo IgG, como mostrado na figura 2.

Figura 2

Adaptado de [Link]

1. Na reinfeção, a resposta imunológica é mais ________ e o anticorpo predominante é ________.


(A) lenta … IgG (B) rápida … IgM
(C) lenta … IgM (D) rápida … IgG

2. Relativamente aos dados fornecidos pelo gráfico da figura 2, pode afirmar-se que traduzem uma resposta
imunitária
(A) não específica.
(B) humoral.
(C) por barreiras químicas.
(D) mediada por células.

3. Alguns medicamentos, utilizados na terapêutica de infeções causadas por certos tipos de vírus, atuam como
inibidores da transcriptase reversa. A utilização dessas substâncias impede a
(A) transcrição do DNA viral em mRNA.
(B) ligação do vírus à célula hospedeira.
(C) penetração do material genético viral na célula.
(D) síntese de DNA a partir do RNA viral.

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4. Quando ocorre a lesão de um tecido, são libertadas substâncias químicas que provocam a vasodilatação e o
aumento da permeabilidade dos capilares, o que facilita a ________. Essas substâncias desencadeiam ainda a
migração de células imunitárias para a região afetada, fenómeno conhecido por ________.
(A) exocitose … fagocitose
(B) diapedese … quimiotaxia
(C) exocitose … quimiotaxia
(D) diapedese … fagocitose

5. No timo dos seres humanos, ocorre


(A) formação de células precursoras de monócitos.
(B) maturação de linfócitos T.
(C) formação de células fagocitárias.
(D) maturação de células produtoras de anticorpos.

6. Os anticorpos monoclonais são produzidos por células resultantes da fusão de uma célula de ________ com um
linfócito ativado, cujo processo de maturação ocorreu ________.
(A) hibridoma … na medula óssea
(B) mieloma … no timo
(C) hibridoma … no timo
(D) mieloma … na medula óssea

7. Considera as seguintes afirmações.


I. Uma pessoa infetada com SARS-CoV-2 pode não manifestar a doença, mas ainda assim transmitir o vírus.
II. Um anticorpo é formado exclusivamente por duas cadeias polipeptídicas pesadas.
III. Os antibióticos são medicamentos efetivos contra o SARS-CoV-2.

(A) I é verdadeira; II e III são falsas.


(B) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(C) II é verdadeira; I e III são falsas.
(D) I e III são verdadeiras; II é falsa.

8. Analise as formulações que se seguem, relativas a acontecimentos que ocorrem durante uma resposta
inflamatória, após a invasão do organismo por bactérias, através de um ferimento. Reconstitua a sequência
temporal dos acontecimentos mencionados, colocando por ordem as letras que os identificam.
A – Fagocitose de bactérias e de células mortas.
B – Ocorrência de diapedese.
C – Libertação de histamina junto aos tecidos lesados.
D – Aumento significativo do número de células fagocíticas na área.
E – Dilatação de vasos sanguíneos.

9. As imunoglobulinas IgG são produzidas pela atividade dos linfócitos de longa duração.
Sugira, tendo em conta os dados do gráfico da figura 2, uma razão para estes linfócitos serem designados células
de memória.

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