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PROJECTO FINAL - NILDA B

A monografia analisa a alimentação inadequada como um fator que contribui para o surgimento de doenças crônicas em gestantes atendidas na consulta pré-natal. O estudo, realizado com 12 gestantes, revela que 75% possuem hábitos alimentares razoáveis, mas 50% apontam a baixa condição financeira como a principal razão para a alimentação inadequada. Os resultados destacam a necessidade urgente de políticas públicas e intervenções educativas para melhorar a nutrição materna e fetal.

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Lucas João
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PROJECTO FINAL - NILDA B

A monografia analisa a alimentação inadequada como um fator que contribui para o surgimento de doenças crônicas em gestantes atendidas na consulta pré-natal. O estudo, realizado com 12 gestantes, revela que 75% possuem hábitos alimentares razoáveis, mas 50% apontam a baixa condição financeira como a principal razão para a alimentação inadequada. Os resultados destacam a necessidade urgente de políticas públicas e intervenções educativas para melhorar a nutrição materna e fetal.

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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

MONOGRAFIA

ALIMENTAÇÃO INADEQUADA COMO FACTOR DE


SURGIMENTO DE DOENÇAS CRÓNICAS ÀS GESTANTES
ATENDIDAS NA CONSULTA PRÉ-NATAL DO CENTRO DE
SAÚDE GASPAR DOMINGOS LOPES NO Iº SEMESTRE DE
2024

ESTUDANTE: NILDA DANIEL CHIVEMBE


LICENCIATURA:ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA
ORIENTADORA: JOAQUINA DA SILVA, MSc.

BENGUELA, 2025
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
LICENCIATURA EM ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE
PÚBLICA

MONOGRAFIA

ALIMENTAÇÃO INADEQUADA COMO FACTOR DE


SURGIMENTO DE DOENÇAS CRÓNICAS ÀS GESTANTES
ATENDIDAS NA CONSULTA PRÉ-NATAL DO CENTRO DE
SAÚDE GASPAR DOMINGOS LOPES NO Iº SEMESTRE DE
2024

NILDA DANIEL CHIVEMBE

Monografia apresentada ao Instituto Superior Politécnico Jean Piaget


Benguela para obtenção do grau de Análises Clínicas e Saúde Pública

Benguela, 2025
FICHA CATALOGRÁFICA

Chivembe, Nilda Daniel


Alimentação inadequada como factor de surgimento de doenças crónicas às gestantes atendidas na
Consulta Pré-Natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024 / Nilda Daniel
Chivembe. ISP Jean Piaget Benguela, 2025.

Total de folhas: 82 il.


Orientadora: Joaquina Da Silva, MSc.

Trabalho de Fim de Curso da Licenciatura em Análises clínicas e Saúde Pública. ISP Jean Piaget Benguela,
ano 2025.

Palavras-chave: Alimentação inadequada, Gestante e doenças crónicas


DEDICATÓRIA

À minha mais genuína família e ao meu Deus e Pai, dedicamos o nosso trabalho.

II
AGRADECIMENTOS

Ao nosso fascinante Deus, Jeová, agradecemos imensamente pelo dom de vida,


pela longa caminhada produtiva, pela protecção proporcionada aos meus pais da Terra, e
seguidamente pela ousadia concedida à medida que se esforçava para alcançar o prémio,
Licenciatura em Análises Clínicas e Saúde Pública; A eles direcciono a minha profunda
gratidão não só pela disposição das benesses de ordem financeira e material, todavia e,
sobretudo, pelo amor e acompanhamento evidenciado em sede das constantes ligações
telefónicas e sms, não obstante os condicionalismos geográficos que se impõem; pela
coragem, atenção e impulso motivacional a mim proporcionados no decurso desta
peregrinação formativa em ciências da saúde.
Aos meus irmãos, pelo incentivo e pela fraternidade forjada em momentos e
vivências difíceis da vida, pelas energias positivas e pelo desafio sempre actual de
proporcionar orgulhos incomensuráveis juntos aos nossos progenitores. Sou-lhes eternamente
grato.
A todos os meus professores desde da base até ao ensino superior, pelo empenho
significativo na transmissão de conhecimentos, valores e instrução de vida, com capital
destaque para as professoras/es e tantos outros, o meu obrigado indelével.
A todos que, directa ou indirectamente, contribuíram para a materialização do
presente estudo feito monografia, a minha sempiterna gratidão e queira Deus, compensar-vos
pelas graças e oportunidades a mim concedidas!

MATONDO! TWAPANDULA! OBRIGADO!

III
EPÍGRAFE

“O enfermeiro é o coração dos cuidados em saúde”


Donna Cardillo

IV
ÍNDICE
DEDICATÓRIA ........................................................................................................................ II
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................. III
EPÍGRAFE ............................................................................................................................... IV
ÍNDICE...................................................................................................................................... V
SIGLÁRIO ............................................................................................................................ VIII
RESUMO ................................................................................................................................. IX
ABSTRACT .............................................................................................................................. X
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 11
CAPÍTULO I: ENQUADRAMENTO TEÓRICO ................................................................... 15
1.1. Perspectiva histórica da alimentação/nutrição ................................................................... 16
1.2. Conceitos chaves ............................................................................................................... 16
1.2.1. Alimentação e nutrição ................................................................................................... 16
1.2.2. Mal nutrição .................................................................................................................... 18
1.2.3. Gestação.......................................................................................................................... 18
1.3. O período gestacional ........................................................................................................ 18
1.4. Fisiologia na Gestação ....................................................................................................... 19
1.5. Intercorrências gestacionais ............................................................................................... 20
1.6. Importância do acompanhamento nutricional para promoção da alimentação saudável no
período gestacional ................................................................................................................... 22
1.7. Importância do pré-natal .................................................................................................... 23
1.8. Nutrição e seu efeito no feto .............................................................................................. 25
1.9. Nutrição na gestação .......................................................................................................... 26
1.10. Consumo alimentar de gestantes ..................................................................................... 28
1.11. Doenças crónicas não transmissíveis na gestação ........................................................... 29
1.12. Risco do estado nutricional inadequado .......................................................................... 30
1.13. Assistência na educação alimentar e nutricional ............................................................. 34
1.14. Recomendações nutricionais para gestantes .................................................................... 37
1.15. Insegurança alimentar e gestação .................................................................................... 39
1.16. Desfechos maternos e fetais associados ao ganho de peso inadequado na gestação ....... 40
1.17. Gestação – características, demandas e riscos ................................................................. 42
1.18. Avaliação nutricional na gestação ................................................................................... 44
CAPÍTULO II: ENQUADRAMENTO EMPÍRICO ................................................................ 46

V
2.1. Tipos de estudo .................................................................................................................. 48
2.2. Local do Estudo ................................................................................................................. 48
2.3. População Alvo e Amostra ................................................................................................ 48
2.4. Instrumento de recolha de dados ....................................................................................... 48
2.5. Procedimento de recolha de dados .................................................................................... 48
2.6. Procedimento de análise de dados ..................................................................................... 49
2.7. Critérios de inclusão e de exclusão.................................................................................... 49
2.8. Variáveis de estudo ............................................................................................................ 49
2.9. Aspectos Éticos.................................................................................................................. 49
CAPÍTULO III: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ....... 51
CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 60
RECOMEMNDAÇÕES ........................................................................................................... 61
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 62
APÊNDICES ............................................................................................................................ 75
ANEXOS .................................................................................................................................. 79

VI
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1: Caracterização da amostra segundo a idade das gestantes atendidas na CPN do
Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024 ............................................ 52
Tabela 2: Caracterização da amostra segundo o nível de escolaridade das gestantes atendidas
na CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024 ....................... 52
Tabela 3: Caracterização da amostra segundo a condição social das gestantes atendidas na
CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024 ............................ 53
Tabela 4: Caracterização da amostra segundo estilo de vida alimentar das gestantes atendidas
na CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024 ....................... 54
Tabela 5: o que é uma alimentação inadequada? ...................................................................... 55
Tabela 6: Quais são as reais razões que levam as gestantes das Consultas pré-natal do Centro
de Saúde do Gaspar Domingos Lopes a desenvolver uma alimentação inadequada como factor
de surgimento de doenças crónicas? ......................................................................................... 56
Tabela 7: Quais são as consequências de uma alimentação inadequada durante o período
gestacional? .............................................................................................................................. 57
Tabela 8: Quais são factores de uma alimentação inadequada em gestantes durante o período
gestacional? .............................................................................................................................. 58
Tabela 9: Como a alimentação inadequada, na gestação, pode afectar o desenvolvimento fetal
e a saúde do recém-nascido? .................................................................................................... 59

VII
SIGLÁRIO

RN: Recém-nascido;
CPN: Consulta Pré-Natal;
IA: Insegurança Alimentar;
DMG: Diabetes Mellitus Gestacional;
ADN: Ácido Dexociribonucleico;
ARN: Ácido Ribonucleico;
PE: Pré-Eclâmpsia;
IMC: Índice de Massa Corporal;
IRD: Instrumento de Recolha de Dados:
ISPJPB: Instituto Superior Politécnico Jean Piaget – Benguela.

VIII
RESUMO

A alimentação na gravidez deve seguir uma dieta equilibrada e deve fornecer uma ampla
variedade de alimentos nutritivos, ricos em vitaminas e sais minerais. Todos esses cuidados
alimentares são fundamentais e importante para a saúde materna e para o bebé se desenvolver
adequadamente. O presente estudo tem como objectivo Geral: Analisar o nível de
conhecimento das gestantes em relação a alimentação inadequada como factores de
surgimento de doenças crónicas. Quanto a metodologia, trata-se de um estudo exploratório,
descritivo de abordagem quantitativa, realizado com 12 gestantes que frequentaram as
consultas pré-natais no 1º semestre de 2024. Os dados foram recolhidos através de um
instrumento estruturado de inquérito e analisados estatisticamente, tendo como variáveis
principais: estilo de vida alimentar, conhecimento nutricional, e percepções sobre alimentação
e saúde. Os resultados indicam que 75% das gestantes apresentaram hábitos alimentares
razoáveis. 50% Identificaram baixa condição financeira como principal razão para uma
alimentação inadequada. 58% associaram a má alimentação ao excesso de açúcar e alimentos
processados.67% responderam Baixo peso ao nascer sobre as consequências da má
alimentação na gestação, incluindo risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e doenças
congénitas. 42% entenderam que a falta de nutrientes essenciais pode afectar negativamente o
feto. Destarte, conclui-se que a alimentação inadequada continua a ser uma realidade para
muitas gestantes, seja por falta de recursos, conhecimento ou apoio. Essa situação expõe tanto
a mãe quanto o feto a riscos de doenças crónicas, complicações gestacionais e
desenvolvimento fetal comprometido. Há, portanto, necessidade urgente de políticas públicas
e intervenções educativas eficazes no pré-natal.

Palavras-chave: Alimentação inadequada, Gestante e doenças crónicas.

IX
ABSTRACT

Diet during pregnancy should follow a balanced diet and should provide a wide variety of
nutritious foods, rich in vitamins and minerals. All of these dietary precautions are
fundamental and important for maternal health and for the baby to develop properly. The
present study has the General objective: Analyze the level of knowledge of pregnant women
regarding inadequate nutrition as factors in the emergence of chronic diseases. Regarding the
methodology, this is an exploratory, descriptive study with a quantitative approach, carried out
with 12 pregnant women who attended prenatal consultations in the first half of 2024. The
data were collected through a structured survey instrument and analyzed statistically, with the
following main variables: eating lifestyle, nutritional knowledge, and perceptions about food
and health. The results indicate that 75% of pregnant women had reasonable eating habits.
50% identified poor financial condition as the main reason for inadequate nutrition. 58%
associated poor diet with excess sugar and processed foods. 67% answered Low birth weight
about the consequences of poor diet during pregnancy, including the risk of premature birth,
low birth weight and congenital diseases. 42% understood that a lack of essential nutrients can
negatively affect the fetus. Therefore, it is concluded that inadequate nutrition continues to be
a reality for many pregnant women, whether due to lack of resources, knowledge or support.
This situation exposes both the mother and the fetus to risks of chronic diseases, gestational
complications and compromised fetal development. There is, therefore, an urgent need for
effective public policies and educational interventions in prenatal care.

Keywords: Inadequate nutrition, pregnancy and chronic diseases.

X
INTRODUÇÃO

A gravidez é uma fase importante no desenvolvimento de um novo ser. É nos


primeiros meses que a gravidez inspira certos cuidados fundamentais para garantir a saúde da
mãe e do bebé no período de nove meses. Fornecer orientações dietéticas para situações
comuns na gestação é esclarecer dúvidas da paciente (Kline et al., 2022).
A alimentação na gravidez deve seguir uma dieta equilibrada e deve fornecer uma
ampla variedade de alimentos nutritivos, ricos em vitaminas e sais minerais. Todos esses
cuidados alimentares são fundamentais e importante para a saúde materna e para o bebé se
desenvolver adequadamente (Fonseca et al., 2021).
Compreende-se que, para os pesquisadores Cruz, França & Gruber (2020), “a
gestação é caracterizada por constantes mudanças tanto físicas quanto emocionais na vida
da mulher”. É um episódio de normalidade anatómica e fisiológicas com manifestações
clínicas e perfil laboratorial próprio que condiz com as adaptações necessárias para assegurar
o normal desenvolvimento da vida intra-uterina.
Neste cerne, dentre várias patologias inerentes ao período gestacional, verificam-
se outros desfechos envolvendo o baixo peso ao nascer e nascimento prematuro, que, quando
bem analisados do ponto de vista fisiopatológico, estão relacionados ainda ao
desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares na vida adulta
mostrando a importância da relação gestação saudável e saúde do adulto (Organização
Mundial da Saúde, 2020).
Dados da literatura científica indicam que outros cuidados como o
acompanhamento médico, consultas de pré-natal e a avaliação nutricional são essenciais para
prevenir casos de diabetes, sobrepeso, baixo peso, hipertensão ou outro problema de saúde
que podem agravar a saúde tanto da gestante como do bebé (Albornoz, et al., 2021).
Devido a diversas práticas e comportamentos alimentares, o acompanhamento
nutricional para gestantes vem se tornando essencial nos dias actuais. Devido à rotina de
trabalho materno com intervalos curtos é difícil manter uma alimentação saudável, condição
que resulta no consumo significativo de alimentos hipercalóricos, como os fast food. (Santos
et al., 2020).
Segundo Oliveira, et al., (2019), observa-se que muitas mulheres acreditam que
durante a gravidez há a necessidade da ingestão de alimentos em excesso, como forma de
suprir as necessidades nutricionais recomendadas.

11
Como resultado da má alimentação durante o período gestacional, associada ao
não acompanhamento nutricional, são observados casos crescentes de ganho de peso em
excesso durante a gravidez, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças prementes ou
transitórias na mãe e na criança. Para que ambos permaneçam saudáveis antes, durante e
depois da gravidez é de essencial importância começar pela mãe esse processo de alimentação
saudável (Tresso & tavares, 2019).
A alimentação da gestante deve seguir de alimentos variados respeitando as
quantidades e recomendações para atingir suas necessidades energéticas e nutricionais,
juntamente com o ganho de peso adequado para cada trimestre da gestação (Phillip et al.,
2022). Positivamente a alimentação adequada trará benefícios para a vida toda, prevenindo as
mães das principais complicações que podem surgir durante a fase gestacional. A vantagem de
prezar a qualidade do que está sendo consumido, é porque a saúde e o peso do bebé estão
relacionados directamente com o estado nutricional da gestante (Aktaç, 2020).
As necessidades nutricionais de calorias e nutrientes mudam significativamente
para as mulheres gestantes. Assim, o desenvolvimento do organismo do bebé é uma situação
metabólica que exige um consumo dos compostos nutricionais; desta forma, as futuras
mamães devem se adaptar a um novo estilo de alimentação para evitar quadros de desnutrição
e carência de nutrientes específicos (Anleu, 2019).
De acordo com pesquisas na literatura, mulheres que mantiveram durante a
gestação um padrão alimentar denominado saudável, se mostraram menos susceptíveis a
morbidade, mortalidade da gestante, com melhoria dos desfechos na saúde materno infantil e
no pós-parto. Desta forma, se promove um bom prognóstico nos primeiros anos de vida na
saúde da criança, e para a mulher, a promoção de sua saúde (Barros et al., 2019).
É importante que a gestante receba acompanhamento nutricional durante todo o
período gestacional. Dados da literatura relatam que mães necessitam de informações sobre
nutrição, pois acções educacionais melhoram os níveis de conhecimento, corrigindo assim
comportamentos nutricionais inadequados (Jeje, Andenawoola, & Abosede, 2022). Portanto, é
direito de todo ser humano ter acesso a uma boa alimentação que garanta qualidade e
quantidade. Mas para prevenir a desnutrição é preciso fortalecimento de políticas, e dessa
forma, garantir seus direitos a informações e acesso a serviços de saúde (Katenga-Kaundo, et
al., 2021).
Autores enfatizam o apoio da família, e do companheiro, como forma de
transmitir segurança a gestante. Os factores que podem colocar a adequada da gestante em

12
risco são problemas no âmbito psicossocial, as restrições económicas, dentre outros
problemas que podem impactar de forma negativa o estado nutricional (Peruml, et al., 2021).
Esses dados reforçam que as gestantes precisam de mais atenção pois é uma fase
onde a mulher está aberta a receber explicações e com resultados positivos fundamentais para
estimular a autonomia, intensificando no cuidado com a própria saúde. Assim, aderem a
padrões alimentares adequados para diminuir as consequências da má alimentação para a
saúde da mulher e do bebé (Miyake, Tanka, & Okubo, 2019).
Logo o aporte de um profissional torna-se uma peça fundamental nesse período.
As gestantes devem ser orientadas sendo que os aspectos nutricionais são os que merecem
maior atenção. Sendo assim, apresentar a gestante que a influência da alimentação adequada e
a prática de exercícios físicos sob a orientação de um profissional, irá beneficiar e favorecer
um bom trabalho de parto evitando certas complicações durante e pós-parto (Cetin, et al.,
2019).
Com isso a grávida passa saber a importância da ingestão de determinados
nutrientes, como às proteínas, vitaminas e ferro. Aprenderá a ter uma alimentação mais
saudável, tendo a certeza de que estará consumindo tudo o que o seu corpo e o do bebé em
desenvolvimento necessita (Stravik, et al., 2019).
Importante ressaltar que após o nascimento e durante o período do aleitamento
materno exclusivo, é importante que as mamães procurem por recomendações nutricionais e
mantenha uma dieta pós-parto adequada. Depois que o bebé nascer a mamãe deve continuar
se alimentando de uma maneira equilibrada (Middleto et al., 2021).

Justificação do tema
A justificativa destaca a importância do estudo sobre a alimentação como factor
de surgimento de doenças crónicas em gestantes, focando em dois pontos principais:
 Relevância da nutrição na prevenção de complicações gestacional e doenças crónicas.
A pesquisa busca mostrar como uma alimentação adequada durante a gravidez pode
prevenir complicações de saúde tanto para a mãe e para o bebé, incluindo doenças
como diabetes gestacional, hipertensão e obesidade. Este conhecimento pode
contribuir para a conscientização da importância de escolhas alimentares saudáveis no
período gestacional
 Desenvolver políticas públicas para o incentivo a boa nutrição no período gestacional.
O tema também pretende destacar a necessidade de incentivar hábitos alimentares
saudáveis de criar ou fortalecer políticas públicas voltadas para saúde gestacional
13
garantindo que a gestante tenha acesso a informação e recursos para manter uma
nutrição equilibrada. A justificativa reforça que abordagem desse tema é valiosa não
apenas para a minha formação académica, mas também para a sociedade, ao contribuir
com soluções, práticas e científicas para melhorar a saúde gestacional.

Problema de investigação
Nesta conscientização, depois de se identificar a falta de conhecimento sobre
alimentação adequada, ausência de acompanhamento nutricional às gestantes aos domicílios,
além da falta de poder financeiro para satisfazer as despesas alimentícias durante o período
gestacional, entendeu-se partir com a seguinte questão norteadora: Que factores alimentares
contribuem para o surgimento de doenças Crónicas às gestantes atendidas nas consultas
Pré-natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes?

Objectivos:
Geral:
 Analisar o nível de conhecimento das gestantes em relação a alimentação inadequada
como factores de surgimento de doenças cronicas.

Específicos:
 Caracterizar o perfil sociográfico da amostra em estudo;
 Identificar as principais doenças causadas pela alimentação inadequada na gestação
das pacientes atendidas nas consultas Pré-natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos
Lopes.
 Propor estratégias de intervenção nutricional que possam ser integradas à consulta pré-
natal para melhorar os hábitos alimentares das gestantes.

O presente trabalho está estruturado por três capítulos antecedidos de uma


introdução e os pré-textuais. Destarte, o primeiro capítulo descreve o enquadramento teórico
mencionando assim as abordagens que os autores conceituados relatam sobre a temática. O
segundo capítulo faz menção do enquadramento metodológico, onde é delineado o tipo de
pesquisa, os instrumentos utilizados para a recolha de dados, a população e a amostra, os
procedimentos de análises, as variáveis de estudo bem como os procedimentos éticos e legais
da pesquisa. Já o terceiro capítulo descreve a apresentação, análise e discussão dos resultados
adquiridos no Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes durante o período estabelecido da
nossa pesquisa.

14
CAPÍTULO I: ENQUADRAMENTO TEÓRICO
1.1. Perspectiva histórica da alimentação/nutrição

A história da nutrição como ciência teve início no século XX, devido aos avanços
obtidos em fisiologia e principalmente no desenvolvimento da química fisiológica no século
XIX. Eesse surgimento no âmbito científico está relacionado com a disciplina “Higiene
Alimentar” presente nos currículos dos cursos de Medicina do século XIX. Entretanto, é
possível dizer que as relações entre a alimentação e a saúde começam a ser realizadas muito
antes, visto que desde a Grécia Antiga a alimentação é observada como factor importante para
preservação da saúde, como observado por meio da actuação de Hipócrates e a valorização
que ele atribuía a uma dietética adequada, aliada com a prática de exercícios físicos (Motta,
Oliveira, & Boog, 2020).
Acredita-se que Galeno também acreditava no potencial de cura e prevenção de
doenças através dos alimentos. Desde o século XVII, se têm estudos sobre a alimentação, os
efeitos do peso corporal e também a relação da cura do escorbuto, por exemplo, com a prática
alimentar. Ademais, ainda é possível evidenciar que o químico Antoine Lavoiser pode ser
considerado como o “Pai da nutrição”, visto que ele forneceu grandes contribuições para o
campo da calorimetria e do metabolismo energético pelos alimentos (Negri, et al., 2023).
É válido salientar que os termos, dietética e nutrição, estão fortemente
relacionados, já que, os dois referem-se aos alimentos de forma que promovam a recuperação,
prevenção e manutenção da saúde do homem (Toloza, 2022). Assim, é necessário também
evidenciar alguns registos da ocorrência da profissão de Dietista/Nutricionista pelo mundo. O
registo mais antigo obtido em Nutrição acontece no Canadá, apontando a actuação de Irmãs
da Ordem de Ursulinas em Quebec (1670), no ensino da Economia Doméstica.
Além disso, o primeiro curso para formação de dietistas em âmbito universitário
ocorreu em Toronto, em 1902, porém o exercício pioneiro dessa actividade se deu nas clínicas
das antigas universidades europeias, juntamente com o surgimento da ciência da nutrição,
através dos médicos que estipulavam uma dieta especial para os doentes, sendo as enfermeiras
responsáveis pela realização do alimento (Toloza, 2022).

1.2. Conceitos chaves

1.2.1. Alimentação e nutrição


Para decorrer a respeito de alimentação e nutrição é necessário, primeiramente,
conceituar os dois termos. Verifica-se no contexto brasileiro, certa confusão entre dois

16
conceitos, que acabam por ser utilizados, muitas vezes, como sinónimos ou terminologias
necessariamente incorporadas uma a outra. (Bosi & Prado, 2020).
A alimentação pode ser definida como o processo biológico e cultural que se
traduz na escolha, preparação e consumo de um ou vários alimentos. A nutrição, por sua vez,
é definida como estado fisiológico que resulta do consumo e da utilização biológica de
energia e nutrientes em nível celular. A alimentação, portanto, engloba o alto de nutrir,
embora não se restrinja apenas a ele dado que o alimento transcende e extrapola o suprimento
das necessidades biológicas (Ministério da Saúde do Brasil, 2021).
Assim sendo, a alimentação não diz respeito apenas a processos biológicos, a
nutrição não se restringe ao estado fisiológico. A nutrição é também um campo científico, que
abarca os estudos sobre a composição química dos alimentos e seus nutrientes, bem como
seus efeitos sobre o corpo, mente e relações humanas; além de ser, ainda, um campo de
formação, geração de conhecimento, profissionalização e de um amplo conjunto de práticas
(Bosi & Prado, 2020).
A alimentação diz respeito a todos os aspectos que envolvem o comer (como ato
voluntário), incluindo o nutrir (como característica do alimento ingerido), ou seja, a relação
entre o ser humano e o alimento. Levando em conta que o alimento carrega consigo
significados culturais, comportamentos afectivos extremamente singulares, os quais não
podem ser minimizados ou relegados, a alimentação, tendo em si o alimento como aspecto
central, expressa as relações sociais, valores e história dos indivíduos e dos grupos
populacionais (Ministério da Saúde do Brasil, 2021).
A complexidade da alimentação é explicitada a partir do conceito de sistema
alimentar, compreendido pelo Marco de Referência em Educação Alimentar e Nutricional
para as Políticas Públicas. Para Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome
(2022, p.12) define a alimentação como:
O processo que abrange desde o acesso à terra, à água e aos meios de
produção, as formas de processamento, de abastecimento, de
comercialização e distribuição, a escolha e consumo dos alimentos,
incluindo as práticas alimentar individuais e colectivas, até a geração
e distinção de resíduos.
Portanto, pensando de forma abrangente, a alimentação vai além do momento de
escolha do alimento, e não se finda com o consumo, atingindo dimensões sociais, ambientais
e culturais extremamente amplas.

17
1.2.2. Mal nutrição
Segundo o Cebola (2021, p.43), a malnutrição pode ser entendida como um estado
em que uma deficiência, um excesso ou um desequilíbrio em termos de energia, proteínas ou
outros nutrientes, causam efeitos adversos na função corporal ou em indicadores clínicos.
A má nutrição, tanto hiponutrição quanto hipernutrição, durante a fase gestacional,
aumenta a susceptibilidade da prole a alterações metabólicas e neuronais (Lucindo & Soares,
2021).

1.2.3. Gestação
A gestação é um processo transicional, complexo, único, especial e
multidimensional que envolve a mulher, o homem, a família e a sociedade. Não se trata
apenas de um evento isolado nem descontextualizado dos demais processos que ocorrem na
vida humana. Ela é influenciada pelas experiências anteriores dos envolvidos, por suas
crenças, valores, cultura e educação e pelo contexto existencial, assistencial e socioeconómico
em que ocorre (Zampieri, 2019).
A Gestação é caracterizada por constantes mudanças tanto físicas quanto
emocionais na vida da mulher. É um episódio de normalidade anatómica e fisiológica com
manifestações clínicas e perfil laboratorial próprio que condiz com as adaptações necessárias
para assegurar o normal desenvolvimento da vida intra-uterina (Cruz, França, & Gruber,
2020).

1.3. O período gestacional

O processo de constituição da maternidade inicia-se muito antes da concepção, a


partir das primeiras relações e identificações da mulher, passando pela actividade lúdica
infantil, a adolescência, o desejo de ter um filho e a gravidez propriamente dita (Piccinini et
al., 2023).
Segundo Tortora & Grabowski (2023), a gestação é a sequência de eventos que se
inicia com a fertilização do óvulo e prossegue com a implantação, o desenvolvimento
embrionário e o desenvolvimento fetal, terminando normalmente com o nascimento, cerca de
38 semanas mais tardes, ou 40 semanas após o último período menstrual. Trata-se de um
período estritamente fisiológico, marcado por inúmeras mudanças.
As mudanças imediatamente reconhecidas são as relacionadas ao corpo, em
decorrência das demandas fisiológicas desse evento (Baião & Deslandes, 2021). Sob o ponto
de vista da biomedicina, é inegável que são fases de maior vulnerabilidade e de grandes
18
demandas que requerem prioridades na assistência. A gestação caracteriza-se pelo período de
desenvolvimento do embrião no útero, no qual as necessidades nutricionais são elevadas. É
também, acompanhada por alterações anatómicas, fisiológicas e psicológicas que afectam
quase todas as funções orgânicas da gestante (Oliveira et al.,2022).
Para (Job, 2019), essas mudanças são necessárias para regular o metabolismo
materno, promover o crescimento e desenvolvimento fetal e preparar a mãe para o trabalho de
parto, nascimento e lactação.
O período gestacional é heterogéneo em seus aspectos fisiológicos, metabólicos e
nutricionais. No primeiro trimestre, a saúde do embrião vai depender da condição nutricional
pré-gestacional da mãe, não somente quanto às suas reservas de energia, mas também quanto
às de vitaminas, minerais e de oligoelementos. O segundo e terceiro trimestres integram outra
etapa para a gestante, em que as condições ambientais vão exercer influência direita no estado
nutricional do feto (Fazio et al., 2022).
As mudanças fisiológicas induzidas pela gravidez incluem o ganho de peso devido
ao feto, líquido amniótico, placenta, aumento do útero e aumento da água corporal total;
aumento do armazenamento de proteínas, triglicerídeos e minerais; marcante aumento das
mamas, como preparação à lactação; e dor na parte inferior do dorso, devido à lordose
(Tortora & Grabowski, 2023).

1.4. Fisiologia na Gestação

A gestação apresenta adaptações metabólicas que conciliam as necessidades


fisiológicas da mulher aumentadas com o desenvolvimento adequado do feto. É um processo
fisiológico natural de desenvolvimento do embrião dentro do organismo feminino. A gestante
passa por transformações que repercutem no seu quotidiano de forma expressiva, que tem
como objectivo proporcionar condições adequadas para o desenvolvimento fetal em
concordância com o organismo materno (Ministério da Saúde, 2022).
Quando a gravidez é desenvolvida sob condições de privação alimentar, o corpo
materno é o mais poupado, garantindo assim a possibilidade de lactação que muito
provavelmente seja mais importante a longo prazo para a criança do que o desenvolvimento
intra-uterino. E para melhor visualização do ponto de vista metabólico, o período gestacional
pode ser dividido em duas fases, a fase anabólica ou materna que acontece no primeiro e
segundo trimestre e a fase catabólica ou fetal no terceiro trimestre (Parizzi & Fonseca, 2020).
Na fase gestacional anabólica o organismo está se preparando para permitir o
desenvolvimento do feto na segunda parte da gravidez. E é nessa fase que surgem adaptações
19
fisiológicas no organismo materno como aumento de apetite e da eficiência digestiva,
aumento do débito cardíaco e do fluxo sanguíneo renal e periférico, formação de reservas
nutricionais constituídas essencialmente por lipídios. Já na fase catabólica grande parte das
reservas nutricionais da mãe são utilizadas, pois é o período em que normalmente o feto
demonstra extraordinário crescimento. Porém, apesar da intensidade do crescimento fetal, a
mãe permanece com as reservas nutricionais praticamente estáveis nos últimos meses de
gravidez (Domingos, 2023).
Na gestação, inicialmente durante a fase anabólica há uma diminuição nos níveis
séricos de glicose e perda de substrato para a gliconeogênese que são factores que contribuem
para a hipoglicemia materna. Por volta da décima oitava semana, a partir da maior demanda
do feto por nutrientes, estabelece-se a fase catabólica com início a resistência à acção da
insulina, e esta progride para o terceiro trimestre a níveis séricos semelhantes aos observados
no diabetes melitos tipo 2. Essa resistência insulínica é resultado da combinação entre o
aumento da adiposidade materna e da produção placentária de harmónios diabetogênicos
como cortisol, progesterona e harmónio do crescimento. Ainda na fase catabólica, a
sensibilidade periférica à insulina reduz em 50% e a produção hepática de glicose é 30%
maior do que no início da gestação. (Abi-Abib RC et al., 2019)

1.5. Intercorrências gestacionais

As alterações nutricionais e metabólicas que ocorrem durante a gestação visam


proporcionar um ambiente favorável para o desenvolvimento normal do concepto. Essas
modificações fisiológicas promovem alterações no organismo materno preparando-o para a
maternidade (Fazio et al., 2022).
A gestação é um fenómeno fisiológico e por isso sua evolução se dá na maior
parte dos casos sem intercorrências. Mas, pequena parcela de gestantes pode apresentar
características especificas que interferem na evolução da gestação (Cavalcanti, 2022).
Aproximadamente 10% de todas as gestações são consideradas de “alto risco”,
indicando uma complicação materna preexistente ou uma situação que se apresenta na
gestação e coloca o feto em risco (Nahan & Escott-stump, 2021).
Entende-se, portanto, que a gestação de alto risco pode ser considerada como
sendo aquela na qual a vida ou a saúde da mãe e/ou feto tem maiores chances de ser atingida
por agravos que a média das gestações (Sousa, Araujo, & Costa, 2019; Brasil, 2024).
Estudos epidemiológicos apontam que o maior risco para complicações
gestacionais está relacionado às mulheres obesas, embora o baixo peso também aumente os
20
riscos de desfechos desfavoráveis para a mãe e, principalmente, para o filho (Freitas et al.,
2019).
As mulheres obesas apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de
intercorrências gestacionais, como diabetes gestacional, síndromes hipertensivas da gravidez,
macrossomia, sofrimento fetal, trabalho de parto prolongado, parto cirúrgico, restrição de
crescimento intra-uterino, desproporção céfalo-pélvica, trauma, asfixia, morte perinatal e
prematuridade (Seabra et al.,2019).
O diabetes gestacional é geralmente diagnosticado após 24 semanas de gestação e
pode afectar entre 5 e 10% de todas as mulheres grávidas. Embora os sintomas sejam
similares aos da diabetes, incluindo glicosúria e glicose sanguínea alterada, há também uma
maior probabilidade de desenvolver pré-eclâmpsia. (Nahan & Escott-stump, 2021).
A pré-eclâmpsia (PE) é caracterizada pelo aparecimento de hipertensão sistémica
aguda e proteinúria (>300mg/24h) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente
normotensas. A hipertensão arterial se apresenta como a principal complicação na gravidez e
a maior causa de mortalidade (Chaim, Oliveira, & Kimura, 2019).
As síndromes hipertensivas que ocorrem durante a gestação são classificadas em
hipertensão gestacional, hipertensão crónica, pré-eclâmpsia, pré-eclâmpsia sobreposta e
eclampsia. Gestantes com hipertensão arterial estão predispostas a desenvolver complicações,
como o deslocamento prematuro da placenta, coagulação intravascular disseminada,
hemorragia cerebral, falência hepática e renal. Entre as complicações fetais está o baixo peso
ao nascer, redução do suprimento de oxigénio e nutrientes e o maior risco de desenvolver
doenças pulmonares agudas e crónicas (Ferrão, 2019).
Tortora & Grabowski (2023), com relação ao trato gastrintestinal, “as mulheres
grávidas experimentam fisiologicamente um aumento do apetite”. Além disso, a pressão sob o
estômago pode forçar os conteúdos estomacais para o esófago, causando azia.
Durante a gravidez, os sintomas gastrointestinais como náuseas, vómitos e
constipação são comuns. A constipação no período gestacional é queixa frequente no
atendimento obstétrico. Há algumas razões para o aumento da prevalência de constipação
intestinal no período gestacional. Na gravidez, além dos factores relacionados à dieta, outros
contribuem para a piora deste sintoma, tais como: suplementação de ferro, redução na
actividade física, motilidade reduzida do cólon com tempo de trânsito prolongado e os efeitos
hormonais sobre a motilidade gastrintestinal (Saffioti et al., 2020).

21
As mulheres gestantes são um dos grupos populacionais com maior risco de
desenvolvimento de anemia. A deficiência de ferro na gestante pode acarretar efeitos adversos
tanto para a sua saúde quanto para a do recém-nascido. As anemias maternas, moderada e
grave, estão associadas a um aumento na incidência de abortos espontâneos, partos
prematuros, baixo peso ao nascer e morte perinatal. Os efeitos no feto podem ser a restrição
do crescimento intra-uterino, prematuridade, morte fetal e anemia no primeiro ano de vida,
devido às baixas reservas de ferro no recém-nascido (Rocha, et al., 2020).

1.6. Importância do acompanhamento nutricional para promoção da alimentação


saudável no período gestacional

Durante a gestação ocorrem mudanças no corpo da mulher para acomodar um


novo ser em desenvolvimento e crescimento, visto que é composta por processos fisiológicos,
metabólicos e nutricionais. Nesta fase as necessidades nutricionais da mulher aumentam para
apoiar todas transformações, e a ingestão alimentar pode ter implicações importantes para a
mãe e a saúde futura do bebé (Mousa, Nagash, & Lim, 2019).
É certo que a garantia de saúde das mulheres e dos seus filhos é um tema
importante para Organização Mundial da Saúde (OMS). Portanto constata evidências, desde a
avaliação de programas de nutrição em saúde pública a estudos de intervenção nutricional, de
que um adequado estado nutricional da gestante pode trazer grandes vantagens (Bezerra &
Alves, 2020).
Portanto, as recomendações alimentares e nutricionais devem adaptar-se a cada
mulher, considerando-se as diferenças individuais. Desta maneira recomenda-se a adopção de
um estilo de vida saudável, que deve iniciar-se mesmo antes da concepção, para aperfeiçoar a
saúde da mãe e reduzir o risco de complicações durante a gravidez e de algumas doenças no
bebé (Moreno Ancira et al., 2019).
De modo geral, gestação é um período crítico que impõe necessidades nutricionais
aumentadas, e a adequada nutrição é primordial para a saúde da gestante e do feto. Grávidas
devem consumir alimentos em variedades e quantidades especificas, considerando as
recomendações dos guias alimentares e as práticas alimentares consideradas saudáveis, para
atingir as necessidades energéticas e nutricionais e as recomendações de ganho de peso
adequado (Vasconcelos et al., 2019).
Constituída de grande felicidade e realização, mas também um momento em que
há dúvidas e perguntas que precisam ser esclarecidas, ressalta-se que nesta fase, tanto a

22
mulher como a criança em desenvolvimento enfrentam vários riscos de saúde nesse período.
Neste âmbito, é importante que toda a gestação seja monitorizada pelos prestadores de
cuidados especializados (Marques et al., 2021).
Rejali, et al., (2020), o consumo de uma mistura nutricionalmente e com aceitação
de sabor poderá não só manter, a saúde da mãe e do bebé, evitando problemas durante o parto,
mas também, estabelecer os alicerces essenciais para o crescimento saudável da criança.
Com base em análises que apresentam uma reflexão sobre como os hábitos
socioculturais e as relações sociais que podem interferir na prática alimentar de gestantes,
ressalta-se a necessidade de se abordar questões relacionadas a alimentação na gestação por
uma visão interdisciplinar que reconheça e respeite, além das necessidades nutricionais, o
contexto social e emocional (Santos et al., 2019).

1.7. Importância do pré-natal

A gravidez é o período ideal para a intervenção dos profissionais da saúde porque


as mulheres estão muito próximas desses profissionais, realizando consultas frequentes,
exames de rotina e recebendo uma série de novas orientações para adequar a alimentação; e
também, por que durante a gestação as mulheres estão mais sensibilizadas para os benefícios
de um estilo de vida mais saudável visando obter os melhores resultados para si e para seus
filhos (Félix et al., 2020).
Nesse sentido os profissionais de saúde, principalmente os médicos que estão
próximos das gestantes, são os responsáveis por disseminar essas concepções e orientar as
mulheres sobre os benefícios da prática da actividade física durante a gestação. Essa
orientação deve ser feita tanto para as mulheres fisicamente activas quanto para aquelas
sedentárias. Para as mulheres fisicamente activas a orientação deve ser a manutenção das
actividades físicas compatíveis com o período gestacional, e elas geralmente já desenvolvem
alguma actividade supervisionada, o que torna mais fácil realizar mudanças sem perda dos
benefícios cardiovasculares, entre outros (Silva & Bong, 2021).
Estudos científicos identificaram que no período da gestação há uma necessidade
aumentada de todas as vitaminas (ácido fólico, vitaminas A, C, D e complexo B) e minerais
(ferro, cálcio, magnésio, fósforo). O ferro é importante para o metabolismo energético e para
o desenvolvimento do sistema nervoso fetal. O déficit deste mineral pode originar risco de
baixo peso do bebé ao nascimento, prematuridade e mortalidade perinatal e perturbações na
formação e organização neuronial. É importante o acompanhamento de um profissional para

23
orientar sobre a ingestão suficiente de determinados minerais ou vitaminas. O ácido fólico
desempenha um papel chave na redução do risco de desenvolvimento de má-formação do
tubo neural do bebé (Pires et al., 2020).
Portanto no período da gravidez os cuidados continuam e a deficiência de iodo
durante a gravidez pode comprometer o desenvolvimento cognitivo fetal. As mulheres em
preconcepção, grávidas ou amamentando devem receber um suplemento diário de iodo. Desde
o período preconcepção, durante toda a gravidez e enquanto durar o aleitamento materno
exclusivo, pelo que deverá ser prescrito o medicamento com a substância activa de iodeto de
potássio na dose devidamente ajustada (Keakts et al., 2019).
As recomendações de cálcios são importantes para os ossos e dentes saudáveis
tanto da mãe quanto do bebé. Visto também que a vitamina D é fundamental para a fixação do
cálcio, para o equilíbrio entre os ossos e a formação do esqueleto e dentes do bebé. Pode-se
assim, dar como exemplo de alimentos ricos em vitamina D, o salmão, ovos, leite e queijos. É
importante ressaltar que a vitamina D é, sobretudo, produzida pela exposição ao sol,
lembrando que se faz necessário o uso de protector solar (Rios, 2020).
De acordo com dados científicos, Coutinho, Contunho, & Continho, (2021)
afirmam que “o consumo adequado de magnésio durante a gravidez está associado à
diminuição do risco de pré-eclâmpsia, de nascimentos prematuros e de atraso no crescimento
intra-uterino”.
Sobre orientação médica, é importante tomar suplemento vitamínico pré-natal
para ter certeza de que o corpo da mãe receberá todos os nutrientes de que precisa; o zinco
desempenha funções cruciais em diversos processos biológicos do organismo, tais como,
síntese proteica, metabolismo energético, metabolismo de hidratos de carbono e de lipídios,
metabolismo do ADN e do ARN e é ainda necessário para a diferenciação e divisão celular e
bom funcionamento do sistema imunológico. Assim, o zinco é um suplemento especialmente
importante e necessário para o bom desenvolvimento neurológico do bebé e a sua deficiência
pode provocar má-formação congénita, baixo peso ao nascimento e morte prematura (Hwang
et al., 2022).
Como é observado, a anemia causada pela carência de ferro e ácido fólico ao
longo da gestação tem correlação com várias condições adversas, incluindo o elevando risco
de mortalidade materna durante o período perinatal, o baixo peso ao nascer e partos pré-
termos. Compreendendo que o factor de risco mais importante para a causa dos defeitos do
tubo neural, é a anemia por falta de ácido fólico, que ocorre na fase inicial do

24
desenvolvimento fetal, entre a terceira e quinta semana de gestação (Koivuniemi, et al.,
2020).
Lembrando que a ausência de ferro durante a gravidez ocorre principalmente pelo
consumo insuficiente na dieta devido a maior precisão desse nutriente nesse período. Sendo
assim, como consequência clínica ocorre a anemia, com frequência de 30% entre as gestantes
(Adeboye, Bodunde, & Okekunle, 2020).
Nesse contexto a nutrição da gestante é, portanto, decisiva para o curso
gestacional, e dessa forma, a dieta no primeiro trimestre da gestação é muito importante para
o desenvolvimento e diferenciação dos diversos órgãos fetais. Observa-se que nos trimestres
subsequentes a dieta está mais envolvida com a optimização do crescimento e do
desenvolvimento cerebral do feto (Gomes et al.,2019).

1.8. Nutrição e seu efeito no feto

O desenvolvimento dos dentes começa cerca de 6 semanas após o início da


formação do embrião. Existem muitas pesquisas em andamento no momento para determinar
se algo afecta o desenvolvimento dos dentes do feto no período pré-natal. Durante a fase
inicial do desenvolvimento dos dentes, podem ocorrer danos aos dentes devido a factores
como a desnutrição. Eles podem ter alterações irreversíveis nas estruturas dentárias (Rigo,
Dalazen, & Garbin, 2019).
Quando a deficiência nutricional surge logo após o início da formação ou secreção
da matriz orgânica, a alteração no elemento dentário resulta em uma hipoplasia do esmalte de
aspecto rugoso com diminuição ou ausência na qualidade e quantidade de esmalte. Entretanto,
se esta deficiência ocorrer após o processo de maturação, a aparência será uma
hipocalcificação expressa por manchas brancas, circundadas por esmalte normal (Masumo,
Bardsen, & Astrom, 2019).
Cálcio, fosfato e vitaminas (A, C e D) são os principais nutrientes envolvidos com
a odontogênese. A vitamina A está relacionada com os processos de crescimento e
desenvolvimento normais dos tecidos ósseos e dentários e exerce papel importante na
manutenção da integridade de todas as células epiteliais do organismo. A deficiência de
vitamina A pode levar a alterações na amelogênese, na dentinogênese e na função
imunológica (Muniz et al., 2021).
A Vitamina D pode interferir na calcificação dentária, uma vez que ela é um
regulador do equilíbrio do fósforo e do cálcio. Uma dieta rica em vitamina D e exposição ao

25
sol (em horários ideais) estão associadas a uma menor incidência de cárie e diminuição da
prevalência de hipoplasia de esmalte (Schoth, 2023).
Alguns profissionais da área da saúde prescrevem suplementação de cálcio e
fósforo; no entanto, se essa suplementação foi insuficiente, pode aumentar o risco de defeitos
no. O baixo peso ao nascer pode retratar fatos ocorridos durante o período fetal (pudesse citar
como exemplo a alimentação não-balanceada da gestante), pois reflecte as condições
nutricionais do recém-nascido e da mãe durante a gestação (Massoni et al., 2019).
Caixeta & Correa (2019), realizaram uma pesquisa com crianças prematuras, com
o objectivo de avaliar a erupção dentária e a prevalência de defeitos no esmalte. Os defeitos
no esmalte apareceram em 51,43% das crianças com peso muito baixo e 14,29% com peso
normal, indicando uma tendência à associação inversa entre peso e defeito; com relação à
erupção dentária, esta não foi retardada, porém, o número total de dentes até 36 meses
mostrou-se menor do que os resultados encontrados em crianças normais. Evidências de
países subdesenvolvidos com má nutrição mostram que um defeito no esmalte chamado
hipoplasia do esmalte é comum. (Caixeta & Correa, 2019).
Algumas pesquisas têm mostrado que o esmalte hipoplásico é mais susceptível à
colonização por Streptococcus mutans; dessa forma, é uma condição favorável ao acúmulo de
biofilmes cariogênicos. Por essa razão, crianças com hipoplasia de esmalte têm uma chance
muito maior de desenvolver lesões de cárie nessas áreas (Santos et al.,2019).

1.9. Nutrição na gestação

Para Baião & Deslandes (2021), “durante a gravidez, a questão da alimentação é


muito importante, sendo previstas alterações na dieta como parte do protocolo da assistência
pré-natal, principalmente em razão das necessidades aumentadas”.
O conhecimento científico aponta que as necessidades nutricionais aumentam,
sendo recomendadas alterações na dieta com vistas à saúde materna. Assim, nesse período, a
mulher fica submetida a regras alimentares que visam à protecção do binómio mãe-filho. A
ingestão alimentar materna habitual é uma das determinantes do ganho de peso na gestação, o
que está associado directa ou indirectamente ao desenvolvimento de complicações durante a
gestação (Oliveira et al., 2019).
A saúde das gestantes e de seus bebés depende de uma nutrição adequada. A
nutrição da gestação é, portanto, decisiva para o curso gestacional. A dieta, no primeiro
trimestre da gestação, é muito importante para o desenvolvimento e diferenciação dos

26
diversos órgãos fetais. Já nos trimestres subsequentes, a dieta está mais envolvida com a
optimização do crescimento e do desenvolvimento cerebral do feto (Drehmer, 2020).
As gestantes são susceptíveis à inadequação nutricional, pelo aumento da
demanda de energia, de macro e de micronutrientes, que ocorrem durante a gravidez, a fim de
se garantir a saúde materno-fetal (Fazio, 2019).
Seja em termos de micro ou macronutrientes, o inadequado aporte nutricional da
gestante pode levar a uma competição entre a mãe e o feto, limitando a disponibilidade dos
nutrientes necessários ao adequado crescimento fetal. Portanto, a literatura é consensual ao
reconhecer que o estado nutricional materno é indicador de saúde e qualidade de vida tanto
para a mulher quanto para o crescimento do seu filho (Freitas et al.,2019).
Considera-se importante a alimentação adequada no período gestacional e o
aconselhamento nutricional a partir do primeiro trimestre da gravidez, como meio de
proporcionar e promover mudança de comportamento e, consequentemente, redução de
doenças pelo estilo de vida. A inadequação da dieta na gravidez é um problema de saúde
pública e aumenta o risco de baixo peso ao nascer, crescimento fetal inferior, defeitos do tubo
neural, obesidade materna, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro. (Oliveira et
al., 2019).
O que acontece é que muitas mulheres têm noções pouco corretas acerca dos
cuidados alimentares a ter durante a gravidez e/ou amamentação, devido a ideias
preconcebidas e mitos relacionados com a ingestão de determinados alimentos. Observa-se
em alguns casos a privação de certos alimentos desnecessariamente. Assim como, por vezes,
ocorre a alteração dos hábitos alimentares destas mulheres de forma inadequada, podendo
inclusive afectar o desenvolvimento normal do embrião/feto, ou mesmo, afectar o estado de
saúde da futura mãe. Um bom estado nutricional durante a gravidez e a amamentação permite
à mãe e ao filho uma óptima saúde (Pinheiro & Seabra, 2020).
A falta de conhecimento sobre uma alimentação saudável pelas gestantes reflecte
directamente nas suas escolhas dietéticas, que podem estar influenciadas por factores como
aumento do apetite, paladar acentuado, condições socioeconómicas e influências locais
(Beckrnkamp, Sulzbach, & Granada, 2019).
Mesmo que durante a gravidez as mulheres estejam cercadas por uma
racionalidade técnica, sobretudo por meio do contacto com o discurso científico no pré-natal,
as crenças, os valores, os gostos, as prescrições e interdições continuam a agir como fortes
referenciais. O conhecimento em nutrição e a cultura alimentar podem se justapor, contrapor

27
ou conjugar, às vezes interferindo na margem de autonomia da gestante sobre suas escolhas
alimentares (Baião & Deslandes, 2021).

1.10. Consumo alimentar de gestantes

As características socioeconómicas da gestante podem influenciar directamente o


seu consumo alimentar. A baixa renda e poucos anos de estudo podem repercutir
negativamente no consumo de alguns alimentos, pois a baixa escolaridade proporciona maior
dificuldade em compreender cuidados com a saúde acarretando hábitos de vida e alimentação
inadequados (Monteiro et al., 2021).
Em um estudo realizado por Araújo et al., (2023), com gestantes saudáveis
atendidas em unidades de saúde foi possível observar que havia consumo insuficiente de
alimentos do grupo do leite e das leguminosas e excessivo consumo de açúcares e carnes.
A maior ingestão de carne vermelha, processados e ovos, antes ou durante a
gravidez, está associada a maior risco de alterações no metabolismo dos carboidratos. Já uma
dieta rica em frutas, hortaliças e peixes e pobre em carne vermelha, carne processada,
lacticínios com alto teor de gordura e ovos reduzem o risco de alterações glicémicas. Então, a
ingestão de alimentos e a adesão a padrões alimentares saudáveis estão relacionados à
promoção da saúde no binómio mãe-filho (Schoenaker et al., 2020).
A alimentação inadequada pode levar tanto ao ganho de peso gestacional
excessivo quanto ao insuficiente e este padrão de consumo está associado a complicações
gestacionais. Entre tais complicações estão baixo peso do feto ao nascer, prematuridade,
diabetes gestacional e hipertensão materna. Portanto, avaliar o estado nutricional da gestante
torna-se importante para identificar o risco nutricional para baixo peso ou
sobrepeso/obesidade, e assim estabelecer as recomendações nutricionais adequadas para cada
caso (Santo & Fujmori, 2021).
Um estudo feito na cidade do Rio de Janeiro, conduzido por Seabra et al., (2020)
com 433 puérperas observou que 24,5% iniciaram a gravidez com sobrepeso ou obesidade.
Iniciar a gestação com sobrepeso/obesidade ou com ganho de peso excessivo durante a
gestação contribui para a retenção de peso após o parto, além de outros efeitos adversos como
pré-eclâmpsia, complicações durante e no pós-parto e recém-nascidos grandes para a idade
gestacional
O aumento do índice de massa corporal (IMC) materno também é um factor de
risco para o desenvolvimento de diabetes melitos gestacional.

28
De acordo com estudo conduzido por Shin & Song (2023), as gestantes que
consumiam maior quantidade de carboidratos simples e gorduras totais possuíam maior risco
de desenvolver diabetes gestacional.
Já o estudo feito por Hernandez et al., (2023), sugere que uma dieta constituída
por alimento com menor teor de gordura, carboidratos complexos e com menor índice
glicémico e adequada em proteínas contribui para um melhor controlo glicémico.

1.11. Doenças crónicas não transmissíveis na gestação

Dados científicos ressaltam que grávidas cujo ganho de peso que ultrapassa as
recomendações tem maior risco de desenvolverem diabetes gestacional, síndromes
hipertensivas, hipertensão crónica e pré-eclâmpsia, pois, podem gerar complicações a saúde
da nutricional no bebé e intercorrências no trabalho de parto (Shirem, Brudner, & Atsmon,
2019).
Também apresentam riscos aumentados para uma gravidez tardia e morte fetal
ultra uterino a classificar como aborto. Outro factor crítico é que bebés nascidos podem
associar-se a microssomia fetal (Mohamed et al., 2022).
Assim, a obesidade e o baixo peso podem acarretar diversas complicações
maternas, fetais e perinatais. Destaca-se que o ganho de peso adequado é considerado um
processo natural devido ao aumento das necessidades nutricionais e metabólicas, para garantir
o correto desenvolvimento e crescimento fetal (Sartorelli et al., 2020)
Desta forma, estudos têm mostrado que o cuidado com a alimentação no período
que antecede a concepção deve ser priorizado. Para conferir essa importância, um estudo
realizado com mulheres obesas que apresentavam problemas de fertilidade indicou positiva
correlação entre a condução de orientações nutricionais para a perda de peso no momento que
antecedeu a concepção e aumento no número de gestações espontâneas no período do estudo (
Zhang et al., 2020).
Na fase da gravidez o sobrepeso requer um cuidado de ajuste alimentar, para
reduzir o risco de doenças que são prevalentes durante a gestação como a diabetes
gestacional. Em um estudo realizado com mulheres diagnosticadas como intolerantes a
glicose, observou-se que intervenções nutricionais voltadas para redução do risco de
obesidade foram essenciais para a saúde da mulher durante a gestação, reduzindo o risco de
diabetes gestacional. Dentre as condutas nutricionais, os pesquisadores priorizaram o aporte
de micronutrientes como vitaminas do complexo B e vitamina D e melhora da saúde intestinal
(Beitune et al., 2019). Estudos trazem um enfoque realizado com mulheres que estavam em
29
tratamento para a fertilidade, e observou-se que as que consumiam mais fastfood e menos
frutas, apresentavam mais dificuldade para a concepção acontecer.
De forma complementar, mulheres que reduziram o consumo de fastfood de
quatro para duas vezes por semana tiveram redução do risco de infertilidade em 41%. Estas
análises reforçam a necessidade do cuidado com a alimentação durante todas as fases da vida,
inclusive durante o planeamento da gestação. Com a redução do risco de obesidade,
certamente a gestação será mais saudável e a prevalência de doenças metabólicas será
reduzida, tanto para a mãe quanto para o bebé (Miotto, Grieger, & Grzeskowiak, 2021).

1.12. Risco do estado nutricional inadequado

A gravidez é um período marcado por mudanças na vida da mulher, juntamente


com as mudanças fisiológicas, podemos incluir a mudança nos hábitos alimentares. Neste
período a mulher está sujeita a novos aspectos, saberes ou crenças, sejam eles familiares,
culturais, biomédicos ou de outra fonte. A alimentação é essencial ao crescimento, sem a
ingestão adequada dos alimentos o organismo não pode se desenvolver adequadamente. Esse
facto se apresenta relevante na gravidez, visto que é um período da vida em que um ser vivo
depende essencialmente da saúde e bem-estar de outro. (Capelli et al., 2021).
O período gestacional geralmente é constituído de 40 semanas, podendo ser
dividido em três períodos. No primeiro trimestre (12 semanas) ocorre intensa divisão celular
(hiperplasia), na qual as reservas energéticas, de vitaminas, de minerais e de oligoelementos
maternos garantirão a saúde do embrião. No segundo trimestre (13 a 27 semanas), o
crescimento caracteriza-se por hiperplasia e hipertrofia celular; Enquanto que, no terceiro
trimestre (acima de 28 semanas), o crescimento celular concentra-se em hipertrofia celular.
Assim, o ganho de peso adequado, a ingestão de nutrientes, o factor emocional e o estilo de
vida materno é que definirão o crescimento e o desenvolvimento normal do bebé, bem como a
adequada assistência pré-natal. (Ministério da saúde, 2021).
O estado nutricional é resultado do equilíbrio entre o consumo de nutrientes e o
gasto energético do organismo, para suprir as necessidades diárias. Em relação à gestante, o
diagnóstico do estado nutricional é um factor de grande importância neste período, auxiliando
na prevenção dos desvios de peso ao nascer, bem como na manutenção da saúde em longo
prazo da mãe e do filho (Carreiro & Pimenta, 2023; Demarchi, De Freitas, & Baratto, 2019).
Uma das medidas que são usadas nesse período, é a avaliação do estado
nutricional da gestante, que consiste na tomada da medida do peso e da altura e o cálculo da
semana gestacional, o que permite a classificação do índice de massa corporal (IMC) por
30
semana gestacional. Com base no IMC obtido na primeira consulta de pré-natal, é possível
conhecer o estado nutricional actual e acompanhar o ganho de peso até o final da gestação.
(Ministério da saúde, 2021).
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o monitoramento do
ganho ponderal durante a gestação é um procedimento de baixo custo e de grande utilidade
para o estabelecimento de intervenções nutricionais visando à redução de riscos maternos e
fetais. A orientação nutricional pode proporcionar um ganho de peso adequado, prevenindo o
ganho excessivo ou diagnosticando o ganho ponderal insuficiente (Gonçalves et al., 2020).
Tanto a qualidade da alimentação, como o estado nutricional antropométrico da
mulher, antes e durante a gravidez, também pode influenciar o crescimento e o
desenvolvimento fetal, bem como a evolução da gestação, visto que no primeiro trimestre, a
saúde do embrião vai depender da condição nutricional pré-gestacional da mãe, não somente
quanto às suas reservas de energia, mas também quanto às de vitaminas e minerais (Fazio, et
al.,2022).
O incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras deve ser uma prática
constante do profissional de saúde na atenção à saúde da gestante. É importante que a mesma
seja orientada e incentivada a manter um prato colorido e variar os tipos de frutas, legumes e
verduras, lavar adequadamente os alimentos, diminuir o consumo de gorduras, evitar o
consumo de refrigerantes e alimentos industrializados (Lisboa et al., 2019; Ferraz et al.,
2020).
Nesta perspectiva, os alimentos regionais brasileiros possuem propriedades
nutritivas para uma alimentação saudável na gravidez, o peso ao nascer é considerado um dos
principais factores determinantes da sobrevivência no primeiro ano de vida. O organismo de
uma gestante normal e bem nutrida experimenta uma série de adaptações fisiológicas que
garantem o crescimento e o desenvolvimento do feto e asseguram as reservas biológicas
necessárias ao parto, à recuperação pós-parto e a lactação (Nogueira & Carreira, 2021).
A alimentação adequada durante a gestação é de extrema importância no
desenvolvimento precoce do feto e apresenta efeitos sobre o crescimento, composição,
funções corporais, desenvolvimento das funções neurais e comportamentais e no risco de
ocorrência de morbimortalidade (Taltassori, 2019).
Além disso, a dieta na gestação tem impacto sobre o desempenho da lactação
materna. O aumento do sobrepeso e da obesidade na população brasileira, sobretudo em
mulheres, torna necessário o acompanhamento mais eficiente do ganho de peso durante a

31
gestação e o atendimento nutricional não apenas para as gestantes com baixo peso, mas
também para aquelas com sobrepeso pré-gestacional e risco de ganho excessivo de peso
durante a gravidez. (Araujo, 2023).
Entre as mulheres obesas, a alimentação nem sempre se encontra adequada para o
período da gestação, podendo levar a um ganho de peso inadequado. A adequação à
recomendação de ganho de peso requer mudanças no padrão alimentar desde os primeiros
momentos da gestação ou antes dela - para que os conceitos sobre alimentação saudável sejam
incorporados e colocados em prática pela gestante. (Niquini, 2019).
O ganho ponderal gestacional excessivo pode exercer influência negativa para o
recém-nascido e o excedente pode afectar o estado nutricional materno e não necessariamente
ser ofertado para o feto. Entre esses desfechos, podem ser citados macrossomia, sofrimento
fetal e trabalho de parto prolongado, além de obesidade infantil, diabetes e hipertensão nas
crianças (Lisboa et al., 2019).
Como a família constitui o principal foco de decisões de compra de alimentos e é
o grupo de referência que mais influência no consumo alimentar das gestantes, dessa forma, a
abordagem sobre o ganho de peso adequado e mudança de hábitos alimentares para gestantes
obesas deve ser feita continuamente durante toda a gestação, incentivando o apoio da família.
(Araujo, 2023). O ganho ponderal adequado da gestante pode ter influência positiva na saúde
da mulher e da criança (Lisboa et al., 2019; Silva & Bong, 2021).
As gestantes são as principais responsáveis pela formação dos hábitos alimentares
da criança, o que reforça ainda mais a importância da promoção da alimentação saudável e
adequada neste período (Gomes et al., 2019).
Se a gestante está desnutrida, consequentemente subtende-se que o bebé não está
recebendo os nutrientes necessários da mãe. O bebé poderá apresentar problemas no
crescimento e baixo peso. Os efeitos gerais da desnutrição sobre o corpo geram imunidade
baixa, maior risco para doenças e baixo crescimento. (Lisboa et al., 2019).
Alguns efeitos da desnutrição durante a gestação acompanham a criança durante
toda a sua vida. Um bebé desnutrido é mais susceptível a infecções na fase de crescimento e
na vida adulta. Também se comprova que os problemas cognitivos e a dificuldade de
aprendizado estão ligados aos sintomas de desnutrição, principalmente durante a gravidez e na
infância. As mulheres que sofrem com desnutrição na gestação tendem a ter filhos com baixo
peso ao nascer. (Niquini, 2019).

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A anemia é uma das doenças que mais afectam as mulheres grávidas com
desnutrição em todo o mundo. Aumenta o risco de mortalidade, tanto da mãe quanto do bebé
durante o parto. Além disso, outros efeitos graves gerados pela desnutrição são partos
prematuros, com complicações hemorrágicas e defeitos congénitos no feto. (Organização
Mundial da Saúde, 2013) Um aporte nutricional inadequado, considerando energia, macro e
micronutrientes, pode levar à uma competição entre a necessidade da gestante e do feto,
influenciando na disponibilidade de nutrientes indispensável para o adequado crescimento
fetal e sendo capaz de gerar um prognóstico desfavorável da gestação (Lisboa et al., 2019;
Ferraz et al., 2020).
Os micronutrientes, como as vitaminas e minerais, também são determinantes no
desfecho da gestação, destacando as vitaminas A, D, E, C, ácido fólico, B12 e B6, e os
minerais tais como ferro, zinco e selénio. Dentre eles, cita-se o ácido fólico, o qual a sua
suplementação tem efeito considerável na prevenção de defeitos do tubo neural e outras
anormalidades congénitas (Lisboa et al., 2019; Ferraz et al., 2020)
O estado nutricional inadequado tem grande impacto sobre o crescimento e
desenvolvimento do recém-nascido, podendo comprometer o crescimento pós-natal, com alto
risco de morbidade no primeiro ano de vida. As deficiências nutricionais são responsáveis por
grande parte da morbidade e mortalidade perinatais (Fujimore, 2019).
Uma boa alimentação na gestação, contribui para a prevenção de uma série de
ocorrências negativas. Enfatiza-se a necessidade do acompanhamento nutricional para as
gestantes, para que as refeições possam ser distribuídas da forma correta, recomenda-se a
ingestão de alimentos seis vezes ao dia e com intervalos de três horas, entre cada refeição,
para que os mitos relacionados a alimentação possam ser desmistificados e para que haja uma
educação alimentar correcta. A nutrição se ocupa em adequar as recomendações nutricionais
às necessidades de nutrientes dos indivíduos nas diversas fases do ciclo da vida. Porém, para
Gomes (2019), as práticas alimentares de mulheres, mesmo em estados fisiológicos de grande
importância, sob o ponto de vista nutricional, tais como gestação, puerpério e lactação, são
permeadas por crenças, prescrições e proibições. O conhecimento científico e as práticas
culturais podem estar em oposição, os preceitos científicos podem tornar-se sem relevância,
diante de valores culturais e simbolismos dos alimentos (Niquini, 2019).
Com isso, legumes, frutas, ovos, peixes e carnes podem ser excluídos da dieta,
consideradas “fortes” e perigosas para a saúde da mãe e da criança. Em diversas culturas, as

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crenças, os valores, gostos, as prescrições e interdições alimentares têm grande importância
para muitas mulheres grávidas e puérperas. (Niquini, 2019).

1.13. Assistência na educação alimentar e nutricional

Com relação as recomendações nutricionais na gestação, devem adaptar-se a cada


mulher, considerando as variações individuais quanto as necessidades em cada gravidez,
incluindo dimensões corporais, actividade física, idade e gestações (Marchioni, Gorgulho, &
Steluti, 2019).
É importante salientar que o bom estado nutricional se obtém através da busca de
hábitos saudáveis, proporcionando saúde, reduzindo a possibilidade de ocorrer defeitos do
crescimento fetal, reduzindo os riscos no parto e desenvolvimento de doenças crónicas no
pós-parto. Ressaltando que o principal factor para uma gestação considerada saudável no
contexto nutricional, se baseia no ganho de peso adequado gerado pelo consumo de variedade
de alimentos saudáveis, que devem ser consumidos baseados na necessidade de cada gestante,
de acordo com as orientações dietéticas (Cominetti & Cozzolino, 2021).
Assim, se prioriza o aumento do consumo de frutos, verduras e legumes, pois são
alimentos pobres em gorduras e açúcares, porém, ricos em densidade nutritivas, contribuindo
para aumentar a saciedade e importante para o organismo. É através do cordão umbilical que
o bebé recebe seus nutrientes, provenientes do sangue de sua mãe; entretanto, se as gestantes
não mantem uma alimentação equilibrada, consequentemente a oferta de nutrientes ao bebé
não será adequada (Texeira et al., 2019).
Neste período o corpo se prepara de uma maneira incrivelmente rápida para a
geração de uma nova vida. É fundamental que a mãe elabore uma rotina saudável, com
alimentação correta, prática de actividades físicas regulares com orientações médica e
mantenha uma alimentação equilibrada para que, além de prover a saúde para o bebé, ela
também se mantenha saudável, minimizando as inseguranças e encarando de forma positiva
as transformações gestacionais (Coqueiro, Anjos, & Pereira, 2022).
É notável que gestantes que apresentam inadequada reserva de nutrientes, aliada a
uma ingestão dietética insuficiente, poderão ter um comprometimento de crescimento fetal.
Contudo, mulheres que iniciam a gravidez com peso inferior a 50 kg apresentam maior risco
de gerarem crianças com baixo peso. Assim, antes mesmo da concepção, o acompanhamento
nutricional é fundamental para o estabelecimento de uma dieta que atenda às necessidades da
gestante. Com o baixo ganho ponderal durante a gestação pode desencadear risco para a
ocorrência de defeitos do tubo neural (Yvette, et al., 2021).
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Nesse sentido constata-se que a má nutrição do feto em diversos estágios da
gestação pode trazer consequências não apenas no desenvolvimento infantil, mas também
pode levar a predisposição de enfermidades crónicas não transmissíveis, como diabetes,
hipercolesterolemia, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão e alguns tipos de
câncer durante a vida adulta (Heslehurst, et al., 2019).
É importante salientar que a alimentação adequada tem um efeito protector no
resultado obstétrico, e essa evidência vem se confirmando cada vez mais no período da
gravidez. Observa-se que o inadequado estado nutricional materno, além de favorecer o
desenvolvimento de intercorrências gestacionais, proporciona a instalação de carências
nutricionais que podem se manter durante todo o período gestacional e perdurar durante a
lactação, reflectindo na desnutrição dos recém-nascidos em aleitamento materno exclusivo
(Muglu, et al., 2019).
A gestação é um período anabólico que requer uma quantidade extra de energia.
Portanto, o crescimento, a manutenção do feto na placenta, a formação de novos tecidos
maternos, o aumento do peso corporal e, avaliando o armazenamento de gordura pela mãe e
pelo feto, a maior carga de trabalho metabólico e o de metabolismo basal contribuem para o
aumento das necessidades energéticas durante a gestação (Stephenson, et al., 2021).
Como explanado, a gestação é um período de muitas alterações fisiológicas, que
configuram um estado mais vulnerável tanto para mãe, quanto para o bebé. Ressalta-se neste
momento que a redução na exposição a toxinas é de extrema importância devido aos seus
impactos negativos (Fair et al., 2020).
Notável que dentre as toxinas os agrotóxicos utilizados em grande escala pela
agricultura convencional ganham destaque no que se refere aos feitos maléficos durante a
gestação. Embasado em um recente estudo realizado com ratas prenhas, que foram expostas a
um mix de defensivos agrícolas, se identificou distúrbios mitocondriais em sua prole, que
foram justificados pelo estresse oxidativo causado por estas toxinas. Ainda assim, os autores
verificam alterações no metabolismo lipídico e glicídico (Bonvallot, Canlet, & Yef, 2019).
Dados científicos enfatizam os impactos negativos dos defensivos agrícolas
durante a fase da gestação. Portanto uma análise prospectiva mostrou que filhos de mães que
apresentaram maior exposição a alimentos com defensivos agrícolas durante a gestação
tiveram distúrbios metabólicos e genéticos, que podem aumentar o risco de doenças como a
síndrome metabólica (Andersen, Tinggaard, & Grandjean, 2021).

35
Desta forma, além destes factores é importante ressaltar que a disponibilidade de
nutrientes e compostos bioactivos nos alimentos orgânicos que não são cultivados com
defensivos agrícolas é superior. Visando melhor qualidade, o aumento no consumo de
alimentos orgânicos deve ser encorajado, sendo uma forma de promover mais saúde e
preservação do nosso meio ambiente e qualidade de boa alimentação para a gestante (Shaw,
Yang, & Roberts, 2021).
Os nutrientes e compostos bioactivos presentes em muitos alimentos exercem
efeitos protectores, reduzindo o risco de diversas doenças. Vale ressaltar que, dentre os
nutrientes, as gorduras saudáveis ingeridas ganham maior destaque, por serem essenciais para
o funcionamento das células, especialmente pela actuação estrutural que conferem (Flannery,
et al., 2020).
Os ácidos graxos ómega 3 são amplamente estudados, sendo constatada sua
importância para o desenvolvimento cognitivo das crianças, especialmente pela acção de
neuroprotecção contra hipóxia, permitindo integridade dos mediadores de reacções
neurológicas (Miyake, Tanaka, & Okubo, 2019).
Contudo estima-se que além do efeito protector em sistema nervoso central o
consumo de fontes de ómega três (3) pelas gestantes também pode estar associado à redução
no risco de problemas imunológicas, como alergias de trato respiratórios. Conforme uma
análise conduzida com gestantes, observou-se que o uso de ómega três (3) durante o terceiro
trimestre de gestação (com suspensão na última semana gestacional) promoveu redução do
risco de condições alérgicas de trato respiratório até o terceiro ano de idade (Miyake, Tanaka,
& Okubo, 2019).
A literatura relata que tais resultados reforçam a importância da qualidade das
gorduras boas que irão fazer parte da dieta das gestantes. Considerando que além deste
importante factor, é necessário levar em consideração os outros nutrientes que farão parte da
alimentação. É válido destacar com segurança, que a gestação é um período de tempo
relativamente longo, possibilitando a realização de um importante processo educativo em
saúde e nutrição que vise a modificação comportamental da mulher grávida, no sentido de que
a gestante adopte hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis (Ngogalah, et al., 2021).
Dessa forma pode-se ressaltar que a adequada orientação nutricional fornecida
durante o pré-natal é indispensável à saúde e a nutrição satisfatória das gestantes, irá
beneficiar e pode contribuir de forma directa na redução dos riscos associados a desnutrição e
a obesidade; outra questão importante é evitar o ganho ponderal gestacional inadequado e

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auxiliar nas escolhas alimentares e adopção de estilos de vida saudáveis (Bianchi, et al.,
2021).
Assim medidas nutricionais devem ser avaliadas pelos profissionais de saúde
como uma das estratégias de intervenção dietética que podem contribuir para a reeducação
alimentar da mulher grávida e para desfecho gestacional satisfatório. Portanto, cabe assegurar
o estabelecimento de vínculo profissional, e a adesão e satisfação das grávidas às propostas
nutricionais (Cozzi, et al., 2022).
Acredita-se que a importância da orientação está não só na certeza de que uma
boa alimentação irá resultar em uma gestação saudável, mas, alertará as gestantes que de fato
possam adquirir um hábito inadequado e nesse sentido pode ter consequências graves na
saúde da mãe e do bebe. Destaca-se em especial, o privilégio de fornecer esse tratamento na
formação de uma nova vida, contribuindo para que ela tenha uma história saudável em todos
os sentidos (Shaw, Yang, & Roberts, 2021).

1.14. Recomendações nutricionais para gestantes

A alimentação durante o período gestacional deve ter grande atenção para garantir
a saúde da mulher. Assim, a equipe de saúde, formada por médicos, enfermeiros, cirurgiões-
dentistas, nutricionistas, entre outros, deve estar integrada com o intuito de prestar uma
assistência integral à gestante, já que ela passa por intensas modificações metabólicas (Shaw,
Yang, & Roberts, 2021).
Inicialmente, a equipe de saúde deve estar atenta ao Estado Nutricional materno e
acompanhar o ganho de peso ao longo da gestação que deve ser em torno de 11 a 16 kg para
mulheres eutróficas, 12 a 18 kg para gestantes com baixo peso; e entre 6 e 7 kg para mulheres
com sobrepeso e/ou obesas. O gasto energético de uma gestação completa (40 semanas) varia
de acordo com as características nutricionais de cada mulher. Entretanto, as recomendações de
ingestão de alimentos são comuns a todas as gestantes. Segue abaixo algumas recomendações
importantes que os profissionais da saúde, inclusive os cirurgiões-dentistas, devem transmitir
às gestantes (Abanto et al., 2019):
a) Fazer refeições pequenas e mais frequentes (de seis a oito refeições ao dia);
b) Dar preferência a alimentos leves com baixas quantidades de gorduras, sal e açúcares;
c) Evitar alimentos industrializados;
d) Consumir três porções diárias de frutas e hortaliças;
e) Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
f) Ingerir, pelo menos, 2 L de água ao dia;
37
g) Aumentar a ingestão de fibras (cascas, sementes de frutas e verduras cruas, frutas
secas, cereais integrais);
h) Reduzir o consumo de sal (na preparação dos alimentos, em enlatados, salame,
azeitona, queijo parmesão).
Além dessas recomendações, alguns micronutrientes também são importantes, tais
como:
a) Ferro: é importante durante todo o período gestacional sendo que, no último trimestre
há um maior requerimento de ferro pela gestante. A Organização Mundial da Saúde
recomenda que todas as gestantes recebam um suplemento deste nutriente durante o
último período gestacional como medida profilática. A ingestão de alimentos ricos em
ferro, pode ajudar na prevenção de uma possível anemia. Assim, a orientação
alimentar deve priorizar a ingestão de ferro heme (presente em carnes e vísceras) e
melhorar biodisponibilidade de ferro não heme (presente em leguminosas, hortaliças
verdes-escuras, ovos), com a ingestão de sucos ou alimentos ricos em vitamina C.
b) Vitamina C: recomenda-se a ingestão diária de alimentos fonte de vitamina C, sem
necessidade de suplementação. Entre os alimentos fonte dessa vitamina estão: acerola,
kiwi, laranja, limão, morango, maracujá, goiaba, entre outros.
c) Vitamina D: Essencial para a saúde da gestante e do bebé, ela pode ser facilmente
obtida por meio da exposição regular a raios solares (entre 6 h e 8 h, pela manhã e 16
h e 18 h, durante a tarde) e pela ingestão de alimentos como atum, sardinha, gema de
ovo, óleo de peixe e fígado.
d) Cálcio: As melhores fontes de cálcio são os queijos, leite e alguns vegetais como
brócolis, mandioca e milho. Entretanto, o cuidado com a alimentação não deve ser
dado apenas durante o período gestacional. O período pós-parto também requer
atenção dos profissionais da equipe e, a alimentação adequada contribui não só para
saúde materna, mas também, para com a qualidade do leite a ser fornecido ao bebé.
Dessa forma, Abanto et al., (2019), apresentam algumas recomendações devem
ser dadas às mães, durante a amamentação:
i) Ingestão diária de 2 litros de água;
j) A ingestão de álcool não é recomendada, pois modifica o odor do leite materno;
k) Consumo de peixe três vezes na semana para garantir os níveis de ácido graxo ômega-
3 adequados no leite materno;

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l) Evitar alimentos como chocolate, café, refrigerantes, pois podem causar cólicas no
bebé;
m) Consumir alimentos ricos em Vitamina A.

1.15. Insegurança alimentar e gestação

A gestação é o período de maior exigência alimentar e nutricional do ciclo de


vida, pois demanda uma rápida divisão celular e desenvolvimento de novos tecidos e órgãos,
e isso pode causar competição entre gestante e feto devido a insuficiência de energia,
limitando a capacidade de fornecer nutrientes essenciais para o adequado crescimento do
bebé. Isso levará à restrição de crescimento intra-uterino, perda de peso ao nascer, maiores
taxas de parto prematuro e necessidade cirúrgica, escore de apegar mais baixos, além de ter
um risco maior de pré-eclâmpsia na gestação, bem como diabetes gestacional, anemia,
hipovitaminose A, entre outros (Oliveira, Tavares, & Bezerra, 2019).
A insegurança alimentar no contexto da gestação se torna uma questão de grande
relevância, uma vez que por se tratar de um período de maiores necessidades energéticas, a
disponibilidade e qualidade insuficientes de alimentos podem gerar complicações maternas e
fetais, comprometendo o desenvolvimento fetal e suas chances de sobrevida após o
nascimento (Fernandes et al., 2019).
A IA tem a capacidade de gerar duas situações nutricionais extremas, ou seja,
tanto desnutrição quanto obesidade e as duas condições podem gerar complicações graves
durante a gravidez. A desnutrição está associada a um risco aumentado de morbimortalidade
materna, podendo gerar vários resultados adversos à gravidez, como parto prematuro ou baixo
peso ao nascer, enquanto a obesidade está relacionada a um maior risco de aborto espontâneo,
defeitos congénitos e obesidade adulta entre os filhos (Costa et al., 2022).
Estudos identificaram que a IA pode estar relacionada a algumas complicações
maternas durante a gestação, como ganho de peso, hipertensão, pré-eclâmpsia, hiperglicemia
e alterações da saúde mental. Os hábitos de vida inadequados na gestação decorrente da
insegurança alimentar predispõem outras complicações gestacionais, como a hipertensão e a
hiperglicemia. (Oliveira, Tavares, & Bezerra, 2019).
O ganho de peso excessivo das gestantes pode desencadear o aumento da
resistência periférica à acção da insulina levando à hiperglicemia, além de aumentar a resposta
inflamatória tecidual. Este processo ainda pode ter relação com a génese da pressão arterial
elevada a outros. (Ibdem, p. 62).

39
Esta relação entre hiperglicemia e aumento da pressão arterial também está
fortemente associada ao surgimento de graves complicações, como o diabetes mellitus
gestacional (DMG) e a pré-eclâmpsia, aumentando o risco de o recém-nascido apresentar
desvio de peso, baixos índices de maiores incidências de parto cesariana e pré-termo outros
(Oliveira, Tavares, & Bezerra, 2019).
Um estudo identificou que a DMG foi 2,76 vezes mais provável de ocorrer em
mulheres com insegurança alimentar em relação aquelas de famílias com segurança alimentar
(Olson, 2021)
O estado nutricional na gestação é um factor importante no processo de
desenvolvimento da pré-eclâmpsia (PE). Esta condição é uma das principais causas de morte
materna e fetal no mundo e foi identificada maior chance de desenvolvê-la na presença de
insegurança alimentar (Silva et al., 2021).
Além de problemas físicos, também é constatada a influência da IA na saúde
psíquica da mulher. A carência de acesso seguro aos alimentos, a ansiedade alimentar e a fome
são causas de estresse diário, principalmente para mulheres. A IA está associada a sentimentos
de desespero, vergonha, angústia, desesperança e ansiedade constante, que podem contribuir
para o sofrimento mental. Portanto, a insegurança alimentar pode ser considerada um
importante factor de saúde, associado a um maior risco de transtorno mental (Harmel &
Hofelmann, 2022).

1.16. Desfechos maternos e fetais associados ao ganho de peso inadequado na


gestação

A obesidade durante o período gestacional acarreta inúmeras alterações para saúde


materno-infantil. Nesse contexto, as gestantes que estão obesas passam por complicações que
podem reflectir em um risco materno aumentado, por exemplo, cresce o risco de diabetes
gestacional, das síndromes hipertensivas (hipertensão crónica e pré-eclâmpsia), infecção
urinária, parto induzido e cesarianas, hemorragia no pós-parto, infecção puerperal, além de
doença tromboembólica (Fonseca & colabodores, 2021).
Resultados dos estudos de Paoli (2019), mostraram que o peso pré-gestacional é
factor eficaz para identificação prévia de mulheres com baixo peso ou excesso de peso na
gestação. O estado nutricional da gestante pode estar entre os factores que influenciam o
desenvolvimento do feto.

40
Ante o exposto, conforme retratado por Barros et al., (2023), alguns artigos
demonstram que a inadequação do estado antropométrico da mulher, no período
compreendido antes e durante a gestação, implica em um problema de saúde pública uma vez
que pode facilitar o desenvolvimento de complicações gestacionais, além de influenciar no
resultado de saúde materna após o parto e do bebé.
De acordo com estudos citados por Barros et al., (2023), a associação entre o
ganho de peso da gestante e o peso ao nascer da criança foi reconhecido nos Estados Unidos
da América na década de 1960 e alguns estudos posteriores reafirmaram os efeitos positivos
do ganho de peso adequado durante a gestação para melhor resultado para mãe e bebé. Ao
passo que, em amostra do estudo de Nascimento (2019) é apontada prevalência de baixo peso
ao nascer associados de forma significativa à número de consultas pré-natal, intercorrências
clínicas na gestação, idade gestacional e sexo do recém-nascido.
A faixa de ganho de peso recomendado pelo Institute of Medicine é embasado na
classificação do estado nutricional anterior à gestação, utilizando-se Índice de Massa Corporal
pré-gestacional (IMC=peso pré-gestacional/estatura2) (Barros et al., 2023) A população
referência do estudo foi de mulheres americanas saudáveis, que não representam a população
de mulheres de países em desenvolvimento, gerando crítica à adopção desse índice no Brasil.
O estudo de Fonseca (2021), observou que não apenas as gestantes com excesso
de peso podem gerar complicações perinatais indesejadas, mas também as com baixo peso, o
que pode desencadear um risco de morbimortalidade neonatal.
Dentre os factores que podem evoluir em prognósticos negativos na gravidez está
o estado nutricional da gestante. Mesmo após o parto, o peso pré-gestacional pode ser
considerado factor de risco tanto para ganho de peso no decorrer da gestação quanto na
manutenção do peso no pós-parto. Alguns estudos mostram que as mulheres que iniciaram a
gestação acima do peso têm a tendência a não voltar ao peso anterior à gestação (Nogueira &
Carreiro, 2021).
O ganho de peso insuficiente durante a gestação associado ou não ao baixo peso
pré-gestacional gera maiores riscos de anemia e hemorragias, além de ser considerado
importante indicador de desfechos adversos no período gestacional. Em contrapartida, o
sobrepeso e obesidade pré-gestacionais ou o ganho de peso acima da expectativa durante a
gestação promovem um risco aumentado para não manutenção do peso pré-parto,
desenvolvimento de diabetes gestacional e hipertensão gestacional (Campos, 2019).

41
Segundo Brasil (2019) foi constatado um maior número de casos de nascimentos
de baixo peso em estabelecimentos públicos, comparativamente com estabelecimentos não
públicos. Isso pode se dar pelo fato de que esses estabelecimentos atendem uma quantidade
maior de mulheres e recém-nascidos com maior vulnerabilidade. O peso ao nascer foi a
variável mais usada como desfecho nos estudos apresentados por Barros et al., (2023).
O peso ao nascer é reconhecido como influenciado pela prematuridade e retardo
no crescimento intra-uterino, sejam eles associados ou não. Diante do exposto pode-se
concluir que o ganho de peso inadequado durante a gestação pode influenciar os desfechos
maternos e fetais. Reforçando a importância da realização das consultas de pré-natal
qualificado, além da necessidade da realização de mais estudos que possam envolver essa
temática para produção de informações e protocolos capazes de contribuir para avaliação
nutricional materna

1.17. Gestação – características, demandas e riscos

A gestação é um período no qual a mulher gera um feto em seu ventre. Através


das mudanças em seu corpo e de sua fisiologia, é ela que nutre todas as demandas do feto que
está em desenvolvimento. A gestante demanda um maior aporte de energia e nutrientes para
satisfazer as necessidades maternas e fetais, e evitando-se dessa forma uma competição
biológica. O período gestacional é considerado um fenómeno fisiológico, onde ocorre uma
experiência de vida saudável, que acarreta alterações nos campos físicos, social e emocional.
Contudo, esta é uma situação limítrofe, onde podem ser implicados riscos tanto para mãe
quanto para o feto (Ministério da Saúde, 2023).
Almeida et al., (2021), define a gestação como um período em que acontecem
alterações metabólicas, fisiológicas e estruturais, em que as necessidades nutricionais estão
aumentadas. Diante disso, pode-se observar que essas transformações desencadeiam
alterações no comportamento alimentar que podem promover ganho de peso excessivo. A
obesidade na gravidez está associada a complicações como diabetes gestacional, alterações na
pressão arterial e complicações tromboembólicas (Andersen, Andersen, & Schantz, 2024)
Durante a gestação as demandas energéticas estão aumentadas, uma vez que
ocorrem ajustes fisiológicos continuados. Nesse período, as demandas nutricionais das
gestantes têm influência no ganho ponderal adequado, e consequentemente no resultado
obstétrico (Demétrio, 2020).

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A qualidade da alimentação da gestante, bem como seu estado nutricional antes e
durante a gestação influenciam o desfecho da gravidez, afectando o crescimento e
desenvolvimento do feto (Texeira & Cabral, 2019).
Desta forma, pode-se destacar que as inadequações do ganho de peso na gestação
são importantes preditores de complicações para o binómio mãe-bebé. Conforme o estudo de
Barros (2023), a influência da prematuridade e do retardo do crescimento intra-uterino em
associação ou isolados, além de idade materna e gestacional, são grandemente reconhecidos
como influência no peso ao nascer do bebé. Existem diversas evidências de que carências
nutricionais podem vir a provocar um crescimento intra-uterino de forma deficiente, além de
gerar a redução de células nos diferentes sectores da economia fetal, principalmente no que
tange o sistema nervoso central (Siqueira, et al., 2021).
A partir da avaliação do consumo de forma adequada de macro e micro nutrientes,
pudesse determinar o estado nutricional da gestante. Já o consumo de maneira inadequada
poderá acarretar inúmeras complicações tanto para a mulher gestante quanto para o feto que
está sendo gerado, comprometendo a saúde de ambos (Almeida et al., 2021).
Assim, a gestante deve estar atenta ao ganho de peso de forma a manter o aporte
de energia e nutrição adequada ao feto. Como a gestante necessita manter o aporte de energia
e nutrição para o feto, na gestação, são desenvolvidos complexos processos no organismo
requerendo uma maior oferta de energia, vitaminas, proteínas e minerais, como forma de
suprir as necessidades básicas e formar reservas energéticas. Assim, as necessidades de
calorias aumentam conforme o trimestre gestacional, como forma de fornecer maior
suprimento ao gasto energético ocasionado pelo aumento da taxa de metabolismo basal e
ganho de peso adequado (Freitas et al., 2019, citado por Almeida et al., 2021).
A identificação precoce de mudanças comportamentais, que podem estar
associadas ao ganho de peso inadequado durante a gestação, contribui para adopção de
medidas de intervenção positivamente associadas à saúde materno infantil. Portanto, torna-se
essencial a adequada avaliação nutricional para diagnóstico oportuno e proposições de
medidas mais efectivas. Através de uma nutrição que possibilite uma alimentação intuitiva,
que propicie a autonomia e seja, principalmente mais humana e gentil é possível atender às
necessidades da gestante, uma vez que a gestação gera uma necessidade calórica aumentada
para suprir as necessidades do feto e da mãe. O organismo da mulher se adapta para receber o
feto e forma reservas energéticas para mãe e bebé, gerando também mudanças em seu corpo.

43
1.18. Avaliação nutricional na gestação

O desenvolvimento fetal e a evolução da gestação são, fisiologicamente,


influenciadas pela qualidade dos alimentos que são consumidos pela gestante e também por
seu estado nutricional, tanto antes quanto durante o período gestacional. O equilíbrio na oferta
de macro nutriente na dieta de mulheres gestantes é apontado como um dos factores mais
relevantes no desenvolvimento fetal (Fasio, 2022).
No estudo de Barros et al., (2023), para avaliação do estado nutricional
antropométrico, utilizaram-se as informações de peso pré-gestacional, peso final e a estatura
autorreferidas pelas puérperas adolescentes no momento da entrevista.
A utilização dos dados referidos pelos autores acima tem sido recomendada na
realização de grandes estudos populacionais, em situações em que as medidas não podem ser
obtidas directamente pela aferição. Portanto, avalia-se que o monitoramento nutricional
individualizado no período gestacional, através do estado nutricional da gestante, se faz
necessário para que se possa estabelecer as necessidades de nutrientes, assim como,
direccionar a orientação nutricional de acordo com cada diagnóstico específico (Belarmino et
al., 2023).
Nas orientações mais recentes do Ministério da Saúde (MS) para o pré-natal de
baixo risco, os procedimentos recomendados para a avaliação antropométrica (aferição de
peso e estatura) e de programação de ganho de peso gestacional sugeridas para as mulheres
adultas foram mantidos para as adolescentes, não contemplando as suas especificidades
(Barros et al.,2023).
Ao longo dos anos, o Ministério da Saúde sugere diversas metodologias para
avaliação nutricional de gestantes, em 1989 foi utilizado o método proposto por Rosso, em
2000 foi preconizado o método de Fescina e a partir de 2005 foi adoptado o método proposto
por Atalah combinado com a proposta do Institute of Medicine (IOM). Dessa forma gerando
resultados sem padronização das notas que são quotidiano na rotina pré-natal. A partir disso,
resulta-se em uma desvalorização e falta de adequação nos registos de antropometria
gestacional. Além do exposto, grande parte dos trabalhos científicos publicados no Brasil não
têm utilizado a avaliação do estado nutricional durante o pré-natal, o que pode impedir o
reconhecimento das vantagens do pré-natal durante a gestação tanto para mãe quanto para a
criança (Barros et al.,2023).
Conforme dissertado por Nogueira & Carreiro (2021), o balanço estabelecido
entre queima de energia e o consumo de nutrientes da gestante com intenção de suprir suas
44
necessidades do dia-a-dia, é resultante de seu estado nutricional. Esse balanço é instituído
visando suprir uma carência metabólica da gestante. A análise de estado nutricional baseia-se
na aferição de parâmetros físicos de composição corporal global.
O diagnóstico nutricional da gestante é factor essencial, pois auxilia na prevenção
dos desvios de peso ao nascer e na manutenção da saúde de mãe e filho a longo prazo. As
indicações internacionais de padrão de recomendação de ganho de peso de gestante seguem
sendo revisados há 50 anos, dessa forma é possível observar a importância da escolha do
método mais adequado de avaliação antropométrica materna durante a prática clínica (Barros
et al.,2023).
Um elemento que vem sendo apontado como fundamental na prevenção da
morbidade e mortalidade perinatal, bem como prognóstico da saúde da criança em seus
primeiros anos de vida e na saúde da mulher é o monitoramento nutricional da gestante.
Através da avaliação do estado nutricional materno é possível identificar gestantes em risco
nutricional e seguir com orientações para manutenção da saúde (Belarmino et al., 2019)
Nesse sentido, é fundamental valer-se de instrumentos que sejam capazes de
propiciar conhecimento da ingestão alimentar materna durante este ciclo, para que seja
possível identificar possíveis carências ou excessos nutricionais (Bertin et al., 2019).
A avaliação antropométrica deve ser utilizada para análise e acompanhamento de
gestantes, pois traz informações relevantes no que tange a saúde da mesma e do feto.
Contudo, há que se pensar nas limitações do método, uma vez que pode trazer informações
auto referidas, que não necessariamente são fiéis à realidade da gestante atendida. Além do
exposto, segundo estudos citados acima, o Ministério da Saúde ainda não foi capaz de gerar
uma padronização das referências antropométricas mais actualizadas.

45
CAPÍTULO II: ENQUADRAMENTO EMPÍRICO
Metodologia da investigação faz referência às fases e aos procedimentos seguidos
numa determinada investigação. Desta forma, define-se método científico, como um conjunto
de procedimentos técnicos e intelectuais adoptados, com vista a atingir o conhecimento
(Vilelas, 2020).

2.1. Delimitação do estudo

O Centro de Saúde Gaspar Domingos Matias Lopes é uma instituição pública de


saúde integrada no Serviço Nacional de Saúde, situada no município do Lobito, província de
Benguela. Classificada como unidade de 2º nível de assistência, presta cuidados médicos,
enfermagem e medicamentos à população local. Desde sua inauguração em 07 de Março de
2011, com o nome de Centro 17 de Setembro, teve sua designação alterada para o nome actual
dois anos depois, por decisão do Comité Municipal do MPLA do Lobito, em homenagem a
Gaspar Domingos Matias Lopes.

Administrativamente, o centro está regulado pelo Decreto nº 41/02 de 09 de


agosto, que estabelece seu funcionamento como uma instituição de direito público, sem
autonomia administrativa ou financeira, mas dotada de personalidade jurídica para cumprir
suas funções. Geograficamente, está localizado no bairro 17 de Setembro, na estrada da
Hanha do Norte, numa área com cerca de 76.210 habitantes. A unidade possui capacidade de
76 camas e oferece uma gama variada de serviços, como urgências, maternidade, medicina
geral, consultas externas, banco de urgência, internamentos, enfermagem, farmácia e
vacinação.

Quanto ao seu modelo de gestão, segundo informações da directora, Amália


Amaral, chefe da secção de enfermagem, o centro conta com uma equipe de 17 enfermeiros
auxiliares. A unidade segue um organograma estruturado conforme o artigo 36 do seu estatuto
orgânico, contando com director geral, director clínico, direcção administrativa, gabinete do
utente, e comissões de direcção. Este modelo organizacional visa garantir uma resposta eficaz
às necessidades da população, com foco na humanização do atendimento e na promoção da
saúde pública.

47
2.2. Tipos de estudo

Para dar resposta aos objectivos delineados, o estudo realizado é exploratório,


descritivo transversal, de abordagem quantitativo. Pesquisa exploratória tem como objectivo
de familiarizar o pesquisador com o tema e torná-lo mais explícito através de livros
publicados procurando o levantamento quanto a formulação de hipóteses, na procura de
fontes, análises do material, na organização lógica do assunto buscando o máximo possível a
fase metodológica (Lakatos e Marconi, 2017).

2.3 Local do Estudo

 Consulta pré-natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes

2.4. População Alvo e Amostra

De acordo com Vilelas (2020, p.143), a população “é o conjunto de todos os


indivíduos nos quais se desejam investigar algumas propriedades”. Este conjunto tem uma ou
mais características comuns, e encontram-se num espaço ou território conhecido.
Para o mesmo autor, uma amostra (n) é uma parte do todo a que chamamos
População (N), e que a representa.
A nossa população ou universo foram 178 gestantes atendida na secção Consulta
Pré-Natal no período de Janeiro a Junho 2024. Quanto a tipologia da nossa amostragem,
trabalhou-se com a amostra probabilística aleatória simples, 12 gestante as que aceitaram
fazer parte do estudo, respeitando o critério de inclusão e exclusão.

2.5. Instrumento de recolha de dados

Vilelas (2020, p.286), considera que um instrumento de recolha de dados (IRD) é


“qualquer recurso que o investigador pode recorrer para conhecer os fenómenos e extrair
deles a informação”. Em função disso, tivemos como instrumento de recolha de dados a
observação, inquérito por questionário.

2.6. Procedimento de recolha de dados

Conforme o Vilelas (2020, p. 29), “a observação pode definir-se como o uso


sistemático dos nossos sentidos na procura dos dados necessários para resolver um problema
de investigação”. É também um processo que consta em seleccionar, provar, registar e

48
codificar um conjunto de comportamentos e ambientes que estão ligados ao objecto que se
pretende estuda.
Teve-se em função do autor supra, trabalhar de forma periódica com o período
diurno, exclusivamente, lembrando que a hora do expediente no CPN é de 7 horas às 15
horas..

2.7. Procedimento de análise de dados

Percebe-se que, com o término da recolha de dados, procedeu-se ao tratamento


estatístico dos mesmos tendo como instrumento Microssoft word e excel, que nos ajudou por
meio de tabelas e gráficos com base na distribuição das frequências organizá-las, descreve-
los, analisá-los, interpretá-los e apresentar dos resultados obtidos.

2.8. Critérios de inclusão e de exclusão

Quanto ao critério de inclusão foram incluídas todas gestantes que frequentavam


as Consultas Pré-Natais no Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes e aceitaram fazer parte
da pesquisa e foram excluídas as gestantes que não aceitaram fazer parte da pesquisa.

2.9. Variáveis de estudo

Uma variável, tal como o nome indica, é algo que varia. Por variável, entendemos
qualquer característica ou qualidade da realidade que é susceptível de assumir diferentes
valores (Vilelas, 2020).
Segundo os mesmos autores, variáveis independentes são as que podem ou não
influenciar o resultado da variável dependente. É chamada independente, pois dentro da
relação estabelecida não depende de nenhuma outra (Vilelas, 2020). A variável dependente é a
que se espera observar como resultado das outras variáveis do estudo (Néné & Sequeira,
2020). No presente estudo foram consideradas as seguintes variáveis:
 Variável Dependente: Doenças crónicas;
 Variáveis Independentes: Sociodemográficas (idade, sexo, nível de
escolaridade, condição social e estilo de vida).

2.10. Aspectos Éticos

Para Néné e Sequeira (2022), a investigação em saúde assume uma particular


relevância ética. Se a protecção do ser humano é essencial na investigação em geral, no
49
caso particular da investigação em saúde esta protecção ganha uma relevância ética
própria, uma vez que as pessoas que serão participantes no estudo provavelmente
padecem de uma especial vulnerabilidade.

Em vista disso, formulou-se uma carta de consentimento informado a


direcção do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes para a recolha de dados na
Consulta Pré-Natal.

50
CAPÍTULO III: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS
RESULTADOS
Neste capítulo, designado por Apresentação, Análise e Discussão de Dados,
pretende-se nos atermos ao processamento de dados estatísticos sobre informações ligadas ao
que se pode obter dos inquiridos durante o processo de recolha de dados junto das inquiridas
na Consulta Pré Natal (CPN) do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopez, sob a temática
subordinada a Alimentação inadequada como factor de surgimento de doenças crónicas às
gestantes atendidas na Consultas Pré-Natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª
semestre de 2024.

Tabela 1: Caracterização da amostra segundo a idade das gestantes atendidas na


CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024

Idade Frequência Percentagem


18-23 6 50%
24-29 3 25%
30-35 3 25%
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.

Os dados referentes a idade indicam que as gestantes estão distribuídas por 3


grupos de faixas etárias, sendo que 50% equivalentes a 6 gestantes que frequentaram o
Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª trimestre têm as idades compreendidas
dos 18-23 anos; 25% equivalentes a 3 gestantes têm as idades compreendidas dos 24-29
anos; 25% equivalentes a 3 anos têm idades compreendidas dos 30-35 anos.

Tabela 2: Caracterização da amostra segundo o nível de escolaridade das gestantes


atendidas na CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024

Nível de escolaridade Frequência Percentagem


Técnico Básico 9 75%
Técnico Médio 2 17%
Licenciada 1 8%
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.

De acordo ao nível de escolaridade das gestantes inquiridas durante o


processo do inquérito por questionário, no Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes,
para um tamanho amostral equivalente a 12, ao todo, tivemos os seguintes dados:
52
Dos 75% equivalentes a nove (9) gestantes inquiridas no primeiro semestre no
Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes têm o nível de escolaridade técnico básico,
17% equivalente a duas (2) gestantes inquiridas no primeiro semestre no Centro de Saúde
Gaspar Domingos Lopes têm o nível de escolaridade Técnico médio, 8% equivalente a
uma (1) gestante inquiridas no primeiro semestre no Centro de Saúde Gaspar Domingos
Lopes têm o nível de escolaridade de Licenciada, perfazendo um total de 100% da nossa
frequência relativa.
Segundo Barros & Victora (2019), gestantes com menor escolaridade apresentam
maiores desafios no acesso e compreensão das informações sobre pré-natal, parto e cuidados
neonatais. A baixa escolaridade pode impactar a adesão às consultas, ao uso de suplementos
nutricionais e à compreensão dos sinais de risco durante a gravidez.
Donabedian (2019), destaca a importância da educação como um determinante
para a qualidade da assistência à saúde. Gestantes com nível superior ou técnico médio
tendem a demonstrar maior autonomia na tomada de decisões sobre sua saúde, podendo
buscar alternativas seguras para o parto e cuidados neonatais.

Tabela 3: Caracterização da amostra segundo a condição social das gestantes atendidas


na CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024
Condição social Frequência Percentagem

Classe baixa 7 58%


Classe Média baixa 4 33%
Classe Media alta 1 8%
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.

Relata-se que, em relação a condição social das gestantes inquiridas no


primeiro semestre no Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes, 58% equivalente a 7
gestantes são classificadas classe baixa; 33% equivalentes a 4 gestantes são
classificadas como classe media baixa; ao passo que, 8% equivalente a uma (1) gestantes
é classe media alta, fazendo um total de 100% da nossa frequência relativa.

53
Tabela 4: Caracterização da amostra segundo estilo de vida alimentar das gestantes
atendidas na CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024

Estilo de vida alimentar Frequência Percentagem


Instável1 1 8%
Razoável2 9 75%
Saudável3 2 17%
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.
A Tabela 4 apresenta a caracterização da amostra segundo o estilo de vida
alimentar das gestantes atendidas na Consulta Pré-Natal (CPN) do Centro de Saúde Gaspar
Domingos Lopes no Iº semestre de 2024. Os dados revelam que a maioria das gestantes (75%;
frequência 9) possui um estilo de vida alimentar classificado como razoável, seguido de 17%
(frequência 2) com estilo alimentar saudável, e apenas 8% (frequência 1) apresentam um
estilo alimentar instável.
Estes resultados sugerem que, embora a maior parte das gestantes tenha hábitos
alimentares medianos, ainda há uma lacuna considerável no alcance de um padrão alimentar
ideal durante a gestação, etapa que exige uma nutrição adequada tanto para a saúde da mãe
como para o desenvolvimento fetal (Sousa et al., 2021).
De acordo com Monteiro et al. (2019), uma alimentação adequada durante a
gravidez está directamente associada à prevenção de doenças crónicas como a hipertensão
gestacional e diabetes mellitus gestacional. A presença de gestantes com estilo alimentar
instável, ainda que em menor número, pode representar um grupo de risco que precisa de
acompanhamento nutricional mais próximo.
Oliveira e Silva (2020) destacam que factores socioeconómicos e educacionais
influenciam directamente o comportamento alimentar das gestantes, o que pode justificar por
que a maioria se mantém apenas num padrão razoável, sem alcançar práticas alimentares
verdadeiramente saudáveis. A intervenção em educação alimentar durante o pré-natal pode
ser uma ferramenta importante para melhorar esses indicadores.

1
Quando tem uma refeição somente
2
Quando tem uma a duas refeições por dia
3
Quando tem três ou mais refeições por dia, rica em proteínas vitaminas e nutrientes
54
Tabela 5: o que é entendes por alimentação inadequada?

Designações Frequência Percentagem


Ausência de proteína 2 17%
Alta ingestão de açúcar, gordura saturada e 7 58%
comidas processadas
Alimentação que não ajuda no crescimento e 3 25%
desenvolvimento do organismo
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.
A Tabela 5 apresenta a percepção das gestantes sobre o que constitui uma
alimentação inadequada, com base nas respostas recolhidas durante o estudo. A maioria das
gestantes (58%; frequência 7) associou a alimentação inadequada à alta ingestão de açúcar,
gordura saturada e comidas processadas. Em seguida, 25% (frequência 3) consideraram que a
alimentação inadequada é aquela que não contribui para o crescimento e desenvolvimento do
organismo, enquanto 17% (frequência 2) apontaram a ausência de proteína como factor
principal.
Os dados evidenciam que uma parte significativa das gestantes tem algum nível
de consciência nutricional, especialmente no que diz respeito aos riscos do consumo
excessivo de alimentos industrializados e ricos em açúcares e gorduras. Essa percepção está
alinhada com o que apontam Monteiro et al. (2019), que classificam os alimentos
ultraprocessados como principais vilões da dieta moderna, associados a um maior risco de
obesidade, diabetes gestacional e hipertensão.
Conforme Papathakis e King (2019), durante a gravidez, uma alimentação
equilibrada rica em proteínas de boa qualidade, ferro, cálcio, ácido fólico e outros
micronutrientes é essencial para garantir um desenvolvimento fetal saudável e prevenir
complicações como baixo peso ao nascer ou malformações.
A percepção de que uma alimentação inadequada é aquela que "não ajuda no
crescimento e desenvolvimento do organismo" mostra uma boa compreensão dos impactos da
nutrição na saúde da mãe e do bebé, embora ainda superficial. Isso reforça a importância de
acções educativas mais aprofundadas e personalizadas nas consultas pré-natais, conforme
orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2016), que recomenda a promoção de
práticas alimentares saudáveis como parte integrante da atenção pré-natal.

55
Tabela 6: Quais são as reais razões que levam as gestantes das Consultas pré-natal do
Centro de Saúde do Gaspar Domingos Lopes a desenvolver uma alimentação
inadequada como factor de surgimento de doenças crónicas?

Designações Frequência Percentagem


A falta de condições financeiras 6 50%
Ausência de conhecimento sobre nutrição 4 33%
Falta de interesse 2 17%
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.
A Tabela 6 traz as principais razões identificadas pelas gestantes da Consulta Pré-
Natal (CPN) do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes que as levam a desenvolver uma
alimentação inadequada, factor este relacionado ao surgimento de doenças crónicas. Os dados
mostram que 50% das gestantes (frequência 6) apontaram a falta de condições financeiras
como a principal causa. 33% (frequência 4) indicaram a ausência de conhecimento sobre
nutrição, enquanto 17% (frequência 2) mencionaram a falta de interesse.
A falta de recursos financeiros limita o acesso a alimentos frescos, nutritivos e
variados, levando muitas gestantes a optarem por alimentos mais baratos, geralmente
ultraprocessados e pobres em nutrientes o que corrobora com os achados de Swinburn et al.
(2011), que relacionam a pobreza com escolhas alimentares de baixa qualidade e aumento do
risco de doenças crónicas.
A ausência de conhecimento nutricional, identificada por um terço das gestantes,
demonstra que acções educativas nas consultas pré-natais ainda são insuficientes ou
ineficazes. Segundo Oliveira e Silva (2020), a educação alimentar é um dos pilares para
promover mudanças de comportamento nutricional durante a gravidez, e quando bem
aplicada, pode contribuir para a redução significativa das doenças gestacionais crónicas, como
a diabetes gestacional e a hipertensão arterial.
A falta de interesse, embora mencionada por uma minoria (17%), não deve ser
ignorada. Esse factor pode estar associado à baixa auto-estima, cansaço emocional, ou mesmo
à falta de estímulo adequado por parte dos serviços de saúde. Como referem Leão et al.
(2018), a motivação para adoptar hábitos saudáveis durante a gravidez está directamente
ligada ao suporte recebido e à qualidade da relação entre profissional de saúde e gestante.

56
Tabela 7: Quais são as consequências de uma alimentação inadequada em gestantes
atendidas na CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024
durante o período gestacional?

Designações Frequência Percentagem


Baixo peso ao nascer 8 67%
Riscos para a saúde mental da gestante 3 25%
Deficiência nutricional na gestante 1 8%
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.

A tabela indica três principais consequências de uma alimentação inadequada


durante a gestação:
A maioria dos entrevistados (8) que corresponde a 67% apontou o baixo peso ao
nascer como a principal consequência de uma alimentação inadequada durante a gestação.
Este é um dado importante, pois o baixo peso ao nascer é associado a uma série de
complicações de saúde, tanto para a mãe quanto para o bebé. Complicações para o bebé
incluem maior risco de doenças respiratórias, neurológicas e até morte neonatal (Victora et
al., 2018).
Para a gestante, um baixo peso ao nascer pode ser indicativo de deficiências
nutricionais ou de condições socioeconómicas que comprometem o acesso a uma alimentação
saudável (Figueiredo et al., 2017).
3 gestantes equivalente a 25% mencionou que a alimentação inadequada pode
acarretar riscos à saúde mental da gestante. Isso é corroborado por pesquisas que indicam que
a nutrição da gestante influencia a saúde mental, com déficits nutricionais podendo estar
associados a distúrbios como depressão e ansiedade (Hahn-Holbrook et al., 2017).
A gestação é um período vulnerável, e as alterações hormonais combinadas com
deficiências nutricionais podem piorar a saúde mental da mulher.
Uma menor número de gestante que corresponde a 8% porcento destacou a
deficiência nutricional na gestante como consequência de uma alimentação inadequada. Este
dado está alinhado com a literatura que alerta para a necessidade de uma dieta equilibrada,
rica em micronutrientes como ácido fólico, ferro e cálcio. A deficiência de nutrientes pode
resultar em complicações como anemia, pré-eclâmpsia e maior risco de infecções (Mori et al.,
2017).
57
Tabela 8: Quais são factores de uma alimentação inadequada em gestantes atendidas na
CPN do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iª semestre de 2024 durante o
período gestacional durante o período gestacional?

Designações Frequência Percentagem


Perda óssea maternal para prevenir o 2 17%
equilíbrio adequado de calorias
O ganho excessivo de peso 4 33%
Consumo excessivo do açúcar 6 50%

Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.

A Tabela 8 apresenta os factores directamente associados à alimentação


inadequada durante o período gestacional, segundo as respostas das gestantes atendidas na
consulta pré-natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes no Iº semestre de 2024.
Os dados mostram que a maioria das gestantes (50%, frequência 6) identificou o
consumo excessivo de açúcar como um factor determinante. Em seguida, 33% (frequência 4)
citaram o ganho excessivo de peso, e 17% (frequência 2) mencionaram a perda óssea materna
relacionada ao desequilíbrio calórico.
O destaque para o excesso de açúcar está em conformidade com a literatura
científica. De acordo com Louzada et al. (2021), o consumo exagerado de açúcar está
directamente relacionado ao desenvolvimento de diabetes gestacional, obesidade e aumento
do risco de doenças cardiovasculares, tanto na gestante quanto no bebé.
Já o ganho excessivo de peso é outro factor de risco amplamente reconhecido.
Segundo Rasmussen e Yaktine (2019), o aumento de peso além dos limites recomendados
pode levar a complicações como pré-eclâmpsia, partos cesarianos e dificuldade de
recuperação pós-parto.
A referência à perda óssea maternal mostra alguma compreensão sobre os
impactos do desequilíbrio nutricional, embora o conceito pareça mal interpretado pelas
participantes. A literatura mostra que deficiências de cálcio e vitamina D durante a gestação
podem, sim, levar à reabsorção óssea materna, mas não como resultado directo do
"desequilíbrio calórico", e sim da baixa ingestão de micronutrientes essenciais (Papathakis &
King, 2019).

58
Tabela 9: Como a alimentação inadequada, na gestação pode afectar o desenvolvimento
fetal e a saúde do recém-nascido?
Designações Frequência Percentagem
A falta de nutrientes essenciais (como 5 42%
proteínas, ferro, ácido fólico, cálcio, zinco e
vitaminas)
A deficiência de ácido fólico 3 25%
Má nutrição está associada ao aumento do 1 8%
risco de parto prematuro
A carência de nutrientes como zinco, selénio, 3 25%
ferro e vitaminas A, C e D
Total 12 100%
Fonte: Instrumento de recolha de dados, 2024.
Os resultados mostram que a maioria das gestantes (42%, frequência 5) reconhece
que a falta de nutrientes essenciais (como proteínas, ferro, ácido fólico, cálcio, zinco e
vitaminas) pode comprometer a gestação. 25% (frequência3) mencionaram especificamente a
deficiência de ácido fólico, e outra 25% frequência 3) referiram-se à carência de nutrientes
como zinco, selénio, ferro e vitaminas A, C e D. Apenas 8% (frequência 1) citaram que a má
nutrição está associada ao risco de parto prematuro.
Segundo Papathakis e King (2019), deficiências nutricionais durante a gravidez
em particular de ácido fólico, ferro, zinco e vitaminas A e D estão associadas a defeitos do
tubo neural, baixo peso ao nascer, retardo no crescimento intra-uterino e comprometimento do
desenvolvimento cognitivo do bebé.
Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2016) destaca que a má
nutrição materna está directamente relacionada ao aumento do risco de mortalidade neonatal,
parto prematuro e desenvolvimento de doenças crónicas na vida adulta do recém-nascido,
como diabetes tipo 2 e hipertensão.
O facto de apenas 8% das gestantes associarem directamente a má nutrição ao
parto prematuro pode indicar falta de acesso a informações aprofundadas durante as consultas
pré-natais. Segundo Silva et al. (2022), a abordagem nutricional durante o pré-natal deve ir
além das recomendações genéricas, incluindo explicações claras sobre como a alimentação
influencia o crescimento fetal e os riscos de complicações obstétricas.

59
CONCLUSÃO

A presente investigação permitiu constatar que a alimentação inadequada constitui


um factor determinante para o surgimento de doenças crónicas entre as gestantes atendidas na
consulta pré-natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes. A abordagem quantitativa e
descritiva do estudo revelou dados significativos sobre os perfis sociográficos das gestantes,
os principais problemas de saúde associados à má alimentação e as necessidades urgentes de
intervenção em saúde pública.
Em relação ao primeiro objectivo específico que consiste na caracterização do
perfil sociográfico das gestantes em estudo, os dados mostraram que a maioria das gestantes
apresenta um nível educacional baixo e pertence a uma classe socioeconómica vulnerável, o
que limita o acesso a alimentos nutritivos e ao conhecimento sobre práticas alimentares
saudáveis. Este contexto sociográfico é um reflexo directo da insegurança alimentar que
permeia o quotidiano de muitas grávidas, tornando-as susceptíveis a desfechos gestacionais
adversos.
Quanto ao segundo objectivo, o estudo identificou a diabetes mellitus gestacional,
hipertensão, obesidade e anemia como as condições mais frequentemente associadas à má
nutrição. Tais patologias não apenas comprometem a saúde materna, mas também afectam o
desenvolvimento fetal, podendo resultar em parto prematuro, baixo peso ao nascer e
malformações congénitas.
Por fim, sobre o terceiro objectivo, a pesquisa evidenciou a necessidade de
implementar acções educativas contínuas sobre alimentação e nutrição, inseridas no
acompanhamento pré-natal. Sugere-se a integração de nutricionistas nas equipas de saúde
materno-infantil, o fortalecimento das políticas públicas de segurança alimentar e a criação de
campanhas comunitárias que promovam hábitos alimentares saudáveis com foco na gestação.
Deste modo, conclui-se que a nutrição materna deve ser reconhecida como um
pilar fundamental da saúde pública e da medicina preventiva. A promoção de uma
alimentação adequada durante a gestação não só previne doenças crónicas, mas garante
melhores prognósticos para a saúde da mãe e do recém-nascido, contribuindo
significativamente para a redução da morbimortalidade materno-infantil.

60
RECOMEMNDAÇÕES

Depois de se identificar falta de conhecimento sobre alimentação adequada,


ausência de acompanhamento nutricional às gestantes aos domicílios, além da falta de puder
financeiro para satisfazer as despesas alimentícias durante o período gestacional, entendemos
proferir as seguintes recomendações:

 Que a direcção do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes analise a possibilidade de


garantir o acompanhamento nutricional contínuo às gestantes sob gestações de alto
risco ou não, fazendo uma busca activa que os possa permitir obter mais dados e deste
definir que decisão a tomar diante da sistematização de assistência de enfermagem a
gestantes com indicadores de saúde relativos a alimentação inadequada.
 Que o Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes avalie a situação alimentícia das
gestantes sendo mais atento aos factos visando a solução da mesma;
 Que a Direcção do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes analise a importância de
abrir um inquérito para as gestantes de todas idades sobre assuntos ligadas a
alimentação inadequada, levando em conta a situação financeira de maioria;
 Que o Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes analise seriamente a possibilidade de
estabelecerem medidas que possam servir de ajuda para as gestantes que se encontram
na camada baixa a necessitar de uma apoio financeiro e emocional, visando a
eliminação dos factores de riscos e consequências voltadas a alimentação inadequada;

61
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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dentro dos primeiros 1.000 dias de vida. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões-
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74
APÊNDICES
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

LICENCIATURA EM ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE

PÚBLICA

Apêndice Iª: Carta de consentimento informado para adesão da pesquisa voltada a


Alimentação inadequada como factores de surgimento de doenças crónicas na Consultas
Pré-Natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes

Eu,_____________________________________________, declaro estar de acordo ao


participar da pesquisa a ser desenvolvida na Consultas Pré-Natal do Centro de Saúde Gaspar
Domingos Lopes intitulado: “Alimentação inadequada como factor de surgimento de doenças
crónicas às gestantes atendidas na Consulta Pré-Natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos
Lopes, no 1ª semestre de 2024”, que é de autoria de NILDA DANIEL CHIMBEMBE, sob
orientação do professor e Mestre em Ciências JOAQUINA DA SILVA, uma vez que me foi
confirmado que todas as informações obtidas seriam tratadas com toda honra e que o
anonimato e sigilo profissional seriam garantidos durante todo o processo de recolha de
dados, tratamento, relatório final e divulgação do trabalho.

Estou ciente de que os responsáveis pelo projecto estarão aptos a esclarecer-me qualquer
dúvida sobre o desenvolvimento do trabalho, bem como os poderei solicitar para inquietação
sob questões que forem colocadas.

A minha participação é voluntária e posso desistir a qualquer momento.

Estou ciente que não obterei qualquer benefício financeiro ou de outra ordem ao fazer parte
desta pesquisa.

Benguela,______ de___________________ 2024.


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

LICENCIATURA EM ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE


PÚBLICA
Apêndice IIª: Instrumento de recolha de dados sob as gestantes da Consultas Pré-Natal
do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes

Estimado inquerido, este questionário tem como finalidade a recolha de dados


para o trabalho de fim curso de Licenciatura em Análises Clínicas e Saúde e Pública com o
tema: “Alimentação inadequada como factor de surgimento de doenças crónicas às gestantes
atendidas na Consulta Pré-Natal do Centro de Saúde Gaspar Domingos Lopes, no Iª semestre
de 2024”. Estas informações são anónimas, pois têm somente fins de investigação.

Agradecemos, desde já, a sua participação e colaboração na nossa empreitada

Iª Grupo: Perfil sociodemográfico.

1. Idades: 18-23 (____); 24-29(____); 30-35(____).

2. Nível de escolaridade: Técnico básico (____); Técnico Médio (____); Licenciada (____) .

3. Condição social: Baixa (____); Média baixa (____); Média alta (____).

4. Estilo de vida alimentar (____): Saudável (____); Razoável (____); Instável (____).

IIª Grupo: Questionário

2.1. Presada gestante, temos a certeza de que alguma vez chegou a ouvir dizer sobre a
alimentação inadequada.

a) Diga-nos o que é uma alimentação inadequada.

2.2. Quais são as reais razões que levam as gestantes da Consultas Pré-Natal do Centro de
Saúde do Gaspar Domingos Lopes a desenvolver uma alimentação inadequada como factor de
surgimento de doenças crónicas?
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2.3. Quais são as consequências de uma alimentação inadequada durante o período
gestacional?

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2.4. Quais os factores de uma alimentação inadequada em gestantes durante o período


gestacional?

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2.5. Como a alimentação inadequada, na gestação, pode afectar o desenvolvimento fetal e a


saúde do recém-nascido?
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ANEXOS
Anexo I

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