Sistema de Monitoramento de
Abastecimento Hídrico Utilizando IoT e
Sistemas Embarcados
Teste, Teste, Teste¹
¹Bacharelado em Ciência da Computação
URI (teste, colocar o resto)
Santo Ângelo– RS – Brasil
[email protected]Resumo
A crise hídrica é um dos maiores desafios da atualidade, impulsionando a busca por
tecnologias que promovam a sustentabilidade dos recursos naturais. Este trabalho propõe o
desenvolvimento de um sistema de monitoramento de abastecimento de água baseado em
Internet das Coisas (IoT) e Sistemas Embarcados. A solução envolve o uso de
microcontroladores NodeMCU ESP8266, sensores de fluxo de água com efeito Hall e
displays OLED, conectados a um sistema web via Wi-Fi. O sistema foi projetado para
monitorar, em tempo real, o fluxo de água em setores urbanos, registrando dados
relevantes para a gestão inteligente dos recursos hídricos. Testes em ambiente real
demonstraram a viabilidade da proposta, revelando acurácia aceitável, baixo custo e
facilidade de replicação. Este estudo reforça a necessidade de integração entre novas
tecnologias e gestão pública para enfrentar crises hídricas.
Abstract
The water crisis is one of the biggest challenges of today, driving the search for technologies
that promote the sustainability of natural resources. This paper proposes the development of
a water supply monitoring system based on Internet of Things (IoT) and Embedded
Systems. The solution involves the use of NodeMCU ESP8266 microcontrollers, Hall effect
water flow sensors, and OLED displays, connected to a web system via Wi-Fi. The system
was designed to monitor, in real-time, the water flow in urban sectors, recording relevant
data for the intelligent management of water resources. Real-world testing demonstrated the
feasibility of the proposal, showing acceptable accuracy, low cost, and ease of replication.
This study reinforces the need for integration between new technologies and public
management to face water crises.
1. Introdução
O crescimento populacional acelerado, o desmatamento indiscriminado e a má gestão dos
recursos naturais têm levado o planeta a enfrentar severas crises hídricas. No Brasil, tais
problemas se intensificam principalmente no Nordeste, onde fatores geográficos e
climáticos agravam o quadro de escassez. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o
desperdício na distribuição urbana chega a 38%, enquanto o semiárido nordestino sofre
com a falta crônica de abastecimento.
Nesse cenário, surge a necessidade de adoção de tecnologias inovadoras para monitorar,
otimizar e preservar os recursos hídricos. A Internet das Coisas (IoT) e os Sistemas
Embarcados despontam como soluções eficientes e de baixo custo para esses desafios.
Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um sistema de monitoramento hídrico em
tempo real, integrando sensores de fluxo de água, microcontroladores e comunicação web.
2. Fundamentação Teórica
2.1. Crises Hídricas
A crise hídrica é resultado de uma combinação de fatores como crescimento urbano
desordenado, poluição de corpos d'água, mudanças climáticas e falhas na gestão pública. A
desertificação do semiárido e o desmatamento da Amazônia, por exemplo, reduzem o
volume de chuvas e afetam todo o ciclo hidrológico brasileiro. A necessidade de novos
métodos de gestão é premente para assegurar o acesso à água potável.
2.2. Internet das Coisas (IoT)
A Internet das Coisas (IoT) refere-se à interconexão de dispositivos físicos à internet,
permitindo a coleta, a troca e a análise de dados em tempo real, sem necessidade de
intervenção humana constante. Esse conceito revoluciona a maneira como diferentes
setores monitoram e controlam processos, e na gestão hídrica, sua aplicação se mostra
extremamente promissora. Sensores de vazão, umidade do solo e qualidade da água são
utilizados para permitir o monitoramento contínuo dos recursos hídricos, possibilitando
intervenções rápidas e baseadas em dados precisos.
Os componentes fundamentais da IoT incluem diversos elementos integrados que
possibilitam seu funcionamento. Primeiramente, a Identificação dos dispositivos é feita por
meio de endereços IP únicos, garantindo que cada sensor ou atuador possa ser
individualmente reconhecido na rede. Em seguida, temos os Sensores, que capturam
dados físicos variados, como o fluxo de água, a pressão ou a qualidade do líquido. Esses
dados são então enviados por meio de módulos de Comunicação, que podem operar via
Wi-Fi, LoRa, Bluetooth, ou outras tecnologias de transmissão de dados sem fio.
Após a transmissão, os dados são processados por unidades de Computação embarcadas
ou em servidores externos, realizando análises iniciais e filtragem de informações. Os
dados processados são então disponibilizados em Serviços acessíveis através de
plataformas web de monitoramento, proporcionando aos gestores uma visão clara e
atualizada do sistema hídrico monitorado. Por fim, a camada de Semântica realiza uma
interpretação inteligente dos dados, utilizando algoritmos para identificar padrões,
anomalias e gerar insights acionáveis.
Portanto, a integração dos blocos de identificação, sensores, comunicação, computação,
serviços e semântica compõe a estrutura da IoT e é o que torna essa tecnologia tão
poderosa e adaptável às necessidades contemporâneas de gestão de recursos naturais.
2.3. Sistemas Embarcados
Sistemas embarcados são sistemas de computação especializados, projetados para realizar
funções específicas dentro de dispositivos ou produtos maiores. Ao contrário de sistemas
de propósito geral, como computadores pessoais, os sistemas embarcados são otimizados
para eficiência, consumo reduzido de energia, alta confiabilidade e desempenho contínuo
em aplicações restritas.
No contexto da gestão hídrica, os sistemas embarcados desempenham um papel crucial,
pois permitem a criação de dispositivos compactos e autônomos capazes de realizar
medições precisas do fluxo de água, identificar falhas no abastecimento e transmitir
informações para centros de controle remoto. Sua eficiência energética garante que possam
operar em locais isolados por longos períodos, utilizando fontes de energia limitadas, como
baterias solares.
As características determinantes dos sistemas embarcados aplicados à gestão hídrica
incluem a capacidade de realizar monitoramento contínuo, a facilidade de integração com
redes de comunicação sem fio e a robustez necessária para operar em ambientes externos
sujeitos a intempéries. Dessa forma, a adoção de sistemas embarcados é estratégica para
a criação de soluções de monitoramento hídrico em larga escala e com custo acessível.
3. Contextualização de Mercado
O mercado de soluções para gestão hídrica inteligente está em plena expansão,
impulsionado pelas crises de abastecimento em diversas regiões do mundo e pelo avanço
da tecnologia IoT. O público-alvo inicial do sistema proposto inclui prefeituras municipais de
pequeno e médio porte, empresas de saneamento básico, condomínios residenciais,
produtores rurais e organizações não governamentais que atuam na área de recursos
hídricos.
A demanda comercial por sistemas de monitoramento de abastecimento é crescente,
considerando que a gestão eficaz da água é uma exigência cada vez maior para obtenção
de certificações ambientais, como ISO 14001, e para o atendimento de regulações locais e
internacionais. Além disso, a busca por redução de custos operacionais no setor de
saneamento e a pressão social por transparência no serviço público tornam a proposta
atrativa para diversos setores.
4. Materiais e Métodos
O desenvolvimento do sistema de monitoramento hídrico foi fundamentado na
seleção e integração de componentes de hardware acessíveis e eficientes,
aliados a uma estrutura de programação robusta que possibilitasse a coleta, o
processamento e o envio de dados em tempo real. A seguir, são descritos os
principais materiais utilizados, a metodologia de montagem do protótipo e a
programação do microcontrolador.
4.1. Componentes de Hardware
Para a implementação do sistema, foram utilizados componentes de fácil
aquisição no mercado nacional e de baixo custo. O microcontrolador escolhido
foi o NodeMCU ESP8266, um dispositivo com conectividade Wi-Fi integrada,
responsável pela gestão da leitura dos sensores e pela transmissão dos dados
para o sistema web. O monitoramento do fluxo de água foi realizado através de
um Sensor de Fluxo de Água baseado em efeito Hall, que detecta a passagem
da água por meio da rotação de uma hélice interna, gerando pulsos elétricos
proporcionais à vazão do líquido.
Para fornecer uma interface local ao usuário, foi incorporado ao projeto um
Display OLED de 0,96 polegadas, caracterizado por seu tamanho compacto,
baixo consumo energético e excelente visibilidade, permitindo a exibição de
informações como status de abastecimento e volume de água registrado.
Durante a fase de prototipagem, a montagem dos circuitos foi facilitada pelo
uso de uma protoboard e jumpers, permitindo a rápida conexão e ajuste dos
componentes. A alimentação elétrica do sistema foi realizada por meio de uma
fonte de 5V, garantindo estabilidade e segurança no funcionamento dos
dispositivos.
4.2. Montagem do Protótipo
A montagem do protótipo seguiu um padrão de interconexão simples e
eficiente, pensado para facilitar tanto a replicação quanto a manutenção do
sistema em projetos futuros. O sensor de fluxo de água foi conectado
diretamente a uma das portas GPIO do NodeMCU, permitindo que cada pulso
gerado fosse contabilizado em tempo real mediante a configuração de
interrupções no firmware. O display OLED, por sua vez, foi integrado ao sistema
utilizando o protocolo de comunicação I2C, o que possibilitou a utilização de
apenas dois pinos digitais para transferência de dados, otimizando o espaço
disponível no microcontrolador.
Inicialmente, o circuito completo foi montado em uma protoboard para
possibilitar ajustes e testes rápidos. Após a validação da funcionalidade dos
componentes e do sistema como um todo, procedeu-se à migração do projeto
para uma placa de circuito impresso (PCB), especialmente desenhada para
organizar as conexões, aumentar a robustez do sistema e permitir a instalação
em campo de maneira mais prática e confiável.
4.3. Programação do Microcontrolador
A programação do NodeMCU ESP8266 foi realizada utilizando a linguagem
C/C++ por meio da plataforma Arduino IDE, reconhecida pela sua facilidade de
uso e vasta disponibilidade de bibliotecas. O firmware desenvolvido para o
microcontrolador foi estruturado para desempenhar funções específicas que
garantissem a eficácia do sistema.
Inicialmente, foi implementada a leitura dos pulsos gerados pelo sensor de
fluxo, onde cada rotação da hélice interna era detectada e contabilizada por
meio de interrupções configuradas no código. Posteriormente, a partir da
contagem de pulsos e do intervalo de tempo medido, o sistema realizava o
cálculo da vazão da água em litros por minuto, assim como o volume total de
água que passava pelo sensor em determinado período.
As informações obtidas eram então exibidas no display OLED de forma
contínua, permitindo que o usuário acompanhasse em tempo real o status do
abastecimento e o volume acumulado. Além disso, de forma periódica, os
dados coletados eram enviados para uma API web através do protocolo HTTP,
utilizando o formato JSON para padronizar as mensagens transmitidas.
Para facilitar a implementação dessas funcionalidades, foram utilizadas
diversas bibliotecas auxiliares, como a ESP8266WiFi.h para a gestão da
conexão Wi-Fi, a ESP8266HTTPClient.h para a realização de requisições
HTTP, a Wire.h para a comunicação I2C entre o microcontrolador e o display, e
a SSD1306Wire.h para o controle específico da tela OLED.
5. Resultados e Discussão
5.1. Testes de Campo
Os testes práticos do sistema foram realizados em diferentes setores urbanos,
com o objetivo de validar a eficiência na detecção do abastecimento de água e a
confiabilidade da comunicação com o sistema web. Os resultados obtidos
foram positivos, demonstrando que o sistema identificou corretamente
períodos de abastecimento e de falta de água em todos os cenários testados. A
comunicação Wi-Fi manteve-se estável, mesmo em ambientes com sinais de
intensidade média, evidenciando a robustez da solução adotada.
Durante os testes, foram aferidos dados de precisão e tempo de resposta do
sistema, resultando nos seguintes valores médios: no primeiro teste, foi obtida
uma precisão de 94% e um tempo médio de resposta de 1,2 segundos; no
segundo teste, a precisão foi de 92% com um tempo de resposta de 1,1
segundos; e no terceiro teste, a precisão alcançou 95% com tempo de resposta
de 1,0 segundo. Esses resultados indicam que o sistema é capaz de operar de
maneira eficiente e atender às demandas de monitoramento hídrico em tempo
real.
5.2. Limitações e Melhorias
Apesar dos resultados satisfatórios, algumas limitações foram observadas
durante a fase de testes. A presença de bolhas de ar no fluxo de água ocasionou
a geração de leituras falsas, aumentando o número de pulsos detectados e,
consequentemente, provocando pequenas imprecisões na medição do volume
de água.
Para mitigar essa limitação, sugere-se a futura implementação de algoritmos de
filtragem de sinais, capazes de identificar e corrigir leituras inconsistentes. Além
disso, propõe-se o acoplamento de módulos GPS aos dispositivos para
proporcionar uma localização mais precisa dos sensores no sistema de
monitoramento, facilitando a gestão de múltiplas unidades espalhadas
geograficamente.
Essas melhorias visam aumentar ainda mais a confiabilidade do sistema e
ampliar seu campo de aplicação, tornando-o apto para projetos de grande
escala em áreas urbanas e rurais.
6. Viabilidade Econômica
A viabilidade econômica do sistema está baseada no uso de componentes de baixo custo e
alta disponibilidade. Estima-se que cada unidade do dispositivo tenha um custo aproximado
de R$ 120,00 a R$ 150,00, considerando microcontrolador, sensor, display, PCB e
encapsulamento.
A economia gerada com a detecção precoce de falhas no abastecimento e com a redução
de desperdícios pode proporcionar um retorno sobre investimento (ROI) em menos de um
ano, especialmente em regiões com alta perda de água nas redes de distribuição. Além
disso, o sistema pode agregar valor a projetos de infraestrutura básica financiados por
agências de fomento, como o BNDES e o Banco Mundial.
7. Desafios Operacionais
Apesar dos resultados positivos, a implantação em larga escala apresenta alguns desafios
operacionais. A conectividade Wi-Fi, por exemplo, é limitada em áreas rurais, exigindo o uso
de tecnologias alternativas como LoRaWAN. Outro desafio envolve a calibração dos
sensores para diferentes condições de instalação e variações de pressão da água.
A manutenção preventiva dos sensores e a necessidade de atualizações de firmware
remotas também representam barreiras a serem enfrentadas. Por fim, questões de
segurança cibernética devem ser consideradas, uma vez que a comunicação dos dados
ocorre por redes abertas ou públicas.
8. Plano de Implementação
A estratégia de implementação do sistema em larga escala prevê uma abordagem em
fases. Inicialmente, seria realizado um projeto piloto em uma pequena comunidade, com a
instalação de 20 a 50 sensores. Os dados coletados seriam utilizados para ajustes de
calibração e melhoria da robustez do sistema.
Após a validação, a expansão poderia ocorrer por meio de parcerias com empresas de
saneamento público, cooperativas agrícolas e secretarias de meio ambiente. A produção
em maior escala permitiria reduzir o custo por unidade, enquanto a utilização de tecnologias
de rede como LoRa ampliaria a cobertura das áreas monitoradas.
Além disso, a adoção de uma plataforma de gestão unificada para integrar dados de
múltiplos sensores facilitaria o monitoramento em nível municipal ou estadual.
9. Comparação com Soluções Existentes
Atualmente, grandes sistemas de gestão de água utilizam plataformas SCADA (Supervisory
Control and Data Acquisition) para o monitoramento remoto de redes hídricas. Embora
eficientes, esses sistemas são caros, complexos de instalar e exigem mão de obra
altamente especializada.
Em contraste, o sistema proposto utiliza hardware de baixo custo e software open-source,
permitindo implantação rápida e manutenção simples. A interface amigável do display
OLED e a comunicação via API web tornam o sistema acessível mesmo para comunidades
com baixo nível de alfabetização tecnológica.
Portanto, a principal vantagem competitiva é a relação custo-benefício, combinada com a
escalabilidade modular do projeto, permitindo sua utilização em diferentes escalas, desde
pequenas comunidades rurais até bairros inteiros em grandes cidades.
10. Conclusão
A implementação de sistemas embarcados conectados a redes IoT para o monitoramento
hídrico representa um avanço estratégico no combate às crises de abastecimento,
especialmente em regiões historicamente vulneráveis, como o semiárido nordestino. O
projeto desenvolvido demonstra que tecnologias de baixo custo, quando bem aplicadas,
podem gerar impactos positivos significativos, não apenas na gestão dos recursos naturais,
mas também na melhoria da qualidade de vida das populações afetadas.
A solução proposta apresentou resultados satisfatórios nos testes práticos, oferecendo uma
alternativa escalável, replicável e de fácil manutenção. A utilização do NodeMCU ESP8266
mostrou-se eficaz tanto na coleta de dados quanto na comunicação com o sistema web,
enquanto o sensor de fluxo de água baseado em efeito Hall garantiu leituras de vazão com
precisão razoável. O display OLED agregado ao projeto proporcionou uma interface
amigável ao usuário local.
Além dos resultados técnicos positivos, destaca-se o potencial social da proposta:
empoderar comunidades locais, fornecer informações transparentes sobre o abastecimento
e possibilitar ações corretivas rápidas por parte das autoridades. O acesso a dados de
consumo e distribuição de água, em tempo real, pode reduzir desperdícios e melhorar a
gestão hídrica pública.
Entretanto, desafios importantes também foram identificados. A necessidade de melhorar a
detecção de falsos positivos causados por bolhas de ar, a limitação da cobertura Wi-Fi em
áreas afastadas e a dependência de infraestrutura tecnológica básica são pontos que
devem ser considerados para ampliações futuras.
Por fim, o trabalho aqui descrito reforça a necessidade urgente de políticas públicas que
incentivem a integração de tecnologias emergentes na gestão ambiental, promovendo
soluções sustentáveis, inclusivas e eficientes para a preservação de um recurso tão vital
quanto a água.
11. Perspectivas Futuras
Diante dos resultados obtidos e da análise do potencial do projeto, diversas possibilidades
de expansão e evolução tecnológica são vislumbradas para o sistema de monitoramento
hídrico apresentado.
Inicialmente, propõe-se o desenvolvimento de um módulo de comunicação alternativo
utilizando redes LPWAN (como LoRaWAN), que ampliariam o alcance da transmissão de
dados para áreas mais remotas, onde a cobertura Wi-Fi é limitada. Esta modificação
tornaria o sistema aplicável não apenas em centros urbanos, mas também em comunidades
rurais e assentamentos isolados.
Outra perspectiva relevante é a integração de sensores adicionais ao dispositivo, como
sensores de qualidade da água (pH, turbidez) e de temperatura, ampliando as informações
coletadas e permitindo a avaliação mais completa da situação dos recursos hídricos
monitorados.
O projeto também pode ser expandido para contemplar aplicativos móveis para Android
e iOS, permitindo que os usuários locais acompanhem, em tempo real, o status do
abastecimento em suas residências ou bairros, recebendo alertas personalizados sobre
interrupções e falhas.
No campo da gestão pública, o sistema pode ser integrado a plataformas governamentais
de saneamento básico, oferecendo suporte para a elaboração de políticas públicas de
abastecimento, planejamento de rodízios e detecção precoce de vazamentos ou
desperdícios.
Por fim, do ponto de vista acadêmico, a continuidade deste projeto abriria espaço para a
formação de parcerias entre universidades, institutos federais e administrações municipais,
impulsionando a inovação tecnológica e a formação de mão-de-obra especializada em
Tecnologias da Informação aplicadas ao meio ambiente.