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Wa0010.

O exame necrópsico é um procedimento médico-legal essencial para determinar a causa da morte, especialmente em casos de morte violenta ou suspeita. Ele envolve a realização de uma autópsia, que pode ser anatômica ou médico-legal, com o objetivo de identificar o cadáver, determinar a causa da morte e a data provável do falecimento. A necrópsia deve ser realizada por um médico-legista sob a autorização da autoridade competente, e seu processo inclui etapas sistemáticas para garantir a precisão e a validade dos resultados.

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O exame necrópsico é um procedimento médico-legal essencial para determinar a causa da morte, especialmente em casos de morte violenta ou suspeita. Ele envolve a realização de uma autópsia, que pode ser anatômica ou médico-legal, com o objetivo de identificar o cadáver, determinar a causa da morte e a data provável do falecimento. A necrópsia deve ser realizada por um médico-legista sob a autorização da autoridade competente, e seu processo inclui etapas sistemáticas para garantir a precisão e a validade dos resultados.

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O EXAME NECRÓSCOPICO

INTRUDUÇÃO:
▪ Em muitos casos, a ocorrência da morte, se por um lado representa o
fim da vida, por outro, se transforma no início de uma série de
indagatórias e questionamentos, relacionados às causas que
levaram ao óbito.
▪ Nesses casos, o estudo da causa da morte se erige em uma
necessidade não apenas médica, com o fito de poder decliná-la com
precisão, no momento de preencher e expedir a Declaração de óbito.
▪ Como também jurídica, no intuito de dirimir dúvidas, quanto se trata
de uma morte suspeita de ter ocorrido com o emprego de violência
ou, de plano, caracterizá-la como tal- morte violenta, quando
inexistam dúvidas quanto a sua etiologia.
INTRODUÇÃO

• Referido estudo da causa da morte exige, para seu completa


esclarecimento, a realização de um ato médico, tanatológico, da maior
importância técnica-cientifica e jurídica: a necrópsia ou autópsia.
• Necrópsia (gr: nécros, morto+ ópsis, visão, observação) e autópsia (gr:
autós, a si mesmo, ópsis, visão, observação), são dois termos que,
INTRODUÇÃO
consagrados pela prática e pela rotina, se utilizam indistintamente,
significando a mesma coisa: exame do cadáver realizado com a
finalidade de pesquisar, comprovar e diagnosticar a etiologia da morte
de um ser humano, implicando por em jogo um conjunto de
procedimentos técnico-científicos sistematizados, tendentes constatar
alterações (congênitas e/ou adquirida), naturais ou traumáticas (violenta
ou não), as quais, agindo com anterioridade ou recentemente, levaram á
morte do indivíduo.
• Do ponto de vista médico-legal, poderiam dividir-se as necrópsia em dois
grandes tipos:
• Necrópsia ou autopsia anatomopatológica ou clínica;
• Necrópsia ou autópsia médico-legal.
• As primeiras, de caráter não medico -legal ou judicial por sua vez, podem
ser de diferentes subtipos, de acordo com o objetivo visado
(cientifico, clinico, anatomopatológico etc.).
• Já a necropsia médico-legal ou jurídica é feita em todos os casos de
morte violenta ou suspeita, realizada em um ambiente adequado,
sempre pelo médico- legista, como membro da polícia judiciária, de
modo a caracterizar não apenas a causa da morte como, também e
sempre que possível, a maneira da morte.

INTRODUÇÃO
• Contrariamente, a necrópsia ou autópsia anatomopatológica é executada
por um médico-patologista, isto é, um Especialista em Anatomia
Patologista, e tem por escopo esclarecer a causa da médica da morte
natural. A mesma sempre se procede com a anuência da família, no
denominado Serviço de Verificação de óbitos (de regra instalado onde
os há, junto a uma faculdade de medicina ou a um
Hospital- Escola).
• Não se pode esquecer que, embora as diferenças entre ambas as
modalidades sejam bem nítidas, muitos casos que, no início, são tidos
como de morte naturais, uma vez examinados pelo patologista, durante a
autópsia, se comprovam alguma causa violenta.
• Também e reciproca é verdadeira, existindo casos de morte suspeita que,
após o exame necroscópico, se comprovam originárias de causa naturais.
• Neste capitulo abordaremos apenas as últimas -necrópsias ou autópsias
judiciais, porquanto são as que têm interesse médico-legal, uma vez que
os demais tipos extrapolam os limites deste trabalho.
Enquadramento Jurídico da Necrópsia Médico-Legal

• Toda necrópsia médico-legal, como já vimos, e um ato médico especifico


dentro da atividade da Polícia Judiciária. Por isso, sempre, a necrópsia
médico-legal tem de ser requisitada pela Autoridade competente, isto é,
Juiz de Direito, Delegado de Polícia ( que preside o inquérito Policial),
INTRODUÇÃO
Oficial Militar( que preside o Inquérito Polícia Militar) ou Parlamentar (
que preside a Comissão
Parlamentar de Inquérito ou CPI).
• Dado que a necrópsia é uma determinação cogente da Autoridade, não
necessita, uma vez ordenada, autorização ou oposição de nenhum
familiar ou qualquer outra pessoa relacionada com o de cujus.
Enquadramento Jurídico da Necrópsia Médico-Legal

• Nos casos de morte violenta ou suspeita, há de se ter em mente que os


despojos mortais, temporariamente, não pertence á família, mas á
justiça, pelos menos até que a Autoridade requisitante esteja satisfeita
de todas as indagações á causa da morte (‘’causa mortis’’ médica), e á
maneira da morte (‘’causa mortis’’ jurídica): trata-se da disponibilidade
jurídica do corpo.
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal
• São quatro, basicamente, os objetivos da necrópsia médico-legal; a
saber: a identificação do cadáver; a determinação da causa mortis
médica; a determinação da causa mortis jurídica e a determinação da
data provável da morte.
• Identificação do cadáver
• Sempre que isto seja necessário, o que felizmente não e comum, a identificação
do cadáver será uma operação que poderá exigir o trabalho conjunto médico-
legista com especialista nas técnicas mais sofisticadas e especificas
(papiloscopistas, odonto-legistas, laboratoristas etc.).
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal
• Determinação da causa mortis médica:
• Neste item se incluirá o levantamento de outros estados patológicos
preexistente. Assim, será importante determinar se estes têm ou não
alguma relação com óbito e, em caso positivo, qual o grau de
participação dos mesmos no desate fatal.
• Determinação da causa jurídica:
• É dever do médico-legista por ocasião da necrópsia, levantar e oferecer
todos os elementos propedêuticos que permitam o enquadramento dos
fatos, quer como acidente, quer como suicídio, quer, enfim, como
homicídio. Ao médico-legista compete é obrigado, do ponto de vista o
médico fornecer elementos que orientem para uma dessas três
hipóteses.
• Em outras palavras, discutir-se-ão elementos da prova, a favor ou
contra uma ou outra dessas hipóteses, sem, contudo, concluir por
qualquer tipificação.
• A realização de um exame necroscópico são decerto, numerosas.
Porém, podem engloba-se em dois grandes grupos, nos quais é vedado
ao médico oferecer a Declaração de Óbito, a saber:
1. Mortes Violentas (suicídio, homicídio e acidente); e
2. Mortes Suspeita (súbita, sem assistência médica ou quando existam
dúvidas se a mesma decorreu de causas não naturais).
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal

• Em caso de homicídio o médico-legista tanto poderá determinar a


natureza das lesões como as características do instrumento utilizado, e
se a violência exercida o foi excedendo os limites psicofísicos previsíveis.
Localizar, extrair e analisar um projétil de arma de fogo pode constituir
um passo fundamental em muita necropsia, requerendo, quase sempre,
extrema dedicação e paciência para poder concretizá-lo.
• Nos casos em que a necrópsia aponte para suicídio, será necessário
precisar, antes de mais nada, que realmente se trata de suicídio, e não
de um homicídio que se pretende disfarçar ou encobrir.
• Nessas situações, como é cediço, o exame perinecroscópico é
fundamental. Em acréscimo, os exames complementares poderão ser
úteis, de modo a caracterizar, intoxicação presumida, passível patologia
prévia, antecedentes psiquiátricos da vítima.
• A pesquisa desses elementos, em nível sociofamiliar e institucional,
corresponde á denominada ‘’Necrópsia Psicológica’’.
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal
• Morte suspeita- deve-se observar que, embora se devam normalmente
a causa naturais, somente a necrópsia é que dará a certeza necessária,
que para excluir, que para afirmar a existência de alguma forma de
violência.
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal

• Os exames de laboratório, consegue fornecer um diagnóstico preciso da


causa mortis; é o caso das denominadas ‘’necrópsia branda’’. Esse
resultado negativo oferece uma conotação positiva, porquanto permite
afastar a suspeita de uma ação violenta. É bem verdade que, para a
justiça, é de escasso ou de nenhum valor saber qual a patologia que
provocou o óbito, bastando-lhe a certeza de que não ocorreu qualquer
forma de violência.
• Determinação da data provável da morte:
• Nesse sentido a cronotanatognose, isto é, o estudo minucioso dos
fenômenos cadavéricos, constituirá o esteio sobre o qual se estruturará
toda a perícia, complementada, inclusive, pelos estudos das Ciência
afins. Todavia, esse de tipo de aprofundamento não deverá ser utilizado
indiscriminadamente. Assim, nos casos de necrópsia, nem sempre tais
exame são necessários e/ou aplicáveis.
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal
Finalidade da Necrópsia Médico-Legal

• Muito profissional tentam suprir suas imperfeições clinicas com a


solicitação, um numero de exames complementares (laboratoriais,
radiográficos, de tomografia computadorizada, de ressonância
magnética etc..). isto se deve entender não apenas como algo restrito à
Clínica Médico-Legal, mas como um critério geral e aplicável a todas as
etapas e circunstância das pericias, e não exclusivamente ás necrópsia.
Necrópsia Medico-Legal:
• Normas gerais para a realização da Necrópsia:
• Para muitos, pode parecer que a realização de uma necrópsia não passa
de uma retalhação, mais ou menos ordenada, do cadáver. A realização
de um exame Necroscópico correto implica, não apenas
conceitualmente, mas na prática também, muito mais do que o simples
encontro com um corpo sobre a mesa do necrotério, sobre o qual se
procede á dissecação.
• Com efeito, eis que parafraseando BORGES et al (op.cit) – “o caminho a
ser percorrido de modo a atingir resultado satisfatórios, começa muito
antes da primeira incisão que corta a pele e termina bastante depois do
último ponto de sutura, quando da recomposição do cadáver” (BORGES
et al 1989).
Necrópsia Medico-Legal:
• Visando uma sistematização do procedimento a se seguido, podem
distinguir- se ao menos cinco etapas fundamentais, a saber:
• Levantamento do cadáver no local;
• Exame externo do corpo;
• Exame interno do corpo;
• Seleção, Colheita e remessa de a mostras para Exame;
Complementares;
• Elaboração do Relatório (Laudo ou Auto).
• Destas, a primeira já foi motivo de amplo estudo na seção reservada ao
estudo dos “Mecanismo da Morte”.
Necrópsia Medico-Legal:
• Nas demais, parece-nos que a orientação do BONNET (op,cit) é a mas
a adequada para manter a ordem, harmonia e tirar o máximo proveito do
exame pericial, seguindo quatro normas fundamentais:
• Que a necrópsia seja completa:
• Todos os órgãos e sistema deveram ser examinados cuidadosamente,
não se negando importância, a priori, a nenhum seguimento da
economia.
• Que a necrópsia seja metódica:
• A necrópsia se realizará om a técnica que, por prática e preferência
individual, seja a mais confiável para o Médico-Legista. Não existe uma
única maneira de se desenvolver a técnica.
Necrópsia Medico-Legal:
• Qualquer uma pode ser útil, com a condição de que o exame seja
completo, não se desprezando de antemão aspectos que, ao final, pode
ser importante.
• Que a necrópsia seja feita sistematicamente:
• Em todos os casos em que a causa mortis não a pareça claramente dos
fatos que se observam em um primeiro exame perfunctório, o exame
necroscópico deve ser feito de maneira completa e com melhor técnica.
É dessa forma que podem observa-se com causas eficientes, mas
ocultas, e/ou causas superveniente e a típicas.
Necrópsia Medico-Legal:
• Que a necrópsia seja ilustrativa:
• Por menores que sejam os achados e por mais transcendentes que
possam parecer, ou que “deveriam” dar-se por óbvios, da mesma forma
hão de se consignados expressamente. Poder-se-ão acrescentar,
diagramas, desenhos, fotografias, radiografias etc..
• Exame Externo:
• O exame externo consistirá em uma sequencia de procedimento, os
quais antecederão o contato direto do Médico-Legista com o cadáver.
• A forma como o exame externo se realiza não deve, necessariamente,
seguir uma sequencia preestabelecida, mas há de ter como finalidade
sistematizar a pesquisa, evitando que algum dado possa escapa da
observação e assim, involuntariamente, ser omitido. De acordo com a
orientação de SIMONIN (OP,CIT), teremos:
Exame Externo:

• 1-Identificação: exame dos sinais descritivos da pessoa, notadamente


os que se direcionam á sua eventual identificação.
• Por exemplo: cor e tipo de cabelo, cor da íris, estado e peculiaridade da
dentadura, cicatrizes, tatuagens, malformações e deformidade. Além da
coleta de impressões digitais para dirimir eventuais futuros conflitos de
identidade.
• 2- Descrição das vestes: Esse exame compreenderá um inventário das
roupas que o cadáver a presenta, fazendo-se especial referência às
etiquetas, cor e padrão de estampa, e, quando for o caso, tipo de tecido,
esgarçamentos, vestígio de sangue, sêmen, fumaça, pólvora,
queimaduras.
Exame Externo:

• 3- Realidade da Morte: Consiste na verificação da presença dos sinais


tanatológicos imediatos da realidade da morte (ausência da respiração e
circulação, midríase, abolição do tônus muscular), bem como os
consecutivos (desidratação, esfriamento, hipóstases, rigidez.)
• Regiões Médico-Legal: representa áreas que exigem uma atenção
especial, tanto por se tratar de zona anatômicas, pouco acessíveis à
inspeção ocular geral, como de áreas com maior incidência de lesões,
ou por se constituírem áreas onde não raro são achados vestígios
(manchas, pelos, restos de tecidos.).
Exame Externo:
• dessa maneira, a finalidade de dividir a economia em regiões
médicolegais visa auxiliar o perito a ter presentes, de forma ordenada,
certas áreas que não devem passar despercebidas quando da inspeção
externa do cadáver. Na sequência céfalo-caudal, teremos:
• Couro cabeludo: Notadamente quando há bastante cabelo, o que em
geral dificulta ou impede as marcas de violência.
• Orifício naturais da cabeça: (boca, nariz, pálpebras, orelhas). Pelas
características próprias desses orifícios, é possível que lesões de
tamanho variáveis, mas em geral pequena, possam passar
despercebidas, como lesões ou perfuro contusas (ferimentos de projétil
de arma de fogo de pequeno calibre).
Exame Externo:
• Dai o exame atento da cavidade oral, das narinas, dos meatos auditivos
ou das regiões recobertas pelas pálpebras, pode ser fundamental para a
perícia.
• Pescoço: local habitual de lesões nos casos de asfixias mecânicas
externas por constrição (esganadura, enforcamento, estrangulamento),
de lesões incisas nos casos de esgorjamento (suicida, homicida) e
algumas lesões especificas como nos casos de crime sexuais
(estigmas ungueais de defesa).
Exame Externo:
Exame Externo:
Esgorjamento
Decapitado

esgorjamento

Exame Externo:
• Tórax anterior e mamas: Principalmente em mulheres com mamas
pendulares e em homens obesos, facilmente as lesões que penetram no
tórax afetando órgão vitais, podem ser ocultadas no sulco submamário.
Isso tanto se pode observar nos vasos de ferimentos de arma de fogo
como nas lesões perfurantes e perfuroincisas.
• Axilas: Não é fácil examiná-las, uma vez que, em geral, o cadáver se
apresenta com os braços em adução.
• Mãos e unhas: São frequente de achado de evidencia. Tal é o caso de
respingo de sangue, restos de pele, vestígios de pólvora, mancha, fio de
cabelo.

Exame Externo:
• Região genito-perineal: Em todos os casos essa região deverá ser
examinada, frequentemente é sede grave lesões ou alterações. Não há
qualquer preferencia quanto o sexo ou idade. Dai que o legista deve,
sempre, tanto pela negativa quanto pela afirmativa de lesões, fazer,
registro de seus achados.
Exame Interno:
• Muitos autores consideram que tal exame corresponde á necrópsia ou
autópsia propriamente dita. Em todos os casos, o exame deve ser
sistemático e seguindo uma ordem determinada, de modo a evitar que
algum segmento seja esquecido ou não seja relatado. Essa ordem,
contudo, pode ser modificada conforme as necessidades, e obedece à
seguinte sequencias:
• Raque (só eventualmente);
• Crânio;
• Pescoço;
• Tórax;
• Abdome;
• Aparelho geniturinário; • Extremidade.

Exame Interno:
• Nas seções seguintes serão considerados, tão-somente, os tempos de
necrópsia habitualmente empregados, como autópsia da raque, do
pescoço, do aparelho geniturinário e das extremidades.
• Necrópsia do crânio:
• Incisões cutâneas:
• O cadáver deve estar em decúbito dorsal e com a cabeça apoiada sobre um cepo
ou peça de madeira. Os cabelos devem ser separados com auxilio de um pente,
seguindo alinha da incisão escolhida.
Exame Interno:
Afastamento dos cabelos na
futura linha de corte

Exame Interno:
• Incide-se o couro cabeludo com uma incisão transversal, bimastóidea,
passando pelo vértex craniano.

Procedimento da incisão
do couro cabeludo.

Exame Interno:
• Separam-se ambos os retalhos, anterior e posterior, cortando as
aderências conjuntivas entre a gálea aponeurótica (gálea capitis) e o
periósteo ao mesmo tempo em que se traciona o anterior até as rebordas
supraorbitárias, e, o posterior, até a protuberância occipital externa.

Afastamento dos retalhos do couro


cabeludo.
Exame Interno:
• secciona-se de cada lado, a aponeurose temporal, cortando as inserções
do músculo temporal, dissecando-o na fossa homônima, e rebatendo-o
para expor o osso. Passa-se a rugina ao redor do crânio, no local em que
ser.á serrado, para facilitar o corte.
Corte da inserção do músculo temporal

Exame Interno:
• Abertura do Crânio:
• O crânio é serrado transversalmente, segundo o plano de Gliesinger, a
partir de um centímetro a cima de deslocamento das pastes moles
repartidas, na região frontal, até o mesmo nível, na região occipital.
Transversais

Exame Interno:
• Esse corte consiste em seccionar simultaneamente a abóbada craniana,
as meninges e o encéfalo e o suficientemente limpo como para permitir
o reconhecimento das diferentes partes, bem como para estudar as
lesões que interessam.
• Retirada do Encéfalo:
• O encéfalo e retirado exercendo uma tração delicada com a mão
esquerda, que se faz penetrar sob os lobos frontais.
• Inverter a posição da mão esquerda, em forma de concha, para aparar o
encéfalo evitando que ele se rompa, enquanto que de ambos os lados
se secciona atenda do cerebelo, expondo essa porção do encéfalo.

Exame Interno:
• A inspeção dos seios venosos da base é realizada após disseca-los com
auxílio da tesoura, igual ao que se faz no seio longitudinal.
• A dura-máter é retirada por tração a partir das bordas do corte, com
auxilio de uma pinça forte, tipo kocher, o que possibilita a observação de
pequenas fraturas e/ou fusões hemorrágicas.
• A parte superior do cérebro, que fica na calota craniana (resultante do
corte pelo plano de Griesinger), é retirada por deslocamento suave,
introduzindo-se as ponta dos dedos entre este o osso.
• Completando o exame externo do encéfalo, este é colocado sobre a
mesa, apoiado sobre o plano de corte da lâmina de bisturi.

Exame Interno:
Retirada do encéfalo e secção da
tenda do cerebelo

Separação da calota

Exame Interno:
Hemorrágia
Traumatismo
Tempo pariental
esquerdo
Exame Interno:
• Abertura da cavidade Toracoabdominal:
• Primeiramente deve-se idealizar uma incisão adequada para que a
cavidade possa ser bem visualizada, o que facilita o trabalho do técnico
de necrópsia e do médico.
• Realiza-se uma incisão descendente, em forma de Y, que se inicia no
ombro esquerdo, passando internamente aos mamilos até atingir o terço
inferior da região esternal e, em seguida, ascende ao ombro direito.
• A profunda-se a incisão até encontrar o gradil costal, começando a
dissecção por baixo dos planos musculares, em direção ao pescoço. O
retalho cutâneo tracionado para cima e para trás. Ao abordar as
clavículas, a dissecção passa a ser subcutâneo, devem-se alcançar a
Exame Interno:
mandíbula e os acrômios. Deve-se ter cuidado para não lesionar a pele,
mantendo o bisturi o mas vertical possível.
• Essa incisão descrita é chamada de biacromioxifopubiana. Outro tipo de
incisão utilizada na prática é a incisão submentoxifopubiana.
• Para a proteção das pessoas que manuseiam o cadáver, as
extremidades das costelas seccionadas devem ser cobertas com gazes,
compressas ou o próprio retalho cutâneo obtido pela incisão externa.
• Ao examinar as cavidades, deve-se atentar para a existência de
aderências entre as vísceras e observar se há presencia de líquidos
anormais em seu interior. Caso sejam encontrados derrames, estes
devem ser analisados quanto as suas características, esvaziados e
Exame Interno:
medidos, com precaução em relação a contaminação por sangue
proveniente da técnica de necrópsia.


Exame Interno:

Sequência demonstrando a técnica de abertura


da cavidade toracoabdominal
Exame Interno:
Exame Interno:
• Primeiro monobloco:
• É formado pelas estruturas anatômicas que se encontram no
mediastino, estendendo-se até os pulmões e os órgãos da boca e do
pescoço.
• (Coração, o esôfago, a artéria aorta torácica, ótimo e a traqueia). A
técnica se inicia com a secção dos músculos ántero-laterais cervicais,
aprofundando-se o corte até o arco da mandíbula, de cada lado da
laringe sem lesionar a pele do pescoço, até alcançar as glândulas
submandibulares.
Exame Interno:
• Segundo monobloco:
• É constituído pelo sistema digestivos (duodeno, estômago, pâncreas,
fígado, biliar e baço). Na sequência, deverão se liberados o baço, o
pâncreas e o seguimento do duodeno que atinge a coluna vertebral.
• Terceiro monobloco:
• Compõe-se das glândulas supra-renais: rins, ureteres, bexiga, reto, próstata e
vesículas seminais (sistema urogenital masculino), útero, tuba uterinas e
ovários (sistema urogenital feminino). A retirada desse monobloco não pode
ser feita com os intestinos ainda no local.

Exame Interno:
• Inicia-se com a liberação do rim e da supra-renal esquerdos,
incisandose o peritônio de revestimento e separando-os da musculatura
subjacente. Feito isso, prossegue-se a dissecação em direção á pelve,
por baixo da artéria aorta, até chegar á coluna vertebral lombar.
• Durante esse procedimento, deve-se ter extremo cuidado para não lesar
o ureter. Em seguida, realiza-se o mesmo trabalho no lado direito. A
dissecação passa a ser realizada com os dedos, sem que se consiga
visualizar os planos de corte, com o objetivo de liberar os órgãos
pélvicos:

Exame Interno:
• Quarto monobloco:
• É formado pelo segmento terminal do duodeno, jejuno, íleo e cólon.
Embora seja o último, esse monobloco deverá ser o primeiro a ser
examinado logo após a abertura das cavidades abdominal e torácica,
devido á rápida autólise que ocorre no trato gastrointestinal. Em primeiro
lugar, rebate-se para a direita todo o intestino delgado, identificando-se
a área de passagem do duodeno, a partir do retroperitônio, para o
interior da cavidade peritoneal (ou seja, a alça fixa do duodeno).

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