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Projecto Drogas

O documento aborda o crescimento da criminalidade relacionado ao uso e tráfico de drogas, destacando como a dependência química leva a crimes como furtos e homicídios. A pesquisa busca demonstrar a necessidade de políticas públicas para enfrentar essa problemática, enfatizando a relação entre drogas e criminalidade. Além disso, discute a história do uso de drogas e as abordagens de diferentes países para lidar com a questão, incluindo a mudança de foco para a saúde pública.

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Projecto Drogas

O documento aborda o crescimento da criminalidade relacionado ao uso e tráfico de drogas, destacando como a dependência química leva a crimes como furtos e homicídios. A pesquisa busca demonstrar a necessidade de políticas públicas para enfrentar essa problemática, enfatizando a relação entre drogas e criminalidade. Além disso, discute a história do uso de drogas e as abordagens de diferentes países para lidar com a questão, incluindo a mudança de foco para a saúde pública.

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INTRODUÇÃO

Nos dias actuais, a criminalidade vem crescendo vertiginosamente em nossa sociedade. Tem
alcançado proporções quase que insustentáveis, tanto que se tornou raro encontrar uma
pessoa que não tenha sido vítima ou que não conheça alguém que tenha sofrido com a
violência.
Basta ligar a televisão ou abrir um jornal, para deparar com extensas reportagens referentes a
crimes que ocorrem diariamente, tais como sequestro, roubo, homicídio, entre outros,
tornando a sociedade refém e a mercê da situação de insegurança.
Diversas são as explicações para a violência, como a desigualdade social, o desemprego e a
desestrutura familiar, porém grande parte destes crimes está relacionada com o uso e o tráfico
de drogas ilícitas.
O usuário de drogas para manter seu vício comete furtos e roubos, se apropria de objectos da
casa de seus pais para trocar por drogas. Impedido de cobrar na justiça a dívida de droga, o
traficante faz justiça com as próprias mãos, chegando até mesmo a matar o viciado que não
paga pelo que consumiu.
Espera-se com o presente trabalho demonstrar que o uso e o tráfico de drogas trazem um
grave problema para a sociedade, não só em relação à criminalidade, mas também em relação
à saúde de seus usuários, tendo influências até mesmo na saúde pública.
Tema. A prática do uso de drogas e a criminalidade na cidade de Quelimane caso da escola
primária de chirangano.

Justificativa
A droga exerce uma significativa influência sobre a criminalidade e não pode mais ser
desprezada pelo Poder Público e pelos cidadãos de um modo geral, uma vez que esta relação
traz graves conseqüências para a sociedade. O uso das drogas gera criminalidade, já que o
usuário muitas vezes para sustentar seu vício acaba cometendo crimes, como furto, roubo e
outros. Por outro lado, os traficantes contribuem também para o aumento da criminalidade,
pois para manterem seus pontos de venda de drogas e garantirem o recebimento do que foi
vendido, cometem vários crimes, principalmente o homicídio, contra usuários devedores.
O estudo desta relação drogas-criminalidade é importante, pois conhecendo melhor o
problema será possível sugerir e implementar política públicas mais eficientes no tratamento
desta questão.

Objetivos
Demonstrar a vinculação do uso e tráfico de drogas ilícitas com a criminalidade, a fim de
verificar a necessidade de implantação de políticas públicas alternativas no tratamento deste
problema, visando minimizar a criminalidade.
Para alcançar o objetivo proposto será realizada uma pesquisa que demonstre a relação do uso
e tráfico de drogas ilícitas com a criminalidade, e ainda melhores formas de combate ao
trafico de drogas.

Metodologia
Através de uma pesquisa bibliográfica e documental, identificando-se os principais
problemas causados em virtude da influência das drogas sobre a criminalidade, apresentar
sugestões de algumas formas de enfrentamento deste problema mediante iniciativa do Poder
Público, em especial, e de toda a sociedade.
PRINCIPAIS TIPOS DE DROGAS ILÍCITAS
Em sentido amplo a palavra droga refere-se a qualquer substância
ou ingredientes utilizados em farmácias e laboratórios químicos. Muitas vezes
também são chamadas de drogas as bebidas alcoólicas e o cigarro. Porém, as
drogas aqui tratadas são aquelas consideradas ilícitas, ou seja, aquelas que a lei
proíbe seu comércio e uso, as quais a Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006, nova lei
de drogas (em anexo), conceitua em seu artigo 1º, parágrafo único como:
Art. 1º - ...
Parágrafo único. Para fins desta Lei, considera-se como drogas as
substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim
especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente
pelo Poder Executivo da União1.
Fazendo um rápido estudo pela história da humanidade, pode-se
constatar que as drogas, há muito tempo, acompanham a trajetória evolutiva dos
homens.
Quando foram confeccionadas as Tábuas dos Sumérios,
possivelmente há 4.000 anos antes de Cristo (conforme estudos apontam), ali
inseriram símbolos significando a papoula de onde é extraído o ópio (uma droga
alucinógena).
O homem pré-histórico já consumia bebidas fermentadas; os mais
antigos documentos do Egito antigo descrevem o uso habitual do vinho e da cerveja.
Em Gênesis, capitulo IX, versículos 20 a 22, está relatado que Noé,
após o dilúvio, plantou a vinha e dela extraiu o álcool etílico (utilizado na fabricação
de bebidas alcoólicas).
O Imperador chinês Shen Neng descreveu em seus estudos sobre
farmácia, os efeitos da maconha, em 2.737 antes de Cristo. A Grécia antiga, a
Arábia e o Egito destacam-se entre os diversos povos que incorporaram a maconha
em sua filosofia de vida, pois utilizavam seus derivados em rituais religiosos.
Há pelo menos 3.000 anos, há registros dos primeiros indícios de
utilização da folha de coca, matéria prima da cocaína, quando era mascada por
povos da região andina da América do Sul. Eles mascavam a folha de “coca”, para
1 Art. 1º, parágrafo único da Lei 11.343, de 26 de agosto de 2006.
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saciar a fome, aumentar o desempenho físico, curar doenças, e ainda como
anestésico dentário.
Com o passar do tempo foram sendo descobertas diversas drogas,
inclusive drogas sintetizadas em laboratórios. Esta grande variedade de drogas
naturais e sintéticas é consumida de diversas formas: inalada; ingerida; injetada ou
absorvida pela pele; e quando introduzida no organismo altera suas funções.
As chamadas drogas depressoras fazem com que as atividades
cerebrais fiquem lentas, já as drogas estimulantes aumentam a atividade cerebral,
fazendo com que os estímulos nervosos fiquem mais rápidos, é o que aponta uma
pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista sobre o uso de drogas.
2.1 Maconha
Os primeiros indícios do uso da maconha datam mais de cinco mil
anos, quando povos como os chineses e persas usavam a droga como incenso em
cerimônias religiosas. Também era utilizada como recompensa para mercenários,
para fins medicinais.
Na medicina a droga foi usada até o início do século XX, quando
passou a ser consumida apenas para alterar o estado mental do usuário. A maconha
foi muito utilizada na Medicina, em nosso País, para a cura de vários males, porém,
com o crescente número de usuários que passaram a consumir a droga,
abusivamente, ela foi proibida.
Os hippies nos anos 70 usavam a maconha não só para alterar seu
estado mental, mas também como uma demonstração de protesto contra o sistema
social e político da época.
Esta droga é usada ainda hoje na medicina, como no tratamento da
epilepsia e nos efeitos colaterais do tratamento do câncer, como vômitos e náuseas.
Além destas funções medicinais, para algumas religiões da América Central e Ásia,
a maconha é considerada sagrada, conforme artigo publicado no site do Colégio
São Francisco2.

Cocaína
A cocaína é uma das drogas mais consumidas no mundo. Age no
sistema nervoso central, modificando o pensamento e as ações das pessoas.
Sintetizada em laboratório, a cocaína tem como matéria prima a folha de um arbusto
denominado erytroxylon coca.
Seu consumo traz como efeito a euforia, excitação, sensação de
onipotência, falta de apetite, insônia e aumento ilusório de energia. Após este efeito
inicial, vem uma forte depressão que leva o usuário a consumir nova dose, voltando
àqueles efeitos seguidos novamente por depressão, entrando num ciclo em que vai
aumentando a dose que pode levá-lo até a morte em alguns casos.
Crack
O crack é uma droga que foi criada com a intenção de causar uma
alteração psicológica no usuário. É diferente de algumas outras drogas que tiveram
sua criação com propósitos medicinais.
Devido ao barulho que provoca durante sua queima é que se deu o
nome para esta droga, que é composta da mistura da cocaína em pasta não
refinada com bicarbonato de sódio e que possui formato de pequenas pedras.
Ecstasy
O ecstasy possui ação alucinógena e estimulante, pode ser
consumido injetado, inalado, porém atualmente a via oral é a forma mais utilizada
para o consumo, já que ele é comumente encontrado na forma de comprimidos.
Os efeitos psíquicos causado por esta droga surgem vinte minutos
após seu uso, dentre eles pode-se destacar a sensação de intimidade e de
proximidade com outras pessoas, o aumento da comunicação, da sensualidade,
euforia, despreocupação, autoconfiança e perda da noção de espaço.
Com o uso prolongado podem ocorrer lesões celulares irreversíveis,
depressão, paranóia, alucinação, ataques de pânico, perda do autocontrole,
impulsividade, dificuldade de memória e de tomada decisões.
RELAÇÃO DA CRIMINALIDADE COM AS DROGAS
A criminalidade vem aumentando em larga proporção no Brasil, o
que é facilmente constatado, como já foi dito, com o simples fato de ligar a televisão
em um noticiário ou abrir um jornal.
Percebe-se que há uma relação da criminalidade com as drogas.
Perez Oliva em sua obra Medios de Comunicación y Previnxión de las
Drogodependencias, de 1987, já demonstrava esta associação:
Na maioria das vezes, a palavra droga aparece, nas manchetes, associada
às palavras briga, assalto, tiroteio e morte, em segundo lugar, ainda que
com menor freqüência, a palavra droga vem seguida de conceitos tais como
adulteração, “overdose” e morte. Observe-se que em ambos os casos o
encadeamento conceitual termina no dano socialmente mais grave: a morte
(PEREZ, 1987, p. 6).
Também encontra-se a relação do crime com as drogas, em obras
como a de Alba Zaluar: “não é, porém, a cocaína que mata, mas o tráfico, pela forma
como se organizou” (ZALUAR, 2004, p. 44).
Pode-se perceber ainda este vínculo das drogas ilícitas com o crime
no artigo publicado pelo Promotor de Justiça e Mestre em Direito Penal, do Rio de
Janeiro, Márcio Mothé Fernandes, que destaca:
Nos últimos meses, o país tem assistido a uma sucessão de crimes que têm
em comum a utilização de drogas como causa predominante para a sua
ocorrência. Somente numa mesma rua do bairro Bancários, na Ilha do
Governador, neste ano, dois crimes chocaram a população: No dia 02 de
janeiro, estando completamente alucinado por causa de drogas, o
adolescente A.D.F. matou a avó com setenta facadas porque ela havia
tentado impedi-lo de vender um liqüidificador para ser trocado por cocaína.
No dia 17 de abril, a aposentado Paulo César da Silva, 62 anos, matou a
tiros o seu próprio filho, Paulo Eduardo Olinda da Silva, 28 anos, após ele
ter jogado uma televisão pela janela e que seria vendida para ser trocada
por entorpecentes. Em Volta Redonda, no dia 30 de janeiro, o adolescente
B.S.C, 16 anos, matou a avó Tereza Lucas da Silva Costa, devido a uma
crise de abstinência. A vítima teve a cabeça decepada e jogada no Rio
Paraíba. Na Bahia, no dia 31 de janeiro, o vigilante Elias Gonçalves, 41
anos, matou o filho Eliosvaldo Santos Gonçalves, 21 anos, pois não
aguentava mais assisti-lo roubando a vizinhança para comprar drogas. Em
São Paulo, no dia 30 de março, Amador Cortellini, 68 anos, após ter sido
ameaçado de morte pelo filho Rodrigo André Cortellini, 26 anos, acabou
matando-o com um tiro no peito (FERNANDES, 2004, não paginado).

CONCLUSÃO
A criminalidade no Brasil é um dos mais graves problemas que
enfrentamos atualmente e o uso de drogas é um dos fatores que exercem influência
direta nesta questão.
As drogas acompanham a humanidade há milhares de anos e sua
criminalização é recente se compararmos em termos históricos.
A criminalização, que é amplamente defendida pelo governo norteamericano,
nem sempre foi aceita por setores da sociedade, e restam dúvidas se é a
melhor solução para o enfrentamento dos problemas causados pelas drogas.
Conforme demonstra a história, na época que os Estados Unidos, através da “lei
seca”, criminalizaram a venda de bebidas alcoólicas, o problema só acentuou-se,
pois surgiram vários grupos de traficantes deste produto que, por ser considerado
ilícito, gerou corrupção e violência, sem que ocorresse a diminuição do consumo.
A Europa vem mudando gradativamente este conceito e adotando
uma postura preventiva em relação ao usuário de drogas, e em muitos casos até
mesmo legalizando o uso de alguns tipos de substâncias tóxicas, tudo isto
acompanhado de um programa de redução de danos sobre os efeitos que a droga
causa na saúde dos dependentes. Já em relação aos traficantes, estão aplicando
penas cada vez mais severas.
Verificou-se que na Colômbia, um país que sempre foi conhecido
pela violência advinda das drogas, abrandou-se o problema, através da implantação
de um programa de segurança pública que une repressão policial com investimentos
maciços em educação, cultura e infra-estrutura nas áreas mais pobres.
O Brasil sempre foi adepto do tradicional sistema norte-americano
de repressão e punição no que se refere às questões da droga. Porém, atualmente
vem mudando esta postura, uma vez que há algum tempo vem tentando implantar
um programa de redução de danos para os usuários. Mais recentemente, aprovou
uma lei que ameniza a punição sobre quem faz uso de substâncias tóxicas, se
aproximando assim daqueles pensamentos que entendem que o problema das
drogas é uma questão de saúde pública e não criminal.
REFERÊNCIAS
A Evolução do fenômeno das drogas na Europa. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 16 Nov.
2007.
ACQUAVIVA, M. C. Dicionário jurídico brasileiro Acquaviva. 8 ed. São Paulo:
Jurídica Brasileira, 1995.
ATHAYDE, P. de. A ressaca do ecstasy. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 15
Out. 2007.
COGGIOLA, O. O comércio de drogas. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 15 Out. 2007.
FACCINI, O. N. Porte de droga é infração administrativa e não crime. Disponível
em:
<[Link]
&item=40078>. Acesso em: 04 Nov. 2007.
FERNANDES, M. M. Drogas e criminalidade urbana. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 05
Set. 2007.

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