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Amélia Bernardo Nhamussua
LICENCIATURA EM ENSINO DE HISTORIA
Transtornos de Aprendizagem
3o Ano
EAD
Universidade Pedagógica
Maputo
2025
Amélia Bernardo Nhamussua
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Transtornos de Aprendizagem
Trabalho referente a cadeira de
Psicologia de aprendizagem,
orientado pela docente para efeitos
de avaliação.
Docente: Dra. Cecília Xavier
Universidade Pedagógica
Maputo
2025
Índice
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................................4
1.1 Objectivos...................................................................................................................................4
1.2 Metodologia................................................................................................................................5
2. DEFINIÇÃO DE CONCEITOS..........................................................................................................6
3. TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM.........................................................................................7
3.1 Transtorno da Leitura ou dislexia...........................................................................................8
3.1.3. Tipos de dislexia...................................................................................................................10
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3.2. TRANSTORNO DA MATEMÁTICA OU DISCALCULIA.............................................................10
3.2.1. Diagnosticos para a discalculia...........................................................................................11
3.2.2. Caracteristicas da discalculia..............................................................................................11
3.3. TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA OU DISGRAFIA................................................12
3.3.1. Criterios de diagnostico Expressão Escrita ou disgrafia...................................................12
TRANSTORNOS DE ATENÇÃO............................................................................................................13
4. CONCLUSÃO...................................................................................................................................15
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................................15
1. INTRODUÇÃO
Nenhum ser humano pode funcionar sem estímulo e desafio. Estes fazem parte da vida normal,
proporcionando excitação, incentivo e motivação, bem como sofrimento e ansiedade.
A aprendizagem vem sendo estudada cientificamente desde o século passado, embora tenha
tomado maior espaço e relevância no meio académico entre as décadas de 1950 e 1970. Junto
com os avanços obtidos com as pesquisas, diversos conceitos foram apresentados como uma
tentativa de melhor explicar a aprendizagem e como se dá o seu processo.
O transtorno emocional é considerado como uma experiência desagradável de excesso ou de
ausência de estimulação, que, potencial ou efectivamente, prejudica a saúde. No caso de
crianças, pode causar também uma deficiência no desenvolvimento.
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Ele usado para descrever a incompatibilidade entre os desafios que enfrentamos e a convicção
em nossa habilidade para lidar com eles. Os transtornos são cumulativos e, portanto, uma série
de pequenos transtornos pode gerar emoções prejudiciais, como ansiedade e tensão esmagadoras,
dificuldade para raciocinar com clareza e uma ampla variedade de reacções comportamentais.
O presente trabalho surge na sequência das orientações académicas para a Cadeira de Psicologia
de aprendizagem e debruça -se sobre “Transtornos de aprendizagem’’.
Deste modo, o trabalho obedece a seguinte estrutura: introdução, conteúdos ou desenvolvimento
do tema, Conclusão e as referências bibliográficas. Na introdução irei apresentar: a pertinência
do tema, o objectivo do trabalho e a metodologia usada para a elaboração do trabalho. Em
seguida o desenvolvimento do tema com abordagem dos diversos posicionamentos de ordem
teórica inerentes a transtornos de aprendizagem. Por fim as conclusões, e as referências
bibliográficas consultadas.
1.1 Objectivos
Geral
Compreender os Transtornos da aprendizagem educacionais no aluno, para o combate ao
analfabetismo e promoção de igualdade de direito na educação.
Específicos
Definir os conceitos Custo e Despesa.
Diferenciar os transtornos de aprendizagem.
Descrever os critérios diagnósticos dos transtornos de aprendizagem.
1.2 Metodologia
Para a realização do presente trabalho, recorreu-se ao método qualitativo, com o uso da técnica
da revisão bibliográfico, onde se fez a leitura e análise dos tópicos inerentes ao tema, que na
opinião de GIL (2008, p.45): “Vale-se de materiais que já recebem a um tratamento analítico, ou
que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objectos da pesquisa”.
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2. DEFINIÇÃO DE CONCEITOS
Aprendizagem
A aprendizagem é melhor definida como um processo evolutivo e constante, que envolve um
conjunto de modificações no comportamento do indivíduo, tanto a nível físico como biológico,
e do ambiente no qual está inserido, onde todo esse processo emergirá sob a forma de novos
comportamentos, CIASCA (2003).
Transtorno de aprendizagem
É um termo geral que se refere a um grupo heterogéneo de transtornos manifestados por
dificuldades significativas na aquisição e uso da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou
habilidades matemáticas, ARMOND e ROLIM, (2008).
De acordo como DSM5 (APA, 2014,p.66), o transtorno específico de aprendizagem é um
transtorno do neuro desenvolvimento caracterizado pela presença dos quatro critérios
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diagnósticos, com base em uma síntese clínica da história do indivíduo e com base em relatórios
escolares e avaliação psico-educacional.
Dislexia
É um transtorno especifico da aprendizagem de origem neurológica que se manifesta em
dificuldade na fluência de leitura e na habilidade para descodificação e soletração bem como
na consciência fonológica para perceber de forma consciente que os sons das letras são os
mesmos com os da fala, MARTINS (2011).
Disgrafia
É uma inabilidade ou atraso no desenvolvimento da Linguagem Escrita, especialmente da
escrita cursiva.
Transtornos de atenção
É a dificuldade de concentrar e de manter concentrada a atenção em objectivo central, para
discriminar, compreender e assimilar o foco central de um estímulo. Esse estado de
concentração é fundamental para que, através do discernimento e da elaboração do ensino,
possa completar-se a fixação do aprendizado.
3. TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
A aprendizagem vem sendo estudada cientificamente desde o século passado, embora tenha
tomado maior espaço e relevância no meio académico entre as décadas de 1950 e 1970.
Sendo a aprendizagem um processo constituído por diversos factores, é importante ressaltar que
além do aspecto fisiológico referente ao aprender, como os processos neurais ocorridos no
sistema nervoso, as funções psicodinâmicas do indivíduo necessitam apresentar um certo
equilíbrio, sob a forma de controlo e integridade emocional para que ocorra a aprendizagem,
(CIASCA, 2003).
Entretanto, o desenvolvimento harmonioso da aprendizagem representa um ideal, uma norma
utópica, mais do que uma realidade. Dessa forma, o normal e o patológico na aprendizagem
escolar, assim como no equilíbrio psico-afectivo, não podem ser considerados como dois estados
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distintos um do outro, separados com rigor por uma fronteira ou um grande fosso, MÖOJEN
( 2003).
As dificuldades de aprendizagem são manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e
uso da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estes transtornos são
intrínsecos ao indivíduo, supondo-se que são devido à disfunção do sistema nervoso central, e
podem ocorrer ao longo do ciclo vital. Podem existir junto com as dificuldades de
aprendizagem, problemas nas condutas de auto-regulação, percepção social e interacção social,
mas não constituem por si próprias, uma dificuldade de aprendizado.
Ainda que as dificuldades de aprendizado possam ocorrer simultaneamente com outras
condições incapacitantes como, por exemplo, transtornos emocionais graves ou com influências
extrínsecas (tais como as diferenças culturais, instrução inapropriada ou insuficiente), não são o
resultado dessas condições ou influências, ARMOND e ROLIM (2008).
Os Transtornos de Aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como leitura,
escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do
esperado para o seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual, APA
(1994).
3.1 Transtorno da Leitura ou dislexia
O Transtorno da Leitura, também conhecido como dislexia, é um transtorno caracterizado por
uma dificuldade específica em compreender palavras escritas.
Dislexia é termo criado por um médico oftalmologista alemão, o Dr. Rudolph Berlin, para
nomear uma dificuldade em leitura apresentada por um de seus pacientes, e tem a sua origem nos
termos Dis – distúrbio e lexia – do latim, leitura; e do grego, linguagem, dislexia vem a ser,
portanto, dificuldades na leitura e escrita.
Dessa forma, pode-se afirmar que se trata de um transtorno específico das habilidades de leitura,
que sob nenhuma hipótese está relacionado à idade mental, problemas de acuidade visual ou
baixo nível de escolaridade.
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Na continuidade da busca de respostas sobre o que é Dislexia, passaram a ser também
pesquisadas dificuldades com as Linguagens Expressiva e Receptiva, Oral e Escrita, além dos
problemas com Leitura e Soletração.
E só muito mais tarde é que as dificuldades com a Linguagem Matemática também foram
incluídas nessas pesquisas. Portanto, somente graças ao trabalho muito intenso desse campo de
pesquisa, com destaque à contribuição do insight das Inteligências Múltiplas, de Howard
Gardner, vem-se tornando cada vez mais claro o entendimento do que é Dislexia.
De acordo com FONSECA (1999) e GORMAN (2003) a dislexia é:
Uma dificuldade duradoura da aprendizagem da leitura e aquisição do seu mecanismo, em
crianças inteligentes, escolarizadas, sem quaisquer perturbações sensoriais e psíquica já
existente.
É uma dificuldade de aprendizagem na qual a capacidade de uma criança para ler ou escrever
está abaixo de seu nível de inteligência.
É uma função, um problema, um transtorno, uma deficiência, um distúrbio. Refere a uma
dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem.
É um transtorno, uma perturbação, uma dificuldade estável, isto é, duradoura ou parcial e,
portanto, temporária, do processo de leitura que se manifesta na insuficiência para assimilar os
símbolos gráficos da linguagem.
Não é uma doença, é um distúrbio de aprendizagem congénito que interfere de forma
significativa na integração dos símbolos linguísticos e perceptivos. Acomete mais o sexo
masculino que o feminino, numa proporção de 3 para 1 DUBOIS et al, (1993, p.197).
3.1.1. Diagnósticos da dislexia na primeira infância
Fraco desenvolvimento da atenção, falta de capacidade para brincar com outras crianças,
atraso no desenvolvimento da fala e escrita desde o balbucio à pronúncia de palavras e
atraso no desenvolvimento visual.
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Falta de coordenação motora, dificuldade em aprender rimas/canções, falta de interesse
em livros impressos e dificuldade com a memória imediata e organização geral. ESTILL,
(2006).
Parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo;
Distúrbios do sono; enurese noturna; susceptibilidade à alergias e à infecções e endéncia
à hiper ou a hipo actividade motora;
Chora muito e parece inquieta ou agitada com muita frequência;
Dificuldades para aprender a andar de triciclo;
Dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares
Segundo ESTILL (2006) é preciso ter uma especial atenção com as crianças que gostam de
conversar, são curiosas, entendem e falam bem, mas aparentam desinteresse em ler e escrever.
Segundo ela, seria interessante, no caso de crianças leitoras, oferecer um mesmo problema
matemático, escrito e oral, e comparar as respostas, pois, frequentemente encontramos respostas
diferentes, correctas na questão oral e incorrecta na mesma questão escrita.
3.1.2. Critérios diagnósticos para o transtorno da leitura ( dislexia)
Classifica como critérios diagnósticos para o Transtorno da Leitura:
Rendimento da capacidade de leitura, como correcção, velocidade ou compreensão da
leitura, significativamente inferior à media para a idade cronológica, capacidade
intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
A dificuldade de leitura apresentada pelo indivíduo interfere de modo significativo nas
actividades quotidianas que requeiram habilidades de leitura.
Sob a presença de algum deficit sensorial, as dificuldades de leitura excedem aquelas
habitualmente a estes associadas.
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A leitura oral se caracteriza por distorções, substituições ou omissões, e junto com a
leitura silenciosa vem acompanhada por lentidão e erros na compreensão do texto.
3.1.3. Tipos de dislexia
De acordo com ESTILL (2006) A dislexia pode ser acústica, visual ou motriz.
1. dislexia acústica manifesta-se na insuficiência para a diferenciação acústica (sonora ou
fonética) dos fonemas e na análise e síntese dos mesmos, ocorrendo omissões, distorções,
transposições ou substituições de fonemas. Confundem-se os fonemas por sua semelhança
articulatória.
2. Dislexia visual ocorre quando há imprecisão de coordenação viso-espacial manifestando-se na
confusão de letras com semelhança gráfica. Não temos dúvida que o primeiro procedimento dos
pais e educadores é levar a criança a um médico oftalmologista.
3. Dislexia motriz evidencia-se na dificuldade para o movimento ocular. Há uma nítida
limitação do campo visual que provoca retrocessos e principalmente intervalos mudos ao ler.
3.2. TRANSTORNO DA MATEMÁTICA OU DISCALCULIA
O Transtorno da Matemática, também conhecido como discalculia, não é relacionado à ausência
de habilidades matemáticas básicas, como contagem, e sim, na forma com que a criança associa
essas habilidades com o mundo que a cerca.
As dificuldades com a Linguagem Matemática são muito variadas em seus diferentes níveis e
complexas em sua origem. Podem evidenciar-se já no aprendizado aritmético básico como, mais
tarde, na elaboração do pensamento matemático mais avançado. Embora essas dificuldades
possam manifestar-se sem nenhuma inabilidade em leitura, há outras que são decorrentes do
processamento físico-matemático da linguagem lida ou ouvida. Também existem dificuldades
advindas da imprecisa percepção de tempo e espaço, como na apreensão e no processamento de
fatos matemáticos, em sua devida ordem.
A aquisição de conceitos matemáticos e outras actividades que exigem raciocínio são afectadas
neste transtorno, cuja baixa capacidade para manejar números e conceitos matemáticos não é
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originada por uma lesão ou outra causa orgânica. Em geral, o Transtorno da Matemática é
encontrado em combinação com o Transtorno da Leitura ou Transtorno da Expressão Escrita.
3.2.1. Diagnósticos para a discalculia
Segundo Sampaio (2004) os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:
Dificuldade na memória de trabalho;
Dificuldade de memória em tarefas não verbais;
Dificuldade na soletração de não palavras (tarefas de escrita);
Não há problemas fonológicos;
Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
Dificuldade nas habilidades viso-espaciais;
Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.
3.2.2. Características da discalculia
O Transtorno da Matemática, segundo o DSM-IV, é caracterizado por:
A capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio
matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade
cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos
significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade.
Em caso de presença de algum deficit sensorial, as dificuldades matemáticas excedem
aquelas geralmente a este associadas.
Diversas habilidades podem estar prejudicadas nesse Transtorno, como: - habilidades
linguísticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e
transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos),
Habilidades perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos,
ou agrupamento de objectos em conjuntos),
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De atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação), e,
Matemáticas (dar sequência a etapas matemáticas, contar objectos e aprender
tabuadas de multiplicação).
3.3. TRANSTORNO DA EXPRESSÃO ESCRITA OU DISGRAFIA
Um transtorno apenas de ortografia ou caligrafia, na ausência de outras dificuldades da expressão
escrita, em geral, não se presta a um diagnóstico de Transtorno da Expressão Escrita. Neste
transtorno geralmente existe uma combinação de dificuldades na capacidade de compor textos
escritos, evidenciada por erros de gramática e pontuação dentro das frases, má organização dos
parágrafos, múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia, na ausência de outros prejuízos na
expressão escrita.
Em comparação com outros Transtornos de Aprendizagem, sabe-se relativamente menos acerca
do Transtorno da Expressão Escrita e sobre o seu tratamento, particularmente quando ocorre na
ausência de Transtorno de Leitura. Existem algumas evidências de que deficits de linguagem e
percepto-motores podem acompanhar este transtorno.
3.3.1. Critérios de diagnóstico Expressão Escrita ou disgrafia
Os Transtorno da Expressão Escrita, de acordo com os critérios diagnósticos do DSM-IV, são:
As capacidades das habilidades de expressão escrita encontram-se significativamente
inferior à média para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade
do indivíduo.
A dificuldade na expressão escrita apresentada pelo indivíduo interfere de modo
significativo nas actividades quotidianas que requeiram habilidades de escrita, como
escrever frases gramaticalmente correctas e parágrafos organizados.
Na presença de algum deficit sensorial, as dificuldades de escrita excedem aquelas
habitualmente a este associadas.
O problema se caracteriza por dificuldades na composição de textos, erros de gramática e
pontuação, má organização dos parágrafos, erros frequentes de ortografia e caligrafia
precária.
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TRANSTORNOS DE ATENÇÃO
É a dificuldade de concentrar e de manter concentrada a atenção em objectivo central, para
discriminar, compreender e assimilar o foco central de um estímulo. Esse estado de concentração
é fundamental para que, através do discernimento e da elaboração do ensino, possa completar-se
a fixação do aprendizado. A Deficiência de Atenção pode manifestar-se isoladamente ou
associada a uma Linguagem Corporal que caracteriza a Hiperactividade ou, opostamente, a
Hipoatividade LUCZYNSKI (2002).
Hiperactividade
Refere-se à actividade psicomotora excessiva, com padrões diferenciais de sintomas: o jovem ou
a criança hiperactiva com comportamento impulsivo é aquela que fala sem parar e nunca espera
por nada; não consegue esperar por sua vez, interrompendo e atropelando tudo e todos. Porque
age sem pensar e sem medir consequências, está sempre envolvida em pequenos acidentes, com
escoriações, hematomas, cortes. Um segundo tipo de hiperactividade tem como característica
mais pronunciada, sintomas de dificuldades de foco de atenção. É uma super estimulação
nervosa que leva esse jovem ou essa criança a passar de um estímulo a outro, não conseguindo
focar a atenção em um único tópico. Assim, dá a falsa impressão de que é desligada, mas, ao
contrário, é por estar ligada em tudo, ao mesmo tempo, que não consegue concentrar-se em um
único estímulo, ignorando outros.
Hipoatividade
A Hipoatividade se caracteriza por um nível baixo de actividade psicomotora, com reacção lenta
a qualquer estímulo.
Trata-se daquela criança chamada boazinha, que parece estar, sempre, no mundo da lua,
sonhando acordada. Comummente o hipoativo tem memória pobre e comportamento vago,
pouca interacção social e quase não se envolve com seus colegas.
O Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperactividade (TDAH) é um transtorno
neuropsicológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o
indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e
impulsividade. Às vezes chamado de DDA (Distúrbio do Deficit de Atenção), SILVARES
(2000).
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Segundo Dias (2004) a criança com TDAH tem dificuldade em focar atenção. É impulsiva (reage
antes de pensar), atinge os extremos da emoção com rapidez (tristeza e alegria) e não consegue
terminar uma tarefa (cansa-se logo, num efeito chamado de fadiga precoce).
A característica essencial do Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperactividade é um padrão
persistente de desatenção, hiperactividade e alguns sintomas hiperactivo impulsivos que causam
prejuízo ao relacionamento interpessoal.
Para o diagnóstico ser satisfeito deve haver clara interferência no funcionamento social,
académico ou ocupacional, SILVA (2004).
4. CONCLUSÃO
Terminado este trabalho pude concluir que a variações, as causas, os sintomas, as consequências
dos transtornos emocionais e de aprendizagem são muitos e merecem observação e investigação
por parte de todos os profissionais envolvidos, desde o professor na sala de aula, aos familiares e
responsáveis e evidentemente, o psico-pedagogo. Isto porque a identificação do quadro desses
transtornos é complexo e muitos prejuízos levam aos educandos quando não detectado,
diagnosticado e tratado a tempo.
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somando-se a isso, a desinformação e a falta de conscientização são dois dos grandes factores
que contribuem negativamente na educação escolar.
É importância conhecer as causas dos transtornos e detectar precocemente os sintomas em
crianças na mais tenra idade, pois assim, trocando experiências, havendo cooperação e interacção
dinâmica entre escola, professores, aluno, família e o psico-pedagogo, chegar-se-á a um
denominador comum, que nada mais será do que buscar soluções para minimizar as dificuldades
do aluno, levando-o a ter uma vida mais tranquila.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Revista Temas sobre Desenvolvimento, V.3, N.14, P.10-13, 1993.
APA (Associação Americana de Psiquiatria). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais (DSM-IV). Porto Alegre. Artes Médicas, 1994.
AQUINO, Júlio Groppa. Transtornos emocionais na escola: da consternação à inclusão. In:
ALSOP, Pippa; MCCAFFREY, Trisha (orgs.) Transtornos emocionais da escola: alternativas
teóricas e práticas. Tradução Denise Maria Bolagno. São Paulo: Summus, 1999.
CIASCA, S. M. (org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São
Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.
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ESTILL, C. A. Dislexia, as muitas faces de um problema de linguagem (2006). Em:
<http://www.andislexia.org.br/hdl12_1.asp.> Acesso em: 23 jul. 2010.
OLIVEIRA, Cíntia Cintra Silva PASSOS, Eneida Maria Garcia de; GARCIA, Lucy-Jane
Teixeira. Dislexia: uma abordagem psicopedagógica do aspecto fonológico (2007). Disponível
em: <www.portaleducacao.com.br/.../dislexia-uma-abordagem-psicopedagogica-do-aspecto>
Acesso em: 23 jul. 2010.
SAMPAIO, Simaia. Distúrbios e Transtornos (2004). Disponível em:
<http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/disturbios.htm#Discalculia> Acesso em: 24 jul. 2010.