Livro de Ordem da Igreja Presbiteriana
Livro de Ordem da Igreja Presbiteriana
FUNDAMENTALISTA
DO BRASIL
LIVRO
DE
ORDEM
Revisado e Atualizado
SUMÁRIO
Preâmbulo
Apresentação da 1ª Edição
PARTE I
Da Forma de Governo
CAPÍTULO I
Da Natureza, Do Governo e Dos Fins da Igreja (arts. 1º a 9º)
CAPÍTULO II
Da Igreja (arts. 10 a 30)
CAPÍTULO III
Dos Membros da Igreja (arts. 31 a 33)
CAPÍTULO IV
Dos Oficiais da Igreja (arts.34 a 60)
CAPÍTULO V
Dos Concílios e Dos Tribunais da Igreja (arts. 61 a 81)
CAPÍTULO VI
Da Administração Civil e Da Representação (arts. 82 a 83)
CAPÍTULO VII
Da Assembleia Geral (arts. 84 a 87)
CAPÍTULO IX
Da Constituição da Igreja (arts. 162 a 163)
PARTE II
Das Regras de Disciplina
CAPÍTULO I
Da Disciplina, Da Sua Natureza, Dos Objetos e Dos Fins (arts. 164 a 167)
CAPÍTULO II
Da Disciplina dos Membros Não Comungantes (arts. 168 a 172)
CAPÍTULO III
Das Ofensas (arts. 173 a 176)
CAPÍTULO IV
Das Censuras Eclesiásticas arts. 177 a 181)
CAPÍTULO V
Das Partes em Caso de Processo (arts. 182 a 192)
CAPÍTULO VI
Das Provisões Gerais Aplicáveis a Todos os Casos de Processo (arts. 193 a 211)
CAPÍTULO VII
Das Regras Especiais de Processos Perante os Conselhos (arts. 212 a 215)
CAPÍTULO VIII
Das Regras Especiais com Referência aos Processos Contra Ministros (arts. 216 a
224)
CAPÍTULO IX
Da Evidência (arts. 225 a 237)
CAPÍTULO X
Da Imposição das Censuras da Igreja (arts. 238 a 244)
CAPÍTULO XI
Da Absolvição das Censuras (arts. 245 a 251)
CAPÍTULO XII
Das Causas Isentas de Processo (arts. 252 a 256)
CAPÍTULO XIII
Do Modo Por Que Uma Causa Pode Subir de Tribunal Inferior
Para Tribunal Superior (arts. 257 a 258)
CAPÍTULO XIV
Dos Dissentimentos e Dos Protestos (arts. 290 a 293)
CAPÍTULO XV
Da Jurisdição (arts. 294 a 299)
PARTE III
Do Diretório da Adoração Divina
CAPÍTULO I
Da Santificação do Dia do Senhor (arts. 300 a 305)
CAPÍTULO II
Da Reunião do Povo Para o Culto Divino e Do Modo Pelo Qual
Deverá Portar-se Durante Ele (arts. 306 a 307)
CAPÍTULO III
Da Leitura Pública das Santas Escrituras (arts. 308 a 310)
CAPÍTULO IV
Dos Cânticos de Salmos e Hinos (arts. 311 a 314)
CAPÍTULO V
Da Oração Pública (arts. 315 a 318)
CAPÍTULO VI
Da Pregação da Palavra (arts. 319 a 324)
CAPÍTULO VII
Da Administração do Batismo (arts. 325 a 329)
CAPÍTULO VIII
Da Administração da Santa Ceia (arts.330 a 336)
CAPÍTULO IX
Da Profissão de Fé e Da Admissão à Plena Comunhão da Igreja (arts. 337 a 340)
CAPÍTULO X
Da Imposição e Da Absolvição das Censuras da Igreja (arts. 341 a 342)
CAPÍTULO XI
Da Bênção Matrimonial (arts. 343 a 348)
CAPÍTULO XII
Da Visitação aos Enfermos (arts. 349 a 358)
CAPÍTULO XIII
Dos Ofícios Fúnebres (arts. 359 a 360)
CAPÍTULO XIV
Do Jejum e Da Observação dos Dias de Ações de Graças (arts. 361 a 366)
CAPÍTULO XV
Do Diretório Para o Culto Particular e Doméstico (arts.367 a 371)
APÊNDICE
Igualmente, foram designados o Rv. Samy Anderson Gomes da Silva e o Rv. José
Camilo dos Santos para produzirem a redação de uma proposta em forma de
rascunho, contendo as sugestões dasemendas, acréscimos e correções do então
Livro de Ordem, que foi enviada a cada um dos Presbitérios que também fizeram as
suas devidas manifestações, alterações e outros acréscimos.Para este tópico, o Sr.
Presidentedo Sínodo pediu o empenho de cada um dos membros e representantes
devidamente autorizados, seja manifestando-se ou marcando suas presenças na
Reunião Extraordinária que foi agendada para este fim, às vésperas e no mesmo local
da 7ª Reunião Ordinária.
Que tudo seja feito segundo a vontade do Senhor nosso Deus, e para a glória dEle
somente . Que Ele continue nosabençoando. Soli Deo Gloria!
APRESENTAÇÃO DA 1ª EDIÇÃO
PARTE I
DA FORMA DE GOVERNO
CAPÍTULO I
DA NATUREZA, DO GOVERNO E DOS FINS DA IGREJA
Art. 1º. A Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil [IPFB] é uma federação de
Igrejas locais que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do
Velho e Novo Testamentos e como sistema expositivo de doutrina e prática a
Confissão de Fé de Westminstere os seus Catecismos Maior e Breve; rege-se pela
presente Constituição; é pessoa jurídica, de acordo com as leis do Brasil, sempre
representada civilmente pela sua Comissão Executiva, e exerce o seu governo por
meio de concílios e indivíduos, regularmente instalados.
Art. 2º. A Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil tem por finalidade principal:
Art. 4º. A Igreja, constituída neste mundo por nosso Senhor Jesus Cristo para reunir e
aperfeiçoar os santos, é o seu reino visível de graça, sendo una e a mesma em todos
os tempos.
Art. 5º. Os membros desta Igreja Universal visível são os que, em todas as nações,
professam a santa religião de Cristo e que, juntamente com os seus filhos, se
submetem às suas leis.
II) e Diáconos.
Art. 7º. A jurisdição eclesiástica é um poder coletivo, e não individual, exercido por
Presbíteros reunidos em concílios.
Parágrafo Único. Estes concílios podem ter jurisdição sobre uma ou mais Igrejas,
mas mantêm entre si relações tais que tornam real a ideia de unidade da Igreja.
Art. 8º. De ordinário, os oficiais da Igreja são ordenados por um concílio.
Art. 9º. A doutrina bíblica do governo presbiteral é necessária ao aperfeiçoamento da
ordem da Igreja visível, mas não é essencial à sua existência.
CAPÍTULO II
DA IGREJA
Seção I - Do Seu Rei e Cabeça
Art. 10. Jesus Cristo, sobre cujos ombros está o principado, cujo nome é Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; da grandeza e cujo
principado e paz não haverá fim; o qual se assenta sobre o trono de Davi e em seu
reino, para firmá-lo e fortalecê-lo para todo o sempre; tendo-lhe sido conferida toda a
autoridade no céu e na terra pelo Pai que o ressuscitou dos mortos e o exaltou à sua
destra sobre todo o principado, poder, autoridade e domínio, bem como sobre todo o
nome que se nomeia, não só neste mundo, mas também no vindouro; e tudo lhe
sujeitou debaixo dos pés, constituindo-o sobre todas as coisas como Cabeça da Igreja
que é o seu corpo e o complemento daquele que cumpre tudo em todos; esse mesmo
Jesus, tendo subido acima de todos os céus para cumprir todas as coisas, recebeu
dons para sua Igreja e deu todos os oficiais necessários para a edificação da mesma e
aperfeiçoamento dos seus santos.
Art. 11. Jesus, o Mediador e único Sacerdote, Profeta, Rei, Salvador e Cabeça da
Igreja reúne em si, eminentemente, todos os ofícios da mesma, e muitos dos nomes
destes ofícios lhe são atribuídos nas Escrituras. Ele é Apóstolo, Pastor, Mestre,
Ministro, Bispo e o único Legislador em Sião. Pertence à sua divina majestade
governar, instruir e ensinar a Igreja, do seu trono de glória, por sua Palavra e Espírito,
mediante o ministério dos homens, e, assim, ele exerce a sua autoridade e torna
efetivas as suas leis para a edificação e estabelecimento do seu reino.
Art. 12. Na qualidade de Rei, Cristo tem dado à sua Igreja oficiais, oráculos e
ordenanças, e tem ordenado especialmente nela o seu sistema de doutrina, governo,
disciplina e culto. Tudo isso está expressamente designado na Escritura ou dela se
pode deduzir por boa e necessária consequência. A essas ordens manda ele que
nada se acrescente, e nada se tire.
Art. 13. Depois de subir ao céu, nosso Senhor Jesus Cristo está presente com a Igreja
por sua Palavra e seu Espírito, e, por esse mesmo Espírito Santo, aplica eficazmente
aos crentes os benefícios de todos os seus ofícios.
Seção II - Da Igreja Visível
Art. 14. A Igreja Visível antes da Lei, sob a Lei e, agora, na dispensação do
Evangelho, é una, e a mesma, e se compõe todos os que, juntamente com os seus
filhos, professam a religião verdadeira.
Art. 15. A divisão da Igreja em diferentes denominações de cristãos professos,
embora obscureça, não destrói a unidade visível do corpo de Cristo.
Parágrafo Único. Todas as denominações que mantêm a Palavra e os Sacramentos
em sua integridade fundamental devem ser reconhecidas como verdadeiros ramos da
Igreja de Jesus Cristo.
Art. 16. A divisão da Igreja em muitas Igrejas particulares está em harmonia com o
exemplo das Escrituras.
Seção III - Da Natureza e Dos Limites do Poder da Igreja
Art. 17. O poder de que Cristo investiu a sua Igreja pertence ao todo - aos que
governam e aos que são governados - e constitui a Igreja uma comunidade espiritual.
Parágrafo Único. Este poder, quando exercido pelo povo, estende-se até a escolha
dos oficiais que Cristo estabeleceu na sua Igreja.
Art. 18. O poder eclesiástico é inteiramente espiritual e de duplo aspecto.
§ 1º. Os oficiais o exercem às vezes individualmente, como quando pregam o
Evangelho, administram os sacramentos, corrigem os que erram, visitam os enfermos
e confortam os aflitos.
§ 2º. O poder assim exercido é o poder de ordem.
§ 3º. Outras vezes os oficiais o exercem coletivamente nos concílios eclesiásticos, na
forma de julgamento, sendo, então, chamado poder de jurisdição.
Art. 19. As únicas funções da Igreja, como reino e governo distintos da comunidade
civil, são: proclamar, administrar e tornar efetiva a lei de Cristo revelada nas
Escrituras.
Art. 20. A Igreja, com suas ordenanças, oficiais e concílios, é a agência ordenada por
Cristo para edificar e governar o seu povo, propagar a fé e evangelizar o mundo.
Art. 21. O exercício, quer coletivo, quer individual, do poder eclesiástico tem a sanção
divina, quando está de conformidade com os estatutos promulgados por Cristo, o
Legislador, e quando procede de concílios ou ofícios, designados para isso em sua
Palavra.
Seção IV - Das Igrejas Particulares
Art. 22. Uma Igreja particular consiste em qualquer número de cristãos professos, com
os seus filhos, associados para render culto a Deus, propagar o Evangelho, e viver
piedosamente, de conformidade com as Escrituras, sujeitos ao governo legítimo do
reino de Cristo.
Art. 23. Os oficiais de uma Igreja particular são:
I) Bispos ou Pastores [Presbíteros Docentes e Presbíteros Regentes]
II) e Diáconos.
Art. 24. A jurisdição de uma Igreja particular é um poder coletivo e reside no
Conselho da Igreja.
Art. 25. Aos Diáconos compete a administração das ofertas para os pobres e
para outros usos piedosos.
Art. 26. As ordenanças estabelecidas na Igreja por seu Cabeça, o Senhor Jesus
Cristo, são as seguintes:
I) a Oração;
Art. 27. As Igrejas desprovidas do ministério oficial da Palavra não devem, por
isso, deixar de se reunir.
Art. 28. O primeiro passo a tomar para a organização de uma Igreja será:
I) receber testemunho em favor dos pretendentes que já foram membros de
Igreja, no caso de haver;
II) e admitir, depois, sob profissão de fé em Cristo, os candidatos que,
examinados, mostrarem possuir as devidas qualificações.
Art. 29. Em segundo lugar, estas pessoas devem entrar em um pacto, como Igreja,
respondendo na afirmativa, levantando a mão [ou fazendo outro qualquer sinal
conveniente] à pergunta seguinte:
I) Então, o ministro pergunta:
Prometeis e pactuais solenemente, confiados no poder de Deus, viver juntos,
como Igreja organizada, conforme os princípios da fé e ordem da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista e, quanto estiver de vossa parte, conservar a
pureza e a harmonia de toda a corporação?
II) Na sequência, dirá o ministro que presidir:
Agora, eu vos declaro constituídos em Igreja, segundo a Palavra de Deus e a
fé e ordem da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil. Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Art. 30. Em seguida, serão eleitos, ordenados e instalados os Presbíteros e os
Diáconos.
CAPÍTULO III
DOS MEMBROS DA IGREJA
Art. 31. Os filhos menores dos crentes são membros da Igreja, em razão do pacto e
por direito de nascimento.
Parágrafo Único. Por esse motivo têm eles direito ao batismo, à vigilância e à
instrução pastoral, bem como ao governo da Igreja, a fim de virem a abraçar a Cristo,
e, assim, se tornarem pessoalmente possuidores de todos os benefícios do pacto.
Art. 32. Todas as pessoas batizadas têm direito ao cuidado vigilante, instrução e
governo da Igreja, embora sejam adultos e não tenham feito profissão de fé em Cristo.
Art. 33. Somente os que tiverem feito profissão de fé em Cristo podem gozar de todos
os direitos e privilégios da Igreja.
CAPÍTULO IV
DOS OFICIAIS DA IGREJA
Seção I - Da Classificação Geral
Art. 34. Sob o Novo Testamento, nosso Senhor, ao princípio, escolheu o seu povo
dentre diversas nações e o uniu à família da fé por meio de oficiais extraordinários,
dotados de dons miraculosos, que há muito cessaram.
Art. 35. Toda a política da Igreja consiste em doutrina, governo e distribuição.
§ 1º. Os oficiais ordinários e perpétuos da Igreja são:
a) Presbíteros-Pregadores ou Ministros da Palavra, comissionados para
pregarem o Evangelho, administrarem os sacramentos e governarem;
b) Presbíteros-Regentes, cujo ofício consiste em auxiliar no governo;
c) Diáconos, cuja função consiste em distribuir as ofertas dos fiéis para fins
piedosos, sob orientação do Conselho.
§ 2º.Nenhum oficial da Igreja pode ser ordenado nem exercer seu ofício sem dar
provas de ser dizimista praticante e convicto, ainda que seja eleito pela Igreja.
Art. 36. Os que exercem na Igreja qualquer ofício não devem usurpar autoridade nem
aceitar títulos de preeminência espiritual, exceto os indicados nas Escrituras.
I) Pastor-Efetivo;
II) Pastor-Auxiliar;
III) Co-Pastor;
IV) Pastor-Evangelista;
V) Pastor-Missionário.
IV) o Co-Pastor será eleito pela Igreja e dividirá as atribuições com o Pastor-
Efetivo;
Art. 47. Quando o ministro for chamado para exercer a função de Pastor-Missionário,
entender-se-á que a sua missão é pregar a Palavra e administrar os sacramentos em
países estrangeiros, ou nas fronteiras, ou em lugares desprovidos de Igreja.
Parágrafo Único. E pode-se-lhe confiar o poder de organizar Igrejas e nelas ordenar
Presbíteros Regentes e Diáconos.
Seção III - Do Presbítero Regente
Art. 48. Do mesmo modo por que a Igreja, no regime da Lei, tinha Anciãos do povo
(ou Presbíteros) para governá-la, também à Igreja, sob a dispensação do Evangelho,
Cristo deu, além dos ministros da Palavra, outros oficiais chamados Presbíteros
Regentes, com dons e encargos de governá-la, quando para isto forem chamados.
Art. 49. Os Presbíteros Regentes são os representantes imediatos do povo, por este
eleitos e ordenados pelo Conselho, para, juntamente com os Pastores, exercerem o
governo e a disciplina, e zelar pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como
pelos de toda a comunidade, quando para isto forem eleitos ou designados.
Art. 50. Compete ao Presbítero:
I) levar ao conhecimento do Conselho as faltas que não puder corrigir por
meio de admoestações particulares;
II) auxiliar o Pastor no trabalho de visitas;
III) instruir os neófitos, consolar os aflitos, e cuidar da infância e da
juventude;
IV) orar com os crentes e por eles;
V) informar o Pastor dos casos de doenças e aflições;
VI) distribuir os elementos da Santa Ceia;
VII) tomar parte na ordenação de ministros e oficiais;
VIII) representar o Conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Concílio
Supremo;
IX) constituir com o Pastor ou Pastores a Mesa Administrativa da Igreja.
Art. 51. O Presbítero tem nos Concílios da Igreja autoridade igual à dos ministros.
Seção IV - Do Diácono
Art. 52. O Diaconato está estabelecido nas Escrituras como um dos ofícios ordinários
e perpétuos da Igreja.
Art. 53. Para este oficio deverão ser eleitos homens de boa reputação e reconhecida
piedade, que sejam estimados por sua prudência e bom juízo, cuja conversação seja
segundo o Evangelho, e cujas vidas sejam exemplares, visto que os deveres a que
todos os cristãos são chamados no exercício da beneficência cabem especialmente ao
Diácono, oficial da casa de Deus.
Parágrafo Único. O Diácono é oficial eleito pela Igreja e ordenado pelo Conselho,
para, sob a supervisão desta, dedicar-se especialmente:
a) à arrecadação de ofertas para fins piedosos;
b) ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos;
c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao culto
divino;
d) a exercer a fiscalização para que haja boa ordem na casa de Deus e
suas dependências.
Art. 54. Nas Igrejas onde for impossível obter a eleição de um número suficiente de
Diáconos, os deveres deste ofício serão exercidos pelos Presbíteros Regentes.
Art. 55.O exercício do Presbítero e do Diácono limitar-se-á ao período de 2 (dois) a 5
(cinco) anos, que poderá ser renovado mediante eleição.
§ 1º.Para eleição, o prazo mínimo será de um ano após sua admissão na Igreja, salvo
quando se tratar de oficiais vindos de outra Igreja Presbiteriana Fundamentalista, a
juízo do Conselho.
IV) ausentar-se, sem justo motivo, durante 6 (seis) meses, das reuniões do
Conselho - se for Presbítero, e da Junta Diaconal - se for Diácono;
Art. 57. Aos Presbíteros e aos Diáconos que tenham servido satisfatoriamente a uma
Igreja por mais de 25 (vinte e cinco) anos, poderá esta, pelo voto da Assembleia,
oferecer o título de Presbítero ou Diácono Emérito, respectivamente, sem prejuízo do
exercício do seu cargo.
§ 1º. Os Presbíteros-Eméritos poderão assistir às reuniões do Conselho, sem direito
a voto.
§ 2º. O Presbítero pode ser eleito Presbítero-Emérito sem perda do seu mandato.
Art. 58. A Junta Diaconal dirigir-se-á por um regimento aprovado pelo Conselho.
Art. 59. Eleito alguém que aceite o cargo e, não havendo objeção do Conselho,
designará este o lugar, dia e hora da ordenação e instalação, que serão realizadas
perante a Igreja.
Art. 60. Só poderá ser ordenado e instalado quem, depois de instruído, aceitar a
Doutrina, o Governo e a Disciplina da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil,
inclusive o dar provas de ser dizimista praticante e convicto, como o exemplo do
rebanho que deve ser, devendo a Igreja prometer tributar-lhe honra e obediência no
Senhor, segundo a Palavra de Deus e o Livro de Ordem.
CAPÍTULO V
DOS CONCÍLIOS E DOS TRIBUNAIS DA IGREJA
Seção I - Dos Concílios em Geral
Art. 61. A Igreja é governada por vários concílios ou tribunais, em graduação regular,
os quais, embora distinguidos por diversos nomes, são todos Presbitérios, visto como
se compõem exclusivamente de Presbíteros.
Art. 62. Esses concílios são: o Conselho da Igreja, o Presbitério, o Sínodo e o Concílio
Supremo da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil.
Art. 63. O Pastor é o Presidente [Moderador] do Conselho da Igreja.
Art. 64. No Presbitério, Sínodo e Concílio Supremo o Presidente [Moderador] é eleito
em cada reunião ordinária, desde que obedeça aos mandatos legislativos prescritos
neste Livro de Ordem no que se refere à eleição para cada um destes concílios.
Parágrafo Único. O Presidente [Moderador] ou, no caso de ausência, o último
Presidente [Moderador] presente, ou o ministro mais antigo presente, abrirá a reunião
com um sermão, exceto se houver grande inconveniência, e ocupará a cadeira até ser
eleito o novo Presidente [Moderador].
Art. 65. A Mesa do Presbitério, do Sínodo ou do Concílio Supremo compor-se-á de:
I) Presidente [Moderador];
III) Secretário-Executivo;
§ 4º. Quando o Presidente [Moderador] eleito pelo Concílio for Presbítero, as funções
privativas de ministro serão exercidas pelo ministro que o Presidente [Moderador]
escolher.
Art. 66.Os Concílios da Igreja, superiores ao Conselho, atuam nos interregnos de suas
reuniões, por intermédio das respectivas Comissões Executivas.
VII) anunciar os nomes dos que se levantam para falar, evitando a quebra da
ordem parlamentar;
VIII) nomear comissões, salvo nos casos em que o Concílio decidir o contrário;
sendo o mesmo ex-officio em todas as comissões;
IX) o Presidente [Moderador] terá voto de qualidade, em caso de empate,
porém, se qualquer membro julgar-se agravado por uma decisão do
Presidente, poderá apelar para o Plenário e o assunto será votado sem
debate;
XI) ter cuidado para que os membros não se retirem das sessões sem a devida
licença;
XV) durante o período de sua gestão, o Presidente [Moderador] não poderá ter
exercício em comissões, como membro, sobre que tenha de dar parecer,
salvo de ordem eclesiástica, a juízo do Concílio.
a) Vice-Presidente (Vice-Moderador);
b) Secretário-Executivo;
c) Primeiro Secretário;
d) Segundo Secretário;
e) Tesoureiro;
V) proceder com as anotações nas carteiras dos ministros, quando for o caso,
de cada Concílio que estiver secretariando;
III) lavrar nos respectivos livros os termos de pareceres das Comissões que
foram aprovados pelo Plenário;
Art. 74. Desde que nomeados pela Diretoria Executiva, os Concílios da Igreja
Presbiteriana Fundamentalista do Brasil poderão manter outros serviços especiais, tais
como nomeação de conselheiros junto às confederações, comissões especiais de
evangelismo e missões, de educação religiosa, de treinamento, dentre outros,
determinando aos respectivos conselheiros os deveres inerentes ao cargo.
Art. 75. O Presidente [Moderador] possui toda a autoridade necessária para a
manutenção da ordem, e para convocar ou adiar as reuniões do Concílio, conforme as
regras nele estabelecidas.
§ 1º. Compete-lhe também convocar o Concílio por meio de circular, antes do tempo
ordinário das reuniões, quando alguma circunstância extraordinária torne precisa essa
convocação.
Art. 76. Cada sessão de Presbitério, Sínodo e Concílio Supremo será começada e
encerrada com oração.
Parágrafo Único. No encerramento da sessão final de cada reunião, além deste ato
de fé, acima, será cantado um salmo ou hino e pronunciada a bênção apostólica.
Art. 77. As despesas que os ministros e Presbíteros Regentes fizerem, para assistir às
sessões dos Concílios, serão pagas pelas congregações a que respectivamente
pertencerem.
Seção II - Da Jurisdição dos Concílios da Igreja
Art. 78. Estas Assembleias são inteiramente distintas da Magistratura Civil e não têm
jurisdição alguma nos negócios civis ou políticos.
Parágrafo Único. Não têm igualmente poder de infligir castigos ou penas temporais,
sendo a sua autoridade inteiramente moral ou espiritual.
Art. 79. A jurisdição dos Concílios da Igreja é apenas ministerial e declarativa, e se
refere às doutrinas e preceitos de Cristo, à ordem da Igreja, e ao exercício da
disciplina, a saber:
§ 1º. Estes Concílios não podem promulgar leis que obriguem a consciência,
mas podem formular símbolos de fé, dar testemunho contra qualquer erro de
doutrina e contra qualquer imoralidade na prática, dentro ou fora da Igreja, e
decidir casos de consciência.
§ 2º. Eles têm poder para estabelecer regras de governo, disciplina, culto e
desenvolvimento da Igreja, de conformidade com o ensino e doutrina das
Escrituras a esse respeito, sendo unicamente as particulares circunstâncias
deixadas à prudência cristã dos oficiais da Igreja e dos seus Concílios.
e) mas a maior censura a que se estende a sua autoridade não vai além da
exclusão dos contumazes e impenitentes da congregação dos fiéis;
Art. 80. Todos os Concílios da Igreja são da mesma natureza e constituídos dos
mesmos elementos, e, assim também, possuem os mesmos direitos e poderes,
diferindo apenas entre si segundo as provisões da constituição.
Art. 81.É necessário, para despacho pronto e bem ordenado dos negócios
eclesiásticos, que a defesa de ação de cada Concilio seja distintamente definida,
como a seguir:
CAPÍTULO VII
DA ASSEMBLEIA GERAL
Art. 84. AAssembleia Geral constará de todos os membros da Igreja local em plena
comunhão, e se reunirá, ordinariamente, ao menos uma vez por ano, e,
extraordinariamente, quando convocada peloConselho.
§ 1º. A Assembleia se reunirá ordinariamente para:
a) ouvir, para informação, o relatório do movimento da Igreja, no ano
anterior, e tomar conhecimento do orçamento para o ano em curso;
b) pronunciar-se sobre questões orçamentárias e administrativas, quando
isto lhe for solicitado peloConselho;
c) eleger, anualmente, um Secretário de Atas.
§ 2º. A Assembleia se reunirá extraordinariamente para:
a) eleger Pastores e oficiais da Igreja;
b) pedir exoneração deles ou opinar a respeito, quando solicitada
peloConselho;
c) aprovar os seus estatutos e deliberar quanto a sua constituição em
pessoa jurídica;
d) adquirir, permutar, alienar, gravar de ônus real, dar em pagamento imóvel
de sua propriedade e aceitar doações ou legados onerosos ou não,
mediante parecer prévio doConselho e, se este julgar conveniente,
também do respectivo Presbitério;
e) conferir a dignidade de Pastor-Emérito, Presbítero-Emérito e Diácono-
Emérito.
§ 3º. Para tratar dos assuntos a que se referem as alíneas "b" do § 1°, "c" e "d" do §
2º, do art. 84, a Assembleia deverá constituir-se de membros civilmente capazes.
Art. 85. A reunião ordinária da Assembleia se fará sempre em primeira convocação,
seja qual for o número de membros presentes.
Art. 86. A reunião extraordinária da Assembleia deverá ser convocada com
antecedência de pelo menos 8 (oito) dias e só poderá funcionar com a presença
mínima de membros em número correspondente a um terço dos residentes na sede,
podendo ser convocada em segunda convocação para reunir-se 30 (trinta) minutos
após a primeira convocação.
Parágrafo Único. Em segunda convocação, a reunião extraordinária da Assembleia
se realizará com qualquer número de membros presentes.
Art. 87. A Presidência da Assembleia da Igreja cabe ao Pastor e, na ausência ou
impedimento deste, ao Pastor-Auxiliar ou ao Vice-Presidente doConselho, caso a
Igreja não tenha Pastor-Auxiliar.
Seção I - DoConselho da Igreja
Art. 88. OConselho da Igreja é o Concilio que exerce jurisdição sobre uma Igreja e é
composto do Pastor ou Pastores e dos Presbíteros.
Parágrafo Único. O governo e a administração de uma Igreja local competem
aoConselho.
Art. 89. O quorum doConselho será constituído do Pastor e 1/3 (um terço) dos
Presbíteros, não podendo o número destes ser inferior a 2 (dois).
§ 1º. OConselho poderá, em caso de urgência, funcionar com um Pastor e um
Presbítero, quando não tiver mais de 3 (três) ad-referendum da próxima reunião
regular.
§ 2º. O Pastor exercerá as funções plenas doConselho, em caso de falecimento, de
mudança de domicílio, renúncia coletiva ou recusa de comparecimento dos
Presbíteros; em qualquer desses casos, levará o fato, imediatamente, ao
conhecimento da Comissão Executiva do Presbitério.
§ 3º. Quando não for possível, por motivo justo, reunir-se oConselho para exame de
candidatos à profissão de fé, o Pastor o fará, dando conhecimento de seu ato ao
referido Concilio, na sua primeira reunião.
Art. 90. OConselho só poderá deliberar sobre assunto administrativo com a maioria
dos seus membros.
Art. 91. O Pastor é o Presidente doConselho que, em casos de urgência, poderá
funcionar sem ser presidida por um ministro, quando não se tratar de admissão,
transferência ou disciplina de membros; sempre, porém, ad-referendum doConselho,
na sua primeira reunião.
§ 1°. O Pastor poderá convidar outro ministro para presidir oConselho; caso não possa
fazê-lo por ausência ou impedimento, o Vice-Presidente deverá convidar outro ministro
para presidi-la, de preferência, ministro do mesmo Presbitério e, na falta deste,
qualquer outro da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil.
§ 2°. Quando não for possível encontrar ministro que presida o Conselho, cabe ao
Vice-Presidente convocá-lo e assumir a Presidência sempre ad-referendum da
primeira reunião.
§ 3° Havendo mais de um Pastor, a Presidência será alternada, salvo outro
entendimento; se todos estiverem presentes, quem não presidir terá direito a voto.
Art. 92. Recusando-se o Pastor a convocar o Conselho a pedido da maioria dos
Presbíteros, ou de um, quando a Igreja não tiver mais de 2 (dois), o Presbítero ou
Presbíteros levarão o fato ao conhecimento do Concílio Supremo.
Art. 93. OConselho reunir-se-á:
I) pelo menos de 3 (três) em 3 (três) meses;
II) quando convocado pelo Pastor;
III) quando convocado pelo Vice-Presidente, no caso do § 2°, do art. 91;
V) a pedido da maioria dos Presbíteros, ou de um Presbítero, quando a Igreja
não tiver mais de 2 (dois);
VI) por ordem do Presbitério.
Parágrafo Único. Nas Igrejas mais longínquas, o período referido no inciso "I" poderá
ser maior a critério do Pastor-Evangelista.
Art. 94. Será ilegal qualquer reunião do Conselho, sem convocação pública ou
individual de todos os Presbíteros. com tempo bastante para o comparecimento.
Art. 95. São funções privativas do Conselho:
I) exercer o governo espiritual e administrativo da Igreja sob sua jurisdição,
velando atentamente pela fé e comportamento dos crentes, de modo que
não negligenciem os seus privilégios e deveres;
II) admitir, disciplinar, transferir e demitir membros;
III) impor penas e relevá-las;
IV) encaminhar a escolha e eleição de Presbíteros e Diáconos, ordená-los e
instalá-los depois de verificar a regularidade do processo das eleições e a
idoneidade dos escolhidos;
V) encaminhar a escolha e eleição de Pastores;
VI) receber o ministro designado pelo Presbitério para o cargo de Pastor;
VII) estabelecer e orientar a Junta Diaconal;
VIII) supervisionar, orientar e superintender a obra de educação
religiosa, o trabalho das sociedades auxiliadoras femininas,
da mocidade, e outras organizações da Igreja, bem como a
obra educativa em geral e quaisquer atividades espirituais;
IX) exigir que os oficiais e funcionários sob sua direção cumpram fielmente
suas obrigações;
X) organizar e manter em boa ordem os arquivos, registros e estatísticas da
Igreja;
XI) organizar e manter em dia o rol dos membros comungantes e de não
comungantes;
XII) apresentar anualmente à Igreja relatório das suas atividades,
acompanhado das respectivas estatísticas;
XIII) resolver caso de dúvida sobre doutrina e prática, para orientação da
consciência cristã;
XIV) suspender a execução de medidas votadas peIas sociedades
domésticas da Igreja que possam prejudicar os interesses espirituais;
XV) examinar os relatórios, os livros de atas e os das tesourarias das
organizações domésticas, registrando nelas as suas observações;
XVI) aprovar ou não os estatutos das sociedades domésticas da Igreja e dar
posse às suas diretorias;
XVII) estabelecer pontos de pregação e congregações;
XVIII) velar pela regularidade dos serviços religiosos;
XIX) eleger representante ao Presbitério;
XX) velar por que os pais não se descuidem de apresentar seus filhos ao
batismo;
XXI) observar e pôr em execução as ordens legais dos concílios superiores;
XXII) designar, se convier, mulheres piedosas para cuidar dos enfermos, dos
presos, das viúvas e órfãos, dos pobres em geral, para alívio dos que
sofrem.
Art. 96. Cada Conselho da Igreja deverá ter:
I) um registro claro e fiel das atas das suas sessões, o qual será submetido à
inspeção do Presbitério, ao menos uma vez por ano;
II) um livro especial para registro das atas em que funciona como Mesa
Administrativa;
III) um registro claro e fiel dos batismos, de admissões à Mesa do Senhor, dos
membros não comungantes, dos óbitos e das demissões dos membros da
Igreja.
Art. 97. As reuniões do Conselho deverão ser ordinariamente abertas e encerradas
com oração.
Art. 98. O Conselho elegerá anualmente um Vice-Presidente, um ou mais Secretários
e um Tesoureiro, sendo este, de preferência, oficial da Igreja.
Parágrafo Único. O Pastor acumulará o cargo de Secretário somente quando não
houver Presbítero habilitado para o desempenho do referido cargo.
Seção II - Do Presbitério
Art. 99. O Presbitério compõe-se de todos os ministros e um Presbítero Regente, de
cada Igreja, dentro de um território determinado.
Art. 100. Cada Presbítero Regente, desconhecido ao Presbitério, apresentará
documento de ter sido regularmente nomeado pelo Conselho da Igreja que representa.
Art. 101. Constituirão quorum para deliberar, um número de, pelo menos, 3 (três)
ministros pertencentes ao Presbitério, juntamente com um Presbítero Regente,
achando-se reunidos no tempo e lugar designados,.
Art. 102. Os ministros que pedirem admissão em um Presbitério deverão ser
examinados quanto à sua experiência cristã, opiniões teológicas e a respeito do
governo da Igreja.
Parágrafo Único. Quando os pretendentes vierem de outras denominações, o
Presbitério exigirá que respondam na afirmativa às perguntas a que respondem os
candidatos no ato de sua ordenação.
Art. 103. O Presbitério fará transcrever no lugar mais conveniente do livro das suas
atas, as obrigações requeridas dos ministros por ocasião de serem ordenados, as
quais serão subscritas por todos os que forem admitidos como membros do mesmo
Presbitério, na forma seguinte:
Eu (nome completo), recebo e subscrevo ex animo as obrigações
acima, como exposição exata e verdadeira da minha fé e princípios, e
resolvo e prometo exercer seu ministério de conformidade com elas .
Art. 104. Compete ao Presbitério:
I) receber e resolver apelações e queixas dos Conselhos de Igrejas e as
consultas que forem apresentadas de modo próprio;
II) examinar e licenciar candidatos para o santo ministério;
III) receber, despedir, ordenar, instalar, remover e julgar ministros;
IV) rever as atas dos Conselhos de suas Igrejas, emendar o que estes
Conselhos tenham feito contra a ordem e fazer com que observem a
Constituição da Igreja;
V) estabelecer a relação pastoral e dissolvê-la quando esta dissolução for
pedida por uma ou ambas as partes interessadas, e sempre que o exijam
imperativamente os interesses da religião;
VI) estabelecer e manter trabalhos de evangelização dentro de seus próprios
limites, em regiões não pertencentes à jurisdição de outro Presbitério
desta Igreja, e no estrangeiro;
VII) consagrar evangelistas para sua obra;
VIII) fazer que os ministros se dediquem com diligência ao cumprimento dos
deveres da sua sagrada vocação, e censurar os delinquentes;
IX) ver que as ordens lícitas dos concílios superiores sejam cumpridas;
X) condenar as opiniões errôneas que ofendam a pureza ou a paz da Igreja;
XI) visitar as Igrejas para investigar e corrigir quaisquer males que nelas se
tenham suscitado;
XII) unir e dividir Igrejas;
XIII) tomar a superintendência das Igrejas vagas e concertar meios para o
engrandecimento da Igreja dentro de seus limites;
XIV) ordenar, em geral, tudo quanto se referir ao bem espiritual das Igrejas
sob sua jurisdição, nomear deputados aoConcílio Supremo e adotar
todas as medidas que sejam de vantagem comum para a Igreja.
Art. 105. O Presbitério terá um registro claro e fiel das suas atas, que submeterá
anualmente ao exame do Sínodo.
Parágrafo Único. Enviará também, anualmente, ao Sínodo e aoConcílio Supremo um
relatório das condições e do progresso da religião dentro dos seus limites, durante o
ano, e de todas as mudanças importantes que tenham tido lugar, tais como
licenciaturas, ordenações, recepção e transferência de membros, união, divisão e
nova organização de Igrejas, bem como dos falecimentos ocorridos.
Art. 106. O Presbitério reunir-se-á, ordinariamente, ao menos uma vez por ano,
conforme determinar em cada reunião; e, quando qualquer emergência tornar precisa
uma reunião antes do tempo marcado, o Presidente [Moderador] ou, no caso de sua
ausência, morte ou impedimento, o Secretário-Executivo, com o concurso ou a
requerimento de 2 (dois) ministros e 2 (dois) Presbíteros Regentes, convocará uma
reunião especial.
§ 1º. Para este fim, notificará ele a cada um dos ministros pertencentes ao Presbitério
e a cada Conselho de Igreja vaga, com a antecedência devida, de 10 (dez) dias, pelo
menos, especificando qual o negócio especial da projetada reunião.
§ 2º. Nestas reuniões especiais não se poderá tratar de qualquer coisa diversa
daquelas para que forem convocadas.
§ 3º. Os ministros em plena comunhão com outros Presbitérios, ou qualquer outro
corpo eclesiástico com que esta Igreja tenha estabelecido correspondência, quando
estiverem presentes a qualquer reunião do Presbitério, poderão ser convidados para
tomar assento e deliberar como membros correspondentes.
Art. 137. Quando alguém tiver sido eleito para qualquer destes ofícios, se não houver
objeção séria, e a pessoa eleita declarar a sua intenção de aceitar o cargo, oConselho
designará o dia para a ordenação.
Art. 138. No dia predeterminado, reunido o Conselho em presença da Igreja, será
pregado um sermão, se assim for conveniente, depois do que o ministro que presidir
exporá concisamente a autoridade e natureza do ofício de Presbítero Regente [ou
Diácono], e mostrará qual o caráter que lhe compete e quais as obrigações que deve
cumprir. Feito isto:
I) Dirigirá ao candidato, em presença da Igreja, as seguintes perguntas:
a) Credes que as Escrituras do Velho e do Novo Testamentos são a Palavra
de Deus, e que esta Palavra é a regra única e infalível de fé e prática?
b) Recebeis e adotais sinceramente a Confissão de Fé e os Catecismos
desta Igreja, como fiel exposição do sistema de doutrina, ensinado nas
Santas Escrituras?
c) Aprovais e sustentais o Governo e a Disciplina da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil?
d) Aceitais o ofício de Presbítero Regente [ou Diácono] nesta Igreja e
prometeis desempenhar fielmente todos os deveres deste cargo?
e) Prometeis procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a
pureza da Igreja?
II) Depois que o Presbítero Regente eleito [ou Diácono] tiver respondido na afirmativa
a estas perguntas, o ministro dirigirá aos membros da Igreja as perguntas seguintes:
a) E vós, membros desta Igreja, reconheceis e recebeis a este nosso irmão
como Presbítero Regente [ou Diácono]?
b) Prometeis tributar-lhe toda a honra, animação e obediência no Senhor, a
que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhe dá direito o
seu ofício?
III) Depois que os membros da Igreja tiverem respondido na afirmativa a estas
perguntas, levantando a mão direita, o ministro consagrará o candidato para o ofício
de Presbítero Regente [ou Diácono], orando em nome doConselho que imporá as
mãos sobre a cabeça do ordenado.
IV) Em seguida, os membros doConselho, e os Diáconos, se o ordenado for um
Diácono, devem estender as destras ao oficial recém-ordenado, dizendo:
Nós vos damos a destra da fraternidade para tomardes parte conosco neste
oficio.
Então, dirá o ministro:
Agora declaro regularmente eleito, ordenado e investido no ofício de Presbítero
Regente [ou Diácono] nesta Igreja ao Sr. A.B. - tudo segundo a Palavra de
Deus e de conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana
Fundamentalista do Brasil; e declaro mais que, como tal, tem ele direito a toda
a animação, honra e obediência no Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do
Espirito Santo. Amém.
V) Em seguida, o ministro fará uma exortação adequada ao novo Presbítero Regente
[ou Diácono] e à Igreja.
Art. 139. Os ofícios de Presbítero Regente e Diácono são perpétuos, não podendo,
por isso, ser postos de lado à vontade, nem podendo qualquer pessoa ser degradada
de qualquer destes ofícios, salvo por deposição, depois de um processo regular.
§ 1º. Pode acontecer, contudo, que um Presbítero Regente, ou um Diácono, embora
não seja culpado de heresia nem de imoralidade, se torne inaceitável em seu caráter
oficial à maioria da Igreja a que serve. Neste caso, compete aoConselho dissolver a
relação oficial, a pedido do mesmo oficial ou da Igreja.
§ 2º. O pedido de uma destas partes, porém, não poderá ser despachado sem que a
outra tenha ocasião de apresentar suas objeções.
Art. 140. A mudança permanente de um Presbítero Regente, ou Diácono, para fora
dos limites da Igreja a que serve é fato que dissolve suas relações oficiais com a
mesma Igreja, e deve ser sempre registrado pelo Conselho.
Art. 141. Quando um Presbítero Regente, ou Diácono, cujas relações oficiais tenham
sido dissolvidas, for de novo eleito para desempenhar seu ofício na mesma Igreja em
que servia antes, ou em outra, será ele investido pela forma designada nesta seção,
omitindo-se a ordenação.
Seção V - Da Ordenação de Ministros Como Estabelecer e Dissolver
a Relação Pastoral
Art. 142. Nenhum ministro ou candidato receberá convite de Igreja alguma, senão com
permissão de seu Presbitério.
IV) Este fato será registrado nas atas, do seguinte ou semelhante modo:
O Presbitério de ... reunido na cidade de .. depois de bem informado do caráter
moral e religioso, e certo de ter ele feito um curso regular de literatura e estar
em plena comunhão com a Igreja, resolveu examiná-lo nas matérias exigidas
para a licenciatura. E como o referido ............ tivesse satisfeito o Presbitério,
quanto a seus conhecimentos literários, experiência religiosa, proficiência em
teologia e outros estudos, foi aprovado em todos esses exames. E tendo ele
adotado a Confissão de Fé e os Catecismos desta Igreja, e respondido
satisfatoriamente às perguntas designadas para os candidatos a licenciatura, o
Presbitério, em sua sessão de .......de ....... de 20...,licenciou, pela presente, o
acima nomeado ........... para pregar o Evangelho de Cristo, como candidato em
prova para o santo ministério, dentro dos limites deste Presbitério ou de
qualquer outro para onde venha a ser chamado.
Art. 239. Quando algum membro ou oficial da Igreja for culpado de alguma ofensa que
mereça censura, o tribunal procederá com caridade e tratará com seu irmão culpado
em espírito de mansidão, devendo os outros membros considerar a si mesmos, para
não serem também tentados.
Art. 240. A censura de admoestação deverá ser administrada em particular por um ou
mais membros comissionados pelo tribunal, quando a ofensa não for grave, e for
conhecida só de poucos.
Parágrafo Único. Quando o escândalo for público, a admoestação será administrada
pelo Presidente [Moderador] em presença do tribunal, e deverá ser, de ordinário,
anunciada em público.
Art. 241. A suspensão por tempo definido, sendo para exemplo, deverá ser
ordinariamente administrada em sessão pública ou anunciada à Igreja.
Art. 242. A censura de suspensão por tempo indefinido deverá ser administrada com
grande solenidade, a fim de servir para impressionar o delinquente com o sentimento
próprio do seu perigo, enquanto estiver excluído dos sacramentos da Igreja do Deus
vivo, e para levá-lo, com a bênção divina, a se arrepender do seu delito.
I) Quando o tribunal tiver resolvido dar essa sentença, o Presidente
[Moderador] dirigir-se-á ao irmão delinquente, quando presente, nas
seguintes palavras:
Sendo manifesto, por suficientes provas (ou segundo a confissão que
fizestes), que vós, A.B., [declara se a pessoa é ministro, Presbítero
Regente, Diácono ou membro particular da Igreja] sois culpado do
pecado .... [declara o nome da ofensa], nós, o Presbitério [ou Conselho
da Igreja], de T.L., em nome e pela autoridade do Senhor Jesus Cristo,
vos declaramos suspenso dos sacramentos da Igreja [e do exercício
de vosso ofício], até dardes provas satisfatórias de arrependimento.”
II) A isto, ajuntar-se-á o conselho ou admoestação que for julgada necessária,
e tudo se concluirá com oração a Deus Todo-Poderoso para que se digne
acompanhar este ato de disciplina com a sua bênção.
Art. 243. Quando tiver sido regularmente proferida uma sentença de exclusão, o
Presidente [Moderador] doConselho fará à Igreja uma exposição pública dos diversos
passos dados em referência a seu irmão delinquente, e a informará de ter sido julgado
necessário exclui-lo da comunhão.
I) Em seguida, mostrará a autoridade da Igreja para expulsar de seu grêmio
os membros indignos, de conformidade com o ensino de Mateus 18.15-18
e 1 Coríntios 5.1-5.
II) Também explicará a natureza, utilidade e consequência desta censura e
admoestará o povo para se conduzir com o delinquente como para com
uma pessoa que está debaixo da censura mais severa da Igreja.
III) A seguir, pronunciará a sentença do seguinte modo:
Tendo ficado evidente, por suficientes provas, que A.B., membro desta
Igreja, é culpado do pecado de.....,e, como depois de muitas
admoestações e orações, recusasse obstinadamente o ouvir a Igreja e
não manifestasse prova de arrependimento, nós, oConselho da Igreja
de ...., em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, o declaramos excluído
dos sacramentos e separado da comunhão da Igreja.
IV) Para concluir, far-se-á oração, pedindo a Deus que se digne acompanhar
com a sua bênção esta sua ordenança, para convencer e reformar a
pessoa assim separada da comunhão dos fiéis, e edificação dos
verdadeiros crentes.
Art. 244. A sentença de deposição será pronunciada pelo Presidente [Moderador], do
modo seguinte:
Tendo ficado evidente, por suficientes provas, que A.B., ministro deste
Presbitério [ou Presbítero Regente, ou Diácono, desta Igreja] é culpado
do pecado de ...., nós, o Presbitério [ou a Conselho da Igreja] de ...., o
julgamos totalmente incapaz para exercer o ofício do ministério cristão
[ou dePresbítero Regente ou do Diaconato], pelo que, em nome e pela
autoridade do Senhor Jesus Cristo, depomos do ofício de ministro
cristão [ou de Presbítero Regente ou Diácono] o referido A.B., e lhe
proibimos o exercício de qualquer das funções do dito ofício.
I) Se a sentença incluir suspensão ou exclusão, o Presidente [Moderador]
prosseguirá ainda, dizendo:
Além do que, nós, pela mesma autoridade, suspendemos o referido A.B. dos
sacramentos da Igreja, até que dê evidência satisfatória de sincero
arrependimento.
Ou:
Além do que, nós excluímos o referido A.B. dos sacramentos e o separamos
da comunhão da Igreja.
II) A sentença de deposição deverá ser aplicada com solenidades
semelhantes as já prescritas no caso de exclusão.
CAPÍTULO XI
DA ABSOLVIÇÃO DAS CENSURAS
Art. 245. Quando alguém tiver sido suspenso dos sacramentos será dever dos
Presbíteros da Igreja conversar com ele, bem como orar com ele e por ele, a fim de
que seja do agrado de Deus conceder-lhe o arrependimento.
Art. 246. Quando o tribunal estiver persuadido da realidade do arrependimento de
qualquer pessoa suspensa, admiti-la-á a fazer profissão do seu arrependimento, só
em sua presença, ou publicamente, e a restaurará ao gozo dos sacramentos da Igreja
e ao exercício do seu ofício, se tal for o juízo do tribunal.
I) Essa restauração será declarada ao penitente nas seguintes ou
semelhantes palavras:
Sendo evidente quevós, A.B., embora privado dos sacramentos da
Igreja [e do ofício do ministério evangélico, ou de Presbítero Regente
ou do Diaconato], tendes dado satisfação à Igreja pelo vosso
arrependimento, nós, oConselho[ou o Presbitério] de......, em nome e
pela autoridade do Senhor Jesus Cristo, vos absolvemos da sentença
que vos foi imposta, e vos instauramos ao pleno gozo de todos os
privilégios da Igreja [ao exercício de vosso referido ofício e a todas as
funções do mesmo].
II) Depois do que, far-se-á oração, rendendo-se graças a Deus.
Art. 247. Quando alguma pessoa, excluída da comunhão da Igreja, for tão tocada pelo
seu estado que torne manifesto seu arrependimento, e a leve a desejar ser readmitida
à comunhão, oConselho, depois de ter prova bastante da sinceridade do seu
arrependimento, procederá a restaurá-la.
I) Para este fim, o ministro que presidir exporá à Igreja quais as medidas
tomadas em referência à pessoa excluída, e a resolução tomada
peloConselho, de restaurá-la.
II) No dia designado para a restauração, o ministro chamará a pessoa
excluída e, na presença da Igreja, lhe fará as perguntas seguintes:
a) Confessais livremente o vosso pecado, movido por um profundo
sentimento de vossa grande iniquidade, por vos terdes rebelado contra
Deus e recusado ouvir a sua Igreja, e reconheceis a justiça e misericórdia
do ato pelo qual fostes separado da comunhão da mesma?
* Resposta - Sim, Senhor.
b) E, agora, professais voluntariamente vosso sincero arrependimento por
vosso pecado e obstinação, e pedis, humildemente, o perdão de Deus e
da sua Igreja?
* Resposta - Sim, Senhor.
c) Prometeis, sinceramente, que, pela graça divina, haveis de viver com
toda a humildade e circunspecção, e que vos esforçareis para adornar a
doutrina de Deus, nosso Salvador, conformando a vossa vida com o
Evangelho?
* Resposta - Prometo.
III) Aqui, o ministro fará ao penitente uma exortação apropriada, animando-o e
confortando-o.
IV) Depois do que, pronunciará a sentença de restauração do modo seguinte:
Certos de que vós, A.B., estivestes separado da comunhão da Igreja, mas
lhe destes satisfação por vosso arrependimento, nós, oConselho desta
Igreja, em nome do Senhor Jesus Cristo, e por sua autoridade, vos
declaramos absolvido da sentença de exclusão contra vós pronunciada e
vos restauramos a comunhão da Igreja, a fim de que sejais participante de
todos os benefícios do Senhor Jesus Cristo para vossa eterna salvação.
V) Tudo será concluído com oração e ação de graças.
Art. 248. A restauração de um oficial deposto, depois de ter feito uma confissão
pública semelhante à prescrita para levantamento da censura de exclusão, ser-lhe-á
anunciada pelo Presidente [Moderador] do modo seguinte:
Certos de que vós, A.B., antigamente ministro deste Presbitério [ou Presbítero
Regente, ou Diácono desta Igreja], fostes deposto do vosso ofício, mas
satisfizeste a Igreja por vosso arrependimento, nós, o Presbitério de.....,
[ou oConselho da Igreja] em nome do Senhor Jesus Cristo, e por sua
autoridade, vos declaramos absolvido da dita sentença de deposição
antes pronunciada contra vós e, além disto, vos restauramos ao vosso
referido ofício e ao exercício de todas as funções do mesmo, onde
quer que fordes regularmente chamado a exercê-las.
I) Depois, far-se-á oração, render-se-ão graças a Deus, e os membros do
tribunal lhe darão a destra em sinal de comunhão.
Art. 249. Quando algum Presbítero Regente, ou Diácono, tiver sido absolvido da
censura de deposição, não poderá reassumir o exercício do seu ofício na Igreja, se
para isto o povo não o reeleger.
Art. 250. Quando alguma pessoa que estiver sob censura se tiver mudado para lugar
muito distante da sede do tribunal que lhe impôs, e desejar fazer profissão do seu
arrependimento e ser restaurada, pedirá ao tribunal que lhe impôs a censura, se sirva
transmitir a cópia certificada do processo aoConselho (ou Presbitério) dentro de cuja
jurisdição residir (o que será atendido, quando for conveniente), e ai o caso será
tratado como se nesse mesmo lugar se tivesse originado.
Art. 251. Na restauração de um ministro deposto ou suspenso será dever do
Presbitério proceder com grande cautela, admitindo-o primeiramente ao gozo dos
sacramentos, no caso de ter estado privado deles, concedendo-lhe, em seguida, o
privilégio de pregar por algum tempo para provar a sinceridade de seu arrependimento
e o prospecto da sua utilidade, restaurando-o, por fim, ao seu ofício.
Parágrafo Único. A causa, porém, continuará sub judice até ser publicada a sentença
de restauração.
CAPÍTULO XII
DAS CAUSAS ISENTAS DE PROCESSO
Art. 252. Quando alguém se apresentar ao tribunal para manifestar ai sua ofensa, o
mesmo consignará em suas atas uma posição clara dos fatos e julgará a causa sem
processo.
Art. 253. Quando algum membro em plena comunhão se apresentar aoConselho da
sua Igreja e aí confessar um coração não regenerado, o mesmoConselho, no caso de
não haver contra ele prova de algum outro delito, poderá transferir o seu nome para o
rol dos membros não comungantes, admoestá-lo com toda a fidelidade a respeito da
sua culpa em desobedecer ao Evangelho, animando-o a buscar a redenção,
livremente, oferecida em Cristo, e fará à Igreja uma exposição dos fatos.
§ 1º. OConselho, porém, não tomará esta resolução senão depois de se haver
convencido, por meio de rigoroso inquérito e com a devida demora, de que esta
confissão não é o resultado de alguma tentação de Satanás ou de abatimento
transitório de espírito.
§ 2º. Esta regra, porém, não se aplicará àqueles que obstinadamente se ausentarem
da Mesa do Senhor, pois isto será considerado sempre como ofensa.
Art. 254. Se qualquer membro professo, a respeito de quem não se possa alegar
procedimento imoral, desprezar as ordenanças da Igreja por um ano, em
circunstâncias tais que se julgue o seu procedimento seriamente prejudicial à causa do
Evangelho, oConselho, depois dos esforços devidos para trazê-lo ao sentimento de
seus deveres, poderá suspendê-lo da comunhão, até dar provas satisfatórias de
arrependimento sincero.
Art. 255. Quando algum ministro do Evangelho, sobre quem não pese acusação
alguma, estiver plenamente convencido em sua consciência de não ter sido chamado
por Deus para o ministério, ou de não possuir aptidão suficiente para servir à Igreja de
modo aceitável, poderá apresentar estes fatos por ocasião da reunião ordinária do seu
Presbitério.
§ 1º. Na seguinte reunião, se, depois de madura deliberação, o Presbitério concordar
com o juízo do ministro, despojá-lo-á do seu ofício, sem censura, e lhe designará a
Igreja particular a que deverá pertencer.
§ 2º. A mesma regra, mutatis mutandis, terá aplicação aos Presbíteros Regentes e
Diáconos.
Art. 256. Quando algum membro ou oficial renunciar à comunhão desta Igreja para
unir-se a alguma outra Igreja evangélica, no caso de estar o membro ou oficial no gozo
de plena comunhão, será esta irregularidade notada nas atas e o nome do referido
membro ou oficial será riscado do rol.
§ 1º. No caso, porém, de pender sobre esse membro, ou oficial, qualquer acusação,
será esta comunicada à Igreja a que se tiver unido.
§ 2º. Se for heredita a denominação a que se tiver unido, sendo oficial, riscar-se-á seu
nome do rol e toda a autoridade derivada desta Igreja para exercer o seu ofício (no
caso de um oficial) ser-lhe-á cassada.
§ 3º. Mas, a respeito de um membro particular, a irregularidade não será notada de
modo diferente do acima prescrito.
CAPÍTULO XIII
DO MODO POR QUE UMA CAUSA PODE SUBIR DE TRIBUNAL INFERIOR
PARA TRIBUNAL SUPERIOR
Art. 257. Todas as decisões de quaisquer dos tribunais da Igreja, exceto as do tribunal
mais elevado, são sujeitas à revisão dos tribunais superiores, e podem ser levadas à
sua presença mediante revisão e sindicância, referência, apelação e queixa.
Art. 258. Quando uma causa subir, por qualquer desses modos, de um tribunal inferior
para um superior, os membros do tribunal inferior não perderão, por isto, o seu direito
de tomar assento, deliberar e votar na mesma causa nos tribunais superiores, exceto
se qualquer das partes originais contestar esse direito a quaisquer membros do
tribunal inferior; e, levantada essa questão, será ela decidida pelo voto dos membros
do tribunal superior, que não o forem do inferior.
Seção I - Da Revisão Geral e Da Sindicância ou Gerência
Art. 259. É dever dos concílios superiores aoConselho da Igreja rever, ao menos uma
vez por ano, as atas dos concílios que lhes são imediatamente inferiores.
Parágrafo Único. Se algum concílio inferior deixar de enviar as suas atas para este
fim, o concílio superior poderá fazer lavrar uma ordem para apresentá-las
imediatamente, ou em qualquer outra ocasião, segundo as circunstâncias.
Art. 260. Na revisão das atas de qualquer concílio inferior, dever-se-á examinar:
I) se todos os atos foram constitucionais e regulares;
II) se todos foram sábios, equitativos, e para edificação da Igreja;
III) se foram corretamente registrados;
IV) se as ordens legais dos concílios superiores têm sido obedecidas.
Art. 261. Na maioria dos casos, considera-se que o concílio superior cumpre seu
dever registrando simplesmente, em suas atas, a aprovação, correção ou censura
apropriada, consignando essa aprovação, correção ou censura no livro revisto.
Parágrafo Único. Quando se achar, porém, alguma coisa tão irregular que exija a
intervenção do concílio superior, este poderá ordenar que o inferior a reveja e corrija.
Art. 262. Nos casos de processo, porém, nenhum julgamento poderá ser revogado
pelo tribunal superior, senão quando lhe for apresentado regularmente por meio de
apelação ou queixa.
Art. 263. É possível que um concílio se torne negligente no cumprimento do seu
dever, e, assim ganhem terreno opiniões hereditas e práticas corruptas, sejam
tolerados sem censura delinquentes de caráter grosseiro, e deixem de ser registrados
atos muito irregulares.
§ 1º. Em qualquer destes casos, suas atas não manifestarão aos concílios superiores
seu proceder.
§ 2º. Quando acontecer, portanto, que um concílio superior esteja bem certo de que
se tem dado em qualquer concílio de sua imediata jurisdição alguma irregularidade ou
relaxamento semelhante, competir-lhe-á tomar conhecimento do fato, examinar e
julgar a matéria e deliberar sobre ela como se estivesse completa e claramente
registrada nas atas, e, assim, tivesse subido ao seu conhecimento por meio de
revisão.
Art. 264. Quando algum concílio, que exerça jurisdição imediata sobre outro, for
informado, ou pelas atas do concílio imediatamente inferior, ou por algum memorial
com ou sem protesto, ou qualquer outro método satisfatório, de alguma falta
importante ou de qualquer ato muito inconstitucional do mesmo concílio, procederá
avisando-o, em primeiro lugar, para comparecer por meio de um representante, ou por
escrito, num dia e lugar designados, para ai expor o que tiver feito ou deixado de fazer
no caso em questão.
Parágrafo Único. O concílio, que assim expede o aviso, poderá:
a) revogar ou corrigir o procedimento do concílio inferior em todos os casos,
menos nos judiciais;
b) censurá-lo pela falta ou devolver-lhe toda a matéria com ordem para
reconsiderá-la e decidi-la de modo constitucional;
c) sustar qualquer outro procedimento ulterior sobre a matéria, segundo as
circunstâncias.
Art. 265. Nos processos contra concílios inferiores, observar-se-ão todas as regras
prescritas para os processos contra indivíduos naquilo que lhes forem aplicáveis.
Seção II - Das Referências
Art. 266. Referência é a representação de matéria ainda não decidida, feita por um
concílio inferior a outro superior, a qual deve ser sempre feita por escrito.
Art. 267. Serão considerados assuntos próprios para referência:
I) todos os casos novos, importantes e difíceis;
II) ou particularmente delicados, cuja decisão possa estabelecer princípios ou
precedentes de grande influência;
III) ou sobre os quais os sentimentos de um concílio inferior estejam muito
divididos;
IV) ou, então, porque seja desejável, por qualquer motivo, que um concílio
superior decida primeiro.
Art. 268. As referências têm por fim:
I) ou pedir conselho como preparativo para que o concílio inferior seja
habilitado a decidir uma questão;
II) ou para que esse mesmo concílio dê uma decisão final sobre o assunto.
Parágrafo Único. No primeiro caso, a referência suspende apenas a decisão do
concílio em que teve origem; e, no último, submete todo o caso ao julgamento final do
concílio superior.
Art. 269. Embora em alguns casos as referências sejam um bom recurso, contudo, é
geralmente melhor para o bem da Igreja que cada concílio cumpra o seu dever,
exercendo o seu julgamento.
Art. 270. Uma referência deve, geralmente, procurar o conselho do concílio superior
que não é obrigado a dar um julgamento final sobre o caso e poderá devolvê-lo com
ou sem conselho ao concílio de procedência.
Art. 271. As referências formuladas por um concílio devem ser dirigidas ao que lhe é
imediatamente superior.
Art. 272. Quando um concílio fizer subir uma referência, fará preparar devidamente e
produzir com perfeição todo o testemunho e mais documentos de modo que o concílio
superior possa considerar o caso e decidi-lo com a menor dificuldade ou demora
possível.
Seção III - Das Apelações
Art. 273. A apelação é o recurso da sentença de um tribunal inferior para o juízo de
outro superior, cujo efeito é sustentar a sentença daquele até que a causa seja
decidida finalmente por este.
Parágrafo Único. Tal recurso só é permitido, depois de ter sido pronunciada a
sentença na causa, à parte contra quem a sentença é proferida.
Art. 274. Aqueles que não se submetem a processo regular perdem o direito de
apelação.
Art. 275. Considerar-se-ão razões próprias para a apelação:
I) qualquer irregularidade no modo de proceder do tribunal inferior;
II) recusa de indulgência razoável para com a pessoa sujeita a processo;
III) recusa de tomar depoimentos importantes de testemunhas;
IV) pressa para decidir a causa antes de completamente tomados os
depoimentos das testemunhas;
V) manifestação de prejuízo na causa e engano ou injustiça no julgamento.
Art. 276. Todo o apelante deverá declarar a sua intenção de apelar e apresentar por
escrito as suas razões de apelação ao tribunal de que recorre, ou, antes de levantada
a sessão do mesmo, ou dentro de 10 (dez) dias, contados da data da sentença.
Parágrafo Único. Se a declaração e razões de que acima se trata não forem
apresentadas em sessão, serão entregues ao Presidente [Moderador] ou ao
Secretário.
Art. 277. Nenhuma apelação poderá ser levada a qualquer tribunal que não seja o que
tem imediata jurisdição sobre aquele de que se apela, a não ser com o consentimento
deste.
Art. 278. O apelante entregará ou fará que se entregue ao secretário do tribunal
superior, antes do fim do segundo dia de suas sessões, a apelação e as razões dela.
Parágrafo Único. O comparecimento do apelante e do apelado há de ser
pessoalmente ou por meio de escrito.
Art. 279. No estudo de uma apelação, depois de examinado se o apelante procedeu
regularmente, proceder-se-á:
I) em primeiro lugar, a leitura dos autos;
II) em segundo lugar, serão ouvidas as partes, começando-se pelo apelante,
seguindo-se pelo apelado, e concluindo-se pelo apelante;
III) em terceiro lugar, será feita a chamada dos membros do tribunal, a fim de
que cada um tenha oportunidade de exprimir a sua opinião na causa;
IV) e, finalmente, votar-se-á a matéria.
Art. 280. A decisão do tribunal superior poderá confirmar ou revogar, no todo ou em
parte, a sentença do tribunal inferior, ou devolver a causa para serem emendados os
autos, no caso de parecerem incorretos ou deficientes, ou mandar proceder a novo
julgamento.
Art. 281. Se algum apelante, depois de apresentar a sua apelação a qualquer tribunal
superior, deixar de sustentá-la, considerar-se-á esta como abandonada e a sentença
apelada será final.
Parágrafo Único. Considerar-se-á que o apelante abandonou a sua apelação quando
não comparecer perante o tribunal para que apelou até o segundo dia da sua primeira
reunião, celebrada depois de ter declarado sua intenção de apelar, a menos que
pareça ter sido impedido, pela providência de Deus, de o fazer em tempo.
Art. 282. Quando algum apelante, ao sustentar a sua apelação, manifestar espírito
litigioso e impróprio de cristão, será censurado segundo o grau do seu delito.
Art.283. Quando a inflição da sentença de suspensão, exclusão ou deposição, for
sustada por meio de apelação, considerar-se-á, não obstante, em vigor a sentença
apelada até ser a apelação decidida.
Art. 284. Quando algum tribunal deixar de enviar os autos do processo, especialmente
se por essa falta algum apelante tenha procedido com regularidade, for privado do
privilégio de conseguir o julgamento da sua apelação em tempo, será tal tribunal
censurado segundo as circunstâncias do caso, e a sentença apelada será suspensa
até que sejam apresentados os autos do processo e a apelação possa ser decidida.
Seção IV - Das Queixas
Art. 285. Queixa é uma representação feita a um concílio superior contra outro inferior.
§ 1º. Qualquer membro da Igreja, sujeito à sua autoridade, tem o direito de se queixar
contra toda a espécie de decisões, exceto quando a parte contra quem se deu uma
sentença dela apelar.
§ 2º. A queixa, porém, não suspenderá, enquanto estiver pendente, o efeito da
decisão contra quem tiver sido tomada.
Art. 286. Aquele que pretender queixar-se de qualquer decisão deverá declarar o seu
propósito de fazê-lo, como no caso de apelação.
Art. 287. As partes em uma queixa são o queixoso e o respondente ou o concílio
contra quem se faz queixa.
Parágrafo Único. O concílio superior, depois de examinar se a queixa é regular, fará:
a) em primeiro lugar, "o registro" do caso;
b) em segundo lugar, ouvirá o queixoso;
c) em terceiro lugar, ouvirá o respondente por seu representante;
d) em quarto lugar, ouvirá outra vez o queixoso;
e) e, finalmente, considerará e decidirá o caso.
Art. 288. O concílio superior tem poder discricionário para anular, no todo ou em parte,
a decisão que houver motivado a queixa, ou para reenviá-la ao concílio inferior com
ordem de aí ser de novo considerada.
Art. 289. O concílio contra que se dá uma queixa é obrigado a mandar ao superior o
registro, como no caso de apelação.
CAPÍTULO XIV
DOS DISSENTIMENTOS E DOS PROTESTOS
Art. 290. Dissentimento é a declaração por parte de um ou mais membros da minoria
de um concílio, exprimindo opinião diferente da expressa pela maioria, em qualquer
caso particular.
Parágrafo Único. Todo o dissentimento não acompanhado de razões será
consignado nas atas.
Art. 291. Protesto é a declaração mais solene e formal feita pelos membros de uma
maioria, para dar testemunho contra qualquer julgamento que consideram nocivo e
errôneo, e, de ordinário, é acompanhado da relação das razões em que se
fundamenta.
Art. 292. Quando um protesto ou dissentimento for concebido em termos moderados
ou respeitosos para com o concílio será registrado nas atas, mas, o concílio poderá,
se julgar necessário, ajuntar ao protesto, nas mesmas atas, uma reposta. Aí, porém,
terminará a matéria, a menos que as partes que protestam obtenham permissão para
retirar o seu protesto inteiramente, ou para emendá-lo.
Art. 293. Ninguém, exceto aquelas que tiverem direito de votar em uma causa, poderá
protestar contra a decisão de um concílio.
CAPÍTULO XV
DA JURISDIÇÃO
Art. 294. Quando algum membro se mudar de uma para outra Igreja, deverá
apresentar provas satisfatórias de estar em plena comunhão e entregará a sua
dimissória antes de ser admitido como membro regular dessa congregação, a menos
que oConselho da Igreja tenha outros meios seguros de informação.
Art. 295. Quando um membro ou oficial da Igreja se mudar para fora dos limites do
concílio a cuja jurisdição pertence, e estabelecer a sua residência dentro dos limites da
jurisdição de outro concílio, e se descuidar de transferir suas relações eclesiásticas
dentro de um ano, sem apresentar a ambos os concílios razões satisfatórias do seu
procedimento, o concílio de dentro de cuja jurisdição se tiver mudado, deverá transferi-
lo.
Parágrafo Único. Se, porém, este deixar de fazê-lo, o outro assumirá a jurisdição,
comunicando o fato ao primeiro.
Art. 296. Os membros da Igreja, a quem tiverem sido concedidas dimissórias para se
unirem a outra, serão considerados sob a jurisdição doConselho que as tiver
concedido, até se unirem regularmente a outra Igreja.
Art. 297. Se a residência de algum membro comungante for desconhecida por 3 (três)
anos, o nome deste membro será posto em rol separado, até que reapareça e dê
satisfação de sua ausência; e disto se fará o devido registro nas atas.
Art. 298. Quando um Presbitério conceder dimissória a algum ministro, licenciado ou
candidato, o nome do Presbitério para dentro de cuja jurisdição se quiser mudar, será
mencionado na dimissória e ele continuara sob a jurisdição do Presbitério que a tiver
concedido, até ser recebido pelo outro.
Art. 299. Nenhuma dimissória, concedida por qualquer Presbitério ou Igreja, será
válida para provar que o portador está no gozo de plena comunhão, por mais de um
ano, salvo quando não tiver podido ser apresentada dentro desse tempo por alguma
razão providencial.
Parágrafo Único. As dimissórias, concedidas por qualquer Presbitério ou Conselho a
pessoas que se tenham mudado de dentro dos limites da jurisdição dessas
corporações, só certificarão que as pessoas a quem foram concedidas estava em
plena comunhão até a data das suas respectivas mudanças.
PARTE III
DO DIRETÓRIO DA ADORAÇÃO DIVINA
CAPÍTULO I
DA SANTIFICAÇÃO DO DIA DO SENHOR
Art. 300. E dever de todos os homens lembrarem-se do Dia do Senhor (domingo), e
se prepararem com antecedência para guardá-lo.
Parágrafo Único. Todos os negócios temporais devem ser postos de parte e
ordenados de tal sorte que não nos impeçam de santificar o domingo, pelo modo
requerido nas Sagradas Escrituras.
Art. 301. Deve-se guardar este dia inteiramente para o Senhor, empregando-o em
exercícios de religião, públicos e particulares.Énecessário, portanto, que haja, em todo
este dia:
I) um santo repouso de todos os trabalhos que não sejam de absoluta
necessidade;
II) uma plena abstenção de todas as recreações, visitas e outras coisas lícitas
em outros dias;
III) evitar, quanto seja possível, todas as conversações e pensamentos
mundanos.
Art. 302. As famílias devem ordenar de tal sorte os seus arranjos domésticos, que os
empregados e outras pessoas de casa não sejam impedidos de guardar o domingo e
assistir ao culto público.
Art. 303. Todas as pessoas e famílias devem, no domingo de manhã, preparar-se
para o gozo da comunhão com Deus em suas ordenanças públicas, por meio da
leitura das Escrituras, da santa meditação e da oração secreta e particular, por si e
pelos outros, especialmente por seus ministros e por todos os demais ministros do
Evangelho.
Parágrafo Único. O povo deve pedir a bênção de Deus sobre os ministros do
Evangelho, sobre a leitura da Palavra de Deus, sobre o povo que assiste a pregação
do Evangelho, sobre si mesmo e sobre a Igreja Cristã, espalhada por todo o mundo.
Art. 304. Todas as pessoas devem ser pontuais em reunir-se na casa de Deus em
tempo devido, a fim de que, estando todos presentes no começo do culto divino,
possam unir-se com um só coração em todas as partes desse mesmo culto.
Parágrafo Único. Ninguém se deverá retirar da Igreja, a menos que a isso seja
obrigado por um motivo imperioso, antes de ser pronunciada a bênção, que termina o
culto.
Art. 305.O tempo que restar, nos intervalos do culto público, deverá ser empregado na
leitura da Bíblia e de outros livros religiosos, na meditação, na catequese, na
conversação religiosa, em orar pedindo a bênção de Deus sobre as ordenações da
sua casa, no cântico de salmos, hinos e canções espirituais, em visitar os enfermos,
em socorrer os pobres, e, enfim, no exercício de obras de piedade, caridade e
misericórdia.
CAPÍTULO II
DA REUNIÃO DO POVO PARA O CULTO DIVINO E DO MODO PELO QUAL
DEVERÁ PORTAR-SE DURANTE ELE
Art. 306. A hora de começar o culto divino, as pessoas que houverem de assistir a ele,
devem estar na Igreja, sentadas de modo decente, grave e reverente.
Art. 307. Durante o culto todas as pessoas devem prestar grave e reverente atenção,
abstendo-se de ler qualquer coisa, exceto aquela que o ministro estiver lendo ou
citando; devem abster-se também, durante todo esse tempo:
I) de falar aos ouvidos uns dos outros;
II) de saudar presentes, ou os que forem entrando;
III) de estar olhando em volta de si;
IV) de dormir;
V) de tudo o que for irreverente.
CAPÍTULO III
DA LEITURA PÚBLICA DAS SANTAS ESCRITURAS
Art. 308. A leitura das Santas Escrituras, na congregação, faz parte do culto público
de Deus, e deve ser feita pelos ministros e ensinadores da Igreja.
Art. 309. Para a leitura pública do Velho e Novo Testamentos far-se-á uso da tradução
recebida como mais correta na língua vulgar, para que todos possam ouvir e entender.
Art. 310. Ficará à discrição do ministro a porção que deverá ser lida.
§ 1º. Contudo, ele deverá ler de cada vez, ao menos um capítulo, e mais, quando os
capítulos forem curtos, ou a conexão o exigir.
§ 2º. Poderá, quando julgar necessário, explicar qualquer parte da porção lida, mas
terá sempre em vista o tempo que deverá durar o serviço divino, a fim de que nem a
leitura, nem os cânticos sagrados, nem as orações, nem a pregação, nem qualquer
outra ordenança sejam demasiadamente breves, ou por demais longas.
CAPÍTULO IV
DOS CÂNTICOS DE SALMOS E HINOS
Art. 311. Os cristãos têm o dever de louvar a Deus com o cântico de salmos e hinos,
tanto no seio das suas famílias, em particular, como na Igreja, em público.
Art. 312. No cântico de louvores a Deus deve-se cantar com a mente, fazendo-se
melodia em nossos corações para o Senhor.
Parágrafo Único. Também é próprio estudar-se, de algum modo, as regras da
música, a fim de que Deus seja louvado decentemente, tanto com a voz como com o
coração.
Art. 313. Todos os membros da congregação devem estar providos de livros de
cânticos, a fim de se unirem nesta parte do culto divino.
Art. 314. A parte do tempo do culto que deve ser empregada no cântico de salmos e
hinos é deixada à prudência de cada ministro.
CAPÍTULO V
DA ORAÇÃO PÚBLICA
Art. 315. É muito próprio principiar o culto público do santuário por uma breve oração,
adorando humildemente a infinita majestade do Deus vivente, expressando o
sentimento da nossa distância dele como criaturas, e a nossa indignidade como
pecadores; implorando humildemente a graça da sua presença, a assistência do
Espírito Santo para nos ajudar no desempenho dos deveres do seu culto, e suplicando
que nos aceite pelos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo.
Art. 316. Em seguida, e depois do cântico de um salmo ou hino, e da leitura de uma
porção das Sagradas Escrituras, dever-se-á fazer uma oração completa e
compreensiva:
I) Adorando a glória e as perfeições de Deus, manifestas a nós pelas obras
da criação e da providência, e pela sua revelação clara e completa que Ele
nos fez de si mesmo na sua Palavra escrita.
II) Dando-lhe graça por todas as suas misericórdias, gerais e particulares,
espirituais e temporais, ordinárias e especiais e, sobretudo, pelo dom
inefável de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela esperança de vida eterna por
meio dele.
III) Fazendo humilde confissão de pecados original e atual, reconhecendo e
procurando imprimir no entendimento de todos os adoradores um profundo
sentimento da maldade do pecado, por ser um afastamento do Deus vivo, e
passando também em revista alguns dos frutos desta raiz de amargura, tais
como:
a) os pecados contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos;
b) os pecados cometidos por pensamentos, palavras e obras;
c) os pecados secretos e presunçosos;
d) os pecados acidentais e habituais;
e) e, assim também, as agravações do pecado, resultantes da instrução
ou dos meios de adquiri-la, de misericórdias distintas, de valiosos
privilégios, da quebra de voto, etc
IV) Suplicando, com ardor:
a) o perdão dos pecados e a paz com Deus, pelo sangue de nosso Senhor
Jesus Cristo, com todos os seus felizes e importantes frutos;
b) o Espírito de santificação e as graças de que necessitamos para o
desempenho dos nossos respectivos deveres;
c) o auxílio e conforto para nos sairmos bem de todas os provações e
aflições a que estamos sujeitos, como pecadores e mortais;
d) todas as bênçãos de que necessitamos em nossa passagem por este
vale de lágrimas, tendo sempre em vista o pacto de amor de onde
procedem as diversas graças que se devem pedir, as quais são
designadas para a preservação e desenvolvimento da vida espiritual.
V) Alegando em nosso favor todas as razões com que Deus nos favorece nas
Escrituras, tais como:
a) as nossas próprias necessidades;
b) a plena suficiência de Deus;
c) os méritos e intercessão de nosso Salvador;
d) a glória de Deus no conforto e felicidade do seu povo.
VI) Intercedendo pelos outros:
a) incluindo todo o gênero humano;
b) o reino de Cristo, ou sua Igreja Universal;
c) a Igreja ou Igrejas a que estivermos mais particularmente ligados;
d) o interesse da sociedade humana, em geral, e da comunidade a que
imediatamente pertencemos;
e) por todos os que estão investidos de autoridade civil;
f) pelos ministros do Evangelho Eterno;
g) pela nova geração;
h) por tudo quanto se julgue necessário para a congregação em que se
realiza o culto público.
Parágrafo Único. A esta oração, mencionada no inciso VI acima, costuma seguir-se o
cântico de um salmo ou hino, antes do sermão.
Art. 317. A oração depois do sermão deve, em geral, ter alguma relação com o
assunto nela tratado, assim como todas as outras orações públicas devem ter
igualmente relação com os objetos a que elas se referem.
Art. 318. Vê-se facilmente que todas as direções precedentes abrangem um grande
circulo e uma grande variedade de assuntos, e fica a critério e fidelidade do pastor
oficiante insistir, principalmente nos pontos, ou tratar mais ou menos dos objetos que
julgar mais importantes na ocasião, segundo as direções da providência, o estado
particular da congregação a que serve, e a disposição e exercício do seu próprio
coração.
§ 1º. É importante observar aqui que embora a Igreja Presbiteriana Fundamentalista
do Brasil não aprove que os seus ministros se cinjam a formas fixas e determinadas
de orações para o culto público, contudo, recomenda que todos os ministros, antes de
entrar no desempenho do seu ofício, se preparem e qualifiquem, tanto para exercer
esta parte dos seus deveres, como para pregar o Evangelho.
§ 2º. Devem, portanto, esforçar-se por cultivar o espírito e o dom da oração, pelo
estudo das Santas Escrituras, pela leitura dos melhores autores sobre o assunto de
que tiverem de tratar, pela meditação, e por uma vida de comunhão com Deus em
secreto.
§ 3º. E, além disto, quando qualquer ministro houver de desempenhar qualquer parte
dos seus deveres, cumpre-lhe esforçar-se por compor a seu espírito e ordenar seus
pensamentos para orar a Deus, a fim de que a oração seja feita com dignidade e
propriedade, e aproveite àqueles que nela tomem parte, e esta importante parte do
serviço divino não seja desacreditada por grosseiras irregularidades ou
extravagâncias.
CAPÍTULO VI
DA PREGAÇÃO DA PALAVRA
Art. 319. A pregação da Palavra foi instituída por Deus para a salvação dos homens.
§ 1º. Dever-se-á prestar grande atenção ao modo de desempenhar esta parte do culto
público.
§ 2º. Cada ministro deve preparar-se com diligência para o exercício desta parte do
seu ofício, esforçando-se por se mostrar como trabalhador que não tem de que se
envergonhar, distribuindo retamente a palavra da verdade.
Art. 320. O assunto do sermão deve ser tirado de um ou mais versículos da Escritura.
§ 1º. É seu objeto explicar, defender e aplicar alguma parte do sistema da verdade
divina ou mostrar a natureza, os limites e as obrigações de algum dever.
§ 2º. O texto do sermão não deverá ser um simples estribilho, mas deve conter
fielmente a doutrina de que o pregador se propõe a tratar.
§ 3º. É também recomendável que algumas vezes os ministros exponham porções
maiores da Escritura, tendo em vista instruir o povo na significação dos Sagrados
Oráculos.
Art. 321. O método de pregar exige muito estudo, meditação e oração.
§ 1º. Os ministros devem, em geral, preparar cuidadosamente os seus sermões e
evitar o hábito de falar extemporânea e desordenadamente, e não devem pretender
servir a Deus com o que nada lhes custe.
§ 2º. Devem, no entanto, observar a simplicidade do Evangelho, exprimindo-se em
linguagem conforme as Escrituras e alcance das inteligências dos mais humildes
ouvintes, evitando cuidadosamente toda sorte de ostentação.
§ 3º. Devem também adornar por sua vida a doutrina que ensinarem e dar bom
exemplo aos fiéis por suas palavras, conversação, caridade, espírito, fé e pureza (1
Timóteo 4.12).
Art. 322. Como um dos principais desígnios das ordenanças públicas é tributar
homenagem social a Deus Altíssimo, os ministros devem ter o cuidado de não fazerem
seus sermões tão compridos que estorvem ou excluam os deveres mais importantes
da oração e louvor, mas devem fazer que haja uma proporção justa entre as diversas
partes do culto publico.
Art. 323. Acabado o sermão, o ministro dirigirá oração, e dará graças ao Deus
Altíssimo.
Parágrafo Único. Em seguida, fará que se cante um salmo ou hino e se levante uma
coleta para os pobres ou para outro fim piedoso, e despedirá o povo com a bênção
apostólica.
Art. 324. É conveniente que ninguém seja admitido a pregar em qualquer das
congregações pertencentes à Igreja Presbiteriana Fundamentalista, a não ser com o
consentimento do Pastor ou doConselho da Igreja.
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO
Art. 325. O Batismo não deve ser demorado sem necessidade, nem administrado em
caso algum por um particular, mas tão somente por um ministro de Cristo, chamado
para ser dispenseiro dos mistérios de Deus.
Art. 326. De ordinário, deve ser administrado na Igreja em presença da congregação e
é conveniente que a cerimônia tenha lugar logo depois do sermão.
Art. 327. Avisado o ministro com antecedência, os pais, um ou ambos, apresentarão a
criança e declararão o seu desejo de consagrá-la a Deus pelo batismo.
Art. 328. Antes do batismo, o ministro dará instruções a respeito da instituição,
natureza, utilidade e fins deste sacramento, mostrando:
I) Que o batismo foi instituído por Deus e é um selo da justiça da fé;
que os filhos dos fiéis não têm menos direito a este sacramento, no
regime do Evangelho, do que a descendência de Abraão tinha ao rito
da circuncisão, no regime do Velho Testamento; que Cristo mandou
batizar todas as nações; que ele abençoou os pequeninos e
declarou que deles é o Reino do Céu; que as crianças são
federalmente santas, e, por isso, devem ser batizadas; que, por
natureza, somos pecadores, culpados e polutos, e temos
necessidade de ser purificados pelo sangue de Cristo e pelas
influências santificadoras do Espírito de Deus.
II) O ministro exortará também aos pais a que cumpram cuidadosamente o
seu dever, fazendo que prometam:
Ensinar os seus filhos a ler a Palavra de Deus; instruí-los nos
princípios de nossa santa religião, contidos nas Escrituras do Velho e
Novo Testamentos e, resumidamente, compreendidos na Confissão de
Fé desta Igreja, e nos Catecismos Maior e Breve da Assembleia de
Westminster, os quais lhes deverão ser recomendados, como estão
adotados por esta Igreja, para sua direção e auxílio, no desempenho
deste importante dever; orar com os seus filhos e por eles; dá-lhes
bom exemplo de piedade e religião e esforçar-se por todos os meios
designados por Deus para criá-los na disciplina e correção do Senhor.
III) Em seguida, o ministro fará oração pedindo a Deus que se digne
acompanhar com a sua bênção o sacramento que vai administrar e,
acabada a oração, chamará a criança por seu nome e a batizará com água,
derramando-a ou espargindo-a sobre a cabeça da mesma criança, sem
qualquer outra cerimônia, dizendo:
Eu te batizoem nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
IV) Depois do que, o ministro fará oração.
Art. 329. Embora o batismo deva ser ordinariamente administrado na Igreja, diante da
congregação, casos pode haver em que seja mais conveniente administrá-lo em casas
particulares.
Parágrafo Único. Destes casos o ministro será o juiz.
CAPÍTULO VIII
DA ADMINISTRAÇÃO DA SANTA CEIA
Art. 330. A Comunhão, ou Santa Ceia, deverá ser frequentemente administrada.
Parágrafo Único. O ministro e os Presbíteros Regentes de cada congregação
determinarão quantas vezes poderá ser celebrado este sacramento, segundo julgarem
contribuir mais para edificação.
Art. 331. As pessoas ignorantes das doutrinas fundamentais do cristianismo e as que
estiverem vivendo escandalosamente não serão admitidas a participar da Santa Ceia.
Art. 332. É de utilidade que a celebração deste sacramento seja anunciada à Igreja
com a antecedência de uma semana pelo menos, e que, nessa ocasião, ou em
alguma outra anterior à da administração da Santa Ceia, o povo seja instruído a
respeito da natureza desta ordenança e do modo de preparar-se para dela participar, a
fim de que concorra dignamente a esta Santa Festa.
Art. 333. Acabado o sermão, o ministro mostrará que este sacramento é uma
ordenança de Cristo, e, para este fim, terá as palavras da instituição em alguns dos
evangelistas, ou em 1 Coríntios 11, e as explicará, se julgar conveniente, mostrando
também que:
I) este sacramento deve ser celebrado em memória de Cristo para anunciar
sua morte até que Ele venha;
II) é de inestimável benefício para:
a) fortalecer os crentes contra o pecado;
b) sustentá-los nas tribulações;
c) animá-los e avivá-los no cumprimento dos seus devedores;
d) enchê-los de amor e zelo;
e) animar sua fé e santa resolução;
f) e gerar neles paz de consciência e confortadoras esperanças de vida
eterna.
Art. 334. O ministro admoestará também a que não ousem aproximar-se da santa
mesa do Senhor aos que:
I) vivem profanamente;
II) ignoram as doutrinas fundamentais do cristianismo;
III) se portam escandalosamente;
IV) e se entregam secretamente à prática de qualquer pecado conhecido.
Parágrafo Único. E convidará, finalmente, para esta santa mesa:
a) todos quantos, convictos do seu estado de perdição e miséria por causa do
pecado, dependem da expiação feita por Cristo para serem perdoados e
aceitos diante de Deus;
b) todos quantos instruídos na doutrina do Evangelho têm conhecimento bastante
para discernir o corpo do Senhor;
c) todos quantos desejam renunciar os seus pecados e estão resolvidos a viver
santa e piedosamente.
Art. 335. Coberta a mesa decentemente com uma toalha, disposto o pão em pratos
convenientes, e, o vinho, em copos ou cálices, e sentados os comungantes em ordem,
e com gravidade, em volta da mesa – ou em seus lugares diante dela –, em presença
do ministro, este consagrará os elementos por meio de oração e ações de graças.
I) Consagrados, assim, o pão e o vinho, o ministro tomará o pão e o partirá
diante do povo, dizendo as seguintes, ou semelhantes palavras, segundo o
Evangelho:
O Senhor Jesus na noite em que foi traído tomou o pão e, tendo dado
graças, partiu-o, e deu-o a seus discípulos, como eu, ministrando em
seu nome, vo-lo dou, dizendo [aqui distribui o pão]: Recebei e comei;
isto é o meu corpo partido por vós; fazei isto em memória de mim.
II) Depois de distribuído o pão, o ministro tomará o cálice e dirá as seguintes
ou semelhantes palavras:
Semelhantemente, tomou nosso Senhor também o cálice, dizendo
[aqui entrega o cálice]:Este cálice é o Novo Testamento em meu
sangue. Fazei isto, todas as vezes que beberdes,em memória de mim.
III) O ministro comungará também na ocasião em que lhe parecer mais
conveniente.
IV) Então, o ministro poderá falar aos comungantes:
a) da graça de Deus em Jesus Cristo, manifestada nesse sacramento;
b) da obrigação que têm de pertencer ao Senhor;
c) também poderá o ministro exortá-los a andarem como convém à
vocação com que têm sido chamados e a que, assim como têm
professado receber a Cristo Jesus, nosso Senhor, também andem nele
e pratiquem boas obras.
V) Não será impróprio dirigir o ministro algumas palavras de exortação
também àqueles que tiverem sido simples espectadores, lembrando-lhes
seus deveres, mostrando-lhes o pecado e perigo em que se acham
vivendo, em desobediência a Cristo e desprezando esta santa ordenança,
convidando-os a prepararem-se devidamente para participar do sacramento
na próxima ocasião em que estiver de ser celebrado.
VI) O ministro fará oração e dará graças a Deus por sua rica misericórdia e
infinita bondade, manifestadas para com o seu povo naquela sagrada
comunhão:
a) implorará o perdão de todas as faltas cometidas durante o serviço;
b) e orará pela aceitação do serviço e pessoas;
c) pela graciosa assistência do Espírito Santo, para que, assim como têm
recebido ao Senhor Jesus Cristo, sejam também habilitados a andar
nele;
d) para que possam manter firmemente o que têm já recebido e ninguém
tome a sua coroa;
e) para que a sua conversação seja tal como convém ao Evangelho;
f) para que o povo traga consigo sempre a mortificação do Senhor Jesus,
a fim de que também a vida de Jesus se manifeste em seus corpos
mortais;
g) para que sua luz brilhe de tal maneira diante dos homens, que estes,
vendo as suas boas obras, glorifiquem ao seu Pai, que está no céu.
VII) A coleta para os pobres e para a despesa com os elementos poderá ser
feita em seguida, ou em outra qualquer ocasião que oConselho achar mais
conveniente.
VIII) Cantar-se-á, então, um salmo ou hino, e a congregação será despedida,
com a seguinte ou qualquer outra bênção do Evangelho:
E o Deus da paz, que, pelo sangue do Testamento eterno, tornou a trazer dos
mortos ao grande Pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus Cristo, vos
aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, obrando em vós
o que é agradável perante Ele, por Cristo Jesus, ao qual seja a glória para
sempre. Amém.
Art. 336. Como em alguns lugares tem havido o costume de observar um jejum, antes
da celebração da Santa Ceia, ter um sermão no sábado e outro na segunda-feira, e
convidar 2 (dois) ou 3 (três) ministros, e, como esse costume tem sido abençoado para
muitas almas e tende a tornar mais firme a união dos ministros e das congregações,
nenhuma objeção há contra a continuação desta prática.
CAPÍTULO IX
DA PROFISSÃO DE FÉ E DA ADMISSÃO À PLENA COMUNHÃO DA IGREJA
Art. 337. Os filhos de membros da Igreja Visível e dedicados a Deus pelo batismo,
estão sob a inspeção e governo da Igreja.
§ 1º. Deve-se-lhes ensinar a ler e a repetir de cor o Catecismo, o Credo chamado dos
Apóstolos e a Oração Dominical.
§ 2º. Ensinar-se-lhes-á também a orar, a aborrecer o pecado, a temer a Deus e a
obedecer ao Senhor Jesus Cristo.
§ 3º. E quando chegarem aos anos da discrição, se estiverem livres de escândalo,
parecerem sóbrios e firmes, e tiverem conhecimento suficiente para discernir o corpo
do Senhor, informar-se-lhes-á que é seu dever e privilégio vir à Mesa do Senhor.
Art. 338. Não se pode fixar com precisão qual a idade de discrição nos cristãos
jovens.
Parágrafo Único. Tal ponto deve ser deixado à prudência dos membros doConselho;
estes serão os juízes das qualificações daqueles que tiverem de ser admitidos a fazer
a sua profissão de fé e participar da Mesa do Senhor e, assim também, do tempo em
que os cristãos jovens deverão ser admitidos à comunhão plena da Igreja.
Art. 339. Os que tiverem de ser admitidos a fazer a sua profissão de fé e a participar
da Mesa do Senhor serão previamente examinados a respeito do seu conhecimento e
piedade.
Art. 340. Quando uma ou mais pessoas não batizadas pedirem admissão na Igreja,
será examinada a respeito dos seus conhecimentos e piedade, e, sendo satisfatório
este exame, fará pública profissão da sua fé, em presença da congregação, sendo, em
seguida, batizada.
CAPÍTULO X
DA IMPOSIÇÃO E DA ABSOLVIÇÃO DAS CENSURAS DA IGREJA
Art. 341. O poder dado por Cristo aos regentes de sua Igreja é para edificação e não
para destruição.
Parágrafo Único. Do mesmo modo que, pela pregação da Palavra, são os ímpios
doutrinalmente separados dos bons, também, pela disciplina, a Igreja faz
autorizadamente uma distinção entre o santo e o profano, e, assim fazendo, procede a
Igreja como uma terna mãe, que corrige os seus filhos para bem deles, a fim de que
cada um seja irrepreensível no dia do Senhor Jesus.
Art. 342. As formas para a imposição e absolvição das censuras da Igreja vêm na
Parte II, Capítulo X e XI.
CAPÍTULO XI
DA BÊNÇÃO MATRIMONIAL
Art. 343. O matrimônio não é sacramento nem é peculiaridade da Igreja de Cristo.
Todas as nações têm direito de fazer leis, a bem da comunidade, regulando o
matrimônio, e todos os cidadãos são obrigados a obedecer a essas leis.
Art. 344. Os cristãos devem casar-se no espírito do Senhor.
Parágrafo Único. Convém, portanto, que um ministro do Evangelho invoque a bênção
de Deus sobre o casamento legalmente celebrado pelo magistrado civil e, nessa
ocasião, mostre aos recém-casados qual o ensino de Deus a respeito do seu novo
estado, fazendo ao mesmo tempo a Deus orações adequadas.
Art. 345. O casamento é entre um homem e uma mulher e nenhum ministro do
Evangelho invocará a bênção de Deus sobre qualquer casamento contraído dentro
dos graus de consanguinidade ou afinidade, proibidos na Palavra de Deus.
Art. 346. Quando um casal se apresentar para receber a bênção matrimonial o
ministro exortará as pessoas presentes a que se alguma tiver conhecimento de
qualquer motivo justo pelo qual não deva ser invocada a bênção de Deus sobre aquele
casamento, o declare.
Art. 347. No caso de não se apresentar objeção justa, o ministro começará a
solenidade com oração, pedindo a presença de Deus.
Art. 348. Acabada a oração, o ministro dará ao novo casal algumas instruções da
Escritura a respeito da instituição e deveres do seu novo estado, mostrando que Deus
instituiu o matrimônio para conforto e felicidade do governo humano, declarando que o
homem deixará seu pai e sua mãe e se ajuntará à sua mulher, e que o casamento é
honroso para todos.
I) Mostrará também que Deus tem designado vários deveres que competem aos que
entram nesta relação, tais como:
a) alta estima e mútuo amor de um para com o outro;
b) sofrerem os casados um do outro as enfermidades e fraquezas a que a
humanidade está sujeita em seu estado decaído;
c) animarem-se mutuamente em todas as aflições e desgostos da vida;
d) cuidarem um do outro nas doenças;
e) ajudarem-se mutuamente pelo trabalho para promoverem o sustento
temporal um do outro;
f) orarem a Deus um pelo outro;
g) animarem-se a respeito de tudo o que pertence a Deus e às suas almas
imortais;
h) em todas as circunstâncias, viverem juntos como bons herdeiros da graça
e da vida.
II) Fará o ministro que o homem e a mulher juntem as mãos direitas e dirigindo-se ao
marido, dirá as seguintes ou semelhantes palavras:
a) Declarais[diz o nome do marido]diante de Deus, e destas testemunhas,
que recebestes perante o magistrado civil a mulher que tendes pela
mão[diz o nome da mulher], por vossa legítima mulher?
b) Prometeis diante de Deus que a haveis de amar, honrar, defender,
sustentar e cuidar dela, no gozo e na tristeza, na saúde e na doença, nos
dias prósperos e na adversidade?
c) E prometeis ser-lhe fiel em tudo, como convém a um marido cristão, e
jamais abandoná-la, enquanto Deus for servido conservar-vos ambos
com vida?
III) Respondidas na afirmativa estas perguntas, o ministro dirigir-se-á à mulher com as
seguintes ou semelhantes palavras:
a) Declarais também[diz o nome da mulher], diante de Deus e destas
testemunhas, que recebestes perante o magistrado civil ao homem que
tendes pela mão[diz o nome do homem], por vosso legítimo marido?
b) Prometeis diante de Deus que o haveis de amar, honrá-lo, cuidar dele e
ser-lhe submissa no gozo e na tristeza, na saúde e na doença, nos dias
prósperos e na adversidade?
c) E prometeis ser-lhe fiel em tudo, como convém a uma esposa cristã, e
nunca abandoná-lo, enquanto Deus for servido conservar-vos ambos com
vida?
IV) Respondidas satisfatoriamente estas perguntas, dirá o ministro:
Eu, ministro de Deus pelo Evangelho de seu Filho, vos proclamo e
declaro constituídos em família, na relação de marido e mulher,
segundo a ordenação de Deus, e invoco sobre vós a bênção do Pai, do
Filho e do Espírito Santo.
O que Deus, pois, ajuntou, não o separe o homem (Marcos 10.9).
V) Então, o ministro concluirá, fazendo uma oração apropriada e invocando
sobre o casal a bênção de Deus.
VI) O ministro fará e aguardará um registro destes atos.
CAPÍTULO XII
DA VISITAÇÃO AOS ENFERMOS
Art. 349. Quando alguém adoecer, deve mandar chamar o ministro, antes de perder
as forças e o gozo do seu entendimento, para que lhe faça ver com prudência o seu
estado espiritual, ou para consultá-lo a respeito de sua preciosa alma.
Parágrafo Único. O ministro tem o dever de visitar os enfermos que o mandam
chamar, e de aplicar-se com todo o amor e ternura ao bem espiritual das aImas
imortais dos doentes.
Art. 350. O ministro instruirá os enfermos segundo a Escritura, mostrando-Ihes que:
I) as doenças não se levantam do chão, nem vêm por acaso, sendo
designadas e enviadas por Deus,
a) para correção do pecado, ou para provação da graça;
b) para o adiantamento da religião, ou para algum outro fim importante;
II) e que as mesmas doenças concorrem para o bem daqueles que se
aproveitam sabiamente destas visitações de Deus, não desprezando o
castigo, nem desfalecendo quando são corrigidos pelo Senhor.
Art. 351. Se o ministro achar o enfermo ignorante das doutrinas salvadoras do
Evangelho, instruí-lo-á a respeito da fé, bem como a respeito do meio de ser aceito por
Deus, pela mediação e expiação de Jesus Cristo.
Art. 352. Também exortará o enfermo a examinar-se, a esquadrinhar o seu coração, e
a provar os seus antigos caminhos pela Palavra de Deus; e ajudá-lo- á, mencionando
alguns dos sinais e evidência da verdadeira piedade.
Art. 353. Se o doente manifestar algum escrúpulo, ou laborar em alguma tentação ou
dúvida, o ministro procurará resolver suas dúvidas e ministrar a instrução e direção
que julgar necessárias.
Art. 354. Se o enfermo for um pecador endurecido ou sem compreensão, e
indiferente, o ministro procurará despertar o seu entendimento, acordar a sua
consciência, convencê-lo do mal e do perigo do pecado, da maldição da lei e da ira de
Deus, devida aos pecadores; levá-lo a sentir humilde e penitente as suas iniquidades.
Parágrafo Único. Também lhe falará da plenitude da graça e da misericórdia de
Deus, reveladas em Jesus Cristo por ele, da necessidade absoluta da fé e do
arrependimento para ter parte no favor de Deus e alcançar a felicidade eterna.
Art. 355. Se o enfermo, porém, parecer ter conhecimento, sensibilidade de
consciência, e se ter esforçado para servir a Deus em retidão, embora não sem muitas
falhas e enfermidades pecaminosas, ou se o seu espírito estiver quebrantado pelo
sentimento do pecado, ou por apreensões da falta do favor divino, o ministro deverá
ministrar-lhe consolação e o animará, expondo-lhe a liberalidade e riquezas da graça
de Deus, a plena suficiência da retidão de Cristo e as confortadoras promessas do
Evangelho.
Art. 356. O ministro esforçar-se-á para resguardar o doente
I) contra persuasões mal fundadas da misericórdia de Deus, sem união vital
com Cristo;
II) contra infundados temores da morte e grande desânimo;
III) contra a presunção da sua própria bondade e merecimentos por um lado e
por outro,
IV) contra o desespero da misericórdia e da graça de Deus em Jesus Cristo.
Art. 357. Em uma palavra, segundo as circunstâncias, será dever do ministro
administrar ao enfermo:
I) instrução;
II) convicção;
III) auxílio;
IV) consolação;
V) ou animação.
Parágrafo Único. Na ocasião mais apropriada, quando o enfermo estiver mais
sossegado, o ministro orará com ele e por ele.
Art. 358. Finalmente, o ministro poderá aproveitar a ocasião para exortar as pessoas
que estiverem presentes:
I) a se lembrarem de que são mortais;
II) a voltarem-se para o Senhor e fazerem paz com Ele;
III) a prepararem-se para a doença, para a morte e para o juízo, enquanto têm
saúde.
CAPÍTULO XIII
DOS OFÍCIOS FÚNEBRES
Art. 359. O corpo de uma pessoa, que tiver deixado esta vida, deverá ser tratado com
decência, e conservado apenas o tempo necessário para o preparo do funeral.
Art. 360. Chegada a hora marcada para o funeral, o corpo será levado com decência
para o cemitério e, aí sepultado.
§ 1º. Durante essas ocasiões solenes, todas as pessoas que estiverem presentes
devem portar-se com gravidade, possuindo-se de meditações e ocupando-se em
conversações sérias.
§ 2º. O ministro que estiver presente poderá exortá-las a considerar a fragilidade desta
vida e a importância de estar preparado para a morte e para a eternidade.
CAPÍTULO XIV
DO JEJUM E DA OBSERVAÇÃO DOS DIAS DE AÇÕES DE GRAÇAS
Art. 361. Sob a dispensação evangélica não há mandamento para santificar qualquer
dia fora do domingo, que é o sábado cristão.
Parágrafo Único. Contudo, a observação de dias de jejum e de ações de graças,
segundo as dispensações extraordinárias da Providência Divina, está de conformidade
com a Escritura e com a razão.
Art. 362. Os jejuns e ações de graças poderão ser observados pelos cristãos:
I) individual ou particularmente em família;
II) por congregações particulares;
III) por um número qualquer de congregações vizinhas;
IV) pelas Igrejas sob a jurisdição de um Presbitério ou de um Sínodo;
V) ou por todas as congregações da nossa Igreja.
Art. 363. Dever-se-á deixar ao juízo e discrição individual de cada família cristã a
determinação do tempo que julgarem mais conveniente para observar um dia de jejum
ou de ações de graças.
§ 1º. A cada Conselho de Igreja igual determinação a respeito da sua congregação; e
aos Presbitérios e Sínodo idêntica determinação a respeito dos seus respectivos
distritos.
§ 2º. Quando se julgar necessária a observação geral de um jejum ou de um dia de
ações de graças, oConcílio Supremo decidirá a respeito.
§ 3º. Se, em algum tempo, o poder civil julgar conveniente algum jejum ou dia de
ações de graças, será dever dos ministros e do povo de nossa comunidade respeitar
essa determinação.
Art. 364. A notícia de se haver determinado um dia de jejum ou de ações de graças
será dada publicamente do púlpito, com a precisa antecedência, para que o povo
ordene os seus negócios temporais, de modo que possa observá-lo.
Parágrafo Único. Nesses dias haverá culto público, e as orações, salmos, porções da
Escritura que tiverem de ser lidas, assim como os sermões que tiverem de ser
pregados, devem ser especialmente adaptados à ocasião.
Art. 365. Nos dias de jejum, o ministro mostrará qual a autoridade para observar jejuns
e quais as indicações da providência que parecerem mostrar o dever de observar
esses dias, e empregará mais tempo do que o costumado em oração solene e
particular, confissão de pecados, especialmente dos pecados que, ao tempo e no
lugar em que o jejum for observado, forem comuns, com as circunstâncias agravantes
que tiverem sido causa dos castigos do céu.
Parágrafo Único. O dia inteiro deverá ser passado em profunda humilhação e
lamentação diante de Deus.
Art. 366. Nos dias de ações de graças, o ministro instruirá o povo a respeito da
autoridade de indicações da Providência que parecerem mostrar o dever de observar
um ou mais dias de ações de graças; e consagrará mais do que o tempo ordinário em
render graças a Deus, segundo a ocasião, e no cântico de salmos ou hinos de louvor.
Parágrafo Único. Nesses dias, o povo deve alegrar-se com santo júbilo de coração,
mas o temor deve estar de tal modo unido à alegria, que não haja excessos ou
leviandades a lamentar.
CAPÍTULO XV
DO DIRETÓRIO PARA O CULTO PARTICULAR E DOMÉSTICO
Art. 367. Todos têm o dever indispensável, não só de tomar parte no culto público da
Igreja, mas também de orar a Deus a sós, em secreto, e juntamente com as suas
famílias.
Art. 368. O culto secreto, ou particular, é ordenado claramente por nosso Senhor.
§ 1º. No cumprimento deste dever, cada um, em particular, deve passar algum tempo
em oração na leitura das Escrituras, em santa meditação e no sério exame de si
mesmo.
§ 2º. As muitas vantagens que procedem do consciencioso desempenho destes
deveres são conhecidas dos que os cumprem com fidelidade.
Art. 369. O culto doméstico, que deve ser celebrado ordinariamente por todas as
famílias, pela manhã e à noite, consiste em oração, leitura das Escrituras e cânticos de
louvores.
Art. 370. Compete ao chefe de família:
I) dirigir o culto doméstico;
II) fazer que assistam a ele todas as pessoas da sua casa;
III) providenciar para que nenhuma se retire desnecessariamente durante o
culto e para que se abstenham de todas as suas ocupações ordinárias,
enquanto se leem as Escrituras, prestando grave atenção não só durante
a leitura, como também durante a oração e o cântico de louvor.
Art. 371. Compete aos chefes de família o cuidado de instruir os seus filhos e
empregados nos princípios da religião.
§ 1º. Para este fim, devem eles valer-se de todas as oportunidades.
§ 2º. As tardes dos domingos, depois do culto público, devem ser consagradas
particularmente a esse cuidado.
§ 3º. São, portanto, altamente reprováveis, no Dia do Senhor, as visitas
desnecessárias e a admissão de estranhos nas famílias, exceto quando a caridade ou
a necessidade o exigem.
§ 4º. Assim também, quaisquer outras práticas que impeçam o cumprimento dos
deveres necessários e importantes acima referidos, por mais plausíveis que sejam os
pretextos alegados para justificá-las.
APÊNDICE
DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DO CONCÍLIO INTERNACIONAL
DE IGREJAS CRISTÃS
Aceita pela Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil
Entre outras verdades igualmente bíblicas, cremos e mantemos
o seguinte:
I) A plena inspiração Divina das Escrituras nas línguas originais, sua
consequente inerrância e infalibilidade, e, como Palavra de Deus, a
suprema e final autoridade em fé e vida;
II) O Deus Triuno, Pai, Filho, e Espírito Santo;
III) A essencial absoluta e Eterna Divindade, e a real e própria, mas sem
pecado, humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo;
IV) O seu nascimento da virgem Maria;
V) Sua morte substitucionária, expiatória em que Ele deu a Sua vida "em
resgate de muitos";
VI) A sua ressurreição de entre os mortos no mesmo corpo no qual foi
crucificado e a segunda vinda deste mesmo Jesus em poder e grande
glória;
VII) A total depravação do homem através da queda;
VIII) A salvação, o efeito da regeneração pelo Espírito da Palavra, não pelas
obras, mas pela graça através da fé;
IX) A eterna bem-aventurança dos salvos, e o eterno sofrimento dos
perdidos;
X) A real unidade espiritual em Cristo de todos os redimidos pelo seu
precioso sangue;
XI) A necessidade de manter-se, de acordo com a Palavra de Deus, a pureza
da Igreja em doutrina e vida.
E ainda crendo no Credo dos Apóstolos como uma declaração de verdades bíblicas,
nós o incorporamos nestes artigos de fé.
Fontes:
Acquaviva, Marcus Cláudio. Dicionário Acadêmico de Direito. 2ª ed. São Paulo: Editora
Jurídica Brasileira, 2001.
aulete.uol.com.br
www.dicionariocriativo.com.br