MÁQUINAS E
ACIONAMENTOS
ELÉTRICOS
Conteúdo Programático
1° PERÍODO AV 1 AV 2 AV 3
Circuitos magnéticos e materiais ATIVIDADES E PROVA: 8 A 10
1 PROVA: 8 A 10
magnéticos
Campo Magnético e Linhas de Campo QUESTÕES RELATÓRIOS QUESTÕES
Magnético
Fluxo Magnético Circuitos Transformadores
Densidade de Campo Magnético magnéticos e
Permeabilidade Magnética Transformadores
Relutância Magnética materiais Trifásicos
magnéticos
2 Transformadores
Princípios de funcionamento
Circuito equivalente
Perdas no transformador
Cálculo do rendimento
Ensaios
Aspectos construtivos
Grau de proteção
3 Transformadores Trifásicos
CAMPO MAGNÉTICO Definição
O campo magnético é resultado da
movimentação de cargas elétricas, como no
caso de um fio que conduz corrente elétrica.
Esse tipo de campo pode ser produzido por
imãs naturais e artificiais, feitos com espiras
condutoras e bobinas.
CAMPO MAGNÉTICO Representação
A representação visual do campo é
feita através de linhas de campo
magnético, também conhecidas por
linhas de indução magnética ou linhas
de fluxo magnético, que são linhas
envoltórias imaginárias fechadas, que
saem do pólo norte e entram no pólo
sul.
CAMPO MAGNÉTICO Linhas de Campo
Assim, as características das linhas de campo
magnético:
São sempre linhas fechadas: saem e voltam a um
mesmo ponto;
As linhas nunca se cruzam;
Fora do ímã, as linhas saem do pólo norte e se
dirigem para o pólo sul;
Saem e entram na direção perpendicular às
superfícies dos pólos;
Nos pólos a concentração das linhas é maior:
quanto maior concentração de linhas, mais intenso
será o campo magnético numa dada região.
CAMPO MAGNÉTICO Linhas de Campo
Se dois pólos diferentes de ímãs são
aproximados haverá uma força de atração entre
eles, as linhas de campo se concentrarão nesta
região e seus trajetos serão completados
através dos dois ímãs.
Se dois pólos iguais são aproximados haverá
uma força de repulsão e as linhas de campo
divergirão, ou seja, serão distorcidas e haverá
uma região entre os ímãs onde o campo
magnético será nulo.
CAMPO MAGNÉTICO gerado por uma corrente elétrica
Quando uma corrente elétrica percorre um fio
condutor retilíneo, um campo magnético circular
forma-se ao longo de toda a sua extensão.
As linhas de indução desse campo são
concêntricas em relação ao fio.
O seu sentido é determinado pela regra da mão
direita, de acordo com ela, quando apontamos o
polegar no sentido da corrente elétrica, os
demais dedos da mão fecham-se no sentido do
campo magnético.
CIRCUITO MAGNÉTICO
Nos equipamentos eletromagnéticos, tais
como transformadores, motores,
geradores e outros, são utilizados núcleos
de material magnético para canalizar o
fluxo e concentrá-lo em determinada
região.
O núcleo magnético e a bobina (ou as
bobinas) formam o que se denomina
circuito magnético.
CIRCUITO MAGNÉTICO
O termo circuito magnético vem de uma
analogia com o circuito elétrico, pois
ambos podem ser tratados de forma
semelhante.
Assim como o circuito elétrico possui
um caminho fechado para a corrente
elétrica, o circuito magnético possui um
caminho magneticamente fechado para
as linhas de fluxo magnético
CIRCUITO MAGNÉTICO Fluxo Magnético (φ)
O fluxo magnético, simbolizado por φ, é
definido como a quantidade de linhas
de campo que atingem
perpendicularmente uma dada área.
A unidade de fluxo magnético é o
Weber (Wb), sendo que um Weber
corresponde a 1x10^8 linhas do campo
magnético.
CIRCUITO MAGNÉTICO Fluxo Magnético (φ)
Os circuitos magnéticos, assim como os circuitos elétricos, podem ter uma
infinidade de configurações diferentes, porém, para um estudo inicial, vamos
considerar a seguinte configuração.
A corrente I, ao passar pela bobina de N espiras, produz
certo fluxo magnético φ.
Uma parcela deste fluxo fica confinada no núcleo, sendo
denominado de fluxo útil (φu), e percorre o caminho
ABCDA indicado por linha tracejada.
A outra parcela do fluxo produzido pela bobina, muito
menor que a primeira, escapa do núcleo e fecha-se pelo
ar na região próxima a bobina. Este fluxo é denominado
de fluxo disperso (φd). Assim, tem-se que:
CIRCUITO MAGNÉTICO Fluxo Magnético (φ)
Na análise que segue, o fluxo disperso será
desprezado.
Desta forma, o fluxo é constante em todo o
núcleo, ou seja:
CIRCUITO MAGNÉTICO Densidade de Campo Magnético (B)
A densidade de campo magnético, densidade
de fluxo magnético ou simplesmente campo
magnético, cuja unidade Tesla (T), é uma
grandeza vetorial representada pela letra B e
é determinada pela relação entre o fluxo
magnético e a área de uma dada superfície
perpendicular à direção do fluxo magnético.
B: densidade fluxo magnético - Tesla [T]
φ: fluxo magnético - Weber [Wb]
A: área da seção perpendicular ao fluxo
magnético - Metro Quadrado [ ]
CIRCUITO MAGNÉTICO Densidade de Campo Magnético (B)
A direção do vetor B é sempre tangente às linhas de
campo magnético em qualquer ponto. O sentido do
vetor densidade de campo magnético é sempre o
mesmo das linhas de fluxo magnético.
O número de linhas de campo magnético que
atravessam uma dada superfície perpendicular por
unidade de área é proporcional ao módulo do vetor B
na região considerada.
Assim sendo, onde as linhas de indução estão muito
próximas umas das outras, B terá alto valor. Onde as
linhas estiverem muito separadas, B será pequeno.
CIRCUITO MAGNÉTICO Força Magnetomotriz (Fmm)
Quando uma corrente passa pela bobina, cria-
se uma ‘pressão’ sobre o sistema para que se
estabeleçam linhas magnéticas, a essa força
chamamos de força magnetomotriz (Fmm),
que está diretamente relacionada ao número
de espiras e à corrente da bobina.
Fmm: Força Magnetomotriz -
Amper-espepira [Ae]
N: Número de espiras - Espiras [e]
i: corrente - Amper [A]
CIRCUITO MAGNÉTICO Força Magnetizante ou Intensidade de
Campo Indutor (H)
A força magnetomotriz por unidade de
comprimento é chamada de Força
Magnetizante (H). Ela mostra a quantidade de
corrente necessária para estabelecer um
fluxo magnético no núcleo.
N: Número de espiras - Espiras [e]
i: corrente - Amper [A]
l: comprimento do circuito magnético -
metros (m)
H: Intensidade do campo indutor -
Amper-espira por metro (Ae/m)
CIRCUITO MAGNÉTICO Permeabilidade Magnética (μ)
A permeabilidade magnética (μ) é definida como a facilidade que o
material possui de se magnetizar. Ela é definida pela fórmula:
B: Densidade de Campo Mangético -
Tesla (T)
H: Intensidade do campo indutor -
Amper-espira por metro (Ae/m)
μ: Permeabildiade magnética - Tesla-
metro por Amper (Wb/A.m)
CIRCUITO MAGNÉTICO Permeabilidade Magnética (μ)
O nível de fluxo magnético estabelecido em um núcleo ferromagnético é
uma função direta da permeabilidade do material. Materiais
ferromagnéticos têm um nível muito alto de permeabildiade, enquanto
materiais não magnéticos, como o ar e a madeira, têm níveis muito baixos.
A razão da permeabilidade do material em relação ao ar é chamada de
Permeabilidade Relativa do Material, e é definida pela equação a seguir:
Permeabilidade magnética do ar
Wb/A.m
CIRCUITO MAGNÉTICO Relutância Magnética
A Relutância Magnética de um material à tentativa de estabelecer
um fluxo magnético no seu interior, podemos relacionar ela com a
Resistividade Elétrica como sendo a oposição ao fluxo magnético. Sua
equação é:
R: Relutância Magnética (Ae/Wb)
l: Comprimento do caminho percorrido
pelo fluxo magnético (m)
A: área da seção transversal( )
μ: permeabilidade magnética do
material (Wb/A.m)
CIRCUITO MAGNÉTICO Lei de Hopkinson
A Lei de Hopkinson, que também é conhecida como Lei de Ohm do
Eletromagnetismo, assim como temos:
Lei de Ohm Lei de Hopkinson
CIRCUITO MAGNÉTICO Lei de Hopkinson
A Lei de Hopkinson, que também é conhecida como Lei de Ohm do
Eletromagnetismo, assim como temos:
Lei de Hopkinson
“O fluxo magnético num circuito é
diretamente proporcional à fmm e
inversamente proporcional à relutância.”
CIRCUITO MAGNÉTICO Analogia ao Circuitos Elétricos
As grandezas fmm e relutância não existem por acaso. Elas foram criadas
justamente por analogia com o circuito elétrico a fim de melhorar a
visualização dos fenômenos magnéticos.
CIRCUITO MAGNÉTICO Analogia ao Circuitos Elétricos
Os equacionamentos usados em circuitos elétricos também podem ser
usados quase que sem restrição nos circuitos magnéticos.
Deve-se salientar, no entanto, que o fluxo magnético não contém nenhum
movimento físico de partículas ou algo semelhante.
CIRCUITO MAGNÉTICO Curva de Magnetização
A curva de magnetização é um gráfico, obtido experimentalmente, que
relaciona a indução magnética B com a intensidade do campo magnético H.
CIRCUITO MAGNÉTICO Resumo de Equações
Densidade de Campo Magnético (B) Intensidade de Campo Indutor (H)
Força Magnetomotriz (Fmm) Permeabilidade Magnética (μ)
Relutância Magnética
Permeabilidade Magnética Relativa (μr)
Lei de Hopkinson
CIRCUITO MAGNÉTICO Resumo de Equações
Densidade de Campo Magnético (B) Intensidade de Campo Indutor (H)
Força Magnetomotriz (Fmm) Permeabilidade Magnética (μ)
Relutância Magnética
Permeabilidade Magnética Relativa (μr)
Lei de Hopkinson
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
1.Calcular a intensidade de campo indutor e a força magnetomotriz
para o circuito 1 e para o circuito 2 abaixo, que têm comprimentos
médios de 20 cm e 10 cm, respectivamente. Considere que ambas
bobinas possuem 200 espiras e são percorridas por 1 A.
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
2. Calcule a fmm de uma bobina com 20 espiras e ligada numa fonte
cuja corrente de saída é 2 A.
3. Calcule a fmm da bobina com 25 espiras ligada em série com o
resistor de 10 Ohms e uma fonte de 20 V, considerando a resistência da
bobina desprezível.
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
Uma fonte cc de 100V alimenta a bobina do circuito magnético da figura
abaixo, que tem 1000 espiras e resistência de 100Ω. Calcule:
a) Corrente na bobina e força magnetomotriz;
b) Relutância do núcleo, relutância do entreferro e relutância total;
c) Fluxo magnético.
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
CIRCUITO MAGNÉTICO Vamos praticar?
TRANSFORMADORES
TRANSFORMADORES
Um transformador é uma máquina
elétrica utilizada em circuitos de corrente
alternada para manipular grandezas
elétricas, tensão ou corrente. O princípio
de funcionamento dos transformadores é
baseado nas Leis de Lenz e de Faraday.
A bobina de entrada recebe o nome de
primário e a bobina de saída recebe o
nome de secundário.
TRANSFORMADORES Classificação
Podemos classificar os transformadores
da seguinte forma:
a) Quanto à grandeza manipulada: podem
ser de potencial ou de corrente:
b) Quanto à função: um transformador
pode ser aplicado para aumentar ou
diminuir a grandeza física.
TRANSFORMADORES Classificação
Podemos classificar os transformadores da seguinte forma:
a) Quanto à grandeza manipulada: podem ser de potencial ou de
corrente:
Transformador de Potencial (TP): transformador utilizado para
aumentar ou reduzir a tensão elétrica
Transformador de Corrente (TC): transformador que manipula
corrente elétrica
TRANSFORMADORES Classificação
Podemos classificar os transformadores da seguinte forma:
b) Quanto à função: um transformador pode ser aplicado para
aumentar ou diminuir tensão.
Transformador elevador: quando o
número de espiras do secundário é
maior que o número de espiras no
primário, neste caso a tensão de saída
será maior que a tensão de entrada
TRANSFORMADORES Classificação
Podemos classificar os transformadores da seguinte forma:
b) Quanto à função: um transformador pode ser aplicado para
aumentar ou diminuir tensão.
Transformador abaixador: quando o
número de espiras do secundário é
menor que o número de espiras no
primário, neste caso a tensão de saída
será menor que a tensão de entrada.
TRANSFORMADORES Funcionamento
TRANSFORMADORES Funcionamento
TRANSFORMADORES Funcionamento
VAMOS PRATICAR?
1. Determine o número de espiras do primário de um transformador
com 180 espiras no secundário e uma relação de tensão de 120/12 V.
2. Para uma carga de 800 W, determine as correntes nos enrolamentos
do transformador citado no exemplo anterior.
VAMOS PRATICAR?
3. Um transformador abaixador de 110 V para 6 V deverá alimentar
no seu secundário uma carga que absorve uma corrente de 4,5 A.
Qual será a corrente no primário?
VAMOS PRATICAR?
4. Um transformador elevador de 110 V para 600V absorve, no
primário, uma corrente de 0,5 A. Que corrente está sendo solicitada
no secundário?
VAMOS PRATICAR?
5. A tensão elétrica fornecida pelas empresas energéticas em
alguns estados do Brasil é 220V, porém muitos aparelhos
domésticos trabalham com tensões bem inferiores e já possuem
transformadores integrados. Supondo que um aparelho funcione
com tensão elétrica de 20V e possua um transformador integrado
com 1500 espiras no enrolamento primário. Quantas espiras são
necessárias no enrolamento secundário para que a tensão não
supere os 20V?
VAMOS PRATICAR?
6. A corrente elétrica que passa pelo enrolamento primário do
transformador, que tem 800 espiras, é iP = 15A. Calcule a corrente
no enrolamento secundário do transformador, sabendo que ele
possui 100 espiras.