u Direito Internacional Público
u Ramo complexo da ciência jurídica;
u Situação de heterogeneidade;
u Ausência de vontade suprema que se imponha sobre os países;
u Preocupação com uma sociedade internacional mais justa e
pacífica.
u Vídeo da posse do Biden.
u Evolução da matéria.
u Relações entre os entes estatais – surgimento dos tratados.
u Tratados: forma de regular a cooperação em temas como
integridade territorial e paz.
u História – tratados de Lagash e de Umma – cidades-estados da
Mesopotâmia, em 2.100 a.C.
u Questão das fronteiras
u Na Idade Antiga e na Idade Média não havia um Direito
Internacional propriamente dito.
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 218-219). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Avanço das transações comerciais no sistema feudal.
u Relacionamento dos Estados entre si – uma necessidade.
u Exemplo: as vacinas para combater a Covid-19.
u Estudo dos fluxos migratórios - Francisco de Vitória (1480-
1546/Espanha)
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 223-224). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Estudo do autor - a intervenção humanitária (quando um Estado
intervém em outro para proteção dos direitos do homem) e o
que convencionou se chamar de guerra justa.
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 227-229). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Francisco Suárez (1548-1617/Espanha) escreveu sobre a
necessidade de regular a sociedade internacional, diante de sua
diversidade, como a origem do Direito Internacional. Esse autor
muito contribuiu com o Direito Internacional e, juntamente com
Francisco de Vitória, liderou a Escola Espanhola de Direito
Internacional.
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 229-230). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Hodiernamente, o marco do Direito Internacional
contemporâneo, pela grande maioria da doutrina, é considerado
o Tratado de Vestfália (Paz de Vestfália ou Tratados de Münster e
Osnabrück).
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 237-238). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Entende-se como Paz de Vestfália uma série de tratados que
encerraram vários conflitos na Europa, destacadamente a
Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que envolvia o Sacro
Império Romano Germânico e os países vizinhos.
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 237-238). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Termo “Direito Internacional” foi, todavia, empregado pela
primeira vez em 1780 pelo inglês Jeremy Bentham, em sua obra
An Introduction to the Principles of Moral and Legislation,
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 248-249). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Termo “público” – influência do Direito Francês;
u O Congresso de Viena (1815) foi, depois dos tratados de
Vestfália, o segundo grande marco do Direito Internacional e
das relações internacionais.
u Diego Araujo Campos e Fabiano Tavora. Coleção Sinopses
Jurídicas - Direito Internacional - Público, Privado e Comercial - v.
33 (Locais do Kindle 255-256). Saraiva Educação. Edição do
Kindle.
u Congresso de Viena – fim das guerras napoleônicas;
u Novos princípios de Direito Internacional, como a proibição do
tráfico de negros, a liberdade irrestrita de navegação nos rios
internacionais da região e as primeiras regras do protocolo
diplomático (MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Curso de direito
internacional público. 3. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais,
2008, p. 48.
u Direito Internacional:
u - Público;
u - Privado;
u - Comercial.
u Direito Internacional:
u - Público – cuida dos sujeitos incontestes do Direito
Internacional (Estados e Organizações Internacionais);
Visão mais moderna – admite indivíduos como sujeitos de DIP.
u Direito Internacional:
u - Privado diz respeito ao Direito Interno que determinar qual a
lei aplicável ao caso concreto quando a relação jurídica é de
direito privado com conexão internacional.
u Direito Internacional:
u - do Comércio - tem por desiderato uniformizar e fomentar os
negócios e as relações comerciais de compra e venda de
mercadorias envolvendo mais de um Estado.
u Direito Internacional:
u - Público;
u - Privado;
u - Comercial.
u **** Classificação contestada.
u Na sociedade internacional o direito derivou-se das relações
interestatais.
u ATENÇÃO! Os indivíduos são sujeitos originários do Estado. Os
Estados são sujeitos originários do Direito Internacional.
Cuidado para não confundirem.
u De acordo com Francisco Rezek (Direito internacional público:
curso elementar. 12. ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 1), a
sociedade internacional caracteriza-se por ser descentralizada,
e o será provavelmente por muito tempo.
u A sociedade internacional é caracterizada pela coordenação
entre os Estados, em que a vontade dos Estados deve ser
respeitada.
u ATENÇÃO! No Direito Internacional não há hierarquia de
normas, com exceção das chamadas normas jus cogens
(normas imperativas), que serão vistas mais adiante.
u Conceito de Direito Internacional Público:
u O DIP pode ser tratado como o conjunto de princípios
u O Direito das Gentes (sinônimo consolidado de Direito
Internacional Público) se sustenta sobre o consentimento e a
vontade dos Estados.
u Princípio “pacta sunt servanda”.
u Fundamento de validade da norma jurídica internacional:
u Várias teses.
u Voluntarista.
u Objetivista.
u Teorias voluntaristas:
u Teoria da autolimitação (Georg Jellinek)
u Teoria da delegação do direito interno (Max Wenzel)
u Teoria da vontade coletiva (Carl Heinrich Triepel)
u Teoria do consentimento das nações (Hall, Lawrence e
Oppenheim)
u Teorias voluntaristas: entendem que o DI tem como base a
manifestação volitiva dos Estados.
u Teorias Voluntaristas
u 1. Teoria da autolimitação (Georg Jellinek) – Os Estados
soberanos se submetem ao Direito das Gentes em razão de
autolimitação voluntária, há consentimento.
u Teorias Voluntaristas
u 2. Teoria da vontade coletiva (Heirich Triepel, 1899) – o Direito
Internacional resulta da manifestação coletiva dos Estados
soberanos favoráveis à sua limitação.
u Teorias Voluntaristas
u 3. Teoria da delegação do Direito Interno (Max Wenzel) a
obrigatoriedade do Direito Internacional tem origem na Lei
Maior de cada um dos Estados soberanos. É entendida como
um reflexo à teoria da autolimitação.
u Teorias Voluntaristas
u 4. Teoria do consentimento das nações (Lawrence, Hall e
Oppenheim): a vontade majoritária dos Estados,
individualmente considerados, legitima e fundamenta o Direito
Internacional. Considera-se a intenção dos Estados
conjuntamente.
u Corrente objetivista – a obrigatoriedade do DIP encontra-se na
superioridade das normas internacionais diante das normas dos
ordenamentos jurídicos internos.
u Corrente objetivista – teorias:
u Teoria da norma-base (Hans Kelsen) – a validade da norma
jurídica está condicionada ao respeito ao ordenamento jurídico
como um todo. Deve ser respeitada a hierarquia normativa da
pirâmide de Kelsen.
u Teoria sociológica (George Scelle e León Duguit)
u Teoria da pacta sunt servanda (Dionisio Anzilotti).
Predominante.
u Corrente objetivista – teorias:
u Teoria da norma-base (Hans Kelsen) – a validade da norma
jurídica está condicionada ao respeito ao ordenamento jurídico
como um todo. Deve ser respeitada a hierarquia normativa da
pirâmide de Kelsen.
u Corrente objetivista – teorias:
u Teoria sociológica (George Scelle e León Duguit): o Direito
provém diretamente dos fatos sociais e fundamenta-se no
princípio da solidariedade internacional.
u Corrente objetivista – teorias:
u Teoria do Direito Natural (Sófocles, (Grécia), Cícero (Roma): o
Direito Natural, superior e apartado das normas estatais,
fundamenta o Direito Internacional.
u Corrente objetivista – teorias:
u Teoria dos direitos fundamentais dos Estados (Grotius e Wolff) –
a existência dos Estados implica a aquisição dos direitos
fundamentais, os quais embasam o Direito Internacional.
u Corrente objetivista – teorias:
u Teoria da norma “pacta sunt servanda” (Anzilotti): o Direito
Internacional fundamenta sua obrigatoriedade na adoção da
norma “pacta sunt servanda” .
u Direito Internacional e Direito Interno
u Em caso de conflito – há duas teorias: a monista e a dualista.
u Teoria monista: a validade jurídica de uma norma interna não se
condiciona à sua sintonia com a ordem internacional (REZEK,
Francisco. Ob. cit., p. 4).
u Teoria dualista: o Direito das Gentes não opera no interior de
qualquer Estado senão quando devidamente internalizada de
acordo com o Direito Interno.
u ATENÇÃO! A Corte Internacional de Justiça (CIJ) reconhece o
caráter preeminente do Direito Internacional.
u Em parecer de 1930, a Corte Permanente de Justiça
Internacional, antecessora da CIJ, já declarara: “É princípio
geralmente reconhecido, do Direito Internacional, que nas
relações entre potências contratantes de um tratado, as
disposições de uma lei interna não podem prevalecer sobre um
tratado” (ACCIOLY, Hildebrando; SILVA, G. E. Nascimento e.
Manual de direito internacional público. 15. ed. São Paulo:
Saraiva, 2002, p. 65).
u Convenção de Viena – art. 27.
u “Art. 27. Uma parte não pode invocar as disposições de seu
direito interno para justificar o inadimplemento de um tratado.”
u Conflito entre tratado e norma internacional.
u Brasil – controle de constitucionalidade.
u Necessidade de verificar se o Estado adota a corrente monista
ou dualista.
u Tratamento das normas consuetudinárias – STF Recurso
Ordinário n. 94.804, em 12/03/1986 – maior flexibilidade.
u Base no art. 153, § 36, da Constituição de 1967/69: “A
especificação dos direitos e garantias expressos nesta
Constituição não exclui outros direitos e garantias decorrentes
do regime e dos princípios que ela adota”.
u TRATADO
u - versa sobre Direitos Humanos – aprovado pelo CN no Brasil =
ingressa como norma constitucional
u - não versa sobre Direitos Humanos – aprovado pelo CN no
Brasil = ingressa como lei ordinária.
u Aplicação de uma norma internacional no Brasil:
u Até 1977, quando do julgamento do RE 80.004/SE, o STF
entendia que o Direito Internacional prevalecia sobre o Direito
Interno, caso houvesse conflito entre as ordens. Essa posição
era alicerçada no Dualismo de Carl Heinrich Triepel.
u Tratado: está em igualdade de condições com as demais leis
ordinárias, com exceção dos tratados de direitos humanos que,
após a Emenda Constitucional n. 45/2004, possuem o patamar
hierárquico de emendas constitucionais, depois da necessária
aprovação no Congresso Nacional: Art. 5º, § 3º, da CF/88.
u Exemplo prático:
u Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova
Iorque, em 30 de março de 2007, foram promulgados em 25 de
agosto de 2009, pelo Decreto n. 6.949, nos termos do art. 5º, §
3º, da CF/88.
u STF – pronunciamento:
u (STF, CR-AgR 8.279/AT – Argentina, de 17-6-1998):
u “O SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO NÃO CONSAGRA O
PRINCÍPIO DO EFEITO DIRETO E NEM O POSTULADO DA
APLICABILIDADE IMEDIATA DOS TRATADOS OU CONVENÇÕES
INTERNACIONAIS. (...)”.
u Pacto de São José da Costa Rica (1969).
u “HABEAS CORPUS. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO WRIT
AJUIZADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. MITIGAÇÃO DA
SÚMULA 691/STF. DEPOSITÁRIO INFIEL. PRISÃO CIVIL.
INADMISSIBILIDADE. ORIENTAÇÃO PLENÁRIA DESTE SUPREMO
TRIBUNAL TRIBUNAL FEDERAL. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou a orientação
de que só é possível a prisão civil do ‘responsável pelo
inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação
alimentícia’ (inciso LXVII do art. 5º da CF/88). Precedentes: HCs
87.585 e 92.566, da relatoria do ministro Marco Aurélio.
u 2. A norma que se extrai do inciso LXVII do artigo 5º da
Constituição Federal é de eficácia restringível. Pelo que as duas
exceções nela contidas podem ser aportadas por lei,
quebrantando, quebrantando, assim, a força protetora da
proibição, como regra geral, da prisão civil por dívida. 3. O
Pacto de San José da Costa Rica (ratificado pelo Brasil – Decreto
678, de 6 de novembro de
u 1992), para valer como norma jurídica interna do Brasil, há de
ter como fundamento de validade o § 2º do artigo 5º da Magna
Carta. A se contrapor, então, a qualquer norma ordinária
originariamente brasileira que preveja a prisão civil por dívida.
Noutros termos: o Pacto de San José da Costa Rica, passando a
ter como fundamento de validade o § 2º do art. 5º da CF/88,
prevalece como norma supralegal em nossa ordem jurídica
interna e, assim, proíbe a prisão civil por dívida. Não é norma
constitucional – à falta do rito exigido pelo
u § 3º do art. 5º –, mas a sua hierarquia intermediária de norma
supralegal autoriza afastar regra ordinária brasileira que
possibilite a prisão civil por dívida. 4. Na concreta situação dos
autos, a prisão civil do paciente foi decretada com base nos
artigos 652 do Código Civil e 904, parágrafo único, do Diploma
Civil Adjetivo. A autorizar, portanto, a mitigação da Súmula 691.
5. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício”
(HC 94.523/SP, Rel. Min. Carlos Britto, j. 10-2-2009).
u Entende-se, assim, que, por decisão do STF, embora ainda
esteja vigente, o art. 5º, LXVII, da Constituição Federal cairá
parcialmente em desuso pelo que foi estabelecido no Pacto de
São José, uma vez que, agora, é normal que somente se aceite
nos tribunais pátrios a prisão civil por dívida no caso de
“inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação
alimentícia”.
u Cláusulas de diálogo ou cláusulas dialógicas, responsáveis por
interligar a ordem jurídica internacional com a ordem interna.
u Essas cláusulas fazem com que esses ordenamentos dialoguem
e tentem “resolver qual norma deve prevalecer no caso
concreto”, segundo Mazzuoli (ob. cit., 3. ed., p. 91-92).
u STF - Recurso Extraordinário (RE) 636.331 e do RE com Agravo
(ARE) 766.618: decidiu que que os conflitos que envolvem
extravios de bagagem e prazos prescricionais ligados à relação
de consumo em transporte aéreo internacional de passageiros
devem ser resolvidos pelas regras estabelecidas pelas
convenções internacionais sobre a matéria, ratificadas pelo
Brasil”.
u Convenções de Varsórvia e de Montevidéu.
u O STF decidiu, por maioria, que tais convenções internacionais,
já devidamente incorporadas ao ordenamento jurídico pátrio,
prevalecem sobre o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
u O STF elaborou, nesse sentido, a tese de repercussão geral de
que, “por força do artigo 178 da Constituição Federal, as
normas e tratados internacionais limitadoras da
responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros,
especialmente as Convenções de Varsóvia e Montreal, têm
prevalência em relação ao Código de Defesa do Consumidor”
(ver o sítio eletrônico do STF:
<http://www.stf.jus.br/www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetal
he.asp?idConteudo=344530>).
u Entende-se, portanto, que os tratados sobre direitos humanos
não são os únicos a terem o “status supralegal” reconhecido
pela Excelsa Corte.