Currículo e Avaliação na Creche
Curso: Concepções e Práticas no
Trabalho Pedagógico em Creche
REFLETINDO
Quem são
BEBÊ E CRIANÇA BEM PEQUENA
para você?
CRIANÇA, INFÂNCIA E CURRÍCULO
Educação Infantil
Primeira etapa da educação básica
Espaços institucionais não domésticos públicos/privados
Educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período
diurno em jornada integral/ parcial
Criança Visão integralizada do
Infância
desenvolvimento infantil Construção social
Sujeito histórico e de Múltiplas formas de se
direitos apresentar
Produto e produtoras Não restrita ao biológico-etário e (classe social, de
de culturas psicológico gênero, de etnia, de
religião, etc.)
CURRÍCULO e DCNEI
Conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das
crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural,
artístico, ambiental, científico, e tecnológico, de modo a promover o
desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade
(DCNEI, p.12, 2010)
INTERAÇÕES BRINCADEIRAS
Modos de ser e estar no mundo Diferentes ações que envolvem o
lúdico
Crianças da mesma idade e de idades
diferentes e em grupos
Experiência de cultura e uma
Crianças e Adultos linguagem de expressão
Prática Pedagógica
Intencionalidade Pedagógica
Indissociabilidade entre educar e cuidar
Atividades de atenção pessoal
alimentação, banho, troca de fralda, sono, apego, higiene dos espaços
Práticas educativas contextualizadas de experiências sensoriais,
corporais, nas diferentes linguagens: gestual, oral, plástica, dramática e
musical, outras
pautadas na escuta sensível
Aprendizagens construídas, avaliadas e reorientadas a partir dos
contextos, interesses e necessidades das crianças
CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
NA BNCC
[...] Vivenciar um currículo estruturado por esses dois eixos (interações e
brincadeiras) significa pensar na criança como um sujeito integral que se
relaciona com o mundo e aprende através da mediação com o outro, com a
brincadeira e a cultura. Significa, ainda, compreender que a criança precisa estar
no centro de todas as ações planejadas e promovidas para ela.
(Currículo de Pernambuco, 2019, p. 57)
[...] práticas que respeitam e atendem ao direito da criança de
apropriar-se, por meio de experiências corporais, dos modos
estabelecidos culturalmente de alimentação e promoção de saúde, de
relação com o próprio corpo e consigo mesma, mediada pelos
professores que intencionalmente planejam e cuidam da organização
dessas práticas (Currículo de Pernambuco, 2019, p.59)
Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento
“asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças
aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em
ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a
resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o
mundo social e natural”. (BRASIL, 2017, p.36)
Brincar Conviver
Participar
Explorar Expressar
Conhecer-se
Campos de Experiências
“arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da
vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos
conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural” (BRASIL, 2017,p.36)
O eu, o outro e o nós
Corpo, gestos e movimentos
Traços, sons, cores e formas
Escuta, fala, pensamento e imaginação
Espaços, tempos, quantidades, relações e
transformações
Trabalho pedagógico com os Campos de
Experiências
Articulam-se com o DIA-A-DIA, A JORNADA EDUCATIVA e não a
ATIVIDADES e MOMENTOS
Pressupõe OBSERVAÇÃO E CONTINUIDADE
Os Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento evidenciam os campos de
experiências
As ementas nos ajudam a cartografar que tipo de situações do cotidiano
educativo se articula a um determinado campo de experiência
HORA DE RELETIR
Como a concepção de criança se
apresenta na prática pedagógica
avaliativa?
AVALIAÇÃO
“ não há como viver sem avaliar...
Sem refletir sobre o que fizemos ou o que queremos fazer...
Jussara Hoffmann
“ avaliar as crianças é acompanhar suas conquistas,
dificuldades e possibilidades no seu processo pedagógico...
Jussara Hoffmann
PROCESSO AVALIATIVO
• Planejar ou propor- conhecer os alunos (quem são, de onde vem, família, contexto,
necessidades ... ) – ATENÇÃO AO APRENDIZ
• Observar - a criança, o grupo, os adultos, os intercâmbios, as interações,
brincadeiras, e as aprendizagens- ACOMPANHAR A CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO DA CRIANÇA
• Refletir- Introduzir outros complementos e Enriquecer conhecimentos – PENSAR
SOBRE COMO A CRIANÇA PENSA
• Registrar - os trabalhos das crianças, fotos, notas, de momentos na sala referência,
Brincadeiras – ACOMPANHAR O DESENVOLVIMENTO DO GRUPO E DA CRIANÇA;
• Redirecionar o planejamento- quantas atividades planejadas? Quantas atividades
indicadas/sugeridas pelas crianças? A CRIANÇA COMO O CENTRO DA AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Deixar de quantificar e medir para ACOMPANHAR O PROCESSO DE
APRENDIZAGEM
-As referências na avaliação são as próprias crianças (conquistas e
dificuldades) e não padrões pré-estabelecidos
-Avaliar nos permite: conhecer melhor a criança, suas características
pessoais, de grupo, emoções, reações, interesses e seu modo de apropriar-
se da cultura
Instrumento de Reflexão e Re-planejamento
Mapeia elementos institucionais
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Como constatar os avanços da criança sem saber o que ela era capaz de fazer
quando chegou na escola – o ponto de partida?
Como fazer um relatório consistente no final do semestre sem comparar o início, o
meio e o final do processo educativo?
Considerar:
Contexto: da criança, do grupo, da jornada, da turma de referência;
Fundamentos que orientam articula a atuação pedagógica: Procedimentos, espaço e
tempos adequados
Avaliador externo: (coordenador/formador) apoio metodológico e de procedimentos
Autoavaliação: resultados em dados
PLANEJAMENTO
A prática avaliativa tem intencionalidade e portanto,
precisa ser planejada e orientado por critérios
Planejamento global (refletir, selecionar, organizar e
mediar) das situações de aprendizagens, vivências,
experiências, tempo, materialidades prevendo o que será
feito
OBSERVAÇÃO
Avaliar remete-se a OBSERVAR para decidir, num exercício de amorosidade
O que OBSERVAR?
O grupo, o indivíduo, as relações e o tempo, os materiais e os espaços, outros;
OBSERVAR para atribuir sentido:
Como as crianças brincam nas brincadeiras livres e dirigidas? Como estabelecem
relações entre os pares, os adultos, a natureza e as materialidades?
Dois aspectos fundamentais da observação e do registro:
• A escolha das crianças a serem observadas individualmente… porque é
impossível observar todas numa só proposta/atividade.
• A escolha das habilidades a serem observadas… porque é impossível fazer uma
observação qualificada de todas as habilidades e competências do currículo.
DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Narrativa
Do que se faz, da realidade que se situam as ofertas, diz
do percurso de desenvolvimento e aprendizagem, uma
memória histórica que configura identidade e objetivos
• Intencionalidade
• Registros
• Reorientação e aprofundamento do trabalho pedagógico
• Aprendizagens integradas
• Reconhece a ação contextual e situada
• Os resultados facilmente observáveis não são os mais
importantes
DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Narrativa
Registros do cotidiano: processo e continuidade;
Registro Individual e com as crianças: aspectos de vida, vivências, expressão em
múltiplas linguagens- gestos, fala, desenho, escrita, estabelecendo nexos entre as várias
experiências
Portifólio Individual: registro das vivências (fotos, objetos, coleção)
Portifólio Coletivo: registro de vivências significativos para o grupo
Relatório Descritivo: produto da observação, capta diferentes dimensões das interações
em grupo e individual (sentimentos/afetos/movimentos/cognição)
Relatório Particular: Relativo a saúde, família, especificidades da criança
Mini história: narrativa (descritiva e contextualizada) que surge dos observáveis (fotos,
notas, vídeos) que foca nas teorias infantis para explicar o que observam, manipulam
buscando sentidos
OUTRAS QUESTÕES...
Avaliação Institucional:
... é preciso que as creches e as pré-escolas, que agora
fazem parte integrante dos sistemas educacionais,
garantam um atendimento de qualidade.
Como deve ser uma instituição de educação infantil de
qualidade?
Referenciais bibliográficos
BRASIL. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: MEC, SEB, 2010.
BRASIL. Indicadores de Qualidade na Educação Infantil- Brasília: MEC, SEB, 2009
FERRARI, M. Condições para a Educação. Ideias orientadoras para a creche - A qualidade
negociada. Coleção formação de professores. Série educação infantil em movimento.
FÜLLGRAF, J. e WIGGERS, V. Capítulo l. Propostas pedagógicas e/ou curriculares para a
educação infantil. EDUCACÃO INFANTIL: projetos e práticas pedagógicas.
HOFFMANN, J. Avaliação na Educação Infantil. UNESP.SP, Video.TV Cultura.2010
MICARELLO, Hilda. Avaliação e Transições na Educação Infantil. Anais do I Seminário Nacional:
Currículo em Movimento – Perspectivas Atuais. Belo Horizonte, 2019.
PERNAMBUCO. Currículo da Educação Infantil de Pernambuco, 2019.
SOARES E SILVA. A.P. Currículo na Educação Infantil. UNESP.SP, Video.TV Cultura.2010.