Instituto Federal de Alagoas – IFAL
Campus Palmeira dos Índios
Thiago Manoel Izidoro Coelho
Laboratório de Mecânica dos Solos I Relatório: Compactação e
controle de compactação em campo.
Este relatório de ensaios é parte do sistema de avaliaçãoda
disciplina Laboratório de Mecânica dos Solos I
Semestre Letivo: 2022.2
Professora: Danúbia Teixeira Silva
Palmeira dos Índios, 1 de janeiro de 2023
Sumário
1 Resumo .................................................................................................................................................... 3
Ensaio de Compactação do Solo ........................................................................................................................ 4
Introdução........................................................................................................................................ 4
Equipamentos e Procedimentos ........................................................................................................ 4
Resultados Experimentais e Interpretação ......................................................................................... 5
2 Controle de Compactação em Campo........................................................................................................ 5
Introdução........................................................................................................................................ 5
Resultados Experimentais e Interpretação ......................................................................................... 7
Conclusão ........................................................................................................................................ 7
3 Referências .............................................................................................................................................. 8
4 Apêndice .................................................................................................................................................. 9
1 Resumo
Com o objetivo de reduzir a quantidade de vazios no solo e melhorar sua resistência, deformabilidade e
permeabilidade, o ensaio de compactação é realizado para auxiliar em trabalhos de instabilidade do solo
(tráfego intenso, ou seja, solo heterogêneo e mole). É feito com um cilindro de vapor e no laboratório com
uma alça, a técnica é atribuída ao americano Proctor, que editou artigos sobre o assunto em 1933.
Entendendo que a umidade do solo é um dos fatores mais importantes a se considerar, com baixa
compactação de umidade, o atrito entre as partículas é maior. Com isso, a cavidade entre as partículas não
ameniza significativamente, com maior umidade, a água proporciona um efeito lubrificante entre as
partículas que se depositam em um arranjo mais compacto. No entanto, isso não significa que a quantidade
de partículas sólidas e de água ameniza durante o processo de compressão, em baixa umidade encontramos
o ar na forma de canais interligados. Ao reduzir o atrito com a água os canais facilitam a saída do ar
permitindo o aumento da massa do solo e, consequentemente, a resistência do solo. Em outras palavras, o
aumento da densidade ocorre porque o ar é removido de vazios no solo.
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Ensaio de Compactação do Solo
Introdução
Objetivo na realização do experimento é compreendermos a relação entre o teor de umidade e a massa especifica
aparente seca dos grãos quando compactados, obtendo assim a curva de compactação; massa especifica aparente
seca máxima; umidade ótima; curva de saturação. Com esses resultados é possível obter um desempenho correto
mantendo a qualidade, reduzindo problemas futuros. As obras onde este método é mais utilizado são: barragens e
estradas, mas também pode ser utilizado em obras de inversão de terrenos onde o solo é heterogéneo e mole.
Equipamentos e Procedimentos
Aparelhagem
Peneiras de 19 e 4,8 mm
Estufa
Capsulas metálicas com tampas
Bandejas
Espátulas
Cilindro metálico grande, composto de base, colarinho e disco espaçador.
Soquete grande
Provetas de Plástico
Extrator de corpo de prova
Procedimento
Iniciamos o ensaio separando as capsulas para determinar a umidade higroscópica que foram as capsulas: 207 e
75
Foram utilizados 3 000 gramas de areia com teor de umidade natural onde desses 33,2 gramas foram para a
umidade higroscópica e o que sobrou foram utilizados para a determinação da curva de compactação que foi
inicializada com o peneiramento, pela peneira de serie 4,8 mm, após, foram distribuído o material dentro de
uma bandeja e com uma colher de pedreiro foi espalhando/destorroando o material até ficar uniforme, a partir ,
iniciamos a adição de agua com o intuito de obtermos sempre os 5% abaixo da umidade ótima presumível
,assim, no ponto 1 a agua a juntar foi de 250 ml ao adicionar mexemos o solo por 1 min e assim iniciamos a
moldagem no cilindro, na primeira camada foi adicionado uma camada razoável e aplicamos os primeiros 26
golpes e já notamos a quantidade de ar que saiu do corpo , preenchemos novamente o cilindro ate atingir a
metade do cilindro e aplicamos mais 26 golpes ,já na ultima camada permitimos encher ate a borda do cilindro e
aplicamos mais 26 golpes, após, uniformizamos o cilindro e levamos para desmoldar no extrator, ao ser
desmoldado ,trouxemos o corpo cilíndrico ,na qual, retiramos suas medidas ( pois não poderíamos tirar no
cilindro ,porque correríamos o risco de sermos precipitados em relação aos corpos que poderiam ter medidas
diferentes) e seu peso.
Ponto 1 – massa- 2 100 gramas
Ponto 1 – volume – 100, 48 cm^3
Após isso, foi quebrado ao meio o corpo de prova e tirado do centro um pouco de amostra que pesamos e
nomeamos como Capsula 02 que continha 20,7 gramas de solo, o material que sobrou retornamos para a
bandeja e realizamos o mesmo procedimento a adição de mais 50 ml de aguaonde ponto 2 a agua a juntar foi
de 300 ml ,mexendo por 1 min a amostra ,prosseguimos moldando novamente mais outro corpo de prova e
realizando o mesmo processo feito no primeiro corpo.
Ponto 2 – massa – 2180 gramas
Ponto 2 – volume – 100, 48 cm^3
Capsula 03 – 20,2 gramas
E assim, seguimos realizamos o mesmo procedimento para os próximos corpos de prova.
Ponto 3- massa -2111,4 gramas ( agua a juntar 350 ml)
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Ponto 3 – volume – 97,34 cm ^3
Capsula 13 – 26,5 gramas
Ponto 4 – massa – 2222,9 gramas ( agua a juntar 400 ml)
Ponto 4 – volume – 101, 26 cm^3
Capsula – 51 – 26,5 gramas
Resultados Experimentais e Interpretação
Foi notado no experimento que na mistura de solo com adição de agua ,quando compactada, o peso
especifico aparente da mistura aumentava ,mostrando que a agua de certa forma funciona para a limpeza dos grãos,
permitindo a aproximação das partículas ,porem isso só ocorre até atingir um certo ponto, pois, ao aumentar a agua
ainda mais, acaba fazendo com que ao invés delas se unirem ,acabem se separando, pois ocorre um aumento de
vazios e assim o peso especifico acaba diminuindo.
2 Controle de Compactação em Campo
Introdução
Com o solo já compactado, foram realizados testes para termos controle da qualidade do material, na qual, esses
procedimentos servem para termos noção sobre o acerto da umidade e o controle. O Speed test , um dos
primeiros testes feitos, tem como principio de funcionamento a reação de carbureto de cálcio e o solo úmido
produzindo o gas acetileno que causa uma pressão dentro do frasco, e a partir dessa pressão , podemos
determinar a umidade , ou seja, um teste pratico e rápido
,como o próprio nome já diz, que pode ser realizado em campo, as principais obras a utilizarem esse método são
as obras rodoviárias , onde esse teste é feito a partir do momento que o solo já esta compactado .
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Realizamos também o teste do frasco de areia, que tem como principal objetivo determinar o peso aparente do
solo ,é realizado in loco e tem como principio cavar um buraco no campo( solo que esta em obra) e recolher o
solo do seu interior , após o solo esta compactado ,esse braco tem suas dimensões padronizadas por norma que
são feitas com 15 cm de comprimento e 15 cm de diâmetro .
Aparelhagem
Os aparelhos utilizados para esses testes foram:
Para o speed test
10 g de solo
Ampolas de Carbureto de sódio
Duas esferas de aço
Um frasco de metal com tampa
Manômetro instalado no frasco
Balança manual
Para o frasco de areia
Frasco
Funil
Bandeja
Bandeja com furo central circular
Espátulas
Cavador
Balança
Cilindro com base e colarinho
Procedimento
Iniciamos pelo Speed test, na qual, pesamos uma amostra de 10 g de solo úmido em uma balança manual,
após isso, adicionamos o solo no frasco de metal com duas esferas e com uma ampola de carbureto de cálcio,
assim, fechamos o frasco, e agitamos por 30 segundos e começamos a observar a variação da pressão dada pelo
manômetro acoplado no frasco, após notarmos que parou a variação da pressão, abrimos o frasco e conferimos
de acordo com a tabela a umidade que obtemos.
Já no teste do frasco de areia, iniciamos pesando o frasco e após o funil e também pesamos ambos juntos,
já tendo os valores, pegamos a areia calibrada e transferimos para o frasco, a partir disso, foi necessário a
utilização do cilindro e da bandeja com furo circular central para compreendermos a quantidade de massa que
ficaria no funil e a quantidade de massa que hipoteticamente iria para o buraco. Assim, prosseguimos para o
campo, no mesmo, ao chegarmos, foinecessário fazer a uniformização do local, pois é preciso que a bandeja com
furo circular central ficava de forma correta no solo, ao ficar apoiada de forma correta, foi dado início a
escavação, tentando obter um diâmetro de 15 cm e um comprimento de 15 cm
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Resultados Experimentais e Interpretação
Massa esp aparente seca de
teor de umidade do campo campo
9,3 kg/cm² Dados
Massa do solo cavado 2386,9
Massa esp aparente seca da
areia volume 817,92
massa da areia
calib. 4996 Pd 2,918256 g/cm³
volume 817,92
Pda 6,108177 g/m³
Conclusão
Após, todos esses dados obtidos, foi possivel compreender a necessidade dos testes, pois, com eles,
notamos a necessidade de ser preciso nos resultados, de forma, a obtermos baixo desperdício, ter noção para
escolhermos um bom material e principalmente reduzirmos alguns custos. Notou-se também, a necessidade de
sermos precisos nos valores e sem faltar o acompanhamento das normas para fazer uma boa execução.
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3 Referências
As referencias utilizadas foram com base nos slides providos em sala.
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4 Apêndice