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Férias Coletivas

O documento aborda questões sobre férias coletivas, incluindo legislação, obrigatoriedade de concessão, fracionamento e procedimentos. As férias coletivas podem ser concedidas a todos os empregados ou apenas a alguns setores, e o empregador tem a liberdade de decidir sobre a concessão. Além disso, o documento detalha prazos, requisitos e remuneração relacionados às férias coletivas.
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Férias Coletivas

O documento aborda questões sobre férias coletivas, incluindo legislação, obrigatoriedade de concessão, fracionamento e procedimentos. As férias coletivas podem ser concedidas a todos os empregados ou apenas a alguns setores, e o empregador tem a liberdade de decidir sobre a concessão. Além disso, o documento detalha prazos, requisitos e remuneração relacionados às férias coletivas.
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FÉRIAS COLETIVAS

Direto ao Ponto 12 Dezembro 2022 Última Atualização: 02 Janeiro 2023

Aqui abordaremos direto ao ponto questões sobre férias coletivas como forma
de perguntas e respostas. Para se interar mais sobre o assunto, veja nossas
publicações abaixo:

1. QUAL LEGISLAÇÃO INTRODUZIU AS FÉRIAS


COLETIVAS NA CLT?
O Decreto-lei n° 1.535/77 alterou o capítulo IV do Título II da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT), para dispor sobre as férias coletivas.

2. AS FÉRIAS COLETIVAS PODEM SER


CONCEDIDAS SOMENTE A ALGUNS SETORES
OU ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA?
Poderão as férias coletivas abranger a totalidade dos empregados da empresa,
ou, somente alguns setores ou estabelecimentos (artigo 139 da CLT).

3. O EMPREGADOR É OBRIGADO A CONCEDER


FÉRIAS COLETIVAS SE ASSIM FOR
DETERMINADO PELO SINDICATO OU PELA
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO
TRABALHO?
Não. Não há obrigação de concessão das férias coletivas pelo empregador. Ele
concede por sua liberalidade.

4. O EMPREGADO É OBRIGADO A GOZAR


FÉRIAS COLETIVAS?
Sim. Na medida em que ele é incluído no grupo de empregados afetados pela
medida de aplicação de férias coletivas, acaba por não lhe restar a alternativa
de afastar-se do descanso coletivo.

5. QUAIS SÃO, VIA DE REGRA, OS MOTIVOS


IMPULSIONADORES DA CONCESSÃO DE
FÉRIAS COLETIVAS PELO EMPREGADOR?
Regra geral que pode comportar exceções, a concessão de férias coletivas tem
por objetivo atender a uma necessidade do empregador, podendo ser:

- economia de custos: período de baixa produção, vendas, ou prestação de


serviços que não compensa a manutenção da empresa em funcionamento; ou

- reprimir o absenteísmo: evitar faltas injustificadas ao serviço entre datas


festivas, por exemplo, entre o Natal e o Ano Novo, no final do ano.

6. PODEM AS FÉRIAS COLETIVAS SEREM


GOZADAS EM DOIS PERÍODOS? DE QUE
FORMA?
As férias poderão ser gozadas em 2 (dois) períodos anuais desde que nenhum
deles seja inferior a 10 (dez) dias corridos (artigo 139 e § 1° da CLT).

7. QUAL A QUANTIDADE MÍNIMA E MÁXIMA DE


DIAS PARA A CONCESSÃO DE FÉRIAS
COLETIVAS?
A quantidade mínima é de 10 e a máxima é de 30 dias (artigo 139 e § 1° da
CLT).

8. A CONTAGEM DAS FÉRIAS COLETIVAS SERÁ


EM DIAS ÚTEIS OU CORRIDOS?
A contagem dos dias de férias serão corridos e não úteis, a menos que esteja
previsto no texto da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), por exemplo, a
exclusão dos feriados (Constituição Federal de 1988, artigo 7°, inciso XXVI).

9. AS FÉRIAS COLETIVAS PODEM SER


FRACIONADAS? EM QUE CASOS?
É plenamente possível que as férias sejam fracionadas em dois períodos,
desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias (artigo 139 e § 1° da CLT).
Entretanto, a legislação trabalhista não determinou que o fracionamento das
férias coletivas somente poderia acontecer em casos excepcionais (artigo 134
e § 1° da CLT).

10. O EMPREGADOR ESTÁ OBRIGADO A


FRACIONAR AS FÉRIAS COLETIVAS?
Trata-se de norma dispositiva, ou seja, cabe ao empregador a decisão de
fracionar ou não as férias coletivas de seus empregados.
11. EM QUE MOMENTO DEVEM SER
CONCEDIDAS AS FÉRIAS COLETIVAS?
Cabe ao empregador decidir o melhor momento da concessão das férias
coletivas. É o empregador que constata as necessidades da empresa, de
acordo com a atividade e sua demanda (artigo 136 da CLT).

12. OS EMPREGADOS MENORES DE 18 E


MAIORES DE 50 ANOS PODE TER SUAS FÉRIAS
COLETIVAS FRACIONADAS?
Sim. Com a Reforma Trabalhista da Lei n° 13.467/2017, aos empregados
menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade, as férias podem ser
concedidas de forma fracionada a partir de 11.11.2017, em virtude da
revogação do § 2° do artigo 134 da CLT.

13. QUAL O PROCEDIMENTO NA CONCESSÃO


DE FÉRIAS COLETIVAS EM PERÍODO INFERIOR
AO DIREITO DOS EMPREGADOS MENORES DE
18 E MAIORES DE 50 ANOS?
Havendo a concessão de férias coletivas, cuja duração seja inferior ao direito
do empregado menor de 18 e maior de 50 anos, o empregador deve deixá-los
gozar integralmente o respectivo período, juntamente com o restante do grupo.

14. O EMPREGADO MENOR DE 18 ANOS, TEM


DIREITO DE FAZER COINCIDIR SUAS FÉRIAS
ESCOLARES COM AS COLETIVAS?
O empregado estudante, menor de 18 anos, terá direito de fazer coincidir suas
férias escolares com as coletivas (artigo 136 e § 2° da CLT).

15. O QUE OCORRE SE AS FÉRIAS COLETIVAS


DO MENOR DE 18 ANOS FOREM CONCEDIDAS
EM ÉPOCA DIFERENTE DAS ESCOLARES?
Se as férias coletivas forem concedidas em época diferente das escolares, será
considerada licença remunerada, ou seja, não podem ser descontadas
futuramente do período de férias que seguirá pendente de concessão na época
de férias escolares.
16. O GRAU ESCOLAR EM QUE SE ENCONTRA
O EMPREGADO MENOR DE 18 ANOS
INFLUENCIA NO SEU DIREITO DE GOZAR AS
FÉRIAS COLETIVAS JUNTO COM AS FÉRIAS
ESCOLARES?
É indiferente o grau escolar em que se encontra o empregado menor de 18
anos para que usufrua o direito de escolher a melhor época de suas férias, e
direcioná-las para o momento em que se retira dos estudos para o gozo de
suas férias escolares.

17. SE O EMPREGADO TIVER IDADE SUPERIOR


A 18 ANOS, MANTÉM O DIREITO A FAZER
COINCIDIR SUAS FÉRIAS ESCOLARES COM AS
COLETIVAS?
Se tiver idade superior a 18 anos, imediatamente cai na regra geral em que as
férias serão concedidas ao alvedrio do empregador (artigo 136, "caput", da
CLT).

18. QUAIS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS


PARA QUE OS MEMBROS DE UMA MESMA
FAMÍLIA GOZEM FÉRIAS COLETIVAS NO
MESMO PERÍODO?
De acordo com o artigo 136, § 1°, da CLT, para que os membros de uma
mesma família, possam gozar férias em um mesmo período, é necessário o
preenchimento de requisitos específicos. Vejamos:

a) devem trabalhar no mesmo estabelecimento ou empresa;

b) expressar concordância, preferencialmente por escrito;

c) não resultar prejuízo para o serviço.

19. EM QUE DIA NÃO PODEM INICIAR AS


FÉRIAS COLETIVAS?
A partir de 11.11.2017, o início das férias coletivas não pode ocorrer no período
de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado
(artigo 134 e § 3° da CLT).
20. QUAL O PRAZO PARA O PAGAMENTO DA
REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS COLETIVAS AOS
EMPREGADOS?
O prazo para o pagamento da remuneração das férias coletivas é de até 02
dias antes do gozo do período integral, ou de cada um dos períodos fracionados
(artigo 145 da CLT).

21. O EMPREGADO DEVE DAR QUITAÇÃO DO


VALOR DE SUAS FÉRIAS MEDIANTE RECIBO
ESPECÍFICO?
O empregado dará quitação do pagamento mediante recibo específico e
pormenorizado, com o indicativo das datas de início e término das férias.

22. AS FALTAS JUSTIFICADAS DO EMPREGADO


PODEM SER DESCONTADAS DAS FÉRIAS
COLETIVAS?
Não. O empregador não pode descontar as faltas justificadas do empregado
das férias coletivas (§ 1°, do artigo 130 da CLT).

23. QUAL É A REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS


COLETIVAS?
A remuneração das férias coletivas corresponde ao salário do mês de gozo das
férias, sendo o salário atualizado acrescido de 1/3 constitucional (artigo 7°,
inciso XVII, da Constituição Federal de 1988).

24. HÁ INCIDÊNCIA DE INSS SOBRE O VALOR


DAS FÉRIAS COLETIVAS?
Sobre o valor pago de férias coletivas, há incidência de INSS (artigo 214, § 14,
do Decreto n° 3.048/99).

25. HÁ INCIDÊNCIA DE FGTS SOBRE O VALOR


DAS FÉRIAS COLETIVAS?
Há incidência de FGTS sobre o valor das férias coletivas, na forma do artigo 15
da Lei n° 8.036/90.

26. O QUE É ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS?


É a conversão de 1/3 do período de descanso das férias em dinheiro (artigo
143 da CLT).

27. EM SE TRATANDO DE FÉRIAS COLETIVAS,


HÁ POSSIBILIDADE DE CONCEDER ABONO
PECUNIÁRIO DE FÉRIAS?
Sim. O abono pecuniário de férias pode ser concedido, indistintamente, tanto
nas férias individuais quanto coletivas. O artigo 143 da CLT não faz distinção.

28. DE QUE FORMA PODE SER CONCEDIDO O


ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS COLETIVAS?
Em se tratando de férias coletivas, o abono deve ser ajustado mediante
negociação coletiva da respectiva categoria profissional, ou seja, de acordo
com a previsão existente em acordo coletivo de trabalho (Constituição Federal
de 1988, artigo 7°, inciso XXVI). Os empregados que representarem a minoria
insatisfeita com o abono negociado no acordo coletivo de trabalho, terão que
resignar-se e se ajustar à vontade da maioria.

29. NAS FÉRIAS COLETIVAS, OS EMPREGADOS


PRECISAM FAZER REQUERIMENTO INDIVIDUAL
SE DESEJAREM CONVERTER 1/3 DE SUAS
FÉRIAS EM DINHEIRO, ATRAVÉS DO ABONO
PECUNIÁRIO?
Não. O abono pecuniário nas férias coletivas independe de requerimento
individual por parte dos empregados (artigo 143 e § 2° da CLT).

30. COMO SE DÁ O REGIME DE TRABALHO A


TEMPO PARCIAL?
Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não
exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares
semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas
semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares
semanais. (artigo 58-A e 130 da CLT).

31. OS EMPREGADOS SUJEITOS AO REGIME DE


TRABALHO A TEMPO PARCIAL TEM DIREITO À
OPÇÃO PELO ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS?
Os empregados sujeitos ao regime de trabalho a tempo parcial têm direito à
opção pelo abono pecuniário de férias, em virtude da revogação do § 3° do
artigo 143 da CLT pela Lei n° 13.467/2017, a partir de 11.11.2017.

32. COMO SE FAZ A CONTAGEM DA


QUANTIDADE DE DIAS DE FÉRIAS COLETIVAS
DOS EMPREGADOS QUE TRABALHAM SOB
REGIME DE TRABALHO A TEMPO PARCIAL?
A partir de 11.11.2017, a quantidade de dias de gozo de férias coletivas dos
empregados que laboram em tempo parcial, deve observar o artigo 130 da CLT:

I - 30 (trinta), dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5


(cinco), vezes;

II - 24 (vinte e quatro), dias corridos, quando houver tido de 6 (seis), a 14


(quatorze), faltas;

III - 18 (dezoito), dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze), a 23 (vinte


e três), faltas;

IV - 12 (doze), dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro), a 32


(trinta e duas), faltas.

33. QUAIS AS FORMALIDADES NECESSÁRIAS


PARA QUE SE CARACTERIZE A CONCESSÃO
DAS FÉRIAS COLETIVAS?
A empresa deve formalizar comunicado das férias coletivas à Superintendência
Regional do Trabalho, com antecedência mínima de 15 dias; ao sindicato,
também com 15 dias de antecedência; e, aos empregados, em igual período
(artigo 139 § 2° e 3° da CLT).

34. QUAL O PRAZO PARA A EMPRESA


COMUNICAR AS FÉRIAS COLETIVAS À
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO
TRABALHO?
O prazo é de 15 dias (artigo 139 e § 2°, da CLT).

35. QUAL O CONTEÚDO DO COMUNICADO DAS


COLETIVAS À SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL
DO TRABALHO?
A comunicação das férias coletivas à Superintendência Regional do Trabalho,
deve conter:

- as datas de início e fim das férias; e

- determinar quais setores ou estabelecimentos da empresa entrarão de férias


coletivas.

36. DEVEM SER AFIXADOS AVISOS NA


EMPRESA COMUNICANDO A CONCESSÃO DAS
FÉRIAS COLETIVAS? COM QUE PRAZO?
Sim. Com antecedência mínima de 15 dias, a empresa deve também afixar
avisos da concessão de férias coletivas, com a relação (nomes e funções) dos
empregados atingidos pela medida.

37. SE NÃO FOREM AFIXADOS AVISOS DA


CONCESSÃO DAS COLETIVAS NA EMPRESA,
PODE OCORRER MULTA? SE SIM, QUAL O
VALOR?
Se descumprida esta obrigação, mediante ação fiscal do Ministério do
Trabalho, poderá arbitrar multa administrativa nos moldes da Portaria MTP n°
667/2021, atualmente no valor de R$ 170,26.

38. AS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE


PEQUENO PORTE ESTÃO OBRIGADAS A
COMUNICAR AS FÉRIAS COLETIVAS À
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO
TRABALHO?
Não. A microempresa (ME) e a empresa de pequeno porte (EPP) estão
dispensadas de comunicar as férias coletivas à Superintendência Regional do
Trabalho (artigo 51, inciso V, da Lei Complementar n° 123/2006).

39. QUAL O PRAZO PARA A EMPRESA


COMUNICAR AS FÉRIAS COLETIVAS AO
SINDICATO DA CATEGORIA?
A empresa terá que comunicar com 15 dias de antecedência a concessão das
férias coletivas aos sindicatos que abrangem as categorias de seus
empregados (artigo 139 e § 3° da CLT).
40. DEVE A EMPRESA COMUNICAR A
CONCESSÃO DAS FÉRIAS COLETIVAS AO
SINDICATO DOS EMPREGADORES?
Não. A empresa não deve comunicar ao sindicato dos empregadores (artigo
139 e § 3° da CLT).

41. AS EMPRESAS OU OS EMPREGADORES


ESTÃO OBRIGADAS A PEDIR AUTORIZAÇÃO
PARA CONCESSÃO DAS FÉRIAS COLETIVAS A
ENTIDADES PÚBLICAS OU PRIVADAS?
As empresas não estão obrigadas a pedir autorização à Superintendência
Regional do Trabalho, tampouco ao sindicato, para a concessão das as férias.
Somente o comunicado é obrigatório.

42. OS EMPREGADOS DEVEM SER


COMUNICADOS DA CONCESSÃO DE FÉRIAS
COLETIVAS?
Os empregados também devem ser comunicados com antecedência de 15
dias, por afixação de notícia no quadro de avisos nos locais de trabalho (artigo
139 e § 3° da CLT).

43. AS FÉRIAS COLETIVAS DEVEM SER


ANOTADAS NA CTPS DOS EMPREGADOS?
De acordo com o artigo 29, § 2°, letra "b" da CLT; as férias coletivas devem ser
anotadas na Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Conforme artigo 135, § 3° da CLT, alterado pela Lei n° 13.874/2019, em


20.09.2019, e ainda, artigo 13 da Portaria MTP nº 671/2021 para os
empregados com CTPS digital, a anotação será feita nos sistemas
informatizados da CTPS digital gerados pelo empregador via eSocial.

44. ATRAVÉS DE QUAIS MEIOS AS ANOTAÇÕES


DE FÉRIAS COLETIVAS PODEM SER FEITAS NA
CTPS?
A CTPS de papel foi substituída pela CTPS Digital. Sendo assim as diversas
anotações necessárias, relacionadas às férias coletivas passam a ser
realizadas através do eSocial que equivalem às anotações que eram devidas
pelo empregador.
45. AS ME E EPPS ESTÃO DISPENSADAS DAS
ANOTAÇÕES DE FÉRIAS COLETIVAS NA CTPS
DOS EMPREGADOS?
Não. As microempresas e empresas de pequeno porte não estão dispensadas
das anotações de férias coletivas, quando concedidas, na CTPS do empregado
(artigo 52, inciso I, da Lei Complementar n° 123/2006).

46. AS FÉRIAS COLETIVAS DEVEM SER


ANOTADAS NA FICHA OU LIVRO REGISTRO DE
EMPREGADOS?
Sim. Dentre outros elementos, as férias coletivas devem ser anotadas na CTPS
dos empregados (artigo 41 e parágrafo único da CLT).

Para os empregados com CTPS digital, fica dispensada a anotação no Livro


Registro ou Ficha de Empregados, uma vez que a anotação será feita nos
sistemas informatizados da CTPS digital gerados pelo empregador, nos termos
do artigo 135, § 3° da CLT, alterado pela Lei n° 13.874/2019 em 20.09.2019.

47. AS ME E EPPS ESTÃO DISPENSADAS DAS


ANOTAÇÕES DE FÉRIAS COLETIVAS EM SEUS
LIVROS OU FICHAS DE REGISTROS?
As microempresas e empresas de pequeno porte estão dispensadas da
anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de
registro (artigo 51, inciso II, da Lei Complementar n° 123/2006).

48. QUAL A REGRA GERAL PARA O CÁLCULO


DAS FÉRIAS COLETIVAS DOS EMPREGADOS?
Os cálculos de férias coletivas que apresentarem fórmula mais favorável
descrita na convenção coletiva da categoria, devem ser utilizados, por se tratar
de regra mais benéfica aos empregados (Constituição Federal de 1988, artigo
7°, inciso XXVI). Além disso, todas as remunerações de férias coletivas devem
ser pagas com o acréscimo constitucional de 1/3, de acordo com a Constituição
Federal de 1988, artigo 7°, inciso XVII.

49. COMO DEVEM SER PAGAS AS FÉRIAS


COLETIVAS PARA EMPREGADOS
CONTRATADOS HÁ MENOS DE UM ANO NA
EMPRESA?
De acordo com o artigo 140 da CLT, as férias coletivas proporcionais dos
empregados contratados há menos de 12 meses, devem ser concedidas
observando-se a seguinte tabela, sendo adquirido o direito de 2,5 dias por mês
trabalhado:

Férias proporcionais até 5 faltas de 6 a 14 faltas


1/12 2,5 dias 2 dias 1,5 dia
2/12 5 dias 4 dias 3 dias
3/12 7,5 dias 6 dias 4,5 dia
4/12 10 dias 8 dias 6 dias
5/12 12,5 dias 10 dias 7,5 dia
6/12 15 dias 12 dias 9 dias
7/12 17,5 dias 14 dias 10,5 d
8/12 20 dias 16 dias 12 dia
9/12 22,5 dias 12 dias 13,5 d
10/12 25 dias 20 dias 15 dia
11/12 27,5 dias 22 dias 16,5 d
12/12 30 dias 24 dias 18 dia
50. O EMPREGADO QUE TENHA MAIS DE 32
FALTAS INJUSTIFICADAS NO PERÍODO
AQUISITIVO, PERDE O DIREITO ÀS FÉRIAS
COLETIVAS?
Acima de 32 faltas injustificadas no período aquisitivo, o empregado perde as
férias correspondentes, abrangendo o descanso e a remuneração. Estes
empregados gozarão, na oportunidade, férias proporcionais, iniciando-se um
novo período aquisitivo a partir do primeiro dia de gozo (artigo 140 da CLT).

51. SE O DIREITO DE FÉRIAS COLETIVAS FOR


SUPERIOR AO DIREITO ADQUIRIDO DOS
EMPREGADOS COM MENOS DE UM ANO DE
CONTRATAÇÃO, COMO DEVE AGIR A
EMPRESA?
Se, por acaso, as férias coletivas forem superiores ao direito do empregado, a
empresa deverá pagar-lhe os dias excedentes como período de licença
remunerada.

52. A LICENÇA REMUNERADA CONCEDIDA AO


EMPREGADO COM MENOS DE 12 MESES DE
EMPRESA, PAGA COMO EXCEDENTE DO
DIREITO ADQUIRIDO, PODE SE DESCONTADA
POSTERIORMENTE?
O valor da licença remunerada não poderá ser descontado posteriormente, seja
em rescisão ou na concessão das férias do próximo período aquisitivo.

53. COMO DEVE AGIR A EMPRESA SE, NA


CONCESSÃO DAS COLETIVAS, O EMPREGADO
TEM DIREITO SUPERIOR À QUANTIDADE DE
DIAS QUE LHE É DE DIREITO?
Tendo o empregado, na concessão das férias coletivas, direito às férias
proporcionais superiores ao período de férias coletivas, o empregador deverá
conceder o período de férias coletivas ao empregado e complementar os dias
restantes em outra época, dentro do período concessivo original do
empregado.

54. HÁ ALTERNATIVA PARA A EMPRESA, NA


HIPÓTESE EM QUE O EMPREGADO, NA
CONCESSÃO DAS FÉRIAS COLETIVAS, TENHA
DIREITO SUPERIOR AO PERÍODO DE
CONCESSÃO?
Alternativamente, poderá conceder ao empregado todo o seu período de férias
já adquirido. De modo que, ele permaneça em descanso, mesmo que o restante
do grupo retorne antes ao serviço.

55. COMO SE DÁ O REINÍCIO DA CONTAGEM DO


PERÍODO DE FÉRIAS COLETIVAS DOS
EMPREGADOS CONTRATADOS HÁ MENOS DE
UM ANO?
Inicia-se novo período aquisitivo de férias no primeiro dia em que o empregado
sai de férias coletivas (aplicação do artigo 140 da CLT).

56. PARA EMPREGADOS CONTRATADOS HÁ


MAIS DE UM ANO NA EMPRESA, QUAL O
DIREITO ADQUIRIDO DE FÉRIAS COLETIVAS?
Para os empregados contratados há mais de 12 meses, presume-se o direito
adquirido de 30 dias de férias (artigo 130, "caput", da CLT).
57. DE QUE FORMA OCORRE A CONCESSÃO DE
DIAS DE FÉRIAS COLETIVAS PARA
EMPREGADOS CONTRATADOS HÁ MAIS DE UM
ANO NA EMPRESA?
Na concessão das férias coletivas aos empregados com mais de um ano na
empresa, será abatida a quantidade de dias do período em que estiveram em
coletivas e o restante dos dias faltantes serão concedidos ainda dentro do
período concessivo.

58. PARA EMPREGADOS COM MAIS DE UM ANO


DE CONTRATAÇÃO NA EMPRESA, HAVERÁ
ALTERAÇÃO DO PERÍODO AQUISITIVO?
Não. Para empregados contratados há mais de um ano não haverá alteração
do período aquisitivo, permanecendo-se o original contado do dia em que o
empregado foi contratado.

59. COMO DEVE SER CALCULADA A


REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS COLETIVAS DOS
EMPREGADOS QUE RECEBEM SALÁRIO FIXO?
Empregados que recebem salário fixo devem ter como remuneração das férias
o salário que estiverem recebendo no momento da sua concessão (artigo 142
da CLT).

60. DE QUE FORMA DEVE SER CALCULADA A


REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS COLETIVAS DOS
EMPREGADOS QUE RECEBEM SALÁRIO
VARIÁVEL?
Para os empregados que recebem comissões, a remuneração para o cálculo
das coletivas será obtida pela média aritmética dos valores recebidos nos 12
(doze) meses anteriores à concessão das férias, conforme o artigo 142, § 3°
da CLT.

61. SE O EMPREGADO RECEBE SALÁRIO FIXO


MAIS VARIÁVEL, COMO DEVE SER CALCULADA
A SUA REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS COLETIVAS?
Quando o empregado recebe salário fixo mais comissões, deve se apurar a
média das comissões em separado do valor do salário fixo. O valor final será
obtido com a soma das remunerações (fixo + média de comissões) sempre
acrescido de 1/3 constitucional (artigo 142 da CLT; e, artigo 7°, inciso XVII, da
Constituição Federal de 1988).

62. NO CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO DAS


FÉRIAS COLETIVAS, FAZ-SE MÉDIA DOS
ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E
PERICULOSIDADE?
Os adicionais de insalubridade, periculosidade, quebra de caixa e outros que
por força do contrato de trabalho tenham valores fixos, destes não se fazem
média, sendo somados ao valor do salário básico, tomando-se por base seus
valores no momento da concessão das férias.

63. EM QUAIS DIAS PODERÃO INICIAR O GOZO


DAS FÉRIAS COLETIVAS?
Com advento da Reforma Trabalhista, a partir do dia 11.11.2017 fica vedado o
início das férias, individuais ou coletivas, no período de dois dias que antecede
feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

Com fundamento no § 3° do artigo 134 da CLT, acrescentado pela Lei n°


13.467/2017.

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