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Estruturas e Funções das Organelas Celulares

O documento aborda as endomembranas celulares, destacando a formação do sistema interno de membranas em eucariotos através de invaginações e endossimbiose. Descreve as organelas citoplasmáticas, como o retículo endoplasmático, ribossomos, complexo de Golgi, lisossomos e peroxissomos, e suas funções essenciais para a célula. Também menciona as diferenças entre células procarióticas e eucarióticas, além das funções específicas de cada organela.

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Estruturas e Funções das Organelas Celulares

O documento aborda as endomembranas celulares, destacando a formação do sistema interno de membranas em eucariotos através de invaginações e endossimbiose. Descreve as organelas citoplasmáticas, como o retículo endoplasmático, ribossomos, complexo de Golgi, lisossomos e peroxissomos, e suas funções essenciais para a célula. Também menciona as diferenças entre células procarióticas e eucarióticas, além das funções específicas de cada organela.

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02/04/2022

Endomembranas
Ultramembranas Celulares • Sistema de membranas internas que par0cipam das funções celulares.
• Ocorreram dois processos na formação do sistema interno de membranas
dos eucariotos:
1. A par0r de invaginações da membrana plasmá0ca, organizando e
compar0mentalizando as suas funções.
Prof.ª Flávia Ennes Dourado Ferro 2. Pelo processo de endossimbiose, ocorreram dois eventos:
• Uma célula procarió0ca englobou outra célula procarió0ca, originando
uma organela de membrana chamada mitocôndria;
• Uma célula eucarió0ca com mitocôndrias englobou uma célula
procarió0ca fotossinte0zante, originando outra organela de membrana, o
cloroplasto

1 2

Teoria Endossibió.ca
h1ps://brasilescola.uol.com.br/biologia/teoria-
endossimbio.ca.htm

3 4

Endomembranas

• Células procariontes são pequenas, simples e não possuem nenhum


sistema de endomembranas ou organelas membranosas.
• Células eucariontes caracterizam-se por apresentarem um sistema
de endomembranas e organelas especializadas para as suas funções.
• No ambiente interno da célula, localizamos duas regiões de
compar>mento: a do meio intracelular (corresponde ao citoplasma)
e a do meio extracelular (espaços internos das organelas, das
vesículas de secreção ou ingestão).

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Organelas citoplasmá4cas

• São estruturas que realizam


a>vidades importantes para o
funcionamento adequado das
células atuando como
pequenos órgãos.

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Organelas celulares Organelas


• ReHculo endoplasmá>co
• Vacúolos
• Ribossomos
• Mitocôndrias
• Lisossomos
• Peroxissomos
• Complexo golgiense
• Plastos
• Centríolos

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Célula animal x vegetal Núcleo

• Compar>mento delimitado pelo


envoltório nuclear, também
cons>tuído de dupla membrana.
• Comunicação com o citoplasma se
faz a par>r de complexos proteicos
que permitem a troca entre o
núcleo e o citoplasma.
• Está abrigado o genoma da célula,
e é nele que ocorre a síntese de
ribossomos e de ácidos nucleicos
(DNA e RNA).

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Citoplama Re:culo Endoplasmá4co


• Nos procariontes, o citoplasma corresponde a todo o conteúdo • Rede de vesículas achatadas esféricas ou tubulosas que se
limitado pela membrana plasmá>ca. intercomunicam.
• Nos eucariontes, é todo o conteúdo compreendido entre a membrana • Essas vesículas são cons>tuídas por um conjunto de membranas que
plasmá>ca e o núcleo. delimitam as cisternas ou o lúmen do reHculo plasmá>co.
• É a porção líquida de consistência gela>nosa, composta por água, íons, • Re1culo endoplasmá1co liso: É responsável pela síntese de ácidos
glicose, aminoácidos, proteínas, lipídios. graxos e fosfolipídios; não possui ribossomos aderidos à sua membrana
e não se comunica com o núcleo. Os hepatócitos são ricos em REL.
• Estão mergulhados o citoesqueleto e as organelas.
• Re6culo Endoplasmá1co Rugoso: Par>cipa da síntese de proteínas para
• No citosol corre uma série de reações químicas do metabolismo celular, o complexo de Golgi; é conHnuo com o envoltório nuclear, e suas
como a glicólise da respiração celular. membranas possuem ribossomos aderidos. Tende a se apresentar mais
desenvolvido em células com elevada síntese proteica.

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Re#culo Endoplasmá1co Re:culo Endoplasmá4co


• Rugoso (granular)
v Túbulos e sacos achatados recobertos externamente por • Ambos os reJculos par0cipam do controle da
ribossomos que sinte6zam moléculas de proteína que são homeostase celular e de processos de
conduzidas para o interior desintoxicação.
• As proteínas aqui produzidas podem ser secretadas
pela célula ou direcionadas para outras organelas do
• Liso (agranular) citoplasma.
• O re%culo endoplasmá1co liso dá con1nuidade ao rugoso e • Eles vão se apresentar como uma grande rede de
sua função é o transporte de produtos pelas suas cavidades. tubos distribuídos pelo citoplasma, desde a camada
externa do envoltório nuclear.
• Estão em constante reorganização.
• Possuem grande relação com o citoesqueleto, que
permite essa reorganização, além de promover sua
sustentação.

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Ribossomos Ribossomos
• Estruturas formadas por RNA ribossomal (rRNA) e proteínas
• Encontrados em células procarió0cas e eucarió0cas.
• Não são envolvidos por membranas • Originam-se nas células eucariotas do nucléolo, e podem ser
• Formados por um conjunto de duas unidades, uma menor e uma maior, com encontrados espalhados no citoplasma ,presos uns aos outros
caracterís0cas estruturais e funcionais dis0ntas. por um fita de RNAm formando polissomas (também chamados
• Células eucarió0cas: unidades são denominadas de 80S e são formadas pelas de polirribossomas), ou grudados nas membranas de uma
unidades de 40S e 60S. A unidade menor, 40S, é composta por rRNAs 18S mais 20 estrutura chamada reHculo endoplasmá>co (formando assim o
proteínas; a maior, 60S, por rRNAs 28S mais 5,8S, 5S e 30 proteínas.
re)culo endoplasmá1co rugoso ou granular).
• Células procarió0cas: unidades são 70S, formadas pelas subunidades 30S e 50S.
• Importância farmacológica: alguns an0bió0cos atuam impedindo na síntese de
• Já nas células procariotas são encontradas livres no
algumas proteínas das bactérias e tem preferecia por algumas subunidades que só citoplasma,onde tem sua origem.
os procariontes tem. Ex: Tetraciclinas, Eritromicinas, Clorafenicol.

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Ribossomos Complexo de Golgi

• Podem ser encontrados livremente no • Pilha de sacos membranosos achatados e esféricos.


citoplasma, aderidos ao reHculo • Composição química de fosfolipídios e proteínas e está
endoplasmá>co granular ou ainda presente em quase todas as células eucariontes.
ligados uns aos outros por uma fita de • Tem como funções o armazenamento e o empacotamento de
RNA mensageiro (polirribossomos). substâncias provenientes do reJculo endoplasmá0co, além de
• Os ribossomos encontrados em ser responsável pelo direcionamento dessas substâncias para
outras organelas ou para secreção e realizar síntese de
mitocôndrias e cloroplastos são iguais polissacarídeos e hormônios sexuais.
aos encontrados nas células • Nas células vegetais, par0cipa da formação da parede celular e
procarió>cas das lamelas.
• É responsável pelo endereçamento das proteínas e faz isso por
meio da adição de resíduos de açúcar às cadeias proteicas.

19 20

Complexo de Golgi
Complexo de Golgi
• Empilhamento de sáculos e vesículas achatadas. Sua função está relacionada com a
produção e processamento dos produtos de secreção que chegam através do RE e
são liberados na forma de vesículas e grânulos de secreção A distribuição dos produtos vindos do reHculo endoplasmá>co pode ir
para:
• A membrana plasmá>ca, quando essas substâncias serão secretadas;
• As vesículas de secreção, que aguardam no citoplasma a sinalização
para serem secretadas;
• E os lisossomos, para digestão celular.

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Lisossomos Lisossomos

• Têm como função a degradação de materiais advindos do


• Pequenas vesículas nas quais estão con0das enzimas diges0vas de todos os meio extra-celular, assim como a reciclagem de outras
0pos.
organelas e componentes celulares envelhecidos.
• Par0cipam do processo de digestão celular, digerindo as moléculas que a
célula engloba ou elementos da própria célula.
• São compostos por uma membrana que envolve cerca de 50 enzimas
hidrolí0cas dis0ntas e possuem o pH ácido em torno de 5.
• Hidrolisam moléculas de proteínas, polissacarídeos e lipídios celulares que
não sejam mais necessárias.
• O processo de digestão celular ocorre quando os lisossomos englobam as
macromoléculas celulares e os componentes celulares insolúveis, e os
degradam em substâncias hidrossolúveis menores que podem se difundir
no citoplasma, onde serão metabolizados.

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Lisossomos Peroxissomos
• As enzimas dos lisossomos são produzidas no reJculo
endoplasmá0co granular, passam para o complexo de Golgi, • São estruturas de formato vesicular esférico, também conhecidos
onde são empacotadas e liberadas na forma de vesículas
(lisossomos primários). como microcorpos.
• Quando um produto é englobado por endocitose, forma-se um • Semelhantes aos lisossomos, apresentam enzimas relacionadas a
vacúolo alimentar. Um ou mais lisossomos fundem-se no
fagossomo, despejando enzimas diges0vas nele, assim forma-se reações que envolvem o oxigênio.
o vacúolo diges0vo e as moléculas provenientes da digestão se
fundem no citoplasma. O vacúolo cheio de resíduos é chamado • Podem ser encontradas tanto em células animais como vegetais —
de vacúolo residual. principalmente nas folhas.
• Os lisossomos não ocorrem em células vegetais.
• Quando uma célula morre, os lisossomos se rompem, liberando
• Os peroxissomos possuem uma única membrana com muitas
suas enzimas, e estas vão par0cipar do processo de degradação proteínas. Essa membrana reveste um conjunto de enzimas que
celular juntamente com a ação de decomposição realizada por formam e usam o peróxido de hidrogênio (H2O2), conhecida como
bactérias.
água oxigenada.

25 26

Peroxissomos Peroxissomos

• O peróxido de hidrogênio é altamente tóxico para a célula, por isso, é


decomposto em água e oxigênio por uma enzima do peroxissomo
• Organela esférica, envolvida por uma membrana, vesicular presente no chamada catalase.
citoplasma, sobretudo em células vegetais. São as organelas • A oxidação dos substratos a par>r do oxigênio molecular para a formação de
responsáveis pelo armazenamento das enzimas diretamente relacionadas peróxido de hidrogênio é dada pela oxidase.
com o metabolismo do peróxido de hidrogênio, substância altamente • Os peroxissomos encontrados nos rins e no agado têm um importante papel
tóxica para a célula. na desintoxicação do organismo, destruindo moléculas tóxicas.
• O que diferencia os peroxissomos dos lisossomos é a liberação de enzimas
responsáveis pela destruição de moléculas tóxicas que possuem oxigênio na
composição. Compara>vamente, os lisossomos contêm as enzimas que se
relacionam à digestão intracelular.

27 28

Glioxissomos Vacúolo

• São estruturas em forma de vesículas, normalmente esféricas • Exclusiva dos vegetais


• Tipo específico de peroxissomo que ocorre em células vegetais apenas • Delimitada por uma membrana simples, e
em sementes de oleaginosas (algodão, girassol e rícino) e nas pode chegar a ocupar até 95% do volume
plântulas que se dessenvolvem a par>r dessas sementes. da célula.
• Possui uma membrana única contendo enzimas. • Faz o controle osmó>co na célula vegetal,
além de ter funções de armazenamento e
digestão celular.

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Vacúolos

• Nas células animais os vacúolos são


raros e não têm nenhum nome
específico. Contudo, as células do
tecido adiposo (os adipócitos) possuem
vacúolos repletos de gordura, que
servem como reserva energé0ca.
• Nos protozoários podem ter funções
diversas, como seus nomes indicam:
vacúolo diges0vo, vacúolo pulsá0l ou
excretor.

31 32

Mitocôndria

• Estruturas cilíndricas, compostas de duas membranas sendo que a


interna possui as cristas (responsáveis pela produção de energia
química na forma de ATP). Possui material gené>co (DNA) próprio

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Mitocondrias Mitocondrias
• Membrana externa é lisa e muito permeável
devido às porinas (proteínas em forma de
canais), envolve completamente a organela e • São encontradas no citoplasma de quase todas as células eucarió0cas
é rica em colesterol; • Tamanho entre 0,5 e 1µm.
• Membrana interna possui dobramentos
chamados de cristas mitocondriais (que • Possuem como principal função a liberação de energia gradualmente na
aumentam a superhcie da membrana), e é forma de ATP.
rica em cardiolipina (não favorece a • São encontradas enzimas na matriz e na membrana interna, e uma grande
passagem de íons).
quan0dade de energia química é liberada durante a oxidação, usada para
• O espaço interno das mitocôndrias é
preenchido por uma matriz do 0po gel. formar ATP (molécula transportadora de energia).
• Suas membranas têm composição • As várias moléculas de DNA mitocondrial se mul0plicam por replicação,
fosfolipídica com a dupla camada, como reguladas pelos próprios mecanismos da mitocôndria.
vemos na membrana plasmá0ca.
• Os processos de transcrição e tradução são realizados por enzimas e
• Entre as membranas, existe o espaço
intermembranoso. ribossomos da própria organela

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Plas:deo

• São organelas específicas de vegetais, também chamados de plastos.


• Possuem dupla membrana e um genoma próprio.
• Quando esses plastos possuem como pigmentos os carotenoides, são
denominados cromoplastos.
• Se os pigmentos são clorofilas, chamam-se cloroplastos.
• Na ausência de pigmentação, de leucoplastos.
• Os cloroplastos dão coloração verde de algas verdes, folhas, caules jovens, frutos
imaturos e sépalas das flores e possuem um importante papel na biologia da célula
vegetal: neles ocorre a fotossíntese.
• Os carotenoides são responsáveis pelas cores amarelo, laranja e vermelho de várias
flores, frutos, raízes e folhas senis principalmente.

37 38

Plas:deo Plas:deo
• Os leucoplastos são responsáveis • Em seu interior, os cloroplastos apresentam uma matriz amorfa
pelo acúmulo de substâncias de chamada de estroma, rica em enzimas solúveis. No estroma,
reserva. Estão classificados em três
>pos: amiloplastos armazenam encontramos uma série de estruturas como:
grãos de • molécula de DNA circular, com caracterís>cas semelhantes às
amido; proteinoplastos são mitocôndrias e bactérias;
responsáveis pelo armazenamento
de proteínas; • pequenos grãos de amido;
e elaioplastos armazenam lipídios. • fitoferri1na, um complexo formado a par>r de ferro e proteína;
• Tem morfologia, similares às • plastorribossomos, ribossomos com tamanho e composição dis>nta
mitocôndrias, apresentando duas dos encontrados no citoplasma.
membranas

39 40

Plas:deo

• O estroma apresenta um sistema de membranas internas em forma de vesículas


achatadas ou lamelas, chamado de Glacoide.
• Essas vesículas estão dispersas sem contato com a membrana interna. Nesse sistema,
temos um espaço intramembranoso conJnuo, denominado espaço intraGlacoide.
• Os 0lacoides originam os grana (singular granum), discos empilhados semelhantes a
pilhas de moedas, com 10 a 20 lamelas discoides, interconectados através do estroma.
• Por conta dessas organelas, as plantas são capazes de realizar a fotossíntese, um
processo que u0liza a energia luminosa (fótons), água e CO2 para a síntese de açúcares. O
oxigênio que encontramos na atmosfera é resultado do processo de fotossíntese.
• Os pigmentos fotossinte0zantes ficam organizados na membrana do Glacoide formando
fotossistemas capazes de captar e traduzir a energia luminosa.

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Cloroplastos Origem das mitocôndrias e cloroplastos


• As mitocôndrias e os cloroplastos não possuem a mesma origem de
• É uma organela presente nas células das plantas e algas, especialização da membrana plasmá>ca
rico em clorofila, responsável pela sua cor verde.É um
dos três >pos de plastos (organelos citoplasmá>cos cuja • Teoria da endossimbiose, proposta por Lynn Margulis (1938-2011)
fórmula varia de acordo com o >po de organismo e célula em 1967
em que se encontra), sendo os outros dois os • Teriam surgido a par>r da fagocitose de procariotos por células
cromoplastos e os leucoplastos. eucarió>cas criando uma relação de simbiose.

43 44

Origem das mitocôndrias e cloroplastos

• Mitocôndrias assumiram a função de produção de energia


Caracterís1cas que fomentam a teoria da simbiose:
• Porinas na membrana externa que, segundo a teoria, teria surgido de um
vacúolo fagocí>co, pois essas proteínas são Hpicas de organismos
procariotos.
• Presença de múl1plas cópias de DNA circular, sem histonas.
• RNA transportador e ribossomos com caracterís>cas semelhantes aos
procariotos.

45 46

Origem das mitocôndrias e cloroplastos Origem das mitocondrias


• Essas organelas apresentam a capacidade de divisão independente da
divisão celular. • Nos úl0mos anos, o resultado do sequenciamento de DNA de bactérias diversas
revelou enormes similaridades entre os genomas mitocondriais e o da
• Embora tenham seu próprio DNA, necessitam de proteínas e RNAs bactéria Ricke,sia prowazekii. O gênero Ricke,sa compreendem bactérias que
que são codificados pelo genoma nuclear, além dos processos de são justamente parasitas intracelulares os quais, como as mitocôndrias, só são
síntese e transporte da célula. capazes de se reproduzirem dentro das células eucarió0cas.
• Análises cienJficas es0mam que a mitocôndria surgiu há cerca de 2 bilhões de
anos atrás a par0r do englobamento de uma alfa-proteobactéria por um
percursor das células eucarió0cas modernas.
• Apesar da mitocôndria ter man0do a caracterís0ca de dupla membrana dos seus
ancestrais e o sistema central de produção de ATP, a forma geral e a composição
dessas organelas foram dras0camente alterados, adquirindo também diversas
outras funções dentro das células eucarió0cas.

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MONOPÓLIO MATERNO? MATRIZ EXTRACELULAR


• Nos mamíferos, o mtDNA geralmente é transmi0do apenas de mãe para
filho. Tanto o espermatozoide quando o óvulo possuem mitocôndrias, mas • As células possuem um espaço extracelular,
o mtDNA paterno tende a ser sempre eliminado após a fer0lização. importante para as funções teciduais.
• Estudo publicado r no periódico Proceedings of the Na0onal Academy of • A matriz extracelular é cons>tuída por um
Sciences (2018) pra0camente derrubou esse dogma, confirmando que o complexo de proteínas e polissacarídeos
DNA mitocondrial também pode ter uma parcela de hereditariedade
paterna em certos casos. O dogma central referente à exclusividade • Base para o crescimento e diferenciação dos
materna da transmissão ver0cal do DNA mitocondrial nos humanos diversos tecidos.
modernos ainda con0nua firme quando olhamos o quadro geral, porém ele
engloba algumas exceções. Material gené0co da mitocôndria paterna • Os vegetais apresentam uma matriz
consegue, sim, ser transmi0do de forma natural para os filhos, mas esse extracelular organizada, a parede celular.
fenômeno está longe de ser uma regra na nossa espécie.

49 50

MATRIZ EXTRACELULAR MATRIZ EXTRACELULAR


• A quan>dade de matriz varia de acordo com o tecido e função da
célula As funções da matriz extracelular
incluem:
• Composta também por proteínas fibrosas e elementos não fibrosos
• Formar uma estrutura de suporte
• Componente fibroso: formado por moléculas proteicas que se essencial para as células;
agregam e formam fibrilas ou fibras de colágeno ou elas1na • Controlar a comunicação entre as
• Parte não fibrosa: formada por glicoproteínas alongadas, como células;
as fibronec1nas e as lamininas (adesão entre as células e a matriz), • Separar tecidos;
por glicosaminoglicanas e proteoglicanas (formam uma estrutura • Regular processos celulares como
gela>nosa hidratada onde os demais componentes estão imersos). crescimento, migração e diferenciação;

51 52

COLAGENO

• É parte de uma família de


proteínas alongadas com mais
de 12 0pos.
• É a proteína mais abundante
no homem
• É responsável pelo arcabouço
estrutural dos tecidos.
• Dá à célula resistência à
tração e facilita o processo de
adesão e migração das
células;

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TIPOS DE COLAGENO ELASTINA


• TIPO 1: Encontrado na derme, tendões, ossos e pigmentos, conhecidos
como as fibras de colágeno. É produzido pelos fibroblastos, possui o máximo
grau de polimerização de fibras e feixes de fibras, formando fibras bastante • Responsável pela elas>cidade.
resistentes à tensão.
• TIPO 2: Nas carGlagens é produzido pelos condrócitos. Baixo grau de • Componente principal das fibras elás>cas, que são abundantes em
polimerização formando apenas fibrilas, que são resistentes a pressões. estruturas de órgãos que precisam de elas>cidade, como pele, artérias
• TIPO 3: Nos músculos lisos, órgãos hematopoiéGcos e nervos, também e pulmões.
conhecidos como fibras re0culares. Produzido pelo músculo liso e por células • Tem a capacidade de distensão quando tracionadas, voltando depois
re0culares, esse 0po de colágeno tem grau de polimerização médio formando ao seu estado normal.
fibras finas, que podem resis0r à tensão com elas0cidade.
• TIPO 4: Na lâmina basal e é produzido por células epiteliais, endoteliais e • A elas>na se junta formando fibras, que se anastomosam cons>tuindo
musculares. Não apresenta grau de polimerização, suas moléculas se uma rede, como vemos nos pulmões e na pele. Em vasos e artérias, a
associam formando uma malha submicroscópica. Esse 0po tem como função elas>na forma lamelas paralelas umas às outras.
o suporte, a filtração e a formação de barreira.

55 56

FIBRONECTINA Laminina

• Responsável pela adesão das células não epiteliais à matriz • Responsável pela adesão das
• Regula a divisão e a especialização em muitos >pos de tecidos. Mas células epiteliais à lâmina basal.
também tem um papel embrionário especial. • Ela forma redes de proteína,
• Faz parte de uma família com cerca de 20 glicoproteínas com locais que funcionarão como uma
espécie de “cola” que liga >pos
de adesão a células, a outras fibronec>nas e a componentes não de tecidos diferentes. Essa rede
fibrosos da matriz. estará presente nas junções
• Forma uma ponte matriz-célula. entre o tecido conjun>vo e o
• Papel chave na adesão celular e resposta à injúria. Foi observado em músculo, nervo ou o tecido de
ratos que sua ausência causava morte. Encontrada também na forma reves>mento epitelial;
circulante (plasma) como uma primeira resposta ao local da lesão.

57 58

Glicosaminnoglicanas e proteoglicanas Citoesqueleto

• Formam um gel semifirme que permite a circulação de nutrientes,


hormônios e outros sinais químicos, no tecido conjun>vo.
• Através de proteínas integrais da membrana plasmá>ca, ocorre a
con>nuidade entre os meios intra e extracelulares.
• As moléculas do citoesqueleto se ligam às proteínas da membrana,
criando uma conexão entre o citoesqueleto e a matriz extracelular.

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Citoesqueleto Citoesqueleto
• Composto por um conjunto de proteínas que forma estruturas
fibrilares ou tubulares distribuídas pelo citoplasma e pelo interior do Principais elementos do citoesqueleto
núcleo. são:
• Esses elementos formam um >po de “esqueleto” celular, cuja função • Microfilamentos: formados por
é manter a estrutura da célula. polimerização da proteína ac>na. São
• Par>cipa de pra>camente todos os eventos celulares, por exemplo, da os mais finos.
movimentação de organelas e vesículas, da manutenção da
morfologia celular, dos eventos de divisão celular. • Microtúbulos: por tubulina. Tubos
ocos
• Nos movimentos de interação da célula com o meio extracelular,
como nos processos de endocitose e exocitose, o citoesqueleto • Filamentos intermediários: grupo de
contribui para a organização da célula. diferentes proteínas para cada >po de
célula.

61 62

MICROFILAMENTOS

• São fibras alongadas com cerca de 10nm de diâmetro,


• Formadas por diferentes proteínas e encontrados em grande
quan>dade no núcleo.
• Cons>tuem junções celulares no tecido epitelial e podem
formar uma rede que se distribui pelo citoplasma, dando
resistência mecânica à célula.

63 64

MICROFILAMENTOS

65 66

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MICROFILAMENTOS MICROFILAMENTOS
• Os filamentos de ac>na (microfilamentos) podem associar-se a outras
proteínas, promovendo:
• Interações com a membrana plasmá>ca, formação de feixes ou malhas
de filamentos, deslocamento de um filamento sobre outro e aumento
ou diminuição da estabilidade.
• Esses filamentos são responsáveis pelas movimentações membranares
de processos de migração celular e endocitose e par>cipam da
estruturação das microvilosidades.
• Par>cipam também da determinação da morfologia e da divisão celular.

67 68

MICROFILAMENTOS
• São o segundo componente em importância na composição do citoesqueleto das
células eucarió0cas e possuem diâmetro menor que os microtúbulos, cerca de
7nm.
• Filamentos de ac0na são polímeros polarizados organizados por arranjos de
dupla hélice de moléculas globulares da proteína ac0na, associados a moléculas
de ATP.
• Nas células musculares, os feixes de filamentos de ac0na par0cipam da
contração juntamente com os feixes de miosina, quando ocorre o deslizamento
de um em relação ao outro, promovendo assim o encurtamento (contração) da
célula.

69 70

MICROTÚBULOS
• São polímeros longos e rígidos com
formato de cilindro oco de
aproximadamente 25nm de diâmetro
e mais de 20µm de comprimento.
• Formado pela polimerização de duas
proteínas tubulares, a alfa e beta
tubulina.
• Presentes somente em células
eucariontes.
• Devido à sua organização, os dímeros
de tubulina apresentam uma
extremidade posi0va (+) e a outra
nega0va (-).

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MICROTÚBULOS Centríolos

• Os microtúbulos
citoplasmá>cos têm • São feixes curtos de microtúbulos localizados no citoplasma das
origem a par>r do células eucariontes, ausentes em procariontes e nas
centrossomo que é angiospermas(plantas com frutos). Normalmente, as células possuem
uma estrutura um par de centríolos posicionados lado a lado ou posicionados
formada por um par perpendicularmente. São cons>tuídos por nove túbulos triplos
de centríolos ligados entre si, formando um >po de cilindro.
mergulhados em
uma matriz amorfa
chamada de matriz
centrossômica.

73 74

MICROTÚBULOS MICROTÚBULOS
• Os processos de polimerização e despolimerização, que par0cipam
dos movimentos gerados pelo citoesqueleto, são dependentes da • Os microtúbulos compõem estruturas como os centríolos, fuso
energia con0da em moléculas de guanosina trifosfato (GTP).
• A velocidade de polimerização dos microtúbulos depende da mitó>co, cílios e flagelos, sendo bastante estáveis nos dois úl>mos.
extremidade, o lado posi0vo tende a se polimerizar mais e em • Apresentam diferentes funções na célula: são o principal componente
sen0do à membrana plasmá0ca, enquanto a extremidade nega0va
tende a se despolimerizar. do aparelho mitó>co, fazem a organização dos cromossomos e a
• A extremidade está sempre inserida num centro organizador, que manutenção da morfologia celular, sustentam as organelas celulares,
normalmente é o centrossomo. Com essa organização, é possível o par>cipam da movimentação celular, formam a parede celular, atuam
envio de moléculas do centro para a periferia e da periferia para o
centro por esses túbulos. na diferenciação celular, entre outras.
• A polimerização e despolimerização é um processo conJnuo
dentro da célula. Os microtúbulos encontrados nos centríolos são
mais estáveis que os microtúbulos citoplasmá0cos.

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MICROTÚBULOS MICROTÚBULOS

• Temos três >pos de microtúbulos:


• Os polares, que se estendem dos polos do fuso.
• Os radiais, que ligam o centro mitó>co à membrana celular.
• Os cinetócoros, que se ancoram aos centrômeros dos cromossomos
na metáfase para fazer a separação.

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FILAMENTOS
INTERMEDIÁRIOS FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS
• Os filamentos intermediários possuem um diâmetro que varia de 8 a 10nm • São encontrados em quase todas as células eucariontes e formam
• Localizados entre os microfilamentos e os microtúbulos. uma rede que envolve o núcleo e se distribui para a periferia da
• Têm um papel importante na sustentação e na estruturação do envoltório célula.
nuclear, nas junções das células epiteliais e na resistência mecânica.
• São par0cularmente importantes nas células subme0das a estresses • Cons>tuídos por dímeros que se dispõem na mesma direção e,
mecânicos como nas células musculares e nos delgados prolongamentos dos posteriormente, formam tetrâmeros “ponta-cabeça”, cujas
axônios neuronais.
extremidades se alinham de maneira an>paralela retorcida. Os
• São tensionados de modo a limitar a deformação celular e, desta forma,
preservar a integridade da célula quando as células epiteliais são subme0das tetrâmeros ligam-se uns aos outros, formando longos filamentos
a uma força de deformação. Em células que não apresentam estes filamentos, helicoidais, semelhantes a cordões, muito resistentes. Esses
a força de es0ramento poderia levar a um rompimento da membrana celular
e, consequentemente, a morte da célula. filamentos não são polarizados como vemos nos microfilamentos e
• Ainda em comparação, os filamentos intermediários são mais resistentes que microtúbulos.
os outros dois já analisados.

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FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS

•A quan>dade de
filamentos varia com o
>po e a função da célula.
Células que sofrem mais
pressão mecânica
apresentam uma
quan>dade maior de
filamentos
intermediários.

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FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS


• Os filamentos de quera>na são os filamentos intermediários
presentes nos desmossomos e nos hemidesmossomos fornecendo
resistência mecânica em células epiteliais.
• Epidermólise Bolhosa
Mutações em genes para quera>na resultam no surgimento da doença
epidermólise bolhosa, sendo caracterizada pelo aparecimento de
bolhas na pele em decorrência da lise (rompimento) das células
superficiais da epiderme. E expressão de quera>nas defeituosas afeta a
formação dos filamentos de quera>na tornando as células epiteliais
suscepHveis ao mais leve estresse mecânico.

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Epidermólise Bolhosa

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