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Livro de Ordem da Igreja Presbiteriana

Estatuto igreja presbiteriana fundamentalista do Brasil

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IGREJA PRESBITERIANA

FUNDAMENTALISTA
DO BRASIL

LIVRO
DE
ORDEM
Revisado e Atualizado
SUMÁRIO

Preâmbulo

Apresentação da 1ª Edição
PARTE I
Da Forma de Governo
CAPÍTULO I
Da Natureza, Do Governo e Dos Fins da Igreja (arts. 1º a 9º)

CAPÍTULO II
Da Igreja (arts. 10 a 30)

Seção I - Do Seu Rei e Cabeça (arts. 10 a 13)


Seção II - Da Igreja Visível (arts. 14 a 16)
Seção III – Da Natureza e Dos Limites do Poder da Igreja (arts. 17 a 21)
Seção IV – Das Igrejas Particulares (arts. 22 a 27)
Seção V - Da Organização de Igreja Particular (arts. 28 a 30)

CAPÍTULO III
Dos Membros da Igreja (arts. 31 a 33)

CAPÍTULO IV
Dos Oficiais da Igreja (arts.34 a 60)

Seção I – Da Classificação Geral (arts. 34 a 36)


Seção II - Do Ministério da Palavra (arts. 37 a 47)
Seção III - Do Presbítero Regente (arts. 48 a 51)
Seção IV - Do Diácono (arts. 52 a 58)
Seção V - Da Ordenação e Da Instalação de Presbíteros e Diáconos (arts. 59 a 60)

CAPÍTULO V
Dos Concílios e Dos Tribunais da Igreja (arts. 61 a 81)

Seção I - Dos Concílios em Geral (arts. 61 a 77)


Seção II - Da Jurisdição dos Concílios da Igreja (arts. 78 a 81)

CAPÍTULO VI
Da Administração Civil e Da Representação (arts. 82 a 83)
CAPÍTULO VII
Da Assembleia Geral (arts. 84 a 87)

Seção I – Do Conselho da Igreja (arts. 88 a 98)


Seção II - Do Presbitério (arts. 99 a 106)
Seção III - Do Sínodo (arts. 107 a 110)
Seção IV -Do Concílio Supremo (arts. 111 a 117)
Seção V – Das Comissões Eclesiásticas (arts. 118 a 121)
CAPÍTULO VIII
Das Ordens da Igreja (arts. 122 a 161)

Seção I – Da Doutrina da Vocação (arts. 122 a 124)


Seção II – Da Doutrina da Ordenação (arts. 125 a 127)
Seção III – Da Eleição dos Oficiais da Igreja (arts. 128 a 136)
Seção IV – Da Ordenação e Da Investidura de Presbíteros Regentes
e Diáconos, e Da Dissolução de Suas Relações Oficiais (arts. 137 a 141)
Seção V - Da Ordenação de Ministros Como Estabelecer e Dissolver
a Relação Pastoral (arts. 142 a 151)
Seção VI – Da Licenciatura dos Candidatos em Prova para o Ministério
do Evangelho (arts. 152 a 161)

CAPÍTULO IX
Da Constituição da Igreja (arts. 162 a 163)

PARTE II
Das Regras de Disciplina
CAPÍTULO I
Da Disciplina, Da Sua Natureza, Dos Objetos e Dos Fins (arts. 164 a 167)

CAPÍTULO II
Da Disciplina dos Membros Não Comungantes (arts. 168 a 172)

CAPÍTULO III
Das Ofensas (arts. 173 a 176)

CAPÍTULO IV
Das Censuras Eclesiásticas arts. 177 a 181)

CAPÍTULO V
Das Partes em Caso de Processo (arts. 182 a 192)

CAPÍTULO VI
Das Provisões Gerais Aplicáveis a Todos os Casos de Processo (arts. 193 a 211)

CAPÍTULO VII
Das Regras Especiais de Processos Perante os Conselhos (arts. 212 a 215)

CAPÍTULO VIII
Das Regras Especiais com Referência aos Processos Contra Ministros (arts. 216 a
224)

CAPÍTULO IX
Da Evidência (arts. 225 a 237)

CAPÍTULO X
Da Imposição das Censuras da Igreja (arts. 238 a 244)

CAPÍTULO XI
Da Absolvição das Censuras (arts. 245 a 251)
CAPÍTULO XII
Das Causas Isentas de Processo (arts. 252 a 256)

CAPÍTULO XIII
Do Modo Por Que Uma Causa Pode Subir de Tribunal Inferior
Para Tribunal Superior (arts. 257 a 258)

Seção I – Da Revisão Geral e Da Sindicância ou Gerência (arts. 259 a 265)


Seção II – Das Referências (arts. 266 a 272)
Seção III – Das Apelações (arts. 273 a 284)
Seção IV – Das Queixas (arts. 285 a 289)

CAPÍTULO XIV
Dos Dissentimentos e Dos Protestos (arts. 290 a 293)

CAPÍTULO XV
Da Jurisdição (arts. 294 a 299)

PARTE III
Do Diretório da Adoração Divina
CAPÍTULO I
Da Santificação do Dia do Senhor (arts. 300 a 305)

CAPÍTULO II
Da Reunião do Povo Para o Culto Divino e Do Modo Pelo Qual
Deverá Portar-se Durante Ele (arts. 306 a 307)

CAPÍTULO III
Da Leitura Pública das Santas Escrituras (arts. 308 a 310)

CAPÍTULO IV
Dos Cânticos de Salmos e Hinos (arts. 311 a 314)

CAPÍTULO V
Da Oração Pública (arts. 315 a 318)

CAPÍTULO VI
Da Pregação da Palavra (arts. 319 a 324)

CAPÍTULO VII
Da Administração do Batismo (arts. 325 a 329)

CAPÍTULO VIII
Da Administração da Santa Ceia (arts.330 a 336)

CAPÍTULO IX
Da Profissão de Fé e Da Admissão à Plena Comunhão da Igreja (arts. 337 a 340)

CAPÍTULO X
Da Imposição e Da Absolvição das Censuras da Igreja (arts. 341 a 342)
CAPÍTULO XI
Da Bênção Matrimonial (arts. 343 a 348)

CAPÍTULO XII
Da Visitação aos Enfermos (arts. 349 a 358)

CAPÍTULO XIII
Dos Ofícios Fúnebres (arts. 359 a 360)

CAPÍTULO XIV
Do Jejum e Da Observação dos Dias de Ações de Graças (arts. 361 a 366)

CAPÍTULO XV
Do Diretório Para o Culto Particular e Doméstico (arts.367 a 371)

APÊNDICE

Declaração Doutrinária do Concílio Internacional de Igrejas Cristãs

Alguns Vocábulos Citados Nesta Edição


PREÂMBULO

Reunida nos dias 31 de maio e 1º de junho de 2013, nas dependências da Igreja


Presbiteriana Fundamentalista do Parque Novo Mundo, sitoà Rua Luiz Pântano, nº 85,
na cidade de Limeira, Estado de São Paulo, sob a presidência do Sr. Moderador do
Sínodo da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil [IPFB], Rv. José Pereira de
Barros,os Srs. Membros da Comissão Executiva,dentre outros assuntosque fizeram
parte daquela pauta, aprovaram a revisão do nosso Livro de Ordem – antiga aspiração
das lideranças da IPFB.

Igualmente, foram designados o Rv. Samy Anderson Gomes da Silva e o Rv. José
Camilo dos Santos para produzirem a redação de uma proposta em forma de
rascunho, contendo as sugestões dasemendas, acréscimos e correções do então
Livro de Ordem, que foi enviada a cada um dos Presbitérios que também fizeram as
suas devidas manifestações, alterações e outros acréscimos.Para este tópico, o Sr.
Presidentedo Sínodo pediu o empenho de cada um dos membros e representantes
devidamente autorizados, seja manifestando-se ou marcando suas presenças na
Reunião Extraordinária que foi agendada para este fim, às vésperas e no mesmo local
da 7ª Reunião Ordinária.

Assim, no dia 8 de janeiro de 2014, pela graça e misericórdia do Senhor da


Igreja, sob a administração da Comissão Executiva composta por seu Presidente, Rv.
José Pereira de Barros, e demais membros da Mesa Diretora, ou seja,o Vice-
Presidente, Rv.Samy Anderson Gomes da Silva, o Secretário-Executivo, Rv. José
Camilo dos Santos, o Secretário de Atas, Rv. Neilson José da Silva, e o Tesoureiro,
Rv.Gilson Rodrigues de Lima,foram abertos os trabalhos desta Reunião Extraordinária
do Sínodo da IPFBno templo da Igreja Presbiteriana Fundamentalista na cidade de
Patos, Estado da Paraíba,localizado na Rua Manuel Mota, s/n, bairro do Jatobá.
Enfim, no dia 9 de janeiro de 2014, após a leitura, análise e discussão das emendas
desta primeira revisão e atualização do nosso Livro de Ordem, suas
inserçõesforamaprovadaspelo Plenário, destacando-se a presença e participação dos
seguintes pastores e representantes das Igrejas:Presbitério do Nordeste– Rv. Davi
Gomes do Nascimento, Rv.Neilson José da Silva, Rv. Neimar Batista da Silva, Rv.
Osmar Damasceno Sanches, o representante da Igreja Presbiteriana Fundamentalista
em Patos, Pb. Lenivaldo Pereira de Souza e o da Igreja Presbiteriana Fundamentalista
em Tabira. Presbitério de Garanhuns – Rv. Gilson Rodrigues de Lima, Rv. Lindinaldo
Castor Rodrigues, Rv. Orlando da Silva Almeida, o representante da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista do Calvário, Pb. Elizeu de Barros Peixoto e da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista Monte Sinai, Pb. Elânio Silvestre Vilela. Presbitério do
Grande Recife – Rv. Demétrio Rocha Ferreira Guimarães, Rv. José Pereira de Barros,
Rv. José Vasconcelos da Silva Filho, Rv. Luciano Gomes da Silva, Rv. Luiz Ronilson
Gil de Souza, Rv. Zacarias Dantas de Miranda Filho, o representante da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista do Ipsep, Pb. Cláudio Andrade, e o representante da
Igreja Presbiteriana Fundamentalista Bíblica do Cabo, Pb. Juvenal Lopes da Costa.
Presbitério de Rondônia – Rv. Filemar Garcia de Paula, Rv. Odilon de Gois Campos e
Rv. Adalberto Ferreira de França. Presbitério Paulista – Rv. David Carbone da Costa,
Rv. José Camilo dos Santos, Rv. Rogério Rodrigues de Lima, Rv. Samy Anderson
Gomes da Silva e Rv. Eduardo Silva Pereira.

Que tudo seja feito segundo a vontade do Senhor nosso Deus, e para a glória dEle
somente . Que Ele continue nosabençoando. Soli Deo Gloria!
APRESENTAÇÃO DA 1ª EDIÇÃO

A Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil, em 1956, quando de sua


fundação, adotou o Livro de Ordem como lei básica, tendo, porém, de fazer pequenas
modificações para facilitar a administração.
Entre estas está a licenciatura, a que deu uma significação, autorizando o
Presbitério que licencia dar ao licenciado autoridade pastoral por um ano, podendo o
mesmo praticar todos os atos pastorais, ministração dos sacramentos, celebração de
casamentos e pastoreio de Igrejas ou campos.
O licenciado será reconduzido anualmente depois da apresentação do seu
relatório. Não sendo este apresentado o licenciado não será reconduzido, e volta à
condição de simples membro da Igreja sem que isso seja considerado disciplina.
OConselho da Igreja passa a ter função administrativa, tanto no espiritual
quanto financeiramente, adotando, assim, o que a Igreja Presbiteriana do Brasil vem
fazendo com ótimos resultados desde 1950.
Apresentamos aos pastores fundamentalistas, e aos oficiais, o nosso Livro de
Ordem para que todos possam conduzir o trabalho dentro das leis presbiterianas
tradicionais.
A convicção da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil é que Deus não
muda, o pecador é o mesmo e o Evangelho de Jesus Cristo também não pode mudar,
tem a Bíblia como a infalível Palavra de Deus, a Confissão de Fé e os Catecismos da
Assembleia de Westminster como um resumo doutrinário fiel à Bíblia Sagrada de
acordo com os quais adota a sua Declaração Doutrinária como registrada em
apêndice no final do Livro de Ordem.
Ao entregarmos para uso da Igreja o Livro de Ordem, rogamos a Deus que ele
seja uma bênção para todos e que concorra para estabelecimento da ordem, disciplina
e bom êxito na expansão da obra cristã no Brasil e nos campos missionários em
obediência à ordem de Jesus Cristo em sua Grande Comissão.

Recife, 01 de janeiro de 1977


Israel Gueiros
Moderador do Sínodo
LIVRO DE ORDEM
DA
IGREJA PRESBITERIANA FUNDAMENTALISTA DO BRASIL

PARTE I
DA FORMA DE GOVERNO
CAPÍTULO I
DA NATUREZA, DO GOVERNO E DOS FINS DA IGREJA
Art. 1º. A Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil [IPFB] é uma federação de
Igrejas locais que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do
Velho e Novo Testamentos e como sistema expositivo de doutrina e prática a
Confissão de Fé de Westminstere os seus Catecismos Maior e Breve; rege-se pela
presente Constituição; é pessoa jurídica, de acordo com as leis do Brasil, sempre
representada civilmente pela sua Comissão Executiva, e exerce o seu governo por
meio de concílios e indivíduos, regularmente instalados.

Art. 2º. A Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil tem por finalidade principal:

I) prestar culto a Deus, em espírito e verdade;

II) pregar o Evangelho;

III) batizar os conversos, seus filhos e menores sob sua guarda;

IV) ensinar os fiéis a guardar a doutrina e prática das Escrituras do Velho e


Novo Testamentos, na sua pureza e integridade;

V) promover a aplicação dos princípios de fraternidade cristã e o crescimento


de seus membros na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus
Cristo.

Art. 3º. A forma bíblica do governo da Igreja é Presbiteriana Histórica Reformada,e


está compreendida nos seguintes pontos de doutrina:
I) a Igreja;

II) seus Membros;

III) seus Oficiais;

IV) seus Tribunais;

V) suas Ordense Costumes.

Art. 4º. A Igreja, constituída neste mundo por nosso Senhor Jesus Cristo para reunir e
aperfeiçoar os santos, é o seu reino visível de graça, sendo una e a mesma em todos
os tempos.
Art. 5º. Os membros desta Igreja Universal visível são os que, em todas as nações,
professam a santa religião de Cristo e que, juntamente com os seus filhos, se
submetem às suas leis.

Art. 6º. Os oficiais da Igreja, a quem compete a administração de todos os seus


poderes, são, segundo as Escrituras:
I) Bispos ou Pastores [Presbíteros Docentes e Presbíteros Regentes]

II) e Diáconos.

Art. 7º. A jurisdição eclesiástica é um poder coletivo, e não individual, exercido por
Presbíteros reunidos em concílios.

Parágrafo Único. Estes concílios podem ter jurisdição sobre uma ou mais Igrejas,
mas mantêm entre si relações tais que tornam real a ideia de unidade da Igreja.
Art. 8º. De ordinário, os oficiais da Igreja são ordenados por um concílio.
Art. 9º. A doutrina bíblica do governo presbiteral é necessária ao aperfeiçoamento da
ordem da Igreja visível, mas não é essencial à sua existência.
CAPÍTULO II
DA IGREJA
Seção I - Do Seu Rei e Cabeça
Art. 10. Jesus Cristo, sobre cujos ombros está o principado, cujo nome é Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; da grandeza e cujo
principado e paz não haverá fim; o qual se assenta sobre o trono de Davi e em seu
reino, para firmá-lo e fortalecê-lo para todo o sempre; tendo-lhe sido conferida toda a
autoridade no céu e na terra pelo Pai que o ressuscitou dos mortos e o exaltou à sua
destra sobre todo o principado, poder, autoridade e domínio, bem como sobre todo o
nome que se nomeia, não só neste mundo, mas também no vindouro; e tudo lhe
sujeitou debaixo dos pés, constituindo-o sobre todas as coisas como Cabeça da Igreja
que é o seu corpo e o complemento daquele que cumpre tudo em todos; esse mesmo
Jesus, tendo subido acima de todos os céus para cumprir todas as coisas, recebeu
dons para sua Igreja e deu todos os oficiais necessários para a edificação da mesma e
aperfeiçoamento dos seus santos.
Art. 11. Jesus, o Mediador e único Sacerdote, Profeta, Rei, Salvador e Cabeça da
Igreja reúne em si, eminentemente, todos os ofícios da mesma, e muitos dos nomes
destes ofícios lhe são atribuídos nas Escrituras. Ele é Apóstolo, Pastor, Mestre,
Ministro, Bispo e o único Legislador em Sião. Pertence à sua divina majestade
governar, instruir e ensinar a Igreja, do seu trono de glória, por sua Palavra e Espírito,
mediante o ministério dos homens, e, assim, ele exerce a sua autoridade e torna
efetivas as suas leis para a edificação e estabelecimento do seu reino.
Art. 12. Na qualidade de Rei, Cristo tem dado à sua Igreja oficiais, oráculos e
ordenanças, e tem ordenado especialmente nela o seu sistema de doutrina, governo,
disciplina e culto. Tudo isso está expressamente designado na Escritura ou dela se
pode deduzir por boa e necessária consequência. A essas ordens manda ele que
nada se acrescente, e nada se tire.
Art. 13. Depois de subir ao céu, nosso Senhor Jesus Cristo está presente com a Igreja
por sua Palavra e seu Espírito, e, por esse mesmo Espírito Santo, aplica eficazmente
aos crentes os benefícios de todos os seus ofícios.
Seção II - Da Igreja Visível
Art. 14. A Igreja Visível antes da Lei, sob a Lei e, agora, na dispensação do
Evangelho, é una, e a mesma, e se compõe todos os que, juntamente com os seus
filhos, professam a religião verdadeira.
Art. 15. A divisão da Igreja em diferentes denominações de cristãos professos,
embora obscureça, não destrói a unidade visível do corpo de Cristo.
Parágrafo Único. Todas as denominações que mantêm a Palavra e os Sacramentos
em sua integridade fundamental devem ser reconhecidas como verdadeiros ramos da
Igreja de Jesus Cristo.
Art. 16. A divisão da Igreja em muitas Igrejas particulares está em harmonia com o
exemplo das Escrituras.
Seção III - Da Natureza e Dos Limites do Poder da Igreja

Art. 17. O poder de que Cristo investiu a sua Igreja pertence ao todo - aos que
governam e aos que são governados - e constitui a Igreja uma comunidade espiritual.
Parágrafo Único. Este poder, quando exercido pelo povo, estende-se até a escolha
dos oficiais que Cristo estabeleceu na sua Igreja.
Art. 18. O poder eclesiástico é inteiramente espiritual e de duplo aspecto.
§ 1º. Os oficiais o exercem às vezes individualmente, como quando pregam o
Evangelho, administram os sacramentos, corrigem os que erram, visitam os enfermos
e confortam os aflitos.
§ 2º. O poder assim exercido é o poder de ordem.
§ 3º. Outras vezes os oficiais o exercem coletivamente nos concílios eclesiásticos, na
forma de julgamento, sendo, então, chamado poder de jurisdição.
Art. 19. As únicas funções da Igreja, como reino e governo distintos da comunidade
civil, são: proclamar, administrar e tornar efetiva a lei de Cristo revelada nas
Escrituras.
Art. 20. A Igreja, com suas ordenanças, oficiais e concílios, é a agência ordenada por
Cristo para edificar e governar o seu povo, propagar a fé e evangelizar o mundo.
Art. 21. O exercício, quer coletivo, quer individual, do poder eclesiástico tem a sanção
divina, quando está de conformidade com os estatutos promulgados por Cristo, o
Legislador, e quando procede de concílios ou ofícios, designados para isso em sua
Palavra.
Seção IV - Das Igrejas Particulares

Art. 22. Uma Igreja particular consiste em qualquer número de cristãos professos, com
os seus filhos, associados para render culto a Deus, propagar o Evangelho, e viver
piedosamente, de conformidade com as Escrituras, sujeitos ao governo legítimo do
reino de Cristo.
Art. 23. Os oficiais de uma Igreja particular são:
I) Bispos ou Pastores [Presbíteros Docentes e Presbíteros Regentes]

II) e Diáconos.
Art. 24. A jurisdição de uma Igreja particular é um poder coletivo e reside no
Conselho da Igreja.

Parágrafo Único. Este Conselho da Igreja se compõe do Pastor e dos


Presbíteros Regentes.

Art. 25. Aos Diáconos compete a administração das ofertas para os pobres e
para outros usos piedosos.

Art. 26. As ordenanças estabelecidas na Igreja por seu Cabeça, o Senhor Jesus
Cristo, são as seguintes:

I) a Oração;

II) os Cânticos de Louvor;

III) a Leitura, Exposição e Pregação da Palavra de Deus;

IV) a Administração dos Sacramentos do Batismo e da Santa Ceia;

V) os Jejuns e Ações de Graças, Públicas e Solenes;

VI) o Levantamento de Coletas para os Pobres e para Outros Fins


Piedosos;

VII) o Exercício da Disciplina;

VIII) a Bênção do Povo.

Art. 27. As Igrejas desprovidas do ministério oficial da Palavra não devem, por
isso, deixar de se reunir.

§ 1º. O Conselho deverá convocá-las no dia do Senhor, e em outras ocasiões


apropriadas, para oração, cânticos de louvores, leitura das Santas Escrituras e
exortação ou leitura de um sermão de algum ministro aprovado.

§ 2º. Os cristãos que residem em território desprovido de ministros deverão


reunir-se do mesmo modo para o culto de Deus.

Seção V - Da Organização de Igreja Particular

Art. 28. O primeiro passo a tomar para a organização de uma Igreja será:
I) receber testemunho em favor dos pretendentes que já foram membros de
Igreja, no caso de haver;
II) e admitir, depois, sob profissão de fé em Cristo, os candidatos que,
examinados, mostrarem possuir as devidas qualificações.
Art. 29. Em segundo lugar, estas pessoas devem entrar em um pacto, como Igreja,
respondendo na afirmativa, levantando a mão [ou fazendo outro qualquer sinal
conveniente] à pergunta seguinte:
I) Então, o ministro pergunta:
Prometeis e pactuais solenemente, confiados no poder de Deus, viver juntos,
como Igreja organizada, conforme os princípios da fé e ordem da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista e, quanto estiver de vossa parte, conservar a
pureza e a harmonia de toda a corporação?
II) Na sequência, dirá o ministro que presidir:
Agora, eu vos declaro constituídos em Igreja, segundo a Palavra de Deus e a
fé e ordem da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil. Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Art. 30. Em seguida, serão eleitos, ordenados e instalados os Presbíteros e os
Diáconos.
CAPÍTULO III
DOS MEMBROS DA IGREJA
Art. 31. Os filhos menores dos crentes são membros da Igreja, em razão do pacto e
por direito de nascimento.
Parágrafo Único. Por esse motivo têm eles direito ao batismo, à vigilância e à
instrução pastoral, bem como ao governo da Igreja, a fim de virem a abraçar a Cristo,
e, assim, se tornarem pessoalmente possuidores de todos os benefícios do pacto.
Art. 32. Todas as pessoas batizadas têm direito ao cuidado vigilante, instrução e
governo da Igreja, embora sejam adultos e não tenham feito profissão de fé em Cristo.
Art. 33. Somente os que tiverem feito profissão de fé em Cristo podem gozar de todos
os direitos e privilégios da Igreja.
CAPÍTULO IV
DOS OFICIAIS DA IGREJA
Seção I - Da Classificação Geral
Art. 34. Sob o Novo Testamento, nosso Senhor, ao princípio, escolheu o seu povo
dentre diversas nações e o uniu à família da fé por meio de oficiais extraordinários,
dotados de dons miraculosos, que há muito cessaram.
Art. 35. Toda a política da Igreja consiste em doutrina, governo e distribuição.
§ 1º. Os oficiais ordinários e perpétuos da Igreja são:
a) Presbíteros-Pregadores ou Ministros da Palavra, comissionados para
pregarem o Evangelho, administrarem os sacramentos e governarem;
b) Presbíteros-Regentes, cujo ofício consiste em auxiliar no governo;
c) Diáconos, cuja função consiste em distribuir as ofertas dos fiéis para fins
piedosos, sob orientação do Conselho.
§ 2º.Nenhum oficial da Igreja pode ser ordenado nem exercer seu ofício sem dar
provas de ser dizimista praticante e convicto, ainda que seja eleito pela Igreja.
Art. 36. Os que exercem na Igreja qualquer ofício não devem usurpar autoridade nem
aceitar títulos de preeminência espiritual, exceto os indicados nas Escrituras.

Seção II - Do Ministério da Palavra


Art. 37. O Ministério da Palavra é o primeiro ofício da Igreja na sua dignidade e nos
serviços que deve prestar.
§ 1º. A Escritura dá a quem o exerce titulo que exprime claramente os seus deveres. É
chamado:
a) Bispo, porque tem a superintendência do rebanho de Cristo;
b) Pastor, porque dá alimento espiritual ao rebanho;
c) Ministro, porque serve a Cristo na sua Igreja;
d) Presbítero ou Ancião, porque lhe cumpre ser grave, prudente, exemplo do
rebanho, e governar bem na casa e no reino de Cristo;
e) Anjo da Igreja, porque é mensageiro de Deus;
f) Embaixador, porque é enviado a declarar a vontade de Deus aos
pecadores, e a rogar-lhes que por Cristo se reconciliem com Deus;
g) Evangelista, porque anuncia boas-novas de salvação aos ignorantes que
estão a ponto de perecer;
h) Pregador, porque está constituído para proclamar o Evangelho;
i) Doutor, porque expõe a Palavra e com a sã doutrina admoesta e convence
aos contradizentes;
j) Dispensador dos Mistérios de Deus, porque dispensa a múltipla graça de
Deus e as ordenanças instituídas por Cristo.
§ 2º. Estes títulos não indicam diferentes graus de dignidade ao oficio, mas descrevem
todos o mesmo oficial.
Art. 38. O que exerce este ministério deve possuir certo grau de conhecimentos
humanos.
§ 1º. Deve ser irrepreensível na sua vida, são na fé, e apto para ensinar.
§ 2º. Seu procedimento deve ser santo, sóbrio, e digno do Evangelho.
§ 3º. Deve saber governar bem a sua casa, e ter bom testemunho dos que são de
fora.
Art. 39. Como o Senhor repartiu diferentes dons entre os ministros da Palavra e lhes
confiou a execução de diversos trabalhos, a Igreja é autorizada a chamá-los e ordená-
los para exercerem os cargos de Pastores, Doutores, Evangelistas, ou quaisquer
outros, segundo as necessidades da Igreja, nos dons em que mais se avantajarem.
Art. 40. A Assembleia da Igreja local, se para isso convocada pelo Conselho, elegerá
o Pastor-Titular da Igreja por um mandato de 2 (dois) até 5 (cinco) anos, podendo ser
reeleito, competindo ao Presbitério julgar das eleições e dar posse ao eleito.
Art. 41. Não havendo Pastor eleito pela Igreja, o Presbitério, em comum acordo com o
Conselho, designará ministro para pastoreá-la, sempre com prazo determinado.
Art. 42. Quando um ministro for chamado a exercer o cargo de Pastor, é seu dever:
I) orar com seu rebanho, e por ele, como boca do povo diante de Deus;
II) apascentar o rebanho pela leitura, exposição, e pregação da Palavra;
III) dirigir a congregação no cântico de louvores a Deus;
IV) administrar os sacramentos;
V) abençoar o povo em nome de Deus;
VI) catequizar as crianças e os moços;
VII) visitar oficialmente o povo, dedicando especial atenção aos pobres, aos
enfermos, aos aflitos, e aos moribundos;
VIII) e, juntamente com os outros Presbíteros, exercer o poder coletivo de governo.
Art. 43. Quando um ministro for designado para servir de lente em alguma escola de
teologia, ou para dar instrução, quanto às doutrinas e aos deveres da religião, à
mocidade reunida em algum colégio ou universidade, compete-lhe, no exercício deste
cargo, tomar a superintendência pastoral dos que são confiados ao seu cuidado, ser
diligente em semear a boa semente da Palavra e, como um guarda de almas, procurar
o fruto desta semente.
Art. 44. Quando o ministro for chamado para trabalhar na imprensa ou para exercer
qualquer outro cargo semelhante, necessário à Igreja, é seu dever desempenhar
plenamente o seu ministério pela disseminação do Evangelho, para edificação da
Igreja.
Art. 45.O ministro poderá ser designado:

I) Pastor-Efetivo;

II) Pastor-Auxiliar;

III) Co-Pastor;

IV) Pastor-Evangelista;

V) Pastor-Missionário.

§ 1º.Pastor-Efetivo é o ministro eleito e instalado numa ou mais Igrejas, por tempo


determinado, e também o ministro designado pelo Presbitério, por prazo definido, para
uma ou mais Igrejas, quando estas, sem designação de pessoa, o pedirem aos
Concílios.

§ 2º.Pastor-Auxiliar é o ministro que trabalha sob a direção do Pastor-Efetivo, sem


jurisdição sobre a Igreja, com o voto, porém, no Conselho, onde tem assento ex-
officio, podendo, eventualmente, assumir o pastorado da Igreja, quando convidado
pelo Pastor ou, na sua ausência, pelo Conselho.

§ 3º.Pastor-Evangelista é o ministro designado pelo Presbitério para assumir a direção


ou presidência de uma ou mais Igrejas ou trabalho pioneiro.

§ 4º.Pastor-Missionário é o ministro chamado para evangelizar no estrangeiro ou em


lugares longínquos na pátria.

Art. 46. A designação de pastores obedece ao que abaixo se preceitua:

I) o Pastor-Efetivo será eleito por uma ou mais Igrejas, por um mandato de 2


(dois) até 5 (cinco) anos, podendo ser reeleito, competindo ao Presbitério
julgar das eleições e dar posse ao eleito;

II) o Pastor-Efetivo, designado pelo Presbitério nas condições do § 1º do


art.45, tomará posse perante o Presbitério e assumirá o exercício na
primeira reunião do Conselho;
III) o Pastor-Auxiliar será convidado pelo Conselho por um ano, mediante
prévia indicação do Pastor-Efetivo e aprovação do Presbitério, sendo
empossado pelo Pastor, perante a Conselho;

IV) o Co-Pastor será eleito pela Igreja e dividirá as atribuições com o Pastor-
Efetivo;

V) o Pastor-Evangelista será designado pelo Presbitério diante do qual tomará


posse e assumirá o exercício perante oConselho, quando se tratar de
Igrejas;

VI) o Pastor-Missionário, cedido pelo Presbitério à organização da


denominação que superintende a obra missionária, receberá atribuição
para organizar Igrejas ou congregações na forma desta Constituição, dando
de tudo relatório ao Concílio.

Art. 47. Quando o ministro for chamado para exercer a função de Pastor-Missionário,
entender-se-á que a sua missão é pregar a Palavra e administrar os sacramentos em
países estrangeiros, ou nas fronteiras, ou em lugares desprovidos de Igreja.
Parágrafo Único. E pode-se-lhe confiar o poder de organizar Igrejas e nelas ordenar
Presbíteros Regentes e Diáconos.
Seção III - Do Presbítero Regente
Art. 48. Do mesmo modo por que a Igreja, no regime da Lei, tinha Anciãos do povo
(ou Presbíteros) para governá-la, também à Igreja, sob a dispensação do Evangelho,
Cristo deu, além dos ministros da Palavra, outros oficiais chamados Presbíteros
Regentes, com dons e encargos de governá-la, quando para isto forem chamados.
Art. 49. Os Presbíteros Regentes são os representantes imediatos do povo, por este
eleitos e ordenados pelo Conselho, para, juntamente com os Pastores, exercerem o
governo e a disciplina, e zelar pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como
pelos de toda a comunidade, quando para isto forem eleitos ou designados.
Art. 50. Compete ao Presbítero:
I) levar ao conhecimento do Conselho as faltas que não puder corrigir por
meio de admoestações particulares;
II) auxiliar o Pastor no trabalho de visitas;
III) instruir os neófitos, consolar os aflitos, e cuidar da infância e da
juventude;
IV) orar com os crentes e por eles;
V) informar o Pastor dos casos de doenças e aflições;
VI) distribuir os elementos da Santa Ceia;
VII) tomar parte na ordenação de ministros e oficiais;
VIII) representar o Conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Concílio
Supremo;
IX) constituir com o Pastor ou Pastores a Mesa Administrativa da Igreja.
Art. 51. O Presbítero tem nos Concílios da Igreja autoridade igual à dos ministros.
Seção IV - Do Diácono
Art. 52. O Diaconato está estabelecido nas Escrituras como um dos ofícios ordinários
e perpétuos da Igreja.
Art. 53. Para este oficio deverão ser eleitos homens de boa reputação e reconhecida
piedade, que sejam estimados por sua prudência e bom juízo, cuja conversação seja
segundo o Evangelho, e cujas vidas sejam exemplares, visto que os deveres a que
todos os cristãos são chamados no exercício da beneficência cabem especialmente ao
Diácono, oficial da casa de Deus.
Parágrafo Único. O Diácono é oficial eleito pela Igreja e ordenado pelo Conselho,
para, sob a supervisão desta, dedicar-se especialmente:
a) à arrecadação de ofertas para fins piedosos;
b) ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos;
c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao culto
divino;
d) a exercer a fiscalização para que haja boa ordem na casa de Deus e
suas dependências.
Art. 54. Nas Igrejas onde for impossível obter a eleição de um número suficiente de
Diáconos, os deveres deste ofício serão exercidos pelos Presbíteros Regentes.
Art. 55.O exercício do Presbítero e do Diácono limitar-se-á ao período de 2 (dois) a 5
(cinco) anos, que poderá ser renovado mediante eleição.

§ 1º.Para eleição, o prazo mínimo será de um ano após sua admissão na Igreja, salvo
quando se tratar de oficiais vindos de outra Igreja Presbiteriana Fundamentalista, a
juízo do Conselho.

§ 2º.No prazo de 30 (trinta) dias antes de terminar o mandato, o Conselho fará


proceder a nova eleição.

§ 3º.Findo o mandato do Presbítero, e não sendo reeleito, ou tendo sido exonerado a


pedido, ou, ainda, por haver mudado de residência que não lhe permita exercer o
cargo, ficará em disponibilidade, podendo, entretanto, quando convidado:

a) distribuir os elementos da Santa Ceia;

b) tomar parte na ordenação de novos oficiais.

Art. 56. As funções de Presbítero ou de Diácono cessam quando:

I) terminar o mandato, não sendo reeleito;

II) mudar-se para lugar que o impossibilite de exercer o cargo;

III) for deposto;

IV) ausentar-se, sem justo motivo, durante 6 (seis) meses, das reuniões do
Conselho - se for Presbítero, e da Junta Diaconal - se for Diácono;

V) for exonerado administrativamente ou a pedido, ouvida a Igreja;


VI) por falecimento.

Art. 57. Aos Presbíteros e aos Diáconos que tenham servido satisfatoriamente a uma
Igreja por mais de 25 (vinte e cinco) anos, poderá esta, pelo voto da Assembleia,
oferecer o título de Presbítero ou Diácono Emérito, respectivamente, sem prejuízo do
exercício do seu cargo.
§ 1º. Os Presbíteros-Eméritos poderão assistir às reuniões do Conselho, sem direito
a voto.
§ 2º. O Presbítero pode ser eleito Presbítero-Emérito sem perda do seu mandato.
Art. 58. A Junta Diaconal dirigir-se-á por um regimento aprovado pelo Conselho.

Seção V - Da Ordenação e Da Instalação de Presbíteros e Diáconos

Art. 59. Eleito alguém que aceite o cargo e, não havendo objeção do Conselho,
designará este o lugar, dia e hora da ordenação e instalação, que serão realizadas
perante a Igreja.
Art. 60. Só poderá ser ordenado e instalado quem, depois de instruído, aceitar a
Doutrina, o Governo e a Disciplina da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil,
inclusive o dar provas de ser dizimista praticante e convicto, como o exemplo do
rebanho que deve ser, devendo a Igreja prometer tributar-lhe honra e obediência no
Senhor, segundo a Palavra de Deus e o Livro de Ordem.
CAPÍTULO V
DOS CONCÍLIOS E DOS TRIBUNAIS DA IGREJA
Seção I - Dos Concílios em Geral
Art. 61. A Igreja é governada por vários concílios ou tribunais, em graduação regular,
os quais, embora distinguidos por diversos nomes, são todos Presbitérios, visto como
se compõem exclusivamente de Presbíteros.
Art. 62. Esses concílios são: o Conselho da Igreja, o Presbitério, o Sínodo e o Concílio
Supremo da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil.
Art. 63. O Pastor é o Presidente [Moderador] do Conselho da Igreja.
Art. 64. No Presbitério, Sínodo e Concílio Supremo o Presidente [Moderador] é eleito
em cada reunião ordinária, desde que obedeça aos mandatos legislativos prescritos
neste Livro de Ordem no que se refere à eleição para cada um destes concílios.
Parágrafo Único. O Presidente [Moderador] ou, no caso de ausência, o último
Presidente [Moderador] presente, ou o ministro mais antigo presente, abrirá a reunião
com um sermão, exceto se houver grande inconveniência, e ocupará a cadeira até ser
eleito o novo Presidente [Moderador].
Art. 65. A Mesa do Presbitério, do Sínodo ou do Concílio Supremo compor-se-á de:

I) Presidente [Moderador];

II) Vice-Presidente [Vice-Moderador];

III) Secretário-Executivo;

IV) Primeiro Secretário;


V) Segundo Secretário;

VI) Primeiro Tesoureiro;

VII) Segundo Tesoureiro.

§ 1º. O Presidente [Moderador], o Primeiro e o Segundo Secretários, assim como os


Tesoureiros, serão eleitos para uma legislatura, podendo ser reeleitos por mais uma
legislatura.

§ 2º.O Secretário-Executivo do Presbitério será eleito por um mandato de 3 (três)


legislaturas; o do Sínodo e o do Concílio Supremo para 2 (duas) legislaturas.

§ 3º.O Vice-Presidente [Vice-Moderador] será o Presidente da reunião ordinária


anterior.

§ 4º. Quando o Presidente [Moderador] eleito pelo Concílio for Presbítero, as funções
privativas de ministro serão exercidas pelo ministro que o Presidente [Moderador]
escolher.

Art. 66.Os Concílios da Igreja, superiores ao Conselho, atuam nos interregnos de suas
reuniões, por intermédio das respectivas Comissões Executivas.

Parágrafo Único. As Comissões Executivas dos Presbitérios e dos Sínodos e do


Concílio Supremo se constituem dos membros da Mesa.

Art. 67. Compete ao Presidente [Moderador]:

I) convocar as reuniões do Concílio, de acordo com o art. 75 do Livro de


Ordem;

II) presidir as reuniões e fazer observar o Regimento Interno;

III) conceder a palavra aos membros do Concílio, chamar à ordem o orador


que tratar de assunto alheio ao debatido, ou que se entregar a reflexões
pessoais, e impor silêncio aos que se recusarem a obedecer;

IV) apresentar ao Concílio todo o assunto de deliberação que se tenha de


resolver, encaminhar as deliberações a um resultado pronto e conveniente,
e sugerir o modo que lhe parecer mais sábio para resolver a questão;

V) anotar cuidadosamente a ordem das matérias do dia e as apresentar no


tempo marcado;
VI) concluídas as considerações sobre quaisquer assuntos, submetê-los a
votação e indicar o ponto sobre o que ela deve incidir e anunciar ao
Plenário o resultado;

VII) anunciar os nomes dos que se levantam para falar, evitando a quebra da
ordem parlamentar;

VIII) nomear comissões, salvo nos casos em que o Concílio decidir o contrário;
sendo o mesmo ex-officio em todas as comissões;
IX) o Presidente [Moderador] terá voto de qualidade, em caso de empate,
porém, se qualquer membro julgar-se agravado por uma decisão do
Presidente, poderá apelar para o Plenário e o assunto será votado sem
debate;

X) orientar os membros do Concílio sobre pontos da legislação e ordem, ou


das matérias em discussão;

XI) ter cuidado para que os membros não se retirem das sessões sem a devida
licença;

XII) assinar os pareceres do Concílio que estiver presidindo, seja Presbitério,


Sínodo ou Concílio Supremo, nos livros das atas dos Concílios inferiores,
das Comissões permanentes, livros das Tesourarias, assim como as atas
do próprio Concílio e outros;

XIII) o Presidente [Moderador] não poderá apresentar propostas, indicações ou


emendas, nem discutir, porém, se quiser fazê-lo, passará a Presidência ao
seu substituto, ou ao Secretário-Executivo, ou ao ministro mais antigo, e
não voltará à cadeira da Presidência até o final da questão em que votará;

XIV) suspender as sessões, todas as vezes que as circunstâncias o exigirem;

XV) durante o período de sua gestão, o Presidente [Moderador] não poderá ter
exercício em comissões, como membro, sobre que tenha de dar parecer,
salvo de ordem eclesiástica, a juízo do Concílio.

Parágrafo Único. Na sua falta, ou impedimento, o Presidente [Moderador] será


substituído na seguinte ordem:

a) Vice-Presidente (Vice-Moderador);

b) Secretário-Executivo;

c) Primeiro Secretário;

d) Segundo Secretário;

e) Tesoureiro;

f) ou pelo ministro mais antigo quanto à sua ordenação.


Art. 68. Compete ao Vice-Presidente [Vice-Moderador]:

I) substituir o Presidente [Moderador] em sua falta ou impedimento;

II) assumir encargos;

III) representar o Presidente.

Art. 69. Compete ao Secretário-Executivo:

I) preparar, com antecedência, o rol de membros do Concílio que estiver


secretariando, e das Igrejas, cujos representantes serão arrolados no ato
da verificação de poderes;

II) arquivar todos os documentos do Concílio que estiver secretariando, e


mantê-los em dia e em ordem;

III) despachar todas as correspondências oficiais do Concílio que estiver


secretariando, enviando, com brevidade possível, o resumo das atas da
reunião ordinária aos Pastores e Igrejas;

IV) assinar, juntamente com o Presidente [Moderador], os documentos oficiais


do Concílio que estiver secretariando, tais como as carteiras de ministros,
identidades eclesiásticas, e demais documentos, quando for o caso;

V) proceder com as anotações nas carteiras dos ministros, quando for o caso,
de cada Concílio que estiver secretariando;

VI) apresentar à reunião ordinária o resumo das atas da última reunião do


Concílio que estiver secretariando;

VII) apresentar o relatório das reuniões à Comissão Executiva do Concílio que


estiver secretariando;

VIII) informar à Comissão Executiva do Concílio que estiver secretariando os


trabalhos que foram aprovados para serem executados durante o corrente
ano;

IX) executar as decisões do Plenário e da Comissão Executiva do Concílio que


estiver secretariando, exceto as que forem especialmente atribuídas a uma
pessoa ou comissão.

Art. 70. Compete ao Primeiro Secretário:

I) lavrar e ler as atas das reuniões do Concílio que estiver secretariando,


assim como as atas da Comissão Executiva destes Concílios e entregá-las
ao Secretário-Executivo logo após os encerramentos das reuniões;

II) substituir o Secretário-Executivo, em seu impedimento.

Art. 71. Compete ao Segundo Secretário:

I) protocolar todos os documentos que forem apresentados à Mesa e tê-los


em ordem;

II) entregar os documentos ao Secretário-Executivo imediatamente após o


término da reunião do Concílio que estiver secretariando;

III) lavrar nos respectivos livros os termos de pareceres das Comissões que
foram aprovados pelo Plenário;

IV) substituir o Primeiro Secretário em seu impedimento por ocasião da reunião


do Concílio que estiver secretariando.
Art. 72. Compete ao Primeiro Tesoureiro:

I) assinar, juntamente com o Presidente [Moderador], a conta corrente na


agência bancária indicada pelo próprio Concílio;

II) arrecadar as verbas orçadas pelo Plenário e as ofertas designadas ao


Concílio;

III) realizar pagamentos orçados pelo Concílio;

IV) manter em dia e em ordem a escrita fiscal em um livro próprio;

V) apresentar periodicamente o balancete à Comissão Executiva;

VI) velar pela fiel execução da receita orçada.

Art. 73. Compete ao Segundo Tesoureiro:

I) auxiliar o Primeiro Tesoureiro;

II) .substituir o Primeiro Tesoureiro em suas faltas e impedimentos eventuais


ou em caso de vacância.

Art. 74. Desde que nomeados pela Diretoria Executiva, os Concílios da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista do Brasil poderão manter outros serviços especiais, tais
como nomeação de conselheiros junto às confederações, comissões especiais de
evangelismo e missões, de educação religiosa, de treinamento, dentre outros,
determinando aos respectivos conselheiros os deveres inerentes ao cargo.
Art. 75. O Presidente [Moderador] possui toda a autoridade necessária para a
manutenção da ordem, e para convocar ou adiar as reuniões do Concílio, conforme as
regras nele estabelecidas.

§ 1º. Compete-lhe também convocar o Concílio por meio de circular, antes do tempo
ordinário das reuniões, quando alguma circunstância extraordinária torne precisa essa
convocação.

§ 2º. E, no caso de falhar qualquer reunião já determinada, compete-lhe convocar o


Concílio para tempo e lugar apropriados.

Art. 76. Cada sessão de Presbitério, Sínodo e Concílio Supremo será começada e
encerrada com oração.
Parágrafo Único. No encerramento da sessão final de cada reunião, além deste ato
de fé, acima, será cantado um salmo ou hino e pronunciada a bênção apostólica.
Art. 77. As despesas que os ministros e Presbíteros Regentes fizerem, para assistir às
sessões dos Concílios, serão pagas pelas congregações a que respectivamente
pertencerem.
Seção II - Da Jurisdição dos Concílios da Igreja
Art. 78. Estas Assembleias são inteiramente distintas da Magistratura Civil e não têm
jurisdição alguma nos negócios civis ou políticos.
Parágrafo Único. Não têm igualmente poder de infligir castigos ou penas temporais,
sendo a sua autoridade inteiramente moral ou espiritual.
Art. 79. A jurisdição dos Concílios da Igreja é apenas ministerial e declarativa, e se
refere às doutrinas e preceitos de Cristo, à ordem da Igreja, e ao exercício da
disciplina, a saber:
§ 1º. Estes Concílios não podem promulgar leis que obriguem a consciência,
mas podem formular símbolos de fé, dar testemunho contra qualquer erro de
doutrina e contra qualquer imoralidade na prática, dentro ou fora da Igreja, e
decidir casos de consciência.

§ 2º. Eles têm poder para estabelecer regras de governo, disciplina, culto e
desenvolvimento da Igreja, de conformidade com o ensino e doutrina das
Escrituras a esse respeito, sendo unicamente as particulares circunstâncias
deixadas à prudência cristã dos oficiais da Igreja e dos seus Concílios.

§ 3º. Possuem também o direito de exigir obediência à lei de Cristo, e, além


disso:

c) admitem, pois, ao gozo dos sacramentos e ao exercício de seus


respectivos ofícios, as pessoas para isto qualificadas;

d) e excluem os desobedientes e desordeiros dos seus ofícios e dos


privilégios sacramentais;

e) mas a maior censura a que se estende a sua autoridade não vai além da
exclusão dos contumazes e impenitentes da congregação dos fiéis;

f) no entanto, possuem toda a autoridade administrativa necessária para dar


efeito a esses poderes.

Art. 80. Todos os Concílios da Igreja são da mesma natureza e constituídos dos
mesmos elementos, e, assim também, possuem os mesmos direitos e poderes,
diferindo apenas entre si segundo as provisões da constituição.

Parágrafo Único. Contudo, é de conformidade com o exemplo da Escritura e


necessário para a pureza e harmonia de toda Igreja, que todas as questões
controversas de doutrina e ordem, que se suscitarem nos concílios inferiores,
sejam submetidas à decisão dos concílios superiores.

Art. 81.É necessário, para despacho pronto e bem ordenado dos negócios
eclesiásticos, que a defesa de ação de cada Concilio seja distintamente definida,
como a seguir:

I) o Conselho de uma Igreja exerce jurisdição só sobre essa Igreja;

II) o Presbitério sobre o que é comum aos ministros, Conselhos da Igreja


e Igrejas dentro de um território determinado;

III) o Sínodo sobre o que pertence em comum a 3 (três) ou mais


Presbitérios e aos seus ministros e Igrejas;

IV) e o Concílio Supremo sobre tudo quanto se refere à Igreja em geral.


§ 1º. A jurisdição de todos estes Concílios é limitada por expressas provisões
desta Constituição.

§ 2º.Cada Concílio tem o direito de resolver questões de doutrina e disciplina,


quando estas são propostas séria e razoavelmente; e, assim, também de, em
geral, manter a verdade e a retidão, condenando todas as opiniões e práticas
errôneas que tendam a perturbar a paz, a pureza e o progresso da Igreja.

§ 3º.Embora cada Concílio exerça jurisdição original exclusiva sobre todos os


assuntos que especialmente lhe pertençam, contudo, os concílios inferiores
estão sujeitos à revista e direção dos superiores em graduação regular.

§ 4º.Assim, os Concílios não são tribunais separados e independentes, mas têm


mútua relação entre si e cada um dos atos de jurisdição é de toda a Igreja,
exercido pelo órgão apropriado.
CAPÍTULO VI
DA ADMINISTRAÇÃO CIVIL E DA REPRESENTAÇÃO
Art. 82. A administração civil da Igreja compete ao Conselho, que se compõe de
Pastor ou Pastores e dos Presbíteros.
§ 1º. A administração civil só poderá reunir-se e deliberar estando presente a
maioria dos seus membros.
§ 2º. Será ilegal qualquer reunião do Conselho sem convocação pública ou
individual de todos os membros, com tempo bastante para o comparecimento.
§ 3º. O Conselho elegerá anualmente um Vice-Presidente, um ou mais Secretários e
um Tesoureiro, sendo este de preferência oficial da Igreja.
Art. 83. A Presidência do Conselho compete ao Pastor.
§ 1º. Se a Igreja tiver mais de um Pastor, exercerão a Presidência alternadamente,
salvo outro entendimento.
§ 2º. O Presidente ou o seu substituto em exercício representará a Igreja ativa,
passiva, judicial e extrajudicialmente.

CAPÍTULO VII
DA ASSEMBLEIA GERAL
Art. 84. AAssembleia Geral constará de todos os membros da Igreja local em plena
comunhão, e se reunirá, ordinariamente, ao menos uma vez por ano, e,
extraordinariamente, quando convocada peloConselho.
§ 1º. A Assembleia se reunirá ordinariamente para:
a) ouvir, para informação, o relatório do movimento da Igreja, no ano
anterior, e tomar conhecimento do orçamento para o ano em curso;
b) pronunciar-se sobre questões orçamentárias e administrativas, quando
isto lhe for solicitado peloConselho;
c) eleger, anualmente, um Secretário de Atas.
§ 2º. A Assembleia se reunirá extraordinariamente para:
a) eleger Pastores e oficiais da Igreja;
b) pedir exoneração deles ou opinar a respeito, quando solicitada
peloConselho;
c) aprovar os seus estatutos e deliberar quanto a sua constituição em
pessoa jurídica;
d) adquirir, permutar, alienar, gravar de ônus real, dar em pagamento imóvel
de sua propriedade e aceitar doações ou legados onerosos ou não,
mediante parecer prévio doConselho e, se este julgar conveniente,
também do respectivo Presbitério;
e) conferir a dignidade de Pastor-Emérito, Presbítero-Emérito e Diácono-
Emérito.
§ 3º. Para tratar dos assuntos a que se referem as alíneas "b" do § 1°, "c" e "d" do §
2º, do art. 84, a Assembleia deverá constituir-se de membros civilmente capazes.
Art. 85. A reunião ordinária da Assembleia se fará sempre em primeira convocação,
seja qual for o número de membros presentes.
Art. 86. A reunião extraordinária da Assembleia deverá ser convocada com
antecedência de pelo menos 8 (oito) dias e só poderá funcionar com a presença
mínima de membros em número correspondente a um terço dos residentes na sede,
podendo ser convocada em segunda convocação para reunir-se 30 (trinta) minutos
após a primeira convocação.
Parágrafo Único. Em segunda convocação, a reunião extraordinária da Assembleia
se realizará com qualquer número de membros presentes.
Art. 87. A Presidência da Assembleia da Igreja cabe ao Pastor e, na ausência ou
impedimento deste, ao Pastor-Auxiliar ou ao Vice-Presidente doConselho, caso a
Igreja não tenha Pastor-Auxiliar.
Seção I - DoConselho da Igreja
Art. 88. OConselho da Igreja é o Concilio que exerce jurisdição sobre uma Igreja e é
composto do Pastor ou Pastores e dos Presbíteros.
Parágrafo Único. O governo e a administração de uma Igreja local competem
aoConselho.
Art. 89. O quorum doConselho será constituído do Pastor e 1/3 (um terço) dos
Presbíteros, não podendo o número destes ser inferior a 2 (dois).
§ 1º. OConselho poderá, em caso de urgência, funcionar com um Pastor e um
Presbítero, quando não tiver mais de 3 (três) ad-referendum da próxima reunião
regular.
§ 2º. O Pastor exercerá as funções plenas doConselho, em caso de falecimento, de
mudança de domicílio, renúncia coletiva ou recusa de comparecimento dos
Presbíteros; em qualquer desses casos, levará o fato, imediatamente, ao
conhecimento da Comissão Executiva do Presbitério.
§ 3º. Quando não for possível, por motivo justo, reunir-se oConselho para exame de
candidatos à profissão de fé, o Pastor o fará, dando conhecimento de seu ato ao
referido Concilio, na sua primeira reunião.
Art. 90. OConselho só poderá deliberar sobre assunto administrativo com a maioria
dos seus membros.
Art. 91. O Pastor é o Presidente doConselho que, em casos de urgência, poderá
funcionar sem ser presidida por um ministro, quando não se tratar de admissão,
transferência ou disciplina de membros; sempre, porém, ad-referendum doConselho,
na sua primeira reunião.
§ 1°. O Pastor poderá convidar outro ministro para presidir oConselho; caso não possa
fazê-lo por ausência ou impedimento, o Vice-Presidente deverá convidar outro ministro
para presidi-la, de preferência, ministro do mesmo Presbitério e, na falta deste,
qualquer outro da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil.
§ 2°. Quando não for possível encontrar ministro que presida o Conselho, cabe ao
Vice-Presidente convocá-lo e assumir a Presidência sempre ad-referendum da
primeira reunião.
§ 3° Havendo mais de um Pastor, a Presidência será alternada, salvo outro
entendimento; se todos estiverem presentes, quem não presidir terá direito a voto.
Art. 92. Recusando-se o Pastor a convocar o Conselho a pedido da maioria dos
Presbíteros, ou de um, quando a Igreja não tiver mais de 2 (dois), o Presbítero ou
Presbíteros levarão o fato ao conhecimento do Concílio Supremo.
Art. 93. OConselho reunir-se-á:
I) pelo menos de 3 (três) em 3 (três) meses;
II) quando convocado pelo Pastor;
III) quando convocado pelo Vice-Presidente, no caso do § 2°, do art. 91;
V) a pedido da maioria dos Presbíteros, ou de um Presbítero, quando a Igreja
não tiver mais de 2 (dois);
VI) por ordem do Presbitério.
Parágrafo Único. Nas Igrejas mais longínquas, o período referido no inciso "I" poderá
ser maior a critério do Pastor-Evangelista.
Art. 94. Será ilegal qualquer reunião do Conselho, sem convocação pública ou
individual de todos os Presbíteros. com tempo bastante para o comparecimento.
Art. 95. São funções privativas do Conselho:
I) exercer o governo espiritual e administrativo da Igreja sob sua jurisdição,
velando atentamente pela fé e comportamento dos crentes, de modo que
não negligenciem os seus privilégios e deveres;
II) admitir, disciplinar, transferir e demitir membros;
III) impor penas e relevá-las;
IV) encaminhar a escolha e eleição de Presbíteros e Diáconos, ordená-los e
instalá-los depois de verificar a regularidade do processo das eleições e a
idoneidade dos escolhidos;
V) encaminhar a escolha e eleição de Pastores;
VI) receber o ministro designado pelo Presbitério para o cargo de Pastor;
VII) estabelecer e orientar a Junta Diaconal;
VIII) supervisionar, orientar e superintender a obra de educação
religiosa, o trabalho das sociedades auxiliadoras femininas,
da mocidade, e outras organizações da Igreja, bem como a
obra educativa em geral e quaisquer atividades espirituais;
IX) exigir que os oficiais e funcionários sob sua direção cumpram fielmente
suas obrigações;
X) organizar e manter em boa ordem os arquivos, registros e estatísticas da
Igreja;
XI) organizar e manter em dia o rol dos membros comungantes e de não
comungantes;
XII) apresentar anualmente à Igreja relatório das suas atividades,
acompanhado das respectivas estatísticas;
XIII) resolver caso de dúvida sobre doutrina e prática, para orientação da
consciência cristã;
XIV) suspender a execução de medidas votadas peIas sociedades
domésticas da Igreja que possam prejudicar os interesses espirituais;
XV) examinar os relatórios, os livros de atas e os das tesourarias das
organizações domésticas, registrando nelas as suas observações;
XVI) aprovar ou não os estatutos das sociedades domésticas da Igreja e dar
posse às suas diretorias;
XVII) estabelecer pontos de pregação e congregações;
XVIII) velar pela regularidade dos serviços religiosos;
XIX) eleger representante ao Presbitério;
XX) velar por que os pais não se descuidem de apresentar seus filhos ao
batismo;
XXI) observar e pôr em execução as ordens legais dos concílios superiores;
XXII) designar, se convier, mulheres piedosas para cuidar dos enfermos, dos
presos, das viúvas e órfãos, dos pobres em geral, para alívio dos que
sofrem.
Art. 96. Cada Conselho da Igreja deverá ter:
I) um registro claro e fiel das atas das suas sessões, o qual será submetido à
inspeção do Presbitério, ao menos uma vez por ano;
II) um livro especial para registro das atas em que funciona como Mesa
Administrativa;
III) um registro claro e fiel dos batismos, de admissões à Mesa do Senhor, dos
membros não comungantes, dos óbitos e das demissões dos membros da
Igreja.
Art. 97. As reuniões do Conselho deverão ser ordinariamente abertas e encerradas
com oração.
Art. 98. O Conselho elegerá anualmente um Vice-Presidente, um ou mais Secretários
e um Tesoureiro, sendo este, de preferência, oficial da Igreja.
Parágrafo Único. O Pastor acumulará o cargo de Secretário somente quando não
houver Presbítero habilitado para o desempenho do referido cargo.
Seção II - Do Presbitério
Art. 99. O Presbitério compõe-se de todos os ministros e um Presbítero Regente, de
cada Igreja, dentro de um território determinado.
Art. 100. Cada Presbítero Regente, desconhecido ao Presbitério, apresentará
documento de ter sido regularmente nomeado pelo Conselho da Igreja que representa.
Art. 101. Constituirão quorum para deliberar, um número de, pelo menos, 3 (três)
ministros pertencentes ao Presbitério, juntamente com um Presbítero Regente,
achando-se reunidos no tempo e lugar designados,.
Art. 102. Os ministros que pedirem admissão em um Presbitério deverão ser
examinados quanto à sua experiência cristã, opiniões teológicas e a respeito do
governo da Igreja.
Parágrafo Único. Quando os pretendentes vierem de outras denominações, o
Presbitério exigirá que respondam na afirmativa às perguntas a que respondem os
candidatos no ato de sua ordenação.
Art. 103. O Presbitério fará transcrever no lugar mais conveniente do livro das suas
atas, as obrigações requeridas dos ministros por ocasião de serem ordenados, as
quais serão subscritas por todos os que forem admitidos como membros do mesmo
Presbitério, na forma seguinte:
Eu (nome completo), recebo e subscrevo ex animo as obrigações
acima, como exposição exata e verdadeira da minha fé e princípios, e
resolvo e prometo exercer seu ministério de conformidade com elas .
Art. 104. Compete ao Presbitério:
I) receber e resolver apelações e queixas dos Conselhos de Igrejas e as
consultas que forem apresentadas de modo próprio;
II) examinar e licenciar candidatos para o santo ministério;
III) receber, despedir, ordenar, instalar, remover e julgar ministros;
IV) rever as atas dos Conselhos de suas Igrejas, emendar o que estes
Conselhos tenham feito contra a ordem e fazer com que observem a
Constituição da Igreja;
V) estabelecer a relação pastoral e dissolvê-la quando esta dissolução for
pedida por uma ou ambas as partes interessadas, e sempre que o exijam
imperativamente os interesses da religião;
VI) estabelecer e manter trabalhos de evangelização dentro de seus próprios
limites, em regiões não pertencentes à jurisdição de outro Presbitério
desta Igreja, e no estrangeiro;
VII) consagrar evangelistas para sua obra;
VIII) fazer que os ministros se dediquem com diligência ao cumprimento dos
deveres da sua sagrada vocação, e censurar os delinquentes;
IX) ver que as ordens lícitas dos concílios superiores sejam cumpridas;
X) condenar as opiniões errôneas que ofendam a pureza ou a paz da Igreja;
XI) visitar as Igrejas para investigar e corrigir quaisquer males que nelas se
tenham suscitado;
XII) unir e dividir Igrejas;
XIII) tomar a superintendência das Igrejas vagas e concertar meios para o
engrandecimento da Igreja dentro de seus limites;
XIV) ordenar, em geral, tudo quanto se referir ao bem espiritual das Igrejas
sob sua jurisdição, nomear deputados aoConcílio Supremo e adotar
todas as medidas que sejam de vantagem comum para a Igreja.
Art. 105. O Presbitério terá um registro claro e fiel das suas atas, que submeterá
anualmente ao exame do Sínodo.
Parágrafo Único. Enviará também, anualmente, ao Sínodo e aoConcílio Supremo um
relatório das condições e do progresso da religião dentro dos seus limites, durante o
ano, e de todas as mudanças importantes que tenham tido lugar, tais como
licenciaturas, ordenações, recepção e transferência de membros, união, divisão e
nova organização de Igrejas, bem como dos falecimentos ocorridos.
Art. 106. O Presbitério reunir-se-á, ordinariamente, ao menos uma vez por ano,
conforme determinar em cada reunião; e, quando qualquer emergência tornar precisa
uma reunião antes do tempo marcado, o Presidente [Moderador] ou, no caso de sua
ausência, morte ou impedimento, o Secretário-Executivo, com o concurso ou a
requerimento de 2 (dois) ministros e 2 (dois) Presbíteros Regentes, convocará uma
reunião especial.
§ 1º. Para este fim, notificará ele a cada um dos ministros pertencentes ao Presbitério
e a cada Conselho de Igreja vaga, com a antecedência devida, de 10 (dez) dias, pelo
menos, especificando qual o negócio especial da projetada reunião.
§ 2º. Nestas reuniões especiais não se poderá tratar de qualquer coisa diversa
daquelas para que forem convocadas.
§ 3º. Os ministros em plena comunhão com outros Presbitérios, ou qualquer outro
corpo eclesiástico com que esta Igreja tenha estabelecido correspondência, quando
estiverem presentes a qualquer reunião do Presbitério, poderão ser convidados para
tomar assento e deliberar como membros correspondentes.

a) Assim, também, os ministros em iguais condições, pertencentes a


outras Igrejas evangélicas, poderão ser convidados para tomar
assento como visitantes.

b) Em tais casos será conveniente que o Presidente (Moderador)


apresente estes ministros ao Presbitério e lhes dê a destra de
fraternidade.

c) O mandato para eleição do Presbitério será de 2 (dois) anos.

Seção III - Do Sínodo


Art. 107. O Sínodo compõe-se dos ministros e de um Presbítero Regente de cada
Igreja, em um território determinado, compreendendo 3 (três) Presbitérios, pelo
menos.
Parágrafo Único. As qualificações necessárias para ser membro do Sínodo são as
mesmas exigidas para pertencer ao Presbitério.
Art. 108. O Sínodo reunir-se-á, pelo menos, de 3 (três) em 3 (três) anos, e quaisquer 7
(sete) ministros, pertencentes a ele, reunidos no tempo e lugar designados para a
reunião com 3 (três) Presbíteros Regentes, pelo menos, constituirão quorum, contanto
que não pertençam a um mesmo Presbitério mais de 3 (três) dos referidos ministros.
Parágrafo Único. A mesma regra aplicável no Presbitério aos membros
correspondentes tem inteira aplicação no Sínodo.
Art. 109. Compete ao Sínodo:
I) receber e julgar todas as apelações e queixas que subirem
regularmente dos Presbitérios;
II) decidir todas as consultas que lhe forem apresentadas;
III) rever as atas dos Presbitérios e corrigir o que possam ter feito em
contrário à ordem;
IV) fazer que os Presbitérios observem a Constituição da Igreja e obedeçam
às ordens legais dos concílios superiores;
V) criar novos Presbitérios e unir ou dividir os já existentes;
VI) promover a obra de evangelização dentro ou fora de seus limites, sob as
mesmas restrições dos Presbitérios;
VII) designar ministros que estiverem sob sua jurisdição particular para
trabalhos próprios do seu ofício;
VIII) ordenar, em geral, a respeito dos Presbitérios, Conselhos de Igrejas e
Igrejas sob seu cuidado, tudo o que esteja de conformidade com a
Palavra de Deus e a ordem estabelecida e que tenda a promover a
edificação da Igreja;
IX) concertar planos para promover a prosperidade e o adiantamento da
Igreja dentro de suas divisas;
X) propor ao Concílio Supremo todas as medidas que possam ser de
vantagem geral para toda a Igreja.
Art. 110. Será dever do Sínodo ter um registro claro e fiel das suas atas, que
submeterá anualmente à inspeção do Concílio Supremo com um relatório do número
de seus Presbitérios, dos membros destes e, em geral, de todas as mudanças
importantes que tiverem ocorrido dentro de seus limites, no decurso do ano.
Seção IV -Do Concílio Supremo
Art. 111. O Concílio Supremo é o órgão máximo da Igreja, e representa, em um corpo,
todas as Igrejas; denomina-se: Concílio Supremo da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil,e constitui o laço de união, paz e correspondência entre
todas as Igrejas e Concílios.
Art. 112. O Concílio Supremo reunir-se-à, ordinariamente, ao menos uma vez de
4(quatro) em 4 (quatro) anos, e é constituído de delegados dos Presbitérios.
Parágrafo Único. Cada Presbitério terá o direito de enviar 2 (dois) ministros e 2 (dois)
Presbíteros.
Art. 113. Cada delegado, antes de ser o seu nome arrolado como membro doConcílio
Supremo, apresentará uma credencial, assinada pelo Presidente [Moderador] e
Secretário de seu respectivo Presbitério, na seguinte ou semelhante forma:
I) O Presbitério de....., reunido na cidade de....., no dia ......., de .......,
nomeou, como pela presente nomeia, ao Rev....... ( ou ao.......,
Presbítero Regente da Igreja de......., segundo o caso ), e no caso de
sua ausência ou impedimento, ao Rev...... (ou ao ...... Presbítero
Regente da Igreja de......) como deputado deste Presbitério, ao
próximo Concílio Supremo da Igreja Presbiteriana Fundamentalista
do Brasil, que se deverá reunir na cidade de..... no dia..... de .......
para, onde e quando se reunir o referido Concílio, consultar, votar e
determinar sobre tudo que for apresentado a essa corporação, de
conformidade com os princípios e Constituição desta Igreja e com a
Palavra de Deus. E de sua diligência no desempenho desta
comissão, apresentará relatório quando voltar.
(Assinada por Ordem do Presbitério)
(F.S.)Secretário (F.M.) Presidente [Moderador]

II) Nas credenciais passadas aos deputados suplentes, substituir-se-á, no


lugar competente, o seguinte, nas mesmas ou semelhantes palavras:
... pela presente nomeia ao Rev... (ou ao Sr,.... Presbítero Regente da
Igreja de......) para no caso da ausência ou impedimento do Rev.... (ou
ao Sr. .... Presbítero Regente da Igreja de ...) representar este
Presbitério como delegado suplente ao próximo Concílio Supremo.
Art. 114. Constituirão quorum para deliberar sobre quaisquer negócios 18 (dezoito)
desses delegados, dos quais metade, ao menos, deverá ser ministros, e 5 (cinco)
Presbíteros Regentes, ao menos, que se reunirão no dia e lugar designados para esta
reunião.
Art. 115. Compete ao Concílio Supremo:
I) receber e decidir quaisquer apelações, consultas e queixas que subirem
regularmente dos concílios inferiores da Igreja;
II) dar testemunho contra todos os erros em doutrina e imoralidades na
prática, que prejudicarem a Igreja;
III) decidir todas as controvérsias a respeito de doutrina e disciplina;
IV) dar conselhos e instrução de conformidade com a Constituição e em
todos os casos submetidos a esta;
V) rever as atas dos Sínodos;
VI) fazer observar a Constituição pelos concílios inferiores da Igreja;
VII) corrigir qualquer coisa que tiverem feito em contrário à ordem;
VIII) concertar planos para promover a prosperidade e o adiantamento da
Igreja;
IX) criar novos Sínodos e novos Presbitérios no País ou fora dele;
X) instituir e superintender as agências necessárias para a obra geral de
evangelização em território nacional ou no exterior;
XI) nomear ministros para o desempenho das funções necessárias sob sua
jurisdição;
XII) suprimir contendas e disputas cismáticas, segundo as regras para isso
estabelecidas;
XIII) receber, sob sua jurisdição, com o consentimento da maioria dos
Presbitérios, outras corporações eclesiásticas cuja organização estiver de
conformidade com a doutrina e ordem desta Igreja;
XIV) autorizar os Sínodos e os Presbitérios a exercerem iguais poderes na
recepção de corporações que, vivendo, respectivamente, dentro dos
limites de seus territórios, forem aptas para se tornarem partes
constitutivas desses concílios;
XV) superintender os negócios de toda a Igreja;
XVI) corresponder-se com outras Igrejas;
XVII) recomendar medidas para a promoção da caridade, verdade e
santidade, em todas as Igrejas sob seu cuidado.
Art. 116. O Concílio Supremo funcionará quando a Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil tiver na sua organização eclesiástica mais de 3(três)
Sínodos.
§ 1º. Caso não haja condição para o funcionamento do Concílio Supremo, o Sínodo
assumirá todas as prerrogativas deste Concílio.
§ 2º. O período para realização da Reunião Ordinária do Sínodo não será alterado
ainda que este assuma as competências do Concílio Supremo.
Art.117. Nos interregnos de cada Concílio Supremo, o mesmo será representado por
sua Comissão Executiva eleita para composição da Mesa.
Seção V - Das Comissões Eclesiásticas
Art. 118. Há comissões nomeadas simplesmente para examinar e apresentar
relatórios; e comissões autorizadas a deliberar e concluir os negócios que lhes são
submetidos, cujas deliberações ficam sujeitas à revisão dos concílios que as nomeiam.
Parágrafo Único. Estas últimas comissões devem, por isso, submeter aos concílios
que as nomeiam relatórios claros e completos de suas deliberações, os quais, quando
aprovados, podem ser incluídos nas atas dos ditos concílios.
Art. 119. São atos que podem ser realizados por meio de comissões:
I) inquirir testemunhas nos casos judiciais;
II) ordenar ministros;
III) instalar Pastores;
IV) visitar quaisquer partes da Igreja que se acharem em desordem;
V) organizar novas Igrejas.
Parágrafo Único. A comissão para ordenar um ministro compor-se-á sempre de
número suficiente para constituir um quorum do concilio que a nomear, mas o mesmo
Presbitério dirigirá os exames prévios.
Art. 120. O Sínodo e o Concílio Supremo poderão, com o consentimento dos
interessados, entregar o julgamento de qualquer apelação, vinda dos tribunais
inferiores, a uma comissão, desde que os membros desta não façam parte do concílio
de onde sobe a apelação.
§ 1º. Estas comissões terão a seguinte composição:
a) a comissão de um Sínodo compor-se-á de não menos de 15 (quinze)
membros, dos quais 7 (sete) deverão ser Presbíteros Regentes;
b) a comissão do Concílio Supremo não se pode compor de menos de 27
(vinte e sete) membros, dos quais 13 (treze) deverão ser Presbíteros
Regentes;
c) em qualquer dos casos, 2/3 (dois terços) dos membros destas comissões
constituirão quorum deliberativo.
§ 2º. A comissão processará qualquer coisa pelo modo prescrito nas Regras de
Disciplina e, ao pronunciar o juízo, fará uma exposição completa do caso, a qual
deverá ser submetida ao concílio para adotar ou rejeitar a sentença proposta.
Art. 121. O Concílio Supremo terá poder para encarregar dos vários interesses
pertencentes à obra geral de evangelização, uma ou mais comissões.
CAPÍTULO VIII
DAS ORDENS DA IGREJA
Seção I - Da Doutrina da Vocação
Art. 122. Vocação ordinária para um ofício na Igreja é a chamada de Deus pelo
Espírito por meio do testemunho interno de uma boa consciência e aprovação
manifesta do povo de Deus, com o concurso do juízo de um concílio legítimo da casa
de Cristo, segundo sua Palavra.
Art. 123. Sendo representativo o governo da Igreja é irrevogável o direito que o povo
de Deus tem de eleger os seus oficiais imediatamente, por votação direta, ou,
mediatamente, por meio dos concílios da Igreja, compostos de seus representantes.
Parágrafo Único. Ninguém pode ser colocado à frente de uma Igreja para nela
exercer qualquer ofício, sem eleição ou, pelo menos, sem o consentimento do
Presbitério.
Art. 124. Aqueles a quem Deus chama para exercerem quaisquer ofícios em sua
Igreja, concede Ele os necessários dotes para desempenharem os deveres
respectivos desses ofícios.
§ 1º. Por este motivo, os que pretendem na Igreja algum ofício devem obter a
aprovação do concílio que os tem de ordenar.
§ 2º. É indispensável também que, além de possuírem aptidões e dotes naturais e
adquiridos, cada um daqueles que são admitidos ao ofício seja são na fé e tenha a sua
vida e conversação de harmonia com a piedade.
Seção II - Da Doutrina da Ordenação
Art. 125. Os que são legalmente chamados devem ser investidos em seus respectivos
ofícios pela ordenação de um concílio.
Art. 126. Ordenar é admitir de modo legítimo uma pessoa devidamente chamada para
desempenhar um ofício na Igreja de Deus, devendo o ato ser acompanhado de oração
e imposição de mãos, sendo próprio também dar a destra em sinal de comunhão.
Art. 127. Visto que cada ofício eclesiástico é, segundo a Escritura, um cargo especial,
ninguém poderá ser ordenado senão para o desempenho de alguma obra definida.
Seção III - Da Eleição dos Oficiais da Igreja
Art. 128. Cada Igreja elegerá pessoas para os ofícios de Pastor, Presbítero Regente e
Diácono, do modo seguinte:
I) o Conselho da Igreja anunciará previamente o dia em que a Igreja se
deverá reunir no lugar costumeiro do culto para a eleição;
II) é dever do Conselho convocá-la, sempre que a maioria dos membros com
direito a voto lho requererem.
Art. 129. É importante que todas estas eleições sejam presididas por um ministro, sem
demora prejudicial; a eleição, porém, poderá ter lugar sem ele.
Art. 130. Reunidos os votantes, o Presidente [Moderador] submeterá a voto se estão
ou não prontos para procederem à eleição.
§ 1º. Votado isto na afirmativa, o Presidente [Moderador] fará a chamada, e,
imediatamente depois, se procederá à eleição, salvo se os eleitores preferirem adiá-la
para outro dia.
§ 2º. A eleição poderá ter lugar também por escrutínio entre os candidatos indicados
peloConselho.
§ 3º. Em qualquer caso, porém, será necessária a maioria dos votantes presentes
para eleger alguém.
Art. 131. Todos os membros comungantes, em plena comunhão, e unicamente estes,
terão direito de votar na eleição dos oficiais, nas Igrejas a que, respectivamente,
pertencerem.
Parágrafo Único. Quando a maioria absoluta dos eleitores votar em uma pessoa para
qualquer destes ofícios, será esta considerada eleita.
Art. 132. Na eleição de Pastor, quando acontecer serem muitos votantes opostos ao
candidato que tem a maioria dos votos, não podendo ser induzidos a subscreverem o
convite, o Presidente [Moderador] procurará dissuadir a maioria do intento de enviar o
dito convite.
Parágrafo Único. Mas se os eleitores forem quase ou inteiramente unânimes, ou se a
maioria insistir em seu direito de chamar um Pastor, o Presidente [Moderador]
procederá, nesse caso, a lavrar o convite em devida forma, e o fará subscrever pelos
eleitores, certificando ao mesmo tempo por escrito o número e circunstâncias
daqueles que não subscreveram, sendo tudo apresentado ao Presbitério.
Art. 133. O convite será feito pela seguinte ou semelhante forma:
Ao Sr. .....A Igreja de... estando bem convencida das vossas
qualificações ministeriais, e fundando na experiência (ou
conhecimento) passada de vossos trabalhos as melhores esperanças
de que a vossa ministração do Evangelho há de ser de grande proveito
espiritual para ela, vos convida pelo presente para tomardes o cargo
pastoral desta congregação e vos promete todo o auxilio, animação e
obediência no Senhor. E para que possais ficar livre de cuidados e
vocações mundanas, prometemos e nos obrigamos a pagar-vos
anualmente a quantia de .... em prestações mensais (trimestrais ou
semestrais) de.... durante o tempo em que permanecerdes como
Pastor regular desta Igreja. No testemunho do que subscrevemos,
respectivamente, nossos nomes, nesse dia .... do mês de ...do ano do
Senhor de .... (Seguir-se-ão as assinaturas). Atestado por A.B.
Presidente [Moderador] da reunião.
Art. 134. Se, contudo, alguma Igreja preferir subscrever um convite pelos Presbíteros
Regentes e Diáconos ou por uma comissão, poderá fazê-lo; porém, neste caso, o
ministro ou a pessoa que tiver presidido a reunião, certificará ao Presbitério que os
signatários do convite foram para esse fim nomeados pelo voto público da Igreja; e
que o convite foi em tudo preparado conforme aqui se determina.
Art. 135. A Igreja nomeará também um ou mais comissários para apresentar o convite
ao Presbitério, e ai sustentá-lo.
Art. 136. Se o convite se referir a algum ministro ou candidato de outro Presbitério, os
comissários, nomeados para sustentá-lo, apresentarão um atestado do seu
Presbitério, certificando que o referido convite lhe foi apresentado, e que a dita
corporação o achou regular e concedeu licença aos comissários para apresentá-lo e
sustentá-lo perante o Presbitério a que pertence o ministro convidado.
Seção IV - Da Ordenação e Da Investidura de Presbíteros Regentes e Diáconos,
e Da Dissolução de Suas Relações Oficiais

Art. 137. Quando alguém tiver sido eleito para qualquer destes ofícios, se não houver
objeção séria, e a pessoa eleita declarar a sua intenção de aceitar o cargo, oConselho
designará o dia para a ordenação.
Art. 138. No dia predeterminado, reunido o Conselho em presença da Igreja, será
pregado um sermão, se assim for conveniente, depois do que o ministro que presidir
exporá concisamente a autoridade e natureza do ofício de Presbítero Regente [ou
Diácono], e mostrará qual o caráter que lhe compete e quais as obrigações que deve
cumprir. Feito isto:
I) Dirigirá ao candidato, em presença da Igreja, as seguintes perguntas:
a) Credes que as Escrituras do Velho e do Novo Testamentos são a Palavra
de Deus, e que esta Palavra é a regra única e infalível de fé e prática?
b) Recebeis e adotais sinceramente a Confissão de Fé e os Catecismos
desta Igreja, como fiel exposição do sistema de doutrina, ensinado nas
Santas Escrituras?
c) Aprovais e sustentais o Governo e a Disciplina da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil?
d) Aceitais o ofício de Presbítero Regente [ou Diácono] nesta Igreja e
prometeis desempenhar fielmente todos os deveres deste cargo?
e) Prometeis procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a
pureza da Igreja?
II) Depois que o Presbítero Regente eleito [ou Diácono] tiver respondido na afirmativa
a estas perguntas, o ministro dirigirá aos membros da Igreja as perguntas seguintes:
a) E vós, membros desta Igreja, reconheceis e recebeis a este nosso irmão
como Presbítero Regente [ou Diácono]?
b) Prometeis tributar-lhe toda a honra, animação e obediência no Senhor, a
que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhe dá direito o
seu ofício?
III) Depois que os membros da Igreja tiverem respondido na afirmativa a estas
perguntas, levantando a mão direita, o ministro consagrará o candidato para o ofício
de Presbítero Regente [ou Diácono], orando em nome doConselho que imporá as
mãos sobre a cabeça do ordenado.
IV) Em seguida, os membros doConselho, e os Diáconos, se o ordenado for um
Diácono, devem estender as destras ao oficial recém-ordenado, dizendo:
Nós vos damos a destra da fraternidade para tomardes parte conosco neste
oficio.
Então, dirá o ministro:
Agora declaro regularmente eleito, ordenado e investido no ofício de Presbítero
Regente [ou Diácono] nesta Igreja ao Sr. A.B. - tudo segundo a Palavra de
Deus e de conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil; e declaro mais que, como tal, tem ele direito a toda
a animação, honra e obediência no Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do
Espirito Santo. Amém.
V) Em seguida, o ministro fará uma exortação adequada ao novo Presbítero Regente
[ou Diácono] e à Igreja.
Art. 139. Os ofícios de Presbítero Regente e Diácono são perpétuos, não podendo,
por isso, ser postos de lado à vontade, nem podendo qualquer pessoa ser degradada
de qualquer destes ofícios, salvo por deposição, depois de um processo regular.
§ 1º. Pode acontecer, contudo, que um Presbítero Regente, ou um Diácono, embora
não seja culpado de heresia nem de imoralidade, se torne inaceitável em seu caráter
oficial à maioria da Igreja a que serve. Neste caso, compete aoConselho dissolver a
relação oficial, a pedido do mesmo oficial ou da Igreja.
§ 2º. O pedido de uma destas partes, porém, não poderá ser despachado sem que a
outra tenha ocasião de apresentar suas objeções.
Art. 140. A mudança permanente de um Presbítero Regente, ou Diácono, para fora
dos limites da Igreja a que serve é fato que dissolve suas relações oficiais com a
mesma Igreja, e deve ser sempre registrado pelo Conselho.
Art. 141. Quando um Presbítero Regente, ou Diácono, cujas relações oficiais tenham
sido dissolvidas, for de novo eleito para desempenhar seu ofício na mesma Igreja em
que servia antes, ou em outra, será ele investido pela forma designada nesta seção,
omitindo-se a ordenação.
Seção V - Da Ordenação de Ministros Como Estabelecer e Dissolver
a Relação Pastoral
Art. 142. Nenhum ministro ou candidato receberá convite de Igreja alguma, senão com
permissão de seu Presbitério.

Parágrafo Único. Quando algum convite for apresentado a um Presbitério, e este o


achar regular, e julgar para bem da Igreja, entregará em mãos da pessoa a quem vier
endereçado.
Art. 143. Quando algum candidato tiver aceitado convite para se tornar Pastor de uma
Igreja, o Presbitério tomará medidas imediatas para sua ordenação.
Art. 144. As provas para a ordenação, principalmente em Presbitério diferente daquele
em que o candidato tiver sido licenciado, consistirão em um exame cuidadoso sobre
sua experiência religiosa, conhecimentos de filosofia, teologia, história eclesiástica, na
língua grega e na hebraica, e em quaisquer outros ramos da ciência, como parecer
conveniente ao Presbitério; e, assim também, na doutrina dos sacramentos e nos
princípios e regras de governo e disciplina da Igreja.
§ 1º. Além disto, o candidato pregará também um sermão perante o Presbitério.
§ 2º. O Presbitério, depois de plenamente convencido das habilitações do candidato
para o desempenho do sagrado ofício, designará o dia para a ordenação, que deverá
ter lugar, sempre que for possível, na Igreja que o candidato tiver de se tornar Pastor.
Art. 145. No dia predeterminado para a ordenação, reunido o Presbitério, um de seus
membros, previamente nomeado para este fim, pregará um sermão apropriado ao ato;
o mesmo, ou outro membro nomeado para presidir, recitará em seguida, do púlpito, o
resumo das medidas preparatórias, tomadas pelo Presbitério para a ordenação do
candidato, e, em seguida, exporá a natureza e importância da ordenação, e procurará
despertar no auditório os sentimentos apropriados à solenidade deste ato. Feito isto:
I) Dirigirá ao candidato, que deverá apresentar-se diante do púlpito, as seguintes
perguntas:
a) Credes que as Escrituras do Velho e do Novo Testamentos são a Palavra
de Deus, e que esta Palavra é a regra única e infalível de fé e prática?
b) Recebeis e adotais sinceramente a Confissão de Fé e os Catecismos
desta Igreja, como fiel exposição do sistema de doutrina ensinado nas
Santas Escrituras?
c) Aprovais e sustentais o Governo e a Disciplina da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil?
d) Prometeis sujeitar-vos aos vossos irmãos no Senhor?
e) Declarais que, segundo o conhecimento que tendes de vosso coração,
procuraste o santo ministério movido pelo amor de Deus e pelo desejo
sincero de promover sua glória, pelo Evangelho do seu Filho?
f) Prometeis manter zelosa e fielmente as verdades do Evangelho, a pureza
e a paz da Igreja, seja qual for a perseguição e oposição que contra vós
se levantarem por este motivo?
g) Prometeis que, como cristão e ministro do Evangelho, sereis fiel e
diligente no exercício de todos os vossos deveres pessoais ou relativos,
particulares ou públicos, e vos esforçareis pela graça de Deus para
adornar a profissão do Evangelho pela vossa conversação e andar com
exemplar piedade diante do rebanho sobre que Deus vos constituir
Bispo?
h) Estais pronto para tomar sobre vós o cargo pastoral desta Igreja, de
conformidade com a declaração que fizestes ao aceitar seu convite? E
prometeis que, com o auxilio de Deus, desempenhareis para com ela os
deveres de Pastor?
II) Depois que o candidato tiver respondido na afirmativa, o ministro que presidir
dirigirá à Igreja as seguintes perguntas:
a) E vós, membros desta congregação, continuais determinados a receber,
como vosso Pastor, ao Sr ...... aqui presente, a quem convidastes para
este fim?
b) Prometeis receber da sua boca, com humildade e amor, a
Palavra da Verdade, e submeter-vos a ele, no devido
exercício da disciplina?
c) Prometeis animá-lo em seus trabalhos e ajudá-lo nos
esforços que empregar para vossa instrução e edificação
espiritual?
d) E, enquanto ele for vosso Pastor, vós vos obrigais a dar-lhe
a manutenção que lhe prometestes e a fornecer-lhe aquilo
que virdes ser necessário para a honra da religião e para
seu conforto entre vós?
III) Depois que o povo tiver respondido a estas perguntas na afirmativa, levantando
a mão direita, o candidato se ajoelhará e o ministro que presidir consagrá-lo-á
solenemente, com oração e pela imposição das mãos do Presbitério, segundo o
exemplo apostólico, para o santo ofício do ministério evangélico.
IV) Acabada a oração, levantar-se-á o que tiver sido ordenado, e o ministro que
presidir, seguido pelos outros membros do Presbitério, cada um por sua vez, apertar-
lhe-á a mão, dizendo:
Nós vos damos a destra da fraternidade, para tomardes parte conosco neste
ministério.
Então, dirá o Presidente [Moderador]:
Agora, declaro regularmente eleito, ordenado e investido como Pastor desta
congregação, o Sr...., tudo segundo a Palavra de Deus e de conformidade com
a Constituição da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil; e declaro
mais que, como tal, tem ele direito a todo o apoio, animação, honra e
obediência no Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
V) Em seguida, o ministro que presidir, ou algum outro previamente nomeado para
este fim, dirigirá uma solene paraneseao Pastor e à congregação, exortando-os a
perseverar no desempenho dos seus deveres recíprocos. Prosseguindo, confiará a
congregação e o Pastor, por meio de oração, à graça de Deus e à sua santa guarda.
Finalmente, depois de cantado um salmo ou hino, despedirá a congregação com a
costumada bênção. De tudo isto fará o Presbitério o competente registro.
VI) Acabado o ofício de ordenação e investidura, os chefes das famílias da Igreja que
se acharem presentes, ou pelo menos os Presbíteros e Diáconos, adiantando-se,
darão a destra ao Pastor em sinal de cordial recepção e afetuoso respeito.
Art. 146. Na ordenação de Evangelistas, omitir-se-á a pergunta da alínea “h” do inciso
”I” do art. 145, e, em vez dela, far-se-á a seguinte:
Aceitais e estais pronto a empreender agora a obra de Evangelista e prometeis
que, com o auxílio de Deus, sereis fiel no desempenho de todos os deveres
que vos competem como ministro do Evangelho de nosso Senhor Jesus
Cristo?
Art. 147. Nenhum Presbitério ordenará candidato algum para o ofício do ministério
evangélico a fim de trabalhar dentro dos limites de outro Presbitério; mas, neste caso,
dará ao candidato as credenciais e documentos de que necessitar, e fará que se dirija
ao Presbitério dentro de cujos limites pretender trabalhar, a fim de se submeter à sua
autoridade, segundo a Constituição da Igreja.
Art. 148. Na investidura de um ministro já ordenado, far-se-ão as seguintes perguntas
em lugar das já referidas no art. 145, a saber:
I) Quereis tomar sobre vós o cargo de Pastor desta Igreja, de conformidade
com a declaração que fizestes ao aceitar o convite que vos foi dirigido?
II) Credes e declarais conscienciosamente, segundo o conhecimento que
tendes de vosso coração que, tomando sobre vós este cargo, sois
movido pelo desejo sincero de promover a glória de Deus e o bem da
Igreja?
III) Prometeis solenemente que, pelo auxílio da graça de Deus, vos
esforçareis fielmente para cumprir todos os deveres de Pastor desta
Igreja, e sereis cuidadoso em vos conduzir em todos os respeitos como
convém a um ministro do Evangelho de Cristo, de conformidade com os
votos da vossa ordenação?
Art. 149. A Igreja que desejar convidar para seu Pastor algum ministro que esteja
desempenhando este cargo em outra Igreja deverá proceder como a seguir:
I) representará ao Presbitério, por meio de comissários, qual o motivo em que
funda sua pretensão;
II) o Presbitério, depois de ouvir os interessados e de examinar bem o
assunto, poderá recomendar a Congregação que desista da sua pretensão
ou ordenar que o convite da Igreja seja posto nas mãos do ministro
convidado, com ou sem conselho do Presbitério, que poderá também
negar-se a pôr o convite nas mãos do ministro, segundo parecer melhor
para a paz e a edificação da Igreja em geral; ou referir todo o assunto ao
Sínodo, em sua seguinte reunião, pedindo conselho e direção;
III) nenhum Pastor, porém, poderá ser transferido de um lugar para outro sem
seu consentimento;
IV) se, no decurso da reunião em que o convite for apresentado ao Presbitério,
os interessados não tiverem tempo para tratar devidamente do assunto, o
Presbitério fará citar por escrito o ministro convidado e a Igreja a que
preside como Pastor, a fim de comparecer perante ele na sua próxima
reunião; e esta citação será lida do púlpito no domingo, depois do sermão,
pelo menos 2 (dois) domingos antes da reunião designada.
Art. 150. Se a Igreja, ou outro qualquer campo de trabalho para que for convidado um
ministro ou candidato, estiver sob jurisdição diferente, o Presbitério a que pertencer
dar-lhe-á todos os documentos precisos, depois de aceitar ele o convite, e o enviará
ao outro Presbitério, a fim de que possa ser regularmente investido no seu ofício,
segundo as direções precedentes.
Art. 151. Quando qualquer ministro apresentar ao Presbitério a resignação do seu
cargo pastoral, o Presbitério citará a Igreja, segundo as direções precedentes, para
comparecer por meio de representantes na próxima reunião, a fim de expor o motivo,
no caso de haver, pelo qual o Presbitério não deva aceitar a dita resignação.
§ 1º. Se a Igreja deixar de comparecer ou se as razões que apresentar para conservar
seu Pastor forem consideradas insuficientes, o Presbitério aceitará a resignação e
dissolverá a relação pastoral.
§ 2º. Quando alguma Igreja desejar desligar-se do seu Pastor, observar-se-á processo
semelhante.
§ 3º. Mas, seja o ministro ou seja a Igreja que dê começo ao processo para a
dissolução da relação pastoral, haverá sempre uma reunião da Igreja, convocada e
dirigida exatamente do mesmo modo como quando se reúne para deliberar sobre a
nomeação e convite de Pastor.
Seção VI - Da Licenciatura dos Candidatos em Prova
para o Ministério do Evangelho
Art. 152.Os Presbitérios licenciarão, por um ano, candidatos para pregarem o
Evangelho, a fim de que, depois de provados suficientemente os seus dons e de
receberem da Igreja um bom testemunho, os ordenem, em tempo devido, para o
sagrado ofício.
Art. 153.As provas do candidato para a licenciatura serão ordinariamente prestadas
perante o Presbitério que tem jurisdição sobre a Igreja de que ele é membro.
§ 1º.Mas se alguém achar mais conveniente colocar-se sob o cuidado de um
Presbitério distante daquele a que naturalmente pertence, poderá ser recebido pelo
dito Presbitério, mediante credenciais fornecidas pelo Presbitério dentro de cujos
limites tiver residido ou por qualquer dos ministros em plena e regular comunhão com
esse Presbitério.
§ 2º.Esses documentos devem atestar a piedade exemplar e outras qualificações
precisas do candidato.
Art. 154.Os candidatos que se apresentarem ao Presbitério a fim de serem
licenciados, apresentarão atestados satisfatórios do seu bom caráter moral e de serem
membros da Igreja em plena comunhão.
§ 1º.O Presbitério examiná-los-á sobre sua experiência religiosa e sobre os motivos
que os tiverem induzido a desejar o sagrado ofício.
§ 2º. Este exame deverá ser exato e minucioso e, de ordinário, deverá ser feito diante
do Presbitério somente.
§ 3º.O candidato deverá também apresentar um diploma de bacharel ou, pelo menos,
atestado autêntico de ter feito um curso regular de estudos.
Art. 155.O Presbitério examinará cada candidato em retórica sagrada, ética cristã,
teologia natural e revelada, história eclesiástica, sacramento e governo da Igreja.
§ 1º.Além disto, o Presbitério exigirá dele:
a) uma discussão de uma tese sobre algum ponto comum de teologia;
b) uma exegese ou exercício critico, em que o candidato dê mostras do seu
gosto e juízo em crítica sagrada, apresentando uma explicação do texto,
mostrando sua conexão, ilustrando sua força e beleza, removendo suas
dificuldades e resolvendo quaisquer questões importantes que se possam
apresentar;
c) uma homilia ou exposição de alguns versículos da Escritura;
d) um sermão.
§ 2º.O Presbitério exigirá estes ou semelhantes exercícios, à sua discrição, até
convencer-se da piedade do candidato, bem como dos seus conhecimentos e aptidão
para ensinar na Igreja.
Art. 156.Nenhum candidato, salvo em casos extraordinários, será licenciado sem ter
completado o curso ordinário dos estudos acadêmicos, e sem ter estudado teologia
por 2 (dois) anos, pelo menos, com algum teólogo aprovado.
Parágrafo Único.Quando algum Presbitério se julgar autorizado a afastar-se desta
regra, fará registrar o fato em suas atas, juntamente com as razões que teve para
assim proceder.
Art. 157.Se as provas prestadas pelo candidato satisfizerem ao Presbitério, estetratará
de licenciá-lo, como a seguir:
I) No ato, o Presidente [Moderador] dirigirá ao candidato as seguintes perguntas:
a) Credes que as Escrituras do Velho e Novo Testamentos são a Palavra de
Deus e que a Palavra é a regra única e infalível de fé e prática?
b) Recebeis e adotais sinceramente a Confissão de Fé e os Catecismos
desta Igreja como fiel exposição do sistema de doutrina, ensinado nas
Santas Escrituras?
c) Prometeis procurar manter e promover a paz, a unidade e a pureza da
Igreja?
d) Prometeis submeter-vos, no Senhor, ao governo deste Presbitério, ou ao
de qualquer outro, para dentro de cujos limites vierdes porventura a ser
chamado?
II) Respondidas afirmativamente as perguntas precedentes, o Presidente [Moderador]
fará uma oração apropriada ao ato e, em seguida, dirigirá ao candidato as seguintes
palavras:
Em nome do Senhor Jesus Cristo, e pela autoridade que Ele deu à Igreja para
sua edificação, nós vos licenciamos para pregardes o Evangelho, como
candidato em prova para o santo ministério, onde Deus for servido chamar-vos
em sua providência; e, para este fim, rogamos a bênção de Deus sobre vós, e
que o Espírito de Cristo encha vosso coração. Amém.

IV) Este fato será registrado nas atas, do seguinte ou semelhante modo:
O Presbitério de ... reunido na cidade de .. depois de bem informado do caráter
moral e religioso, e certo de ter ele feito um curso regular de literatura e estar
em plena comunhão com a Igreja, resolveu examiná-lo nas matérias exigidas
para a licenciatura. E como o referido ............ tivesse satisfeito o Presbitério,
quanto a seus conhecimentos literários, experiência religiosa, proficiência em
teologia e outros estudos, foi aprovado em todos esses exames. E tendo ele
adotado a Confissão de Fé e os Catecismos desta Igreja, e respondido
satisfatoriamente às perguntas designadas para os candidatos a licenciatura, o
Presbitério, em sua sessão de .......de ....... de 20...,licenciou, pela presente, o
acima nomeado ........... para pregar o Evangelho de Cristo, como candidato em
prova para o santo ministério, dentro dos limites deste Presbitério ou de
qualquer outro para onde venha a ser chamado.

Art. 158.Quando acontecer que um candidato à licenciatura tenha ocasião de se


mudar de um Presbitério para outro, antes de ter prestado todas as provas exigidas,
será considerado regular que o último Presbitério, depois de examinados os atestados
do candidato, tome os seus exames do ponto em que o primeiro os deixou, e os dirija
do mesmo modo até o fim, como se ali tivessem começado.
Art. 159.Também quando algum licenciado se mudar, com permissão do seu
Presbitério, para os limites de outro, serão considerados documentos suficientes para
apresentá-lo ao outro Presbitério um extrato da ata da sua licenciatura e uma
recomendação presbiteral, assinada pelo Secretário.
Art. 160.Cumpre aos Presbitérios velar que os licenciados se dediquem
diligentemente ao exercício dos seus dons; e ninguém será ordenado para a obra do
ministério do Evangelho enquanto não tiver dado provas de que é apto para a
edificação da Igreja.
Art. 161.Quando um licenciado tiver dirigido uma Igreja ou campo fundamentalista por
tempo considerável, sem que os seus serviços pareçam edificar a Igreja, o Presbitério
poderá, se julgar necessário, não mais o licenciar, perdendo automaticamente todos
os privilégios da licenciatura.
CAPÍTULO IX
DA CONSTITUIÇÃO DA IGREJA
Art. 162. A Constituição da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil compõe-se
dos seus Símbolos Doutrinais, a saber:
I) a Confissão de Fé de Westminster;
II) os seus Catecismos Maiore Breve;
III) o Livro de Ordem Eclesiástica, que abrange a Forma de Governo, as
Regras de Disciplina e o Diretório do Culto.
Art. 163. O Livro de Ordem poderá ser emendado mediante recomendação do
Concílio Supremo, aprovada por 2/3 (dois terços) dos Presbitérios.
§ 1º. Neste caso, a emenda será sancionada pelo Concílio Supremo.
§ 2º. Os Símbolos Doutrinais não poderão ser emendados, a não ser pelo voto
unânime dos Presbitérios.
PARTE II
DAS REGRAS DE DISCIPLINA
CAPÍTULO I
DA DISCIPLINA, DA SUA NATUREZA, DOS OBJETOS E DOS FINS
Art. 164. Disciplina é o exercício da autoridade e a aplicação do sistema de leis que o
Senhor Jesus Cristo deu à sua Igreja.
Art.. 165. O termo “Disciplina” tem dois sentidos:
I) O primeiro, refere-se ao governo total, à inspeção, educação, guarda e
superintendência que a Igreja exerce sobre os seus membros, os seus
oficiais e os seus concílios.
II) O segundo sentido é restrito, e refere-se, tecnicamente, ao processo
judicial.
III) No primeiro caso, todas as pessoas batizadas, sendo membros da Igreja,
estão sujeitas à sua disciplina, e têm direito aos seus benefícios.
IV) Mas, no segundo, a disciplina só se refere àqueles que tenham feito
profissão de sua fé em Cristo.
Art. 166. Os fins da disciplina, quando ela se limita ao processo judicial, são os
seguintes:
I) censurar as ofensas;
II) remover os escândalos;
III) vindicar a honra de Cristo;
IV) promover a pureza e a edificação geral da Igreja e, igualmente, o bem
espiritual dos próprios ofensores.
Art. 167. O poder dado por Cristo aos oficiais da Igreja é para edificar e não para
destruir; é uma dispensação de misericórdia, e não de ira.
§ 1º. Assim como pela pregação da Palavra os ímpios são doutrinalmente separados
dos bons, também, pela disciplina, a Igreja faz, autorizadamente, uma separação entre
o santo e o profano.
§ 2º. Desse modo procede a Igreja, como mãe terna, corrigindo os seus filhos para o
próprio bem deles, a fim de que todos possam ser apresentados "sem falta no Dia do
Senhor Jesus Cristo”.
CAPÍTULO II
DA DISCIPLINA DOS MEMBROS NÃO COMUNGANTES
Art. 168. A direção espiritual dos filhos dos crentes é por Deus confiada,
primeiramente, aos pais que são responsáveis perante a Igreja pelo fiel desempenho
deste dever.
Parágrafo Único. Esta responsabilidade continua durante a menoridade dos filhos e
se estende a todos os atos contrários à pureza e à honra do Evangelho, atos estes
que, como pais, eles podem e devem impedir.
Art. 169. A Igreja deverá cuidar especialmente de instruir a mocidade nas doutrinas da
Bíblia, conforme se acham expostas nos Catecismos.
Parágrafo Único. Para este fim, os Conselhos das Igrejas devem estabelecer, sob
sua autoridade, classes bíblicas e escolas dominicais, ou adotar quaisquer outros
meios que assegurem o mesmo resultado.
Art. 170. Quando os filhos dos crentes atingem aos anos de discrição, têm o dever de
desempenhar todas as obrigações de membros da Igreja; e, quando mostram
evidência de fé salvadora em Cristo e de uma vida boa e piedosa, eles devem ser
informados de que têm o privilégio e o dever de professar a sua fé em Cristo e
participar da Mesa do Senhor.
Parágrafo Único. Quando, porém, se mostram mal dispostos e se associam com
gente profana, ainda assim deve a Igreja amá-los, e usar de todos os meios permitidos
na Palavra de Deus, e, ditados pela prudência dos oficiais da Igreja, com o fim de
assegurá-los para Cristo, levá-los a apreciar os privilégios da aliança com Deus e a
desempenhar as obrigações que dela resultam.
Art. 171. Os membros adultos não comungantes, que se submetem com brandura e
gratidão ao governo e instrução da Igreja, merecem cuidado especial.
§ 1º. Os seus direitos e os seus deveres sob o Evangelho devem ser-lhes explicados
plena e frequentemente, e aplicados às suas consciências.
§ 2º. Também devem ser admoestados a respeito do pecado e perigo de
negligenciarem o cumprimento das obrigações da aliança e animados pelas
misericórdias de Cristo a cumprirem plenamente essas obrigações.
Art. 172. Todos os membros não comungantes e menores que vivem em casa dos
seus pais são considerados como sob os cuidados da Igreja a que pertencem os pais;
e os que são maiores ficam ao cuidado da Igreja dentro de cuja circunscrição residem,
ou onde costumam assistir ao culto.
CAPÍTULO III
DAS OFENSAS
Art. 173. Ofensa é tudo quanto, nos princípios ou na prática de um membro professo
da Igreja, é contrário à Palavra de Deus, sendo, portanto, matéria de processo judicial.
§ 1º. A Confissão de Fé, o Catecismo Maior e o Breve Catecismo da Assembleia
deWestminster, juntamente com a forma de governo, disciplina e culto, são aceitos
pela Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil como exposição do ensino da
Escritura, tanto a respeito da fé como da prática.
§ 2º. Nenhum tribunal eclesiástico, portanto, poderá considerar como ofensa ou admitir
como matéria de acusação àquilo que não possa ser provado como tal pela Escritura,
segundo a interpretação dos referidos símbolos.
Art. 174. As ofensas são pessoais ou gerais, particulares ou públicas, mas, todas elas,
por serem pecados contra Deus, são objetos de disciplina.
Art. 175. Ofensas pessoais são violações da lei de Deus consideradas relativamente
ao mal ou injúrias causadas a indivíduos em particular.
Parágrafo Único. Ofensas gerais são heresias ou imoralidades, consideradas sem
referência particular a qualquer indivíduo ou independentemente desta relação.
Art. 176. Ofensas particulares são as conhecidas apenas por poucas pessoas.
Parágrafo Único. São ofensas públicas as que se tenham feito notórias.
CAPÍTULO IV
DAS CENSURAS ECLESIÁSTICAS
Art. 177. Os Tribunais da Igreja podem infligir as censuras de:
I) admoestar;
II) excluir;
III) suspender;
IV) e depor.
Parágrafo Único. Quando uma censura menor não produzir o efeito de trazer o
delinquente ao bom caminho, pode tornar-se dever do tribunal que impôs a censura
menor infligir outra maior.
Art. 178. Admoestar é a repreensão formal de um ofensor por um tribunal eclesiástico,
fazendo-o ver sua culpa, e perigo, e exortando-o a ser mais vigilante e
circunspectopara o futuro.
Art. 179. Suspender, em referência aos membros da Igreja, consiste em serem
excluídos, temporariamente, da comunhão.
§ 1º. Em referência, porém, aos oficiais, consiste em serem excluídos
temporariamente do exercício do seu ofício.
§ 2º. A Suspensão por Tempo Definido é administrada quando o crédito da religião, a
honra de Cristo e o bem do delinquente a exigem, mesmo depois de ter dado
satisfação ao Tribunal.
§ 3º. A Suspensão por Tempo Indefinido é o ato de excluir o delinquente da mesa da
comunhão ou do exercício do seu oficio, até dar provas do seu arrependimento ou até
que a sua conduta mostre a necessidade de lhe ser imposta outra censura mais
pesada.
Art. 180. Excluir é expulsar um delinquente da comunhão da Igreja.
§ 1º. Esta censura só pode ser imposta em razão de delito muito grave ou de grande
heresia, quando o delinquente se mostra incorrigível e contumaz.
§ 2º. O desígnio desta censura é:
a) atuar sobre o delinquente como meio de trazê-lo de novo ao bom caminho;
b) livrar a Igreja do escândalo de sua ofensa;
c) e inspirar a todos com temor.
Art. 181. Depor é a degradação de um oficial do seu ofício, e pode ser ou deixar de
ser acompanhada da imposição de outra censura.
CAPÍTULO V
DAS PARTES EM CASO DE PROCESSO
Art. 182. A jurisdição original relativa aos ministros do Evangelho pertence
exclusivamente ao Presbitério, e, a relativa aos outros membros da Igreja,
aoConselho.
Art. 183. É dever de todos os Conselhos e Presbitérios vigiar sobre todos os que se
acham sujeitos à sua autoridade, e exigir, com a devida diligência e discrição,
explicações satisfatórias daqueles contra quem corram boatos que lhes afetem o
caráter cristão.
§ 1º. Este dever é mais imperativo quando os que se consideram agravados por esses
boatos pedem investigação.
§ 2º. Se desta investigação, seja qual for a sua origem, resultar forte presunção de
culpabilidade da parte envolvida, o concílio instaurará processo, e poderá nomear um
promotor para preparar a acusação e dirigir o processo.
§ 3º. Este promotor será sempre membro do tribunal que o nomear, exceto nos casos
processados perante oConselho, em que o promotor poderá ser um membro qualquer
em plena comunhão com a mesma Igreja a que pertencer o acusado.
Art. 184. As partes únicas e originais em qualquer caso de processo são o acusador e
o acusado.
§ 1º. O acusador é sempre a Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil, cuja
honra e pureza devem ser mantidas.
§ 2º. O promotor, seja ele voluntário ou nomeado, é sempre o representante da Igreja,
e, como tal, tem todos os seus direitos no caso.
§ 3º. Quando o processo vai por apelação, de um tribunal inferior para um superior,
serão as partes aí reconhecidas por apelante e apelado.
Art. 185. Todas as acusações principiarão “Em nome da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil”, e concluirão "contra a paz, unidade e pureza da Igreja, e
contra a honra e majestade do Senhor Jesus Cristo, seu Rei e Cabeça".
Parágrafo Único. Em todos os casos, a Igreja será a parte injuriada e acusadora,
versus o acusado.
Art. 186. A parte injuriada não poderá servir de promotor em qualquer caso de ofensas
contra a sua pessoa, sem que, primeiramente, tenha procedido em particular, de
conformidade com a regra deixada por Cristo em Mateus 18.15,16: “Se teuirmão
pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a
teu irmão. Se, porém, ele não teouvir, toma ainda contigo uma ou duas
pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda a
palavra seja confirmada”.
§ 1º. Contudo, um tribunal eclesiástico poderá investigar judicialmente ofensas
pessoais como se fossem gerais, quando os interesses da religião parecerem exigi-lo.
§ 2º. Assim, também, aqueles que tiverem conhecimento de ofensas particulares não
poderão tornar-se promotores de qualquer processo por causa deles, sem que,
primeiro, se tenham esforçado para desfazer o escândalo por meios particulares.
Art. 187. Quando a ofensa é geral, o processo poderá ser dirigido por:
I) qualquer pessoa que apareça como promotor;
II) por um promotor nomeado pelo tribunal;
III) ou poderá proceder sob a direção do tribunal.
Art. 188. Nos processos instaurados por qualquer dos tribunais da Igreja são
desnecessários os meios prévios, ordenados por nosso Senhor para os casos de
ofensas pessoais.
Parágrafo Único. No entanto, há muitos casos em que pode convir aos interesses do
Evangelho enviar uma comissão para conversar particularmente com o ofensor e
esforçar-se por fazê-lo sentir sua culpa, antes de instaurar o processo.
Art. 189. Deve haver muita cautela em receber acusações de qualquer pessoa,
quando se sabe que esta alimenta espírito de malignidade contra o acusado ou está
debaixo de censura ou processo, ou tem grande interesse na condenação do acusado,
ou quando o acusador é litigioso, irascível ou altamente imprudente.
Art. 190. Todo promotor voluntário será previamente admoestado de que, se não
conseguir mostrar a causa provável das acusações, será ele mesmo censurado como
difamador do irmão, conforme a malignidade ou precipitação que manifestar no correr
do processo.
Art. 191. Quando qualquer membro de um tribunal eclesiástico estiver sob processo,
todas as suas funções oficiais poderão ser suspensas, à discrição do tribunal, mas tal
suspensão não será considerada como censura.
Art. 192. Na discussão de todas as questões de qualquer processo o acusado
exercerá os direitos de defesa apenas, e nunca o de juiz.
CAPÍTULO VI
DAS PROVISÕES GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS CASOS DE PROCESSO
Art. 193. Cumpre a cada membro de qualquer dos tribunais da Igreja de Cristo,
quando se trata da consideração de qualquer processo, ter sempre em mente a
prescrição inspirada em Gálatas 6.1 - "Se algum homem for surpreendido nalguma
ofensa, vós, que sóis espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão;
olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado."
Art. 194. Nunca se instaurará processo contra quem quer que seja, sem que um ou
mais indivíduos empreendam a acusação, ou sem que algum dos tribunais da Igreja
julgue preciso para honra da religião dar o passo indicado no art. 183.
Art. 195. Quando a uma reunião doConselho ou do Presbitério for apresentada uma
acusação, será ela reduzida a escrito e nada mais se fará dessa vez, a não ser com o
consentimento das partes, exceto nomear o promotor e ordenar que a acusação seja
lavrada e enviada por cópia ao acusado, juntamente com uma lista das testemunhas
que a sustentam; e bem assim avisar todas as partes e suas testemunhas para serem
ouvidas em outra reunião, que não se realizará antes de 10 (dez) dias, contados
depois dos avisos, e nela far-se-á a leitura das acusações ao acusado, se estiver
presente, o qual será chamado a declarar se é ou não culpado.
§ 1º. Se o acusado se confessar culpado, o tribunal tratá-lo-á segundo julgar melhor;
caso, porém, ele se defenda, o processo deverá seguir o seu curso legal.
§ 2º. As partes acusadas poderão defender-se por escrito, quando não lhes for
possível estar pessoalmente presentes; e, àqueles que por necessidade estiverem
ausentes, dar-se-á um defensor, quando possível.
§ 3º. Ao formar a acusação, o tempo, os lugares e as circunstâncias deverão ser
claramente notados sempre que for possível, a fim de que o acusado tenha plena
oportunidade de fazer a sua defesa.
Art. 196. O aviso de que trata o art. 195 será expedido e assinado pelo Presidente
[Moderador] ou pelo Secretário, por ordem e em nome do tribunal.
Parágrafo Único. O Presidente [Moderador], ou Secretário, expedirá também avisos
às testemunhas que qualquer das partes nomear para comparecerem em seu favor.
Art. 197. Quando uma pessoa acusada deixar de obedecer a um aviso,
será avisada pela segunda vez; e este segundo aviso será acompanhado com
a observação de que, se deixar de comparecer no tempo designado, exceto se
estiver impedido de fazê-lo por motivo justo - caso de que deverá dar ciência
aotribunal -, ou se recusar defender-se, no caso de comparecer, será tratado por sua
contumácia.
Art. 198. O tempo que deve decorrer entre a entrega do primeiro aviso ao acusado e a
reunião do tribunal em que ele deve comparecer, será de 10 (dez) dias, pelo menos.
Parágrafo Único. Mas o tempo concedido para que compareça depois do segundo
aviso será deixado à discrição do concílio, contanto que não seja insuficiente para o
comparecimento.
Art. 199. Quando a ofensa de que alguma pessoa é acusada tiver lugar à distância e
for inconveniente para as testemunhas comparecerem perante o tribunal que exercer
jurisdição sobre o acusado, este poderá, ou nomear uma comissão de entre seus
membros ou pedir a outro tribunal da mesma ordem, próximo do lugar em que o fato
tiver ocorrido, para receber o depoimento das testemunhas a respeito dele.
Parágrafo Único. O acusado deverá ser sempre notificado, com antecedência
razoável, quanto ao tempo e lugar em que se deverá reunir esta comissão.
Art. 200. Quando uma ofensa cometida à distância não for provavelmente conhecida
do tribunal que tiver jurisdição sobre o delinquente, será dever do tribunal dentro de
cujos limites os fatos se tiverem dado, depois de certificar-se de haver fundamento na
acusação, cientificar o tribunal a cuja jurisdição competir tomar conhecimento da
matéria, o qual procederá imediatamente contra o acusado, ou, então, remeterá todo o
caso ao tribunal da mesma ordem, dentro de cujos limites se alega ter sido a ofensa
cometida.
Art. 201. Antes de entrarem na consideração de qualquer processo, os tribunais
deverão certificar-se de terem sido devidamente feitos os avisos para o
comparecimento das partes e suas testemunhas.
Art. 202. Quando se julgar conveniente, nomear-se-á para cada processo uma
Comissão Judicial, cujo dever consistirá na consideração e arranjo de todos os papéis
e em prescrever, sob a direção do tribunal, toda a ordem do processo.
Parágrafo Único. Os membros dessa comissão acima, não obstante terem de cumprir
este dever, terão o direito de tomar assento e de votar como membros do tribunal.
Art. 203. Quando se estiver para começar algum processo será dever do Presidente
[Moderador] anunciar solenemente da cadeira que se vai passar à consideração da
causa e admoestar os membros para que considerem seu elevado caráter, como
juízes de um tribunal de Jesus Cristo, e o dever solene que passam a desempenhar.
Art. 204. Para o processo ser justo e imparcial as testemunhas deverão ser arguidas
em presença do acusado ou, ao menos, depois de ter sido este devidamente avisado
para comparecer.
Parágrafo Único. As testemunhas poderão ser reinquiridas por ambas as partes.
Art. 205. Em todas as questões suscitadas no andamento do processo, a discussão
será primeiramente entre as partes que, depois de terem sido ouvidas, poderão ser
retiradas do tribunal, a fim de que este delibere e decida.
Art. 206. A ordem a observar no julgamento de qualquer processo será a seguinte:
I) anúncio e admoestação pelo Presidente [Moderador];
II) leitura da acusação e da resposta do acusado;
III) depoimento, primeiro das testemunhas do promotor, seguido das
testemunhas do acusado;
IV) serão ouvidas as partes, primeiramente, o promotor; depois, o acusado,
e, por último, novamente, o promotor;
V) serão chamados, por sua ordem, os membros do concílio para que cada
um manifeste a sua opinião a respeito da causa;
VI) tomar-se-á a decisão, e o julgamento será registrado nas atas.
Art. 207. Qualquer das partes poderá contestar, por qualquer motivo, o direito de
qualquer membro sentar-se para o julgamento da causa.
Parágrafo Único. Essa preliminar será decidida pelos membros do tribunal, exceto
por aquele cujo direito tiver sido contestado.
Art. 208. Enquanto estiver pendente o julgamento de uma causa, qualquer dos
membros do tribunal que manifestar sua opinião a respeito dos méritos da mesma a
qualquer das partes, ou a qualquer pessoa alheia ao tribunal, ou sem dar razão
satisfatória, perderá o direito de tomar parte nas sessões posteriores em que se tratar
do mesmo assunto.
Parágrafo Único. No decorrer do processo, exceto em conselho de apelação, sempre
que houver sessão, após terem sido suspensos ou adiados os trabalhos, far-se-á
chamada, devendo ser registrados os nomes dos ausentes.
Art. 209. Podem ser concedidas cópias de todo o processo a qualquer das partes que
as pedir, e às suas expensas.
§ 1º. O Secretário guardará as atas do processo, nas quais devem ser registradas as
acusações, a resposta, um resumo dos depoimentos das testemunhas, aprovado pelo
concílio e aceito pelas partes, a respeito da causa, conforme o desejo de qualquer das
partes, e, assim também, o juízo ou sentença.
§ 2º. O Secretário juntará, sem demora, as acusações, a resposta, os avisos e
respostas dos mesmos e as atas aqui requeridas para serem guardadas.
§ 3º. Estes papéis, descritos nos § 1º e § 2º, do art. 209, acima, quando assim
reunidos, constituirão “os autos da causa”.
§ 4º. Quando uma causa for levada, por apelação ou queixa, de um tribunal inferior
para um superior os “autos” assim preparados ao tribunal superior, com a adição da
nota da apelação, ou da queixa, e a razão de qualquer delas, no caso de ter sido
apresentada alguma, o tribunal superior não poderá tomar em consideração coisa
alguma não contida nos “autos”.
§ 5º. Depois da decisão final de uma causa em um tribunal superior, a sentença deste
deve descer ao tribunal inferior em que teve origem o processo.
Art. 210. Não será permitido a qualquer advogado de profissão aparecer como tal
perante qualquer dos tribunais da Igreja para advogar em qualquer processo.
§ 1º. O acusado, porém, poderá, se quiser, fazer-se representar perante oConselho,
por qualquer membro em plena comunhão da mesma Igreja a que pertence; e perante
qualquer dos outros tribunais superiores da Igreja, por qualquer membro desses
tribunais.
§ 2º. O membro do tribunal que assim for empregado não poderá tomar assento no
julgamento da causa.
Art. 211. O processo, em casos de escândalo, não poderá ser instaurado depois de
um ano de cometida a ofensa, exceto quando esta se tiver tornado flagrante
recentemente.
§ 1º. Quando, no entanto, algum membro da Igreja tiver cometido uma ofensa depois
de mudar-se para um lugar muito distante de sua primeira residência, onde sua
conexão com a Igreja for desconhecida e em consequência do que não se puder
instaurar processo dentro do tempo acima especificado, a descoberta recente da
relação do indivíduo com a Igreja será considerada equivalente a haver-se tornado
recentemente flagrante o delito.
§ 2º. O mesmo princípio será aplicável aos ministros em circunstâncias semelhantes.
CAPÍTULO VII
DAS REGRAS ESPECIAIS DE PROCESSOS PERANTE OS CONSELHOS
Art. 212. Os processos contra quaisquer membros da Igreja, que não forem ministros,
serão começados nos Conselhos das Igrejas que esses membros respectivamente
pertencerem.
Art. 213. Quando uma pessoa acusada recusar-se a comparecer perante oConselho,
devidamente avisada por duas vezes para isto, ou, comparecendo, recusar defender-
se, oConselho fará registrar em suas atas o fato, juntamente com a natureza do delito
de que a pessoa for acusada, e suspenderá dos sacramentos ao acusado, por sua
contumácia.
Parágrafo Único. Esta sentença será publicada, e, em caso algum, será o acusado
absolvido dela, enquanto não se tiver arrependido de sua contumácia, e dado
satisfação plena em relação aos delitos de que tiver sido acusado.
Art. 214. Se a acusação for de grande crime ou heresia e o acusado persistir em sua
contumácia, oConselho lhe imporá a maior censura.
Art. 215. Quando for impossível instaurar processo contra algum membro da Igreja,
acusado de qualquer delito, oConselho poderá, se julgar isso necessário para a
edificação da Igreja, impedi-lo de aproximar-se da Mesa do Senhor, até poder
examinar acusações que pesarem contra ele.
CAPÍTULO VIII
DAS REGRAS ESPECIAIS COM REFERÊNCIA AOS PROCESSOS
CONTRA MINISTROS
Art. 216. O processo contra qualquer ministro será instaurado pelo Presbitério de que
o mesmo for membro.
Art. 217. Se, porém, o ministro acusado persistir na ofensa, ou se a ofensa se tornar
pública, a pessoa que tiver conhecimento dela procurará o conselho de outro ministro
pertencente ao mesmo Presbitério, a quem exporá o caso.
Art. 218. Se um ministro, acusado de uma ofensa qualquer, depois de devidamente
citado por duas vezes, se recusar a comparecer ante o Presbitério, será
imediatamente suspenso.
§ 1º. E, se depois de citado pela terceira vez, se recusar ainda a comparecer, será
deposto por contumácia e suspenso ou excluído dos privilégios da Igreja.
§ 2º. Registrar-se-ão nas atas o julgamento e as acusações que tiverem dado lugar à
instauração do processo e publicar-se-á a sentença.
Art. 219. Uma heresia, ou um cisma, pode ser de natureza tal que justifique a
deposição da pessoa que a sustenta ou a promove.
Parágrafo Único. Os erros, porém, devem ser cuidadosamente considerados, a fim
de se conhecer se ferem as doutrinas vitais da religião e são maliciosamente
espalhados, ou se procedem da fraqueza do entendimento humano e não parecem
causar muito dano.
Art. 220. Se o Presbitério achar, no correr do processo, que a matéria da acusação
limita-se a alguns atos de enfermidade de que o acusado se poderá emendar, de
modo que pouco ou nada resta que destrua o préstimo do ministro, tomará todas as
medidas prudentes para remover o escândalo.
Art. 221. Quando qualquer ministro, submetido a processo, confessar seu delito e este
for vil e atroz, como embriaguez, impureza ou qualquer outro crime maior, o
Presbitério, sem mais demora, o suspenderá do exercício do seu ofício, ou o deporá
do ministério, por mais penitente que a todos pareça.
Art. 222. O ministro suspenso ou deposto por sua consulta escandalosa não poderá
ser restaurado, embora profundamente arrependido do seu pecado, sem manifestar
por tempo considerável uma conduta e conversação eminentemente exemplar,
humilde, edificante, e tal que sare a ferida aberta pelo seu escândalo.
Parágrafo Único. Além disto, um ministro deposto em nenhum caso será
restaurado,senão quando o sentimento geral da Igreja se manifestar fortemente a seu
favor e exigir sua restauração, e esta só poderá ter lugar no Presbitério que tiver
imposto a censura, ou com o seu consentimento.
Art. 223. Quando um ministro for deposto, sua Igreja será declarada vaga.
Parágrafo Único. Mas quando for suspenso, ficará ao arbítrio do Presbitério incluir ou
deixar de incluir na sentença a dissolução do vínculo pastoral.
Art. 224. Quando algum ministro do Evangelho deixar de se empregar habitualmente
no desempenho das suas funções oficiais, o Presbitério, por ocasião das suas
reuniões ordinárias, deverá investigar a causa desta falta; e, se for necessário,
instaurará contra ele processo judicial por quebra dos votos da sua ordenação.
§ 1º. Se, porém, se provar que esta negligência provém do fato de não ser ele bem
aceito pela Igreja, o Presbitério poderá despojá-lo do seu ofício sem censura, e,
mesmo contra sua vontade, do modo por que cassa a licenciatura de um candidato por
falta de evidência de ter sido chamado por Deus para o ministério.
§ 2º. Nenhum ministro poderá, contudo, ser despojado do seu ofício senão por voto
de 2/3 (dois terços) dos membros do seu Presbitério.
a) Para este fim, o Secretário, por ordem do Presbitério, fará chegar às mãos da
pessoa que tem deixado de exercer habitualmente o seu ofício a notificação
escrita de que, na seguinte reunião ordinária, o Presbitério investigará a causa
da sua falta, e procederá de conformidade com o resultado.
b) Nesta notificação serão claramente expostas as razões deste procedimento.
c) A parte assim notificada será ouvida em sua defesa; e se a decisão lhe for
contrária, poderá apelar, como se tivesse sido processada na forma usual.
§ 3º. Todo este princípio poderá aplicar-se, mutatis mutandis, aos Presbíteros
Regentes e Diáconos.
CAPÍTULO IX
DA EVIDÊNCIA
Art. 225. Todas as pessoas de idade própria e de inteligência, com exceção dos que
não creem na existência de Deus, ou em um estado futuro de recompensas e
castigos, são testemunhas competentes.
§ 1º. A parte acusada poderá dar seu testemunho, se quiser, mas não será obrigada a
isto.
§ 2º. O acusador, porém, será obrigado a dar o seu testemunho, se o acusado o exigir.
§ 3º. Qualquer das partes terá direito de recusar qualquer testemunha, quando a julgar
incompetente, e o tribunal examinará e decidirá da competência.
§ 4º. Compete ao tribunal julgar o grau de credibilidade que merece qualquer
depoimento.
Art. 226. O marido ou mulher não será obrigado a dar testemunho um contra o outro,
em qualquer tribunal.
Art. 227. Para estabelecer qualquer acusação, será necessário o testemunho de mais
de uma pessoa.
Parágrafo Único. Contudo, se, além do depoimento de uma testemunha, for
apresentada prova corroborativa, a ofensa poderá ser tida como provada.
Art. 228. Nenhuma testemunha, a não ser membro do tribunal, poderá assistir ao
depoimento de outras testemunhas do mesmo processo, antes de ter prestado o seu
próprio depoimento, se qualquer das partes objetar.
Art. 229. As testemunhas serão inquiridas, em primeiro lugar, pela parte que as
apresenta; em seguida, serão reinquiridas pela parte oposta; e, finalmente, qualquer
membro do tribunal ou qualquer das partes poderá fazer ainda outras perguntas.
Parágrafo Único. Não se fará, porém, pergunta alguma, nem se dará resposta, senão
com o consentimento do Presidente [Moderador], de cuja decisão poder-se-á apelar
para o juízo do tribunal; e esse não consentirá que se façam perguntas frívolas, e sem
relação com o processo.
Art. 230. O juramento será administrado às testemunhas pelo Presidente [Moderador],
nos termos seguintes ou semelhantes:
Prometeis, solenemente, na presença de Deus, dizer a verdade, toda a
verdade, e nada senão a verdade, sobre o que souberdes em relação
ao assunto de que sois chamado a dar testemunho, como se tivésseis
de responder ao grande Juiz dos vivos e dos mortos?
ParágrafoÚnico. Se, porém, alguma testemunha, por motivos de consciência, preferir
jurar por algum outro modo, ser-lhe-á permitido.
Art. 231. As perguntas feitas a cada testemunha serão, se assim o quiserem as
partes, reduzidas a escrito.
Parágrafo Único. As respostas serão escritas juntamente com as perguntas, se o
tribunal ou qualquer das partes as julgarem de suficiente importância, e o depoimento
de cada testemunha lhe será lido para ser por ela aprovado e assinado.
Art. 232. Os registros de um tribunal, ou qualquer parte deles, sejam originais ou
transcritos, quando regularmente autenticados pelo Presidente [Moderador] e
Secretário, ou por qualquer deles, serão considerados como prova boa e suficiente em
qualquer outro tribunal.
Parágrafo Único. Assim também, os depoimentos tomados em um tribunal e
regularmente certificados, serão recebidos por qualquer outro tribunal da Igreja e
considerados tão valiosos como se aí tivessem sido tomados.
Art. 233. Quando não for conveniente a um tribunal ouvir todos ou alguns dos
depoimentos a respeito de qualquer causa particular, o mesmo nomeará uma
comissão para ouvir esses depoimentos que serão considerados como tomados em
presença do tribunal, que fará notificar a parte oposta o tempo e lugar da reunião da
comissão referida, a fim de que possa estar presente.
§ 1º. Se o acusado, por sua parte, desejar que seja ouvido o testemunho de alguém à
distância, para sua defesa, notificará ao tribunal o tempo e lugar em que deseja que o
depoimento seja tomado, a fim de que o tribunal nomeie uma comissão para este fim,
como no caso precedente.
§ 2º. Os depoimentos poderão ser tomados também por meio de questionários
escritos, os quais serão registrados pelo secretário do tribunal que tiver jurisdição no
caso e notificados à parte contrária que, dentro de duas semanas, poderá fazer
registrar, se quiser, outros questionários; e os depoimentos serão então tomados pela
comissão em resposta aos questionários, no caso de terem sido registrados, sem que
seja necessário notificar o tempo e lugar em que esses depoimentos foram tomados.
Art. 234. O membro de qualquer tribunal que tiver prestado seu depoimento em uma
causa não ficará por esse fato impedido de tomar assento para julgá-la.
Art. 235. O oficial ou qualquer outro membro da Igreja que se recusar a prestar seu
depoimento poderá ser censurado por contumácia.
Art. 236. Se, depois de julgada uma causa por qualquer tribunal, o acusado descobrir
novo testemunho, e este for considerado altamente importante para sua absolvição,
poderá requerer, e o tribunal deverá conceder a instauração de novo processo.
Art. 237. Se, no correr de alguma apelação, se oferecer novo testemunho que, no
juízo do tribunal apelado, tiver bastante importância no caso, terá este competência
para enviar a causa ao tribunal inferior para ser ali novamente julgada, ou, com o
consentimento das partes, tomar o depoimento das novas testemunhas e prosseguir
com a causa.
CAPÍTULO X
DA IMPOSIÇÃO DAS CENSURAS DA IGREJA
Art. 238. As censuras eclesiásticas deverão ser proporcionais à natureza da ofensa.
§ 1º. As censuras por ofensas particulares deverão ser administradas na presença do
tribunal apenas, ou, em particular, por um ou mais membros do mesmo tribunal.
§ 2º. As censuras por ofensas públicas deverão ser administradas em sessão pública,
ou publicamente anunciadas à Igreja.
§ 3º. Quando houver razões peculiares e especiais, o tribunal poderá punir certas
ofensas públicas:

a) contanto que não sejam de caráter muito grave, com admoestação


em particular;

b) mas a censura de suspensão por tempo indefinido deverá ser, de


ordinário, anunciada à Igreja;

c) e as de exclusão e deposição deverão ser ou administradas perante


a Igreja, ou anunciadas à Igreja, segundo melhor parecer ao tribunal.

Art. 239. Quando algum membro ou oficial da Igreja for culpado de alguma ofensa que
mereça censura, o tribunal procederá com caridade e tratará com seu irmão culpado
em espírito de mansidão, devendo os outros membros considerar a si mesmos, para
não serem também tentados.
Art. 240. A censura de admoestação deverá ser administrada em particular por um ou
mais membros comissionados pelo tribunal, quando a ofensa não for grave, e for
conhecida só de poucos.
Parágrafo Único. Quando o escândalo for público, a admoestação será administrada
pelo Presidente [Moderador] em presença do tribunal, e deverá ser, de ordinário,
anunciada em público.
Art. 241. A suspensão por tempo definido, sendo para exemplo, deverá ser
ordinariamente administrada em sessão pública ou anunciada à Igreja.
Art. 242. A censura de suspensão por tempo indefinido deverá ser administrada com
grande solenidade, a fim de servir para impressionar o delinquente com o sentimento
próprio do seu perigo, enquanto estiver excluído dos sacramentos da Igreja do Deus
vivo, e para levá-lo, com a bênção divina, a se arrepender do seu delito.
I) Quando o tribunal tiver resolvido dar essa sentença, o Presidente
[Moderador] dirigir-se-á ao irmão delinquente, quando presente, nas
seguintes palavras:
Sendo manifesto, por suficientes provas (ou segundo a confissão que
fizestes), que vós, A.B., [declara se a pessoa é ministro, Presbítero
Regente, Diácono ou membro particular da Igreja] sois culpado do
pecado .... [declara o nome da ofensa], nós, o Presbitério [ou Conselho
da Igreja], de T.L., em nome e pela autoridade do Senhor Jesus Cristo,
vos declaramos suspenso dos sacramentos da Igreja [e do exercício
de vosso ofício], até dardes provas satisfatórias de arrependimento.”
II) A isto, ajuntar-se-á o conselho ou admoestação que for julgada necessária,
e tudo se concluirá com oração a Deus Todo-Poderoso para que se digne
acompanhar este ato de disciplina com a sua bênção.
Art. 243. Quando tiver sido regularmente proferida uma sentença de exclusão, o
Presidente [Moderador] doConselho fará à Igreja uma exposição pública dos diversos
passos dados em referência a seu irmão delinquente, e a informará de ter sido julgado
necessário exclui-lo da comunhão.
I) Em seguida, mostrará a autoridade da Igreja para expulsar de seu grêmio
os membros indignos, de conformidade com o ensino de Mateus 18.15-18
e 1 Coríntios 5.1-5.
II) Também explicará a natureza, utilidade e consequência desta censura e
admoestará o povo para se conduzir com o delinquente como para com
uma pessoa que está debaixo da censura mais severa da Igreja.
III) A seguir, pronunciará a sentença do seguinte modo:
Tendo ficado evidente, por suficientes provas, que A.B., membro desta
Igreja, é culpado do pecado de.....,e, como depois de muitas
admoestações e orações, recusasse obstinadamente o ouvir a Igreja e
não manifestasse prova de arrependimento, nós, oConselho da Igreja
de ...., em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, o declaramos excluído
dos sacramentos e separado da comunhão da Igreja.
IV) Para concluir, far-se-á oração, pedindo a Deus que se digne acompanhar
com a sua bênção esta sua ordenança, para convencer e reformar a
pessoa assim separada da comunhão dos fiéis, e edificação dos
verdadeiros crentes.
Art. 244. A sentença de deposição será pronunciada pelo Presidente [Moderador], do
modo seguinte:
Tendo ficado evidente, por suficientes provas, que A.B., ministro deste
Presbitério [ou Presbítero Regente, ou Diácono, desta Igreja] é culpado
do pecado de ...., nós, o Presbitério [ou a Conselho da Igreja] de ...., o
julgamos totalmente incapaz para exercer o ofício do ministério cristão
[ou dePresbítero Regente ou do Diaconato], pelo que, em nome e pela
autoridade do Senhor Jesus Cristo, depomos do ofício de ministro
cristão [ou de Presbítero Regente ou Diácono] o referido A.B., e lhe
proibimos o exercício de qualquer das funções do dito ofício.
I) Se a sentença incluir suspensão ou exclusão, o Presidente [Moderador]
prosseguirá ainda, dizendo:
Além do que, nós, pela mesma autoridade, suspendemos o referido A.B. dos
sacramentos da Igreja, até que dê evidência satisfatória de sincero
arrependimento.
Ou:
Além do que, nós excluímos o referido A.B. dos sacramentos e o separamos
da comunhão da Igreja.
II) A sentença de deposição deverá ser aplicada com solenidades
semelhantes as já prescritas no caso de exclusão.

CAPÍTULO XI
DA ABSOLVIÇÃO DAS CENSURAS
Art. 245. Quando alguém tiver sido suspenso dos sacramentos será dever dos
Presbíteros da Igreja conversar com ele, bem como orar com ele e por ele, a fim de
que seja do agrado de Deus conceder-lhe o arrependimento.
Art. 246. Quando o tribunal estiver persuadido da realidade do arrependimento de
qualquer pessoa suspensa, admiti-la-á a fazer profissão do seu arrependimento, só
em sua presença, ou publicamente, e a restaurará ao gozo dos sacramentos da Igreja
e ao exercício do seu ofício, se tal for o juízo do tribunal.
I) Essa restauração será declarada ao penitente nas seguintes ou
semelhantes palavras:
Sendo evidente quevós, A.B., embora privado dos sacramentos da
Igreja [e do ofício do ministério evangélico, ou de Presbítero Regente
ou do Diaconato], tendes dado satisfação à Igreja pelo vosso
arrependimento, nós, oConselho[ou o Presbitério] de......, em nome e
pela autoridade do Senhor Jesus Cristo, vos absolvemos da sentença
que vos foi imposta, e vos instauramos ao pleno gozo de todos os
privilégios da Igreja [ao exercício de vosso referido ofício e a todas as
funções do mesmo].
II) Depois do que, far-se-á oração, rendendo-se graças a Deus.
Art. 247. Quando alguma pessoa, excluída da comunhão da Igreja, for tão tocada pelo
seu estado que torne manifesto seu arrependimento, e a leve a desejar ser readmitida
à comunhão, oConselho, depois de ter prova bastante da sinceridade do seu
arrependimento, procederá a restaurá-la.
I) Para este fim, o ministro que presidir exporá à Igreja quais as medidas
tomadas em referência à pessoa excluída, e a resolução tomada
peloConselho, de restaurá-la.
II) No dia designado para a restauração, o ministro chamará a pessoa
excluída e, na presença da Igreja, lhe fará as perguntas seguintes:
a) Confessais livremente o vosso pecado, movido por um profundo
sentimento de vossa grande iniquidade, por vos terdes rebelado contra
Deus e recusado ouvir a sua Igreja, e reconheceis a justiça e misericórdia
do ato pelo qual fostes separado da comunhão da mesma?
* Resposta - Sim, Senhor.
b) E, agora, professais voluntariamente vosso sincero arrependimento por
vosso pecado e obstinação, e pedis, humildemente, o perdão de Deus e
da sua Igreja?
* Resposta - Sim, Senhor.
c) Prometeis, sinceramente, que, pela graça divina, haveis de viver com
toda a humildade e circunspecção, e que vos esforçareis para adornar a
doutrina de Deus, nosso Salvador, conformando a vossa vida com o
Evangelho?
* Resposta - Prometo.
III) Aqui, o ministro fará ao penitente uma exortação apropriada, animando-o e
confortando-o.
IV) Depois do que, pronunciará a sentença de restauração do modo seguinte:
Certos de que vós, A.B., estivestes separado da comunhão da Igreja, mas
lhe destes satisfação por vosso arrependimento, nós, oConselho desta
Igreja, em nome do Senhor Jesus Cristo, e por sua autoridade, vos
declaramos absolvido da sentença de exclusão contra vós pronunciada e
vos restauramos a comunhão da Igreja, a fim de que sejais participante de
todos os benefícios do Senhor Jesus Cristo para vossa eterna salvação.
V) Tudo será concluído com oração e ação de graças.
Art. 248. A restauração de um oficial deposto, depois de ter feito uma confissão
pública semelhante à prescrita para levantamento da censura de exclusão, ser-lhe-á
anunciada pelo Presidente [Moderador] do modo seguinte:
Certos de que vós, A.B., antigamente ministro deste Presbitério [ou Presbítero
Regente, ou Diácono desta Igreja], fostes deposto do vosso ofício, mas
satisfizeste a Igreja por vosso arrependimento, nós, o Presbitério de.....,
[ou oConselho da Igreja] em nome do Senhor Jesus Cristo, e por sua
autoridade, vos declaramos absolvido da dita sentença de deposição
antes pronunciada contra vós e, além disto, vos restauramos ao vosso
referido ofício e ao exercício de todas as funções do mesmo, onde
quer que fordes regularmente chamado a exercê-las.
I) Depois, far-se-á oração, render-se-ão graças a Deus, e os membros do
tribunal lhe darão a destra em sinal de comunhão.
Art. 249. Quando algum Presbítero Regente, ou Diácono, tiver sido absolvido da
censura de deposição, não poderá reassumir o exercício do seu ofício na Igreja, se
para isto o povo não o reeleger.
Art. 250. Quando alguma pessoa que estiver sob censura se tiver mudado para lugar
muito distante da sede do tribunal que lhe impôs, e desejar fazer profissão do seu
arrependimento e ser restaurada, pedirá ao tribunal que lhe impôs a censura, se sirva
transmitir a cópia certificada do processo aoConselho (ou Presbitério) dentro de cuja
jurisdição residir (o que será atendido, quando for conveniente), e ai o caso será
tratado como se nesse mesmo lugar se tivesse originado.
Art. 251. Na restauração de um ministro deposto ou suspenso será dever do
Presbitério proceder com grande cautela, admitindo-o primeiramente ao gozo dos
sacramentos, no caso de ter estado privado deles, concedendo-lhe, em seguida, o
privilégio de pregar por algum tempo para provar a sinceridade de seu arrependimento
e o prospecto da sua utilidade, restaurando-o, por fim, ao seu ofício.
Parágrafo Único. A causa, porém, continuará sub judice até ser publicada a sentença
de restauração.
CAPÍTULO XII
DAS CAUSAS ISENTAS DE PROCESSO
Art. 252. Quando alguém se apresentar ao tribunal para manifestar ai sua ofensa, o
mesmo consignará em suas atas uma posição clara dos fatos e julgará a causa sem
processo.
Art. 253. Quando algum membro em plena comunhão se apresentar aoConselho da
sua Igreja e aí confessar um coração não regenerado, o mesmoConselho, no caso de
não haver contra ele prova de algum outro delito, poderá transferir o seu nome para o
rol dos membros não comungantes, admoestá-lo com toda a fidelidade a respeito da
sua culpa em desobedecer ao Evangelho, animando-o a buscar a redenção,
livremente, oferecida em Cristo, e fará à Igreja uma exposição dos fatos.
§ 1º. OConselho, porém, não tomará esta resolução senão depois de se haver
convencido, por meio de rigoroso inquérito e com a devida demora, de que esta
confissão não é o resultado de alguma tentação de Satanás ou de abatimento
transitório de espírito.
§ 2º. Esta regra, porém, não se aplicará àqueles que obstinadamente se ausentarem
da Mesa do Senhor, pois isto será considerado sempre como ofensa.
Art. 254. Se qualquer membro professo, a respeito de quem não se possa alegar
procedimento imoral, desprezar as ordenanças da Igreja por um ano, em
circunstâncias tais que se julgue o seu procedimento seriamente prejudicial à causa do
Evangelho, oConselho, depois dos esforços devidos para trazê-lo ao sentimento de
seus deveres, poderá suspendê-lo da comunhão, até dar provas satisfatórias de
arrependimento sincero.
Art. 255. Quando algum ministro do Evangelho, sobre quem não pese acusação
alguma, estiver plenamente convencido em sua consciência de não ter sido chamado
por Deus para o ministério, ou de não possuir aptidão suficiente para servir à Igreja de
modo aceitável, poderá apresentar estes fatos por ocasião da reunião ordinária do seu
Presbitério.
§ 1º. Na seguinte reunião, se, depois de madura deliberação, o Presbitério concordar
com o juízo do ministro, despojá-lo-á do seu ofício, sem censura, e lhe designará a
Igreja particular a que deverá pertencer.
§ 2º. A mesma regra, mutatis mutandis, terá aplicação aos Presbíteros Regentes e
Diáconos.
Art. 256. Quando algum membro ou oficial renunciar à comunhão desta Igreja para
unir-se a alguma outra Igreja evangélica, no caso de estar o membro ou oficial no gozo
de plena comunhão, será esta irregularidade notada nas atas e o nome do referido
membro ou oficial será riscado do rol.
§ 1º. No caso, porém, de pender sobre esse membro, ou oficial, qualquer acusação,
será esta comunicada à Igreja a que se tiver unido.
§ 2º. Se for heredita a denominação a que se tiver unido, sendo oficial, riscar-se-á seu
nome do rol e toda a autoridade derivada desta Igreja para exercer o seu ofício (no
caso de um oficial) ser-lhe-á cassada.
§ 3º. Mas, a respeito de um membro particular, a irregularidade não será notada de
modo diferente do acima prescrito.
CAPÍTULO XIII
DO MODO POR QUE UMA CAUSA PODE SUBIR DE TRIBUNAL INFERIOR
PARA TRIBUNAL SUPERIOR
Art. 257. Todas as decisões de quaisquer dos tribunais da Igreja, exceto as do tribunal
mais elevado, são sujeitas à revisão dos tribunais superiores, e podem ser levadas à
sua presença mediante revisão e sindicância, referência, apelação e queixa.
Art. 258. Quando uma causa subir, por qualquer desses modos, de um tribunal inferior
para um superior, os membros do tribunal inferior não perderão, por isto, o seu direito
de tomar assento, deliberar e votar na mesma causa nos tribunais superiores, exceto
se qualquer das partes originais contestar esse direito a quaisquer membros do
tribunal inferior; e, levantada essa questão, será ela decidida pelo voto dos membros
do tribunal superior, que não o forem do inferior.
Seção I - Da Revisão Geral e Da Sindicância ou Gerência
Art. 259. É dever dos concílios superiores aoConselho da Igreja rever, ao menos uma
vez por ano, as atas dos concílios que lhes são imediatamente inferiores.
Parágrafo Único. Se algum concílio inferior deixar de enviar as suas atas para este
fim, o concílio superior poderá fazer lavrar uma ordem para apresentá-las
imediatamente, ou em qualquer outra ocasião, segundo as circunstâncias.
Art. 260. Na revisão das atas de qualquer concílio inferior, dever-se-á examinar:
I) se todos os atos foram constitucionais e regulares;
II) se todos foram sábios, equitativos, e para edificação da Igreja;
III) se foram corretamente registrados;
IV) se as ordens legais dos concílios superiores têm sido obedecidas.
Art. 261. Na maioria dos casos, considera-se que o concílio superior cumpre seu
dever registrando simplesmente, em suas atas, a aprovação, correção ou censura
apropriada, consignando essa aprovação, correção ou censura no livro revisto.
Parágrafo Único. Quando se achar, porém, alguma coisa tão irregular que exija a
intervenção do concílio superior, este poderá ordenar que o inferior a reveja e corrija.
Art. 262. Nos casos de processo, porém, nenhum julgamento poderá ser revogado
pelo tribunal superior, senão quando lhe for apresentado regularmente por meio de
apelação ou queixa.
Art. 263. É possível que um concílio se torne negligente no cumprimento do seu
dever, e, assim ganhem terreno opiniões hereditas e práticas corruptas, sejam
tolerados sem censura delinquentes de caráter grosseiro, e deixem de ser registrados
atos muito irregulares.
§ 1º. Em qualquer destes casos, suas atas não manifestarão aos concílios superiores
seu proceder.
§ 2º. Quando acontecer, portanto, que um concílio superior esteja bem certo de que
se tem dado em qualquer concílio de sua imediata jurisdição alguma irregularidade ou
relaxamento semelhante, competir-lhe-á tomar conhecimento do fato, examinar e
julgar a matéria e deliberar sobre ela como se estivesse completa e claramente
registrada nas atas, e, assim, tivesse subido ao seu conhecimento por meio de
revisão.
Art. 264. Quando algum concílio, que exerça jurisdição imediata sobre outro, for
informado, ou pelas atas do concílio imediatamente inferior, ou por algum memorial
com ou sem protesto, ou qualquer outro método satisfatório, de alguma falta
importante ou de qualquer ato muito inconstitucional do mesmo concílio, procederá
avisando-o, em primeiro lugar, para comparecer por meio de um representante, ou por
escrito, num dia e lugar designados, para ai expor o que tiver feito ou deixado de fazer
no caso em questão.
Parágrafo Único. O concílio, que assim expede o aviso, poderá:
a) revogar ou corrigir o procedimento do concílio inferior em todos os casos,
menos nos judiciais;
b) censurá-lo pela falta ou devolver-lhe toda a matéria com ordem para
reconsiderá-la e decidi-la de modo constitucional;
c) sustar qualquer outro procedimento ulterior sobre a matéria, segundo as
circunstâncias.
Art. 265. Nos processos contra concílios inferiores, observar-se-ão todas as regras
prescritas para os processos contra indivíduos naquilo que lhes forem aplicáveis.
Seção II - Das Referências
Art. 266. Referência é a representação de matéria ainda não decidida, feita por um
concílio inferior a outro superior, a qual deve ser sempre feita por escrito.
Art. 267. Serão considerados assuntos próprios para referência:
I) todos os casos novos, importantes e difíceis;
II) ou particularmente delicados, cuja decisão possa estabelecer princípios ou
precedentes de grande influência;
III) ou sobre os quais os sentimentos de um concílio inferior estejam muito
divididos;
IV) ou, então, porque seja desejável, por qualquer motivo, que um concílio
superior decida primeiro.
Art. 268. As referências têm por fim:
I) ou pedir conselho como preparativo para que o concílio inferior seja
habilitado a decidir uma questão;
II) ou para que esse mesmo concílio dê uma decisão final sobre o assunto.
Parágrafo Único. No primeiro caso, a referência suspende apenas a decisão do
concílio em que teve origem; e, no último, submete todo o caso ao julgamento final do
concílio superior.
Art. 269. Embora em alguns casos as referências sejam um bom recurso, contudo, é
geralmente melhor para o bem da Igreja que cada concílio cumpra o seu dever,
exercendo o seu julgamento.
Art. 270. Uma referência deve, geralmente, procurar o conselho do concílio superior
que não é obrigado a dar um julgamento final sobre o caso e poderá devolvê-lo com
ou sem conselho ao concílio de procedência.
Art. 271. As referências formuladas por um concílio devem ser dirigidas ao que lhe é
imediatamente superior.
Art. 272. Quando um concílio fizer subir uma referência, fará preparar devidamente e
produzir com perfeição todo o testemunho e mais documentos de modo que o concílio
superior possa considerar o caso e decidi-lo com a menor dificuldade ou demora
possível.
Seção III - Das Apelações
Art. 273. A apelação é o recurso da sentença de um tribunal inferior para o juízo de
outro superior, cujo efeito é sustentar a sentença daquele até que a causa seja
decidida finalmente por este.
Parágrafo Único. Tal recurso só é permitido, depois de ter sido pronunciada a
sentença na causa, à parte contra quem a sentença é proferida.
Art. 274. Aqueles que não se submetem a processo regular perdem o direito de
apelação.
Art. 275. Considerar-se-ão razões próprias para a apelação:
I) qualquer irregularidade no modo de proceder do tribunal inferior;
II) recusa de indulgência razoável para com a pessoa sujeita a processo;
III) recusa de tomar depoimentos importantes de testemunhas;
IV) pressa para decidir a causa antes de completamente tomados os
depoimentos das testemunhas;
V) manifestação de prejuízo na causa e engano ou injustiça no julgamento.
Art. 276. Todo o apelante deverá declarar a sua intenção de apelar e apresentar por
escrito as suas razões de apelação ao tribunal de que recorre, ou, antes de levantada
a sessão do mesmo, ou dentro de 10 (dez) dias, contados da data da sentença.
Parágrafo Único. Se a declaração e razões de que acima se trata não forem
apresentadas em sessão, serão entregues ao Presidente [Moderador] ou ao
Secretário.
Art. 277. Nenhuma apelação poderá ser levada a qualquer tribunal que não seja o que
tem imediata jurisdição sobre aquele de que se apela, a não ser com o consentimento
deste.
Art. 278. O apelante entregará ou fará que se entregue ao secretário do tribunal
superior, antes do fim do segundo dia de suas sessões, a apelação e as razões dela.
Parágrafo Único. O comparecimento do apelante e do apelado há de ser
pessoalmente ou por meio de escrito.
Art. 279. No estudo de uma apelação, depois de examinado se o apelante procedeu
regularmente, proceder-se-á:
I) em primeiro lugar, a leitura dos autos;
II) em segundo lugar, serão ouvidas as partes, começando-se pelo apelante,
seguindo-se pelo apelado, e concluindo-se pelo apelante;
III) em terceiro lugar, será feita a chamada dos membros do tribunal, a fim de
que cada um tenha oportunidade de exprimir a sua opinião na causa;
IV) e, finalmente, votar-se-á a matéria.
Art. 280. A decisão do tribunal superior poderá confirmar ou revogar, no todo ou em
parte, a sentença do tribunal inferior, ou devolver a causa para serem emendados os
autos, no caso de parecerem incorretos ou deficientes, ou mandar proceder a novo
julgamento.
Art. 281. Se algum apelante, depois de apresentar a sua apelação a qualquer tribunal
superior, deixar de sustentá-la, considerar-se-á esta como abandonada e a sentença
apelada será final.
Parágrafo Único. Considerar-se-á que o apelante abandonou a sua apelação quando
não comparecer perante o tribunal para que apelou até o segundo dia da sua primeira
reunião, celebrada depois de ter declarado sua intenção de apelar, a menos que
pareça ter sido impedido, pela providência de Deus, de o fazer em tempo.
Art. 282. Quando algum apelante, ao sustentar a sua apelação, manifestar espírito
litigioso e impróprio de cristão, será censurado segundo o grau do seu delito.
Art.283. Quando a inflição da sentença de suspensão, exclusão ou deposição, for
sustada por meio de apelação, considerar-se-á, não obstante, em vigor a sentença
apelada até ser a apelação decidida.
Art. 284. Quando algum tribunal deixar de enviar os autos do processo, especialmente
se por essa falta algum apelante tenha procedido com regularidade, for privado do
privilégio de conseguir o julgamento da sua apelação em tempo, será tal tribunal
censurado segundo as circunstâncias do caso, e a sentença apelada será suspensa
até que sejam apresentados os autos do processo e a apelação possa ser decidida.
Seção IV - Das Queixas
Art. 285. Queixa é uma representação feita a um concílio superior contra outro inferior.
§ 1º. Qualquer membro da Igreja, sujeito à sua autoridade, tem o direito de se queixar
contra toda a espécie de decisões, exceto quando a parte contra quem se deu uma
sentença dela apelar.
§ 2º. A queixa, porém, não suspenderá, enquanto estiver pendente, o efeito da
decisão contra quem tiver sido tomada.
Art. 286. Aquele que pretender queixar-se de qualquer decisão deverá declarar o seu
propósito de fazê-lo, como no caso de apelação.
Art. 287. As partes em uma queixa são o queixoso e o respondente ou o concílio
contra quem se faz queixa.
Parágrafo Único. O concílio superior, depois de examinar se a queixa é regular, fará:
a) em primeiro lugar, "o registro" do caso;
b) em segundo lugar, ouvirá o queixoso;
c) em terceiro lugar, ouvirá o respondente por seu representante;
d) em quarto lugar, ouvirá outra vez o queixoso;
e) e, finalmente, considerará e decidirá o caso.
Art. 288. O concílio superior tem poder discricionário para anular, no todo ou em parte,
a decisão que houver motivado a queixa, ou para reenviá-la ao concílio inferior com
ordem de aí ser de novo considerada.
Art. 289. O concílio contra que se dá uma queixa é obrigado a mandar ao superior o
registro, como no caso de apelação.
CAPÍTULO XIV
DOS DISSENTIMENTOS E DOS PROTESTOS
Art. 290. Dissentimento é a declaração por parte de um ou mais membros da minoria
de um concílio, exprimindo opinião diferente da expressa pela maioria, em qualquer
caso particular.
Parágrafo Único. Todo o dissentimento não acompanhado de razões será
consignado nas atas.
Art. 291. Protesto é a declaração mais solene e formal feita pelos membros de uma
maioria, para dar testemunho contra qualquer julgamento que consideram nocivo e
errôneo, e, de ordinário, é acompanhado da relação das razões em que se
fundamenta.
Art. 292. Quando um protesto ou dissentimento for concebido em termos moderados
ou respeitosos para com o concílio será registrado nas atas, mas, o concílio poderá,
se julgar necessário, ajuntar ao protesto, nas mesmas atas, uma reposta. Aí, porém,
terminará a matéria, a menos que as partes que protestam obtenham permissão para
retirar o seu protesto inteiramente, ou para emendá-lo.
Art. 293. Ninguém, exceto aquelas que tiverem direito de votar em uma causa, poderá
protestar contra a decisão de um concílio.
CAPÍTULO XV
DA JURISDIÇÃO
Art. 294. Quando algum membro se mudar de uma para outra Igreja, deverá
apresentar provas satisfatórias de estar em plena comunhão e entregará a sua
dimissória antes de ser admitido como membro regular dessa congregação, a menos
que oConselho da Igreja tenha outros meios seguros de informação.
Art. 295. Quando um membro ou oficial da Igreja se mudar para fora dos limites do
concílio a cuja jurisdição pertence, e estabelecer a sua residência dentro dos limites da
jurisdição de outro concílio, e se descuidar de transferir suas relações eclesiásticas
dentro de um ano, sem apresentar a ambos os concílios razões satisfatórias do seu
procedimento, o concílio de dentro de cuja jurisdição se tiver mudado, deverá transferi-
lo.
Parágrafo Único. Se, porém, este deixar de fazê-lo, o outro assumirá a jurisdição,
comunicando o fato ao primeiro.
Art. 296. Os membros da Igreja, a quem tiverem sido concedidas dimissórias para se
unirem a outra, serão considerados sob a jurisdição doConselho que as tiver
concedido, até se unirem regularmente a outra Igreja.
Art. 297. Se a residência de algum membro comungante for desconhecida por 3 (três)
anos, o nome deste membro será posto em rol separado, até que reapareça e dê
satisfação de sua ausência; e disto se fará o devido registro nas atas.
Art. 298. Quando um Presbitério conceder dimissória a algum ministro, licenciado ou
candidato, o nome do Presbitério para dentro de cuja jurisdição se quiser mudar, será
mencionado na dimissória e ele continuara sob a jurisdição do Presbitério que a tiver
concedido, até ser recebido pelo outro.
Art. 299. Nenhuma dimissória, concedida por qualquer Presbitério ou Igreja, será
válida para provar que o portador está no gozo de plena comunhão, por mais de um
ano, salvo quando não tiver podido ser apresentada dentro desse tempo por alguma
razão providencial.
Parágrafo Único. As dimissórias, concedidas por qualquer Presbitério ou Conselho a
pessoas que se tenham mudado de dentro dos limites da jurisdição dessas
corporações, só certificarão que as pessoas a quem foram concedidas estava em
plena comunhão até a data das suas respectivas mudanças.
PARTE III
DO DIRETÓRIO DA ADORAÇÃO DIVINA
CAPÍTULO I
DA SANTIFICAÇÃO DO DIA DO SENHOR
Art. 300. E dever de todos os homens lembrarem-se do Dia do Senhor (domingo), e
se prepararem com antecedência para guardá-lo.
Parágrafo Único. Todos os negócios temporais devem ser postos de parte e
ordenados de tal sorte que não nos impeçam de santificar o domingo, pelo modo
requerido nas Sagradas Escrituras.
Art. 301. Deve-se guardar este dia inteiramente para o Senhor, empregando-o em
exercícios de religião, públicos e particulares.Énecessário, portanto, que haja, em todo
este dia:
I) um santo repouso de todos os trabalhos que não sejam de absoluta
necessidade;
II) uma plena abstenção de todas as recreações, visitas e outras coisas lícitas
em outros dias;
III) evitar, quanto seja possível, todas as conversações e pensamentos
mundanos.
Art. 302. As famílias devem ordenar de tal sorte os seus arranjos domésticos, que os
empregados e outras pessoas de casa não sejam impedidos de guardar o domingo e
assistir ao culto público.
Art. 303. Todas as pessoas e famílias devem, no domingo de manhã, preparar-se
para o gozo da comunhão com Deus em suas ordenanças públicas, por meio da
leitura das Escrituras, da santa meditação e da oração secreta e particular, por si e
pelos outros, especialmente por seus ministros e por todos os demais ministros do
Evangelho.
Parágrafo Único. O povo deve pedir a bênção de Deus sobre os ministros do
Evangelho, sobre a leitura da Palavra de Deus, sobre o povo que assiste a pregação
do Evangelho, sobre si mesmo e sobre a Igreja Cristã, espalhada por todo o mundo.
Art. 304. Todas as pessoas devem ser pontuais em reunir-se na casa de Deus em
tempo devido, a fim de que, estando todos presentes no começo do culto divino,
possam unir-se com um só coração em todas as partes desse mesmo culto.
Parágrafo Único. Ninguém se deverá retirar da Igreja, a menos que a isso seja
obrigado por um motivo imperioso, antes de ser pronunciada a bênção, que termina o
culto.
Art. 305.O tempo que restar, nos intervalos do culto público, deverá ser empregado na
leitura da Bíblia e de outros livros religiosos, na meditação, na catequese, na
conversação religiosa, em orar pedindo a bênção de Deus sobre as ordenações da
sua casa, no cântico de salmos, hinos e canções espirituais, em visitar os enfermos,
em socorrer os pobres, e, enfim, no exercício de obras de piedade, caridade e
misericórdia.
CAPÍTULO II
DA REUNIÃO DO POVO PARA O CULTO DIVINO E DO MODO PELO QUAL
DEVERÁ PORTAR-SE DURANTE ELE
Art. 306. A hora de começar o culto divino, as pessoas que houverem de assistir a ele,
devem estar na Igreja, sentadas de modo decente, grave e reverente.
Art. 307. Durante o culto todas as pessoas devem prestar grave e reverente atenção,
abstendo-se de ler qualquer coisa, exceto aquela que o ministro estiver lendo ou
citando; devem abster-se também, durante todo esse tempo:
I) de falar aos ouvidos uns dos outros;
II) de saudar presentes, ou os que forem entrando;
III) de estar olhando em volta de si;
IV) de dormir;
V) de tudo o que for irreverente.
CAPÍTULO III
DA LEITURA PÚBLICA DAS SANTAS ESCRITURAS
Art. 308. A leitura das Santas Escrituras, na congregação, faz parte do culto público
de Deus, e deve ser feita pelos ministros e ensinadores da Igreja.
Art. 309. Para a leitura pública do Velho e Novo Testamentos far-se-á uso da tradução
recebida como mais correta na língua vulgar, para que todos possam ouvir e entender.
Art. 310. Ficará à discrição do ministro a porção que deverá ser lida.
§ 1º. Contudo, ele deverá ler de cada vez, ao menos um capítulo, e mais, quando os
capítulos forem curtos, ou a conexão o exigir.
§ 2º. Poderá, quando julgar necessário, explicar qualquer parte da porção lida, mas
terá sempre em vista o tempo que deverá durar o serviço divino, a fim de que nem a
leitura, nem os cânticos sagrados, nem as orações, nem a pregação, nem qualquer
outra ordenança sejam demasiadamente breves, ou por demais longas.
CAPÍTULO IV
DOS CÂNTICOS DE SALMOS E HINOS
Art. 311. Os cristãos têm o dever de louvar a Deus com o cântico de salmos e hinos,
tanto no seio das suas famílias, em particular, como na Igreja, em público.
Art. 312. No cântico de louvores a Deus deve-se cantar com a mente, fazendo-se
melodia em nossos corações para o Senhor.
Parágrafo Único. Também é próprio estudar-se, de algum modo, as regras da
música, a fim de que Deus seja louvado decentemente, tanto com a voz como com o
coração.
Art. 313. Todos os membros da congregação devem estar providos de livros de
cânticos, a fim de se unirem nesta parte do culto divino.
Art. 314. A parte do tempo do culto que deve ser empregada no cântico de salmos e
hinos é deixada à prudência de cada ministro.
CAPÍTULO V
DA ORAÇÃO PÚBLICA
Art. 315. É muito próprio principiar o culto público do santuário por uma breve oração,
adorando humildemente a infinita majestade do Deus vivente, expressando o
sentimento da nossa distância dele como criaturas, e a nossa indignidade como
pecadores; implorando humildemente a graça da sua presença, a assistência do
Espírito Santo para nos ajudar no desempenho dos deveres do seu culto, e suplicando
que nos aceite pelos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo.
Art. 316. Em seguida, e depois do cântico de um salmo ou hino, e da leitura de uma
porção das Sagradas Escrituras, dever-se-á fazer uma oração completa e
compreensiva:
I) Adorando a glória e as perfeições de Deus, manifestas a nós pelas obras
da criação e da providência, e pela sua revelação clara e completa que Ele
nos fez de si mesmo na sua Palavra escrita.
II) Dando-lhe graça por todas as suas misericórdias, gerais e particulares,
espirituais e temporais, ordinárias e especiais e, sobretudo, pelo dom
inefável de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela esperança de vida eterna por
meio dele.
III) Fazendo humilde confissão de pecados original e atual, reconhecendo e
procurando imprimir no entendimento de todos os adoradores um profundo
sentimento da maldade do pecado, por ser um afastamento do Deus vivo, e
passando também em revista alguns dos frutos desta raiz de amargura, tais
como:
a) os pecados contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos;
b) os pecados cometidos por pensamentos, palavras e obras;
c) os pecados secretos e presunçosos;
d) os pecados acidentais e habituais;
e) e, assim também, as agravações do pecado, resultantes da instrução
ou dos meios de adquiri-la, de misericórdias distintas, de valiosos
privilégios, da quebra de voto, etc
IV) Suplicando, com ardor:
a) o perdão dos pecados e a paz com Deus, pelo sangue de nosso Senhor
Jesus Cristo, com todos os seus felizes e importantes frutos;
b) o Espírito de santificação e as graças de que necessitamos para o
desempenho dos nossos respectivos deveres;
c) o auxílio e conforto para nos sairmos bem de todas os provações e
aflições a que estamos sujeitos, como pecadores e mortais;
d) todas as bênçãos de que necessitamos em nossa passagem por este
vale de lágrimas, tendo sempre em vista o pacto de amor de onde
procedem as diversas graças que se devem pedir, as quais são
designadas para a preservação e desenvolvimento da vida espiritual.
V) Alegando em nosso favor todas as razões com que Deus nos favorece nas
Escrituras, tais como:
a) as nossas próprias necessidades;
b) a plena suficiência de Deus;
c) os méritos e intercessão de nosso Salvador;
d) a glória de Deus no conforto e felicidade do seu povo.
VI) Intercedendo pelos outros:
a) incluindo todo o gênero humano;
b) o reino de Cristo, ou sua Igreja Universal;
c) a Igreja ou Igrejas a que estivermos mais particularmente ligados;
d) o interesse da sociedade humana, em geral, e da comunidade a que
imediatamente pertencemos;
e) por todos os que estão investidos de autoridade civil;
f) pelos ministros do Evangelho Eterno;
g) pela nova geração;
h) por tudo quanto se julgue necessário para a congregação em que se
realiza o culto público.
Parágrafo Único. A esta oração, mencionada no inciso VI acima, costuma seguir-se o
cântico de um salmo ou hino, antes do sermão.
Art. 317. A oração depois do sermão deve, em geral, ter alguma relação com o
assunto nela tratado, assim como todas as outras orações públicas devem ter
igualmente relação com os objetos a que elas se referem.
Art. 318. Vê-se facilmente que todas as direções precedentes abrangem um grande
circulo e uma grande variedade de assuntos, e fica a critério e fidelidade do pastor
oficiante insistir, principalmente nos pontos, ou tratar mais ou menos dos objetos que
julgar mais importantes na ocasião, segundo as direções da providência, o estado
particular da congregação a que serve, e a disposição e exercício do seu próprio
coração.
§ 1º. É importante observar aqui que embora a Igreja Presbiteriana Fundamentalista
do Brasil não aprove que os seus ministros se cinjam a formas fixas e determinadas
de orações para o culto público, contudo, recomenda que todos os ministros, antes de
entrar no desempenho do seu ofício, se preparem e qualifiquem, tanto para exercer
esta parte dos seus deveres, como para pregar o Evangelho.
§ 2º. Devem, portanto, esforçar-se por cultivar o espírito e o dom da oração, pelo
estudo das Santas Escrituras, pela leitura dos melhores autores sobre o assunto de
que tiverem de tratar, pela meditação, e por uma vida de comunhão com Deus em
secreto.
§ 3º. E, além disto, quando qualquer ministro houver de desempenhar qualquer parte
dos seus deveres, cumpre-lhe esforçar-se por compor a seu espírito e ordenar seus
pensamentos para orar a Deus, a fim de que a oração seja feita com dignidade e
propriedade, e aproveite àqueles que nela tomem parte, e esta importante parte do
serviço divino não seja desacreditada por grosseiras irregularidades ou
extravagâncias.
CAPÍTULO VI
DA PREGAÇÃO DA PALAVRA
Art. 319. A pregação da Palavra foi instituída por Deus para a salvação dos homens.
§ 1º. Dever-se-á prestar grande atenção ao modo de desempenhar esta parte do culto
público.
§ 2º. Cada ministro deve preparar-se com diligência para o exercício desta parte do
seu ofício, esforçando-se por se mostrar como trabalhador que não tem de que se
envergonhar, distribuindo retamente a palavra da verdade.
Art. 320. O assunto do sermão deve ser tirado de um ou mais versículos da Escritura.
§ 1º. É seu objeto explicar, defender e aplicar alguma parte do sistema da verdade
divina ou mostrar a natureza, os limites e as obrigações de algum dever.
§ 2º. O texto do sermão não deverá ser um simples estribilho, mas deve conter
fielmente a doutrina de que o pregador se propõe a tratar.
§ 3º. É também recomendável que algumas vezes os ministros exponham porções
maiores da Escritura, tendo em vista instruir o povo na significação dos Sagrados
Oráculos.
Art. 321. O método de pregar exige muito estudo, meditação e oração.
§ 1º. Os ministros devem, em geral, preparar cuidadosamente os seus sermões e
evitar o hábito de falar extemporânea e desordenadamente, e não devem pretender
servir a Deus com o que nada lhes custe.
§ 2º. Devem, no entanto, observar a simplicidade do Evangelho, exprimindo-se em
linguagem conforme as Escrituras e alcance das inteligências dos mais humildes
ouvintes, evitando cuidadosamente toda sorte de ostentação.
§ 3º. Devem também adornar por sua vida a doutrina que ensinarem e dar bom
exemplo aos fiéis por suas palavras, conversação, caridade, espírito, fé e pureza (1
Timóteo 4.12).
Art. 322. Como um dos principais desígnios das ordenanças públicas é tributar
homenagem social a Deus Altíssimo, os ministros devem ter o cuidado de não fazerem
seus sermões tão compridos que estorvem ou excluam os deveres mais importantes
da oração e louvor, mas devem fazer que haja uma proporção justa entre as diversas
partes do culto publico.
Art. 323. Acabado o sermão, o ministro dirigirá oração, e dará graças ao Deus
Altíssimo.
Parágrafo Único. Em seguida, fará que se cante um salmo ou hino e se levante uma
coleta para os pobres ou para outro fim piedoso, e despedirá o povo com a bênção
apostólica.
Art. 324. É conveniente que ninguém seja admitido a pregar em qualquer das
congregações pertencentes à Igreja Presbiteriana Fundamentalista, a não ser com o
consentimento do Pastor ou doConselho da Igreja.
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO
Art. 325. O Batismo não deve ser demorado sem necessidade, nem administrado em
caso algum por um particular, mas tão somente por um ministro de Cristo, chamado
para ser dispenseiro dos mistérios de Deus.
Art. 326. De ordinário, deve ser administrado na Igreja em presença da congregação e
é conveniente que a cerimônia tenha lugar logo depois do sermão.
Art. 327. Avisado o ministro com antecedência, os pais, um ou ambos, apresentarão a
criança e declararão o seu desejo de consagrá-la a Deus pelo batismo.
Art. 328. Antes do batismo, o ministro dará instruções a respeito da instituição,
natureza, utilidade e fins deste sacramento, mostrando:
I) Que o batismo foi instituído por Deus e é um selo da justiça da fé;
que os filhos dos fiéis não têm menos direito a este sacramento, no
regime do Evangelho, do que a descendência de Abraão tinha ao rito
da circuncisão, no regime do Velho Testamento; que Cristo mandou
batizar todas as nações; que ele abençoou os pequeninos e
declarou que deles é o Reino do Céu; que as crianças são
federalmente santas, e, por isso, devem ser batizadas; que, por
natureza, somos pecadores, culpados e polutos, e temos
necessidade de ser purificados pelo sangue de Cristo e pelas
influências santificadoras do Espírito de Deus.
II) O ministro exortará também aos pais a que cumpram cuidadosamente o
seu dever, fazendo que prometam:
Ensinar os seus filhos a ler a Palavra de Deus; instruí-los nos
princípios de nossa santa religião, contidos nas Escrituras do Velho e
Novo Testamentos e, resumidamente, compreendidos na Confissão de
Fé desta Igreja, e nos Catecismos Maior e Breve da Assembleia de
Westminster, os quais lhes deverão ser recomendados, como estão
adotados por esta Igreja, para sua direção e auxílio, no desempenho
deste importante dever; orar com os seus filhos e por eles; dá-lhes
bom exemplo de piedade e religião e esforçar-se por todos os meios
designados por Deus para criá-los na disciplina e correção do Senhor.
III) Em seguida, o ministro fará oração pedindo a Deus que se digne
acompanhar com a sua bênção o sacramento que vai administrar e,
acabada a oração, chamará a criança por seu nome e a batizará com água,
derramando-a ou espargindo-a sobre a cabeça da mesma criança, sem
qualquer outra cerimônia, dizendo:
Eu te batizoem nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
IV) Depois do que, o ministro fará oração.
Art. 329. Embora o batismo deva ser ordinariamente administrado na Igreja, diante da
congregação, casos pode haver em que seja mais conveniente administrá-lo em casas
particulares.
Parágrafo Único. Destes casos o ministro será o juiz.
CAPÍTULO VIII
DA ADMINISTRAÇÃO DA SANTA CEIA
Art. 330. A Comunhão, ou Santa Ceia, deverá ser frequentemente administrada.
Parágrafo Único. O ministro e os Presbíteros Regentes de cada congregação
determinarão quantas vezes poderá ser celebrado este sacramento, segundo julgarem
contribuir mais para edificação.
Art. 331. As pessoas ignorantes das doutrinas fundamentais do cristianismo e as que
estiverem vivendo escandalosamente não serão admitidas a participar da Santa Ceia.
Art. 332. É de utilidade que a celebração deste sacramento seja anunciada à Igreja
com a antecedência de uma semana pelo menos, e que, nessa ocasião, ou em
alguma outra anterior à da administração da Santa Ceia, o povo seja instruído a
respeito da natureza desta ordenança e do modo de preparar-se para dela participar, a
fim de que concorra dignamente a esta Santa Festa.
Art. 333. Acabado o sermão, o ministro mostrará que este sacramento é uma
ordenança de Cristo, e, para este fim, terá as palavras da instituição em alguns dos
evangelistas, ou em 1 Coríntios 11, e as explicará, se julgar conveniente, mostrando
também que:
I) este sacramento deve ser celebrado em memória de Cristo para anunciar
sua morte até que Ele venha;
II) é de inestimável benefício para:
a) fortalecer os crentes contra o pecado;
b) sustentá-los nas tribulações;
c) animá-los e avivá-los no cumprimento dos seus devedores;
d) enchê-los de amor e zelo;
e) animar sua fé e santa resolução;
f) e gerar neles paz de consciência e confortadoras esperanças de vida
eterna.
Art. 334. O ministro admoestará também a que não ousem aproximar-se da santa
mesa do Senhor aos que:
I) vivem profanamente;
II) ignoram as doutrinas fundamentais do cristianismo;
III) se portam escandalosamente;
IV) e se entregam secretamente à prática de qualquer pecado conhecido.
Parágrafo Único. E convidará, finalmente, para esta santa mesa:
a) todos quantos, convictos do seu estado de perdição e miséria por causa do
pecado, dependem da expiação feita por Cristo para serem perdoados e
aceitos diante de Deus;
b) todos quantos instruídos na doutrina do Evangelho têm conhecimento bastante
para discernir o corpo do Senhor;
c) todos quantos desejam renunciar os seus pecados e estão resolvidos a viver
santa e piedosamente.
Art. 335. Coberta a mesa decentemente com uma toalha, disposto o pão em pratos
convenientes, e, o vinho, em copos ou cálices, e sentados os comungantes em ordem,
e com gravidade, em volta da mesa – ou em seus lugares diante dela –, em presença
do ministro, este consagrará os elementos por meio de oração e ações de graças.
I) Consagrados, assim, o pão e o vinho, o ministro tomará o pão e o partirá
diante do povo, dizendo as seguintes, ou semelhantes palavras, segundo o
Evangelho:
O Senhor Jesus na noite em que foi traído tomou o pão e, tendo dado
graças, partiu-o, e deu-o a seus discípulos, como eu, ministrando em
seu nome, vo-lo dou, dizendo [aqui distribui o pão]: Recebei e comei;
isto é o meu corpo partido por vós; fazei isto em memória de mim.
II) Depois de distribuído o pão, o ministro tomará o cálice e dirá as seguintes
ou semelhantes palavras:
Semelhantemente, tomou nosso Senhor também o cálice, dizendo
[aqui entrega o cálice]:Este cálice é o Novo Testamento em meu
sangue. Fazei isto, todas as vezes que beberdes,em memória de mim.
III) O ministro comungará também na ocasião em que lhe parecer mais
conveniente.
IV) Então, o ministro poderá falar aos comungantes:
a) da graça de Deus em Jesus Cristo, manifestada nesse sacramento;
b) da obrigação que têm de pertencer ao Senhor;
c) também poderá o ministro exortá-los a andarem como convém à
vocação com que têm sido chamados e a que, assim como têm
professado receber a Cristo Jesus, nosso Senhor, também andem nele
e pratiquem boas obras.
V) Não será impróprio dirigir o ministro algumas palavras de exortação
também àqueles que tiverem sido simples espectadores, lembrando-lhes
seus deveres, mostrando-lhes o pecado e perigo em que se acham
vivendo, em desobediência a Cristo e desprezando esta santa ordenança,
convidando-os a prepararem-se devidamente para participar do sacramento
na próxima ocasião em que estiver de ser celebrado.
VI) O ministro fará oração e dará graças a Deus por sua rica misericórdia e
infinita bondade, manifestadas para com o seu povo naquela sagrada
comunhão:
a) implorará o perdão de todas as faltas cometidas durante o serviço;
b) e orará pela aceitação do serviço e pessoas;
c) pela graciosa assistência do Espírito Santo, para que, assim como têm
recebido ao Senhor Jesus Cristo, sejam também habilitados a andar
nele;
d) para que possam manter firmemente o que têm já recebido e ninguém
tome a sua coroa;
e) para que a sua conversação seja tal como convém ao Evangelho;
f) para que o povo traga consigo sempre a mortificação do Senhor Jesus,
a fim de que também a vida de Jesus se manifeste em seus corpos
mortais;
g) para que sua luz brilhe de tal maneira diante dos homens, que estes,
vendo as suas boas obras, glorifiquem ao seu Pai, que está no céu.
VII) A coleta para os pobres e para a despesa com os elementos poderá ser
feita em seguida, ou em outra qualquer ocasião que oConselho achar mais
conveniente.
VIII) Cantar-se-á, então, um salmo ou hino, e a congregação será despedida,
com a seguinte ou qualquer outra bênção do Evangelho:
E o Deus da paz, que, pelo sangue do Testamento eterno, tornou a trazer dos
mortos ao grande Pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus Cristo, vos
aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, obrando em vós
o que é agradável perante Ele, por Cristo Jesus, ao qual seja a glória para
sempre. Amém.
Art. 336. Como em alguns lugares tem havido o costume de observar um jejum, antes
da celebração da Santa Ceia, ter um sermão no sábado e outro na segunda-feira, e
convidar 2 (dois) ou 3 (três) ministros, e, como esse costume tem sido abençoado para
muitas almas e tende a tornar mais firme a união dos ministros e das congregações,
nenhuma objeção há contra a continuação desta prática.
CAPÍTULO IX
DA PROFISSÃO DE FÉ E DA ADMISSÃO À PLENA COMUNHÃO DA IGREJA
Art. 337. Os filhos de membros da Igreja Visível e dedicados a Deus pelo batismo,
estão sob a inspeção e governo da Igreja.
§ 1º. Deve-se-lhes ensinar a ler e a repetir de cor o Catecismo, o Credo chamado dos
Apóstolos e a Oração Dominical.
§ 2º. Ensinar-se-lhes-á também a orar, a aborrecer o pecado, a temer a Deus e a
obedecer ao Senhor Jesus Cristo.
§ 3º. E quando chegarem aos anos da discrição, se estiverem livres de escândalo,
parecerem sóbrios e firmes, e tiverem conhecimento suficiente para discernir o corpo
do Senhor, informar-se-lhes-á que é seu dever e privilégio vir à Mesa do Senhor.
Art. 338. Não se pode fixar com precisão qual a idade de discrição nos cristãos
jovens.
Parágrafo Único. Tal ponto deve ser deixado à prudência dos membros doConselho;
estes serão os juízes das qualificações daqueles que tiverem de ser admitidos a fazer
a sua profissão de fé e participar da Mesa do Senhor e, assim também, do tempo em
que os cristãos jovens deverão ser admitidos à comunhão plena da Igreja.
Art. 339. Os que tiverem de ser admitidos a fazer a sua profissão de fé e a participar
da Mesa do Senhor serão previamente examinados a respeito do seu conhecimento e
piedade.
Art. 340. Quando uma ou mais pessoas não batizadas pedirem admissão na Igreja,
será examinada a respeito dos seus conhecimentos e piedade, e, sendo satisfatório
este exame, fará pública profissão da sua fé, em presença da congregação, sendo, em
seguida, batizada.
CAPÍTULO X
DA IMPOSIÇÃO E DA ABSOLVIÇÃO DAS CENSURAS DA IGREJA
Art. 341. O poder dado por Cristo aos regentes de sua Igreja é para edificação e não
para destruição.
Parágrafo Único. Do mesmo modo que, pela pregação da Palavra, são os ímpios
doutrinalmente separados dos bons, também, pela disciplina, a Igreja faz
autorizadamente uma distinção entre o santo e o profano, e, assim fazendo, procede a
Igreja como uma terna mãe, que corrige os seus filhos para bem deles, a fim de que
cada um seja irrepreensível no dia do Senhor Jesus.
Art. 342. As formas para a imposição e absolvição das censuras da Igreja vêm na
Parte II, Capítulo X e XI.
CAPÍTULO XI
DA BÊNÇÃO MATRIMONIAL
Art. 343. O matrimônio não é sacramento nem é peculiaridade da Igreja de Cristo.
Todas as nações têm direito de fazer leis, a bem da comunidade, regulando o
matrimônio, e todos os cidadãos são obrigados a obedecer a essas leis.
Art. 344. Os cristãos devem casar-se no espírito do Senhor.
Parágrafo Único. Convém, portanto, que um ministro do Evangelho invoque a bênção
de Deus sobre o casamento legalmente celebrado pelo magistrado civil e, nessa
ocasião, mostre aos recém-casados qual o ensino de Deus a respeito do seu novo
estado, fazendo ao mesmo tempo a Deus orações adequadas.
Art. 345. O casamento é entre um homem e uma mulher e nenhum ministro do
Evangelho invocará a bênção de Deus sobre qualquer casamento contraído dentro
dos graus de consanguinidade ou afinidade, proibidos na Palavra de Deus.
Art. 346. Quando um casal se apresentar para receber a bênção matrimonial o
ministro exortará as pessoas presentes a que se alguma tiver conhecimento de
qualquer motivo justo pelo qual não deva ser invocada a bênção de Deus sobre aquele
casamento, o declare.
Art. 347. No caso de não se apresentar objeção justa, o ministro começará a
solenidade com oração, pedindo a presença de Deus.
Art. 348. Acabada a oração, o ministro dará ao novo casal algumas instruções da
Escritura a respeito da instituição e deveres do seu novo estado, mostrando que Deus
instituiu o matrimônio para conforto e felicidade do governo humano, declarando que o
homem deixará seu pai e sua mãe e se ajuntará à sua mulher, e que o casamento é
honroso para todos.
I) Mostrará também que Deus tem designado vários deveres que competem aos que
entram nesta relação, tais como:
a) alta estima e mútuo amor de um para com o outro;
b) sofrerem os casados um do outro as enfermidades e fraquezas a que a
humanidade está sujeita em seu estado decaído;
c) animarem-se mutuamente em todas as aflições e desgostos da vida;
d) cuidarem um do outro nas doenças;
e) ajudarem-se mutuamente pelo trabalho para promoverem o sustento
temporal um do outro;
f) orarem a Deus um pelo outro;
g) animarem-se a respeito de tudo o que pertence a Deus e às suas almas
imortais;
h) em todas as circunstâncias, viverem juntos como bons herdeiros da graça
e da vida.
II) Fará o ministro que o homem e a mulher juntem as mãos direitas e dirigindo-se ao
marido, dirá as seguintes ou semelhantes palavras:
a) Declarais[diz o nome do marido]diante de Deus, e destas testemunhas,
que recebestes perante o magistrado civil a mulher que tendes pela
mão[diz o nome da mulher], por vossa legítima mulher?
b) Prometeis diante de Deus que a haveis de amar, honrar, defender,
sustentar e cuidar dela, no gozo e na tristeza, na saúde e na doença, nos
dias prósperos e na adversidade?
c) E prometeis ser-lhe fiel em tudo, como convém a um marido cristão, e
jamais abandoná-la, enquanto Deus for servido conservar-vos ambos
com vida?
III) Respondidas na afirmativa estas perguntas, o ministro dirigir-se-á à mulher com as
seguintes ou semelhantes palavras:
a) Declarais também[diz o nome da mulher], diante de Deus e destas
testemunhas, que recebestes perante o magistrado civil ao homem que
tendes pela mão[diz o nome do homem], por vosso legítimo marido?
b) Prometeis diante de Deus que o haveis de amar, honrá-lo, cuidar dele e
ser-lhe submissa no gozo e na tristeza, na saúde e na doença, nos dias
prósperos e na adversidade?
c) E prometeis ser-lhe fiel em tudo, como convém a uma esposa cristã, e
nunca abandoná-lo, enquanto Deus for servido conservar-vos ambos com
vida?
IV) Respondidas satisfatoriamente estas perguntas, dirá o ministro:
Eu, ministro de Deus pelo Evangelho de seu Filho, vos proclamo e
declaro constituídos em família, na relação de marido e mulher,
segundo a ordenação de Deus, e invoco sobre vós a bênção do Pai, do
Filho e do Espírito Santo.
O que Deus, pois, ajuntou, não o separe o homem (Marcos 10.9).
V) Então, o ministro concluirá, fazendo uma oração apropriada e invocando
sobre o casal a bênção de Deus.
VI) O ministro fará e aguardará um registro destes atos.
CAPÍTULO XII
DA VISITAÇÃO AOS ENFERMOS
Art. 349. Quando alguém adoecer, deve mandar chamar o ministro, antes de perder
as forças e o gozo do seu entendimento, para que lhe faça ver com prudência o seu
estado espiritual, ou para consultá-lo a respeito de sua preciosa alma.
Parágrafo Único. O ministro tem o dever de visitar os enfermos que o mandam
chamar, e de aplicar-se com todo o amor e ternura ao bem espiritual das aImas
imortais dos doentes.
Art. 350. O ministro instruirá os enfermos segundo a Escritura, mostrando-Ihes que:
I) as doenças não se levantam do chão, nem vêm por acaso, sendo
designadas e enviadas por Deus,
a) para correção do pecado, ou para provação da graça;
b) para o adiantamento da religião, ou para algum outro fim importante;
II) e que as mesmas doenças concorrem para o bem daqueles que se
aproveitam sabiamente destas visitações de Deus, não desprezando o
castigo, nem desfalecendo quando são corrigidos pelo Senhor.
Art. 351. Se o ministro achar o enfermo ignorante das doutrinas salvadoras do
Evangelho, instruí-lo-á a respeito da fé, bem como a respeito do meio de ser aceito por
Deus, pela mediação e expiação de Jesus Cristo.
Art. 352. Também exortará o enfermo a examinar-se, a esquadrinhar o seu coração, e
a provar os seus antigos caminhos pela Palavra de Deus; e ajudá-lo- á, mencionando
alguns dos sinais e evidência da verdadeira piedade.
Art. 353. Se o doente manifestar algum escrúpulo, ou laborar em alguma tentação ou
dúvida, o ministro procurará resolver suas dúvidas e ministrar a instrução e direção
que julgar necessárias.
Art. 354. Se o enfermo for um pecador endurecido ou sem compreensão, e
indiferente, o ministro procurará despertar o seu entendimento, acordar a sua
consciência, convencê-lo do mal e do perigo do pecado, da maldição da lei e da ira de
Deus, devida aos pecadores; levá-lo a sentir humilde e penitente as suas iniquidades.
Parágrafo Único. Também lhe falará da plenitude da graça e da misericórdia de
Deus, reveladas em Jesus Cristo por ele, da necessidade absoluta da fé e do
arrependimento para ter parte no favor de Deus e alcançar a felicidade eterna.
Art. 355. Se o enfermo, porém, parecer ter conhecimento, sensibilidade de
consciência, e se ter esforçado para servir a Deus em retidão, embora não sem muitas
falhas e enfermidades pecaminosas, ou se o seu espírito estiver quebrantado pelo
sentimento do pecado, ou por apreensões da falta do favor divino, o ministro deverá
ministrar-lhe consolação e o animará, expondo-lhe a liberalidade e riquezas da graça
de Deus, a plena suficiência da retidão de Cristo e as confortadoras promessas do
Evangelho.
Art. 356. O ministro esforçar-se-á para resguardar o doente
I) contra persuasões mal fundadas da misericórdia de Deus, sem união vital
com Cristo;
II) contra infundados temores da morte e grande desânimo;
III) contra a presunção da sua própria bondade e merecimentos por um lado e
por outro,
IV) contra o desespero da misericórdia e da graça de Deus em Jesus Cristo.
Art. 357. Em uma palavra, segundo as circunstâncias, será dever do ministro
administrar ao enfermo:
I) instrução;
II) convicção;
III) auxílio;
IV) consolação;
V) ou animação.
Parágrafo Único. Na ocasião mais apropriada, quando o enfermo estiver mais
sossegado, o ministro orará com ele e por ele.
Art. 358. Finalmente, o ministro poderá aproveitar a ocasião para exortar as pessoas
que estiverem presentes:
I) a se lembrarem de que são mortais;
II) a voltarem-se para o Senhor e fazerem paz com Ele;
III) a prepararem-se para a doença, para a morte e para o juízo, enquanto têm
saúde.
CAPÍTULO XIII
DOS OFÍCIOS FÚNEBRES
Art. 359. O corpo de uma pessoa, que tiver deixado esta vida, deverá ser tratado com
decência, e conservado apenas o tempo necessário para o preparo do funeral.
Art. 360. Chegada a hora marcada para o funeral, o corpo será levado com decência
para o cemitério e, aí sepultado.
§ 1º. Durante essas ocasiões solenes, todas as pessoas que estiverem presentes
devem portar-se com gravidade, possuindo-se de meditações e ocupando-se em
conversações sérias.
§ 2º. O ministro que estiver presente poderá exortá-las a considerar a fragilidade desta
vida e a importância de estar preparado para a morte e para a eternidade.
CAPÍTULO XIV
DO JEJUM E DA OBSERVAÇÃO DOS DIAS DE AÇÕES DE GRAÇAS
Art. 361. Sob a dispensação evangélica não há mandamento para santificar qualquer
dia fora do domingo, que é o sábado cristão.
Parágrafo Único. Contudo, a observação de dias de jejum e de ações de graças,
segundo as dispensações extraordinárias da Providência Divina, está de conformidade
com a Escritura e com a razão.
Art. 362. Os jejuns e ações de graças poderão ser observados pelos cristãos:
I) individual ou particularmente em família;
II) por congregações particulares;
III) por um número qualquer de congregações vizinhas;
IV) pelas Igrejas sob a jurisdição de um Presbitério ou de um Sínodo;
V) ou por todas as congregações da nossa Igreja.
Art. 363. Dever-se-á deixar ao juízo e discrição individual de cada família cristã a
determinação do tempo que julgarem mais conveniente para observar um dia de jejum
ou de ações de graças.
§ 1º. A cada Conselho de Igreja igual determinação a respeito da sua congregação; e
aos Presbitérios e Sínodo idêntica determinação a respeito dos seus respectivos
distritos.
§ 2º. Quando se julgar necessária a observação geral de um jejum ou de um dia de
ações de graças, oConcílio Supremo decidirá a respeito.
§ 3º. Se, em algum tempo, o poder civil julgar conveniente algum jejum ou dia de
ações de graças, será dever dos ministros e do povo de nossa comunidade respeitar
essa determinação.
Art. 364. A notícia de se haver determinado um dia de jejum ou de ações de graças
será dada publicamente do púlpito, com a precisa antecedência, para que o povo
ordene os seus negócios temporais, de modo que possa observá-lo.
Parágrafo Único. Nesses dias haverá culto público, e as orações, salmos, porções da
Escritura que tiverem de ser lidas, assim como os sermões que tiverem de ser
pregados, devem ser especialmente adaptados à ocasião.
Art. 365. Nos dias de jejum, o ministro mostrará qual a autoridade para observar jejuns
e quais as indicações da providência que parecerem mostrar o dever de observar
esses dias, e empregará mais tempo do que o costumado em oração solene e
particular, confissão de pecados, especialmente dos pecados que, ao tempo e no
lugar em que o jejum for observado, forem comuns, com as circunstâncias agravantes
que tiverem sido causa dos castigos do céu.
Parágrafo Único. O dia inteiro deverá ser passado em profunda humilhação e
lamentação diante de Deus.
Art. 366. Nos dias de ações de graças, o ministro instruirá o povo a respeito da
autoridade de indicações da Providência que parecerem mostrar o dever de observar
um ou mais dias de ações de graças; e consagrará mais do que o tempo ordinário em
render graças a Deus, segundo a ocasião, e no cântico de salmos ou hinos de louvor.
Parágrafo Único. Nesses dias, o povo deve alegrar-se com santo júbilo de coração,
mas o temor deve estar de tal modo unido à alegria, que não haja excessos ou
leviandades a lamentar.
CAPÍTULO XV
DO DIRETÓRIO PARA O CULTO PARTICULAR E DOMÉSTICO
Art. 367. Todos têm o dever indispensável, não só de tomar parte no culto público da
Igreja, mas também de orar a Deus a sós, em secreto, e juntamente com as suas
famílias.
Art. 368. O culto secreto, ou particular, é ordenado claramente por nosso Senhor.
§ 1º. No cumprimento deste dever, cada um, em particular, deve passar algum tempo
em oração na leitura das Escrituras, em santa meditação e no sério exame de si
mesmo.
§ 2º. As muitas vantagens que procedem do consciencioso desempenho destes
deveres são conhecidas dos que os cumprem com fidelidade.
Art. 369. O culto doméstico, que deve ser celebrado ordinariamente por todas as
famílias, pela manhã e à noite, consiste em oração, leitura das Escrituras e cânticos de
louvores.
Art. 370. Compete ao chefe de família:
I) dirigir o culto doméstico;
II) fazer que assistam a ele todas as pessoas da sua casa;
III) providenciar para que nenhuma se retire desnecessariamente durante o
culto e para que se abstenham de todas as suas ocupações ordinárias,
enquanto se leem as Escrituras, prestando grave atenção não só durante
a leitura, como também durante a oração e o cântico de louvor.
Art. 371. Compete aos chefes de família o cuidado de instruir os seus filhos e
empregados nos princípios da religião.
§ 1º. Para este fim, devem eles valer-se de todas as oportunidades.
§ 2º. As tardes dos domingos, depois do culto público, devem ser consagradas
particularmente a esse cuidado.
§ 3º. São, portanto, altamente reprováveis, no Dia do Senhor, as visitas
desnecessárias e a admissão de estranhos nas famílias, exceto quando a caridade ou
a necessidade o exigem.
§ 4º. Assim também, quaisquer outras práticas que impeçam o cumprimento dos
deveres necessários e importantes acima referidos, por mais plausíveis que sejam os
pretextos alegados para justificá-las.

APÊNDICE
DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DO CONCÍLIO INTERNACIONAL
DE IGREJAS CRISTÃS
Aceita pela Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil
Entre outras verdades igualmente bíblicas, cremos e mantemos
o seguinte:
I) A plena inspiração Divina das Escrituras nas línguas originais, sua
consequente inerrância e infalibilidade, e, como Palavra de Deus, a
suprema e final autoridade em fé e vida;
II) O Deus Triuno, Pai, Filho, e Espírito Santo;
III) A essencial absoluta e Eterna Divindade, e a real e própria, mas sem
pecado, humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo;
IV) O seu nascimento da virgem Maria;
V) Sua morte substitucionária, expiatória em que Ele deu a Sua vida "em
resgate de muitos";
VI) A sua ressurreição de entre os mortos no mesmo corpo no qual foi
crucificado e a segunda vinda deste mesmo Jesus em poder e grande
glória;
VII) A total depravação do homem através da queda;
VIII) A salvação, o efeito da regeneração pelo Espírito da Palavra, não pelas
obras, mas pela graça através da fé;
IX) A eterna bem-aventurança dos salvos, e o eterno sofrimento dos
perdidos;
X) A real unidade espiritual em Cristo de todos os redimidos pelo seu
precioso sangue;
XI) A necessidade de manter-se, de acordo com a Palavra de Deus, a pureza
da Igreja em doutrina e vida.
E ainda crendo no Credo dos Apóstolos como uma declaração de verdades bíblicas,
nós o incorporamos nestes artigos de fé.

ALGUNS VOCÁBULOS CITADOS NESTA EDIÇÃO

 Ad referendum–Do latim,termo jurídico que significa "para apreciação"; "para


aprovação";“para ratificação”; “para votação”; "para ser referendado". Diz-se de
algo que depende de aprovação de alguém para ser válido. Por isso é utilizado
para atos que dependem de aprovação ou ratificação de uma autoridade ou de
um poder competente para serem válidos.Sinônimos: anuência; consentimento;
assentimento.
 Ex animo– Do latim, este termo significa “do coração”; “com sinceridade”; “de
boa vontade”; “com prazer”.
 Ex officio– Expressão latina que significa “por dever do cargo”; “por obrigação
e regimento”. Diz-se do ato oficial que se realiza sem provocação das partes,
por imposição da lei, por determinação superior ou judicial, em cumprimento e
desempenho das suas obrigações; oficialmente.Também se diz “De ofício”.
 Heredita–De heresia, significa“herética”. Pl. hereditas.
 Mutatis mutandis –Do latim,“Mude-se o que deve ser mudado”. Diz-se
de dois fatos que, com pequena alteração das circunstâncias, são
iguais. Tal expressão é geralmente empregada a respeito de uma
sentença ou ideia anteriormente citada e compreendida pelo leitor. Ela
indica, assim, que posteriormente algo fora alterado ou que se pode
fazer uma analogia de tal fato, porém, tomando as devidas proporções
e alterações necessárias.

 Paranese; parânese ou parênese– Do grego parainesis, s.f.,


significa“exortação”; “advertência”; “discurso moral”.
 Sub judice– Do latim, esta expressão designa alguma coisa que ainda está
sob a apreciação judicial. Sem sentença final. Ex: A casa ainda não foi vendida
porque está sub judice.

Fontes:
 Acquaviva, Marcus Cláudio. Dicionário Acadêmico de Direito. 2ª ed. São Paulo: Editora
Jurídica Brasileira, 2001.

 aulete.uol.com.br

 Nunes, Rodrigues. Dicionário Jurídico RG-Fenix. São Paulo: RG Editores Associados –


Instituto Fenir, 1993.

 www.dicionariocriativo.com.br

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