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Capitulo 12

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•O capítulo conclusivo do livro

•A vinda de Miguel

•Tempos específicos
Panorama Geral
O último capítulo é o menor (apenas 13 versículos). Na literatura
hebraica, a conclusão sempre faz eco com a introdução.
Panorama Geral
Doukhan diz que o capítulo 12 está em paralelo com o capítulo 7, só
que de forma inversa. Em Daniel 12, há a vinda do grande príncipe
Miguel, correspondente à vinda do Filho do homem sobre as nuvens
do céu (capítulo 7).
Panorama Geral
A parte do capítulo 12 que fala dos livros consultados e do juízo feito
entre os que entendem e os que não entendem está em sintonia com a
cena do juízo e abertura dos livros do capítulo 7.

E a parte do capítulo 12 que trata do chifre pequeno corresponde ao


capítulo 7, que também trata deste poder. A alusão ao capítulo 8
aparece na menção de 1 tempo, 2 tempos e ½ de um tempo.
¹Nesse tempo, se levantará
Miguel, o grande príncipe, o
defensor dos filhos do povo
de Deus, e haverá tempo de
angústia, como nunca houve,
desde que existem nações até
aquele tempo. Mas, naquele
tempo, o povo de Deus será
salvo, todo aquele que for
achado inscrito no livro.
²Muitos dos que dormem no
pó da terra ressuscitarão, uns
para a vida eterna, outros
para vergonha e horror
eterno.

Daniel 12:1,2
³ Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do
firmamento, e os que conduzirem muitos à justiça brilharão como
as estrelas, sempre e eternamente.
⁴ Quanto a você, Daniel, encerre as palavras e sele o livro, até o
tempo do fim. Muitos correrão de um lado para outro, e o saber se
multiplicará.

Daniel 12:3,4
Versos 1 a 4
Conforme outros textos, inclusive Daniel 10:13, podemos entender que
Miguel, aqui, representa Cristo. Comentaristas dizem que o verso 1 do
capítulo 12 está ligado ao versículo 45 do capítulo 11.

Miguel, portanto, levanta-se no tempo do fim, quando temos a conclusão


da ideia do capítulo anterior. Ele vem no tempo de angústia inigualável.
Versos 1 a 4
Este tempo de angústia faz alusão ao período
de espera de Jacó, antes de encontrar Esaú
(Gênesis 32). Em Jeremias 30:7, também há
menção deste tempo, projetando para o
futuro um livramento do povo de Deus.

Urias Smith diz que “o tempo de angústia


mencionado em Daniel não é um tempo de
perseguição religiosa, mas de calamidade
internacional. Nunca houve coisa semelhante
desde que houve nação... é a última
tribulação que sobrevirá ao mundo em sua
condição atual”.
Versos 1 a 4
Salvos os que forem inscritos no livro da vida, que é algo presente,
também, no livro do Apocalipse. Tem uma relação direta com as pessoas
salvas, redimidas por Cristo. É este grupo que passa por este tempo de
angústia e, finalmente, é resgatado por Cristo (Miguel), Seu defensor.
Versos 1 a 4
No versículo 2 temos uma
menção clara à ressurreição como
algo literal. Aqui há uma
distinção. Um grupo (muitos, não
todos) vai para o chamado horror
eterno.

Apocalipse 1:7 afirma que, por


ocasião da volta de Jesus, os que
foram responsáveis diretamente
pela morte de Cristo ressurgirão.
Versos 1 a 4
Outro grupo de salvos é ressuscitado, em parte, neste período de angústia.
Para alguns estudiosos, pode ser um tipo de ressurreição especial. Ellen
White, ao comentar este texto de Daniel, afirma que “todos os que
morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo
glorificados para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com
os que guardaram a Sua lei”.
Versos 1 a 4
O entendimento mais aceito
sobre este texto de Ellen White
é o de que ela se refere a um
grupo que viveu entre a
pregação da tríplice mensagem
angélica (século XIX) e os
tempos finais (que ainda virão).
Versos 1 a 4
Urias Smith afirma que “é
certamente muito apropriado
que alguns dos que se
distinguiram por sua santidade,
que trabalharam e sofreram
pela esperança que tinham na
vida do Seu Salvador, mas
morreram sem O haver visto,
ressuscitem um pouco antes,
para testemunharem as cenas
que acompanham Sua gloriosa
epifania”.
Versos 1 a 4
O verso 4 fala da necessidade de o profeta encerrar as palavras, assim
como foi dito no capítulo 8. A explicação não diz respeito ao livro todo,
mas a uma parte da mensagem, já revelada plenamente. Está ligada aos
últimos dias. Vem em contraste com o livrinho aberto na mão do anjo
forte de Apocalipse 10.
Versos 1 a 4
A parte final do versículo 4 evidencia que o saber sobre a Palavra de
Deus aumentaria a partir do tempo do fim. Neste período, haveria um
despertamento para a compreensão profética que alude diretamente à
volta de Jesus.
Versos 1 a 4
Stefanovic diz que o sentido mais próximo de Daniel 12:4, especialmente
na parte do esquadrinharão (NAA) é o de Amós 8:12.

“Andarão de mar a mar e do Norte até o Oriente; correrão por toda parte,
procurando a palavra do Senhor, mas não a acharão.”
Versos 1 a 4
Para este autor, o verbo ali usado descreve uma pesquisa por meio do
pergaminho profético a fim de tentar entender o significado da mensagem
de Deus.

O texto ainda diz originalmente que “o conhecimento deve aumentar”,


mas trata-se de um conhecimento específico. Admite que pode ser um
aumento, também, do conhecimento secular, mas em nível secundário.
⁵Então eu, Daniel,
olhei, e eis que outros
dois estavam em pé às
margens do rio, um de
cada lado.
⁶Um deles perguntou
ao homem vestido de
linho, que estava sobre
as águas do rio: —
Quando se cumprirão
estas maravilhas?

Daniel 12:5, 6
⁷Então ouvi o homem
vestido de linho, que
estava sobre as águas
do rio. Ele levantou a
mão direita e a
esquerda ao céu e
jurou por aquele que
vive eternamente,
dizendo: — Passarão
um tempo, tempos e
metade de um tempo.
E, quando tiverem
acabado de destruir o
poder do povo santo,
estas coisas todas se
cumprirão.

Daniel 12:7
⁸Eu ouvi, mas não entendi. Então
perguntei: — Meu senhor, qual será o
fim destas coisas?
⁹Ele respondeu: — Siga o seu
caminho, Daniel, porque estas palavras
estão encerradas e seladas até o tempo
do fim.
¹⁰Muitos serão purificados, limpos e
provados, mas os ímpios continuarão
na sua impiedade, e nenhum deles
entenderá; mas os sábios entenderão.

Daniel 12:8-10
¹¹ Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado e a abominação
desoladora for estabelecida, haverá ainda mil duzentos e noventa dias.
¹² Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e
cinco dias.

Daniel 12:11,12
Versos 5 a 12
Até o versículo 13 nós temos um fechamento do bloco que envolve os
capítulos 10 a 12 e se torna o fechamento do livro inteiro.

O profeta vê três seres celestiais. Dois que aparecem e um que está


narrando tudo. Podem ser os mesmos santos mencionados no capítulo 8,
versículo 13.
Versos 5 a 12
Stefanovic chama a atenção para o fato de que Daniel vê cada um dos
seres de um lado do rio. E um deles sobre as águas do rio. No capítulo 8,
o rio mencionado é Ulai (voz de homem às margens) e, no capítulo 10, o
rio mencionado é o Tigre. O autor afirma que Tigre seria um nome
hebraico para o rio Nilo (Egito).
Versos 5 a 12
De acordo com o raciocínio de Stefanovic, “na profecia bíblica, estes dois
rios representam a Assíria, inimiga de Israel ao norte, e Egito, o inimigo
de o sul. Isaías previu o dia em que Deus puniria esses dois poderes para
resgatar seu remanescente fiel (Isaías 27)”.
Versos 5 a 12
Outro ponto importante é o
aparecimento do Homem
vestido de linho. Mesmo ser
visto no capítulo 10. Foi
perguntado a Ele quando se
cumpririam estas maravilhas?
Ou seja, quando tudo ocorreria,
inclusive o livramento de
Miguel?
Versos 5 a 12
Este Ser, que tem o controle da
história, responde de forma
solene com as duas mãos
erguidas em um juramento.
Este ato era comum porque
dava garantia da verdade
daquilo que estava para ser
afirmado (Gênesis 14:22 |
Êxodo 6:8 | Ezequiel 20:5).
Versos 5 a 12
E como é a resposta? Com tempos proféticos.

Indicação do período de 1 tempo, 2 tempos e ½ de um tempo. Período da


chamada supremacia papal que vai de 538 (decreto de Justiniano I) até
1798 (aprisionamento do papa pelo general sob ordem do imperador
francês Napoleão Bonaparte).
Mesmo período já apresentado no capítulo 7.
Versos 5 a 12
Daniel segue perplexo e solta um
específico “não entendi”. Talvez
ele não tenha entendido o fator
tempo. Pensava na rápida
restauração do templo após o
exílio.

Outros interpretam que


realmente a maior preocupação
dele era com o resultado ao final
de todo este tempo.
Versos 5 a 12
Aquele que revelava a Daniel o que haveria de ocorrer deixa claro, no
versículo 9, que somente em um tempo distante do profeta tudo seria
efetivamente esclarecido. Foi além do início do tempo do fim e segue
até os nossos dias.

A compreensão completa da mensagem permaneceria selada ou


fechada. Aí temos um estímulo aos leitores do livro para seguirem
estudando profecias.
Versos 5 a 12
Os sábios ou entendidos haveriam de entender, no futuro em relação a
Daniel, o significado completo da visão. Urias Smith afirma que “o tempo
do fim era o momento em que o Espírito de Deus haveria de romper o selo
deste livro. Era o tempo em que os sábios entenderiam, enquanto os
ímpios, que não têm o senso dos valores eternos, por ter o coração
endurecido pelo pecado, continuarão cada vez piores e mais cegos”.
Versos 5 a 12
Nos versos 11 e 12, surgem outros dois períodos de tempo.

1.290 dias (anos) – Está associado ao período de 1 tempo, 2 tempos e ½


de um tempo (1.260 anos). A diferença de 30 anos pode ser explicada de
duas formas, segundo o Comentário Bíblico Adventista.
Versos 5 a 12
Primeira explicação – Alguns mantêm o ponto de vista de que o
sacrifício diário representa o paganismo que cresceu no Império
Romano e diminuem 1.290 de 1798 e chegam à data de 508 d.C.

Neste ano, houve a conversão de Clóvis, o rei dos francos, à fé católica.


Com a vitória sobre os godos, foi estabelecida a supremacia da Igreja
Católica no Ocidente.
Versos 5 a 12
Segunda explicação – Já os que defendem a ideia de que o sacrifício
diário se refere ao ministério intercessório de Cristo não encontram
uma explicação satisfatória para este texto.
Versos 5 a 12
Mas Doukhan tem uma explicação
adicional. Para ele, o ano de 508
representa o tempo da abolição do
sacrifício diário, pois prepara o
caminho para a abominação
desoladora. “Literalmente o texto
diz que o sacrifício diário é abolido
com o propósito de estabelecer em
seu lugar a abominação
desoladora”.
Versos 5 a 12
Shea diz que o estabelecimento da abominação desoladora de Daniel
12:11 pode ser visto com a união de Igreja e Estado e o que a Igreja se
propôs a conseguir mediante o poder estatal.

“Isso teve o efeito de ofuscar o verdadeiro ministério de Cristo como


nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial”.
Versos 5 a 12
1.335 dias (anos) – Se o ponto final dos 1.335 anos é 1844, o ponto de
partida tecnicamente seria 509, mas precisamos desconsiderar o ano
em curso (no caso, não 1843).

Mas o que ocorreu em 1844?


Versos 5 a 12
Este período pode muito bem ser compreendido entre 1840 e 1844. Neste
período, na América do Norte, esta ênfase se deu no movimento milerita.
“Em mais de 12 diferentes partes da Terra, de forma quase simultânea,
homens foram levantados, sem conhecimento da obra um do outro, e
saíram para ecoar essa mensagem por todas as partes da Terra”. John
Loughborough
Versos 5 a 12
Joseph Wolff foi enviado da Inglaterra, ainda em 1831, e afirma que
proclamou, até 1845, a volta de Jesus a judeus, turcos, muçulmanos,
persas, hindus, caldeus, sírios, etc.

Nos EUA, os adventistas, que pregavam sobre a volta de Jesus, realizaram


pelo menos 125 campais ou grandes reuniões, entre junho de 1842 e
outubro de 1844, com frequência, estimada, de aproximadamente meio
milhão de pessoas.
Versos 5 a 12
Entre os pregadores mileritas,
no ano de 1842, dos 174
identificados, 44% eram
metodistas, 27% batistas, 9%
congregacionalistas, 8% da
Conexão Cristã e 7%
presbiterianos.

O desapontamento de 22 de
outubro de 1844, quando Jesus
não havia voltado segundo os
cálculos do movimento
adventista, representa bem o
amargor relatado em
Apocalipse 10.
Versos 5 a 12
“Em 1844, os adventistas esperavam que, no décimo dia do sétimo mês,
os 2.300 dias se encerrariam, e Cristo completaria, nesse dia, Sua obra
sacerdotal, e voltaria à Terra para abençoar o Seu povo. Em estudo
posterior, porém, demonstrou-se que o que ocorreu, de fato, nesse dia,
foi o início de Sua obra de purificação do santuário celestial e não a
conclusão do seu ofício como Sacerdote”. J. Loughborough
— Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará e, ao fim
dos dias, se levantará para receber a sua herança.

Daniel 12:13
Verso 13
O cumprimento das profecias de Daniel ainda vai alcançar um futuro
distante. Doukhan diz que “Daniel pode caminhar porque espera – porque
ele é capaz de ‘ver’ o destino final, a ressurreição ‘ao fim dos dias”.
Verso 13
Shea diz que “o livro encerra com a promessa a Daniel de que ele estará
entre os que se levantam no dia final como parte na herança do povo de
Deus”.
Verso 13
Stefanovic afirma que “a vitória foi ganha, mas a luta ainda é real. Somente
por meio da sabedoria dada por Deus podemos saber como viver nossa vida
cotidiana em antecipação ao futuro glorioso”.
Verso 13
Maxwell lembra que “a promessa também nos pertence. Ela implica em que
as mensagens e profecias de Daniel devem preencher o lugar que Deus lhes
designou no final dos tempos”.
Verso 13
Ellen White assegura que “quando os livros de Daniel e Apocalipse
forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa
inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas
abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter
que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que
deve ser a recompensa dos puros de coração”.
Bibliografia consultada:
• Comentário Bíblico Adventista –
Francis Nichol
• Segredos de Daniel – Jacques Doukhan
• Daniel – Wisdow to the wise –
Zdravko Stefanovic
• Eventos Finais – Ellen White (p. 272)
• Comentário de Daniel e Apocalipse –
Urias Smith
• O Grande Movimento Adventista –
J. Loughborough

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